Proibição do uso das cadeiras cativas no Maracanã na Copa de 2014 preocupa proprietários
Paula Martini | Esportes | 27/09/2010 11h19
A Copa do Mundo é nossa? A famosa música cantada com fervor na época do Mundial pode não ser entoada com tanta empolgação por alguns brasileiros. Isso porque o direito de quem tem cadeira cativa no Maracanã pode não ser respeitado durante a Copa de 2014. São cerca de 6 mil lugares, cujos donos desembolsaram aproximadamente R$ 50 mil ainda na época da construção do estádio. A aquisição do lugar dá direito ao dono de assistir e participar de qualquer evento no Maracanã. Desde jogos até shows. Porém, ainda não há definição do uso do benefício durante a Copa do Mundo. Na época da competição o estádio será entregue à Fifa e é ela quem decide o que fazer.
Os lugares considerados perpétuos foram adquiridos ainda na construção do Maracanã. Não havia dinheiro para realizar as obras e foram vendidas as cadeiras para que o estádio pudesse ser construído. Naquela época, o marido de Diva Lourdes Curial Silva comprou cinco lugares. E a possibilidade de não poder assistir à competição causa revolta, conforme ela revelou ao SRZD.
"Vai dar confusão. A cadeira é perpétua, se não tivermos esse direito, acredito que todo mundo vai entrar na Justiça", disse a senhora.
Filho dela, Jalves Curial Silva lembra que na época do Pan-Americano, em 2007, houve a mesma discussão e o caso foi parar no STF (Superior Tribunal Federal).
"É mais uma confusão. Eu acredito que vai ficar por isso mesmo. Se não vai à Justiça não consegue resolver nada. Se não me engano são mais de três mil pessoas. No Pan houve a mesma discussão e o caso foi parar no STF. Para ter uma resposta positiva, acho que precisa ser uma ação em grupo, não pode ser isolada", disse. Na época da competição, os proprietários de cadeiras cativas receberam ingressos para o mesmo setor e puderam assistir as competições que aconteciam no estádio, mas com a reforma do Maracanã para se adequar as normas da Fifa, Jalves conta que nada foi informado.
"Com as mudanças no Maracanã, ninguém informa onde ficarão nossas cadeiras. Eu não sei onde será o meu lugar. Meu pai faleceu e a Suderj enviou uma carta cobrando a taxa de anuidade, mas o engraçado é que para isso eles sabem enviar carta. Mas para informar as pessoas interessadas no assunto ninguém envia carta", reclamou.
Jalves avisou ainda que não pretende tomar nenhuma atitude antes de uma informação sobre o assunto. Para ele, a Copa das Confederações, em 2013, servirá para mostrar como vai funcionar no Mundial.
"Na Copa das Confederações poderemos ver se vai dar confusão ou não, e poderemos lutar pelos nossos direitos".
A Fifa pode optar em fazer como na época do Pan-Americano e dar ingressos para os proprietários das cadeiras cativas no estádio, ou indenizar essas pessoas, mas Jalves acredita que essa decisão não deve partir da entidade.
"Somos co-proprietários do Maracanã. Tem que ter uma manifestação por parte do Estado. Não pode ser decidido pela Fifa. Ela não é uma entidade brasileira, não pode entrar no Brasil e tomar essa decisão".
Proibição está no contrato
De acordo com Paulo Mansur, que vende as cadeiras cativas no Maracanã, na época que o Brasil se candidatou à sede da Copa do Mundo, para o lugar ser um dos estádios na competição, foi feito um contrato, e na cláusula deste documento, a entidade teria exigido que os lugares perpétuos não poderiam ser utilizados durante o Mundial
"Durante a competição o estádio é cedido para a Fifa, ela emite os ingressos e vende da forma que quiser. Fizeram a lei para aprovar a Copa do Mundo e a Fifa aceitou nessa condição", revelou.
O SRZD entrou em contato com a Suderj na sexta-feira para tentar esclarecer algumas dúvidas, e nesta segunda, a autarquia informou que os propietários das cadeiras cativas serão informados sobre o uso ou não do benefício na Copa do Mundo. Além disso, a Suderj explicou que o Maracanã durante o Mundial fica sob responsabilidade da Fifa, e é ela quem define o uso ou não do benefício.
ivan storino braga
05/05/2012 12:32:20
Preciso de receber noticias sobre esta situação das cadeiras perpetuas do maracana, como fica após as obras. Agradeço, Ivan Storino
MARCO
02/05/2012 19:49:04
Sou proprietário de cadeira perpétua. Acredito que haverá bom senso. É provável que nos disponibilizem ingressos com prioridade sobre aqueles que vão comprá-los para assistir aos jogos durante a COPA. Não acredito em DESAPROPRIAÇÃO, pois a INDENIZAÇÃO deveria ser prévia, o que não ocorreu. O Estádio já está sendo reconstruído e não houve nenhum contato ou comunicado por parte da SUDERJ. Caso não sejam reservados INGRESSOS aos nos PROPRIETÁRIOS DE CADEIRAS ESPECIAIS, PERPÉTUAS, para o jogo final da COPA, devemos nos mobilizar para garantir nossos direitos, pois o Maracanã original foi construído às nossas custas ou às de nossos antepassados. Qualquer novidade, favor me informar. Grato. MARCO
DAVID CARDEMAN
17/04/2012 17:28:28
Eu e meus irmãos temos cada um 2 cadeiras perpétuas, no total de 6 cadeiras. Entendo que deveríamos formar um grande grupo, imediatamente, para garantir juridicamente nossos direitos. Estou à inteira disposição.
Ralph Ribeiro da Costa Lemos
04/03/2012 22:09:30
Precisamos aguardar a Suderj ( Estado ) se pronunciar sobre o assunto. Caso não seja respeitado o nosso direito de utilizacao das nossas cadeiras, temos que reagir, de preferência coletivamente. Assim, seríamos bem mais fortes e conseguiremos fazer valer os nossos direitos!!!
Marcelo Pinto
29/07/2011 18:08:56
Sou proprietário de 7 cadeiras cativas. Qualquer afirmação nesse momento sobre a utilização ou não das cadeiras cativas é mera especulação. O que há de real: Quando um país se candidata para sediar uma copa do mundo, a FIFA exige garantias governamentais de que todos os estádios que realizarem partidas da copa, terão os direitos de uso, durante o período do evento, cedidos integralmente à entidade. No caso do Maracanã, o Sr. Sérgio Cabral Filho, na época Presidente da Alerj assinou uma lei em que diz que tais direitos (cadeiras perpétuas) não valerão para o período da copa. Caso contrário o Brasil jamais ganharia o direito de sediar a copa. Acontece que uma lei de 2005 não pode prejudicar os direitos adquiridos numa lei de 1947. Durante o Pan os proprietários de cadeiras cativas do 6º anadar (somente estes) perederam os direitos de uso naquele local apenas para as cerimônias de abertura e encerramento, em razão da segurança de diversos chefes de estado presentes às cerimônias. Mas neste caso a justiça determinou que o comit~e organizador cedessem lugares com a mesma visão, ou seja, as cadeiras brancas do outro lado. Provavelmente algo parecido deve novamente acontecer. Outro caso é a possibilidade do estado desapropiar tais cadeiras e indenizar os proprietários. Mas qual o preço justo para essa indenização? Vale esperar até 2013 quando teremos a primeira "briga" na Copa das Confederações...
Marcelo Rebello
18/06/2011 23:59:56
Sou proprietário de uma cadeira perpétua, tb acho que devemos entrar conjuntamente na justiça por nossos direitos. Estou a disposição. E tb cobrar da SUDERJ maiores informações sobre nossos bens. Meu e-mail está aí e meu tel, (85) 99835575. Grato
Luiz Carlos Conte
01/10/2010 17:51:07
O nome disso é DESVIO de FINALIDADE. Pode entrar na justiça que é direito líquido e certo. Indenização caberia se o estadio fosse demolido para passar uma avenida, metro etc....mas para a mesma atividade, que é partidas de futebol, não é legal. Na verdade esperemos que eles tomem essastitude ilegal e arbritária, pois entramoscom uma adin junto ao supremo por entender que a dita lei viola direitos constitucionais de direito á propriedade. Acho q nossa indenização vai servir pra comprar umas 10 cadeiras cada um.







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