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Valdeci

Valdeci

POLÍTICA. Jornalista da área de política com atuação em jornais, rádios, assessorias de imprensa e produção de TV. Já trabalhou para "O Popular", de Goiânia, e para "Correio Braziliense", "Jornal de Brasília" e "JB". Foi repórter de rádios como "CBN", "BandNews FM" e "Jovem Pan", em Brasília, e noticiarista das rádios "Araguaia FM", "Executiva FM", "Anhaguera AM" e "Terra FM", de Goiânia.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



30/03/2015 19h40

Com a palavra Fernando Collor
Valdeci Rodrigues

O senador Fernando Collor (PTB-AL) fez Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para alterar a forma de escolha e de recondução de um procurador-geral da República. Tem algum parlamentar mais qualificado para tal propositura?

Há alguém com maior conhecimento de causa do que o ex-presidente da República que foi tirado do cargo por causa de corrupção? Ainda mais agora que foi reabilitado pelos petistas ladrões e tornou-se aliado do governo do PT, de Dilma, de Lula, de Sarney...?.

Fernando Collor propõe que o chefe do Ministério Público Federal só poderá ficar no cargo por no máximo quatro anos ou dois mandatos. Não há limite para a recondução do procurador-geral atualmente. Collor deve ter o apoio de seus novos colegas de ladroagem.

Uma das 50 pessoas suspeitas de participação no esquema de roubo na Petrobras que tiveram inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF), Fernando Collor sabe o que fala junto com seus novos parceiros, os "companheiros" ladrões.

No plenário do Senado, nesta segunda-feira 30, ele justificou sua emenda: "Sugerimos que o cargo do procurador-geral da República possa ser ocupado por qualquer um dos membros do Ministério Público brasileiro, seja da União, seja dos Estados. Não faria sentido, pois, limitar essa escolha dos membros do Ministério Público da União, como se tivessem ascendência natural sobre os demais ramos da instituição".

Quem imaginaria quando o PT investiu contra Collor de Mello que num tempo não muito distante estariam todos no mesmo barco da ladroagem? Embarcação que coube até o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf (PP-SP), que não pode deixar o país para não ser preso pela Interpol?

Resumo da história, para tristeza de todo o Brasil: os ladrões de outrora estão agora juntos com os bandidos de agora, todos roubando o dinheiro do contribuinte. Quer destino mais cruel para esta nação!!!

 


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21/03/2015 12h38

Petistas estão realmente desesperados
Valdeci Rodrigues

Bateu. O desespero de petistas da quadrilha do ex-sindicalista profissional Luiz Inácio Lula da Silva é clara. Eles não conseguem sequer esconder mais. Sabem o risco que correm --- o de perderem o controle do erário.

A esta altura dos acontecimentos, ainda acreditam que poderão continuar roubando muito. Nesta hora, criador e criatura --- Lula e Dilma --- tentam salvar-se. E continuarem o assalto aos cofres públicos.

Mas a situação está muito embolada. Os neófitos ladrões petistas cismaram de peitar o "escoladíssimo" PMDB. O mesmo PMDB do vice-presidente da República, Michel Temer (SP), humilhado várias vezes pela grosseira ex-guerrilheira de araque Dilma Rousseff.

O descaramento da quadrilha do PT não tem nenhum limite --- repito sempre. Farão mesmo o "diabo" para continuar no poder. Veremos como se ajeitarão com o PMDB, que tem o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ).

Aos brasileiros honestos nada resta a não ser esperar. Esperança também é algo difícil de ter neste momento. A chance de ladrões como Lula ir para a cadeia é praticamente zero. O Judiciário é controlado pela gangue.

Até agora, somente manifestantes nas ruas poderão tirar as excelências do Judiciário de suas interpretações de uma Constituição cheia de brechas. Mas, se depender dos ladrões do PT, o país irá até a uma guerra civil!!!


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09/03/2015 12h00

Deslealdade do PT não tem limites
Valdeci Rodrigues

A deslealdade do PT também não tem limites. O chamado Partido dos Trabalhadores fortaleceu-se com imprescindível ajuda de servidores públicos. Gente que tem tempo para ficar fazendo proselitismo.

Mas quando o PT chegou ao poder com o ex-sindicalista profissional Lula, passou a perseguir qualquer funcionário de repartição pública que não estivesse alinhado com o petismo. Bastava que algum deles entrasse portando a revista Veja. Tenho relatos pessoais sobre isso.

Então o PT loteou todos os cargos entre os "companheiros". Além de ter mais dinheiro --- petista precisa pagar parte do que ganha ao partido ---, colocou todo o Estado a serviço da legenda. Infelizmente, Aécio Neves não soube dizer isso direito na campanha.

O tucano falava em "aparelhamento". Esta palavra não é de domínio da esmagadora maioria dos eleitores. Não sei se foi falha do marqueteiro ou de sua própria assessoria. Mas alguém deveria ter avisado o senador do PSDB sobre esta questão.

Milhões de eleitores ficaram sem saber sobre o que ele estava falando durante a campanha eleitoral, no ano passado. Este "aparelhamento" é visto a olho nu em todos os órgãos públicos. A "companheirada" faz a festa. Dinheiro do contribuinte é uma maravilha, não é?

Agora, o Brasil está numa encruzilhada. Descobre antes de Dilma Rousseff assumir o segundo mandato que a petista mentiu descaradamente nos palanques. Vieram aumentos e arrochos que a ex-guerrilheira atribuía ao seu opositor, Aécio Neves.

O escândalo da Petrobras não para de crescer. Outros virão aí. São atingidos não apenas petistas graduados mas também graduados aliados do governo no Congresso Nacional. Não é possível ainda arriscar um desfecho para esta crise institucional.

Se Dilma disse ou o próprio Lula afirmou que o partido faria "o diabo" para eleger a ex-guerrilheira, imagine quantos "diabos" o PT fará para mantê-la no Palácio do Planalto. Mas entre eles próprios existem enormes divergências.

A popularidade de Lula também está sendo corroída. Logo ele, achando que poderia manobrar à vontade na sombra, tendo uma fantoche no comando da nação. Deu no que deu. Agora é esperar para ver. Está tudo turvo.  Judiciário? Ninguém acredita. Congresso Nacional, ninguém nunca acreditou.

Quando falo em descrédito dos três poderes da República, levo em consideração exatamente o povo. É o que ouço nas ruas. Sempre andei com ouvidos de repórter apuradíssimos. Agora, mais ainda. Não vejo no horizonte nenhum sinal de melhora para os brasileiros.

Mas eu posso afirmar, sem medo nenhum de errar, que o Brasil acabou de passar também pelo maior estelionato eleitoral de sua história. E os fatos estão aí muito recentes. Basta relembrar o que vivenciamos há poucos meses, durante a campanha eleitoral. 


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06/03/2015 09h35

Brasília, novo governo, práticas antigas
Valdeci Rodrigues

O novo governo de Brasília, Distrito Federal, entra em seu terceiro mês. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) escancarou a roubalheira comandada pelo seu antecessor, o petista Agnelo Queiroz. Não havia dinheiro em caixa. O Brasil inteiro soube disso.

Nestes três meses iniciais, porém, chegam-me a todo momento informações de que nada mudou. Do preenchimento de cargos ao resto do que não se deve fazer num governo. Nesta quinta-feira 5, eu presenciei cenas horríveis de desrespeito a trabalhadores humildes.

Eram 16h22. Três operários de uma empresa terceirizada aparavam grama ao lado do bloco onde moro. Do segundo andar, onde eu estava escrevendo, o barulho era ensurdecedor. Desci para verificar.  Mania de repórter. Não deu outra. Desconfianças minhas confirmadas.

Os três que estavam nas imediações operavam os aparadores de grama sem nenhuma proteção para os ouvidos. Um deles, quis defender o emprego. "Comecei há três dias, por isso não tenho".

Chamei seu parceiro, que estava do lado. Ele mostrou-me um "abafador" já sem muita serventia. Contou-me que a empresa não dá muita atenção a isso. O terceiro, do outro lado, nem abordei. Para mim já bastava. Daí, a escolha do título deste artigo. Sem contar essa contar esta história de terceirização...

Sinceramente, leitor, não posso deixar de registrar isto. Independente de partido político. O novo governador é do PSB. Mas tenho informações sobre preenchimentos de vagas obedecendo critérios "antigos". Rodrigo Rollemberg começou o governo sem dinheiro.

Mas já pude registrar nesta quinta feira 5, indícios de que ao menos a empresa terceirizada para tirar grama onde moro explora operários. Exploração de forma desumana. Com certeza já se trata de empresa que ganha do Governo do Distrito Federal --- como é de costume --- dinheiro que vai além do que vale o serviço prestado.

É uma aposta que faço sem receio de errar! 



04/03/2015 13h34

Lava-jato afunda o Congresso também?
Valdeci Rodrigues

Lascou-se. A operação Lava-Jato da Polícia Federal tem nomes de políticos importantes do Congresso Nacional. A informação é a de que os presidentes da Câmara e do Senado estão citados na lista. E agora?

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é o terceiro na hierarquia da República. Ocuparia a Presidência em caso de impedimento de Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP). O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), vem em terceiro.

Esta informação sendo confirmada, já podemos trabalhar com algumas hipóteses. Nenhuma delas favoráveis ao cidadão. Como esperança, somente as ruas tomadas pelo povo.  "Povo" de verdade. Não militantes, pagos ou não.

Por quê? Há a possibilidade de "composição" entre Congresso Nacional e Presidência da República para livrar todos os responsáveis graduados pelo maior escândalo da história do país. E aí o roubo na Petrobras terminaria sem punição para os cabeças do esquema.

Mas existe também uma possibilidade, menos provável. Deputados e senadores que estão fora do esquema reagirem para proteger a instituição. Eu não acredito nisso. Mas estou trabalhando apenas com hipóteses. Um direito livre meu. Como cidadão e como jornalista.

Neste momento o que temos? Duas importantes instituições da dita democracia (?) chamuscadas. E o Judiciário? Não preciso nem dizer nada aqui sobre a Justiça. Basta perguntar nas ruas o que os cidadãos acham.

Tenho apenas uma certeza.  Ela pode ser provisória até. Sobrará para nós, jornalistas independentes. Fazer o quê? É o preço que temos de pagar para continuar a fazer nosso trabalho de forma isenta.


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03/03/2015 22h56

Quase elogio um médico!!!
Valdeci Rodrigues

Foi por um triz. Quase elogio um atendimento médico do sistema de saúde pública de Brasília. Quase, quase. Mas entre o primeiro atendimento e o segundo, nesta terça-feira 3, o que achei que seria uma exceção, está dentro da regra. Desgraçadamente faz parte do que há de pior no atendimento médico.

Final da manhã. Chego a um posto de saúde no Cruzeiro Novo, praticamente "colado" no Plano Piloto da capital da República. Este "colado" é de propósito. Conto por que algumas linhas abaixo. Fui apenas com intuito de pedir informação sobre tratamento para hipertensão.

Mesmo com o descaso característico dos funcionários públicos,  já fui atendido.  E saí com consulta marcada para o início da tarde. Bem. Tudo acabou aí. Quando entro no consultório descubro o quê? Mais um caso de profissional arrogante e, certamente, incompetente.

Além da soberba da médica, fico sabendo que o atendimento rápido tem outro motivo. Uma explicação: não deixo de ser repórter um minuto sequer. Mania minha (risos). Resolvi o que precisava, com auxílio dela  - mas a deixei sem saber disso. Contei a história ao guarda!

Sim, isso mesmo. O guarda. Ele logo me disse qual das médicas tem atendimento dentro do que se espera de um profissional desta área.  A realidade não me deixou fazer sequer um elogio. Depois, todos eles reclamam e sentem-se atingidos pelas críticas. Comecei a estudar a arrogância, de forma mais apurada, há mais de dez anos.

Coincidentemente, depois de observar como atendentes de um hospital particular também daqui de Brasília maltratava pacientes. Antes que você, leitor, pense que estou sendo apressado, informo que este início de meus estudos aconteceu há mais de dez anos.

Sucintamente: não dá para elogiar. Não é possível, a menos que separemos os bons profissionais. Isso é raridade. Fui atendido rapidamente porque --- disseram-me no posto de saúde --- a cidade está vazia. E assim permanecerá até o final da Quaresma.

Ufa!!! Foi por pouco. Quase errei!!! Sobre o Cruzeiro Novo, ainda não me convenceram a respeito da "nova" forma de denominar o Distrito Federal. No traçado original, haveria o Plano Piloto e as cidades-satélites. Mas isso passou a ferir os bacanas. Exemplo: a segunda maior favela do país fica aqui.

Então, eles querem chamar de Brasília apenas a área central e "nobre". Estas aspas são porque aqui também há miseráveis. Esses "burgueses" querem que o nome sirva apenas e tão-somente ao Plano Piloto e, claro, Lago Sul, Lago Norte... O restante são, para eles, cidades do Distrito Federal. Assim, imaginam distanciarem-se da esmagadora maioria da população. Gente que já soma mais de 2,2 milhões de pessoas.

Por muito pouco, leitor, eu estaria agora elogiando algo que não existe em lugar nenhum do Distrito Federal. A saúde pública em Brasília continua inclassificável. Claro, no mau sentido. Um horror!!!



03/03/2015 08h52

Alguém ainda acredita em Lula?
Valdeci Rodrigues

Positivo. Sim, há gente que ainda acredita em Lula.  Aliás, número considerável de pessoas. Além de seus adeptos, há uma multidão de desinformados, mais os informados que têm interesse na liderança do ex-sindicalista e ex-presidente da República.

Adeptos existem de vários tipos. Dos que ganham com a situação passada e com a atual, por exemplo. E até dos "cegos" politicamente e sem visão nenhuma da realidade. O homem tem um "exército" de seguidores. Mesmo com todos os escândalos de seus dois governos.

Nem  o "balaio de gatos" existente dentro do próprio PT afasta esse pessoal do cabra forjado já na enganação sindicalista. Gente que o segue apesar de tudo que já existe contra ele. Suas contradições, mudanças de posições, nada abala a liderança do político que foi operário há muito, muito tempo.

As divergências com o "poste" que ele criou igualmente não atrapalham sua imagem. Mas... Já é possível perceber seu desgaste com muita clareza. Quem quiser acreditar que Lula nada soube sobre os casos de roubalheira de dinheiro do contribuinte tem esse "direito".  E o "poste"? A presidente reeleita Dilma Rousseff? Esta está no olho furacão. Há possibilidade de ela sair incólume? Não existe mais esta chance. Se sair, escapará chamuscada.

O desgaste da igualmente contraditória primeira mulher a ocupar a Presidência da República dependerá ainda dos próximos acontecimentos. Mais casos de corrupção virão à tona, eu não tenho dúvidas. Ela poderá chegar ao fim de seu segundo mandato. Aos solavancos, obviamente.

Dilma Rousseff usa a mesma estratégia de seu criador. Aquela já famosa e desgastada do "não sei, não sabia de nada". O problema é que não ter conhecimento dos casos de corrupção não seria admissível num país minimamente sério e com nível razoável de pessoas informadas. Nem chego às "bem-informadas",  neste artigo.

Que os dois sabem e sabiam, para mim, não existe dúvida. A Justiça tem sua forma peculiar de atuar. O Congresso Nacional dispensa apresentação. Uma maioria é construída ali sem qualquer compromisso com o eleitor. Muito menos com o contribuinte.

Estão lá antigos inimigos figadais de mãos dadas. Na hora de manter e defender interesses próprios dos mais variados, passa-se uma borracha no passado. E de forma escancarada e sem nenhum pudor. Nenhuma novidade aí nos últimos 12 anos. A roubalheira continua. Não para nem agora com o megaesquema montado na Petrobras às escâncaras. Pode não dar em nada também. Mas...

Existe o perigo de que desta vez o resultado pode não ser o mesmo. As revelações sucedem-se de forma assustadora para o grupo que assalta os cofres públicos. Tanto o dos petistas quanto o de seus agregados na montagem da quadrilha. Ainda é usado o surrado argumento de que tudo não passa da atuação do PIG (Partido da Imprensa Golpista), uma invenção de "companheiros".

Quem noticia o assalto é da turma que quer dar um golpe para derrubar os governos populares que atendem à população "pobre" --- eu não gosto deste termo.  E por aí vai. Entram o Judiciário e o Legislativo com sua importante cota de contribuição para manter os governos mais corruptos da história do Brasil.

E agora? Existe chance de os ladrões do dinheiro do contribuinte safarem-se mais uma vez? Sim, há. Porém, a situação vai arrochando-se para o lado da turma. Enquanto isso, o Brasil naufraga. Já num nível igualmente assustador. E com divergências inadmissíveis em qualquer governo.

Enfim... Há esperanças dos dois lados. Dos que querem tirar Dilma Rousseff da Presidência da República e igualmente dos que desejam mantê-la até o fim. Até porque quem paga a conta mesmo está perdido ---- o eleitor, o cidadão, o contribuinte.

Só resta-nos aguardar os próximos lances. Eu, particularmente, como profissional e como cidadão,  acho que o nível de comprometimento de Dilma Rousseff neste último escândalo, o da Petrobras, já seria suficiente para perda de seu mandato. Mas... Trata-se apenas da opinião de um articulista.

Quem decide --- em sua maioria --- tem também interesses diretos no desfecho deste último caso e ainda no dos anteriores. Síntese: Brasil inteiro atolado por causa diretamente do roubo, da corrupção dos petistas e de seus aliados. Saída? Ainda está no nível do imponderável. Voltarei ao assunto, logo, logo.


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27/02/2015 00h14

Brasília, um mau exemplo completo
Valdeci Rodrigues

Brasília decepciona de forma completa: tanto nacionalmente, com o governo federal, quanto como uma unidade da federação. Tratarei neste artigo apenas de uma deficiência que atinge também os 26 Estados e o Distrito Federal: transporte coletivo. Não citarei uma possível exceção porque não conheço.

Não faz muito tempo, o problema crônico passou a ser denominado de "mobilidade urbana". Nesta questão, a capital do país é uma decepção total. Estou usando este tipo de transporte e posso dizer ainda com mais conhecimento de causa --- já que sou passageiro cotidiano do sistema.

Novidade? Nenhuma. As deficiências são as mesmas desde que quando aqui cheguei há 23 anos. Inclusive já fui assessor de imprensa da Secretaria de Transportes do governo local, conhecido aqui pela sigla GDF. Vi a situação por dentro.

Como repórter de cidades lá nos anos 1990 já fiz várias reportagens sobre o assunto. Incluindo aí matérias sobre a quantidade de carros em circulação na capital do país. No século passado já iniciei textos informando que toda a população do Distrito Federal poderia deixar a cidade usando os carros particulares registrados aqui.

Neste caso, era uma forma de ilustrar a quantidade de automóveis em relação ao número de habitantes. Atualmente o Distrito Federal tem quase três milhões de moradores. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) --- dados de agosto do ano passado --- o número exato referente a 1º de julho era 2.852.372, de acordo com reportagem do Correio Braziliense em agosto de 2014.

Brasília vive uma situação inadmissível em qualquer lugar. Poucos ônibus, veículos sucateados, horários despeitados, motorista que não param na parada (ponto) etc. Um caos. Ainda para completar a ideia disseminada num bordão: "Aqui, só de carro". 

Se em algumas outras capitais há pessoas que sentem vergonha de andar de ônibus, em Brasília então... Um motorista ou cobrador por exemplo --- já constatei isso pessoalmente --- trata qualquer passageiro com desdém.

É um tratamento que parte do princípio equivocadíssimo de que quem anda de ônibus é desvalido e um ser qualquer que não merece respeito. Existem as exceções de sempre, claro. Eu mesmo já pedi informação a um motorista enquanto ele descia do veículo e registrei um comportamento aparentemente inexplicável.

No caso que estou citando --- repito envolvendo-me como passageiro --- o motorista encarou-me e simplesmente não deu nenhuma resposta. Isso é leveza diante do que presenciei com outras pessoas e dos relatos que obtenho praticamente todos os dias.

Então, até onde a vista alcança nada mudará. Uma capital como Brasília, com amplas avenidas, enfrenta enormes engarrafamentos. Já observei em várias situações assim, que em cada carro há apenas o motorista.

O cidadão que tem condições de pressionar o poder público para solucionar a questão, tem vergonha de andar em transporte coletivo. Nos casos observados por mim, uma enorme fila de carros não teria gente para encher um ônibus!!!

Não há nenhum estímulo ao transporte de massa. Mas existem facilidades para se adquirir um carro. Não faz muito tempo eu e outro colega também jornalista esperamos ônibus na Rodoviária do Plano Piloto. Simplesmente os três últimos carros que deveriam sair dali naquela noite para o nosso destino não apareceram. 

Esperamos já de propósito até o fim. Fomos para casa de táxi. E nada aconteceu. Nada acontecerá. Outros passageiros reuniram-sem em grupos para chegar em seus lares também de táxi. Casos assim são corriqueiros na capital do país. 

Tudo que há de deficiência em serviços públicos em todo o território nacional existe também onde estão instalados os três Poderes da República.  É uma avacalhação geral e irrestrita!!! E não começou agora!!! Infelizmente não existe nenhum sinal de mudança no horizonte.


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07/02/2015 19h35

Dilma, um poste na Presidência da República
Valdeci Rodrigues

Está feito. O ex-sindicalista e ex-presidente Lula elegeu um poste duas vezes. E agora, Brasil? Temos uma haste de ferro na Presidência da República. Por ironia (?) ainda sem luz! O país está envolto no maior escândalo de corrupção da sua história. Acredite quem quiser que Dilma Rousseff e Lula são inocentes neste repugnante caso da Petrobras.

Se fossem inocentes não deveriam sequer ter ocupado cargo nenhum na administração pública. A presidente reeleita está paralisada. Dá sinais de que não sabe ao menos o que dizer sem o roteiro de seu marqueteiro. Não se governa com propaganda eleitoral.

Os brasileiros, enganados, pagam a conta pelos desgovernos dos "companheiros" com seus aliados --- gente do quilate de José Sarney, Paulo Maluf, Fernando Collor... ---, mais sua própria turma sedenta pelo fácil enriquecimento com dinheiro surrupiado do contribuinte.

Há "companheiros" que acreditam que tudo não passa de campanha de uma "mídia" de direita, blá-blá-blá... O Brasil está sem rumo há muito tempo. O PT já provou e comprovou sua verdadeira natureza. E a de sua estrela maior, o ex-sindicalista Lula. Ele escolheu Dilma para que ninguém fizesse sombra à sua popularidade.

Mas os tais avanços sociais estão neutralizados --- em termos de gastos --- com o roubo desenfreado dos cofres públicos. Não foi à toa que escrevi em novembro do ano passado um artigo com o título: "Brasil, feliz 2019!". A menos que esta mulher seja apeada do governo. Motivos não faltam!!!

Não se trata de golpe. Seria apenas e tão-somente a aplicação das leis já existentes. Elas são mais do que suficientes para condenar essa turma, incluindo aí o ex-presidente Lula.

Em tempo: eu não pertenço, não milito, não sou filiado a partido nenhum. Era chamado de petista no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso por causa das críticas que fazia. Tomei esta decisão de não ter militância político-partidária praticamente no mesmo momento em que optei por ser jornalista. 


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03/02/2015 05h11

Câmara dos Deputados independente? Será?
Valdeci Rodrigues

A promessa do novo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de transformar a Casa Legislativa num poder independente será cumprida? Ou apenas valorizará o já famoso toma-lá-dá-cá que impera no Congresso Nacional?

Tenho motivos para duvidar que, finalmente, ao menos uma parte do Legislativo --- a que reúne 513 deputados eleitos diretamente pelo povo --- finalmente transforme-se no que deveria ser por definição constitucional. Tanto na independência como na harmonia com os outros dois poderes: Executivo e Judiciário.

Eduardo Cunha faz parte de um grupo dentro do PMDB que não aceita seguir cegamente o que determina o governo da presidente Dilma Rousseff. A legenda é uma das consideradas como integrante da base de sustentação à administração tanto da petista grosseira quanto do demagogo político Lula, seu criador.

Pelo histórico de adesões a governos --- seja em parte ou na totalidade ---, mais o fisiologismo partidário também deste partido, é difícil de acreditar. A própria história de Eduardo Cunha tem características que sustentam minha dúvida. Uma legenda que ainda já teve noutros governos partes governistas e oposicionistas. Um exemplo atual, está no grupo que orbita em torno do presidente reeleito do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Nesta segunda-feira, 2, Eduardo Cunha, com um histórico de confrontos com o Poder Executivo como líder da bancada peemedebista, repetiu o compromisso. Reafirmou que conduzirá a Casa parlamentar de forma independente, mas de maneira harmônica com o governo, algo que, repito, está na Constituição.

Esperar para ver se esta postura não será apenas a valorização da venda de apoio --- nunca para beneficiar o país --- sacramentada na expressão "toma-lá-dá-cá". Motivos para minha desconfiança não faltam, já que, inclusive, uma das funções da Câmara e do Senado é fiscalizar ações do Poder Executivo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem registradas 32 siglas partidárias. Simplesmente uma avacalhação do que deveria ser a tal democracia brasileira. Eduardo Cunha já andou falando em colocar na pauta de votações a sempre adiada reforma política.

Dificilmente um partido votaria a favor de leis que prejudicam sua própria existência. Sem contar que a barafunda vai muito além disso. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-petista, colocou o PMDB no mesma condição do PT, dentro da avaliação da senadora e ex-ministra Marta Suplicy, ainda no PT de São Paulo.

O senador afirmou que a exemplo do que Marta Suplicy afirmou recentemente, se o PMDB modificar-se a legenda também deixará de existir. O motivo? Tamanho compromisso e identificação, e seus devidos benefícios, com o fisiologismo que desmoraliza a atividade político-partidária em todo o país.


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31/01/2015 10h12

Querem jogar a culpa toda em São Pedro!
Valdeci Rodrigues

Crise hídrica. Choveu menos. Tarifas nas alturas. "Conta de água no DF tem a maior alta em 10 anos" é a manchete do Correio Braziliense deste sábado, 31.  Apagões existem desde os governos do tucano FHC. Mas os dos "companheiros" do PT planejaram obras que poderiam amenizar a crise no fornecimento de energia elétrica em uma década?

Claro que não. Até agora há pouco na campanha, Dilma Rousseff garantia nos palanques que não haveria o risco de desabastecimento. Claro, a repercussão foi maior a partir da situação em São Paulo. Vêm os "companheiros" criticando a administração do Estado, nas mãos dos tucanos.

Vira uma  guerrinha política que turva a compreensão do problema para a esmagadora maioria da população. E vindo de um partido que criticava e fazia protestos sem limites ao governo federal tucano na década passada. Também pudera! Ocupados agora com a roubalheira sem freios...

Petistas buscam dados do governo FHC para "justificar" as bandalheiras da "companheirada". Abriram um rombo nas contas públicas, detonaram tudo. Dilma Rousseff ainda fica tentando encontrar motivos para a má administração petista até colocando culpa em crise externa, blábláblá...

Sem ter como explicar o afundamento do país, a presidente sequer dá entrevista. Não teria como explicar as mentiras na campanha eleitoral desmentidas logo depois de sua reeleição. Deve estar gastando sua energia para fugir de suas próprias responsabilidades no maior escândalo de corrupção da história, o petrolão.

No caso do Nordeste, acompanho a situação de seca desde que me entendo como gente. Nem o governo dos "companheiros" --- o tal "governo popular" para os pobres --- tentou resolver a situação. A roubalheira de recursos destinados para resolver a questão para os miseráveis continuou mesmo sob a estrela vermelha e que brilha pro lado de gente como gente o ditador Fidel Castro.

Agora que a seca provoca falta de energia em Estados nobres como São Paulo e Minas Gerais, é um deus-nos-acuda. Algo normal no comportamento humano. O mundo revoltou-se contra o assassinato de 12 pessoas no jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris. Dezenas de milhares de negros morreram no norte da Nigéria pelas mãos também  de terroristas que seguem o Islã.

Até meninas de dez anos foram usadas como terroristas suicidas pelo Boko Haram. E na mesma ocasião do terror em Paris. Pode até aparecer alguém argumentando que no caso da França foi uma agressão à liberdade de imprensa e expressão. Nem preciso agregar aqui mais argumentos...

A morte num bairro nobre sensibiliza mais do que a mortandade numa favela. Quem tem poder de mobilização identifica-se com vítimas semelhantes com consigo mesmo. Ponto. É da natureza humana. Mas há tanta coisa da "natureza humana" que mudamos, não é?

Agora, se vacilarmos o governo federal jogará a culpa toda na natureza, em São Pedro. Quanto cinismo!!! Ainda mais que na "guerrinha" entra o governo tucano de São Paulo e ex-governos do PSDB de Minas Gerais. Incluindo aí o candidato derrotado por Dilma Rousseff, senador Aécio Neves.

Bom lembrar que a própria Minas Gerais bacana tem áreas semelhantes às paupérrimas do Nordeste que nunca sensibilizaram ninguém! Hoje temos de engolir não só as explicações esfarrapadas como pagar o preço pelos desgovernos --- especialmente nos últimos 12 anos.

Não é à toa que os petistas sonham com "controle social da mídia". Melhor e mais coerente com as supostas origens do partido de Lula que se preocupassem com o "controle social dos gastos públicos"!.


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29/01/2015 09h12

Malabarismo do PT fere a lógica
Valdeci Rodrigues

Fico aqui a imaginar o que essa turma do "Partido dos Trabalhadores" e seus aliados não ficam tramando para tentar violentar a lógica. Para que Lula e Dilma não soubessem do roubo na Petrobras, os dois teriam de estar num nível de idiotice incompatível com a administração de um botequim de periferia.

Ao contrário da presidente Dilma Rousseff, já ouvi inúmeras vezes Lula ser classificado como "gênio" da política. Para mim, ele tem "genialidade" para a malandragem. Tanto que descobriu logo cedo como ganhar a vida só na conversa dentro do sindicalismo.

Ambição do ex-presidente foi tamanha que o homem sequer quis frequentar uma escola formal para não ser discriminado --- há quem acredite que tenha sido já uma jogada. Não vejo assim. Enxergo ambição exacerbada, como pôde ser vista quando o ex-sindicalista chegou ao Palácio do Planalto.

Ele tem o dom de emocionar pessoas, embora seja um oceano de contradições em palavras e raciocínios. Ao escolher sua sucessora, uma suposta e competente gerente, o ex-sindicalista quis, óbvio, continuar mandando e ganhando dinheiro junto com seus "companheiros".

Um indivíduo com este elevado grau na "arte" de enganar desconhecer esquemas como mensalão e petrolão é impensável. Mesmo um monumento à grosseria como Dilma Rousseff não conheceria os meandros do petismo? Igualmente inconcebível.

No caso de Pasadena, nos EUA, há assinatura ex-ministra de Minas e Energia e ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff num parecer. Se não leu ou deixou-se enganar --- mesmo assim --- tem responsabilidade, pois ela era presidente do Conselho Administrativo da empresa estatal. Um comportamento inaceitável num roubo de milhões e milhões da companhia.

O rombo já é estimado em R$ 88,6 bilhões. Que adianta Bolsa Família numa mão e um assalto dessa magnitude na outra? Os "companheiros" são insaciáveis. Saíram do mensalão, com cabeças coroadas do petismo na cadeia, já tendo engatado um esquema de roubalheira ainda maior.

E por falar nisso, um procurador da República, Hélio Telho, em Goiás, já afirmou que a corrupção no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), supera em mais sete vezes o esquema montado na Petrobras.

Os petistas só obtiveram sucesso nessa empreitada por contar com apoio de outros ladrões de dinheiro público e com todos os profissionais dos protestos. Gente de sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais, União Nacional dos Estudantes (UNE), e até intelectuais --- mas há intelectualidade para justificar qualquer tipo de malandragem.

O resultado não poderia ser outro. O país naufraga sem que os profissionais das manifestações reajam. Eles também recebem lá seus "benefícios". Sem contar a "elite" que o PT adora atacar. Pessoas desse grupo são contempladas, claro, a exemplo dos banqueiros e empreiteiros.

Aos miseráveis restam a retórica e a esmola do Estado. O que realmente deveria funcionar não atende os interesses do país --- educação, saúde, segurança, infraestrutura, mobilidade urbana etc. etc. etc. Mas um dia a "casa cai". Quem sabe o petrolão não engata-se no mensalão e mais outros escândalos que virão por aí? E a Justiça funcione mesmo com um Supremo Tribunal Federal (STF) "politizado"?

Então essa turma do ex-sindicalista Lula não terá sequer como justificar sua tais políticas sociais fazendo comparação com os governos de Fernando Henrique Cardoso, há mais de uma de uma década. Bom lembrar que esta polarização ajuda a esconder muita coisa, especialmente para quem tem predisposição a apoiar o dito "governo popular".

Como Lula aliou-se a José Sarney, Fernando Collor de Mello e adjacências, a mira só poderia ser mesmo nos tucanos. Então temos de suportar os argumentos dos "companheiros" fazendo comparações com FHC e seus escândalos --- como se uma roubalheira justificasse outra ainda maior.

Com esse excesso de partidos e interesses em jogo, não há luz no fim do túnel. A menos que a população tome as ruas, livrando-se dos baderneiros e da liderança de qualquer legenda. Ao menos a sombra de um partido político por perto já faz muita gente repugnar-se com o reduzido argumento: "Odeio política"!

 

É Brasil, está complicada tua situação!!! Em tempo: atualmente milhares de pessoas tomam as ruas por causa do aumento na passagem de ônibus. É uma questão mais fácil de entender do que a "engenharia" do crime de colarinho branco que saqueia os mais de 200 milhões de brasileiros de uma vez só.

Assalto coletivo que provoca muitas mortes --- nas estradas, no roubo comum, nos hospitais... E o aumento no número de miseráveis que fazem girar a roda da violência. Mas os bacanas "trabalhadores" do PT preferem virar elite no pior sentido do termo.


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28/01/2015 06h58

Que é isso, "companheira" Dilma?
Valdeci Rodrigues

A presidente Dilma Rousseff demonstra mais uma vez que quer enganar o país inteiro apenas com palavras, mesmo diante de suas próprias contradições. Para ter coragem de dizer o que afirmou em discurso na reunião ministerial nesta terça-feira 27, só pode.

Aliás, ao ler o pronunciamento, ela própria não parecia convicta do que estava falando. Mas ao menos foi coerente com a postura dos "companheiros" num ponto: o de que a culpa pelas notícias ruins no país é do trabalho dos adversários --- incluindo aí os meios de comunicação, principalmente.

Já que não pode responsabilizar nenhum antecessor pelos descalabros administrativos e pela desenfreada roubalheira dos cofres públicos nos 12 anos de governos petistas, conclamou os 39 (!) ministros para travar uma batalha na comunicação. Isso, depois de ela própria ficar sumida por quase um mês.

Tendo de arrastar um governo perdulário por mais quatro anos, a "companheira" quer resolver a questões da nação colocando seus ministros para comunicar, ocupar espaços na imprensa. Mas para apresentar o quê?

Existem palavras que podem substituir os fatos negativos de seu primeiro mandato? Ou dos dois mandatos do seu criador, o ex-presidente e ex-sindicalista Lula? Há oratória, dados, para neutralizar os resultados da última operação da Polícia Federal, no caso do assalto à Petrobras, por exemplo?

Existem indicadores suficientes para se contraporem a uma realidade cotidiana que desmente seu discurso? Por acaso, o aumento de impostos, os rombos nas contas públicas, a má gestão, o fisiologismo, a enganação dos "companheiros" em mais de uma década é culpa da oposição, da imprensa?

Junto com a indignação diante da corrupção cotidiana e implacável que surrupia os recursos públicos, ainda temos de conviver com descaramentos desta magnitude. De cara com uma presidente da República que ainda tem a coragem de dizer nada mudou entre as promessas de campanha e a realidade de seu segundo mandato.

Um exemplo do que a "companheira" e seus cúmplices consideram como oposição da mídia está no título da reportagem do Correio Braziliense desta quarta-feira 28: "Palanque em defesa do arrocho e da Petrobras". Aliás, sobre o petrolão, Dilma saiu-se com o suprassumo do cinismo.

Envolta no maior escândalo de corrupção do país --- ainda em fase de investigação pela Polícia Federal, não pela imprensa ---, ela disse que é preciso punir pessoas e não destruir a empresa. Mas quem é mesmo que detonou a estatal?

O descaramento da presidente só confirma o que prevemos: mais quatro anos de mandato com a descoberta de novos escândalos de corrupção. Um tempo arrastado para seu governo se equilibrar entre a enganação, as negociatas com os políticos profissionais de sua base aliada, para...

Enfim, dar continuidade ao enriquecimento ilícito de um pequeno grupo de pessoas aboletadas na administração pública da União, dos Estados e dos municípios. Junto com isso, a tentativa de "controlar" os meios de comunicação.

Em tempo: não cito aqui nenhum partido de oposição, muito menos governos passados porque depois de 12 anos não há mais desculpa para a "companheirada", que já mostrou inúmeras vezes que "faz o diabo" para manter-se no poder e com cada um levando seu quinhão do bolo do dinheiro do contribuinte.

Também nem preciso dizer aqui sobre o que falta em todo o país como resultado desta corrupção generalizada. Só não enxerga quem não quer, faz parte da turma que se deixa enganar ou parceiros na empreitada --- sindicatos, centrais sindicais, "movimentos sociais", etc. etc. etc.


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21/01/2015 17h51

Estelionato eleitoral e governamental
Valdeci Rodrigues

A oposição tem razão em denominar de estelionato eleitoral a eleição de Dilma Rousseff (PT) para um segundo mandato? Sim, tem. A realidade está aí no noticiário para provar. Medidas que a candidata petista à reeleição jurou que quem as adotaria seria seu adversário, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estão sendo anunciadas.

Mas um estelionato é resultado de outro, o do primeiro mandato. O país continuou naufragando-se por causa do desgoverno da "companheira" e de seus "companheiros", sejam petistas ou não. Aqui entram aliados de outros partidos. Mas todos, na verdade, para dar "sustentação" aos desmandos e aos roubos na administração pública.

Foco no PT porque é o partido que sofreu a maior transmutação da história deste país --- parafraseando a estrela maior do petismo, o ex-sindicalista e ex-presidente Lula. Em sua megalomania ele só não acrescentou que é também responsável, junto com sua legenda, pelos maiores casos de corrupção já vistos no Brasil.

Impressionante. Não se ouve um pio sobre contenção de despesas. Em algum tipo de compromisso para diminuir os gastos públicos, recursos esbanjados de todas as maneiras que se possa imaginar --- não apenas por conta do roubo puro e simples, com a sofisticada nomenclatura que o camufla em nomes de leis que sequer são aplicadas para valer.

Com os sucessivos rombos no erário, convoca-se o contribuinte para pagar mais impostos. As explicações nunca chegam ao entendimento do comum dos mortais, como manutenção do superávit primário --- apenas a economia para pagar juros de uma dívida pública monstruosa. E que cresce ininterruptamente.

A explicação para esta situação em que o país vive, com as carências de sempre --- sejam em segurança, educação e saúde --- é de uma simplicidade cavalar.  Quem poderia fiscalizar e impedir os desmandos beneficia-se deles também, ressalvadas as exceções de sempre.

O exemplo mais gritante disso é o Congresso Nacional. Um poder que deveria ser independente e tem como atribuição também fiscalizar o governo, com representantes eleitos diretamente pelo povo, é um anexo do Palácio do Planalto.

Igualmente sublinhando sobre as exceções, os 594 parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado têm interesses que não coincidem com o que a população realmente precisa. E cada um cuida de melhorar sua própria vida e a existência dos que se lhe são próximos. Além, claro, de agir sob comando de lobbies (grupos de pressão) que o cidadão comum desconhece.

Bagunçou? A conta não fechou? Passa-se a fatura aos mais de 200 milhões de brasileiros na forma de mais impostos. O Estado não presta os serviços que deveria prestar? Nada acontece. Os órgãos de fiscalização são ocupados por gente da mesma turma de privilegiados numa nação com número significativo de miseráveis. E, crueldade suprema: quem mais sofre são exatamente os que menos, pouco ou nada têm.

Não é à toa, leitor, que o número de partidos só cresce, aumentando ainda mais o rombo nas contas públicas. É um negócio lucrativo. Pode ser ilustrado pela quantidade de ministros de Estado. Eram 15 com Fernando Collor, em 1990 (hoje aliado do PT); 27 com Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1995; 32 no governo de Lula.

A "companheira" Dilma Rousseff começou seu primeiro mandato em 2011 com 37 ministros, número que subiu para 39. Essa quantidade é para melhorar a administração do país? Não, claro que não. Tem a finalidade de acomodar "aliados" no primeiro escalão.

Estão todos ali porque desejam o bem comum do Brasil? Acho que não preciso responder... Aí, na parte que "suga" o dinheiro público ninguém aparece para mexer. Sem a reação das ruas, teremos mais quatro anos de pura embromação dos "companheiros" forjados na história do "nós" contra "eles". Risível se não fosse uma grande tragédia.

Não entro nesta história de comparar casos de corrupção nos 12 anos de governos do PT com governos  comandados por outras legendas. Um crime não justifica outro. Nem preciso buscar casos acontecidos há mais de uma década diante de escândalos surgindo em sequência, cotidianamente, como no caso do assalto aos cofres da Petrobras.

PS: Enquanto escrevo este texto leio reclamações de políticos da oposição sobre o sumiço da presidente Dilma Rousseff há mais de 30 dias. Ela não havia aparecido até esta quarta-feira 20 para falar sobre as mentiras ditas durante sua campanha. Nem para explicar o recente apagão no país. 


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17/01/2015 15h51

Minha difícil convivência com a hipocrisia
Valdeci Rodrigues

Faz muito tempo que tenho o hábito de brincar com amigas e colegas na hora dos três beijinhos no rosto.

--- Vamos para os nossos três segundos de falsidade! --- digo rindo e com alma toda aberta.

Quase todas elas entendem a chacota. Divertem-se junto comigo. Houve um caso de uma que chegou para mim e afirmou:

--- Companheiro, vamos para os nossos três minutos de falsidade!

Igualmente, rindo muito, respondi-lhe:

--- Companheira, são apenas três segundos!!! Três minutos já são matrimônio!!!

Motivo para novas gargalhadas. Mas já soube que há pessoas que consideram um absurdo a pilhéria. Claro, nada é unânime. Mas o curioso é que se trata de gente que convive tranquilamente com o fingimento no dia-a-dia de forma séria e normal.

O estranhamento tem um motivo verdadeiro. A hipocrisia é de fundamental importância para a vida em sociedade. Sem sua existência sequer haveria a civilização. Franqueza dói, machuca e é confundida rapidamente com grosseria. A troça que faço tem origem aí. Brinco porque a falsidade é séria!!! Senão, graça nenhuma haveria.

Por volta dos 20 anos de idade, iniciei um doloroso processo de autotransformação muito pesado. "Autodidata" na área de psicologia, cismei em transformar um Valdeci em outro. O primeiro --- que ainda carrego comigo, claro --- era um indivíduo de uma timidez paralisante. Tinha autoestima enterrada a sete palmos.

Tudo resultado de uma infância extremamente traumática. Houve momentos em que achei que não conseguiria finalizar a empreitada. Mas toda vez que ouvia zombaria de psicólogos nas mesas dos bares que frequentava, minha determinação era aumentada. Pensava:

--- Ridicularizarão os casos que quiserem, menos o meu!!!

Trato aqui da hipocrisia porque foi a última decisão que tomei no meu processo de autotransformação aos 20 anos.

--- Serei verdadeiro ou serei falso? --- questionava-me.

Decidi então que manteria a franqueza. Havia observado com ares de estudioso durante um bom tempo o comportamento das pessoas. Casos simples do cotidiano. Como alguém receber uma pessoa cheia de mesuras e manifestações de afeto. E, logo depois, comentar:

--- Aff!!!, não a suporto!!!

Há 15 anos bati com a cara num muro intransponível. Tive de recomeçar o processo de autotransformação de meu temperamento. Descobri, pagando um preço elevadíssimo, que não basta ser eficiente e trabalhar bem. É preciso uma boa dose de hipocrisia e de... bajulação!!!

Ao reavaliar meu nível de franqueza, dei destaque especial ao puxa-saquismo.  Passei a enxergar com mais clareza seu valor. A bajulação é tão valorosa que suplanta a competência. Quem é lisonjeado desta maneira sente um prazer mais prolongado e intenso. Satisfação maior que orgasmo, droga, álcool, rock and roll...

Trata-se de uma carícia enorme no ego. Em todos os ramos de atividade, encontraremos gente menos competente na frente por causa da bajulação. No meu caso, desde o ano 2000, revejo onde posso mudar-me.

Trabalho ainda em alterações comportamentais que não atinjam minha essência, de onde brota toda a minha energia. Flexibilizo-me. Por exemplo: antes via uma amiga com uma roupa bonita e nada dizia. Hoje, comento porque não estou mentindo. Ela fica feliz e enxerga-me com olhos de maior simpatia.

Igualmente, passei a tratar meus superiores da mesma maneira que sempre tratei as pessoas humildes. Antes, se um chefe não tomasse a iniciativa de conversar comigo eu ficava calado no meu canto. Tinha receio de ser interpretado como puxa-saco.  Hoje cumprimento-o como sempre fiz com os mais humildes --- faxineiros, porteiros etc.

Mas apesar desta autotransformação, ainda tenho o maior cuidado para que minhas reações não sejam confundidas com bajulação. Igualmente uso a hipocrisia no menor nível possível. Antes da boa convivência com os outros, preciso estar em perfeita sintonia comigo mesmo.

Nestes últimos quinze anos, descobri margens de manobra comportamentais. Ser mais "diplomático" sem violentar meu temperamento, nem minha sinceridade. Um equilíbrio nada fácil de se conseguir!

Mas se assim é a vida --- e eu decidi continuar com menos atropelos ---,  venho a cada dia tornando-me uma pessoa mais compreensível e melhor. Estou muito longe da falsidade generalizada, e nem quero chegar até este ponto. Muito menos atingir a classificação de bajulador. 


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