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Valdeci

Valdeci

Jornalista da área de política com atuação em jornais, rádios, assessorias de imprensa e produção de TV. Já trabalhou para "O Popular", de Goiânia, e para "Correio Braziliense", "Jornal de Brasília" e "JB". Foi repórter de rádios como "CBN", "BandNews FM" e "Jovem Pan", em Brasília, e noticiarista das rádios "Araguaia FM", "Executiva FM", "Anhaguera AM" e "Terra FM", de Goiânia.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



25/07/2014 11h08

Juventude, a burrice humana
Valdeci Rodrigues

A inteligência humana não alcança coisas aparentemente simples e inevitáveis. Uma pessoa, no geral, não quer morrer de jeito de nenhum. Mas deseja que a semana passe rápido para se chegar ao sábado, ao domingo. Sem contar os feriados.

O jovem chama de velho alguém com 35 anos, sem se lembrar que, para não chegar a esta idade, ou aos 60, 70, terá de morrer jovem. Isso o indivíduo não quer. E o tempo não para, como cantou Cazuza.

E o que pior, os jovens depreciam sua futura condição se não morrerem antes. E o que há de gente querendo rejuvenescimento! As mulheres, então. Agora já existem levas e levas de homens seguindo o mesmo caminho.

Um colega de trabalho, por exemplo, perguntou-me porque eu não deixaria de usar barba. "Você remoçaria uns quinze anos". Respondi-lhe de bate-pronto, lembrando-lhe que não sou mercadoria com prazo de validade numa prateleira! Sem contar que gosto de barba desde quando era criança!

Lá pelas bandas do Oriente, homens-bombas explodem-se na crença que irão para um lugar com 72 duas virgens à sua disposição, se a memória não falha agora. A nenhum deles ocorre que se a situação fosse assim tão boa, seus chefes queriam ir primeiro.

Minha diarista, uma maranhense bem-humorada, evangélica, raciocina melhor do que estes terroristas, por exemplo. Brincando, ela disse-me que todos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer.

Com ela, sempre brinco: "Não queres ir para céu agora?" Ela responde que não, que a vida é boa etc. Mesmo achando que as portas do céu estarão escancaradas para ela quando lá chegar, por conta de sua orações.

Impressiona-me que a inteligência humana neutraliza-se, com as raras exceções de sempre, diante de questões tão simples. O tempo não para. Que dificuldade essas pessoas têm em curtir cada fase da vida? Que fixação é essa em querer ser jovens para o resto da existência?

A situação é tão arraigada que há o hábito de os indivíduos dizerem "no meu tempo", referindo-se à juventude. É como se o tempo não lhes pertencessem mais depois de determinada idade.

Já disse há vários deles em tom de provocação que enquanto eu viver o tempo presente é meu também. Até o último suspiro! E que participarei de tudo que há nesta vida.

Sinceramente, é de se encabular como a inteligência humana, que cientistas dizem que a espécie usa parcela tão ínfima, não seja capaz de fazer milhões e milhões de pessoas aceitarem o inevitável. Viveriam mais felizes e curtiriam melhor cada fase da passagem por esta terra.

Sem contar que o adulto carrega dentro de si todas estas fases até o túmulo. Há uma criança, por exemplo, dentro de cada um. Mas também por turvamento da inteligência, mais as questões culturais, há pessoas que cismam de ser sérias antes dos 30 anos, especialmente os homens.

Confundem simplesmente sisudez com seriedade! Lamentável. Muito lamentável!!!



24/07/2014 16h51

Pasadena vai passando sem Dilma
Valdeci Rodrigues

O Tribunal de Contas da União (TCU) decide punir apenas o segundo escalão da Petrobras pelo prejuízo de US$ 792,3 milhões numa história cheia de furos, com a compra a refinaria de Pasadena nos Estados Unidos, em 2006. E... Dilma Rousseff, que era presidente do Conselho de Administração da estatal à época, sai livre, por unanimidade!!!

O relatório aprovado é de um político. Foi um dos fundadores do PFL, hoje DEM. Foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Geraldo Alckmin, em 2006. Deputado federal por quatro mandatos consecutivos. Foi indicado para ocupar o cargo no TCU por... Luiz Inácio da Silva em 2009.

Acho que já poderia até parar este texto por aqui! José Jorge entendeu que a presidente do Conselho de Administração da Petrobrás na ocasião, a criatura de Lula, Dilma Rousseff, não teve nada a ver com isso.

Quero lembrar a você, leitor, que o ex-sindicalista Lula procurou o ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para varrer o mensalão para debaixo do tapete. O mesmo ex-presidente da República que disse que seu partido "tirou o tapete da sala" e que, por isso, há tantas denúncias de corrupção!

Gilmar Mendes "pôs a boca no trombone". Lula ficou quietinho. Será que Lula agora não atuou junto a José Jorge e todo o TCU? José Jorge conhece muito bem como funciona o mundo da corrupção governamental. Aliás no caso do mensalão, Lula saiu livre. E ele era o chefe dos petistas condenados. É regra condenar apenas o segundo escalão?

Por que minha dúvida? Essa turma toda se conhece, uns são amigos outros não, mas têm em comum os cofres públicos para se enriquecerem. Esta decisão do TCU não me desce pela garganta de jeito nenhum. Principalmente pelo currículo dos protagonistas.

Transcrevo aqui por puro tédio parte de reportagem da agência G1:"O acórdão do TCU cita como possíveis responsáveis pelo prejuízo ex-membros da diretoria da Petrobras, entre eles o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. Eles têm 15 dias para apresentar defesa e, a partir disso, um novo relatório será produzido pelo tribunal, que poderá alterar valores devidos, excluir ou incluir nomes de pessoas apontadas como responsáveis pelo prejuízo."

E mais: "Entre as medidas aprovadas também está o bloqueio dos bens em nome dos citados ? além de Gabrielli, são apontados como suspeitos de responsabilidade pelo prejuízo o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o ex-diretor de Abastecimento e Refino Paulo Roberto Costa, preso em uma operação da Polícia Federal suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O bloqueio será por um ano e terá validade a partir da citação dessas pessoas".

É Brasil... E acabamos de ter a informação de que só nos primeiros seis meses deste ano os brasileiros pagaram, em média, R$ 3,2 bilhões por dia em impostos à Receita Federal!

Aja Pasadena, Petrobras... e Roubobras com estrela vermelha na porta! 


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23/07/2014 15h35

Desfaçatez de Lula não tem limites
Valdeci Rodrigues

O ex-sindicalista e ex-presidente da República que ainda comanda o governo por intermédio de sua títere não tem mesmo limites. Usei o termo desfaçatez no título para não utilizar o que no popular chama-se de cara de pau. Ele disse que a política do no Brasil está "desmoralizada" e "apodrecida"

Lula ainda teve o cinismo de afirmar que o país necessita de uma reforma política. "A política está desmoralizada nesse país, está apodrecida. Precisamos de uma reforma política nesse país", afirmou. É...

Primeiro: a desmoralização e a podridão chegaram ao limite da civilidade em seus dois governos e no de sua criatura Dilma Rousseff. Não temos notícia de um partido no poder com tantos "companheiros" na prisão.

Segundo: este cidadão, que teve índices de popularidade invejáveis, não fez a tal da reforma política, algo que ouvimos como necessidade urgente sempre que a situação fica desfavorável ao algum grupo político. Por quê? Seu grupo estava bem.

Então, enquanto presidente da República por dois mandatos, o ex-operário meteu-se em tudo. Agora vem dizer que a política está podre. Estaria menos, sem a contribuição dele e de seus "companheiros", tantos os petistas quanto os aliados que convivem com a desmoralização há muito tempo.

Inclusive quando o próprio Lula e seus "companheiros" eram oposição e chegaram até a propor um "governo paralelo"! É esses mesmos que enxergam complô até em reportagens de jornais, revistas, TV e internet mostrando a corrupção desenfreada em seus dois governos e no de sua comandada Dilma Rousseff.

A todo momento ouço de alguém que a "política é podre". Se até um cabra que se beneficiou de recursos do contribuinte e continua levando uma vida de milionário diz a mesma coisa, o que posso responder?

Mas gostaria muito de dar a primeira resposta para estas farsas chamadas Lula, PT, José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha, Dilma Rousseff etc. etc. etc. etc. etc...

Agora sobre cara de pau, descaramento, Lula vai aí batendo altuns recordes também...

 

 


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22/07/2014 08h16

Corporativismo, uma praga nacional
Valdeci Rodrigues

"Defesa dos interesses ou privilégios de um setor organizado da sociedade, em detrimento do interesse público". Esta definição tirei de um minidicionário Aurélio. Este troço é uma praga nacional --- não gosto de dizer internacional porque serve de argumento para a turma daqui.

Faz pouco tempo, alguém indicou-me para uma assessoria de imprensa de um deputado. Fui para ter mais exemplos. O parlamentar é do PT. Petistas odeiam-me porque critico a corrupção dos "companheiros". Então...

Fui "entrevistado" por um chefe de gabinete. Achando-se esperto, esperou-me com três artigos assinados por mim no meu blog. Pegou um deles, e em tom professoral, disse-me. "Neste aqui você vai bem até a metade. Depois você faz uma crítica generalizada ao Congresso Nacional".

O indivíduo, com cara de quem nunca trabalhou na iniciativa privada, questionou-me: "Como alguém que pretende trabalhar na Câmara pode denegrir a imagem da instituição?". Ouvi calado a aula de corporativismo.

Em seguida, ele "ensinou-me" como comportar-me dando seu próprio exemplo. "Em qualquer lugar que eu estiver e alguém falar mal do Congresso, tenho o dever de defender esta Casa. É aqui que trabalho", acrescentou.

Pelo raciocínio do camarada, o traficante também deve partir para a defesa do seu trabalho. Mas... Fiquei imaginando o que diria o evangélico-petista se tivesse ido mais fundo em sua pesquisa no Google.

Tenho lá textos em que critico aberta, frontal e cavalarmente o "Partido dos Trabalhadores". Ri por dentro. Ele pediu-me para que eu enviasse textos de reportagens escritas por mim. Claro que nem preciso dizer o que não fiz. E o salário é de repórter da linha de frente de jornal. Dinheiro público, né?

PM faz mesma observação de evangélico-petista

Na semana passada --- estou aqui já arrumando nova inimizade ---, fui abordado por um Policial Militar, sargento, acho. Colega de bate-papo em torno de um vendedor de churrasquinhos perto de onde moro. Ouço dele muitas histórias interessantes da PM de Brasília. Inclusive, quer me levar dentro de uma viatura para acompanhar seu trabalho.

Mas leu no Facebook texto que escrevi sobre uma aberração chamada Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Foi porque afirmei que se o PM prendesse um cidadão que chutou uma porta por demora no atendimento na emergência, eu iria desacatar deliberadamente o policial para também ir preso e criar uma celeuma em torno do caso.

Esse policial colega de conversa --- pareceu o evangélico-petista que cito acima --- ao dizer: seu texto ficou legal até a hora que você cita o PM. Corporações são um troço muito nojento. Existem para defender seus próprios interesses. E que se dane o resto.

Já escrevi --- mais de uma vez --- que elas deveriam funcionar ao contrário. Serem as primeiras a apontar os maus profissionais que estão na "categoria". Assim, haveria, quem sabe, propensão de vermos esses agrupamentos de forma positiva.

Célula-mãe dos sindicatos

Corporativismo é a célula-mãe dos sindicatos. Entidades de classe que se parece demais com a política. Uma vez sindicalista, sindicalista para sempre. Agora mesmo, estou tendo contato com um "cartório" destes.

Falo em rádio há mais de 20 anos. Mas não tenho o registro de locutor. Liguei para o sindicato da "categoria". Como não há curso superior para locução, tenho de provar perante a instituição que já trabalhei na função. E aqui, leitor, arrisco em não conseguir deles a autorização para que possa pleitear no Ministério do Trabalho o tal registro porque estou criticando antes.

O responsável pela área no sindicato disse-me ao telefone o que eu precisava levar como documentos, numa arrogância inenarrável. Fiquei sabendo depois que se trata de um semialfabetizado operador de áudio. Ou era. Agora é sindicalista. Como nunca dei importância para isso, só tenho registro de radialista como produtor.

Não serve. Por quê? Porque pleiteei uma vaga na Câmara dos Deputados para narrar o que acontece no plenário. Imagine, contrato só com registro de locutor. Não seria diferente num dos maiores e mais vergonhosos templos do corporativismo --- com salários que chegam a ultrapassar o teto constitucional.

Locutor tem semelhança com cantor. O indivíduo tem ou não a voz agradável aos ouvidos dos outros e ponto. Como alterar as características genéticas do cabra? Um absurdo!

Primeira corporação que enfrentei

A primeira corporação que tive de enfrentar foi a dos jornalistas. Tive de suportar um curso de Comunicação Social que, até hoje, desova gente com diploma debaixo do braço. Pessoas tecnicamente consideradas analfabetas funcionais em sua esmagadora maioria. E aqui devo pagar o preço.

Os caras do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal deverão boicotar-me, se souberem deste texto aqui. Mas isso também pode não acontecer porque o semialfabetizado sindicalista que cuida de registros é amigo de um amigo meu.

Pouquíssimos sindicatos resistiriam a uma fiscalização. Mas pra que, se os fiscalizadores também são corporativistas? E por aí vai. A traça ajudando a carcomer o país inteiro.

No serviço público, então... Cada "categoria" querendo levar um quinhão do dinheiro público maior. Serviço público mesmo que é bom, nada."

Jornalista marido de sevidora do Senado defende HRAN

O desvirtuamento chega a tal ponto que um "jornalista" fez comentários quando critiquei a brutalidade de servidores do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília --- e para fazer justiça, não só lá como em todos os outros hospitais públicos.

Seu comentário vou transcrever na íntegra e sem nenhuma correção:
"Prezado amigo e colega jornalista Valdeci, vc está equivocado, vc está pecando quando diz...A brutalidade é a norma entre os "servidores públicos" de lá.....pois já fui várias vzs na mesma unidade de pronto atendimento, e nunca vi nada disso, até concordo, com a presença de maus servidores, assim, como sabemos que tb existe maus jornalistas, mas, não podemos generalizar, pois, estaremos ocorrendo no risco, de juntas, gente boa, com quem não presta." Pelo texto do indivíduo não preciso fazer nenhum comentário. É prova do que escrevo aqui. Aliás ele vangloria-se de ter curso de ciências políticas!

O cabra é marido de uma "servidora" que deve ganhar mais de R$ 20 mil por mês no Senado! E já ouvi deste "jornalista" reclamações sobre o baixo vencimento da mulher. É que ela senta-se não muito distante de mim no comitê de imprensa da Câmara dos Deputados.

Só sei que esse "jornalista" faz jornais para entidades por aí. Então ele sente necessidade de defender a categoria, já que do contracheque da mulher sai a grana que o ajuda a sentir-se um cidadão de primeira classe.

Exemplos existem em demasia. Ou, melhor, em toda a totalidade, ressalvando as exceções de sempre, que eu nunca conheci.



16/07/2014 08h01

PT, um sonho de ditadura
Valdeci Rodrigues

O sonho dos petistas, ressalvadas as exceções de sempre, não se concretiza exatamente por causa da balbúrdia partidária no país. Mas, não menos importante também, devido à voracidade para enriquecer roubando dinheiro do contribuinte. Senão...

Senão o partido dos companheiros do ex-sindicalista Lula tentariam implantar uma ditadura no país. São barrados, principalmente, por esses dois motivos. Embora eu acredite que mesmo sem essas duas grandes motivações, os "companheiros" não conseguiriam.

Num país onde existem 32 legendas, não há como um partido governar sozinho. Mesmo estando no poder há mais de uma década, até hoje espanta-me como uma turma muda de lado visceralmente. E persegue, até onde consegue, quem ousar sequer discordar de suas ideias --- mesmo aquelas que mudam ao sabor das conveniências.

Do roubo desenfreado já no primeiro governo, o do ex-sindicalista Lula, até o atual da grosseira e ex-guerrilheira Dilma Rousseff, a corrupção é a estrela maior Estrela-guia de um grupo que nasceu criticando, inclusive, o assalto ao dinheiro do contribuinte.

Mas nos primeiros dois anos de governo da criatura inventada por Lula, sete ministros "caíram" por causa de denúncias em envolvimento com a corrupção. No meio dos "aliados", o primeiro a sair foi um figurão do PT, o então ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, acusado de enriquecimento ilícito.

O mesmo Palocci que foi obrigado a deixar o Ministério da Fazenda no governo Lula por patrocinar a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, que foi fonte de uma reportagem sobre encontros às escondidas numa casa em Brasília, da turma que avança sobre os cofres públicos.

Lula anda de braços dados com tudo que disse repudiar até ser presidente duas vezes. Gente como José Sarney, Collor de Mello e por aí afora. Partido que tem estrelas na cadeia, parte para desclassificar a Justiça. Se há notícias sobre a bandalheira que promove, com seus aliados no governo, mira os meios de comunicação.

Curiosamente, foi exatamente a mídia, hoje execrada pelo petismo, que noticiava a corrupção denunciada por petistas quando estavam na oposição. Hoje fazem pior. E Lula teve a cara de pau de dizer que a quantidade de escândalos é porque ele e sua turma "tiraram o tapete da sala"!!!

Esta farsa foi fortalecida no serviço público --- até porque na iniciativa privada o indivíduo precisa trabalhar mesmo. Petistas faziam política nos órgãos públicos livremente. Hoje, basta que um servidor entre com uma revista Veja debaixo do braço para ser apontado como golpista.

Inventaram o tal do PIG (Partido da Imprensa Golpista) para classificar, não apenas veículos de comunicação, mas qualquer jornalista que ouse manifestar opinião contrária à que é apregoada no momento pela "companheirada".

O Brasil ficou de mãos atadas. Tudo o que leva o rótulo de movimento social está do lado do petismo. Até, triste e lamentalmente, a União Nacional dos Estudantes (UNE). Obviamente, todos sendo contemplados com dinheiro do contribuinte, incluindo aí o Movimento dos Sem Terra (MST).

Sindicatos? Não conheço nenhum que não esteja perfilado sob ordem unida para defender até o indefensável, como o assalto ao erário. O petismo conta inclusive com os dos jornalistas, chegando até a federação nacional (Fenaj), que defendeu o Conselho Federal de Jornalismo.

Neste caso a tradução é clara. Se não se pode "pegar" os patrões, persegue-se o profissional, com a possibilidade de impedi-lo até de exercer sua profissão. O Congresso Nacional rejeitou a censura patrocinada pela Fenaj, comandada por petistas nos sindicatos de jornalistas e na própria federação.

Os "companheiros" patrocinaram o que é considerado o maior escândalo da história do país, o mensalão --- mesada para comprar votos a favor do governo na Câmara e no Senado. Petistas graduados cumprem pena atrás das grades, como o monumento da arrogância, ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Nem sei se comemoraria, mas a voracidade por dinheiro e cargos, não deixou essa turma partir para copiar Cuba de Fidel Castro. Mas eles parecem conseguir, especialmente entre os evangélico-petistas, vender a ideia de que tudo não passa de complô da grande imprensa contra o Partido dos Trabalhadores, qualquer notícia sobre maracutaias no governo!.

À história dos sindicatos dedicarei um artigo à parte. É nesse ninho que nasceu Lula. São corporações onde há grupos que se perpetuam no comando. Não é à toa, no caso dos jornalistas, que os profissionais qualificados não entram nesta órbita.

Sindicato de jornalista costuma atrair assessores de imprensa e gente que trabalha para governos. São "servidores públicos" que usam a entidade como aparelho para fazer política. Atualmente a favor do petismo.

A nação parece que já desconfia desta história. Tanto que nas famosas manifestações de junho e junho de 2013, os manifestantes não quiseram a presença de nenhuma dessas entidades vermelhas nem de nenhum partido político.

Quando digo que não me acostumo é porque cheguei à reportagem política no Congresso Nacional em 1995, quando o petismo era fonte de denúncias de todas as naturezas. Hoje, os companheiros sonham, e tentam, cercear a liberdade de imprensa e de opinião.

Não conseguirão. Esses "companheiros" fizeram até com que gente igual a mim entrasse no jogo. Não como filiados ou militantes partidário, mas para erguer uma muralha e, assim, evitar que a "companheirada"  vá além da corrupção desenfreada, do empreguismo aos "companheiros" e do aparelhamento do Estado.

É debaixo desta estrela, senhor ex-sindicalista e ex-presidente Lula, que se esconde hoje a maior parte da sujeira a que o senhor se refere quando tenta justificar por que tantos "companheiros" seus já foram alcançados pela Justiça

PS: Aviso ao leitor: nunca pertenci a nenhum partido político ou qualquer tipo de entidade, seja política ou não. Sou apenas filiado ao Sindicato dos Jornalistas de Brasília, onde não passo nem na porta por ser comandado pelo petismo. Sobre minhas opiniões, na época do governo de Fernando Henrique Cardoso eu era chamado de petista. Hoje, há quem me chame de tucano. Mas continuo fazendo o mesmo tipo de trabalho: denunciando corrupção em governos de qualquer partido. 



15/07/2014 06h20

Hospital público de Brasília é caso de polícia
Valdeci Rodrigues

Resgato um texto escrito por mim neste blog, em 26 de maio de 2011, sobre a brutalidade de "servidores públicos" na emergência do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Plano Piloto de Brasília.

Vale a pena relembrar por causa de cenas horripilantes no mesmo local, onde fiquei pronto para ir preso ao presenciar além do abuso de "servidores públicos"  a conversa fiada de um policial militar. Ele dava uma "aula" a um cidadão que não conteve a fúria por esperar demais por atendimento na emergência e chutou uma das portas do estabelecimento. Isso aconteceu na terça-feira passada, dia 8.

O PM disse que poderia prendê-lo por danos ao patrimônio público. Se o PM, que parecia mais um professor de sociologia, prendesse o cidadão, eu o desacataria para ir preso também e criar um bafafá a respeito de algo que ocorre rotineiramente no hospital.

Neste e nos noutros hospitais da rede pública hospitalar da capital do país, administrada por um governador do PT. Trata-se do ex-deputado federal Agnelo Queiroz, que já foi ministro do Esporte, é médico e prometeu, durante sua campanha, cuidar pessolmente da forma criminosa como são atendidos cidadãos que pagam a segunda maior carga de impostos do mundo.

Leia o texto que publiquei em 2011

Estou atendendo pacientes na emergência do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Plano Piloto de Brasília.

No primeiro dia de trabalho, senti náuseas, revolta e indignação total com o desprezo, a grosseria e a crueldade de servidores dentro de um pequeno guichê.

Na quarta-feira da semana passada. Não aguentei e disse a uma das "servidoras" que o que mais já me impressionava ali era a sua brutalidade ao atender os cidadãos que pagam uma das maiores cargas de impostos do planeta. Ela respondeu-me que é "doce" com quem merece.

Outro "servidor" brutamontes chegou a dizer-me que eu  invejava-o por não conseguir entrar no serviço público e, por isso, ser "obrigado" a virar jornalista.
Nessa quinta-feira, o tal "servidor" chamou-me de "meliante" --- bandido, criminoso.

O motivo: chegou ao guichê um cidadão com a mão cortada, sangrando. Virei-me para o "servidor" para perguntar-lhe para onde deveria encaminhar o paciente.

Sua resposta em tom de reprimenda: "Agora estou atendendo uma oficial de Justiça". Ele estava sendo intimidado sabe-se lá Deus por quê.

Não resisti e disse em voz alta para o cidadão que "funcionário público" era assim mesmo e que ele aguardasse um pouco.

O brutamontes afirmou, depois, também em voz alta, que eu sou "meliante".
Usou a palavra achando que me ofenderia profundamente, já que estou ali prestando serviço por determinação judicial --- fui flagrado dirigindo embriagado em Brasília.

Ainda tenho mais de um mês para dar expediente ali.

Nem ver gente esperando oito, dez, doze horas por atendimento na "emergência" do hospital causou-me mais indignação do que acompanhar aqueles "servidores" achando-se donos de um guichê e usando seu trabalho para ter sensação de poder diante de pessoas que precisam de rápido atendimento médico.

Um detalhe: a servidora mais arrogante é evangélica e invoca o nome de Jesus a todo momento. Mas não tem um gesto de civilidade sequer ao atender os cidadãos.

Essa dita-cuja já disse em voz alta: "Se quer ser bem atendido que pague um plano de saúde".

Outra servidora, também evangélica, já comentou, sobre os pedidos de informação dos pacientes: "Isso é deles mesmo. Não entendem nada".

Esta é ex-viciada em cocaína, tem síndrome do pânico, toma coquetéis de remédios tarja-preta, deixa o posto de trabalho a todo momento e é fuzilada por críticas pela outra "servidora", a evangélica.

Essa outra a que me refiro desde o início como a mais bruta, disse nessa quinta-feira que já fez muita faxina na vida.

Impressionantemente, eles confirmam da forma mais abjeta e repulsiva meus estudos sobre o comportamento humano, o que inclui a arrogância.

Curiosamente, comecei a analisar com mais profundidade a arrogância exatamente depois de observar o atendimento num balcão de um hospital particular aqui de Brasília, há mais de dez anos.

A pena que estou cumprindo neste momento traduziu-se num presente intelectual inenarrável: confirmar tudo o que eu observava de fora.

Por dentro do balcão, leitor, a situação fica ainda mais repugnante.

O atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), é médico e disse que melhoraria a situação da rede hospitalar.

Vendo uma emergência de um hospital importante, no coração do Plano Piloto de Brasília, não é possível vislumbrar qualquer sinal de que isso vá ocorrer.

Os corredores estão lotados de gente, como naquelas tristes cenas dos hospitais de campanha em zonas conflagrada por guerras ou catástofres de qualquer natureza.

Há uma outra personagem no tal guichê: é sindicalista e "luta" pelos direitos dos "servidores", e fica enfurecida porque sua "categoria" não faz greve etc. Mas, igualmente, não tem nenhuma consideração pelos pacientes que aparecem no balcão.

Estou observando tudo, claro, com todos os sentidos de um repórter, empolgado com o que posso denunciar.

O resultado será uma reportagem sobre este absurdo. E com enfoque para "os monstros" cevados dentro de um guichê de atendimento.

PS: Não a reportagem foi publicado porque o jornal em que trabalhava "não se interessou pelo caso". Não me pergunte por quê.

Os selvagens e desumanos "servidores públicos" conseguiram fazer o que eu fosse removido da emergência e terminasse meu trabalho na área burocrática.

O diretor do hospital chamou-me para conversar porque o texto acima foi li pelodo jornalista Cláudio Humberto na Bandnews FM.

O diretor, parecendo mais um personagem de ficção, pediu-me desculpas. Afirmou que um indivíduo com minha qualificação deveria estar na seção de comunicação social e não emergência.

Mas internamente também vi situações inimagináveis num hospital!!! Ou em qualquer lugar!!! 



14/07/2014 08h46

Dilma não tem cara nem de anfitriã
Valdeci Rodrigues

O semblante da presidente Dilma Rousseff (PT) ao entregar o troféu de campeã à seleção da Alemanha neste domingo, 13, é um espanto. Nem cara de anfitriã a mulher consegue fazer no meio de uma linda festa de final de Copa do Mundo.

Político que perde o rebolado por causa de uma vaia está na função errada. Embora eu não creia que a cara da presidente no momento tenha apenas relação com os apupos no Maracanã. A grosseria da mulher é famosa em Brasília desde quando ela era ministra de seu criador, ex-presidente Lula.

Mas impressiona-me como esta criatura não se deixa contaminar nem por uma festa capaz de arrepiar uma pedra. E diante de vencedores do mundial que conquistaram todos com simpatia e educação. Encabula-me mais ainda como alguém tão de mal com a vida seja política. E presidente de um país!

Político, por natureza, é conciliador. Adapta-se a todo tipo de ambiente --- há os que exageram como em todos os ramos de atividade nesta vida, claro. Mas esta mulher não tem sequer o semblante do Brasil.

Dilma Rousseff não se alinha nem aos torcedores brasileiros que sofreram tanto com a goleada da Alemanha de 7 a 1 sobre a seleção brasileira em Brasília. Eles continuaram alegres e simpáticos até com os próprios alemães. Muitos elogiando nas redes sociais a camaradagem singular dos campões da Copa do Mundo no Brasil.

Senhora Dilma Rousseff, quanto o Brasil lhe renderia homenagens se este tipo de grosseria que manifestas até diante do mundo inteiro, numa cerimônia como esta, fosse utilizada para combater a corrupção no Brasil --- inclusive a praticada por gente do próprio partido da senhora --- e fazer uma boa administração!



12/07/2014 09h09

Bola vai para o Congresso Nacional
Valdeci Rodrigues

Antes de o dia terminar de amanhecer, a primeira notícia que leio neste sábado, 12, no Correio Braziliense, foi a de que houve recuo na proposta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a de o governo interferir no futebol. Houve reações negativas à ideia do ministro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Um dia depois de defender que o Estado deveria fazer uma intervenção indireta na "paixão nacional", no vácuo do vexame da derrota de 7 a 1 para Alemanha, Aldo Rebelo mudou o discurso. Leio que o passo atrás está em consonância com a presidente petista Dilma Rousseff.

A estratégia agora é "promover melhorias e dar mais transparência, aproveitando normas que estão para ser votadas pelo Congresso Nacional, como a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte" ? transcrevo da matéria do jornal.

Lascou-se. O parlamento brasileiro só não é imensamente mais vexaminoso do que a goleada da Alemanha porque não desperta praticamente nenhum interesse nos cidadãos. Não provoca explosões de alegrias nem mobiliza o país como a seleção brasileira na Copa do Mundo.

Trata-se, claro, do famoso "jogo do empurra", já que algo precisaria ser dito como demonstração dalguma iniciativa depois que a nação inteira entristeceu-se. E o mundo inteiro também não quis acreditar no resultado da partida. Nem a própria Alemanha, que tratou os derrotados com um respeito que não se vê "no país do futebol".

Até um petista aparece na reportagem do Correio Braziliense, o deputado da chamada Bancada da Bola. Vicente Cândido (PT-SP) declarou: "Foram entidades privadas que trouxeram títulos para o Brasil. O Estado mal fomenta o esporte". Ele é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol.

Merece registro aqui a opinião economista Gil Castelo Branco, ex-secretário-executivo do Ministério do Esporte, hoje no comando da ONG Contas Abertas. Ele chegou a classificar a reação de Aldo Rebelo de "inteligente", mas...

Leia: "Foi uma ação política rápida e até inteligente, com o objetivo de jogar a responsabilidade no colo dos dirigentes esportivos. Agora, é também profundamente contraditória, uma vez que o próprio Aldo Rebelo investigou esta questão em 2001, na CPI da Nike. Portanto, ele sabia dos problemas. O PCdoB controla o ministério desde 2003. Então, por que não foi feito nada antes?"

Resumo: a embromação dá o tom como sempre. Agora ela será transferida para o Congresso Nacional, que dispensa apresentação. Tem uma imagem naufragada num oceano de lama.

O que pode acontecer é que depois de reuniões governamentais, já que Câmara e Senado estão sem atividade por causa das eleições de outubro, tudo isso caia no esquecimento. E não é involuntário.

Há muita gente importante ganhando muito dinheiro com a situação do jeito em que está. Gente que sabe o que fazer para jogar tudo para debaixo do imenso tapete chamado Brasil.



11/07/2014 09h22

Governo no futebol era o que faltava!!!

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), aparece agora defendendo uma espécie de estatização do futebol no Brasil. Se você, leitor, achava que faltava mais alguma coisa, agora não falta mais.

A entrada do ministro em cena, óbvio, deve-se ao vexame da seleção brasileira contra a Alemanha. Primeiro leia uma declaração do ministro comunista que já foi presidente da Câmara dos Deputados e da União Nacional dos Estudantes (UNE).

"Eu sempre defendi que o Estado não fosse excluído por completo do futebol. Portanto, nós precisamos de uma intervenção indireta. Necessitamos de uma reforma na lei que dê ao Estado a atribuição de regular", argumentou Aldo Rebelo.

Ministro comunista, por acaso o Estado consegue resolver alguma coisa no Brasil? Mantém rede hospitalar pública com o mínino de qualidade e de decência? Educação? Segurança? Infraestrutura? E mais um extenso rol de etc., em áreas vitais para os brasileiros?

É descaramento demais!!! Um governo que, à exceção de esmolas pomposamente chamadas de programas sociais, faz mais o quê? Estradas, escolas, hospitais, melhora a segurança pública, controla gastos públicos, impede a inflação de voltar? Etc.etc.etc.?

Estatal que eu conheço e que funciona bem é a Roubobrás. Eficientíssima para surrupiar o dinheiro arrancado do bolso do contribuinte. Basta lembrar quantos ministros tiveram que ser demitidos no primeiro ano de governo da "companheira" presidente Dilma Rousseff por causa de corrupção ou o mensalão com altos "companheiros" na cadeia.

Sinceramente, de gente deste governo espero tudo de ruim, especialmente do PT, um partido "evangélico" no pior sentido do termo. Essa turma petista só não implanta uma ditadura no país porque gosta demais de dinheiro

Esse grupo não aguentaria tentar implantar um regime ditatorial para depois enriquecer. Mas estão querendo algo neste sentido, como aprovar a censura aos meios de comunicação que divulgam a roubalheira desenfreada e o caos administrativo.

Ministo Aldo Rebelo, cuide de suas atribuições com eficiência. Assim, o senhor já teria ao menos um verniz de exceção neste oceano de ministérios para dar emprego aos profissionais da política e do roubo de dinheiro público!

PS: Aviso ao leitor. Quando decidi ser jornalista, não tinha nem 20 anos de idade. Mas naquele momento tomei outra decisão. Não me filiaria a nenhum partido nem defenderia nenhuma agremiação política. Exatamente para não ser acusado de partidarizar meu trabalho e minhas opiniões. Tanto que no governo de Fernando Henrique Cardoso muitos chamavam-me de petista!



10/07/2014 08h54

Semelhanças do futebol com o Congresso Nacional
Valdeci Rodrigues

A seleção brasileira de futebol é mais importante do que o Congresso Nacional --- e também do que os dois outros Poderes, Executivo e Judiciário. Mas há semelhanças entre si, negativamente, a começar pelo dinheiro do contribuinte torrado para beneficiar os chamados cartolas.

A diferença é que o futebol mobiliza a nação inteira, que sofre e chora como agora. Mas igualmente nenhum torcedor, assim como o contribuinte, acompanha o que acontece nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por exemplo.

A contradição aparece tanto no futebol quanto no Poder Legislativo --- que elabora as leis do país --- igualmente sem o acompanhamento da população. Mas o Congresso não provoca reações tão apaixonadas porque já é tido por todos como uma casa "de ladrões".

Já a seleção brasileira de futebol, capaz de jogar um país inteiro em profundo abatimento, igualmente é comandada por poucos, atendendo a interesses de poucos. Mas o resultado mobiliza a nação de ponta a ponta --- na vitória e na derrota.

Enquanto o Congresso Nacional é jogado para escanteio na preocupação da esmagadora maioria das pessoas, com a seleção acontece mais ou menos a mesma coisa: todos querem a alegria da vitória, mas não pressionam ou fiscalizam o que acontece na parte "administrativa" do time.

Antes de começar a escrever este texto estava imaginando como seria se as votações da Câmara e do Senado tivessem tamanha repercussão. Mas isso não acontece porque se trata de algo encarado como "trabalho", uma palavra por si só não muito agradável para milhões de pessoas.

No caso do futebol entra o entretenimento, a diversão, a paixão, a vibração --- reações ligadas à sensação de prazer. E aqui há algo interessante. Os brasileiros não se contentam com menos do que serem campeões mundiais.

Tanto que houve jogador da Alemanha pedindo desculpas e respeito "à amarelinha", dizendo que seus heróis do futebol são do Brasil e que o país continua sendo a nação deste esporte. Algo que os brasileiros não fazem. Partem para o massacre da seleção brasileira. Depois...de a vaca ir pro brejo.

Presenciamos a esse show de civilidade dos jogadores alemães e até de cidadãos da Alemanha pedindo respeito ao time brasileiro. Impressionante!

Só estou misturando Congresso Nacional com futebol porque, presenciando a reação da maioria dos brasileiros, cheguei a pensar que se este comportamento fosse verificado em relação ao Legislativo o país seria outro.

Mas em seguida, tristemente, lembrei-me da corrupção no mundo futebolístico, da desorganização etc. que também não provoca a reação dos apaixonados torcedores na hora do campeonato mundial.

O Brasil parece querer compensar toda sua imagem negativa no campo. Os apaixonados pelo futebol não fiscalizam os bastidores do esporte mas cada torcedor é um "especialista" na questão, ao contrário do que acontece na política.

Depois de refletir sobre esse tipo de comportamento, posso afirmar sem nenhuma dúvida: os brasileiros deixam tudo pra lá, mas querem resultados positivo na hora do jogo. 

Na política há semelhanças aqui também. Os cidadãos igualmente não se envolvem com o dia-a-dia do parlamento mas querem resultados que lhes sejam benéficos, favoráveis. Só não existe a paixão generalizada que se vê em torno do esporte.

O mesmo raciocínio vale para os poderes Executivo e Judiciário. Destaquei o Congresso porque é onde estão os representantes diretos do povo, com o contraditório voto obrigatório.

Resumindo: os brasileiros não fiscalizam o que influencia diretamente suas vidas todo santo dia, muito menos o que lhe proporciona explosões de alegria e orgulho de quatro em quatro anos, no caso da Copa Mundo.

Nos torneios nacionais é alegria o ano inteiro para uns e tristeza para outros. Mas neste caso, aqui e ali ficamos sabendo de maracutaias envolvendo os dirigentes de times brasileiros.

Tanto na diversão futebolística como na seriedade da administração do país, dos Estados e dos municípios, o dinheiro do contribuinte que paga a maior carga de impostos do mundo é roubado descaradamente. Aí, esse povo inteiro que viu o fim do mundo na derrota do Brasil para a Alemanha não está nem aí.

Em tudo o tão decantado "jeitinho brasileiro" tem funcionado. Ou parece ter tido resultados satisfatórios. Mas ha indícios gritantes --- o pior foi a goleada da Alemanha --- indicando que na seleção brasileira a embromação não funciona mais. Há times bons em todos os cantos do planeta. 



09/07/2014 07h37

Brasil machucado, bom dia!!!
Valdeci Rodrigues

A derrota do Brasil para a Alemanha nesta terça-feira, 8, foi tão extravagante que faz um cidadão igual a mim ter motivação para se meter num assunto que não domina. Não curto futebol, não assisto a partidas num estádio nem na TV ? a exceção são os jogos do Brasil em Copa do Mundo.

O que quero dizer a você, leitor, é que até para mim, um cidadão alheio a este mundo, o vexame da seleção tocou fundo na minha alma. Torço pelo Brasil em qualquer circunstância. Mas....

É aqui que me afundarei de vez neste texto.... Num país em que se leva quase tudo no famoso "jeitinho", claro que na seleção não seria diferente. E como jogou bem este time alemão!!!

Não me espanta que no meio da desorganização do Brasil, sua seleção também fique aquém, e muito, de outros times --- mesmo numa nação que respira futebol e já ganhou cinco vezes o mundial. Tanto que li numa rede social alguém afirmando: "Tudo bem, somos o único penta".

Perdi nesta quarta-feira meu argumento principal. Ao comentar com uma amiga que num jogo vence o melhor e o Brasil também estaria passível de derrota, recebi de volta a mesma resposta de todo mundo: "Mas de 7 a 1?". Mais a história de estar jogando em casa etc. etc. etc....

Para mim, pessoalmente, até nisso o Brasil chega atrasado. No auge na minha inocência política, torcia contra a seleção brasileira. Lembro-me de um jogo em que brigaram comigo porque vibrei com um gol da então União Soviética.

Naquele tempo eu achava que o futebol atrapalhava a conscientização política dos brasileiros. Até hoje existem indíviduos assim. Conheci um a menos de um mês. Ele argumentou que o Brasil precisava perder para o povo enxergar o que há de errado na nação.

Não penso mais como raciocinava na adolescência. Uma vitória do Brasil proporciona muita alegria e, ganhando ou não, a conscientização das pessoas politicamente independe do resultado de uma partida de futebol no mundial.

Acho que a frase que ouvi de uma cidadã, que se transformou em amiga minha há menos de uma semana, resume tudo: "Mas precisava ser de 7 a 1?"

Como perdedor algum time sairá do campo. O placar, até para mim, repito, reflete que a tão decantada seleção brasileira passou do fundo do poço!!! E alinhou-se de vez com as mazelas gerais deste imenso país! 


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05/07/2014 09h41

Pobreza, deprimente vitrine eleitoral
Valdeci Rodrigues

Eduardo Campos e Marina Silva começarão neste domingo, 6, a campanha eleitoral na disputa pela Presidência e vice-Presidência da República por um dos lugares mais paupérrimos de Brasília. A assessoria do PSB justifica que o local foi escolhido porque representa a "Brasília Real".

Uma localidade na capital do país, denominada de Sol Nascente. O amontoado de gente foi considerado a maior favela da América Latina em 2013, superando --- em negatividade, claro --- a Rocinha, no Rio de Janeiro.

Senador Armando Monteiro, candidato ao Governo de Pernambuco, começa sua "peregrinação" em busca de votos, neste domingo, 6,  também numa comunidade em que pessoas vivem igualmente em condições desumanas. Lugar chamado de Brasília Teimosa, no Recife.

Dois exemplos bastam. Impressiona mesmo é a desumanidade dos ditos homens públicos. Usam a miserabilidade de milhares e milhares de pessoas para convencer o eleitorado de que, se eleitos, melhorarão a vida dessas famílias.

Todos nós sabemos que isso não acontecerá. Eles, os políticos também sabem disso. Os moradores, provavelmente, para manter a esperança em dias menos cruéis, acreditam. Ou fingem acreditar. Necessitam mais do que ninguém desta crença.

E tome-lhe "programas sociais", um termo coletivo para a entristecedora esmola. O dinheiro para a campanha vem de onde? Do bolso daquela parcela da população bem situada na vida. E aí, esmola não é. Trata-se de "investimento", já que os valores voltarão várias aumentados para os "doadores", financiadores de campanhas.

O que realmente poderia mudar a vida de milhões de miseráveis não será feito. Começaria com menos roubo de dinheiro público, por exemplo. Sobraria dinheiro para aquela verba que seria destinada aos investimentos que todos os candidatos dizem em seus discursos que farão.

São aqueles surrados pronunciamentos de que darão um jeito na falta de escolas, de hospitais, de segurança, de infraestrutura etc. etc. E o cidadão ainda é obrigado a votar. Isso é dever ou direito? Não interessa a quem se beneficia do dinheiro do contribuinte.

O mais importante para esses políticos é manter tudo do jeito que está. Se algo for realmente mudado para beneficiar os miseráveis, eles perderão inomináveis mamatas.

Os que começam a perceber como funciona a administração pública são logo cooptados --- passam para o lado dos que usufruem de toda a riqueza da nação. Seja com cargos na administração pública ou até mesmo a ilusão de que estão prestes a fazer parte da minoria bem aquinhoada.

Impressionante a capacidade de os políticos usarem a miserabilidade de milhões de pessoas para manter suas posições, riquezas, cargos... autoridade. Um exemplo gritante é o do ex-presidente da República e do Senado José Sarney.

O homem é senador pelo Amapá. Está na "situação" desde que comecei a me entender como gente, inclusive durante a ditadura militar. Mas o seu Estado, o Maranhão, onde tem seu império, apresenta os piores índices de desenvolvimento humano --- miséria total para a maioria, obviamente

De agora até as eleições de outubro vivenciaremos mais um festival de mentiras e enganação em todos os cantos do país. Impressionante e chocante o descaramento desses cidadãos profissionais da política em usar a miséria humana como arma para saciar suas ambições.


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14/06/2014 15h08

Xingamentos dirigidos a Dilma são problemas sexuais
Valdeci Rodrigues

Há vários ângulos para se comentar os xingamentos dirigidos à presidente Dilma Rousseff no jogo de abertura da Copa do Mundo, na última quinta-feira, 12. E antes de expressar meus pontos de vista, aviso ao leitor que sou antipetista até por motivo pessoal: já perdi dois empregos depois de escrever artigos criticando os governos do PT, numa clara afronta ao direito de expressão e à liberdade de imprensa.

O mais simples remete a um ato de extrema covardia: constranger alguém sem que a pessoa tenha como se defender. Isso vale para qualquer um, independentemente de ser autoridade ou não. Revela ainda a demonstração cabal de inferioridade. Quem sente-bem, não xinga. Quem está incomodado com algo, faz alguma mudança, sem precisar de xingamento.

O termo selvageria não cabe porque selvagens não têm domínio da palavra, do raciocínio e da razão. Não se tem notícia de selvagens em grupo aniquilando outro selvagem. A agressão verbal contra Dilma Rousseff tem conotação ainda mais intrigante.

Se até vaias já significam inferioridade ? pessoas precisam estar em grupo para atingir alguém ?, os xingamentos direcionados à presidente revelam total falta de capacidade de lidar com os próprios instintos. E os instintos mais animalescos. Mandar alguém ir tomar no c... expressa o quê? Total inadaptação à sexualidade humana.

E o que pior, demonstra que pessoas ditas civilizadas enxergam o sexo como algo porco, sujo, execrável. Quem realmente toma no c... sente prazer, e muito prazer com isso. Exceção feita aos estupros. Quantos homens e mulheres não praticam sexo anal?

Será que nenhuma namorada, irmã ou mãe dos que xingaram Dilma, por coincidência, não apreciam o coito anal? Isso sem falar homens homossexuais e bissexuais. Não haveria nenhum ali? Por que usar a expressão como ato supremo de baixaria?

Sintetiza o incômodo que quase todas as pessoas têm com seus próprios desejos sexuais. O que vale também para heterossexuais masculinos que comentam sobre ato sexual como se a mulher não sentisse desejos. E insistem no termo "comer", "foder" etc. Até o "ficar de quatro" tem significado pejorativo, de alguém que se acovarda. Ou é fraco, também sentido depreciativo.

Os chamados palavrões estão aí no dia-a-dia. Vão da manifestação de impotência e covardia ? quando se xinga alguém com termos chulos pelas costas ou cara a cara ? até como atitude para fazer o indivíduo sentir-se irreverente.

No caso de Dilma Rousseff bastaria uma vaia, já que não há como cada um ir até onde ela está para demonstrar descontentamento. E mesmo nesta situação está lá a condição de inferioridade do vaiador. Onde estavam essas pessoas durante os quase oito anos do mandato de Dilma Rousseff? E diante de tanta corrupção, onde estão, como vivem?

Por que permitem que governantes roubem o dinheiro público? Por que não fiscalizam etc.? Mas a vaia também expressa prazer animalesco por aniquiliar alguém impunemente. E em grupo. Grande grupo, no caso da estreia do Brasil na Copa.

Agora a escolha dos termos para constranger a presidente da República ou qualquer pessoa comum, não há dúvida sobre a incivilidade reinante. Seres que deverão chegar ao túmulo sem usufuir o que nos distingue dos outros animais: o cérebro, o pensamento, a capacidade de formular ideias, estádios...

Pena que a arena inteira não sirva de divã para que esses indivíduos descubram por que necessitam escancarar de tal forma suas inadaptações com o funcionamento do corpo humano e com sua sexualidade. E tudo indica que continuará assim porque para estruturar os grupos da espécie em forma de sociedade foi necessária a repressão da sexualidade. Repressão entre aspas. Foi preciso seu confinamento a mais recôndita intimidade.

Daí que sem educação, formação e sabedoria, hordas e hordas de pessoas sempre, aqui e acolá, deixam escapar seu puro estado de "selvageria racional". De baixeza mental, de falta de respeito até a si mesmos. Só nos resta lamentar. Isso não colocará nada no seu devido lugar.



12/06/2014 23h05

Copa: patriotismo de quatro em quatro anos
Valdeci Rodrigues

Fiquei emocionado assistindo ao jogo de abertura da Copa, em que o Brasil ganhou da Croácia. Emoção em mim despertada pela comoção das dezenas de milhares de torcedores com as cores do país.

Passaram-se pela minha memória imagens da Copa de 1970, a primeira registrada na minha lembrança. E também as outras ? incluindo aí as que não torci pelo Brasil, quando cismei que o futebol era o ópio do povo e servia como instrumento de alienação.

Era época da ditadura militar, eu saindo da adolescência e ensaiando as primeiras ideias políticas no que se chamava de esquerda. Depois, passei a torcer pelo Brasil nas Copas do Mundo. E só. Não torço para nenhum time nem assisto a jogos de futebol.

Mas nesta quinta-feira, 12, ao ver um estádio lotado cantando o hino nacional com tanta emoção, fiquei imaginando o poder da união de um povo em torno de algo. Pena que este elo apareça apenas nestes momentos.

Gostar do Brasil deveria ser um comportamento cotidiano, ininterrupto. E quem tem afeto por uma nação, cuida bem dela. Não é o que ocorre no dia-a-dia. Todos os que se arvoram a entender um pouco melhor a realidade, apontam os erros que existem aqui, de ponta a ponta.

E por que não se mobilizam para arrumar a própria casa? E por que tanta gente irrita-se quando um estrangeiro aponta a quantidade de miseráveis num país rico e desigual? Já houve quem dissesse que quem gosta deste assunto é intelectual.

Por este raciocínio, o povo gosta mesmo é de festa e alegria. E não há como ficar triste vendo a Seleção Brasileira jogando e ganhando um jogo da Copa do Mundo. Não há como não gostar de animação. Enquanto emocionava-me também, as imagens foram desfilando pela minha memória.

O espetáculo é lindo, não há nenhuma dúvida. Mas os brasileiros já desconfiam que com festa e felicidade pelas vitórias de um time de futebol há muito dinheiro em jogo. E recursos  do contribuinte.

Tanto que houve e há quem acredite que o Brasil passará por um grande vexame durante o mundial, aos olhos de todo o planeta.  Como disse o deputado Danilo Forte (PMDB-CE) no dia da convenção do seu partido, em que se decidiu apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

"Vai ter Copa. E vai ter CPI da Copa", afirmou  Danilo Forte. Ele refere-se as denúncias dos milhões de reais torrados ? roubados, esta é a palavra crua ? dos contribuintes. Dinheiro que não chega a hospitais, escolas, estradas, segurança etc. E foram motivos de manifestações pelo país afora.

E esse dinheiro não chega com ou sem Copa do Mundo no Brasil. Logo depois do jogo, leio no site Uol que, somente com isenções fiscais, foi-se mais de R$ 1 bilhão. É festa com o dinheiro de cada um dos 200 milhões de brasileiros. Mas com alguns embolsando a grana.

Depois do jogo desta quinta-feira, 12, fiquei vacilando por alguns instantes se deveria escrever sobre este assunto diante da alegria de milhões de brasileiros. Não resisti. Espero, sim, que depois de toda a farra e satisfação, inclusive com a vitória da Seleção Brasileira, o tão esperado hexacampeonato, seja hora de começar a vasculhar este pântano.

Esquadrinhar quantos milhões foram roubados do brasileiros, quem são os culpados e que eles paguem por isso. As vaias à presidente Dilma Rousseff, mais os palavrões dirigidos a ela num estádio lotado não foram vão.

Mas sobre punição a quem rouba do contribuinte... É, acho que estou sonhando. E contaminado também pela alegria da vitória do Brasil sobre a Croácia. Mais um sonho de uma longa lista da época em que não via jogos da Seleção Brasileira como uma forma de não fazer parte da enorme massa de manobra.



30/05/2014 11h41

Copa do Mundo no Brasil é operação de guerra
valdeci rodrigues

Uma foto na primeira página do jornal O Globo de quinta-feira, 29 de maio, chamou-me mais a atenção. Notícia sobre a tropa 1,5 mil homens que trabalhará em Salvador. Estava ali como manchete que o Exército assumirá a segurança das seleções que estarão no país para a Copa do Mundo 2014. E trouxe à minha memória um turbilhão de imagens, recordações, impressões e opiniões a respeito do Brasil.

Caminhões, viaturas e soldados perfilados. Nas recordações, as notícias de guerras pelo mundo afora. E, consequentemente, o bordão ouvido na infância e adolescência: o Brasil é um país abençoado por Deus, que não tem conflitos armados nem terremotos etc.

Escrevo sem tocar no assunto esportivo. Não torço para nenhum time e só fui a um estádio de futebol por outros motivos. Mas acompanho a paixão dos brasileiros pelo futebol e torço em épocas de Copa do Mundo. O que houve de errado para que até os jornais internacionais questionem que o "o país do futebol", precisa montar uma operação militar para garantir as partidas e a segurança de jogadores e de torcedores?

Acredito que a saturação com o roubo de dinheiro público tenha tido uma acentuada com as informações sobre superfaturamento de estádios, obras mais facilmente identificadas como menos importante do que um hospital, uma estrada, policiamento. Desperdício em construção de ponte e viaduto, por exemplo, todos ficam sabendo, mas o viaduto está lá para dar a sensação de que algo foi feito para todos os cidadãos.

Nas outras obras públicas, também com roubo de dinheiro do contribuinte em suas edificações, parece haver igualmente o sentimento de que todos serão beneficiados assim mesmo, não apenas quem ama futebol. Agora com estádios, fica muito evidente a roubalheira que detona a nação. Sem contar que a avacalhação governamental encarregou-se de explodir o restante, com atrasos e empreendimentos inacabados.

Venderam a ideia de que haveria "um legado" da Copa, coisa que o cidadão já percebeu que é balela. Obviamente que não há momento melhor para mostrar ao mundo que o Brasil é realmente como o planeta o vê: um país de desigualdades sociais desconcertantes sob qualquer parâmetro. E para isso, bastam poucos manifestantes, em locais estratégicos.

Entristecedor. Quando a Copa Mundo é aqui, vê-se uma nação sem aquela alegria que chega muito antes de a bola rolar quando o campeonato mundial acontece noutros países. O Exército tendo que garantir segurança de seleções, rotas alternativas para delegações, aviões pousando em bases aéreas... É ou não é um cenário de guerra?

E do pior do tipo de guerra. Um embate surdo, camuflado, com milhões de miseráveis sem nenhum motivo para comporta-se durante a festa feita para o mundo. Mas que quando chegou aqui dá essa encrenca enorme. Vão as tropas do Exército para as ruas, em imagens que pareciam só existir em nações distantes, longe deste "país abençoado por Deus e bonito por natureza".

É preciso fazer a ressalva que as manifestações não são feitas por miseráveis, mas por grupos que têm conhecimento suficiente para saber que a imagem de um índio diante do Estádio Mané Garrincha, lançando uma flecha, correrá o mundo inteiro.

Passada a Copa, tudo voltará ao eixo normal. Se esta situação envergonhasse quem comanda o país, agora e outrora, algo já teria sido feito para aplicar com o máximo de correção o dinheiro público. A agitação por causa das eleições também já tem seu padrão de amoralidade e enganações. O gigante terá adormecido de novo?