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Valdeci

Valdeci

Jornalista da área de política com atuação em jornais, rádios, assessorias de imprensa e produção de TV. Já trabalhou para "O Popular", de Goiânia, e para "Correio Braziliense", "Jornal de Brasília" e "JB". Foi repórter de rádios como "CBN", "BandNews FM" e "Jovem Pan", em Brasília, e noticiarista das rádios "Araguaia FM", "Executiva FM", "Anhaguera AM" e "Terra FM", de Goiânia.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



05/09/2014 09h04

Lugar de religião é na igreja
Valdeci Rodrigues

Entristecedor esta mistura de religião com política. Triste e um atraso total. Lugar de crença religiosa é na igreja ou em casa. E nas suas próprias adjacências. As devoções precisam estar restritas às individualidades de cada um. Notadamente os evangélicos, de maneira geral, têm mania de querer impor seus valores bíblicos à sociedade inteira.

Bancada evangélica ou católica no Congresso Nacional é uma excrescência. Câmara e Senado precisam ser totalmente laicos. Nem a cruz no plenário da Câmara dos Deputados faz o menor sentido. Muito menos cultos e missas em auditórios de comissões da Casa. O mesmo vale para o Poder Judiciário.

Há um tipo de evangélico que é semelhante ao homossexual não assumido. Para que ele fique em paz com sua crença é preciso que todos acreditem no que ele  crê. Aqui é bom abrir parênteses. Há tanta facilidade para se abrir uma igreja que o comércio religioso vai de vento em popa, enriquecendo muitos aproveitadores.

Mas se aproveitam é porque há muita gente necessitada de uma justificativa para a própria existência, o que é a negação total do conhecimento. E da força para se viver sem "muletas".  Há um agravante: ressalvadas as exceções de sempre, quem sente necessidade de estar o tempo inteiro conectado com a bíblia tem problemas seriíssimos.

Há dois mais evidentes. Normalmente é gente em que uma pulsão má age com mais intensidade ou que tem tamanha fragilidade emocional que precisa estar sob o guarda-chuva deste tipo de alienação.

Quando se tem notícia do envolvimento da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, com religião, isso é muito preocupante. Quem ocupa o Poder Executivo também deve deixar na esfera privada suas convicções com base "na palavra de Deus".

Assim como há uma multidão de picaretas na política, igualmente há um número significativo deles nas religiões. Enxergam neste comércio espiritual, digamos assim, a chance de ganhar dinheiro fácil.

Advogo que a religião, assim como a orientação sexual de uma pessoa, seja prática da intimidade de cada um. E se ataco religiões evangélicas é porque elas são muito agressivas na tentativa de impor "valores" de seus templos ao país inteiro, imiscuindo-se na atividade partidária.

Repito: impressionante a fragilidade de frequentadores de várias denominações "evangélicas". Se todos não estiverem pensando como eles, não conseguem conviver bem com suas crenças. Que sejam assim, mas fora da política então.

Agora, os políticos, que só enxergam votos, abrem espaço para atuação dessa turma. Não é à toa que Dilma Rousseff visitou um templo da Universal do Reino de Deus, uma denominação campeã em picaretagem "espiritual".

Por dever de ofício, já assisti a um culto desta igreja. Os "pastores" quase arrancam na marra o dinheiro dos fiéis. Bato na mesma tecla há anos: casos como este existem vários e deveriam estar sendo combatidos pela polícia!

Mistura de política com religião é a negação do livre arbítrio e do avanço maior da civilidade: circunscrever determinadas práticas e ideias ao ambiente totalmente familiar, sob o rótulo de "intimidade", repiso.

Não é à toa que denomino de evangélico-petista aquela maioria do partido do ex-sindicalista Lula que não aceita qualquer pensamento que seja diferente do que PT está advogando na hora. "Na hora" porque a legenda adequa-se a todo tipo de picaretagem que permita aos "companheiros" ganharem dinheiro e poder!

Esta mistura é um troço que só serve prejudicar ainda mais o país! Mas a maioria da população permanece passiva também neste caso, deixando os picaretas da política e das religiões atuarem livremente. Precisamos de mais escolas com qualidade e de menos de templos religiosos!

Um "detalhe": também ressalvadas as exceções de sempre, observo em tanta gente que ora, reza, uma maldade espantosa para quem diz seguir as "palavras do senhor"!

PS: Reconheço que a maioria esmagadora das pessoas não conseguiria viver minimamente bem sem acreditar num ser superior e numa vida depois da morte. Aí entram as religiões com seu comércio da "palavra de Deus". Quem acredita precisa ter liberdade de crença. Mas fora da política,  que deve ser exercida em favor de todos --- crentes, descrentes e ateus.


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27/08/2014 22h49

Meu primeiro quase elogio a um governo
Valdeci Rodrigues

Não há como não elogiar o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional permitindo criação, emancipação e fusão de municípios. Está aí uma fonte enorme de mutreta para os políticos.

A decisão de Dilma Rousseff foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 27. Mas... Sempre há um "mas". Esta postura da presidente demonstra que a situação das contas pública está realmente fora de controle.

Caso contrário, ela não se indisporia com a turma que  é aliada de seu governo na Câmara e no Senado. A justificativa.  "Embora se reconheça o esforço de construção de um texto mais criterioso, a proposta não afasta o problema da responsabilidade fiscal na federação. Depreende-se que haverá aumento de despesas com as novas estruturas municipais sem que haja a correspondente geração de novas receitas", informou Dilma Rousseff.

Mas o veto será analisado pelo Congresso, que pode derrubá-lo ou mantê-lo. Criar município é de interesse dos políticos. Qual deles não quer uma estrutura administrativa inteira a seu comando? Tudo com dinheiro do contribuinte?

Atualmente, temos cidades pequenas com estruturas semelhantes às de capitais, com até assessor de imprensa!!!

Mais um rol de secretarias, tudo, obviamente, com o intuito primeiro de dar emprego a apaniguados e criar um núcleo de poder. Os cidadãos são induzidos e ficam orgulhosos porque onde moram não será mais parte de outro município.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou nesta quarta-feira mesmo que será difícil manter o veto de Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Claro. Essa história de criar novos municípios é do interesse pessoal de cada um dos 513 deputados e 81 senadores. Ressalvadas as exceções de sempre.

O Congresso Nacional não tem nenhum compromisso com a administração do país. É afrontosa a forma de agir dos 594 parlamentares. Não trabalham. Não fiscalizam. Ajudam no roubo cotidiano de dinheiro do contribuinte.

Essa turma está totalmente acostumada com a situação em que o país vive. Nação que tem a segunda maior carga de impostos do mundo e torra todo o dinheiro em mordomias no serviço público e no assalto impune aos cofres do erário.

É desgraçadamente impossível elogiar um parlamento deste tipo! O mesmo vale para este ou qualquer governo de que se tem notícia no Brasil! O PT apenas ajudou aprofundar o nível de degeneração da administração pública!

Por isso, disse é que quase um elogio...



18/08/2014 21h30

Renata Campos é abutre?
Valdeci Rodrigues

A viúva do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, que morreu semana passada, já participou de um ato de campanha nesta segunda-feira, 18. Seus restos mortais foram sepultados na noite deste domingo, 17.

Logo veio-me à memória, claro, as reclamações de gente, que sequer conhece a família, chamando de "abutres" jornalistas e políticos, em redes sociais, por traçarem cenários eleitorais sem o ex-governador Pernambuco.

Essas ingênuas pessoas creem que parente de quem morre cai, necessariamente, em estado de prostração --- com choros e lágrimas dias e dias seguidos. Pois, bem. Nesta segunda-feira, Renata Campos compareceu a um ato de campanha do candidato a governador de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara, que patina nas pesquisas de intenção de voto.

Renata Campos, usando a imagem do falecido marido, afirmou, na companhia dos filhos: "Quem está com Eduardo, está com Paulo Câmara".  Disse também: "Tenho a sensação de que agora terei de participar por dois". E agora, ela também é um abutre? Os filhos são abutres?

No final da noite de sábado, 16, dois filhos de Eduardo Campos já carregaram o caixão do pai, vestidos com camisetas amarelas, onde se lia "Não Vamos Desistir do Brasil". Uma frase de Eduardo Campos, dita um dia antes, no Jornal Nacional, da TV Globo.

A própria Marina Silva, que tanto falava em luto, já tratava de política na quinta-feira, mesmo ainda chorando.  Nesta segunda-feira, militantes do PSB já estavam em campanha usando a imagem de Eduardo Campos.

No caso de Renata Campos, ela disse que sabe o que Dudu queria. Foi fotografada ao lado dos filhos discursando em favor de Paulo Câmara, na lanterna de Armando Monteiro (PTB), aliado de Dilma Rousseff, e disparado na frente.

Para quem ainda não prestou atenção na natureza humana, há pulsões que superam qualquer dor, mesmo a da perda de um ente querido. Já presenciei conversa sobre divisão de bens de um pedreiro, logo depois que ele havia sido sepultado. Tratava-se de duas humildes casas.

Imagine, então, um caso como o de Eduardo Campos, com uma multidão de 160 mil pessoas no dia de seu sepultamento neste domingo, 17. Os filhos cerravam os punhos e repetiam a frase-símbolo do pai.

Jornalista não é abutre. Age porque sabe como é o comportamento das pessoas, especialmente das que atuam na política. Eu adorei a atitude de Renata Campos, calando gente que se diz sensibilizada com a morte de alguém que não conhece.

A esse tipo de indivíduo recomendo que, quando quiser sentir compaixão, compareça ao cemitério de sua cidade. Há sempre um velório. Fique triste ali, se o cadáver também tiver perdido a vida na "flor da idade".

Ou então, proteste contra as mais de 50 mil mortes no trânsito no país, todos os anos. E entristeça junto com cada vítima para refletir sobre a fragilidade da vida etc. etc. etc.

Por que sentimento de pessoas assim só surgem quando morre alguém famoso?


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15/08/2014 10h19

Política, uma enganação sem fim
Valdeci Rodrigues

Fingimento é o pilar central da política. A falsidade adquire proporções acima da que é utilizada pelos cidadãos que exercem outras atividades. Agora, por exemplo, com a morte de Eduardo Campos, assistimos ao ritual da hipocrisia num nível que provoca quantidade extra de nojo.

Primeiro, repito: Eduardo Campos era apenas mais um político, com todos os defeitos que eles apresentam. Ser simpático faz parte do pacote. Outro, é que esta história de servir ao país é repulsiva pelo elevado grau de mentira.

O que encanta o indivíduo é o poder. Determinados cargos públicos trazem um prazer superior ao orgasmo, ao álcool, à cocaína ou qualquer outro tipo de droga. É uma satisfação intensa por período prolongado.  É algo que dinheiro não compra.

Mesmo quem é endinheirado quer ocupar um cargo assim, porque apenas a grana não dá este retorno. Somente o protocolo já provoca sensações inauditas. Sem contar que ainda ganham dinheiro, e muito, com isso!

Vamos para raciocínios simples: se todos são competentes e querem o bem da nação por que o país continua afundando? Gastos sempre acima da arrecadação com roubos, cabides de emprego etc.?

O pior: mesmo essa projeção no mundo político proporcionando este oceânico prazer, isso não é suficiente. É preciso roubar do erário. E aí, o político vai sobrevivendo apenas na lábia. O próprio endeusado Eduardo Campos, na noite anterior à sua morte, não respondeu, com sinceridade, em entrevista no Jornal Nacional da TV Globo, por que tinha dois parentes no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE).

Uma grande contradição, já que o TCE é encarregado de fiscalizar os gastos do governo, inclusive. Eduardo Campos igualmente não deu resposta real ao seu trabalho de lobby para conseguir aprovação do nome da mãe, no Congresso Nacional, para ser ministra do Tribunal de Contas da União (TCU).

Por tudo que conhecemos a respeito da atuação desses homens, duvido que os dois governos de Eduardo Campos em Pernambuco resistiriam a uma fiscalização.

No Brasil até algumas palavras perderam sua força.  Por isso, os políticos dizem "fiscalização rigorosa", contando que as outras não têm rigor. 

Grande contradição. O político é eleito para ser funcionário público e passa a ser endeusado sem cumprir suas funções como deveria. Cada Estado, cada município e a União estão aí, com todos os problemas que todos conhecem, para servir de exemplo ao que afirmo neste artigo.


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14/08/2014 10h07

Eduardo Campos, na morte, os exageros
Valdeci Rodrigues

O tipo de morte que vitimou Eduardo Campos causa comoção quase generalizada. Sentimentos gerados pela fama e pela posição do homem que concorria à Presidência da República. Na "lógica" humana quase não se fala nas outras seis vítimas.

O cidadão não se interessa por morte de gente comum, a menos que seja de alguém próximo, como parente ou amigo. Tanto que as mais de 50 mil mortes no trânsito, todos os anos, não comovem a nação. A tristeza restringe-se ao círculo familiar de cada vítima.

Exceção aqui é quando gente comum morre em acidente de avião, que costuma vitimar dezenas de pessoas ao mesmo tempo. Como era um jatinho, a queda desta quarta-feira, 13, matou "somente" sete indivíduos.

Mas os exageros a que me refiro é sobre a figura política do ex-governador de Pernambuco. Ele não era muito mais ou muito menos do que qualquer político que atua no país. Verifiques o Estado governado por ele duas vezes, e constatarás os mesmos problemas que tornam o país num dos mais desiguais do mundo.

Depois de morto, transforma-se em "esperança" que a nação perde numa tragédia. Claro, como ele não existe mais, é hora de enaltecê-lo como uma pessoa que poderia "galgar os maiores postos do país", como afirmou a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

O que não significa nada. Ela, Dilma Rousseff, como "criatura" do ex-sindicalista Lula não ocupa o maior cargo da nação, "governando" mais de 200 milhões de pessoas? O próprio ex-sindicalista e semialfabetizado Lula não foi presidente por dois mandatos, aliando-se ao que de pior existe na política?

Eduardo Campos era apenas e tão-somente mais um político, já acostumado com os desarranjos que existem no Brasil. Se assim não fosse, ele não teria aglutinado em torno de si uma série de partidos. Essas legendas não embarcariam em nenhum projeto que tivesse como finalidade fazer realmente as profundas modificações que o país precisa.


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13/08/2014 11h39

Raiz da corrupção dentro de cada um de nós
Valdeci Rodrigues

Nesta semana, no caixa de um supermercado. A funcionária rasga o saco plástico onde acondicionei maçãs. Sua justificativa: existem pessoas que misturam as mais caras entre as que custam menos para tirar vantagem. Disse-lhe que não reclamaria porque ela não é obrigada a saber que sou uma exceção.

As manifestações desta "raiz" aparecem em frases "simples" como "de graça tomo até injeção na testa". Passa pelo suborno ao guarda de trânsito e pela compra de peças roubadas de carro, mais baratas --- sem esse tipo de consumidor, o ladrão desistiria ao menos desta "atividade".

Há uma lista interminável. Outro exemplo interessante. Se o almoço for de graça, o indivíduo come o dobro --- mesmo que a comida lhe faça mal. Só isso já explica uma nação inteira nas mãos de ladrões de dinheiro do contribuinte. O "roubado" chega a sentir inveja de quem "desvia recursos públicos" para ter "boa vida".

O mesmo cidadão que chama deputados e senadores de ladrões, por exemplo, não titubeia na hora de subornar um guarda. Outro exemplo interessante. Se um caminhão de alimentos tombar numa via, tudo será roubado rapidamente por pessoas que não se acham bandidas de jeito nenhum.

Ia esquecendo-me de uma pérola: "Achado não é roubado". Com todas essas pulsões, mais de 200 milhões de pessoas aceitam passivamente a roubalheira desenfreada de seu próprio dinheiro. É como se cada um se coloca-se no lugar do ladrão.

Quando eu era criança, ouvia colegas chamarem de "cabrito" o furto de dinheiro do caixa das empresas onde trabalhavam!!!

O mundo fora do erário tem expressões de sobra para amenizar o roubo ou o suborno --- "molhar a mão do guarda", "pagar um lanche" e por aí afora. Então, nada mais "natural" num ambiente assim do que as leis tratarem o roubo de dinheiro público de forma diferenciada.

Peculato, apropriação indébita etc. etc. etc. Quando se somam os crimes de roubo, a expressão é um cândido "desvio de recursos públicos". Isso mostra o tamanho do desafio do país em reverter a ordem das coisas.

Essa reversão passa pela consciência de cada cidadão de que o "desvio de verba" é roubo de dinheiro de seu bolso. Mas antes ele precisa entender como esse dinheiro sai de sua carteira, principalmente em forma de impostos embutidos nos preços dos produtos.

O resultado não é menos espantador. O Brasil tem a segunda maior arrecadação de tributos do mundo e carência de todo tipo de serviço público. Desse tipo que os candidatos enchem os pulmões para dizer que resolverão: saúde, educação, segurança, infraestrutura .... etc. etc. etc..


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11/08/2014 10h53

"Jornalistas que batem no governo"
Valdeci Rodrigues

Ouvi neste final de semana as argumentações de um amigo jornalista ligado ao PT. Uma delas é a de que Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, vítimas de um crime praticado dentro do Palácio do Planalto, "batem no governo".

Ele também arguiu que deveria haver a separação entre "comentarista" e "jornalista". O PT é um troço tão cavernoso que conseguiu dividir os jornalistas, criando os "amigos" do "governo popular" e os integrantes do que os "companheiros" denominam de Partido da Imprensa Golpista (PIG).

O apego ao poder e ao roubo de dinheiro do contribuinte --- inclusive dando emprego a "companheiros" fantasmas --- transformou esta legenda num grupo de "guerrilheiros" assaltantes dos cofres públicos, com a companhia de gente que eles próprios rejeitavam até o ex-sindicalista Lula chegar ao poder.

O meu amigo petista está no grupo dos lulopetistas. Mesmo ele dizendo-me que não é "petista de carteirinha". A ele não disse o que exponho aqui neste artigo.

Leitor, uma das funções mais nobres da imprensa é exatamente informar o cidadão sobre o que fazem os que são eleitos para administrar o dinheiro de todos os contribuintes. "Bater no governo", expressão utilizada por um expressivo grupo de evangélico-petistas e até mesmo por apenas petistas é uma reação asquerosa.

Queriam esses "companheiros" que a imprensa não noticiasse crimes cometidos nos governos de Lula e da ex-guerrilheira Dilma Rousseff? Imprensa que os petistas adoravam quando estavam na oposição?

Vi neste final de semana dois vídeos. Num, o ex-sindicalista Lula faz a louvação do Bolsa Família. Noutro, mais antigo, ele condena a distribuição de cestas básicas dizendo que nada mais era do que compra de votos.

Quando um grupo como este quer usar o Estado como um enorme "sindicatão" do crime eternamente, o país inteiro está doente. Essa turma já cometeu delitos demais para ainda estar comandando esta nação.

Tem tem a cara de pau esses evangélico-petistas em querer que a gente levante corrupção no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando temos mais de uma década de crimes cometidos nas administrações do PT.

Seria antijornalismo se eu fosse atrás de irregularidades na época de FHC se o PT e sua turma expõe um escândalo a cada dia. Ou melhor, a cada hora.

Sobre o "bater no governo" a que o meu amigo petista referiu-se, trata-se apenas do exercício de um vital segmento profissional. Exatamente aquele dá ao cidadão as informações que ele precisa sobre, no caso, quem rouba o dinheiro que deveria ir para segurança, saúde, educação etc. E a respeito de todos os poderes da República.

O olhar de desconfiança dos jornalistas e meios de comunicação dever recair sobre todos os governos, independentemente a qual partido pertença. Sempre haverá ali gente disposta a roubar muito. E o PT passou de todas as medidas já vistas até agora. Como diz o ex-sindicalista Lula, "como nunca antes na história deste país".

PS: Se Lula é ex-sindicalista, não precisa nem dizer de que lado estão os sindicatos de jornalistas do país.


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04/08/2014 10h55

Congresso Nacional não tem limites

O Congresso Nacional não tem limites para manchar sua própria imagem. A recente reportagem de capa de Veja traz mais um escabroso escândalo envolvendo suas excelências, especialmente petistas. A revista mostra o tamanho da farsa da CPI da Petrobras do Senado.

Provavelmente fique por isso mesmo. Existe uma tal de "maioria" que comanda com votos toda a encenação do parlamento. Como nenhum desses parlamentares tem qualquer compromisso com ética, muito menos com o funcionamento normal do Poder Legislativo, não creio que alguma investigação resulte nalguma coisa.

Não é à toa que o PT tem uma cantilena de "controle social" dos meios de comunicação. Termo criado pelos "companheiros" para denominar uma nova espécie de censura. Sem imprensa livre, esses escândalos mais os roubos comandados por petistas e aliados sequer seriam do conhecimento da população.

A situação de Câmara e Senado é tão estrambótica, que já acompanhei conversa de funcionários das duas Casas encarregados de conduzir visitantes e turistas. E pude escutar o que diziam eles.

Por incrível que pareça, esses guias vendem a ideia de que o Congresso Nacional é uma instituição independente dos políticos. Querendo passar a ideia de que Câmara e Senado não têm ligação com escândalos em série praticados por deputados e senadores. É uma entre incontáveis demonstrações do corporativismo no setor público.

É como se eles dissessem: "Deputados e senadores passam, mas o Congresso continua!" Relembro aqui uma participação minha numa rede de emissoras de rádio, entrando num debate sobre a imagem do parlamento apenas para São Paulo.

Comecei a cobertura jornalística no Congresso Nacional em 1995. E foi logo depois --- não me lembro o ano. Mas em minhas primeiras palavras em disse que apenas duas coisas em toda a minha haviam ultrapassado minha imaginação.

Uma, o parlamento. Quando achei que já percebia a quantidade de lama que jorra por ali, ao trabalhar todos dias em suas dependências, percebi que era um oceano de corrupção, embromação etc. etc. etc. etc.

A outra, o curso de jornalismo. Quando pensei sabia o quanto não valia, ao ser obrigado a cursar um para ter o direito de exercer a profissão que adoro, fiquei assustado. Superou "n" vezes o que eu imaginava. Enganação pura!

Quando digo "superar" imaginação é porque ela não tem limite. Infelizmente, tanto o Congresso Nacional quanto os cursos de jornalismo continuam do mesmo jeito. Só não vão mais além do imagino. Vi e enxergo todos os dias essas duas farsas, entre as inumeráveis que detonam o Brasil.



31/07/2014 11h44

Óleo de peroba para a CNI!!!
Valdeci Rodrigues

Li 42 propostas apresentadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no tal "Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República" que aconteceu nesta quarta-feira, 30, em Brasília.  Impressionante o descaramento da entidade que representa esta "categoria".

Começo com uma indagação: onde estiveram estes empresários industriais nos últimos anos? Pelo que sabemos, eles fazem parte da turma que domina não só o Poder Executivo, como os outros dois --- Legislativo e Judiciário.

Fazem parte do grupo que financia candidaturas de deputados e senadores e também de presidentes da República. Se até eles estão reclamando, significa que a situação com o PT no governo chegou mesmo ao fundo do poço para eles.

Para nós, o fundo do poço é moradia permanente. As 42 propostas, que são todas no rumo que o país deveria realmente caminhar, faz-me também questionar mais uma vez o papel do Congresso Nacional.

Câmara e Senado são claramente duas repartições públicas --- claro, com seus cabides de empregos enormes --- que funcionam como extensão do Palácio do Planalto. De lá não sai nada, a não ser quando se precisa correr atrás dalguma coisa depois que acontece algum borogodó estranho.

Deputado e senador tem a característica mais marcante do "servidor" público -- bater ponto e esperar a aposentadoria --- ressalvadas as tais exceções de sempre.

Então se até a CNI, que sabe como fazer lobby no parlamento, está dando demonstração de que não consegue também por parlamentares para trabalhar, ficou ruça mesmo a situação!

Agora vem com esta história de propostas aos candidatos. Realmente são propostas que o país precisa. Por que não saem do Congresso Nacional? Já respondi acima. Temos de assistir novamente ao triste espetáculo dos projetos de candidatos e até da presidente (?) Dilma Rousseff.

Um oleozinho de peroba à parte para a ex-guerrilheira que defende esta barafunda que aí está. O petismo, quem diria, parece estar incomodando até os industriais. Tanto que a fantoche de Lula teve apenas a acolhida protocolar por ser a presidente (?) do país.

É descaramento demais. Para o governo, o Congresso Nacional, os candidatos e para a CNI. Que, repito, parece estar chegando agora ao Brasil. Se ao menos causasse constrangimento a um parlamento-cartório do governo, ou ao próprio governo... 

Nem isso. Serviu mesmo para os candidatos de oposição à estrela vermelha que deseja estar eternamente entranhada neste infinito de corrupção e roubalheira, denominado de governo federal, começarem a brilhar.



25/07/2014 11h08

Juventude, a burrice humana
Valdeci Rodrigues

A inteligência humana não alcança coisas aparentemente simples e inevitáveis. Uma pessoa, no geral, não quer morrer de jeito de nenhum. Mas deseja que a semana passe rápido para se chegar ao sábado, ao domingo. Sem contar os feriados.

O jovem chama de velho alguém com 35 anos, sem se lembrar que, para não chegar a esta idade, ou aos 60, 70, terá de morrer jovem. Isso o indivíduo não quer. E o tempo não para, como cantou Cazuza.

E o que pior, os jovens depreciam sua futura condição se não morrerem antes. E o que há de gente querendo rejuvenescimento! As mulheres, então. Agora já existem levas e levas de homens seguindo o mesmo caminho.

Um colega de trabalho, por exemplo, perguntou-me porque eu não deixaria de usar barba. "Você remoçaria uns quinze anos". Respondi-lhe de bate-pronto, lembrando-lhe que não sou mercadoria com prazo de validade numa prateleira! Sem contar que gosto de barba desde quando era criança!

Lá pelas bandas do Oriente, homens-bombas explodem-se na crença que irão para um lugar com 72 duas virgens à sua disposição, se a memória não falha agora. A nenhum deles ocorre que se a situação fosse assim tão boa, seus chefes queriam ir primeiro.

Minha diarista, uma maranhense bem-humorada, evangélica, raciocina melhor do que estes terroristas, por exemplo. Brincando, ela disse-me que todos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer.

Com ela, sempre brinco: "Não queres ir para céu agora?" Ela responde que não, que a vida é boa etc. Mesmo achando que as portas do céu estarão escancaradas para ela quando lá chegar, por conta de sua orações.

Impressiona-me que a inteligência humana neutraliza-se, com as raras exceções de sempre, diante de questões tão simples. O tempo não para. Que dificuldade essas pessoas têm em curtir cada fase da vida? Que fixação é essa em querer ser jovens para o resto da existência?

A situação é tão arraigada que há o hábito de os indivíduos dizerem "no meu tempo", referindo-se à juventude. É como se o tempo não lhes pertencessem mais depois de determinada idade.

Já disse há vários deles em tom de provocação que enquanto eu viver o tempo presente é meu também. Até o último suspiro! E que participarei de tudo que há nesta vida.

Sinceramente, é de se encabular como a inteligência humana, que cientistas dizem que a espécie usa parcela tão ínfima, não seja capaz de fazer milhões e milhões de pessoas aceitarem o inevitável. Viveriam mais felizes e curtiriam melhor cada fase da passagem por esta terra.

Sem contar que o adulto carrega dentro de si todas estas fases até o túmulo. Há uma criança, por exemplo, dentro de cada um. Mas também por turvamento da inteligência, mais as questões culturais, há pessoas que cismam de ser sérias antes dos 30 anos, especialmente os homens.

Confundem simplesmente sisudez com seriedade! Lamentável. Muito lamentável!!!



24/07/2014 16h51

Pasadena vai passando sem Dilma
Valdeci Rodrigues

O Tribunal de Contas da União (TCU) decide punir apenas o segundo escalão da Petrobras pelo prejuízo de US$ 792,3 milhões numa história cheia de furos, com a compra a refinaria de Pasadena nos Estados Unidos, em 2006. E... Dilma Rousseff, que era presidente do Conselho de Administração da estatal à época, sai livre, por unanimidade!!!

O relatório aprovado é de um político. Foi um dos fundadores do PFL, hoje DEM. Foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Geraldo Alckmin, em 2006. Deputado federal por quatro mandatos consecutivos. Foi indicado para ocupar o cargo no TCU por... Luiz Inácio da Silva em 2009.

Acho que já poderia até parar este texto por aqui! José Jorge entendeu que a presidente do Conselho de Administração da Petrobrás na ocasião, a criatura de Lula, Dilma Rousseff, não teve nada a ver com isso.

Quero lembrar a você, leitor, que o ex-sindicalista Lula procurou o ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para varrer o mensalão para debaixo do tapete. O mesmo ex-presidente da República que disse que seu partido "tirou o tapete da sala" e que, por isso, há tantas denúncias de corrupção!

Gilmar Mendes "pôs a boca no trombone". Lula ficou quietinho. Será que Lula agora não atuou junto a José Jorge e todo o TCU? José Jorge conhece muito bem como funciona o mundo da corrupção governamental. Aliás no caso do mensalão, Lula saiu livre. E ele era o chefe dos petistas condenados. É regra condenar apenas o segundo escalão?

Por que minha dúvida? Essa turma toda se conhece, uns são amigos outros não, mas têm em comum os cofres públicos para se enriquecerem. Esta decisão do TCU não me desce pela garganta de jeito nenhum. Principalmente pelo currículo dos protagonistas.

Transcrevo aqui por puro tédio parte de reportagem da agência G1:"O acórdão do TCU cita como possíveis responsáveis pelo prejuízo ex-membros da diretoria da Petrobras, entre eles o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. Eles têm 15 dias para apresentar defesa e, a partir disso, um novo relatório será produzido pelo tribunal, que poderá alterar valores devidos, excluir ou incluir nomes de pessoas apontadas como responsáveis pelo prejuízo."

E mais: "Entre as medidas aprovadas também está o bloqueio dos bens em nome dos citados ? além de Gabrielli, são apontados como suspeitos de responsabilidade pelo prejuízo o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o ex-diretor de Abastecimento e Refino Paulo Roberto Costa, preso em uma operação da Polícia Federal suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O bloqueio será por um ano e terá validade a partir da citação dessas pessoas".

É Brasil... E acabamos de ter a informação de que só nos primeiros seis meses deste ano os brasileiros pagaram, em média, R$ 3,2 bilhões por dia em impostos à Receita Federal!

Aja Pasadena, Petrobras... e Roubobras com estrela vermelha na porta! 


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23/07/2014 15h35

Desfaçatez de Lula não tem limites
Valdeci Rodrigues

O ex-sindicalista e ex-presidente da República que ainda comanda o governo por intermédio de sua títere não tem mesmo limites. Usei o termo desfaçatez no título para não utilizar o que no popular chama-se de cara de pau. Ele disse que a política do no Brasil está "desmoralizada" e "apodrecida"

Lula ainda teve o cinismo de afirmar que o país necessita de uma reforma política. "A política está desmoralizada nesse país, está apodrecida. Precisamos de uma reforma política nesse país", afirmou. É...

Primeiro: a desmoralização e a podridão chegaram ao limite da civilidade em seus dois governos e no de sua criatura Dilma Rousseff. Não temos notícia de um partido no poder com tantos "companheiros" na prisão.

Segundo: este cidadão, que teve índices de popularidade invejáveis, não fez a tal da reforma política, algo que ouvimos como necessidade urgente sempre que a situação fica desfavorável ao algum grupo político. Por quê? Seu grupo estava bem.

Então, enquanto presidente da República por dois mandatos, o ex-operário meteu-se em tudo. Agora vem dizer que a política está podre. Estaria menos, sem a contribuição dele e de seus "companheiros", tantos os petistas quanto os aliados que convivem com a desmoralização há muito tempo.

Inclusive quando o próprio Lula e seus "companheiros" eram oposição e chegaram até a propor um "governo paralelo"! É esses mesmos que enxergam complô até em reportagens de jornais, revistas, TV e internet mostrando a corrupção desenfreada em seus dois governos e no de sua comandada Dilma Rousseff.

A todo momento ouço de alguém que a "política é podre". Se até um cabra que se beneficiou de recursos do contribuinte e continua levando uma vida de milionário diz a mesma coisa, o que posso responder?

Mas gostaria muito de dar a primeira resposta para estas farsas chamadas Lula, PT, José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha, Dilma Rousseff etc. etc. etc. etc. etc...

Agora sobre cara de pau, descaramento, Lula vai aí batendo altuns recordes também...

 

 


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22/07/2014 08h16

Corporativismo, uma praga nacional
Valdeci Rodrigues

"Defesa dos interesses ou privilégios de um setor organizado da sociedade, em detrimento do interesse público". Esta definição tirei de um minidicionário Aurélio. Este troço é uma praga nacional --- não gosto de dizer internacional porque serve de argumento para a turma daqui.

Faz pouco tempo, alguém indicou-me para uma assessoria de imprensa de um deputado. Fui para ter mais exemplos. O parlamentar é do PT. Petistas odeiam-me porque critico a corrupção dos "companheiros". Então...

Fui "entrevistado" por um chefe de gabinete. Achando-se esperto, esperou-me com três artigos assinados por mim no meu blog. Pegou um deles, e em tom professoral, disse-me. "Neste aqui você vai bem até a metade. Depois você faz uma crítica generalizada ao Congresso Nacional".

O indivíduo, com cara de quem nunca trabalhou na iniciativa privada, questionou-me: "Como alguém que pretende trabalhar na Câmara pode denegrir a imagem da instituição?". Ouvi calado a aula de corporativismo.

Em seguida, ele "ensinou-me" como comportar-me dando seu próprio exemplo. "Em qualquer lugar que eu estiver e alguém falar mal do Congresso, tenho o dever de defender esta Casa. É aqui que trabalho", acrescentou.

Pelo raciocínio do camarada, o traficante também deve partir para a defesa do seu trabalho. Mas... Fiquei imaginando o que diria o evangélico-petista se tivesse ido mais fundo em sua pesquisa no Google.

Tenho lá textos em que critico aberta, frontal e cavalarmente o "Partido dos Trabalhadores". Ri por dentro. Ele pediu-me para que eu enviasse textos de reportagens escritas por mim. Claro que nem preciso dizer o que não fiz. E o salário é de repórter da linha de frente de jornal. Dinheiro público, né?

PM faz mesma observação de evangélico-petista

Na semana passada --- estou aqui já arrumando nova inimizade ---, fui abordado por um Policial Militar, sargento, acho. Colega de bate-papo em torno de um vendedor de churrasquinhos perto de onde moro. Ouço dele muitas histórias interessantes da PM de Brasília. Inclusive, quer me levar dentro de uma viatura para acompanhar seu trabalho.

Mas leu no Facebook texto que escrevi sobre uma aberração chamada Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Foi porque afirmei que se o PM prendesse um cidadão que chutou uma porta por demora no atendimento na emergência, eu iria desacatar deliberadamente o policial para também ir preso e criar uma celeuma em torno do caso.

Esse policial colega de conversa --- pareceu o evangélico-petista que cito acima --- ao dizer: seu texto ficou legal até a hora que você cita o PM. Corporações são um troço muito nojento. Existem para defender seus próprios interesses. E que se dane o resto.

Já escrevi --- mais de uma vez --- que elas deveriam funcionar ao contrário. Serem as primeiras a apontar os maus profissionais que estão na "categoria". Assim, haveria, quem sabe, propensão de vermos esses agrupamentos de forma positiva.

Célula-mãe dos sindicatos

Corporativismo é a célula-mãe dos sindicatos. Entidades de classe que se parece demais com a política. Uma vez sindicalista, sindicalista para sempre. Agora mesmo, estou tendo contato com um "cartório" destes.

Falo em rádio há mais de 20 anos. Mas não tenho o registro de locutor. Liguei para o sindicato da "categoria". Como não há curso superior para locução, tenho de provar perante a instituição que já trabalhei na função. E aqui, leitor, arrisco em não conseguir deles a autorização para que possa pleitear no Ministério do Trabalho o tal registro porque estou criticando antes.

O responsável pela área no sindicato disse-me ao telefone o que eu precisava levar como documentos, numa arrogância inenarrável. Fiquei sabendo depois que se trata de um semialfabetizado operador de áudio. Ou era. Agora é sindicalista. Como nunca dei importância para isso, só tenho registro de radialista como produtor.

Não serve. Por quê? Porque pleiteei uma vaga na Câmara dos Deputados para narrar o que acontece no plenário. Imagine, contrato só com registro de locutor. Não seria diferente num dos maiores e mais vergonhosos templos do corporativismo --- com salários que chegam a ultrapassar o teto constitucional.

Locutor tem semelhança com cantor. O indivíduo tem ou não a voz agradável aos ouvidos dos outros e ponto. Como alterar as características genéticas do cabra? Um absurdo!

Primeira corporação que enfrentei

A primeira corporação que tive de enfrentar foi a dos jornalistas. Tive de suportar um curso de Comunicação Social que, até hoje, desova gente com diploma debaixo do braço. Pessoas tecnicamente consideradas analfabetas funcionais em sua esmagadora maioria. E aqui devo pagar o preço.

Os caras do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal deverão boicotar-me, se souberem deste texto aqui. Mas isso também pode não acontecer porque o semialfabetizado sindicalista que cuida de registros é amigo de um amigo meu.

Pouquíssimos sindicatos resistiriam a uma fiscalização. Mas pra que, se os fiscalizadores também são corporativistas? E por aí vai. A traça ajudando a carcomer o país inteiro.

No serviço público, então... Cada "categoria" querendo levar um quinhão do dinheiro público maior. Serviço público mesmo que é bom, nada."

Jornalista marido de sevidora do Senado defende HRAN

O desvirtuamento chega a tal ponto que um "jornalista" fez comentários quando critiquei a brutalidade de servidores do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília --- e para fazer justiça, não só lá como em todos os outros hospitais públicos.

Seu comentário vou transcrever na íntegra e sem nenhuma correção:
"Prezado amigo e colega jornalista Valdeci, vc está equivocado, vc está pecando quando diz...A brutalidade é a norma entre os "servidores públicos" de lá.....pois já fui várias vzs na mesma unidade de pronto atendimento, e nunca vi nada disso, até concordo, com a presença de maus servidores, assim, como sabemos que tb existe maus jornalistas, mas, não podemos generalizar, pois, estaremos ocorrendo no risco, de juntas, gente boa, com quem não presta." Pelo texto do indivíduo não preciso fazer nenhum comentário. É prova do que escrevo aqui. Aliás ele vangloria-se de ter curso de ciências políticas!

O cabra é marido de uma "servidora" que deve ganhar mais de R$ 20 mil por mês no Senado! E já ouvi deste "jornalista" reclamações sobre o baixo vencimento da mulher. É que ela senta-se não muito distante de mim no comitê de imprensa da Câmara dos Deputados.

Só sei que esse "jornalista" faz jornais para entidades por aí. Então ele sente necessidade de defender a categoria, já que do contracheque da mulher sai a grana que o ajuda a sentir-se um cidadão de primeira classe.

Exemplos existem em demasia. Ou, melhor, em toda a totalidade, ressalvando as exceções de sempre, que eu nunca conheci.



16/07/2014 08h01

PT, um sonho de ditadura
Valdeci Rodrigues

O sonho dos petistas, ressalvadas as exceções de sempre, não se concretiza exatamente por causa da balbúrdia partidária no país. Mas, não menos importante também, devido à voracidade para enriquecer roubando dinheiro do contribuinte. Senão...

Senão o partido dos companheiros do ex-sindicalista Lula tentariam implantar uma ditadura no país. São barrados, principalmente, por esses dois motivos. Embora eu acredite que mesmo sem essas duas grandes motivações, os "companheiros" não conseguiriam.

Num país onde existem 32 legendas, não há como um partido governar sozinho. Mesmo estando no poder há mais de uma década, até hoje espanta-me como uma turma muda de lado visceralmente. E persegue, até onde consegue, quem ousar sequer discordar de suas ideias --- mesmo aquelas que mudam ao sabor das conveniências.

Do roubo desenfreado já no primeiro governo, o do ex-sindicalista Lula, até o atual da grosseira e ex-guerrilheira Dilma Rousseff, a corrupção é a estrela maior Estrela-guia de um grupo que nasceu criticando, inclusive, o assalto ao dinheiro do contribuinte.

Mas nos primeiros dois anos de governo da criatura inventada por Lula, sete ministros "caíram" por causa de denúncias em envolvimento com a corrupção. No meio dos "aliados", o primeiro a sair foi um figurão do PT, o então ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, acusado de enriquecimento ilícito.

O mesmo Palocci que foi obrigado a deixar o Ministério da Fazenda no governo Lula por patrocinar a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, que foi fonte de uma reportagem sobre encontros às escondidas numa casa em Brasília, da turma que avança sobre os cofres públicos.

Lula anda de braços dados com tudo que disse repudiar até ser presidente duas vezes. Gente como José Sarney, Collor de Mello e por aí afora. Partido que tem estrelas na cadeia, parte para desclassificar a Justiça. Se há notícias sobre a bandalheira que promove, com seus aliados no governo, mira os meios de comunicação.

Curiosamente, foi exatamente a mídia, hoje execrada pelo petismo, que noticiava a corrupção denunciada por petistas quando estavam na oposição. Hoje fazem pior. E Lula teve a cara de pau de dizer que a quantidade de escândalos é porque ele e sua turma "tiraram o tapete da sala"!!!

Esta farsa foi fortalecida no serviço público --- até porque na iniciativa privada o indivíduo precisa trabalhar mesmo. Petistas faziam política nos órgãos públicos livremente. Hoje, basta que um servidor entre com uma revista Veja debaixo do braço para ser apontado como golpista.

Inventaram o tal do PIG (Partido da Imprensa Golpista) para classificar, não apenas veículos de comunicação, mas qualquer jornalista que ouse manifestar opinião contrária à que é apregoada no momento pela "companheirada".

O Brasil ficou de mãos atadas. Tudo o que leva o rótulo de movimento social está do lado do petismo. Até, triste e lamentalmente, a União Nacional dos Estudantes (UNE). Obviamente, todos sendo contemplados com dinheiro do contribuinte, incluindo aí o Movimento dos Sem Terra (MST).

Sindicatos? Não conheço nenhum que não esteja perfilado sob ordem unida para defender até o indefensável, como o assalto ao erário. O petismo conta inclusive com os dos jornalistas, chegando até a federação nacional (Fenaj), que defendeu o Conselho Federal de Jornalismo.

Neste caso a tradução é clara. Se não se pode "pegar" os patrões, persegue-se o profissional, com a possibilidade de impedi-lo até de exercer sua profissão. O Congresso Nacional rejeitou a censura patrocinada pela Fenaj, comandada por petistas nos sindicatos de jornalistas e na própria federação.

Os "companheiros" patrocinaram o que é considerado o maior escândalo da história do país, o mensalão --- mesada para comprar votos a favor do governo na Câmara e no Senado. Petistas graduados cumprem pena atrás das grades, como o monumento da arrogância, ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Nem sei se comemoraria, mas a voracidade por dinheiro e cargos, não deixou essa turma partir para copiar Cuba de Fidel Castro. Mas eles parecem conseguir, especialmente entre os evangélico-petistas, vender a ideia de que tudo não passa de complô da grande imprensa contra o Partido dos Trabalhadores, qualquer notícia sobre maracutaias no governo!.

À história dos sindicatos dedicarei um artigo à parte. É nesse ninho que nasceu Lula. São corporações onde há grupos que se perpetuam no comando. Não é à toa, no caso dos jornalistas, que os profissionais qualificados não entram nesta órbita.

Sindicato de jornalista costuma atrair assessores de imprensa e gente que trabalha para governos. São "servidores públicos" que usam a entidade como aparelho para fazer política. Atualmente a favor do petismo.

A nação parece que já desconfia desta história. Tanto que nas famosas manifestações de junho e junho de 2013, os manifestantes não quiseram a presença de nenhuma dessas entidades vermelhas nem de nenhum partido político.

Quando digo que não me acostumo é porque cheguei à reportagem política no Congresso Nacional em 1995, quando o petismo era fonte de denúncias de todas as naturezas. Hoje, os companheiros sonham, e tentam, cercear a liberdade de imprensa e de opinião.

Não conseguirão. Esses "companheiros" fizeram até com que gente igual a mim entrasse no jogo. Não como filiados ou militantes partidário, mas para erguer uma muralha e, assim, evitar que a "companheirada"  vá além da corrupção desenfreada, do empreguismo aos "companheiros" e do aparelhamento do Estado.

É debaixo desta estrela, senhor ex-sindicalista e ex-presidente Lula, que se esconde hoje a maior parte da sujeira a que o senhor se refere quando tenta justificar por que tantos "companheiros" seus já foram alcançados pela Justiça

PS: Aviso ao leitor: nunca pertenci a nenhum partido político ou qualquer tipo de entidade, seja política ou não. Sou apenas filiado ao Sindicato dos Jornalistas de Brasília, onde não passo nem na porta por ser comandado pelo petismo. Sobre minhas opiniões, na época do governo de Fernando Henrique Cardoso eu era chamado de petista. Hoje, há quem me chame de tucano. Mas continuo fazendo o mesmo tipo de trabalho: denunciando corrupção em governos de qualquer partido. 



15/07/2014 06h20

Hospital público de Brasília é caso de polícia
Valdeci Rodrigues

Resgato um texto escrito por mim neste blog, em 26 de maio de 2011, sobre a brutalidade de "servidores públicos" na emergência do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Plano Piloto de Brasília.

Vale a pena relembrar por causa de cenas horripilantes no mesmo local, onde fiquei pronto para ir preso ao presenciar além do abuso de "servidores públicos"  a conversa fiada de um policial militar. Ele dava uma "aula" a um cidadão que não conteve a fúria por esperar demais por atendimento na emergência e chutou uma das portas do estabelecimento. Isso aconteceu na terça-feira passada, dia 8.

O PM disse que poderia prendê-lo por danos ao patrimônio público. Se o PM, que parecia mais um professor de sociologia, prendesse o cidadão, eu o desacataria para ir preso também e criar um bafafá a respeito de algo que ocorre rotineiramente no hospital.

Neste e nos noutros hospitais da rede pública hospitalar da capital do país, administrada por um governador do PT. Trata-se do ex-deputado federal Agnelo Queiroz, que já foi ministro do Esporte, é médico e prometeu, durante sua campanha, cuidar pessolmente da forma criminosa como são atendidos cidadãos que pagam a segunda maior carga de impostos do mundo.

Leia o texto que publiquei em 2011

Estou atendendo pacientes na emergência do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Plano Piloto de Brasília.

No primeiro dia de trabalho, senti náuseas, revolta e indignação total com o desprezo, a grosseria e a crueldade de servidores dentro de um pequeno guichê.

Na quarta-feira da semana passada. Não aguentei e disse a uma das "servidoras" que o que mais já me impressionava ali era a sua brutalidade ao atender os cidadãos que pagam uma das maiores cargas de impostos do planeta. Ela respondeu-me que é "doce" com quem merece.

Outro "servidor" brutamontes chegou a dizer-me que eu  invejava-o por não conseguir entrar no serviço público e, por isso, ser "obrigado" a virar jornalista.
Nessa quinta-feira, o tal "servidor" chamou-me de "meliante" --- bandido, criminoso.

O motivo: chegou ao guichê um cidadão com a mão cortada, sangrando. Virei-me para o "servidor" para perguntar-lhe para onde deveria encaminhar o paciente.

Sua resposta em tom de reprimenda: "Agora estou atendendo uma oficial de Justiça". Ele estava sendo intimidado sabe-se lá Deus por quê.

Não resisti e disse em voz alta para o cidadão que "funcionário público" era assim mesmo e que ele aguardasse um pouco.

O brutamontes afirmou, depois, também em voz alta, que eu sou "meliante".
Usou a palavra achando que me ofenderia profundamente, já que estou ali prestando serviço por determinação judicial --- fui flagrado dirigindo embriagado em Brasília.

Ainda tenho mais de um mês para dar expediente ali.

Nem ver gente esperando oito, dez, doze horas por atendimento na "emergência" do hospital causou-me mais indignação do que acompanhar aqueles "servidores" achando-se donos de um guichê e usando seu trabalho para ter sensação de poder diante de pessoas que precisam de rápido atendimento médico.

Um detalhe: a servidora mais arrogante é evangélica e invoca o nome de Jesus a todo momento. Mas não tem um gesto de civilidade sequer ao atender os cidadãos.

Essa dita-cuja já disse em voz alta: "Se quer ser bem atendido que pague um plano de saúde".

Outra servidora, também evangélica, já comentou, sobre os pedidos de informação dos pacientes: "Isso é deles mesmo. Não entendem nada".

Esta é ex-viciada em cocaína, tem síndrome do pânico, toma coquetéis de remédios tarja-preta, deixa o posto de trabalho a todo momento e é fuzilada por críticas pela outra "servidora", a evangélica.

Essa outra a que me refiro desde o início como a mais bruta, disse nessa quinta-feira que já fez muita faxina na vida.

Impressionantemente, eles confirmam da forma mais abjeta e repulsiva meus estudos sobre o comportamento humano, o que inclui a arrogância.

Curiosamente, comecei a analisar com mais profundidade a arrogância exatamente depois de observar o atendimento num balcão de um hospital particular aqui de Brasília, há mais de dez anos.

A pena que estou cumprindo neste momento traduziu-se num presente intelectual inenarrável: confirmar tudo o que eu observava de fora.

Por dentro do balcão, leitor, a situação fica ainda mais repugnante.

O atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), é médico e disse que melhoraria a situação da rede hospitalar.

Vendo uma emergência de um hospital importante, no coração do Plano Piloto de Brasília, não é possível vislumbrar qualquer sinal de que isso vá ocorrer.

Os corredores estão lotados de gente, como naquelas tristes cenas dos hospitais de campanha em zonas conflagrada por guerras ou catástofres de qualquer natureza.

Há uma outra personagem no tal guichê: é sindicalista e "luta" pelos direitos dos "servidores", e fica enfurecida porque sua "categoria" não faz greve etc. Mas, igualmente, não tem nenhuma consideração pelos pacientes que aparecem no balcão.

Estou observando tudo, claro, com todos os sentidos de um repórter, empolgado com o que posso denunciar.

O resultado será uma reportagem sobre este absurdo. E com enfoque para "os monstros" cevados dentro de um guichê de atendimento.

PS: Não a reportagem foi publicado porque o jornal em que trabalhava "não se interessou pelo caso". Não me pergunte por quê.

Os selvagens e desumanos "servidores públicos" conseguiram fazer o que eu fosse removido da emergência e terminasse meu trabalho na área burocrática.

O diretor do hospital chamou-me para conversar porque o texto acima foi li pelodo jornalista Cláudio Humberto na Bandnews FM.

O diretor, parecendo mais um personagem de ficção, pediu-me desculpas. Afirmou que um indivíduo com minha qualificação deveria estar na seção de comunicação social e não emergência.

Mas internamente também vi situações inimagináveis num hospital!!! Ou em qualquer lugar!!!