Congresso, mentirinha e blablablá

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 21/05/2013 19h40

Foi interessante observar a reação de deputados e de senadores nessa terça-feira, dia seguinte às declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Interessante e deprimente.

O presidente do STF retratou com extrema fidelidade o que acontece com Câmara e Senado ― Congresso Nacional comandado pelo Poder Executivo ―, e com os partidos, quando disse que são legendas de "mentirinha".

Alguns parlamentares de oposição concordaram com o óbvio: o Executivo comanda o Legislativo. Nem me lembro mais quantas reportagens já foram feitas sobre a quantidade de "matérias" de iniciativa do governo apreciadas em relação às dos próprios "legisladores".

A esmagadora maioria de tudo o que é votado na Câmara e no Senado tem como autor o Poder Executivo. Sem contar as medidas provisórias, em que o Congresso entra festivamente ajudando a usurpar o poder do próprio Legislativo.

O líder do PT na Câmara, deputado José Nobre Guimarães ― irmão do deputado mensaleiro condenado pelo STF José Genoíno (PT-SP) ― teve o descaramento de dar entrevista no Salão Verde da Casa nessa terça-feira e dizer que não é nada disso. Que o presidente do STF está errado.

Só para ilustrar melhor a situação, no Senado o senador Fernando Collor (PTB-AL) ― aquele apeado do cargo de presidente da República por causa de corrupção ― foi à tribuna contestar o presidente do STF. Cito apenas estes dois casos para não torrar tua paciência, leitor.

O que ficará de tudo isso? Apenas uma lembrança de que um presidente de outro poder apontou o que há de errado noutro poder. Senadores e deputados continuarão nesta encenação absurda que custa caro a cada contribuinte deste país.

Joaquim Barbosa bem que poderia agora, usando a força de seu cargo, ajudar a corrigir o que há de errado na justiça brasileira. No Judiciário, não há um só cidadão que não saiba como o poder está ― funcionando muitíssimo mal.

No quesito falhas e descumprimento de suas funções, Legislativo, Executivo e Judiciário estão no mesmo fosso. Escrevi este texto ao lado do plenário da Câmara, onde os deputados debatiam mais uma medida provisória. Tem cabimento? Tem como desmoralizar mais ainda o papel dos "legisladores"?

Só para relembrar: deputados e senadores trabalham em Brasília com despachantes de luxo de seus grupos em seus estados. Nas horas vagas, encenam as votações e posam como representantes dos cidadãos brasileiros.

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Congresso e partidos de mentirinha

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 20/05/2013 17h40

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, fez considerações desconcertantes sobre o Poder Legislativo e os partidos políticos. São declarações totalmente verdadeiras, mas que causam impacto por partir de um presidente de outro poder.

"O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o poder executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar", disse Joaquim Barbosa nessa segunda-feira.

"Outro problema é a questão partidária. Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar. Ora, poder que não é exercido é poder que é tomado, exercido por outrem, e em grande parte no Brasil esse poder é exercido pelo Executivo", afirmou também o presidente do STF.

Não há como discordar de afirmações que retratam exatamente como funcionam o Congresso Nacional e os partidos políticos. Já escrevi várias vezes que Câmara e Senado são apêndices do Poder Executivo. E que os partidos políticos são uma balela.

Os políticos cairão em cima do presidente do STF. Não são comuns declarações desse tipo. Todos que ocupam algum cargo como o de Joaquim Barbosa tentam dizer que está tudo bem, que o Brasil vive numa democracia, blablablá.

Enquanto os bacanas estiverem faturando com esta situação, haverá muitos obstáculos para qualquer tipo de alteração. É da natureza animalescamente humana, principalmente da parcela que usa o que a espécie tem de pior. E os políticos estão nesta categoria.

Resta saber o que o presidente do STF está disposto a fazer para enfrentar seus coleguinhas da justiça, onde não há tanta luz como no Legislativo e até mesmo no Executivo. O Judiciário pode até não ter tantas mazelas quanto Câmara, Senado e governo federal. Mas não resistiria a um facho de luz um pouquinho mais intenso.

Agora, o que Joaquim Francisco diz sobre Congresso Nacional e partidos políticos é a mais pura verdade ― aliás, a situação é pior do que ele afirma. Tomara que ele use o mesmo tom ao tratar do poder que ele representa como autoridade máxima.

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Nó da privatização

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 16/05/2013 18h37

Hilário presenciar um petista tentar fazer a diferenciação entre concessão e privatização. Os "companheiros" fazem uma ginástica mental, verbal e cínica para tentar convencer o interlocutor de que seus governos promovem algo diferente do que aconteceu no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Nessa quinta-feira, conversei com uma jovem repórter no Congresso Nacional. Achei interessante ela confessar que já foi militante petista e que está desencantada com o que presencia nos últimos anos.

"Ainda mais fazendo a cobertura de política", afirmou-me a colega. Achei interessante porque a maioria dos petistas tem comportamento contrário. Desespera-se em busca de diferenciações entre o governo petista e o de FHC, que terminou há mais de uma década.

Trafeguei por estradas privatizadas, por exemplo. Passei por vários pedágios. Mas não me conformo porque eu, como você e todos os cidadãos, pagamos a segunda maior carga de impostos do planeta. Pagar para usar uma estrada é o suprassumo do roubo.

Eu até concordaria com a privatização ― ou concessão como querem os "companheiros" ― se o governo deixasse de cobrar os tributos que pagamos exatamente para que tenhamos determinado serviço público.

Quando digo suprassumo do roubo é porque todas as estruturas burocráticas ficam intactas, sugando dinheiro público, mesmo que empresas privadas passem a executar os tais serviços.

Eu não tenho a menor dúvida de que empresa estatal, órgão público etc. sempre têm um enorme duto de desperdício ― além da ineficiência propriamente dita há o roubo puro de dinheiro do contribuinte.

Escrevo este texto ouvindo o debate no plenário do Senado sobre a Medida Provisória dos Portos. O Congresso Nacional, que deveria rejeitar MPs, já que o parlamento existe para legislar, participa da farsa.

Um embuste ainda maior porque é patrocinado por um partido que era contra todo tipo de privatização até chegar ao poder. Legenda que comandou, também, um oceânico inchaço da máquina pública, incluindo aí o exagero de 39 ministérios.

Além dos "companheiros", há a necessidade de arrumar dinheiro para os apaniguados. E então entramos eu, você e todos os brasileiros pagando esta conta. O Congresso Nacional apresenta-se como participante ativo da farsa ― mais uma ― para enriquecer os grupos de sempre.

"Companheiros", a luta ainda continuará? Saravá!

Falta brio ao Congresso Nacional

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 15/05/2013 20h57

Falta o sentimento de honra e apego à letra da Constituição em cada um dos 513 deputados e 81 senadores ― ressalvadas as famosas exceções de sempre. Medida Provisória é uma farra que usurpa a competência do Poder Legislativo.

O dispositivo constitucional para ser usado com força de lei pelo Poder Executivo em caso de "urgência" e "relevância" transformou-se numa rotina vergonhosa dos governos. De todos eles depois de promulgada a Constituição em 1988.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados entrou em ebulição total em torno da MP dos Portos. De terça para quarta-feira, a sessão foi até quase o raiar do dia. Os nobres deputados, mais uma vez, ajudando a usurpar o poder do próprio Legislativo.

A conversa nos corredores gira em torno de liberação recursos públicos para suas excelências justificarem seus mandatos em seus redutos eleitores. E tome-lhe o "toma-lá-da-cá". Se o parlamento fosse um indivíduo, seria motivo para uma carraspana (repreensão).

E na verdade é. É, sim, o caso de reprimenda a cada um dos 594 parlamentares. Afinal, não foram os senhores que fizeram os eleitores despejarem os votos obrigatórios nos senhores?

Não são vossas excelências que falam tanto em democracia? Que usam uma estrutura que custou mais de R$ 14,5 mil por minuto no ano passado ― segundo cálculo do Correio Braziliense? Dinheiro de cada um dos contruibuintes?

Não são os senhores que só trabalham três dias por semana? E que deixam ainda vários artigos da Constituição sem regulamentação? Sinceramente, senhores deputados e senadores, uma carraspana do tamanho do próprio Brasil a cada uma de vossas excelências ainda seria pouco!

Macheza na Câmara dos Deputados

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 14/05/2013 20h30

Assistimos a mais um embate que denigre a imagem do Congresso Nacional, nessa terça-feira. O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), chamou, várias vezes, o líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), de "chefe de quadrilha". Foi durante votação da Medida Provisória (MP) dos Portos.

Caiado chegou a dizer que algum segurança da Câmara deveria dar voz de prisão ao ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho por causa de suas ligações com corrupção ― poupo você, leitor, de citar o caso específico aqui.

O que me interessa narrar é a baixaria no Parlamento. Ronaldo Caiado foi ouvido pelo próprio Garotinho que, claro, teve direito à reposta. Antes de passar a palavra para o evangélico Garotinho, o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu "pelo amor de Deus" para que não manchassem ainda mais a imagem do Legislativo.

Garotinho fez seu pronunciamento "lembrando" a amizade de Caiado com o senador cassado Demóstenes Torres, que era do DEM de Goiás, exatamente por causa de suas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Antes de Garotinho terminar, um deputado sobe à mesa diretora e estende uma faixa de protesto. Toninho Pinheiro (PP-MG) chegou a ser agarrado por um segurança, algo impensável para uma excelência.

O segurança não o conhecia e achou que ele era manifestante. Eu também pensei o mesmo. Eu estava do lado acompanhando todo o bafafá. Mas o que achei mais interessante foi o depois.

Duas horas mais tarde, pergunto ao deputado Ronaldo Caiado, no fundo do plenário da Câmara: "Deputado, o senhor acha que Garotinho amenizou o tom por causa do apelo do presidente Henrique Eduardo Alves?".

Resposta de Caiado: "Não. É porque ele é frouxo mesmo!"

Enquanto eu, você e nós assistimos a demonstrações de macheza como estas no parlamento, o Congresso Nacional inteiro leva mais uma mancha de lama. De perto, a situação é mais deprimente ainda!

Cinismo do crime no Congresso

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 13/05/2013 18h05

Coincidência. Nessa segunda-feira, ouvi um relato de alguém que trabalha na Câmara sobre como determinado parlamentar foi assediado. Assédio de duas importantes figuras da Casa sobre o que ganhariam em propina se determinada Medida Provisória fosse aprovada.

Minutos depois, no mesmo Salão Verde da Câmara, surge uma das personalidades que me foram citadas. O parlamentar falava sobre a MP dos Portos quando alguém perguntou-lhe sobre denúncias de compra de voto etc.

O então deputado respondeu, circunspecto, que nunca ouviu falar sobre esse tipo de negociação no Parlamento. E que ele próprio não trabalha dessa maneira. Labuta em prol da nação etc., etc..

Observei todas as expressões faciais do parlamentar enquanto ele argumentava que está no Congresso para lutar em favor do povo. Há mais de quatro anos, escutei de um deputado do PT, no cafezinho da Câmara, que há cerca de 350 deputados corruptos na Casa.

O jornal onde eu trabalhava não quis tocar a história adiante porque o petista teria de nominar alguns e eu investigar cada nome. A prudência do jornal justifica-se por causa de processos que podem ser movidos por vossas excelências contra o veículo de comunicação. E quem apontou tem de provar.

Como não cito aqui o nome de ninguém, apenas quis compartilhar contigo, leitor, a enésima história que ouço sobre corrupção no Salão Verde da Câmara dos Deputados. E pelo que acompanho, ela é verdadeira!

Prostituição: esteio da família

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 11/05/2013 18h31

Uma das maiores contradições da humanidade é a prostituição. É profissão amaldiçoada ― tanto que as moderninhas preferem o termo "garota de programa" ―, mas é um dos sustentáculos da própria família.

Recentemente, uma garota recém-graduada em letras causou alvoroço ao assumir-se como prostituta. O mesmo bafafá que Bruna Surfistinha provocou tempos atrás. Ambas, claro, usam a denominação "garotas de programa".

O que todos estranham é a mulher assumir esta profissão tão essencial quanto a família na manutenção da sociedade. Prostituição não pode ser assumida!

A grande hipocrisia é que os homens não ficam sem mulheres, sem sexo. Mesmo os casados que não conseguem juntar na mesma fêmea a fêmea propriamente dita mais a "esposa", a "mulher".

Há mulheres que adoram afirmar: "Sou uma dama na sociedade e uma puta entre quatro paredes". Erro delas. Curtir os prazeres do sexo não é privilégio de prostitutas. Aliás, poucas são as que vendem o corpo e tiram satisfação junto com o cliente.

Orgasmos e todos os tipos de práticas para atingi-los são da própria normalidade do ser humano ― afora casos patológicos ou que atentam contra a integridade física e psicológica. Relegar isso aos prostíbulos foi e é uma válvula de escape para manter a família.

As mulheres que hoje se acham moderninhas porque "ficam" com homens, não sabem que isso é tão antigo quanto a própria prostituição. Só que antes elas eram rotuladas de "biscates", por exemplo.


A prostituição nunca será assumida pela sociedade pacificamente. Ela provoca ciúmes entre as mulheres. Qual esposa não reagiria negativamente ao saber que o marido esteve num prostíbulo. Ou uma namorada?

O problema está na restrição à sexualidade, algo necessário para manter os indivíduos em sociedade. E mais uma vez ― esta constatação não se trata de "machismo" ―, a prostituição só deixará de ser uma atividade marginal se os homens mudarem a maneira de enxergar o sexo e as mulheres. E isso afronta pulsões da própria natureza da espécie humana.

Bate de frente com a sociedade que todos enxergam. A mesma que, por motivos óbvios, reservou à privacidade todas as práticas sexuais.

Polícia merece elogio?

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 09/05/2013 18h59

Tempos atrás, um comandante da Polícia Militar do Distrito Federal andou elogiando-me com as seguintes palavras: "É o primeiro jornalista que me entrevista e entende o trabalho dos policiais".

O comandante ficou impressionado não foi com a entrevista propriamente dita, mas com nosso papo paralelo sobre os destinos da humanidade. Disse a ele que compreendia o porquê da hierarquia militar etc., dentre outras opiniões.

Claro que não contei a ele que ― ainda na época da entrevista ― eu costumava dizer: "Tenho mais receio de ser abordado por um policial do que por um bandido. Acho que com o marginal teria como trocar algumas palavras. Com o policial, nem isso".

Estou abordando este assunto por causa da revolta de muitas pessoas com o assassinato de um traficante no Rio de Janeiro recentemente. Fico por aqui.

Uma instituição como a polícia ― seja de que estado for, incluindo a do Distrito Federal ― apresenta tantos desvios que a lógica do senso comum manda desconfiarmos tanto dos homens fardados quanto dos que trabalham em trajes civis.

Como muitos matam gratuita e impunemente ― gente despossuída, claro ―, fica difícil, quase impossível, elogiar uma instituição assim tão manchada de sangue.

A diferença aqui, leitor, é simples: um funcionário do Estado, como um policial, não pode agir como bandido. O marginal transgride as leis, o servidor não pode fazer isso.

Querer que policiais e bandidos se igualem medindo forças, nunca deu certo. Toda vez que isso ocorre, temos grupos de extermínio dentro das polícias. Eles matam algum filho de alguém "importante"? Obviamente que não.

Para que a polícia mereça elogios de toda a sociedade é necessário, primeiro, que a instituição tenha uma maioria de agentes dentro, ao menos, da lei. Sem contar que os bons policiais sabem quem são os maus. Se nada dizem, compactuam com a bandidagem fardada.

E se compactuam, terão de arcar com a avaliação negativa que toda a sociedade faz de seus agentes. É simples e tristemente assim!

PS: Cito aqui apenas um exemplo do que escrevi acima. Já presenciei a chegada de policiais militares, em viaturas da PM, em pleno Plano Piloto, centro da capital do país. Eles entraram no bar onde eu bebia, no balcão, e subiram para receber propina. O lugar, além de prostíbulo, era um conhecido ponto de venda de drogas.

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PT não pensa em prisão. Nem eu

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 08/05/2013 19h27

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nessa quarta-feira que não espera  prisão para os seus "companheiros" condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nem eu, nem você, nem nós.

Transcrevo aqui trecho de reportagem da agência de notícias O Estado de S. Paulo:

"‘O PT já se manifestou sobre isso no ano passado através de uma nota pública e a nossa posição continua sendo a mesma. Para nós, até o momento, não há nenhum condenado, porque os recursos não se esgotaram. Portanto, não há de se cogitar de prisão de ninguém’, afirmou Falcão após participar de evento em que recebeu apoio da corrente Movimento PT para sua candidatura à reeleição para a presidência do partido".

Esse Falcão faz parte da turma de "companheiros" que sonha com o tal de "controle social" dos meios de comunicação ― nada mais nada menos do que uma censurazinha básica.

O presidente do PT, claro, bate na tecla de que o STF condenou os "companheiros" sem prova de que eles tenham praticado corrupção ― os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), mais o ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), e Delúbio Soares, ex-tesoureiro da legenda, no famoso esquema do mensalão.

Falcão falou em "condenados", o que inclui todos os outros que já foram apenados pelo Supremo.

Surpresa seria se Falcão dissesse o oposto. Claro que estão confiantes na tradição da justiça brasileira. Gente influente não pega cadeia. O deputado Paulo Maluf (PP-SP), exemplifica bem a situação.

Maluf, antes satanizado pelos "companheiros", hoje é aliado e foi fotografado junto com o pastor-mor do evangélico-petismo, o ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva.

Maluf não pode por os pés fora do Brasil porque poderá ser preso pela polícia internacional, a Interpol. Enquanto isso, há "companheiros" exaltadinhos, querendo recorrer a cortes internacionais por não reconhecerem o STF como instância máxima da justiça no Brasil.

Nessa quarta-feira, eu conversava com alguns colegas no Salão Verde da Câmara dos Deputados e repetia, pela enésima vez, que passados mais de dez anos ainda me assusto com tamanho descaramento de petistas, evangélico-petistas, simpatizantes e apaniguados.

Finalizo citando bordão do pastor-mor do evangélico-petismo, Lula, que aliás estava "vistoriando" nessa quarta-feira obra de um estádio em Brasília, junto com o governador Agnelo Queiroz (PT), sobre a corrupção nos tempos da estrela vermelha: um troço "nunca antes visto na história deste país!".

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Guerra com aplauso total

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 07/05/2013 09h18

Aproveitando o debate sobre projeto de lei para unificar gradualmente alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), eu faria uma proposta de outro tipo de guerra. Um combate que todos aplaudiriam.

Que tal os governadores travarem uma guerra fiscal às avessas? Sim, cada um tentando vencer o outro na melhor administração do dinheiro do contribuinte? Sem os arraigados desperdícios e roubos? Ou diminuindo-os a níveis "civilizados"?

Sei que nenhum governante quer isso. A proposta é apenas para ironizar como os políticos brigam para dispor de mais dinheiro. Nunca para beneficiar os cidadãos, a não ser com as demagogias de sempre.

Aliás, até o título deste artigo é um exagero. Se tal proposta que eu faria fosse concretizada, o aplauso não seria total. Haveria um grupo de pessoas que sempre se beneficiou de roubo de dinheiro do contribuinte contrariadíssimo!

Gays, continua tudo ruço!

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 02/05/2013 17h12

Ao ler em redes sociais a informação sobre suposta homossexualidade do filho do dono da Igreja Universal do Rio de Deus, Edir Macedo, fiquei pensando como a discriminação está viva, muito viva. Nenhuma novidade para quem observa a situação.

Digo suposta porque já li que é mentira, blablablá. Não é este o caso. O que trato aqui é sobre como os homossexuais devem ter sentido a punhalada. Há tantos amigos de gays ironizando o filho de Edir Macedo.

Se ironizam o filho do dono de uma igreja, obviamente fazem o mesmo com os amigos homossexuais ― ao menos mentalmente. É aqui onde quero chegar.

Piadas e mais piadas. Muitas delas alfinetando o dono da igreja e os próprios evangélicos. Gays, tudo continua ruço. Não só pra vocês. E não deve servir de consolo que para os negros também nada mudou.

A situação dos homossexuais é muito delicada porque muitos cismaram de fazer cerimônia de casamento ― o mais belo símbolo que une homem e mulher e, portanto, representa a preservação da espécie.

Aqui, inconscientemente entra uma reação muito violenta à união de pessoas do mesmo sexo. Soma-se à questão biológica algo que é polêmica pura: o homem é bissexual por excelência.

Tanto que a maioria dos homossexuais e bissexuais não tem a menor aparência masculina ― ou feminina. A heterossexualidade tem, na maioria dos casos, um pilar central de sustentação em aspectos comportamentais.

As "brincadeiras" entre os homens o dia inteiro sobre rejeição a possíveis pulsões homossexuais não são outra coisa a não ser a luta contra as exatamente "possíveis pulsões homossexuais".

As reações jocosas contra o filho do dono da Universal do Reino de Deus demonstram apenas ― pela enésima vez ― que a aceitação de forma natural da homossexualidade está muito distante do que pensam os moderninhos que apresentam seus amigos gays com aparente naturalidade.

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FHC bebe e não é criticado?

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 01/05/2013 13h43

Nalgum tempo atrás, eu estava observando o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no auditório da Universidade de Londres. Ele estava com um chapéu de doutor honoris causa dalguma coisa aí.

FHC ficou pálido, cambaleante e teve de terminar o discurso sentado. Eu era repórter de uma rede de rádio com mais de 20 emissoras na ocasião. Corri para o corredor. Telefone celular na mão. Formou-se a rede.

Entro de Londres dizendo mais ou menos assim: "O presidente Fernando Henrique Cardoso acaba de passar mal na Universidade Londres. Ele está pálido. Ele ficou cambaleante. Ele está lendo o discurso sentado..." Foi um babafá porque antes de o presidente terminar seu pronunciamento as pessoas já sabiam no Brasil. Especialmente as autoridades.

Quando deixavam eu fazer comentários (eles sempre deixavam), aí o caldo entornava. No dia seguinte, devido ao fuso horário, em dava notícia e batia papo com o âncora que comandava a rede, a partir de São Paulo, bem cedinho.

Foi quando o âncora perguntou-me: "Valdeci o que você acha que aconteceu com Fernando Henrique Cardoso". Respondi algo parecido com o que conto agora:

"Não quero dizer que tenha sido o caso de Fernando Henrique. Vou repetir várias vezes. Mas quando o  indivíduo bebe e dorme tarde, ao entrar num ambiente como o do auditório da Universidade de Londres, ele tem a sensação de que vai desmaiar. De onde eu estava, olhando para o presidente, a sensação que tive foi a de que a sensação que Fernando Henrique Cardoso sentiu foi essa".

Em seguida, comentei: "Curioso é que a primeira-dama dona Ruth Cardoso passou a menos de três metros do marido e sequer perguntou-lhe o que havia acontecido!".

Leitor, acho que acertei. Na ocasião, eu não estava consumindo bebidas alcoólicas. Acordava com a boca seca e muita sede. Disseram-me que era desidratação causada pela calefação (sistema de aquecimento). A temperatura lá, na época, era baixíssima.

Minha análise: FHC, que lá estava com vários ministros apenas e tão-somente para salamaleques da corte britânica ― disseram-me que a tradição manda a rainha receber ao menos dois chefes de Estado por ano ―, ocupava com sua turma uma ala do Palácio de Buckingham. E tomou, claro, várias doses de uísque.

Ainda em análise minha: FHC  ficou de conversa fiada com os "companheiros" tucanos até de madrugada. Então, no dia seguinte, juntou a desidratação provocada pelo álcool mais a decorrente da calefação, acrescida das poucas horas de sono, e deu no que deu.

Ninguém tocou no assunto. Se abordaram-no não me lembro. Nada do que disse aqui é novidade, repito. Eu afirmei tudo isso numa rede de rádio com mais de 20 emissoras espalhadas pelo país.

Deixo a conclusão a você, leitor, sobre o porquê Lula é criticado sobre seus goles e Fernando Henrique Cardoso, não.

Outra curiosidade que afirmei também na rede de emissoras de rádio: "Fernando Henrique Cardoso é solenemente ignorado na Grã-Bretanha!".  Agora, quando Pelé chegou, foi um "deus-nos-acuda" entre os jornalistas britânicos.

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Meu discurso de 1º de Maio

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 01/05/2013 08h05

Neste 1º de maio, na onda do Dia do Trabalho, se fosse possível, faria um discurso para as chamadas elites brasileiras mais ou menos assim:

"Senhores,
pensem um pouco apenas. Todo o dinheiro e toda a riqueza que vocês acumulam servem para quê? Se for para ter liberdade, não precisa tanto. Aliás, não precisa nada.

"Sei que vocês não se comparam com quem ganha pouco. Muito menos com quem trabalha para vocês. Travam, cada um à sua maneira, uma disputa com os outros endinheirados. Sei disso.

"Quem tem o melhor carro. Quem tem jatinho mais encantador. Quem tem quantas ou a melhor casa. Quem tem mais fazendas. É normal, senhores. Até quando um indivíduo para o carro do lado e nos desafia temos vontade de correr junto!

"Mas gostaria, senhores, de realçar alguns aspectos de nossas existências. Sei que não precisam de palavras como as minhas. Mas será que é sábio ter tanto diante de quem não tem nada? E ainda esnobar o tudo perante os miseráveis?

"Senhores, adianta possuir o que os senhores possuem e não poder usufruir desse patrimônio em paz? Seu filho não poder brincar sem risco? Ter de andar de carro blindado?

"Os senhores sabem que existem pesquisas ― suponho que acreditam nisso ― indicando que a violência é muito mais resultado da desigualdade do que de uma pobreza uniforme!

"Como pretendo ser sucinto ― os senhores não têm tempo a perder ―, faço um pedido em nome de todos os desvalidos deste país: todas as vezes que pressionarem o governo pelos seus próprios interesses, peçam também para que apliquem o dinheiro do contribuinte onde deve. Por exemplo, na escola do filho de sua empregada. Dos empregados.

"Os senhores sabem do que estou falando. Não acham, por exemplo, que é melhor ter cinco fazendas ao invés de dez propriedades rurais? E poder usufruir da riqueza de peito aberto por aí?

"Sem contar, senhores, que podem começar pelos seus próprios funcionários. Paguem um pouco mais a eles. E não se esqueçam que, antes de seus filhos embrutecerem-se pela arrogância, eles adoram ser amigos dos filhos dos empregados!

"Acho que já fui longe demais neste meu discurso. Os senhores conhecem melhor do que eu cada vírgula deste pronunciamento.

"Antes que eu me esqueça, é muito simples transformar este país numa nação como os senhores admiram em suas viagens mundo afora!

"Bom 1º de Maio para os senhores também!"

Assinado: Valdeci Rodrigues, jornalista, descendente de posseiros analfabetos que sonham com a reforma agrária.

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Estou louco!!! Preciso de tratamento!!!

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 30/04/2013 18h38

Na avaliação de um jornalista que trabalha aqui em Brasília eu preciso de acompanhamento especializado porque estou fora de mim.  Aliás, o dito-cujo aproveitou para dar-me aula sobre jornalismo. Ou melhor, sobre ética neste ofício. E dizer que estou louco.

Tudo isso porque critico petistas, evangélico-petistas e simpatizantes. No caso em questão, compartilhei uma foto do pastor chefe da congregação, o ex-sindicalista profissional Luiz Inácio Lula da Silva, com um livro de cabeça para baixo.

Uma colega disse-me na hora que se tratava de uma fotomontagem, ou algo parecido ― a conversa acontecia no facebook nessa terça-feira.

Então, como sempre fiz, respondi de bate-pronto para a também jornalista e copio aqui o que redigi no facebook:

"Esta foto pode ser montagem. Mas o ex-sindicalista profissional Luiz Inácio Lula da Silva, (fulana de tal), já deu demonstrações muito, muito piores e mais ridículas de seu analfabetismo!!!

"Se existisse apenas uma foto como esta para demonstrar o oportunismo deste pastor do evangélico-petismo, a imagem seria amena demais para registrar o mal que esta criatura e seus seguidores já fizeram a esta nação".

Na verdade, Lula é semialfabetizado.

O jornalista em questão entrou na encrenca porque postou algo sem destinatário identificado. Eu retruquei. Então o "colega" de profissão respondeu o que se segue abaixo, também cópia do facebook:

"Pode replicar à vontade. Aliás, só me manifestei por que você decidiu me citar. No mais, não vejo sentido em debater com quem acaba de admitir que vê o uso da inverdade como legítimo. Vinda de um jornalista, essa é uma admissão vexaminosa. Não há debate possível quando a mentira é aceita como válida".

E encerrou assim: "Em nome do respeito que já tive por você, procure ajuda profissional."

Respondi-lhe, então, que diria ― e disse ― algo que há muitos anos deixei de afirmar: que o jornalismo é a forma mais gostosa que encontrei para estudar psicologia.

O impressionante aqui, leitor, é que o rapaz quis me dar uma aula de ética profissional. Acho que ele me conhece por causa do tom da reposta.

Fiquei com impressão de que é petista ou evangélico-petista.  O jornalista que diz que preciso de ajuda profissional para defender o pastor Luiz Inácio Lula da Silva não tem a menor noção de onde já chegamos no entendimento dos distúrbios da mente!!!

Onde pode chegar um petista, evangélico-petista ou simpatizante, hein?  Leitor, escrevi no facebook como "Barafobafo-barafo/Provocação". Estava e está mais do que claro que eu queria apenas chamar a "companheirada" para o debate e tornar menos monótona minha terça-feira.

Preciso dizer mais alguma coisa?

PS: Não tenho dito nada a respeito de PSDB ou DEM porque eles não existem como oposição aos "companheiros" aqui em Brasíla.

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Cérebro serve pra quê?

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 28/04/2013 16h47

Domingo à tarde, vejo parte de um programa de TV. Veio-me a ideia de escrever sobre o que questiono há tanto tempo que  sequer me lembro mais como comecei.

De uma forma bem grosseira: pra que cérebro em gente que não o utiliza? Pra que tanta potencialidade em pessoas que vivem a vida inteira a repetir comportamentos programados? E por aí afora...

Aliás, a situação é muito pior. Pra que tanta gente faz curso superior se quer apenas ler placa de trânsito, uma bula de remédio aqui outra acolá? Um panfleto ― desde que o texto seja curto ― ou as indicações num guia turístico?

Neste caso, há ainda prejuízo ao contribuinte que banca dezenas de universidades federais com hordas e mais hordas de jovens que iniciam conversas assim: "E aí, véi..."  Ou então a famosa palavra da moda "tipo....".

Voltando à questão puramente cerebral, tudo o que já se sabe sobre ele é de deixar embasbacado o mais basbaque dos seres humanos. Claro, a natureza deixou à disposição da espécie um órgão prontinho para ficar afiado.

De acordo com os cientistas da área, herda-se algo em torno de 15% de inteligência. Este porcentual pode ser aumentado ou diminuído de acordo com o uso que o indivíduo faz do cérebro.

Um dos muitos entraves para o desenvolvimento cerebral é o endeusamento de um troço que todos conhecem com o nome de felicidade. Para ser "feliz" como a maioria entende esta condição é necessário um nível alto de alienação.

A "felicidade" entendida pela maioria das pessoas exclui o sofrimento. É aí que a vaca vai pro brejo na maioria dos casos. Sem sofrer o indivíduo não amplia sem campo de visão e... não turbina o cérebro.

Felizmente, há nos quatro cantos do mundo pessoas que saem do padrão. Normalmente é deste grupo de indivíduos que surgem os cientistas, os poetas, os filósofos, os loucos... que acabam, contraditoriamente, "iluminando" a existência de quem relega o cérebro ao mais profundo esquecimento!

Há ainda as religiões que "vendem" a concepção de que houve um cristo que morreu na cruz para salvar a vida de quem segue o que ditam suas palavras. Ou seja, sofreu para que o cristão não sofra. Exemplos há em profusão sobre o porquê de tantas multidões não utilizarem o que há de mais belo e apaixonante na espécie humana.

O que condeno, sem pestanejar: as escolas sequer se dão ao trabalho ― pelo menos ― de mostrar a quem as frequenta que é possível, sim, ter uma liberdade acima de qualquer coisa.

A liberdade do raciocínio, quase orgásmica. Mas existe um preço: um sofrimento constante e eterno. Quem se recusa a pagá-lo vive feliz, mas sempre em algum nível de alienação ― deplorável apenas para quem a enxerga de fora, claro!

 

 

Congresso: avacalhação sem fim

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 25/04/2013 19h11

Não há como parar tudo e começar de novo. E agora? Como consertar a atuação dos poderes no Brasil? Do Congresso Nacional, ninguém tem nenhuma dúvida de que a avacalhação é total, geral e irrestrita.

Há muitos deputados e senadores que adoram afirmar que o Legislativo é o mais aberto dos três poderes. Isso é verdade! Mas este fato não exime nenhum dos 594 parlamentares do Congresso pela culpa desta afronta diária à paciência e à ignorância da maioria dos 190 milhões de brasileiros.

Câmara e Senado são, sim, onde repórteres circulam com liberdade, o que não acontece no Palácio do Planalto nem no Supremo Tribunal Federal (STF). Muito menos nos ministérios, Banco Central etc.

Mas, leitor, o troço passa dos limites todos os dias! Até quando esta megarrepartição pública servirá mesmo aos interesses dos cidadãos que pagam a segunda maior de carga de imposto do planeta?

Agora mesmo está aí mais uma confusão. Parlamentares bandidos tentam limitar poderes do STF. Nessa quinta-feira o PSDB fez o papel que era do PT antes de os "companheiros" assumirem o poder há mais de uma década.

Os tucanos, com mandado de segurança, querem barrar proposta de emenda constitucional, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que submete decisões do Supremo ao Congresso!!!

E agora???

Sem entrar em maiores detalhes sobre a proposta, a pergunta é: até quando assistiremos a essa briga? Quem será o juiz? Duma coisa tenho certeza, leitor, deputados e senadores são de um descaramento total!

Trabalham dois dias por semana, só querem mordomias e privilégios. Mas juízes, magistrados mais ministros de tribunais superiores também não querem as mesmíssimas coisas?

Só posso afirmar que, no momento, o Congresso Nacional, pela balbúrdia, pela roubalheira desenfreada etc. não tem estatura para reivindicar para si a última palavra ― já basta a senadores e deputados a prerrogativa de formular leis mal elaboradas, cheias de falhas propositais ou não.

Atualmente, o STF é convocado a interpretar o que não deveria deixar margem para interpretação: a letra fria da Constituição, chamada de lei maior do país, que obriga a todas as outras leis a estarem de acordo com ela.

O que querem deputados e senadores, depois da lambança que fizeram durante a Constituinte e, depois, com emendas e mais emendas à lei maior? Mais privilégios para proteger seus bandidos de colarinho branco?

Será que eles acham que uma parcela significativa da população já não percebe isso? E quando virá a reação dos brasileiros honestos?

Marco Feliciano barbariza na Câmara

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 24/04/2013 19h47

O famigerado deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) deita e rola no Congresso Nacional. Sente-se uma celebridade. Prestei atenção nele várias vezes, tanto no plenário da Câmara quanto no cafezinho ao lado ― ele não me conhece. Por isso posso observá-lo como mais um assessor engravatado que enche o Parlamento.

O pastor da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento curte cada minuto da "fama" conquistada, principalmente pela sua homofobia.

Reproduzo aqui texto da agência O Estado de S.Paulo: "O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) novamente preside uma sessão da comissão de Direitos Humanos com portas fechadas. Desta vez foi permitida a entrada apenas de apoiadores do deputado, a maioria de grupos evangélicos, que o aplaudiram quando entrou na sala. Um manifestante que conseguiu se infiltrar no plenário foi expulso ao afirmar que só deixaram entrar a ‘patota’". Isso ocorreu nessa quarta-feira.

O Congresso Nacional já passou da hora de ter um choque de laicidade ― a palavra é estranha mas está no dicionário há muito tempo. Significa tornar o parlamento laico, fora da influência de qualquer religião.

Já afirmei aqui neste espaço que a avacalhação está tamanha que, num auditório de comissão há uma missa, noutro, um culto evangélico. Já há quem reivindique espaço para um despacho de macumba!

Misturar política com religião nunca deu certo em época nenhuma da história da humanidade, em qualquer lugar que seja.

Mas apimento um pouco a história do deputado Pastor Marco Feliciano. Não costumo errar nestes diagnósticos: ele é homossexual, com casos secretos, ou tenta desesperadamente reprimir o homossexual que há dentro dele.

O raciocínio é de uma simplicidade cavalar. Se o indivíduo é heterossexual por que diabos ele fica tão furioso com outro homem que usa o corpo como e com quem quiser? Ou bem entender?

A explicação é igualmente simples. Os "enrustidos" precisam que todos estejam de uma mesma determinada maneira, senão o comportamento alheio provoca o "outro" que ele carrega dentro de si. Os que têm casos secretos buscam, até inconscientemente, uma postura oposta na ânsia de que ninguém "veja" o que apenas ele "vê".

Como falar em diminuir a corrupção no Congresso Nacional seria uma ingenuidade, então, senhores parlamentares, tornem o ambiente "de vocês" menos escabroso. Vomitem das entranhas do Legislativo figuras como o deputado Pastor Feliciano. Neste caso, da presidência da Comissão de Direitos Humanos, pelo menos.

Senão, nobres deputados e senadores, não há como sequer imaginar uma imagem um pouco menos suja da atividade profissional dos senhores. Ressalvadas as raras exceções de sempre!

PS: Uma curiosidade, leitor. Em 2011 quando critiquei a grosseria de servidores dum hospital público de Brasília, houve alguém que escreveu algo mais ou menos assim: "O seu diploma dá direito a você traçar perfil psicológico de alguém?"

Coitado!!! Esse indivíduo acha que só podemos entender dalguma coisa se tivermos diploma daquela área específica. Pelo seu raciocínio, que também é o de muita gente boa por aí, um cabra igual a mim, precisaria de, ao menos, dez vidas para entender o que eu já entendo!

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Lula no The New York Times não significa absolutamente nada

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 23/04/2013 18h56

 Petistas e evangélico-petistas vibraram nessa terça-feira com a notícia de que Lula escreverá uma coluna do The New York Times. Semialfabetizado, dificilmente será ele mesmo a escrever os tais artigos mensais para o jornalão estadunidense.

 A informação da assessoria do ex-presidente é de que a preciosa opinião do ex-sindicalista não estará na versão impressa do jornal.

Preste atenção: Lula ameaçou expulsar do Brasil o correspondente do The New York Times, Larry Rohter, em 2004. O motivo? As bebedeiras do "companheiro".

Antes de ir adiante, eu não tenho nada contra bebedeiras. O problema aqui é outro. Lula, em sua sapiência de sindicalista, cismou que a reportagem do jornal atentava contra a imagem de "um presidente da República".

O resultado de sua sabedoria: jornais de quase todo o planeta tiveram de noticiar a iminente expulsão de um jornalista estrangeiro. E para isso tinham de fazer o quê? Exatamente contar o motivo da expulsão.

Aí o que seria uma reportagem ― uma a mais no jornalão ― virou notícia obrigatória no mundo inteiro. E então todos ficaram sabendo dos porres do pastor-mor da Igreja Assembleia de Deus do Evangélico-Petismo.

Quem conteve o então presidente foi o seu ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Petistas ainda disseram que o jornalista estadunidense havia pedido desculpas. Larry Rother negou que houvesse feito isso.

Um papelão, "companheiro"!

Acho que a notícia sobre a coluna do ex-sindicalista no jornal fará outras publicações lembrar esta escabrosa história, que revela a intolerância de petistas e evangélico-petistas com a liberdade de imprensa.

Sem contar que os porres do ex-presidente, que se deixou fotografar até com um livro de cabeça para baixo, não são nenhum segredo em Brasília.

Até eu, leitor, já escrevi opiniões em jornal quando ainda era estudante! E há mais um detalhe: petistas e evangélico-petistas adoram falar mal dos Estados Unidos e elogiar Cuba e Venezuela, por exemplo.

Explicação sobre o termo

EVANGÉLICO-PETISTA significa o quê?

Inspirei-me num aliado dos governistas, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, e nas explicações que recebi em seu próprio gabinete sobre o que seria a igreja onde ele é pastor. Chama-se Assembleia de Deus Catedral do Avivamento.

No gabinete do próprio Feliciano, que dispensa apresentações neste momento, contaram-me que "Assembleia de Deus" seria uma espécie de franquia.

Então: se evangélico radical vê o satanás dentro de qualquer pessoa que manifeste comportamento "fora do que recomenda Jesus", o petista e o evangélico-petista enxergam um golpista dentro de qualquer indivíduo que critique a corrupção em governos comandados pelos companheiros, como o do Distrito Federal, com Agnelo Queiroz, e o Federal, sob a batuta da ex-guerrilheira Dilma Rousseff, comandada à distância por Lula.

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Sou forçado a deixar de ser jornalista

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 22/04/2013 18h53

COMUNICADO

Colegas de facebook, estou nos momentos finais de uma labuta para continuar a exercer a profissão que adoro. Terei de, num prazo de 60 dias, encontrar outra atividade lícita para sobreviver.

Não estou triste. Estou alegre e orgulhoso de mim porque um dos motivos energiza-me de forma inenarrável: minha declarada e aberta guerra contra petistas e evangélico-petistas.

Mas o motivo deste comunicado ainda é um fio de esperança de que algum de vocês possa saber dalgum lugar onde posso trabalhar sem abaixar minha cabeça para os governos petistas, seja o federal da ex-guerrilheira Dilma Rousseff, seja o local, do Distrito Federal, comandado por Agnelo Queiroz.

Se algum de vocês souber onde existe possibilidade de trabalho para um profissional com mais de 30 anos de experiência e quiser me avisar, ficarei muito agradecido.

Tenho mais de três décadas de atividades profissionais na área de comunicação. Passei por jornais (como revisor, repórter, coordenador e editor), rádios (como apresentador de notícias, redator, repórter e comentarista) e TV (como produtor). Minha mais recente experiência foi no Correioweb, onde adquiri traquejo também no manejo da informação instantânea via internet.

Fiz ainda assessoria de imprensa na Câmara, Senado e na Secretaria de Transportes do Distrito Federal.

Tenho ânimo, energia e disposição para trabalhar de dez a 14 horas por dia. Só não posso renegar o que escrevi nem camuflar mais minhas opiniões a respeito dos governos petistas.

Não pertenço, nunca pertenci a nenhum partido político ou corrente de opinião. Igualmente não tenho nenhum credo religioso. Sou apenas jornalista e gostaria de continuar a sê-lo até o último suspiro de minha existência.

Mas sendo obrigado a ficar fora por algum tempo, não estarei abatido. Quem enfrenta uma guerra sabe que pode perdê-la. Ser vencido por dois governos desse tipo, o do Distrito Federal e o Federal, é motivo de muito orgulho para mim.

Mas nem por isso deixo de lutar até o último instante para continuar exercendo a profissão onde não cheguei por caso. Foi igualmente resultado de outra guerra com muitas batalhas!

PS: Mas não deixarei de escrever meus artigos neste espaço.

Rose, fale, exploda!

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 22/04/2013 11h24

Li na Veja desta semana ― revista que petistas e evangélico-petistas sonham sufocar ―, que a "amiga íntima" do chefão da congregação, Rosemary Noronha, faz ameaças de contar o que sabe sobre os "podres" de destacados "companheiros".

No texto da revista há a observação de que a Rose da intimidade de Lula poderia até prestar um serviço à nação. Sei lá... Nação que necessita de gente como Rose para se depurar...

Eu torço para que Rose coloque a "boca no trombone". O Brasil não merece mais essa turma no comando da nação. Os petistas já demonstraram à exaustão por que queriam ser governo. Alguém aí ainda tem alguma dúvida?

Rose estaria ameaçando contar o que sabe porque se sente desamparada pelos "companheiros". Coitada! Quem vivia assim tão pertinho do homem que se considera o suprassumo da política e agora representa um grande escândalo ― mais um ―, deve estar mesmo inconformada por ter de responder pelos crimes de que é acusada. Sozinha!

De acordo com a revista, essa revolta de Rose seria ainda maior porque "vazou" de dentro do próprio governo investigação que esclarece ainda mais seu papel como "funcionária" da Presidência da República!

Mas a saída mais provável é que Rose tenha o seu silêncio comprado. Afinal, quem ama acima de tudo dinheiro e poder, não tem nenhum escrúpulo, muito menos qualquer compromisso com algum nível de ética, seja profissional ou pessoal.

PS: Aos petistas e evangélico-petistas, mais seus simpatizantes, lembro-lhes de um detalhe: se um leitor concordar com tudo que está escrito numa revista integralmente, ele estará errado ou a publicação falhou em alguma de suas páginas. Formação de opinião tem várias raízes, incluindo acima de tudo, a observação da própria realidade. Há muitos "intelectuais de vitrine", por exemplo, que só a enxergam quando a veem estampada nalgum livro, revista, jornal ou nas palavras dalgum "sábio".

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Te amo, Brasília!

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 21/04/2013 07h01

Brasília

Só gosto de ti
Porque não sou maluco
De não adorar onde tenho de morar

Tua arquitetura
Não me comove um tiquitinho sequer
Teu povo não me seduz 
Em momento algum

O que me encanta em ti
Está dentro de cada pessoa
Nascida aqui ou não
Que circula por tuas vias
Que fazem de ti tua morada

Mas, vá lá
Não me custa nada
Te amo Brasília!!!

(Barafobafo)

 

 

Brasília sem nada

Besteira, Brasília!
Esta minha embriaguez
Termina na segunda-feira

Os ternos continuam
Todos perfilados no armário

Só necessito
De mais esta calçada
Para eu e estes outros mendigos

Fazermos uma
Festa especial para o nada
Que sempre tivemos aqui
Te amamos, Brasília!

(Barafobafo)

 

Brasília lúgubre

Meu cadáver
Não fará falta
Em teus cemitérios

Minha gargalhada
Nem lembranças terás
Outros palhaços virão pra cá

Mas...
Sempre há um "mas"...
Te amo, mesmo assim!!!
Brasília do meu coração!!!

(Barafobafo)

 

Brasília-divã

Secas minhas lágrimas
Mais rápido do que outras cidades
Aperta meu coração
Com mais intensidade
Do que a terra onde nasci

Mas....
Olha aí o "mas" de novo, Brasília
Levarei de ti lembranças
Boas e ruins
Nada mais normal
Só lamento o mal
Que fazem a ti
Transformando-a
Num lamaçal sem fim

Não tens culpa disso
Brasília
Brasília
Brasília
Ainda bem que
Há poetas
Bêbados
Prostitutas
Intelectuais
Músicos
E até
Mulheres bonitas
Para te alegrar

Te amo, Brasília!

(Barafobafo)

 

Brasília maternidade

Minha filha nasceu aqui
Não significa absolutamente nada
Nasce-se em qualquer lugar
Vive-se também em canto qualquer

Mas hipocrisia
Por falsidade
Conheces bem, né Brasília?

Em nome dela
E do avô que empresta-lhe
Um dos prenomes
Compostos

Veríssimo

Parabenizo-a

Te amamos, Brasília!

(Barafobafo)

 

Brasília libidinosa

Esta só posso contar
Cochichando ao teu ouvido
Mas é claro que sabes
Donde te vejo mais bonita ainda

Eu...
....e ela
Te amamos, Brasília!

 

Brasília apagão

.................

.................

.................

(Barafobafo)

*Enquanto postava estes textos, o Cruzeiro Novo (onde moro), que fica colado no Sudoeste (área nobre) e no Plano Piloto (área nobre) ficou sem energia elétrica por cerca de meia hora. Não direi nada hoje por causa do aniversário da capital de todos os brasileiros

 

 

 

Judiciário por dentro é muito pior!

| Valdeci | 19/04/2013 14h47

Caramba!!! Nunca, nem nos meus piores devaneios cheguei a imaginar que uma demissão me encheria de tanto orgulho!!!

Fui demitido do cargo de coordenador de comunicação do sindicato nacional de juízes e desembargadores, chamado pomposamente de Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em menos de um mês de trabalho, não como eles, mas 12 horas por dia mais ou menos.

Motivo oficial da demissão, dito pelo único cidadão que saí respeitando, talvez por não ser magistrado: "Você não se adaptou. Seu estilo não combina com o estilo dos magistrados". Até minha filha, de 11 anos, percebeu meu alívio e felicidade!

Antes que eu me esqueça: suportei e teria suportado mais tempo porque dependo de salário e também levaria adiante o que pensei quando comecei no sindicato: "Vou conhecer mais coisas do Judiciário!"

Se porventura, leitor, eu tivesse ouvido dentro daquele sindicato "seu estilo combina com o dos magistrados", eu passaria algumas horas num bar, entre um trago e outro, tentando descobrir onde foi que errei!

Pense aí, leitor. Se um sindicalista de catadores de lixo, de motoristas de caminhão ou de lavradores tem uma arrogância extra por "representar uma categoria", agora imagine...

Um juiz ou desembargador que soma a arrogância própria do magistrado com a do "representante da magistratura" vira um monstrengo insuportável. O que vi, em menos de um mês no sindicato desses funcionários públicos, eu que pagaria, sim, para ver. Só não precisaria de tanto tempo.

Deixaram-me presenciar suas vaidades pueris, suas idiotices, seus apegos às mordomias dos cargos, seus destemperos, seus palavrões, seus preconceitos, suas incapacidades intelectuais... tudo.

Esqueceram-se ― na verdade sequer chegaram a imaginar ― que nem todo jornalista é bajulador, funcionário público ou apegado a assessorias de imprensa. Ou encanta-se com salamaleques de um poder que dispensa qualquer apresentação à sociedade pela sua inoperância.

No segundo dia de trabalho, uma psicopata ― digo seu medo de errar, estudo este troço desde os 18 anos de idade ―, fez-me ficar um final de semana inteiro sem dormir.

Fiquei pensando: vale a pena suportar isso para sobreviver? Decidi que não. Mas que esperaria a demissão. Não tenho mais idade nem preciso abrir mais nenhuma porta, como disse ao administrador que anunciou minha dispensa. Afirmei a ele que escreveria este texto. Seu conselho: "Valdeci, não feche esta porta ainda!".

Estou fechando-a com orgulho inaudito. Nunca abaixarei minha cabeça para juiz ou desembargador nenhum, nem para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo. A não ser quando estiver como réu na barra de um tribunal. E apenas e tão-somente para seguir o ritual.

Deixaram-me presenciar uma assembleia em que se discutia um rombo de R$ 300 milhões nas contas do sindicato! Uns querendo auditoria externa! Balbúrdia semelhante à de uma reunião de grupo estudantil. Foi interessante demais!

Eu ali, imaginando, como pode um cidadão depender da palavra, em termos lei, de gente tão pequena! Para você ter uma ideia, leitor, soube que a psicopata que me peitou gerou uma despesa de R$ 7 mil em conta telefônica num único mês. Não foi demitida porque bajula quem a mantém, um magistrado dependente dessa "droga".

A revista Veja ― que a Assembleia de Deus do Evangélico-Petismo odeia ― fez um texto perfeito a respeito do encontro dos sindicalistas dos magistrados com o presidente do STF, Joaquim Barbosa.

Os sindicalistas da toga estavam ali, sim, em busca de mais espaço para a burocracia deles, o que implica mais poder, e mais dinheiro do contribuinte para o bolso de indivíduos que não têm compromisso nenhum com os cidadãos deste país.

Joaquim Barbosa foi obrigado a mandar um dos sindicalistas calar a boca em seu gabinete. Eles são assim mesmo, leitor, acham-se acima de tudo, com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Eu, no lugar do presidente do STF, teria dado voz de prisão ao cabra.

Vi a ebulição deles por dentro! Eu redigi até uma nota em nome categoria, como pena de aluguel! Eu que achava que já havia visto tudo por ter tido contato com senadores, deputados, governadores e presidente da República! Além, claro, do contato com os marginais comuns como repórter de polícia.

Tudo, leitor, tudo de ruim que você conseguir imaginar sobre o Judiciário, por dentro o panorama é muito pior.

Imagine! Tem cabimento um presidente de um sindicato nacional de juízes e desembargadores ter tamanha dependência de bajulação a ponto de carregar consigo uma desequilibrada mental???

Pois bem. Como estou na fase de fechar portas, escrevo o que iria escrever no dia seguinte, e o administrador do sindicato conseguiu fazer-me adiar por uns dias.

Não tenho um número tão expressivo de leitores. Mas que fique registrado que existiu pelo menos um jornalista que nunca bajulou ninguém, nunca envaideceu-se por estar junto de autoridades do Judiciário, do Legislativo ou do Executivo.

Que existiu, sim, um jornalista que já enfrentou até a barra de um tribunal por afrontar um chefete de quinta categoria, igualmente desequilibrado emocionalmente e necessitado de carícias no ego.

Que existiu, sim, um jornalista que sequer recorreu à simpatia de colegas de profissão para manter suas energias, sua integridade emocional.

Que existiu, sim, um jornalista que não teme nenhuma cela de nenhuma cadeia e que, por isso, registra um pouco do que viu por dentro de um sindicato nacional de juízes e desembargadores.

Eliana Calmon, como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estava coberta de razão quando disse que "há bandidos de toga". Quem no país não sabe disso? Mas esses funcionários públicos têm o poder de retaliar.

Ou novo presidente do STF quando disse umas verdades para o desembargador Tourinho Neto, que também dispensa apresentação a quem acompanha atentamente o noticiário escrito. Eu redigi em nome deles uma nota de repúdio! Mudaram muito pouco no texto. Apenas algumas palavras!

Isso significa apenas, leitor, que sabemos como pensam determinadas pessoas. Minha única preocupação é com minha filha, que me estimulou, inclusive, a escrever este texto.

Ela também entenderá e, pelo que conversou comigo, terá orgulho do pai, se porventura eu tiver de enfrentar algum processo. Ou se esses sindicalistas da magistratura cismarem que este texto é "desacato à autoridade", e eu tiver de passar alguns dias na cadeia.

Estarei mais feliz e em sintonia comigo mesmo num apertado cárcere, junto com bandidos comuns, do que agradando a esses meritíssimos sindicalistas do atraso e da mordomia com o dinheiro público e com toga na cabeça na hora do expediente.

Aliás, já estou feliz. Pude ver o que sempre pensei a meu respeito. Não é por falta de dinheiro que quebraria meus princípios. Há outras profissões e até a mendicância como alternativa!!!

É por isso que enfrento também o Sindicato dos Jornalistas do DF, comandado por um evangélico-petista. E corro o risco de não trabalhar como assessor em órgãos federais, tampouco em órgãos do DF, ambos governos comandados por petistas e evangélico-petistas. Nem em sindicatos, todos na aba da congregração da estrela vermelha.

Já pedi emprego a parlamentares do DEM e do PSDB, quem diria!!! Mas não se assuste não, leitor. Houve uma época que todos os oposicionistas abrigavam-se debaixo de uma única legenda, o MDB.

Hoje tenho um inimigo em comum com a oposição: a Assembleia de Deus do Evangélico-Petismo. Além, claro, de algum magistrado mais exaltadinho que, porventura, cisme em mandar-me para a cadeia sabe lá Deus com base em quê.  Aí, tomara que Joaquim Barbosa interceda também por mim! Senão, terei mais uma história para contar arquivada nos meus alfarrábios. (Para avacalhar: finalizo com uma palavra que 99,99% dos alunos de jornalismo nunca leram)

 

 

 

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"Companheiros", deem um tempo!!!

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 19/04/2013 05h13

Na madrugada desta sexta-feira, ao ler pela zilionésima vez notícia envolvendo roubo de dinheiro público praticado por "companheiros", veio-me uma ideia. Será que se pedirmos ao menos um tempo para respirar, eles atenderiam?

Leio na Folha de S. Paulo. Título da matéria: "Escutas sugerem que assessor de petista atuou por empresa suspeita". O petista em questão é o deputado federal José Mentor (PT-SP).

E envolve o manjadíssimo esquema de financiamento de campanha por empreiteiras. Desde quando um empresário dará dinheiro para campanha de algum parlamentar ou governante qualquer valor que não buscará de volta muito bem corrigido?

Depois, vem uma enxurrada de "companheiros" com a ladainha de que a "grande imprensa" quer dar um golpe em petistas, evangélico-petistas e apaniguados ― todos irmanados no mais covarde de roubos, o que lesa 190 milhões de brasileiros de uma vez só.

É isso mesmo, o assalto ao erário ― nome bonito para o bolso de cada um de nós contribuintes. Será, leitor, que se pedirmos ao menos um tempo para dar uma descansada, os "companheiros" atenderiam. Ou a "sede" não permite um recreio. Precisamos tratar também de outros assuntos!!!

Fique tranquilo, leitor, porque se depender de mim ― e de um bom número de gente que conheço ― se a companheirada não se cansa de roubar, não nos cansaremos de divulgar o crime.

Mas, "companheiros", que cansa, não há como negar ― já que a Justiça, com leis feitas pelos próprios ladrões de colarinho branco, não alcança os bacanas da criminalidade. Até os mármores do Congresso Nacional sabem disso.

Neste caso específico estão ainda envolvidos mais dois "companheiros": os deputados Arlindo Chinaglia e Cândido Vaccarezza, ambos também do PT de São Paulo.

E isso, é bom repetir leitor, não é obra de nenhum veículo de comunicação. Trata-se de investigação da Polícia Federal sobre fraudes em licitações no interior paulista, com participação do Ministério Público Federal.

"Companheiros", se não se cansam de roubar, não reclamem do trabalho dos veículos de comunicação. Eles têm obrigação de noticiar as falcatruas dos senhores. Para acabar com o nome de vocês, basta a atuação de vocês mesmos, "companheiros". Os apaniguados já são coadjuvantes!

PS: Sobre o domínio de petistas e evangélico-petistas nos sindicatos de jornalistas e na Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), pode ficar tranquilo leitor. Essa turma não tem poder de influenciar nenhuma redação decente. Por isso, sonha com "veículos de comunicação" públicos. Seria mais um cabide de emprego às custas dos contribuintes, obviamente, para que os "companheiros" pudessem fazer reportagens elogiando o governo da "companheirada", claro.

Burrice de professor não tem limite

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 18/04/2013 17h35

A motivação deste artigo foi um compartilhamento que fiz no facebook sobre a péssima colocação do Brasil no quadro geral das nações também quando o assunto é educação. É que quem postou a imagem, de reportagem da TV Globo, escreveu embaixo que professor não tem culpa por esta situação.

Tem, sim!!!  E como tem!!! Observo essa turma desde os sete anos de idade quando entrei numa escola pela primeira vez. Continuei minhas observações até ser forçado a estudar jornalismo num "estabelecimento de ensino superior" federal.  E continuo até agora.

Presto atenção ainda mais aguçadamente porque tenho uma filha de 11 anos estudando numa escola pública do Distrito Federal. Aos nove anos, ela ouviu a provocação de uma professora: "Por que você não está numa escola particular, se seu pai é jornalista e sua mãe, advogada?".

Tenho "n" exemplos do despreparo de professores de escolas públicas e privadas, de universidades particulares e das bancadas por estados ou pela União. É um assombro!!!

Sobre o menosprezo dos professores da rede pública temos exemplos deles mesmos,  que não acreditam no fazem: matriculam seus filhos em escolas particulares. O percentual dos que fazem isso é muito elevado.

Tenho um casal vizinho de apartamento, ambos professores de escola pública, com duas filhas matriculadas em escola particular. Que compromisso tem um "mestre" desses com o ensino neste país?

Escola particular tem servido até como "etiqueta". Já ouvi gente demais dizendo o nome da escola onde o filho estuda com orgulho de madame que esnoba a roupa de grife.

O resultado todos sabemos: filhos da elite frequentam escolas particulares e ocupam as vagas das universidades públicas, especialmente as federais.

Para desgraçar o resto: a esmagadora maioria sai semialfabetizada também desses ditos "estabelecimentos de ensino superior". Já encontrei dezenas de pessoas com títulos de mestrado e até de doutorado que, tecnicamente, são semialfabetizadas.

A educação ― como a segurança, a infraestrutura etc ― não está entre as prioridades governamentais. Em primeiro lugar, sempre, a politicagem e roubalheira para enriquecer, com dinheiro do contribuinte, uma das elites mais idiotas do planeta.

Incluindo aí a nova e deslumbrada elite da Assembleia de Deus do Evangélico-Petismo.

PS: Aos petistas e evangélico-petistas que sonham com a estatização dos meios de comunicação, vai aqui uma "dica": melhorem a educação no país que a Rede Globo, por exemplo, exibirá programas com a qualidade que a audiência requererá. Ela, como as demais emissoras, sobrevivem em função da audiência e não estão aqui para fazer o papel que o governo nega-se a fazer.

 

PS2: Sobre as exceções, nem quero mais realçar. O corporativismo encarregar-se-á de defender todos eles, incluindo os semialfabetizados.

"Farra" do PT custa muito caro para cada um de nós

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 18/04/2013 07h14

Manchete do primeiro jornal que abro na manhã desta quinta-feira: "Ameaçado pela inflação, Brasil volta a subir juro". Segunda manchete do Correio Braziliense: "Itamaraty tem pelo menos 17 diplomatas fantasmas". Eu começo o dia sabendo que, no meio de 190 milhões de brasileiros, arcarei com as consequências das inconsequências de petistas, evangélico-petistas e seus apaniguados ― chamados de "aliados" no mundo da "política".

Dez anos depois de chegarem ao poder, petistas e evangélico-petistas patrocinaram todo tipo de roubalheira, em companhia de "políticos" que antes eles satanizavam. Algo "nunca antes visto neste país", como gosta de dizer o pastor-mor do evangélico-petisto, ex-sindicalista e ex-presidente Lula.

Foi e é um escândalo atrás do outro ― incluindo aí o mensalão, que já condenou dois petistas de alta plumagem como os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, e José Genoíno (PT-SP), ex-guerrilheiro no Araguaia. Condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção,  que inclui ainda outro "companheiro" influente, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP).

Os petistas e evangélico-petistas tentam, inclusive, desqualificar não apenas o STF mas qualquer veículo de comunicação que "ouse" noticiar a roubalheira da companheirada e apaniguados.

Pois, bem, leitor. As contas do país não fecham. Gasta-se mais do que arrecada, apesar de esta nação ter a segunda maior carga de impostos do planeta. Sempre foi assim, e piorou demais com a chegada dos sedentos petistas e evangélico-petistas ao poder.

Além da roubalheira, aumentou-se o cabide de empregos. Claro, a companheirada precisava e precisa viver às custas dos suado dinheiro do contribuinte. Cutuque algum "companheiro" para você ver. Quase todos têm resposta padronizada.

À semelhança dos evangélicos reais, esses "companheiros" repetem um palavreado decoradíssimo. Na maioria dos casos, fazendo comparações com o PSDB, que já deixou o governo federal há mais de uma década.

Além de embromarem dando esmolas aos miseráveis com dinheiro dos contribuintes ― a popularidade de Dilma está na alturas por conta disso ― os petistas e evangélico-petistas parecem caminhar para ressuscitar a inflação neste país.

Aí, sim, senhora ex-guerrilheira presidente Dilma Rousseff, senhor pastor-mor do evangélico-petismo, Luiz Inácio Lula da Silva, vocês e seus "companheiros" terão deixado à nação algo "nunca antes visto".

Os senhores da estrela vermelha ficarão na memória de todos nós como o exemplo maior do descaramento na política e de como se compra todos os movimentos sociais em prol da causa da dilapidação do patrimônio público. Nem a União Nacional dos Estudantes (UNE) escapou. Recebe quietinha seus quinhão para não dar um pio diante do oceano de corrupção que naufraga o Brasil.

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O mentecapto e o condenado

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 17/04/2013 17h30

Escolhi duas figuras parecidíssimas para retratar a tarde dessa quarta-feira na Câmara dos Deputados. O mentecapto Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), ainda presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, e o condenado pelo Supremo Tribunal Federal (SFT), por causa do mensalão, José Genoíno (PT-SP).

Tanto Marco Feliciano quanto José Genoíno são pastores. O primeiro da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento e o segundo da Assembleia de Deus do Evangélico-Petismo. Feliciano não deve durar muito tempo como presidente da Comissão de Direitos Humanos ― suas peripécias são incompatíveis com qualquer cargo eletivo, inclusive. Já José Genoíno dispensa apresentação.

Enquanto Feliciano sofria um golpe na comissão, com a renúncia de cinco membros exatamente por causa de sua estrambótica figura, Genoíno fazia discurso no plenário com a verve de um grande revolucionário pastor do evangélico-petismo. Não como um condenado pela corte suprema do país.

No plenário, vi de relance, o pastor evangélico-petista José Genoíno discursando com ênfase sobre o que é "esquerda". Deve ter muito a ensinar, principalmente depois de ser condenado como membro ativo do maior escândalo de corrupção da República.

Antes de chegar ao plenário, o pastor evangélico-petista Genoíno esteve na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ― onde analisa-se a constitucionalidade dos projetos ― para falar em nome de sua congregação.

Genoíno atuou para que a CCJ adiasse a votação de projeto de decreto legislativo para se convocar um plebiscito sobre a redução ou não da maioridade penal. A população, por este projeto, é que decidiria a questão.

Como a congregação petista rejeita a redução ― ela não quer que bandidos com menos de 18 anos sejam punidos como adultos ―, coube a um condenado pelo STF levar o recado dos evangélico-petistas.

Um dos principais argumentos do condenado em nome da congregação petista foi a de que o país está em clima  de comoção por causa do assassinato de um universitário. Não conviria, então, fazer tal tipo de consulta.

Por este raciocínio do condenado evangélico-petista, os brasileiros nunca decidirão em plebiscito a mudança, já que em estado de comoção estamos todos nós praticamente todo santo dia com a elevada criminalidade de gente com menos de 18 anos.

Neste momento, enquanto o pastor da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, Marco Feliciano, está em declínio, o outro pastor, da Assembleia de Deus do Evangélico-Petismo, parece estar em alta. Recebe até missão de sua congregação para ajudar a adiar a votação do projeto na CCJ.

Este é o Congresso Nacional, leitor. Este é o Parlamento que "representa" cerca de 190 milhões de brasileiros!  E citei apenas dois casos estranhos e repulsivos. Há, mais, muito mais.

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"Índios" fazem baderna no plenário da Câmara dos Deputados

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 16/04/2013 20h06

 No final da tarde dessa terça-feira, "índios" invadiram o plenário da Câmara dos Deputados, numa balbúrdia impressionante ― disseram-me que eram gritos de guerra. Para mim, algazarra.

Coloquei "índios" entre aspas, leitor, porque no meio deles praticamente não havia indígenas de verdade. Estava claro que estavam ali descendentes já aculturados ― eu assisti a tudo desde a chegada ao Salão Verde até a invasão planejada do plenário.

Quando subi para a parte de cima em volta do plenário para observar toda a muvuca, uma mulher passou avisando cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas. Contava que no meio dos "índios" um havia recebido "eletrochoque", outro teve "óculos quebrados" pela segurança da Câmara etc.

Perguntei-lhe quem ela era. Ela respondeu-me que é assessora de imprensa do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A "jornalista" ficou irritada com minhas indagações e disse que minha postura mostrava "de que lado você está".

Não estou de lado nenhum. Aqui, apenas retrato o que aconteceu.
Então, pela reação e comportamento da "jornalista" e outros indícios posso concluir que a invasão do plenário já estava programada desde quando os "índios " chegaram à Câmara, no início da tarde.

"Jornalista" aqui está entre aspas porque conheço bem esse tipo de "profissional" que veste a camisa da "causa". Ela não quis dar seu nome e, rispidamente, disse que eu procurasse sua identificação na página do Cimi na internet.

Havia outros "aproveitadores" no meio dos "índios" como a ex-senadora, ex-ministra e ex-candidata à presidência da República Marina Silva, ex-PT, ex-PV e agora fundando nova legenda. O que justificou a ida do grupo de "índios" ao Congresso Nacional foi questão de demarcação de terra. Mas tratarei aqui apenas da inusitada invasão do plenário.

Foi quando usei o termo "invasão" que a "jornalista" do Cimi disse que a palavra mostra de que lado eu estou porque tratava-se de uma "ocupação". Risível.

Pela primeira vez, em toda minha cobertura política, elogiarei um parlamentar. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), teve muito tato para desocupar o plenário.


Durante longos minutos, ele ouviu conselhos de parlamentares ao lado dele na mesa diretora. Alguns exaltadíssimos com a invasão.

O problema, leitor: Os "índios" estavam armados de arco, flexa e borduna. Se algum segurança ― ficou claro que eles não têm nenhum preparo para tal situação ― encostasse em algum "índio" poderia haver morte dentro do plenário.

Estou sendo obrigado a elogiar o comportamento do presidente da Câmara. Até porque, com a vaidade parlamentar nas nuvens, deputados e senadores não aceitam a entrada da polícia no Parlamento. E, no caso dos "índios", só policiais federais poderiam intervir.

Henrique Eduardo Alves não aceitou conselhos dos mais exaltados ― um deles é corrupto e emprega funcionários fantasmas, conheço-o muito bem ― e convidou as "lideranças" dos "índios" para uma reunião em seu gabinete.

O presidente da Câmara frisou que o Parlamento é de todos os brasileiros e que é um recinto sagrado para a democracia ― bem, aí já é a conversa fiada de todo político.

Dos "índios" todos tiram proveito. Esse tal de Cimi é "um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas". É assim que está escrito em sua página na internet.

O governo também tira proveito dos "índios" ― com ou sem aspas ― para, principalmente, manter estruturas burocráticas e dar emprego. Aí, aparece todo tipo de estudioso pendurado na Fundação Nacional do Índio (Funai), por exemplo, além dos funcionários que são encarregados da "gestão" da questão indígena.

Se a invasão do plenário da Câmara entra para a História, pelo inusitado, meu primeiro elogio a um parlamentar também ficará na minha história profissional para sempre.

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Petista ministro já fez defesa até de pedófilo

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 16/04/2013 07h35

Sempre questiono e fico à procura de explicações do por que as pessoas honestas fogem da política. Gente que preserva valores caros em qualquer agrupamento humano não deseja nenhum cargo público.

Um dos motivos salta aos olhos. Com exceção dos ingênuos e idealistas que começam, todos os políticos já iniciam sua jornada com doses cavalares de mentira.

Basta pegar discursos de campanha de deputados, senadores, governadores, vereadores, presidentes da República.

Todos têm o palavreado para  engambelar os eleitores ― que são obrigados a votar ― mais as conversas "internas".

No caso do Congresso Nacional, até funcionários criticam o idealismo dos que chegam pela primeira vez. Costumam dizer: "Logo, logo esse muda também". É a mais pura verdade.

No caso dos petistas e dos evangélico-petistas a situação foi ao extremo. Não apenas mudaram, mas tornaram-se piores do que os políticos que eles criticavam antes de chegar ao poder. Até hoje, uma década depois, espanto-me com tamanha transformação.

Mudaram tanto os petistas e evangélico-petistas que montaram até o mensalão ― megaesquema de corrupção "nunca visto neste país", como diria o chefe de todos os eles, a estrela maior, ex-sindicalista Lula.

Fizeram alianças com quem criticavam à exaustão. Tanto que ouvi de um evangélico-petista e sindicalista aqui em Brasília que "mudo de opinião mesmo. Sou metamorfose ambulante". E o indivíduo diz isso com orgulho.

De alguns tenho pena. Mas a comiseração não me impede de pregar que o lugar de muitos deles é a cadeia.

Já ouvi de um evangélico-petista, hoje ocupando um ministério, até a defesa de um pedófilo!!!

O argumento do hoje ministro era de arrepiar. Alegou-me que o cidadão, atualmente foragido da Justiça, morando no exterior, é de que o pedófilo é "alto funcionário do Banco Central e muito preparado".

Esse "preparo" não o impedia de usar criancinhas para saciar sua tara. Vi várias imagens desse "alto funcionário" no gabinete de um senador. É de dar ânsia de vômito.

Na ocasião, o evangélico-petista era senador e ligou-me para tentar defender o pedófilo que trabalhava com ele numa comissão do Senado. Levou uns 40 minutos para tentar impedir-me de divulgar a notícia numa rede de rádio onde eu trabalhava.

Então, leitor, a situação dos evangélico-petistas chegou a tão ponto, que eles se transformaram no alvo maior para quem deseja combater corrupção e roubalheira. Nem consigo mais nem me lembrar das críticas que eu fazia ao PSDB e ao DEM, ex-PFL.

Os evangélico-petistas tomaram o centro do palco da corrupção. Tanto que há dois deles circulando pela Câmara, já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (SFT), por corrupção.

E agora, com investigação aberta contra o chefe do bando, o enganador-mor Luiz Inácio Lula da Silva, há a possibilidade de que  ex-sindicalista também pague pelos crimes da turma sob seu comando, a partir do Palácio do Planalto.

Ainda há evidências de que quem realmente comanda o país é o ex-sindicalista. Ou você acha que Dilma Rousseff foi forjada para ser presidente por Lula por outro motivo?

Sindicato de Jornalistas de Brasília é "amarrado" ao evangélico-petismo. Também

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 15/04/2013 08h34

O Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal também faz parte da "rede evangélico-petista" do sindicalismo. Há novidade nisso? Não!

Mas eu fui enganado ao apoiar uma chapa que virou a atual diretoria do dito sindicato. Fiz isso porque dois amigos meus garantiram-me que tirariam a "entidade representativa da categoria" da órbita não só do PT mas de qualquer partido político.


O resultado, leitor, é que fiquei "entalado" durante um ano. Em abril de 2012, vi-me ao deusdará ao ser demitido do SindSaúde, sindicato de empregados em estabelecimentos de saúde do Distrito Federal, igualmente comandado por um evangélico-petista.

O motivo da demissão foi uma clara e acintosa violação do direito de opinião. No caso, textos meus criticando a corrupção em governos do PT.

O sindicato dos jornalistas - sou filiado há anos porque trafego sozinho pelo mundo e esperava contar com alguma "cobertura" - está dominado pelo evangélico-petismo, num continuísmo que dá nojo.

Pelo menos um evangélico-petista, funcionário público, evidentemente, conseguiu arrumar uma justificativa para que o sindicato sequer soltasse uma nota diante do atentado à liberdade de expressão da qual fui vítima.

O raciocínio que predominou: como eu estava concorrendo a uma vaga para ser assessor de imprensa do próprio sindicato, o evangélico-petista disse que se a "entidade" manifestasse algo a meu favor colocaria sob suspeita a seleção!!!


O curioso é que quando estava sendo entrevistado, inclusive por um evangélico-petista, exatamente o dito-cujo fez o seguinte comentário: "O nível dos candidatos está muito bom. Tem gente até com mestrado".

Precisa dizer quem venceu leitor? Exatamente a pessoa que tem o mestrado, algo que jamais farei porque tenho compromisso em aprender o tempo inteiro sem desperdiçar um minuto sequer com essas baboseiras que somam ponto no serviço público.

Não cito o nome do evangélico-petista que conheci no sindicato e que tem enorme influência porque todos da "espécie" são iguais. Como os radicais evangélicos eles veem em qualquer sinal de discordância da "ideologia" do petismo um "integrante da elite golpista". Pode???!!!

Resolvi botar a boca no trombone agora porque, simplesmente, não suporto mais. Como estou disposto até a sobreviver como mendigo, para aguardar a vez de retornar ao jornalismo novamente, enfrentarei os evangélico-petistas de peito aberto.

Amém, aleluia e saravá!!!

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Oposição faz falta demais

Valdeci Rodrigues | Valdeci | 15/04/2013 04h18

Uma pena que PSDB e DEM não tenham conseguido ser oposição ao governo da ex-oposição ferrenha comandada pelo PT e seus "movimentos sociais", incluindo aí a União Nacional dos Estudantes (UNE), mais os sindicatos e centrais sindicais.

Mais de dez anos de "farra" com dinheiro público, alianças "nunca antes vistas neste país"  ― como diria o agora investigado pela Polícia Federal ex-sindicalista e ex-presidente Lula ― e nem sombra de oposicionistas.

Agora parece que a economia acelera ladeira abaixo. Um país sem administração séria não vai a lugar nenhum. Acho até que demorou demais a inflação dar sinais de vitalidade.

Os "companheiros" não pensam noutra coisa a não ser se perpetuarem no poder e podar qualquer forma de informação sobre a roubalheira desenfreada desta cambada da estrela vermelha e aliados.

Os petistas elevaram a enganação na política a um extremo inimaginável. Tomara que o Brasil não imite a Venezuela, como aquela turma do falecido fanfarrão Chávez que vai continuando do poder. Nem Cuba, do comandante Fidel Castro.

Há também a Argentina... Enfim, um continente inteiro manchado pela atuação de figuras deploráveis. Só não há explicação aceitável para o motivo de tanta gente viver sob o domínio de políticos deste naipe.

Se for para banir de vez esses "companheiros" do poder, que venha a inflação! Miséria por miséria, que tenhamos um governo menos corrupto. Pelo menos um pouquinho.

Claro que isso é um desabafo! Não é possível vislumbrar qualquer sinal de melhora nem com alternância no poder. Mas continuo torcendo para que essa companheirada saia do governo. Na oposição essa turma é mais eficaz