"O Infiltrado" é uma série divertida - e irônica - exibida no canal pago "History". A ideia central é fazer o jornalista Fred Melo Paiva se infiltrar em tribos diferentes e "virar parte destes mundos".
No capítulo que assisti, Fred mergulha no mundo evangélico e num terreiro de umbanda com intuito de buscar informações para abrir sua própria igreja.
Como a divulgação do "History" informa, "deparado com a necessidade de se tornar pastor, tem que enfrentar como primeiro obstáculo o fato de ser ateu e depois sua recusa em cobrar dízimo de gente pobre".
Nos próximos episódios, o jornalista viverá nove universos, como, por exemplo, tornar-se um pretenso lutador de MMA; alguém interessado no mundo da política e conhecerá o que é ser sósia de alguém.
Fred Melo Paiva já foi repórter de "Playboy" e "Veja", editor de "O Estado de São Paulo", editor-executivo da "Época Negócios", diretor de redação da "Trip" e "TPM" e colaborador da "Folha de São Paulo".
Mexeu com evangélicos, mexeu num vespeiro. Vem polêmica por aí.
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do Doi-Codi, órgão de repressão política durante a ditadura militar, foi protagonista de um dos mais deprimentes depoimentos dos últimos anos.
De óculos escuros em ambiente fechado, repetindo o modelo de ditadores sul-americanos da década de 70, Ustra compareceu à Comissão da Verdade como se de nada adiantasse os últimos anos de democracia brasileira.
A covardia em transferir para terceiros suas responsabilidades não está nem mais no centro de tudo. O ponto crucial é Brilhante Ustra continuar pregando a tortura como método correto como instrumento político.
Durante anos, os defensores de mínimos direitos humanos repetiram o mantra "tortura nunca mais". Quando isto parece basilar para a nova sociedade brasileira, abre-se os porões e o que vem de lá são princípios indecentes que alguns tentam perpetuar com naturalidade.
Até ofender a presidente da República, Dilma Rousseff, o ex-coronel se deu ao desplante de fazê-lo.
Outro dia, um oficial do Exército me disse: "Sidney, como podemos ser responsáveis por atitudes deploráveis praticadas vividas em 64, 68 ou 70, se eu próprio nem era nascido? O comando do Exército hoje é outro".
A verdade é que as Forças Armadas brasileiras do século 21 está comprometida com a democracia e o fortalecimento das instituições. Os nossos militares não comungam das ideias do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ainda bem.
O Brasil tem um futuro extraordinário pela frente, mas o que testemunhamos no período ditatorial não serve para a Nação democrática que a sociedade está construindo hoje.
Certa vez o então prefeito do Rio Marcello Alencar, se referindo a Anthony Garotinho, me disse: "Esse rapaz é ousado, abusado...". O tom não foi de deboche, foi apenas um exercício de observação em voz alta.
O tempo passou e hoje temos pela frente um político igualmente impetuoso, o senador Luiz Lindbergh Farias Filho. Quando muitos acharam uma loucura sua candidatura à prefeitura de Nova Iguaçu, ele foi lá, venceu, e provou que estava certo.
Agora, ameaça sair candidato ao governo do Rio. Para Sérgio Cabral é uma pedra no sapato das pretensões de conduzir seu vice, Pezão, ao Palácio Guanabara. Será que Dilma ficará com Cabral ou liberará Lindbergh?
O deputado federal Alessandro Molon acredita que o senador petista virá candidato e Lula e o Partido dos Trabalhadores terão que entender que não dá mais para postergar uma candidatura própria no estado. Lula está em cima do muro. E o comando petista prefere Cabral e Pezão.
Aguardemos os próximos lances.
O título deste post pode parecer, num primeiro momento, uma peça de campanha publicitária favorável ao novo presidente eleito da Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Brasil. Mas, na verdade, não é. Ela apenas traduz o único caminho possível para salvar mais esta instituição atolada de dívidas. Fala-se que o montante do rombo possa chegar a R$ 15 milhões.
Os mangueirenses reconhecem que Chiquinho enfrentará uma situação financeira dificílima. É fato.
O deputado estadual Chiquinho da Mangueira, pelo menos, recebe apoio de apaixonados pela verde e rosa, como Alcione, Elmo dos Santos, Rosemary e dos compositores Hélio Turco e Nelson Sargento.
Quatro rapazes bem nascidos andam agredindo casais na Urca. Nesta sexta, um homem passava numa das ruas do bairro com sua namorada e os valentões mexeram com a moça de uma maneira vulgar que chocou a quem assistiu à cena.
O homem não gostou e pediu aos machões que, pelo menos, respeitassem sua acompanhante. Foi a senha para a gangue agredir o rapaz e marcar-lhe o rosto e o corpo com hematomas. O caso foi registrado na Polícia e a vítima foi ao Instituto Médico Legal realizar corpo de delito.
Como os moradores da Urca não toleram este tipo de vilania, quem souber alguma informação que ajude a identificação dos marginais favor ligar ao Disque-Denúncia. Não é o primeiro caso ocorrido no bairro. Voltaremos ao assunto.
No estande do SRZD no CG Extreme, debruçou-se um jovem para deixar seu "portfólio" e "currículo" com o intuito de integrar nossa equipe de tecnologia. Nada demais, já que uma das razões de participarmos do evento era estimular a garotada a valorizar o trabalho e turbinar carreiras profissionais. O curioso é que o menino tem só 11 anos de idade. Pano rápido.
A festa de reabertura do Maracanã no último sábado foi bonita, com mais acertos que erros. A presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral acertaram em não discursarem. Ensaiou-se uma pequena vaia para a Dilma, logo abafada por aplausos. Uma aparição dos políticos naquela situação seria um desastre.
As cadeiras são muito estreitas e, por isso, não se tornam confortáveis para o torcedor, mas os telões funcionaram muito bem. E o ensaio de aquecimento da torcida realizado pelos animadores foi o ponto alto.
Não fez nenhum sentido se permitir a exibição de uma gravação de um programa de TV numa festa pública bancada pelo Governo. Bola fora. Não pegou bem e nem o público aprovou.
O hino nacional cantado por Fernanda Abreu, Sandra de Sá, Ivan Lins e Eduardo Dusek foi de arrepiar.
Não podemos deixar de registrar a forte presença rubro-negra. Não só o cinegrafista oficial privilegiava os torcedores com a camisa do Flamengo, como as vaias encheram o silêncio do estádio quando alguém se apresentava com a camisa dos adversários do time da Gávea. Sofreram Fernanda Abreu, com o uniforme do Vasco, Ivan Lins, com o do Fluminense, e Eduardo Dusek, com a do Botafogo.
Na saída, o veterano contador Carlos de La Roque resumiu: "Como dizia Nelson Rodrigues, no Maracanã se vaia até minuto de silêncio".
O fundador da Amil, Edson Bueno, que aparece na lista dos mais ricos do mundo, com uma fortuna de US$ 2,6 bilhões, foi notado na fila de convidados pelo Governo do Estado do Rio para participar da festa de reabertura do Maracanã, no último sábado. Ele foi admirado pela simplicidade, até o momento que uma assessora deu um "jeitinho", o retirou da fila e o posicionou privilegiadamente na van que levaria os presentes ao estádio Mário Filho.
Edson Bueno e a sua acompanhante poderiam ter recusado, gesto que certamente seria recebido com simpatia pelo público. Como Edson aceitou prontamente a "facilidade", reconhecida universalmente como exemplo de má educação, os ordeiros que esperavam sua vez amargaram o sentimento de indignação.
O primeiro evento de entretenimento digital do Brasil, realizado neste fim de semana com nomes reconhecidos no mercado de computação gráfica internacional, promovido pelo Grupo Seven e a Full Sail University, com o apoio do SRZD, foi um sucesso absoluto.
Ficamos impressionados com a qualidade do material apresentado pelos palestrantes e pelos alunos de tecnologia em sua maioria adolescentes da capital e área metropolitana do Rio de Janeiro.
O SRZD foi reconhecido como um site criativo, diferente, alternativo e original. O nosso stand foi um dos mais visitados. Eles queriam saber nossos planos para o futuro. E a empolgação foi imediata, após nos ouvirem contar detalhes.
Os jovens entenderam que viveremos uma nova fase após o dia 23 de maio, data do aniversário de 7 anos do portal, quando apresentaremos as novidades para 2013.
O espírito inovador irradiado pelo encontro de 5 mil pessoas no Citibank Hall, zona oeste do Rio, contagiou nossos jornalistas, engenheiros e executivos. A hora é da tecnologia, animação e computação gráfica. É por aí que nosso novo site trilhará daqui para frente.
Certa vez, os jornais publicaram na primeira página o lucro de R$ 800 mi do Bradesco, na época o maior banco privado do Brasil. Foi um acontecimento.
O lucro líquido do trimestre de 2013 é de R$ 2,919 bilhões. Um crescimento de 4,5% sobre o mesmo período de 2012.
Em resumo, os bancos ganharam muito dinheiro com os juros altos e continuam ganhando fortunas com os juros mais reduzidos. Não existe banqueiro que não esteja com o sorriso largo nesta fase da vida brasileira.
São Paulo vive um ambiente de insegurança semelhante ao que experimentaram cariocas há 10 anos. Chacinas, assaltos a pedestres e motoristas, roubos a estabelecimentos - principalmente restaurantes -, invasão de domicílios, explosões de caixas eletrônicos e incêndios a ônibus.
O caso mais recente se deu neste domingo com um grupo criminoso no bairro Cidade A. E. Carvalho, na zona leste de São Paulo, se revoltou pela proibição de um baile funk e incendiou um ônibus.
Segundo a própria Polícia Militar, com o objetivo de manter a ordem pública, vários bailes da região foram impedidos de serem realizados.
Pelo visto, o problema paulista é de política de segurança acima de tudo.
O administrador e contabilista Luiz Sandoval foi por 30 anos um dos principais executivos do Grupo Silvio Santos. A crise do Banco PanAmericano acabou interrompendo uma trajetória dentro da organização.
O seu livro "Aprendi Fazendo" é uma síntese do período em que exercia cargos menos relevantes até os tempos áureos já como presidente da empresa que levava o nome de um dos mais importantes homens da comunicação do país.
O livro é simples, e apenas sobrevoa cada uma das fases, sem aprofundar em nenhuma delas. Mas demonstra com muita clareza as dificuldades típicas de empresas brasileiras que lutam diuturnamente para manter em dia com o caixa sob controle. E, como recompensa, o sucesso de vendas e performance.
A mensagem de Natal escrita de próprio punho por Silvio Santos para Sandoval, já desligado do Grupo, transcrita no livro, reconhece que Sandoval foi fundamental para manter em pé a organização que hoje abriga o "SBT". É um livro puro, diria. Mas sincero.
Imagino o quanto seja difícil se desligar de uma empresa que durante anos você emprestou seu talento e força de trabalho. Principalmente após o desfecho lamentável do Banco Pan Americano.
Laíla é um expoente consagrado no mundo do samba. A sua história vitoriosa se confunde com a da Beija Flor. Fiquei muito feliz ao receber sua ligação me convidando para a feijoada em homenagem a São Jorge que ele oferecerá a amigos próximos.
Laíla é devoto de santos que diz ser seus protetores. De fato, seu pescoço parece um altar, quase um oratório...
A Beija Flor terá novas imagens de São Jorge no barracão, na Cidade do Samba. E também na quadra da escola. Já nos próximos dias teremos uma semana santa.
Irei lá ver pessoalmente as estátuas e dar um abraço neste ícone do Carnaval.
Acabei de ler "Sonho Grande", de Cristiane Correa, sobre a trajetória de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. O que chamou a atenção foram as últimas linhas, onde a bem informada Cristiane Correa, experiente jornalista no segmento "Negócios", sinaliza que a sociedade de Lemann com Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, poderá conduzir a uma nova jogada de peso que abalaria o mundo empresarial, o controle da Coca-Cola. Por enquanto, soa como uma provocação de concorrentes, mas como o cartel da trinca Lemann, Marcel e Sicupira é jogar alto, não vamos perder os próximos lances de vista.
Em Petrolina, eu fui recebido pelo prefeito Júlio Lóssio, do PMDB. Depois de assistir à palestra que fiz sobre a conjuntura econômica do país, ele me convidou para tomarmos um café da manhã na sua bela casa à beira do Rio São Francisco. Eu aceitei pela gentileza do convite e para tentar escapar dos 44 graus do lado de fora do ambiente em que estávamos.
Muito esclarecido, Lóssio, que é médico, falou mais tempo sobre Educação e Gestão Pública do que propriamente sobre Saúde. É um prefeito centrado, inteligente e com convicção no que diz. Ele tem uma agenda tanto em Pernambuco quanto fora do estado rica em conferências sobre como as prefeituras podem administrar melhor o erário público.
"Repare, Sidney, a verba de educação no Brasil não é pequena, ela daria muito bem para pagarmos um salário aos professores em torno de 3 mil reais, desde que os mestres estivessem em sala de aula, e não lotados fora da classe, em bibliotecas, gabinetes, secretarias, inspetorias...".
O prefeito é oposição ao governador Eduardo Campos. O que há de se convir é algo que requer fôlego e habilidade política. Ele é uma das poucas vozes que desafia o status quo. Ele pensa diferente.
Nós nos despedimos, e a sensação que fiquei é que o PMDB poderá lançar Júlio Lóssio candidato do partido ao governo de Pernambuco no ano que vem. Vamos aguardar.