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Sidney Rezende

Sidney Rezende

ATUALIDADE. Diretor do SRZD, apresentador do "Brasil TV", da "Rede Globo", e âncora de telejornais da "GloboNews". Sidney foi um dos fundadores da "CBN".

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



21/05/2015 21h18

Inovação na indústria catarinense
Sidney Rezende

Estive em Santa Catarina no evento internacional realizado pela Federação das Indústrias do Estado (FIESC) para discutir os Desafios e Contribuições da Gestão de Saúde para a Indústria. Discutimos ideias inovadoras que podem ser adotadas por todos que procurem o SESI.

Painel Desafios e Contribuições da Gestão de Saúde para a Indústria promovido pela FIESC. Foto: Divulgação

 



10/05/2015 12h21

De entrevistador a entrevistado
Sidney Rezende

O jovem jornalista Gavião Repórter fez uma entrevista muito honesta sobre a minha carreira. Agradeço a ele e espero que vocês gostem. Ele a dividiu em 3 partes. Assista abaixo:

 

 

 



06/05/2015 09h57

Reflexão interessante do professor Nilson Lage
Sidney Rezende

Depoimento do jornalista e professor Nilson Lage publicado no Facebook e reproduzido na coluna "Fatos&Comentários" , do Monitor Mercantil, sobre as razões das demissões nas redações da imprensa tradicional:

"Uma questão central é que o jornalismo praticado na mídia comercial - não só aqui, mas aqui com exagero - rompeu com a notícia como relato de fatos de atualidade para se concentrar na antevisão dos fatos do futuro. Essa escolha coloca em primeiro plano, não o que realmente acontece, mas o que teria de acontecer, ou aconteceria necessariamente, em decorrência de uma teoria prévia sobre o mundo. Quem formula essa teoria é, em última análise, o verdadeiro editor do jornal; uma vaga entidade exógena, associada a determinados interesses e grupos de pressão. A função dos jornalistas é extrair dos fatos argumentos que comprovem as verdades convenientes pré-estabelecidas. Não importa, portanto, se a crise existe, ou qual a intensidade dela; importa a crise que deveria existir e a intensidade que deveria ter. Isso vale para o público em geral e também para os anunciantes".



04/05/2015 11h00

Palestra para militares do exército
Sidney Rezende

Agradeço a acolhida dos militares da Escola do Comando do Estado maior do Exército durante a palestra que ministrei sobre comunicação e sociedade.

A seriedade na forma como foram feitos os questionamentos foi um momento raro nestes tempos de efemeridades.

Sidney Rezende em palestra para militares. Foto: Acervo pessoal

Sidney Rezende em palestra para militares. Foto: Acervo pessoal

Sidney Rezende em palestra para militares. Foto: Acervo pessoal



29/04/2015 08h21

Não compre, adote
Sidney Rezende

O meu filho disse tudo!

Assista ao vídeo:

 



27/04/2015 08h24

Edir Macedo e os católicos
Sidney Rezende

Na extensa entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini, do "SBT", pelo líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, o que mais chamou a atenção foi sua posição de frontal oposição à Igreja Católica.

Apesar de frisar que respeita todas as religiões, o líder evangélico também deixou claro que não tem e nem quer diálogo com os católicos. Edir condenou o chute na santa que tanto irritou os seguidores do Papa, mas explicou por qual razão rompeu a fé católica.

Para ele, os católicos cultuam um Jesus morto e não a sua identidade com a vida. Vai dar o que falar.


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27/04/2015 08h18

Indicadores Financeiros
Sidney Rezende

Recebo análises de vários bancos sobre a economia brasileira. O primeiro boletim com indicadores que recebi hoje, segunda, 27 de abril, foi do Banco Fator. Leia abaixo as informações mais relevantes.

·          IPCA sobe de 8,23% para 8,25% neste ano e continua em 5,60% no próximo

·          Preços administrados sobem de 13% para 13,1% em 2015 e de 5,6% para 5,71% no ano seguinte

·          Selic continua em 13,25% (alta adicional de 0,50 p.p. na reunião de abril) em 2015 e 11,50% em 2016

·          Dólar passa de 3,21 para 3,20 neste ano e continua em 3,30 no próximo

·          Produção industrial continua em -2,5% em 2015 e +1,5% em 2016

·          Balança comercial passa de superávit em US$ 4,3 bi para US$ 4,17 neste ano e continua em US$ 9,95 no próximo



23/04/2015 15h20

Jorge Castanheira é o cara do Carnaval
Sidney Rezende

O Carnaval do Rio de Janeiro é um espetáculo que não precisa provar mais nada para ninguém. É único. É original. É a mais bela demonstração artística coletiva de alta performance do planeta.

Isto só é possível porque conjuga música, dança, artes plásticas. Tudo inédito. Cada fornada sempre traz algo novo. Uma fonte de inspiração.

O Carnaval é a expressão do uso espacial do solo mais incrível que conheço. Tudo isto graças aos artistas que dão sua vida para que a festa seja sempre incrível. Na retaguarda, um batalhão de craques anônimos distribuídos na maquinaria, costura, ferragens, logística e engenharia.

Mas nós, que amamos o samba, temos o péssimo hábito de perder muito tempo com questiúnculas quando poderíamos nos dedicar ao essencial. O Carnaval é sucesso, porque tem competência como respaldo de cada ação.

Sempre surgirão "atiradores" questionando os organizadores do Carnaval. Tudo bem. Faz parte. Mas não esqueçamos que o principal é a promoção do espetáculo no rumo que sempre se trilhou: o da consagração popular e o do reconhecimento nacional e internacional.

Sempre aparece alguém inventando a pólvora e dizendo que precisa mudar o modelo de gestão do Carnaval. Gente que pensa que o seu conhecimento de marketing "harvardiano" é suficiente para varrer para o ralo quem trabalhou no espetáculo todos estes anos. Calma aí, gente. Não é assim que a banda toca.

Esta introdução serve para firmarmos a convicção de que o Carnaval do Rio não pertence a uma pessoa, um grupo, uma agremiação ou a poucos líderes. E muito menos a meia dúzia de políticos de ocasião. É maior do que isso. Hoje é uma realização de muitos com o objetivo de entregar ao espectador que acorre até a Passarela do Samba ou assiste pela TV e internet uma atração renovada.

O tititi de que a era do presidente da Liga, Jorge Castanheira, acabou, me parece precipitada. Castanheira é um lorde, educadíssimo, trabalhador, atento quando do surgimento de críticas construtivas e um sujeito capaz de deitar debaixo de carro alegórico para consertar o eixo quebrado ou receber uma alta autoridade com a humildade de quem aparentemente nada fez pela grande festa. Mas fez e faz muito.

Castanheira hoje é espinha dorsal.

Jorge Castanheira. Foto: SRZD

Jorge Castanheira é o responsável pela unidade que todos os anos leva o Carnaval para milhões de lares. É um homem discreto, mas acima de tudo um equilibrista que apanha de todos os lados. Onde estão os bem informados para ajudá-lo a passar pela intempérie?

Política e administração não são para covardes.

Chegou a hora no Brasil de parar de se detonar tudo e não reconhecer o que é feito de positivo. Na minha avaliação, o Carnaval precisa de um planejamento ainda mais rigoroso. O check list do espetáculo é feito muito em cima da hora. E isto não é bom.

Mas quanto à permanência de Jorge Castanheira à frente da Liga das Escolas de Samba é um acerto. A não ser que ele não queira.

Assim como o Carnaval do Rio de Janeiro, Castanheira não precisa provar mais nada para ninguém. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos 20 dias.


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15/04/2015 00h00

Noite de autógrafos do livro 'Ah se eu fosse presidente...'
Sidney Rezende

Depois do primeiro lançamento do meu novo livro "Ah se eu fosse presidente...", em março, fiz uma noite de autógrafos ontem, no Espaço Cariocando, no Catete. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas e a recepção calorosa dos organizadores do evento.

E a noite começou muitíssimo bem. O primeiro autógrafo foi para um dos grandes artistas da música brasileira. Fagner, que participou do livro, foi muito simpático e foi uma honra recebê-lo. Vale à pena ler o que ele disse em seu depoimento ao ser perguntado o que faria se fosse presidente.

Clóvis Monteiro e Edilson Silva, que participaram muito gentilmente do livro, também apareceram por lá. Ainda tive o prazer de receber jornalistas, amigos e pessoas que até então não conhecia, muitas delas ouvintes da época em que eu tinha um programa na rádio. 

Veja abaixo a galeria de fotos:

Fagner e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Clóvis Monteiro, mulher e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Edilson Sillva. Foto: SRZD

Ricardo Campello e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Genésio Nogueira e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Lilian Cavalheiro e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Ana Egito e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Rogério Marques e Sidney Rezende. Foto: SRZD

 

- Veja aqui mais fotos da noite


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01/04/2015 16h29

Tim Maia ainda gera polêmica
Sidney Rezende

Nesta terça-feira à noite, foi lançado no Vivo Rio o projeto Nivea Musical, com Ivete Sangalo e Criolo, em homenagem a Tim Maia. A abertura do evento ficou sob a responsabilidade de Nelson Motta, crítico e um dos "biógrafos" do polêmico cantor e compositor. Motta disse que nunca ouviu ninguém falar que não gostasse de Tim Maia e discorreu longamente sobre as qualidades do velho Tim.

Criolo e Ivete Sangalo em projeto em homenagem a Tim Maia. Foto: Reprodução/InstagramEu assisti ao espetáculo, a convite da Nivea, de coração aberto e sem pré-conceitos. Não esperava nada, para ser sincero. Gosto da Ivete, não conheço bem Criolo, não sabia da presença de Nelson Motta e nem ideia do que encontraria. Sentei lá, comi minhas castanhas, tomei suco de pêssego, bastante água e não comi um salgadinho sequer. Quer dizer, comi uma trufa de maracujá quando já estava saindo.

Lógico que sou informado o suficiente para saber que não faz muito tempo o músico Ed Motta escreveu no Facebook que tinha "vontade de vomitar" com o projeto. Ele escreveu: "Para mim, a música do Tim Maia é intocável, fica bom mesmo é com ele, é preciso honestidade e vergonha na cara para admitir isso..." (...)

Deixe-me ser mais justo com o Ed Motta, e por isso, transcreverei o texto integral: "Uma empresa de creme, [sic] me procurou para fazer o 'projeto' Tim Maia, a grana não era compatível com meu desprazer em fazer isso... Para mim a música do Tim Maia é intocável, fica bom mesmo é com ele, é preciso honestidade e vergonha na cara para admitir isso... O cara que teria REALMENTE cabedal para um tributo ao Tim Maia seria o Claudio Zoli, por conta do timbre de voz, e também a história e envolvimento de carreira. O compromisso com o soul/funk carioca etc etc. Mais do que sacanagem, é um desrespeito por gente que dedicou a vida inteira a isso.Vontade de vomitar, que coisa PODRE...".

Pois bem, prosseguindo, Ivete é uma profusão de carisma e charme pessoal que contagia qualquer plateia. Ela sabe tudo de domínio de palco, mas quem cantou muito foi o Criolo. "Primavera" na voz do Criolo foi um escândalo. Não havia uma sílaba da letra fora da nota musical. Concentração máxima. Ela, uma profusão, e ele, o rei do intimismo.

Criolo em projeto em homenagem a Tim Maia. Foto: Reprodução/Instagram

O show não foi perfeito, mas foi agradável e serviu como uma luva no propósito de alcançar o que se chama por um "tributo", "homenagem", "celebração"... A propósito, as três palavras foram repetidas todo o tempo.

Diferentemente de Ed Motta, penso que todo compositor ou cantor pode ter sua arte interpretada por qualquer outro colega em qualquer tempo. Sob este aspecto, não vejo problema "tocar" na obra alheia. Sou até a favor de mexer, remexer, alterar, mudar, dar nova versão, outra leitura a qualquer obra que tenha sido produzida. Arte pra mim não é estanque.

Sobre o cachê ser pequeno para uma apresentação como essa, cabe a empresa contratante responder. Claudio Zoli poderia muito bem ser convidado, sim. É um craque e, por incrível que pareça, ainda sem o devido reconhecimento público. Quem é das "internas" sabe a importância dele.

Gosto muito de saber que grandes empresas investem em cultura, seja qual for a modalidade. Gostaria mais ainda que vissem com mais atenção os veículos digitais que atuam na internet e são diferenciais neste momento de mesmice.

O show de Ivete e Criolo foi bem legal, e não é ruim saber que ele ainda será repetido em 6 outras capitais. Por que não??


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31/03/2015 08h06

Olha quem estava em Genebra neste fim de semana
Sidney Rezende

Edir Macedo em Genebra. Foto: SRZD



27/02/2015 16h08

Rio e seus 450 anos
Sidney Rezende

No dia em que o Rio completa 450 anos, em 1º de março, será lançado pela editora Gryphus o livro "A história do Rio de Janeiro", da historiadora Armelle Enders. A francesa, apaixonada pelo Rio, apresenta um retrato da cidade, desde sua fundação em 1565 até os dias atuais. A obra é perfeita na comemoração de aniversário da Cidade Maravilhosa. 

No livro, vamos descobrir que a cidade foi palco de inúmeras batalhas entre indígenas e com uma população pouco inclinada a entusiasmos e manifestações ruidosas. Muito diferente da identidade atual vista por brasileiros e estrangeiros: festeira e despreocupada. Armelle explica que o Rio tem um "brilho internacional". 

Além do encantamento pela cidade, a obra também mostra os problemas que a acompanham. "No Rio de Janeiro, a ordem e a desordem parecem sempre caminhar juntas", explica a francesa. Tem razão, mas somos apaixonados por essa cidade. Parabéns, Rio!!!


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06/02/2015 15h28

Depois da UPP, vem aí BBP e venda de quartéis
Sidney Rezende

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que 3.330 ex-detentos foram flagrados praticando crimes em 2014 e voltaram a ser presos pela polícia.

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Vem aí o BBP, Batalhão de Polícia de Proximidade. Trata-se de uma espécie de "Delegacia Legal" da PM e que funcionará nos bairros do Rio de forma descentralizada. Cada unidade terá um capitão com autonomia para fazer os procedimentos que julgar necessários. A tomada de decisão se pretende mais rápida e sem burocracia. O primeiro projeto piloto fará a cobertura da Tijuca, Andaraí, Vila Isabel e Grajaú.

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O sucesso do BBP acelerará a venda dos prédios e terrenos onde hoje funcionam os quartéis da Polícia Militar. Tem gente contra essa ideia dentro da PM e muito mais gente a favor fora dela, como o setor imobiliário. A pressão de cada lado recairá no colo do governador Pezão.

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"O Comando Vermelho está esfacelado", palavras do secretário José Mariano Beltrame. O problema agora é outro: são os menores de idade que trazem uma "pipa" em uma das mãos e uma "pistola" na outra. Os menores estão sem comando, na opinião de Beltrame.

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A PM está vivendo um momento delicado. Nos últimos oito anos de gestão de Governo do Rio, já passaram sete comandantes pela PM. Agora, sem orçamento para desempenhar o seu trabalho, se prevê chuvas e trovoadas para breve.


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06/02/2015 15h15

Equipe de Joaquim Levy está completa
Sidney Rezende

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, bate na tecla de que o Brasil precisa retomar imediatamente investimentos em infraestrutura. Ele e os que defendem a mesma ideia já tem uma porta para bater. Saiu hoje o nome do novo titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE). Trata-se de Paulo Guilherme Farah Correa.

Como o currículo oficial dele diz, é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em economia pela Universidade de Western Ontario (Canadá) e pelo Instituto de Economia da UFRJ. O novo secretário é especialista em regulação dos setores de infraestrutura, política de concorrência, desenvolvimento do setor privado, inovação e política tecnológica.

Paulo Correa estava atuando como economista principal e gerente para Inovação e Empreendedorismo da Prática Global de Comércio Internacional e Competitividade do Banco Mundial, no qual assessorou governos da América Latina e do Leste da Europa. Entre estes países podemos citar México, Chile, Panamá, Turquia, Rússia e Países Balcãs, trabalhando no desenho e na implementação de ações para melhorar o clima de investimento, elevar a produtividade e promover o crescimento.

O novo secretário coordenou no Banco Mundial diversos estudos sobre como revitalizar os investimentos em infraestrutura no Brasil; dinamizar a pesquisa no setor de Ciência e Tecnologia; e avaliar a contribuição da Embrapa para o crescimento da produtividade agrícola brasileira.

Anteriormente, ocupou os cargos de secretário adjunto da SEAE do Ministério da Fazenda (1999-2001), consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para área de Infraestrutura, Concorrência e Comércio Internacional, além de pesquisador no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Pablo Fonseca Pereira assume a nova Subsecretaria de Regulação e Infraestrutura da SEAE. Entre outras funções, ele vai continuar a se dedicar ao aprimoramento dos mecanismos de financiamento para a área de infraestrutura no Brasil.



04/02/2015 15h39

Economia brasileira trôpega
Sidney Rezende

Economia é uma ciência complexa, porque é composta de muitas variáveis. Ao lidar com ela diariamente, a experiência nos ensina algumas indicações do que pode acontecer mais adiante.

Alguns indicadores econômicos servem para localizarmos no corpo a sinalização, com bastante antecedência, se há por ali "saúde" ou "doença mais grave".

A economia brasileira está trôpega e pode demorar um pouco para anunciar a recuperação desejada pela sociedade.

Se você quiser saber se o mercado está otimista, veja se a indústria encomenda embalagens.

Olhe se o comércio fez pedidos aos fabricantes. Ou ainda, se o setor de construção civil está empregando ou demitindo.

A indústria brasileira está batendo pino, e não é de agora.

O setor automobilístico rearruma escalas de pessoal, faz reengenharia no chão da fábrica e demite.

Se viajarmos a Resende, no interior do Rio, ou ao ABCD paulista encontraremos gente oriunda da metalurgia e de montadoras dizendo que procura outra coisa para fazer. Tem muita gente desempregada, apesar das estatísticas oficiais ainda apontarem em sentido oposto.

As construtoras do Rio de Janeiro também sentem na pele a retração do mercado imobiliário local e nacional e só prosseguem obras contratadas. Uma das grandes de São Paulo baseadas no Rio reduziu 70% do seu pessoal lotado na "cidade maravilhosa". A diretoria comanda tudo da "terra da garoa". Pelo visto, nem a Olimpíada salva.

Dados parciais da indústria e estimativas de mercado indicam que as vendas de cimento para o mercado interno brasileiro em julho de 2014 atingiram 6,2 milhões de toneladas, com queda de 0,5% em relação a igual mês do ano anterior. As vendas do período de janeiro a julho de 2014 alcançaram 40,7 milhões de toneladas.

Na comparação com o mesmo período de 2013, apresentaram crescimento de 2,3%. As vendas acumuladas nos últimos doze meses (ago/13 a jul/14) atingiram 70,8 milhões de toneladas, com expansão de 2,6% sobre igual período anterior (ago/12 a jul/13).

Esperemos os dados do segundo semestre de 2014, certamente teremos algumas lágrimas para derramar.

Mesmo com tudo isso, vamos continuar trabalhando, afinal não temos outra saída no curto prazo.


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