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Sidney Rezende

Sidney Rezende



* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.ATUALIDADE. Diretor do SRZD, apresentador do "Brasil TV", da "Rede Globo", e âncora de telejornais da "GloboNews". Sidney foi um dos fundadores da "CBN".



27/02/2015 16h08

Rio e seus 450 anos
Sidney Rezende

No dia em que o Rio completa 450 anos, em 1º de março, será lançado pela editora Gryphus o livro "A história do Rio de Janeiro", da historiadora Armelle Enders. A francesa, apaixonada pelo Rio, apresenta um retrato da cidade, desde sua fundação em 1565 até os dias atuais. A obra é perfeita na comemoração de aniversário da Cidade Maravilhosa. 

No livro, vamos descobrir que a cidade foi palco de inúmeras batalhas entre indígenas e com uma população pouco inclinada a entusiasmos e manifestações ruidosas. Muito diferente da identidade atual vista por brasileiros e estrangeiros: festeira e despreocupada. Armelle explica que o Rio tem um "brilho internacional". 

Além do encantamento pela cidade, a obra também mostra os problemas que a acompanham. "No Rio de Janeiro, a ordem e a desordem parecem sempre caminhar juntas", explica a francesa. Tem razão, mas somos apaixonados por essa cidade. Parabéns, Rio!!!


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06/02/2015 15h28

Depois da UPP, vem aí BBP e venda de quartéis
Sidney Rezende

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que 3.330 ex-detentos foram flagrados praticando crimes em 2014 e voltaram a ser presos pela polícia.

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Vem aí o BBP, Batalhão de Polícia de Proximidade. Trata-se de uma espécie de "Delegacia Legal" da PM e que funcionará nos bairros do Rio de forma descentralizada. Cada unidade terá um capitão com autonomia para fazer os procedimentos que julgar necessários. A tomada de decisão se pretende mais rápida e sem burocracia. O primeiro projeto piloto fará a cobertura da Tijuca, Andaraí, Vila Isabel e Grajaú.

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O sucesso do BBP acelerará a venda dos prédios e terrenos onde hoje funcionam os quartéis da Polícia Militar. Tem gente contra essa ideia dentro da PM e muito mais gente a favor fora dela, como o setor imobiliário. A pressão de cada lado recairá no colo do governador Pezão.

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"O Comando Vermelho está esfacelado", palavras do secretário José Mariano Beltrame. O problema agora é outro: são os menores de idade que trazem uma "pipa" em uma das mãos e uma "pistola" na outra. Os menores estão sem comando, na opinião de Beltrame.

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A PM está vivendo um momento delicado. Nos últimos oito anos de gestão de Governo do Rio, já passaram sete comandantes pela PM. Agora, sem orçamento para desempenhar o seu trabalho, se prevê chuvas e trovoadas para breve.


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06/02/2015 15h15

Equipe de Joaquim Levy está completa
Sidney Rezende

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, bate na tecla de que o Brasil precisa retomar imediatamente investimentos em infraestrutura. Ele e os que defendem a mesma ideia já tem uma porta para bater. Saiu hoje o nome do novo titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE). Trata-se de Paulo Guilherme Farah Correa.

Como o currículo oficial dele diz, é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em economia pela Universidade de Western Ontario (Canadá) e pelo Instituto de Economia da UFRJ. O novo secretário é especialista em regulação dos setores de infraestrutura, política de concorrência, desenvolvimento do setor privado, inovação e política tecnológica.

Paulo Correa estava atuando como economista principal e gerente para Inovação e Empreendedorismo da Prática Global de Comércio Internacional e Competitividade do Banco Mundial, no qual assessorou governos da América Latina e do Leste da Europa. Entre estes países podemos citar México, Chile, Panamá, Turquia, Rússia e Países Balcãs, trabalhando no desenho e na implementação de ações para melhorar o clima de investimento, elevar a produtividade e promover o crescimento.

O novo secretário coordenou no Banco Mundial diversos estudos sobre como revitalizar os investimentos em infraestrutura no Brasil; dinamizar a pesquisa no setor de Ciência e Tecnologia; e avaliar a contribuição da Embrapa para o crescimento da produtividade agrícola brasileira.

Anteriormente, ocupou os cargos de secretário adjunto da SEAE do Ministério da Fazenda (1999-2001), consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para área de Infraestrutura, Concorrência e Comércio Internacional, além de pesquisador no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Pablo Fonseca Pereira assume a nova Subsecretaria de Regulação e Infraestrutura da SEAE. Entre outras funções, ele vai continuar a se dedicar ao aprimoramento dos mecanismos de financiamento para a área de infraestrutura no Brasil.



04/02/2015 15h39

Economia brasileira trôpega
Sidney Rezende

Economia é uma ciência complexa, porque é composta de muitas variáveis. Ao lidar com ela diariamente, a experiência nos ensina algumas indicações do que pode acontecer mais adiante.

Alguns indicadores econômicos servem para localizarmos no corpo a sinalização, com bastante antecedência, se há por ali "saúde" ou "doença mais grave".

A economia brasileira está trôpega e pode demorar um pouco para anunciar a recuperação desejada pela sociedade.

Se você quiser saber se o mercado está otimista, veja se a indústria encomenda embalagens.

Olhe se o comércio fez pedidos aos fabricantes. Ou ainda, se o setor de construção civil está empregando ou demitindo.

A indústria brasileira está batendo pino, e não é de agora.

O setor automobilístico rearruma escalas de pessoal, faz reengenharia no chão da fábrica e demite.

Se viajarmos a Resende, no interior do Rio, ou ao ABCD paulista encontraremos gente oriunda da metalurgia e de montadoras dizendo que procura outra coisa para fazer. Tem muita gente desempregada, apesar das estatísticas oficiais ainda apontarem em sentido oposto.

As construtoras do Rio de Janeiro também sentem na pele a retração do mercado imobiliário local e nacional e só prosseguem obras contratadas. Uma das grandes de São Paulo baseadas no Rio reduziu 70% do seu pessoal lotado na "cidade maravilhosa". A diretoria comanda tudo da "terra da garoa". Pelo visto, nem a Olimpíada salva.

Dados parciais da indústria e estimativas de mercado indicam que as vendas de cimento para o mercado interno brasileiro em julho de 2014 atingiram 6,2 milhões de toneladas, com queda de 0,5% em relação a igual mês do ano anterior. As vendas do período de janeiro a julho de 2014 alcançaram 40,7 milhões de toneladas.

Na comparação com o mesmo período de 2013, apresentaram crescimento de 2,3%. As vendas acumuladas nos últimos doze meses (ago/13 a jul/14) atingiram 70,8 milhões de toneladas, com expansão de 2,6% sobre igual período anterior (ago/12 a jul/13).

Esperemos os dados do segundo semestre de 2014, certamente teremos algumas lágrimas para derramar.

Mesmo com tudo isso, vamos continuar trabalhando, afinal não temos outra saída no curto prazo.


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29/01/2015 13h39

Chico Spinosa na redação do SRZD
Sidney Rezende

O respeitado carnavalesco Chico Spinosa, que brilhou no Rio e hoje mora em São Paulo, visitou a redação do portal SRZD. Depois de elogiar muito a cobertura do Carnaval de São Paulo comandada por Raul Machado e sua equipe, ele disse que o trabalho dos repórteres é acompanhando principalmente pelo componente das escolas de samba.

Sidney Rezende e Chico Spinosa. Foto: SRZD

A equipe do Rio liderada por Luana Freitas também mereceu palavras de carinho de Spinosa. Ele é daqueles que diz o que pensa doa a quem doer. Ficamos envaidecidos pelo reconhecimento.

Spinosa já foi campeão pela Estácio de Sá, em 1992; Vai-Vai, em 1998, 1999 e 2008. Chico é um dos grandes blogueiros que o SRZD tem. Veja aqui o blog dele.

Assista ao vídeo com o comentário de Spinosa sobre internet no Carnaval:

 

 


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28/01/2015 14h07

Governador de Minas sem demagogia
Sidney Rezende

Enquanto alguns governadores evitam falar em "racionamento de água" por conta do enorme desgaste político que teriam que enfrentar junto à sociedade, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, segue caminho oposto.

Depois da reunião que participou em Brasília com a presidente Dilma Rousseff, Pimentel foi direto ao ponto: "Se não chover, se o consumo não cair e se a vazão não aumentar em três meses, vamos ter que racionar severamente (...) "Se essa campanha não for suficiente, vamos para o rodízio. Se não for suficiente, vamos para o racionamento", afirmou o governador. 

É fato que num primeiro momento Pimentel pagará o ônus de tratar do assunto de peito aberto, embora com responsabilidade. A oposição a este tipo de posição vai "babar de felicidade", mas é importante que o cidadão não se deixe enganar pela demagogia daqueles que preferem apostar na boa vontade São Pedro. As autoridades pisaram na bola por não levarem a sério a estiagem histórica que aí está.

Em política, aos olhos da História, a verdade sempre é melhor do que a empulhação. O tempo absolve, embora seja dureza superar a pressão dos demagogos.


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27/01/2015 14h45

A gente aguenta tanto aperto?
Sidney Rezende

O corte no orçamento de R$ 2,683 bilhões previsto para este ano (R$ 54 bilhões, sem levar em conta os descontos) feito pelo Governo do Estado do Rio não é pequeno. Como dizia uma professora de economia que eu tive, "quando se corta a carne, alguém precisa enxugar o sangue". Não será mesmo um ano tranquilo. A economia do Rio vai sentir o tranco.

A medida ferra Saúde e Educação, que terão um corte de R$ 900 milhões em despesas de custeio em relação ao previsto na Lei Orçamentária. Entram na conta ainda despesas com transferências para municípios, que serão R$ 1,1 bilhão menores que o planejado. Outros R$ 700 milhões de cortes virão de despesas de custeio em todas as secretarias e autarquias, incluindo a área de Segurança. Sem esquecer dos cortes já conhecidos no início de janeiro (R$ 1,5 bilhão).

Pode esperar que virão protestos e greves pela frente.


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23/01/2015 16h03

Chega de notícia ruim
Sidney Rezende

Os jornalistas - eu, inclusive! - estamos com dificuldades para entender a mensagem que a sociedade está há tempos nos enviando. É mais do que clara a sinalização de que o cidadão está sufocado com a exagerada divulgação de tantas notícias negativas. É como se só víssemos o lado ruim das coisas.

O que estão nos dizendo? O recado é que os meios de comunicação de massa estão se especializando em venenos quando poderiam oferecer perfumes, também. Não se quer inutilidades e baboseiras. Embora estejamos contaminando nosso olfato. E acostumando nossos olhos a só percebermos a perversidade. A delicadeza está nos tornando algo estranho.

A mais corriqueira e apressada das interpretações é aquela clássica: "tragédia é que vende jornal". Outra, também comum, é dizer que se publicar notícias boas ninguém vai se interessar. A minha impressão é, que se formos por aí, estamos embarcando numa tremenda furada. Porque estamos utilizando raciocínios velhos para problemas não tão novos.

O que precisamos é mudar o tratamento que estamos dando à notícia. Um incêndio de pequenas proporções é um incêndio de pequenas proporções. Por que transmitirmos 2 horas um infortúnio se 2 minutos seriam suficientes?

Uma cidade de 12 milhões de habitantes produz brigas de casal, desentendimentos que deságuam em agressão e até assaltos. Nem tudo é notícia. Simplesmente não merece a superestrutura de comunicação para um sujeito que teve a carteira furtada. Se alguém foi assaltado e recebeu um tiro na principal e calma avenida do seu bairro, sim, é notícia. Hoje, qualquer coisa está sendo confundida com notícia. Nem tudo é.

Crianças estão morrendo vítimas de "balas perdidas". Como "balas perdidas"? Não existem balas perdidas. O que está por aí é criminoso não identificado. O problema é a ineficácia da polícia em localizar os autores e a falta de diálogo com as comunidades para que elas sejam parceiras na localização do responsável. Tem é muito veículo compondo com os governos para não irmos a fundo e desnudar o que esta encoberto pelo poder da grana.

Se tem um Tribunal de Contas em cada estado para fiscalizar os gastos do Executivo, indagar quem fiscaliza o Tribunal de Contas não seria nada demais. Se são as assembleias legislativas que fiscalizam os TCEs, como seria isso possível? Afinal, são as casas dos vereadores e deputados que cuidam das contas dos tribunais. Quer a verdade? Ninguém fiscaliza ninguém. A sociedade fica desorientada na hora de saber quanto ganha cada "excelência".

Você sabia que tem muito servidor lotado numa unidade e quando é requisitado por outra recebe dos dois "empregadores"? Sai do "meu, do seu, da sociedade". Ele mantém o salário que recebia e também leva pra casa o salário do "novo empregador".

Existem empresas privadas que funcionam sem cumprir as leis trabalhistas e que "propinam" o fiscal e permanecem abertas. Simples assim.

O jornalismo bom é aquele que traz a boa notícia de que vigaristas destes naipes se deram mal e o erário foi protegido. O povo adora reportagens bem feitas e que ajudam a sociedade. Estressá-la com notícias horríveis não nos tranquilizam, nos entristecem. Ferem nossas almas. Notícias a serviço da convicção que não temos condições de superar os problemas: o absurdo que jornalistas deveriam se rebelar.

Temos que trabalhar para a sociedade e não enlouquecê-la.


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22/01/2015 09h57

Alberto Youssef se deu bem
Sidney Rezende

São muitos os crimes praticados pelo doleiro Alberto Youssef. O acordo assinado entre ele e a Justiça em troca de informações sobre o funcionamento do sistema de corrupção explicitado na Operação Lava Jato foi excelente... para o criminoso.

Alberto Youssef. Foto: Divulgação

Youssef é, segundo o Ministério Público Federal, o chefe de um esquema de pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro
E por que o acordo foi "mamão com mel" para o doleiro? Simplesmente porque ele pegará de três a cinco anos de prisão, em regime fechado, em cela especial com o máximo conforto que o sistema prisional permite. E isto se for condenado em todas as ações que responde no âmbito da Lava Jato. Como ele está preso desde o início de 2014, o taxímetro já está contando. Ele se deu bem. Saiu barato. Foi uma pechincha depois de todas as tramoias e falcatruas em que se meteu nos últimos 20 anos.

Para dizer que ele não perdeu alguns anéis, - mesmo tendo salvo as mãos e corpo todo -, Alberto Youssef terá que devolver parte pequena do seu patrimônio amealhado em boa parte por conta do seu relacionamento com políticos e corruptos com trânsito em estatais. Veja abaixo os bens a serem devolvidos:

- Bens em nome da GFD que estejam administrados pela Web Hotéis Empreendimentos LTDA.
- Propriedade de 74 unidades autônomas integrantes do Condomínio Hotel Aparecida, bem como do empreendimento Web Hotel Aparecida nele instalado, localizado em Aparecida do Norte (SP)
- 37,23% do imóvel em que se situa o empreendimento Web Hotel Salvador
- Empreendimento Web Hotel Príncipe da Enseada e do respectivo imóvel, localizado em Porto Seguro (BA)
- Seis unidades autônomas componentes do Hotel Bluee Tree Premium, localizado em Londrina (PR)
- 34,88% das ações da empresa Hotel Jahu S.A. e de parcela ideal do imóvel em que o empreendimento se encontra instalado.
- 50% do terreno formado pelos Lotes 08 e 09, da Quadra F, do Loteamento Granjas Reunidas Ipiranga, situado no município de Lauro de Freitas (BA), com área de 4.800 m², avaliado em R$ 5.300.000,00, bem como do empreendimento que está sendo construído sobre ele, chamado "Dual Medical & Business - Empresarial Odonto Médico"
- Veículo Volvo XC60, blindado, ano 2011
- Veículo Mercedes Benz CLS 500, anos 2006
- Veículo VW Tiguan 2.0 TSI. Blindado, ano 2013/2014
- Imóvel localizado em Camaçari, com área aproximada de 3000 m², cujo contrato se encontra apreendido no bojo da Operação Lava Jato.

 

 


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19/01/2015 22h21

Os passistas são de Deus
Sidney Rezende

Certa vez, o antropólogo Darcy Ribeiro passeava com sua sobrinha. De repente, ela parou e, com emoção nitidamente descontrolada, quase ofegante, soltou essa:

- Nossa, que homem gostoso!

O criador dos CIEPs olhou pra trás e não conseguiu ver quem era o felizardo escolhido pela jovem.

- Não vi. De quem você está falando?

A sobrinha, levemente impaciente, respondeu na lata:

- Ora, o pipoqueiro, tio!

A história me contada às gargalhadas pelo próprio Darcy me serve agora neste 19 de janeiro, data que deveria ser feriado particular em todas as quadras de escola de samba.

Hoje deveríamos parar o expediente e, em homenagem pelo conjunto de obra, introduzir o culto do lava pés destas moças e rapazes que parecem que usam pilhas de longa duração na ponta dos dedos.

Nós deveríamos pedir licença aos presidentes das Escolas de Samba e empurrar todas as cadeiras para os cantos do gradil, botar uma bacia bem grande com água fresquinha, sal grosso, perfume, gel de banho e acarinhar os pés dos passistas com uma espuma bem macia.

Os passistas, como bem me escreveu hoje Helio Rainho, são donos de "arte ímpar, um quilombo de resistência dentro das escolas". Ele tem toda a razão. Eles são a consciência do samba ao lado da velha guarda.

Sinto-me aliviado saber que ontem, na Marquês de Sapucaí, tivemos um belíssimo desfile abrindo os ensaios com mais de 500 passistas comandados por Valci Pelé. A minha alma foi lavada.

O passista é aquela maravilha elevada sobre o salto de seu sapato plataforma. A fantasia, muitas vezes minúscula, é um mero complemento. O passista masculino é aquele cara com largo sorriso no rosto e cabeça quase sempre protegida por um chapéu tradicional e os pés em compasso mágico. Sorte do chão que assiste a tudo de pertinho.

Amigo, sua professora pós-graduada pode ser uma passista ou a empregada doméstica da casa do vizinho. Não importa. Passistas não têm classe social. Têm classe.

O que interessa é que temos de reconhecê-los onde sua arte estiver e saber respeitá-los em todos os lugares. Tenho certeza que é possível tratar diferente o pipoqueiro que a gente discrimina e trata como invisível na nossa sociedade. Dá pra respeitarmos mais quem tem samba no pé não só quem tem dinheiro no bolso.

O passista faz parte do Brasil. Por isso, bastaria a gente massagear seus pés em agradecimento por tudo o que fazem pelo samba.

Feliz Dia dos Passistas.


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17/01/2015 14h48

E os enfermos?
Sidney Rezende

O calor no Rio de Janeiro - e em muitas outras cidades e capitais brasileiras - está no limite do início do insuportável. Enquanto tivermos saúde, sempre daremos nosso jeito. E os enfermos?

O Hemorio, instituição guerreira pela qual temos tanto respeito, pede desesperadamente por doação de sangue. Doe. Vá lá e colabore. Esta semana, o ar condicionado de algumas unidades não funcionaram. Meu Deus, quanto sofrimento para os que não conseguem sair da cama. Suados e sem amparo.

Em outros órgãos, muitas ambulâncias levam pacientes para hospitais públicos e o atendimento não consegue ser rápido.

Cobremos mais do governador e do prefeito. Prioridade máxima para a Saúde. Vamos pressionar os secretários da área para que sejam mais sérios, honestos e determinados. Vamos exigir das direções dos hospitais que cobrem presença dos médicos e demais profissionais de saúde que estejam faltando ao expediente. O que não é possível é continuarmos assistindo esse quadro de abandono.

Vamos exigir nominalmente do responsável do processo mais qualidade na saúde. A situação atual é terrível. Com o calor que aí está, torna-se ainda mais desumana.

Não espero mais nada dos Conselhos de Medicina. Estes são corporativistas, inoperantes e inúteis. Eles deveriam ser fechados. Mas confio no cidadão e sua capacidade de organização.

Se os governos quiserem, também darão jeito nisto que está aí. Não importa se for inverno rigoroso ou verão infernal. Quando se quer, se resolve.

Doe sangue e faça sua parte. Pressão neles!


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15/01/2015 15h39

De volta!
Sidney Rezende

Estou de volta aos jornais da Globonews de 13h, 16h e 17h. E um pouco mais tarde no Brasil TV, da TV Globo.

Sidney Rezende. Foto: Arquivo Pessoal 

Sidney Rezende. Foto: Arquivo Pessoal



14/01/2015 13h18

Os dias de 'Estúdio i'
Sidney Rezende

Nesta quarta-feira, foi o último dia a frente do "Estúdio i".  Muito obrigado pelo apoio de todos e a audiência sempre fiel!

Ique e eu

Sidney Rezende e Ique. Foto: Arquivo Pessoal

Kadu Moliterno e eu

Kadu Moliterno e Sidney Rezende.

Rosa Magalhães e eu

Sidney Rezende e Rosa Magalhães. Foto: Arquivo Pessoal

Sidney Rezende e Rosa Magalhães. Foto: Arquivo Pessoal

Claudia Ohana e eu

Sidney Rezende e Claudia Ohana.

George Sauma e eu

George Sauma e Sidney Rezende

Ziraldo, Tom Leão e eu

Sidney Rezende, Ziraldo e Tom Leão. Foto: Arquivo Pessoal

Sidney Rezende, Ziraldo e Tom Leão. Foto: Arquivo Pessoal

Nicette Bruno e eu

Sidney Rezende e Nicette Bruno. Foto: Arquivo Pessoal

Nicette Bruno, Sidney Rezende e equipe do Estúdio i. Foto: Arquivo Pessoal

Guilherme Bryan e eu

Sidney Rezende e Guilherme Bryan. Foto: Arquivo Pessoal 

Tiê e eu

Tiê e Sidney Rezende. Foto: Arquivo Pessoal

Pitty e eu

Sidney Rezende e Pitty. Foto: Arquivo Pessoal 

 



09/01/2015 09h52

Os muçulmanos do Brasil
Sidney Rezende

A tragédia no "Charlie Hebdo" nos é próxima pela brutalidade dos criminosos. A violência por aqui é ainda mais cruel. Muitas famílias pobres sabem na pele o que é perder parentes em confrontos com traficantes ou policiais.

A tragédia de Paris também nos toca pela ligação dos artistas assassinados com os chargistas brasileiros. O sentido histórico que une Brasil e França está nos livros de estudo das nossas crianças. A cultura francesa está em cada esquina do Rio de Janeiro, por exemplo. Nas ideias, na arquitetura de nossas construções, na nossa música e costumes cotidianos. Inclusive, no idioma. Os princípios de liberdade, fraternidade e igualdade sempre foram inspiração para os humanistas que vivem em qualquer lugar do mundo. E por aqui não é diferente.

A boa convivência do Brasil com árabes e judeus também confirma nosso traço de aceitação de todos que respeitem o entrosamento dos intencionados em construir uma pátria acolhedora. Há contradições, sobressaltos, obstáculos a serem superados, mas o Brasil tem conseguido demonstrar elevação social neste aspecto. A exemplo dos Estados Unidos, o Brasil também é o país dos imigrantes.

Nos últimos anos, os judeus conseguiram se expor mais do que os árabes. Eles ocuparam espaços significativos.

Sabemos pouco dos muçulmanos e quase nada do significado do Islã. Seria bom que fosse diferente. Estima-se que existam 1,5 milhão de fiéis do Islã no país.

O Brasil cresceu, é verdade. O número de 115 mesquitas no país ainda é proporcionalmente pequeno. Mas já notamos a força dos muçulmanos brasileiros em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. São descendentes de imigrantes sírios e libaneses, que fixaram residência no país durante a Primeira Guerra Mundial. Mas também muçulmanos de origem palestina, marroquina, egípcia e de africana.

Após a Guerra do Líbano de 1982 e dos recentes conflitos no Iraque, abriremos portas para refugiados israelenses e palestinos.

A cidade de Foz do Iguaçu já é conhecida na América do Sul pela grande presença de muçulmanos na América Latina. Proporcionalmente, a cidade possui a maior comunidade islâmica do Brasil. Passou da hora de conhecê-los melhor. E separar radicais criminosos destes brasileiros que somam na construção do país ideal que lutamos diariamente para se tornar realidade.


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05/12/2014 09h03

Brasil: é o que temos para hoje
Sidney Rezende

Amo o Brasil. Não sei se conseguiria viver em outro lugar no planeta. Sinto que aqui é meu lar. E é aqui que quero ficar, mesmo que chova canivetes. Mas a cada dia desconheço o lugar que nasci, cresci e cultivei sonhos de um país melhor. Fortificou uma outra coisa. Um monstro estranho, feio, apavorante.

A desonestidade virou moeda corrente e isto me assusta. Não me choca os engravatados da Petrobras e os corruptores encastelados nas empreiteiras saquearem nossa principal estatal desde a década de 90. Alguém aí desconhecia roubalheiras na máquina pública desde o início da República? O mais provável é que desse no que deu. Pior é ficar com a sensação que não dará em nada.

No entanto, me constrange a corrupção costumeira cravada nas demais relações do dia a dia. Um fiscal estadual há poucos anos entrou numa pequena farmácia de Bonsucesso, vasculhou as contas e não achou nenhuma irregularidade.

O agente voltou-se para o dono do estabelecimento e disse:

- Eu não vi nada de errado...

O proprietário sexagenário respirou aliviado:

- Graças a Deus!

O fiscal não se conteve e desenrolou uma conversa surreal:
-...E eu, como é que eu fico?

Depois de um tempo, suficiente para cair a ficha, o velhinho retrucou com a voz embargada:

- Não entendi, respondeu o dono da Farmácia.

E o fiscal do alto da sua "autoridade":

- Sim, porque não vimos nada de errado, mas se eu mandar vasculhar suas contas nos últimos 5 anos eu vou achar alguma coisa!

O fiscal ameaçou com mais veemência, achacou e o pequeno empresário deu a propina. Pronto. Corrupto e corruptor se casaram para sempre.

A agente da Lei Seca enquadrou o juiz "Deus" por estar sem carteira de habilitação e carro sem placa. O magistrado não gostou do tratamento a ele dispensado, a mandou prender, entrou com ação e a moça foi punida pela... Justiça. O silêncio da magistratura diante do juiz com uma folha recheada de práticas irregulares é assustador. A OAB do Rio ainda se pronunciou. E mais nada. O corporativismo falou mais alto. E o bom exemplo a ser seguido, nós colocamos onde?

O mensalão tucano na gestão do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, até hoje está impune, e em instância inicial. É um escárnio. A Lei vale "contra" alguns, os "inimigos" de preferência?

Já virou rotina carros em cima da calçada, de preferência bem embaixo de placas de proibido; ultrapassar sinal de trânsito quando vermelho para os motoristas diante do guarda é um esporte nacional; molhar a mão do guarda para se safar de encrenca é jardim da infância diante do que encontramos por aí; não pagar impostos, falsificar recibos, adulterar números em documentos, mentir nas repartições para tirar alguma vantagem; traficar drogas para "uso próprio e de amigos", importar armas com a conivência da polícia, pagar taxa para ter segurança de milícias, puxar fiação de luz para não pagar energia, tudo isso acontece debaixo do nariz da sociedade.

Este Brasil bandido está sufocando nossa sociedade.

Outro dia, um jovem estagiário trocou a empresa que iria contratá-lo com carteira assinada para trabalhar em outra que burla todas as leis trabalhistas mas que daria R$ 120,00 a mais em dinheiro para ele. Trabalhar irregular é melhor negócio no Brasil do que ser "certinho". Ser honesto é ser otário!

Num outro caso, um anunciante optou em colocar propaganda num site que prometera fazer tudo "por fora", sem nota fiscal. Ser aético no Brasil é o must, o ideal, o preferível, é "o negócio perfeito".

É assim que funciona por aqui.

Seja corrupto e serás aceito por esta nova sociedade.

É isto mesmo que queremos para nós?


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