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Sidney Rezende

Sidney Rezende

ATUALIDADE. Jornalista, diretor do SRZD e um dos profissionais mais inovadores do país.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



25/05/2016 11h47

Mídia repercute saída de Sidney Rezende da EBC

Coluna de Mônica Bergamo:

O jornalista Sidney Rezende, que foi dispensado da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) após as mudanças na direção da estatal feitas pelo presidente interino Michel Temer, diz que agora vai se dedicar a seu portal e a outros projetos. Ele, que deixou a GloboNews em novembro, fez na EBC só 13 edições de seu programa de rádio.

A SEGUIR 2
E Sidney diz querer "corrigir a injustiça" dos comentários de que ganharia R$ 1 milhão por ano. "É mentira." O valor publicado no "Diário Oficial" foi de R$ 507.400. "Até hoje não recebi um centavo pertinente ao contrato." O documento que suspendeu o acerto prevê o pagamento do valor proporcional, sem multa.

UOL:

A passagem do jornalista Sidney Rezende pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), gerida pelo governo federal, durou apenas um mês. O ex-âncora da GloboNews foi demitido na última sexta-feira (20), mesmo dia em que Laerte Rímoli foi nomeado diretor-presidente da instituição pelo presidente interino Michel Temer.

Procurado pelo UOL, Sidney Rezende revela ter ficado surpreso com a suspensão repentina de seu contrato. O profissional de 57 anos foi chamado para trabalhar na rádio Nacional, uma das mais antigas do país. Estreou no dia 4 o programa "Nacional Brasil", das 7h às 10h, e cuidou da programação matinal da estação. Após duas semanas, saiu do ar.

"Soube pela imprensa na sexta e começaram a me ligar. Entrei em contato e mandei telegrama, mas não responderam no fim de semana. Na segunda, a EBC me comunica a 'suspensão temporária de contrato', assinada pelo Laerte Rímoli. Preciso de uma definição para me empregar em outro lugar. Tiraram o programa do ar sem que eu soubesse", reclama.

A suspensão do contrato com Rezende foi o primeiro documento assinado por Rímoli na função de diretor-presidente da EBC, como mostra a carta, o que surpreendeu ainda mais o jornalista: "Fui pego de surpresa completamente. Não esperava porque o Laerte foi meu chefe na CBN. Imaginava que ele assumiria e se apresentasse, mas não houve nenhum contato".

Contratação controversa

Com 31 anos de profissão, Sidney Rezende implantou a CBN (Central Brasileira de Notícias), primeira rádio "all news" do Brasil, e integrou a equipe inaugural da GloboNews, primeiro canal de TV exclusivamente jornalístico.

Apesar da experiência, a ida de Rezende para EBC passou longe de ser uma unanimidade. Parte dos funcionários e membros do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal reprovaram a contratação por ser considerada "cara" e porque ele ingressou mediante convite, e não concurso público.

O jornalista esclarece quanto ganhou da empresa pública. Sua empresa, SR Ideias Assessoria de Comunicação, foi contratada por R$ 480 mil anuais, divididos em 12 parcelas mensais, mais R$ 27 mil de custos eventuais com viagens e hotelaria, totalizando R$ 507 mil, valor publicado no Diário Oficial da União. Após o cancelamento, deverá receber R$ 40 mil pelo único mês trabalhado.

"Todo mundo falou que ganhei R$ 1 milhão por mês. Achei injusta a cobertura da imprensa. Cadê a apuração? Se o governo não me quiser, tudo bem, é direito dele. Falei assim quando saí da Globo. Mas criar uma imagem inverídica me agride pessoalmente", critica.

Intolerância na internet

A falsa informação sobre o contrato com a EBC fez aumentar a intolerância e a quantidade de ofensas contra Rezende eu seu site e nas redes sociais, a maioria "denunciando" que ele conseguiu entrar na empresa pública porque defendia o PT e o governo de Dilma Rousseff.

As críticas ao suposto "petismo" de Rezende começaram em novembro de 2015, quando ele foi demitido pela GloboNews após 18 anos. Na época, a dispensa foi atribuída a um texto publicado em seu blog em que criticava a cobertura jornalística de um possível impeachment da presidente.

"Não fui trabalhar no governo, não sou filiado ao PT. Sempre defendo isenção, pluraridade, democracia, liberdade de expressão, valores que acreditava antes, durante e acreditarei depois da EBC", afirma o jornalista, que apresentou somente 13 programas na rádio Nacional. "Azar o meu, 13 é PT", brinca.

Após a experiência ruim na EBC, Rezende, que começou a carreira em uma rádio pública (Roquette-Pinto), descarta voltar a trabalhar em empresas geridas pelo governo: "Nunca mais. Minha experiência e força de trabalho foram dados, eles me convidaram e aceitei. Acho que não tenho mais nada para contribuir. Fui rejeitado por patrões e parte dos empregados. Paciência".

Jornal Folha do Estado:

O jornalista da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) foi dispensado do cargo quando o presidente interino Michel Temer assumiu o poder. Temer decidiu demitir o jornalista após promover mudanças na direção da estatal.

No entanto, Rezende desmentiu o boato de que ganharia R$ 1 milhão por ano. O jornalista quer "corrigir a injustiça" dos comentários. "É mentira. O valor publicado no "Diário Oficial" foi de R$ 507.400. Até hoje não recebi um centavo pertinente ao contrato. O documento que suspendeu o acerto prevê o pagamento do valor proporcional, sem multa".

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, refere que o ex-global pretende agora se dedicar a um portal próprio e a outros projetos. Rezende deixou a GloboNews em novembro e fez na EBC apenas 13 edições de seu programa de rádio.

Rádio de Verdade:

O jornalista Sidney Rezende, que foi anunciado como apresentador da Rádio Nacional há poucos dias atrás. Em reportagem veiculada no último fim de semana, O Globo anunciou que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), decidiu romper o contrato com o comunicador, que apresentava desde o último dia 4 de maio o programa "Nacional Brasil". A última edição do noticiário foi transmitida na sexta-feira, dia 20 de maio. Foram apenas 16 dias de programa no ar. 

Em contato feito pelo jornalista Anderson Scardoelli, a EBC explicou que o presidente interino Michel Temer influenciou diretamente na decisão. "A suspensão do contrato com o apresentador Sidney Rezende se deve tão somente à contenção de gastos determinada pelo presidente da República Michel Temer a todo Governo Federal. A Diretoria da EBC vai rever os contratos a fim de atender a essa determinação".

A EBC mantém programas com linguagem absolutamente envelhecida, plástica das emissoras nas mais variadas praças do Brasil é sofrível, mantém uma TV Brasil que já consumiu MILHÕES de reais para elaborar uma programação que deixa muito a desejar.

É no mínimo estranho que a empresa desligue pouco tempo depois de contratar um jornalista renomado como Sidney Rezende.

Diga-se que os colegas do grupo "Trabalhadores do Radiojornalismo da Empresa Brasil de Comunicação das praças de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo" se posicionou contra a contratação de Sidney Rezende "em um período de recessão e enxugamento da máquina pública", pois o contrato do apresentador somaria mais de R$ 1 milhão em 12 meses.

Laerte Rímoli, então assessor na Câmara dos Deputados(aquela que era presidida por Eduardo Cunha), foi nomeado por Temer como o mais novo diretor-presidente da EBC. É de conhecimento público que Ricardo Mello, ao ser exonerado,  recorreu ao STF para se manter no cargo na EBC.

Demissão de Rezende consumada,  enxergo um desrespeito ao público, sem contar que o interesse público não é levado em conta. Finalmente havia um programa de qualidade nas manhãs da Nacional com uma linguagem moderna e a EBC surpreende negativamente, demonstrando que aquele é mais um campo de pura politicagem.

O que temos hoje nas emissoras públicas são  espasmos de qualidade, uma audiência absolutamente envelhecida. Jogam dinheiro público pelo ralo como se desse em árvore.

Na própria EBC há quem defenda que emissoras como a MEC FM não mais sejam voltadas para a música clássica, como se cultura representasse gasto e não investimento.

ACERP, EBC E O JOGUETE DA POLÍTICA

Em 2007, Lula criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ao fundir a Radiobrás e a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), que cuidava da Rádio MEC, Nacional e da antiga TVE.

Os colegas das emissoras públicas sabem que nunca se  tratou de meras mudanças de denominação e organograma. Do ponto de vista de Fernando Henrique Cardoso, inclusive dito em entrevistas dadas pelo ex-presidente, as emissoras seriam instrumento de propaganda institucional do governo, não de educação.

Sou daqueles jornalistas que enxergam a situação com muita preocupação. Já perdermos nas emissoras públicas bons profissionais e Sidney Rezende é apenas mais um dessa lista. Lembram de Lauro Gomes, apresentador do programa "Sala de concerto" na MEC FM? Talvez você não lembre nem saiba da existência desse senhor! Emissoras públicas não são tratadas com seriedade pelo poder público há anos. Não ocupam a lista de prioridades de políticos como Michel Temer ou qualquer outro. Seus asseclas costumam não saber sequer a frequência onde essas emissoras podem ser sintonizadas.

Pergunto a você que me lê: as rádios terão condições ? ou vontade política ? de conservar a linha e o alto padrão que se quer? Penso e noto que não.

Esta é uma história  horripilante em andamento, sustentada com o seu e o meu dinheiro. Onde as teias que mexem com os destinos alheios e com o próprio interesse público são orquestradas por sujeitos que parecem pouco preocupados em dar qualidade ao produto dessas emissoras.

Convém lembrar que com a absorção da Acerp pela EBC, os antigos funcionários se viram diante da proposta de ou se demitirem voluntariamente e se tornarem pessoas jurídicas (perdendo direitos trabalhistas) para talvez serem recontratados por projeto (talvez) ou simplesmente serem dispensados. Como resultado, estão sendo demitidos funcionários às dezenas, substituídos por concursados sem o devido preparo.

Chegamos naquela velha realidade: rádio feito por quem é preparado para o rádio. Alguém aí acha que um concursado da EBC ou de qualquer outra empresa que o governo venha a criar é realmente preparado para produzir bom conteúdo apenas por ter sido aprovado num concurso?

Apenas a vontade da sociedade pode fazer esse panorama mudar.

Qual foi a última vez que você ouviu a Rádio Nacional? Tem assistido a TV Brasil?

Emissora pública serve ao interesse público, ao jornalismo de qualidade ou a qualquer legenda partidária que ganhe o governo no voto ou tome por qualquer outro processo?

A sociedade não merece ter mais participação na formação da programação dessas emissoras? Até quando o jogo político vai dar as cartas?

Tempos sombrios envolvem o futuro da EBC.


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23/05/2016 00h00

SRZD 10 anos: testemunha de um país confuso
Sidney Rezende

Estamos de pé e de cabeça erguida. 

Pode parecer estranho começar um texto comemorativo com uma frase sem graça como essa. Reconhecemos que o título também é mais melancólico do que efusivo. Mas, sem dúvida, ambos são melhores do que dizer que "10 anos não são dez dias", embora isso em qualquer lugar do mundo devesse merecer respeito da sociedade. 

Num país marcado pela burocracia, corporativismo, corrupção, ignorância, atraso intelectual e governança, que prefere solucionar problemas olhando para o retrovisor, é motivo de orgulho para qualquer equipe manter-se ativo por mais de 3.650 dias. Quem sabe tudo não ficará mais claro depois da nossa explicação?

Atualizar notícias 24 horas por dia e abrir as portas do seu negócio toda a manhã sem hora para fechar é uma honra que merece atestado de sanidade mental. O "contra" no Brasil é sempre mais astuto do que o "a favor". Recebemos aplausos que aquecem nossos corações, e nos afligimos com inconformismos irremediáveis. Cadê o capital de giro para gerar riqueza para os trabalhadores do nosso site? E agora, para piorar, entrou no cardápio brasileiro um mal inaceitável: o ódio contra tudo e contra todos.

Mas, se estamos de pé, não fechamos as portas, e nos sentimos altivos, onde está o problema?

O que seria muito em qualquer outro lugar, no Brasil é júbilo de nada. E por que somos sócios da desgraça e nos sentimos tão inconformados com o sucesso alheio?

Apanhamos dos derrotistas de sempre. Desculpe-nos desapontá-los mais uma vez: o SRZD é um sucesso. O SRZD emprega brasileiros. O SRZD é o site independente que sobrevive do esforço de todos os seus repórteres e integrantes. E não só os de hoje, mas os de sempre.

Na nossa história, existem relatos de amigos que contribuíram gratuitamente incontáveis vezes. Trabalho voluntário, dedicação pelo carinho aos gestores, amor à equipe e paixão por estar fazendo jornalismo com "J" maiúsculo. 

Nossa inspiração nasce dos empreendedores brasileiros. Assim como eles, sabemos que lá na frente teremos obstáculos intransponíveis. Mas continuaremos tentando avançar. Nós somente venceremos se você, leitor, estiver conosco, caso contrário faliremos como os nossos heróis do passado. Trabalhamos para o leitor e somente para ele. A nossa deusa é a notícia e somente a ela devemos obediência.

Vamos dar um exemplo de inspiração.

No século XIX, Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, deixou um legado admirável para futuras gerações. Não esqueçamos que o Império atrapalhou um bocado. A monarquia encampou realizações luminosas de Mauá. Copiar por aqui sempre foi mais estimulado do que criar. No nosso país, os empreendedores são tratados aos pontapés, afinal, esconder-se na proteção de cartórios públicos e privados sempre foi mais confortável do que o risco de criar coisas novas. O SRZD criou segmentos jornalísticos inovadores. Fiquemos na cobertura diária do Carnaval, maior festa, onde negros, historicamente oprimidos, são capa todos os dias.

A criação do Banco do Brasil, a história pioneira da Rede Ferroviária, o impulso à navegação a vapor no Rio Grande do Sul e no Amazonas, a contribuição para a fundação da indústria nacional, a primeira estrada ladrilhada do país e o assentamento do cabo submarino são legados de Barão de Mauá. Que criança é capaz de citar a importância de Mauá? 

Para quê tudo isso? Para dizer que os 10 anos do SRZD são fruto do empreendedorismo em micro escala. Mas também pedacinho de noites maldormidas, lágrimas incontáveis, suor contundente de cada um que forjou-nos para olhar para frente e dizer: "Brasil, estamos aqui em pé e de cabeça erguida". 


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16/05/2016 16h25

Vá à minha palestra
Sidney Rezende

Fuja de versões inverídicas. Não acredite em tudo o que você lê, ouve ou assiste por aí. Não procure por terceiros o que você pode saber diretamente de mim. Eu quero responder a você pessoalmente. Tirar todas as suas dúvidas. Chegou a hora.  

Sidney Rezende. Foto: Magno Romero/EBC

Nesta terça-feira, 17, às 20h, ministrarei a palestra "Portal SRZD - 10 anos e a minha volta ao Rádio", na UniCarioca, no Auditório Arcy Magno. Anote o endereço: Av. Paulo de Frontin, 568 - Rio Comprido. O evento é gratuito e aberto ao público. Outros palestrantes também participarão da Feira de Carreira. Veja abaixo.

Serviço

UniCarreira - Feira de Carreira UniCarioca

Data: 17, 18 e 19/5

Horário: de 8h às 13h | 18h às 21h

Local: Unidades da UniCarioca Rio Comprido, Méier, Bento Ribeiro e Jacarepaguá

Endereços:

- Av. Paulo de Frontin, 568 Rio Comprido, Rio de Janeiro - RJ

- Rua Venceslau, 315 Méier, Rio de Janeiro - RJ

- Rua João Vicente, 1355 Bento Ribeiro, Rio de Janeiro - RJ

- Estrada de Jacarepaguá, 6816 Anil - Jacarepaguá, Rio de Janeiro - RJ

Evento gratuito e aberto ao público

Mais informações podem ser acessadas no site da Feira de Carreira UniCarioca.



14/05/2016 16h30

A verdade sobre a EBC
Sidney Rezende

O que você lerá aqui é um esclarecimento sobre os detalhes da minha contratação pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Antes, registro um agradecimento afetuoso a todos os que aceitaram nosso convite para ouvir na "Rádio Nacional" do Rio, 1130 AM, o programa "Nacional Brasil", de segunda a sexta, de 7h às 10h da manhã. 

O jornal é transmitido ao vivo para toda a rede de rádios da EBC, "Brasil Atual", de São Paulo, e apenas na sua primeira hora pela "Roquette Pinto", FM 94.1, no Rio de Janeiro.

Temos conhecimento que desde a estreia, dia 4 de maio, várias rádios do país, entusiasmadas com nossa forma de fazer jornalismo, aderiram e também estão retransmitindo nossas edições.

O engajamento das equipes que trabalham no programa nas praças Rio, São Paulo, Brasília e núcleo da "Nacional" da Amazônia foi emocionante. 

Nossa motivação não mudou desde o início, ao contrário, hoje está mais robustecida, pois estamos convictos que nosso objetivo editorial de fortalecer os princípios de uma empresa pública está sendo alcançado. O jornalismo isento que perseguimos não prioriza partidos políticos em detrimento de outros, grupos individuais de pressão ou segmentos ideológicos. Nossa visão é o todo do Brasil com máxima isenção. Temos calma e respeito. Não somos afeitos à histeria.

Nosso slogan voltado para o ouvinte vale também para nossos relacionamentos internos: "Respeito à sua forma de pensar". Só o diálogo nos interessa. 

Em tempo, registro algo raro nas relações entre redação e gestores: o absoluto respeito da direção da empresa a princípios de não interferência indevida na escolha do conteúdo. Nossa estrela-guia é a notícia. É importante, interessa ao brasileiro, é novidade, interfere na vida do cidadão? Então, estará no "Nacional Brasil".

O resultado dos primeiros 10 dias foi estupendo. O ouvinte nos ajudou a dignificar a comemoração dos 80 anos da "Rádio Nacional" do Rio de Janeiro. 

Sem medo de errar, estamos diante de um caso de sucesso, pelo menos por enquanto. O que atesta a afirmação é o número expressivo de contatos por meio de nossas várias plataformas.

O crescente número de acessos via web para ouvir pela internet e aplicativos colocaram "Nacional Brasil" no topo do ranking da "Nacional". Perguntas, comentários, desabafos e elogios nos chamaram a atenção.

As críticas mais contundentes e saudações favoráveis que foram registradas pela Ouvidoria, sempre isenta e competente, nos serviram para ajustar os passos das duas primeiras semanas. Admitir os erros, e corrigir. Ao mesmo tempo, sem nos deixar contagiar pelo registro mais agradável.

A recepção interna dos funcionários da EBC ao que estamos construindo juntos foi acima da média. Como tem que ser. Todos queremos o melhor para a empresa que trabalhamos. Não podemos deixar morrer a chama da qualidade. Ouvir ideias novas é um bom primeiro passo. 

E isto tem repercussão na sociedade.

A revista "Veja", antes da estreia, noticiou que minha contratação havia gerado "desconforto entre os funcionários" e eles teriam se incomodado com "a comemoração da nomeação de Rezende com champanhe nas dependências da empresa". Não foi o que percebemos como espírito da nossa chegada. 

A realidade do dia do anúncio de boas-vindas em São Paulo foi outra. Estávamos em área reduzida onde cabiam umas 60 pessoas ou um pouco mais, e foi uma "cerimônia" aberta a todos os empregados que quisessem ali permanecer - como de fato aconteceu -, ao lado da redação, e sem qualquer caráter sigiloso. 

Há registro de imagem. Veja aqui mesmo no SRZD a solenidade. Numa mesa modesta, num dos cantos do ambiente, havia água, café e 6 garrafas de espumante nacional Salton. Nada além disso. Melhor assim. Até porque não sou chegado a ostentação. 

Dias depois, o "Estadão" publicou numa de suas reportagens que "empregados da EBC fazem um protesto de repúdio à contratação do jornalista Sidney Rezende para âncora de programa de notícias da emissora. E o contrato está orçado em R$ 1 milhão por ano."

Quando se verifica a publicação no Diário Oficial, se observa que a informação do jornal estava imprecisa.

Passados alguns dias, é o jornal "O Globo" que retorna o assunto nas suas versões impressa e digital e também no jornal "Extra". Presumivelmente, com a intenção que mais gente leia o conteúdo. 

Lá, em destaque, o título sugestivo: "Com dívida de R$ 22 milhões, EBC pagará a jornalista R$ 507 mil". Sem surpresa, no rodapé da notícia, há comentários indignados dos leitores. Recomendo que você entre também no Twitter e leia a opinião dos internautas.

A versão da EBC enviada ao jornal carioca não foi publicada. Talvez por falta de espaço. Resumirei alguns pontos: 

1) O orçamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é de R$ 538,5 milhões/ano. A empresa está atendendo ao fluxo de pagamentos, sem comprometer o cumprimento dos contratos e o seu funcionamento.

2) Sobre o contrato com o jornalista Sidney Rezende, este foi sacramentado dentro dos recursos orçamentários da EBC e respeitando as normas gerais estabelecidas na Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. O jornalista possui reconhecida competência profissional e seu trabalho será remunerado de acordo com os salários de mercado. A contratação do mesmo também atende aos objetivos da EBC e está contribuindo para fazer a comunicação pública mais ampla, plural e isenta.

Como o hábito de falarmos em vencimentos anuais é americano, utilizarei o linguajar brasileiro que é mais fácil de entender. O contrato é pessoa jurídica com recebimentos parcelados em doze meses. Sem nenhum tipo de benefício como plano de saúde, vale-refeição, vale-transporte e outros. Se fosse relação pessoa física, receberia mensalmente 13 vencimentos de R$ 36 mil. 

Por ser entendimento jurídico, é preciso provisionar valores para a hipótese de viagens e eventualidades de deslocamentos, locomoção, alimentação, quando necessário. Não é incomum um apresentador viajar para locais externos ao estúdio e tocar seu programa deste local. Isto pode implicar algum custo. Caso não seja usado, o dinheiro sequer é retirado dos cofres da empresa. 

Um detalhe importante: não há multa contratual e, por ser assim, não há perda ao erário. O dia que a EBC não julgar mais importante minha presença, ela pode me dispensar. O contratado não usufrui de vantagens. E ainda tem uma cláusula de que tudo o que eu criar não me pertence. O nome e o slogan foram criados por mim. E a grade inicial tem a minha assinatura e a do brilhante jornalista Marco Antonio Monteiro.

Além de apresentar o "Nacional Brasil", terei a incumbência de ajudar a "editorializar a faixa que ora" trabalhamos de 6h às 10h e disponibilizar minha força de trabalho, quando convocado pela direção, para outros desafios de programação que, por enquanto, não estou autorizado a anunciar.

Fazer uma programação de qualidade, aumentar a audiência, ampliar o caráter educativo e cultural do nosso povo através dos instrumentos de comunicação da EBC não é um desafio pessoal, mas coletivo, e é um orgulho para qualquer jornalista sério se envolver num projeto dessa dimensão.

Trabalhar no serviço público não significa estar envolvido em maracutaias. Não é da minha índole e nem é o que queremos para o Brasil. Por isso, a minha indignação com insinuações baratas. Compreendo que alguns prefiram para si agir como vestais da moral alheia. Até para ser fiel à minha folha de serviços, respeito a todos, mas exijo que tenham a mesma conduta para comigo.


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12/05/2016 23h05

Em que ano estamos?
Sidney Rezende

Ano passado, o primeiro ministro canadense, Justin Trudeau, optou por um governo com 15 homens e 15 mulheres. Ele justificou a igualdade de gênero: "Estamos em 2015".

E hoje, 12 de maio de 2016, tivemos os pronunciamentos de Dilma Rousseff e de Michel Temer.

Em que ano estamos?

Pronunciamentos de Dilma Rousseff e Michel Temer no dia 12 de maio de 2016. Fotos: Reprodução

 


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03/05/2016 12h04

Imprensa tradicional e as redes sociais
Sidney Rezende

Ontem, fui entrevistado por Cadu Freitas no programa Bate Papo Ponto Com, na Rádio MEC AM. Na conversa, falei sobre o Nacional Brasil, meu programa na Rádio Nacional que estreia nesta quarta-feira (4). 

Sidney Rezende e Cadu Freitas. Foto: Divulgação

Respondi ainda pergunta de ouvinte sobre a imprensa tradicional e os novos canais de redes sociais para o jornalismo.

Ouça aqui a entrevista na íntegra!

 



17/04/2016 23h19

Espetáculo lamentável
Sidney Rezende

Os brasileiros foram submetidos a um dos mais vexatórios episódios da vida política brasileira neste domingo em que o impeachment foi o centro das atenções. A Câmara dos Deputados deu um espetáculo de baixo nível. Não pelo resultado, já que os dois lados mediam força e só um venceria. Mas pela forma escancarada como vimos o despreparo dos nossos legisladores. Vergonha. 

Os parlamentares demonstraram desconhecer o seu papel histórico e a sua função principal. Suspeita-se que poucos, muito poucos, tenham lido o relatório do deputado Jovair Arantes. Não era isso que estava em jogo? 

As referências aos parentes, a suas cidades e a amigos foram alguns dos exemplos de desapego com a realidade. Uma pena.

O prosseguimento do processo, agora no Senado, reabre uma nova página na política brasileira. O poder a Michel Temer e, em seguida, a situação mais confortável de Eduardo Cunha coroa uma forma vitoriosa de interferência parlamentar, midiática e jurídica.

Pode-se dizer que as elites venceram e agora será a hora de jogar para baixo do tapete os crimes dos ricos. Não foi sempre assim?

 


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12/04/2016 12h43

A corrupção bateu no teto
Sidney Rezende

Políticos governistas e oposicionistas estão prestando um péssimo serviço ao Brasil. E não são poucos. 

A ONG Transparência Brasil concluiu um levantamento em que aponta que 59% dos 513 deputados federais (303) são investigados por algum crime. No Senado, 49 dos 81 - 60% do total - respondem por alguma irregularidade na Justiça. 

Quando o cidadão vota no candidato que o representará em Brasília, ele acredita que receberá em retribuição uma folha de serviços em favor do país. Infelizmente, o que se constata hoje - em parte do mandato percorrido - é que alguns estão mais próximos de preencher uma "folha-corrida". 

Pesam contra os deputados um sem-número de inquéritos nas áreas cíveis e criminais, passando por contas rejeitadas por órgãos de fiscalização. Tem até uma denúncia de homicídio carecendo de explicação convincente. 

O deputado federal Washington Reis (PMDB-RJ), ex-prefeito de Duque de Caxias, - que se diz contra o impeachment da presidente Dilma - é recordista de pendências, com 28.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é o caso mais escandaloso. Vergonhoso, até. Já se foi o tempo que ter contas em bancos suíços sem declarar à Receita Federal era um escândalo. 

Quarenta membros da Comissão que aprovou a admissibilidade da tramitação do processo de impeachment também estão na lista dos beneficiados irregularmente, de acordo com investigação da operação Lava Jato. 

As acusações contra alguns políticos incluem improbidade administrativa, lavagem de dinheiro, corrupção. Seis parlamentares são investigados por formação de quadrilha. Além disso, seis deputados já foram condenados em alguma instância da Justiça e oito são réus no Supremo Tribunal Federal. 

Por isso tudo, não é de se estranhar que cresça nas redes sociais a reivindicação em favor do fim do foro privilegiado. O brasileiro começa a ter horror aos corruptos e gente sem o mínimo de respeito com a cidadania. Isto não é ruim.

Mas punir essa turma seria melhor ainda.

 


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10/04/2016 15h10

Aécio Neves viverá seu inferno astral
Sidney Rezende

Político experiente também erra. O senador Aécio Neves optou pelo perigoso perfil santificado: "honesto máximo", "paladino da moral e dos bons costumes" e "fiscal da moral alheia". E deu no que deu.

Rejeitado nas ruas por manifestantes que, teoricamente, deveriam ser seu aliados. Hostilizado eleitoralmente em sua terra natal, Minas Gerais, o neto de Tancredo não convence mais muita gente.

Carregado pela mídia amiga e alçado à condição de líder das oposições, Aécio está longe de ser um profissional da política. Seu amadorismo surpreende cronistas habituados ao cotidiano de Brasília.

A viagem à Venezuela foi uma pantomima que qualquer marqueteiro de terceira categoria teria desaconselhado aquele grupo de viajantes, liderado por Neves. A construção do aeroporto em terreno da família até hoje carece de uma explicação convincente. Penso que no final deste texto chegaremos a uma razoável hipótese.

O fantasma das drogas, mesmo que o senador não seja usuário, ganhou as redes sociais, as ruas e é uma daquelas coisas que será difícil convencer a turba que é só uma assombração comum em noites escuras.

O helicóptero com drogas, conhecido como caso Perrella, - se preferir Helicoca - foi pauta da imprensa estrangeira. E, no exterior, ouvi versões sobre o acontecimento que me reservo não repetir. Tenho vergonha.

A lista de Furnas, a sucessão de citações nas delações premiadas e o conjunto da obra já deveriam ter acendido o sinal amarelo do PSDB. Como o partido parece querer continuar com o Aécio no seu escrete, o que vai acontecer é o crescimento do grupo de São Paulo. 

Com todos os problemas de comunicação, o governador Geraldo Alckmin tem mais chances de ser o candidato em 2018 do que o senador mineiro. Alguém terá a fácil missão de dizer para Aécio: "perdeu, playboy!".

Claro que os tucanos vão discordar de tudo o que foi escrito até aqui. Compreensível. Se discordarem, tudo bem, Aécio Neves voltará em 2018. E, por conta da escolha, perderão de forma humilhante.

A pesquisa Datafolha mais recente posiciona o ex-governador de Minas muito mal. Era para ele estar na liderança depois de tudo o que se disse da "organização criminosa" e do resultado parcial da operação Lava-Jato.

Se com tudo isso Aécio não decola, quem sabe não seja essa a explicação para o aeroporto em Cláudio? Lá, ele poderá aterrissar em casa sem ser molestado.


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08/04/2016 15h13

Mapa Estratégico do Comércio
Sidney Rezende

Trabalhei ao lado de George Vidor uns bons 15 anos e nunca havíamos tirado uma foto juntos. Não me recordo. E desta vez, em Angra dos Reis, foi uma alegria reencontrar o "gravatinha". Somos bons amigos.

Eu também reencontrei Amanda Pinheiro, hoje profissional consagrada na Futura. Ela foi minha aluna na Puc e já percebia que seguiria firme na carreira. Sucesso aos dois amigos.

Quem também participou do nosso talk show foi o economista do Ibre, Márcio Couto.

Fotos: JPAIM Foto



08/04/2016 14h32

O blog você não pode deixar de ler
Sidney Rezende

Drama diário. As opções de leitura na internet são tantas que a escolha do que realmente vale a pena chega a ser perturbadora. Lembra aquela sensação que temos diante da bancada de comida de restaurante "self service"? Nem sempre é fácil compor o prato.

Posso dar uma sugestão? Inclua entre seus favoritos dois endereços: wwmarina.blogspot.com.br e instagram.com/realmarinaw.

O blowg completou 15 anos de existência no dia 7 de abril. E está mais atual do que nunca. E isto só é possível porque lhe dá vida o talento literário de Marina W, nome artístico de Maria Adriana Rezende.

Sempre a considerei uma poeta de mão cheia, embora o público só perceba este seu lado, digamos, mais jornalístico.

O blog de Marina é criativo, equilibrado entre leveza e profundidade. Ela nos brinda com um visual bem próximo do que de melhor pode agradar aos artistas plásticos.

Você quer uma leitura instantânea, descolada e essencial? Dê uma olhadinha aqui: wwmarina.blogspot.com.br.


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29/03/2016 16h19

Oportunismo e conveniência
Sidney Rezende

Cabem na política brasileira escroques de todos os tipos. Os que agem por conveniência e oportunismo são os mais tradicionais. E facilmente identificáveis. Os honestos são dragados impiedosamente.

Os moralmente desonestos são aqueles que abandonam o barco do poder claudicante um pouco antes de entrar na água e já se apinham no grupamento que assumirá o governo que lhes dê futuro.

Entenda-se nisto algo próximo de obtenção de cargos, influência nas indicações na burocracia, acesso a investimentos públicos e, consequente, controle dos cordéis que regem a sociedade. Estes tipos não são exatamente parasitas, são um pouco piores. Eles são representantes de outros que deles precisam para se perpetuar no poder. 

E tem sido assim desde o Império perpassando o início da República, a República Velha, o Estado Novo, o governo militar implantado em 64, a Nova República e os da "Pátria Educadora". A mesma ideologia dominante não perdeu uma só batalha nesta luta que chamamos o embate entre conservadores e progressistas.

Tem uma música dos Avassaladores e também cantada pela dupla sertaneja Munhoz & Mariano que bem poderia ser hino desta canalhada. O nome da canção - "Sou foda" - é sugestivo, mas de antemão já peço desculpas pela letra tão desabrida:

"Sou foda.

Na cama te esculacho

Na sala ou no quarto no beco

Ou no carro...

Eu sou sinistro melhor que seu marido

Esculacho seu amigo

Na cama eu sou perigo

Avassalador um cara Interessante

Esculacho seu amante até o seu ficante...

Mas não se esqueça que eu sou

Vagabundo depois que a putaria

Começou rolar no mundo...". 

O avanço do processo do impeachment expõe um quadro de degeneração. Um terço dos integrantes da Comissão que analisa o impedimento da presidente Dilma Rousseff respondem a alguma acusação no Supremo Tribunal Federal. 

Sessenta por cento dos 594 parlamentares não podem reivindicar inocência definitiva diante de suspeitas de práticas de crimes. A marca dos 300 picaretas da canção dos Paralamas foi atualizada e os números do momento não são nada bons.

Segundo a Operação Lava Jato, no âmbito eleitoral, 60% do que empreiteiras desviaram da Petrobras serviram à campanha da presidente Dilma, do PT. E 40% do arrecadado pelas mesmas empreiteiras foram para a campanha de Aécio Neves, do PSDB. A presidente pode perder o mandato;  e quanto a Aécio, aparentemente, nada acontecerá.

Será que inicialmente os "vermelhos" e, em seguida, os "verdes e amarelos", vão ser enrolados pelos "profissionais" da política com o currículo em parte descrito no início deste texto? 

Você está enganado se pensa que a resposta a esta pergunta será dada por eles. Não. A resposta é nossa.


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03/03/2016 16h39

Você também pode curtir o Prêmio SRZD-Carnaval/SP
Sidney Rezende

 

 



02/03/2016 19h13

Prêmio SRZD-Carnaval/SP vem aí!
Sidney Rezende

Está chegando a hora!

Dia 18 de março será realizada a festa do Prêmio SRZD-Carnaval/SP.

Na foto que ilustra este post está a minha equipe do coração que está envolvida neste enorme desafio.

Para você que nunca foi a nenhum de nossos eventos, se apresse em saber detalhes como fazer para estar entre os sambistas mais importantes de São Paulo e do Brasil.

Veja aqui como conseguir seu ingresso.

Eu estarei presente e quero te dar um abraço!

Equipe de Carnaval em São Paulo do SRZD. Foto: SRZD



29/02/2016 11h01

'A Globo não é dona do Brasil, do futebol e do Carnaval'
Sidney Rezende

Durante o 9º Prêmio SRZD-Carnaval, neste fim de semana, falei pela primeira vez em público após deixar de apresentar jornais na "GloboNews". Minha decisão foi tomada após o término do meu contrato com o Grupo Globo.

Imagens: Marcos Klein


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