Marconi Perillo e a baixaria
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 11h13
O eleitor brasileiro, isto é comprovado em pesquisas de opinião, não aprova expressões vulgares usadas por políticos. O governador de Goiás, Marconi Perillo, chamou Lula de "canalha" na convenção do PSDB. Bola fora.
O que Drucker faria agora?
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 10h32
Acabei de abrir a embalagem de presente que recebi da editora LeYa com o livro "O que Drucker faria agora?", de Rick Wartzman. O texto promocional recorda aos mais novos quem foi Peter Drucker. "Ele foi um escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, considerado o pai da Administração Moderna, sendo o mais reconhecido dos pensadores do fenômeno dos efeitos da globalização na economia em geral e em particular nas organizações - subentendendo-se a Administração Moderna como a ciência que trata sobre pessoas nas organizações".
Drucker afirmava que a empresa que conseguir vender o produto/serviço certo, para o cliente certo, com a distribuição adequada, por um preço adequado e no momento oportuno, verá seus esforços de venda reduzirem-se a quase zero, ou seja, a venda tornar-se-á automática em função de a demanda ter sido corretamente equacionada e trabalhada.
Peter Drucker gostava muito do Brasil e tinha um carinho especial por nossas ilhas de empreendedorismo. Vale a pena conhecer o seu pensamento.
Lerei o livro e voltarei ao tema.
Roberto Azevêdo, o novo xerife da OMC
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 10h22
No mesmo dia que a Organização Mundial do Comércio, com sede em Genebra, anunciou o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo para dirigir a OMC, o nosso site formalizou o convite para o embaixador Regis Arslanian ser seu colunista para assuntos do comércio e o que mais ele decidir brindar nossos leitores.
O aceite foi imediato e os seus primeiros artigos foram logo para o topo dos mais lidos do portal, o que valoriza a inteligência do nosso leitor. As minhas viagens constantes não me possibilitaram um agradecimento público ao professor Regis Arslanian, que entre tantas qualidades ele próprio já teve o prazer de trabalhar ao lado de Roberto Azevêdo.
Quando conversamos sobre política internacional, eu disse ao embaixador Arslanian que não duvidaria que ele fosse logo convocado para a equipe de Azevêdo. Simpático, sorridente, claro, Arslanian desconversou.
Convido os leitores que ainda não tiveram o prazer de ler algo do nosso novo colunista que comece clicando aqui.
Se preferir o currículo dele, basta continuar lendo: Regis Arslanian é embaixador, sócio-sênior da GO Associados e foi chefe-negociador do Brasil. Durante 36 anos foi diplomata de carreira e esteve designado nas Embaixadas do Brasil na Alemanha, Venezuela e na Missão Permanente do Brasil junto à ONU em Nova York. Foi Ministro Conselheiro e Chefe de Missão Adjunto na Embaixada do Brasil em Washington DC, EUA.
Até março de 2012, foi Embaixador - Representante Permanente do Brasil junto ao MERCOSUL e à ALADI, em Montevidéu, Uruguai.
Em Brasília, no Itamaraty, foi Chefe da Divisão de Política Comercial (responsável pelo GATT, OMC e OMPI) durante as rodadas multilaterais de comércio Uruguai e Doha.
Foi Chefe Negociador Comercial do Brasil nas negociações do Acordo de Livre Comércio das Américas (ALCA), do Acordo de Livre Comércio MERCOSUL - União Européia, além de MERCOSUL-SACU (Mercado Comum do Sul da África); MERCOSUL -Conselho de Cooperação do Golfo; MERCOSUL - Índia; e MERCOSUL - Israel.
É Membro do Conselho de Integração Internacional (COINTER) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Membro do Conselho Superior de Comércio Exterior (COSCEX) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Membro do Conselho Superior da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) e Conselheiro Técnico da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
Muito obrigado, Rio Grande
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 09h55
Não tenho palavras para agradecer o carinho do povo da cidade de Rio Grande, 317km de Porto Alegre, no Rio Grande no Sul, nesta semana em que fiz uma palestra sobre a economia do conhecimento e o apagão de mão de obra no Brasil.
O jovem prefeito Alexandre Lindenmeyer e o seu vice, Eduardo Lawson, prestigiaram o evento realizado na Associação Comercial e que contou com a organização sempre competente de Lucas Baldisserotto, do CIEE-RS.
Uma curiosidade para quem acompanha e gosta de basquete, Lawson, hoje com 70 anos (e exibe excelente físico), ainda é praticante diário do esporte onde brilha na equipe de veteranos. Ele foi atleta da seleção brasileira, inclusive. É um entusiasta das atividades físicas. Comerciante, hoje político, é filiado ao PSB.
O prefeito Lindenmeyer, do PT, quebrou um ciclo de poder na cidade que era exercido por outro grupo político. E a impressão que fiquei é que a cidade de Rio Grande vai rapidamente dobrar os seus 250 mil habitantes, já que seus 3 estaleiros passaram por uma revolução, principalmente após a mudança da legislação portuária. Só é preciso cuidado para conter o crescimento desordenado. O trânsito na cidade já não é bom.
No dia que vim embora, estavam no aeroporto o prefeito, autoridades civis e o alto escalão militar para receber o ex-presidente Lula. A cidade de Rio Grande ficará num dos centros do poder econômico do Rio Grande do Sul. E o PT, evidentemente, sabe o papel estratégico a ser jogado naquela próspera região industrial.
Para mim foi um prazer conhecer tudo isso e ainda, à noite, receber num salão lotado empresários, professores, profissionais de Recursos Humanos e a elite local para discutirmos um assunto tão relevante como a mudança da plataforma de conhecimento no Brasil. Fomos muito questionados, mas o resultado final foi fantástico. É o que chamamos por aqui de um ganha-ganha.
Eu saí enriquecido, por isso agradeço de coração o carinho dos gaúchos. Foram tantos os convites para voltar que breve reencontrarei os novos amigos.
Garotinho X Eduardo Cunha
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 09h43
Tem gente que anda torcendo o nariz para o "embate" entre os deputados Anthony Garotinho e Eduardo Cunha por conta das discussões sobre a MP dos Portos. Eu penso diferente.
É salutar para a democracia termos debates entre parlamentares situacionistas e oposicionistas. É bom existir conflito de ideias no parlamento. É para isso que ele existe. É mais positivo para o país o que fez a Câmara do que a postura subserviente do Senado.
Garotinho e Cunha prestaram um serviço ao país quando trataram em público algo que os políticos costumam tratar nos bastidores, na coxia, nas internas, nos porões. Negociatas, interesses inconfessáveis e armações entre parlamentares e grupos de interesse econômico são noticiados aos borbotões.
Quando um deputado acusa o outro e há verdade no que se está denunciando ganham todos: eleitores, sociedade, governo, as autoridades de todos os níveis e a própria "famigerada" política.
Por mim, eles podiam abrir o jogo e contar tudo o que sabem.
Taras dão audiência
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 09h36
O discurso politicamente correto é cada vez mais multiplicado na sociedade. Não seria mau, se não fosse hipócrita. Todas as vezes que surgem reportagens no SRZD sobre taras, prostituição, baixarias sexuais... o site bomba.
As reportagem mais lidas da semana são as que tratam dos bastidores das festinhas de Silvio Berlusconi. Os leitores adoraram saber que o magnata da mídia e expoente da política italiana se divertia em ver suas convidadas vestidas de freiras, enfermeiras ou simplesmente Ronaldinho Gaúcho, este ícone da beleza masculina brasileira.
Discurso politicamente correto em público, privadamente, os leitores gostam de matar a curiosidade diante da tara alheia.
Angelina Jolie é mulher alfa
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 09h24
A firme decisão da atriz Angelina Jolie de fazer mastectomia preventiva é a constatação do novo papel exercido pela mulher na sociedade. O sexo feminino assumiu o comando.
Naquela casa, manda Jolie e não Brad Pitt. Foi ela quem o escolheu. Foi ela quem optou por adotar filhos. Foi ela quem disse a hora de gerar os seus próprios filhos com o marido ator. E foi ela quem disse: "farei uma mastectomia para não acontecer comigo o mesmo que houve com minha mãe". Corajosa.
A mulher brasileira estuda quase 5 anos mais do que o homem. Ela assume suas crianças e o comando da família quando o companheiro vai embora cuidar da sua vida. E muitas vezes ele nem se preocupa em pagar a pensão que a lei o obriga.
No mercado de trabalho, os cargos de chefia são cada vez mais ocupados pela mulher. Ela é quem decide o que a família vai comer, vestir e consumir. E agora ela demite e admite quando bem o desejar. E não se ouve um pio masculino. Os homens estão perdidinhos. Nada passa fora do crivo da mulher.
Angelina Jolie apenas prosseguiu seu comportamento mesmo que desta vez a decisão fosse barra pesada. Mas ela decidiu. E naquela casa ninguém ouve a voz de Brad Pitt. E mesmo se ouvir, quem manda é ela.
'Brasil TV'
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/05/2013 09h18
Nesta segunda-feira, passo a apresentar o telejornal "Brasil TV" que é gerado para afiliadas da "TV Globo" em todo o país que não tenham o seu próprio noticiário local. Trata-se de um apanhado das principais notícias do dia.
A nova edição contará com cenário e vinhetas renovados. A apresentação do jornal era feita pela colega Cecília Flesch.
Riquelme quer jogar no Brasil
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 16/05/2013 13h17
Juan Román Riquelme é um craque. Ninguém tem dúvidas disto. O lindo gol marcado contra o Corinthians só reforça o óbvio. O que pouca gente sabe é que o ídolo do Boca Juniors é um dos poucos atletas que sabem lidar bem com a imprensa.
Ele é equilibrado, pensa no que vai dizer antes de fazê-lo e sabe se esquivar de perguntas inconvenientes. Isto é comunicação com competência.
Falemos um pouco agora de futuro e futebol. O Palmeiras e o Fluminense já cogitaram trazer Riquelme para encerrar sua carreira no Brasill. O contrato com o Boca vai até meados de 2014 e depois ninguém sabe ao certo o que acontecerá. Será que o argentino se aposentará do futebol? Não acredito.
A minha aposta está no título deste post. Riquelme quer jogar no Brasil e algum clube tupiniquim o trará. Não duvide que o próprio Coringão possa tê-lo em seu elenco. Seria uma boa para o espetáculo em torno do esporte nacional que mais amamos.
Ver Riquelme jogar é um prazer proporcional ao reconhecimento da sua habilidade em levar a imprensa no bico.
A Alemanha também está de olho no Brasil
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 13/05/2013 09h19
A economia alemã é a mais poderosa da Europa e por causa da crise na região precisa buscar alternativas em outros continentes. O Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina.
O comércio entre os dois países só cresce. No ano passado, ultrapassou a marca de 21 bilhões de reais. Em números frios, bate 22% do fluxo comercial do Brasil com a União Europeia.
Esta é a principal razão da visita do presidente da Alemanha, Joachim Gauck, ao nosso país. Temos espaço para vender mais para eles e turbinar a economia do conhecimento proveniente de uma nação que sempre valorizou a tecnologia e a qualidade.
Brasil e Alemanha podem fazer uma parceria ainda melhor. A visita do presidente alemão também é bom negócio para nós.
A sociedade do conhecimento
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 12/05/2013 21h47
A economia do conhecimento tem sido o meu tema predileto nos últimos cinco anos. Tenho viajado pelo Brasil fazendo palestras para discutir as alternativas que as organizações podem optar na hora de mudar seus métodos de produção, processos operacionais e a forma de comunicação com a sociedade.
Volto ao Rio Grande do Sul, desta vez na cidade de Rio Grande, para discutir o assunto na próxima terça-feira no Seminário "Apagão da mão-de-obra no Brasil: a contribuição da aprendizagem para a retenção dos talentos nas empresas".
Quando comecei a desenvolver este tema nas minhas conferências, não tínhamos bibliografia sobre o assunto. Estávamos tateando no tema. Neste momento, não só existem vários gurus com excelentes reflexões, como livros consistentes como o recém lançado "O Futuro do capitalismo", de Heidi e Alvin Toffler, autores de "O Choque do futuro" e "A terceira onda".
O Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul, por exemplo, está atento a estas mudanças. Por isso, o encontro que se realizará na Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande promete ser quente, mesmo que o frio de 6 graus castigue quem estiver do lado de fora. Em seguida, teremos um mesa redonda, às 21h.
Agradeço, desde já, o carinho do povo gaúcho.
O Infiltrado
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 12/05/2013 21h21
"O Infiltrado" é uma série divertida - e irônica - exibida no canal pago "History". A ideia central é fazer o jornalista Fred Melo Paiva se infiltrar em tribos diferentes e "virar parte destes mundos".
No capítulo que assisti, Fred mergulha no mundo evangélico e num terreiro de umbanda com intuito de buscar informações para abrir sua própria igreja.
Como a divulgação do "History" informa, "deparado com a necessidade de se tornar pastor, tem que enfrentar como primeiro obstáculo o fato de ser ateu e depois sua recusa em cobrar dízimo de gente pobre".
Nos próximos episódios, o jornalista viverá nove universos, como, por exemplo, tornar-se um pretenso lutador de MMA; alguém interessado no mundo da política e conhecerá o que é ser sósia de alguém.
Fred Melo Paiva já foi repórter de "Playboy" e "Veja", editor de "O Estado de São Paulo", editor-executivo da "Época Negócios", diretor de redação da "Trip" e "TPM" e colaborador da "Folha de São Paulo".
Mexeu com evangélicos, mexeu num vespeiro. Vem polêmica por aí.
O lixo da História
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 11/05/2013 16h59
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do Doi-Codi, órgão de repressão política durante a ditadura militar, foi protagonista de um dos mais deprimentes depoimentos dos últimos anos.
De óculos escuros em ambiente fechado, repetindo o modelo de ditadores sul-americanos da década de 70, Ustra compareceu à Comissão da Verdade como se de nada adiantasse os últimos anos de democracia brasileira.
A covardia em transferir para terceiros suas responsabilidades não está nem mais no centro de tudo. O ponto crucial é Brilhante Ustra continuar pregando a tortura como método correto como instrumento político.
Durante anos, os defensores de mínimos direitos humanos repetiram o mantra "tortura nunca mais". Quando isto parece basilar para a nova sociedade brasileira, abre-se os porões e o que vem de lá são princípios indecentes que alguns tentam perpetuar com naturalidade.
Até ofender a presidente da República, Dilma Rousseff, o ex-coronel se deu ao desplante de fazê-lo.
Outro dia, um oficial do Exército me disse: "Sidney, como podemos ser responsáveis por atitudes deploráveis praticadas vividas em 64, 68 ou 70, se eu próprio nem era nascido? O comando do Exército hoje é outro".
A verdade é que as Forças Armadas brasileiras do século 21 está comprometida com a democracia e o fortalecimento das instituições. Os nossos militares não comungam das ideias do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ainda bem.
O Brasil tem um futuro extraordinário pela frente, mas o que testemunhamos no período ditatorial não serve para a Nação democrática que a sociedade está construindo hoje.
Lindbergh Farias sairá candidato ou não?
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 06/05/2013 09h34
Certa vez o então prefeito do Rio Marcello Alencar, se referindo a Anthony Garotinho, me disse: "Esse rapaz é ousado, abusado...". O tom não foi de deboche, foi apenas um exercício de observação em voz alta.
O tempo passou e hoje temos pela frente um político igualmente impetuoso, o senador Luiz Lindbergh Farias Filho. Quando muitos acharam uma loucura sua candidatura à prefeitura de Nova Iguaçu, ele foi lá, venceu, e provou que estava certo.
Agora, ameaça sair candidato ao governo do Rio. Para Sérgio Cabral é uma pedra no sapato das pretensões de conduzir seu vice, Pezão, ao Palácio Guanabara. Será que Dilma ficará com Cabral ou liberará Lindbergh?
O deputado federal Alessandro Molon acredita que o senador petista virá candidato e Lula e o Partido dos Trabalhadores terão que entender que não dá mais para postergar uma candidatura própria no estado. Lula está em cima do muro. E o comando petista prefere Cabral e Pezão.
Aguardemos os próximos lances.
Chiquinho da Mangueira veio para mudar
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/04/2013 19h46
O título deste post pode parecer, num primeiro momento, uma peça de campanha publicitária favorável ao novo presidente eleito da Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Brasil. Mas, na verdade, não é. Ela apenas traduz o único caminho possível para salvar mais esta instituição atolada de dívidas. Fala-se que o montante do rombo possa chegar a R$ 15 milhões.
Os mangueirenses reconhecem que Chiquinho enfrentará uma situação financeira dificílima. É fato.
O deputado estadual Chiquinho da Mangueira, pelo menos, recebe apoio de apaixonados pela verde e rosa, como Alcione, Elmo dos Santos, Rosemary e dos compositores Hélio Turco e Nelson Sargento.
Gangue de mauricinhos da Urca
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/04/2013 19h37
Quatro rapazes bem nascidos andam agredindo casais na Urca. Nesta sexta, um homem passava numa das ruas do bairro com sua namorada e os valentões mexeram com a moça de uma maneira vulgar que chocou a quem assistiu à cena.
O homem não gostou e pediu aos machões que, pelo menos, respeitassem sua acompanhante. Foi a senha para a gangue agredir o rapaz e marcar-lhe o rosto e o corpo com hematomas. O caso foi registrado na Polícia e a vítima foi ao Instituto Médico Legal realizar corpo de delito.
Como os moradores da Urca não toleram este tipo de vilania, quem souber alguma informação que ajude a identificação dos marginais favor ligar ao Disque-Denúncia. Não é o primeiro caso ocorrido no bairro. Voltaremos ao assunto.
Talento precoce
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/04/2013 19h28
No estande do SRZD no CG Extreme, debruçou-se um jovem para deixar seu "portfólio" e "currículo" com o intuito de integrar nossa equipe de tecnologia. Nada demais, já que uma das razões de participarmos do evento era estimular a garotada a valorizar o trabalho e turbinar carreiras profissionais. O curioso é que o menino tem só 11 anos de idade. Pano rápido.
Festa bonita no Maracanã
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/04/2013 19h17
A festa de reabertura do Maracanã no último sábado foi bonita, com mais acertos que erros. A presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral acertaram em não discursarem. Ensaiou-se uma pequena vaia para a Dilma, logo abafada por aplausos. Uma aparição dos políticos naquela situação seria um desastre.
As cadeiras são muito estreitas e, por isso, não se tornam confortáveis para o torcedor, mas os telões funcionaram muito bem. E o ensaio de aquecimento da torcida realizado pelos animadores foi o ponto alto.
Não fez nenhum sentido se permitir a exibição de uma gravação de um programa de TV numa festa pública bancada pelo Governo. Bola fora. Não pegou bem e nem o público aprovou.
O hino nacional cantado por Fernanda Abreu, Sandra de Sá, Ivan Lins e Eduardo Dusek foi de arrepiar.
Não podemos deixar de registrar a forte presença rubro-negra. Não só o cinegrafista oficial privilegiava os torcedores com a camisa do Flamengo, como as vaias encheram o silêncio do estádio quando alguém se apresentava com a camisa dos adversários do time da Gávea. Sofreram Fernanda Abreu, com o uniforme do Vasco, Ivan Lins, com o do Fluminense, e Eduardo Dusek, com a do Botafogo.
Na saída, o veterano contador Carlos de La Roque resumiu: "Como dizia Nelson Rodrigues, no Maracanã se vaia até minuto de silêncio".
Edson Bueno, o fura fila
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/04/2013 19h08
O fundador da Amil, Edson Bueno, que aparece na lista dos mais ricos do mundo, com uma fortuna de US$ 2,6 bilhões, foi notado na fila de convidados pelo Governo do Estado do Rio para participar da festa de reabertura do Maracanã, no último sábado. Ele foi admirado pela simplicidade, até o momento que uma assessora deu um "jeitinho", o retirou da fila e o posicionou privilegiadamente na van que levaria os presentes ao estádio Mário Filho.
Edson Bueno e a sua acompanhante poderiam ter recusado, gesto que certamente seria recebido com simpatia pelo público. Como Edson aceitou prontamente a "facilidade", reconhecida universalmente como exemplo de má educação, os ordeiros que esperavam sua vez amargaram o sentimento de indignação.
CG Extreme e o SRZD
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/04/2013 18h49
O primeiro evento de entretenimento digital do Brasil, realizado neste fim de semana com nomes reconhecidos no mercado de computação gráfica internacional, promovido pelo Grupo Seven e a Full Sail University, com o apoio do SRZD, foi um sucesso absoluto.
Ficamos impressionados com a qualidade do material apresentado pelos palestrantes e pelos alunos de tecnologia em sua maioria adolescentes da capital e área metropolitana do Rio de Janeiro.
O SRZD foi reconhecido como um site criativo, diferente, alternativo e original. O nosso stand foi um dos mais visitados. Eles queriam saber nossos planos para o futuro. E a empolgação foi imediata, após nos ouvirem contar detalhes.
Os jovens entenderam que viveremos uma nova fase após o dia 23 de maio, data do aniversário de 7 anos do portal, quando apresentaremos as novidades para 2013.
O espírito inovador irradiado pelo encontro de 5 mil pessoas no Citibank Hall, zona oeste do Rio, contagiou nossos jornalistas, engenheiros e executivos. A hora é da tecnologia, animação e computação gráfica. É por aí que nosso novo site trilhará daqui para frente.
Lucro estupendo do Bradesco
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 22/04/2013 09h06
Certa vez, os jornais publicaram na primeira página o lucro de R$ 800 mi do Bradesco, na época o maior banco privado do Brasil. Foi um acontecimento.
O lucro líquido do trimestre de 2013 é de R$ 2,919 bilhões. Um crescimento de 4,5% sobre o mesmo período de 2012.
Em resumo, os bancos ganharam muito dinheiro com os juros altos e continuam ganhando fortunas com os juros mais reduzidos. Não existe banqueiro que não esteja com o sorriso largo nesta fase da vida brasileira.
Violência em São Paulo
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/04/2013 13h54
São Paulo vive um ambiente de insegurança semelhante ao que experimentaram cariocas há 10 anos. Chacinas, assaltos a pedestres e motoristas, roubos a estabelecimentos - principalmente restaurantes -, invasão de domicílios, explosões de caixas eletrônicos e incêndios a ônibus.
O caso mais recente se deu neste domingo com um grupo criminoso no bairro Cidade A. E. Carvalho, na zona leste de São Paulo, se revoltou pela proibição de um baile funk e incendiou um ônibus.
Segundo a própria Polícia Militar, com o objetivo de manter a ordem pública, vários bailes da região foram impedidos de serem realizados.
Pelo visto, o problema paulista é de política de segurança acima de tudo.
Luiz Sandoval e o 'SBT'
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/04/2013 13h53
O administrador e contabilista Luiz Sandoval foi por 30 anos um dos principais executivos do Grupo Silvio Santos. A crise do Banco PanAmericano acabou interrompendo uma trajetória dentro da organização.
O seu livro "Aprendi Fazendo" é uma síntese do período em que exercia cargos menos relevantes até os tempos áureos já como presidente da empresa que levava o nome de um dos mais importantes homens da comunicação do país.
O livro é simples, e apenas sobrevoa cada uma das fases, sem aprofundar em nenhuma delas. Mas demonstra com muita clareza as dificuldades típicas de empresas brasileiras que lutam diuturnamente para manter em dia com o caixa sob controle. E, como recompensa, o sucesso de vendas e performance.
A mensagem de Natal escrita de próprio punho por Silvio Santos para Sandoval, já desligado do Grupo, transcrita no livro, reconhece que Sandoval foi fundamental para manter em pé a organização que hoje abriga o "SBT". É um livro puro, diria. Mas sincero.
Imagino o quanto seja difícil se desligar de uma empresa que durante anos você emprestou seu talento e força de trabalho. Principalmente após o desfecho lamentável do Banco Pan Americano.
Laíla e São Jorge
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/04/2013 12h57
Laíla é um expoente consagrado no mundo do samba. A sua história vitoriosa se confunde com a da Beija Flor. Fiquei muito feliz ao receber sua ligação me convidando para a feijoada em homenagem a São Jorge que ele oferecerá a amigos próximos.
Laíla é devoto de santos que diz ser seus protetores. De fato, seu pescoço parece um altar, quase um oratório...
A Beija Flor terá novas imagens de São Jorge no barracão, na Cidade do Samba. E também na quadra da escola. Já nos próximos dias teremos uma semana santa.
Irei lá ver pessoalmente as estátuas e dar um abraço neste ícone do Carnaval.
O sonho grande de Jorge Paulo Lemann
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/04/2013 11h30
Acabei de ler "Sonho Grande", de Cristiane Correa, sobre a trajetória de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. O que chamou a atenção foram as últimas linhas, onde a bem informada Cristiane Correa, experiente jornalista no segmento "Negócios", sinaliza que a sociedade de Lemann com Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, poderá conduzir a uma nova jogada de peso que abalaria o mundo empresarial, o controle da Coca-Cola. Por enquanto, soa como uma provocação de concorrentes, mas como o cartel da trinca Lemann, Marcel e Sicupira é jogar alto, não vamos perder os próximos lances de vista.
Quem pensa diferente de Eduardo Campos?
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/04/2013 11h24
Em Petrolina, eu fui recebido pelo prefeito Júlio Lóssio, do PMDB. Depois de assistir à palestra que fiz sobre a conjuntura econômica do país, ele me convidou para tomarmos um café da manhã na sua bela casa à beira do Rio São Francisco. Eu aceitei pela gentileza do convite e para tentar escapar dos 44 graus do lado de fora do ambiente em que estávamos.
Muito esclarecido, Lóssio, que é médico, falou mais tempo sobre Educação e Gestão Pública do que propriamente sobre Saúde. É um prefeito centrado, inteligente e com convicção no que diz. Ele tem uma agenda tanto em Pernambuco quanto fora do estado rica em conferências sobre como as prefeituras podem administrar melhor o erário público.
"Repare, Sidney, a verba de educação no Brasil não é pequena, ela daria muito bem para pagarmos um salário aos professores em torno de 3 mil reais, desde que os mestres estivessem em sala de aula, e não lotados fora da classe, em bibliotecas, gabinetes, secretarias, inspetorias...".
O prefeito é oposição ao governador Eduardo Campos. O que há de se convir é algo que requer fôlego e habilidade política. Ele é uma das poucas vozes que desafia o status quo. Ele pensa diferente.
Nós nos despedimos, e a sensação que fiquei é que o PMDB poderá lançar Júlio Lóssio candidato do partido ao governo de Pernambuco no ano que vem. Vamos aguardar.
Qual é o jogo de Eduardo Campos?
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/04/2013 10h51
Estive no Recife e em Petrolina, uma das principais cidades do estado de Pernambuco. E não tem outro assunto senão a "candidatura de Eduardo Campos a presidente da República". O otimismo é grande por lá.
A atmosfera dá conta que a candidatura do governador ao Palácio do Planalto é irreversível e que suas chances de vitória são reais. Fora das cercanias pernambucanas, a convicção é que a presidente Dilma Rousseff tem vantagem sobre os demais. Agora, convença os "campistas" desta tese!
Eduardo Campos trabalha nos bastidores - e há bastante tempo - no sentido de viabilizar o seu nome. O resultado das urnas municipais deu um fôlego a mais. No plano nacional, estão adiantadas as conversas para o apoio a José Serra em São Paulo contra o grupo de Geraldo Alckmin. O que serviria como um breque no caminho do senador Aécio Neves, o tucano da vez.
Eduardo Campos se cercou de gente que entende de política, mas também de marketing. Um jornalista me disse que Campos é "trabalhador, sedutor e habilidoso". E ainda por cima conta com conselhos de um papa das pesquisas, o argentino Diego Brandy.
"Não há um só projeto que vire programa de governo que não passe pelo crivo de Diego. Ele faz pesquisas para tudo. Normalmente é para ver como a população receberia aquela nova proposta. Até o perfil do prefeito ideal para o Recife o Diego fez. E acertou em cheio. O povo disse que queria um gerente e o Eduardo moldou Geraldo Júlio para ficar exatamente como a população disse que gostaria nas pesquisas. E se deu bem. Será assim também em 2014".
Diego Brandy comanda o Cipec, o instituto que presta serviço para agências especializadas em campanhas eleitorais. O que corre a boca pequena é que Duda Mendonça quer muito que Diego Brandy chancele sua ida para a equipe de Eduardo Campos.
Se Duda for para Eduardo, será um golpe-resposta em cima do PT e de Lula.
Eu sou a favor do casamento gay
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 07/04/2013 01h11
Na verdade nem gosto muito desta expressão "casamento gay". Mas como é mais fácil a compreensão do que trataremos aqui, vamos lá, sigamos com ela mesmo. E me restringirei ao que vivemos no Brasil de hoje.
Para começar, o "casamento" que estamos falando aqui não tem nada a ver com a simbologia do véu e grinalda de um e fraque e rosa branca na lapela de outro. Igreja é Igreja, Estado é Estado. Cada um no seu quadrado. Falemos de direitos.
O amor traduzido na convivência entre pessoas do mesmo sexo é uma realidade do nosso tempo. Não dá mais para esconder como isso não existisse. Existe. Homossexuais fazem parte da minha família, da sua, da nossa... E se você acha que isto não é verdade, vá até o quarto, e dê uma boa olhada no armário.
Os direitos de um casal hetero precisam ser estendidos a pessoas do mesmo sexo que decidam seguir juntas no amor, na riqueza e na pobreza. Estamos falando, portanto, de direitos civis, com segurança jurídica e contrato legal claro para que tudo o que for constituído pela união estável seja uma garantia reconhecida pela sociedade.
Estamos falando de direitos individuais numa sociedade democrática e moderna. O Brasil vive, sim, uma democracia, ainda que lotada de penduricalhos autoritários, mas isto não pode ser empecilho para aceitarmos que estamos no século XXI e que o país tem coisas mais importantes para resolver.
Resolvamos rápido isso, e voltemos à nossa agenda fundamental e totalmente não solucionada.
Meu último 'Conta Corrente'
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 04/04/2013 21h21
Nesta sexta, apresentarei na "Globo News" o último "Conta Corrente" no formato atual. Na segunda, o programa irá ao ar direto de São Paulo em novo horário, às 21h, com a apresentação de Dony De Nuccio.
Aproveito a oportunidade para compartilhar com vocês minha gratidão a todos os colegas pela convivência nestes longos 16 anos.
Agradeço à jornalista Tamara Leftel, editora-chefe e a primeira apresentadora das duas edições do "Conta", a da tarde e a da noite. Certo dia, do nada, ela indicou meu nome à Alice Maria, então diretora do canal. O meu desafio era substituir a âncora competente, carismática, séria e de forte personalidade. A oferta de comandar a edição vespertina foi uma aposta que, agora, tantos anos depois, encerra o ciclo.
Mais tarde, chega Guto Abranches vindo de São Paulo depois de uma passagem marcante pelo "Jornal das Dez". A ele, coube dar ainda mais musculatura ao programa noturno.
Pela edição do programa, a cozinha, como falamos na intimidade do jargão jornalístico, passaram muitos profissionais competentes. Editores de texto e imagem, repórteres, entrevistadores, diretores de TV, operadores de áudio, teleprompter e de videografismo, engenharia e logística. Neste grupo, George Vidor e Gilberto Menezes Cortês, por exemplo.
Entre tantos colegas, peço licença para destacar Marita Graça, a minha chefe. Em tempo: Marita e sua emoção à flor da pele. Incontáveis vezes a vimos teclar seus textos com lágrimas nos olhos. Ela sempre colocou o coração na ponta dos dedos... e da língua. Ela já tirou a equipe do "sério", mas nunca teve medo de enfrentar o erro para reencontrar o acerto.
Marita e eu somos completamente diferentes. No seu lugar, provavelmente, não conduziria os processos como ela conduz. Mas sua competência profissional está acima de tudo isso. Obrigado, Marita, por proteger "seu" apresentador e o "nosso" produto.
Na segunda, além das novidades do novo "Conta" estou escalado para encontrar você no Jornal das 17h. Até lá.
Justiça é justiça, juiz é juiz
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 24/03/2013 14h33
Esta semana perdemos uma bela oportunidade de discutir mais profundamente a Justiça brasileira e os hábitos dos juízes do nosso país. Relembrando: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, falou abertamente durante uma sessão do Conselho Nacional de Justiça que há "conluio entre juízes e advogados" com um objetivo de acomodar interesses comuns.
As palavras de Barbosa: "Há muitos (juízes) para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras".
É uma afirmação corajosa, e ainda que destituída de exemplos. Mas para que precisaria dar um nome para se defender um princípio? É mais ou menos como afirmar que existe Marte mesmo que não tenhamos pisado lá. Não precisamos estar presentes para saber que há crateras naquele planeta.
Não sejamos puritanos, quem já não ouviu dizer algo duvidoso vindo dos bastidores da Justiça brasileira?
Em oposição a Joaquim Barbosa, o conselheiro Tourinho Neto fez uma declaração estranhíssima. "Fui juiz do interior da Bahia, tomava uísque na casa de um, tomava cerveja na casa de outro, e isso nunca me influenciou!". Na lata, Barbosa classificou o procedimento de "errado".
A reação da OAB e de órgãos que defendem interesses corporativos da Justiça foi pueril. É a volta do típico estilo de fingir que se está fazendo a coisa certa, mas que no fundo - e no raso - se quer que nada seja mudado. Ninguém aguenta mais os Conselhos de Medicina que não punem médicos, as "Ordens" que encobrem práticas ilícitas de seus pares, os sindicatos que passam a mão na cabeça dos sindicalizados, mesmo que estejam com a mão na lama.
Não queremos mais o estilo "amigão", onde para nós "tudo" e para os inimigos "a lei".
Do fundo do coração, a OAB e os órgãos de representação dos magistrados têm certeza que não existe "conluio entre juízes e advogados" como afirmou o ministro Joaquim Barbosa?
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