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Sidney Rezende

Sidney Rezende

ATUALIDADE. Diretor do SRZD, apresentador do "Brasil TV", da "Rede Globo", e âncora de telejornais da "GloboNews". Sidney foi um dos fundadores da "CBN".

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



15/04/2015 00h00

Noite de autógrafos do livro 'Ah se eu fosse presidente...'
Sidney Rezende

Depois do primeiro lançamento do meu novo livro "Ah se eu fosse presidente...", em março, fiz uma noite de autógrafos ontem, no Espaço Cariocando, no Catete. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas e a recepção calorosa dos organizadores do evento.

E a noite começou muitíssimo bem. O primeiro autógrafo foi para um dos grandes artistas da música brasileira. Fagner, que participou do livro, foi muito simpático e foi uma honra recebê-lo. Vale à pena ler o que ele disse em seu depoimento ao ser perguntado o que faria se fosse presidente.

Clóvis Monteiro e Edilson Silva, que participaram muito gentilmente do livro, também apareceram por lá. Ainda tive o prazer de receber jornalistas, amigos e pessoas que até então não conhecia, muitas delas ouvintes da época em que eu tinha um programa na rádio. 

Veja abaixo a galeria de fotos:

Fagner e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Clóvis Monteiro, mulher e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Edilson Sillva. Foto: SRZD

Ricardo Campello e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Genésio Nogueira e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Lilian Cavalheiro e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Ana Egito e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Rogério Marques e Sidney Rezende. Foto: SRZD

 

- Veja aqui mais fotos da noite


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01/04/2015 16h29

Tim Maia ainda gera polêmica
Sidney Rezende

Nesta terça-feira à noite, foi lançado no Vivo Rio o projeto Nivea Musical, com Ivete Sangalo e Criolo, em homenagem a Tim Maia. A abertura do evento ficou sob a responsabilidade de Nelson Motta, crítico e um dos "biógrafos" do polêmico cantor e compositor. Motta disse que nunca ouviu ninguém falar que não gostasse de Tim Maia e discorreu longamente sobre as qualidades do velho Tim.

Criolo e Ivete Sangalo em projeto em homenagem a Tim Maia. Foto: Reprodução/InstagramEu assisti ao espetáculo, a convite da Nivea, de coração aberto e sem pré-conceitos. Não esperava nada, para ser sincero. Gosto da Ivete, não conheço bem Criolo, não sabia da presença de Nelson Motta e nem ideia do que encontraria. Sentei lá, comi minhas castanhas, tomei suco de pêssego, bastante água e não comi um salgadinho sequer. Quer dizer, comi uma trufa de maracujá quando já estava saindo.

Lógico que sou informado o suficiente para saber que não faz muito tempo o músico Ed Motta escreveu no Facebook que tinha "vontade de vomitar" com o projeto. Ele escreveu: "Para mim, a música do Tim Maia é intocável, fica bom mesmo é com ele, é preciso honestidade e vergonha na cara para admitir isso..." (...)

Deixe-me ser mais justo com o Ed Motta, e por isso, transcreverei o texto integral: "Uma empresa de creme, [sic] me procurou para fazer o 'projeto' Tim Maia, a grana não era compatível com meu desprazer em fazer isso... Para mim a música do Tim Maia é intocável, fica bom mesmo é com ele, é preciso honestidade e vergonha na cara para admitir isso... O cara que teria REALMENTE cabedal para um tributo ao Tim Maia seria o Claudio Zoli, por conta do timbre de voz, e também a história e envolvimento de carreira. O compromisso com o soul/funk carioca etc etc. Mais do que sacanagem, é um desrespeito por gente que dedicou a vida inteira a isso.Vontade de vomitar, que coisa PODRE...".

Pois bem, prosseguindo, Ivete é uma profusão de carisma e charme pessoal que contagia qualquer plateia. Ela sabe tudo de domínio de palco, mas quem cantou muito foi o Criolo. "Primavera" na voz do Criolo foi um escândalo. Não havia uma sílaba da letra fora da nota musical. Concentração máxima. Ela, uma profusão, e ele, o rei do intimismo.

Criolo em projeto em homenagem a Tim Maia. Foto: Reprodução/Instagram

O show não foi perfeito, mas foi agradável e serviu como uma luva no propósito de alcançar o que se chama por um "tributo", "homenagem", "celebração"... A propósito, as três palavras foram repetidas todo o tempo.

Diferentemente de Ed Motta, penso que todo compositor ou cantor pode ter sua arte interpretada por qualquer outro colega em qualquer tempo. Sob este aspecto, não vejo problema "tocar" na obra alheia. Sou até a favor de mexer, remexer, alterar, mudar, dar nova versão, outra leitura a qualquer obra que tenha sido produzida. Arte pra mim não é estanque.

Sobre o cachê ser pequeno para uma apresentação como essa, cabe a empresa contratante responder. Claudio Zoli poderia muito bem ser convidado, sim. É um craque e, por incrível que pareça, ainda sem o devido reconhecimento público. Quem é das "internas" sabe a importância dele.

Gosto muito de saber que grandes empresas investem em cultura, seja qual for a modalidade. Gostaria mais ainda que vissem com mais atenção os veículos digitais que atuam na internet e são diferenciais neste momento de mesmice.

O show de Ivete e Criolo foi bem legal, e não é ruim saber que ele ainda será repetido em 6 outras capitais. Por que não??


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31/03/2015 08h06

Olha quem estava em Genebra neste fim de semana
Sidney Rezende

Edir Macedo em Genebra. Foto: SRZD



27/02/2015 16h08

Rio e seus 450 anos
Sidney Rezende

No dia em que o Rio completa 450 anos, em 1º de março, será lançado pela editora Gryphus o livro "A história do Rio de Janeiro", da historiadora Armelle Enders. A francesa, apaixonada pelo Rio, apresenta um retrato da cidade, desde sua fundação em 1565 até os dias atuais. A obra é perfeita na comemoração de aniversário da Cidade Maravilhosa. 

No livro, vamos descobrir que a cidade foi palco de inúmeras batalhas entre indígenas e com uma população pouco inclinada a entusiasmos e manifestações ruidosas. Muito diferente da identidade atual vista por brasileiros e estrangeiros: festeira e despreocupada. Armelle explica que o Rio tem um "brilho internacional". 

Além do encantamento pela cidade, a obra também mostra os problemas que a acompanham. "No Rio de Janeiro, a ordem e a desordem parecem sempre caminhar juntas", explica a francesa. Tem razão, mas somos apaixonados por essa cidade. Parabéns, Rio!!!


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06/02/2015 15h28

Depois da UPP, vem aí BBP e venda de quartéis
Sidney Rezende

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que 3.330 ex-detentos foram flagrados praticando crimes em 2014 e voltaram a ser presos pela polícia.

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Vem aí o BBP, Batalhão de Polícia de Proximidade. Trata-se de uma espécie de "Delegacia Legal" da PM e que funcionará nos bairros do Rio de forma descentralizada. Cada unidade terá um capitão com autonomia para fazer os procedimentos que julgar necessários. A tomada de decisão se pretende mais rápida e sem burocracia. O primeiro projeto piloto fará a cobertura da Tijuca, Andaraí, Vila Isabel e Grajaú.

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O sucesso do BBP acelerará a venda dos prédios e terrenos onde hoje funcionam os quartéis da Polícia Militar. Tem gente contra essa ideia dentro da PM e muito mais gente a favor fora dela, como o setor imobiliário. A pressão de cada lado recairá no colo do governador Pezão.

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"O Comando Vermelho está esfacelado", palavras do secretário José Mariano Beltrame. O problema agora é outro: são os menores de idade que trazem uma "pipa" em uma das mãos e uma "pistola" na outra. Os menores estão sem comando, na opinião de Beltrame.

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A PM está vivendo um momento delicado. Nos últimos oito anos de gestão de Governo do Rio, já passaram sete comandantes pela PM. Agora, sem orçamento para desempenhar o seu trabalho, se prevê chuvas e trovoadas para breve.


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06/02/2015 15h15

Equipe de Joaquim Levy está completa
Sidney Rezende

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, bate na tecla de que o Brasil precisa retomar imediatamente investimentos em infraestrutura. Ele e os que defendem a mesma ideia já tem uma porta para bater. Saiu hoje o nome do novo titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE). Trata-se de Paulo Guilherme Farah Correa.

Como o currículo oficial dele diz, é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em economia pela Universidade de Western Ontario (Canadá) e pelo Instituto de Economia da UFRJ. O novo secretário é especialista em regulação dos setores de infraestrutura, política de concorrência, desenvolvimento do setor privado, inovação e política tecnológica.

Paulo Correa estava atuando como economista principal e gerente para Inovação e Empreendedorismo da Prática Global de Comércio Internacional e Competitividade do Banco Mundial, no qual assessorou governos da América Latina e do Leste da Europa. Entre estes países podemos citar México, Chile, Panamá, Turquia, Rússia e Países Balcãs, trabalhando no desenho e na implementação de ações para melhorar o clima de investimento, elevar a produtividade e promover o crescimento.

O novo secretário coordenou no Banco Mundial diversos estudos sobre como revitalizar os investimentos em infraestrutura no Brasil; dinamizar a pesquisa no setor de Ciência e Tecnologia; e avaliar a contribuição da Embrapa para o crescimento da produtividade agrícola brasileira.

Anteriormente, ocupou os cargos de secretário adjunto da SEAE do Ministério da Fazenda (1999-2001), consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para área de Infraestrutura, Concorrência e Comércio Internacional, além de pesquisador no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Pablo Fonseca Pereira assume a nova Subsecretaria de Regulação e Infraestrutura da SEAE. Entre outras funções, ele vai continuar a se dedicar ao aprimoramento dos mecanismos de financiamento para a área de infraestrutura no Brasil.



04/02/2015 15h39

Economia brasileira trôpega
Sidney Rezende

Economia é uma ciência complexa, porque é composta de muitas variáveis. Ao lidar com ela diariamente, a experiência nos ensina algumas indicações do que pode acontecer mais adiante.

Alguns indicadores econômicos servem para localizarmos no corpo a sinalização, com bastante antecedência, se há por ali "saúde" ou "doença mais grave".

A economia brasileira está trôpega e pode demorar um pouco para anunciar a recuperação desejada pela sociedade.

Se você quiser saber se o mercado está otimista, veja se a indústria encomenda embalagens.

Olhe se o comércio fez pedidos aos fabricantes. Ou ainda, se o setor de construção civil está empregando ou demitindo.

A indústria brasileira está batendo pino, e não é de agora.

O setor automobilístico rearruma escalas de pessoal, faz reengenharia no chão da fábrica e demite.

Se viajarmos a Resende, no interior do Rio, ou ao ABCD paulista encontraremos gente oriunda da metalurgia e de montadoras dizendo que procura outra coisa para fazer. Tem muita gente desempregada, apesar das estatísticas oficiais ainda apontarem em sentido oposto.

As construtoras do Rio de Janeiro também sentem na pele a retração do mercado imobiliário local e nacional e só prosseguem obras contratadas. Uma das grandes de São Paulo baseadas no Rio reduziu 70% do seu pessoal lotado na "cidade maravilhosa". A diretoria comanda tudo da "terra da garoa". Pelo visto, nem a Olimpíada salva.

Dados parciais da indústria e estimativas de mercado indicam que as vendas de cimento para o mercado interno brasileiro em julho de 2014 atingiram 6,2 milhões de toneladas, com queda de 0,5% em relação a igual mês do ano anterior. As vendas do período de janeiro a julho de 2014 alcançaram 40,7 milhões de toneladas.

Na comparação com o mesmo período de 2013, apresentaram crescimento de 2,3%. As vendas acumuladas nos últimos doze meses (ago/13 a jul/14) atingiram 70,8 milhões de toneladas, com expansão de 2,6% sobre igual período anterior (ago/12 a jul/13).

Esperemos os dados do segundo semestre de 2014, certamente teremos algumas lágrimas para derramar.

Mesmo com tudo isso, vamos continuar trabalhando, afinal não temos outra saída no curto prazo.


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29/01/2015 13h39

Chico Spinosa na redação do SRZD
Sidney Rezende

O respeitado carnavalesco Chico Spinosa, que brilhou no Rio e hoje mora em São Paulo, visitou a redação do portal SRZD. Depois de elogiar muito a cobertura do Carnaval de São Paulo comandada por Raul Machado e sua equipe, ele disse que o trabalho dos repórteres é acompanhando principalmente pelo componente das escolas de samba.

Sidney Rezende e Chico Spinosa. Foto: SRZD

A equipe do Rio liderada por Luana Freitas também mereceu palavras de carinho de Spinosa. Ele é daqueles que diz o que pensa doa a quem doer. Ficamos envaidecidos pelo reconhecimento.

Spinosa já foi campeão pela Estácio de Sá, em 1992; Vai-Vai, em 1998, 1999 e 2008. Chico é um dos grandes blogueiros que o SRZD tem. Veja aqui o blog dele.

Assista ao vídeo com o comentário de Spinosa sobre internet no Carnaval:

 

 


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28/01/2015 14h07

Governador de Minas sem demagogia
Sidney Rezende

Enquanto alguns governadores evitam falar em "racionamento de água" por conta do enorme desgaste político que teriam que enfrentar junto à sociedade, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, segue caminho oposto.

Depois da reunião que participou em Brasília com a presidente Dilma Rousseff, Pimentel foi direto ao ponto: "Se não chover, se o consumo não cair e se a vazão não aumentar em três meses, vamos ter que racionar severamente (...) "Se essa campanha não for suficiente, vamos para o rodízio. Se não for suficiente, vamos para o racionamento", afirmou o governador. 

É fato que num primeiro momento Pimentel pagará o ônus de tratar do assunto de peito aberto, embora com responsabilidade. A oposição a este tipo de posição vai "babar de felicidade", mas é importante que o cidadão não se deixe enganar pela demagogia daqueles que preferem apostar na boa vontade São Pedro. As autoridades pisaram na bola por não levarem a sério a estiagem histórica que aí está.

Em política, aos olhos da História, a verdade sempre é melhor do que a empulhação. O tempo absolve, embora seja dureza superar a pressão dos demagogos.


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27/01/2015 14h45

A gente aguenta tanto aperto?
Sidney Rezende

O corte no orçamento de R$ 2,683 bilhões previsto para este ano (R$ 54 bilhões, sem levar em conta os descontos) feito pelo Governo do Estado do Rio não é pequeno. Como dizia uma professora de economia que eu tive, "quando se corta a carne, alguém precisa enxugar o sangue". Não será mesmo um ano tranquilo. A economia do Rio vai sentir o tranco.

A medida ferra Saúde e Educação, que terão um corte de R$ 900 milhões em despesas de custeio em relação ao previsto na Lei Orçamentária. Entram na conta ainda despesas com transferências para municípios, que serão R$ 1,1 bilhão menores que o planejado. Outros R$ 700 milhões de cortes virão de despesas de custeio em todas as secretarias e autarquias, incluindo a área de Segurança. Sem esquecer dos cortes já conhecidos no início de janeiro (R$ 1,5 bilhão).

Pode esperar que virão protestos e greves pela frente.


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23/01/2015 16h03

Chega de notícia ruim
Sidney Rezende

Os jornalistas - eu, inclusive! - estamos com dificuldades para entender a mensagem que a sociedade está há tempos nos enviando. É mais do que clara a sinalização de que o cidadão está sufocado com a exagerada divulgação de tantas notícias negativas. É como se só víssemos o lado ruim das coisas.

O que estão nos dizendo? O recado é que os meios de comunicação de massa estão se especializando em venenos quando poderiam oferecer perfumes, também. Não se quer inutilidades e baboseiras. Embora estejamos contaminando nosso olfato. E acostumando nossos olhos a só percebermos a perversidade. A delicadeza está nos tornando algo estranho.

A mais corriqueira e apressada das interpretações é aquela clássica: "tragédia é que vende jornal". Outra, também comum, é dizer que se publicar notícias boas ninguém vai se interessar. A minha impressão é, que se formos por aí, estamos embarcando numa tremenda furada. Porque estamos utilizando raciocínios velhos para problemas não tão novos.

O que precisamos é mudar o tratamento que estamos dando à notícia. Um incêndio de pequenas proporções é um incêndio de pequenas proporções. Por que transmitirmos 2 horas um infortúnio se 2 minutos seriam suficientes?

Uma cidade de 12 milhões de habitantes produz brigas de casal, desentendimentos que deságuam em agressão e até assaltos. Nem tudo é notícia. Simplesmente não merece a superestrutura de comunicação para um sujeito que teve a carteira furtada. Se alguém foi assaltado e recebeu um tiro na principal e calma avenida do seu bairro, sim, é notícia. Hoje, qualquer coisa está sendo confundida com notícia. Nem tudo é.

Crianças estão morrendo vítimas de "balas perdidas". Como "balas perdidas"? Não existem balas perdidas. O que está por aí é criminoso não identificado. O problema é a ineficácia da polícia em localizar os autores e a falta de diálogo com as comunidades para que elas sejam parceiras na localização do responsável. Tem é muito veículo compondo com os governos para não irmos a fundo e desnudar o que esta encoberto pelo poder da grana.

Se tem um Tribunal de Contas em cada estado para fiscalizar os gastos do Executivo, indagar quem fiscaliza o Tribunal de Contas não seria nada demais. Se são as assembleias legislativas que fiscalizam os TCEs, como seria isso possível? Afinal, são as casas dos vereadores e deputados que cuidam das contas dos tribunais. Quer a verdade? Ninguém fiscaliza ninguém. A sociedade fica desorientada na hora de saber quanto ganha cada "excelência".

Você sabia que tem muito servidor lotado numa unidade e quando é requisitado por outra recebe dos dois "empregadores"? Sai do "meu, do seu, da sociedade". Ele mantém o salário que recebia e também leva pra casa o salário do "novo empregador".

Existem empresas privadas que funcionam sem cumprir as leis trabalhistas e que "propinam" o fiscal e permanecem abertas. Simples assim.

O jornalismo bom é aquele que traz a boa notícia de que vigaristas destes naipes se deram mal e o erário foi protegido. O povo adora reportagens bem feitas e que ajudam a sociedade. Estressá-la com notícias horríveis não nos tranquilizam, nos entristecem. Ferem nossas almas. Notícias a serviço da convicção que não temos condições de superar os problemas: o absurdo que jornalistas deveriam se rebelar.

Temos que trabalhar para a sociedade e não enlouquecê-la.


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22/01/2015 09h57

Alberto Youssef se deu bem
Sidney Rezende

São muitos os crimes praticados pelo doleiro Alberto Youssef. O acordo assinado entre ele e a Justiça em troca de informações sobre o funcionamento do sistema de corrupção explicitado na Operação Lava Jato foi excelente... para o criminoso.

Alberto Youssef. Foto: Divulgação

Youssef é, segundo o Ministério Público Federal, o chefe de um esquema de pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro
E por que o acordo foi "mamão com mel" para o doleiro? Simplesmente porque ele pegará de três a cinco anos de prisão, em regime fechado, em cela especial com o máximo conforto que o sistema prisional permite. E isto se for condenado em todas as ações que responde no âmbito da Lava Jato. Como ele está preso desde o início de 2014, o taxímetro já está contando. Ele se deu bem. Saiu barato. Foi uma pechincha depois de todas as tramoias e falcatruas em que se meteu nos últimos 20 anos.

Para dizer que ele não perdeu alguns anéis, - mesmo tendo salvo as mãos e corpo todo -, Alberto Youssef terá que devolver parte pequena do seu patrimônio amealhado em boa parte por conta do seu relacionamento com políticos e corruptos com trânsito em estatais. Veja abaixo os bens a serem devolvidos:

- Bens em nome da GFD que estejam administrados pela Web Hotéis Empreendimentos LTDA.
- Propriedade de 74 unidades autônomas integrantes do Condomínio Hotel Aparecida, bem como do empreendimento Web Hotel Aparecida nele instalado, localizado em Aparecida do Norte (SP)
- 37,23% do imóvel em que se situa o empreendimento Web Hotel Salvador
- Empreendimento Web Hotel Príncipe da Enseada e do respectivo imóvel, localizado em Porto Seguro (BA)
- Seis unidades autônomas componentes do Hotel Bluee Tree Premium, localizado em Londrina (PR)
- 34,88% das ações da empresa Hotel Jahu S.A. e de parcela ideal do imóvel em que o empreendimento se encontra instalado.
- 50% do terreno formado pelos Lotes 08 e 09, da Quadra F, do Loteamento Granjas Reunidas Ipiranga, situado no município de Lauro de Freitas (BA), com área de 4.800 m², avaliado em R$ 5.300.000,00, bem como do empreendimento que está sendo construído sobre ele, chamado "Dual Medical & Business - Empresarial Odonto Médico"
- Veículo Volvo XC60, blindado, ano 2011
- Veículo Mercedes Benz CLS 500, anos 2006
- Veículo VW Tiguan 2.0 TSI. Blindado, ano 2013/2014
- Imóvel localizado em Camaçari, com área aproximada de 3000 m², cujo contrato se encontra apreendido no bojo da Operação Lava Jato.


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19/01/2015 22h21

Os passistas são de Deus
Sidney Rezende

Certa vez, o antropólogo Darcy Ribeiro passeava com sua sobrinha. De repente, ela parou e, com emoção nitidamente descontrolada, quase ofegante, soltou essa:

- Nossa, que homem gostoso!

O criador dos CIEPs olhou pra trás e não conseguiu ver quem era o felizardo escolhido pela jovem.

- Não vi. De quem você está falando?

A sobrinha, levemente impaciente, respondeu na lata:

- Ora, o pipoqueiro, tio!

A história me contada às gargalhadas pelo próprio Darcy me serve agora neste 19 de janeiro, data que deveria ser feriado particular em todas as quadras de escola de samba.

Hoje deveríamos parar o expediente e, em homenagem pelo conjunto de obra, introduzir o culto do lava pés destas moças e rapazes que parecem que usam pilhas de longa duração na ponta dos dedos.

Nós deveríamos pedir licença aos presidentes das Escolas de Samba e empurrar todas as cadeiras para os cantos do gradil, botar uma bacia bem grande com água fresquinha, sal grosso, perfume, gel de banho e acarinhar os pés dos passistas com uma espuma bem macia.

Os passistas, como bem me escreveu hoje Helio Rainho, são donos de "arte ímpar, um quilombo de resistência dentro das escolas". Ele tem toda a razão. Eles são a consciência do samba ao lado da velha guarda.

Sinto-me aliviado saber que ontem, na Marquês de Sapucaí, tivemos um belíssimo desfile abrindo os ensaios com mais de 500 passistas comandados por Valci Pelé. A minha alma foi lavada.

O passista é aquela maravilha elevada sobre o salto de seu sapato plataforma. A fantasia, muitas vezes minúscula, é um mero complemento. O passista masculino é aquele cara com largo sorriso no rosto e cabeça quase sempre protegida por um chapéu tradicional e os pés em compasso mágico. Sorte do chão que assiste a tudo de pertinho.

Amigo, sua professora pós-graduada pode ser uma passista ou a empregada doméstica da casa do vizinho. Não importa. Passistas não têm classe social. Têm classe.

O que interessa é que temos de reconhecê-los onde sua arte estiver e saber respeitá-los em todos os lugares. Tenho certeza que é possível tratar diferente o pipoqueiro que a gente discrimina e trata como invisível na nossa sociedade. Dá pra respeitarmos mais quem tem samba no pé não só quem tem dinheiro no bolso.

O passista faz parte do Brasil. Por isso, bastaria a gente massagear seus pés em agradecimento por tudo o que fazem pelo samba.

Feliz Dia dos Passistas.


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17/01/2015 14h48

E os enfermos?
Sidney Rezende

O calor no Rio de Janeiro - e em muitas outras cidades e capitais brasileiras - está no limite do início do insuportável. Enquanto tivermos saúde, sempre daremos nosso jeito. E os enfermos?

O Hemorio, instituição guerreira pela qual temos tanto respeito, pede desesperadamente por doação de sangue. Doe. Vá lá e colabore. Esta semana, o ar condicionado de algumas unidades não funcionaram. Meu Deus, quanto sofrimento para os que não conseguem sair da cama. Suados e sem amparo.

Em outros órgãos, muitas ambulâncias levam pacientes para hospitais públicos e o atendimento não consegue ser rápido.

Cobremos mais do governador e do prefeito. Prioridade máxima para a Saúde. Vamos pressionar os secretários da área para que sejam mais sérios, honestos e determinados. Vamos exigir das direções dos hospitais que cobrem presença dos médicos e demais profissionais de saúde que estejam faltando ao expediente. O que não é possível é continuarmos assistindo esse quadro de abandono.

Vamos exigir nominalmente do responsável do processo mais qualidade na saúde. A situação atual é terrível. Com o calor que aí está, torna-se ainda mais desumana.

Não espero mais nada dos Conselhos de Medicina. Estes são corporativistas, inoperantes e inúteis. Eles deveriam ser fechados. Mas confio no cidadão e sua capacidade de organização.

Se os governos quiserem, também darão jeito nisto que está aí. Não importa se for inverno rigoroso ou verão infernal. Quando se quer, se resolve.

Doe sangue e faça sua parte. Pressão neles!


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15/01/2015 15h39

De volta!
Sidney Rezende

Estou de volta aos jornais da Globonews de 13h, 16h e 17h. E um pouco mais tarde no Brasil TV, da TV Globo.

Sidney Rezende. Foto: Arquivo Pessoal 

Sidney Rezende. Foto: Arquivo Pessoal