SRZD está contratando profissionais
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 29/07/2010 22h35
O meu filho Francisco Rezende me deu a boa notícia de que o SRZD pretende selecionar e depois contratar profissionais para as áreas Comercial, Administração e de Marketing. Principalmente contatos publicitários.
Se você conhece alguém que precise trabalhar, mesmo que não tenha tanta experiência, mas que seja uma pessoa esperta em web, bem informada e pretenda vestir a camisa do site que mais cresce na internet, peça para mandar um e-mail para curriculo.comercial@srzd.com.
O portal busca profissionais experientes e estagiários, também.
Quanto ao pessoal do jornalismo, o endereço é outro: curriculo@srzd.com.
Boa sorte!
Sergio Britto
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 29/07/2010 22h17
Para alguém que nasceu em 1923, o ator Sergio Britto está muito bem. Articulado, voz forte, firme no andar e com boa memória. Percebi que sua audição não está perfeita, mas aparenta um senhor saudável. Acima da média dos seus contemporâneos.
Na primeira quinzena de agosto, retornará aos palcos para encenar o espetáculo "Recordar é Viver", ao lado de Suely Franco, no Rio. O texto é do jornalista Hélio Sussekind. Conheço Hélio e acho correto Britto dizer que a peça será a síntese do "carioquês".
Para dirigi-lo, Sergio Brito convidou Eduardo Tolentino de Araújo, que já foi seu companheiro em outra montagem.
Depois que li parte do seu livro de memórias, que ganhei ontem, o ator cresceu no meu conceito. Já no primeiro capítulo, assume sua homossexualidade, sua complicada iniciação sexual com mulheres, a tentativa de suicídio, a opção definitiva pelo teatro, as contradições em família e o abandono da medicina que cursou algum tempo. Muitas encruzilhadas tortuosas.
Sem dúvida, engenhosa a sua decisão em abrir o jogo de cara, para depois "só me dedicar ao teatro", como ele próprio me disse. Não sem tempo, o livro, que não é exatamente uma biografia, chama-se "O teatro & eu". Bem bacana!
É engraçado esse papo de sexualidade, porque o próprio Sergio Britto entende que um jovem artista gay não deve confessar sua opção, sob prejuízo de prejudicar a compreensão do público que não terá condições de separar o ator do personagem. Será?
A entrevista no programa "Estúdio i" transcorreu em paz, mesmo depois dele reclamar da falta de espaços teatrais e do pouco tempo em cartaz de espetáculos que deveriam permanecer pelo menos por seis meses. Sem contar que as companhias não são mais coesas como as de "antigamente".
Amanhã, encaro o Serjão Loroza. Do teatro clássico ao escracho da "boa". Vamos ver. Depois conto pra vocês!
Cissa Guimarães e a frase dilacerante de uma mãe
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 28/07/2010 00h10
Quem tem coração lamenta profundamente por todos os envolvidos que vivenciaram a morte trágica de Rafael Mascarenhas. O skatista que não pode mais estar entre nós.
Estamos tristes pelo jovem que teve a vida ceifada. Os pais que perderam o chão. Os amigos que testemunharam o companheiro ensanguentado no chão.
Não há como ignorar o responsável. Ele é jovem, também. Mas suficientemente adulto para assumir seus deveres.
O atropelador de apenas 25 anos é outra espécie de vítima. Os pais dele não conseguem dormir em paz. Eu sou pai e sei o que é isso.
Os policiais, ao que tudo indica, corruptos. Estes estão por aí pelas ruas rastejando no pântamo da imoralidade e da miséria da falta de ética. Tudo muito ruim, triste, opaco, demoníaco.
O tempo não volta. Mas a vida é inexorável. Depois da noite vem o dia. Outra noite. Outro dia. Mas a dor fica!
Para os pais do motorista que matou seu filho, Cissa Guimarães pronunciou a frase que considero dilacerante: "A vida deles está mais destruída do que a minha. Eu tenho luz, sou iluminada. Eles estão nas trevas, na escuridão total".
Todos estamos também nas trevas. Todos estamos.
Sérgio Cabral pode ganhar no primeiro turno
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 27/07/2010 18h35
Fernando Gabeira está muito lento. Eu já havia notado na eleição para prefeito que o candidato verde parecia um carro sem gasolina que podia parar a qualquer momento. E parou!
Se você notar, atualmente, em 90% das fotos que registram Gabeira em ação ele está sozinho. Um solitário vagando por aí.
Ele não demonstra a pegada mínima necessária para alguém que está indo para o confronto. Porque não podemos nos enganar, é uma guerra. E poderia até ser uma eleição plebiscitária. Mas não será.
Tudo está indicando para uma vitória fácil do atual governador Sérgio Cabral. Garotinho e Wagner Montes viram o rolo compressor no sentido contrário e desistiram. Gabeira insistiu. Talvez ainda acredite no poder da comunicação midiática, principalmente aquela obrigatória. Na altura do campeonato é uma aposta errada.
Gabeira demorou muitos anos para fazer a aposta certa. Já encantou muitas vezes, mas não levou.
Nadar a vida inteira e ficar na praia pode ser uma boa para a filha dele, que é surfista profissional. Já para Gabeira, uma das mais incríveis biografias da política brasileira, é pouco.
Quem sabe o verde não pega emprestado do seu candidato à presidência, José Serra, o slogan que ele tanto precisa... fazer mais.
O Brasil joga um papel importante para evitar o confronto entre Venezuela e Colômbia
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 25/07/2010 20h53
O governo brasileiro tem um papel fundamental nesta tensa relação Venezuela-Colômbia. O de sempre, jogar na mesa a nossa tradição diplomática em favor da paz. Temos o dever de impedir o confronto bélico.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, já mandou a letra que pode cortar o fornecimento de petróleo aos Estados Unidos se a Colômbia realizar um ataque militar contra seu país.
A Venezuela, por outro lado, não pode ser incentivada a permitir a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano.
O novo presidente da Colômbia também tem um papel fundamental para diminuir esta fervura que cria o ambiente perfeito para Hugo Chávez surfar. Você já sabe o que acontece depois de pantomimas com coisa séria, o povo é que sofre.
Jean Charles de Menezes
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 24/07/2010 23h42
Finalmente assisti - e gostei muito! - ao filme "Jean Charles", de Henrique Goldman, com Selton Mello no papel principal, com atuações de Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Patrícia Armani e Maurício Varlott.
Ao término, não é agradável a sensação de impunidade. A xenofobia inglesa prevaleceu e os assassinos de Jean Charles foram protegidos pelas instituições que já foram exemplo para o mundo.
O eletricista Jean Charles, imigrante em Londres vindo da cidade mineira de Gonzaga, foi confundido pelos policiais da Scotland Yard, em 22 de julho de 2005, com um homem-bomba suspeito de participação em atos terroristas nos metrôs da cidade. Jean teve uma morte brutal. Ele levou 8 tiros à queima-roupa.
Detalhe que o filme não conta. Segundo o jornal "Daily Telegraph", a polícia britânica usou munição dundum, armamento proibido em que o projétil se espalha e se estilhaça dentro do corpo da vítima. Mais um requinte de crueldade da polícia inglesa.
Foi vergonhoso o comportamento do chefe da Scotland Yard, Ian Blair, que fez tudo para impedir que a morte de Jean Charles fosse investigada. E conseguiu. Este episódio é humilhante e fica em desacordo com a tradição eficiente da polícia inglesa.
Vale a pena assistir a "Jean Charles". É um bom filme. Chegou na hora certa.
Veja o que astros estrangeiros pensam do Brasil
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 23/07/2010 22h18
"Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado. Obrigado, Obrigado e leve um macaco!"
A afirmação acima, você já sabe, é do ator Sylvester Stallone. Tá bom, eu li aqui no SRZD, ele pediu desculpas.
Não duvido que algum agente tenha dito: "Stallone, pense bem, você ganha muita grana lá. É um tremendo mercado para os seus filmes. Pega leve!"
Outro dia o DJ Whoo Kid, que trabalha com o rapper 50 Cent mandou essa no Twitter: "Isso é terrível, a única porcaria pelo que o Brasil é conhecido é por sexo, mulheres e Aids. Ah, sim, e futebol. Todo mundo está dizendo para eu levar camisinhas - Jesus!".
Durante uma das edições de um Rock in Rio, Freddie Mercury, do Queen, mandou "limpar" todos os quartos do andar onde ele ficaria. Detalhe, "limpar" significava tirar de todos os quartos onde estavam hospedados cantores e músicos brasileiros.
"Eles sabem quem eu sou?", perguntou o vocalista do Queen. "Sim", respondeu o cicerone. "Pois eu não sei quem são eles, mande tirar todo mundo do corredor".
E depois deste show de elegância, Freddie Mercury quebrou todo o quarto..."dele".
Pois é, faz parte do nosso jeito de receber os estrangeiros arrogantes. Eles nos pisam, sabem por que pisam e a gente aplaude. Vai entender por que somos assim.
Sinceridade em meio ao caso Bruno
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 22/07/2010 22h57
O relato descrito durante a entrevista concedida à Ana Maria Braga pela ex-amante do goleiro Bruno - conforme a imprensa a identifica -, e namorada - como ela própria se apresenta -, Fernanda Gomes de Castro, aparentou sinceridade.
A ordem dos acontecimentos é lógica, e com princípio, meio e fim. Pode ter acontecido exatamente o que contou.
Beijos entre mulheres
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 22/07/2010 21h09
Nesta sexta, eu entrevistarei no "Estúdio i", na "Globonews", Luen, a cantora que virou sucesso na grande rede.
Tudo por causa de um polêmico clipe em que há uma profusão de beijos entre mulheres. O leitor do SRZD saiu na frente e viu antes de muita gente.
Breve saberemos se esta americana radicada no Brasil tem o que dizer. Os seus fãs são ligados. O vídeo foi retirado do ar cinco vezes, e cinco vezes recolocado no ar. E olha que já tem mais de meio milhão de visualizações.
Dominguinhos e sua sanfona
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 22/07/2010 18h10
A simplicidade de Dominguinhos, o maior sanfoneiro vivo do Brasil, é impressionante. Ficar ao seu lado foi um bálsamo para a alma. Eu o entrevistei na TV, para não esquecer deste dia.
A todos que pediam para tirar fotos ao seu lado, ele respondia afirmativamente com simpatia e simplicidade. É um cara agregador.
O engraçado é que para ficar bem na foto, ele acertava junto ao peito a... sanfona. Era como se ela fosse o seu terno, o seu agasalho. No fundo, é extensão dele, por que não?
Eu fiquei admirado com o carisma e o amor que ele tem pela música brasileira. E pelo ofício que desempenha. Depois de Luiz Gonzaga, Dominguinhos é o Rei.
Cratera no meio da rua
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 19/07/2010 11h39
O prefeito de uma cidade também é um pouco zelador. Mas os moradores da cidade não são "condôminos" e, por isso, não têm direito de repassar para o poder público todas as responsabilidades. Temos este hábito de conviver com o lixo, com o desleixo. E achar que a culpa é dos outros.
O mesmo vale numa empresa privada ou entidade pública. Veja o caso de um clube. A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, quando assumiu o comando do clube, determinou uma faxina física. Segundo ela, foram tirados de lá "30 caminhões de entulho e 9 toneladas de lixo". Será que não viam a necessidade de arrumação? Ela viu.
Mas mesmo assim, tem certas coisas que o prefeito tem a responsabilidade e tem outras que são atribuições da população. O dono do cachorro é que deve limpar as fezes do animal, mas ainda assim, a limpeza pública está cansada de fazer sua parte.
Mas no caso da cratera encontrada diante dos pés dos maratonistas que percorreram longo trajeto neste fim de semana é diferente. Cabe à prefeitura, sim, fazer o trabalho de tapá-la.
Patrícia Amorim encontra o caminho
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 18/07/2010 13h47
Há dias escrevi aqui, e listei razões, do que considerava omissão na gestão de Patrícia Amorim, e sua diretoria, à frente do Flamengo no tratamento aos constantes escárnios praticados por atletas do clube. Eu cheguei a dizer que o comando instalado na Gávea estava frouxo. É um dos posts mais lidos do SRZD.
Pois venho agora escrever o oposto. A presidente do clube, Patrícia Amorim, reencontrou o caminho do bem. Ela trouxe para si as rédeas da administração, delegou a quem tem imagem limpa e competência, como Zico, homem do esporte reconhecido por seu profissionalismo.
Amorim tem grandes chances de devolver não só aos torcedores rubro-negros, mas a todos que amam futebol, exemplo de como se deve agir para ser respeitado na sociedade. Que se acabe com o espaço para bandidagens no Rio de Janeiro.
O depoimento de Patrícia Amorim à Ruth Aquino, de "Época", é chocante. Ela afirmou que jogadores do clube se serviram de seu status de "celebridades" para realizar orgias, festinhas quentes, com "jumentos e anões". É assustador. Degradante. A credibilidade dos jogadores de futebol está indo para o esgoto.
Os ídolos Adriano e Vágner Love fizeram o que quiseram enquanto permaneceram no Flamengo. E entraram para a história como pessoas muito próximas ao submundo das drogas, armas ilegais, marginais sociais e gente afeita à degradação dos seres humanos. É um pena, pois são atletas com muito talento e mereciam para si próprios uma biografia mais decente.
Mesmo que Patrícia Amorim agora demonstre autoridade, ainda é estranha a posição de alguns subordinados.
Um amigo me disse que ouviu outro dia na Gávea, lugar que frequenta desde menino, pessoas que trabalham no clube defendendo Bruno, Adriano e Vágner Love. Um deles disse que "Eliza Samudio mereceu o destino que teve".
Chama a atenção que este discurso, e outros próximos, ganhem ressonância também fora da Gávea. O badalado ex-jogador de futebol e técnico Renato Gaúcho, na TV, já se pronunciou dizendo que o jogador tem o direito a fazer fora do campo o que pretender: "o dinheiro é dele e ele faz o que quiser".
O advogado Michel Asseff Filho, por exemplo, era até há pouco tempo advogado do goleiro Bruno, principal acusado no desaparecimento e provável morte de Eliza. Foi ele quem escolheu e convidou o atual advogado de Bruno. Em Belo Horizonte, chegou-se a especular que seria uma parceria. Maledicência não comprovada.
No caso Samudio, não existe unanimidade. "Prefiro acreditar no Bruno", disse Asseff. O advogado do Flamengo é filho de Michel Asseff, tradicional rubro-negro. É uma família dedicada ao clube.
É quase certo que Patrícia Amorim deixe um legado melhor do que herdou. Principalmente porque agora está no caminho certo, mas acabar com os feudos no clube, ah, isso vai ser difícil!
Morre criança de 11 anos: indignação total e absoluta
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 16/07/2010 18h43
Não tem conversa. O Governo do Estado tem o dever de dar uma satisfação objetiva para o brutal assassinato de Wesley Rodrigues de Oliveira, de 11 anos. A criança estava dentro de sala de aula, no Ciep Rubens Gomes, em Costa Barros, zona norte do Rio. Quem atirou no estudante? Quem fará a investigação?
Chega desta história de bala perdida. Bala perdida é incompetência de quem quer ficar na zona de conforto. Basta!
A exoneração do comandante do Batalhão da área não é suficiente. É uma decisão "insuficiente", ainda que rápida por parte do governador Sérgio Cabral.
Quem determinou esta operação de combate ao tráfico em período escolar? Quem deu a ordem? A Secretaria de Segurança estava ciente de todos os riscos da tal "ocupação"?
Onde já se viu invadir uma área sem levar em conta a integridade física dos cidadãos! A morte de Wesley é um absurdo!
José Serra está abatido
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 15/07/2010 16h18
O candidato do PSDB à presidência, José Serra, está bem mais magro e com o rosto muito abatido. Você viu a última imagem dele na TV?
O curioso é que suas oponentes Marina Silva e Dilma Rousseff se apresentam com muito mais frescor, estão até mais alinhadas e inteiras. Dilma é outra pessoa.
A saúde de Serra não é espetacular e uma corrida pelo país em busca de voto é desgastante por natureza. Mas por que Dilma e Marina não se ressentem do mesmo impacto? Afinal, o profissional ali é o Serra.
Com direito a errar, farei aqui algumas observações de eleitor. Primeiro, a pressão sobre José Serra é imensa. Ele precisa ser a voz da oposição contra Lula e Dilma. E não achou o tom. A escolha do vice foi um equívoco.
Cabe ao ex-governador dizer ao que veio e como será a plataforma "Mais" que pretende convencer eleitores. A coisa está meio parada no meio do caminho. Quase uma nave perdida no espaço.
E por fim, Serra não dorme bem, é pilhado e ainda tem que aparentar um estilo que não é o seu, já que não é risonho e simpático por natureza. Mas está se esforçando.
O ex-governador faz o que pode para sorrir um pouco mais ou, quem sabe, levar os outros a fazê-lo. Ou não foi isso que conseguiu quando fez a dancinha "Muléke" do programa humorístico "Pânico"?
Ontem, no Rio, no encontro que teve com alguns artistas, Serra estava trabalhando e não relaxando como pode-se pensar. É duro. Ou alguém acha que astros como André Gonçalves, Rosamaria Murtinho, Maitê Proença, o crítico de cinema Rubens Edwald Filho, o cineasta Andrucha Waddington, o humorista Marcelo Madureira e o músico Fausto Fawcett estavam lá brincando?
O início da campanha está difícil para ele. O que os tucanos torcem no seu íntimo é que com o andamento dos programas eleitorais no rádio e TV tudo mude e as meninas é que passem a arrancar os seus cabelos ou cair do salto. Será?
Em tempo, cabelo o Serra nem tem mais...
Punição para cooperativas de taxistas agressores
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 12/07/2010 10h55
Li aqui no SRZD que "os cinco taxistas suspeitos de agredir um colega de profissão, no aeroporto Tom Jobim, se apresentaram à polícia na última sexta-feira. Outros dois motoristas que estariam envolvidos na confusão também prestaram depoimento e podem ser indiciados por omissão de socorro". E que um deles, "José Cosmo Neres de Freitas, um dos acusados, já responde a três processos por lesão corporal e formação de quadrilha, todas com origem na Delegacia do Aeroporto Internacional Tom Jobim, mesmo local da agressão contra o taxista que não fazia parte das cooperativas do aeroporto. O motivo dos processos anteriores seria o mesmo: insatisfação com a atuação de motoristas não credenciados".
Chega. Já basta. A Infraero deveria, imediatamente, denunciar os quatro agressores, já que a barbaridade que fizeram com um colega de profissão, e não integrante do seu grupo, ocorre nas suas instalações, e descredenciar a cooperativa Aerotaxi, e a outra, a Aerocoop. As duas empresas são as únicas cadastradas na Infraero para operar no aeroporto.
Simples assim: A Infraero descredencia para essa gente atuar no aeroporto e a Secretaria Municipal de Transporte inicia um processo de investigação sobre o funcionamento das duas organizações. As cooperativas não têm mais condições de exercer o duopólio. É um escárnio.
Qual a razão de esperar mais tempo para agir com quem age com força bruta contra colegas de profissão e passageiros? Os eventos que acontecerão no Rio não podem ficar nas mãos de gente que aprecia práticas criminosas.
Parabéns, Espanha! Viva o 'futebol humano'!
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 11/07/2010 18h40
A conquista da Copa da África pela seleção da Espanha devolve sentido para o esporte mais popular do mundo. É a vitória do "futebol humano". Enfim, uma seleção com cara de povo e não biônica como tantas, inclusive a nossa.
Um técnico com cara de barbeiro - de trabalhador comum; um time de estatura mediana como a maioria dos homens que habitam nosso planeta; um título simbolizado numa só estrela já estampada no peito com muito orgulho; pode existir algo mais humano do que ter uma rainha na torcida? A Espanha tem tudo isso.
Chega de retrancas, técnicos com cara de superestrelas de cinema; atletas com roupas de grife que se isolam dos torcedores e ainda esbanjam contas bancárias astronômicas, bem diferentes das nossas.
Os espanhóis amam o futebol. Investem pesado no esporte e agora estão curtindo a justa recompensa.
Espetáculo e vaidade no caso Bruno
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 08/07/2010 21h36
A vaidade exagerada é uma praga. Ela nos acomete indistintamente, tenho que reconhecer. Peguemos o caso do assassinato de Eliza Samudio que tem como elemento central o goleiro do time mais popular do Brasil.
Bruno, ainda no hall da delegacia, no Rio, conversando animadamente, disse que era atleta do clube de maior torcida do Brasil e que o caso Eliza prejudicará sua convocação para a seleção em 2014. Ele conseguiu transmitir "tranquilidade" mesmo sendo acusado de sequestro, mandante e coparticipante de um crime. É ou não é vaidade em seu estado líquido e sólido?
A entrevista coletiva nesta tarde do delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), em Belo Horizonte, foi um exemplo de bagunça. Mais que isso, é a consolidação do "pavonismo" quando ele toma conta do corpo, alma e mente e aí só os holofotes libertam. Aparecer na TV parece ser a coisa mais importante do mundo. Vaidade.
Li aqui no SRZD que "ao final da entrevista, o atual advogado de Bruno, Ércio Quaresma, invadiu a sala de imprensa gritando para o delegado que queria a cópia do inquérito. Edson Moreira não respondeu e, depois do ocorrido, chamou a atitude de anti-ética". Vaidade.
No Rio, já à noite, a polícia fluminense desfila pelas ruas da cidade um comboio de viaturas com sirenes ligadas, luzes brilhantes e um contigente policial completamente fora dos padrões para levar Bruno e seu amigo Macarrão ao aeroporto Santos Dumont. Vaidade.
Essa turma não precisava se esforçar tanto para ganhar 15 minutos de fama, bastava ficar diante da TV e assistir ao filme "O advogado do Diabo". Está tudo lá. Não é mais macabro do que fizeram com Eliza Samudio, mas assistir à película era mais honesto.
Estamos falando de princípios.
Condenada procuradora que torturava criança
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 08/07/2010 15h22
A Justiça deu uma pronta resposta à sociedade quando condenou a procuradora aposentada Vera Lúcia Sant’Anna Gomes a oito anos e dois meses de prisão. A procuradora foi condenada por torturar uma menina de 2 anos, que pretendia adotar em definitivo.
A sentença do juiz Mário Mazza, da 32ª Vara Criminal do Rio, pode ser contestada. A procuradora ainda pode sair dessa enrascada, apesar da rapidez do judiciário fluminense.
Por que é importante ir para o cárcere alguém da própria Justiça? Porque esta é uma resposta positiva contra o corporativismo.
Ao Ministério Público o alerta de que a lei é para todos. Ao poder judiciário, o rigor de punir. E, para a sociedade, a crença de que nada está perdido.
E se a procuradora que um dia foi chamada de "bruxa" no meio da rua conseguir se livrar em outra instância? Bem, aí a certeza que neste país nunca é demais ter dinheiro, influência ou ser bem relacionado.
Caso Bruno: Flamengo, gestão frouxa
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 07/07/2010 20h42
A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, é decente e parece sinceramente imbuída dos melhores propósitos na condução da administração de um dos clubes mais importantes do mundo. O ineditismo da sua eleição, por si só, já merece respeito. Ela quebrou paradigmas. E merece respeito por isso.
Os méritos registrados no parágrafo anterior não dão a certeza de ações futuras. A atual direção do Flamengo está sendo frouxa e, perigosamente, tolerante com comportamentos absolutamente condenáveis por alguns dos seus atletas. O que será preciso mais fazer para desafiar a ética tão descaradamente?
Os atletas com desvio de conduta desdenham do bom senso. Não me exijam a lista de maus exemplos. Leiam o SRZD e vocês ficarão satisfeitos com os registros dos fatos.
Não dá para uma pessoa equilibrada concordar que o afastamento do goleiro Bruno do time foi o melhor que a gestão Patrícia Amorim pôde fazer para demonstrar ao mundo de torcedores sua insatisfação. Foi pouco. Muito pouco.
No dia Internacional da Mulher, Bruno falou abertamente o que pensa sobre bater no sexo oposto. Deselegante até com sua presidente.
Nos últimos dez dias, o goleiro sorriu, debochou, desdenhou e ainda garantiu que breve "riria de tudo isso". Ele estava se referindo ao desaparecimento de Eliza Samudio. Tudo isso no centro de treinamento do Flamengo. Precisa dizer mais?
Caso Bruno: armação ou verdade?
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 06/07/2010 21h18
Todos sabem que a lei brasileira dá tratamento diferencial ao criminoso com menos de 18 anos. Por causa deste caso que envolve o goleiro do Flamengo, Bruno, o SRZD buscou saber com um professor de Direito Penal o que pode acontecer a um menor que por acaso tire a vida de alguém. Vale a pena ler.
O desaparecimento da jovem Eliza Samudio e o aparecimento de repente de um rapaz de 17 anos que diz tê-la agredido e traz para si toda a responsabilidade pela provável morte dela é pelo menos estranho. É uma armação de adultos por trás disso tudo ou é uma verdade o que o adolescente contou na delegacia?
Com a palavra a Polícia. Mas peraí, é a mesma Polícia que deu por encerrado o caso do jogador Adriano naquele episódio da moto que apareceu com um traficante na favela?
O patrimônio de Sérgio Cabral e Fernando Gabeira
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 05/07/2010 22h44
As declarações de bens dos dois principais candidatos ao governo do Rio já estão registradas no Tribunal Regional Eleitoral.
Quando Fernando Gabeira se candidatou a prefeito do Rio de Janeiro, em 2008, ele dizia ter a grandeza de R$ 54 mil em bens. E agora, R$ 60 mil. Não cresceu muito.
O governador Sérgio Cabral havia declarado R$ 647 mil em bens na última eleição, e agora, R$ 843 mil.
Dunga demitido, CBF e a elegância
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 04/07/2010 17h49
Não posso acreditar que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tenha demitido o técnico Dunga por carta. Pior, através de um comunicado divulgado para a imprensa. Não deve ter sido assim.
Vamos aguardar os desdobramentos para termos a informação correta. Neste domingo pela manhã, Dunga deu entrevistas no aeroporto de Porto Alegre e disse que sua saída da função dependeria do presidente da CBF que ainda está na África do Sul.
O tom de Dunga era o de que estaria à disposição para permanecer no cargo, se fosse essa a intenção da CBF. Creio que ele soubesse que esta hipótese estava 99% descartada. Mas foi elegante. Melhor sair assim.
Elegância que faltou ao empregador, se é que Teixeira não ligou para seu subordinado e homologou o desligamento realmente pela imprensa.
Dunga apanhou bastante por conta dos seus erros e seu estúpido jeito de ser. Mas além da conta, é injusto e desumano.
A comissão técnica da seleção - incluindo Dunga - era integrada por profissionais que prestaram serviços ao futebol brasileiro. Não merecem sair aos pontapés.
Pelo visto, os cartolas continuam se achando os donos da bola. Pena. Pensei que estivéssemos avançando.
Alemanha em Copas: não brinquem com ela
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 03/07/2010 12h45
A seleção alemã massacrou a da Argentina. A Alemanha comprovou mais força, saúde, preparo físico, controle emocional e estar melhor estruturada em campo. E, o mais importante, sufocou as saídas de bola da equipe de Maradona. Foi à luta com eficiência.
Taticamente, a Alemanha surpreendeu porque não esperou a Argentina mostrar suas credenciais. Antes que o brasileiro caia num equívoco, cuidado com os alemães. Daqui para frente não dá mais para torcer para eles.
Vamos aos números: a Alemanha já levou para casa três títulos: 1954, 1974 e 1990. E foi vice-campeã em 1966, 1982, 1986 e 2002.
É bom que os alemães parem por aí.
A melhor manchete da internet é: "Alemanha 4 x 0 Argentina. Alguém anotou a placa?"
Felipão: a volta da família Scolari
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 03/07/2010 10h44
Se a decisão do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tivesse que ser tomada hoje, o substituto de Dunga na seleção brasileira seria sem medo de errar: Luiz Felipe Scolari, campeão do mundo em 2002 na Alemanha. Felipão já disse sim.
Ricardo Teixeira que está de olhos fixos na presidência da Fifa, sempre com o apoio do decano João Havelange, vai esperar destilar o fracasso na África para anunciar o novo nome. Se Dunga tivesse levado nosso selecionado ao título, o seu substituto seria o ex-jogador e também campeão do Mundo, Leonardo.
A cartolagem precisa de alguém que conheça o jogo interno das maracutaias e caminhos de curvas que colocam num só caldeirão empresários de jogadores, patrocinadores, dirigentes de clubes, interesses financeiros de toda ordem e a difícil administração do sentimento do torcedor. É uma pedreira.
O que é fato, anote aí, Felipão já disse sim, e ele será o novo técnico até 2014. Só será diferente se o chefe do clã da família Scolari disser um não inesperado por motivo de força maior. Mas aí, será uma surpresa.
Vá se acostumando, o técnico turrão, mas competente, está de volta. Pelo menos temos uma notícia boa, agora será a vez novamente de um técnico e não de um perigoso experimento.
Quando o experimento dá certo, quem ousou vira gênio, mas se dá errado quem decidiu e quem protagonizou passeia pelas páginas da história como "burro".
É duro, mas no Brasil é assim que funciona!
Quem será o novo técnico da seleção?
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 02/07/2010 21h15
Leonardo ou Luiz Felipe Scolari?
Dunga, Felipe Mello e os zangados
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 02/07/2010 20h58
A imbatível frasista Maria Eduarda Novaes me mandou mais essa: "O Brasil hoje se resume a 1 Dunga, 11 Sonecas e milhões de Zangados."
Melhor essa frase do que a que divulgou a mulher do Kaká, Caroline Celico. Ela debochou da derrota brasileira para a Holanda: "Falaram que o Dunga está cantando Eu vou... Eu vou... Pra casa agora eu vou!".
Calma, Brasil!
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 02/07/2010 13h29
A maturidade e tradição de alta qualidade do futebol brasileiro nos obriga a saber perder e analisar a fundo onde erramos. A seleção fez um bom primeiro tempo, lugar comum. Mas pecou no segundo, principalmente pelo desequilíbrio emocional.
Os nossos jogadores não sabem jogar marcados e nem quando o placar está adverso. Não concordo em responsabilizar o técnico Dunga pelo fracasso neste jogo contra a Holanda. O que ele poderia fazer? As substituições demoram por um processo burocrático da Fifa. E, cá pra nós, que culpa pode ter Dunga se o árbitro japonês foi horroroso. Ele não é único, coitado. Nota zero para a Fifa.
O técnico Dunga errou na convocação. Um jogador com o perfil de Felipe Mello precisa estar no elenco para jogos duros, mas não decisivos. Felipe não tem equilíbrio emocional. Mas nós, torcedores brasileiros, não podemos agir como Felipe Mello. Não podemos dar botinadas, porque perdemos.
Perdemos, sim, mas temos estrelas no peito e responsabilidade de organizarmos uma linda Copa em 2014. Calma, Brasil, e bola pra frente.
Imóvel popular
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 02/07/2010 05h57
Um dos assuntos mais buscados pelo leitor do SRZD é saber como funciona o programa do Governo Federal "Minha Casa Minha Vida". É incrível como o chamado "sonho da casa própria" ainda mobiliza a atenção do brasileiro.
Eu tomei um café da manhã com um dos mais atuantes executivos do setor imobiliário do Rio e região sudeste, Marco Antonio Adnet, da Rossi. Ele está entusiasmado com o apetite da nova classe média brasileira, impulsionada pelo boom dos segmentos C, D e E. "Os preços recuperaram os da época do BNH, na década de 70. A estabilidade da moeda e os juros reais abaixo de um dígito deram um impulso ao setor muito grande", desabafou Adnet.
Para ele, as unidades que se enquadram no programa "Minha Casa, Minha Vida" são 80% para moradia, mas já desperta o interesse dos investidores que representam algo em torno de 20% do mercado.
Se levarmos em conta que o povão é bom pagador e ultrapassa 2% de inadimplência, enquanto os endinheirados ficam ao redor de 5%, realmente passou a valer a pena para as construtoras investirem pesado na área.
A Rossi foi uma das que saltou na frente buscando investir nas zonas Norte, Oeste e Baixada Fluminense, muito antes das outras. Ela sacou que existia uma necessidade em regiões mais desamparadas pelo poder público e que teria que ser atendida rapidamente.
Marco Adnet estima que as metas de vendas da empresa serão alcançadas este ano e metade certamente virá do programa do governo.
Ele não disse tão abertamente, mas a impressão que eu fiquei da nossa conversa é que o setor da construção está satisfeito com o governo Lula, e Dilma Rousseff deverá se beneficiar disso.
"Nós apostamos no conceito 'neo urbanismo', são verdadeiras minicidades. Para isso, temos 30 arquitetos trabalhando internamente e fábricas de pré-moldados. Os imóveis econômicos podem ser construídos e entregues em até 1 ano. Vamos oferecer nossos produtos de porta a porta. Atacaremos ainda mais o varejo imobiliário. Hoje, para se adquirir um imóvel de R$ 90 mil, o cliente paga uma prestação mensal de R$ 350. E se por algum motivo ele não puder pagar, repactuamos o restante", arrematou.
Este otimismo é compartilhado por outras gigantes do setor. A Rossi é a quarta em faturamento no Brasil, mas o entusiasmo também é encontrado em concorentes comoa Gafisa e a CHL, também. Elas estão rindo à toa.
E o cliente, será que conseguirá encaixar no salário as prestações para que o sonho não se torne pesadelo?
Chapa Garotinho: pai e filha
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 30/06/2010 20h36
Anthony para federal e Clarissa para estadual. Esta é a chapa "puro sangue do PR". Isto se o TSE deixar, é claro!
A vereadora Clarissa Garotinho me disse que quer fazer do pai dela o mais votado do Brasil.Pelo menos, proporcinalmente ao tamanho do universo eleitoral.
"Garotinho vai defender os royalties em Brasília. Não conseguimos criar condições de disputar o governo do Estado. Cabral(o governador) usou de golpes. Seria uma luta desigual. Uma campanha do tostão contra o trilhão. Sem tempo na TV e sem presença na mídia, tudo ficou muito difícil", disse Clarissa.
Agora veja como é a vida, o vice de Fernando Peregrino que será o candidato a governador é o pastor Davi, vice-Presidente da Assembléia de Deus. Inocentemente eu perguntei: "Qual o sobrenome do pastor Davi?". A vereadora engasgou e disse: "...Cabral".
Surpreso repliquei: "Cabral, Clarissa??". Aí ela foi rápida: "mas esse é Cabral do bem".
Então, tá!
Crivella deve vir para deputado federal
Sidney Rezende | Sidney Rezende | 30/06/2010 20h29
O ex-governador Anthony Garotinho convidou o senador Marcelo Crivella para tentar a reeleição pelo Partido da República. Mas Crivella se disse pressionado pelo partido dele para ser candidato à Câmara Federal. Crivella é do PRB, Partido Republicano Brasileiro.
Tudo indica que Crivella não quer arriscar uma eleição duvidosa já que tem uma garantida. A conferir.
Dunga, Alex Escobar e a elegância
Sidney Rezende | 21/06/2010 00h06
Espetáculo e vaidade no caso Bruno
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O goleiro Bruno é perigoso para a sociedade
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