SRZD



Sidney Rezende

Sidney Rezende

ATUALIDADE. Diretor do SRZD, apresentador do "Brasil TV", da "Rede Globo", e âncora de telejornais da "GloboNews". Sidney foi um dos fundadores da "CBN".

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



27/06/2015 17h32

Carta aos jovens
Sidney Rezende

Defendo uma tese que sei não ser unânime. Com o fim da ditadura militar, os jovens pais negligenciaram a educação dos seus filhos e voltaram-se mais para si. Para eles, era a oportunidade de viajar, passear, se divertir, pensar na vida pessoal e acelerar o passo em "busca pelo tempo perdido". 

Os pais eram jovens também e parecia justo que respirassem um pouquinho. Os anos de chumbo ceifaram a liberdade, tornaram sonhos impossíveis, e amar sem as botas da opressão parecia o melhor a ser feito.

As crianças foram moldando-se aos programas infantis da TV, a educação dada pelas babás, aos ensinamentos transmitidos por professores nem sempre esclarecidos do passado recente, e pelo que aprendiam nas ruas.

As drogas foram trazidas para dentro de casa, a displicência sexual virou um problema sério, a gravidez precoce, a falta de ocupação social e avós no vácuo deixado pelos pais eram encrencas demais. 

Uma vez, vi um professor universitário sintetizando o colapso numa pergunta aparentemente inocente: 

- Alunos, vocês querem que eu dê aula?

Não. Eles não queriam saber de educação. "Para que?", deviam pensar!

Os crimes foram multiplicando-se nas ruas, e a História oral sobre os destinos do país, que deveria ser transmitida com isenção, foi para baixo do tapete. A direita e os conservadores ganharam a cabeça dos filhos dos "subversivos" que deram seu sangue contra torturadores e reacionários que nada tinham a ver com a democracia.

Aquela geração e os adultos de hoje, com menos de 30 anos, não têm raízes com o país que herdaram. Muitos têm a cabeça pequena burguesa que tanto seus pais combateram. 

"Quem sabe faz a hora e não espera acontecer" não é o que dizia a canção do Geraldo Vandré? A "educação" dos pais dos meninos fracassou. Hoje os seus filhos parecem namorar com os golpistas que estão caminhando forte para derrubar o governo.

Meninos, seus pais os pouparam de dizer com todas as letras as agruras das trevas. Pois saibam que não se constrói uma nação sem o espírito e a alma da liberdade em cada cidadão.

O que estamos vendo agora é a possível vitória de uma minoria que sempre mandou neste país e não hesitará em segregar os pobres, subjugar os negros e escravizar o povo ao lugar que julgam ser seu por direito adquirido, a caverna da ignorância. Abram o olho. O que se pretende vir por aí é um golpe nos valores nobres defendidos por seus pais. Vocês não sabem quais são porque muitos nem eram nascidos.

Amem o Brasil e não o deixem cair nas mãos de aproveitadores que só pensam na sua única classe social e no bolso já gordo.


3 Comentários | Clique aqui para comentar

17/06/2015 15h47

A coleira do Brasil
Sidney Rezende

Eis uma cena curiosa. Um homem curvado tenta por longos minutos estabelecer diálogo com o seu cão. Tudo porque o animal sentou na calçada e se recusou a seguir a caminhada. O espécime esbanjava desdém. E ainda deu-se ao luxo de olhar para o outro lado - como se cansado do colóquio -, enquanto patas travadas no solo não o tiravam do lugar.

- Vamos Totó, precisamos ir! Eu não tenho todo o tempo do mundo...'vambôra'!

E ali, e por um bom tempo, o rapaz aguardou a decisão do seu companheiro.

Você já reparou como no Brasil de hoje nós assistimos inúmeras situações em que os "cachorros de plantão" conduzem os "donos"? Neste país, poucos se habilitam a segurar as rédeas.

Outro dia, uma criança destratou a mãe com palavrões e a esbofeteou na frente de todos. A mãe, atônita, não sabia o que fazer. E quando isso acontece... ela nada fez!  Vivemos o tempo em que os pequenos usam smartphones e os adultos preferem livros de colorir.

O jogo do bicho é contravenção, mas nas esquinas do Rio de Janeiro é uma prática comum. Interessados podem fazer sua fezinha sem repressão. Quem já não viu "autoridades" no ato de suas apostas?

Motoristas ultrapassam sinais de trânsito em velocidade proibitiva, xingam pedestres nas faixas oficiais, muitas vezes os atropelam, tudo diante de policiais. Ora, dirão, "isto não é comigo", é com a Guarda Municipal. Hein?

O prefeito de uma cidade do interior de São Paulo manteve trancafiados num galpão ônibus escolares novinhos e optou por uma frota de vans caindo aos pedaços. Detalhe, as carroças que "atendiam" aos estudantes pertenciam a um vereador. Ah, agora entendemos tudo.

Um outro prefeito, para hostilizar a Câmara de Vereadores que o fiscalizava, despejou todo mundo do prédio e a Casa Legislativa foi funcionar na casa do presidente da instituição.

O ministro da Justiça está indignado com o sistema prisional brasileiro. Eu também. O detalhe é que ele é a autoridade que está sentada lá no seu gabinete para resolver este e outros problemas semelhantes. Não adianta discurso, queremos ação.

O ex-governador de Minas, pelo PSDB, Eduardo Azeredo, pelo andar da carruagem, pode envelhecer tranquilo, porque ele não será julgado pelos crimes aos quais está sendo acusado. Neste país, dois pesos e duas medidas é mais ou menos como o cachorro que senta na calçada e orienta o rumo que a coleira deve seguir.

Um advogado me contou que no dia que um fundo estrangeiro faria um grande investimento no país foi dada a ele a notícia que o responsável brasileiro tinha sido preso pela Polícia Federal. O advogado foi designado para dar a notícia aos americanos. O interlocutor beirou o desrespeito e encerrou o papo numa única e constrangedora frase:

- Tudo bem. Isto é Brasil!

Quando o advogado desligou, arrasado, relatou seu sentimento: "Fui obrigado a ouvir isso e voltar a minha insignificância!".


1 Comentários | Clique aqui para comentar

21/05/2015 21h18

Inovação na indústria catarinense
Sidney Rezende

Estive em Santa Catarina no evento internacional realizado pela Federação das Indústrias do Estado (FIESC) para discutir os Desafios e Contribuições da Gestão de Saúde para a Indústria. Discutimos ideias inovadoras que podem ser adotadas por todos que procurem o SESI.

Painel Desafios e Contribuições da Gestão de Saúde para a Indústria promovido pela FIESC. Foto: Divulgação

 



10/05/2015 12h21

De entrevistador a entrevistado
Sidney Rezende

O jovem jornalista Gavião Repórter fez uma entrevista muito honesta sobre a minha carreira. Agradeço a ele e espero que vocês gostem. Ele a dividiu em 3 partes. Assista abaixo:

 

 

 



06/05/2015 09h57

Reflexão interessante do professor Nilson Lage
Sidney Rezende

Depoimento do jornalista e professor Nilson Lage publicado no Facebook e reproduzido na coluna "Fatos&Comentários" , do Monitor Mercantil, sobre as razões das demissões nas redações da imprensa tradicional:

"Uma questão central é que o jornalismo praticado na mídia comercial - não só aqui, mas aqui com exagero - rompeu com a notícia como relato de fatos de atualidade para se concentrar na antevisão dos fatos do futuro. Essa escolha coloca em primeiro plano, não o que realmente acontece, mas o que teria de acontecer, ou aconteceria necessariamente, em decorrência de uma teoria prévia sobre o mundo. Quem formula essa teoria é, em última análise, o verdadeiro editor do jornal; uma vaga entidade exógena, associada a determinados interesses e grupos de pressão. A função dos jornalistas é extrair dos fatos argumentos que comprovem as verdades convenientes pré-estabelecidas. Não importa, portanto, se a crise existe, ou qual a intensidade dela; importa a crise que deveria existir e a intensidade que deveria ter. Isso vale para o público em geral e também para os anunciantes".



04/05/2015 11h00

Palestra para militares do exército
Sidney Rezende

Agradeço a acolhida dos militares da Escola do Comando do Estado maior do Exército durante a palestra que ministrei sobre comunicação e sociedade.

A seriedade na forma como foram feitos os questionamentos foi um momento raro nestes tempos de efemeridades.

Sidney Rezende em palestra para militares. Foto: Acervo pessoal

Sidney Rezende em palestra para militares. Foto: Acervo pessoal

Sidney Rezende em palestra para militares. Foto: Acervo pessoal



29/04/2015 08h21

Não compre, adote
Sidney Rezende

O meu filho disse tudo!

Assista ao vídeo:

 



27/04/2015 08h24

Edir Macedo e os católicos
Sidney Rezende

Na extensa entrevista concedida ao jornalista Roberto Cabrini, do "SBT", pelo líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, o que mais chamou a atenção foi sua posição de frontal oposição à Igreja Católica.

Apesar de frisar que respeita todas as religiões, o líder evangélico também deixou claro que não tem e nem quer diálogo com os católicos. Edir condenou o chute na santa que tanto irritou os seguidores do Papa, mas explicou por qual razão rompeu a fé católica.

Para ele, os católicos cultuam um Jesus morto e não a sua identidade com a vida. Vai dar o que falar.


2 Comentários | Clique aqui para comentar

27/04/2015 08h18

Indicadores Financeiros
Sidney Rezende

Recebo análises de vários bancos sobre a economia brasileira. O primeiro boletim com indicadores que recebi hoje, segunda, 27 de abril, foi do Banco Fator. Leia abaixo as informações mais relevantes.

·          IPCA sobe de 8,23% para 8,25% neste ano e continua em 5,60% no próximo

·          Preços administrados sobem de 13% para 13,1% em 2015 e de 5,6% para 5,71% no ano seguinte

·          Selic continua em 13,25% (alta adicional de 0,50 p.p. na reunião de abril) em 2015 e 11,50% em 2016

·          Dólar passa de 3,21 para 3,20 neste ano e continua em 3,30 no próximo

·          Produção industrial continua em -2,5% em 2015 e +1,5% em 2016

·          Balança comercial passa de superávit em US$ 4,3 bi para US$ 4,17 neste ano e continua em US$ 9,95 no próximo



23/04/2015 15h20

Jorge Castanheira é o cara do Carnaval
Sidney Rezende

O Carnaval do Rio de Janeiro é um espetáculo que não precisa provar mais nada para ninguém. É único. É original. É a mais bela demonstração artística coletiva de alta performance do planeta.

Isto só é possível porque conjuga música, dança, artes plásticas. Tudo inédito. Cada fornada sempre traz algo novo. Uma fonte de inspiração.

O Carnaval é a expressão do uso espacial do solo mais incrível que conheço. Tudo isto graças aos artistas que dão sua vida para que a festa seja sempre incrível. Na retaguarda, um batalhão de craques anônimos distribuídos na maquinaria, costura, ferragens, logística e engenharia.

Mas nós, que amamos o samba, temos o péssimo hábito de perder muito tempo com questiúnculas quando poderíamos nos dedicar ao essencial. O Carnaval é sucesso, porque tem competência como respaldo de cada ação.

Sempre surgirão "atiradores" questionando os organizadores do Carnaval. Tudo bem. Faz parte. Mas não esqueçamos que o principal é a promoção do espetáculo no rumo que sempre se trilhou: o da consagração popular e o do reconhecimento nacional e internacional.

Sempre aparece alguém inventando a pólvora e dizendo que precisa mudar o modelo de gestão do Carnaval. Gente que pensa que o seu conhecimento de marketing "harvardiano" é suficiente para varrer para o ralo quem trabalhou no espetáculo todos estes anos. Calma aí, gente. Não é assim que a banda toca.

Esta introdução serve para firmarmos a convicção de que o Carnaval do Rio não pertence a uma pessoa, um grupo, uma agremiação ou a poucos líderes. E muito menos a meia dúzia de políticos de ocasião. É maior do que isso. Hoje é uma realização de muitos com o objetivo de entregar ao espectador que acorre até a Passarela do Samba ou assiste pela TV e internet uma atração renovada.

O tititi de que a era do presidente da Liga, Jorge Castanheira, acabou, me parece precipitada. Castanheira é um lorde, educadíssimo, trabalhador, atento quando do surgimento de críticas construtivas e um sujeito capaz de deitar debaixo de carro alegórico para consertar o eixo quebrado ou receber uma alta autoridade com a humildade de quem aparentemente nada fez pela grande festa. Mas fez e faz muito.

Castanheira hoje é espinha dorsal.

Jorge Castanheira. Foto: SRZD

Jorge Castanheira é o responsável pela unidade que todos os anos leva o Carnaval para milhões de lares. É um homem discreto, mas acima de tudo um equilibrista que apanha de todos os lados. Onde estão os bem informados para ajudá-lo a passar pela intempérie?

Política e administração não são para covardes.

Chegou a hora no Brasil de parar de se detonar tudo e não reconhecer o que é feito de positivo. Na minha avaliação, o Carnaval precisa de um planejamento ainda mais rigoroso. O check list do espetáculo é feito muito em cima da hora. E isto não é bom.

Mas quanto à permanência de Jorge Castanheira à frente da Liga das Escolas de Samba é um acerto. A não ser que ele não queira.

Assim como o Carnaval do Rio de Janeiro, Castanheira não precisa provar mais nada para ninguém. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos 20 dias.


20 Comentários | Clique aqui para comentar

15/04/2015 00h00

Noite de autógrafos do livro 'Ah se eu fosse presidente...'
Sidney Rezende

Depois do primeiro lançamento do meu novo livro "Ah se eu fosse presidente...", em março, fiz uma noite de autógrafos ontem, no Espaço Cariocando, no Catete. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas e a recepção calorosa dos organizadores do evento.

E a noite começou muitíssimo bem. O primeiro autógrafo foi para um dos grandes artistas da música brasileira. Fagner, que participou do livro, foi muito simpático e foi uma honra recebê-lo. Vale à pena ler o que ele disse em seu depoimento ao ser perguntado o que faria se fosse presidente.

Clóvis Monteiro e Edilson Silva, que participaram muito gentilmente do livro, também apareceram por lá. Ainda tive o prazer de receber jornalistas, amigos e pessoas que até então não conhecia, muitas delas ouvintes da época em que eu tinha um programa na rádio. 

Veja abaixo a galeria de fotos:

Fagner e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Clóvis Monteiro, mulher e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Edilson Sillva. Foto: SRZD

Ricardo Campello e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Genésio Nogueira e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Lilian Cavalheiro e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Ana Egito e Sidney Rezende. Foto: SRZD

Rogério Marques e Sidney Rezende. Foto: SRZD

 

- Veja aqui mais fotos da noite


1 Comentários | Clique aqui para comentar

01/04/2015 16h29

Tim Maia ainda gera polêmica
Sidney Rezende

Nesta terça-feira à noite, foi lançado no Vivo Rio o projeto Nivea Musical, com Ivete Sangalo e Criolo, em homenagem a Tim Maia. A abertura do evento ficou sob a responsabilidade de Nelson Motta, crítico e um dos "biógrafos" do polêmico cantor e compositor. Motta disse que nunca ouviu ninguém falar que não gostasse de Tim Maia e discorreu longamente sobre as qualidades do velho Tim.

Criolo e Ivete Sangalo em projeto em homenagem a Tim Maia. Foto: Reprodução/InstagramEu assisti ao espetáculo, a convite da Nivea, de coração aberto e sem pré-conceitos. Não esperava nada, para ser sincero. Gosto da Ivete, não conheço bem Criolo, não sabia da presença de Nelson Motta e nem ideia do que encontraria. Sentei lá, comi minhas castanhas, tomei suco de pêssego, bastante água e não comi um salgadinho sequer. Quer dizer, comi uma trufa de maracujá quando já estava saindo.

Lógico que sou informado o suficiente para saber que não faz muito tempo o músico Ed Motta escreveu no Facebook que tinha "vontade de vomitar" com o projeto. Ele escreveu: "Para mim, a música do Tim Maia é intocável, fica bom mesmo é com ele, é preciso honestidade e vergonha na cara para admitir isso..." (...)

Deixe-me ser mais justo com o Ed Motta, e por isso, transcreverei o texto integral: "Uma empresa de creme, [sic] me procurou para fazer o 'projeto' Tim Maia, a grana não era compatível com meu desprazer em fazer isso... Para mim a música do Tim Maia é intocável, fica bom mesmo é com ele, é preciso honestidade e vergonha na cara para admitir isso... O cara que teria REALMENTE cabedal para um tributo ao Tim Maia seria o Claudio Zoli, por conta do timbre de voz, e também a história e envolvimento de carreira. O compromisso com o soul/funk carioca etc etc. Mais do que sacanagem, é um desrespeito por gente que dedicou a vida inteira a isso.Vontade de vomitar, que coisa PODRE...".

Pois bem, prosseguindo, Ivete é uma profusão de carisma e charme pessoal que contagia qualquer plateia. Ela sabe tudo de domínio de palco, mas quem cantou muito foi o Criolo. "Primavera" na voz do Criolo foi um escândalo. Não havia uma sílaba da letra fora da nota musical. Concentração máxima. Ela, uma profusão, e ele, o rei do intimismo.

Criolo em projeto em homenagem a Tim Maia. Foto: Reprodução/Instagram

O show não foi perfeito, mas foi agradável e serviu como uma luva no propósito de alcançar o que se chama por um "tributo", "homenagem", "celebração"... A propósito, as três palavras foram repetidas todo o tempo.

Diferentemente de Ed Motta, penso que todo compositor ou cantor pode ter sua arte interpretada por qualquer outro colega em qualquer tempo. Sob este aspecto, não vejo problema "tocar" na obra alheia. Sou até a favor de mexer, remexer, alterar, mudar, dar nova versão, outra leitura a qualquer obra que tenha sido produzida. Arte pra mim não é estanque.

Sobre o cachê ser pequeno para uma apresentação como essa, cabe a empresa contratante responder. Claudio Zoli poderia muito bem ser convidado, sim. É um craque e, por incrível que pareça, ainda sem o devido reconhecimento público. Quem é das "internas" sabe a importância dele.

Gosto muito de saber que grandes empresas investem em cultura, seja qual for a modalidade. Gostaria mais ainda que vissem com mais atenção os veículos digitais que atuam na internet e são diferenciais neste momento de mesmice.

O show de Ivete e Criolo foi bem legal, e não é ruim saber que ele ainda será repetido em 6 outras capitais. Por que não??


3 Comentários | Clique aqui para comentar

31/03/2015 08h06

Olha quem estava em Genebra neste fim de semana
Sidney Rezende

Edir Macedo em Genebra. Foto: SRZD



27/02/2015 16h08

Rio e seus 450 anos
Sidney Rezende

No dia em que o Rio completa 450 anos, em 1º de março, será lançado pela editora Gryphus o livro "A história do Rio de Janeiro", da historiadora Armelle Enders. A francesa, apaixonada pelo Rio, apresenta um retrato da cidade, desde sua fundação em 1565 até os dias atuais. A obra é perfeita na comemoração de aniversário da Cidade Maravilhosa. 

No livro, vamos descobrir que a cidade foi palco de inúmeras batalhas entre indígenas e com uma população pouco inclinada a entusiasmos e manifestações ruidosas. Muito diferente da identidade atual vista por brasileiros e estrangeiros: festeira e despreocupada. Armelle explica que o Rio tem um "brilho internacional". 

Além do encantamento pela cidade, a obra também mostra os problemas que a acompanham. "No Rio de Janeiro, a ordem e a desordem parecem sempre caminhar juntas", explica a francesa. Tem razão, mas somos apaixonados por essa cidade. Parabéns, Rio!!!


2 Comentários | Clique aqui para comentar

06/02/2015 15h28

Depois da UPP, vem aí BBP e venda de quartéis
Sidney Rezende

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que 3.330 ex-detentos foram flagrados praticando crimes em 2014 e voltaram a ser presos pela polícia.

===

Vem aí o BBP, Batalhão de Polícia de Proximidade. Trata-se de uma espécie de "Delegacia Legal" da PM e que funcionará nos bairros do Rio de forma descentralizada. Cada unidade terá um capitão com autonomia para fazer os procedimentos que julgar necessários. A tomada de decisão se pretende mais rápida e sem burocracia. O primeiro projeto piloto fará a cobertura da Tijuca, Andaraí, Vila Isabel e Grajaú.

====
O sucesso do BBP acelerará a venda dos prédios e terrenos onde hoje funcionam os quartéis da Polícia Militar. Tem gente contra essa ideia dentro da PM e muito mais gente a favor fora dela, como o setor imobiliário. A pressão de cada lado recairá no colo do governador Pezão.

===

"O Comando Vermelho está esfacelado", palavras do secretário José Mariano Beltrame. O problema agora é outro: são os menores de idade que trazem uma "pipa" em uma das mãos e uma "pistola" na outra. Os menores estão sem comando, na opinião de Beltrame.

===

A PM está vivendo um momento delicado. Nos últimos oito anos de gestão de Governo do Rio, já passaram sete comandantes pela PM. Agora, sem orçamento para desempenhar o seu trabalho, se prevê chuvas e trovoadas para breve.


1 Comentários | Clique aqui para comentar