Os 5+ do Pit Stop - Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 2000
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 12/03/2009 05:58
O Pit Stop
encerra a série de lista dedicadas a relembrar as maiores corridas da história da Fórmula 1. O ranking desta quinta destaca cinco das provas mais memoráveis que a categoria teve nos anos 2000:
5. Brasil/2003 - Fisichella vence "corrida maluca" na chuva de Interlagos
O GP Brasil de 2003 foi talvez a corrida mais confusa da história da F-1. Disputada em meio a um temporal em Interlagos, a prova terminou com a vitória de Giancarlo Fisichella, da modesta equipe Jordan. Durante uma semana, porém, Kimi Raikkonen foi considerado o vencedor por causa de um erro da cronometragem, que só esclarecido dias após a corrida. Vários pilotos bateram - Michael Schumacher e Juan Pablo Montoya entre eles -, Rubens Barrichello ficou sem gasolina e uma pancada fortíssima de Fernando Alonso e Mark Webber forçou o fim prematuro da prova.
4. Brasil/2006 - Massa ganha, Alonso é bicampeão e Schumacher rouba a cena
Correndo em casa, Felipe Massa liderou de ponta a ponta e conquistou uma vitória incontestável em frente de sua torcida. Em segundo, Fernando Alonso levou o título e se tornou o bicampeão mais jovem da história. Mas nada disso chamou mais atenção do que a performance espetacular de Michael Schumacher. No dia de sua despedida, o alemão caiu para o fim do pelotão por causa de um pneu furado e veio ultrapassando todos os adversários. Foram nada menos de 17 manobras ao longo da prova, que lhe renderam um brilhante quarto lugar.
3. Hungria/2006 - Button sai do meio do grid e quebra tabu de vitórias
Normalmente disputado em meio a um sol de rachar, o GP da Hungria teve outra dinâmica em 2006. Pela primeira e única vez, choveu no circuito de Hungaroring. E o resultado da prova, como não poderia deixar de ser, foi bastante anormal. Os favoritos Michael Schumacher e Fernando Alonso tiveram problemas e ficaram longe da vitória, que caiu no colo de Jenson Button. Largando de 16º no grid, o inglês fez uma corrida perfeita e conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1.
2. Japão/2005 - Raikkonen triufa com ultrapassagem na última volta
Por causa da chuva que chegou no meio do treino classificatório, vários favoritos começaram o GP do Japão de 2005 do fim do grid. Entre eles, estava Kimi Raikkonen. Naquela que foi talvez sua maior corrida na Fórmula 1, o finlandês veio superando todos os adversários e, depois de largar de 17º, venceu com uma ultrapassagem sobre Giancarlo Fisichella na última volta. A prova em Suzuka teve diversas disputas de posição e o campeão Fernando Alonso também se destacou, vencendo um duelo sensacional com Michael Schumacher.
1. Brasil/2008 - Hamilton, Massa e a decisão de título mais dramática dos últimos anos
A decisão do título da temporada 2008 quebrou todos os tabus. Pela primeira vez, o campeonato só foi definido na última curva da última volta, quando Lewis Hamilton ultrapassou Timo Glock e alcançou o quinto lugar que previsava para confirmar o título. Felipe Massa venceu e a torcida em Interlagos comemorou, mas a alegria não durou por muito tempo. No pódio, o semblante emocionado de Massa contrastava com a felicidade radiante de Hamilton, que não parecia acreditar na própria façanha. Sem dúvida, a decisão do campeonato foi a mais dramática da história recente da F-1.
*A coluna "Os 5+ do Pit Stop" é publicada todas as terças e quintas no Pit Stop
Os 5+ do Pit Stop - Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 90
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 10/03/2009 06:01
O Pit Stop
prossegue com a série de lista dedicadas a relembrar as maiores corridas da história da F-1. O ranking desta terça destaca cinco das provas mais memoráveis que a categoria teve nos anos 90:
5. Brasil/1991 - Senna vence só com a sexta marcha
Após vários anos de decepções, Ayrton Senna finalmente quebrou o jejum de vitórias em casa e venceu o GP Brasil de 1991, em Interlagos. No início da corrida, o piloto da McLaren travou um belo duelo com o inglês Nigel Mansell, que foi obrigado a desistir após rodar justamente no "S do Senna". Disparado na liderança, Ayrton parecia ter caminho livre até a vitória, mas começou a enfrentar problemas de câmbio. Ele correu as últimas voltas da prova apenas com a sexta marcha e conquistou um triunfo épico, apenas três segundos à frente do italiano Riccardo Patrese.
4. Mônaco/1996 - Vitória do azarão Panis na chuva de Monte Carlo
O GP de Mônaco de 1996 entrou para a história como a corrida que teve menos carros recebendo a bandeirada de chegada. Na última volta, apenas o vencedor Olivier Panis, o vice-líder David Coulthard e o terceiro colocado Johnny Herbert viram a quadriculada. No total, somente sete carros foram classificados. A prova, disputada em meio a uma fina garoa, foi um teste de resistência. Michael Schumacher bateu, o motor de Damon Hill estourou e a vitória caiu no colo do azarão Panis, que fez a corrida de sua vida após largar do 13º lugar no grid.
3. Europa/1997 - Villeneuve derrota Schumacher e leva o título
O épico duelo entre Jacques Villeneuve e Michael Schumacher pelo título de 1997 teve seu "grand finale" no GP da Europa. No treino de classificação, os dois e o alemão Heinz-Harald Frentzen simplesmente empataram, com o mesmo tempo até a casa dos milésimos. Na corrida, Villeneuve e Schumacher disputaram uma corrida à parte. O alemão liderou a maior parte da prova, mas o canadense se aproximava perigosamente. Quando Villeneuve tentou a manobra, Schumacher fechou e foi para fora da pista. O piloto da Williams resistiu, terminou em terceiro e foi campeão.
2. Bélgica/1998 - Acidente monstruoso na largada e dobradinha da Jordan
Disputado em meio a um enorme temporal no circuito de Spa-Francorchamps, o GP da Bélgica de 1998 ficou marcado por causa do gigantesco acidente ocorrido na largada, que envolveu nada menos do que 18 carros. Após vários minutos de interrupções, a corrida recomeçou e as surpresas não pararam. Os pilotos das favoritas McLaren e Ferrari bateram. Assim, a liderança caiu no colo de Damon Hill, que conquistou uma histórica primeira vitória para a Jordan. Ralf Schumacher completou a dobradinha da equipe inglesa e Jean Alesi fechou o pódio.
1. Europa/1993 - A obra-prima de Senna
Talvez a maior exibição de um piloto na história da Fórmula 1, o GP da Europa de 1993 foi a obra-prima de Ayrton Senna. Num dia de "chove-não-molha" no circuito de Donington Park, Senna parecia correr na pista seca, enquanto os outros andavam no molhado. Na primeira volta, o piloto da McLaren ultrapassou quatro adversários, incluindo o grande rival Alain Prost, e assumiu a liderança. Daí até a bandeirada, continuou tranquilo na ponta e venceu com vantagem de quase um minuto e meio para Damon Hill.
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 80
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 05/03/2009 05:49
O Pit Stop
prossegue com a série de lista dedicadas a relembrar as maiores corridas da história da F-1. O ranking desta terça relembra cinco das provas mais memoráveis que a categoria teve nos anos 80:
5. Espanha/1986 - Senna vence Mansell por 14 milésimos
A temporada de 1986 foi uma das mais memoráveis da história da Fórmula 1 e teve disputas históricas entre o quarteto formado por Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet e Ayrton Senna. No GP da Espanha, segunda prova do ano, Mansell precisou ir ao box para trocar pneus e voltou num ritmo frenético. O inglês ultrapassou Prost e foi para cima do líder Senna. Os dois entraram colados na última curva e Mansell tentou a manobra na linha de chegada. Foi por pouco: Senna venceu por apenas 14 milésimos.
4. Hungria/1986 - A antológica ultrapassagem de Piquet sobre Senna
Em 1986, o travado circuito de Hungaroring foi usado pela primeira vez na Fórmula 1. Desde o início, o traçado não agradou aos pilotos, que diziam ser quase impossível ultrapassar. Na corrida, porém, Nelson Piquet encontrou uma maneira de superar Ayrton Senna por fora, no fim da reta de largada, naquela que é considerada por muitos a ultrapassagem mais espetacular que a Fórmula 1 já teve. Piquet venceu a corrida e Senna precisou aceitar a segunda posição. O duelo entre os dois ficou marcado.
3. Mônaco/1984 - O primeiro show de Senna na Fórmula 1
Antes do GP de Mônaco de 1984, Ayrton Senna ainda era um desconhecido para grande parte do público da Fórmula 1. Tudo mudou após a sensacional performance do brasileiro em meio ao temporal de Monte Carlo. Largando de 13º, Senna fez várias ultrapassagens e terminou a corrida em segundo. Ele perdeu a vitória para Alain Prost em virtude de uma controvertida decisão do diretor de prova Jacky Ickx, que decidiu encerrar a corrida antes do tempo. Em terceiro, o alemão Stefan Bellof, que havia largado de último, também teve uma performance magnífica.
2. Japão/1989 - O polêmico acidente entre Prost e Senna
No fim de 1989, a rivalidade entre Alain Prost e Ayrton Senna chegava ao auge. Já acertado com a Ferrari para o ano seguinte, o francês liderava o campeonato e estava próximo do título quando chegou o GP do Japão. Para Senna, só a vitória interessava. Ele marcou a pole, mas perdeu a ponta na largada. Prost comandou praticamente toda a corrida, só que o rival começou a se aproximar no fim. Senna tentou a ultrapassagem na chicane de Suzuka e os dois bateram. O brasileiro ainda retornou e conquistou uma vitória emocionante. Entretanto, foi desclassificado de forma polêmica e Prost foi campeão.
1. Austrália/1986 - Pneu furado tira título de Mansell
A espetacular temporada de 1986 terminou com uma corrida que fez justiça a todas as emoções daquele ano. Disputavam o título Nigel Mansell, Alain Prost e Nelson Piquet, com amplo favoritismo para o inglês. Até faltarem poucas voltas para o fim da prova, nada parecia impedir a glória de Mansell. Foi aí que o pneu traseiro direito da Williams explodiu em milhões de pedaços, encerrando de forma dramática a corrida do "Leão". Piquet assumiu a liderança, mas precisou ir ao box e o título caiu no colo de Prost.
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 70
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 03/03/2009 05:55
O Pit Stop
prossegue com a série de lista dedicadas a relembrar as maiores corridas da história da F-1. O ranking desta terça relembra cinco das provas mais memoráveis que a categoria teve nos anos 70:
5. Holanda/1979 - Jones vence, mas Villeneuve rouba a cena
O grande vencedor do GP da Holanda de 1979 foi o australiano Alan Jones, mas o maior heroi daquela corrida no circuito de Zandvoort foi o canadense Gilles Villeneuve. Com uma linda ultrapassagem por fora, o piloto da Ferrari tomou a liderança de Jones e disparou na ponta. Entretanto, um furo de pneu pôs tudo a perder. O problema forçou uma rodada de Villeneuve na famosa curva Tarzan e o canadense ficou estacionado na pista. Então, numa cena antológica, Villeneuve deu a marcha à ré e insistiu em continuar na prova. Ele precisou abandonar por danos na suspensão, mas conquistou milhares de fãs com sua enorme demonstração de bravura.
4. Brasil/1975 - A dobradinha de Pace e Emerson em Interlagos
O GP Brasil de 1975 não foi exatamente uma das mais incríveis corridas que a Fórmula 1 já teve, mas a prova entrou para a história do automobilismo brasileiro. Pela primeira vez, dois pilotos do Brasil fizeram uma dobradinha e tudo aconteceu em frente à torcida em Interlagos. José Carlos Pace, o Moco, venceu sua primeira e única corrida e Emerson Fittipaldi completou a festa brasileira.
3. Mônaco/1970 - Brabham perde a vitória na última curva
Sensação do início da temporada de 1970, o veterano Jack Brabham venceu o GP da África do Sul e liderava com tranquilidade a prova de Mônaco. Então, nos momentos finais, o austríaco Jochen Rindt começou a se aproximar. Atrapalhado por retardatários, Brabham perdeu a vantagem e os dois entraram colados na última volta. O australiano tentou se defender, mas cometeu um erro na última curva e perdeu o ponto de freada. Ele seguiu reto e Rindt conquistou a vitória para surpresa de todos - até do diretor de prova, que não deu a bandeira quadriculada porque esperava por Brabham.
2. Itália/1971 - A chegada mais apertada da história
O ano de 1971 marcou a última prova em Monza antes da construção de chicanes no circuito italiano. Por causa do efeito do vácuo, vários pilotos se revezaram na liderança, numa disputa emocionante. No fim, o azarão Peter Gethin obteve sua primeira e única vitória ao superar o sueco Ronnie Peterson por apenas um centésimo, na chegada mais apertada que a Fórmula 1 já teve. Em terceiro, quarto e quinto, François Cevert, Mike Hailwood e Howden Ganley também receberam a bandeirada no mesmo segundo do líder.
1. França/1979 - O fantástico duelo de Villeneuve e Arnoux
No GP da França de 1979, o piloto da casa Jean Pierre Jabouille venceu a primeira corrida da carreira, conquistando um triunfo inédito para a Renault e para equipes com motores turbo. Mas a corrida não entrou para a história em virtude disso, e sim por causa da espetacular e memorável batalha entre Gilles Villeneuve e Rene Arnoux pelo segundo lugar. O canadense venceu o duelo após uma intensa disputa com o francês. Os dois chegaram a se tocar em mais de uma oportunidade e trocaram de posição diversas vezes em apenas três voltas.
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 60
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 26/02/2009 11:53
O Pit Stop
prossegue com a série de lista dedicadas a relembrar as maiores corridas da história da F-1. O ranking desta terça relembra as provas mais memoráveis que a categoria teve nos anos 60
5. Alemanha/1968 - A obra-prima de Stewart
Taxado de "covarde" em virtude da sua cruzada por mais segurança nas pistas, Jackie Stewart provou que era um piloto realmente corajoso no GP da Alemanha de 1968. Disputada em meio à forte neblina no perigoso circuito de Nurburgring, a corrida foi um show particular do escocês, que assumiu a liderança na primeira volta e literalmente sumiu na liderança. No fim da prova, Stewart recebeu a bandeirada com quatro minutos de vantagem sobre o segundo colocado Graham Hill, que não chegou nem perto de ameaçar o triunfo do escocês.
4. México/1964 - Surtees é campeão na última volta
Jim Clark, Graham Hill e John Surtees tinham alguma chance de título na última corrida de 1964, o GP do México. Favorito, Hill saiu da disputa ao se chocar com o companheiro de Surtees na Ferrari, Lorenzo Bandini. Disparado na liderança, Clark parecia rumo ao bicampeonato, mas quebrou na última volta. Surtees era o terceiro, só que precisava ser o segundo para levar o troféu. Um mecânico da Ferrari correu de forma desesperada para a pista e Bandini, que estava na segunda posição, teve o bom senso de entender a sinalização. Ele estacionou o carro e Surtees foi campeão.
3. Itália/1969 - Stewart vence na linha de chegada
Numa das chegadas mais apertadas da história da Fórmula 1, Jackie Stewart superou Jochen Rindt por apenas alguns centímetros na última volta do GP da Itália de 1969. O francês Jean Pierre Beltoise tomiu a liderança na curva Parabólica, que leva à linha de chegada, mas perdeu tempo na saída do cotovelo e foi ultrapassado por Stewart e Rindt. O austríaco sai ucom mais velocidade, porém Stewart conseguiu manter uma pequena vantagem e venceu por apenas oito centésimos.
2. Mônaco/1961 - Moss derrota Ginther em duelo espetacular
Correndo com uma Lotus nitidamente inferior, Stirling Moss fez a corrida de sua vida para vencer o GP de Mônaco de 1961. Nas últimas vinte voltas, ele travou um duelo emocionante com o americano Richie Ginther, da Ferrari, que vinha diminuindo a vantagem. Entretanto, Moss acelerou e quebrou o recorde da volta, andando num ritmo de treino classificatório. Na chegada, ele recebeu a bandeirada com três segundos e meio de vantagem para Ginther.
1. Itália/1967 - O show de Clark e o duelo de Surtees e Brabham
Depois de ter um pneu furado no início, Jim Clark ficou uma volta atrás dos líderes. Numa recuperação espetacular, o escocês foi passando todos os adversários e assumiu a ponta a poucos giros da bandeirada. Mas não era para ser: na última volta, o carro de Clark começa a ficar para trás, sem gasolina. Jack Brabham e John Surtees duelam pelo triunfo nos metros finais e o australiano faz a ultrapassagem na curva Parabolica. Logo depois, porém, Surtees se recupera e bate Brabham na linha de chegada por apenas alguns metros.
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**Fotos: F1-Facts.com / sem crédito divulgado
Os 5+ do Pit Stop - Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 50
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 24/02/2009 07:46
O Pit Stop
dá início a uma série de lista dedicadas a relembrar as maiores corridas da história da F-1. O ranking desta terça relembra as provas mais memoráveis que a categoria teve nos anos 50:
5. Argentina/1958 - A primeira vitória do motor traseiro
Piloto principal da Vanwall, o inglês Stirling Moss correu o GP da Argentina de 1958 pela Cooper porque sua equipe não se inscreveu para a etapa de Buenos Aires. No grid de apenas dez carros, Moss era o sétimo com o pequeno Cooper. Então, na corrida, veio a zebra: conservando seus pneus, Moss não precisou fazer pit stops e assumiu a lideração. Ele resistiu ao calor sufocante para conquistar uma vitória histórica, a primeira de um carro equipado com um motor traseiro, sinalizando que uma nova era começava na Fórmula 1.
4. Inglaterra/1957 - Os ingleses desencantam
Os carros ingleses começavam a se destacar na F-1, mas ainda faltava a primeira vitória. O jejum foi quebrado exatamente no GP da Inglaterra de 1957, disputado no circuito de Aintree. Stirling Moss largou da pole e disparou na liderança, mas o motor quebrou. Assim, a equipe Vanwall chamou Tony Brooks ao box e, numa manobra permitida na época, trocou seus pilotos. Moss voltou em nono e realizou o impossível: num ritmo frenético, foi ultrapassando todos os adversários e conquistou uma magnífica vitória.
3. Inglaterra/1951 - Surge uma lenda chamada Ferrari
Até o GP da Inglaterra de 1951, apenas a Alfa Romeo havia vencido na F-1. Isso mudou quando o argentino Jose Froilain Gonzales arrebatou o primeiro triunfo da Ferrari. Com uma performance perfeita, "El Cabeçón" superou o compatriota Juan Manuel Fangio e venceu a prova de Silverstone. No fim do ano, Fangio se sagraria o campeão pela primeira vez na carreira, levando o troféu para a Alfa. Mas a F-1 já havia mudado para sempre com o surgimento de uma lenda chamada Ferrari.
2. França/1953 - Hawthorn supera Fangio na chegada
A primeira vitória de um piloto inglês na F-1 foi conquistada por Mike Hawthorn no GP da França de 1953. Correndo pela Ferrari, Hawthorn superou Juan Manuel Fangio num duelo que durou praticamente toda a corrida. Na penúltima volta, os dois passaram pela chegada colados, mas Hawthorn abriu distância e venceu com um segundo de diferença. Na sequência, José Froilan Gonzales e Alberto Ascari também receberam a bandeirada colados nos líderes, num fim de prova espetacular:
1. Alemanha/1957 - A obra-prima de Fangio
Para muitos, a maior performance de um piloto na história da F-1 aconteceu no GP da Alemanha de 1957. Juan Manuel Fangio corria com uma Maserati inferior às Ferrari dos ingleses Mike Hawthorn e Peter Collins, mas tirou a diferença no talento. No meio da prova, disputada no longo e perigoso circuito de Nurburgring, Fangio fez um pit stop muito lento e voltou 50 segundos atrás dos rivais. Batendo o recorde da volta seguidamente, alcançou os adversários a dois giros do fim e tomou a liderança. Era a obra-prima de "Il Maestro":
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**Fotos: F1-Facts.com / sem crédito divulgado
Os 5+ do Pit Stop - Cinco momentos memoráveis da carreira de Niki Lauda
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 19/02/2009 11:47
No próximo domingo, dia 22, o tricampeão mundial Niki Lauda comemora 60 anos de idade. Para celebrar a data, o Pit Stop relembre cinco dos momentos mais memoráveis do lendário piloto austríaco:
5. O primeiro triunfo após o retorno com a McLaren
Após anunciar a aposentadora de forma súbita em 1979, Lauda abandonou a Fórmula 1 para cuidar da sua companhia aérea, a Lauda Air. Entretanto, o austríaco não mostrou como empresário a mesma habilidade que tinha como piloto. Sem dinheiro, foi forçado a retornar à F-1 e aceitou uma proposta da equipe McLaren, recém-comprada pelo jovem e ambicioso Ron Dennis. As dúvidas sobre a capacidade de Lauda se dissiparam logo em sua segunda corrida, o GP de Long Beach, que o austríaco dominou e venceu quase de ponta a ponta:
4. A vitória com o Brabham "ventilador"
Em 1978, a Brabham estava em desvantagem em relação a Lotus e Ferrari. Para mudar o panorama, o genial engenheiro Gordon Murray projetou o Brabham BT46B, apelidado de "carro-ventilador" ou "fan car". O modelo tinha um exaustor abaixo do aerofólio traseiro que, além de cumprir sua função principal, também criava um fluxo de ar que colava o carro no chão e permitia mais velocidade em curva. Lauda correu com o BT46B apenas no GP da Suécia de 1978. O austríaco venceu a corrida e o carro foi declarado ilegal dias depois.
3. A perda do título em meio ao aguaceiro de Fuji
Depois de quase morrer num acidente no GP da Alemanha, Lauda estava determinado a não dar outra chance para o azar. Na finalíssima do campeonato de 1976, o GP do Japão, o austríaco tinha três pontos de vantagem para o inglês James Hunt. Mas chovia forte na hora da largada e Lauda não quis se arriscar. Na segunda volta, encostou o carro nos boxes e explicou: "A Ferrari me paga para correr, não para me jogar da janela". Hunt terminou em terceiro lugar e levou o título com um ponto de vantagem para Lauda.
2. O tricampeonato por meio ponto
Na mais apertada decisão de título da história, Lauda derrotou o companheiro de equipe Alain Prost por apenas meio ponto em 1984. A finalíssima do campeonato foi o GP de Portugal, no Estoril. Enquanto Prost disparava na liderança, Lauda fazia lenta corrida de recuperação. O austríaco só precisava terminar no segundo lugar, e foi isso o que ele fez. Com uma ultrapassagem sobre Ayrton Senna e contando com a quebra de Nigel Mansell, Lauda chegou à posição que precisava e foi tricampeão.
1. O acidente quase fatal em Nurburgring
Por mais vitórias que Lauda tenha tido na carreira, não há como negar que o acidente quase fatal no GP da Alemanha de 1976 foi o momento marcante da trajetória do austríaco. Com o carro em chamas, Lauda sofreu queimaduras fortíssimas e foi levado ao hospital em estado crítico, mas sobreviveu. Semanas depois, já estava de volta para terminar num bravíssimo quarto lugar no GP da Itália. A experiência quase fatal mudou a postura de Lauda, que nunca mais se arriscou além do necessário numa pista de corrida.
ATENÇÃO:
O vídeo abaixo contém imagens fortes
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco chegadas emocionantes da Daytona 500
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 17/02/2009 10:55
Apelidada de "A Grande Corrida Americana", a Daytona 500 é a corrida mais famosa e tradicional da Nascar. Neste ano, a prova foi disputada no último fim de semana e terminou com a vitória de Matt Kenseth
. Na lista desta terça-feira, conheça cinco das chegadas mais espetaculares que a Daytona 500 já teve:
5. Dale Earnhardt perde a vitória na última volta
Considerado por muitos o melhor piloto da história da Nascar, Dale Earnhardt nunca teve muita sorte em Daytona. Em 1990, o "Intimidador" comandou a prova com tranquilidade até que uma bandeira amarela juntou o pelotão a poucas voltas do fim. Na relargada, Earnhardt manteve a ponta até a última curva, quando teve um pneu furado e perdeu a vitória para o azarão Derrick Cope.
4. Lee Petty vence no "photo-finish"
A chegada mais apertada da história da Daytona 500 aconteceu em 1959. Lee Petty e Johnny Beauchamp batalharam pelo triunfo nas últimas voltas e receberam a bandeirada lado a lado, com um retardatário entre eles. Os dois foram levados ao "círculo da vitória" e Beauchamp foi declarado o vencedor provisório. Três dias depois, após a revelação da "photo-finish", a direção da Nascar inverteu o resultado e deu o primeiro lugar a Petty.
3. Líderes batem e vitória fica com Richard Petty
Nas voltas finais da prova de 1979, Cale Yarborough e Donnie Allison batalharam pela liderança de forma emocionante. No giro final, Yarborough tentou colocar por dentro e Allison fechou. A dupla se tocou em plena reta oposta e o inevitável aconteceu. Os dois bateram e a vitória caiu no colo de Richard Petty, que venceu a Daytona 500 pela quinta vez. Após saírem dos carros, Yarborough e Allison continuaram a luta com tapas e pontapés, e precisaram ser contidos pelos comissários de pista.
2. Dale Earnhardt quebra o tabu
Finalmente, após 20 tentativas, o lendário Dale Earnhardt quebrou o tabu e venceu a Daytona 500 pela primeira vez. O fim da corrida de 1998 nem foi tão espetacular assim, já que aconteceu sob bandeira amarela. Mas a comemoração de Earnhardt e a homenagem que ele recebeu de praticamente todos os mecânicos e pilotos da Nascar foi um dos momentos mais emocionantes da história da Nascar.
1. David Pearson ganha com o carro em frangalhos
A chegada da Daytona 500 de 1976 pareceu cena de cinema. Nas últimas voltas, Richard Petty e David Pearson duelaram sozinhos pelo triunfo. Na curva final, os dois bateram e ficaram atravessados na pista. Petty parou a centímetros da linha de chegada, mas o motor morreu e Pearson, com o carro em frangalhos, ganhou a corrida recebendo a bandeirada pelo gramado. Empurrado, Petty ainda terminou em segundo, só que o triunfo já havia sido perdido.
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco pilotos de estilo "bon vivant"
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 12/02/2009 09:49
Ser piloto de F-1 é sinônimo de fama, dinheiro e vida muito agitada. Alguns preferem sossegar ao lado de uma única namorada, mas há outros que aproveitam ao máximos os fins de semana de GP. Na lista abaixo, confira pilotos que ficaram famosos pelo estilo "bon vivant":
5. David Coulthard
O escocês David Coulthard foi o último grande playboy da Fórmula 1. Numa época em que os pilotos pareciam cada vez mais robotizados, o escocês se destacava pela personalidade descontraída e por suas várias e belas namoradas. Entre outras conquistas, Coulthard namorou a modelo Heidi Klum e a socialite britânica Victoria Hervey. Em junho de 2006, o piloto finalmente sossegou e anunciou o noivado com a jornalista Karen Minier. Em novembro do ano passado, a moça deu à luz o primeiro filho do casal, um menino que ganhou o nome de Dayton.
4. Eddie Irvine
Quando formavam a dupla da Ferrari, Eddie Irvine e Michael Schumacher eram exatamente o oposto um do outro. Enquanto o alemão fazia o tipo sério e sisudo, o irlandês era o playboy que cantava garotas no momento em que era entrevistado e desfilava a cada corrida com uma nova namorada. Mesmo depois que abandonou a F-1, Irvine continuou fazendo sucesso. Em 2006, o ex-piloto teve um rápido romance com a atriz Pamela Anderson, que terminou o namoro porque Irvine seria "doce demais" para ela.
3. Mike Hailwood
Conhecido como "Mike The Bike", o inglês Mike Hailwood foi um multicampeão do Mundial de Motovelocidade e também tentou a sorte na F-1 nos anos 60 e 70, sem muito sucesso. Fora das pistas, era do tipo que aproveitava cada minuto de um fim de semana de GP. Certa vez, Emerson Fittipaldi viu Hailwood entrando no hotel às 9h da manhã de um GP da Holanda. "Noite fantástica! Emerson, estou ótimo", disse o inglês. Na corrida, Hailwood chegou em quarto e explicou depois: "Eu estava muito feliz. A garota era linda, foi a melhor noite da minha vida!".
2. James Hunt
O inglês James Hunt traduzia com perfeição o espírito dos anos 70. Dentro da pista, era um piloto destemido e agressivo. Envolvia-se em muitos acidentes, mas era capaz de performances espetaculares que compensavam sua relativa irregularidade. Nos bastidores, Hunt era um playboy que adorava festas e era sempre visto ao lado de lindas mulheres. Fumava, bebia e não estava nem aí para isso. Piloto de grande carisma, Hunt conquistou os ingleses e foi o maior ídolo da torcida britânica nos anos 70.
1. Birabongse Bhanutej Bhanubandh, o Príncipe Bira
Membra da família real tailandesa, Birabongse Bhanutej Bhanubandh, mais conhecido como "Príncipe Bira", foi estudar na Inglaterra aos 13 anos e não mais deixou o país. Apaixonou-se pelas corridas e, usando seu próprio dinheiro, começou a competir. Na Fórmula 1, disputou 19 provas entre 1950 e 1954, conseguindo dois quartos lugares como melhor resultado. Reza a lenda que o excêntrico Príncipe Bira exercitava os reflexos antes de cada prova na companhia de, no mínimo, seis garotas. Um pequeno harém que, na hora dos GPs, se tornava seu fã-clube especial.
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**Fotos:
David Coulthard - Mathias Kniepeiss / GEPA Pictures / Red Bull Media
Eddie Irvine - Extraía de www.f1cartvideos.com / sem crédito divulgado
Mike Hailwood - Extraída de www.motosclassicas70.com.br / sem crédito divulgado
James Hunt - Reprodução
Príncipe Bira - Extraída de www.brooklands.org.uk / sem crédito divulgado
Os 5+ do Pit Stop - Cinco campeões que pouco fizeram nas categorias de base
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 10/02/2009 09:42
Nem todos os grandes nomes da Fórmula 1 tiveram um currículo recheado de vitórias nas categorias de base. Alguns, inclusive, chegaram à F-1 com uma trajetória modesta, que nada indicava estar ali um futuro campeão. Confira na lista abaixo cinco campeões mundiais que quase nada fizeram nas categorias de base:
5. Nigel Mansell
O "Leão" Nigel Mansell acumulou vitórias na Fórmula Ford, onde chegou a vencer 33 corridas apenas no ano de 1977. Entretanto, seu desempenho nos anos seguintes nada indicava que ele seria o futuro ídolo da torcida inglesa. Em 1978 e 1979, Mansell obteve resultados muito discretos na Fórmula 3 Inglesa, tendo conquistado apenas alguns poucos triunfos. Após terminar em oitavo no campeonato de 1979, ele teve a sorte de chamar a atenção do dono da Lotus, Colin Chapman, que o contratou para o cargo de piloto de testes. Mais tarde, em 1981, Mansell foi promovido a titular.
4. Niki Lauda
Nascido numa rica família da Áustria, Niki Lauda progrediu no automobilismo com a ajuda do dinheiro que tinha em casa. Disputou corridas com Porsche e Chevron comprados por ele mesmo e, após conseguir um empréstimo com um banco, pagou para correr na Fórmula 2. Em 1971, ficou apenas em décimo no campeonato, com um terceiro lugar como melhor resultado. Ainda assim, arrumou lugar na F-1 no ano seguinte. Seu início na categoria também foi modesto e, somente após ser contratado pela Ferrari em 1974, a carreira de Lauda realmente decolou.
3. Kimi Raikkonen
Dizer que Kimi Raikkonen não fez "quase nada" nas categorias de base é até uma injustiça. Ao contrário dos demais nomes desta lista, o finlandês conquistou poucos triunfos simplesmente porque mal teve tempo de disputar outros campeonatos antes de chegar à F-1. O currículo de Raikkonen nas categorias de base se resume a 23 corridas na Fórmula Renault Inglesa, entre 1999 e 2000. O "Homem de Gelo" venceu 13 e, em 2001, foi contratado pela equipe Sauber. Não teve oportunidade nem de disputar um campeonato de Fórmula 3, passagem quase obrigatória para os pilotos que sonham com a F-1.
2. Damon Hill
Filho do bicampeão Graham Hill, morto num acidente de avião em 1975, Damon Hill precisou cumprir uma longa carreira nas categorias de base antes de chegar à Fórmula 1. Entre 1983 e 1988, disputou campeonatos variados na Inglaterra, sem nunca se sagrar campeão. Em 1989, Hill subiu para a Fórmula 3000 e, no ano de estreia, teve um 15º lugar como melhor resultado. Nos anos seguintes, permaneceu na categoria e jamais conquistou uma vitória. Apesar disso, foi contratado como piloto de testes da Williams em 1991, quando foi o sétimo na classificação da F-3000, e logo ganhou espaço na F-1.
1. James Hunt
Certa vez, o inglês James Hunt classificou sua carreira como "engraçada". De fato, a trajetória do piloto obedece a uma lógica inversa à de todos os demais: quanto mais Hunt avançava na carreira e enfrentava campeonatos mais difíceis, mais resultados de expressão ia conquistando. Após uma carreira modesta na Fórmula Ford e na Fórmula 3, Hunt aliou-se ao Lord Alexander Hesketh e, pela Hesketh Racing, chegou à F-2 e à F-1. Somente em 1975, quando venceu o GP da Holanda, Hunt quebrou o inacreditável tabu de nunca ter conquistado uma vitória na carreira.
*A coluna "Os 5+ do Pit Stop" é publicada todas as terças e quintas no Pit Stop
**Fotos: F1-Facts.com / sem crédito divulgado
Os 5+ do Pit Stop - Cinco brasileiro que mereciam mais sorte na Fórmula 1
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 05/02/2009 11:55
Na Fórmula 1, talento nem sempre é suficiente para ter sucesso. É preciso estar no lugar certo, na hora certa. Na lista desta quinta, confira cinco brasileiro que mereciam ter ido mais longe:
5. Luciano Burti
Luciano Burti dificilmente brigaria por títulos ou até mesmo vitórias na Fórmula 1, mas é inegável que a sua passagem pela categoria foi marcada pela má sorte. O paulista estreou pela Jaguar e, depois de apenas quatro provas, precisou se mudar para a Prost porque o time inglês mudou de direção e ele perdeu espaço. Na equipe francesa, sofreu dois graves acidentes nos GPs de Alemanha e Bélgica de 2001. O segundo o afastou das pistas até o fim daquele ano. Burti retornaria como titular da Prost na temporada seguinte, mas a Prost faliu e fechou as portas.
4. Roberto Moreno
Em 1982, Roberto Moreno teve a chance de estrear na F-1 pela equipe Lotus, como substituto de Nigel Mansell no GP da Holanda. Entretanto, o brasileiro não conhecia a pista e nem o carro, e não conseguiu sequer classificação para a largada. O péssimo desempenho forçou Moreno a começar tudo do zero. Somente no fim dos ano 80 ele ganharia outra oportunidade, mas sempre por equipes pequenas. Correu por vários times falidos e só teve uma chance de verdade na Benetton, onde fazia temporada razoável em 1991 antes de ser demitido para a chegada de um certo Michael Schumacher.
3. Cristiano da Matta
O mineiro Cristiano da Matta chegou à Fórmula 1 credenciado pelo título na antiga Fórmula CART, mas teve sua carreira na categoria estragada pela confusa equipe Toyota. Entre 2003 e 2004, chegou a ter performances de destaque, tendo liderado boa parte do GP da Inglaterra de 2003 e largado do terceiro lugar no GP do Japão do mesmo ano. Entretanto, Da Matta questionava a equipe fora das pistas, reclamava da lentidão em se corrigir defeitos e, assim, foi se desgastando com a cúpula do time. No meio de 2004, foi demitido e não retornou mais para a Fórmula 1.
2. Ingo Hoffmann
O maior vencedor da história da Stock Car foi prejudicado pelo início difícil da equipe Copersucar. O plano original era que Ingo fosse o segundo piloto de Emerson Fittipaldi, mas a pressão sobre a equipe era muito grande e o bicampeão recebia todas as atenções. Depois de poucas corridas, a Copersucar retirou o carro de Ingo, que nunca conseguiu uma chance de correr por outras escuderias. Foram apenas seis corridas, três largadas e um sétimo lugar como melhor resultado. Na Stock Car, Ingo mostrou do que era capaz e levou 12 títulos para casa.
1. Chico Landi
Antes do aparecimento de Emerson Fittipaldi, Chico Landi foi o mais importante piloto brasileiro no cenário internacional do esporte a motor. Chico teve poucas oportunidades de mostrar seu talento fora do Brasil, mas conseguiu resultados bem expressivos. No GP de Bari de 1948, derrotou a nata do automobilismo europeu e venceu inclusive o futuro pentacampeão Juan Manuel Fangio. Dizem que Chico era tão bom quanto o argentino. Pena que nunca teve uma chance de verdade na F-1, onde disputou somente seis provas e só conseguiu um quarto lugar como melhor colocação.
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco "futuros campeões" que nunca chegaram lá
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 03/02/2009 11:31
Grandes resultados nas categorias de base nem sempre são suficientes para levar jovens pilotos à glória na F-1. Na lista desta terça-feira, conheça cinco nomes que eram apontados como "futuros campeões", mas nunca conseguiram chegar lá.
5. Heinz-Harald Frentzen
Ao lado do austríaco Karl Wendlinger e de um certo Michael Schumacher, o alemão Heinz-Harald Frentzen fazia parte de um trio de jovens pilotos escolhidos a dedo pelo programa de talentos da Mercedes no início dos anos 90. Assim como os outros dois, Frentzen chegou à Fórmula 1. Teve mais sucesso do que Wendlinger, mas não se comparou a Schumacher. Certa vez, o chefe de equipe da Williams, Patrick Head, declarou que Frentzen era "bonzinho demais" para a F-1 e que o piloto não sabia se impor. Talvez esses motivos expliquem o relativo fracasso do alemão na categoria.
4. Jan Magnussen
Em 1994, o jovem dinamarquês Jan Magnussen venceu 14 das 18 corridas da Fórmula 3 Inglesa, quebrando todos os recordes da categoria. Classificado por Jackie Stewart como "o maior talento desde Ayrton Senna", Magnussen ganhou uma chance na Fórmula 1 na própria equipe do escocês, a Stewart Grand Prix. De 1997 a 1998, fez 25 provas e foi quase sempre batido pelo companheiro Rubens Barrichello. Marcou somente um ponto em toda a carreira e acabou demitido no meio da temporada de 1998.
3. Michele Alboreto
A Itália não vence o campeonato da Fórmula 1 desde 1953, com Alberto Ascari, mas chegou perto de quebrar o jejum em 1985, com Michele Alboreto. Correndo exatamente pela Ferrari, o italiano ganhou duas provas, mas terminou batido pelo francês Alain Prost e ficou com o vice. Depois disso, Alboreto nunca mais foi o mesmo e jamais voltou a ganhar um GP da categoria. Em 14 temporadas na F-1, correu por sete equipes, conquistou um total de cinco triunfos e 23 pódios, mas não confirmou a expectativa que a torcida italiana depositava em seu talento.
2. Michael Andretti
Filho do ex-campeão mundial Mario Andretti, Michael estreou na Fórmula 1 em 1993, pela McLaren, tendo como companheiro de equipe ninguém menos do que Ayrton Senna. Sua aventura na categoria se tornaria um dos maiores equívocos que a F-1 já viu. Embora reconhecidamente talentoso, Andretti não se adaptou à McLaren e ao ambiente da Fórmula 1. O americano jamais conseguiu desafiar Senna dentro da equipe e terminou demitido após 13 corridas, tendo um terceiro lugar no GP da Itália como melhor resultado.
1. Jean Alesi
Campeão da Fórmula 3000 em 1989, o francês Jean Alesi chegou à Fórmula 1 com pinta de fenômeno. No GP dos Estados Unidos de 1990, travou um duelo histórico contra Ayrton Senna e, embora tenha perdido a vitória, terminou num excelente segundo lugar. No fim do ano, cometeu o erro de sua vida ao assinar com a Ferrari e recusar uma proposta da Williams, que viria a dominar a F-1 nas temporadas seguintes. Alesi permaneceu na categoria até 2001, disputou 202 GPs e obteve uma emocionante vitória no GP do Canadá de 1995, mas nunca chegou sequer a brigar por título.
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Os 5+ do Pit Stop - Cinco acidentes fatais bizarros
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 29/01/2009 10:55
A Fórmula 1 sempre foi um esporte perigoso, mas já não convive com a sombra da morte como em suas primeiras décadas de existência. Na época mais romântica da categoria, pilotos perdiam a vida até em batidas estúpidas. Na lista abaixo, confira cinco dos acidentes fatais mais bizarros que a Fórmula 1 já teve:
5. Luigi Musso e o carro sabotado
O acidente fatal do italiano Luigi Musso jamais foi bem explicado. O que se sabe é que Musso saiu da pista em alta velocidade no GP da França de 1958, como se tivesse perdido os freios, justamente na curva mais fechada do circuito de Reims. Bateu e não teve como escapar dos ferimentos. Tempos depois, veio a explicação: Musso estava sendo ameaçado por dívidas de jogo e o seu carro foi sabotado. Essa tese, embora nunca comprovada, se tornou a lenda para explicar o estranho acidente do piloto da Ferrari.
4. Helmuth Koinigg e o guard-rail mal fixado
O austríaco Helmuth Koinigg talvez tenha protagonizado o acidente de mais azar que resultado em morte na Fórmula 1. Durante o GP dos Estados Unidos de 1974, o austríaco vinha no meio pelotão quando sofreu uma falha de suspensão no trecho mais rápido do circuito. O carro bateu em velocidade relativamente pequena, mas o guard-rail mal fixado não resistiu. A barreira de proteção levantou e o carro passou por debaixo dela. O pobre Koinigg terminou decapitado, enquanto seu carro ficou quase intacto.
3. Giulio Cabianca e o acidente com o motorista de táxi
Piloto de testes da Ferrari no início dos anos 60, o italiano Giulio Cabianca fez apenas três provas na Fórmula 1 e chegou a obter um quatro lugar no GP da Itália de 1960. Em junho de 1961, enquanto treinava na pista de Modena com um Cooper, o piloto ficou com o acelerador emperrado e morreu num acidente bizarro. Seu carro deixou o circuito, que era situado no meio da cidade, e entrou numa via pública, onde colidiu de frente com um táxi. Cabiana, o motorista e outros dois ocupantes do táxi morreram na batida.
2. Alan Stacey e o choque com um pássaro
Um dos pilotos britânicos mais promissores no fim da década de 50, Alan Stacey desapareceu subitamente por causa de um estúpido acidente no GP da Bélgica de 1960. O inglês fazia boa corrida e ocupava o sexto lugar quando foi atingido no rosto por um pássaro, justamente na curva mais rápida do perigoso circuito de Spa-Fracorchamps. A Lotus de Stacey se desgovernou e caiu numa ribanceira. Até hoje, não se sabe se o piloto morreu com a pancada do pássaro ou no acidente, em si. O fato é que Stacey já estava inconsciente quando seu carro saiu da pista.
1. Tom Pryce e o bombeiro que atravessava a pista
O mais bizarro acidente fatal da Fórmula 1 é certamenta aquele que vitimou o galês Tom Pryce no GP da África do Sul de 1977. Durante a corrida, o italiano Renzo Zorzi, parceiro de Pryce na equipe Shadow, sofreu uma quebra de motor na reta principal. Dois bombeiros resolveram atravessar a pista com extintores de incêndio. O segundo deles, Frederik Jansen Van Vuuren, de 19 anos, foi atingido em cheio por Pryce e morreu na hora. O piloto também teve morte instantânea porque o extintor que o jovem bombeiro carregava bateu exatamente em seu capacete.
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**Fotos:
Helmuth Koinigg - Extraída de www.gptotal.com.br / sem crédito divulgado
Giulio Cabianca - Extraída de www.forum-auto.com / sem crédito divulgado
Alan Stacey - Extraída de www.grandprixinsider.wordpress.com / sem crédito divulgado
Luigi Musso e Tom Pryce - Extraídas de www.f1-facts.com / sem crédito divulgado
Os 5+ do Pit Stop - Cinco grandes duelos entre Senna e Prost
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 27/01/2009 10:58
Rivais ferrenhos, Ayrton Senna e Alain Prost criaram aquela que provavelmente foi a maior rivalidade da história da F-1. Na coluna "Os 5+ do Pit Stop" desta terça-feira, o Pit Stop
relembra alguns dos duelos mais memoráveis entre os dois. Confira:
5. México/1990
Ao contrário dos demais pilotos, Senna optou por fazer a corrida inteira sem trocar pneus, mas a escolha se revelou bastante equivocada. A dez voltas do fim, Prost cola no rival e, com um carro bem mais rápido, planeja a ultrapassagem. Os dois duelam durante alguns giros até que o francês realiza a manobra no fim da reta de largada. Três voltas depois, o pneu de Senna explode e o brasileiro abandona. E Prost, que havia saído de 14º no grid, conquista uma de suas maiores vitórias.
*A seção "Os 5+ do Pit Stop" é publicada todas as terças e quintas no Pit Stop
Os 5+ do Pit Stop - Cinco maiores pilotos da Fórmula 1 nos anos 2000
Gustavo Coelho | Pit Stop 5+ | 22/01/2009 09:39
Dando prosseguimento à serie de listas dedicadas a relembrar os maiores pilotos que já passaram pela Fórmula 1, o Pit Stop elege os cinco grandes nomes dos anos 2000. Confira a lista e dê a sua opinião:
5. Felipe Massa
O início da carreira de Felipe Massa na Fórmula 1 foi bastante difícil e talvez tenha prejudicado sua reputação durante muito tempo. Piloto de natureza muito agressiva, Massa cometeu erros demais quando estreou pela Sauber, em 2002, e acabou demitido antes do fim do campeonato. O talento do piloto brasileiro, porém, não poderia ser desperdiçado pela Fórmula 1. No ano seguinte, Massa permaneceu como reserva da Ferrari, e voltou à Sauber bem mais maduro e preparado em 2004.
Dois anos depois, foi contratado para ser o substituto de Rubens Barrichello no time de Maranello. Em três temporadas pela Ferrari, ainda não conquistou um título, mas já superou os melhores resultados de Rubinho. Em 2008, passou muito perto de ser campeão, porém amargou a grande decepção de ver o campeonato escapar na última curva da última volta. Apesar de tudo, Massa se fortaleceu dentro da equipe, ganhando o respeito da imprensa e do público. Neste ano, começa a temporada mais prestigiado do que jamais esteve no mundo da Fórmula 1.
Período na Fórmula 1:
2002, 2004-2009
Vitórias:
11
Pódios:
27
GPs:
105
Títulos:
0
4. Kimi Raikkonen
O "Homem de Gelo" Kimi Raikkonen conquistou a atenção da Fórmula 1 desde o início. Quando estreou na categoria, tinha apenas 23 corridas de experiência em carros de fórmula, mas logo mostrou que era um talento especial. Bastou apenas um ano na Sauber para que Raikkonen chamasse a atenção do chefe de equipe Ron Dennis, que contratou o finlandês para a vaga do aposentado Mika Hakkinen. Era o começo da trajetória de Raikkonen na McLaren, que seria marcada mais por decepções do que por sucessos.
Em cinco temporadas, Raikkonen acumulou nove vitórias com o time prateado, mas jamais conquistou o sonhado título. Apesar da fama de "pé-frio", foi contratado como o sucessor de Michael Schumacher na Ferrari e, logo em sua primeira temporada no time de Maranello, levou o troféu de campeão. Em 2008, Raikkonen começou bem o campeonato e parecia a caminho do bi, mas perdeu o rumo a partir da metade do ano e foi somente o terceiro na classificação final. Apesar disso, permanece entre os grandes favoritos ao título da próxima temporada.
Período na Fórmula 1:
2001-2009
Vitórias:
17
Pódios:
57
GPs:
139
Títulos:
1 (207)
3. Lewis Hamilton
Pode parecer injusto colocar Lewis Hamilton à frente de Kimi Raikkonen, um piloto que tem quase o dobro de vitórias do inglês e frequenta há bem mais tempo as primeiras posições do grid da Fórmula 1. O que Hamilton fez em seus dois primeiros anos na categoria, porém, não tem precedente na história recente da F-1. Mesmo com tão pouca experiência nas competições de alto nível, o inglês já se firmou entre os maiores pilotos do planeta e parece estar apenas no início de uma longa trajetória de sucessos.
Já em seu ano de estreia, Hamilton quebrou recordes ao conquistar o melhores resultados para um novato em seis décadas de Fórmula 1. O título escapou no fim, e de maneira traumática, mas o revés não abalou a confiança do inglês. Embora tenha cometido até mais erros em 2009, Hamilton contou com os deslizes de Felipe Massa e da Ferrari para conquistar o merecido troféu de campeão, que já poderia ter sido seu em 2007. Agora, resta saber quantos outros o inglês vai levar até o fim da carreira.
Período na Fórmula 1: 2007-2009
Vitórias: 9
Pódios: 22
GPs: 35
Títulos: 1 (2008)
2. Fernando Alonso
Primeiro espanhol a alcançar sucesso na Fórmula 1, Fernando Alonso já é um ídolo nacional em seu país. Adotado por Flavio Briatore quando ainda estava na Fórmula 3000, estreou na F-1 em 2001, pela Minardi, aos 19 anos de idade. Duas temporadas depois, se tornou titular absoluto da Renault e, com a equipe francesa, derrotou a hegemonia de Michael Schumacher e da Ferrari ao conquistar o título de 2005.
No ano seguinte, Schumacher estava de volta à melhor forma, mas foi superado por Alonso pela segunda vez. Apesar dos dois títulos consecutivos, o espanhol assinou com a McLaren porque não sentia comprometimento da Renault com a Fórmula 1. Perdeu o troféu de campeão para Raikkonen e deixou a equipe, após vários desentendimentos com Ron Dennis. Depois de apenas uma temporada fora, Alonso retornou à Renault em 2008 e venceu duas vezes. E neste ano, como o próprio bicampeão já afirmou, "o único objetivo é o título".
Período na Fórmula 1:
2001, 2003-2009
Vitórias:
21
Pódios:
52
GPs:
122
Títulos:
2 (2005-2006)
1. Michael Schumacher
O domínio que Michael Schumacher exerceu nos anos 2000 não encontra comparação em nenhum outro período da Fórmula 1. O alemão conquistou cinco títulos consecutivos, bateu recordes de vitória e se tornou dono da maioria absoluta dos recordes da categoria. Sem dúvida, é o primeiro lugar incontestável deste ranking.
Depois de levar os títulos de 2000 a 2004, Schumacher ficou enfraquecido em 2005 por causa de uma série de mudanças nas regras que prejudicaram a Ferrari. Teve um ano fraco, embora tenha sido o terceiro no campeonato, mas voltou tão motivado como sempre em 2006. Em sua última temporada na Fórmula 1, aos 37 anos de idade, Schumacher venceu oito corridas, ficou com o vice-campeonato e mostrou que ainda tinha fôlego para permanecer mais algum tempo na F-1. Para alívio dos adversários, porém, Schumacher resolveu se aposentar.
Período na Fórmula 1:
1991-2006
Vitórias:
91
Pódios:
154
GPs:
248
Títulos:
7 (1994-1995, 2000-2004)
*A seção "Os 5+ do Pit Stop" é publicada todas as terças e quintas no Pit Stop
**Fotos:
Hamilton - McLaren Media Center
Alonso - Sala de Prensa / Fernandoalonso.com
Demais - Ferrari Media Center

































































