SRZD | Blog do Trabalho


O carnaval acabou, e você, já se planejou para 2010?

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 18/02/2010 11:13

Depois do carnaval, 2010 vai começar para valer.  Sim, porque essa história de que o ano começa no dia 1 de janeiro só vale mesmo no calendário.  Na prática, aqui no Brasil, o ano só começa em março.  Nos meses de janeiro e fevereiro, o país parece tirar umas boas férias coletivas.  Sim, apenas alguns setores trabalham a todo vapor.  Principalmente o setor de serviços e o comércio, que se beneficiam do turismo.  O resto, fica hibernando, esperando o fim do verão.  Mas, esse período não deve ser desperdiçado.  A maioria das empresas está se preparando para implantar seus novos projetos para o ano, e você deve fazer o mesmo.  Ainda restam, digamos assim, uma semana para o verdadeiro início do ano.  E você, já se preparou para conquistá-lo?

Esse início do ano é bom para fazermos uma profunda avaliação do que queremos.  Você já fez a sua?  Já traçou seus objetivos?  Se ainda não fez, mãos à obra.  Planejar e traçar metas é fundamental na vida.  Essas metas podem ser desde cuidar mais da saúde, até fazer um curso que poderá lhe abrir portas futuras.  2010 parece ser bem promissor sob o ponto de vista econômico.  Há grandes perspectivas de crescimento da oferta de empregos.  Entretanto, o Brasil continua tendo um défict de mão de obra causado pela falta de capacitação.  Sim meus amigos, existem bons empregos e falta gente qualificada para ocupá-los.  Por isso, você já pensou no que pode fazer para melhorar seu currículo e conquistar essas oportunidades?

As dicas vão, desde um simples curso de inglês, até um MBA para os profissionais mais ambiciosos.  Mas, acima de tudo, o sucesso depende da sua postura profissional e da forma como você encara seu trabalho.  Como você tem se comportado no seu trabalho?  Tem trabalhado de forma apaixonada?  Tem procurado inovar? 

Pois é, muita gente acaba se acomodando na vida profissional e isso não é bom.  Vou encerrar esse post citando o exemplo do carnavalesco vitorioso Paulo Barros.  Apesar de todas as críticas que ele recebeu desde que começou a inovar no carnaval carioca, mesmo com a sensação de fracasso por não ter conquistado um título antes, ele nunca desistiu das suas idéias e propostas.  Paulo Barros é o exemplo de um profissional inovador e ousado, e toda inovação demora para ser aceita.  Mas, ele não se acomodou no tradicionalismo e foi em frente, até que, finalmente, seu talento foi merecidamente recompensado.

São profissionais como Paulo Barros que escrevem seu nome na história.  Então, de qual história você quer participar?  Da história sem graça das pessoas que se acomodam na vida ou da história cheia de emoção das que buscam melhorar sempre?  A escolha é sua.  2010 está aí, esperando por você.



Sonho do emprego que acaba na Justiça

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 26/01/2010 13:59

O sonho de um bom emprego pode custar caro para o trabalhador.  A justiça está cheia de processos contra agências de emprego e recolocação movidos por trabalhadores que se sentiram enganados por essas empresas.  As denúncias não param e as reclamações são as mesmas: promessas não cumpridas.  Um levantamento feito pelo Planeta Trabalho apurou que, de 2008 para cá, o número de denúncias dobrou.  Na maioria das vezes, os trabalhadores perdem as causas porque os contratos assinados resguardam as agências.  O Planeta Trabalho preparou um amplo serviço para você saber quais cuidados deve tomar na hora de contratar esses serviços e evitar que o sonho do emprego se torne um pesadelo.

 

Existem dois tipos de serviços oferecidos por agências de emprego e recolocação.  O primeiro é quando uma grande empresa terceiriza o serviço de recrutamento e seleção para uma empresa de RH especializada.  Nesse caso, a grande empresa oferece um número X de vagas e deixa a cargo da agência a realização do processo seletivo.  A agência publica anúncios nos jornais, divulga as vagas em seu site na Internet e realiza a seleção.  Os custos do processo são pagos pela empresa contratante e o trabalhador não deve pagar nada.  No caso de trabalho temporário, é vedada por Lei a cobrança de qualquer taxa do trabalhador.

 

Para se resguardar, o trabalhador deve procurar informações sobre a agência.  No site do Ministério do Trabalho, www.mte.gov.br, no link sobre Trabalho Temporário, o trabalhador encontra uma relação de empresas credenciadas junto ao MTE, que cumpriram com as exigências para realizar esse serviço.  Dar preferência para essas empresas já é uma boa forma de evitar picaretas.

 

O outro tipo de serviço é o prestado por empresas de recolocação.  Normalmente, o trabalhador desempregado procura essas empresas para auxiliá-lo a se recolocar no mercado.  Essas empresas oferecem serviços para potencializar as chances do trabalhador, que vão desde a elaboração do currículo até como se comportar numa entrevista de emprego.  É aí que reside o perigo!  Para convencer o trabalhador a pagar por esse serviço, a empresa vende a idéia de que esse treinamento será fundamental para a conquista do emprego desejado.

 

Existem empresas sérias que atuam há anos nesse segmento, e centenas de outras que ganham dinheiro vendendo promessas que, nos próprios contratos, elas deixam claro que não são obrigadas a cumprir.  Uma vez assinado o contrato, dificilmente o trabalhador verá seu dinheiro de volta.  Para se resguardar desse tipo de picaretagem, o trabalhador deve observar os seguintes itens:

 

- desconfiar das ligações oferecendo emprego feitas por empresas para as quais ele não enviou currículo;

 

- procurar referências no mercado sobre a empresa e pesquisar se existem denúncias contra ela na justiça.  Isso pode ser feito obtendo-se a razão social e o CNPJ da empresa;

 

- ler atentamente todas as cláusulas do contrato;

 

- ser mais seletivo na hora de distribuir um currículo.  sair distribuindo currículo em todos os sites pode ser uma forma de ser localizado pelos picaretas.

 

Se o trabalhador optar por contratar os serviços da empresa, sabe que está contratando uma espécie de agenciador, que não dá nenhuma garantia de que conseguirá realizar o prometido.

 

A melhor forma de conquistar um bom emprego é o networking, ou seja, manter uma boa rede de relações.  A maior parte dos bons empregos são preenchidos por intermédio de indicação.  Alguém da empresa que conhece você e que te indica para uma vaga.  Por isso, o maior patrimônio que um trabalhador pode ter é o seu histórico e as boas e verdadeiras amizades que faz ao longo da vida profissional.



Comportamento adequado no trabalho será exigência em 2010

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 07/01/2010 16:30

Se a economia brasileira continuar em recuperação como está, não faltarão oportunidades de trabalho em 2010.  Essa é a previsão de diversos consultores e profissionais de RH entrevistados pelo Planeta Trabalho.  Entretanto, existe um grave problema que pode prejudicar tanto quem procura um emprego quanto quem precisa de gente para trabalhar: a falta de perfil e comportamento adequados.   

- O Brasil enfrenta hoje a falta de cultura sobre o novo mundo do trabalho.  Um mundo que trouxe muitas novidades que ainda não foram assimiladas pela maioria dos trabalhadores e por alguns empresários - explica Ricardo Moura, vice-presidente do Instituto Imprendere.

A opinião de Ricardo é compartilhada por outros especialistas: existe oferta de emprego, mas pouca gente com perfil adequado para ocupá-las.

- É comum encontrarmos gente altamente qualificada em cargos que não demandam muitas exigências de qualificação.  O mercado está cheio de gente com MBAs, pós-graduação, exercendo funções de nível técnico - diz o consultor alegando que fazer um MBA virou moda, tanto para quem seleciona pessoas para ocupar uma vaga, quanto para quem deseja a vaga.

Um MBA nem sempre deve ser um diferencial decisivo num processo seletivo.  Ele apenas confere uma formação acadêmica melhor para o profissional que o possui em seu currículo. Mas isso não significa que esse profissional possua uma das coisas mais importantes no mercado atualmente: o comportamento e o perfil adequado para a função que ocupará.

- Esse sim é o grande fator que determina o sucesso e o fracasso na carreira: as escolhas que fazemos conforme nossos talentos - conclui Ricardo.    

O consultor completa dizendo que não adianta nada fazer um MBA na área de vendas, por exemplo, se o profissional não tem vocação para atuar como um profissional neste ramo.

Que tipo de profissional as empresas procuram em 2010:

- gente que seja pró-ativa, que busque sempre aprender e melhorar e que contribua para melhorias na empresa em que trabalha

- gente que seja controlada, que mantenha suas finanças em dia e evite endividamentos.  Problemas na vida pessoal afetam o trabalho.  Por isso, 2010 é um ano para se cuidar das finanças pessoais, mantendo-as organizadas.  Isso é prova de responsabilidade.

- gente que trabalhe bem com o conceito de remuneração por resultados, que saiba que seus ganhos dependem da sua produtividade.

- gente que trabalhe bem em equipe, que seja parceiro e generoso com os colegas, ajudando-os em suas necessidades e deficiências.

- gente que tenha uma visão social, que faça do trabalho também um instrumento para melhoria da sociedade.

- gente que trabalhe com prazer, porque escolheram bem a carreira com base nas suas verdadeiras vocações.

 

O que todo profissional precisa aprender:

- pelo menos mais um idioma.  Isso será um diferencial enorme nos próximos anos, em função da Copa e das Olimpíadas.

- a se relacionar bem com os colegas e trabalhar bem em equipe.

- a desempenhar bem a função que realiza.  Não adianta nada ter um MBA se ele não for aplicado no dia-a-dia de trabalho.

- a buscar o conhecimento adequado ao seu trabalho, identificando suas deficiências e focando seu aprendizado para superá-las conforme seus objetivos na carreira.

A conclusão é que um bom currículo pode ajudar a conquistar um emprego, mas o que fará você mantê-lo e crescer em 2010 será o seu talento e o seu comportameto.



Ter capacidade para suportar pressões é fundamental no mundo do trabalho

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 03/12/2009 10:54

30 minutos do segundo tempo.  O Fluminense estava próximo de conseguir o impossível.  Bastava mais um gol e a partida iria para a prorrogação.  Nesse exato momento, o capitão e goleador do time Fred perde a cabeça e discute com o juiz.  Resultado: foi expulso de campo.

O Fluminense perdeu sua principal estrela quando mais precisava.  Nessa hora, visivelmente, o time ficou abatido e o tão sonhado gol não aconteceu.  O Fluminense venceu por 3 a 0 quando precisava vencer por 4 para recuperar a derrota na partida anterior entre as equipes, no Equador.  O time estava sob uma pressão enorme e o artilheiro Fred não conseguiu conter os nervos.  Seu descontrole prejudicou o time e a ele próprio.

O que vimos acontecer no gramado do maracanã nessa partida antológica pela final da Copa Sulamericana, acontece repetidas vezes no mundo do trabalho.  Muitos sucumbem diante das pressões do dia-a-dia e tomam decisões que acabam prejudicando suas carreiras.

Ter capacidade para lidar com as pressões no ambiente de trabalho é fundamental.  Cumprir prazos reduzidos, manter a qualidade e, principalmente, aceitar as cobranças e críticas sem perder a cabeça é uma condição indispensável ao profissional moderno.

Muitas empresas em seus processos seletivos testam exatamente a capacidade do trabalhador de suportar pressões.  As grandes companhias, que disputam acirradamente a liderança em seus mercados, não admitem perder negócios.  Principalmente os executivos são submetidos a uma pressão constante.  Perder negócios significa, quase sempre, perder empregos.

Por isso, o trabalhador precisa aprender a manter a cabeça tranquila.  Se existe uma receita para suportar as pressões do ambiente de trabalho é contar até dez antes de tomar qualquer decisão.  As vezes, basta um pouco de tempo para que a razão fale mais alto que a emoção, evitando que o profissional tome uma atitude que possa significar a sua demissão.

Como bom torcedor do Fluminense, torço para que Fred reflita sobre o que aconteceu e que continue a ser o grande artilheiro que é, sem perder mais a cabeça em momentos decisivos e de forte pressão. 



Negros ainda estão longe do poder nas empresas

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 23/11/2009 14:50

Apesar de todos os esforços do governo para garantir vagas para pessoas da raça negra nas universidades, apesar do exemplo dos Estados Unidos ao eleger um presidente considerado negro, um país que foi marcado em sua história por conflitos raciais, os negros no Brasil ainda estão longe de ocupar cargos de liderança nas empresas brasileiras.

Os dados de uma pesquisa do Dieese mostram que apenas 5% dos profissionais da raça negra ocupam cargos de gerência ou direção nas empresas.  Na população branca, o percentual é de 17,4%.  Entretanto, as desigualdades no mercado de trabalho vêm caindo com o aumento da renda da população negra.  O que já é um bom sinal.  Mas ainda assim, persiste a pergunta.  Será que os profissionais da raça negra não possuem competência para ocupar cargos de gerência e diretoria?

Muitas empresas já estimulam a diversidade.  Algumas estão dando preferência à contratação de mulheres em níveis gerenciais e de diretoria.  Mas ainda não existe nenhuma empresa que tenha criado um programa para dar preferencia à contratação de negros para ocupar esses mesmos cargos.  Por quê?

Seria bom que as empresas abrissem os olhos para isso e mostrassem que estimulam a diversidade, não apenas promovendo mulheres, mas também, seus profissionais negros.  A redução das desigualdades nos cargos de liderança mostraria que nosso país realmente está caminhando para construir uma sociedade mais justa, com oportunidades iguais para todos.

Sem dúvida nenhuma, o que conta no mercado de trabalho é e sempre será a competência.  Por isso, antes que algum deputado proponha um projeto de Lei que obrigue algum tipo de cota para negros em cargos de liderança,  seria bom que as empresas dessem o exemplo e procurassem reduzir essas diferenças investindo mais na capacitação de seus profissionais negros.



A aposentadoria e o novo milênio

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 18/11/2009 16:46

Caros amigos, nosso Blog do Trabalho vai mexer, como diz a expressão popular, em casa de marimbondo.  Na terça-feira (17), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o fim do fator previdenciário na aposentadoria.  Para quem não sabe, o fator previdenciário foi um mecanismo criado durante o governo FHC para calcular o valor da aposentaria levando em consideração três variáveis: a idade da pessoa, o tempo de contribuição e e expectativa de vida da população.

Esse cálculo reduziu a aposentadoria de muita gente.  Por isso, a votação ocorreu com plenário cheio de aposentados e de pessoas que integram entidades que lutam pelos direitos dos aposentados.  Se tudo continuar caminhando dessa forma, voltaremos a ter gente se aposentando cedo e recebendo muito.  Claro que, quem paga a conta é a sociedade, as empresas e o trabalhador ativo, que sustentam o sistema previdenciário.

Quem trabalhou um vida inteira, merece sem dúvidas usufruir de uma aposentadoria justa.  Mas, o que o blog do trabalho quer é debater a aposentadoria sob um outro ponto de vista, além do financeiro.  Queremos olhar a aposentadoria sob o aspecto físico e mental do indivíduo.  Será que a aposentadoria faz bem para a saúde?

A questão soa como brincadeira, mas é séria!  O mundo caminha para uma população cheia de pessoas que, pelos conceitos do século passado, eram consideradas velhas.  Há algumas décadas atrás, uma pessoa com mais de 60 anos ficava praticamente confinada em casa cuidando dos netos e vendo televisão.  Poucos continuavam a ter uma vida produtiva sob o ponto de vista laboral.

Hoje, muita coisa mudou.  Uma pessoa com mais de 60 anos pode ter uma vida extremamente ativa, culturalmente, socialmente, e continuar produzindo.  Muito tem se falado sobre a segunda carreira, que começa exatamente com a aposentadoria. 

A aposentadoria é, portanto, uma oportunidade para começar uma nova vida, um novo projeto.  Trabalhar faz bem para a mente, e consequentemente, para o corpo. E a contribuição dos mais velhos faz bem para o mundo, que vinha perdendo um grande ativo que as pessoas mais velhas possuem: a experiência.  Quem trabalhou durante mais de 30 anos adquiriu um conhecimento que não pode ser desperdiçado.

A aposentadoria é, portanto, uma oportunidade de mudar a maneira de encarar o trabalho.  É uma chance para continuar produzindo, com mais prazer e menos estresse.  Mais de 20% da população dos EUA com mais de 60 anos continuam trabalhando atualmente.  Por quê isso ainda não acontece no Brasil?

Uma pessoa de 60 anos hoje em dia pode ser extremamente saudável e aproveitar sua experiência para o trabalho, que deixa de ser um fardo para se tornar uma fonte de prazer e de grandes realizações.  É uma oportunidade para realizar velhos sonhos.  Muitos profissionais que se aposentam, se tornam consultores bem sucedidos.  Trabalham muitas vezes de casa, com horários mais flexíveis, aproveitando a vida sem deixar de produzir.

Por isso, em vez de reivindicar valores mais altos para as aposentadorias, a sociedade deveria primeiro reconhecer o valor que os "mais experientes" merecem ter como colaboradores fundamentais e ativos no mercado de trabalho.



Como cuidar do seu salário

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 12/11/2009 13:01

Uma pesquisa recente realizada com mil executivos mostrou que mais da metade encontram-se endividados.  A principal razão são os elevados gastos com a família, luxos excessivos, presentes caros para a mulher e os filhos, entre outras despesas para compensar a ausência.  Sim, meus amigos, esses executivos querem compensar o pouco tempo que destinam às suas famílias com dinheiro, como se isso pudesse substituir o carinho e a atenção que uma esposa e um filho merecem.

O fato é que o envididamento está prejudicando suas carreiras.  Muitos foram demitidos e têm dificuldades em conseguir recolocação.  A falta de controle financeiro prejudica a vida profissional e isso não é privilégio de quem ganha pouco, mas também de quem ganha muito.  Hoje, muitas empresas fazem uma varredura nas finanças pessoais dos seus colaboradores e uma dívida não paga pode ser sinônimo de demissão.

Além disso, um profissional com problemas financeiros perde produtividade, se torna mau humorado e compromete sua carreira.  Por isso, cuidar das finanças pessoais é tão importante.

A Expo Money lançou uma Coleção de Livros em parceria com a Editora Campus-Elsevier para ajudar pessoas a controlarem melhor suas finanças.  A série de livros didáticos, que já conta com 20 títulos, tem como foco a Educação Financeira e Investimentos. A Coleção é coordenada pelo escritor e consultor Gustavo Cerbasi (autor de best-sellers sobre o tema) e por Robert Dannenberg, presidente da TradeNetwork, organizadora da Expo Money.

O Planeta Trabalho está oferecendo alguns livros dessa coleção como cortesia para os leitores.  Envie seu comentário sobre esse assunto, conte uma experiência, dê sua opinião e concorra a um desses livros.



Mulher chamada de burra pelo chefe ganha indenização na justiça

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 11/11/2009 10:07

A cada ano aumenta na justiça o número de processos envolvendo o chamado Assédio Moral.  Recentemente, uma funcionária de um banco em Minas Gerais ganhou indenização de R$ 30 mil porque foi ofendida e discriminada pelo seu gerente ao ser chamada de "mulher burra".  Ela moveu uma ação contra o empregador e bastaram algumas testemunhas para que a empresa fosse condenada.

Esse é apenas um exemplo de milhares de ações dessa natureza que tramitam na justiça atualmente.  No centro da questão está a relação entre chefe e subordinado.  Afinal, até onde vai o poder do chefe?

O contrato de trabalho é uma via de mão dupla.  Ele estabelece direitos e obrigações de cada uma das partes.  Cabe ao empregado realizar as tarefas para as quais foi contratado com eficiência, zelo e dedicação, cumprir horários e seguir as normas de conduta estabelecidas pela empresa.  Ao empregador cabe remunerar o empregado, pagar os encargos trabalhistas, benefícios e oferecer condições adequadas para que o empregado possa exercer suas funções.  Entre essas condições está manter um bom ambiente de trabalho.

Em nenhum momento é concedido ao superior hierárquico o direito de ofender o subordinado.  Entretanto, não é isso que vemos acontecer em várias empresas.  Muitos chefes ainda se valem da velha máxima "manda quem pode, obedece quem tem juízo", como se ainda vivêssemos no período da escravidão e do chicote.

A justiça tem sido implacável ao punir as empresas onde os superiores ferem a dignidade de seus colaboradores.  Por isso, cabe à direção da empresa orientar os gestores sobre a importância de tratar os subordinados com o respeito que todo ser humano merece.  Ofender, nunca!  Quando um funcionário não executa uma tarefa corretamente, ele deve ser repreendido de forma firme, porém, educada.  A época do chicote definitivamente já acabou.  Mas parece que muita gente ainda não se deu conta disso.



Para ser feliz no trabalho

Marcelo Reis | Blog do Trabalho | 09/11/2009 10:08

Olá amigos.  Sou Marcelo Reis, editor do Planeta Trabalho aqui do SRZD.  Vamos começar a conversar sobre o Mundo do Trabalho, sobre carreira e sucesso.  Que tal começar abordando uma das questões mais importantes: a felicidade no trabalho?

Você é feliz no trabalho? Para tirar essa dúvida, responda algumas perguntas.  Como você acorda todos os dias da semana?  Com aquela indisposição para enfrentar mais um dia de trabalho chato e sem nenhuma emoção em que tudo será igual ao dia anterior?  Será mais um dia que não lhe trará nenhuma nova experiência, nenhum novo desafio? Se você é um dos milhões de brasileiros que acordam dessa forma está na hora de pensar sobre sua relação com o trabalho.

Sei que é difícil encontrar prazer no trabalho.  Mas não é impossível.  E o mais importante que você precisa saber é que a maioria das pessoas que conseguem unir trabalho e prazer, alcançam o sucesso.  Isso acontece por uma simples razão:  quando fazemos algo com prazer e amor, fazemos bem feito! 

Então, vamos começar devagar.  Ninguém consegue mudar da noite para o dia. Sei que muita gente vai me criticar, dizendo que é preciso pensar no pão de cada dia, que estou defendendo uma utopia.  Mas, será mesmo?  Nesse blog, que estamos iniciando, vamos conversar muito sobre carreira, trabalho e sucesso. Vou mostrar, principalmente, muitos exemplos de gente que conseguiu fazer o que todos achavam impossível.  Essas pessoas conseguiram quebrar paradigmas e traçar seus destinos acreditando em sí próprias e seguindo em frente.

Muitas vezes tomamos decisões na vida e na carreira pelo medo de errar.  Optamos pelo que supostamente nos trará mais segurança e futuro.  Sofremos inúmeras pressões, dos nossos pais, dos nossos amigos, dos nossos professores, dos nossos chefes, e até dos jornais que estampam notícias quase sempre ruins.  Então, não é fácil tomar uma decisão sozinho, sem ser influenciado de alguma forma.  Por isso, tanta gente é infeliz no trabalho.  Simplesmente porque optaram por fazer o que os outros achavam que elas deveriam fazer.  Esqueceram de ouvir o principal: seus corações. 

Entretanto, é importante dizer que evitar ser influenciado não significa deixar de ouvir os outros.  Ouvir é sempre importante.  Aliás, ouvir é fundamental.  Aprender com as experiências dos outros é uma das formas mais eficazes de aprendizado.  Porém, o fracasso dos outros não deve ser um desestímulo para investir em alguma coisa que queremos.  Ele deve ser utilizado como informação para corrigir erros. 

Quando escolhemos nossa carreira ou algum novo rumo que desejamos dar a nossa vida profissional precisamos, principalmente, ouvir nosso coração.  A razão nunca pode responder sozinha pelas decisões.  Existem fatores intangíveis que nos farão mais ou menos felizes.  Escolher uma carreira simplesmente porque ela é promissora, porque está em alta no mercado, ou mesmo porque é a única que oferece emprego, pode ser um grande erro.

Vamos daqui para frente conversar muito e trocar idéias sobre esse mundo do trabalho e como você pode ser mais feliz, realizado e bem sucedido na sua vida profissional.  A primeira coisa a fazer é soltar as amarras do pensamento.  Deixar seus sonhos virem à tona e revelarem o que você, de verdade, gostaria de ser e de fazer.  Que tal começar escrevendo, dando suas opiniões, compartilhando suas dúvidas.  Vá em frente. O espaço é seu.