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Marcos Moura

Marcos Moura

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro e vivendo hoje em Brasília, onde gerencia projetos de Comunicação Digital. Nos últimos 15 anos, trabalhou na cobertura esportiva em importantes portais da Internet Brasileira e no atendimento a grandes empresas de diversos segmentos. Acompanha o Botafogo, nos estádios e pela imprensa, desde 1978. Twitter: @marcosmoura21.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



10/04/2014 09h37

O Botafogo teve apenas três jogadores na Libertadores

Olá, torcida botafoguense!

Cheguei a acreditar, inocentemente admito, que a imediata comunhão entre time e torcida fariam o Botafogo ir longe na Libertadores. Pensei comigo mesmo. 'Se a equipe vencer sempre em casa e conseguir um empatezinho fora, segue no torneio'. O roteiro vinha dando certo até que a derrota para a Unión Española evidenciou tudo aquilo que a gente já sabia: que o grupo era bem fraco para disputar a competição. O 3 a 0 para o San Lorenzo só deixou isso apenas ainda mais evidente.

Dá para livrar a cara do Jéfferson, do Bolívar e do Tanque.

Decepções são muitas: Dória e Gabriel ou esqueceram de jogar ou nunca jogaram mesmo e a gente só achava que jogavam pois ao lado conviviam com Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Marcelo Mattos e Renato.

As contratações, exceto o Tanque, não foram bem. Jorge Wágner vive de lampejos, Wallyson jogou bem apenas dois jogos e os volantes, pelo amor de Deus!!, os volantes. Ninguém fica impune ao escalar um Airton. E Bollatti é aquele cara que passa para todo mundo que sabe jogar. Só não joga.

E o amalucado do Edílson, tolamente expulso e suspenso três jogos, em uma partida que poderíamos ter empatado e acabamos perdendo?

Agora, tem gente que nem decepção foi. Júlio César, por exemplo. Quase todos os gols que sofremos saíram nas costas dele. O que já era um hábito no Brasileiro do ano passado. E o treinador achou isso normal.

Treinador, outro capítulo. Teve a chance dele. Nunca mostrou segurança para a torcida. O que foram aquelas alterações contra a Unión Española?

Dos dirigentes também não dava para esperar muito. Os salários estão eternamente atrasados e a proximidades com os cartolas da CBF e da Federação do Rio e, o que é pior, com os políticos que comandam o estado e a cidade, não poderia mesmo acabar em coisa boa. E o Engenhão, caro presidente?

É isso. O cenário não é bom para o restante da temporada. Tem eleição no clube. Um monte de gente já está aparecendo para ser candidato. E o Brasileiro não será fácil. A torcida que foi espetacular nos quatro jogos no Maracanã terá mais do que nunca de se mostrar presente. Só nos resta praticamente nós mesmos.

Saudações alvinegras!


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19/03/2014 08h47

Torcida, goleiro e artilheiro

Olá, torcida botafoguense!

Foi isso aí que o Botafogo teve ontem à noite no Maracanã, na vitória magra e sofrida, por 1 a 0, sobre o Independiente del Valle, do Equador.

A torcida, em número, foi menor do que poderia ser, cerca de 27 mil pessoas. Mas em participação foi decisiva, principalmente nos minutos de acréscimo, quando o gol do empate parecia cada vez mais próximo.

Jefferson foi mais uma vez decisivo. Fez ao menos três grandes defesas, uma delas cinematográfica.

E Tanque Ferreyra fez dele o que se espera: um gol logo no início, usou sua experiência para segurar a bola e cavar faltas - ao contrário de outros 'experientes' do time - e mostrou raça o tempo todo, o que foi reconhecido pela torcida.

O time no geral está mal fisicamente. O adversário passava voando em cada jogada. E isso acarreta erros de passes, cruzamentos imprecisos e outros problemas.

Parte da torcida já começa a questionar o Húngaro. A gente não consegue ver a marca do treinador na equipe.

A classificação está encaminhada, mas o time vai ter que melhorar muito. Não sei se a entrada do Zeballos no meio vai melhorar tanto assim.

Saudações aivinegras!!


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13/03/2014 09h23

Um time bem abaixo do aceitável

Olá, torcida botafoguense!

Libertadores é isso mesmo. Estádio acanhado, gramado péssimo, árbitro bizarro, altitude. Todo torcedor brasileiro sofre quando a equipe não se classifica para o torneio. E sofre mais ainda quando joga a competição. O Botafogo, porém, poderia ter vencido o Independiente del Valle, mas acabou perdendo por 2 a 1. Como poderia ter ganhado a Union Española, mas só empatou por 1 a 1.

O primeiro tempo do time foi ridículo. O adversário fez dois gols, um mal anulado, e só não fez mais graças a Jefferson, que fez duas excelentes defesas. Na etapa final, a equipe melhorou, até porque piorar seria impossível. Empatou, com Bolívar, e tinha chances claras de virar quando deu-se a bobeada geral.

Bolívar, que recebera cartão amarelo em um lance em que sequer falta fez, parou um contra-ataque e levou o segundo amarelo e o vermelho. O time, recheado de veteranos, deveria ter usado a experiência, mas não. Piorou a situação. Edílson, que por pouco não fora expulso contra Deportivo Quito, no Maracanã, e Union Española, em Santiago, resolveu peitar o árbitro e também foi expulso.

Então, o cenário ficou assim: campo péssimo, chuva forte, altitude e 11 contra 9 em campo, faltando cerca de 15 minutos para acabar, com o árbitro marcando faltas seguidas perto da nossa área. E o gol acabou saindo de um chute de longe, quando faltavam pouco mais de três minutos para o final.

Ao final do jogo, os jogadores reclamaram do árbitro e pediram o apoio da torcida. Passam a bola sempre para outros. É normal de jogador brasileiro. Por isso, eles jogam em estádios bizarros como o de ontem e estão sempre com os salários atrasados.

É cedo ainda para julgar o trabalho de Eduardo Húngaro, mas ele precisa aparecer. O treinador parece não existir. Quem viu Dória e Gabriel jogarem em 2012 e 2013 não reconhece os dois em campo hoje. Dória bobeou em três dos quatro gols que levamos na Libertadores e acha que futebol é dar chutão para todos os lados. Logo ele, que tem potencial incrível e já mostrou que sabe jogar.

Não sou daqueles que acha legal liderar o grupo com quatro pontos. Era melhor o San Lorenzo ter vencido ontem, pois tiraria pontos do Union. Temos que ganhar os dois jogos em casa agora, chegar aos dez pontos e se classificar, sem precisar de ponto em Buenos Aires na última rodada. Os dois rivais são fracos, mas precisamos jogar bola, o que este time não vem fazendo. O Flamengo achou que venceria o Bolívar com facilidade. E ficou no empate.

Os salários estavam ou estão atrasados como sempre, o Mauricio Assumpção está mais preocupado com a reeleição do inútil presidente da Federação do Rio e parece que apenas nós estamos ligados na Libertadores. Pois bem, então vamos ao jogo. Já que depender de time e diretoria vai ficar difícil.

Saudações alvinegras!


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27/02/2014 09h35

O Botafogo deveria ter vencido em Santiago

Olá, torcida botafoguense!

O Botafogo tinha de ter saído do Chile com mais três pontos na bagagem. Mesmo tendo atuação apenas regular, chutou muito a gol, criou boas chances, mas por pouco não acabou perdendo. Pelas circunstâncias, o empate por 1 a 1 com a Unión Española pode ser considerado bom, mas pelo que se viu em campo perdemos dois pontos.

Gostei da atuação de alguns jogadores. Jefferson esteve bem nas saídas de gol e fez grande defesa no primeiro tempo; Edílson criou as melhores jogadas na etapa inicial e cruzou a bola do gol. Amalucado como sempre, quase arrancou a cabeça de um adversário com um chute e mais uma vez arriscou um vermelho direto; Marcelo Mattos foi bem, talvez pressionado pela ameaça que Bollatti representa; Lodeiro esteve sempre presente na armação e deu ótimo passe para Ferreyra marcar, mas o gringo desperdiçou; Jorge Wagner arriscou chutes da entrada da área e num deles Ferreyra perdeu chance clara no rebote. 'El Tanque' perdeu duas cara a cara, mas guardou no final.

Achei Gabriel abaixo das vezes anteriores, por isso saiu para a entrada de Bollatti, que não entrou bem, errando muitos passes. Bolívar também jogou menos do que o habitual, assim como Wallyson, sacrificado na marcação e com apenas uma jogada na frente, cortar da esquerda para o meio e chutar. Teve boa chance, mas finmalizou mal e a zaga cortou todas as suas outras tentativas. Júlio César esteve mal na frente e pelo seu setor mais uma vez saiu um gol adversário, outra vez com bobeada de Dória, que tem muito potencial, mas falhou em ambos os gols que levamos na Libertadores: em Quito e ontem. Henrique e Daniel também entraram, mas sem muito tempo para uma grande atuação.

Como a Cabofriense venceu o Vasco e empatou com o Fluminense, encaminhou a classificação às semifinais do Carioca. Lá na frente, as finais do torneio vão se misturar a jogos importantes da Libertadores. O Botafogo deveria disputar as duas competições para ganhar, mas com a sequência de resultados é melhor abrir mão da competição doméstica e pensar na continental.

Saudações alvinegras!



24/02/2014 10h19

Um bom sinal para a Libertadores

Olá, torcida botafoguense!

O Botafogo, jogando com os titulares, foi irritante contra o Volta Redonda (1 a 1) e o cenário não era dos melhores para o clássico diante do Fluminense. Só que a equipe reserva jogou muito bem, meteu 3 a 0 e poderia até ter feito mais. O clima melhorou para o jogo diante do Unión Española, em Santiago (CHI), na quarta-feira, pela segunda rodada da Libertadores. Uma vitória ao pé da Cordilheira encaminha a classificação.

Não sei não, mas em breve o Húngaro vai ter de mudar alguns titulares. Júnior César e Bollatti vão tomar os lugares de Júlio César e Marcelo Mattos. E é muito bom ver que Henrique também pode ser opção no ataque. Outra ponto é que o Renan perdeu espaço para o Helton Leite, que vem conquistando no campo o seu lugar.

A situação no Estadual ainda é muito ruim, por causa dos pontos perdidos no início. E também por não enfrentarmos mais Cabofriense e Vasco.

Agora, é atenção total no jogo de quarta-feira. Voltam os titulares e temos tudo para fazer um bom jogo.

Saudações alvinegras!


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13/02/2014 09h06

Botafogo na Libertadores: as primeiras constatações

Olá, torcida botafoguense!

Já dá para fazer uma análise preliminar sobre a participação do Botafogo na Libertadores:

- O time e a torcida entenderam rápido o que é o torneio.

- A dupla Wallyson e Ferreyra pode dar certo.

- Jorge Wagner começou a aparecer.

- Edílson é meio maluco, mas parece ter o espírito da competição.

- Alguns jogadores mais experientes, como Bolívar e Júlio César, estão jogando muito bem.

- O meio-campo está bem, só que Marcelo Mattos, Gabriel e Lodeiro precisam errar menos passes.

- Fiquei com a impressão de que Bolatti será titular.

- Os maiores problemas entre os reservas estão no ataque. Contra o San Lorenzo, por exemplo, estavam à disposição Ronny e Henrique. É muito pouco.

- Precisamos dar todo apoio ao Húngaro.

- Agora, é começar a ganhar no Carioca.

Saudações alvinegras!


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06/02/2014 08h48

O primeiro jogador do Botafogo

Olá, torcida botafoguense!

A torcida acertou ao escrever no mosaico que o gigante estava de volta. Só errou ao se achar o 12º jogador. A torcida foi o primeiro jogador, primeiríssimo. Os 4 a 0 do Botafogo sobre o Deportivo Quito deixa algumas lições. A equipe precisa continuar com o espírito de Libertadoresm, sem confundi-lo com afobação e descontrole. E a diretoria precisa contratar para tornar o time realmente um candidato a disputar o título do torneio.

O time quase todo esteve muito bem. Wallyson fez três gols e nada mais precisa ser dito; Lodeiro foi importantíssimo, pena ter concluído tão mal as jogadas. Elias entrou bem demais, participando de três gols e a zaga esteve excelente, cortando tudo pelo alto. Sem contar Júlio César, que fez seu melhor jogo com a camisa alvinegra. Jefferson pouco apareceu, mas quando foi preciso lá estava. Gabriel foi incansável no meio, um pouco melhor do que Marcelo Mattos.

Achei Jorge Wágner muito abaixo dos demais. Na parte física e até mesmo na técnica. Edílson é um perigo. Com seu jeito amalucado poderia ter colocado tudo a perder com aquele carrinho louco que valeu um cartão amarelo. Desconfio que o Tanque Ferreyra não vai vingar. Cabeceou uma bola na trave, mas ficou lutando com a pelota o jogo inteiro. A torcida perdeu a paciência e pediu insistentemente a entrada de Elias. A noite foi tão especial que até Henrique entrou e fez gol. Quem sabe ele não vira uma boa opção, de verdade, no banco. Húngaro foi bem. Teve estrela ao apostar em Wallyson e ao trocar Ferreyra por Elias.

Terça-feira tem mais. Nos encontramos lá.

Saudações alvinegras!


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30/01/2014 09h16

A classificação do Botafogo acontecerá

Olá, torcida botafoguense!

O resultado poderia ser melhor, com a marcação de um gol em Quito. Mas é óbvio que nada está perdido para o Botafogo. A Libertadores geralmente causa um efeito psicológico nos clubes brasileiros. O mito é muito mais feio do que a realidade. Ficamos a semana inteira falando de altitude, de gramado ruim, de arbitragem, e os jogadores acabam acreditando que o adversário é muito pior do que realmente é.

Isso explica a postura defensiva do início, permitindo ao Deportivo Quito cruzar inúmeras bolas na área. Jefferson começou muito bem e se não fosse a bobeada de Dória ao rebater errado aquela bola, poderíamos até sair do Equador sem levar gols. Achei a maior parte dos jogadores com atuações regulares.

Jefferson foi bem, assim como Rodrigo Souto e Lodeiro, única alternativa de criação de jogadas. Foi dele o passe para Ferreyra ficar na cara do gol logo no comecinho. Mas o 'Tanque' se enrolou com a bola e perdeu grande chance. O argentino lutou, mas está visivelmente sem ritmo. Gabriel não achou a melhor forma de jogar pela meia direita e decepcionou. Quem não decepcionou foi Julio César, que jogou mal exatamente como vinha jogando nas últimas rodadas do Brasileiro. Ele e Marcelo Mattos, que parecia sem função em campo. Húngaro demorou para mudar e quando mudou colocou Walyson, que parecia ainda mais sem ritmo do que Ferreyra. Se fosse o Oswaldo, estaríamos todos aqui e falar milhões de coisas contra ele.

A classificação acontecerá. O Maracanã estará cheio e a torcida fará sua parte.

Saudações alvinegras!


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27/01/2014 10h10

O Botafogo está preparado?

Olá, torcida botafoguense!

Foram quatro jogos, apenas um com o time titular e a impressão que fica é que não estamos preparados para estrear na Libertadores daqui dois dias. Tudo parece equivocado, não só na pré-temporada alvinegra, mas no futebol que a gente vê. Jogos quase sem importância pelo Estadual, pouco tempo de treino e a percepção de que jogadores importantes saíram e não houve reposição. Também como contratar alguém para o lugar de um Seedorf, por exemplo? Ainda mais sem grana para investir.

O time tem jogadores experientes, todos conscientes da importância que o torneio tem, mas é surreal ter jogos decisivos deste porte logo no final de janeiro e começo de fevereiro. Tem altitude também, mas sobretudo tem uma diferença financeira brutal entre o futebol brasileiro e o equatoriano. Mesmo o Botafogo, com finanças combalidas historicamente, tem muito mais capacidade de investimento do que o Deportivo Quito.

Conversando com um amigo lembramos da nossa 'preparação' para a Libertadores de 1996. O time campeão brasileiro com Paulo Autuori no comando estava voando. Aí, o próprio Autuori saiu, seduzido por uma oferta do Benfica, e perdemos três peças fundamentais do time. O volante Leandro, que na época ainda não era Leandro Ávilla, voltou ao Vasco; Sérgio Manuel foi para o Japão, assim como Donizete, que fazia dupla infernal com Túlio. Para o lugar deles, Montenegro contratou Uidemar, Silas e Mauricinho. A campanha na Libertadores poderia ter sido bem mais do que foi. Também poderia ter servido de exemplo.

Cabe ao time atual fazer uma ótima Libertadores. Quando saí do Maracanã na vitória por 3 a 0 sobre o Criciúma em dezembro, tinha a certeza de que a vaga era nossa e de que faríamos uma bela participação no torneio. Confiava na permamência de Seedorf e da espinha dorsal da equipe. Ainda acredito na classificação diante do Deportivo. Temos tudo para isso, apesar dos pesares.

Saudações alvinegras!


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19/01/2014 13h32

Começa o ano do Botafogo. Bem devagar

Olá, torcida botafoguense!

O ano começou ontem à noite, em Volta Redonda. O empate por 1 a 1 com o Resende pode ser considerado normal. Primeiro jogo, recém-terminada a pré-temporada. Apenas dois titulares estavam em campo - Dória e Gabriel. E também estava Renato, com braçadeira de capitão, camisa 10, fez o gol do empate e quase o da vitória no segundo tempo, de cabeça. Henrique, primeiro, e depois Gegê acertaram a trave no mesmo lance, mas a impressão foi que o Resende esteve sempre mais perto da vitória.

É incrível como os cartolas conseguiram transformar o Estadual em uma coisa quase inútil. Só serve para os times grandes que não jogam a Libertadores. O que era aquele gramado em Volta Redonda? E olha que ainda era melhor do que o do estádio do Bangu na estreia do Fluminense.

Gostei da volta de Lucas, após meses se recuperando da fratura sofrida por causa daquela entrada desleal do Zé Roberto, do Grêmio. O lateral fez a jogada do gol de Renato e no segundo tempo cruzou sob medida para o meia quase marcar de cabeça. Lucas saiu sentindo dores no tornozelo. Tomara que não tenha sido nada demais.

Dankler jogou de forma segura e salvou um gol quando a bola ia entrando. Os demais foram regulares ou discretos, caso do jovem Daniel em sua primeira partida começando como titular. Henrique segue em sua seca de gols. Entra no segundo ano no clube sem ter marcado um golzinho sequer.

Os estreantes foram Rodrigo Souto, que iniciou a jogada do gol, e Airton, que entrou quase no final na vaga de Lucas, e pareceu bem acima do peso. É cedo para falar sobre eles. E sobre Eduardo Húngaro também. A saída de Oswaldo de Oliveira era necessária. Para contratar um medalhão, teria de ser Tite ou Cuca. Fora eles, muito melhor ter seguido com Húngaro mesmo.

Está chegando o grande dia do jogo em Quito. Não sei como o time estará sem Seedorf e Rafael Marques. Sem a opção de Hyuri e Bruno Mendes. A escalação de Renato ontem mais avançado pode ser a indicação de que ele poderá fazer esta função. Mas ao lado de Jorge Wagner? E o ataque? Vamos só de Elias mesmo? Muitas perguntas. Poucas respostas. Aguardemos os próximos dias.

Saudações alvinegras!



09/12/2013 09h47

Um domingo especial do Botafogo

Olá, torcida botafoguense!

O clima no Maracanã ontem foi especial e só poderia ter acabado em vitória. A torcida mostrou desde o início que tinha certeza absoluta que a combinação de resultados seria favorável. Com ingresso mais barato, a casa ficou cheia. É a prova de quem pode cobrar R$ 20 na reta final não precisa cobrar R$ 80 no meio do campeonato.

O time não lembrou em nada o que foi derrotado pelo Coritiba. Teve muita movimentação, boa troca de bolas e ótimas atuações individuais. No segundo tempo, ainda teve mais tranmquilidade, após a expulsão de um dos jogadores do Criciúma. É assim. Time que bate muito acaba tendo alguém expulso.

Na quarta-feira, estaremos na torcida pelo Lanús. Um resultado que muda todo o ano de 2014. Em caso de Libertadores, teremos mais receitas e um time forte.

No próximno texto, na quinta-feira, vou fazer o balanço do ano.

Saudações alvinegras!


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02/12/2013 12h04

Último capítulo

Olá, torcida botafoguense!

O que foi aquela cobrança de falta 'ensaiada' aos 43 minutos do segundo tempo? Não é possível que estes caras falem a mesma língua. Seedorf, Lodeiro e Júlio César foram os protagonistas da cena mais bizarra de toda a campanha alvinegra no Campeonato Brasileiro. É incrível a capacidade que o Botafogo tem de irritar.

E o que é mais incrível. Mesmo perdendo para Bahia, Ponte e Grêmio, em casa; empatando com Vasco e Portuguesa, no Rio; mesmo protagonizando uma atuação bisonha como a de ontem em Curitiba, a equipe ainda pode terminar em quarto lugar e com uma combinação de resultados chegar à pré-Libertadores em 2014.

Sim. Basta vencer o Criciúma no Rio e torcer para o Goiás ao menos empatar em casa com o Santos. Santos que não venceria o Fluminense, pois nada mais queria no campeonato, e venceu; que não venceria o Atlético-PR, pois nada mais queria no campeonato, e venceu. Mesmo que o Goiás ganhe, o Botafogo ainda pode ultrapassar o Atlético-PR, se este perder para o Vasco, em Joiville (SC). Teria os mesmos 61 pontos e ganharia no saldo de gols. É incrível, mas o Botafogo pode até terminar em terceiro, e nem precisar secar a Ponte Preta na decisão da Copa Sul-Americana.

No exercício final de masoquismo em 2013 estarei lá no estádio, presente. Quem sabe o time que teima em nos irritar, não acabe por nos surpreeender positivamente.

Saudações alvinegras!


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25/11/2013 09h23

O desafio do Botafogo em dois jogos

Olá, torcida botafoguense!

Após o empate decepcionante com a Portuguesa, o Botafogo fez dois bons jogos, goleando o Atlético-PR (4 a 0) e empatando com o São Paulo (1 a 1), ontem à noite no Morumbi, sob chuva constante. Poderíamos ter saído da capital paulista com os três pontos, mas também poderíamos ter perdido. O adversário acertou a trave três vezes na etapa final. Mas tivemos a vitória nos pés de Seedorf, em duas ocasiões. Na primeira, ele chutou mal de canhota após boa jogada de Júlio César pela esquerda e na segunda, e mais clara, tocou para fora, após passe de Lodeiro.

Acredito que o time ficará entre os quatro primeiros do Brasileiro, pois Grêmio e Goiás se enfrentam no próximo final de semana. Se o Tricolor ganhar, o Botafogo precisará de quatro pontos nas duas últimas partidas para ficar em quarto, em tese, empatado com o Goiás, mas vencendo no saldo de gols. Quatro pontos diante do Coritiba (fora) e do Criciúma (em casa), ambos lutando contra o rebaixamenmto.

O problema de terminar em quarto lugar é São Paulo ou Ponte Preta ganharem a Copa Sul-Americana, que só será decidida na quarta-feira subsequente ao término do Brasileiro. Por outro lado, o quarto lugar será excelente se o Atlético-PR ganhar a Copa do Brasil daqui dois dias, pois fatalmente terminará entre os três melhores do Brasileiro.

Bom mesmo seria terminar em terceiro, o que não acredito que acontecerá. São três pontos atrás de Grêmio e Atlético-PR, restando duas rodadas. Fazem muita falta os empates com a Lusa e com o Vasco e as derrotas em casa para Bahia e Ponte Preta. Todos lutando contra o rebaixamento. Não vamos nem falar na série de empates no final dos jogos quando ainda estávamos disputando o título. Mas a verdade é que todos os times bobearam na competição, equilibrada e com nível técnico baixo.

Saudações alvinegras!



14/11/2013 09h45

O time de uma jogada só

Olá, torcida botafoguense!

Apesar de ser treinado pela mesma pessoa há quase dois anos, o Botafogo hoje é o time de uma jogada só: as cobranças de falta de Edílson. Não há jogada ensaiada no lance. Ele simplesmente mira o gol e solta a bomba. Só fez um gol assim, contra o Bahia. E não me venham com esta história de que fulano saiu, beltrano foi negociado. A maior parte da equipe que não jogou nada ontem (0 a 0 com a Portuguesa) está no clube há pelo menos um ano e meio. Não há variação alguma. Zero.

E para piorar, muitos jogadores caíram demais de produção. Seedorf, pela idade claro, mas principalmente Rafael Marques, Bolívar, Marcelo Mattos e os mais novos, como Dória e Gabriel. Quem viu Dória e Gabriel em ação no primeiro turno do Brasileiro não pode acreditar que são os mesmos jogadores. É normal, jovens que são. Mas o que dizer de um veterano como Júlio César? Quando vai melhorar se está com a carreira quase a terminar?

O time hoje não merece sequer as 10 mil pessoas que estiveram no Maracanã. Estive lá. O torcedor incentivou demais, o quanto pode, até perder as forças e ver que daquilo que estava em campo não sairia nada mesmo. Até gritos por Cuca aconteceram, o que é normal quando as pessoas olham para a beira do campo e se deparam com aquele senhor de braços cruzados, mão no queixo, que nada faz para mudar o time.

Ah, ele mudou. Colocou Octávio no lugar de Hyuri e o time cresceu. Poderia ter mudado antes. Hyuri sequer deveria ter voltado para o segundo tempo. Não deveria sequer ter começado. Bruno Mendes também entrou. Oswaldo ora coloca Elias, ora Henrique, ora Alex, ora Sassá e nas últimas semana resolveu colocar Bruno Mendes. Não há sequência. Parece tiro no escuro, roleta russa.

Olhando para o campo, lá do alto da arquibancada, não há como esperar que este time reaja e ganhe os pontos necessários para a Libertadores. Não acredito em 'amarelada'. Acredito em jogador bom, em boa forma física e técnica. Treinado por um profissional competente, capaz de mudar as situações em campo. Hoje não temos nada disso. Temos apenas as faltas cobradas pelo Edílson.

Saudações alvinegras!


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03/11/2013 21h58

Edílson melhor do que Seedorf no Botafogo

Torcida botafoguense,

Nunca pensei que isso fosse possível, mas vi Edílson mais lúcido do que Seedorf. O craque holandês, superficial, criticou de leve a torcida. Pediu mais gente no estádio. A imprensa aproveitou a deixa. Seedorf não estava aqui em 2010 e em 2011. Chegou no meio do campeonato de 2012. Nos três anos, o time ficou ali pelo G-4 e na hora H vacilou. O discurso fracote de profissionais bem mais ou menos era  de que 'o time deu uma relaxada na reta final'. Alessandro, o lateral que era chamado de 'presidente' pelos companheiros falou isso; Jefferson, o ótimo goleiro, hoje capitão, também falou.

Aí, Edílson foi perguntado sobre a declaração de Seedorf e disse que entendia a torcida, que nos últimos anos teve decepções seguidas. Em outras palavras, disse que os jogadores 'relaxaram' no final, mais do que a torcida. Ídolo.

Fiz uma pesquisa recentemente. A torcida do Botafogo desde os anos 60 tem uma média em torno de 15 mil pagantes nos jogos. Em campanhas ótimas, a média sobe para a casa dos 25 mil. Foi assim sempre. De uns tempos pra cá, jornalista acha que a média tem que ser igual na Europa. Tipo Borussia Dortmund, 80 mil por jogo. Os caras não sabem o que é ir em um jogo. O ingresso é caro, o horário é péssimo, o transporte é ruim, a entrada no estádio é uma batalha. E os jogadores dão sempre uma 'relaxada' na reta final. Gente que ganha 80 mil. 100 mil, 200 mil, 300 mil. Por mês. Dão uma relaxada na reta final. Não merecem a torcida que segurou o Botafogo no jejum de 21 anos sem títulos, na humilhação da Série B. E Oswaldo de Oliveira acha que Rafael Marques merecia ganhar o dobro.

Os caras levaram três gols do Hernane brocador e fizeram uma reunião dois dias depois, para resolver as coisas. Eles tinham de ter feito a reunião antes. E tinham de ter vergonha de levar gol do Hernane. Mas preferiram o vexame que a torcida pessentiu que ocorreria.

Seedorf é um cara bacana e um excepcional jogador. É um orgulho tê-lo em nossa história. Mas é melhor jogar, ganhar, ser campeão. Ou senão, vou ficar sempre com as declarações do Edílson.

P.S. Perdemos para o Goiás por causa de incapacidade técnica de alguns jogadores. Elias teve chances claras de gol e não fez. Hyuri perdeu a bola no lance que originou o gol do Goiás, Bolívar foi driblado como um idoso na pelada do churrasco e Lucas Zen perdeu na cabeça como uma criança de 8 anos. Será que começou a relaxada? Tomara que não.

Saudações alvinegras!


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