Um campeão indiscutível

| Marcos Moura | 06/05/2013 10h25

Olá, torcida botafoguense!

A vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, por 1 a 0, gol de Rafael Marques, o título da Taça Rio e do Estadual de forma antecipada só confirmaram a supremacia do Botafogo no torneio. E para que a conquista pudesse se materializar alguns pontos devem ser destacados, não necessariamente em ordem de importância:

- Ter no clube alguém como Seedorf.

- A contratação de Bolívar foi fundamental. O zagueiro mostrou liderança logo de cara, marcou gols e teve atuações perfeitas, como nas finais das Taças Guanabara e Rio;

- A melhor forma física apresentada por Fellype Gabriel. Em 2012, ele quase não completava os jogos, estava sempre machucado. Ficando mais tempo em campo e se lesionando menos, pode aparecer muito mais.

- A forma exuberante de jogadores como Jéfferson e Lodeiro.

- As lesões de Antônio Carlos, Renato e Andrezinho acabaram por obrigar Oswaldo de Oliveira a fazer alterações que talvez ele não fizesse. E foram estas lesões que possibilitaram as entradas de Dória, Gabriel e Lodeiro, destaques da equipe.

- A consolidação de que os garotos da base podem ser muito úteis ao clube.

- A força do grupo, que mesmo com os salários atrasados, ganhou o título.

Não acho o elenco pronto para ganhar a Copa do Brasil e brigar pelo título brasileiro. E não tenho muitas esperanças em grandes contratações. Se a dívida astronômica do clube já sufocava as ações da diretoria, o quadro piorou demais com a, ainda obscura, interdição do Engenhão.

Apesar do gol do título, Rafael Marques não é o atacante ideal para fazer, por exemplo, 20 gols no Brasileiro. Ele vai fazer um ou outro como fez no Estadual. E isso não basta. Vejo carência também na lateral-esquerda. Júlio César entrou bem, após a venda de Márcio Azevedo, mas não acredito que jogue com regularidade até o final da temporada. Curiosamente, as duas posições são as que não temos um grande talento na base. Sassá pode vir a ser um atacante que nos ajude, mas precisa antes ser mais aproveitado pelo treinador.

Nós temos uma boa base, com Jéfferson, Bolívar, Dória, Gabriel, Lodeiro, Fellype Gabriel e Seedorf, que fez um ótimo campeonato, mostrou liderança e tomara que consiga comandar o time em uma conquista nacional.

Parabéns a todos e saudações alvinegras!

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Jogo mostrou quem é quem

| Marcos Moura | 03/05/2013 09h30

Olá, torcida botafoguense!

O Botafogo parece não ter o espírito para jogar uma competição como a Copa do Brasil. Após as duas partidas contra o Sobradinho, isso ficou mais uma vez evidente no empate sem gols com o CRB, em Maceió. Oswaldo de Oliveira se equivocou ao escalar os reservas em um confronto da principal competição do primeiro semestre.

Mas se teve uma coisa boa, foi deixar claro quem é quem no elenco. Aliás, a torcida estava com a falsa impressão de que temos um elenco forte e numeroso, o que evidentemente não é verdade.

Antônio Carlos, Renato e Andrezinho, por exemplo, não têm a menor condição de serem titulares e desconfio se podem entrar eventualmente na equipe. Laterais como Edílson e Lima não poderiam ser sequer reservas. E nosso problema no ataque segue crônico. O cara precisa estar muito mal para ser reserva de Rafael Marques. E Bruno Mendes está. Péssimo. Agora, vamos imaginar o que acontece com Henrique, que é reserva do reserva. Livro a barra dos ex-juniores. Estavam no clube e custaram pouco aos nossos combalidos cofres.

Jéfferson acabou sendo a principal figura do time em Alagoas. Ele e Vitinho, que esteve individualista demais, talvez por conta dos companheiros que tinha ao seu lado. Sassá entrou, fez um gol acertadamente anulado por impedimento e mostrou que deveria ultrapassar Bruno Mendes e Henrique por uma vaga no grupo.

Pena é a equipe frustrar seguidamente os torcedores espalhados pelo Brasil. Foi assim no Distrito Federal e agora em Maceió.

A concentração agora passa para o jogo de domingo diante do Fluminense. Um empate e levantamos as taças. Ainda bem que voltam Bolívar, Dória, Gabriel, Seedorf, Lodeiro...

Saudações alvinegras!

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A hora decisiva

| Marcos Moura | 29/04/2013 10h19

Olá, torcida botafoguense!

A campanha excepcional do Botafogo no Campeonato Estadual continua. A equipe goleou o Resende (5 a 0) e só precisa de um empate com o Fluminense para ganhar a Taça Rio e abocanhar o Carioca direto. São dez vitórias consecutivas no certame. A vantagem é importante, mas não garante nada. Nós somos a prova disso. Na Taça Guanabara, superamos Flamengo e Vasco quando eles atuavam pelo empate.

Mas de toda forma, a final da Taça Rio não pode ser considerada um tudo ou nada. Mesmo que percamos, ainda teremos a vantagem de dois empates na finalíssima diante do Fluminense. Ou seja, é preciso administrar com sabedoria a vantagem. É claro que o melhor seria liquidar logo agora e se concentrar na Copa do Brasil.

Aliás, na quinta-feira o time joga em Maceió diante do CRB. Não acredito que Oswaldo vá escalar um time misto. O torneio é muito importante e devemos atuar com a força máxima. Decidir turno e chegar à final do Estadual não é novidade. A decisão da Taça Rio é a 11ª de turno desde 2006, em 16 possíveis. Foram oito conquistas.

A Copa do Brasil é que poderá mudar a história recente do clube, o fazendo retornar à Libertadores. Mas é sempre bom levantar taças em torneios em que os principais rivais estiveram em campo. Confiamos na liderança de Seedorf e na ótima fase de Lodeiro, o craque da equipe em 2013.

Saudações alvinegras!

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Os problemas que as vitórias escondem

| Marcos Moura | 25/04/2013 10h00

Olá, torcida botafoguense!

Não vejo o Botafogo ainda preparado para brigar de verdade pelo título da Copa do Brasil e por boas posições no Campeonato Brasileiro. O sofrimento para eliminar o Sobradinho (DF) ontem à noite - 2 a 0, em Volta Redonda, gols de Rafael Marques e Fellype Gabriel - evidencia isso.

Até os jogadores do time adversário começarem a brigar entre si e receberem cartões vermelhos, a equipe via o visitante dominar em busca do gol que poderia nos eliminar precocemente da competição. Se fosse um time melhor teria conseguido o gol.

É claro que pesam os desfalques de Gabriel e Lodeiro. Jadson não foi bem e Vitinho esteve abaixo do que mostrou em outros jogos saindo da reserva. Quem esteve bem e não nos fez sentir falta de Jéfferson foi Renan. Duas ótimas defesas no primeiro tempo e segurança na etapa final. A única bobeada foi uma saída de gol precipitada, mas em que ele conseguiu se recuperar e fazer a defesa.

O Estadual causa em todos uma falsa impressão de que o time é ótimo, recheado de talentos e com opções no banco de reservas. Uma análise mais calma mostra que o quadro não é assim tão bonito. Temos um bom goleiro, uma dupla de zaga segura, um craque indiscutível como Seedorf, um grande jogador como Lodeiro e garotos muito promissores, mas em níveis diferentes de atuação. Dória e Gabriel estão em um patamar superior. Mas temos laterais irregulares e um atacante inacreditável, que faz um golzinho de tempos em tempos. É pouco para voos mais demorados.

De toda forma, o título doméstico está encaminhado e na Copa do Brasil é esperar por Fast (AM) ou CRB (AL).

Saudações alvinegras!

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É vencer ou vencer

| Marcos Moura | 22/04/2013 11h12

Olá, torcida botafoguense!

Deu a lógica e mesmo com reservas e juniores o Botafogo venceu mais uma no Estadual, 1 a 0 sobre o Volta Redonda, gol de Bruno Mendes. Pouca coisa merece registro na partida. Renan saiu mal do gol algumas vezes, em nítida falta de ritmo de jogo. O problema é que na quarta-feira tem encontro decisivo diante do Sobradinho, pela Copa do Brasil, e Jéfferson não estará em campo. Estará com a seleção em mais um desses amistosos sem a mínima importância. Renan sempre que entrou em jogos importantes de 2011 para cá foi muito bem. Tomara que seja assim de novo.

Após nove vitórias consecutivas no Estadual, o que nos garantiu a vantagem do empate daqui para a frente, no torneio nacional a coisa muda de figura e nossa única opção é vencer, após a atuação decepcionante da semana passada no empate sem gols no Distrito Federal.

Não há outra alternativa para os alvinegros. Uma vitória tranquila pode dar ainda mais tranquilidade aos jogadores para os jogos decisivos no Rio, principalmente por conta do problema dos salários atrasados.

Entramos na primeira fase importante do ano, com o final do Estadual, os duelos da Copa do Brasil e a estreia no Brasileiro se aproximando. Nessa hora que a gente começa a ver se o time é bom mesmo.

Saudações alvinegras!

A estrada para o Botafogo é ainda muito longa

| Marcos Moura | 18/04/2013 10h00

Olá, torcida botafoguense!

O torcedor de Brasília que encheu o estádio merecia bem mais do que o futebolzinho de quinta categoria que o Botafogo apresentou no empate sem gols com o Sobradinho.

Para jogar a Copa do Brasil é preciso mostrar bem mais do que é mostrado no Estadual.

O time poderia ter eliminado o jogo de volta. Não o fez. E terá de atuar antes da semifinal da Taça Rio, que pode ser diante do Fluminense.

O time jogou de forma lenta, desinteressada, cruzando bolas na área de tudo que era canto. A tática poderia até dar resultado se tivéssemos um atacante talentoso, coisa que Rafael Marques nunca foi, não é e jamais será.

Mesmo com ele em campo, no entanto, a equipe poderia ter forçado e saído do Gama com a classificação. Acabou frustrando uma torcida apaixonado que só pode ver o time ao vivo de anos em anos.

A estrada no Estadual parece tranquila, mas na Copa do Brasil ainda é longuíssima.

Saudações alvinegras!

Estadual e Copa do Brasil

| Marcos Moura | 15/04/2013 11h28

Olá, torcida botafoguense!

O Botafogo segue tranquilo no Estadual. Conseguiu a oitava vitória consecutiva - 4 a 1 sobre o Nova Iguaçu, gols de Lodeiro (2), Seedorf e Vitinho. O time assegurou a primeira colocação do grupo e o maior número de pontos entre todos os times. Ou seja, jogará com a vantagem do empate na semifinal da Taça Rio e em hipotéticas deciões, do turno e do próprio Estadual.

Tudo leva a crer que enfrentaremos o Fluminense na semifinal da Taça Rio, jogando pelo empate. É bom enfrentar o grande logo. É vencer e decidir o título diante de um pequeno, Resende ou Volta Redonda.

Tudo muito bonito, mas o que interessa mesmo é a estreia na Copa do Brasil diante do Sobradinho, nesta quarta. A torcida aqui em Brasília está mobilizada para a partida, a ser realizada no Gama. A Copa do Brasil é um trauma para o Botafogo. Teve a inacreditável final de 1999 diante de cento e tantas mil pessoas no Maracanã e as eliminações nas semifinais de 2007 e 2008, na Era Cuca.

Meu medo é que o baixo nível técnico do Estadual esteja supervalorizando a fase da equipe. Na Copa do Brasil e no Brasileiro é que poderemos sentir se estamos bem ou não.

É aguardar. O ano que conta começa nesta quarta.

Saudações alvinegras!

Vitinho pode ser muito mais do que Caio

| Marcos Moura | 11/04/2013 10h34

Olá, torcida botafoguense!

O time segue bem no Estadual. Bateu o Friburguense por 3 a 1, ontem, em Moça Bonita, gols de Bolívar, Fellype Gabriel e Vitinho. Com o resultado, se qualificou às semifinais da Taça Rio e pulou na frente do Fluminense na soma geral de pontos, o que pode ser útil em uma hipotética decisão do campeonato.

Vitinho fez mais um gol entrando do banco de reservas, o que vem se repetindo com frquência desde a semifinal da Taça Guanabara contra o Flamengo. O moleque tem muito potencial. É nítido. Tem velocidade, sabe driblar. Precisa melhorar as finalizações, sobretudo os cabeceios, e ser menos ansioso em algumas jogadas. O que é normal em sua idade. Também precisa jogar bem de início.

Vitinho tem contrato longo com o clube (até 2017)  e precisa se livrar dessa coisa de 'talismã' que parte da imprensa vem usando. Essa coisa me lembra o Caio de 2010. Entrava sempre no decorrer dos jogos, colocava fogo na partida, fazia muitos gols, ajudou o time a ganhar o Estadual, virou 'xodó', 'talismã' e depois virou o 'Cai-Caio'. Nunca mais conseguiu se firmar, só queria a bola pra ele, irritava time, treinador e torcida.

As pessoas são diferentes. Vitinho está indo muito bem. E tem a companhia no elenco de um cara como Seedorf. Tem tudo para ser muito mais do que foi Caio no clube.

Saudações alvinegras!

Cinco jogos

| Marcos Moura | 08/04/2013 10h21

Olá, torcida botafoguense!

Na semana passada, escrevi que o time precisava de concentração absoluta para seguir bem no Campeonato Estadual. E que tinha que manter-se afastado da polêmica do estádio. Os jogadores têm feito isso tranquilamente até agora e não há como começar a pensar que já estamos em contagem regressiva para tentar o título em uma hipotética decisão da Taça Rio contra o Fluminense.

Após derrotar o Olaria por 3 a 0, restam os jogos diante de Friburguense, Nova Iguaçu e Volta Redonda. Caso atue com seriedade e repita o bom desempenho das seis vitórias consecutivas, a equipe vence os três e garante a vantagem do empate na semifinal do turno e nas decisões posteriores, incluindo a finalíssima do Estadual, caso o Tricolor conquiste a Taça Rio.

A vantagem do empate não é decisiva. Nós mesmos vimos isso. Jogamos em desvantagem diante de Flamengo e Vasco na Taça Guanabara  e ganhamos ambos. Mas em uma final equilibrada, lá e cá, a vantagem do empate pode ser decisiva. O Vasco mesmo, que está eliminado do Campeonato precocemente, esteve a dez minutos de ganhar a Taça GB. Se tivesse acontecido, estaria garantido na final.

É inegável que o time vem se acertando. As lesões de Renato, Antônio Carlos e Andrezinho durante a Taça Guanabara acabaram por facilitar as coisas para Oswaldo de Oliveira, habitualmente conservador ao pensar em alterações. Bolívar e Dória estão formando uma ótima zaga, André Bahia entrou bem em jogos decisivos e, para mim, hoje Antônio Carlos é a quarta opção. Mesmo com os altos e baixos de sempre, Lucas se firmou, enquanto Júlio César está tão tímido quanto era Márcio Azevedo. A diferença é que fez um gol importante contra o Flamengo.

O meio-campo parece ter encontrado a formação ideal com Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf e Lodeiro. Fellype tem resistido mais nos jogos, mesmo quando leva entradas duras. Lodeiro é disparado o melhor do time no momento. O grande problema segue sendo o ataque. Rafael Marques fez dois gols, mas seu rendimento é bem fraquinho ainda. Bruno Mendes deixou o futebol em 2012 e Vitinho joga demais quando entra no decorrer das partidas e é discreto ao sair jogando. Tem talento e precisa superar esse 'efeito Caio'.

O time está muito bem no Estadual, mas parece ainda faltar algo importante para o Brasileiro. Como um atacante capaz de fazer 20 gols no campeonato, por exemplo. Se esse jogador chegar, aí será outra história.

Saudações alvinegras!

O Botafogo precisa manter a concentração

| Marcos Moura | 04/04/2013 09h53

Olá, torcida botafoguense!

A questão do estádio parece não ter afetado os jogadores do Botafogo. O time venceu o Vasco, por 3 a 0, em Volta Redonda, e segue firme na busca do título estadual. Se não fosse o campo encharcado do primeiro tempo, talvez o resultado fosse ainda mais confortável. Mesmo sem Seedorf, suspenso, a equipe esteve bem, com a nova formação com dois atacantes, Bruno Mendes e Rafael Marques, e Vitinho no banco.

Jéfferson, com ótimas defesas no segundo tempo, Dória, Bolívar, Gabriel, Fellype Gabriel e Lodeiro estiveram muito bem. Rafael Marques apareceu mais na marcação e tentando armar o jogo do que dentro da área. Esforçado, foi premiado com um gol, o primeiro da vitória. No lance, mostrou bom posicionamento para aproveitar um rebote do goleiro adversário.

O cenário dentro de campo é dos melhores para o Botafogo. Com o Vasco eliminado e o Flamengo em dificuldades, tudo leva a  crer que apenas um outro grande, o Fluminense, estará nas semifinais da Taça Rio. Se continuar jogando bem e conseguindo vitórias, é bem provável que o Alvinegro termine a fase de classificação do turno com a melhor campanha geral, o que daria vantagem de empate na semifinal e em uma possível decisão.

A situação é totalmente diferente da vivida na Taça Guanabara. Na ocasião, o time tinha que vencer ou vencer. E venceu.

Quando o cenário é tão positivo assim é que o sinal de alerta deve ser aceso. Os jogadores precisam ficar afastados do problema do estádio e não podem relaxar em hipótese alguma. O relaxamento em momentos decisivos nos custou muita coisa nos últimos anos.

Saudações alvinegras!

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O Engenhão

| Marcos Moura | 02/04/2013 10h34

Olá, torcida botafoguense!

'Interditaram o Engenhão'. Foi dessa forma que a Kika Lima me avisou por uma mensagem no celular que o Botafogo havia perdido o estádio 'mais moderno da América Latina'. A mensagem era curta, mas de dimensões gigantescas como vimos nos dias subsequentes.

Todos hoje sabemos que fomos enganados desde 2007, quando Bebeto de Freitas assinou um contrato para o Botafogo administrar o Engenhão por 25 anos. Na época, escrevi que era o grande salto da história do clube. Era minha expectiva. Mas deu errado. A única parcela de culpa que vejo no clube nessa história toda é a de não ter alertado nós torcedores e os patrocinadores de que o estádio era monitorado diariamente por problemas estruturais. Desde sempre. Ao contrário, seguiu vendendo ingressos, planos de sócio-torcedor e fechando contrato com patrocinadores. E o que é pior: nunca houne e não há plano B. No caso, era apenas plano A. E dedos cruzados. Está cada dia mais claro que contar com 'a sorte' não torna a pessoa, dirigente ou não, um bom administrador. A sorte geralmente não ajuda em nada no esporte. Ganha que tem mais qualidade, mas investimento, que se preparou melhor.

A notícia do momento é que o Botafogo cogita devolver o estádio à Prefeitura. Com ele fechado, não há receita. E a manutenção mensal, caríssima, continuará a pingar todos os meses. Vejo a devolução, caso tudo que tenha sido dito até agora seja correto, como o melhor caminho.

As opções são poucas. E todas elas ruins. Vejamos:

- O Caio Martins não recebe partidas oficiais do time principal desde 2005. Antes de assinar pelo Engenhão, Bebeto já levara o time para o estádio Luso-Brasileiro, na Ilha. Não vejo como retornar ao Caio Martins. Em um amistoso recente do projeto do Túlio, o gramado era quase inexistente. Mesmo com alguns dirigentes declarando o contrário, é inviável. Seria voltar quase 10 anos no tempo;

- O Maracanã não era primeira opção nem de Flamengo e Fluminense, que já tinham assinado com o Botafogo para continuarem jogando no Engenhão até o final de 2013. Os contratos do estádio serão daqueles que o arrendarem após as obras. Não vejo como o Botafogo, com os contratos que têm, possa mandar as partidas lá. A não ser emergencialmente;

- Nenhum outro estádio do Rio é opção séria para um clube atuar o ano todo, nem mesmo o Raulino de Oliveira;

- Atuar fora do estado, em cidades como Brasília, Juiz de Fora e Vitória já foi recurso utilizado inúmeras vezes. Garante retorno financeiro a curto prazo, mas não em projetos concretos e mais duradouros. Mas de toda forma, pode ser boa opção para o restante de 2013.

Ou seja, o cenário é desolador nos aspectos finaceiro e técnico, já que os jogadores estavam habituados ao estádio.

Meu texto não fala das responsabilidades dos políticos na história. Não há, evidentemente, como confiar neles. O Rio sofre com uma série de infortúnios. Nos últimos anos, teve restaurante que explodiu por causa de um vazamwento de gás; prédios que desabaram por conta de obra irregular; incêndios no principal centro de comércio popular de rua; deslizamentos e inundações causadas pelas chuvas de sempre. O descaso absoluto, com mortos e feridos. Não seria na construção de um estádio que essa gente ia mostrar carcaterística diferente.

Saudações alvinegras!

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Seedorf e a arbitragem

| Marcos Moura | 25/03/2013 10h01

Olá, torcida botafoguense!

Nem estava achando o árbitro tão mal no jogo de ontem contra o Madureira, 2 a 1, em Moça Bonita. Ele foi confuso como quase todos os outros. Conceitualmente, ele ter voltado atrás no pênalti marcado no primeiro tempo não configura erro. O bandeirinha fraquíssimo que corria por aquele lado nada marcou e, com muito atraso, o juiz teria sido alertado pelo quarto árbitro sobre o impedimento de Seedorf no início da jogada.

O problema é que tem tanto árbitro hoje dentro de campo que fica difícil saber quem tá conduzindo a peleja. No passado, eram três, pois o quarto árbitro era figura decorativa, estava ali para fazer as substituições, controlar os treinadores e levantar a placa indicando o acréscimo. Pelo que ficamos sabendo ontem, agora ele também marca impedimento. Ao invés de incluir a tecnologia para auxiliar o trio de arbitragem, o Rio optou por criar um sexteto, o que evidentemente é um erro. Multiplica a ruindade, a confusão.

Mas o lance que mostra a fraqueza dos nossos árbitros foi a expulsão de Seedorf. Não é que Seedorf não possa ser expulso. Mas daquele jeito? De onde o árbitro tirou que ele pode dizer ao jogador para sair ali mesmo, no cantinho, estando o companheiro do outro lado do campo esperando por seu cumprimento? Por que Seedorf aceleraria um jogo nos acréscimos com sua equipe vencendo?

No futebol, quando o árbitro é manchete é porque ele foi muito mal. As melhores atuações não saem no jornal do dia seguinte nem são debatidas nos programas noturnos da televisão. Ah, televisão. Talvez a pior parte nessa hikstória esteja aqui. O árbitro fraquinho do jogo de ontem chegou em casa e ouviu de seus familiares que o comentarista de arbitragem disse que ele teve atuação ótima e que Seedorf foi 'desrespeitoso' ao querer sair de campo pelo local onde todos saem. A pobre arbitragem brasileira foi e é moldada pelos comentaristas de arbitragem, gente corporativista, que não gosta de receber críticas, só elogios. Nós, seres humanos, somos muito vaidosos. O rapaz do jogo de ontem deve estar se sentindo hoje.

Saudações alvinegras!

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Botafogo vive momento mágico

| Marcos Moura | 18/03/2013 10h48

Olá, torcida botafoguense!

Há coisas que só acontecem ao Botafogo. Realmente. Primeiro, o time que vinha bem mais ou menos derrota Flamengo e Vasco em sequência  e conquista a Taça Guanabara. E na final, com um gol de Lucas. Para deixar a torcida consciente do momento especial que o Alvinegro passa, a equipe estreia na Taça Rio vencendo o Quissamã por tranquilos 4 a 0. E quem finalmente marca seu primeiro gol? Isso mesmo, Rafael Marques.

Brincadeiras à parte, o momento é bom mesmo. E ambiente tranquilo no futebol é sempre bom, sobretudo em um clube que vive eternamente com problemas financeiros.

Não podemos tapar o sol com a peneira. Há muito ainda a ser feito para que o objetivo de ganhar um título de expressão nacional seja concretizado. Mas não há como esse objetivo ser alcançado com tudo dando errado, com um ambiente tenso. O clima precisa estar favorável também para que a bola que bateria na trave possa entrar, para que o lance duvidoso que os bandeirinhas sempre dariam impedimento possa ter prosseguimento.

Só uma conjunção de trabalho, competência e um pouco de mágica poderá fazer com que o ano termine diferente dos últimos que passaram.

Saudações alvinegras!

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O merecido título do Botafogo

| Marcos Moura | 11/03/2013 10h34

Olá, torcida botafoguense!

Quem me acompanha aqui sabe que não gosto da forma que Oswaldo de Oliveira comanda a equipe desde 2012. O lateral Lucas também é alvo constante das minhas críticas. Só o futebol mesmo é capaz de fazer com que criticados se destaquem, que o vilão de um ano seja decisivo em outro.

Já tinha destacado que Oswaldo tinha ido bem contra o Flamengo. A escalação do inacreditável Rafael Marques à parte, o treinador montou bem a equipe na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco. E mexeu bem, ao sacar Marcelo Mattos no intervalo e colocar Vitinho. As lesões de Renato, Antônio Carlos e Andrezinho acabaram por facilitar as coisas para o treinador. É óbvio que Dória e Gabriel não podem ser reservas nesse time. Vitinho ainda vai melhor quando entra no segundo tempo, mas em breve será titular, quando amadurecer um pouco mais. O time tem muito a crescer ainda e também vejo Jadson e Bruno Mendes atuando de início, caso estejam no melhor da forma física.

Incrível como a equipe que fez péssimo jogo e empatou por 2 a 2 com o Boavista, perdendo a vantagem do empate na semifinal e em uma possível decisão, se destacou justamente quando a opção era vencer ou vencer. Foi assim contra o Flamengo e principalmente diante do Vasco, que atuou retrancadíssimo, fez cera e acabou castigado pelo time que procurou sempre a vitória.

Lucas foi o vilão do ano passado, ao ser expulso duas vezes em quatro dias, e prejudicar a equipe na final do Estadual e na Copa do Brasil. Como a posição de lateral é bem carente no futebol brasileiro segue como titular absoluto pelo terceiro ano consecutivo. Gilberto é uma promessa e um dia será titular, mas não há como negar que a hora agora é de Lucas.

Jéfferson, Bolívar, Dória, Gabriel e Lodeiro foram muito bem na decisão. Seedorf visivelmente cansou, passou a ocupar a ponta-esquerda e foi dali que criou várias jogadas, a do gol inclusive. Fellype Gabriel tem jogado mais para o time do que para a torcida e também se destacou nos dois últimos jogos.

Oswaldo tem tudo para ficar de bem com a torcida. Basta tirar Rafael Marques do time e mostrar menos arrogância nas entrevistas. Não há dúvidas de que o time gosta dele e de que o ambiente é bom, apesar de atrasos de salários e uma ou outra entrevista infeliz de jogadores importantes, como o capitão Jéfferson.

A sétima final do Estadual em oito anos já está garantida. Temos que manter o time e contratar duas ou três peças importantes para a Copa do Brasil e o Brasileiro. Não podemos esquecer que esses devem ser os nossos objetivos verdadeiros em 2013. Para mudar o clube de patamar. Voltar a ser internacional.

Saudações alvinegras!

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A bela surpresa que o Botafogo nos ofereceu

| Marcos Moura | 04/03/2013 10h19

Olá, torcida botafoguense!

Na semana passada escrevi que o Botafogo poderia armar uma surpresa. E ele armou. São muitos os pontos positivos a serem destacados na bela vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo e a consequente classificação à final da Taça Guanabara:

- Os garotos da base são uma realidade: Dória, Gabriel, Vitinho, Jadson, Cidinho, Gilberto, Sassá devem jogar cada vez mais. Alguns têm potencial para serem titulares absolutos, desde que estejam no melhor da forma física. Dória fez partida excepcional e não é possível que alguém ache que tenha que ser reserva de Antônio Carlos;

- Jéfferson voltou a ser o goleiro decisivo. Fez pelo menos três defesas sensacionais e garantiu o placar quando os cruzamentos altos na área viraram a única alternativa do adversário;

- Lodeiro e Seedorf formam uma dupla afinada no meio. Pena que não tenhamos um terceiro jogador para dar suporte a eles. Andrezinho mais uma vez mostrou a fragilidade física que o acompanha;

- Bolívar parece que joga há anos com a camisa alvinegra. Foi bem na Taça Guanabara até aqui;

- Sou crítico feroz de Oswaldo de Oliveira, mas ele foi bem no jogo. Poderia ter colocado Vitinho um pouco antes, mas no geral armou bem a equipe e acertou ao optar pela experiência de André Bahia no final. Imagina Lima entrar naquele momento?

Esta é a 10ª final de turno dos últimos 15 disputados. Nas nove anteriores, foram sete conquistas e dois vices. Um possível título não pode maquiar os problemas. A Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro precisar ser nossos objetivos.

Contra o Vasco no domingo mais uma vez será vencer ou vencer. Acredito que a partida será mais difícil. Individualmente o Vasco está melhor do que o Flamengo. Conta com jogadores importantes como Dedé, Éder Luis, Carlos Alberto e Bernardo. Mas temos totais possibilidades de título. Tomara que os dirigentes reduzam o preço do ingresso, facilitando a presença da torcida.

Vale também o registro da vitória contra o Flamengo nos juniores. O Botafogo tinha a vantagem do empate e o 1 a 1 o garantiu na decisão da Taça GB. Destaque para o goleiro Andrey, que defendeu dois pênaltis, um deles no finalzinho da partida. Agora, é vencer o Vasco no próximo final de semana e levantar mais um troféu.

Saudações alvinegras!

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Quando só a vitória interessa

| Marcos Moura | 25/02/2013 11h12

Olá, torcida botafoguense!

Só a vitória interessa. Essa é uma das frases mais ridículas usadas pela imprensa esportiva no Brasil. É claro que às vezes um empate interessa e em alguns casos até uma derrota por determinada diferença de gols interessa. Mas na essência do futebol só a vitória interessa. E ponto. Pois bem, no domingo que vem diante do Flamengo só a vitória interessa ao Botafogo para chegar à final da Taça Guanabara.

O time fez tudo para ser eliminado. Como era praticamente impossível, visto a fragilidade dos concorrentes, conseguiu perder a vantagem do empate em um confronto diante do Fluminense. O 2 a 2 com o Boavista apresentou o roteiro que conhecemos há mais de um ano, desde a chegada de Oswaldo de Oliveira. Defesa frágil, opções equivocadas na armação, erros nas finalizações mais básicas e um certo desinteresse. De todos os problemas, esse talvez seja o pior deles. Os caras ganham uma fortuna e parecem sempre desinteressados. Eu sei que os salários estão atrasados. Mas em algum momento eles vão embolsar a fortuna que o clube lhes deve. É irritante ouvir Andrezinho 'coxa colada' ao final dos jogos. É sempre a mesma ladainha. "O time entrou desligado", "tomamos dois gols e depois fica difícil correr atrás", "as vaias são justas". Irritante. E Fellype Gabriel? Sempre rolando no gramado, se contorcendo ao menor choque.

No final do jogo, quando precisávamos de um golzinho para voltar à liderança do grupo e a ter a vantagem nas semifinais, os jogadores mostraram apatia absoluta, como se estivessem segurando o resultado. Patético.

A nossa única esperança é que o Botafogo ainda tem a capacidade de nos surpreender. Quase sempre essa surpresa é negativa. Mas quem sabe no próximo clássico não seja positiva. É preciso muito amor.

Saudações alvinegras!

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Os erros continuam custando caro

| Marcos Moura | 18/02/2013 09h56

Olá, torcida botafoguense!

Os erros da diretoria e do treinador seguem custando caro. Na derrota no clássico de ontem, por 1 a 0, ficou evidente alguns problemas de planejamento para a atual temporada. Lucas Zen e Gabriel terminaram o ano passado machucados. Pelo histórico físico dos atletas, não dava para confiar que Marcelo Mattos e Renato fossem segurar a barra da cabeça de área. Renato se machucou logo na estréia e Marcelo na última vitória sobre o Resende. Restou apenas Jadson, que é segundo volante e tem características muito mais ofensivas. Não teria sido prudente ter contratado um volante ao invés de mais um lateral-esquerdo como o JUlio César?

Outro problema grave foi a perda de Dória, Jadson e Bruno Mendes para a fraquíssima seleção sub-20, que fez vergonha no Campeonato Sul-Americano. Os três que terminaram o ano passado muito bem, não realizaram a pré-temporada e tiveram o começo de ano comprometido. Dória não vem sequer jogando, o que é um absurdo, visto que Antônio Carlos é nulo. Bruno vive momento terrível. Fez apenas um gol em 2013 e desperdiçou uma chance cristalina na derrota de ontem, que poderia significar outro rumo ao jogo.

As seguidas lesões e as contratações equivocadas acabam por propiciar as opções esdrúxulas do treinador. Após ter indicado Rafael Marques como substituto de Loco Abreu e ter feito de Fellype Gabriel um coringa, como se um gênio do futebol ele fosse, passou de todos os limites ao escalar Júlio César de volante, ao lado do próprio Fellype, no clássico. Júlio César tem 33 anos, rodou por uma dezena de clubes e é conhecido como um lateral que marca mal. Um lateral que marca mal pode até ser improvisado na ponta-esquerda, mas nunca em posição de marcação, correto?

Melhor teria sido escalar três zagueiros, com a entrada de Dória, e Jadson na proteção, ao lado de Lucas, Márcio Azevedo, Fellype, Lodeiro, Seedorf, com Bruno Mendes na frente. Mas para isso é necessário ter variações táticas. O que não é o caso no momento.

Uma vitória praticamente garantiria a equipe como a melhor da Taça Guanabara e a consequente vantagem de atuar pelo empate na semifinal e em uma eventual decisão. Isso não acontecerá mais. Os erros custam caro.

Saudações alvinegras!

Necessidade de alterações urgentes

| Marcos Moura | 08/02/2013 09h40

Olá, torcida botafoguense!

O primeiro tempo da vitória por 4 a 2 sobre o Resende foi um filme de terror. A equipe melhorou na segunda etapa e mais uma vez comandada pela genialidade de Seedorf chegou até com facilidade à virada. Perdeu muitos gols no final e poderia até ter goleado. Cada vez mais fico com a certeza de que as opções para fazer um grande time estão no elenco. Falta apenas escalar os jogadores corretos, treiná-los de forma correta e trazer a torcida para o lado do time de novo.

Dos 'veteranos' do elenco, eu só escalaria Jéfferson, Bolívar, Seedorf e Lodeiro. Talvez Antônio Carlos. No mais, escalaria os garotos. Sei que há um problema grave nas laterais. Apesar do improvável gol que marcou com o pé direito, Márcio Azevedo foi horrível contra o Resende. E mesmo assim conseguiu ser melhor do que Lucas!!! As opções no mercado são poucas. As laterais são problemáticas para quase todos os clubes. Temos o Gilberto com possibilidade de se firmar na direita, mas na esquerda tá ruim, pois não acredito que Júlio César e Lima consigam atuações sólidas pelo setor.

Penso até que o esquema poderia ser alterado. Passaríamos a jogar com três zagueiros. Neste caso, Antônio Carlos seria mantido no time, ao lado de Dória e Bolívar. Jadson e Lodeiro poderiam ser os alas e o meio de campo seria completado por Gabriel e Seedorf. Cidinho, Vitinho e Bruno Mendes seriam os atacantes. É uma mudança ousada e precisaria evidentemente de outro treinador para realizá-la. Teríamos dinamismo, bom toque de bola e velocidade para chegar ao ataque.

Por motivos técnicos, não vejo mais Lucas, Antônio Carlos e Márcio Azevedo como titulares. O problema de Marcelo Mattos, Andrezinho e Fellype Gabriel é outro, é físico. No caso de Fellype há o agravante de que o treinador acredita que ele tem futebol para jogar nas 11. Não tem.

Alguma mudança precisa ser feita nesse time. As opções estão no elenco. Empatar com o Bangu e tomar calor de Macaé e Resende deixa claro que as coisas não vão bem.

saudações alvinegras!

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Sonolência e magia

| Marcos Moura | 04/02/2013 14h35

Olá, torcida botafoguense!

A atuação do time foi sonolenta e a vitória por 3 a 1 sobre o Macaé aconteceu porque temos um cara como Seedorf. Se não fosse ele, seus passes e sua classe perfeita, a equipe teria perdido pontos para um adversário muito inferior tecnicamente.

Pode parecer maluquice o que eu vou dizer, mas eu gostei da opção do Oswaldo de Oliveira pelo Vitinho no lugar do Andrezinho. O Botafogo há muito não tinha uma opção de velocidade. Vitinho errou mais do que acertou, é claro, mas fiquei com a impressão de que se ele tiver continuidade pode se tornar titular. Tem potencial.

Só não entendo a escolha do Oswaldo pelo Fellype Gabriel como segundo volante. Jadson deveria ser o titular ali. Eu sei que o Jadson não fez a pré-temporada, pois estava na ridícula seleção sub-20, e está em um nível abaixo em relação aos companheiros. Mas precisa adquirir ritmo jogando. Esse problema deve ter afetado o Dória também. Não há outra explicação. O Dória não pode ser reserva de Antônio Carlos, que não ganha nada nem por cima nem por baixo.

Oswaldo também acertou nas mudanças. Mas também não era muito difícil. Eles tiveram um jogador expulso. Aí, ele sacou o Marcelo Mattos e o Lodeiro, que estava cansado, e colocou Henrique e Cidinho. E foi justamente a revelação da base que tabelou com o Bruno Mendes e sofreu o pênalti do 2 a 1, em um contra-ataque de velocidade.

E aquela Avenida Márcio Azevedo? Será fechada ao tráfego quando?

Saudações alvinegras!

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Nós, os vagabundos

| Marcos Moura | 31/01/2013 11h09

Olá, torcida botafoguense!

Tá difícil torcer nesse início de ano. A base do time que fracassou no ano passado foi mantida, o treinador que cometeu inúmeros erros na escalação e nas trocas durantes os jogos, muitos deles decisivos, permaneceu e a torcida tem que buscar forças para acompanhar as partidas. Até agora, jogamos quatro vezes: dois domingos no Engenhão, às 19h30, e dois meios de semana, em Bangu, às 17h. Como ontem, na goleada por 4 a 0 sobre o novato Audax, gols de Lodeiro, Fellype Gabriel, Bruno Mendes e Bolívar.

Pois bem. O treinador não acha suficiente ter cometido desde que chegou ao clube inúmeros eros na escalação, ter cometido inúmeros erros nas trocas durante as partidas, ter forçado a saída do ídolo, capitão e artilheiro do time, ter indicado um jogador ridículo como Rafael Marques. Para Oswaldo de Oliveira isso não basta. Ele precisa desfilar seu ar arrogante, sua falsa superioridade em relação aos torcedores. Essa postura cai bem em parte da imprensa esportiva, despreparada e subserviente. Mas a torcida nunca aceitou.

E eis que ontem, em Bangu, no final da tarde, hostilizado por alguns torcedores, que sabem que ele escala mal, que sabem que ele mexe mal no time durante os jogos, que sabem que ele é arrogante, Oswaldo perdeu a cabeça e chamou os torcedores de vagabundos. Disse mais. Disse que é de Realengo, bairro vizinho, e que sabe que só vagabundo pode estar no estádio naquela hora.

Os estudantes e profissionais em férias, os aposentados, os apaixonados trabalhadores, que se viraram para estar no precário estádio naquela hora, foram chamados de vagabundos pelo treinador, que não consegue resultados em campo.

Eu mesmo já me 'vagabundei' pelos estádios dezenas de vezes no horário da tarde, no meio de semana: quando era estudante, quando estava em férias ou quando estava de folga, por causa das escalas loucas de final de semana. Não me envergonho disso. Me envergonharia se recebesse um salário milionário e tivesse rendimento profissional pífio.

Aguardamos uma posição da diretoria do clube em relação a isso.

Saudações alviengras!

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Seedorf é o craque certo na hora certa

| Marcos Moura | 29/01/2013 09h42

Olá, torcida botafoguense!

Já dediquei alguns posts ao holandês Seedorf. O considero um jogador acima da média. Um craque como o Brasil vê muito pouco hoje em dia. No empate por 1 a 1 com o Fluminense, o jogador entrou e mudou nosso destino na partida ao criar o gol de empate, marcado por Bolívar.

O fato de termos Seedorf no time hoje me fez lembrar de Mendonça. Cresci ouvindo que Mendonça foi o craque certo na época errada. O meia era nosso principal destaque em quase uma década do jejum de 21 anos. Os torcedores se referiam a ele dessa forma, por ser ele um jogador excelente, quase sempre escalado ao lado de profissionais limitados. Tivesse vivido em outra época no Botafogo e Mendonça poderia ter se consagrado. Eu discordo um pouco da afirmação. Para mim, Mendonça foi o craque certo na hora certa. Tão pobre era nosso time naqueles tempos que o talento de Mendonça nos salvava.

Seedorf merecia um Botafogo melhor. Fico imaginando ele jogando no time do Cuca, em 2007 e 2008, por exemplo na vaga de Lúcio Flávio. O holandês teria dado um toque de classe, inteligência e, sobretudo, maturidade ao treinador e aos jogadores que transformaram o Alvinegro na 'equipe do quase'. É claro que as condições econômicas na gestão Bebeto de Freitas eram terríveis. Continuam sendo, mas a atual gestão fez um esforço e trouxe o craque, na ação mais acertada do presidente atual.

Teria dido excelente ter Seedorf naquele elenco, mas ele está no grupo hoje. Que bom. Imagina termos de viver unicamente do poder criativo de um Andrezinho e de um  Fellype Gabriel? Seedorf merece um meio-campo jovem e dinâmico, com Gabriel, Jadson, Lodeiro e talvez Cidinho ou Jeferson Paulista, que teve pouquíssimas oportunidades com o atual treinador desde o ano passado.

Não tenho dúvidas de que Seedorf é o craque certo na hora certa. Só com o seu comando, o Botafogo pode voltar a conquistar títulos relevantes. Só falta a diretoria e o treinador o ajudarem.

Saudações alvinegras!

As opções erradas

| Marcos Moura | 25/01/2013 09h32

Olá, torcida botafoguense!

Não pude ver o jogo de ontem - empate sem gols com o Bangu. Mas acompanhei os comentários dos amigos alvinegros pelo Twitter. Todos pouco elogiosos ao que o time apresentou em Moça Bonita. Não dá mais para tapar o sol com a peneira: a direção do clube fez opções equivocadas em 2012 e decidiu confirmá-las este ano.

Claramente Oswaldo de Oliveira deu dicas de que os 'veteranos' do elenco continuarão como titulares, casos de Lucas, Antônio Carlos, Marcio Azevedo, Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel. O Botafogo tem uma boa geração de jovens jogadores, a melhor em décadas, mas eles são subutilizados pelos treinador.

Se falta experiência aos moleques, eles têm o compromisso que falta aos 'medalhões'. Andrezinho e Fellype Gabriel sabem jogar, mas estão sempre cansados, no início, no meio e no final da temporada. São jogadores de 60 minutos, no máximo. Antônio Carlos e Marcelo Mattos já estão em fase descendente, assim como Renato, que não mostra dinamismo para ser titular. O único veterano que deveria ter lugar cativo é Seedorf, claro. Um cara acima da média.

Bolívar chegou agora, é vitorioso e deve ter continuidade. Com Jefferson no gol, Lodeiro e Seedorf no meio é uma boa espinha dorsal. No mais, tem que escalar Gilberto, Dória, Gabriel, quando estiver recuperado, Jadson, Cidinho e Bruno Mendes. E insistir com esse time. Mas como acreditar nisso com Oswaldo no comando?

Uma derrota para o Fluminense no domingo e as críticas ao treinador aumentarão. O ar superior de Oswaldo pode conquistar jogadores como os 'veteranos' que escala, mas será quase impossível de ser aceito pelo torcedor.

Saudações alvinegras!

Na bola parada

| Marcos Moura | 20/01/2013 21h51

Olá, torcida botafoguense!

A estreia foi do jeito que tinha de ser. Uma vitória tranquila, por 3 a 0, sobre o Duque de Caxias. A diferença técnica entre as equipes é brutal e tivesse o Botafogo um pouco mais de vontade na etapa final e teria goleado. O triunfo foi construído em três jogadas de bola parada, gols de Andrezinho, Bolívar e Antônio Carlos, todos no primeiro tempo.

Dos três estreantes, Bolívar foi o que apareceu mais. Primeiro, ao tentar um toque de letra, errar e permitir a melhor chance de gol para o adversário na partida. Pouco depois, fez de peixinho o segundo gol da equipe. E no mais, teve pouco trabalho. Henrique não foi bem. Teve duas chances, furou em uma e chutou poara boa defesa do goleiro em outra. Não acho que ele vá se destacar no clube, mas é preciso dar tempo. O zagueiro Rodrigo Defendi entrou quase no final, no lugar de Antônio Carlos, e pouco tocou na bola.

Oswaldo foi bem. Escalou o que tinha de melhor e acertou ao colocar Cidinho no lugar de Renato, que saiu machucado ainda no primeiro tempo. As outras alterações, as entradas de Defendi e Rodrigo Dantas, na vaga de Fellype Gabriel, foram por cansaço.

Lodeiro foi o melhor da equipe e Gilberto, que atuou no lugar de Lucas, esteve muito bem. Foi dele as duas únicas boas jogadas do preguiçoso segundo tempo alvinegro.

Muito titulares não estiveram à disposição. Além de Lucas, Seedorf e Gabriel não estão na melhor forma física e Dória, Jadson e Bruno Mendes chegaram nessa madrugada ao Brasil, após a ridícula campanhna da seleção sub-20 no Campeonato Sul-Americano. Achei ótimo. Eles não se valorizaram, não foram negociados e não precisarão jogar o Mundial no meio do ano, durante o Campeonato Brasileiro. E isso é o que importa.

O clube homenageou antes da partida com um minuto de silêncio ao jornalista botafoguense Antonio Ramos, que faleceu na quinta-feira passada. Tive o prazer de trabalhar com ele na agência Sport Press. Eu era um garoto começando. Ele já era um repórter experiente. Me ajudou de todas as formas para que eu pudesse sobreviver na profissão. Não nos víamos há muito anos. O que, com certeza, foi muito ruim para mim.

Saudações alvinegras!

Desânimo absoluto

| Marcos Moura | 04/01/2013 10h15

Olá, torcida botafoguense!

Peço desculpas pelo longo tempo sem escrever, mas é que o desânimo que já era grande no final do Brasileiro ficou enorme nesse início de ano.

As perspectivas não são boas:

- Oswaldo nada fez de bom para que tivesse seu contrato renovado. Perdemos o Estadual, fomos eliminados precocemente na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana e terminanamos o Brasileiro frustrados;

- As contratações até o momento são tímidas: André Bahia para a zaga, Júlio César para a lateral-esquerda e Anderson Aquino e Henrique para o ataque não empolgam ninguém. Henrique foi reserva do Sport no Brasileiro. E o Sport foi rebaixado;

- Loco Abreu não continuará. Sigo achando errado perdermos um ídolo e termos no ataque jogadores como Anderson Aquino, Henrique e o inacreditável Rafael Marques, que permanece no clube;

- Para piorar o quadro, Dória, Jadson e Bruno Mendes estarão na inútil seleção sub-20, que disputará o Sul-Americano e depois o Mundial. Desfalcarão o time em diversas partidas, assim como Jéfferson e Lodeiro, se continuarem a serem chamados para as seleções principais de Brasil e Uruguai;

- Mas o pior de tudo é vermos que a mentalidade segue a mesma. O mesmo discurso mixuruca, de que 'relaxamos no final' e que 'sonhamos com um título'.

Saudações alvinegras!

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A motivação e a relaxada dos jogadores do Botafogo

| Marcos Moura | 26/11/2012 11h52

Olá, torcida botafoguense!

O Jéfferson é um grande goleiro. Um dos melhores do Brasil e um dos melhores que vi atuar com a nossa camisa nos últimos 30 anos. Mas ele tem dado umas declarações que mostram bem o espírito do elenco do Botafogo.

No intervalo do jogo contra o Sport na semana passada - estava 0 a 0 -, o goleiro foi perguntado sobre a pressão que o Botafogo sofria do time da casa. Ele respondeu que era normal, já que a motivação do Rubro-Negro pernambucano era muito maior do que a da nossa equipe. Ele referia-se ao fato de que o rival luta contra o rebaixamento. Só esqueceu que na ocasião, ainda disputávamos matematicamente a vaga na Libertadores. Em caso de vitória, seguiríamos cinco pontos atrás do São Paulo, restando seis a serem disputados. O Sport ganhou de 2 a 0.

Ontem, Jéfferson voltou a citar a 'motivação', após a ridícula virada que o Botafogo sofreu do Atlético-MG. O time vencia por 2 a 1, com um jogador a mais, quando começou a perder chances claras de gol seguidas. Depois, permitiu a vitória do adversário. Para Jéfferson, o fato do Galo estar brigando pelo vice-campeonato e a vaga direta na fase de grupos da Libertadores pesou, já que o Botafogo está lutando apenas pelo quinto lugar.

Após a partida, o goleiro foi questionado sobre as vaias da torcida direcionadas ao treinador Oswaldo de Oliveira. Ele respondeu que um trabalho não pode ser analisado por um jogo apenas e que na visão dele o ano 'foi bom'. O ano pode ter sido bom para ele, pessoalmente, pois foi seguidamente convocado para a Seleção. Mas para o Botafogo foi um desastre. O time saiu precocemente da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, foi goleado na final do Estadual e vacilou de novo no Brasileiro.

As seguidas declarações de Jéfferson me lembraram a entrevista de despedida do lateral Alessandro, após cinco inacreditáveis temporadas no clube. Perguntaram a ele o que tinha acontecido com o time na reta final do Brasileiro de 2011. O Botafogo chegou a ser apontado como candidato ao título, mas perdeu jogos em sequência e nem para a Libertadores foi. Alessandro disse que os jogadores 'deram uma relaxada' no momento decisivo. Eu parei e pensei. Deixa eu ver se entendi. O cara ganha um salário muito acima da realidade da população brasileira e na hora que pode ser campeão, dá uma relaxada e perde? É isso mesmo?

O problema do Botafogo, acima do treinador, está na mentalidade. Enquanto tivermos gente com essa 'motivação' e sempre disposta a dar uma 'relaxada' continuaremos estagnados.

Saudações alvinegras!

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O pior ano desde 2009

| Marcos Moura | 19/11/2012 10h59

Olá, torcida botafoguense!

A contratação de Seedorf foi excepcional. O surgimento de jovens revelados na base, como Dória, Gabriel e Jadson, um fato a se comemorar. Mas a derrota por 2 a 0 para o Sport e o fim das chances matemáticas de nos classificarmos à Libertadores evidenciam que 2012 foi o pior ano desde 2009, quando tínhamos um time fraquíssimo e nos salvamos do rebaixamento na última rodada.

Em 2010, Joel Santana tinha um time fraco nas mãos, o que não o impediu de ser campeão carioca e levar a equipe à última rodada do Brasileiro com chances de vaga na Libertadores. Bastava vencer o Grêmio no Olímpico. Não deu. O Tricolor gaúcho ganhou fácil por 3 a 0, num dia em que Somália jogou com a camisa 10.

Em 2011, Caio Júnior tinha um  elenco um pouco melhor. Com Marcelo Mattos e Renato como volantes, Herrera, Elkeson e Maicosuel como meia-atacantes e Loco Abreu na frente a equipe empolgou e chegou a ser séria postulante ao título. Na reta final, uma série de derrotas inexplicáveis pôs tudo a perder. Mesmo assim, chegamos à última rodada com chances matemáticas de vaga: precisaríamos ganhar o Fluminense e torcer por improvável combinação de resultados. Houve empate por 1 a 1.

Este ano temos o melhor elenco desde que a atual diretoria assumiu em 2009. Mas desde o Estadual alguns problemas ficaram evidentes: a aposta em jogadores fracos fisicamente como Andrezinho e Fellype Gabriel; a permanência da dupla de zaga Antônio Carlos e Fábio Ferreira, que apesar de atuarem juntos há três anos parecem sempre desentrosados; a irregularidade empressionante dos laterais Lucas e Márcio Azevedo; a demora em promover os jovens talentosos da base; e o maior de todos os pecados, jogar sem atacante após Oswaldo de Oliveira ter decidido que Loco Abreu - apesar de artilheiro do time há três anos - não era mais imprescindível. O que causou, por exemplo, a contratação de Rafael Marques. A chance de Libertadores terminou cedo. Perdemos o Estadual, a Copa do Brasil, a Sul-Americana e agora a vaga na Libertadores. Ou seja, perdemos tudo.

Parte dos meus colegas jornalistas começou a compartilhar na imprensa a opinião de que o trabalho de Oswaldo foi excelente. Dizem eles que ele teve a 'coragem' de escalar os garotos, o que é mentira. Dizem também que ele é adorado pelos jogadores. Bom, pelo que tenho lido, os jogadores também adoram Anderson Barros e ainda tentam demover o presidente da decisão tomada de demiti-lo. Eu acho que está na hora de trocar os jogadores.

Sobre o jogo:

- Será que o treinador não viu a avenida nas costas de Márcio Azevedo?

- Lucas levou uma caneta de Felipe "Soneca" Menezes no lance do segundo gol...

- O árbitro, fraquíssimo, que não deu pênalti claro em Elkeson - o jogo estava 1 a 0 - foi o mesmo que inventou um pênalti para o Avaí contra a gente na Copa do Brasil do ano passado, que nos custou a eliminação. E aí, presidente? Vai ficar por isso mesmo?

- Renato e Andrezinho foram de uma nulidade completa. Seedorf e Lodeiro não estiveram bem, mas buscaram o jogo.

- O que é Antônio Carlos?

Saudações alvinegras!

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Mudanças para 2013. Quem você manteria? Quem contrataria?

| Marcos Moura | 12/11/2012 10h33

Olá, torcida botafoguense!

A chance matemática de conseguir uma vaga na Libertadores de 2013 ainda existe, mas não creio que o São Paulo perderá pontos nas próximas duas rodadas: receberá o Náutico e viajará até Campinas para enfrentar a Ponte. Por outro lado, temos uma sequência difícil, com Sport, fora, Galo, em casa, e Flamengo.

Então, é pensar em 2013. Tenho escrito aqui nos últimos textos sobre a base que temos para o ano que vem. Pelo que tem saído na imprensa, parece que há a intenção do presidente renovar o contrato de Oswaldo de Oliveira. Sou totalmente contra. Sei que o mercado de treinadores no Brasil não está bom, mas acho que era hora de um movimento novo, quem sabe contratando o Jorge Sampaoli, argentino que dirige La U, do Chile.

Na minha opinião, Oswaldo errou ao demorar meses para efetivar alguns garotos - o que só fez por causa de inúmeras lesões. Também errou ao insistir que Elkeson e Rafael Marques eram substitutos de Loco Abreu e se equivocou inúmeras vezes, fazendo mal ou deixando de fazer alterações durante as partidas.

Caso Oswaldo fique, é provável que jogadores como Andrezinho e Fellype Gabriel continuem a jogar. Os dois têm talento, mas precária forma física. O ideal é que tivéssemos um meio-campo com Gabriel, Jadson, Seedorf, Lodeiro e talvez Cidinho, que precisa de uma sequência de jogos, pra encorpar e virar titular definitivamente. Com Bruno Mendes no ataque, teremos uma equipe forte.

Difícil mesmo vai ser organizar a defesa. Jéfferson e Dória são titulares absolutos, mas e os laterais e os outros zagueiros? Não será fácil armar a zaga.

E você? Quem gostaria que continuasse? Quem poderia ser contratado?

Saudações alvinegras!!

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Sem ilusão é mais honesto

| Marcos Moura | 05/11/2012 08h35

Olá, torcida botafoguense!

Escrevi aqui recentemente que 2013 começa por cinco jogadores: Jéfferson, Dória, Gabriel, Jadson e Seedorf. De lá para cá, tive a certeza de que poderemos acrescentar dois nomes à lista: Lodeiro e Bruno Mendes. O uruguaio, se não fosse chamado tantas vezes para a seleção de seu país, teria sido um dos destaques alvinegros no Campeonato Brasileiro. O jovem atacante mostrou-se um goleador nato, mas será preciso muito esforço do clube para segurá-lo.

No empate por 2 a 2 com o Palmeiras, Lodeiro foi o melhor do time. Fez gol, arriscou chutes e cruzou a bola para Elkeson marcar. Não sei se estava cansado para ser substituído. Oswaldo sacou o jogador e colocou Brinner, chamando o Palmeiras todo para nosso campo. O treinador foi 'premiado' pela alteração equivocada com o gol de Barcos no finalzinho.

Não vencemos por erros incríveis de jogadores como Lucas e Antônio Carlos, que ficam assistindo aos lances e torcendo para que não saiam os gols do adversário. Mas o carrasco Barcos já percebeu que contra o Botafogo é vida fácil.

Também não entendi porque os juniores sumiram do banco de reservas. Ontem, lá estavam Amaral, Vitor Junior e Rafael Marques. Uma tristeza.

Poderíamos estar seis pontos atrás do São Paulo, mas é até bom não estarmos. Sem ilusão é mais honesto.

Saudações alvinegras!

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Os pequenos grandes erros do Botafogo

| Marcos Moura | 29/10/2012 14h38

Olá, torcida botafoguense!!

Escrevi recentemente que o futebol é bem simples. O contexto era a escalação do time sem atacantes, após a saída de Loco Abreu. Oswaldo primeiro tentou nos fazer acreditar que Elkeson seria o substituto do nosso artilheiro. Depois, apostou as fichas em Rafael Marques, que apesar de ter 29 anos e média baixíssima de gols por onde passou, assinou contrato até 2015 com o clube. Eu lembrava que os times que estavam mais bem colocados na tabela atuavam com uma formação básica: um goleiro, dois laterais, dois zagueiros, entre três e cinco meias e entre um e dois atacantes, ao menos um de área. Nós não. Chegamos a jogar no 4-6-0.

No primeiro semestre, eu escrevi repetidas vezes que os garotos da base deveriam ser aproveitados. Na época, era nítida a irregularidade de alguns titulares como Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Marcio Azevedo e Marcelo Mattos. Era incrível, mas Felipe Menezes foi titular em muitos jogos do Estadual. Por causa de lesões, suspensões e péssima fase técnica, alguns deles acabaram perdendo a vaga de titular para Dória, Gabriel e Jadson. Foi a melhor coisa que nos aconteceu esse ano.

A contratação tardia de Bruno Mendes foi apenas mais um equívoco. Estivesse ele no elenco há mais tempo e nossa situação na tabela evidentemente seria melhor em busca do sonhado lugar na Libertadores. Ele estreou contra o Bahia (0 a 2), entrando no finalzinho. Depois, ficou fora contra Fluminense (0 a 1) e Santos (0 a 2) e voltou a entrar quase no final do jogo contra o Grêmio. Fez o gol do empate por 1 a 1 e virou titular, marcando nas vitórias contra Vasco (3 a 2), Figueirense (2 a 0) e Atlético-GO (4 a 0).

Imagino que ao escalá-lo contra o Grêmio, Oswaldo tenha pensando. "Vai lá, moleque. Salva a gente". E ele começou a salvar. Tarde, pois estamos oito pontos atrás do São Paulo, restando apenas 15 em disputa.

A lição que 2012 nos dá é que a simplicidade deve imperar no futebol. Era claro que alguns garotos deveriam jogar; era claro que Elkeson e Rafael Marques não eram o 9 que precisávamos; era claro que poderíamos conseguir mais do que conseguimos esta temporada. Pequenos grandes erros.

Saudações alvinegras!

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O Botafogo ainda pode sonhar no Brasileiro

| Marcos Moura | 25/10/2012 09h03

Olá, torcida botafoguense!!

A chegada de Bruno Mendes mudou o cenário do nosso final de temporada. Com um atacante goleador, ainda temos chances de conseguir a vaga na Libertadores. São quatro gols marcados nos últimos três jogos e a certeza de que ele fará outros até o final do Brasileiro. O time foi bem contra o Figueirense, apesar dos sustos que a defesa segue dando.

Gostei da presença de Lodeiro. Se não fosse convocado tantas vezes para a seleção uruguaia e tivesse uma sequência de jogos no Alvinegro, seria titular absoluto. Achei excelente a atuação de Gabriel, correndo e marcando como gente grande. E gostei até de Lucas, que mesmo recebendo um cartão amarelo com três minutos de jogo, sempre se apresentou ao ataque e ainda salvou um gol sobre a linha.

Depois da bobeada contra o Vasco, Dória preferiu afastar sempre com chutões as bolas que chegavam ao seu lado da defesa. Acho correto ele fazer isso. É novo e não pode falhar seguidamente. Mas ele tem bola para sair jogando e aos poucos vai encontrar o melhor estilo para atuar.

Com Gabriel e Jadson na proteção à defesa e mais Seedorf, Lodeiro e Andrezinho no meio e Bruno Mendes na frente o time pode conseguir uma arrancada. Fellype Gabriel e Elkeson podem ser boas opções no banco.

Teoricamente, temos a melhor sequência nas próximas três rodadas entre os que postulam a vaga na Libertadores. Enfrentamos Atlético-GO, em casa, depois saimos para o Palmeiras e recebemos a Portuguesa.

Com posição confortável na tabela, o São Paulo tem três pedreiras no caminho. Sport, fora, Fluminense, em casa, e Grêmio, fora. Em queda livre, o Vasco joga contra o Corinthians, em SP, e depois com Sport e Atlético-MG, em casa. O Inter também tem uma sequência interessante para ele: Palmeiras, em casa, e Náutico e Ponte Preta, fora.

Saudações alvinegras!!!

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