A solução está nos garotos
| Marcos Moura | 15/05/2012 16h59
Olá, torcida botafoguense!
De seis em seis meses fazemos um balanço do elenco do Botafogo. Culpa da falta de planejamento da diretoria e dos resultados decepcionantes. As últimas notícias dão conta de que alguns jogadores não vão continuar: Felipe Menezes volta ao Benfica; Caio deve ser emprestado ao Figueirense; e Jobson será afastado por motivos disciplinares. Os três não deixarão saudades. Na minha avaliação, Caio tem potencial e pode ainda jogar bem pelo clube, mas hoje não acrescenta nada.
A lista de dispensas está reduzida ainda. Poderia contar com Lucas. Não vejo condições técnicas e, principalmente, psicológicas para ele continuar atuando após os erros nos jogos decisivos contra Fluminense e Vitória.
As últimas notícias também apontam os possíveis reforços, como o holandês Seedorf e o japa brasileiro Tanaka, além de Liedson, que sinceramente não sei porque está encostado no Corinthians. Refletindo após os últimos fracassos, me dei conta de que precisamos de jogadores experientes e, sobretudo, vencedores. Os três poderiam cair bem no elenco.
Nosso maior problema está na espinha dorsal da equipe. Jefferson mostrou-se inseguro em alguns jogos (Bangu e Vitória), mas tem crédito com a torcida, assim como Renato e Loco Abreu. O volante esconde-se de vez em quando e curiosamente não estava em campo na melhor atuação do time (3 a 1 no Vasco). Só que tem categoria. Precisa aparecer mais em momentos difíceis. Tem bagagem para isso. O uruguaio esteve bem em alguns jogos, mal em outros e dando muitas declarações, como sempre. Mostrou lucidez, na maioria, mas surpreendeu na respoata sem noção de que ninguém tinha morrido após a eliminação para o Vitória. Mostrou que estava conformado, quando deveria estar com o mesmo espírito, arrasado, do torcedor.
Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Marcelo Mattos são muito inconstantes, sendo que este último é sempre vítima de lesões. Elkeson está em fase terrível e não parece ter a orientação correta. Tem potencial, mas corre como um maluco e faz passes absurdos. Andrezinho joga uma partida e fica três machucado. Dá para entender porque foi sempre reserva no Inter. Herrera não acrescenta nada quando entra no meio do jogo. Sinceramente, todos precisam ser seriamente avaliados se deveriam continuar. Vi evolução em Márcio Azevedo. Não tem deixado brechas na defesa, joga com raça e aparece sempre no ataque. E Maicosuel e Fellype Gabriel, sem lesões, podem ajudar muito.
O fato novo nesse balanço semestral que somos obrigados a fazer com frequência são os garotos, principalmente três deles: Jadson, Gabriel e Cidinho. Os três deveriam virar titulares imediatamente. Lucas Zen apareceu bem, teve uma queda de rendimento, mas tem potencial. Renan Lemos fez uma partida razoável na lateral-esquerda e deveria ter mais oportunidades. Jefferson Paulista é tratado como um joia por todos, mas teve poucas chances com Oswaldo, que sempre preferiu o inacreditável Felipe Menezes. Para o ataque, temos ainda Vitinho e Willian, que dizem será emprestado. E no gol, Renan e Milton Raphael para a reserva de Jéfferson. Não é pouca coisa para quem não revelava ninguém há muitos e muitos anos.
É necessário mesclar os garotos com os veteranos. E cobrar dos veteranos a postura correta.
Saudações alvinegras!
As lições do primeiro semestre
| Marcos Moura | 13/05/2012 19h01
Olá, torcida botafoguense!
Apesar de não estarmos sequer no meio de maio, o semestre futebolístico encerrou-se nesse domingo. Essa semana terrível, com as três derrotas que nos tiraram o título estadual e a chance de seguir na Copa do Brasil, deixa sinais importantes para o restante da temporada.
- Escrevi aqui algumas vezes que Oswaldo desperdiçara a maior parte do Estadual sem testar variações e sem dar oportunidade aos garotos. Ele insistiu em Lucas, em Marcelo Mattos, em Andrezinho e, inacreditavelmente, em Felipe Menezes. Só na última rodada da Taça Rio lançou Jádson, Gabriel e Renan Lemos. Uma semana depois, fez estrear Vitinho. Quase todos estiveram em campo na derrota de hoje por 1 a 0 para o Fluminense. Por que não testou todos eles desde a Taça Guanabara? Jadson, por exemplo, seria titular absoluto, não tenho dúvidas.
- Oswaldo não é confrontado pela maior parte da imprensa. É articulado, inteligente e os jornalistas que cobrem o dia a dia do clube não conseguem perceber os erros claros na escalação do time. Não vi ninguém criticar a inércia do treinador após Lucas ser expulso contra o Fluminense. Aqueles minutos em que Oswaldo nada fez decidiram o campeonato.
- O número de lesões nesses primeiros meses foi assustador. De cabeça, lembro que Antônio Carlos, Marcelo Mattos, Lucas Zen, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel, Maicosuel, Loco Abreu, Jobson, Cidinho e Vitinho se machucaram. Alguns deles, como Andrezinho, algumas vezes. Alguma coisa está errada. Com o departamento médico, com a preparação física ou com a própria falta de condições para desempenharem a carreira de jogador profissional.
- Herrera é lutador, a torcida gosta dele, mas o argentino mostrou-se uma nulidade nos últimos meses. É capaz de jogar 45 minutos e não acertar nada.
- O Campeonato Brasileiro será longo e precisamos de reforços, além de efetivar o maior número possível de garotos. A base não é ruim, mas deve ser melhorada. Quem não tem condições técnicas, fisícas ou emocionais deve ser negociado.
- Considero Loco Abreu um grande jogador, dentro e fora de campo. Sempre o defendi nesse espaço. Mas não dá para engoliar as declarações nas últimas partidas. É claro que ninguém morre quando um time de futebol perde. Mas há o sentimento de milhões de torcedores atrás de uma derrota. Se o futebol fosse tão frio ou tão sem importância quanto ele acha que é, ele não receberia o salário muito acima da média da população brasileira que ele recebe.
- O presidente, vaidoso e sumido, deu uma entrevista em que deixava mudanças nas entrelinhas. Seguimos aguardando que ele apareça e faça intervenção no departamento de futebol, escolhendo profissionais capazes.
Domingo já tem o São Paulo.
Saudações alvinegras!!!
Alguém viu o presidente do Botafogo?
| Marcos Moura | 10/05/2012 10h01
Olá, torcida botafoguense!
Sabe o presidente do Botafogo? Aquele senhor vaidoso ao extremo, que pegou a Taça Rio e ao invés de passá-la ao capitão Loco Abreu preferiu levantá-la ele mesmo, em atitude ridícula, que surpreendeu a todos no Engenhão.
Esse mesmo. Ele sumiu, rapaziada. Desapareceu desde o último domingo. Não li uma linha até agora na imprensa com as declarações desse senhor vaidoso ao extremo, que teremos de aturar ainda por mais dois anos.
O presidente do Botafogo, que é responsável por manter a estrutura do futebol comandada pelos incapazes André Silva e Anderson Barros.
O presidente do Botafogo, que deve achar legal a pose do treinador, braços cruzados à beira do gramado, inerte, esperando o adversário fazer mais um gol.
O presidente do Botafogo, que assiste confortavelmente de um camarote às grandes atuações de um Lucas, de um Fábio Ferreira, de um Márcio Azevedo, de um Felipe Menezes, de um Elkeson...
O presidente do Botafogo, que deve estar planejando agora que camisa comemorativa será lançada. Parece que vai ser uma dourada bizarra.
O presidente do Botafogo, que não explica os resultados financeiros preocupantes e os pífios resultados esportivos.
Vamos ver. De repente, ele aparece.
Saudações alvinegras!
O verdadeiro título que precisamos ganhar
| Marcos Moura | 06/05/2012 22h54
Olá, torcida botafoguense!
O futebol é um esporte único. Só ele proporciona uma alegria como a de domingo passado e uma tristeza como a de hoje. Vou tentar escrever rapidamente o que aconteceu na derrota por 4 a 1 para o Fluminense. O Tricolor foi melhor no primeiro tempo, apesar de termos saído na frente. O gol de Renato foi igualado por um de Fred. Fellype Gabriel, visivalmente sem as melhores condições físicas, não rendia o que rendeu nos últimos jogos. O duelo estava mais equilibrado na etapa final, até Lucas ser expulso tolamente aos 13 minutos do segundo tempo. Não foi a primeira vez. Ele já fizera o mesmo contra o Avaí na reta final do Brasileiro. A partida estava 2 a 2, nós pressionávamos e acabamos perdendo. Oswaldo demorou para agir e colocou Fellype Gabriel na lateral. O cara já não estava 100% fisicamente e a opção foi um desastre. Provavelmente perderíamos, mas não de goleada se ficasse 11 contra 11.
O time vinha bem, em evolução e estava 24 jogos sem perder, a melhor série invicta desde 1989, quando ficamos 31 encontros sem revés. É duro falar isso, mas esse Estadual já era. Precisamos nos concentrar 100% na Copa do Brasil. Esse é o título que nos falta, o título que vai mudar o clube, transformar a nossa realidade meramente carioca. Ganhamos a Taça Guanabara em 2006, 2009 e 2010, a Taça Rio, em 2007, 2008, 2010 e 2012, e o Estadual, em 2006 e 2010. Estamos disputando o título pela sexta vez em sete anos. É ruim perder para o Fluminense? É claro, mas temos que voltar todas as atenções para a quarta-feira contra o Vitória. Podemos até empatar sem gols e se qualificar às quartas da Copa do Brasil e enfrentar o Coritiba. É claro que podemos vencer o Rubro-Negro baiano e o Coxa. E assim chegaríamos às semifinais, como em 2007 e 2008, quando arbitragens e pênaltis mal batidos nos tiraram a vaga na decisão.
Quem não quiser e/ou não puder ir ao Engenhão, que veja pela tv. Quem estiver fora do Rio, como eu, que encontre outros botafoguenses e torçam juntos. O foco deve ser total na Copa do Brasil. É o título que precisamos ganhar.
Saudações alvinegras!
Um empate muito importante
| Marcos Moura | 03/05/2012 09h54
Olá, torcida botafoguense!
O Botafogo jogou muito desfalcado em Salvador, conseguiu fazer um bom jogo diante do Vitória e saiu com um empate por 1 a 1 que deixa o time em boas condições para avançar às quartas-de-final da Copa do Brasil. Não é fácil enfrentar o Rubro-Negro baiano no Barradão sem jogadores como Jéfferson, Renato, Fellype Gabriel e Loco Abreu. Mas quem entrou deu conta do recado.
Renan poderia ter saído no lance do gol do adversário, mas no geral foi bem, assim como os laterais e Fábio Ferreira. Antônio Carlos destoou e esteve irreconhecível. Falhou no gol e bobeou em outras duas ocasiões, em chances desperdiçadas por Neto Baiano.
Marcelo Mattos também não repetiu a atuação da vitória contra o Vasco e de um toque errado de calcanhar no ataque nasceu a jogada do gol do Vitória. Felipe Menezes esteve apenas regular. Elkeson correu demais e teve o mérito de fazer o gol, completando lindo toque de Herrera, na melhor jogada do argentino em toda a partida. Maicosuel esteve bem, mas precisa finalizar mais ao gol.
Quero escrever especialmente aos garotos dos juniores, como Jadson, que parece um veterano com a bola nos pés. Só precisa controlar o ímpeto nas faltas e evitar assim uma expulsão em um jogo importante. Cidinho, Gabriel, Willian e Renan Lemos já mostraram qualidade. E ontem estreou Vitinho. Ele foi fominha em um lance em que poderia ter passado a bola. Mas é jovem e atacante. Invadiu, cortou e chutou. Muitos fariam isso.
Saudações alvinegras!
Um Botafogo dizimado em Salvador
| Marcos Moura | 02/05/2012 10h05
Olá, torcida botafoguense!
O calendário do futebol brasileiro melhorou nos últimos anos. Mas segue com falhas graves. A maior delas esse acúmulo de jogos no começo de maio, com as finais dos Estaduais e fases importantes da Taça Libertadores e da Copa do Brasil. A Libertadores e a Copa do Brasil são muito mais importantes, só que o clube não pode abrir mão de disputar a 100% os clássicos contra tradicionais rivais nos Estaduais. E a conta acaba chegando.
Essa falha no calendário pune, especialmente, as melhores equipes, aquelas que tiveram a capacidade de manterem-se vivas em duas competições. E o Botafogo é uma delas.
O Alvinegro terá duas semanas das mais importantes, com dois jogos duros contra o Vitória pelas oitavas da Copa do Brasil e as duas partidas decisivas diante do Fluminense no Carioca. E não vamos começar bem. Não teremos cinco titulares em Salvador, lesionados ou poupados. Não é fácil jogar uma partida fundamental da Copa do Brasil sem Jéfferson, Renato, Fellype Gabriel, Andrezinho e Loco Abreu.
Mesmo que tivéssemos um elenco mais numeroso, mais forte, esses desfalques pesam. Vamos precisar muito da força de Elkeson e Maicosuel no meio e torcer para que Herrera aproveite as oportunidades que certamente terá. Renan esteve bem nas últimas vezes em que foi chamado a substituir o titular e Jadson já mostrou, apesar dos 18 anos, que é um volante de futuro. A defesa terá de repetir a boa atuação contra o Vasco.
Mas de toda forma, é preocupante estarmos dizimados em uma partida importante da Copa do Brasil, nosso principal objetivo em 2012. Será que temos elenco para tantos desfalques?
Saudações alvinegras!
O prazer de ser campeão
| Marcos Moura | 29/04/2012 22h23
Olá, torcida botafoguense!
Uma das melhores coisas da vida é ver seu time ser campeão. Ainda mais como eu vi hoje, ao lado de pessoas que amo. No estádio, vibrando. No Rio, nós temos a peculiaridade de comemorar títulos da Taça Guanabara e da Taça Rio. É claro que são troféus menos importantes, mas não desimportantes. O Flamengo jogou a Taça Rio? Jogou. O Fluminense jogou a Taça Rio? Jogou. O Vasco jogou a Taça Rio? Jogou e perdeu a final para nosotros por 3 a 1. Na metade do segundo tempo, as arquibancadas vascaínas já estavam quase desertas. Então, amigo: um abraço! O caneco é nosso!!!
Alguns jogadores estiveram muito bem hoje. Os dois zagueiros, Marcio Azevedo (jogada espetacular no primeiro gol), Marcelo Mattos (talvez tenha feito a melhor partida com a Estrela no peito), Fellype Gabriel (o melhor do time em 2012), Maicosuel (é decisivo quando está bem) e Loco Abreu (sem mais palavras). Lucas foi razoável e falhou no lance do gol do Vasco ao cabecear uma bola para dentro da área; Andrezinho esteve muito abaixo dos demais e Elkeson lutou muito, mas produziu pouco. Jéfferson esteve bem como sempre. É bom ver os garotos entrando, como Jadosn e Gabriel hoje. Jadson mostrou que é bom e tem um futuro brilhante, mas errou em duas oportunidades hoje e poderia ter nos atrapalhado. É normal e vai crescer.
Queria escrever uma palavra especial para o Oswaldo. Escrevi aqui que ele vacilou ao não testar opções durante o Estadual e que seu conservadorismo estava atrapalhando o time. Mas contra o Bangu e hoje ele foi muito bem. Escolheu uma formação ofensiva e comandou as ações. Não bobeou e colocou os garotos. O time pode render ainda mais. Cidinho, que estava na seleção sub-20, é o nosso melhor reserva. Andrezinho e Elkeson precisam melhorar. Mas Oswaldo fez a equipe evoluir na hora certa. Agora, é concentrar nas duas próximas semanas: teremos jogos importantes contra Vitória e Fluminense. A Copa do Brasil segue como prioridade absoluta, mas é muito bom ganhar título no Rio.
P.S. O presidente do clube foi ridículo ao levantar a taça. A torcida, perplexa, esperou o momento de vibrar quando Loco Abreu levantou o troféu. A vaidade do ser humano pode colocar tudo a perder.
Saudações alvinegras campeãs!!!!
Ingressos comprados
| Marcos Moura | 27/04/2012 11h12
Olá, torcida botafoguense!
Os ingressos para a final de domingo já estão comprados. O Botafogo entra em um momento decisivo do primeiro semestre e pode jogar uma série de partidas decisivas. É o que todos nós esperamos.
Parece difícil que Renato jogue e Elkeson também é dúvida. Tudo leva a crer que se os dois não jogarem teremos uma formação bem ofensiva com Marcelo Mattos, Fellype Gabriel, Andrezinho, Herrera, Maicosuel e Loco Abreu. No banco, ainda teríamos as opções de Caio e Jobson para o ataque.
A verdade é que não há muita alternativa. É partir pra cima do Vasco e se garantir na decisão com o Fluminense. Um grande clube só se mantém ganhando títulos. Muitos falam mal do Estadual, eu mesmo acho que é grande demais, mas a verdade é que você joga contra os seus principais rivais. E se tem time que já está em férias antecipadas, é porque não teve competência sequer de seguir no torneio local. Seguimos na disputa dos torneios do primeiro semestre. Isso é o que interessa.
Saudações alvinegras!
Quem entra na vaga de Renato?
| Marcos Moura | 24/04/2012 09h32
Olá, torcida botafoguense!
A decisão contra o Vasco no domingo pode ser a primeira de uma série de partidas importantes em poucos dias. Se conseguirmos a Taça Rio, teremos na sequência os jogos contra o Vitória pelas oitavas da Copa do Brasil e diante do Fluminense pelo título estadual. Caso isso aconteça, serão cinco 'finais' em 14 dias.
A boa atuação diante do Bangu encheu a torcida de esperança, mas o problema é que não temos ainda uma formação ideal do meio para a frente. Com a contusão de Renato, o quadro piora e não sabemos como Oswaldo montará a equipe caso não possa contar realmente com ele. Acho pouco provável que mantenha a formação muito ofensiva de parte do confronto com os banguenses. O time tinha Marcelo Mattos e Fellype Gabriel na saíde bola; Elkeson, Andrezinho e Maicosuel na armação e Loco na frente. Acho uma formação interessante, mas preferia Andrezinho um pouco mais recuado. É claro que essa equipe só funciona se todos ajudarem na marcação e chegarem bem ao ataque.
Caso o técnico prefira um esquema mais conservador, pode escalar Lucas Zen ou Gabriel na vaga de Renato e deixar Maicosuel no banco, como ótima opção para o decorrer do encontro.
Eu escalaria o time então com Jéfferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos e Andrezinho; Elkeson, Fellype Gabriel e Maicosuel; Loco Abreu. E partia para cima.
Saudações alvinegras!
O melhor Botafogo em muitos meses
| Marcos Moura | 21/04/2012 21h43
Olá, torcida botafoguense!
O placar da vitória do Botafogo por 4 a 2 sobre o Bangu não mostra o que foi o jogo. Poderíamos ter vencido por seis, sete gols de diferença, tantas foram as chances desperdiçadas. A classificação deveria ter sido sacramentada bem antes, mas o sofrimento básico no final já é conhecido por todos nós. Quase todos os jogadores estiveram bem e conseguimos a quinta vaga para uma decisão de Taça Rio nos últimos seis anos.Vencemos em 2007, 2008 e 2010, perdemos a decisão em 2009 e não chegamos em 2011. É hora de levantar a primeira taça oficial no Engenhão.
Vamos logo às notas e à análise das atuações:
Jéfferson: Seguro nas bolas rasteiras, apesar do gramado molhado. A bobeada no segundo gol do Bangu, no entanto, poderia ter complicado a equipe. Nota 5.
Lucas: Atuou com outra postura em relação às partidas anteriores. Jogou o primeiro tempo quase todo do meio-campo para a frente. Ficou mais fixo na etapa final, mas mesmo assim apareceu como opção no ataque. O problema é que erra muitos cruzamentos e tem uns apagões de vez em quando, como no lance bizarro do gol contra, o primeiro do Bangu. Nota 5.
Antônio Carlos: Tranquilo nas bolas altas e nas antecipeções. Cabeceou uma bola com perigo no primeiro tempo. Nota 6.
Fábio Ferreira: Perdeu um gol claro, mas raspou de cabeça na bola para Loco Abreu abrir o placar. Na defesa, bobeou ao não cortar um centro que poderia ter resultado em gol de Thiago Galhardo. Bem nas antecipações. Nota 6.
Márcio Azevedo: Abaixo de Lucas no primeiro tempo, cresceu no segundo. Mostrou vontade e deu o passe para o gol de Maicosuel, que fechou o placar. Nota 6.
Marcelo Mattos: Boa atuação. Protegeu a defesa, recuperou bolas e saiu jogando com mais velocidade. Nota 6,5.
Renato: Vinha bem, tocando a bola com categoria e ajudando a equipe a controlar amplamente a partida. Sentiu dores após uma pancada e teve de sair com apenas 34 minutos de jogo. Nota 6. Maicosuel entrou e mostrou velocidade. Fez um cruzamento perfeito para o terceiro gol de Loco Abreu e sacramentou a vitória com uma arrancada e um toque de categoria. Nota 7.
Elkeson: Muita vontade, muita entrega, mas muitos erros. Não consegue dar um passe decisivo nem fazer os gols do ano passado. Nota 5,5. Caio entrou em seu lugar aos 44 da etapa final apenas para segurar o jogo, que estava 3 a 2. Sem Nota.
Andrezinho: O seu melhor jogo com a camisa alvinegra. Movimentou-se mais, procurou as jogadas. Cruzou as bolas dos dois primeiros gols de Loco Abreu e poderia ter feito o seu, mas finalizou ao menos quatro vezes com perigo, para fora ou na direção do goleiro. Nota 7.
Fellype Gabriel: Começou jogando pela meia-esquerda e quase fez um gol de cabeça. Com a saída de Renato, foi recuado para a posição de segundo volante e saiu jogando com categoria. É constante e um dos melhores do time no Estadual. Nota 6,5
Loco Abreu: Bons passes - um deles de calcanhar sensacional para Andrezinho finalizar - e três gols, um com o pé esquerdo e dois de cabeça. Como capitão, pressionou o árbitro corretamente quando este não deu pênalti claro de Santiago. O jogo estava 0 a 0 e o zagueiro banguense achou que era o Giba e bloqueou com o braço esquerda um cruzamento na área. Sua atuação só não foi quase perfeita porque perdeu o sexto pênalti dos últimos sete cobrados. O jogo estava 3 a 2 e o gol selaria o jogo. Nota 7,5. Herrera entrou em seu lugar aos 40 do segundo tempo e não teve tempo para jogar. Sem nota.
Oswaldo de Oliveira: O time jogou com a postura que deveria. Sufocou o adversário, criou inúmeras chances de gol e se classificou. Mudou corretamente quando Renato se machucou, preferindo Maicosuel a Felipe Menezes. Tem capacidade para fazer essa equipe jogar muito mais. Esperamos que hoje tenha sido o primeiro dia dessa nova fase. Nota 8.
O Botafogo é um time mal escalado
| Marcos Moura | 19/04/2012 09h38
Olá, torcida botafoguense!
O empate sem gols com o Guarani nos classificou às oitavas-de-final da Copa do Brasil, o que é ótimo, por ser o torneio nosso principal objetivo em 2012. O time jogou com o regulamento nas mãos, tinha a vantagem por conta da vitória em Campinas (2 a 1) e avançou. Enfrentaremos agora o Vitória. Dito isso, lembro que a equipe segue invicta na temporada, 20 jogos, dez vitórias e dez empates. Uma invencibilidade meio mentirosa, visto que o time não tem jogado bem. E para mim não vem jogando bem porque é mal escalado.
Oswaldo de Oliveira optou por manter o esquema usado por Caio Jr. no ano passado, o 4-2-3-1. A formação sobrecarrega os meias ofensivos, hoje Elkeson e Fellype Gabriel, que são vistos muito mais do meio para trás do que do meio para a frente. Talvez Oswaldo faça isso porque tem laterais fraquíssimos e um volante, que apesar de excelente, já pode ser considerado um veterano. Busca então, um reforço na marcação. Sei que o treinador também sofreu com lesões de titulares importantes até aqui e a má forma de Loco Abreu interefere diretamente no desempenho, já que os gols diminuíram.
Oswaldo, no entanto, poderia ter testado outras variações, aproveitando a fragilidade do Campeonato Estadual. Só agora tem dado chances a Brinner e aos juniores, como Renan Lemos, Jadson e Gabriel. A equipe deveria jogar com dois volantes, Elkeson e Fellype Gabriel como meias e Herrera e Loco na frente. Herrera contra o Guarani estava tão sozinho que deu até pena. Não produziu nada, assim como o uruguaio nos últimos jogos. Com a lucidez habitual, Loco disse após o empate com o Boavista, no domingo, que o "time precisa de mais alguém na frente". Coincidência ou não, foi sacado do jogo de ontem e ficou no banco.
Jéfferson é indiscutível e na defesa não temos opções por falta de planajemento da diretoria. Mas do meio para a frente poderíamos ter variações. Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Fellype Gabriel, Herrera e Loco são meus preferidos. Quando Maicosuel estiver 100% de novo pode entrar no lugar de Elkeson. Andrezinho não jogou nada ainda e não merece seguir como titular. Seria boa opção no banco, assim como Cidinho, quando voltar do inútil torneio sub-20 que a seleção está jogando não sei onde.
A torcida perde a paciência com o treinador no momento em que este não passa confiança a ela. Escalar Andrezinho e Felipe Menezes como articuladores não resolve. A torcida já viu isso. Oswaldo tem as opções para mudar. E ele tem competência para fazer.
Saudações alvinegras!
Vem aí uma semana decisiva para o Botafogo
| Marcos Moura | 15/04/2012 19h34
Olá, torcida botafoguense!
Começa uma semana decisiva para o Botafogo. Passado o empate por 1 a 1 com o Boavista, em São Januário, ficou decidido que nos próximos dias enfrentaremos Guarani, pela Copa do Brasil, e Bangu, nas semifinais da Taça Rio. É claro que a competição nacional é muito mais importante, mas por conta da diferença de investimento dos dois clubes, um triunfo diante dos banguenses tornou-se mais do que provável, qualificando o Alvinegro a encontrar Vasco ou Flamengo na decisão do turno e, quem sabe, o Fluminense na finalíssima do Estadual.
O empate com o Boavista serviu para poucas coisas: a equipe já estava classificada e Oswaldo de Oliveira aproveitou para poupar alguns jogadores, titulares e reservas, seja por estarem pendurados com dois cartões amarelos ou cansados pelo excesso de partidas. Não estavam então à disposição Antônio Carlos, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos e Herrera. Andrezinho e Elkeson ficaram no banco, mas sequer entraram. A ausência desses jogadores permitiu a entrada de Brinner e dos juniores Renan Lemos, Jadson e Gabriel. E a escalação como titular de Caio, sempre relegado aos minutos finais do jogo. De todos esses, Jadson foi quem mais se sobressaiu. Alternou de posição com Renato, mostrou bom passe e sentido de marcação. Deveria ter sido testado antes, visto a má fase de Marcelo Mattos. O setor defensivo mostrou-se um pouco desentrosado, o que é normal já que três titulares estavam fora. Outro fato positivo foi a volta de Maicosuel, que jogou todo o segundo tempo.
O ataque pouco produziu. Loco Abreu perdeu mais um pênalti, o quinto dos últimos seis que cobrou. Na entrevista após o jogo, comentou que precisa de alguém mais próximo, na área. O que o esquema de Oswaldo não permite, já que os meias ofensivos marcam mais do que atacam. O gringo destacou os 20 jogos invictos. Um fato realmente a ser destacado. A última vez que o Botafogo ficou tanto tempo sem perder foi em 1996, por 22 jogos. Só que a série atual é meio xoxa, com dez vitórias e dez empates.
Vamos às notas:
Jéfferson: Sem culpa no gol. Foi pouco exigido. Nota 6.
Lucas: Nulo como nos últimos meses. Nota 5.
Brinner: Mostrou falta de ritmo. Não cortou o centro no lance do gol. Teve boa chance no primeiro tempo e testou mal. Nota 5.
Fábio Ferreira: Cabeceou uma bola no travessão e tentou até arrancada na etapa final. Atuação regular. Nota 6.
Renan Lemos: Apareceu para o jogo no início, caiu de rendimento depois, mas acabou fazendo boa jogada e sofrendo pênalti que Loco Abrei perdeu. Merecia outras chances. Nota 6.
Jadson: Uma grata surpresa. Bom toque de bola e alternância de posições com Renato. Se eu fosse Marcelo Mattos, voltava a jogar bola. Nota 7.
Renato: Bons cruzamentos, bons passes. Mostrou categoria. Nota 6,5.
Caio: Foi sobrecarregado por ter de acompanhar o lateral Paulo Rodrigues. Cabeceou duas bolas com perigo no primeiro tempo. No segundo, cabeceou de forma certeira. Sofreu um pênalti ignorado pelo juiz fraquinho. Nota 7. Saiu para a entrada de Willian, que mostrou disposição, mas poderia ter criado perigo pela direita. Nota 5,5.
Felipe Menezes: Cobrou com categoria a falta na cabeça de Caio. Voltou para ajudar na marcação, mas mostrou a lentidão habitual na articulação das jogadas. Nota 6. Gabriel entrou em seu lugar aos 33 da etapa final. Acertou um bom chute de fora da área. Nota 5,5.
Fellype Gabriel: Foi visto mais na marcação a Ruy do que do meio para a frente. Nota 5. Maicosuel entrou em seu lugar e estava visivelmente fora de ritmo. Mas o fato dele ter voltado já é muito bom. Nota 5,5.
Loco Abreu: Os companheiros não criaram muitas jogadas e ele também não as procurou. Cobrou pessimamente o pênalti e o goleiro defendeu. Merecia um 100º jogo melhor com a camisa alvinegra. Nota 5
Oswaldo de Oliveira: O time tem dois laterais, dois zagueiros, dois volantes. Não é possível que contra o Boavista Caio e Fellype Gabriel deveriam marcar os laterais rivais, ao invés de tentar jogadas pelas pontas. Deveria ter dado mais rodagem para Brinner, Renan Lemos e Jadson durante o Estadual. Nota 5.
Saudações alvinegras!
O Botafogo é um invicto que não convence
| Marcos Moura | 08/04/2012 18h53
Olá, torcida botafoguense!
Que joguinho mixuruca, que time preguiçoso. O estádio quase deserto é o retrato do Botafogo de hoje. Uma equipe ainda invicta em 2012, mas que é incapaz de motivar o torcedor a comparecer às partidas. A vitória por 3 a 1 sobre o Friburguense aconteceria de qualquer maneira, por conta da fragilidade do adversário. Aconteceu mesmo o Alvinegro tendo dois laterais fraquíssimos, zagueiros que são muito inconstantes e um meia inacreditável como Andrezinho.
O primeiro tempo foi salvo pelo gol de Loco Abreu e antes pelo pênalti defendido por Jéfferson. Pênalti inventado pelo juizinho fraquinho, como todos os outros do Campeonato Carioca. Na etapa final, como se fosse possível, o time caiu de produção e apresentou um futebol bem abaixo do aceitável. De bom apenas, a entrada de Herrera, que fez dois gols. Agora, é esperar para saber se enfrentaremos Bangu, Vasco ou Fluminense nas semifinais da Taça Rio.
As notas:
Jéfferson: Defendeu um pênalti e fez mais uma grande defesa após pixotada de Lucas. Não teve culpa no gol. Nota 7.5.
Lucas: Perdeu uma bola incrível que poderia ter dado um gol ao adversário. Nada criou no ataque. Nota 5. Saiu para a entrada de Lucas Zen, que, improvisado, tentou fechar o setor e ainda aparecer no ataque. Nota 5,5.
Antônio Carlos: Vinha razoavelmente bem na partida. Tentou duas cabeçadas com perigo no ataque. Mas o erro de passe bisonho no lance do gol do Friburguense acabou com sua atuação. Nota 5.
Fábio Ferreira: Não conseguiu consertar a bobagem que Antônio Carlos fez no lance do gol do adversário. Não teve maiores problemas na defesa e sequer se aventurou no ataque. Nota 5,5.
Márcio Azevedo: Apareceu para o jogo, tentou as jogadas, mas não criou lances importantes. Nota 5,5.
Marcelo Mattos: Levou um cartão amarelo injusto, em um pênalti que não cometeu, que foi erradamente assinalado e está fora da próxima partida. Muito mail na saída de bola. Nota 5,5.
Renato: Bons passes. Tentou suprir em alguns momentos a ausência do armador do time, que deveria ser o apático Andrezinho. Nota 6,5.
Elkeson: Dois bons chutes no primeiro tempo e uma bola na trave na etapa final. Busca a jogo e acaba errando demais. Nota 6. Saiu para a entrada de Caio. O atacante só é colocado pelo treinador a partir dos 35 minutos do segundo tempo. Tem reclamado, com razão, de que tem pouco tempo para apresentar algo. Sem nota.
Andrezinho: Um bom toque para Elkeson chutar a bola na trave e uma cobrança de falta rápida no lance do primeiro gol de Herrera. É pouco para quem no decorrer do jogo mostrou lentidão, preguiça e uma incrível falta de vontade de jogar bola. Nota 5,5.
Fellype Gabriel. Perdeu um gol cara a cara na etapa inicial, mas teve o mérito de correr muito e ajudar a marcação. Impedido, cruzou a bola apara Herrera marcar o segundo gol do time. Nota 6.
Loco Abreu: Tocou pouquíssimo na bola, culpa da fragilidade do apoio dos laterais e da inoperância de Andrezinho. Mesmo assim, aproveitou um toque equivocado do camisa 10 e um corte errado da defesa para abrir o marcador. Na etapa final, completou mal o rebote da bola na trave de Elkeson. Nota 6. Saiu para a entrada de Herrera, que se enrolou no primeiro lance que teve, mas depois marcou dois gols de oportunismo. Nota 7,5.
Oswaldo de Oliveira: Andrezinho ter ficado no campo durante 90 minutos mostra sua teimosia. No final do jogo, saiu abraçado de campo com os jogadores, em represália às vaias de parte da torcida. O time sofre com problemas na defesa, na saída de bola e na armação das jogadas. No meio, há soluções. Basta abrir mão de seu conservadorismo. Nota 5.
Saudações alvinegras!
Dava para garantir a vaga em Campinas
| Marcos Moura | 05/04/2012 09h21
Olá, torcida botafoguense!
Mais uma vez ficou um gostinho de que a vaga poderia ter sido conquistada sem a necessidade do jogo de volta. O Botafogo venceu o Guarani, por 2 a 1, em Campinas, e pode até perder por 1 a 0 no Rio, que avança às oitavas-de-final da Copa do Brasil, nosso principal objetivo em 2012.
O primeiro tempo da equipe não foi legal, com poucas finalizações. Andrezinho vacilou no lance do gol do Guarani, mas Renato igualou o placar. Na etapa final, a equipe melhorou e criou algumas chances. Virou o marcador, com Herrera, e deu a falsa impressão de que buscaria o terceiro gol. Mas acabou sofrendo uma pressão dos donos da casa no final.
Sem Loco Abreu e Maicosuel, machucados, Jobson, poupado, e Cidinho, na seleção sub-20, Oswaldo ficou com poucas opções no banco.
Vamos às notas:
Jéfferson: Sem culpa no gol. Fez duas ótimas defesas no segundo tempo, quando o jogo estava 1 a 1. No final, saiu do gol de forma bizarra em um cruzamento, erro que poderia ter significado o empate. Nota 6,5.
Lucas: No primeiro tempo, buscou o ataque. E errou tudo que tentou. Na etapa final, ficou na marcação e não comprometeu. Nota 5,5.
Antônio Carlos: Uma boa cabeçada no primeiro tempo e alguma confusão para afastar as bolas da defesa. Nota 5.5.
Fábio Ferreira: Bem nas antecipações por baixo e falho nas bolas altas. Nota 6.
Márcio Azevedo: Tocou demais na bola. Buscou o ataque, principalmente no segundo tempo, mas deu espaços em suas costas. Nota 6.
Marcelo Mattos: Lento na saída de bola. Por vezes ficou um buraco na frente de nossa defesa. Não vive boa fase. Nota 5,5.
Renato: Não vinha participando muito do jogo, mas decidiu. Empatou a partida, em bela cabeçada e fez a jogada do gol de Herrera. Nota 7,5.
Elkeson: Se movimentou, buscou o jogo, mas errou muito mais do que acertou. Nota 6. Saiu para a entrada de Felipe Menezes, aos 42 minutos do segundo tempo. Sem nota.
Andrezinho: Um passe errado gerou o gol do Guarani. Cobrou a falta na cabeça de Renato no gol de empate. Lento, deu muitos toques para o lado. Nota 5,5.
Fellype Gabriel: A virada de bola no lance do segundo gol foi sensacional. Não conseguiu criar espaços para finalizar. Nota 6,5. Caio entrou em seu lugar aos 32 da etapa final e pouco tocou na bola. Nota 5.
Herrera: Perdeu duas boas chances antes de anotar o gol da vitória. Parecia isolado na área, brigando contra os zagueiros. Nota 6,5. Willian entrou aos 38 do segundo tempo e foi visto muito mais na defesa do que no ataque. Sem nota.
Oswaldo de Oliveira: Deveria ter sacado Andrezinho. Herrera pareceu muito sozinho na frente. Fez bem ao manter Lucas preso no segundo tempo, já que ele errou tudo que tentou no primeiro. Tinha poucas opções no banco. Nota 6.
O jogo que não precisa de crônica
| Marcos Moura | 01/04/2012 20h58
Olá, torcida botafoguense!
Não pude ver o jogo de hoje contra o Fluminense, por causa do falecimento de uma das pessoas mais queridas da minha vida. Meu pai fez o resumo rápido do que houve:
- Elkeson fez mais um gol diante do Fluminense;
- O gol do empate saiu pelo lado de Márcio Azevedo e a defesa não cortou o cruzamento;
- Andrezinho, o Lúcio Flávio piorado, não produziu quase nada e saiu; e
- Herrera perdeu gols incríveis, sendo duas bolas na trave.
Saudações alvinegras!
O time para domingo. Com Herrera e Loco
| Marcos Moura | 29/03/2012 16h52
Olá, torcida botafoguense!
Oswaldo de Oliveira terá quase todos os jogadores disponíveis para o clássico contra o Fluminense, no domingo. Fora Maicosuel, machucado, e Cidinho, na seleção sub-20, estão todos aptos. Eu prefiro o time no 4-4-2, ao invés do 4-2-3-1 utilizado desde os tempos do Caio Júnior.
No meu esquema predileto eu escalaria Jéfferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Fellype Gabriel; Herrera e Loco Abreu. Na minha opinião, Andrezinho ainda não mostrou o suficiente para ser titular e parece se ressentir de problemas físicos, visto que foi poupado na vitória por 2 a 0 sobre o Duque de Caxias. No banco, ficariam Renan, Brinner, Lucas Zen, Andrezinho, Felipe Menezes, Caio e Jobson.
A formação seria forte para começar o clássico e com opções ofensivas para mudar no decorrer do jogo caso necessário. Lideramos o grupo, mas com apenas um ponto de folga sobre Flamengo e Macaé. Como no Botafogo o único resultado aceitável é sempre a vitória, é ela que devemos buscar no domingo.
E você escalaria quem de saída?
Saudações alvinegras!
Foi um treino coletivo oficial
| Marcos Moura | 24/03/2012 18h26
Olá, torcida botafoguense!
O Botafogo venceu o Duque de Caxias por 2 a 0, no que podemos considerar um treino coletivo. A equipe mais uma vez desperdiçou inúmeras chanches claras. Alguns jogadores não perceberam que o saldo de gols é o segundo critério de desempate. Esqueceram também que o nosso grupo está disputadíssimo, já que Macaé e Flamengo disputam conosco duas vagas às semifinais da Taça Rio.
Foram tantos gols perdidos que não dá nem para contabilizar de cabeça. O time treina agora durante toda a semana e volta a jogar diante do Fluminense. Loco Abreu e Andrezinho, que foram poupados, estarão à disposição. Até entendo o treinador poupar Loco Abreu, pela idade e pela má forma física apresentada no início dessa temporada, mas poupar Andrezinho é demais.
Vamos logo às notas, lembrando que o jogo não passou de um ‘treinamento oficial’.
Jéfferson: Mais uma vez acompanhou a maior parte do jogo de um local privilegiado. Só foi exigido em um chute de Arilson, em que Fábio Ferreira mais uma vez estava no meio do caminho. Nota 6,5.
Lucas: Péssimo como nas últimas partidas. Vive mal momento físico e técnico. Nota 5.
Antônio Carlos: A única chance de gol clara do adversário foi uma cabeçada de Gilcimar. No lance, o capitão ficou no chão torcendo para a bola ir para fora. Deu certo. Nota 5.
Fábio Ferreira: Completou 100 jogos com a camisa alvinegra. Bem nas antecipações e mal na tentativa de sair jogando. Nota 5,5. Saiu para a entrada de Brinner quase no final. O jovem zagueiro não teve tempo de mostrar coisa alguma. Sem nota.
Marcio Azevedo. Um cruzamento perfeito na cabeça de Herrera, mas o argentino desperdiçou. Tentou algumas jogadas, que não deram em nada. Nota 5,5.
Marcelo Mattos: Protegeu bem a defesa, mas poderia ter ajudado mais na saída de bola. Nota 5,5.
Renato: Um bom primeiro tempo. Caiu demais na etapa final, quando errou passes em demasia, o que não é de seu feitio. Nota 5,5.
Elkeson: Um toque de cabeça para Fellype Gabriel abrir o placar e um cruzamento certeiro para Jobson ampliar o placar. Assim como contra o Vasco, foi irregular durante a partida, mas teve participação direta nos gols. Nota 7.
Felipe Menezes: Deu bons passes e arriscou chutes a gol. Melhor do que de costume. Nota 6.5. Saiu para a entrada de Jobson, que se movimentou e criou oportunidades. Em uma delas, marcou, impedido, o primeiro gol após sua volta. Poderia ter feito outros, mas visivelmente ainda se ressente de melhor forma física. Nota 6,5.
Fellype Gabriel. É hoje o jogador que está atuando melhor. Auxilia na marcação e chega ao ataque sempre. Fez um gol, deu outros chutes perigosos e ainda cabeceou uma bola na trave. Nota 7,5.
Herrera: Perdeu um gol incrível de cabeça e errou quase todos os passes que tentou. Fez ótima jogada no final do primeiro tempo, mas o chute de canhota parou no travessão. Teve o nome gritado pela torcida ao sair de campo. Deve ser por causa da luta de sempre em campo. Nota 5. Jeferson Paulista entrou em seu lugar e deu dois bons chutes para defesas do goleiro rival. Tem talento, mas a concorrência é grande em um setor que tem Elkeson, Fellype Gabriel, Maicosuel, Cidinho, Felipe Menezes...Nota 5,5.
Oswaldo de Oliveira: Mexeu bem no time. Só acho que poderia ter exigido um pouco mais de vontade aos jogadores para que estes conseguissem um placar mais elástico, que seria ótimo para a briga por uma das vagas nas semifinais. Nota 6.
Saudações alvinegras!
O Botafogo precisa de reforços
| Marcos Moura | 22/03/2012 10h22
Olá, torcida botafoguense!
O Botafogo poderia ter matado o confronto diante do Treze na semana passada, em João Pessoa. Vencia por 1 a 0 e teve chances de fazer o segundo e se classificar à segunda fase. Não fez e acabou sofrendo o empate no último minuto. Ontem, no Engenhão, era favorito absoluto, só que o gol de Amaral aos dois minutos do primeiro tempo mudou mais uma vez a história do duelo. O alvinegro carioca tinha de virar o marcador. E partiu pra cima, conseguiu igualar aos 21, com Loco Abreu e criou pelo menos mais sete boas oportunidades até o final do jogo.
O goleiro Beto foi o grande destaque da partida. Fez seis defesas difíceis, em finalizações de Andrezinho, Herrera, Loco Abreu (3), Jobson e Caio. Ainda defendeu dois pênaltis nas cobranças decisivas, de Renato e do uruguaio, que perdeu quatro das últimas cinco cobranças que fez desde o final de 2011. Jéfferson, por sua vez, nada fez. Foi traído por um desvio de Fábio Ferreira no lance do gol dos visitantes e praticamente acompanhou o jogo de dentro do gramado. Nas penalidades decisivas, defendeu a última cobrança, em uma cavadinha ridícula de Léo Rocha.
A classificação dramática evidenciou algumas coisas: o time segue criando chances de gol, mas desperdiça muitas delas. Poderia ter vencido com tranquilidade, mesmo não jogando um bom futebol; a gente só conhece um jogador de verdade quando ele vem atuar em nosso clube. Andrezinho era tido como ‘craque’ por parte da imprensa. ‘Craque’ a gente já sabe que ele não é. Sei que as lesões que sofreu atrapalharam o início de ano, mas por enquanto, ele é um Lúcio Flávio piorado. Lento, sem disposição no segundo tempo, dando inúmeros toques para os lados e cobrando, de vez em quando, uma falta ou escanteio com perigo. Lúcio Flávio também fazia gols: foram 64 em 239 jogos pelo Botafogo. Vai demorar para Andrezinho fazer 64 gols pelo clube, já que ele não fez nem o primeiro...
Mas os reforços que o time precisa para ontem estão na defesa. Lucas e Márcio Azevedo tiram a paciência de qualquer torcedor. Às vezes me pergunto como esses caras conseguem virar jogadores profissionais. Outro que está difícil de aguentar é Fábio Ferreira. Com essa zaga, não vejo a equipe ganhando a Copa do Brasil, nosso principal objetivo em 2012.
A torcida mais uma vez compareceu em número ridículo ao Engenhão. Apenas 4.414 presentes, sendo que muitos eram torcedores do Treze. Palmeiras e Grêmio levaram 12 mil e 20 mil torcedores em seus jogos, respectivamente. A nota da torcida que foi é 10, a da que ficou em casa é zero.
As notas do time:
Jéfferson: Não teve culpa no gol e pouco foi exigido. Defendeu um pênalti nas cobranças decisivas, mas escolheu mal o canto em três deles. Nota 6.
Lucas: Vive péssima fase. Mal consegue dominar a bola. Chegou pelo menos três vezes à linha de fundo com boas chances de cruzar e nada fez. Nota 5.
Antônio Carlos. Bem na defesa e mal na frente. Perdeu um gol incrível, dando uma canelada dentro da pequena área. Nota 5,5.
Fábio Ferreira: O chute de Amaral ia para fora, mas ele resolveu colocar o pé e jogar a bola na direção do gol. O lance mudou a dinâmica do jogo. Depois, tentou ‘organizar’ a saída de bola. Triste. Nota 5.
Márcio Azevedo: Tenta sempre a jogada menos inteligente, o que irrita a torcida. Teve atuações melhores esse ano. Não é confiável. Nota 5.
Marcelo Mattos: Teve problemas em conter o toque de bola do Treze em algumas ocasiões. Saiu aos 35 minutos do segundo tempo, após uma disputa de cabeça com um adversário. Nota 5,5. Felipe Menezes teve pouco tempo para mostrar algo. Mas cobrou com perfeição o pênalti na disputa decisiva. Nota 5,5.
Renato: Cobrou a falta do gol de Loco Abreu, deu bons passes, mas parece se esconder em alguns momentos, quando Fábio Ferreira passa a 'cuidar' da saída de bola. Levou uma pancada no pé esquerdo no segundo tempo e parecia estar jogando no sacrifício. O que pode ter comprometido a cobrança do pênalti desperdiçado. Nota 5,5.
Andrezinho: Uma falta cobrada com perigo e um gol perdido cara a cara. Lento, parecia sem forças no segundo tempo. Arriscou na cobrança do pênalti, mas fez o gol. Nota 5,5.
Fellype Gabriel: Um passe precioso para Herrera marcar, mas o argentino perdeu. Uma bela jogada pela esquerda e a bola sobrou para Loco Abreu, mas o gringo perdeu. Uma boa tabela com Jobson e o atacante chutou para defesa do goleiro. Foi o melhor do meio. Nota 6. Caio entrou em seu lugar aos 30 da etapa final. Tentou o jogo, chegou a recuar para armar as jogadas e deu um bom chute que Beto defendeu. Nota 5,5.
Herrera: Um belo toque que deixou Andrezinho na cara do gol e uma chance incrível desperdiçada. Nota 5,5. Jobson entrou em seu lugar na volta do intervalo e melhorou muito a equipe. Mesmo ainda fora de forma, inferniza a zaga adversária e chuta em gol. Será titular absoluto se encontrar a condição física ideal. Nota 6,5.
Loco Abreu: Fez um gol, iniciou duas ótimas jogadas de gol, que Andrezinho e Herrera desperdiçaram, cruzou uma bola perfeita para Antônio Carlos, mas teve três chances para garantir a vitória no segundo tempo e Beto defendeu todas. Perdeu mais um pênalti, desta vez se fizesse fecharia o confronto. Nota 6.
Oswaldo de Oliveira: Acertou ao trocar Herrera por Jobson, mas demorou uma eternidade para fazer a segunda mudança, talvez pela ausência de Cidinho no banco. Tem sofrido com as lesões seguidas de peças importantes, mas também fez parte do planejamento do início da temporada que pode ter causado os problemas. Nota 5,5.
A vitória no clássico não pode esconder as falhas
| Marcos Moura | 18/03/2012 21h39
Olá, torcida botafoguense!
Estamos todos comemorando a vitória do Botafogo por 3 a 1 sobre o Vasco, com três gols do Fellype Gabriel. Mas o bom resultado desse domingo no Engenhão não pode esconder as muitas falhas apresentadas durante o jogo. Os rivais mostraram um melhor futebol em boa parte do encontro.
O Vasco entrou em campo com um time misto, mas sinceramente, apenas Dedé faz falta realmente. Nós contamos com as voltas de Marcelo Mattos, Fellype Gabriel e Andrezinho, enquanto Loco Abreu e Maicosuel, machucados, seguiram fora.
Até começamos bem a partida, mas logo depois o Vasco controlou as ações. E quando estávamos mal, foi justamente que os dois primeiros gols saíram. Na volta do intervalo, os vascaínos descontaram, com Felipe Bastos e passaram a pressionar. Mas Fellype Gabriel fechou o placar. Na jogada seguinte, o árbitro inventou um pênalti de Márcio Azevedo. Juninho bateu e Jéfferson defendeu. No final, mesmo sem jogar bem a equipe poderia ter goleado, mas desperdiçou inúmeros contra-ataques. Na quarta-feira, temos a obrigação de superar o Treze e avançar na Copa do Brasil. A classificação às semifinais da Taça Rio está encaminhada, mas não podemos bobear.
Vamos às notas:
Jéfferson: Um pênalti defendido em hora crucial do jogo e outras boas defesas. Adiantado, bobeou no gol de Felipe Bastos. Nota 6,5.
Lucas: Errou tudo que tentou e ainda matou um contra-ataque bisonhamente ao dar uma canelada na bola. Nota 5.
Antônio Carlos: O time vencia por 2 a 0 quando surtou e tentou dar uma cabeçada em Alan, com a bola rolando e dentro da nossa área. O cartão amarelo ficou barato. Esteve bem nas bolas altas defensivas e quase fez um gol de cabeça no primeiro tempo. Nota 6.
Fábio Ferreira: Bem nas antecipações por baixo e nas bolas altas, o que é uma raridade. Nota 6,5.
Márcio Azevedo: Cometeu a falta que originou o gol do Vasco e arriscou no lance em que o juiz marcou erradamente o pênalti defendido por Jéfferson. Como já havia recebido amarelo, poderia até ter sido expulso. Não foi bem no ataque. Nota 5.
Marcelo Mattos: Errou passes demais. Há tempos não joga um bom futebol. Nota 5.
Renato: Sumido no primeiro tempo, melhorou na etapa final. É outro que não repete atuações do passado. Nota 5,5.
Elkeson: Afobado, corre quase sempre errado. Passa da bola, dá toques fortes demais. Gérson Canhotinha de Ouro sempre falou: ‘No futebol, quem corre é a bola". Apesar dos inúmeros erros, participou dos lances dos três gols. Cruzou a bola no primeiro; estava no bate-rebate que originou o segundo e cobrou com rapidez um lateral na jogada do terceiro. Saiu, vaiado por parte da torcida, aos 47 do segundo tempo para a entrada de Caio. Nota 6. Caio só teve tempo de puxar um contra-ataque, que acabou não dando resultado. Sem nota.
Andrezinho: Estava fora do time e voltou de lesão. Parecia sem ritmo. Em alguns momentos lembra Lúcio Flávio. A diferença é que o antigo capitão fazia gols. Nota 5,5;
Fellype Gabriel: Bem taticamente, ajudando na marcação, primeiro pelo lado esquerdo e depois na direita de nossa defesa. Fez dois gols chutando com categoria e outro, com oportunismo. Nota 8,5. Saiu cansado para a entrada de Lucas Zen aos 39 da etapa final. O volante ajudou na marcação. Sem nota.
Herrera: Nulo. Nota 5. Jobson entrou em seu lugar aos 11 do segundo tempo e teve o mérito de participar do terceiro gol e de perturbar a defesa do Vasco. Atrapalhou o ataque em alguns lances por excesso de individualismo. Está voltando a ser uma boa opção. Nota 6.
Oswaldo: Demorou para mudar a equipe. Deveria ter sacado Herrera antes e depois ter tirado Andrezinho, que mesmo não jogando bem ficou até o final. A defesa mostrou-se mais sólida. Nota 5,5.
A temporada começou muito mal
| Marcos Moura | 15/03/2012 09h57
Olá, torcida botafoguense!
A temporada começou para o Botafogo contra o Treze. E começou muito mal. O empate por 1 a 1 evidenciou uma série de coisas que já estávamos notando na disputa do Campeonato Estadual:
- As bolas altas na nossa área são um drama. Nem Antônio Carlos nem Fábio Ferreira conseguem afastá-las. Já passou da hora do Oswaldo dar uma oportunidade ao Brinner;
- Nossos laterais são muito irregulares. E Márcio Azevedo não sabe o que é impedimento. É sempre ele que dá condições ao adversário em gols importantes. Foi assim contra o Fluminense nas semifinais da Taça GB e foi assim na estreia na Copa do Brasil;
- Algum erro de planejamento aconteceu para termos tantas lesões musculares. Elkeson, Andrezinho, Cidinho e Maicosuel (duas vezes) já sofreram problemas desse tipo. Loco Abreu e Marcelo Mattos também estão com problemas físicos. O que a comissão técnica fala sobre isso? Vão dizer que temos tido azar?
- Herrera tem feito seus gols. Mas perde sempre três, quatro, cinco chances claras nas partidas.
- É incompreensível que Felipe Menezes continue sendo titular e o último sempre a ser substituído.
- O que foi a jogada bizarra de Elkeson, que originou a jogada do gol de empate no último lance da partida?
- Oswaldo faz quase sempre alterações burocráticas. Contra o Treze se superou, ao tirar Cidinho no intervalo. A revelação criara boas chances para Herrera e Felipe Menezes e chutara a única bola no gol em todo o primeiro tempo. E aguentar o ar superior, meio arrogante do treinador à beira do gramado é de enlouquecer.
- De bom no jogo, as boas defesas de Jéfferson, que salvou o time em pelo menos três ocasiões. E o bom primeiro tempo de Cidinho. O jovem jogador deveria fazer um trabalho de fortalecimento e ficar mais tempo no clube. Mas a diretoria ridiculamente comemora convocações para torneios sem importância das seleções de base da CBF.
- É claro que o problema do time não é Loco Abreu.
Sinceramente. Quem não consegue ganhar do Treze não pode sonhar com Libertadores.
Saudações alvinegras!
Loco Abreu merece nossa confiança
| Marcos Moura | 10/03/2012 20h37
Olá, torcida botafoguense!
Foram 11 jogos até o momento na temporada e seguimos invictos, com seis vitórias e cinco empates. Hoje, o melhor é não analisar o empate por 1 a 1 com o Bangu. Mas a situação geral do que o Botafogo está vivendo a poucos dias na estreia na Copa do Brasil, sem dúvida nosso principal objetivo na temporada. O time atuou em um campo ridículo e muito desfalcado. Os titulares Marcelo Mattos, Andrezinho, Maicosuel e Elkeson estavam fora, machucados, assim como Fellype Gabriel, um dos reservas.
Foi bom ler as declarações de Loco Abreu após a partida. Visivelmente abaixo do que costuma apresentar, sem potência nas finalizações, de cabeça e com os pés, o uruguaio foi substituído no intervalo. Ao ser entrevistado, disse que o coletivo é o que é importante, independente se ele está brilhando. Falou também que vê a equipe em crescimento e com jovens das divisões de base surgindo. Foram as declarações que esperávamos de um ídolo. Loco tem números ótimos no clube para um jogador de sua idade. Está em uma fase ruim e merece nossa confiança de que será importante quando realmente for necessário.
O treinador Oswaldo de Oliveira afirmou após o jogo que Abreu está fazendo um trabalho físico especial e que não viajará para a Paraíba, onde enfrentamos o Treze, na quarta-feira. Segundo o técnico, será preparado para o clássico diante do Vasco, no domingo. Para mim, erro total. Se o jogador está fazendo um trabalho especial, o melhor seria ter folgado hoje, evitando atuar naquilo que não podemos chamar de gramado, e estar em campo na estreia na Copa do Brasil. Não posso compreender que o jogo diante dos vascaínos seja mais importante.
Outras coisas incompreensíveis seguem acontecendo, como Felipe Menezes ficar em campo por 75 minutos. Ele até iniciou a jogada do gol, mas é muito pouco. Lento, erra quase tudo que tenta. Jeferson Paulista, revelação dos juniores, entrou e em poucos minutos cobrou uma falta com perigo. Outra coisa: tivemos um lance de dois toques dentro da área banguense e quem cobrou? Fábio Ferreira. Inacreditável. É claro que a cobrança foi péssima.
De bom, além de ver Jeferson Paulista ter uma chance, foi o futebol de Cidinho e o retorno de Jobson. Cidinho deu dribles, lançamentos e fez um gol de categoria. Pena ter errado a saída de bola que originou o gol de empate do Bangu. Ele foi convocado para jogar pela seleção sub-20 em um daqueles torneios sem importância alguma e deixará mais uma vez de ser ótima opção no banco. Foi assim no ano passado, quando foi chamado para os Jogos Pan-Americanos no momento que era um dos trunfos de Caio Júnior no segundo tempo das partidas.
Jobson mostrou disposição e cansou, o que é normal para quem estava parado há tanto tempo. Em condições normais, será titular indiscutível. Resta torcer para que os ‘fatores extra-campo’ não o derrotem mais uma vez. Formaria boa dupla com Loco Abreu, mas aí Oswaldo teria de mudar o esquema.
A defesa mostrou mais uma vez sua fragilidade. O Bangu teve boas chances, principalmente no primeiro tempo, e as jogadas aéreas se tornaram um drama. Oswaldo poderia testar Brinner. Os jogos contra os pequenos do Estadual deveriam servir para isso. Para testes e entrosamento. Sei que as lesões atrapalharam, mas já são 11 jogos em 2012 e alguns jogadores pouco atuaram, sobretudo os reservas da zaga e das laterais.
A verdade é que a temporada começa na quarta-feira e não estamos preparados para ela.
Saudações alvinegras!
Vamos lá, torcida?
| Marcos Moura | 08/03/2012 17h55
Olá, torcida botafoguense!
Em pelo menos dois períodos recentes da história do Botafogo, nós tivemos participação fundamental para que a camisa continuasse sendo forte. Foi assim, por exemplo, no quase interminável jejum dos anos 70 e 80. Vivi a segunda metade dele intensamente, sem dúvidas a metade mais difícil. E a torcida sempre esteve presente, dividindo o Maracanã com os torcedores dos principais adversários e enchendo estádios no Rio e fora dele. Depois, houve a fase da Série B. O clube estava em estado praticamente falimentar. A torcida encampou o projeto do Bebeto e a equipe conseguiu voltar à elite e aos poucos nos anos subsequentes retornamos a disputar os títulos.
Mas ganhamos muito pouco desde então. Foram somente dois Estaduais e seis turnos, três Taças Guanabara e três Taças Rio. Fomos duas vezes semifinalistas da Copa do Brasil e aí é que eu acho que desperdiçamos nossas maiores chances, principalmente em 2008, quando decidiríamos com o Sport. No ano anterior, em que a bandeirinha atravessou nosso caminho, a decisão seria contra o Fluminense. No Brasileiro, fomos bem em 2005, 2007, 2008, 2010 e 2011, ocupando a área ‘da Libertadores’ em muitas rodadas. Mas sempre caímos na hora decisiva.
As perspectivas do Botafogo nos últimos anos foram quase sempre melhores do que a dos nossos rivais, notadamente Fluminense e Vasco. O Tricolor, apesar dos investimentos fora do comum de seu patrocinador, vinha mal até 2007, quando ganhou a Copa do Brasil em que a bandeirinha cruzou nosso caminho. Depois, chegou a duas finais internacionais e ganhou o Brasileiro. A torcida deles está se habituando em disputar a Libertadores. O Vasco foi campeão estadual pela última vem em 2003. Turno do Estadual ganhou o último em 2004. Só havia ganhado a Série B no período até conquistar a Copa do Brasil do ano passado. E lá estão eles de volta à Libertadores.
Não gosto quando treinadores e jogadores que caíram de paraquedas no clube tentam ensinar a torcida a se comportar. Sabem pouco da história e do temperamento dos botafoguenses. Mas acho que só uma participação mais efetiva dos alvinegros pode fazer com que conquistemos um título importante em 2012, como a Copa do Brasil ou a Copa Sul-Americana e façamos mais uma vez uma boa campanha no Brasileiro, sem bobeadas no final.
No estádio, fica mais fácil de cobrar os jogadores para honrarem a camisa. E cobrar principalmente os dirigentes, que ficam em posição privilegiada nos fracassos, já que o foco está sempre na direção do treinador e do time. Precisamos voltar a incentivar sempre, de forma incondicional, como fazíamos em épocas bem mais difíceis.
Saudações alvinegras!
Precisa melhorar muito para a Copa do Brasil
| Marcos Moura | 04/03/2012 19h57
Olá, torcida botafoguense!
A Copa do Brasil é o principal objetivo do Botafogo em 2012. Mas as atuações da equipe nesse Campeonato Estadual começam a ficar preocupantes. Na vitória por 3 a 1 sobre o Volta Redonda essa tarde, em São Januário, os dois principais defeitos do time voltaram a ficar evidentes: as chances claras de gol desperdiçadas e a vulnerabilidade de nossa defesa. Esses dois defeitos são fatais em torneios como a Copa do Brasil, em que um gol sofrido em casa, por exemplo, pode mudar a sorte.
Herrera é esforçado, a torcida gosta dele, mas não dá para o cara ter meia dúzia de chances claras e fazer um ou dois gols. Às vezes, os lances perdidos fazem falta. Às vezes, eliminam e fazem perder um campeonato. A forma de Loco Abreu também preocuopa. Quem me acompanha sabe que eu admiro demais o gringo, mas ele está vivendo o pior início de temporada desde que chegou ao clube em 2010. A idade parece estar pesando. Não sou daqueles que acham que o time rende mais sem ele. Acho que o time está jogando errado, com e sem ele.
Na partida contra o Fluminense ficou evidente que o Botafogo não é o único time que usa dos 'chuveirinhos' em algum momento como a principal jogada. Abel sabia que nossa zaga não vinha bem e mandou cruzarem a bola para Fred, Thiago Neves & Cia. Numa delas, Leandro Euzébio empatou e todo mundo lembra da história. Contra o Volta Redonda foram mil bolas altas cruzadas. Muito mal cruzadas. Não por causa de Loco Abreu e sim porque o meio-campo tinha Felipe Menezes e Felype Gabriel. Não deve ser fácil jogar numa equipe com esses dois na criação das jogadas.
Os desfalques de Andrezinho, Elkeson e Maicosuel pesam. Espero que eles estejam bem nas fases importantes da Copa do Brasil. Mas não estou vendo o time com a qualidade para disputar o torneio. Oswaldo, em minha opinião, é um bom treinador. Como todos os outros que nos acostumamos a ver nos últimos anos. Não ousa, não inova, não surpreende. Fora Cuca, ninguém faz isso. Não precisa ser gênio para tirar Andrezinho e colocar Felipe Menezes. Nem colocar sempre Lucas Zen no final dos jogos para garantir os três pontos. Ou escalar Caio quando a equipe leva um gol e fica em desvantagem no placar. Isso qualquer torcedor que conhece futebol pode fazer.
Torço para que o time faça os gols que desperdiça tolamente e que a defesa ganhe consistência. Mas não vejo hoje um cenário propicio a isso.
Saudações alvinegras!
A defesa do Botafogo preocupa
| Marcos Moura | 02/03/2012 08h54
Olá, torcida botafoguense!
Não vi a vitória alvinegra por 4 a 2 sobre o Americano, ontem à noite, em Campos, pois estava voando de Brasília para o Rio na mesma hora. Consegui ver o segundo tempo do vt da partida no início da madrugada, portanto não é possível fazer uma análise detalhada do que aconteceu. Sei que Fellype Gabriel estreou fazendo um gol e isso é bom. Deu para perceber a efetividade de Lucas no ataque e a boa fase de Herrera. E é sempre bom ver uma vibração como a de Renato após o segundo gol.
Mas fiquei preocupado com a defesa. O Americano foi o vice-lanterna de seu grupo na Taça Guanabara. Só havia marcado seis gols em sete partidas e ontem conseguiu fazer dois. O segundo com linha de passe de cabeça na área foi demais. Na semifinal contra o Fluminense, o setor defensivo já sofrera demais com as bolas altas. Em uma delas, o adversário empatou e levou a decisão para os pênaltis. O final todo mundo lembra.
O time é o único invicto do Carioca, o que significa bem pouco. O Fluminense ganhou a Taça GB e já está na decisão e isso é o que importa. Ontem, jogamos desfalcados demais. Sem Loco Abreu, Elkeson e Maicosuel. Do pouco que vi, gostei da parte ofensiva do time. Mas a defesa preocupa.
Saudações alvinegras!
Três fatores
| Marcos Moura | 24/02/2012 00h10
Olá, torcida botafoguense!
Um dia o Fluminense ia voltar a nos vencer em um jogo decisivo. Poderia ter demorado mais, mas acabou acontecendo nesta quinta-feira, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal, gol de Elkeson. O jogo só foi às penalidades máximas por uma combinação de fatores: pela falta de opções em nosso banco de reservas, por Oswaldo de Oliveira não ter testado variações durante a fase classificatório da Taça Guanabara e por Márcio Azevedo ter conseguido fazer uma falta ao lado da área com a bola dominada e na sequência da jogada ainda ter dado condições legais a todo o ataque rival no lance do gol do empate.
Com boa atuação de Elkeson na etapa inicial, o time equilibrou as ações, apesar do adversário ter nas bolas altas um perigo constante. É engraçado ouvir comentaristas dizendo que o Botafogo insiste nas bolas altas. Pois foi isso que o Fluminense fez o tempo todo. Todas as chances criadas foram em cruzamentos, inclusive a que redundou no gol de empate.
Com Andrezinho e Loco Abreu voltando de lesões e sem Maicosuel, coube a Elkeson criar as jogadas de frente. Ele cansou no segundo tempo e abriu o marcador quando já não rendia bem. Acabou sendo substituído na sequência. Como Herrera começou jogando e Cidinho ficou fora do banco por causa de dores musculares, Oswaldo se viu sem opções ofensivas para mudar a equipe. Felipe Menezes deixaria o ritmo ainda mais lento; Caio entrou pouco durante toda a Taça GB; e Willian e Vitinho mal saíram dos juniores ainda. Caio acabou sendo o escolhido, mas pouco fez.
A pressão vai aumentar agora. Temos a Taça Rio, mas o que vale mesmo é a Copa do Brasil.
As notas:
Jéfferson: Tem saído pouco do gol nos cruzamentos, mas mostra segurança nas defesas, como ao espalmar cabeçada de Thiago Neves. Ainda defendeu um pênalti nas cobranças decisivas. Nota 7
Lucas: Um bom primeiro tempo e um lançamento primoroso para Herrera no lance do gol de Elkeson. Mas o pênalti perdido jogou toda a boa atuação por terra; Nota 5,5
Antônio Carlos: Recebeu um cartão amarelo aos dez minutos, após três faltas em Fred. Cortou várias jogadas por baixo, mas teve problemas nas bolas altas. Nota 5,5
Fábio Ferreira. No mesmo nível do companheiro de zaga. Firmeza nos lances rasteiros e problemas, nos aéreos. Nota 5,5
Márcio Azevedo: Tinha a bola dominada na lateral, tentou garantir um tiro de meta, fez uma falta idiota e após a cobrança e um rebote, demorou para fazer a linha do impedimento e deu condições para Leandro Euzébio empatar. Já tinha feito um pênalti em Wellington Nem ignorado pelo fraquíssimo árbitro Péricles Bassols. Nota 4,5
Marcelo Mattos: Partida regular. Foi envolvido em alguns momentos, mas ajudou os zagueiros como pode. Saiu para a entrada de Caio, após o gol do empate. Nota 5,5. Caio entrou a mil, fazendo bela jogada pela direita. E foi só. Nota 5.
Renato: Categoria na saída de bola e na cobrança do pênalti. Nota 6,5
Andrezinho: Parecia um pouco abaixo dos companheiros, por causa da lesão. Mas deu bons passe, cruzamentos e um chute rasteiro perigoso. Também cobrou seu pênalti com categoria. Nota 6,5
Elkeson: Foi a melhor opção no primeiro tempo, quando chegou a dar dois toques de calcanhar brilhantes. Cansou e caiu de produção na etapa final, mas acabou marcando o gol e saindo pouco depois. Nota 7. Lucas Zen entrou em seu lugar e apareceu ao lado da área para ajudar o ataque em pelo menos duas oportunidades. Nota 6
Herrera: Começou jogando e não foi bem como um todo. Mas mostrou a garra de sempre e fez a jogada do gol de Elkeson. Cobrou o pênalti como se deve: um chute forte, seco, no canto. Nota 6,5
Loco Abreu: Se recuperou da lesão em tempo recorde. Poucos toques na bola e uma conclusão para fora no último minuto que poderia ser o gol da vitória. Bateu mal o pênalti que decidiu a disputa. Nota 5
Oswaldo de Oliveira: Viu o time ser dominado na primeira parte da etapa final e nada fez. Quando decidiu colocar Caio, o gol saiu e ele optou pela entrada de Lucas Zen no lugar de Elkeson. Quando o Fluminense empatou, aí colocou Caio e tirou Marcelo Mattos. Não teria sido melhor pôr Caio na vaga de Elkeson logo após o gol para que o rival não partisse para a pressão de todo jeito? A seu favor pesaram os desfalques de Maicosuel e Cidinho, que vinha entrando durante os jogos. Nota 5.
Saudações alvinegras!
Agora é o Fluminense
| Marcos Moura | 19/02/2012 00h38
Olá, torcida botafoguense!
A vitória por 3 a 0 sobre o Macaé nesse sábado de carnaval (gols de Herrera, Felipe Menezes e Elkeson) confirmou o Botafogo como líder de seu grupo. O rival agora será o Fluminense, nas semifinais da Taça Guanabara, na quinta-feira, às 21h. Será a quinta partida eliminatória pelo Carioca contra os tricolores desde 2008. Ganhamos as quatro até aqui: 2 a 0 na semi da Taça GB de 2008, gols de Wellington Paulista e Lúcio Flávio; 1 a 0 na final da Taça Rio do mesmo ano, gol de Renato Silva; 1 a 0 na semi da Taça GB de 2009, gol de Fahel (!!!!); e 3 a 2 na semi da Taça Rio de 2010, gols de Loco Abreu, Fahel (!!!!) e Caio. Freguesia pura.
A verdade é que o time tem melhorado nas últimas rodadas e criado inúmeras chances de gol. Fazer com que os alvinegros acertem o alvo mais vezes é um dos desafios do Oswaldo de Oliveira. Mas o maior desafio do treinador nesse momento é suprir as ausências de Loco Abreu, lesionado, e Maicosuel, suspenso e lesionado, no clássico de quinta-feira. Andrezinho ainda é dúvida e caso não jogue, vai ser difícil montar a parte ofensiva da equipe.
Vamos às atuações do jogo em Macaé:
Jéfferson: Falhou ao tentar cortar um cruzamento, jogando a bola para dentro da própria área. Mas fez pelo menos três intervenções importantes. Nota 6,5
Lucas: Cometeu duas faltas bobas ao lado da área e ambas geraram cobranças difíceis para Jéfferson. Não foi bem no apoio. Nota 5
Antônio Carlos: Começou mal, fazendo uma falta tola na entrada da área que poderia ter resultado no terceiro cartão amarelo e a suspensão nas semifinais. Depois disso, acertou tudo e só foi substituído aos 15 minutos do segundo tempo por precaução. Nota 6,5. Brinner entrou em seu lugar e fez a sua estreia com a camisa alvinegra. Foi muito bem no jogo aéreo. Nota 6
Fábio Ferreira: Atuação tranquila. Nota 6
Márcio Azevedo: Um bom chute na etapa inicial e presença constante no ataque. Está se firmando. Nota 6,5
Marcelo Mattos: Boa atuação. Bem nos desarmes, arriscou dois chutes de fora da área e fez o lançamento perfeito para Herrera abrir o placar. Nota 6,5
Renato: Alguns passes errados, mas a lucidez e categoria de sempre. Nota 6
Felipe Menezes: Fez um golaço com o calcanhar do pé esquerdo e poderia ter feito outros dois gols, mas os chutes de canhota foram para fora. Cobrou aplausos da torcida após ter marcado. Se jogar bem, não vai precisar pedir nada. Será reconhecido naturalmente. Nota 6. Lucas Zen entrou em seu lugar quando faltavam menos de dez minutos para o jogo terminar. Sem nota.
Maicosuel: Deu o passe para o gol de Felipe Menezes e procurou se movimentar. Recebeu o terceiro cartão amarelo no primeiro tempo, não se sabe se por reclamação ou por ter cavado uma falta, na visão do horroroso árbitro Péricles Bassols. Acabou sofrendo uma lesão muscular no início da etapa final. Nota 6. Cidinho entrou e não repetiu a atuação do jogo contra o Bonsucesso. Tem talento, velocidade, mas precisa de fortalecimento muscular. Nota 5.
Elkeson: Um gol de cabeça e pelo menos outras três chances desperdiçadas. Levou um cartão ao colocar a mão na bola, em lance confuso em que sofreu um toque do adversário, e arriscou ser expulso ao cavar claramente uma falta no segundo tempo. Nota 6.
Herrera: Categoria ao encobrir o goleiro no lance do primeiro gol. Se movimentou, abrindo buracos na defesa adversária para os companheiros. Poderia ter feito ao menos mais um gol, mas perdeu chances claras. Nota 7
Oswaldo de Oliveira: O time está em evolução clara. Só poderia aproveitar jogos como o de hoje para experimentar jogadores, como Jeferson Paulista, dos juniores, que estava no banco. Poderia o ter colocado na vaga de Felipe Menezes, mas preferiu Lucas Zen. Acertou ao poupar Antônio Carlos. Nota 6,5
Saudações alvinegras!
A um empate da vaga
| Marcos Moura | 12/02/2012 19h33
Olá, torcida botafoguense!
A vitória sobre o Bonsucesso por 4 a 1 nesse sábado mostrou bem como é esse Carioca. O Botafogo nem jogou bem, mas criou inúmeras chances de gol e conseguiu golear. Com as vitórias de Flamengo e Resende nesse domingo, só precisamos de um empate com o Macaé no sábado de carnaval. Mas todo cuidado é pouco. Em 2007, perdemos um jogo incrível para o Boavista, por 3 a 2, em Bacaxá, também no sábado de carnaval, o Fla foi goleado por 4 a 1 pelo Madureira e mesmo assim se qualificou à final da Taça GB contra o próprio Madureira. E acabou campeão. Ninguém daquele time alvinegro está no clube hoje, mas de toda forma é muito bom ter cuidado redobrado.
Não gosto dessa opção do Oswaldo de trocar sempre seis por meia dúzia, xixi por pipi. Andrezinho estava machucado e ele escalou Felipe Menezes. Ora, contra o Bonsucesso, no Engenhão, poderia muito bem ter escalado Herrera, Caio e até mesmo Cidinho, que entrou na etapa final e imprimiu ritmo acelerado, que só ajudou na vitória. Felipe Menezes erra demais, a torcida pega no pé dele. É um desgaste desnecessário.
O gol bisonho que o time sofreu foi muito parecido com aquele do empate por 2 a 2 com o Madureira. Fica todo mundo torcendo para a bola sair, aí chega alguém do adversário e toca para o meio da área e sai o gol. Em um jogo decisivo pode ser fatal.
Destaque para Herrera, que entrou e fez dois gols em pouco mais de 20 minutos.
Vamos então às notas dos jogadores:
Jéfferson: Boas defesas no primeiro tempo e um chute de reposição totalmente equivocado. Parecia desatento no lance do gol do Bonsucesso, como o restante dos companheiros. Nota 6
Lucas: Bem mais preso à defesa do que de costume. Cruzou a bola para Loco Abreu que acabou resultado no primeiro gol de Herrera, o terceiro do time. Nota 6
Antônio Carlos: Estava seguro na defesa e quase fez um gol, mas sua conclusão bateu na trave. Errou ridiculamente no gol do adversário ao torcer para a bola sair. Nota 5,5
Fábio Ferreira: Boas antecipações e pésssimas saídas de bola. Nota 5
Márcio Azevedo: Tímido no primeiro tempo, só apareceu em um chute que o goleiro defendeu. Sofreu o pênalti que originou o gol de Loco Abreu e fez várias jogadas na etapa final. Está se firmando. Nota 6,5
Marcelo Mattos: Não conseguiu auxiliar a defesa no lance do gol do Bonsucesso. Está em péssima fase. Nota 5
Renato: Bons passes, como o que Herrera aproveitou para fechar a goleada. Nota 6,5
Maicosuel: Boa movimentação. Abriu o placar quando o time não jogava bem, fazendo bela tabela com Elkeson. Nota 7. Cidinho entrou em seu lugar e imprimiu ritmo veloz ao jogo, fez boas jogadas, mas perdeu chance incrível de marcar. Nota 6,5
Felipe Menezes: Três chances claras de gol desperdiçadas no primeiro tempo, uma delas chutando na trave. Deu ótimo passe para Loco Abreu na etapa final, mas o uruguaio perdeu. Lento, erra passes e irrita a torcida. Nota 6. Saiu para a entrada de Herrera, que em 22 minutos, fez dois gols de canhota. Nota 7.
Elkeson: Muita movimentação. Perdeu chances claras, numa delas empurrado por um zagueiro em lance que o árbitro deveria ter marcado pênalti. Está voltando aos melhores dias. Nota 6. Saiu e Lucas Zen entrou. Pouco tempo. Sem nota.
Loco Abreu. Perdeu gols claros, como no jogo contra o Flamengo e anotou um de pênalti. É pouco. Nota 5,5
Oswaldo de Oliveira: Poderia ter ousado mais, escalando Herrera, Caio ou Cidinho na vaga de Felipe Menezes. Nota 5,5
Saudações alvinegras!
Bastou correr e acertar o gol
| Marcos Moura | 09/02/2012 10h15
Olá, torcida botafoguense!
Na minha avaliação, os times pequenos do Rio são todos iguais. Logo, o Botafogo deveria ter vencido o Nova Iguaçu e o Madureira como fez com o Resende e ontem à noite diante do Olaria. A goleada por 5 a 0 sobre a equipe da Rua Bariri mostrou duas coisas: se os jogadores atuarem com vontade e chutarem a bola na direção do gol é vitória certa. A observação parece óbvia, mas se lembrarmos o número de chances desperdiçadas contra o Flamengo, por exemplo, não parece tão banal assim.
O jogo contra o Olaria serviu principalmente para acabar com o jejum de 25 partidas sem marcar de Elkeson. Além dos dois gols, ele deu o passe para o quinto, de Maicosuel. Loco Abreu fez os outros dois.
Como Flamengo e Resende se enfrentam na última rodada da Taça Guanabara, bastará ao Botafogo vencer Bonsucesso e Macaé para garantir a vaga às semifinais.
Confira as atuações no jogo de ontem:
Jéfferson: Duas saídas atabalhoadas no primeiro tempo, mas algumas boas defesas na etapa final, uma delas em chute de Pedrinho cara a cara. Nota 6,5
Lucas: Deu belo passe para Elkeson marcar o segundo gol e fez linda jogada no terceiro, também marcado pelo meia-atacante. Nota 7
Antônio Carlos: Atuação discreta. Defensiva e ofensivamente falando. Nota 5,5
Fábio Ferreira: Algumas boas antecipações. Discreto também. Nota 5,5
Márcio Azevedo: Mais uma boa partida. Partindo pelo meio deu dois passses preciosos para Maicosuel e Felipe Menezes marcarem, mas ambos perderam. Nota 7
Marcelo Mattos: Recebeu um cartão amarelo infantil logo no começo do jogo. Está em péssima fase. Nota 5. Foi substituído por Lucas Zen, que esteve pouco mais de 15 minutos em campo. Sem nota.
Renato: Mais discreto do que o habitual. Salvou um gol no primeiro tempo, após saída equivocada de Jéfferson, deu bons passes. Esperamos que jogue tudo o que sabe nas semifinais. Nota 6
Elkeson: Dois gols e passe preciso para outro. Agora, é voltar aos melhores momentos do Brasileiro do ano passado. Nota 8
Andrezinho: Jogou apenas 24 minutos. Inconstante nos passes, bateu a falta para Loco Abreu abrir o placar. Nota 6. Saiu para a entrada de Felipe Menezes, que teve chance cristalina de marcar no segundo tempo, mas a bola chutada bateu no poste esquerdo. Nota 5,5
Maicosuel: Mostrou disposição pelas extremas. Perdeu chances clara no primeiro tempo, quaqndo optou pela força ao invés de jeito. Fez um gol de categoria na etapa final e deu o passe para Loco Abreu marcar o quarto. Nota 7,5
Loco Abreu: Dois gols, um de cabeça e outro de pé direito. Procurou se movimentar e também dar passes aos companheiros. Nota 7,5. Saiu para a entrada de Herrera, que pouco fez nos 14 minutos em que esteve no gramado. Sem nota.
Oswaldo de Oliveira: Poderia ter ousado mais nas alterações. O saldo de gols é critério de desempate e deveríamos ter conseguido um placar mais elástico. Herrera poderia ter entrado no lugar de Andrezinho ou mesmo no de Marcelo Mattos. Acabou por colocá-lo na vaga de Loco Abreu. Nota 6
Notas pós-clássico
| Marcos Moura | 06/02/2012 10h28
Olá, torcida botafoguense!
- Empatamos a enésima vez com o Flamengo. E pela enésima vez jogamos melhor e não conseguimos vencer.
- Loco Abreu teve três chances claras no segundo tempo e perdeu todas. Está acontecendo algo de errado com o gringo.
- Andrezinho carimbou o travessão duas vezes na etapa inicial. Merecia que pelo menos uma delas tivesse entrado.
- Fábio Ferreira e Herrera também tiveram chances claras e finalizaram mal.
- Eu não sei de onde saiu o juizinho do clássico. Atuação ridícula. Dar cartão amarelo para o Antônio Carlos após ele ter sofrido pênalti claro foi demais.
- No dia em que completava 26 anos, Márcio Azevedo fez a melhor partida com a camisa alvinegra. Deu até caneta...
- O time evoluiu, mas precisa aproveitar as chances criadas. Não sei se vamos nos classificar às semifinais da Taça Guanabara. O nível é baixo e a vaga deveria ser obrigação.
- Pouco mais de 8 mil pagantes no jogo. Com os rivais na Libertadores, esse Carioca não vai pegar não...
Saudações alvinegras!
Muito pouco
| Marcos Moura | 03/02/2012 10h29
Olá, torcida botafoguense!
Não vi o jogo de ontem. Estava trabalhando na hora e acompanhei algumas informações via Twitter. Não dá para fazer uma análise de como o time jogou. Só dá para saber que as coisas não vão bem. O empate por 2 a 2 com o Madureira representou quatro pontos perdidos em nove disputados contra times pequenos. E olha que os pequenos do Rio são bem pequenos mesmo.
É muito pouco para um time que é praticamente igual ao do ano passado, com apenas um 'reforço', Andrezinho. Sei que no início do ano escrevi que o time era bom. Eu quis dizer que é do mesmo nível da maior parte dos outros grandes do País. Hoje, tenho certeza absoluta que a queda no Brasileiro do ano passado se deveu muito mais aos jogadores do que ao Caio Jr. Vamos começar a criticar o Oswaldo agora? Não seria melhor pressionarmos o presidente para mudar a estrutura que comanda o futebol?
- O nome de Fellype Gabriel já havia sido especulado em dezembro. E ele foi contratado. Depois de Felipe Tigrão, Felipe Adão, Felipe Menezes, agora Fellype Gabriel. Assim mesmo, com dois 'ls' e 'y'. Tá difícil!
Saudações alvinegras!



