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Leonardo Jorge

Leonardo Jorge

Jornalista e sériemaníaco. De "Primo Cruzado" a "Dexter", passando por "Friends" e "Lost", dedica boa parte de seu tempo a acompanhar seus personagens e séries favoritos.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



27/05/2013 14h25

'The Killing': série para quem gosta de brincar de detetive
Leonardo Jorge

Foto: DivulgaçãoQuem matou Laura Palmer?

Se você tem mais de 30 anos, certamente se lembra desta pergunta que permeou a mente de milhares de brasileiros. Exibida pela Rede Globo em 1991, "Twin Peaks" foi uma das responsáveis por criar uma geração de fãs dos chamados "enlatados" americanos.

Desde então, surgiram algumas tentativas de aguçar a curiosidade dos espectadores sobre um assassinato a ser desvendado durante vários episódios, como "Veronica Mars" e "Desperate Housewives". Contudo, estas séries se desmembravam em vários outros micro-temas, paralelos à linha principal, que acabavam desvirtuando o foco do tema principal.

Até chegar 2011, quando a até então obscura AMC lançou a ótima "The Killing", uma série que tem todos os méritos para ser alçada ao topo. Aqui, a vítima se chama Rosie Larsen e os detetives Sarah Linden (Mireille Enos) e Stephen Holder (Joel Kinnaman) são designados para o caso.

Logo nos primeiros episódios, pode-se perceber aquilo que faz deste thriller tão especial: seu elenco. Apesar de não contar com figurinhas carimbadas, as atuações são excelentes, tanto que a protagonista, Mireille Enos, foi indicada ao Globo de Ouro naquele ano por sua atuação na série. Ainda falando sobre atores, um destaque importantíssimo para o teor tenso da temporada é dado pela magistral interpretação de Michelle Forbes como a matriarca dos Larsen. As várias tentativas da família de lidar com a perda são, em minha opinião, os pontos mais altos da 1ª temporada deste thriller. "The Killing" traz também reviravoltas constantes, que fazem com o espectador se veja constantemente num loop de informações que a cada hora levantam suspeitas sobre um personagem, aguçando nossa curiosidade de assistir ao episódio seguinte para confirmar (ou não) sua teoria.

Apesar do sucesso de público e crítica, a série foi cancelada em 2012 após duas temporadas. Mas ela conquistou um grupo de fãs tão fieis que acabou por ser recuperada em 2013 pela Netflix, que conta atualmente em seu cardápio com os dois primeiros anos da série e tem previsão de estréia da season três para os EUA em 2 de junho - no Brasil em setembro.

Foto: Divulgação

"The Killing" voltará com um novo arco, tendo em vista que o assassinato de Rosie já foi totalmente esclarecido no final da segunda temporada. Nesse novo ano, Linden não trabalha mais para a polícia, mas sua ajuda é solicitada pelo detetive Holder para desvendar o caso de um serial killer, numa trama que tem ligação com uma das mais importantes investigações da carreira da ex-policial.
"The Killing" é uma série policial diferente do que nos estamos acostumados. Ela aborda mais o lado investigativo, o pensamento. Aqui não tem perseguições de carro, tiroteios frenéticos e grandes sequências de combates corpo a corpo. Mas ainda assim, consegue prender nossa atenção com grandes atuações e uma trama envolvente e inteligente. Sem contar que nós, brasileiros, adoramos uma história de assassinato misterioso.

Portanto, não perca tempo! Embarque agora nesta viagem que vai ferver sua mente em 24 episódios. Será que você consegue descobrir, antes de Linden e Holder, quem matou Rosie Larsen?



10/05/2013 17h43

Fox sinaliza possível retorno de '24 horas'
Leonardo Jorge

Foto: DivulgaçãoAo que parece, o cronômetro vai voltar a rodar...

Logo após anunciar o cancelamento da interessante Touch (que durou 2 temporadas), a rede americana Fox mostra sinais de interesse no retorno do agente mais famoso de seu elenco. É isso mesmo: Jack Bauer pode voltar a ter dias atribulados logo logo.

Pra quem nunca ouviu falar dele (se é que esta pessoa existe), Bauer é protagonista de uma das séries mais importantes da TV do mundo inteiro, "24" (no Brasil, 24 horas). Com um formato inovador (onde as horas do dia do agente da CTU eram mostradas "em tempo real", 24 estreou nas telinhas americanas em 2001, durando oito eletrizantes temporadas.

A série fez história - muitos dizem que Barack Obama deve muito ao carisma de David Palmer, o presidente negro americano das primeiras temporadas da trama - e deixa, ate hoje, órfãos por todo o mundo. Frases como "Now!!", e "Trust Me!!" viraram hits entre os aficcionados por séries, assim como o toque de telefone de Bauer e o famoso reloginho que mostrava o correr do episódio.

O timing perfeito, que dava sempre aquela sensação de desespero ao final de cada episódio, somado a histórias cheias de ação e efeitos especiais, e personagens inesquecíveis fazem com que o rebuliço com a simples possibilidade de retorno tenha agitado os sites especializados nas últimas horas. Até mesmo o LA Times deu destaque à especulação. Afinal, quem não tem saudade das emburrações da Chloe, quem não amou odiar Sherry Palmer, quem não quis matar com suas próprias mãos a Kim Bauer pra que ela tornasse o dia de seu pai menos turbulento?

São vários os motivos para que a série tenha sido tão marcante, e seu retorno num cenário tão vazio quanto o atual é, no mínimo, animador. Pouco se tem de concreto até agora, porém fontes bem confiáveis (como o jornalista Michael Ausiello e o E!) revelam não só a vontade da emissora, como também adiantadas negociações com o astro principal Kiefer Sutherland e com Howard Gordon, produtor das oito temporadas anteriores. A idéia seria fazer uma "micro-temporada", com 13 episódios, porém mantendo o formato original da série (não sei bem como fazer isso).

O fato é que a carreira de Kiefer sem o uniforme da CTU nunca foi lá essas coisas - nem antes nem depois da série - e que na atual safra de seriados a FOX perdeu bastante seu poderio. Isso sem falar que a audiência americana clama por heróis justiceiros, principalmente quando o tema em questão é o terrorismo. Nos atuais tempos, seria bem interessante ver seu anti-herói de volta à ação.
Agora é esperar e torcer, mas torcer muito, para que possamos ter de volta o único que, um dia, poderá levar Chuck Norris a sentir medo.

Volta, Bauer, volta!!

Foto: Divulgação

Leia também:

- Morre 'Marge' Groening, mulher que inspirou personagem de 'Os Simpsons'



18/04/2013 16h26

O retorno de 'Friends': fatos, boatos e riscos
Leonardo Jorge

Originalmente, meu post não seria esse que você está lendo agora. Mas não podia deixar passar em brancas nuvens o possível retorno de "Friends", que agitou a imprensa mundo afora essa semana e deixou milhões e milhões de fãs completamente eufóricos com a possibilidade (incluindo este aqui que vos escreve). Mas, bem como minha mãe costuma dizer, tudo que é bom dura pouco e, apesar das notícias, parece que isso não vai acontecer.

Essa história de reunião não é nova. Toda vez que dois "amigos" se reúnem num episódio de alguma série, já começam os burburinhos e as maquinações para uma volta. Mas a coisa começou a ganhar força no final do ano passado, quando rolaram alguns boatos de que o elenco se reuniria para gravar um especial para o Dia de Ação de Graças, como costumava acontecer quando o show estava no ar. Mas há quem diga que a produção se empolgou com o revival e eles foram além de apenas um episódio. Foi então que a NBC, no último dia 16, jogou um jequitibá na fogueira, declarando ao site StarMedia a 11ª temporada de "Friends" em 2014. Mas, no dia seguinte, Marta Kauffman, uma das criadoras do seriado, veio decidida a pôr um ponto final nas especulações e foi categórica: "não vai acontecer". Segundo ela, ""Friends" é uma série sobre a época da vida em que seus amigos são sua família. Uma vez que você estabelece uma família, não há mais a série".

Deixando de lado o coração e analisando friamente o cenário, uma reunião de Ação de Graças parecia ser algo bem mais possível de acontecer do que uma 11ª temporada. Afinal, não podemos esquecer que cada um dos seis protagonistas está envolvido em seus projetos: Matt LeBlanc (Joey) está em "Episodes"e Matthew Perry (Chandler) está indo bem em "Go On". Lisa Kudrow (Phoebe) produz, escreve e atua em "Web Therapy". Courtney Cox (Monica) segue firme e forte em "Cougar Town". Jennifer Aniston (Rachel) consolidou sua carreira em Hollywood e aparece com mais frequência nas telonas do que nas telinhas, embora já tenha visitado as amigas em suas respectivas séries. O mais "desocupado" de todos é David Schwimmer (Ross) que fez alguns filmes e participações em seriados (atuando e dirigindo), mas, ultimamente, tem sido mais lembrado por ser a voz de Melman, a girafa da franquia "Madagascar". O trabalho para conciliar essas agendas seria, no mínimo, hercúleo.

Mas esse não é o maior dos problemas. A meu ver, o timing dos atores hoje é completamente diferente de dez anos atrás. Não acho que dê para reavivar uma química tão intensa como aquela de uma hora para outra, por mais que todos já se conheçam e saibam as características de seus personagens. E, será que após um hiato desses, os personagens ainda seriam os mesmos? Joey continuaria o paquerador incorrigível e bobalhão? Monica ainda seria a controladora? Phoebe seguiria excêntrica e maluquinha? Chandler teria deixado sua faceta sarcástica e debochada? Se suas respostas forem positivas, acho tudo soaria muito forçado, caricato e até pouco plausível, pois você muda após uma passagem de tempo tão considerável. Se você preferir responder "não", estaríamos lidando com outro show, talvez quase um spin off, o que eu acho que tira boa parte da graça. Então, pra que macular a imagem de uma série que marcou época? O risco é desnecessário.

Verdade seja dita: muitas emissoras tentaram, mas nenhuma delas conseguiu produzir algo capaz de sequer ombrear com "Friends", quase uma década depois. Tanto que ela continua a ser reprisada pela Warner, diariamente em diversos horários (estou assistindo a um episódio enquanto escrevo agora, à uma da manhã!). O motivo do sucesso? Seis atores praticamente desconhecidos naquele longínquo ano de 1994, mas que mostraram muito talento interpretando personagens ricos, carismáticos e divertidos, com um entrosamento que fez de todos protagonistas, em igualdade de condições, algo jamais visto em nenhum outro show. Adicione a isso um texto leve, mesclando humor direto e sutil, contando histórias com as quais os telespectadores se identifiquem e que já até possam ter vivido com seus amigos.

Pra terminar, uma pergunta que ficou sem resposta: como interpretar o comunicado da NBC? Falácia? Jogada de marketing? Esperança vazia da emissora? Série sem os produtores originais? Filme? Remake? Só o tempo dirá...

Leia também:

- 'Nunca vai acontecer', diz criadora de 'Friends' sobre volta da série


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03/04/2013 08h02

'The Walking Dead': a gloriosa marcha dos zumbis
Leonardo Jorge

Divulgação

Venho aqui publicamente fazer uma confissão minha: há três anos, eu nem consideraria a possibilidade de assistir a uma série sobre zumbis. Por vários motivos: àquela época meu universo de séries a acompanhar era muito mais rico - tanto na quantidade quanto principalmente na qualidade; nunca fui muito afeito a produções com requintes de nojo, com sangue espirrando na tela. E principalmente: odeio suspense daqueles do tipo "prepare-se para o próximo susto". Mas 2013 chegou e como não aconteceu a revolução na programação que todos esperavam, sem coisas novas realmente boas para explorar - e por insistência de vários amigos - dei uma chance para "The Walking Dead" e, de quebra, o braço a torcer. Por isso estou aqui hoje: para elogiá-la.

Talvez você, assim como eu há algumas semanas, já tenha ouvido falar sobre a série, mas não sabe do que se trata exatamente. Lá vai: "The Walking Dead" é baseada na HQ homônima (no Brasil, sob o título de "Os Mortos Vivos"), escrita por Robert Kirkman e acompanha a
jornada de um grupo de sobreviventes liderado por Rick Grimes (Andrew Linconl ) num mundo varrido por uma epidemia de proporções apocalípticas, que faz os mortos levantarem e se alimentarem dos vivos. Lendo a breve sinopse, pode ser que você não dê muita importância. É muito fácil imaginar um bando de cowboys americanos dando tiros em zumbis para chegar de um ponto a outro. Mas não é assim que funciona. Quando eu compreendi que "The Walking Dead" não era uma série sobre os mortos, mas sobre os vivos, descobri o que faz dela tão especial.

Divulgação

Comecei a assistir à primeira temporada meio na vibe de "ah, isso é idiota, vou ver só pra tentar entender o motivo de tanto fanatismo". Mas já no primeiro episódio consegui entender. Fui atacado por aquela sensação e, quando me dei conta, me viciei. Daí para o fim da temporada foi um pulo. Passei a encarar as bizarrices como algo normal, ignorar a quantidade de sangue e até a torcer por um sustinho que não fosse gratuito, mas revelador. A série é intensa, o elenco é bom e a trama nos deixa sempre a sensação de "tem algo por trás disso" ou "onde é que isso vai dar?". O fato da 1ª temporada ser pequena (seis episódios) acabou, sim, colaborando para este "gostinho de quero mais". Foi fácil chegar ao final e ficar curioso para a season two (que também foi curta, apenas 13 episódios).

DivulgaçãoPersonagens apresentados, trama definida, a 2ª temporada trouxe consigo um elemento a mais, que eu acredito, hoje (depois de assistir às temporadas 2 e 3), ser o grande responsável por manter a audiência e dar fôlego a um tema tão surreal: os relacionamentos. Os conflitos são constantes, e o fato do elenco ter atores excelentes - como o protagonista Andrew Lincoln e o agora antagonista David Morrissey - dão uma carga emocional à série de botar no chinelo a maioria dos dramas atuais. As situações - embora envolvam mortos-vivos - se mostram tão factíveis que acabam por colocar em cheque nossa própria moral, nossos valores. Como manter a harmonia, o raciocínio lógico, a sanidade ou, até mesmo, a humanidade quando se está constantemente em situações limítrofe, em que um erro pode custar a sua vida e a vida daqueles que você ama? Diante de um cenário destes, a pergunta "o que eu faria se eu estivesse ali" aparece em nossa mente muito mais vezes do que gostaríamos. A série é tão bem desenvolvida que, em boa parte da 3ª temporada, podemos dizer que o que menos importa são os zumbis. Parece mentira, mas em alguns momentos até nos esquecemos deles, porque nem sempre são eles que colocam os protagonistas em perigo.

O fato é que "The Walking Dead" chega ao final de seu terceiro ano mantendo, com louvor, o fôlego e o status de grande série, em uma fall season sem boas novidades. Prova disso é que o último episódio, exibido no último domingo lá nos Estados Unidos pela AMC, alcançou audiência recorde, com mais de 12 milhões de telespectadores. Aqui no Brasil, a Band está exibindo a segunda temporada e a FOX exibe a temporada atual. Se você ainda não conferiu, não perca tempo. Vida longa aos zumbis!!!


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18/03/2013 00h15

'Veronica Mars' terá filme financiado por fãs
Leonardo Jorge

Foto: Divulgação

Essa semana estava passeando pelo shopping center e então eu vi algo que me chamou a atenção: o box com a primeira temporada de "Veronica Mars". Foi como embarcar em uma viagem no tempo para o já distante ano de 2004, quando eu corria para chegar em casa do trabalho e me deleitava com as aventuras e mistérios dessa personagem. Pensei comigo: "um dia ainda vou escrever sobre essa série". Pois na mesma semana, um grande acontecimento se tornou a deixa que eu precisava: "Veronica Mars" ganhará vida mais uma vez, mas agora no cinema!

Antes, vamos falar um pouco sobre a série. A trama é ambientada na fictícia comunidade de Neptune, onde os ricos e poderosos ditam as regras e fazem de tudo para manter seus podres debaixo do tapete. Só que eles não contavam com a astuta Veronica Mars, (interpretada pela belíssima e talentosa Kristen Bell, hoje em "House of Lies") uma adolescente de 17 anos, aprendiz de investigadora particular, que se dedica a solucionar os maiores mistérios da cidade. Veronica, apesar de não ser rica, era uma das garotas mais populares da escola. Mas tudo mudou quando seu pai, o xerife Keith Mars (Enrico Colantoni, ótimo) acusou o bilionário Jake Kane (Kyle Secor) de ser o assassino da própria filha e melhor amiga de Veronica, Lilly Kane (vivida por Amanda Seyfried). O magnata, porém, é inocentado e o escândalo custou o emprego de Keith e os amigos da personagem título. Agora, durante o dia, a heroína tenta passar despercebida pela escola e à noite ela ajuda seu pai em sua nova firma de investigação particular, fazendo espionagens para seus clientes numa tentativa de descobrir os segredos de Neptune, enquanto caça evidências que possam provar que seu pai estava certo.

Foto: Reprodução"Veronica Mars" tinha de tudo um pouco: ação, drama, comédia, diálogos bem escritos, belas paisagens, boas atuações e - o mais importante - uma boa história com capacidade para nos prender diante da tela. E assim o fez até 2007, quando foi cancelada após três temporadas. E, ao contrário do que é muito comum hoje em dia, não foi por causa da audiência. Na verdade, ninguém sabe ao certo porque ela não foi renovada. Ela saiu da grade de programação por decisão da diretoria do CW, mesmo após ter afirmado que todos na emissora estavam muito satisfeitos com os números crescentes do programa. Assim como eu, os quase dois milhões e meio de fãs que assistiam religiosamente à "Veronica Mars" ficaram bastante frustrados com a decisão. Até porque, antes do fim da terceira temporada, já circulavam pela internet alguns spoilers animadores sobre o ano seguinte, que teria uma passagem no tempo e mostraria a jovem espiã dando seus primeiros passos dentro do FBI.

Quase 10 anos depois, o criador da série, Rob Thomas (não é o cantor do Matchbox Twenty) lançou um desafio aos fãs: se conseguisse arrecadar dois milhões de dólares num prazo de trinta dias, um grande estúdio de Hollywood produziria "Veronica Mars - O Filme". E como foi fácil! Quando o site para recolher as doações abriu, no último dia 13 de março, o valor foi recolhido em pouco menos de 10 horas.

A verdade é que "Veronica Mars" não deveria ter acabado da maneira que acabou. Mesmo que não fosse um sucesso estrondoso de audiência, a série tinha bastante fôlego para continuações, tinha um público fiel e era muito bem escrita, produzida e executada, tanto que a imprensa especializada americana sempre rendeu ótimas críticas ao show. Agora é contar os dias para o filme, que, certamente, deve manter o alto nível que apresentava na telinha. E enquanto ele não chega, o negócio é assistir à série, pra já entrar no clima.



25/02/2013 16h10

'The Following' e 'House of Cards' trazem à TV Kevin Bacon e Kevin Spacey
Leonardo Jorge

Nos últimos anos, a gente pode perceber a consolidação de uma tendência que demonstra a força e a amplitude das emissoras de TV norte americanas. Grandes nomes de Hollywood como Glenn Close ("Damages"), Chevy Chase ("Community"), Dustin Hoffman (a extinta "Lucky"), Laurence Fishburne ("CSI") e mais recentemente Lucy Liu ("Elementary") são só alguns exemplos de atores consagrados que deixaram o cinema em segundo plano para integrar o elenco de séries. E ao que parece tal movimento migratório tem dado bom resultado, tendo em vista que a lista só faz crescer. Os mais novos "adeptos" da transição são Kevin Bacon e Kevin Spacey, que estrelam as novidades "The Following" e "House of Cards", respectivamente.

Somente a presença de atores tão renomados já foi o suficiente para que os holofotes fossem direcionados às duas produções, trazendo números gordos de audiência para FOX e Netflix. Mas que roteiros são esses que encheram os olhos das estrelas de Hollywood ao ponto de fazê-las trocar a telona pela telinha?
"The Following", cujo piloto foi transmitido aqui no Brasil pela Warner na última quinta-feira, conta a história de um agente do FBI, Ryan Hardy, que segue na cola de Joe Carroll (James Purefoy, o Marco Antônio da série "Roma", em mais uma ótima atuação), um criminoso responsável por criar uma rede de serial killers que acabam virando seus "seguidores" e, consequentemente, encobrindo seus atos e agindo conforme seu modus operandi.

O primeiro episódio é eletrizante. Apesar da atuação de Kevin Bacon ser sempre mais do mesmo, a história é interessante o suficiente para nos manter impassíveis diante da telinha. A participação de Maggie Grace (a Shannon, de "Lost") como sempre no papel da jovem desprotegida, desta vez convence e traz bastante realismo ao clima de thriller que embala os 42 minutos de produção. O andamento do episódio nos traz de volta toda aquela tensão estilo 24 horas que tanto faz falta à TV americana ultimamente (à exceção do excelente "The Killing", da AMC, do qual pretendo falar em breve), contudo Ryan Hardy nunca será Jack Bauer - muito pela atuação fraca de Bacon. Mas, ao final de um episódio, você já está querendo assistir ao seguinte, pra ver quais serão os próximos passos do vilão e de seu séquito.
Já "House of Cards", da Netflix, tem produção de ninguém menos que David Fincher (A Rede Social), responsável também pela direção dos dois primeiros episódios. Na história, Spacey vive o congressista norte americano Francis Underwood e traz consigo toda aquela bagagem de falcatruas, ganância, do sexo, do amor e corrupção que estamos acostumados, com o objetivo de derrubar o governo que ajudou a eleger e que não lhe deu o almejado cargo de Secretário de Estado.

Ao contrário de seu xará em "The Following", o Kevin de "House of Cards" dá show. Dizer que Spacey é um ótimo ator é chover no molhado, mas ele dá vida a seu personagem de um jeito tão intenso que não imagino mais ninguém para interpretá-lo. Uma das coisas legais em "House of Cards" é que o protagonista faz de nós, telespectadores, seus confidentes enquanto narra seus pensamentos. Ao contrário da maioria das séries, que faz a locução em off, ele o faz olhando para a câmera, contracenando conosco, como o Ferris Bueller de Matthew Broderick fazia em "Curtindo a Vida Adoidado", um dos meus filmes prediletos dos anos 80. Isso nos faz sentir parte da história e dá um ritmo muito bacana à série. O restante do elenco está lá, fazendo sua parte de forma competente, mas são todos coadjuvantes de Kevin Spacey, que rouba pra si todos os holofotes. Não por seu um ator consagrado do cinema, mas pelo seu ótimo trabalho aqui, digno de garantir lugar nas futuras premiações.

As "cartas" estão na mesa, caro leitor. Agora vem a pergunta: qual dessas séries você pretende "seguir"?


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14/02/2013 15h18

'Zero Hour' tem tudo para ser um novo 'Lost'
Leonardo Jorge

Setembro de 2004. Uma foto na internet chamou minha atenção para uma série nova, sobre a queda de um avião. Sim, esta era a única referência que eu tinha sobre "Lost" até então. Curioso, assisti ao piloto de uma maneira despretensiosa. Ao terminar o primeiro episódio, uma sensação estranha de que aquelas pessoas me acompanhariam por um bom tempo. Isso sem falar nos vários questionamentos que me vieram à cabeça por conta de uma série de mistérios. Por que estou falando sobre isso? Simples. Aconteceu de novo.

O recesso do Carnaval - quem me conhece sabe muito bem de minha aversão à folia - é minha grande chance de colocar em dia os episódios perdidos, e, é claro, garimpar novidades. Foi então que, numa pesquisa rápida sobre as estréias de 2013, me deparei com uma nova foto. Um relógio antigo e o ator Anthony Edwards, de "ER" (ou "Plantão Médico" aqui no Brasil) no centro, com os dizeres "Break the Code. Save the World". Foi o suficiente.

"Zero Hour" - que estreia oficialmente hoje (dia 14) nos EUA pela ABC (sim, a mesma de "Lost") - conta a história de Hank Galliston, editor de uma revista cujo tema central é desvendar conspirações e mitos. Ele tem sua vida virada do avesso a partir do sequestro de sua esposa. O desaparecimento de Layla de sua relojoaria é o ponto chave para o início da caçada por um dos maiores mistérios da humanidade. Um relógio, recém adquirido, na verdade se mostra um mapa do tesouro, catapultando Hank para caminhos cheios de pistas que, aparentemente, podem nos levar a eventos de proporções apocalípticas. 

Descobri rapidinho que o episódio piloto havia vazado na rede e, num segundo, este foi parar em minha TV. O que tenho a dizer? É arrebatador. Numa espécie de "Código da Vinci", somos apresentados a uma trama engenhosa, que envolve religião, história, suspense, sem deixar de lado boas sequências de ação e uma pitadinha de suspense. Não vou contar muito pra não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu, mas posso dizer que aquele ponto de interrogação gigante que estava sumido de minha mente desde as temporadas iniciais de "Lost" está de volta.

Outra razão que me deixa com um sentimento positivo sobre a série tem nome e sobrenome: Paul Scheuring, criador de "Prison Break", uma das séries mais legais da última década, também assina a criação, redação e produção executiva de "Zero Hour".

Talvez seja muito cedo para julgar. Talvez eu esteja superestimando a produção. Mas só consigo ver coisas boas sobre essa série. Tenho ótimos motivos para acreditar que, em breve, teremos uma chuva de sites de debates sobre conspiração, que sumiram da rede desde que os mistérios da ilha foram (?) desvendados. Só espero que a audiência americana, muito pouco tolerante com shows sobre mistérios e intrigas desde o fim (meia boca) de "Lost" (vide o final precoce de "Alcatraz", por exemplo), dê uma chance a "Zero Hour". Mas, por tudo que vi, acho que ela está chegando em ótima hora.

Leia também:

- Revenge: a 'Avenida Brasil' americana


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05/02/2013 17h13

Revenge: a 'Avenida Brasil' americana
Leonardo Jorge

"É tudo culpa da Emily!"
Ano passado, o Brasil foi testemunha de uma história de vingança. O bairro do Divino foi o palco da disputa entre Nina/Rita e Carminha, personagens do autor João Emanuel Carneiro no folhetim global "Avenida Brasil". A novela parou o país, alcançou níveis absurdos de audiência e, quando chegou ao fim, deixou órfãos milhares de espectadores. Se você é um desses, você precisa assistir a "Revenge".

A série da americana ABC (aqui é exibida pela Sony) é um ótimo remédio para aplacar essa saudade. As semelhanças são tamanhas que a própria Sony brasileira, nas chamadas da 2ª temporada, debocha do poder maquiavélico de Nina em comparação ao de Emily Thorne, protagonista vivida por Emily VanCamp. (Ficou curioso? Veja aqui, mas cuidado com os spoilers: http://migre.me/d7cKP)

A sinopse de "Revenge" me chamou a atenção, mas resolvi deixá-la de lado, pois fiquei muito ressabiado pela quantidade de produções canceladas. Contudo, o tempo de pausa do Fall Season é sempre uma ótima oportunidade para dar uma chance às séries que vingaram (desculpem, mas não resisti ao trocadilho). Comecei a assistir via Netflix e, em apenas duas semanas, os 22 episódios do primeiro ano foram devorados de maneira voraz.
"Revenge" gira em torno dos movimentos meticulosamente calculados por Emily Thorne (identidade assumida por Amanda Clarke) para se aproximar e destruir aqueles que fizeram de seu pai um bode expiatório numa trama que culminou num ataque terrorista e em sua posterior prisão e assassinato. A história começa a ser contada numa narrativa estilo "Amnésia" (muito usada recentemente nas séries americanas). Primeiro, estamos na festa de noivado de Emily, onde um crime acontece.

Então, somos jogados de volta ao passado para que a série comece a se apresentar para os espectadores, introduzindo personagens e juntando as peças do quebra-cabeça que nos levarão à festa citada acima. Essa é a hora em que vemos Emily em ação, tentando derrubar os algozes de seu pai. Mas essa tarefa nem sempre é fácil, pois ela lidará com gente ligada ao poderoso e exclusivo high society do balneário de Hamptons. São pessoas inescrupulosas como o magnata Conrad Grayson (Henry Czerny em ótima atuação), cuja personalidade passa longe da ingenuidade surreal do jogador de futebol Tufão, e sua esposa Victoria Grayson (Madeleine Stowe), a "Carminha" da história. Só que a protagonista terá o auxílio do nerd das comunicações Nolan Ross (Gabriel Mann, sério e sarcástico na dose certa), que deixa à sua disposição todo um aparato tecnológico que a ajuda a reunir provas contra seus inimigos.

Na série, tudo gira em torno dos Grayson. Isso faz com que a narrativa seja ágil, intensa, cheia de detalhes e facilita uma aproximação do público com os personagens. As reviravoltas são constantes e novos elementos vão sendo acrescentados aos poucos, para apimentar a turbulenta emboscada que trouxe Emily/Amanda para sua jornada vingativa.

Obviamente, nem tudo são flores. Algumas coisas me incomodam em "Revenge", como o fato de todo episódio ter uma grande festa ou evento. Nem Narcisa Tamborindeguy ou Val Marchiori aguentariam uma vida tão repetitiva. Outra coisa que me causa estranheza são as atuações das protagonistas Emily VanCamp e Madeleine Stowe. Parece que estão atuando no automático, com a mesma expressão gélida. Talvez seja até intencional, para dar aquele tom necessário de mentira, intriga e segredo. Só que, às vezes, acho que estou assistindo a uma novela mexicana. Mas nada disso não estraga o brilho da série. Apenas a impede de ser icônica.

"Revenge" é, sem dúvida, uma excelente opção para os amantes de seriados. Aqui tem todos os elementos que prendem nossa atenção: uma trama recheada de corrupção, venda de facilidades, negócios excusos, jogos de poder e traição. É um delicioso prato de vingança, que, ao contrário do ditado popular, é servido bem quente.

Leia também:

- True Blood x The Vampire Diaries: variações de um mesmo tema



28/01/2013 16h02

True Blood x The Vampire Diaries: variações de um mesmo tema
Leonardo Jorge

Desde 2008, eles pedem licença para entrar em nossas casas e, como bons vampiros que são, nos hipnotizam com suas histórias. Mas qual é a diferença entre Bill Compton e os irmãos Salvatore? Qual a mais carismática, Sookie ou Elena? Quem nos prende mais em frente à telinha, "True Blood" ou "The Vampire Diaries"? É isso que vamos tentar descobrir neste post...

Pegando carona logo no início da febre "Crepúsculo", a HBO trouxe pra telinha "True Blood". Com cenas fortes e muito sangue, a série, embora tenha causado polêmica e estranheza no início, virou mania entre os amantes dos discípulos de Drácula (qual fã da série não se lembra da capa da revista Rolling Stones, com os três protagonistas nus e ensanguentados?). A série trazia consigo a premissa de um mundo onde os vampiros não estavam mais sujeitos ao submundo: co-existiam perfeitamente com os humanos em função da descoberta de um substituto sintético - a bebida que dá nome à série e lhes permite sobreviver sem a necessidade de se alimentar de sangue. Tendo como pano de fundo a cidade de Bon Temps, mostrou a chegada de Bill Compton (Stephen Moyer), vampiro politicamente correto que logo arrebatou o coração da estranha garçonete Sookie Stackhouse (Anna Paquin), patinho feio alçada à categoria de protagonista.

Já no ano seguinte, a CW colocou no ar seu contraponto. "The Vampire Diaries" surgiu como uma versão light da anterior, uma espécie de "Barrados no Baile" vampiresco. Protagonizada pelos irmãos Damon e Stefan Salvatore (Ian Somerhalder e Paul Wesley) e pela órfã Elena Gilbert (Nina Dobrev). A série (também baseada em livros) lembrava muito mais a história de Stephanie Meyer, e trazia o tema em meio a muito drama adolescente. E foi exatamente esta fatia de público que cativou de início.

Estava definido: "True Blood" era uma série para adultos. "The Vampire Diaries", pra adolescentes. Certo? Errado!

Com o passar dos anos - e das temporadas, True Blood foi perdendo sua força. O frisson causado pelas ousadas cenas de sexo (homossexual, inclusive) passou, e o recurso acabou sendo banalizado. O peso dos personagens, característico do início da série, acabou se tornando exagerada e cansativa. A falta total de carisma de Anna Paquin, somada a uma personagem completamente chata, só alimentou a falta de vontade de acompanhar os episódios. Isso tudo somado a roteiros totalmente nonsenses, que misturavam, em histórias sem pé nem cabeça, metamorfos, fadas, lobos, bruxos... Nem mesmo a boa atuação de Deborah Ann Woll (Jessica) e Todd Love (Terry) e os corpos sarados de Alexander Skarsgard (Eric), Stephen Moyer (Bill) e Joe Manganiello (Alcide), que antes elevavam consideravelmente o público feminino da série, serviram para manter a magia.

Em contraponto, "The Vampire Diaries" foi crescendo com o tempo. Passada na cidade de Mystic Falls, depois da descoberta da origem de Elena é que a série começou a esquentar. Apimentada por ótimas atuações de Nina Dobrev (que representa não só a mocinha Elena quanto a "vilã" Katherine), e de Ian Sommerhalder, a série virou um colírio para os olhos daqueles que apreciam histórias sobrenaturais. Embora também tenha sido assolada por várias outras espécies (lobos, bruxas, híbridos), a trama se fortaleceu, jamais perdeu o foco e amadureceu junto com seus espectadores. Novos elementos foram integrados sem que, com isso, a trama principal perdesse o seu sentido. Até mesmo os desvios em relação à lenda que conhecemos (o fato de andar à luz do dia, por exemplo) são explicados de maneira factível, sem deixar "buracos" na história, nem forçar a barra.

Acredito que a grande diferença entre as séries é a questão dos núcleos - e nessa "The Vampire Diaries" também leva a melhor. Na série da HBO são vários núcleos que acabam se interligando (ou não) durante os episódios. Isso faz com que as histórias se multipliquem sem que haja uma linha principal para costurar os episódios. São tantas histórias paralelas que às vezes é fácil se esquecer da "protagonista". Já em "The Vampire Diaries", tudo gira em torno da história de Elena. Mesmo havendo "subgrupos", o tema central está sempre norteando e dando concisão às tramas paralelas, que, embora dispersas, inevitavelmente convergem a um mesmo ponto. Os flashbacks também conferem aos episódios uma consistência maior, uma vez que nos dão a oportunidade de entender os eventos recentes e nos aprofundar na psique dos personagens. Enfim, na minha modesta opinião, atualmente a atração da CW dá um banho - de sangue, para entrar no clima - em sua concorrente.

Ambas atrações foram renovadas para a temporada de 2013 (por ser uma série de Fall Season, a 4ª temporada de "The Vampire Diaries" ainda está em curso). Será que "True Blood" vai nos surpreender e dar a volta por cima esse ano?

E você, caro leitor? Qual trupe de vampiros é a sua preferida?

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21/01/2013 13h11

Prêmios e mais prêmios
Leonardo Jorge

Tivemos uma semana bastante agitada no mundo das premiações na última semana. E foram eventos com estilos bem diferentes: o clima despojado do People’s Choice Awards e toda a pompa e circunstância dos Golden Globe Awards. O fato de elas acontecerem na mesma semana e com resultados tão diferentes me fizeram parar para pensar: se eu fosse um ator, qual deles gostaria de ganhar mais?

O PCA é um evento de voto popular. Ou seja, se você (ou seu programa) cai nas graças do povo, é grande a chance de você ser indicado. Você pode até sair vencedor, mas pode não estar concorrendo com grandes adversários. Muitas vezes, o povo escolhe um programa por afinidade com a história ou por gostar de um determinado ator ou atriz e, com isso, pode deixar um pouco de lado os quesitos técnicos como texto ou interpretação. Aqui, o importante é a paixão. Um exemplo claro é que no PCA desse ano, tivemos algumas "zebras" como a série "Castle", vencendo franquias consagradas como "CSI" e "NCIS" na categoria "Melhor Série de Drama/Crime". Ou então o prêmio dado a Lea Michelle ("Glee") por "Melhor Atriz em Série de Comédia", numa categoria em que a considero a mais fraca de todas as concorrentes. Jane Lynch (também de "Glee"), Kaley Cuoco ("The Big Bang Theory"), Sofia Vergara ("Modern Family") e Zooey Deschanel ("New Girl") são muito melhores do que Michelle, que tem uma grande voz, mas é um personagem bastante água com açúcar e nada engraçado da série musical da FOX. Então nós podemos concluir que, por aqui, é comum vermos nomes como Jim Parsons (The Big Bang Theory) ou Ty Burrell ("Modern Family") e séries como "The Walking Dead", "Dexter" ou "Homeland" saírem de mãos abanando.

Já nos Golden Globe Awards, a coisa muda de figura. Aqui, os vencedores são eleitos pelos 93 membros da "Hollywood Foreign Press Association", que são jornalistas especializados na indústria do entretenimento. Aqui, a paixão sai de cena e dá lugar à razão. Então, esteja certo de que os melhores dos melhores estarão aqui. A prova maior disso é que "Homeland" manteve seu favoritismo já apontado pelo Emmy e levou pra casa a estatueta na categoria "Série Dramática", bem como seus protagonistas Damian Lewis e Claire Danes faturando os prêmios de "Melhor Ator" e "Melhor Atriz" em drama.

Por outro lado, o GGA acaba se tornando um prêmio tão técnico que, no final das contas, pode ficar chato pra quem está do outro lado da TV. Na maioria das ocasiões, os vencedores normalmente seguem uma linha que deixa uma margem mínima para surpresas, o que acaba entediando um pouco os telespectadores e fazendo dos concorrentes de algumas categorias verdadeiros coadjuvantes de luxo. Não faria mal um pouquinho de paixão para dar um tempero à premiação.

No final das contas, há erros e acertos nas duas festas. Uma coisa não deve necessariamente tirar o mérito e importância da outra. O PCA traz o reconhecimento do povo e o GGA, da crítica especializada. Essa é a regra do jogo e eu não vejo muita coisa mudando no futuro. No final, o importante mesmo é ganhar, porque é bem difícil agradar a gregos e troianos.

Todos os vencedores do People’s Choice Awards 2013: http://migre.me/cQupK
Todos os vencedores do Golden Globe Awards 2013: http://migre.me/cQuye



06/01/2013 20h14

People Choice Awards: perfil dos indicados é pista de que teremos premiações divertidas
Leonardo Jorge

Foto: Divulgação

Começou a temporada de premiações para a TV americana. Dia 9, a Warner transmite o People´s Choice Awards 2013, o que está fazendo a alegria das bolsas de apostas, já que esta que é uma das principais premiações do gênero.

Bem menos sisudo que os outros prêmios da mesma magnitude, o People Choice - que abrange não só o universo das séries - parece refletir de maneira mais clara a opinião da audiência, o que torna a tarefa de torcer muito mais fácil para quem está do outro lado da telinha.

A revelação dos vencedores costuma ser recheada de performances e, a começar pela apresentadora escolhida para 2013 - Kaley Cuoco, a Penny de The Big Bang Theory - promete ser recheada de piadas e prender a atenção dos espectadores.

O perfil dos indicados deste ano é outra pista de que teremos premiações muito divertidas, bem diferente do "low profile" que torna outros eventos - como o Golden Globe e o Emmy - beirando a chatice.

Segue abaixo a lista. Coloque as fichas em seus favoritos!!

MELHOR COMÉDIA
‘The Big Bang Theory’
‘Glee’
‘How I Met Your Mother’
‘Modern Family’
‘New Girl’

MELHOR DRAMA
‘Gossip Girl’
‘Grey’s Anatomy’
‘Grimm’

‘Once Upon A Time’
‘Revenge’

MELHOR COMÉDIA EM TELEVISÃO A CABO
‘Awkward’
‘Hot In Cleveland’
‘It’s Always Sunny In Philadelphia’
‘Melissa & Joey’
‘Psych’

MELHOR DRAMA EM TELEVISÃO A CABO
‘Burn Notice’
‘Leverage’
‘Pretty Little Liars’
‘The Walking Dead’
‘White Collar’

MELHOR SÉRIE EM TELEVISÃO A CABO PREMIUM
‘Dexter’
‘Game of Thrones’
‘Homeland’
‘Spartacus’
‘True Blood’

MELHOR SÉRIE CRIMINAL
‘Bones’
‘Castle’
‘Criminal Minds’
‘CSI’
‘NCIS’

MELHOR SÉRIE DE FICÇÃO-CIENTÍFICA/FANTASIA
‘Doctor Who’
‘Once Upon A Time’
‘Supernatural’
‘The Vampire Diaries’
‘The Walking Dead’

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Chris Colfer
Jesse Tyler Ferguson
Jim Parsons
Neil Patrick Harris
Ty Burrell

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Jane Lynch
Kaley Cuoco
Lea Michele
Sofia Vergara
Zooey Deschanel

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Ian Somerhalder
Jared Padalecki
Jensen Ackles
Nathan Fillion
Paul Wesley

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Ellen Pompeo
Emily Deschanel
Ginnifer Goodwin

Nina Dobrev
Stana Katic

MELHOR APRESENTADOR DE TELEVISÃO
George Stephanopoulos, Josh Elliott, Lara Spencer, Robin Roberts e Sam Champion em ‘Good
Morning America’
Kelly Ripa e Michael Strahan em ‘Live with Kelly & Michael’
Ellen DeGeneres em ‘The Ellen DeGeneres Show’
Al Roker, Savannah Guthrie, Matt Lauer e Natalie Morales em ‘The Today Show’
Barbara Walters, Elisabeth Hasselbeck, Joy Behar, Sherri Shepherd e Whoopi Goldberg
em ‘The View’

MELHOR APRESENTADOR DE TELEVISÃO NOTURNO
Chelsea Handler
Conan O’Brien
David Letterman
Jimmy Fallon
Jimmy Kimmel

MELHOR NOVO APRESENTADOR DE TELEVISÃO
Jeff Probst
Katie Couric
Michael Strahan
Ricki Lake
Steve Harvey

MELHOR CONCURSO
‘American Idol’
‘America’s Got Talent’
‘Dancing with the Stars’
‘The Voice’
‘The X Factor’

MELHOR JÚRI CELEBRIDADE
Adam Levine
Britney Spears
Christina Aguilera
Demi Lovato
Jennifer Lopez

MELHOR NOVA SÉRIE DE COMÉDIA
‘Ben & Kate’
‘Go On’
‘Guys With Kids’
‘The Mindy Project’
‘The Neighbors’

‘The New Normal’
‘Partners’

MELHOR NOVA SÉRIE DRAMÁTICA
’666 Park Avenue’
‘Arrow’
‘Beauty & The Beast’
‘Chicago Fire’
‘Elementary’
‘Emily Owens, M.D.’
‘Last Resort’
‘The Mob Doctor’
‘Nashville’
‘Revolution’
‘Vegas’



24/10/2012 13h53

'Jornada nas Estrelas': vida longa e próspera
Leonardo Jorge

"Star Trek" (para nós "Jornada nas Estrelas") bateu mais um recorde no último fim de semana. No evento "Destination Star Trek London 2012", os Trekkies (denominação dada aos fanáticos pela série) colocaram seu nome na história ao reunirem a maior quantidade de pessoas fantasiadas num só evento. Foram 1.083 pessoas travestidas como os personagens que encantam gerações desde 1966.

O encontro teve a presença dos cinco capitães da Federação dos Planetas Unidos que estrelaram suas próprias séries: William Shatner ("Jornada nas Estrelas: A Série Original"), Patrick Stewart ("Jornada nas Estrelas: A Nova Geração), Avery Brooks ("Jornada nas Estrelas: A Nova Missão"), Kate Mulgrew ("Jornada nas Estrelas: Voyager") e Scott Bakula ("Enterprise"), o que levou à loucura os quase 17 mil participantes. A única ausência sentida no encontro foi a de Chris Pine, o jovem Capitão Kirk da nova franquia cinematográfica. Dirigido por JJ Abrams, o segundo filme da nova sequência, "Star Trek Into Darkness", está previsto para estrear nos cinemas no próximo ano.

Os fãs puderam entrevistar seus ídolos (considerados verdadeiros mitos) e se deliciaram com histórias de bastidores, como a declaração de Bakula, de que passou boa parte do seu primeiro dia de filmagem da série Enterprise tentando descobrir onde Porthos, o beagle do capitão Archer, iria fazer suas necessidades nos próximos oito anos. Scott, por sinal, protagonizou o que foi considerado por muitos o ponto alto do evento. O mestre de cerimônias John Barrowman, que se disse emocionado por estar ao lado de Bakula, aproveitou o momento em que William Shatner contou que o pedido mais estranho recebido de um fã foi um autógrafo no seio e não se fez de rogado: baixou as calças e pediu que o intérprete de Jonathan Archer assinasse suas nádegas.

O fenômeno "Star Trek" move até hoje um séquito invejável de seguidores no mundo inteiro. Criada por Gene Rodenberry em 1966, a série, concebida como um faroeste espacial, era ousada para a época e não obteve o retorno esperado pela NBC e por diversas vezes esteve prestes a ser cancelada desde seu primeiro ano. Foi então que os fãs mostraram sua paixão e força, enviando uma enxurrada de cartas à emissora, sempre exigindo o retorno do Capitão Kirk e tripulação. Deu certo. A "Série Original" teve três temporadas, 79 episódios e possibilitou que vários outros "spin offs" (séries derivadas) fossem produzidas.

Diante de tal fenômeno, "Star Trek" foi teletransportada das telinhas para a tela grande dos cinemas e continuaram angariando cada vez mais fãs e criando um dos maiores fenômenos cult da história das séries. Para se ter uma idéia dessa importância e da inovação, hoje há estudiosos do idioma Klingon (língua falada pela raça alienígena Klingons) e vários dos equipamentos que por lá "circulavam" hoje fazem parte ativa de nosso dia a dia, como celulares, tablets e afins.

Apesar de todos os altos e baixos vividos ao longo de sua trajetória, o sucesso de público de eventos como o "Destination Star Trek London 2012" prova que a série ainda mexe com o imaginário de fãs e continua, audaciosamente, nos levando onde nenhum homem jamais esteve.

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- Dexter: aprecie sem moderação, mas da maneira certa


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03/10/2012 11h03

Dexter: aprecie sem moderação, mas da maneira certa
Leonardo Jorge

Finalmente "Dexter" está de volta! Foi uma longa espera para mim e para todos os apaixonados pela série, mas o primeiro episódio do sétimo ano foi tão bom, mas tão bom que lavou a alma por completo. Valeu muito a pena.

Meu intuito aqui não é lançar spoilers sobre esse novo ano, mas fazer um alerta a todos aqueles que ainda não conhecem o seriado e que podem sentir vontade de assistir agora, motivados pelos amigos ou até mesmo por esse humilde post. Se for o seu caso, não caia na tentação de pegar a temporada mais recente. NÃO FAÇA ISSO! Vou explicar o porquê.

Mas antes, devemos começar pelo começo: "Dexter" conta a história de Dexter Morgan (Michael C. Hall, perfeito), um analista forense da polícia de Miami que possui um segredo sombrio: ele também é um serial killer. Ele planeja seus assassinatos seguindo à risca o que ele chama de "O Código", um conjunto de diretrizes básicas desenvolvido por seu pai adotivo Harry (James Remar), para garantir que Dexter mate apenas outros assassinos e que nunca seja descoberto. Harry também treina seu filho a interagir com outras pessoas, para tentar diminuir sua tendência sociopata. Porém, os relacionamentos desenvolvidos durante a série acabam por complicar seu estilo de vida duplo. O programa é transmitido pelo canal a cabo Showtime nos Estados Unidos e por vários canais a cabo no Brasil (FX, ID, LIV).

Apesar da trama principal que norteia uma temporada ter seu início e fim dentro dos 12 episódios de cada ano, a série tem um arco maior, que está constantemente em construção. É aquele em que Dexter nos conta o que aprendeu com cada uma de suas experiências, as consequências de suas ações e como elas deverão afetar seu comportamento dali por diante. E acompanhar essa transformação é justamente isso que nos prende à série. Além disso, esse arco maior faz com que o show seja uma única grande obra. Então, fatos ocorridos nos anos anteriores são frequentemente relembrados para deixar a história ainda mais amarrada. Por exemplo: nessa sétima temporada, são revisitadas situações que ocorreram no primeiro e segundo ano da série, como se fosse um flashback. Se você pega o bonde andando (ou seja, não assiste ao seriado desde o primeiro episódio da primeira temporada) corre o risco de não entender. Ou pior: não dar a verdadeira dimensão a algo que tem muito valor em um contexto maior.

Outra coisa muito legal é ver a evolução das atuações da série. A cada novo ano, o elenco principal interpreta seus personagens de maneira mais crível, desenvolvendo mais profundamente seu caráter, seus dramas e suas peculiaridades. Tudo isso amparado por um texto pra lá de bom. Obviamente, Michael C. Hall acaba se sobressaindo em relação aos demais por ser o protagonista e estar constantemente na tela. Mas as atuações de Julie Benz (Rita, a namorada), Jeniffer Carpenter (Debra, a irmã adotiva), James Remar (Harry, o pai adotivo), David Zayas (Batista, o colega de trabalho), Lauren Vélez (LaGuerta, a chefe) também merecem destaque e são fundamentais no processo de transformação do próprio Dexter.

Por tudo isso, deixo aqui o meu apelo. Recomendo fortemente que você assista a "Dexter", mas faça da maneira certa, respeitando a cronologia. Alugue, peça emprestado a amigos, procure nas lojas ou nos serviços de vídeo online (estilo Netflix). Encare "Dexter" como um jantar romântico, em que nada pode ser antecipado ou apressado. Deguste calmamente a entrada, depois o prato principal e, por fim, a sobremesa. Qualquer coisa fora da ordem pode arruinar toda a experiência.

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25/09/2012 12h51

Emmy 2012 consagra Homeland e Modern Family
Leonardo Jorge

No último domingo (23), tivemos a cerimônia de entrega dos prêmios Emmy, o "Oscar" da TV americana. E o que pudemos presenciar foi o fim de uma hegemonia de quatro anos de "Mad Men", pois "Homeland" saiu como grande vitoriosa na categoria de Série Dramática. De quebra, deu aos protagonistas Damien Lewis e Claire Danes os prêmios de Melhor Ator e Atriz. Fechando a conta, foi contemplada ainda como o Melhor Roteiro de Série Dramática. Nada mal para uma temporada de estreia!

"Homeland" conta a história de Carrie Mathison (Claire Danes), uma oficial de operações da CIA que passou a acreditar que o fuzileiro americano Nicholas Brody (Damien Lewis), um ex-prisioneiro de guerra da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e agora, de volta aos Estados Unidos como herói de guerra, representa um significativo risco a segurança nacional. A premissa é pra lá de interessante e as performances de Danes e Lewis dispensam comentários. Acho que os prêmios pararam em boas mãos e isso vai ajudar a oxigenar a categoria. Lá fora, a série é transmitida pelo canal a cabo Showtime e retorna para uma nova temporada no dia 30 de setembro. Aqui no Brasil, ela é exibida pelo FX e a segunda temporada deve ser exibida em outubro.

Diferentemente do que vimos em Drama, "Modern Family" fez valer seu favoritismo na categoria Comédia. Ela foi eleita a Melhor Série do gênero pelo terceiro ano consecutivo e conquistou também os prêmios de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes (Eric Stonestreet e Julie Bowen) e Melhor Direção (Steve Levitan).

"Modern Family" é um "documentário mentira", à lá "The Office", que foca nos relacionamentos de uma família atípica e como eles lidam com estresses cotidianos, como a escola, o trabalho, a rebeldia dos filhos, a adoção, o divórcio e a homossexualidade. A série é ágil, muito gostosa de assistir e conta com uma química excelente dos protagonistas. O texto também é inteligente e alterna no ritmo certo as piadas sutis e as mais escrachadas. Ou seja, risos garantidos para todos os gostos. A quarta temporada nos Estados Unidos está com retorno agendado para o dia 26 de setembro, na ABC. No Brasil, a transmissão é da FOX e ainda não há previsão de volta para o novo ano.

A festa da TV também premiou algumas figurinhas carimbadas das telonas, todos na categoria de Minissérie/Filme. Kevin Costner e Tom Berenger ganharam, respectivamente, os prêmios de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante pela minissérie western "Hatfields & McCoys". Jessica Lange ganhou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por "American Horror Story" e Julianne Moore foi eleita a Melhor Atriz pelo telefilme político "Game Change", produzido por Tom Hanks.
Premiações à parte, o momento mais emocionante da noite foi quando o veterano Michael J. Fox, portador do Mal de Parkinson e que tem planos de retornar à TV com uma série sobre um pai de família que luta contra a doença, chega para apresentar o prêmio de Melhor Série de Comédia e é aplaudido longamente de pé por todos os presentes no Nokia Theatre. Ele, sem dúvida, merece, pois possui no currículo nada menos que cinco Emmys de melhor ator, por "Caras e Caretas" ("Family Ties", no original) e "Spin City".

Segue abaixo a lista dos principais vencedores da noite.

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Eric Stonestreet ("Modern Family")

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Julie Bowen ("Modern Family")

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE DE COMÉDIA
Louis C.K. ("Louie")

MELHOR DIREÇÃO DE SÉRIE DE COMÉDIA
Steven Levitan ("Modern Family")

MELHOR ATOR DE COMÉDIA
Jon Cryer ("Two and a Half Men")

MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA
Julia Louis-Dreifus ("Veep")

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA
Aaron Paul ("Breaking Bad")

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA
Maggie Smith ("Downton Abbey")

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE DE DRAMA
Alex Gansa, Howard Gordon e Gideon Raff ("Homeland")

MELHOR DIREÇÃO DE SÉRIE DE DRAMA
Tim Van Patten ("Boardwalk Empire")

MELHOR ATOR DE SÉRIE DE DRAMA
Damian Lewis ("Homeland")

MELHOR ATRIZ DE UMA SÉRIE DE DRAMA
Claire Daines ("Homeland")

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE DE MINISSÉRIE OU FILME
Jessica Lange ("American Horror Story")

MELHOR ATOR COADJUVANTE DE MINISSÉRIE OU FILME
Tom Berenger ("Hatfields & McCoys")

MELHOR ROTEIRO PARA MINISSÉRIE, FILME OU ESPECIAL DRAMÁTICO
Danny Strong ("Game Change")

MELHOR DIREÇÃO DE MINISSÉRIE, FILME OU ESPECIAL
Jay Roach ("Game Change")

MELHOR ATOR DE MINISSÉRIE OU FILME
Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")

MELHOR ATRIZ DE MINISSÉRIE OU FILME
Julianne Moore ("Game Change")

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
"Homeland"

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
"Modern Family"

Saiba mais:

- A noite de gala da TV americana


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22/09/2012 21h29

A noite de gala da TV americana
Leonardo Jorge

Em um ano de várias despedidas e muita incerteza nas séries sobreviventes, é com pouquíssima divulgação que chegamos à semana de um dos mais importantes prêmios do gênero. O 64º Emmy Awards acontece no domingo, dia 23, com transmissão no Brasil pela Warner, mas sem os empolgantes embates que nos faziam ficar acordados até tarde torcendo por nossas séries e atores preferidos.

As indicações mostram bem a escassez de boas séries que assolou a temporada de enlatados em 2011/2012. Dos seis nomeados para Ator Coadjuvante em série cômica, por exemplo, quatro pertencem à "Modern Family" (no total a série acumula 10 indicações). E isso se repete em outras categorias, como em Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática, que traz dois indicados de "Breaking Bad" e dois de "Downtown Abbey".
Apesar de ter deixado de fora nomes como Hugh Laurie e Teri Hatcher, a lista felizmente incluiu figurinhas carimbadas, como Alec Baldwin, Jim Parsons e Glenn Close, talvez como uma tentativa de manter o interesse do público no evento.

Para mim, as ausências mais sentidas nas indicações do Emmy são as de Robert Sean Leonard, pela sua atuação impecável como Wilson na última temporada de "House", de Ashton Kutcher, que cumpriu muito bem a função de substituir Charlie Sheen em "Two and a Half Men", e de Lana Parrilla e Robert Carlyle (respectivamente a Rainha Má e o Rumplestiltskin, de "Once Upon a Time").

Diante desse cenário, o que vai me fazer chegar ao trabalho com a cara amassada no dia seguinte? Torcer pelo sempre excelente Michael C Hall (o Dexter, da série homônima), para a surpreendente Maylim Bialik, por sua surreal Amy Farrah Fowley, de "The Big Bang Theory" e, como sempre, para o impagável Jim Parsons (o Sheldon Cooper, da mesma série). Por esses, vale a pena ficar acordado.

Segue, abaixo, a lista dos indicados para os principais prêmios da noite. Façam suas apostas!

Melhor Atriz em Série Cômica
Zooey Deschanel - New Girl
Lena Dunham - Girls
Edie Falco - Nurse Jackie
Amy Poehler - Parks and Recreation
Tina Fey - 30 Rock
Julia Louis-Dreyfuss - Veep
Melissa McCarthy - Mike & Molly

Melhor Ator em Série Cômica
Larry David - Curb Your Enthusiasm
Jon Cryer - Two and a Half Men
Louis C.K. - Louie
Jim Parsons - The Big Bang Theory
Don Cheadle - House of Lies
Alec Baldwin - 30 Rock

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica
Maylim Bialik - The Big Bang Theory
Merritt Wever - Nurse Jackie
Julie Bowen - Modern Family
Kristen Wiig - Saturday Night Live
Sofia Vergara - Modern Family
Kathryn Joosten - Desperate Housewives

Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica
Ed O’Neil - Modern Family
Jesse Tyler Ferguson - Modern Family
Ty Burrell - Modern Family
Eric Stonestreet - Modern Family
Bill Hader - Saturday Night Live
Max Greenfield - New Girl

Melhor Série Cômica
Curb Your Enthusiasm
Girls
30 Rock
Veep
Modern Family
The Big Bang Theory

Melhor Atriz em Série Dramática
Julianna Margulies - The Good Wife
Michelle Dockery - Downton Abbey
Elizabeth Moss - Mad Men
Kathy Bates - Harry’s Law
Claire Danes - Homeland
Glenn Close - Damages

Melhor Ator em Série Dramática
Steve Buscemi - Boardwalk Empire
Michael C. Hall - Dexter
Bryan Cranston - Breaking Bad
Hugh Bonneville - Downton Abbey
Jon Hamm - Mad Men
Damian Lewis - Homeland

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática
Archie Panjabi - The Good Wife
Anna Gunn - Breaking Bad
Maggie Smith - Downton Abbey
Joanna Froggatt - Downton Abbey
Christina Hendricks - Mad Men
Christine Baranski - The Good Wife

Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática
Aaron Paul - Breaking Bad
Giancarlo Esposito - Breaking Bad
Brendan Coyle - Downton Abbey
Jim Carter - Downton Abbey
Jared Harris - Mad Men
Peter Dinklage - Game of Thrones

Melhor Série Dramática
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Mad Men
Game of Thrones
Homeland