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Julio César

Julio César

Ganhou projeção ao descobrir beldades e formatar um grande espetáculo de Carnaval. Após anos de dedicação na formação de grandes musas, se tornou um dos principais empresários de shows ligados ao Carnaval e recebeu título de mulatólogo (descobridor de passistas).

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



17/06/2013 01h47

As verdadeiras passistas do Carnaval
Julio César

Passista no Carnaval. Foto: Divulgação

Elas passam parte da vida se equilibrando em cima de saltos enormes, esbanjando alegria, samba no pé, postura e elegância.

Chamadas de mulatas e/ou passistas, elas circulam no meio de rodas de samba, nos ensaios das escolas e em diversos eventos, sempre mostrando a cultura brasileira.

Ser mulata, rainha de bateria e ainda por cima ser bem remunerada é o sonho de consumo de qualquer musa, porém, para conseguir tudo isso, é necessário muito empenho, dedicação e comprometimento.

Como a profissão modelo, a passista também acaba seguindo uma carreira, que assim como qualquer outra, é cheia de altos e baixos. As que se dedicam, malham pesado e tem o samba na ponta dos pés, ganham a chance de trilhar uma trajetória repletas de momentos inesquecíveis que podem resultar em fama, glamour e dinheiro, além da satisfação pessoal.

As passistas são ícones da nossa cultura por representar o Brasil em diversas partes do mundo. Muitas são mães, advogadas, professoras, estudantes, estilistas, cabeleiras e secretárias, entre muitas outras atividades.

Até que ponto ser mulata é profissão? Quando que uma passista passa a ser considerada profissional do samba? Questão difícil de ser respondida, uma vez que o voluntariado ainda é caractarística nas escolas de samba.

Arte de uma passista. Foto: DivulgaçãoEmbora as mulatas consigam uma remuneração ou cachê por apresentação, valor que varia muito de acordo com os detalhes de cada show e da empresa ou escola em que foi contratada, a procura por este serviço cresceu consideravelmente nos últimos anos.

Muitas passistas estão conseguindo através de oportunidades em eventos, a descoberta para novas possibilidades de trabalhos na mídia e novos caminhos profissionais.

Como exemplo, cito a musa do Carnaval paulistano de 2012, Janaina Simões e a musa do Carnaval paulistano de 2013, Cintia Melo. Ambas conseguiram através de suas atuações no Carnaval, diversas aparições em programas de televisão, comerciais, ações publicitárias e participações em diversos meios de comunicação.

Mas claro que nem tudo são flores neste universo. O maior desafio é saber quem realmente é sambista e quem quer somente aparecer. O problema não está em querer aparecer, afinal há espaço para todos, mas o complicador está no "como aparecer".

Ser uma verdadeira mulata ou passista vai muito além do que colocar uma fantasia e sair em uma escola de samba. É preciso respeitar a cultura do Carnaval, valorizar as escolas de samba e suas comunidades, ter amor pela arte do samba e manter a postura, samba no pé e elegância.


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23/05/2013 00h00

SRZD: o maior site da cobertura de Carnaval durante todo o ano
Julio César

O SRZD completa sete anos e, como um sambista e também profissional do Carnaval de São Paulo, nunca vi um meio de comunicação dar tanto espaço aos verdadeiros criadores da maior expressão cultural do mundo chamada Carnaval como o SRZD faz.

Por isso, me sinto honrado em fazer parte deste time e estou determinado a fazer parte desta família durante toda a minha caminhada, não apenas como blogueiro, mas como um admirador da arte e do conteúdo qualificado.

Parabéns ao Sidney pela iniciativa e manutenção do portal e a todos os profissionais e internautas que fazem do SRZD o maior site da cobertura carnavalesca durante o ano inteiro.



13/05/2013 12h02

Ex-rainha da folia paulistana revela por que se afastou do Carnaval
Julio César

Foto: Divulgação

Ela conseguiu tudo que uma grande rainha sonhava. Através de um concurso, foi eleita em 1999, rainha de bateria da Gaviões da Fiel, posto que ocupou até 2002. No ano seguinte, e até 2005, se tornou madrinha da bateria.

Além de desfilar pela  agremiação oriunda da maior torcida organizada do Corinthians, se tornou rainha do Carnaval de São Paulo por dois anos seguidos, em 2003 e 2004.

Neste momento, Juliana Oliveira encantou os sambistas e se tornou sinônimo de samba no pé, simpatia e carisma, atributos dignos de uma rainha. Mesmo em uma época em que o samba paulistano tinha várias beldades reinando diante das batucadas, ela conseguiu se destacar, sempre com humildade e simpatia natural.

Quer conhecer um ser humano? De poder a ele. Juliana obteve o poder em suas mãos durante anos de sua vida, mas nem por isso, perdeu sua humildade, dignidade e caráter.

Talvez, por isso, seja lembrada, até hoje, nas redes sociais e na memória de todos os sambistas como uma grande rainha que o Carnaval de São Paulo teve.

Mas este sucesso e glamour não afastam os problemas que nós, simples mortais, temos que enfrentar no cotidiano.

Em uma conversa especial com a bela, acabei me emocionando com sua história de vida, pois até hoje ninguém entendeu o seu afastamento do Carnaval.

Pela primeira vez e com exclusividade ao SRZD-Carnaval/SP, Juliana abre o coração e revela os motivos que a levaram a abandonar a carreira no instante em que vivia, aparentemente, um grande momento.

Início

Foto: DivulgaçãoIniciamos nossa conversa falando de sua adolescência. A musa me contou que teve muitos sonhos e que conseguiu realizar praticamente todos. Com quinze anos de idade, foi eleita a garota "Exaltasamba", um dos grupos de pagode em bastante evidência na época. Já maior de idade, em 1999, resolveu participar do concurso para escolha da rainha da bateria da escola de samba de seu coração, a Gaviões da Fiel.

"Vivi exclusivamente da dança. Além de apresentações na televisão, fiz diversos trabalhos como modelo e várias viagens internacionais para a Rússia, Japão, África do Sul e Estados Unidos", afirma.

Desilusão

Aos vinte e dois anos, uma grande perda abalou a rainha. A morte de Willians, companheiro em que viveu cinco anos inesquecíveis foi um golpe muito duro que inegavelmente mudaria o rumo de sua trajetória.

"Foi o grande homem da minha vida dela. Foram cinco anos maravilhosos entre namoro, noivado e casamento", revela.

A alegria que ela precisava transmitir para o público não condizia com a sua realidade. Um turbilhão de anseios, dúvidas e incertezas levaram a rainha a questionar sua razão de viver.

Afastamento

Um tempo depois e buscando seguir sua caminhada, Juliana se envolveu com  outra pessoa. No início a aposta de que o novo relacionamento poderia ser um caminho de retomada de forças para a volta dos bons momentos.

Infelizmente a nova fase trouxe uma série de complicações e desavenças e o consequente afastamento do Carnaval em 2006. Neste momento, Juliana priorizou novos caminhos.

"Tive que mudar de profissão. No começo foi muito difícil se adaptar com a nova vida. Resolvi estudar e fiz duas faculdades, psicologia e pedagodia".

Depressão e complicações de saúde

Emocionada, Juliana revela ao SRZD-Carnaval/SP que sofreu depressão profunda e que desde 2008 faz tratamento para se recuperar totalmente.

"Essas complicações fizeram meu esposo me abandonar sozinha, doente e longe dos amigos. Essa foi a postura do homem que contribuiu para que eu parasse com o samba e tudo na minha vida", explica Juliana que sofre de bulimia nervosa.

Do retorno

Foto: DivulgaçãoAtualmente, Juliana é professora de cidadania e cultura afro-brasileira e afirma que este tempo em que ficou distante da folia serviu para amadurecer.

"Amadureci muito. Acabei construindo um pensamento crítico e consegui analisar de maneira mais racional tudo o que passei", afirma.

A vida é feita de escolhas que resultam em acertos e erros. Sambar sempre foi o maior prazer de Juliana. Mais do que lhe conceder prêmios, notoriedade e reconhecimento, o samba sempre foi o combustível que colocou o sorriso em seu rosto e a alegria em seu coração.

Após passar por altos e baixos e se afastar da folia devido a um relacionamento, a rainha que encantou o samba paulistano na década passada anuncia que está se preparando para voltar para a avenida.

"O mais importante é sentir motivação para fazer algo. O Carnaval é algo especial em minha vida, por isso, quero voltar e estou me preparando para este final feliz", finaliza Juliana.            


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09/04/2013 00h17

Diego Silva: grande revelação entre os novos mestres de bateria
Julio César

Foto: Fabio RobustelliQuando resolvi escrever aqui no SRZD-Carnaval/SP, o objetivo inicial era mostrar as grandes rainhas e musas que demonstram através de seus pés o verdadeiro samba que nasce na alma de uma passista.

Mas atrás de uma grande rainha, vem uma legião de pessoas. Uma delas, é o mestre de bateria, figura essencial para o desenvolvimento do seu samba, pois é ele que comanda o ritmo alucinante que torna a dança da passista uma arte.
 
São Paulo, assim como na cidade do Rio de Janeiro, consagrou vários mestres de bateria, dentre o mais renomados, Mestre Tadeu que comanda há quarenta anos a bateria da tradicional Vai-Vai, Mestre Sombra, que está a frente da bateria da Mocidade alegre há dez anos, Mestre Juca, símbolo no comando da batucada da Águia de Ouro nos últimos vinte um anos, entre outros.

Falar desses profissionais ou de qualquer outro mestre que está no grupo especial de São Paulo, seria tarefa fácil, pois todos são profissionais de primeiríssima qualidade, unanimidades e exemplos a serem seguidos por novos diretores. Chegar no grupo de elite do samba paulistano, não é missão fácil e permanecer por longos anos, é ainda mais difícil.

Numa dessas minhas visitas para descobrir novas mulatas para shows de Carnaval, conheci, há cerca de três anos,  um jovem talento de apenas vinte anos que comandava a bateria de uma escola do Grupo 1, desfile organizado pela União das Escolas de Samba Paulistanas, Uesp.

Acostumado com baterias do grupo especial, confesso que fiquei impressionado com a maneira com que aquele rapaz conduzia tudo. O ritmo era contagiante e seu trabalho tinha qualidade. Senti naquele momento, como se estivesse vendo o que vejo nas grandes rainhas, um brilho diferente de talento e vocação.

Seu nome, Diego Silva. Tem apenas vinte e três anos de idade. Estreou como mestre de bateria da Estrela Terceiro Milênio, agremiação que faz parte do grupo de acesso. Em 2008, quando tinha apenas dezoito anos, estreou e recebeu a nota máxima dos jurados.

Sem sombra de dúvidas estamos diante de um jovem talento que não demorará muito a brilhar no grupo especial de São Paulo.

Para saber um pouco mais sobre a trajetória e o trabalho do mestre Diego Silva, confira a entrevista na íntegra:

Foto: Fabio Robustelli

Julio César - SRZD: Como foi seu primeiro contato com a batucada?

Mestre Diego: Eu conheci a musica aos catorze anos de idade em um projeto de percussão na escola publica em que me formei. E neste projeto os instrumentos eram reciclados. Usávamos caixa de papelão, lata de tinta, latinha com arroz e baquetas caseiras. Depois de um ano no projeto, ganhamos instrumentos novos, vieram novos profissionais e estudei até me tornar educador.

Julio César - SRZD: Você entrou para bateria? Como se tornou mestre?

Mestre Diego: Conheci a Estrela do Terceiro Milênio através deste curso em 2006 e o educador deste projeto foi quem me apresentou a escola. Hoje ele faz parte da diretoria da minha bateria. Comecei tocando surdo de segunda, no ano seguinte toquei caixa. Aos poucos fui ganhando espaço na escola. Assumi a bateria no dia do desfile no ano de 2008 aos meus dezoito anos de idade. Neste ano fomos campeões e a bateria trouxe a nota máxima. Neste Carnaval o atual mestre havia desistido do trabalho na semana do desfile e a diretoria me confiou o cargo. Foi ai que comecei a condução a frente da bateria e um trabalho de mudar as características da mesma.

Julio César - SRZD: Qual a maior dificuldade encontrada no início de sua trajetória como comandante da bateria da Estrela do Terceiro Milênio?

Mestre Diego: Minha bateria é formada por 65% de jovens de doze a dezoito anos. A equipe de diretores de bateria também é jovem, a faixa etária é de dezoito a vinta e sete anos. Um lado bem positivo de trabalhar com equipe jovem é que consigo mais versatilidade e facilita bastante a parte de criação e inovação. A maior dificuldade foi a questão do preconceito, alguns ritmistas mais velhos  não aceitavam meus ensinamentos por eu ser mais novo que eles. Mas isso foi contornado e hoje todos me respeitam.

Julio César - SRZD: Eu vejo em seu trabalho atual a mesma disciplina de trabalhos realizados por grandes mestres. Como você consegue isso?

Mestre Diego: Venho aprimorando meus conhecimentos com estudos em conjunto de alguns músicos, percussionistas, mestres de baterias de outras escolas e acompanhando as tendências dos Carnavais.

Julio César - SRZD: Como sobrevive um mestre de bateria? A escola paga salário ou busca recursos em outra profissão?

Mestre Diego: Trabalho com Vendedor Técnico no ramo de Automação Industrial e almejo este ano voltar a faculdade, concluir o curso de engenharia. E também continuar estudando musica.

Júlio César - SRZD: Assim como outros mestres, você deve ter seus objetivos. Quais são seus principais neste momento?

Mestre Diego: O meu objetivo é levar a escola ao grupo especial e trazer a nota. Almejo também o prêmio de melhor bateria do grupo de acesso.

Júlio César - SRZD: Você se inspira ou inspirou em alguém para compor o seu trabalho?

Mestre Diego: Eu me inspiro nas tendências e evoluções dos Carnavais. Neste ano a composição das bossas foram feitas em conjunto com meus diretores de bateria. Diferente dos anos anteriores, quando eu fazia este trabalho de criação sozinho. Acho mais produtivo e funcional dividir essa responsabilidade com eles, pois, assim eu estimulo minha equipe e acaba sendo mais gratificante ainda o resultado.

Julio César - SRZD: O que você acha indispensável em uma bateria de escola de samba?

Mestre Diego: Todos sabem que cada bateria tem sua característica, então, não pode faltar inovação, criação e a bateria usar o seu poder de dar ênfase no samba-enredo, mostrando sua identidade. Isso faz com que automaticamente a comunidade e público no dia do desfile interajam facilmente com toda a escola.

Foto: Fabio RobustelliJulio César - SRZD: Você acha justa a forma de julgamento atual do quesito bateria?

Mestre Diego: Acredito que a tendência seja um julgamento cada vez mais justo, pois a Liga das Escolas de Samba de São Paulo apresentou este ano um projeto que visa mais transparência e clareza para todos os quesitos, ficando mais claro o que se julga e o que não se julga. Além de que este ano o curso de jurados este mais estruturado com materiais, reuniões com os mestres e o responsável pelo curso (Baggio) e até foi formada uma bateria base no Anhembi para que os jurados pudessem entender melhor os pontos de uma bateria. Isso contribui no meu crescimento, pois, dessa forma sei qual o caminho devo tomar e o que posso levar de proposta para avenida.
 
Julio César - SRZD: Tive a oportunidade de convidar você para alguns trabalhos e o que mais me chamou atenção foi a postura e disciplina de seus ritmistas. Como consegue manter esta linha?

Mestre Diego: Minha bateria é formada por grande parte de jovens e muitos deles são meus amigos fora da escola. Apesar de que na atualidade as proporções de jovens que iniciam com a bebida cedo estarem crescendo, meu grupo é bem disciplinado. Eu tento mostrar diariamente a eles que precisamos mostrar responsabilidade, que existe um contrato a ser honrado e que uma falha como essa comprometerá uma próxima contratação, que existe um compromisso a ser cumprido com o contratante e com a escola também. Levo este aprendizado não só para a bateria show e sim para todo o grupo, pois, não se pode desfilar desconcentrado e muito menos alcoolizado porque isso certamente comprometerá o trabalho feito o ano todo e o resultado final.

Julio César - SRZD: O que é uma bateria nota 10 para você e a qual mestre merece este conceito?

Mestre Diego: Bateria nota 10 é para mim é a que dá sustentação para o canto da escola e da ênfase no samba enredo com bossas, breques ou passagens. Uma bateria disciplinada, unida, que serve de exemplo, estímulo e de orgulho para a comunidade. Um mestre nota 10 é o meu grande amigo Mestre Carlão, que vem conseguindo juntar todos estes ingredientes essenciais citados acima em seu trabalho.

Julio César - SRZD: Deixe uma mensagem para aqueles ritmistas que estão começando agora.

Mestre Diego: Eu diria que é necessário ter perseverança, pé no chão e que esteja sempre com a consciência limpa de que fez o seu melhor com as condições que lhe foi dada. E que o importante é o projeto, o trabalho que está sendo desenvolvido e que o resultado disso muitas vezes é de médio a longo prazo. E uma boa sorte.

* Crédito das Fotos: Fabio Robustelli


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07/03/2013 15h43

Lanna Moraes é destaque em evento do SBT
Julio César

Foto: Fabio RobustelliPara quem pensa que a participação das musas do Carnaval termina no desfile das campeãs, se enganou. Muitas levam a magia do maior espetáculo cultural do planeta para os quatro cantos do mundo o ano inteiro.

É o caso de Lanna Moraes, musa da bi-campeã do grupo especial Mocidade Alegre, que além de fazer bonito na avenida, possui

uma carreira intensa com diversas apresentações em eventos no Brasil em vários países.

Lanna Moraes, é um exemplo de carreira bem sucedida dentro e fora da avenida. No ano 2000, ela viajou para o Japão onde fez turnê no país começando pela cidade de Gifu-Kel e terminando na capital Tóquio. Ao passar pela cidade de Asakusa onde se
concentra o maior Carnaval de Tóquio, foi eleita Rainha do Carnaval da cidade, única brasileira a conseguir este feito.

Do Japão, a musa não parou mais, já morou na Itália, Espanha, Rússia, África do Sul, Angola e esteve recentemente no Líbano fazendo participações especais em grandes ações.

Já no Brasil, em 2008, ingressou na Mocidade Alegre como passista. Com a experiência adquirida na carreira, somado ao seu samba no pé e carisma, não demorou a crescer.

No ano de 2009, foi promovida ao posto de musa da "Morada do Samba". No mesmo ano, ficou em segundo lugar no concurso "Musa do Caldeirão", atração de Luciano Huck, na "Rede Globo".

Acredito que um dos grandes desafios em sua carreira tenha sido participar do concurso para eleição da rainha do Carnaval de São Paulo em 2011. Fazia mais de dez anos que a Mocidade não enviava candidatas para participar do concorrida disputa.

Mais uma vez a estrela de Lanna brilhou. Com uma apresentação perfeita, traje de noite impecável e com uma comunicação que fez a diferença ao convidar em várias línguas a todas as nações e povos para assitir ao Carnaval, ela encantou a plateia.

Com estética corporal espetacular, samba no pé, e usando uma das melhores fantasias já vistas no concurso, Lanna se consagrou como princesa do Carnaval paulistano de 2011.

Todas essas conquistas, aliadas a seu profissionalismo, humildade e determinação, resultam em vários convites para shows e eventos diversos.

Na madrugada desta quinta-feira, 7, em um salão de festas na zona norte da cidade, Lanna foi a musa escolhida para homenagear o Rabito, cão que é personagem da nova infantil Carrossel, sucesso do "SBT".

Extrovertida, Lanna brincou com as crianças e concedeu entrevistas a vários veículos de comunicação que fizeram a cobertura da festa.

O grande momento foi quando, ao som da bateria "Vem Pro Batuque", Lanna acabou surpreendendo a todos ao sair de um enorme do tubo da Well Brasil com o cachorro famoso.

Carismática, ela interagiu com todos os atores da novela e colocou todos para sambar. Ser passista ou musa do Carnaval vai muito além de colocar uma fantasia e sambar, é preciso ter classe, elegância, carisma, profissionalismo para atuar com humildade em diversas ocasiões.

Parabéns Lanna Moraes!

Foto: Fabio Robustelli

Fotos: Fabio Robustelli


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22/02/2013 12h31

Solange Cruz: porta-voz de uma comunidade!
Julio César

Foto: Jefferson Pancieri - SPTuris

Ela é mulher, mãe, esposa, amiga, sambista e presidente da escola de samba Mocidade Alegre. Minha inspiração para escrever sobre ela veio depois que percebi um de seus principais diferenciais. Solange Cruz é porta-voz de uma comunidade, ou seja, valoriza os verdadeiros artistas do maior espetáculo da terra.

Em tempos em que nas buscas de internet só encontramos menções ao Carnaval em citações a pessoas com destaque nos meios de comunicação e celebridades, o trabalho de Solange no comando da "Morada do Samba" é raro nos dias atuais e deve ser visto como exemplo. Não apenas pelos resultados mas pelo modelo e formato de gestão.

Solange conseguiu manter a tradição sem parar no tempo. Sua direção firme e elogiada por integrantes de diversas escolas traz números incríveis. Dos últimos dez anos, sua escola, ou melhor, a agremiação que comanda, uma vez que ela faz questão de dizer que não é dona de escola alguma, venceu cinco campeonatos com desfiles impecáveis. Mais do que os resultados positivos, a conquista maior pode ser sentida ao olhar a face de cada componente da escola. Se não todos, a maior parte dos desfilantes e componentes possuem grande admiração e carinho pela presidente.

Mesmo não atendendo aos apelos da mídia, Solange chegou ao estrelato sem nunca precisar de uma famosa ou artista ocupando posto de rainha de bateria ou qualquer outro lugar do desfile da Mocidade.

O objetivo deste texto não é de exaltar a Solange, que merecidamente é digna de diversos elogios, mas sim de mostrar que com liderança, profissionalismo, determinação e principalmente respeito a uma comunidade, é possível fazer e vencer no Carnaval.

Parabéns Solange e família Mocidade Alegre!

Quem desfila na Mocidade Alegre deve sentir muito orgulho de você, afinal, com o seu carisma e preocupação diária com a família Mocidade Alegre, definitivamente você conquistou e seduziu todos aqueles que tem a verdadeira raiz do samba no coração.


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05/02/2013 01h14

Camila Silva brilha em lançamento de revista do Carnaval 2013
Julio César

Foto: Renato CiprianoFeijoada, samba e Carnaval marcaram a festa de lançamento da décima segunda edição da revista "Sampa Carnaval e Turismo".

O bar "Devassa Bela Cintra" foi o palco escolhido para receber convidados ilustres do samba paulistano na tarde do último
sábado, 2 de fevereiro.

Destaque de capa da tradicional publicação que exalta a cultura popular brasileira, Camila Silva, rainha de bateria da Vai-Vai e da Mocidade Independente de Padre Miguel, que esbanjou simpatia e carisma ao receber amigos e apoiadores.

Entre os presentes, destaque para Lilian Bragança, passista renomada da Vai-Vai e musa do Carnaval de 2010", Roberta Kelly, rainha do Carnaval paulistano de 2007, Duda Ribeiro, Embaixadora do Samba, Gabriela Viana, musa do Carnaval de 2009 e apresentadora da 'JustTV' e do cantor e secretário de promoção da igualdade racial da capital paulista, Netinho de Paula.

Déborah Caetano, rainha da tradicional Nenê de Vila Matilde e Cinthia Santos, madrinha da Águia de Ouro também marcaram presença.

"Estou muito feliz. Agradeço a todos que me apoiaram e que estão ao meu lado em todos os momentos. Estou realizando sonhos e devo isso a Deus e muitas pessoas que me ajudam", afirma a morena que comemorou mais uma conquista ao som da bateria da Saracura.

Confira algumas imagens do evento:

Foto: Julio César

Foto: Renato Cipriano

Fotos: Renato Cipriano e Julio César

Fotos: Renato Cipriano e Julio César



18/01/2013 15h55

'Temos uma corte renovada', diz blogueiro do SRZD-Carnaval/SP
Júlio César

Foto: Raul Machado - SRZD

Para quem esteve no Anhembi e achava que ia ver veteranas do samba disputando o título de rainha do Carnaval de São Paulo de 2013, se enganou.

A disputa foi marcada pela renovação. É isso mesmo. Caras novas e um perfil mais alto e magro surpreenderam o grande público.

Mas o que teria espantado as renomadas mulatas da disputa? Em conversa informal com algumas das beldades, ouvi argumentos de que o resultado da ultima eleição indicou que o concurso está em nova fase, buscando caras novas.

Outras passistas alegaram stress, outras prioridades e até mesmo a opção por concorrer em 2014, ano de copa, o que poderá trazer mais visibilidade a corte.

É fato que a falta de algumas virou notícia entre o público, mas não comprometeu a eleição que mesmo com muitas candidatas estreantes, conseguiu proporcionar ao público presente um bom espetáculo.

- Confira a galeria de fotos do evento

- Sobre a produção

As candidatas estavam bem niveladas quanto a escolha dos vestidos de noite, porém, Ariellen, foi mais feliz na escolha e se saiu melhor neste quesito com um vestido todo bordado em pedrarias, dando um tom de verde bem especial. Brilhantemente, jogou os cabelos para alto e acertou na maquiagem, fatores que a deixaram com um rosto de boneca. Na hora de se comunicar, demonstrou segurança e tranqüilidade.

- Fantasia

No quesito fantasia que não conta ponto, o faisão albino na cabeça foi à pena da vez e acabou deixando tudo muito parecido entre as concorrentes, fazendo com que o samba no pé, indispensável para a garantia de uma boa nota no quesito.

Estética corporal e samba no pé

No quesito estética corporal, me chamou bastante atenção o perfil da maioria das candidatas. A maioria adeptas a malhação, mas sem exageros.

Um dos pontos mais baixos do concurso talvez tenha sido a falta de samba no pé da maioria das candidatas, exceção a representante da Nenê de Vila Matilde, Kimberlyn , que mesmo faltando um pouco de postura em sua entrada e com os braços não tão alinhados, conseguiu sambar rasgado e garantiu o segundo melhor samba da noite.

Já a candidata Ariellen, da Camisa Verde e Branco, não teve nenhuma dificuldade para mostrar seu talento com samba. Com uma postura impecável, soube fazer uma entrada forte, expressando postura de rainha ao saudar bateria e jurados. Sempre com leveza nos braços, manteve os mesmos muito bem alinhados, exibindo algumas gingas
tradicionais do samba. Ovacionada pela plateia e torcida, garantiu a melhor apresentação da noite.

- Da coroação

O titulo de segunda princesa ficou Jéssica Silva, de 19 anos, representante da Leandro de Itaquera. O que mais me chamou atenção na candidata, foi a beleza facial e corporal. Mesmo demonstrando um pouco de nervosismo em sua apresentação, mereceu integrar a corte.

Kimberlyn Muriel Adabe Santos, representante da Nenê de Vila Matilde, ficou com a faixa de primeira princesa. Sua apresentação sem dúvida alguma foi a segunda melhor da noite, mesmo com toda tensão por estar concorrendo pela primeira vez. Na hora do samba no pé, mostrou um sincronismo perfeito.

O título de rainha ficou com a representante do Camisa verde e branco, Ariellen de 24 anos. Impecável, ela acertou em tudo. Sempre muito segura, manteve a postura e elegância em todos os momentos.

Ariellen conquista a coroa maior no mesmo ano em que irá reinar a frente da bateria "Furiosa" do Camisa. Em seu currículo, contabiliza
passagens pelas cortes dos Carnavais de Santos e Cubatão.

Gledson Fonseca, integrante da escola de samba Pérola Negra e o mais magro entre os concorrentes, com 101 kg, foi eleito o Rei Momo do Carnaval paulistano de 2013.

- Vídeo: anúncio do resultado e entrevista com a nova corte

Foto: Raul Machado - SRZD

- Análise final

Não dá para negar que o concurso está realmente em nova fase. Antigamente para ser rainha era necessário ter muita experiência.

Com este processo de renovação, passistas em início de carreira estão se candidatando sem o mínimo de preparação, enquanto as mais experientes estão deixando o sonho de lado ou optando por outros caminhos.

O nível de produção também caiu um pouco. As fórmulas começam a ficar repetidas, os vestidos são os mesmos já vistos em concursos anteriores e as fantasias já não causam impacto como anteriormente.

O samba no pé rasgado foi executado com perfeição somente pela rainha e pela primeira princesa, fato que preocupa, pois as outras candidatas não demonstraram técnica neste importante quesito.

A organização do concurso que chegou a sua 56ª edição está de parabéns. Tudo muito rápido, objetivo, terminando antes da meia noite e deixando a nítida impressão quanto a transparência e credibilidade na escolha dos vencedores.

Só me resta dizer a meninas o que eu sempre disse e aproveito para reafirmar aqui, através do SRZD-Carnaval/SP.

"Cada uma tem o seu momento. Veterana ou novata, se sua estrela tiver que  brilhar, ela irá brilhar."

Desejo toda sorte do mundo a nova corte de 2013 e deixo os meus parabéns a todos os candidatos e candidatas as que participaram. Todos são vencedores.


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21/11/2012 00h45

Camila Silva: exemplo de rainha para o Carnaval
Julio César

Foto: Camila Silva - Acervo Pessoal

Quem acompanha minha história, sabe da minha eterna admiração e vocação para perceber quando uma mulher tem a verdadeira vocação para se tornar uma grande rainha.
 
Na minha trajetória, já recorri muitas vezes a musas do Rio de Janeiro para qualificar o elenco dos meus shows que normalmente são constituídos por sambistas de todo o país.
 
Em 2006, enfrentei um grande protesto das rainhas paulistanas por colocar a Ex-BBB Jaqueline Faria como rainha absoluta do meu projeto. Fui muito criticado por dizer que naquele momento ela era o melhor exemplo de rainha. Dentro suas qualidades, o samba no pé, postura e a beleza da mulata, o conjunto era perfeito. Fato não confirmado só por mim, mas também pelo próprio estado que a elegeu em 2005, como musa do Carnaval. Em 2007, se consagrou como rainha do Carnaval.
 
Como procuro manter uma imparcialidade dentro todos os anos de desfiles, nunca me associei a nenhuma escola dentro de qualquer estado e mesmo sendo paulistano, não vi nenhum problema em eleger uma carioca como a melhor rainha do Brasil. Até hoje pago um preço muito alto por este fato.
 
É muito complicado falar sobre quem é melhor rainha de bateria. Até mesmo pelo fato de que existem as rainhas das comunidades e as atrações midiáticas.
 
Infelizmente, no Brasil, muitas injustiças e fatos são distorcidos, onde muitas vezes, diversos profissionais acabam não ocupando o lugar que é seu por mérito.
 
O mesmo ocorre com o posto de rainha de bateria de uma escola de samba. Mesmo a própria comunidade que sabe que uma qualidade essencial é ter o samba no pé, postura e elegância para ocupar o posto, as direções das agremiações deixam isso de lado quando a candidata não é conhecida na mídia ou famosa.
 
Rainha de bateria tem que ter samba no pé. O samba verdadeiro, um tufão nos pés e quadris, chamado na gíria popular de " Samba rasgado", muito diferente do samba de pagode, geralmente exibido pela maioria das musas da atualidade.

Foto: Camila Silva - Acervo pessoal
 
Ao ler comentários de paulistas e cariocas sobre a notícia da oficialização de Camila Silva, sambista consagrada em São Paulo como rainha absoluta a frente da batucada da tradicional Mocidade Independente de Padre Miguel, fiquei muito assustado ao perceber que as pessoas estão mais preocupadas com o que ela é na mídia e sobre seu estado de origem do que com suas qualidades para ser rainha da agremiação.

Os valores estão invertidos. A sociedade em geral precisa tomar cuidado ao se posicionar desta maneira, afinal de contas, estar na televisão não quer dizer que você tenha vocação para assumir um cargo tão importante no samba.
 
Temos que entender uma coisa. Independente de ser famosa ou não, a rainha tem que ter samba no pé, portanto, antes de julgar qualquer passista, procure saber seu histórico e trajetória no mundo do samba.
 
Eu não vou dizer que Camila Silva é a melhor rainha de bateria do Brasil. De São Paulo sem dúvidas ela é.

Mas uma coisa eu tenho certeza. Quando ela pisar na Sapucaí, a terra vai tremer com seu samba forte e intenso, qualidades que vejo de sobra nas passistas cariocas, mas que por opção dos dirigentes, estão ausentes das baterias.

Eu não estou querendo dizer que as rainhas de bateria de São Paulo, são melhores ou piores que as do Rio de Janeiro. Ambos os estados são ricos em sambistas. Talvez este momento seja oportuno para uma reflexão sobre o assunto.

O Carnaval é brasileiro. A união faz força. Devemos incluir e não excluir. O espaço a frente das sinfonias dos desfiles devem sempre ser destinados a pessoas que possam honrar as comunidades e o pavilhão maior das entidades.

Fico na torcida para que as escolas de samba valorizem as rainhas que trazem na alma o espírito e a essência dos verdadeiros sambistas.


Leia também:

- Camila Silva é nova rainha da Mocidade Independente

- 'Nunca pisei na Sapucaí', diz Camila Silva


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03/10/2012 18h58

Camisa Verde e Branco monta super corte de bateria para 2013
Julio César

Foto: Acervo Pessoal - Julio CésarEm uma visita a quadra da escola de samba Camisa Verde e Branco em festa realizada para a escolha do hino que irá embalar próximo desfile do "Trevo", fiquei impressionado com a corte de bateria que a verde e branca montou para o Carnaval de 2013.
 
O ritmo contagiante da batucada furiosa, embalava o samba no pé das musas que foram escolhidas para reinar na folia do próximo ano. São três sambistas de primeira linha e uma atração midiática. 
 
Rainha de bateria
 
A convite da escola, Ariellen Domiciano, de 23 anos, desfilará pela primeira vez como rainha. Sua escolha não ocorreu a toa. Antes de ocupar este desejado posto, Ariellen desfila por agremiações do litoral sul da cidade e já foi rainha do Carnaval de Santos em 2008 e princesa do Carnaval de Cubatão em 2010.
 
Além de muita simpatia, ela tem postura e total segurança para se comunicar, demonstrando estar muito feliz e totalmente consciente de sua responsabilidade em uma das escolas mais tradicionais de São Paulo.
 
Com samba no pé muito forte, beleza e elegância, seu conjunto é tecnicamente perfeito para brilhar na passarela do Anhembi em 2013.
 
Madrinha
 
Desfilando nos anos de 2011 e 2012 como rainha, Joice Costa, como boa anfitriã que é, para o Carnaval 2013, desfilará como madrinha da bateria, um cargo tido por muitos como eterno.
 
Acredito que o fato de Joyce ter representado muito bem seu pavilhão nos dois anos que atuou como rainha, contribuíram para seu reconhecimento e consolidação como uma das grandes passistas da atualidade.
 
Atual segunda princesa do Carnaval paulistano, ela é fiel ao pavilhão da escola ao atuar em praticamente todos os ensaios, eventos e eventos com humildade e postura impecável perante a toda comunidade do samba.
 
Musa
 
Renata Souza já desfilou anteriormente no Camisa em  2008 como  rainha da bateria, ano em que fez grande sucesso ao ser eleita segunda princesa do Carnaval de São Paulo e musa do programa "Caldeirão do Huck" na "Rede Globo". Em 2009, desfilou como madrinha.
 
Quando há vi pela primeira vez, fiquei impressionado com sua beleza, e percebi que não se tratava apenas de mais um rosto e corpo bonito. Além da beleza, Renata tinha muito samba no pé e todas as qualidades possíveis para brilhar diante da batucada.
 
Com tantas qualidades, acredito que já passou da hora de Renata ser consagrada como rainha do Carnaval de São Paulo. Pronta ela já está há muito tempo. 
 
Princesa
 
Fernanda Passos, eleita gata do Paulistão de 2010, pelo segundo ano consecutivo foi escolhida como a atração midiática para ocupar o posto de princesa da bateria. Em 2012, ela foi manchete nos meios de comunicação por deixar os seios à mostra no desfile.

Foto: Acervo Pessoal - Julio César
- A direita acima, ao lado da bateria: Joice Costa (madrinha); 
- A esquerda. abaixo da bateria: Fernanda Passos (princesa);
- Ao centro: Renata Souza (musa);
- A direita abaixo: Ariellen Domiciano (rainha).

Outros destaques
 
Durante a festa, a quadra da escola na Barra-funda recebeu grande público. Musas de outras entidades, como a rainha Camila Silva do Vai Vai, marcaram presença.        
 
Duda Ribeiro eleita "Embaixatriz do Samba" e também conhecida como "Pastora do Cordão Camisa Verde", demonstrou toda a sua simpatia e beleza para conduzir com maestria as apresentações.
 
Jeferson, gerente da "4 Estações", loja que além de fornece materiais de qualidade para entidades carnavalescas e apoia as principais rainhas de bateria com a confecção de seus figurinos também prestigiou a festividade e não poupou eleogios a corte de bateria do "Trevo".

Breve visitaremos outras escolas de samba da folia paulistana para acompanhar de perto os preparativos dos passistas para mais um Carnaval.

Crédito das fotos - Fabio Robustelli


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29/08/2012 09h33

Viviane Araújo: uma das rainhas de maior popularidade do Carnaval
Júlio César

Foto: Arquivo SRZDEleita pelo público como o maior destaque do desfile da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, Viviane Araújo faturou o
Prêmio SRZD-Carnaval 2012 e se consagrou como uma das rainhas de bateria de maior popularidade no Brasil.

Participando dos desfiles a dezesseis anos, Viviane se transformou em símbolo da maior festa cultural do planeta, o Carnaval.

Dona de um currículo espetacular no mundo do samba, a bela morena ganhou grande destaque na mídia ao participar da quinta edição do reality show "A Fazenda" da "TV Record", atração que terá desfecho na noite desta quarta-feira, dia 29.

Eu que sempre defendi a postura, elegância, simpatia e samba no pé como quesitos indispensáveis para que uma mulher se torne uma uma grande rainha de bateria, afirmo que tais elementos, quando são incorporados de forma verdadeira a quem de fato acredita em seu potencial e faz tudo com amor, as qualidades se tornam presentes de forma natural não apenas na passarela do samba mas na passarela da vida.

Ser rainha de bateria vai muito mais além do que colocar um biquini ou roupa decotada e exibir um belo corpo. Tem que ter carisma, caráter, humildade e determinação para conseguir ser admirada por sua comunidade, representar um pavilhão e consequentemente, atrair milhares de admiradores e seguidores.

Foto: Acervo Well BrasilRespeitada e admirada pelas novas gerações de rainhas, musas e madrinhas, Viviane atualmente desfila como rainha de bateria em São Paulo, pela Mancha Verde e no Rio de Janeiro,no Salgueiro. Além de conquistar um espaço no coração de ambas as comunidades, sua participação no programa rendeu mais uma conquista: a torcida e o carinho de uma legião de torcedores que puderam conhecer uma Viviane além das avenidas de desfile.

Como eterno defensor da classe sambista, eu não poderia deixar de dizer que a participação de Viviane Araújo no reality, mostra claramente o que por trás de uma sambista de verdade, existe muito mais do que um corpo bonito e atraente.

Atrás do brilho, plumas, pedrarias, maquiagem e saltos altíssimos, esconde-se um ser humano que além de representar muito bem a cultura no nosso país, possui sentimento, sonhos, medos, virtudes, defeitos e acima de tudo determinação e vontade de vencer.

Seja qual for o resultado, Viviane Araújo que já tem seu nome escrito na história dos desfiles das escolas de samba, proporcionou aos telespectadores que acompanharam o reality, a sensação e a emoção do Carnaval em um período bem distante da festa de momo.

Independente de se consagrar vencedora e faturar o prêmio de dois milhões de reais, a maior consagração foi aproveitar com sabedoria o espaço e mostrar na televisão a sua real personalidade.


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16/08/2012 16h41

Simone Sampaio: a rainha guerreira do Carnaval
Julio César

Foto: Acervo Pessoal - Simone SampaioDotada de um currículo de sucesso no Carnaval paulistano, a atriz e modelo Simone Sampaio, teve seu primeiro contato com o mundo do samba em 1995, ano em que desfilou pela primeira vez na Unidos de Vila Maria.

Já em 1996, participou do concurso "Rainha do Carnaval de São Paulo".

Mesmo achando ela uma das mais lindas  mulatas do concurso, uma vez que tive a chance de acompanhar a festa de perto, a bela teve boa atuação, mas não conseguiu entrar para corte. Ainda não era o momento.

Em 1997, viajou para Itália para trabalhar com a companhia de Dona Solange, conhecida por transformar simples passistas em mulheres elegantes, disciplinadas e excelentes sambistas. Em conjunto com outros dançarinos, participou de diversos espetáculos.

Com apenas um ano no exterior, Simone voltou ainda mais bela. Ao ser apresentada na tradicional Nenê de Vila Matilde, foi convidada para concorrer a coroa maior da folia paulistana.

O retorno ao concurso proporcionou não apenas o título de rainha do Carnaval de 1998 e 1999, mas a conquista da simpatia e admiração de sambistas de diversas escolas. 

Foram dois anos emocionantes. Sua maior concorrente na época era a bela Ivi Margarete Mesquita. Ambas protagonizaram momentos inesquecíveis. O público vibrava e aplaudia de pé o duelo destas grandes passistas.

Anos mais tarde, Simone se consagrou também como "Rainha das Rainhas" (título obtido depois de reinar por três anos a frente da corte paulistana nos anos de 1998 e 1999), sem contar as diversas premiações em concursos paralelos promovidos por jornais, revistas e programas de televisão.

Sucesso na passarela do samba e nos principais concursos de Carnaval, não demorou para surgir oportunidades para trabalhos na televisão. Formada em jornalismo, Simone se consolidou na telinha como assistente de palco ao lado do comunicador Raul Gil, estrela "SBT". Sua boa forma chamou a atenção da cúpula da "TV Record" que fez o convite para a sua participação no reality show "A Fazenda".

No programa, Simone mostrou ao grande público, todas as suas qualidades já conhecidas pelos sambistas. Simpatia inegável, beleza, temperamento aguerrido, espírito de equipe e uma personalidade única.

Foto: DivulgaçãoMais do que estar em evidência na mídia, Simome Sampaio, que atualmente é rainha de bateria da Dragões da Real, levou para milhares de telespectadores uma explosão de alegria, sensualidade e beleza, características da maior festa cultural do planeta, o Carnaval.

Aos 34 anos, e com 68 quilos e 1,76m, Simone Sampaio escreveu seu nome na história do Carnaval paulistano. Respeitada e admirada pelas novas gerações de rainhas, musas e madrinhas, Simone é símbolo de categoria e excelência ao sambar e se comprometer incondicionalmente em tudo aquilo que se propõe a fazer. Merece sempre a nossa torcida.


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25/04/2012 17h24

Conheça o primeiro rei de bateria reconhecido pelo Guiness Book Brasil
Julio César

Foto: Acervo Pessoal - Daniel ManzioniComo tema de nossa coluna desta semana, vamos prestar uma homenagem a um importante destaque do Carnaval Paulistano que ocupa uma função que tradicionalmente é exercida pelas mulheres.

Além de obter sucesso como empresário, professor de educação física, dançarino, coreógrafo e médico veterinário, Daniel Manzioni ganhou bastante destaque e foi notícias em diversos veículos de comunicação por ser o primeiro rei de bateria do Carnaval, título reconhecido pelo Guiness Book Brasil como o único rei coroado na folia brasileira.

Durante entrevista especial para o SRZD-Carnaval/SP, Daniel revela que começou a reinar a sete anos e já desfilou a frente da bateria das escolas de samba Acadêmicos de São Paulo, Barroca Zona Sul, Combinados do Sapopemba e Acadêmicos do Tatuapé, agremiação em que promete brilhar no grupo especial no próximo ano.

Antes de se tornar rei, contabiliza em sua trajetória dezessete anos de desfiles como destaque de carro, destaque de chão, passista, composição de alegoria e até mesmo como componente em ala.

Abrindo caminho para o coração da escola de samba, Daniel Manzioni venceu preconceitos e serviu de exemplo para vários passistas masculinos nas quadras de ensaios da cidade.

Confira a entrevista na íntegra

SRZD-Carnaval/SP - Como você se tornou rei de bateria?

Daniel Manzioni - Em 2005, desfilei como destaque na Acadêmicos do Tucuruvi. No final do desfile o presidente de uma agremiação filiada a Uesp e ao Pholia, a Acadêmicos de São Paulo, marcou comigo uma reunião onde fui convidado para ser o primeiro rei de bateria do Brasil.

SRZD-Carnaval/SP - Algumas pessoas comentam que para conseguir um posto a frente de uma bateria é necessário pagar ou fazer algum acordo financeiro. Existe isso dentro do mundo do samba? Como você se tornou rei de bateria?

Daniel Manzioni - Olha comigo foi realmente um convite, mas sabemos sim que existe atualmente este pagamento pelo posto, principalmente nas grandes agremiações, onde muitas vezes o valor financeiro serve para ajudar na confecção da fantasia dos ritmistas.

Foto: Acervo Pessoal  -Daniel Manzioni

SRZD-Carnaval/SP - Alguma rainha já se sentiu incomodada por você ocupar uma função que tradicionalmente é ocupada pelo universo feminino? Houve em algum momento algum tipo de rivalidade?

Daniel Manzioni - Das agremiações que passei como rei, nunca. Ao contrário, sempre tive o maior carinho por parte delas e todas são minhas amigas até hoje. Tenho o prazer de encontra-las em eventos, festas e programas de televisão. De outras agremiações pode ser que tenha e eu não saiba, mas como tenho contato com quase todas por redes sociais, creio que não exista incomodo. Esta questão de rivalidade não tem fundamento pois não tiro cargo de ninguém e sim somo a elas. Eu vim para somar, pois uma corte é feita de rei e rainha. Hoje o Carnaval possui um grande contigente de público feminino e GLS e eles também tem o direito de ver um homem sambando para elas. Venho também na avenida ao lado da minha rainha, com fantasia representando o enredo da escola. Em momento algum disse que tiraria o cargo da rainha para estar sozinho a frente da bateria.

SRZD-Carnaval/SP - Como você fez para criar um estilo, uma vez que foi o primeiro rei a frente de uma bateria?

Daniel Manzioni - Por ser pioneiro foi um pouco mais difícil. A inspiração teve que ser interior. Fui tentando misturar coisas que achava importante. Misturei um pouco do samba do malandro com o samba sensual das mulheres fazendo um estilo próprio.

SRZD-Carnaval/SP - No início de sua carreira, os membros da bateria te aceitaram? Existe ou já existiu algum tipo de preconceito?

Daniel Manzioni - No início foi um pouco difícil mas em pouco tempo conquistei minha bateria, pois sou um sambista de respeito tanto com meus mestres e ritmistas como com todas as comunidades que representei, sempre me comportando e sabendo comandar meu título e coroa.

SRZD-Carnaval/SP - Com o passar do tempo você ganhou visibilidade na mídia. O que mudou em sua vida? Deu para ganhar dinheiro como rei?

Daniel Manzioni - O que mudou foi o reconhecimento como artista, sambista e dançarino que sou. Tenho muitos seguidores e fãs do meu trabalho em que agradeço sempre pelo respeito, carinho e consideração. Acredito que muitos passistas masculinos também conseguiram destaque em suas agremiações devido as minhas aparições na mídia. Dinheiro eu nunca ganhei, somente gastei com meus figurinos e fantasia. Financeiramente apenas lucrei com minhas aulas particulares de samba e dança.

Foto: Acervo Pessoal - Daniel Manzioni

SRZD-Carnaval/SP - Como você vê a questão de algumas musas artistas ocupando o posto de rainha de bateria?

Daniel Manzioni - Este é um tema complicado, pois cada um tem um pensamento. Na minha opinião, numa corte precisa ter a rainha que deve ser eleita pela comunidade da agremiação, através de um concurso, pois esta estará sempre comprometida a estar em todos os ensaios, festas e eventos da escola. Já a madrinha pode ser um nome conhecido da mídia e contribuir para uma maior visibilidade da entidade.

SRZD-Carnaval/SP - Algumas rainhas de bateria acabam por posar nua. Você toparia um ensaio nu?

Daniel Manzioni - Já tive convite em 2007 para posar nú em uma conceituada revista masculina, mas na época não aceitei por motivos financeiros. Não tenho problema algum para fazer este trabalho, sendo feito, lógico com respeito e sem vulgaridade.

SRZD-Carnaval/SP - Qual das grandes rainhas você convidaria para desfilar ao seu lado?

Daniel Manzioni - Como sou o primeiro Rei da bateria, gostaria de desfilar ao lado da primeira madrinha famosa de bateria que foi Monique Evans. Outras grandes rainhas que admiro são Viviane Araujo e Camila Silva.

SRZD-Carnaval/SP - As funções de um rei de bateria são as mesmas de uma rainha ou existem diferenças?

Daniel Manzioni - Praticamente são as mesmas. A função é de representar o coração da escola de samba tanto no desfile como em ensaios, eventos de quadra, ensaios técnicos e festas em outras agremiações. A obrigação do rei é receber os componentes comunidade e visitantes com alegria, samba no pé e muito carinho. O rei tem que se portar com muita dignidade, simplicidade e humildade no coração.

SRZD-Carnaval/SP - Como você avalia o seu desfile de 2012?

Daniel Manzioni - Foi um Carnaval difícil financeiramente para minha comunidade, mas que com muita garra, dedicação e união de todos os departamentos da escola, chegamos ao título do grupo de acesso e com isso, desfilaremos no grupo de elite do próximo ano.

SRZD-Carnaval/SP - Qual mensagem você deixa para aqueles que sonham em se tornar um rei de bateria como você?

Daniel Manzioni -  Nunca, mas nunca desista dos seus sonhos e objetivos, pois muita gente pode não acreditar no seu talento e dedicação, mas sempre tem alguém que vai dar valor a você e te dar uma oportunidade. Não deixe que a inveja e as criticas de te esmorecerem nunca pois isso só acontece para te dar ainda mais força para as conquistas. Aproveito a oportunidade para agradecer em especial a duas pessoas que me ajudaram a assumir o título que mantenho há sete anos como rei da bateria e que acreditaram em mim como sambista e principalmente como ser humano. Denis Albert, presidente da Acadêmicos de São Paulo e o carnavalesco Hernane Siqueira.


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26/03/2012 17h25

Viviane Araújo: símbolo do Carnaval brasileiro
Júlio César

Foto: Equipe SRZDEleita pelo público como o maior destaque do desfile da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, Viviane Araújo faturou o Prêmio SRZD-Carnaval 2012 e se consagrou como uma das rainhas de bateria de maior popularidade no Brasil.

Participando dos desfiles a dezesseis anos, Viviane se transformou em símbolo do Carnaval brasileiro.

Dona de um currículo espetacular no mundo do samba, a bela morena iniciou sua trajetória de rainha desfilando no Rio de Janeiro pela Mocidade Independente de Padre Miguel, onde brilhou em 2003, 2005 e 2006.

Em 2008, assumiu o posto de rainha de bateria do Salgueiro, cargo que ocupa até hoje. Em São Paulo, desfila há oito anos pela Mancha Verde.

Figurinos Luxuosos

Uma característica muito forte de Viviane Araújo são as suas fantasias. Sempre bem elaboradas, os figurinos costumam apresentar muito luxo, pedras preciosas e penas de faisão. Entretanto, o que mais me chama atenção é o bom gosto e a criatividade na combinação das cores. Sempre bem assessorada, ela desponta como uma das mulheres mais bem vestidas do Carnaval brasileiro.

O corpo

Dona de um corpo perfeito, ele consegue durante o ano inteiro ter um corpo bem definido, fruto de um trabalho de preparação que inclui aulas de musculação e alimentação balanceada.

A importância da atividade física para uma rainha não é só para ficar bonita no Carnaval. Através dos exercícios físicos constantes, o corpo ganhar resistência necessária para cumprir o tempo do desfile com muita energia. Viviane necessita tudo em dobro devido a sua maratona de apresentações em São Paulo e Rio Janeiro.

Samba no pé

Na eterna polêmica entre as rainhas de bateria das comunidades e dos nomes de destaque da mídia que eventualmente ocupam este cargo, Viviane representa o equilíbrio entre estes dois pontos.

A rainha do Salgueiro e da Mancha Verde contribui trazendo glamour, mídia, e repercussão para as suas agremiações e ainda assim, consegue ter uma postura de rainha. Ela respeita as tradições carnavalescas, participa intensamente dos eventos promovidos pelas entidades e possui um excelente relacionamento com as passistas que integram as escolas de samba.

Além do samba no pé, a elegância, simpatia e uma excelente comunicação são marcas registradas de suas apresentações. Nunca testemunhei um único movimento vulgar em seus ensaios ou desfiles.

 Carnaval 2012

Foto: Acervo Well BrasilNo Carnaval de 2012, Viviane cumpriu com maestria o seu reinado paulistano e carioca.

Em São Paulo na escola de samba Mancha Verde, fez um excelente desfile.

O destaque ficou por conta do tamanho do biquíni que deixou a mostra a sua boa forma da rainha. Bem produzido, o figurino foi ousado, tendo como maior característica as penas de faisões albinos em sua cabeça.

Repare que na composição de sua fantasia, na parte do corpo, ela não exagera nos assessórios. Na cabeça, ela coloca penas maiores que resultam em um visual de bastante glamour. Quem tem corpo impecável não deve encher de assessórios e esconder sua beleza. Os atributos maiores devem ser usados na cabeça ou costas para não esconder o corpo.

Já no Rio de janeiro, desfilando mais um ano pelo Salgueiro que acabou ficando na segunda posição, a bedade estava vestindo uma das fantasias mais belas e mais caras do Carnaval.

Com 1110 penas de faisões e 60 mil cristais, o brilho foi comentado por todos. Estima-se que este figurino tenha um custo de pelo menos 150 mil reais.

Foto: Paola Rhenius

Uma coisa é certa. Por seu carisma, Viviane conquistou um espaço não apenas nas agremiações em que reina, mas no coração de todos aqueles que admiram o Carnaval.

Além de ter a identidade da bateria, a morena já faz parte da história do Carnaval Brasileiro pelo amor e dedicação ao fantástico universo das escolas de samba. Dá gosto ver o quanto ela ama o que faz.


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12/03/2012 01h37

Rainhas de bateria das comunidades se destacam no Carnaval de São Paulo
Julio César

Foto - Acervo Pessoal Julio CesarAtuando há nove anos com musas e rainhas de bateria de São Paulo e do Rio de Janeiro, não tenho como negar que houve um momento que cheguei a acreditar que seria o fim da era das rainhas das comunidades. No entanto, as agremiações paulistanas, em sua maioria, apoiaram musas de suas raízes nos desfiles de 2012.

Somente a Rosas de Ouro, Mancha Verde e Águia de Ouro trouxeram neste ano, junto a seus ritmistas, rainhas ou madrinhas com nomes de destaque da mídia.

Ellen Rocche, em seu sexto mandato como rainha da Rosas de Ouro, sempre frequentou a quadra da escola muito antes de se tornar rainha. Acredito que o convite para ocupar este posto, veio por conta de sua participação nos eventos da entidade. No entanto, a loira dividiu neste ano, o estrelato com Andreza Sobrinho, musa da comunidade que trouxe títulos importantes para escola. Em 2011, Andreza foi eleita Musa do Carnaval, no programa Global, "Caldeirão do Huck", e em 2012, rainha do Carnaval de São Paulo.

Viviane Araújo, rainha da Mancha Verde há oito anos, pode até ser considerada da comunidade diante de seu belo currículo no Carnaval brasileiro.

Já a funkeira, Valeska Popozuda, rainha da bateria da Águia de Ouro, desfilou pela segunda vez a frente da batucada do mestre Juca. Cinthia Santos, a "Poderosa", saiu ao seu lado como musa da bateria.

De um modo geral, o título de rainha ficou bem representado pelas musas que surgiram das comunidades, mesmo quando acompanhadas por "celebridades", provando assim, que na folia, há espaço para todos. 

Talvez por questões financeiras, algumas agremiações, optam por trazer a frente de suas baterias, apenas rainhas famosas, obtendo assim recursos através de marketing e eventuais patrocínios.

Não sou contra o reinado de musas famosas. Acredito que exista espaço para todas. Devemos incluir e não excluir. A melhor maneira de fazer esta inclusão é dar o titulo de rainha, que exige samba no pé, para a musa da comunidade e de madrinha, para uma atração midiática.

Confira algumas rainhas que se destacaram em 2012

Foto -Acervo Pessoal - Camila SilvaCamila Silva, rainha de bateria pelo quarto ano consecutivo da tradicional Vai-Vai, brilhou tanto em seu desfile, que acabou levando pela segunda vez, o título de melhor rainha em prêmio concedido por um importante jornal da cidade. Ela tem samba no pé, simpatia, carisma beleza, elegância e vive grande fase.

Tatiane Minerato, rainha de bateria da Gaviões da Fiel há quatro anos, também se destacou no desfile em homenagem ao Ex- Presidente Lula. No começo do desfile, usou uma fantasia de operária e na parte final da apresentação, ficou apenas com uma pintura corporal, representando uma faixa presidencial. Tati causou o maior frisson nas arquibancadas

Simone Sampaio desfilou pela primeira vez como rainha da Dragões da Real, representando a mãe natureza. A rainha das rainhas inovou ao desfilar ao lado de sua filha. Sua boa forma e técnica, foram os destaques.

Valéria de Paula, rainha da Acadêmicos do Tucuruvi, desfilou como uma verdadeira "Deusa africana" e cumpriu mais um reinado de forma impecável.

A Pérola Negra também manteve a tradição e pelo terceiro ano consecutivo,  abriu espaço para Thais Pimentel, que deu conta do recado.

Joice Gláucia, em seu segundo mandato, além de iluminar a bateria do Camisa Verde e Branco com sua beleza e samba no pé, acabou desfilando em diversas agremiações por ter sido eleita segunda princesa do Carnaval 2012. A bela morena mostrou disposição e simpatia.

Andréa Gomes, há 13 anos como rainha da Tom Maior, mesmo grávida, contagiou o público com seu gingado e alegria no amanhecer do domingo de Carnaval.

Priscila Bonifácio, em seu terceiro ano como rainha da Unidos de Vila Maria, dispensa comentários. Além de sambar ao lado da talentosa Quitéria Chagas, sua boa forma e dedicação foram atributos marcantes na passarela.

Estreantes deram show no Anhembi

Foto - Acervo Pessoal Aline OliveiraAline Oliveira fez uma grande estréia como rainha da bateria da Mocidade Alegre. Sem dúvidas, foi a grande revelação das rainhas do Carnaval de São Paulo ao tocar surdo de terceira no desfile oficial da Morada.

Valeska Reis, também em seu primeiro ano como Rainha da Império de Casa Verde, brilhou fazendo o que ela sabe fazer de melhor, sambar.

Rosemeire Roche, rainha da X-9 Paulistana, desfilou tocando tamborim e além do samba, mostrou muita personalidade.

Com tantas beldades que nasceram nas comunidades e tem em seus pés e no coração, o símbolo maior do samba paulistano, o Carnaval de São Paulo está de parabéns por dar espaço para estas grandes rainhas, as verdadeiras estrelas da folia.


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