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Os ensaios noturnos na Sapucaí

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 03/02/2010 23:11

Antes da análise do último fim de semana, gostaria de pontuar aos amigos internautas que já na reta final dos preparativos para o carnaval, a Sapucaí está cada vez mais repleta de ensaios noturnos nos dias de semana. O que são?

No cair da noite, começa uma aglomeração, a partir do portão de início de desfile, antecipado por carrocinhas de bebidas, pipocas e cachorro quente. Então, começam a surgir comissões de frente, algumas já com seus adereços ou carros, casais de mestre-sala e porta-bandeira (primeiros, segundos e até terceiros) e grupos ou alas com coreografia ou apenas para treinarem canto; tudo numa harmonia, parecendo até pertencerem a uma mesma escola.

Entretanto, em alguns momentos que alguns casais ou grupos ficam mais lentos e são "ultrapassados" por outro casal ou alguma comissão de frente. Sem problema, o grupo da frente pára e encosta no alambrado para o grupo de trás passar. A maioria das comissões de frente revela movimentos ou alguns "segredos" que não exibe nos ensaios com a escola completa nos fins de semana no Sambódromo.

Há momentos em que casais ou comissões são surpreendidos por aplausos vindos de operários que param seus serviços e ovacionam apresentações, como ocorreu recentemente com o casal da Mangueira, Marcela e Rafael.

Existem momentos pitorescos também quando um coreógrafo se distraiu por atender o celular e foi atropelado pela própria comissão de frente.

Fim de semana

Estácio - Bastante alegre e impulsionada pela excelente bateria, fez uma ótima e animada apresentação. Comissão bem ensaiada e percebe-se que vai trocar de vestimenta ou algum tipo de capa em sua apresentação. Casal de mestre-sala  e porta-bandeira  fez uma correta apresentação. O mestre-sala, porém, deve ter o cuidado de, no momento de sua apresentação para o jurado, não conversar com seu par.

Porto da Pedra - Mesmo com um samba que não faz parte dos melhores do grupo, os componentes  cantaram muito, não pecando na harmonia e mantendo a energia até o fim. Casal e comissão ótimos, bateria segura e carro de som forte e em sintonia com samba e com bateria.

Portela - Repetindo a excelente apresentação anterior, com algumas bossas e coreografias, no que se refere à excelente bateria, momento aliás que merece atenção da harmonia, pois, quando fez o desenho em que a rainha ia passando e erguendo os batedores, não percebeu que o grupo anterior avançara, causando um espaço, que logo foi ocupado. Casal de mestre-sala e porta-bandeira e comissão bem ensaiados, causando ótimo efeito em suas apresentações. Canto cada vez melhor tanto dos componentes como do intérprete Gilsinho.

Renascer - Muito bem estruturada e animada, a escola fez uma apresentação de "gente grande". Comissão bastante movimentada com muitos desenhos interessantes. Casal apresentou-se corretamente, descuidando apenas no final, dando as costas para a cabine. A qualidade do som do carro (técnica, não do intérprete) foi bem aquém do que devia. Tinha-se a impressão de como se o auto-falante estiva furado, causando um incômodo na reprodução. Canto excelente do contagiante samba.

Grande Rio - Já consertando muita coisa de seu primeiro ensaio, porém sofrendo com  destoante e imensa carreta de som, que não trazia auto-falante na parte da frente ou virados para frente, prejudicando bastante o canto da escola, ritmado pelo show de bateria comandada por Ciça. Comissão de frente retratando bem o enredo, mostrando a cara do samba carioca, e casal de mestre-sala e porta-bandeira de dança harmoniosa.

Vila Isabel - Assim como a Portela, a Vila confirmou com brilhantismo e garra o seu primeiro ensaio. Excetuando a comissão de frente que desta vez nada fez do seu desfile oficial, o restante da escola foi magnífico, diga-se canto, garra, casal de mestre-sala e porta-bandeira e, principalmente Tinga e mestre Átila, que formaram uma dupla harmônica e imbatível em suas áreas.



Análise dos ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 26/01/2010 22:55

IMPERATRIZ

O objetivo do samba de "esquenta" não foi alcançado, pois além de muito demorado não animou o público, causando irritação na plateia. Ainda bem que o maravilhoso samba oficial para 2010 comprovou que sua linha melódica atrelada à letra, não menos brilhante, é competente para o desfile, mesmo havendo ainda um certo mal-estar entre a ritmada bateria e o irregular carro de som. No canto, a irregularidade foi bem menor, pois as alas que cantavam (a maioria) superaram os grupos nas alas que, além de não cantarem, paravam a evolução para tirar fotos digitais em diversas poses. Mesmo a coreógrafa da comissão de frente alegando que não seria a coreografia oficial, haviam tantos desenhos (belos) que não me surpreenderia se visse tudo aquilo no desfile. O casal de mestre-sala e porta-bandeira mostrou que estão muito bem ensaiados com uma dança harmoniosa. A escola fez um desfile compacto, sem abrir buracos, como é sua característica. Talvez, pelo ótimo samba, tenha criado muita expectativa pelo desfile, que no geral foi bom e, com certeza, vai corrigir os erros no próximo ensaio.

ROCINHA

Comissão de frente usou a mesma fala da coreógrafa da Imperatriz ao dizer que não era apresentação oficial. Suspeito que pelo menos 80% já seria. Dança indígena, retratando o enredo; porém havia uma componente que não estava em sincronia com os demais, comprometendo o conjunto. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma bela e digna apresentação destacando muito a beleza da fantasia com a qual desfilaram. O samba de refrão forte e fácil foi muito bem puxado, melhorando muito sua performance. Bateria bem cadenciada e adequada à puxada do samba, bastante cantado pelas alas.

MANGUEIRA

Mais uma prova da eficácia dos ensaios técnicos, pois a escola melhorou bastante em relação ao seu primeiro ensaio. Com um samba cada vez rendendo mais, não cansando e impulsionando o desfilante pra frente, tem tudo para abrilhantar seu desfile. As famosas luzes piscantes ajudaram a harmonia não deixando abrir claros. Comissão de frente muito bem ensaiada e, de novo, apresentando quase tudo do desfile. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, agora, com algumas nuances diferentes em suas coreografias, parecia um único corpo dividido em dois, tal foi a sincronia e suavidade de seus passos. Uma apresentação magnífica que espero seja repetida no desfile. Bateria forte e firme em perfeito "casamento" com seu potente carro de som. Único senão, que não tem como ser reprisado no desfile, foi o fato de alas dos últimos setores se apresentarem com fileiras com 18, 20 e até 22 pessoas cada, que por menor que seja a fantasia do desfile, torna impossível acontecer pela física.

UNIDOS DA TIJUCA

Avassalador! Esse foi o adjetivo que encontrei para traduzir o que foi aquele ensaio. Me perdoem os diretores de harmonia, mas como disse um amigo meu, a Tijuca parecia não precisar deles. Confesso que procurei alas ou grupos de componentes sem cantar ou mesmo sem evoluir... em vão. Assim como a Mangueira, o samba da escola do Borel parece se encaixar perfeitamente à escola, bateria, ao excelente carro de som, e também ao estilo de desfile da Tijuca, que, repetindo esse ensaio vai dar muito trabalho no domingo de carnaval. A comissão de frente afirma que não era coreografia oficial, o que acho difícil, mas... fazendo jus ao enredo: é segredo! O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez também uma apresentação perfeita e sem erros.



Análise dos ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 19/01/2010 16:27

INOCENTES DE BELFORD ROXO

Bem compacta, a escola fez um ensaio correto e harmonioso. Embora algumas pessoas ainda não saibam o samba, a grande maioria cantou com bastante vontade. A comissão de frente passou um tanto tensa e errando algumas marcações, talvez por se apresentar com uma coreografia exclusiva para aquela noite, guardando a oficial para o dia do desfile. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma apresentação digna e harmoniosa. Bateria passou bem. Destaque para a excelente ala de passistas, que da noite foi a que mais levou o samba no pé...

CAPRICHOSOS DE PILARES


Trazendo uma reedição de 1985 com um samba irreverente e bem "pra cima", a escola de Pilares tinha munição para abalar a noite. Entretanto havia momentos em que, por incrível que pareça, se ouvia mais o público cantando do que algumas alas da escola, tornando o canto irregular, com setores cantando e brincando, enquanto outros apenas andavam. Bateria muito bem marcada e comissão bem alegre e movimentada, já mostrando bastante coisa de seu desfile oficial. Casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma bela apresentação com bastante coisa nova, com cuidado de nem na saída, dar as costas à cabine do júri. Harmonia deve ter cuidado neste momento da apresentação do casal, segurando a comissão de frente pra que não abra aquele espaço grande como ocorreu.

UNIÃO DA ILHA

Juntamente com a Mocidade, a União da Ilha fez seu segundo ensaio técnico, provando sua eficácia, pois corrigiu bastante coisa do primeiro ensaio. Comissão se apresentou bem, mostrando também bastante desenho de seu desfile principal. O casal de mestre-sala e porta-bandeira deu um verdadeiro show de precisão, dança e sintonia. O samba rendeu bem mais do que em seu primeiro ensaio, com bateria forte e perfeita. A escola cantou bastante o samba, só diminuindo um pouco nas últimas alas.

SÃO CLEMENTE

Achei que para um enredo que fala sobre choque de ordem, a escola nas primeiras alas veio muito burocrática, tentando manter com alguma rigidez as alas enfileiradas, "engessando" o componente. Apesar de não ser um samba forte, as alas, em sua maioria, cantara bastante. Com a intenção de não abrir o espaço entre a ala da frente e o mestre-sala e porta-bandeira, a harmonia daquele local interrompeu a apresentação do ótimo casal perante a primeira cabine, que, se fosse pra valer, perderia décimos preciosos. No último setor do ensaio foi onde apareceu a animação harmonia e evolução peculiar da escola. Bateria muito boa, com puxador fazendo bonito na sua estreia na Sapucaí.

VIRADOURO

Boa apresentação com componentes mantendo o canto do início ao fim, mesmo não tendo um samba de letra de fácil assimilação. Bateria dando um show com suas paradas, bossas e desenhos. Parabéns Jorjão. Comissão de frente com bastante desenhos e movimentos, parecendo ser muita coisa do desfile oficial. O experiente casal de mestre-sala e porta-bandeira, Ana Paula e Robson, fez uma apresentação bem elaborada. Não sei se fará parte de sua apresentação oficial, mas, em certo momento, o casal se aproxima um do outro, e, num momento de sedução, dá um sensual beijo na boca. Pergunto aos amigos internautas: o que acham desse gesto? Seria um risco de perda de pontos? Você como jurado penalizaria? Gostaria de destacar também a excelente apresentação do segundo casal (Vanderson e Carla) que nem sempre é apreciado pelo grande público e pela mídia.

GRANDE RIO

Excetuando a falta de fantasias e de alegorias, já parecia o desfile oficial, até mesmo pela quantidade de pessoas com camisas à frente da escola. Muito se falou do enredo e do samba, que rendeu muito bem, pelo menos até a metade de seu desfile que, até agora, foi o de maior contingente. Bateria de mestre Ciça veio muito bem, fazendo paradas e coreografias que levantaram o público presente. Comissão de frente apresentando sambistas/passistas com uma mulata, mostrando toda a essência do enredo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, mesmo trazendo fantasias pesadas (do desfile de 2009), fez uma apresentação digna. No entanto, na metade de seu desfile, iniciou-se uma correria, com uma sucessão de abertura de buracos. A pior parte ficou por conta da correria. As alas pararam de cantar o samba, quebrando toda a harmonia de seu desfile. Assim como Mocidade e Ilha consertaram os erros de seus primeiros ensaios, acredito que a Grande Rio também o faça.



Análise dos ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 12/01/2010 16:46

Finalmente, chegou a temporada de 2010 dos ensaios técnicos. Muito bom ver e rever amigos e escolas. Considerei ter sido o fim de semana dos carros de som.

PARAÍSO DO TUIUTI

Foi com muita animação que a Paraíso do Tuiuti abriu a segunda parte da temporada de ensaios técnicos para o carnaval 2010. Impulsionada pelo ótimo samba e o vigor da voz de Anderson Paz, a escola de São Cristóvão nos brindou com um desfile muito alegre, aliás, como foi o oficial de 2009. Casal de mestre-sala e porta-bandeira, bem entrosados, não se atrapalhou com o peso da roupa e fizeram uma apresentação digna. O fato de algumas alas estarem ainda aprendendo o samba e a pouca quantidade de componentes não tiraram o brilho da apresentação da bateria que cumpriu maravilhosamente sua função de acompanhar samba e intérprete, deixando de lambuja a alegria e contagiando o público.

* Peço desculpas aos amigos internautas por não ter condições de comentar a comissão de frente da escola, pois ainda estava sob impacto da emoção de assistir a Renatinha (coreógrafa) vir à frente da escola e, o melhor, sendo responsável pelo desenho coreográfico da comissão, mesmo sob condições físicas adversas. Essa demonstração de tamanha perseverança faz-nos pensar de como damos importância e nos estressamos com coisas tão insignificantes na nossa vida. Parabéns à Renatinha e à diretoria da escola pela sua contratação.

PORTO DA PEDRA

A competente Alice Arja, coreógrafa da comissão de frente, preparou  uma apresentação exclusiva para o ensaio. Mesmo não se apresentando em frente à 1ª cabine, a comissão ia arrancando aplausos no seu percurso com apresentação bem movimentada. Havia até uma "arara" com roupas que iam sendo trocadas nas apresentações.

O canto das alas foi irregular, com algumas cantando bastante, e outras não. Cena interessante aconteceu em uma ala, em pleno desfile, em que um grupo de "componentes" faziam poses para fotos digitais, pediam para ver como as fotos ficavam e, quando não gostavam, pediam para repetir. Um absurdo ! O casal de mestre-sala e porta-bandeira, bem entrosados, ensaiados e apresentados como sempre, foi perfeito. Luizinho Andanças também cumpriu muito bem seu papel com sua potente voz, mesmo com um samba sem muito "poder de fogo".

PORTELA

"Maldito" Mestre de bateria, Nilo Sérgio! Fez com que sua bateria causasse meu segundo arrepio da temporada de ensaios para o carnaval 2010. Não esperava que o samba fluísse de forma tão magnífica; talvez pela química de alegria + vontade + bateria + carro de som. E que carro de som! Comissão de frente já com alguma coisa do desfile oficial, apresentou-se bem, assim como o casal, Lucinha e Rogerinho, que a seguia. O único ponto negativo, que pode perfeitamente ser corrigido, foi a falta de um harmonia entre a comissão e o casal, causando um grande espaço entre os mesmos, o que, com certeza, não seria perdoado pelo júri oficial. O canto foi forte e uníssono, mesmo nas alas afastadas da bateria.

SANTA CRUZ

Com samba de refrões fortes e melodia exuberante, a Santa Cruz passou muito bem, embora ainda haja muitos componentes sem saber a letra do samba. Comissão de frente bastante movimentada e teatralizada, já mostrando quase tudo de seu desfile oficial. À primeira vista, pareceu-me ser pessoas de épocas remotas, assustadas com o cenário atual. O que seriam ? Casal bem sintonizado, também demonstrando desenhos de dança um pouco diferentes de outros anos. Lógico que trata-se de um ensaio, mas deve a porta-bandeira Cíntia evitar, no desfile oficial, falar com seu par durante a apresentação perante o "júri". Provida de ótimo carro de som e bateria harmoniosa, a escola fez com que o samba fluísse bem e alegre durante o ensaio.

MOCIDADE

O magnífico ensaio da Mocidade fez com que, além de brindar todos com sua energia, nos demonstrasse realmente a eficácia dos ensaios técnicos, porque, percebendo e aceitando as críticas, reduziu quase a zero os erros cometidos no seu primeiro ensaio do mês passado, mexendo em seu carro de som e também no andamento do samba e da bateria. O canto conseguiu suplantar o do primeiro ensaio, que tinha sido muito forte. O do último ensaio manteve-se forte até nas últimas alas com a bateria bastante distante. Destaque para a velha guarda que de todas as escolas até hoje foi a que mais cantou o samba.

Desta vez, a comissão de frente apresentou bastante elementos de seu desfile oficial, e o casal, Fabrício e Cristiane, já parecia ter muito tempo juntos, tamanha era sua desenvoltura e entrosamento.

SALGUEIRO

Logo nos primeiros acordes do samba, puxados pelo fantástico trio ou quarteto do carro de som, além do forte refrão, o Salgueiro prometia fechar com chave de ouro o último fim de semana. A escola cantou bastante o samba, inferior, porém, à Mocidade. Havia alas que desfilavam destilando alegria e dança, porém não seguida por outras, fazendo com que o desfile ficasse irregular. Na minha opinião particular contribuíram para essa irregularidade a não simetria de quantidade de componentes por fila. Por menor que seja a fantasia no dia do desfile, é impossível desfilar perfilado em fileiras com 18 até 21 pessoas, como aconteceu em algumas alas. Outro revés, que espero não acontecer no desfile, é bate-boca seguido de briga e palavrões trocados por diretores, pois, além de quebrar a harmonia no local, tira toda autoridade de sua função como"arrumador" da escola. Casal de m sala e p bandeira fez uma apresentação de muito garbo e elegância. Não tenho certeza, mas acho que a comissão apresentou bastante coisa de seu desfile oficial, mesclando com detalhes exclusivos para o ensaio. Achei bastante válida a ideia e quase toda a apresentação da ala de escravos. Muito bem maquiados de preto, com chagas e feridas bem delineadas. Apenas no final de cada apresentação achei que houve uma super-exposição de seu coreógrafo, que achei totalmente desnecessária. Embora a arquibancada não acompanhasse o canto do samba na íntegra, seus componentes, ao contrário, o cantavam até a última linha.



Análise dos ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 23/12/2009 01:03

UNIDOS DE PADRE MIGUEL

A Unidos de Padre Miguel veio do Grupo Rio de Janeiro I (ex Grupo B) como a Acadêmicos do Cubango. Ela fez seu primeiro ensaio técnico na Sapucaí com maestria e competência. Pela minha ótica, pareceu ser a escola que maior número de contingente trouxe até agora, empatando ou perdendo por pouco pela Vila Isabel.

A escola cantou bastante o samba-enredo sobre o aço, excetuando as primeiras alas onde ainda havia gente com a letra na mão. Repito que não acho isso nenhum demérito, pois além de ser ensaio, prova que os componentes desejam aprender o samba.

Comissão de frente bem simpática apresentou-se bem, já mostrando alguma coisa do desfile oficial. O casal de mestre-sala e porta-bandeira não foi avisado do momento de se apresentar para o "jurado" pelo diretor, que também não os alertou no segundo momento. A bateria apresentou-se muito bem, mantendo o ritmo, animando seus componentes do início ao fim. Destaque para a excelente ala de passistas que distribuiu samba, graça e energia em sua apresentação.

UNIÃO DA ILHA

Já antes de seu desfile, a União da Ilha já vinha sendo saudada pelo público presente nas arquibancadas do Sambódromo. A bateria do mestre Riquinho não os decepcionou, trazendo paradinhas, bossas e coreografias. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma apresentação digna e sem erros, com cuidado de, em nenhum momento dar as costas ao "jurado". Comissão de frente preparou uma apresentação exclusiva para o ensaio, cumprimentando o público com alegria e apresentando a escola.

O canto da escola não acompanhou a força e a energia da bateria e do carro de som. Com a volta da Ilha ao Especial, acho que todos presentes esperavam um pouco mais do canto e da alegria com que a Ilha costuma desfilar. Não sei se foi intencional, mas percebi que os componentes ocupando a ponta das fileiras das alas cantavam e evoluiam bastante; o mesmo não acontecendo com o contingente do meio. Lembrando sempre que se trata de um ensaio, no geral, a União da Ilha fez uma apresentação agradável.

IMPÉRIO DA TIJUCA

Com um maravilhoso samba sobre rainha Ginga, o Império da Tijuca prometia fazer um retumbante ensaio, principalmente pela belíssima apresentação de sua comissão de frente, com maquiagem e traje especiais para o ensaio. A equipe do coreógrafo Jr. Scapin não decepcionou. Já com algumas marcações de andamento do desfile oficial, o grupo levantava o público por onde passava e, na frente da 1ª cabine, se deu ao luxo de passar várias coreografias diferentes, talvez testando a melhor a ser apresentada no desfile oficial. Parabéns ao grupo.

A ótima e experiente dupla de casal de mestre-sala e porta-bandeira, Mosquito e Jaçanã, fez uma apresentação simples, um pouco contida, talvez causada pelo vento que insistia em soprar muito naquele momento. Também contida foi a alegria dos componentes que pouco cantaram o excelente samba puxado, pelo não menos excelente Pixulé, acompanhado pela ótima bateria do mestre Capoeira.

BEIJA-FLOR

Como quase sempre, a soberana de Nilópolis fez um ensaio correto, levando a sério, cuidando de cada detalhe, já como se fosse o desfile oficial. A comissão de frente pareceu já fazer alguns desenhos do desfile oficial, trocando a maioria de seus componentes, inclusive, o transformista Kaika Sabatela, que regressou para uma ala coreografada, fazendo a tradicional troca de roupa.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha, fizeram uma apresentação correta, cumprindo cada item do critério de julgamento de seu quesito, com muita graça e leveza, sem ser perturbados pelo vento. O casal era acompanhado de guardiões que, além da função de resguardar o casal, ainda vão ter uma coreografia com algum tipo de capa, que ainda precisa ser mais ensaiada assim como seu posicionamento no momento de apresentação do casal.

Além de várias alas com coreografia, assistimos a outras teatralizadas, sendo a dos calangos a que mais chamou atenção por vir com caracterização, fazendo uma interação com público. Samba bastante cantado pela escola e bem acompanhado pela ritmada bateria.

UNIDOS DA TIJUCA

Trazendo uma comissão de frente bem jovem e movimentada, a Unidos da Tijuca abriu seu ensaio dando um prenúncio do estaria por vir. Pareceu-me que a comissão se apresentou mostrando alguns traços de sua coreografia, deixando o resto para o desfile; fazendo jus ao enredo...é segredo!

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marquinhos e Geovanna, mesmo trazendo uma fantasia pesada de desfile, fez uma apresentação correta, mostrando o entrosamento de sempre.

O que mais posso falar do desfile, além da avassaladora onda de energia, canto e ritmo da bateria? Samba, estilo de desfile, bateria e puxador se encaixaram de tal forma, que contagiava até os sisudos seguranças da Sapucaí. Eu, equivocadamente, iria falar sobre fileiras de alas com 18/20 pessoas, mas me sopraram no ouvido dois versos do samba: "...Cuidado, o que se vê pode não ser, será?" Parabéns Tijuca, pelo ensaio emocionante e apoteótico.. se fizer o dever de casa....



Análise do Império, Vila e Mocidade

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 15/12/2009 11:51

IMPÉRIO SERRANO

Mais uma vez, o Império Serrano veio agraciado com um ótimo e contagiante samba, fazendo com que seu ensaio fluísse bem. Toda escola cantou bastante, prometendo um desfile tocado, acima de tudo, pela emoção. Acho que foi a primeira comissão de frente a apresentar algo do desfile oficial, com alegria e movimento, era possível perceber alguns elementos representando personagens de rua, como guarda de trânsito, o bêbado e o gari.  

Já em sua primeira exibição, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Danielle e Marcelino, apesar do vento forte, fez uma boa apresentação, demonstrando entrosamento na dança. Detalhe: nem mesmo na saída, ao final de sua apresentação, o casal deu as costas para a cabine de jurados do primeiro módulo. 

MOCIDADE

Foi uma surpresa o rendimento do samba, considerado o menos forte da noite de domingo de ensaio. Ele contagiou não só seus componentes como o público também. Foi o desfile mais alegre dos três, mesmo com a chuva prejudicando bastante. Toda escola cantou demais, até mesmo no final com a distância do som já abafado da bateria (talvez pelo couro molhado), causando um certo desentrosamento no carro de som. Comissão de frente, na primeira cabine, exibiu-se sem nada mostrar da coreografia oficial nem da não-oficial, passando apenas cumprimentando "jurados" e público. A chuva também serviu de algoz para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Cristiane, pois com o peso dos faisões molhados, a saia dobrou na barra, atrapalhando a evolução de Cristiane, que soube contornar o imprevisto, fazendo em seguida uma ótima apresentação.

VILA ISABEL


O samba fez jus, e com méritos, a tudo que se esperava dele. Alguns que ainda temiam pelo andamento, ficaram aliviados ao ver seu excelente aproveitamento. A escola em peso cantou com muita garra, emoção e, fazendo jus à letra do samba, energia.

Comissão de frente bem simpática, também apresentando uma coreografia exclusiva para os ensaios técnicos. (A coreografia oficial já vem sendo ensaiada desde setembro).

Apesar de ser apenas um ensaio técnico, pelo que assistimos, fazendo o "dever de casa", o ótimo samba, aliado ao talento do Alex de Sousa, e atuações da bateria do mestre Átila, que foi a responsável pelo meu primeiro arrepio da temporada, além do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, que deu um verdadeiro show em sua exibição impecável no primeiro módulo, a Vila, na minha opinião, fica credenciada para brigar pelo título. Lembrando que "treino é treino, e jogo é jogo".



E começou de novo...

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 09/12/2009 16:01

Acho super válido lembrar que, já com a experiência de anos anteriores, constatamos que grande parte do que assistimos nos ensaios técnicos não necessariamente será visto no dia dos desfiles de sábado, domingo e segunda de carnaval. Entretanto, já está mais do que provado que tais ensaios servem, e muito, para checagem de muitos pontos cruciais para um desfile. Por isso, acho que os erros/deslizes/buracos devem existir nos ensaios para serem devidamente consertados e não ocorram no desfile. Lembro também ao colega internauta que meu ponto de vista é feito ali da pista, entre os setores 3 e 5, próximo primeira "cabine" de jurados. Bem, vamos aos ensaios:

CUBANGO


Mesmo com as desvantagens de abrir a temporada de ensaios, ser advinda do Grupo B (quantidade de componentes), fazer seu primeiro ensaio técnico da Sapucaí, além de ter sido o domingo de decisões do futebol, a Cubango fez um desfile de "gente grande", sem incorrer em determinados erros de outras co-irmãs, incluindo as do Especial.

Comissão de frente bem alegre e fez uma apresentação a contento na 1ª cabine, cumprindo tempo e andamento de desfile, sem deixar o fatídico espaço para apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira que a seguia; que ficou um tanto indeciso quanto ao momento e local de sua correta apresentação, não por culpa do casal, mas pela harmonia que lhes dava ordens contrárias. O canto foi firme ajudado pelo ótimo samba, do início e mesmo até ao final, já distante da bateria.

MANGUEIRA

Confirmou-se que o samba, além de uma excelente "pegada", tem todas as características e do desfile da Mangueira. A escola passou coesa, desde a comissão de frente, agora com Jayme Aroxa, até o último setor. Não vi ninguém com a letra na mão. Não que esse artifício seja  errado, pois a pessoa estaria tentando cantar o samba, mas que os componentes sabiam realmente levar o samba na boca. O casal de mestre sala e porta-bandeira (Marcela e Raphael), vindos da Mocidade, continuam dando aula de simpatia, entrosamento e elegância, não esquecendo do garbo e honra de levar o pavilhão. Parabéns ao casal e à Mangueira pelo ensaio e harmonia perfeita*.

* Gostaria de abrir um parêntese para o trunfo das torres de luzes que a Mangueira utiliza em ensaios e desfiles já há alguns anos. Não sei porque nenhuma outra escola lançou mão deste artifício. Ele é simples e eficaz: trata-se de um conjunto de torres duplas com luzes piscantes vermelhas e azuis. A 1ª torre fica na Apoteose e as demais em pontos estratégicos da escola como comissão de frente, bateria, etc. Se algum destes segmentos parar para o jurado ou por outro motivo, aciona-se a luz vermelha e toda escola, por observar a do alto da Apoteose, para. Acabando a apresentação, a luz passa para o azul.

Domingo que vem tem mais!



Peso dos quesitos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 30/10/2009 20:08

Já em plena temporada de gravações de sambas e de apresentação (ou não) de protótipos, como em todo ano, começa a discussão sobre critérios e pesos dos quesitos. Também compactuava com a opinião de que determinados quesitos, leia-se bateria e samba-enredo, deveriam ter maiores pesos em suas avaliações.

Algum tempo depois, avaliando mais profundamente, percebi que tais quesitos já possuem tal peso a mais. Explico: um samba mal puxado, de má qualidade; ou uma bateria atravessada não comprometem APENAS seus respectivos quesitos. Sendo bem avaliados, tais deslizes fariam com que a escola em questão também perdesse décimos em harmonia, conjunto, podendo até atingir evolução.

Ilustrando com um exemplo: supondo que a porta-bandeira perca um elemento de sua fantasia, como chapéu, na frente de uma cabine, ela pode, e deve perder pelo menos até - 0,3 por essa falta. Agora, supondo que, em frente a essa mesma cabine, o puxador ou a bateria acabasse atravessando, além de - 0,2 ou - 0,3 dos respectivos quesitos, a escola também seria punida, na mesma proporção, em harmonia, conjunto e quiçá, caso tais deslizem a afetem, em evolução, somando uma perda total de - 0,7 a - 1 ponto; bem maior do que o total perdido (- 0,3) da porta-bandeira. Toda essa teoria está calcada, logicamente, em uma atuação coerente do jurado.

E aí, colega internauta, concorda ou ainda acha que devam ser atribuídos diferentes pesos para bateria e samba-enredo? A palavra agora é sua...



Manifestações das torcidas nas quadras

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 23/09/2009 21:13

As escolas de samba vem, através dos anos, sofrendo grandes modificações. Uma coisa, no entanto, vem se mantendo: as torcidas nas quadras. Entra ano e sai ano, e lá estão elas, com ou sem ônibus alugados pelos autores ou colaboradores do samba. O padrão veio se mantendo o mesmo; ou seja, se aglomeram num cantinho da quadra, aguardando os primeiros versos do samba, empunhando bandeiras, bandeirolas, adereços ou até mesmo cartazes com dizeres em alusão ao enredo. Houve algumas exceções que fugiram a esse padrão. Ainda na década de 80, nas eliminatórias para o carnaval de 84, junto à torcida, entrou, pásmem, um carro alegórico na quadra do Salgueiro, e carregando um destaque.

O que me fez lembrar desses fatos foi, agora em 2009, na eliminatória da Portela, quando os compositores apagaram as luzes da quadra, fazendo com que toda sua imensa torcida vibrasse com esses leds multicoloridos piscando, de frente a um imenso telão que projetava imagens pirotécnicas durante a apresentação do samba.

E nas demais quadras? Tem havido algum tipo de manifestação também fora dos padrões como esse da Portela? Colega internauta, agora é a sua vez! Conta aí!



Contraponto do critério de julgamento

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 01/09/2009 15:46

Assim como me manifestei quanto aos "novos" quesitos, sinto-me quase que na obrigação de fazer o mesmo quanto ao "novo" critério. Da mesma forma que o primeiro, a palavra novo está entre aspas pela intenção de voltar com um critério utilizado nos anos 90 de aumentar o número de jurados de 3 para 4 em cada quesito, caindo a menor e a maior notas.

Objetivo: evitar notas injustas e/ou discrepantes entre jurados de um mesmo quesito.
Argumento: como nas Olimpíadas, em salto ornamental, por exemplo, se algum jurado for excessivamente severo ou excessivamente bonzinho, suas notas não serão válidas.

CONTRAPONTO


Diferentemente das Olimpíadas, em que a apresentação do atleta é julgada e apreciada por todos os jurados ao mesmo tempo, no desfile da Sapucaí, a apresentação dos quesitos é feita em momentos distintos; ou seja, excetuando os quesitos plásticos (fantasia e alegoria), todos os demais podem ter apresentações totalmente diferentes em cada cabine, recebendo notas diferentes.

Consequência: Se vingar esse tipo de critério de cortar notas máximas e mínimas, uma escola vai poder errar em cada quesito em qualquer uma das cabines que não sofrerá qualquer tipo de punição, pois tal nota será invalidada.

Na apuração haverá a tradicional choradeira (em vão) daquelas que acusarão as adversárias de terem cometido erros na evolução, na harmonia, no casal de mestre-sala e porta-bandeira, na comissão de frente, buracos, dos intérpretes, etc. Esquecerão que, em plenária, votaram a favor desse deturpante critério.

E aí, colega internauta... o que você acha?



Contrapontos dos "novos" quesitos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 04/08/2009 16:35

Nós, experientes e vividos em carnaval já ficamos de orelha em pé cada vez que soltam alguma novidade sobre quesito, critério ou regulamento dos desfiles das escolas de samba. Aprendemos que sempre é necessário apreciar o "novo", analisando-o e até simulando nas mais diversas situações.

Descobrimos que há, pelo menos, duas faces de cada situação. Duas faces! Não, não é nenhuma referência ao enredo da Vila Isabel, apresentado em 1995, muito menos ao filme policial do Nicolas Cage e Travolta. É que para cada novo critério ou novidade há de se avaliar seu contraponto.

Ala de Baianas como quesito - será avaliada pela dança, coreografia e canto. Intenção de valorizar/premiar importante setor das escola de samba.

Contraponto - Faltou incluir a fantasia; item que influi diretamente nos subquesitos citados, chegando até na maioria das vezes, a sobrepujá-los pelo seu efeito plástico-visual.

Como bem lembrou o amigo Victor, será que temendo perda de décimos, não iriam trocar as antigas baianas por senhoras e talvez senhoritas com menos idade e mais vigor?

Baixar as notas do casal de mestre sala e porta-bandeira de 7 a 10 para 5 a 7 - Influirá psicologicamente pelo fato de o casal não ter o dez absoluto.

Contraponto - Nada muda na lógica, ou seja, o que era nota dez passará a ser 7,0. 9,9 será 6,9 (perda de 0,1 décimo). 9,5 será 6,5 (perda de 0,5 décimos); e por aí vai.



Os enredos originais

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 18/06/2009 23:22

Como estamos em plena temporada de lançamento de enredos, continuo com este instigante tema da coluna anterior. Destaco agora, na era Sambódromo (de 84 a 2009), no Grupo Especial, os temas/enredos que, na minha opinião, primaram pela originalidade. Lembro que não me refiro ao desfile, nem ao fato de ser inédito ou não, mas sim à tentativa de abordagem com pitadas de originalidade.

E aí, amigo internauta. Discorda de algum? E por qual o substituiria?

Ano 1984: Mocidade - Tema contrabando - Enredo: Mamãe, eu quero Manaus

Ano 1985: Mocidade - Tema futurista - Enredo: Ziriguidum 200, carnaval nas estrelas

Ano 1985: São Clemente - Tema habitação - Enredo: Quem casa quer casa

Ano 1986: União da Ilha - Tema assombrações - Enredo: Assombrações

Ano 1987: Mocidade - Tema indígena/social - Enredo: Tupinicópolis

Ano 1987: Vila Isabel - Tema estações do ano - Enredo: Raízes

Ano 1988: Estácio de Sá - Tema: boi - Enredo: O boi dá bode

Ano 1989: Arranco - Tema: crítica social - Enredo: Quem vai querer?

Ano 1990: Estácio de Sá - Tema: pesquisador russo - Enredo: Langsdorff, delírio na Sapucaí 

Ano 1991: Mocidade - Tema: Água - Enredo: Chuê, chuá, as águas vão rolar

Ano 1991: Grande Rio - Tema: evolução humana - Enredo: Ates, durante e depois, o despertar do homem

Ano 1992: Viradouro - Tema: ciganos - Enredo: E a magia da sorte chegou

Ano 1992: União da Ilha - Tema: Ilhas - Enredo: Sou mais minha ilha

Ano 1993: Imperatriz - Tema: Marquês de Sapucaí - Enredo: Marquês que é marquês, do sassarico é freguês

Ano 1993: Grande Rio - Tema: Lua - Enredo: No mundo da lua

Ano 1994: Tradição - Tema: Voo - Enredo: Passarinho, passarola, quero ver voar

Ano 1994: Grande Rio - Tema: Umbanda - Enredo: Os santos que a África não viu

Ano 1995: Unidos da Tijuca - Tema: Carlos Gomes - Enredo: Os nove cantos do Guarani

Ano 1996: Porto da Pedra - Tema: Carnavais no mundo - Enredo: O carnaval dos carnavais

Ano 1997: Porto da Pedra - Tema: Loucura - Enredo: No reino da folia, cada louco com sua mania

Ano 1998: Imperatriz - Tema: futurista - Enredo: Quase no ano 2000

Ano 1999: Mocidade - Tema: Villa Lobos - Enredo: Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira

Ano 2001: Paraíso do Tuiuti - Tema: cultura moura/negra - Enredo: Um mouro no quilombo, isto a história registra

Ano 2002: Império Serrano - Tema: Ariano Suassuna - Enredo: Aclamação e Coroação do Imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna

Ano 2003: Imperatriz - Tema: pirataria - Enredo: Nem Todo Pirata tem Perna de Pau, o Olho de Vidro e a Cara de Mau

Ano 2004: Unidos da Tijuca - Tema: ciência/criação - Enredo: O Sonho da Criação, a Criação do Sonho. A Arte da Ciência no Tempo do Impossível

Ano 2005: Unidos da Tijuca - Tema: lugares imaginários - Enredo: Entrou por um lado, saiu pelo outro. Quem quiser que invente outro

Ano 2006: Rocinha - Tema: dinheiro/cobiça - Enredo: Felicidade não tem preço

Ano 2007: Vila Isabel - Tema: metamorfose - Enredo: Metamorfoses: Do reino natural à corte popular do carnaval - as transformações da vida

Ano 2008: Unidos da Tijuca - Tema: coleções - Enredo: Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o meu tesouro

Ano 2009: Beija-Flor - Tema: banho - Enredo: No chuveiro da alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia



A hora dos enredos para o carnaval

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 05/06/2009 17:41

Na "entressafra" do samba pela qual passamos fica em voga a escolha do enredo de todas as escolas de samba do Rio de Janeiro e do Brasil. No momento em que é divulgado o enredo, a primeira pergunta que passa pela nossa cabeça é: "Acho que alguma escola já fez esse enredo".

Sem percebermos, nós começamos a cobrar ineditismo dos enredos; cobrança essa que vai ficando sem sentido, na medida que nos aprofundamos nas sinopses e começamos a "comprar" a ideia do tema. Será que é assim mesmo?

Digamos que uma grande escola anuncie seu enredo como "Descobrimento do Brasil". Muitos de nós não iríamos torcer o nariz, dizendo que é enredo batido, sem graça e até sem apelo visual?

Foi exatamente o que realmente aconteceu em 1978, quando Arlindo Rodrigues anunciou este enredo para a Mocidade para o carnaval de 79. Detalhe.. a escola foi campeã!

E quando há coincidências de ideias no mesmo ano? Fica pairando aquela dúvida: "Quem copiou quem?"

Na minha opinião, no caso de enredo, acho difícil acontecer essa tal cópia. Alguns, como minha "madrinha de carnaval", Maria Augusta, creem tratar-se do inconsciente coletivo... e por que não?

Em 1997 aconteceu um certo mal-estar entre Salgueiro e Porto da Pedra ao perceberem que seus enredos apontavam para o mesmo tema: loucura, que aliás retornará à Sapucaí, em 2010, pela Cubango.

Há uma infinidade destes casos de coincidências de enredos, mas isso é papo para próxima coluna.  



A importância do visual no carnaval

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 10/04/2009 15:29

Dando continuidade ao instigante assunto do julgamento (feito pelo nosso novo colunista Anderson Baltar) e o quesito Alegorias e Adereços (feito por Eugênio Leal), ambas colunas bem fundamentadas, vou complementar com a minha visão:

Realmente, Baltar está coberto de razão ao clamar por uma "enxugada" no atual e não-funcional critério de julgamento, coisa muito mais urgente do que a própria troca ou curso de jurados. Quanto à estatística apresentada pelo amigo Eugênio, é clara e verídica, porém nada tem de atual. Explico: o fato dos jurados de alegorias e adereços terem julgado com, digamos, "mão mais pesada" do que nos outros quesitos, não necessariamente quer dizer que o quesito tenha sido mal julgado. Como o ano de 2009 não se encaixa como exemplo disso, tomei o ano de 1981 (julgamento com notas de 1 a 10).

Os jurados de Alegoria e Adereços, no referido ano, penalizaram as escolas em 66 pontos. Os de samba, 39 pontos; enquanto que os de bateria, 26 pontos; ou seja, percentualmente, não muito diferente dos jurados atuais.

Ainda em Alegorias, a Mangueira tirou notas 5,0 e 5,0; o que hoje seria 9,5 e 9,5. O Império Serrano, também no mesmo quesito, obteve notas 6,0 e 3,0; sendo 9,6 e 9,3 hoje. Será que tem diferença muito significativa?

Eugênio está correto quanto ao "olhar" as alegorias com mais senso de crítica do que outros quesitos. Será que nós não fazemos o mesmo? Quantas e quantas vezes ouvi vozes dos mais diferentes timbres bradar "Como a escola X poderia ganhar, com um carro despencando na frente do júri?" ou o contrário; "A bateria deu uma atravessada, mas viu os dois últimos carros? Que perfeição! A escola Y deu show"" e nisso me incluo também.

Já vi barracão e carros na concentração por serem muito bonitos levantarem o astral dos componentes e também o contrário. Sejamos um pouco mais realistas e vamos constatar que, sem entrar em deméritos de samba e bateria, o visual ainda conta e muito. Vocês, caros internautas, como presidentes de uma escola investiriam menos em barracão?

* Comentários no SRZD-Carnavalesco só com cadastro



Resquícios do carnaval 2009

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 28/03/2009 14:13

Sem fazer uma análise profunda de cada desfile, pois tudo já foi discutido por aqui, tentarei fazer um apanhado geral do que assisti.

No desfile de sábado muita coisa me chamou a atenção:

Pontos positivos: O excelente e crescente nível dos desfiles. Volume da parte plástica da Estácio que se equiparou ao bom gosto da Rocinha e da São Clemente; a alegria do desfile da Ilha e de sua velha-guarda; a aparição e poses do cachorro em pleno desfile; a clareza e originalidade do enredo do Tuiuti e sua porta-bandeira; as apresentações dos sambas da Renascer, Inocentes e Caprichosos; e ao abre-alas e figurinos da Rocinha (leia-se o carnavalesco Fábio Ricardo, Fabinho).

Pontos negativos: O não fechamento das pistas da concentração para o início do desfile da São Clemente. Um carro da São Clemente ficou repleto de pivetes brincando nele. Os erros no desfile da Inocentes; o efeito plástico-visual da Caprichosos e da Ilha, que um de seus carros passou com o resplendor todo montado, sem o seu destaque; e notas injustas para a Estácio de Sá.

DOMINGO

Pontos positivos: A bateria arrepiante do Império Serrano. A química perfeita (Paulo Barros + Alex de Souza) apresentada no maravilhoso desfile da Vila Isabel. A evolução, as surpresas e bom gosto nas alegorias, permeando também nas fantasias (perceberam o requinte dos candelabros - guardiões do casal de mestre-sala e porta-bandeira, que também deram um show?); a qualidade de desfile harmônico e o conjunto de fantasias da Beija-Flor.

Pontos negativos: Os segways (carrinhos elétricos) na comissão de frente do Império Serrano, que por estarem com rodas à mostra e esculturas diminutas tiraram todo o efeito que poderia causar na apresentação excelente dos demais componentes; o dejà-vu das saias da comissão de frente da Grande Rio; a falta de bom gosto e de veiculação com o enredo da Mocidade, além da harmonia que não deixou o casal de mestre-sala e porta-bandeira completar sua apresentação no último módulo de jurados, o boneco que "trocava" de rosto, apresentando sempre o mesmo; a ala de jacarés de skate; a comissão de frente da Beija-Flor e a plástica da Tijuca.

SEGUNDA-FEIRA

Pontos positivos: A qualidade "retumbante" dos desfiles principalmente do Salgueiro, da Portela e da Viradouro. Cada uma superando deficiência do samba, plástica/acabamento nas alegorias e enredo. A dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mangueira.

CENA DA NOITE: O quarto carro da Portela na concentração, na altura do prédio dos Correios; ou seja, ainda fora dos portões de entrada, com todo o público, barraquinhas e pedestres à volta, além das alas já armadas. Chega equipe da TV Globo com Zezé de Camargo e Luciano que iriam desfilar na tal alegoria, o que triplicou o número de pessoas.

Foi quando um dos destaques começou a passar mal tendo de ser retirado do carro, chamando ainda mais a atenção de todos. Começou um bate-boca enorme sobre quem iria ocupar o lugar o destaque. Não chegaram a uma decisão, apareceu um dos empurradores do carro esbravejando que o tal queijo não poderia vir vazio, pois a escola perderia pontos.

Ele não pensou muito: decidiu colocar a roupa e desfilar no lugar do destaque. Foi aplaudido por todos. Num piscar de olhos, tirou o macacão que vestia para colocar a pesada fantasia... Ele estava sem cueca e ficou pelado no meio da multidão. Houve uma "onda" de gritos e berros partindo do povo, inclusive da dupla sertaneja. Ele calmamente vestiu a fantasia, subiu no carro e desfilou dignamente, sendo aplaudido antes, durante e depois do desfile, já na dispersão.

Pontos negativos: O acabamento de todos os carros da Mangueira e de suas fantasias e o 9,9 dada pelo jurado; o truncado enredo da Viradouro; o tamanho e efeito dos carros da Imperatriz; os persistentes erros de harmonia do Porto da Pedra; e a cegueira momentânea e intencional de alguns jurados.

TERÇA-FEIRA

Pontos positivos: A bateria da Cubango, assim como seu desfile; o eletrizante desfile do Jacarezinho; a clareza, alegria e originalidade da Curicica, o volume de desfile e conjunto plástico da Unidos de Padre Miguel, os desfiles leves e alegres do Arranco e do Boi da Ilha.

Pontos negativos: A decepção com o desfile do Arrastão de Cascadura e do Amarelinho (leia-se fantasias não que chegaram); qualidade da bateria e de fantasias da Praça da Bandeira e notas injustas para a Alegria da Zona Sul.

Bem, gente, foi isso.



Os desfiles de domingo

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 23/02/2009 06:05

Para mim, sou mais a Vila Isabel, que se apresentou melhor no conjunto. A Beija-Flor de uma aula de como se faz um desfile, mas no fim foi uma correria só. Unidos da Tijuca e Mocidade pecaram muito no visual, mais do que poderiam. Também gostei muito da Grande Rio, que seria a minha segunda opção. Só não posso avaliar o desempenho do Império Serrano porque desfilei nesta escola e não tive uma visão geral do desfile.

 



Os desfiles de sábado

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 22/02/2009 08:06

Na parte prática e visual, Estácio de Sá e Rocinha foram o grande show. Em questão de clareza de enredo, a Paraíso do Tuiuti deu um banho. Mas, no conjunto geral, a Estácio foi a melhor.

A Estácio e a Rocinha fizeram desfiles de nível de Grupo Especial. Merece parabéns o carnavalesco Eduardo Gonçalves, da Paraíso do Tuiuti. Para mim, ele foi a grande surpresa dos desfiles.



Os ensaios do fim de semana

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 16/02/2009 16:22

Portela

No sábado, penúltimo dia de ensaios técnicos, as escolas se esmeraram, tornando a noite eletrizante e cheia de emoção para o grande público presente na Sapucaí. A Portela abriu o desfile da noite com sua comissão de frente mostrando quase tudo do desfile oficial. Pudemos facilmente perceber a virtual montagem de uma grande mesa com seus cavaleiros ao redor - uma alusão aos cavaleiros da Távola Redonda. Foi bastante aclamada pelo público, assim como o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Daniel.

A bateria estava firme e cadenciada, seguida por uma maravilhosa e elegantemente vestida ala de passistas mirins que riscaram o chão da passarela. Samba bastante cantado pelas alas, inclusive pelas coreografadas.

Imperatriz

 
A Imperatriz, a seguir, deixou sua passagem pela Sapucaí, mostrando, como diz o samba, que faz desfile alegre e emocionante também. A comissão de frente também apresentou muito do desfile, aparentando ter diversos elementos alegóricos, como balões e guarda-chuvas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira estava bem entrosado, cada vez melhor, não parecendo ensaiar a tão pouco tempo, já que não formaram par em 2008.

Ponto forte deste ensaio ficou por conta da evolução e canto da escola: tirando de lado, como na Portela, os componentes batento papo e batendo fotos durante o desfile.
 
Beija-Flor

Durante todo o período de ensaios técnicos, a Beija-Flor veio, como a maioria das escolas, aperfeiçoando e, ao mesmo tempo, diminuindo seus erros. Quando todos esperavam um show retumbante, nisso eu me incluo também, acho que a escola relaxou um pouco e fez um ensaio "meia-bomba", muito aquém do que ela já fez e com certeza é capaz de fazer.

Logo no início, ela deu uma disparada. Para o nobre internauta ter uma ideia, a comissão de frente se apresentou em frente ao setor 3 e, somente quando iniciou sua apresentação na 1ª cabine (entre o setor 3 e o 5) foi que a bateria entrou. Foi nessa fatídica cabine que o mestre-sala Claudinho sofreu uma queda e, ao se erguer, esbarrou duas vezes na Selminha, perdendo seu lenço. Como se nada tivesse ocorrido, eles terminaram sua apresentação, que, se fosse pra valer, perderia preciosos décimos. Felizmente, foi no ensaio e espero que fique por aí.

As alas de comunidade estão bem ensaiadas e com o canto forte; tanto é verdade que, quando passa uma ala fora dessa característica, como foi o caso, a diferença se torna gigantesca, pois enquanto uma ala, mesmo coreografada canta e evolui, a outra passeia, bate-papo, fala no celular ou tira fotos. Como já apontado em outros ensaios, havia alas com filas de 18 a 20 componentes que sabemos ser impossível ocorrer no desfile. Permaneço com a opinião de que o samba encaixa perfeitamente no tipo de desfile da Beija-Flor deseja fazer.



Os ensaios de sexta e sábado

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 08/02/2009 16:43

MOCIDADE
 
Desta vez a regra de melhorar a cada ensaio não foi seguida. Com exceção da bateria, que melhorou sensivelmente, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira que estão cada vez mais sincronizados, a escola passou aquém dos ensaios anteriores.

A comissão de frente, sem apresentar a coreografia oficial, tentou dar um truque apresentando uma outra; só que foi bastante perceptível a sucessão de erros, quando os próprios componentes deixaram transparecer com caras feias e palavrões.

As alas cantaram bem, algumas com mais, outras com menos energia, faltando evolução nas mesmas. O samba continua muito bem puxado pelo seu intérprete.
 
INOCENTES DE BELFORD ROXO
 
A escola conseguiu levar um bom contigente ao ensaio técnico. Superou um certo stress na concentração com o atraso do mestre-sala, causando tensão nos diretores. Tudo resolvido, o mestre-sala chegou momentos antes da escola começar o ensaio.
 
A comissão de frente foi bastante aplaudida pelo público presente e o samba muito bem entoado pelo carro de som. O casal de mestre-sala e porta-bandeira fez boa apresentação, apesar do incidente citado com PC, que estava descalço; detalhe que no desfile oficial seria passível de perda de décimos.

No conjunto, a escola fluiu bem com todos cantando o samba a plenos pulmões. Parabéns, Inocentes!
 
PORTO DA PEDRA
 
Bom desfile, trazendo um grande número de componentes de São Gonçalo.  A comissão de frente  apresentou bastante coisa do desfile oficial e foi muito bem recebida pelo público presente. Diego e Alessandra, casal de mestre-sala e porta-bandeira, rodeado por guardiões (um dos grupos que mais ensaiam durante a semana na Sapucaí) se apresentaram muito bem e com corografia precisa.

Alas, mesmo as coreografadas, cantaram bastante o samba, que teve destaque o intérprete Luizinho Andanças. Nem mesmo nas alas finais, já bem afastadas do carro de som, o canto diminuiu.



Ensaios noturnos na Sapucaí

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 06/02/2009 03:31

Descobri que estava cometendo um erro. Como fui convidado a comentar os ensaios técnicos da Sapucaí, lembrei que esquecera de mencionar os ensaios noturnos de setores de escolas do Especial, A e Rio de Janeiro I (antigo Grupo B).

No cair da noite, começa uma aglomeração, a partir do portão de início de desfile, antecipado por carrocinhas de bebidas, pipocas e cachorro-quente. Então, começam a surgir comissões de frente, algumas já com seus adereços ou carros, casais de mestre-sala e porta-bandeira (primeiros, segundos e até terceiros) e grupos e alas com coreografia ou apenas para treinarem canto; tudo numa harmonia, parecendo até pertencerem a mesma escola.

Entretanto em alguns momentos que alguns casais ou grupos ficam mais lentos e são "ultrapassados" por outro. Sem problema, o grupo da frente pára e encosta no alambrado para o grupo de trás passar. A maioria das comissões de frente revela movimentos ou alguns "segredos" que não exibe nos ensaios com a escola completa nos fins de semana no Sambódromo.

Algumas mesmo exibindo tais segredos, permanecem para quem está fora a dúvida. Ficamos tentando descobrir o que seriam, como no caso de uma do Grupo A em que os componentes, com tocas "ninjas" andam em filas escorregando de uma alegoria em pé. Algum amigo internauta arriscaria um palpite?    



Análise dos ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 02/02/2009 13:10

SANTA CRUZ
 
Mesmo apesar da distância do centro do Rio, a Acadêmicos de Santa Cruz conseguiu levar um grande número de desfilantes à Sapucaí neste domingo. A comissão de frente, muito bem ensaiada por Carlinhos Muvuca, fez uma bela apresentação já com muita coisa do desfile oficial, assim como o casal de mestre-sala e porta-bandeira que, mesmo atrapalhado pelo vento, apresentou-se dignamente.

A harmonia foi cheia de altos e baixos, pois mesmo sem abrir espaços, fazendo um desfile compacto, havia muita gente sem cantar o samba, que, por sinal, muito bem puxado pelo seu intérprete. Enquanto alguns passavam evoluindo e cantando o samba, outros, ao lado, dialogavam ou conversavam no celular. Sei que é difícil tais cenas se repetirem no desfile, mas é uma coisa que a harmonia deve prestar atenção.
 
GRANDE RIO
 
No meu ponto de vista, até agora foi a escola que trouxe maior contingente. Para vocês, caros internautas, terem uma idéia, a comissão de frente terminou de desfilar, voltou pelo canto até o setor 3, quando entrava o último tripé lá na Presidente Vargas. Foi exatamente neste finalzinho que o samba atravessou, sendo imediatamente consertado pela harmonia. Este atravessamento com certerza não ocorrerá no desfile, devido ao sistema de som implantado na passarela no dia.

A comissão de frente, mais ensaiada, pareceu mostrar uma realeza (seria o rei Sol?) e seus súditos e casal de mestre-sala e porta-bandeira fazendo uma apresentação sem erros e vibrante. Bateria também excelente e samba entoado desta vez por toda a escola que, ao meu ver, aparou as aresta de erros dos ensaios anteriores, fazendo assim o melhor de todos seus ensaios, inclusive de anos anteriores.

Destaque para ala feminina, todas de verde, pela força e alegria com que cantavam o samba. 
 
VILA ISABEL
 
Também com bastante contingente, só que, ao contrário da Grande Rio, compactou as alas fazendo com que algumas fileiras ficassem até com 16 componentes. Estamos cientes que este tipo de recurso, assim como toda aquela coreografia com os braços levantados apresentada, evidentemente não estarão presentes no desfile, pois cada setor e/ou carro terá sua coreografia própria.

Comissão de frente foi bem alegre e comunicativa, ainda com alguns elementos-surpresa que rodeiam o grupo principal, talvez trazendo mais elementos alegóricos.

O samba foi cantado, com muita alegria, por 100% dos desfilantes, até mesmo pela bateria. Se a Vila também fizer 90% deste ensaio no desfile, seremos brindados por outro excelente e emocionante desfile. 

Destaque para o show que o casal de mestre-sala e porta-bandeira deu na frente da primeira cabine de jurados. Um entrosamento fantástico que, sendo repetido no desfile, não escapará do dez. Segura a Vila que eu quero ver!



Análise do ensaio do Império

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 01/02/2009 11:56

Estou de volta colegas internautas para passar um pouquinho dos ensaios técnicos da Sapucaí. Em mais uma noite chuvosa, o Império Serrano apresentou-se garbosamente na Sapucaí. A escola fez um desfile mais coeso e harmonioso, e, o principal, já aparando algumas arestas dos últimos ensaios.

A comissão de frente continua magnífica, já, desta vez, demonstrando que, além dos marinheiros seduzidos pela sereia, apresentará alguns elementos alegóricos os rodeando.

Felizmente, na minha opinião, achei o samba menos acelerado. Não sei se devido à bateria, ao carro de som ou aos dois. Bateria, mesmo mais comedida e com menos firulas em relação aos outros ensaios, estava perfeita.
 
Pontos (ainda) a melhorar: a 1ª ala de crianças toda embolada, sem animação e sem canto, que vem a ser sua principal característica.

Da mesma forma que observei o Mestra Átila fazer deveriam pedir mais alegria para alas coreografadas. Sei que tinha a desculpa da chuva e de estarem presas à coreografia, mas estou apenas apontando itens que, com certeza, o jurado também o faria.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, um pouco mais entrosado, fez uma apresentação mais comedida pelo fato do chão estar escorregadio. Contudo, na minha opinião, o mestre-sala poderia ter cuidado com o excesso de "caretas" que não condiz com o garbo da excelente Jaqueline.
 
No conjunto, o samba parece funcionar cada vez melhor entrando nos nossos espíritos carnavalescos. Se fizer 80% do desfile do ano passado (que não teve ensaio na Sapucaí) o Império Serrano tem tudo para nos brindar com mais um emocionante desfile.

Avante Império Serrano.



Análise dos ensaios de domingo

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 19/01/2009 15:51

Neste domingo, três escolas da área da Tijuca preencheram a passarela do samba com alegria, canto e muito, muito braço para o alto.

Império da Tijuca

Pensei até que viria com um contingente maior, uma vez que o Salgueiro ensaiaria na mesma noite trazendo muitos sambistas em comum.

A escola soube usufruir do ótimo puxador, samba e do refrão forte para a presentar um bom ensaio. Alas bem animadas cantaram muito essa reedição de 1977 - O Mundo de Barro do Mestre Vitalino.

Comissão passou com tranquilidade, também apresentando muita coisa do desfile. Casal também se apresentou bem, mesmo bastante atrapalhado pelo vento. O ponto negativo foi justamente o que é positivo na grande maioria das outras escolas: ala de crianças. Passou apagada com as crianças totalmente alheias ao desfile, andando e sem cantar o samba. Nada que uns bons ensaios na quadra não consertem. Valeu, Imperinho. Belo ensaio.

Vila Isabel

Não se assustem, velhos defensores do desfile sem coreografia uniforme. Neste item nada do que foi visto será reprisado na avenida. Assim como a Unidos da Tijuca, toda e qualquer coreografia apresentada no ensaio é "fake", pois os integrantes não podem fazer os movimentos originais; caso contrário iríamos ver múmias do Egito sacolejando braços.

Por outro lado, toda a escola cantou demais o samba e com muita alegria. Como algumas outras escolas, será impossível, no desfile, montar alas com fileiras tendo 20/22 componentes, principalmente devido ao volume das fantasias.

Outro grande mistério: um doce para quem conseguir desvendar o mistério da comissão de frente. A que se apresentou ontem à noite (muito boa) não foi a mesma apresentada no primeiro ensaio (também muito boa) cujos integrantes, desta vez, estavam espalhados pelo desfile "disfarçados" de meros componentes.

Segura a Vila que eu quero ver !

Salgueiro

Bem parecido com a Vila, no tocante à coreografia do samba. Muito cantado também por seus componentes, a escola, mesmo debaixo de chuva, evoluiu e cantou muito. Pena que o terço final não acompanhou com a mesma energia do início, onde brilharam a comissão de frente que, à primeira vista, parece trazer um ícone negro sendo reverenciado por seus seguidores, e também a primeira ala coreografada que trouxe negros dançando algo semelhante ao maculelê.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira fez uma apresentação básica, com certeza devido ao chão escorregadio. O samba entoado pelo Quinho continua servindo muito bem às características de desfile da escola. Parabéns, Salgueiro.

Jorge Mendes, um tanto molhado, diretamente da cabine de "jurados" entre o setor 3 e 5.



Ensaios da Porto da Pedra e Portela

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 18/01/2009 15:31

De uma maneira geral, a medida que vem se aproximando o carnaval, os ensaios em quadras e em ruas vão se intensificando, refletindo diretamente nos ensaios técnicos da Sapucaí. As escolas fazem ensaios com menos erros.
 
Porto da Pedra
 
Mesmo sendo seu primeiro ensaio na Sapucaí para o Carnaval de 2009, a Porto da Pedra passou muito bem. Harmoniosa, desde a ótima comissão de frente, já dando dicas de sua coreografia oficial. O casal, desfrutando do longo tempo junto, relizou um trabalho de muito entrosamento e com algumas novidades de dança. As alas cantaram bastante o samba, mesmo aquelas "presas" a coreografias, como a interessante ala dos casais da corte dos esfarrapados. Adorei a idéia da escola de fechar o desfile com ala do pessoal da força, que, em geral, fica alijado dos ensaios.

Cena da noite: no final do desfile, devido distância do carro de som, uma ala de idosos (não deu para confirmar se era da velha-guarda) começou a atravessar o canto, sendo imediatamente percebido e corrigido pela ala que vinha imediatamente atrás. Em tempo.... era a ala das crianças que cantava o samba. Parabéns, Porto da Pedra!
 
Portela
 
Veio soberana, cantando tanto ou mais do que a co-irmã que a antecedeu. Comissão bem ensaiada e também com desenhos interessantes, indicando formações com escudos ou algo semelhante. Casal seguro como sempre. Bateria cada vez melhor, a cada ensaio, show da ala de passistas e alas também cantando muito, inclusive as coreografadas.

Único item para melhorar foi a evolução; Devido arrumação das alas, muitas tendo 18 a 20 componentes por fila, prejudicando demais a evolução do componente. Isso no ensaio, imagine no desfile com o volume das fantasias. No geral, bela apresentação. Parabéns, Portela!
 
Jorge Mendes, diretamente da "cabine de jurados" entre os setores 3 e 5.



Análise dos ensaios da Tijuca e Império

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 17/01/2009 15:43

Nesta sexta, nós tivemos mais uma noite de bons ensaios, público e sem chuva.
 
Unidos da Tijuca
 
Tanto a comissão quanto o casal fizeram uma ótima apresentação. Com desenhos coreográficos bem ágeis e seguros a comissão parece estar muito bem ensaiada, já apresentando muito do que vai para o desfile. Bom momento: quando a coreógrafa muito sutilmente pediu sorriso ao grupo, imediatamente atendida.

As alas e composições cantando o excelente samba, algumas porém um pouco indecisas, pois eram proibidas de fazer a coreografia "oficial". O carro de som passou perfeito com um volume de voz muito bem dosado, fazendo com que ouçamos claramente a letra do samba (também pudera com Bruno Ribas + Pixulé + Sereno). Reparei que a Tijuca tirou a tradicional posição do casal, colocando-o na frente da escola. Porém, ela está se arriscando um pouco, posicionando a ala de baianas no final. Boa sorte e parabéns, Tijuca.
 
Império Serrano
 
Pensei que estivesse vacinado, imune à emoção do ensaio do Império Serrano, mas estava enganado. Continuei a me emocionar não só com o samba, mas principalmente, e de novo com a bateria. É incrível como, mesmo de costas, o mestre Átila consegue manter "um link" entre ele e seus batedores. E quando você acha que já ouviu e viu tudo, toma-lhe surpresa, como reverência ao júri, ficando perfilados, batendo continência.

O desfile fluiu muto bem, apesar de algumas alas ainda estarem com problemas de canto. Essas alas não têm a desculpa de que não aprenderam ainda o samba, pois a que poderia ter (a das crianças) cantou com muita energia. A comissão de frente está cada vez melhor, comprovando que apresenta a coreografia do desfile. Repararam o momento que os "marinheiros" tentam não se deixar seduzir, tapando os ouvidos para não ouvir o canto da sereia?

Apesar de toda a leveza e graça da porta-bandeira Jaqueline, o mestre-sala rejeitou duas vezes a mão de seu par, fato que no desfile, seria traduzido por perda de preciosos décimos.

Parabéns, Império Serrano.
 
Jorge Mendes, diretamente da "cabine" entre os setores 3 e 5.



As respostas

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 15/01/2009 14:41

Antes, quero agradecer aos internautas que participaram da brincadeira e responderam à trívia, e também aqueles que tentaram responder.
 
Bem, a primeira pergunta está mais que respondida: será Carlos Reis, 1º destaque da Portela, que virá representando "O Feitiço de Áquila"
 
A segunda, Pedro Geroldo acertou. Será a Renascer de Jacarepaguá que virá com a ala representando a moita (da rota 66). Parabéns, Pedrão!
 
A terceira, ninguém acertou. Será a Caprichosos de Pilares, que trará a Tânia Índio de noiva, no terceiro carro (Caos Urbano)...chegará atrasada ao casório por causa do engarrafamento.
 
Valeu pessoal, aguardem a trívia 2!



Como foram os ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 12/01/2009 20:09

Grande Rio e Beija-Flor, como a grande maioria das escolas, melhoraram bastante em relação a seu primeiro ensaio. A Caprichosos fez seu primeiro e único ensaio na Avenida. As comissões de frente das três escolas fizeram bonito, agradando ao público presente; no entanto, acho que somente a da Grande Rio apresentou desenhos do desfile real: podia-se observar claramente que haverá uma figura de algum soberano (quem sabe Luis XV), pois vários componentes no chão faziam reverência a este que mantinha-se de pé.

Caprichosos

Alegre surpresa. Aproveitando seu samba que por sua vez tem toda característica de desfile da escola, veio com bastante componentes e cantando bem o samba. Achei bacana que alas presas a dança ou algum tipo de coreografia também estavam cantando o samba, como o casal de mestre-sala e porta-bandeira, a ala de passistas e outra ala coreografada, parecendo ser de primatas ou homens da caverna. Parabéns, Caprichosos.
 
Pontos a melhorar: A importantíssima figura da pessoa da harmonia entre a comissão de frente e casal que, ao contrário do ocorrido no ensaio, tem de ficar muito ligada não só à apresentação do casal, mas também ao grupo que antecede para que possa apontar o momento certo de segurar ou seguir.

Grande Rio

Acho que até agora foi a escola de maior contingente a ensaiar. Isso não fez com que as pessoas dos últimos setores cantassem menos ou com menos energia que quem estava no início...com a palavra ... velha-guarda.

O samba funcionou muito bem, dentro das características de desfile da escola, sendo a agremiação que mais contagiou o público na noite. Parabéns para Caxias, ensaio emocionante.

Pontos a melhorar: Notei que, apesar de cantar o samba em peso, uma certa tendência de muitas alas cantarem somente o final das frases do primeiro refrão ("resposta"), se calando no início: (em silêncio) A força de um povo que revoltado..... (cantavam) se uniu; (em silêncio) cruzou fronteiras movimentando..... (cantavam) meu Brasil; (em silêncio) veio o anseio de alcançar..... (cantavam) liberdade...

Beija-Flor

E lá veio Nilópolis esbanjando canto, garra e energia. Aliás, o que já era de se esperar. Continuo achando que o samba encaixa perfeitamente no "espírito" do enredo e da escola que  canta como fosse a melhor de suas obras-primas.

Mesmo sem contagiar o público presente como a escola que a antecedeu, a Beija-Flor fez um ensaio sem erros, com o canto presente em 100% das alas. Casal perfeito. Selminha foi magnífica não se desconcentrando na dança, nem mesmo no momento em que seu cabelo atrapalhou sua visão. Parabéns, Nilópolis.

Pontos a melhorar: Vi várias alas em que havia 16 a 18 pessoas por fila. Sou consciente de que tratava-se de ensaio e de que não há regra para esse tipo de coisa; porém, como o ensaio é para retratar o desfile o mais próximo possível, com certeza, devido ao volume das fantasias esse tipo de arrumação de ala torna-se impraticável no desfile.



Análises dos ensaios técnicos

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 11/01/2009 13:45

Mangueira
 
Foi muito bom, depois da "entressafra" de ensaios, abrir com a verde e rosa. Pena que, apesar de possuir um dos melhores sambas (se não for o melhor), o ensaio ficou aquém do esperado e do ensaio anterior, sem repetir os erros dele. Toda escola, já bem maior que no primeiro, passou cantando muito o samba, só que, não sei a razão, sem evoluir a contento e sem contagiar o público. Comissão e casal com apresentações boas e contagiantes. Não é muito a minha praia, mas notei certa desarmonia na bateria. Os experts no assunto disseram que o erro foi causado pelo carro de som. Notei também que as alas finais não acompanharam a energia das iniciais.
 
Tuiuti
 
Não custa nada lembrar que não se deve, de modo algum, comparar com ensaio das escolas do Especial, pois trata-se de realidades diferentes; por isso, a Tuiuti realizou um ensaio muito animado, com a escola cantando bastante o bom samba-enredo sobre o Cassino da Urca. Tudo bem que era apenas um ensaio, mas, mesmo assim, no desfile não deve acontecer o ocorrido quando a responsável pela hamonia interrompeu a apresentação do casal para que cobrisse o buraco. No geral, parabéns para Tuiuti.
 
Império Serrano
 
Já com a Império Serrano aconteceu o oposto da Mangueira. Desta vez, já com escola bem maior, foi bem melhor que o primeiro, corrigindo as falhas ocorridas. O mestre-sala já bem mais entrosado fez uma bela apresentação com a excelente porta-bandeira Jaqueline. Comissão de frente também mais ensaiada deu um show juntamente com a bateria, que aí já deixou de ser novidade. Poucos notaram mas o desfile da Império Serrano foi brindado com uma imensa lua cheia no céu, talvez invocada pelo canto das sereias e de todos seus componentes.
 
Cena da noite: Jorge Castanheira - presidente da Liesa - ajudando na harmonia e posicionamento para os "jurados". Muito legal essa sua interatividade, vendo que ele não fica preso apenas ações administrativas da entidade, e que não são poucas.



Perguntas para os internautas

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 09/01/2009 00:44

Resolvi fazer uma pequena trívia com os amigos internautas de plantão:
 
Grupo Especial

Lembram do filme "O feitiço de Áquila"? Pois bem, a pergunta é: Qual escola trará seu 1º destaque no abre-alas com a fantasia representando esse filme?

Grupo A
 
Qual escola trará uma ala representando uma moita? 

Que escola trará Tânia Indio do Brasil (1ª destaque da Mangueira) no carro vestida de noiva, acompanhada de seu verdadeiro marido como noivo?

Espero as respostas de vocês.



Análise da Grande Rio e São Clemente

Jorge Mendes | Jorge Mendes | 22/12/2008 16:11

São Clemente
 
Não sei se foi erro tático escolher essa data, nas vésperas do Natal, ou falta de responsabilidade dos desfilantes, mas a falta da maioria das alas acabou comprometendo o ensaio e decepcionando o público presente.
 
A comissão de frente com somente sete componentes, apenas brincou. O fato da escola estar reduzida (ocupando apenas três setores da passarela) não foi o motivo principal do fraco ensaio, mas sim o fato de somente o terço final cantar o samba e evoluir. Realmente uma pena, pois a escola poderia aproveitar o bom samba que tem, retratando o enredo de forma alegre e com energia.
 
Pontos a destacar: o samba-enredo
 
Pontos a melhorar: a presença e compromisso dos desfilantes para com a escola e com o público.
 
Grande Rio
 
Grata surpresa. Diferente da escola que a antecedeu, os componentes compareceram em maioria (a maior até então), fazendo um desfile harmonioso e cantado. O famoso espaço entre comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira foi perfeitamente preenchido pelos guardiões da dupla.
 
A excelente bateria na apresentação para a primeira cabine quase gerou um buraco na pista, mas foi imediatamente percebido e corrigido pelo diretor de harmonia.
 
O bom samba, mesmo com letra difícil, foi muito bem puxado e acompanhado até pelas últimas alas sem qualquer atravessamento.
 
Pontos a destacar: a harmonia e o canto da escola. Ficou muito interessante a ala que fazia coreografia com as bandeiras francesas. Deve causar bom efeito no desfile.
 
Pontos a melhorar: A comissão na primeira cabine nada fez. Acho que o público merecia alguma coisa, mesmo não sendo a coreografia oficial. A terceira ala, que diferente de todas as demais, trouxe fileiras com 15 e 16 componentes, prejudicando toda a evolução. Com fantasia, sem chance de evolução.