SRZD | Jacqueline Sobral


Direitos Autorais X Internet: quem ganha?

| Jacqueline Sobral | 30/06/2009 11:02

O artigo do Ali Kamel, na edição de hoje do jornal O Globo, aborda a questão do direito autoral nesta nossa era do control C, control V.

Ele começa o texto afirmando que, enquanto as empresas sérias de comunicação, incluindo jornais e TVs, pagam para reproduzir artigos e materiais de publicações estrangeiras, centenas de cópias não autorizadas circulam pela internet a cada minuto.

"Trata-se de um efeito colateral de uma das mais ricas revoluções que a era digital permitiu", afirma Kamel. "Ao criar as ferramentas para que as pessoas ponham na internet o que bem entendam, essa revolução pôs em marcha um poderoso canal para expressão de ideias e formação de comunidades. Mas, ao mesmo tempo, essas mesmas ferramentas se tornaram num, até aqui, incontrolável instrumento de pirataria em massa", defende.

Logo depois, o jornalista cita o fato de que as empresas que fornecem as ferramentas para blogs, compartilhamento de vídeos, etc., recorrem ao Digital Millennium Copyright Act (DMCA) - Lei dos Direitos Autorais no Milênio Digital - para se eximirem da responsabilidade sobre o conteúdo divulgado por seus usuários. Essa legislação afirma que os provedores de acesso estão imunes a processos por infração de direitos autorais desde que retirem cópias piratas de seus sites, se receberem uma notificação para isso.

A crítica de Kamel está na desatualização dessa lei, já que a mesma foi criada em 1996, quando ainda não existia o Google, o Blogger, o Orkut e o Facebook. Se uma emissora de TV descobrir que existem, sei lá, 500 mil vídeos no You Tube feitos a partir de sua programação, não pode apenas dizer "não quero nenhum material meu nesse site". A reclamação precisa ser feita caso a caso, vídeo por vídeo. O que o jornalista alega é: é humanamente impossível fazer isso, com a quantidade de conteúdo que circula hoje em dia no mundo virtual.

"Sites como You Tube, Facebook e de blogs são realmente fascinantes, e hoje, indispensáveis. Mas é preciso encontrar uma maneira de proteger o copyright, sob pena de degradar a qualidade do que se produz. Não se pode ser indispensável à custa dos outros."

Humm... Se você coloca no You Tube um trecho de um filmaço que estava no DVD que você acabou de comprar e mais de 100 mil pessoas acabam assistindo e se interessando por ele, a ponto de várias alugarem o tal longa para ver na íntegra em casa... A produtora responsável pelo filme está ganhando ou perdendo com tal popularidade?

Essa discussão é bem polêmica, né!? Não tenho uma opinião formada sobre o tema, e, sinceramente, quem vai conseguir parar esse trem? Uma lei?

Só sei que sou contra censurar o acesso, como vem ocorrendo com os iranianos, assim como sou contra divulgar material alheio SEM citar a fonte. Isso, com certeza, acho um absurdo. Ali Kamel, citei você direitinho, viu?

 



Participem da campanha!

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 19/06/2009 12:12

As notícias sobre os protestos no Irã devido aos resultados "suspeitos" da eleição presidencial destacam a censura sofrida pelos jornalistas e pelos cidadãos do país. Há indícios de que o governo iraniano é o que mais censura o acesso à internet, mais até do que o da China. Usando tecnologia de ponta, os aiatolás bloqueiam milhões de sites que oferecem notícias, comentários, vídeos, etc., incluindo o You Tube e o Facebook.

Mas, felizmente, mais de 400 mil iranianos conseguiram uma maneira de burlar a censura , usando um software do Global Internet Freedom Consortium, que possui estreitos laços com o Falun Gong, grupo espiritual reprimido pelo governo chinês.

O software livre chamado Freegate ("Portão Livre") faz com que o usuário possa navegar em um servidor estrangeiro ao seu país de origem, que modifica os endereços IP a aproximadamente cada segundo, rápido demais para um governo bloqueá-lo, e permite o acesso ao site bloqueado. O tamanho do software também é super prático: cabe em um pen drive. 

Dito isso, quero convocar vocês a participar de uma campanha internacional que está rolando no Twitter pela democratização do Irã e contra a censura a qualquer tipo de informação! Se você tem Twitter, basta acessar esta página:

http://helpiranelection.com/

A sua foto do Twitter fica verde, a cor escolhida para simbolizar a liberdade... Mais de 90 mil pessoas já aderiram à campanha virtual!



Livro ou iPod? Argh!

| Jacqueline Sobral | 16/06/2009 11:34

 

O eterno "exterminador do futuro" e atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, quer substituir os livros didáticos tradicionais por aparelhos digitais como iPods e leitores eletrônicos. A informação é destaque na revista Digital do jornal O Globo desta semana.

O objetivo de Schwarzenegger é reduzir o déficit orçamentário do estado, que ultrapassa US$ 24 bilhões e, de quebra, "dar melhor formação" aos jovens. Primeira dúvida: a compra de livros pelo governo californiano representa que percentual desses bilhões? E quanto custa um ipod ou um outro leitor eletrônico, e quantos gadgets da Apple seriam comprados?

Voltamos à discussão: os livros vão desaparecer?


Há pouco tempo, a Universidade do Missouri anunciou que vai "obrigar" todos os seus estudantes de jornalismo a terem um iPhone ou iPod. O objetivo, segundo a instituição, é facilitar o acesso à informação recente e conteúdos curriculares a partir do site iTunes University.

Enquanto a maçã de Steve Jobs fica mais rica, questiono: por que temos que escolher? Não podemos usufruir o melhor dos dois mundos e aprendermos a partir de livros e tecnologias?

Eu faço um MBA a distância: interajo com os outros alunos via internet (chat e fóruns de discussão), assisto aos trechos de filmes que ilustram as matérias pelo computador, mas prefiro imprimir os textos e estudar o conteúdo das disciplinas no meu material impresso. Qual o problema?

Tenho um "micronotebook" que levo para os congressos dos quais participo, para fazer as anotações sobre as palestras, pois facilita a minha vida, já que preciso produzir textos sobre o conteúdo desses eventos. No entanto, não consigo utilizá-lo no meu dia-a-dia para, por exemplo, fazer anotações em reuniões, ou listar as tarefas que devo cumprir. Simplesmente, acho mais prático contar com o velho caderno e com a tradicional agenda, porque ainda sou mais rápida "rabiscando" do que digitando (e olha que uso os cinco dedos no teclado e nem olho para ele quando digito). Aliás, um dos piores desperdícios financeiros da minha vida foi ter comprado um palmtop. Ele conhece mais o fundo do meu armário do qualquer outro objeto.

ADORO tecnologia e AMO livros. Abaixo o "ou".



O mundo não é 100% monitorado

| Jacqueline Sobral | 02/06/2009 09:56

Em um mundo onde é possível localizar uma pessoa via GPS e onde uma empresa chamada Google consegue ajudar até uma mulher na Califórnia a recuperar a sua bolsa roubada, é tão inacreditável que um avião inteiro desapareça da face da Terra.

Toda a discussão que traçamos, até aqui neste blog, sobre o perigo da exposição e a quebra do direito à privacidade parece boba e sem valor diante de uma tragédia como essa.

Queria muito que o "Lost" de J.J. Abrams saísse das telas da TV e virasse realidade, e que, um dia, todos os passageiros do vôo 447, da Air France, fossem achados, com vida e saúde, em uma ilha perdida. Mas não dá, né?

Só nos resta lamentar o acidente e sermos solidários com as famílias e os amigos das vítimas.



Falta de conexão e o joelho

Jaqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 29/05/2009 10:57

Não, você não vai dar conta de todas as informações do mundo. Sim, vai ter sempre alguém que vai te perguntar se você leu ou assistiu algo que você não, não tomou conhecimento. Gente, esta é uma realidade.

O IDC, empresa de inteligência de mercado, divulgou esta semana que só no ano passado foram criados 3.892.179.868.480.350.000.000 bits de informação digital, o equivalente a 3 quatrilhões de feeds do Twitter ou 162 trilhões de fotos digitais.

Percebe o meu ponto? Por isso, em vez de nos descabelarmos e tentarmos dormir menos na tentativa de absorver o máximo de informações, defendo duas práticas, que acho fundamentais: SER SELETIVO E CONTEXTUALIZAR ESSAS INFORMAÇÕES PARA QUE ELAS VIREM, DE FATO, CONHECIMENTO. O simples acúmulo de dados já é muito bem feito pelos computadores e pelo mundo virtual, e você nunca vai conseguir ser competitivo nessa área.

Este é o problema! Parece que as pessoas estão ficando "bitoladas" com esse excesso de informação e estão deixando de PENSAR, REFLETIR sobre as coisas, além de diminuir cada vez mais os momentos de lazer.

Saiu uma nota no "O Globo Digital" desta semana com o título "Em apenas 5 segundos", sobre um site que oferece "supercondensações de clássicos no cinema" para quem não tem tempo para assistir a um bom filme. COMO ASSIM? PARA QUÊ EU QUERO VER CINCO SEGUNDOS DE UM FILME?

É patético, mas eu vou contar para vocês... Na sexta-feira passada, eu estava andando na rua (bem rápido, confesso), justamente PENSANDO sobre isso tudo, quando... virei o pé e caí no chão.

Não preciso nem dizer o quão ridículo foi... E ainda para completar,  eu (com vergonha) saí andando com joelho sangrando, mais rápido ainda, para me afastar do "local do crime". Enfim, a pancada foi no tendão, tive que colocar uma tala, tomar anti-inflamatório, e ainda não estou 100%.

Essa história não é uma bela metáfora? Enquanto criticava mentalmente essa nossa correria insana e a incapacidade de muita gente em contextualizar os fatos e fazer conexões, o que eu estava fazendo? ANDANDO RÁPIDO, agitada e apressada, como sempre, para dar conta de todas as tarefas e atividades.

E o que aconteceu? Caí.

Para mim, o subtexto foi "Jacqueline... Não acha que está na hora de VOCÊ desacelerar um pouco, parar de ficar tão pilhada, e cuidar um pouquinho mais de você?"

Confesso que eu estava indo apressada para o meu encontro semanal com Freud e que ele, ao me ver com o joelho todo ensangüentado, me ajudou a CONECTAR  o tombo com a minha reflexão. Antes que vocês também caiam por aí como eu, convido-os a PENSAR e a REFLETIR sobre as suas rotinas.



Fnac: marketing viral?

| Jacqueline Sobral | 20/05/2009 11:26

O site da Fnac "bombou". Devido a um bug no sistema, quem acessou a loja virtual se deparou com promoções do tipo "TVs de plasma a R$ 9,90". Muita gente correu para fazer compras e a empresa, após perceber a falha, publicou no site um comunicado dizendo que vai devolver o dinheiro dos consumidores. Os órgãos de defesa do consumidor afirmaram que a atitude da Fnac é correta e que as pessoas agiram de má-fé ao tentar comprar produtos como notebooks a preço de CD.

Sinceramente, eu concordo com muitos comentários que li no Twitter: o caso não passa de uma ação de marketing viral (muito boa, aliás) da Fnac!

Marketing Viral = campanhas realizadas pelas empresas, principalmente na internet via redes sociais, para estimular o "boca-a-boca" entre os consumidores. No caso da Fnac, a estratégia seria "falem mal, mas falem de mim". Sacou?

Alguns depoimentos no Twitter:

"Só eu de repente achei q isso de FNAC a 9,90 tá com cara de viral? Essa mancada NÃO É fácil de cometer.", escreveu Ornitorrinco.

"Essa história da Fnac só comprova a minha teoria de que nerd que é nerd não dorme!", afirmou MissMoura.

"Caso Fnac - brasileiro se acha mt esperto comprando TV LCD a R$9,90, né? agiu de má fé, não vai levar, bem feito." By  thiagomcruz.

Qual é a opinião de vocês?

 



Clubes privativos virtuais

| Jacqueline Sobral | 15/05/2009 13:23

"Comemore a vida com estilo". Essa é a mensagem do site Elysiants. Eu ia escrever "rede social", mas o nome não me parece adequado para clubes fechados, formados por pessoas com grana. Resolvi bisbilhotar o "orkut dos ricos", depois que li a entrevista do criador do Elysiants, Ruuds Smeets, na Folha de São Paulo desta semana. Ao jornal, ele afirma que o site de relacionamento, criado em novembro do ano passado, pretende ter no máximo 300 mil associados e "no Brasil, de 15 mil a 20 mil". Humm... Ele não explica por que determinou esse número de brasileiros. Mas não é difícil buscar um motivo: para entrar no clube, primeiro a pessoa deve ser convidada por um membro (lembram que no Orkut era assim?), e depois pagar a bagatela de US$ 5 mil - que garante a permanência no Elysiants por apenas três anos.

Nas minhas andanças virtuais, encontrei também o  Quintessentially, um clube privado que oferece serviços mundiais de concierge 24 horas por dia, 365 dias por ano. "O Quintessentially pode praticamente dar-lhe as chaves de qualquer cidade", afirma o site.

E continua "... é o seu passaporte para o melhor que a vida tem para lhe oferecer. Seja viagens, música, arte, gastrononomia (...) Nós podemos não só resolver os seus problemas práticos mais prementes (onde encontrar presentes rapidamente, uma boa ama (Como assim???), o melhor ginásio da cidade (...) desde a primeira fila em desfiles de moda a desejos repentinos de fretar um iate, bilhetes de teatro impossíveis de reservar (...)"

Para ingressar no Quintessentially, você preenche um cadastro e eles decidem se você tem o "perfil adequado".

Vou contar para vocês exatamente o que me veio à cabeça (sempre muito criativa) quando li isso tudo, sem censura: Vanilla Sky, Alias e maçonaria.

O primeiro é um filme do Tom Cruise e o segundo é uma série do J.J. Abrams. Acho que em maçonaria todo mundo já ouviu falar. Não pretendo aqui racionalizar essa associação livre que eu fiz. Se vocês quiserem comentá-la, fiquem à vontade.



Nostalgia

| Jacqueline Sobral | 13/05/2009 10:16

Acordei hoje com vontade de fazer uma homenagem aos ícones tecnológicos da minha infância. Quem sabe não proporciono boas lembranças a vocês também?

A primeira imagem é o pogoball. Tive três, porque os adultos insistiam em querer brincar também e acabavam furando meu brinquedo. Hoje, as crianças pulam, se tiver um Nintendo Wii na frente delas...

A segunda é o Frogger, jogo do Atari que hoje já virou peça de museu, mas que me proporcionou muuuuuitas horas de diversão...

E, por último, a minha querida máquina de fazer pipoca: minha primeira experiência culinária! As meninas hoje em dia ainda brincam de panelinha?

Tecnologia de ponta. Tive três, porque os adultos cismavam de experimentar e acabavam furando meu brinquedo.

Para as crianças de hoje, uma simples peça de museu. Mas me rendeu bons momentos de diversão.

 



Twitter gostoso

| Jacqueline Sobral | 08/05/2009 14:48

Para quem ainda tem dúvidas sobre a utilidade do Twitter, aqui está uma, desenvolvida especialmente para os amantes dos pãezinhos... Toda vez que sai do forno um pão quentinho, funcionários da Albion, uma padaria inglesa, apertam um botão e, num passe de mágica, os fregueses são avisados via twitter!

Para assistir ao vídeo sobre o funcionamento do Baker Tweet, clique aqui!




A lógica capitalista censura o acesso dos "pobres"

| Jacqueline Sobral | 04/05/2009 13:52

"A internet é um ambiente no qual as informações fluem livremente e podem ser acessadas por qualquer pessoa que tenha computador e conexão. No mundo virtual, todo mundo é igual." Sinto muito, caro leitor, mas, ao que tudo indica, essas duas afirmações já não são mais verdadeiras.

Eu diria que a famosa frase de George Owell começa a fazer mais sentido em relação à Web: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros."


Uma reportagem publicada hoje na revista Digital do jornal O Globo informa que, no ano passado, o site de compartilhamento Veoh decidiu bloquear usuários da África, Ásia, América Latina e Leste Europeu.

Leiam com atenção à declaração do CEO da Veoh, Dimitry Shapiro:


"Eu acredito em comunicações livres e abertas, mas essas pessoas estão famintas por conteúdo. Elas sentam e assistem, assistem, assistem. O problema é que estão comendo banda, mas é muito difícil conseguir algum retorno disso." Vou traduzir mais objetivamente o que ele disse: "Pobres, fiquem com fome de comida e de conhecimento!"


A reportagem do jornal informa um dado concreto: há atualmente 1,6 bilhão de pessoas com acesso à internet, das quais menos da metade tem renda suficiente para interessar aos anunciantes. Ok. Essa é uma informação que precisa ser levada em conta pelas empresas - afinal, um site é um business. O problema está no discurso perigoso desse Shapiro! A democratização do acesso à informação e ao conhecimento é justamente a GRANDE vantagem da internet!


Ao ler a matéria, logo me lembrei do que li outro dia no livro do Parag Khann (conselheiro da campanha de Barack Obama), "O Segundo Mundo": ele diz que, sim, o mundo atual é uma rede, mas com aranhas.

Gente, alguém tem um inseticida para me emprestar?



Redes Sociais: Não dê as costas a elas

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 30/04/2009 15:17

Se você acha que Orkut é site de adolescente que não tem o que fazer e que o Facebook é a coisa mais confusa que você já viu (confesso que eu ainda não consegui lidar muito bem com o Facebook), respire fundo, conscientize-se de que o mundo está mudando e de que essas são apenas "ideias pré-conceituosas" de sua parte. Humm... Sei. Você quer continuar achando isso e pronto? Tenho uma notícia para você, meu caro ou cara amiga: OU VOCÊ COMEÇA A ACESSAR, A LER E A PARTICIPAR DAS REDES SOCIAIS, ou já já você vai estar fora do mercado de trabalho.

Está na capa deste mês da revista Melhor Gestão de Pessoas uma reportagem que escrevi em parceria com o editor do veículo, Gumae Carvalho, sobre o uso de redes sociais pelas empresas e pelos profissionais que buscam novas oportunidades de trabalho ou de emprego.

Eu já tinha uma ideia do uso desses sites antes de começar a pesquisar e de iniciar as entrevistas, mas agora estou simplesmente impressionada com o crescimento dessas redes!

Tive a oportunidade de entrevistar por e-mail o americano Laurie Haun, executivo de RH e um dos criadores do HRM Today , uma grande rede social de profissionais de recursos humanos. Ele afirmou que a  tendência é que a internet seja cada vez mais usada para que profissionais se reúnam e colaborem em projetos a curto prazo, em vez de o foco ficar concentrado no preenchimento de vagas e na busca de empregos a longo prazo. "Eu não ficaria surpreso se em dez anos a gente passasse a ter de 10% a 15% da força de trabalho sendo utilizada como agentes livres", ressaltou.

Para explicar a lógica que une redes sociais e carreira, Haun resumiu bem: "Minha filosofia é que as pessoas só conquistam trabalhos a partir de relacionamentos. Facebook e LinkedIn, por exemplo, são plataformas para a construção ou a manutenção de um relacionamento. Pessoas que não são boas em se relacionar com certeza não serão contratadas nesse sites."

Vai por mim: Mesmo que você não seja "o social", vale a pena começar a se informar e participar das redes sociais. Depois, não diga que eu não avisei.



E-commerce: Questão de sorte ou azar?

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 27/04/2009 21:39

Alguém aqui já teve alguma experiência ruim com compras pela internet? Penso que sou muito sortuda, ou a pessoa é que deu muito azar, até porque, normalmente, ouço essas histórias de gente que nunca adquiriu nada na web e, quando resolveu fazê-lo, não se saiu muito bem.

Tenho um amigo, o nome dele é Pedro, que ainda não deu UMA dentro quando o tema é e-commerce. No ano passado, ele anunciou que iria comprar um novo celular e o faria via internet, apesar de nunca ter recorrido ao mundo virtual do consumo. Fez tudo direitinho: escolheu o modelo, fez o cadastro, preencheu a ficha com os dados do seu cartão de crédito e... dias depois, em vez do celular, a empresa (uma GRANDE varejista virtual) enviou para ele um cartucho de impressora...

História 2, esta mais recente: Pedro resolve dar de presente para a namorada um livro cuja edição não é vendida mais nas livrarias. Digo a ele que, em vez de ficar buscando em sebos, que procure um sebo online. Ele segue o meu conselho e encontra uma pessoa que está vendendo a tal obra. Faz o depósito na conta do cara e... dias depois, o que acontece? Ele recebe em casa o livro... errado! O vendedor, então, pede desculpas, ressaltando que nunca tinha feito uma confusão dessas.

Dá para acreditar? Claro que ele vai pensar duas vezes agora antes de recorrer às compras online. Eu continuo uma ferrenha defensora... Mas também NUNCA tive problema algum...

Quando saí hoje do trabalho, uma amiga minha estava lá na frente do computador, comprando um microondas num site de uma grande varejista que enviou a ela um e-mail divulgando a promoção do aparelho. Antes de se decidir pela aquisição, ela pediu opinião a mim e a "vizinha" dela de baia. Ficamos as três debatendo se o tamanho do microondas era o ideal -minha amiga mora sozinha e não cozinha NADA -, e ficamos olhando cada detalhe das especificações.

Saí de lá pensando nessa cena: imagina se, na correria deste nosso mundo enlouquecido de hoje, conseguiríamos as três marcar de, por exemplo, ir ao shopping agora depois do trabalho para vermos o microondas ao vivo? Ainda mais hoje, chovendo do jeito que estava aqui no Rio de Janeiro.

Na venda eletrônica, você escolhe o que quer, vê as coisas com calma no aconchego da sua cadeira ou do seu sofá (se você tiver wi-fi), opta pela forma de pagamento que lhe convém, dependendo do site escolhe também o prazo da entrega, e o produto ainda chega na sua casa! Nesta semana mesmo, coloquei fotos para revelar e aluguei um filme sem sair da minha casinha. E, apesar de adorar ir a uma livraria e folhear os livros antes de comprá-los, já cheguei à conclusão que os mesmos são mais baratos no comércio eletrônico.

Saiu hoje uma notícia de que, no ano passado, o uso do cartão de débito superou o de cheques pela primeira vez no Brasil. Além disso, outra reportagem afirma que a previsão é de que as vendas online no Brasil para o Dia das Mães aumente em 20% em relação a igual período de 2008, movimentando cerca de R$ 450 milhões. Para mim, as duas informações são reflexo de um mesmo movimento: as pessoas buscam cada vez mais praticidade. Para que preencher cheque, ter todo o trabalho de ficar colocando tracinhos e Xs perto dos números para ninguém rasurá-lo, se você tem um dinheiro de plástico à disposição? É mais seguro para você e para o vendedor.

Mas, me conta! Você se dá bem com o comércio eletrônico ou joga no time do meu amigo, Pedro?

P.S.: Em um post antigo aqui do blog, vocês encontram algumas dicas para fazer uma compra segura.



Breath Alert

| Jacqueline Sobral | 22/04/2009 11:56

Surgem umas novidades tecnológicas totalmente desnecessárias e inúteis, mas esta aqui, sem dúvida, traz uma grande contribuição para a humanidade: o Breath Alert, ou, medidos de hálito . O aparelhinho, que cabe na mão, detecta compostos químicos causadores do mau hálito - ele tem uma escala de quatro estágios.

Perfeito! Será que pega mal dar o aparelhinho de presente?




Internet via rede elétrica

| Jacqueline Sobral | 15/04/2009 15:09

Os jornais brasileiros noticiaram que a Anatel está regulamentando no país o uso da Internet de banda larga via rede elétrica, enquanto a Aneel já estuda o assunto para criar regras de exploração do serviço. Funciona como uma TV a cabo: o provedor libera o sinal e o mesmo "viaja" pelos fios até a casa do internauta. Basta ligar na tomada um aparelhinho, como se fosse um modem, e pronto.  O nome da tecnologia é Broadband over Power Lines (BPL) ou Power Line Communications (PLC).

A novidade aumentará o acesso à internet, principalmente para aqueles brasileiros que vivem em cidades muito distantes dos grandes centros e não têm rede de telefonia fixa. Ponto positivo. No entanto, como sempre ocorre quando o tema é o  mundo virtual, o assunto precisa ainda ser bastante explorado. Existem questões que ainda não foram esclarecidas! Vamos a algumas delas:

- O primeiro teste dessa tecnologia foi realizado em 2001 no Brasil. As reportagens desta semana informaram: "O sistema já está sendo testado em Barreirinhas no Maranhão; em Goiânia; em São Paulo; em Santo Antônio da Platina, no Paraná; e em Porto Alegre. Esse "já" dá a impressão de "recentemente", o que não é verdade. Há anos, empresas como Cemig, Chesf, etc, vem estudando a tecnologia. Em Barreirinhas, porta de entrada para os belíssimos Lençóis Maranhenses, o estudo está sendo conduzido pela japonesa Panasonic.

- Seu aspirador de pó, seu liquidificador, sua TV ou a sua máquina de lavar roupa podem interferir e atrapalhar a sua "internet elétrica" e vice-e-versa. Segundo especialistas, os fios da rede elétrica funcionam como um radar, captando sinais de outros aparelhos, o que pode corromper a transmissão de dados virtuais, assim como a própria internet pode interferir na freqüência de outros aparelhos.

Uma reportagem da Agência Brasil, porém, afirma que "ao autorizar o acesso à internet banda larga por meio da rede elétrica, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu uma série de normas para que o sistema não cause interferência prejudicial em outros serviços". Mais a frente, acrescenta que "os sistemas deverão dispor de mecanismo que possibilite o desligamento remoto, a partir de uma central de controle, da unidade causadora de interferência prejudicial." Quê??? Sinceramente, não entendi. Se o meu liquidificador começar a interferir na transmissão de dados da minha internet elétrica, o próprio sistema vai interromper remotamente a execução do meu suco???

- A segurança da internet via rede elétrica ainda é questionável. Sem confirmar uma invasão ao sistema, o governo americano afirmou neste mês que a rede elétrica do país enfrenta um crescente risco de ataques cibernéticos e que eles estão trabalhando para diminuir as vulnerabilidades da tecnologia. Se lá na terra do Tio Sam, eles admitem que não conseguem manter o sistema sob controle, aqui como vai ser?

- A União Européia planejou usar o PLC a partir de 2006 e não cumpriu o cronograma. Por quê? Existe um projeto na União Européia de implementar o PLC em todo o continente (o Projeto Opera), mas originalmente o cronograma previa essa instalação até 2006, o que, até agora, não ocorreu. O que será que está dando errado?


Enfim, para variar, existem diversos pontos de interrogação sobre o uso e as vantagens e desvantagens da internet elétrica. Mais um: as concessionárias de energia elétrica estão preparadas para administrar o tal serviço? Ai, ai...



A internet dificulta ou facilita relacionamentos?

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 12/04/2009 20:58

Ela aguarda ansiosamente que ele retorne a ligação dela o mais rápido possível. Nesta época de "multi-tarefas" e conexões simultâneas via internet, ao mesmo tempo em que encara o telefone sem fio e o celular quase que exigindo o toque de um deles, a menina também fica de olho no MSN e no Gtalk para ver se o rapaz se conecta; aperta "F5" compulsivamente nas páginas do Twitter e do Orkut; além de checar compulsivamente a sua caixa de e-mails. E se resolve sair de casa para ir na esquina, obviamente carrega o blackberry.

Em matéria de "ansiedade paixonítica", vai me dizer que não era mais fácil tê-la antigamente?

Para quem gosta de comédia romântica com umas pitadas de diálogos inteligentes, recomendo "Ele não está tanto a fim de você" . Esse cenário de mil opções de comunicação e conexão é abordado no filme.

Hoje em dia, tem gente que se protege com o escudo do monitor do computador e só ousa expressar seus sentimentos via web. Muitos relacionamentos fluem que é uma beleza por intermédio das palavras e dos emoticons digitados, mas na hora da "vida real" a coisa parece que se transforma. Dois amigos meus recentemente, graças a um "empurrãozinho", começaram a trocar mensagens diárias no MSN e via SMS. Estava tudo óótimo... Eles chegaram até a "jantar juntos", leia-se: cada um na sua própria casa, com a sua própria comida, se olhando via web cam. Confesso que achei um pouco over - adoro um bom papo regado a um bom vinho e a uma boa comida ao vivo. Mas, continuando... Toda a magia foi por água abaixo quando os dois finalmente se encontraram fisicamente.

Nesta semana, ouvi o seguinte diálogo no vestiário da academia de ginástica, entre duas meninas de faculdade:

- O fulano ainda não me ligou, sumiu depois da última vez que saimos.
- Jura? Mas ele também não tem entrado no MSN?
- Pior que tem. Mas ele não puxa papo e não sou eu que vou dar o primeiro passo, né!?

Ou seja, atualmente, as pessoas somem, mas não desaparecem. A mocinha espera o cara procurá-la e, enquanto isso não acontece, ela se tortura constatando que ele está online - não, ele não foi atropelado por um ônibus, não, ele não está doente, e, sim, ele simplesmente não está a fim de te procurar. Eis o tema do filme que mencionei acima.

Lembrei agora de uma amiga minha que é casada com um homem que ela conheceu em um desses sites de relacionamento amoroso, estilo "Par Perfeito". Parece história de filme, né!?

Apesar de adorar navegar, de já não saber mais viver sem internet, ainda sou meio antiquada. Na minha opinião, os programas de mensagem instantânea, os e-mails e sites como orkut funcionam para alimentar uma relação que teve início já no "mundo real".

 É como ouvi recentemente de um especialista em RH sobre o uso de redes sociais por profissionais e empresas: a web é apenas uma ferramenta de relacionamento. Quem consegue se relacionar pessoalmente, vai ser bem-sucedido; quem falha nesse quesito, vai continuar batendo a cabeça no mundo virtual. Qual é a sua opinião sobre o tema???


Jacqueline Sobral

Jornalista e especialista em Relações Internacionais. Trabalhou na rádio CBN como repórter, produtora, redatora e locutora; foi repórter de Economia do Jornal do Commercio e do JB, e atuou também na Globo News. Desde 2005, é assessora de imprensa do IDE/FGV. E-mail: jacqueline.sobral@gmail.com

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