Contra a estupidez
| Jacqueline Sobral | 02/02/2010 12:37
"A Microsoft não tem como lançar uma atualização de sistema contra a estupidez, certo?"
E nem a Apple, e nem nenhuma outra empresa, meu caro. Para mim, essa foi umas das melhores frases ditas na Campus Party - a autoria é do ex-hacker Kevin Mitnick.
Não adianta as melhores máquinas, os melhores sistemas, as melhores ferramentas... Se o ser que se instala entre a cadeira e o computador não for pensante.
Há uns oito anos, minha bolsa foi furtada num bar badalado do Leblon e eu tive que parar em uma "delegacia-legal" para fazer o boletim de ocorrência. A pessoa na minha frente levou quase uma hora para registrar no computador a minha história, porque "catava milho" e eu ainda tive que dar dicas de português. "Eu coloco agora `aí então´?" Anunciar ao mundo que a delegacia agora se chama "legal" porque tem um sistema informatizado resolve mesmo a vida dos cidadãos, quando o indivíduo que vai usar esse sistema não consegue organizar as ideias em um texto e precisa urgentemente de um cursinho básico de datilografia? Eu sei que o exemplo é velho e bobo, mas é só para ilustrar o que quero dizer...
Como um gerente de projetos me disse uma vez sobre os riscos de um projeto não dar certo: "Infelizmente, projetos são feitos por pessoas, eis o problema." Ok, ok, é uma declaração radical demais... Mas, confessa... Ele não está 100% errado, né!?
Por favor, gente! Vamos usar o computador como uma super plataforma para voos cada vez maiores em direção ao aprendizado... Vamos ter o bom senso de não acreditar em tudo que está escrito na internet e de buscar fontes confiáveis.
E vamos parar, definitivamente, com essa mania de sair clicando em links desconhecidos e de informar dados pessoais a qualquer um que surja na tela do seu computador... Eis duas dicas do ex-hacker...
Combinado?
PCs e MACs
| Jacqueline Sobral | 26/01/2010 17:23
"A diferença entre um PC e um Mac é que em dois anos um Mac vira um PC e um PC vira um aquecedor elétrico."
Adorei. A frase é da jornalista Juliana Cunha, que tem um blog chamado "Já Matei por Menos". Esbarrei um dia por acaso com os textos dela e agora, de vez em quando, entro lá. A identificação com o sarcasmo dela foi instantânea.
Conteúdo pago X Conteúdo gratuito
| Jacqueline Sobral | 25/01/2010 18:16
O jornal New York Times decidiu que a partir do ano que vem limitará o acesso gratuito ao seu conteúdo on-line, com objetivo de manter a receita com os anunciantes. Para ler todas as reportagens de graça, só para quem for assinante da versão impressa.
Um site/portal de conteúdo na internet com acesso pago tem vida longa? Eu tenho as minhas dúvidas.
Raciocinem comigo:
Geramos não sei quantos exabytes por ano de informação digital, o que só vem comprometendo o desempenho da mente humana - pesquisas já mostraram que os lapsos de memória das pessoas são cada vez maiores.
Por conta desse excesso de informação, nada mais se cria, tudo se copia, e as crianças já nascem sabendo usar o "Control C / Control V" - tanto é que as instituições de ensino hoje só conseguem identificar a cola em trabalhos de conclusão de curso, se usarem softwares específicos contra plágio.
Apesar de determinados sites de notícia bloquearem o comando do "copiar/colar", o conteúdo é disseminado por aí da mesma forma, basta ter alguém mais paciente e com tempo ocioso para digitar o que está escrito lá...
Se eu sou uma pessoa que mantenho uma assinatura de jornal impresso, porque a leitura do papel é um hábito do qual não penso em me livrar, por que, diabos, eu vou querer ter o acesso privilegiado gratuito pela internet?
Se eu comecei meu dia me atualizando com o meu jornalzinho, que peguei no chão em frente à porta da minha casa, eu vou querer ler tudo de novo na versão on-line? Ok, ao longo do dia, a gente acaba acessando a internet para se atualizar em real time... Mas, mesmo assim: há tanta informação circulando e tantos portais confiáveis e sérios que oferecem conteúdo gratuito... Eu vou querer ler o jornal impresso e depois usar o MESMO veículo de comunicação como fonte para saber o que aconteceu há uma hora?
Humm... Se eu for uma leitora-super-hiper-fiel, talvez... O New York Times é um dos maiores jornais do mundo - aliás, sua versão dominical é mesmo tão grande e tão pesada que pode ser usada até como uma arma...
Se eu for assinante da versão impressa, posso talvez querer acessar o conteúdo on-line para "pescar" uma notícia interessante e enviar a um amigo por e-mail... Mas aí estarei disseminando no mundo virtual o conteúdo que é pago, não? Ih... Voltei de novo para a história do "Control C, Control V"...
Percebem como cobrar pelo acesso a conteúdo na internet é complicado? O que vocês acham?
No sense
| Jacqueline Sobral | 08/01/2010 15:50
"Estudo americano realizado com ratos sugere que o uso de telefones celulares pode ajudar a combater doença de Alzheimer". Eis a "pérola" que acabo de ler em uma reportagem da agência Reuters.
Gente, sempre me pergunto se as pessoas não tem mais nada para fazer da vida além de ficar inventando essas analogias sem sentido!
"Os ratos foram expostos a ondas eletromagnéticas equivalentes aos emitidos por um aparelho celular na cabeça de um ser humano por duas horas diárias num período de sete a nove meses. Ao final desse período, foi descoberto que a exposição aos telefones celulares eliminava o acúmulo da proteína beta-amilóide, principal indicador da doença de Alzheimer." Ah, tááááá...
Essa matéria me fez pensar sobre aquela polêmica de que o celular provoca câncer, lembram? Pois é. Acabei de digitar no Google "celular" e "câncer" e os primeiros três resultados da busca são os seguintes:
1º) Estudo: 10 min no celular podem causar câncer - Terra
Data: 7 de setembro de 2007
2º) Confirmada a ligação de celular e câncer
Data: 23 de dezembro de 2008
3º) Info Online: Estudo nega relação entre celular e câncer
Data:6 de fevereiro de 2008
E agora? O celular provoca câncer ou combate o Alzheimer? E quem toma mais café, tem menos depressão?
Notebook transparente
| Jacqueline Sobral | 07/01/2010 16:10
Veja o que seus colegas de trabalho estão fazendo... através do monitor do seu computador. :)
Este é o protótipo do notebook da Sansung com tela em OLED (Organic Light-Emitting Diode, em inglês). Pelo que pesquisei, a tecnologia, conhecida também como "tela orgânica", possui luz própria e, com isso, não precisa de luz de fundo ou luz lateral.

Desejos para 2010
| Jacqueline Sobral | 30/12/2009 14:17
Neste novo ano,
Desejo que as pessoas aprendam que não é legal encaminhar e-mails de corrente amiga, porque não há nada de amigo nisso...
Desejo que as empresas descubram que não há mais nada irritante do que banner piscando no meio da página do site e que não, o leitor não é impactado positivamente pela marca com essa ação...
Desejo que as prestadoras de serviço entendam que é preciso treinar seus operadores de telemarketing e que aquela gravação de "aperte 1 para...", "aperte 153 para..." por si só não torna o atendimento mais ágil.... Nessa linha, desejo também que elas retirem de seus sites o "atendimento on-line" se não têm condições de oferecê-lo...
Desejo que os autores de spam recebam de volta TODOS os spams que dispararam em 2009 e que a caixa de correio eletrônico deles exploda com esse retorno...
Desejo que as celebridades que mantêm contas no Twitter aprendam a escrever corretamente e que ensinem suas filhas a fazer o mesmo... E que tentem se informar sobre as regrinhas da netiqueta (quando usar o CAPS LOCK, por exemplo)...
Desejo que as empresas de varejo que possuem comércio eletrônico de fato enviem os produtos às pessoas que pagaram por eles no prazo certo, em perfeitas condições... e que aprendam que, ao não cumprir seus deveres, têm suas marcas criticadas a exaustão nesta nossa rede virtual (o que implica redução nas vendas)....
Desejo não receber mais torpedos da minha operadora de celular com "promoções imperdíveis", pois acho uma invasão de privacidade esse negócio de spam-mobile-marketing...
Por falar em torpedo, desejo que as pessoas PAREM definitivamente de enviar SMSs enquanto dirigem seus veículos - o que esses seres têm na cabeça? O desejo vale também para quem acha que conversar ao celular e dirigir são duas ações que podem ser executadas simultaneamente...
Por último, desejo a todos os leitores do Portal SRZD uma excelente virada de ano!!!! :)))
Compras de Natal
| Jacqueline Sobral | 17/12/2009 11:56
Você já comprou seus presentes de Natal?
Não decida o que comprar sozinho! Conte com a ajuda dos 1,6 bilhão de usuários da internet!
Antes de fazer suas aquisições, vale a pena navegar um pouco pela internet e descobrir o que andam falando sobre os produtos que você pensa em comprar. O que não falta hoje é informação nas redes sociais e nas comunidades sobre marcas e produtos. Acesse o Orkut, faça uma pesquisa no Twitter, dê uma passada no Reclame Aqui. Assim, você evita surpresas ingratas.
Não sabe onde procurar? Recorra ao velho Google. Eu, normalmente, digito o nome do produto + palavras como "adorei" ou "ótimo". Assim, já encontro rapidamente depoimentos positivos. Logo depois, faço a mesma coisa com palavras como "não compre" ou "odiei". Assim, consigo ter informações suficientes para tomar minha decisão.
Um levantamento realizado este ano pela Talk, com o apoio do Datafolha, concluiu que 48% dos usuários já consultam fóruns e comunidades na Web para ouvir a opinião de outros consumidores antes de fechar uma compra. Quanto mais cara é a compra, maior a tendência de fazer uma pesquisa virtual antes de abrir a carteira... Faz sentido, né!?
Agora... Sinceramente, não sei se, na altura do campeonato, é legal recorrer aos sites de comércio eletrônico para comprar seus presentes. Claro que é tentador comprar tudo apenas com a ajuda do mouse, sem ter que enfrentar as lojas lotadas dos shoppings, mas com a proximidade das festas de fim de ano e o aumento das vendas, você corre o risco de os produtos não chegarem a tempo na sua casa. Imagina chegar de mãos vazias no grande dia e ter de explicar que o Papai Noel entalou na chaminé virtual?
Otimize seu tempo no Gmail - atalhos
| Jacqueline Sobral | 07/12/2009 18:17
A empresa americana Gboard acaba de lançar um teclado feito especialmente para os usuários de Gmail. Nele, há teclas (atalhos) para apagar mensagens, responder, responder a todos, criar uma nova mensagem, etc.

Eu sou à favor de tudo que facilita a vida. A novidade custa US$ 19,99 + taxa e pode ser adquirida no site da empresa: www.gboard.com.
Já para quem tem facilidade de decorar comandos no computador, vale à pena aprender alguns atalhos do Gmail - pelo menos, você não vai precisar tirar dinheiro do bolso. Eu, por exemplo, decorei alguns e confesso que tenho inveja de quem sabe todas as combinações "alt shift 3456 caps lock"... rs
Aqui vai uma listinha de atalhos para tornar sua vida no Gmail mais fácil e eficiente. Entre no seu Gmail e teste-os!
"C" - Abre uma nova mensagem - "Compose mail"
Isso mesmo. Se você estiver na frente do seu Inbox, basta apertar a tecla C do seu teclado e começar a escrever seu e-mail...
Ao abrir uma mensagem, o que você quer fazer com ela...?
Quer arquivar? Tecle "E"
Quer responder? Tecle "R"
Quer responder para todos? Tecle "A"
Quer encaminhar para alguém? Tecle "F"
Quer apagar? Tecle "SHIFT + 3"
Existem muitos outros atalhos, mas costumo usar apenas esses por serem fáceis e porque foram os únicos que eu decorei...
Quer aprender mais ou esqueceu tudo? Peça ajuda ao próprio Google: "SHIFT + ?"
O poder do anonimato virtual: fama e cadeia
| Jacqueline Sobral | 24/11/2009 15:29
Voltei de férias! E vou escrever sobre um caso da Coreia do Sul que retrata bem o poder do anonimato na internet, para o bem e para o mal - a história é tema de reportagem da edição de novembro da revista americana Wired.
Park Dae-Sung, um sul-coreano de 30 anos de idade, que nem tinha ingressado em uma faculdade - todos os dias ia de bicicleta à biblioteca pública para estudar para o vestibular de um curso de graduação de economia - tornou-se o "guru do mundo econômico", depois que começou a escrever análises e previsões em um fórum de discussões virtual do Daum, um portal do país que oferece diversos serviços como Messenger, conta de e-mail, entre outros.
Com o pseudônimo de "Minerva", deusa romana da sabedoria, em março de 2008, ele passou a escrever exclusivamente sobre economia, produzindo relatórios e fazendo análises baseadas em seus anos de estudo sobre as obras de Adam Smith e Joseph Stiglitz. "A economia mundial está no meio de um colapso, então, pague suas dívidas e estoque comida e água potável", ele avisou em um post.
Em seus textos, Minerva dava conselhos sobre quando comprar ou vender uma casa, trocar a moeda coreana por dólares ou sair do mercado financeiro. Seus posts começaram a fazer sucesso por um simples motivo: À medida que a crise foi se aprofundando, suas "profecias" foram sendo confirmadas.
Rapidamente, as suas publicações começaram a aparecer e a se manter entre as cinco mais lidas do portal, com o registro de centenas de milhares de pageviews. A popularidade do Minerva foi amplificada, então, pela imprensa sul-coreana, que passou a publicar suas análises e a especular sobre a sua verdadeira identidade. Quanto mais os jornais tentavam descobrir, mais os leitores devoravam os seus posts. Minerva tornou-se a "deusa de toda a economia sul-coreana".
O texto que deu fama mundial a Minerva foi publicado em 25 de agosto de 2008 com o título "Abertura à guerra financeira de 2008: apocalypse now em Coreia". Nele, o "brilhante economista" atacava o plano, lançado poucos dias antes pelo Banco de Desenvolvimento da Coreia, de obter uma grande parte do Lehman Brothers. O post alegava que a medida era uma estupidez, visto que a corporação estava com uma dívida de US$ 50 bilhões. Mais uma vez, o pessimismo dele era compatível com a realidade: Poucas semanas depois, Lehman Brothers decretou falência.
Sob o guarda-chuva do anonimato, Park acreditou que poderia isolar sua vida real da bajulação e da fama que sua atuação online conquistou. No entanto, a vida dupla não durou muito...
O governo sul-coreano exigiu que o portal revelasse a identidade de Minerva e levou Park à Justiça, acusando-o de disseminar rumores falsos contra o interesse público (alegando que seus textos provocaram um prejuízo de US$ 2,2 bilhões ao país).
Seus computadores, CDs e livros foram confiscados, ele ficou preso 103 dias, e agora espera em liberdade o desenrolar do processo - já que as autoridades do país entraram com um recurso contra a primeira decisão à favor de Park. Parentes e amigos dizem que atualmente ele tem crises constantes de ansiedade, mal sai de casa e nem atende telefone. Logo depois de ser "descoberto", ele declarou à imprensa que seus posts tinham como único objetivo ajudar as pessoas a se livrar da crise econômica.
O que vocês acham deste episódio? Até onde vai nossa liberdade de escrever o que bem quisermos na internet?
Aparentemente, caso resolvido... e férias!
| Jacqueline Sobral | 31/10/2009 17:43
Caros, finalmente, ontem, dia 30/10, recebi a ligação da ouvidoria das Lojas Americanas.com pedindo desculpas e perguntando o que eu queria: eles poderiam enviar meus dois livros por Sedex ou estornar o valor do meu cartão de crédito.
Respondi que a segunda opção era a única que me interessava na atual conjuntura e fiz questão de ressaltar a experiência negativa que tive com eles. Eles me garantiram que a operação de estorno será realizada.
Acredito, sim, que o post que escrevi aqui e os comentários de vocês ajudaram e muito nessa retratação. Espero que os leitores do SRZD que postaram aqui os problemas que tiveram ou estão tendo consigam também achar uma solução!
Aproveito o episódio que aconteceu comigo para destacar a força que a Web 2.0 e as redes sociais na internet têm hoje. As empresas que fecharem os olhos para esta "nova opinião pública" vão perder consumidores. O silêncio é a pior alternativa. É o mesmo que ocorre no relacionamento imprensa e empresa: se uma companhia é responsável por algum problema que atingiu a sociedade e está sendo alvo de notícias, o "nada a declarar" já não é suficiente para evitar que o assunto continue em voga. É melhor a organização ir a público e declarar: "Nós erramos, me desculpe."
Não deixem de pesquisar na internet sobre a empresa ou sobre o produto que vocês desejam comprar ANTES de realizar a operação.
Um bom site para isso é o Reclame Aqui: no ar desde 2002, você consegue postar sua reclamação, ler a dos outros e ele ainda produz um ranking com as empresas que são alvo do maior número de reclamações - e há espaço também para a retratação das companhias.
O certo seria que não precisássemos reclamar por nossos direitos de consumidores, mas...
Aproveito para dizer a vocês que hoje, sábado, estou viajando de férias e que só retorno no dia 18 de novembro. Até lá, prometi a mim mesma não chegar perto do computador... :) Portanto, volto a escrever depois da viagem, ok?
Um abraço a todos!!!
Decepção com a Lojas Americanas.com
| Jacqueline Sobral | 27/10/2009 20:56
Meus caros,
Sempre fui fã de carteirinha da compra pela internet e sempre bati no peito com orgulho dizendo que nunca tinha tido problema... até este mês, quando tive a INFELIZ IDEIA DE COMPRAR NA LOJAS AMERICANAS.COM.
Tudo que venho aprendendo no MBA em Marketing que não deve ser feito, eles estão conseguindo fazer...
Comprei dois livros - COMPREI não, né? Quando a gente compra algo, supõe-se que a gente dá dinheiro à empresa em troca de determinado produto... Como até hoje não recebi nem produto e nem comunicado oficial das Lojas Americanas confirmando o cancelamento e anunciando o futuro estorno do valor no meu cartão de crédito, só posso dizer que "dei" dinheiro a Lojas Americanas...
Enfim... Cliquei no site e informei os dados do meu cartão de crédito no dia 14/10, com a promessa que os livros seriam entregues na minha casa no dia 16/10 - ótimo, pois daria tempo de presentear um amigo que fazia aniversário na semana seguinte...
Bom... Dia 16/10 não chegou... No dia 18/10, dois dias depois, na página do status do meu pedido, no site, eles informavam que "a entrega não havia sido realizada porque não havia ninguém para receber a encomenda" no meu prédio - mentira. Há sempre dois porteiros que não só recebem esse tipo de "correspondência", como registram num caderno tudo que chega (e no site diz bem claro que a transportadora está autorizada a deixar com porteiros).
No dia 19/10, eis que por "mágica" a tal informação sumiu do status e apareceu: "a compra foi realizada com sucesso". Liguei para a portaria do meu prédio e... nada. Quando fui buscar mais detalhes do tal status, estava lá que a encomenda havia sido "entregue a PRÓPRIA".
Como se eu moro no Rio de Janeiro, mas estava em SP nesse dia????
Enfim... Depois de me deixarem horas pendurada no telefone, ouvindo musiquinha, eles me informaram que iam abrir uma "acareação de dois dias"... No mesmo dia, enviei um e-mail reclamando também... Dois dias, o que acontece? Um cara da TRANSPORTADORA me liga, dizendo que realmente o motorista tinha "se enganado", que a encomenda ainda estava com ele e que "ele ia perguntar para o motorista quando seria possível entregar o produto na minha casa"...
AH É ASSIM? Para informar a compra para a operadora de crédito, eles são rápidos, agora eu que fique esperando eles terem a boa vontade de entregar o que eu comprei?
E eu fiz uma compra com a LOJAS AMERICANAS, não com a transportadora xpti...
Informei ao rapaz da transportadora que não queria mais e isso já vai fazer uma semana. Até agora A LOJAS AMERICANAS.COM NÃO ENTROU EM CONTATO COMIGO.
Gente, tô passada e queria dividir isso com vocês!
Programe sua viagem na internet
| Jacqueline Sobral | 19/10/2009 09:39
Você vai fazer uma viagem internacional? Se dispõe de tempo, vale a pena pesquisar na internet para encontrar os melhores preços para passagem aérea, hotel, aluguel de carro e passeios. Estou organizando as minhas férias e, ao comparar um orçamento que uma agência de viagens me mandou com as tarifas cobradas nos sites dos estabelecimentos, constatei que há voos e outros serviços muito mais em conta na Web. Basta sentar na frente do computador com disposição.
Alguns sites que valem a pena ir:
Em português
Revista Viagem
http://viajeaqui.abril.com.br
Além de dicas gerais, o site oferece a opção de encontrar informações específicas (reportagens) sobre o lugar de seu interesse, no sistema de buscas.
http://www.decolar.com/
Concentra informações sobre passagens aéreas e também sobre hotéis.
http://www.hoteis.com/
Foi esse que usei. Gostei da usabilidade: mostra quantas estrelas têm os hotéis, a sua localização (mapa), as fotos, uma relação de suas instalações e a opinião de quem já foi hóspede.
http://www.booking.com/
Similar ao anterior, já usei também. Apresenta versões em diversas línguas, incluindo português.
Em inglês
http://www.orbitz.com
http://www.travbuddy.com
O site traz depoimentos de viajantes sobre a experiência que tiveram nos estabelecimentos.
www.expedia.com
Se alguém tiver mais dicas de sites legais de viagem, por favor, me diga!
Bebês patinadores - para entreter os leitores
| Jacqueline Sobral | 01/10/2009 22:48
Como o tema do meu último post foi "polêmico", quero agora
acalmar um pouco o ambiente... com... bebês. Este comercial da marca francesa
de água mineral Evian virou um sucesso no You Tube mais ou menos em julho deste
ano... A empresa trabalha o conceito de
"Beba água mineral e mantenha-se jovem":
Este outro vídeo também é da Evian, trabalha com o mesmo conceito, mas é mais antigo... A campanha foi entitulada de "Voices" e custou 5 milhões de euros...
Todo mundo concorda que são duas boas campanhas? :)
A vovó, as havaianas e a revolta no You Tube
| Jacqueline Sobral | 25/09/2009 08:46
Quero muito saber a opinião de vocês sobre esse ótimo exemplo do impacto da internet na "vida real" e nas estratégias de marketing. Um comercial das Havaianas,
em que uma avó sugere à neta que faça sexo com o ator galã sentado na outra
mesa do restaurante, causou uma revolta na internet... Com direito a vídeo
no You Tube feito em cima do comercial, mostrando a notícia de uma menina de 11
anos (acho) que engravidou... A saída das Havaianas foi
tirar do ar o comercial veiculado na TV e criar um outro, convidando o público
a acessar a peça original no site da empresa. Assistam aos 3 vídeos e
depois me contem o que acharam! Please!
Esse é o comercial original:
Essa é a "resposta" de um crítico no You Tube:
E essa foi a "tréplica" das Havaianas - este comercial passou a ser veiculado na TV substituindo a campanha original:
Marcelo Tas é livre. E você?
Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 22/09/2009 21:14
Do Marcelo Tas sobre a comemoração do senador Aloizio Mercadante no Twitter em relação à aprovação da reforma eleitoral:
"Quer dizer que os senadores brasileiros GARANTIRAM a liberdade na internet? Qual é o próximo passo? Vão revogar a lei da gravidade na semana que vem? Agradeço, mas já sou livre na internet, eu garanto a minha liberdade de escrever o que eu quiser nela."
Amei a declaração do Tas! Simplesmente, resume o que penso sobre o assunto.
E vcs? Concordam?
Steve Jobs
| Jacqueline Sobral | 10/09/2009 21:56
Como hoje no mundo da tecnologia só se falou no ressurgimento do monstro Steve Jobs, que apareceu em público, para mostrar as novas versões do iPod, quero sugerir a vocês a leitura do livro "A Cabeça de Steve Jobs", de Leander Kahney. A obra mostra a obsessão de Jobs por inovação e a sua trajetória até ficar à frente de uma das marcas mais poderosas do mundo.
Algumas curiosidades sobre ele:
Jobs é hoje o maior acionista da Disney, com 7% da empresa.
Em 1984, comprou uma mansão espanhola onde viveu durante uma década com quase nenhum móvel - apenas um piano de cauda e uma foto de Einstein.
Na entrada da sua mansão, ele tinha uma motocicleta BMW que pertencia a Bill Clinton.
É budista e só come verduras e mariscos.
Aproveito para declarar amor pelo meu novo brinquedo, um iMac lindo... :) Santo Jobs!

A bipolaridade do Senado
| Jacqueline Sobral | 04/09/2009 11:06
Toda vez que as palavras "internet" e "lei" se juntam em uma frase as críticas pipocam e os pontos de interrogação garantem também seu espaço na plateia. Mas agora parece que casos de bipolaridade estão vindo à tona também...
Depois do seu polêmico Projeto de Lei sobre crimes de internet, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ganha novamente a atenção dos holofotes cibernéticos, já que é relator do projeto de lei sobre reforma eleitoral que deve ser votado no Plenário do Senado na semana que vem.
Simplesmente, o texto, já aprovado pelas Comissões de Constituição e Justiça e Ciência e Tecnologia do Senado, impõe aos blogs, sites jornalísticos, TVs e rádios da internet as mesmas regras criadas para veículos de comunicação tradicionais que usam concessões públicas (ou seja, espaços públicos).
Mas... A internet não pertence ao governo brasileiro, até onde eu saiba... Ou foi o Lula que autorizou o Obama a usar o Twitter para fazer sua campanha presidencial?
"Na hora em que a internet se assemelha a um jornal, foi colocada a mesma regra. Quando se assemelha a rádio e televisão, como é o caso de debates ao vivo, aí o entendimento foi o de que deve ter as mesmas regras da TV. A internet é uma confluência de vários meios de comunicação", disse o senador Eduardo Azeredo, em entrevista divulgada no dia 2 de setembro.
Como assim, senador???
Já no dia seguinte (ontem), a Agência Senado divulgou uma notícia informando o contrário! O título é "Azeredo quer liberar internet na campanha eleitoral". O texto começa afirmando que o senador disse que "não há limitação no uso da internet em caso de matérias jornalísticas, blogs e twitters".
Hein???? A bipolaridade tomou conta do Senado?
Agora, imaginem se realmente essa lei for aprovada...
Como o governo vai fiscalizar o conteúdo divulgado na internet sobre as eleições de 2010? Por favor, alguém avise ao Lula que não vai dar para contratar mais servidores para essa função, pois o país já gasta 5% do PIB com o funcionalismo público.
Eis que o Google se ausenta outra vez
| Jacqueline Sobral | 02/09/2009 12:52

Ontem, no final da tarde, quem precisava acessar informações ou checar seus e-mails no Gmail, ficou na mão mais uma vez. O sistema do Google saiu do ar por volta das 17h desta terça-feira, horário de Brasília, permanecendo inacessível por quase duas horas.
Claro que o caos se instalou e vários seres humanos dependentes da nave-mãe Google ficaram desesperados... Muita gente comentou sobre o tema no Twitter. Nem isso eu pude fazer, porque o MEU Twitter também não estava funcionando...
Adorei a declaração no colega blogueiro Soares Júnior a uma amiga nossa em comum, sobre o problema com o Gmail: "Estou sentindo como se estivesse morrendo um pouco." É, meu caro Soares... Eis aí o grande problema de confiar na chamada "computação nas nuvens" para armazenar os seus dados e informações. Até porque as panes do Google vêm sendo cada vez mais freqüentes devido ao crescente número de serviços/gadgets e de usuários.
Pelo que andei pesquisando, a primeira falha no sistema do Google (pelo menos que foi percebida e divulgada) foi em 2005 e a última havia sido em maio deste ano.
O vice-presidente de engenharia do Google, Ben Treynor, pediu desculpas aos usuários em seu blog e informou que o problema ocorreu depois que a empresa resolveu interromper o funcionamento de uma "pequena fração" dos servidores do Google para uma atualização de rotina. Está bem. Ok. Já explicou, o sistema já voltou a funcionar e só nos resta (nós, reles mortais) "rezar" para que uma nova falha não aconteça...
Assim como nosso colega Soares Júnior, você também ficou desesperado ontem?
Encontros sobre impactos da tecnologia
| Jacqueline Sobral | 01/09/2009 17:48
No nosso dia a dia, já nos habituamos a inserir e depois a substituir as diversas novidades tecnológicas que surgem por outras mais novas ainda. Só que o processo não é tão fácil assim não: você mal entendeu o que é o Facebook e o colega de trabalho já está fazendo comentários sobre um tal de Google Chrome. A última edição da revista especializada já traz fotos de um tal de "smartbook", quando, na verdade, você nem ainda conseguiu se convencer de que a praticidade de um netbook serve mesmo para o SEU cotidiano.
Por isso, meu caro, eu defendo que, de tempos em tempos, você clique no botão "stop", dê uma boa respirada, e freie um pouco a sua vontade de descobrir o que é single sign on, ou o que erro de português a filha da Xuxa cometeu no Twitter.
A Casa do Saber está fazendo um convite muito bem-vindo à reflexão sobre os impactos da tecnologia: um ciclo de quatro encontros (são quatro terças-feiras, a partir do dia 8/09) que vai debater os impactos da tecnologia na sociedade.
Com o título "Tecnologia: um manual para os novos tempos - reflexões sobre a sociedade na era do conhecimento", o curso é coordenado pelo jornalista Beto Largman e traz quatro profissionais de renome na área: Silvio Meira, Ronaldo Lemos, Maurício Mota e Luli Radfahrer.
Quem tiver condições de reorganizar a agenda de compromissos para participar dessas discussões não só interessantes, mas fundamentais, está aí a dica!
Mais informações:
http://www.casadosaber.com.br
Jogo do Bicho Digital
| Jacqueline Sobral | 28/08/2009 17:17
Em tempos de novas tecnologias, a tradicional bolsa de apostas ilegal em animais, prática inventada em 1892, conhecida também como JOGO DO BICHO já é altamente profissional no Recife.
As fotos comprovam... O "flagra" é do André Valle, professor do FGV Management e um ser ultra-super ligado em tecnologia...



Museu do Computador no RJ
| Jacqueline Sobral | 14/08/2009 12:12

Sabem o que é isso? O primeiro mouse inventado, de madeira. Em 1968, o inventor americano Douglas Engelbart reuniu mil pessoas em um centro de convenções em São Francisco para apresentar o equipamento que permitia a manipulação de informações exibidas na tela. Nem ele sabe dizer porque a invenção foi batizada de "mouse".
Essa raridade está no Museu do Computador que, de hoje (14/08) a domingo (17/08), estará no Marina da Glória, no Rio de Janeiro, dentro do Circuito de Informática e Tecnologia, evento que também vai exibir ao público novos lançamentos tecnológicos e oferecer palestras com profissionais do ramo.
É estranho pensar nessas coisas... Quando eu tiver um filho, vou ter que levá-lo num museu desses para mostrar o que é (ou era?) uma fita cassete, um walkman e uma vitrola...
Paradoxos virtuais
| Jacqueline Sobral | 11/08/2009 12:01
Sabia que os e-mails que você mantém no Gmail, ou as fotos e os recados armazenados no seu Orkut em breve estarão "guardados" em... balsas vagando pelo mar?
É que o Google tem um projeto de construção de novos data centers que aproveitem a energia gerada pelas ondas, de acordo com a revista Veja desta semana, que traz um especial sobre vida digital. Vale a pena ler!
Um dos temas que a revista traz é a "computação em nuvem", ou seja, o armazenamento virtual de dados digitais - em vez de ocupar o espaço do seu computador para guardar os seus e-mails, arquivos de texto e imagens, etc., as pessoas estão cada vez mais salvando essas informações na própria internet, podendo acessá-las a partir de qualquer máquina que esteja conectada. Se você usa o Google Docs, por exemplo, é exatamente isso que você faz. Entre outras palavras, a capacidade de processamento e armazenamento de dados está sendo transferida dos computadores para o mundo virtual.
Claro que, mais uma vez, voltamos à discussão sobre privacidade e os riscos que corremos ao deixar nas mãos dessas empresas informações sobre a nossa vida. A Veja começa a abordar o assunto citando o caso recente da Amazon, que simplesmente, sem consultar ou avisar ninguém, resolveu apagar do Kindle (leitor de livros eletrônicos) de seus clientes alguns títulos, alegando que eles não tinham licença para serem comercializados. Depois, a revista trata de uma questão que, na minha opinião, é fundamental atualmente: mas por que a gente se expõe na internet, então?
A explicação da antropóloga Anne Kirah, ex-chefe de pesquisas da Microsoft:
"As pessoas fazem o que fazem porque as ferramentas estão ao seu alcance. Pela primeira vez na história, praticamente qualquer um pode divulgar informações para o mundo todo. Alguns aproveitam essa possibilidade de maneira sensata, outros não."
Gostei dessa afirmação, mas ela me remeteu a outra pergunta: E o que é sensato? Quem decide isso?
Estamos vivendo um mundo virtual de paradoxos, no qual diversas "tribos" e perfis de usuários leitores/escritores convivem no mesmo ambiente. Temos desde um presidente americano que utiliza sabiamente o Twitter para se manter próximo de seus cidadãos, até um Ashton Kutcher que, depois de disputar popularidade no microblog com a CNN, postou uma foto do "bumbum" de sua esposa Demi Moore. De um lado, temos o editor da Wired Chris Anderson defendendo em seu novo livro "Free" a gratuidade definitiva do conteúdo da internet e, de outro, o bilionário australiano Rupert Murdoch anunciando que vai cobrar o acesso ao conteúdo on-line dos sites de notícias do grupo News Corp.
Volto a perguntar: O que é sensato neste nosso extenso mundinho virtual?
Limites
| Jacqueline Sobral | 28/07/2009 21:28
Li a reportagem sobre o aumento da técnica de congelamento de óvulos, que saiu na última edição da revista de domingo do jornal O Globo, e pensei: mais um ótimo exemplo de tecnologia a serviço da sociedade. Sempre achei injusto esse tique-taque do relógio reprodutivo feminino.
Agora, gente, as pessoas inventam umas coisas... Lembrei da frase que o Soares Júnior me disse no último domingo, em um contexto diferente, mas que serve para o que vou abordar aqui: "Às vezes, acho que acordei numa realidade paralela." Vou parar de fazer suspense:
Serviço envia preces ao Muro das Lamentações pelo Twitter
Um ser humano teve a "brilhante" ideia de oferecer seus serviços no Twitter de "colocador de papéis com preces" no muro considerado o lugar mais sagrado pelo judaísmo. Não sou ultra-religiosa, sou contra a muitas posturas de determinados representantes de determinadas religiões, mas... acho essa "novidade" uma falta de respeito com as tradições milenares. Tive a oportunidade de conhecer o Muro quando eu tinha uns dez anos, quando estive em Israel com os meus pais, e lembro de todo o ritual que existia lá, com as pessoas depositando os seus papéis e rezando. Acho que a criatividade humana e a novas ferramentas tecnológicas têm potencial para ideias realmente muito mais produtivas.
Dicas de sites
| Jacqueline Sobral | 23/07/2009 15:39
Peço desculpas pela demora em escrever aqui. Prometo aparecer com mais freqüência!
Para me redimir, vou postar aqui algumas dicas de sites que podem ser úteis a vocês...
Está em busca de um bom tradutor online? Depois de testar alguns, fui conquistada pelo do Google:
Sua conta de celular está vindo cara por causa dos SMSs? Mande torpedo gratuitamente pela internet. É fácil e funciona!
Vocês nunca sabem que site de varejo devem acessar para comprar determinado produto, ou que portal de emprego buscar "aquela" oportunidade? Eis o "Clique e pronto". Tem um monte de opções de sites de busca, de ferramentas de criação de blog, de classificados, etc.
http://www.cliqueepronto.com.br/new/
Quem mora no Rio de Janeiro sabe o que é Saara - para quem é de SP, é um espaço comercial similar a 25 de março. Pois o Saara, recentemente, lançou um site de comércio eletrônico. Eu ainda não comprei, então não posso falar da qualidade do serviço, mas deve ser uma boa opção para quem não tem tempo de "bater perna" por lá:
É isso! Se alguém tiver dicas de site, e quiser colocá-las aqui nos comentários, elas serão muito bem-vindas!
Aprendizado informal e colaborativo
| Jacqueline Sobral | 06/07/2009 16:56
Participei recentemente do Congresso e-Learning Brasil 2009, em São Paulo, e o diretor de aprendizado da Deloitte, Nick vam Dam, citou um dado que me chamou atenção, em especial:
Cerca de 70% de todo o aprendizado de uma pessoa hoje em dia é considerado "informal", ou seja, ocorre longe das salas de aula, e 98% de toda a aquisição de conhecimento se dá no local de trabalho - na maior parte das vezes por intermédio do uso de tecnologias.
Pelo que tenho lido e me informado, esse processo de aprendizado distante do quadro negro (ok, hoje em dia, não é mais quadro negro e o giz já está quase virando peça de museu) vem ganhando força com o ensino a distância e com as redes sociais.
Dados de uma pesquisa da Nielsen divulgada este ano:
Dois terços da população da internet mundial costumam visitar uma rede social e 10% de todo o tempo que as pessoas utilizam para navegar na Web são destinados à navegação nesse tipo de site.
Em termos de popularidade, as comunidades virtuais ultrapassaram o e-mail pessoal, atrás apenas dos sistemas de busca, dos portais e das aplicações de software de PC.
Não estamos falando aqui de qualidade e sim de quantidade de fluxo, de troca de informações. Como mensurar o percentual dessa interatividade que resulta mesmo em construção de conhecimento?
No Congresso de e-learning, muitos educadores expressaram essa preocupação. Muitos professores discutem hoje formas de uso dessas redes sociais para estimular o aprendizado. O debate é muito interessante, até porque ninguém mais pode fechar os olhos para esse fenômeno.
Direitos Autorais X Internet: quem ganha?
| Jacqueline Sobral | 30/06/2009 11:02
O artigo do Ali Kamel, na edição de hoje do jornal O Globo, aborda a questão do direito autoral nesta nossa era do control C, control V.
Ele começa o texto afirmando que, enquanto as empresas sérias de comunicação, incluindo jornais e TVs, pagam para reproduzir artigos e materiais de publicações estrangeiras, centenas de cópias não autorizadas circulam pela internet a cada minuto.
"Trata-se de um efeito colateral de uma das mais ricas revoluções que a era digital permitiu", afirma Kamel. "Ao criar as ferramentas para que as pessoas ponham na internet o que bem entendam, essa revolução pôs em marcha um poderoso canal para expressão de ideias e formação de comunidades. Mas, ao mesmo tempo, essas mesmas ferramentas se tornaram num, até aqui, incontrolável instrumento de pirataria em massa", defende.
Logo depois, o jornalista cita o fato de que as empresas que fornecem as ferramentas para blogs, compartilhamento de vídeos, etc., recorrem ao Digital Millennium Copyright Act (DMCA) - Lei dos Direitos Autorais no Milênio Digital - para se eximirem da responsabilidade sobre o conteúdo divulgado por seus usuários. Essa legislação afirma que os provedores de acesso estão imunes a processos por infração de direitos autorais desde que retirem cópias piratas de seus sites, se receberem uma notificação para isso.
A crítica de Kamel está na desatualização dessa lei, já que a mesma foi criada em 1996, quando ainda não existia o Google, o Blogger, o Orkut e o Facebook. Se uma emissora de TV descobrir que existem, sei lá, 500 mil vídeos no You Tube feitos a partir de sua programação, não pode apenas dizer "não quero nenhum material meu nesse site". A reclamação precisa ser feita caso a caso, vídeo por vídeo. O que o jornalista alega é: é humanamente impossível fazer isso, com a quantidade de conteúdo que circula hoje em dia no mundo virtual.
"Sites como You Tube, Facebook e de blogs são realmente fascinantes, e hoje, indispensáveis. Mas é preciso encontrar uma maneira de proteger o copyright, sob pena de degradar a qualidade do que se produz. Não se pode ser indispensável à custa dos outros."
Humm... Se você coloca no You Tube um trecho de um filmaço que estava no DVD que você acabou de comprar e mais de 100 mil pessoas acabam assistindo e se interessando por ele, a ponto de várias alugarem o tal longa para ver na íntegra em casa... A produtora responsável pelo filme está ganhando ou perdendo com tal popularidade?
Essa discussão é bem polêmica, né!? Não tenho uma opinião formada sobre o tema, e, sinceramente, quem vai conseguir parar esse trem? Uma lei?
Só sei que sou contra censurar o acesso, como vem ocorrendo com os iranianos, assim como sou contra divulgar material alheio SEM citar a fonte. Isso, com certeza, acho um absurdo. Ali Kamel, citei você direitinho, viu?
Participem da campanha!
Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 19/06/2009 12:12
As notícias sobre os protestos no Irã devido aos resultados "suspeitos" da eleição presidencial destacam a censura sofrida pelos jornalistas e pelos cidadãos do país. Há indícios de que o governo iraniano é o que mais censura o acesso à internet, mais até do que o da China. Usando tecnologia de ponta, os aiatolás bloqueiam milhões de sites que oferecem notícias, comentários, vídeos, etc., incluindo o You Tube e o Facebook.
Mas, felizmente, mais de 400 mil iranianos conseguiram uma maneira de burlar a censura , usando um software do Global Internet Freedom Consortium, que possui estreitos laços com o Falun Gong, grupo espiritual reprimido pelo governo chinês.
O software livre chamado Freegate ("Portão Livre") faz com que o usuário possa navegar em um servidor estrangeiro ao seu país de origem, que modifica os endereços IP a aproximadamente cada segundo, rápido demais para um governo bloqueá-lo, e permite o acesso ao site bloqueado. O tamanho do software também é super prático: cabe em um pen drive.
Dito isso, quero convocar vocês a participar de uma campanha internacional que está rolando no Twitter pela democratização do Irã e contra a censura a qualquer tipo de informação! Se você tem Twitter, basta acessar esta página:
A sua foto do Twitter fica verde, a cor escolhida para simbolizar a liberdade... Mais de 90 mil pessoas já aderiram à campanha virtual!
Livro ou iPod? Argh!
| Jacqueline Sobral | 16/06/2009 11:34
O eterno "exterminador do futuro" e atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, quer substituir os livros didáticos tradicionais por aparelhos digitais como iPods e leitores eletrônicos. A informação é destaque na revista Digital do jornal O Globo desta semana.
O objetivo de Schwarzenegger é reduzir o déficit orçamentário do estado, que ultrapassa US$ 24 bilhões e, de quebra, "dar melhor formação" aos jovens. Primeira dúvida: a compra de livros pelo governo californiano representa que percentual desses bilhões? E quanto custa um ipod ou um outro leitor eletrônico, e quantos gadgets da Apple seriam comprados?
Voltamos à discussão: os livros vão desaparecer?
Há pouco tempo, a Universidade do Missouri anunciou que vai "obrigar" todos os seus estudantes de jornalismo a terem um iPhone ou iPod. O objetivo, segundo a instituição, é facilitar o acesso à informação recente e conteúdos curriculares a partir do site iTunes University.
Enquanto a maçã de Steve Jobs fica mais rica, questiono: por que temos que escolher? Não podemos usufruir o melhor dos dois mundos e aprendermos a partir de livros e tecnologias?
Eu faço um MBA a distância: interajo com os outros alunos via internet (chat e fóruns de discussão), assisto aos trechos de filmes que ilustram as matérias pelo computador, mas prefiro imprimir os textos e estudar o conteúdo das disciplinas no meu material impresso. Qual o problema?
Tenho um "micronotebook" que levo para os congressos dos quais participo, para fazer as anotações sobre as palestras, pois facilita a minha vida, já que preciso produzir textos sobre o conteúdo desses eventos. No entanto, não consigo utilizá-lo no meu dia-a-dia para, por exemplo, fazer anotações em reuniões, ou listar as tarefas que devo cumprir. Simplesmente, acho mais prático contar com o velho caderno e com a tradicional agenda, porque ainda sou mais rápida "rabiscando" do que digitando (e olha que uso os cinco dedos no teclado e nem olho para ele quando digito). Aliás, um dos piores desperdícios financeiros da minha vida foi ter comprado um palmtop. Ele conhece mais o fundo do meu armário do qualquer outro objeto.
ADORO tecnologia e AMO livros. Abaixo o "ou".
O mundo não é 100% monitorado
| Jacqueline Sobral | 02/06/2009 09:56
Em um mundo onde é possível localizar uma pessoa via GPS e onde uma empresa chamada Google consegue ajudar até uma mulher na Califórnia a recuperar a sua bolsa roubada, é tão inacreditável que um avião inteiro desapareça da face da Terra.
Toda a discussão que traçamos, até aqui neste blog, sobre o perigo da exposição e a quebra do direito à privacidade parece boba e sem valor diante de uma tragédia como essa.
Queria muito que o "Lost" de J.J. Abrams saísse das telas da TV e virasse realidade, e que, um dia, todos os passageiros do vôo 447, da Air France, fossem achados, com vida e saúde, em uma ilha perdida. Mas não dá, né?
Só nos resta lamentar o acidente e sermos solidários com as famílias e os amigos das vítimas.
Falta de conexão e o joelho
Jaqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 29/05/2009 10:57
Não, você não vai dar conta de todas as informações do mundo. Sim, vai ter sempre alguém que vai te perguntar se você leu ou assistiu algo que você não, não tomou conhecimento. Gente, esta é uma realidade.
O IDC, empresa de inteligência de mercado, divulgou esta semana que só no ano passado foram criados 3.892.179.868.480.350.000.000 bits de informação digital, o equivalente a 3 quatrilhões de feeds do Twitter ou 162 trilhões de fotos digitais.
Percebe o meu ponto? Por isso, em vez de nos descabelarmos e tentarmos dormir menos na tentativa de absorver o máximo de informações, defendo duas práticas, que acho fundamentais: SER SELETIVO E CONTEXTUALIZAR ESSAS INFORMAÇÕES PARA QUE ELAS VIREM, DE FATO, CONHECIMENTO. O simples acúmulo de dados já é muito bem feito pelos computadores e pelo mundo virtual, e você nunca vai conseguir ser competitivo nessa área.
Este é o problema! Parece que as pessoas estão ficando "bitoladas" com esse excesso de informação e estão deixando de PENSAR, REFLETIR sobre as coisas, além de diminuir cada vez mais os momentos de lazer.
Saiu uma nota no "O Globo Digital" desta semana com o título "Em apenas 5 segundos", sobre um site que oferece "supercondensações de clássicos no cinema" para quem não tem tempo para assistir a um bom filme. COMO ASSIM? PARA QUÊ EU QUERO VER CINCO SEGUNDOS DE UM FILME?
É patético, mas eu vou contar para vocês... Na sexta-feira passada, eu estava andando na rua (bem rápido, confesso), justamente PENSANDO sobre isso tudo, quando... virei o pé e caí no chão.
Não preciso nem dizer o quão ridículo foi... E ainda para completar, eu (com vergonha) saí andando com joelho sangrando, mais rápido ainda, para me afastar do "local do crime". Enfim, a pancada foi no tendão, tive que colocar uma tala, tomar anti-inflamatório, e ainda não estou 100%.
Essa história não é uma bela metáfora? Enquanto criticava mentalmente essa nossa correria insana e a incapacidade de muita gente em contextualizar os fatos e fazer conexões, o que eu estava fazendo? ANDANDO RÁPIDO, agitada e apressada, como sempre, para dar conta de todas as tarefas e atividades.
E o que aconteceu? Caí.
Para mim, o subtexto foi "Jacqueline... Não acha que está na hora de VOCÊ desacelerar um pouco, parar de ficar tão pilhada, e cuidar um pouquinho mais de você?"
Confesso que eu estava indo apressada para o meu encontro semanal com Freud e que ele, ao me ver com o joelho todo ensangüentado, me ajudou a CONECTAR o tombo com a minha reflexão. Antes que vocês também caiam por aí como eu, convido-os a PENSAR e a REFLETIR sobre as suas rotinas.


Cuidado com o que você escreve. PLEASE.



