Um UFC sem muito brilho logo mais, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. A começar pelos cards, que não trazem lutas muito interessantes, nem atletas muito conhecidos do público, salvo algumas exceções.
Promessas de boa luta do "Rocky Balboa brasileiro", como é conhecido Fabio Maldonado, que enfrentará Roger Hollett na quarta luta do card preliminar do evento. Será a última chance do paulista mostrar seu valor no Ultimate, já que vem de três derrotas (Kyle Kingsbury, Igor Pokrajac e Glover Teixeira, respectivamente). Demissões podem acontecer já após a realização do UFC de logo mais.
A participação do carismático meio-médio Francisco Massaranduba (ex-TUF Brasil 1) contra Mike Rio e a estreia de Ronaldo Jacaré diante de Chris Camozzi, nos meio-pesados, também prometem agitar o público.
No combate principal de um evento aparentemente sem brilho aqui no país, mais uma vez está Vitor Belfort, que em janeiro derrotou Michael Bisping, em São Paulo. O "Fenômeno" pode encontrar dificuldades contra o ex-campeão do Strikeforce Luke Rockhold. O americano tem qualidades tanto em pé como no chão e não surpreenderia se derrotasse o brasileiro em Jaraguá.
Mas, aguardemos, e fiquemos na torcida. Para lembrarmos do que Belfort é capaz, vejamos um vídeo com os melhores momentos de sua vitoriosa carreira.
Card principal
Vitor Belfort (84,4 kg) vs. Luke Rockhold (84,4 kg)
Ronaldo Jacaré (84,4 kg) vs. Chris Camozzi (84,4 kg)
Rafael dos Anjos (70,8 kg) vs. Evan Dunham (70,8 kg)
Rafael Sapo (84,4 kg) vs. João Zeferino (84 kg)
Card preliminar
Hacran Dias (62,2 kg) vs. Nik Lentz (66,2kg)
Francisco Massaranbuba (69,9 kg) vs. Mike Rio (70,8 kg)
John Cholish (70,9 kg)* vs. Gleison Tibau (70,8 kg)
Michel Trator (77,6 kg) vs. Paulo Thiago (77,1 kg)
Yuri Marajó (61,7 kg) vs. Iliarde Santos (60,7 kg)
Fábio Maldonado (93 kg) vs. Roger Hollett (92,6 kg)
Azamat Gashimov (57,1 kg) vs. John Lineker (57,1 kg)
Chris Cariaso (57,1 kg) vs. Jussier Formiga (57,1 kg)
Jeremy Larsen (70,3 kg) vs. Lucas Mineiro (69,4 kg)
O atual campeão dos meio-pesados do UFC, Jon Jones, e o desafiante, Chael Sonnen, treinadores na 17ª edição do reality show The Ultimate Fighter, prometem uma luta parelha (por incrível que pareça, caro leitor), logo mais, em Newark, Nova Jersey (EUA), pelo UFC 159.

Embora não tenha conquistado a chance de desafiar Bones por merecimento técnico dentro do octógono, Chael Sonnen o fez pela lábia.
O (ex?)-desafeto de Anderson Silva tem como característica o bom wrestling e a capacidade de jogar o oponente para o chão e ficar por cima. Foi assim que o lutador fez contra Anderson Silva durante seis rounds, distribuídos em duas lutas. Por outro lado, Chael não consegue castigar o oponente e é muito inferior na parte em pé que seu oponente de logo mais.
Jon Jones dispensa apresentações. Desde 2008 na principal organização de MMA do planeta, conquistou o título dois anos depois, com um nocaute espetacular sobre Brandon Vera. Em sequência, já demonstrando o poder de seus cotovelos e sua versatilidade tanto em pé como no chão, vitórias arrasadoras sobre caras como Vladimir Matyushenko, Ryan Bader, Quinton Jackson, Lyoto Machida, Rashad Evans e Vitor Belfort.
Muito provavelmente Bones, o segundo maior lutador de MMA hoje, deve manter o cinturão dos meio pesados na luta contra Chael Sonnen, reconheço. Mas lembremos: o próprio Sonnen foi superior e ficou a segundos da vitória na primeira luta diante do maior lutador do mundo, Anderson Silva.
Pupilo de Chael Sonnen na 17ª temporada do The Ultimate Fighter, o jamaicano Uriah Hall, que ganhou o apelido de "Homem-Ambulância" ao longo do reality show por ter mandado quatro oponentes para o hospital após nocautes espetaculares, foi a maior decepção na grande final do programa, no último sábado, no Mandalay Bay Arena, em Las Vegas, perdendo para o inferior tecnicamente Kelvin Gastelum, de 21 anos.
É difícil identificar se o sucesso lhe subiu à cabeça ou se ele de fato sentiu a pressão de ser o grande favorito desta edição do TUF americano. Mas a verdade é que, apático, sucumbiu a um lutador mais focado na vitória, que não se importou de, para o público, bem ou mal, bonito ou feio.
Desde o primeiro momento, Hall tentou dar espetáculo. Baixou a guarda, como Anderson Silva, e confiava somente em seu poder de esquiva. Acabou surpreendido em alguns momentos pelo oponente devido a esse "atrevimento" inoportuno de alguém que não é Anderson Silva.
Kelvin Gastelum, por sua vez, fez o feijão com arroz do que foi planejado. Seguiu o que foi treinado e conseguiu neutralizar o ímpeto agressivo de Uriah Hall. Seu plano era bem claro: jogar para baixo e, embora com um físico inferior ao do rival, ficar por cima, para aplicar o ground and pound. Estratégia acertada. Uriah Hall não fez a mínima ideia do que faria no solo.
Até na trocação era surpreendido em alguns momentos pelo raçudo Kelvin Gastelum. Isto, ao fim, pesou claramente na decisão dividida, é bem verdade, dos árbitros (29-28, 28-27, 29-28). Vitória para Gastelum, que se emocionou. Foi o lutador mais jovem a ganhar uma edição de TUF.
As tentativas de Uriah Hall de empolgar o público foram em vão, e o lutador jamaicano se viu na desgraça de ter jogado fora uma oportunidade de ouro. Perdeu o reality show mais ganho de todos os tempos.
O "Homem-Ambulância" não chegou nem perto de ser quem foi ao longo do reality show do UFC: avassalador. E agora terá que se contentar, pelo menos momentaneamente, em ter sido alguém expressivo em um reality show.
Viscardi foi o grande protagonista do quarto episódio do TUF Brasil, na noite do último domingo. Mais pelo lado negativo do que pelo positivo.
Escalado primeiramente para enfrentar Neilson Gomes (que se lesionou após uma brincadeira provocativa com chutes altos num boneco de boxe com a imagem do próprio Viscardi), o lutador do time de Fabricio Werdum foi arrogante em diversos aspectos.
Primeiramente, por ter debochado e demonstrado indiferença com uma lesão grave do colega de reality. Como respaldo, proferiu um "Que se fod..." para a situação, no mínimo lamentável, ferindo as regras das artes marciais de respeito ao próximo, no caso, o oponente.
E, tendo nocauteado o resgatado Thiago "Jambo", que substituiu Neilson, foi em direção a Rodrigo Minotauro em sequência apontando para o lutador e dizendo "Foi para você". O Nogueira respondeu com xingamentos.
Sim, sabemos que provocações no mundo do MMA são fatos naturais, que fazem parte do jogo de estratégias dos lutadores. Viscardi utilizou o argumento de que a provocação estava engasgada devido a ter sido obrigado a perder, para os dois combates, um total de 13kg.
Provocação justificável? Não! Nem os xingamentos de réplica do treinador.
Porém, se o MMA tem as proporções de hoje no Brasil e é sustento de muitos atletas, Rodrigo Minotauro tem grande parcela de responsabilidade nisso. É quase um mestre, a ser respeitado sob quaisquer circunstâncias, omitindo-se e esquecendo-se todo tipo de rivalidade.
Pensemos que o tal desabafo foi provocado pela cabeça quente, coisa de momento, como argumentou Viscardi no fim das contas.
Bola para frente e aguardemos o que virá.
E essa vai para os fãs da Nobre Arte. Embora o Boxe tenha perdido certo espaço no cenário da mídia nos últimos tempos, devido ao grande crescimento do MMA, alavancado sobretudo pelo Ultimate Fighting Champíonship (UFC), o esporte ainda é bastante praticado e respeitado mundo afora.
Um vídeo traz 10 dos melhores nocautes de todos os tempos. É pura nostalgia.
Dá uma conferida:

O "The Ultimate Fighter", reality show que chega à sua segunda edição aqui no Brasil, já dá mostras de que será melhor do que o primeiro, mesmo que a cordialidade entre os treinadores Fabrício Werdum e Rodrigo Minotauro tenham substituído, pelo menos de maneira aparente, superficial, a intensa rivalidade que marcava Wanderlei Silva e Vitor Belfort, os técnicos da edição de estreia do TUF por aqui.
O primeiro reality trouxe o novo para a TV aberta. Uma decisão para popularizar o MMA no Brasil. Parece ter dado certo. O interesse do brasileiro pelo esporte em si só aumentou de lá para cá.
Contudo, passado o ineditismo do "The Ultimate Fighter Brasil 1", voltemos nossas atenções ao segundo, que, pelo que se notou, será marcado por grandes lutas, a exemplo da fase eliminatória, e intrigas entre os próprios participantes. Ainda, para atiçar ainda mais a rivalidade por parte dos brasileiros, o argentino Santiago Ponzinibbio.
Não falarei de nomes fortes ao título aqui. Mas acredito no pleno sucesso desse programa, como um plano de popularizar ainda mais as Artes Marciais Mistas em terras tupiniquins.
Se o TUF Brasil 1 despertou a atenção do público por representar algo até então inédito por aqui, o 2, pelo menos numa análise superficial da coisa, deu mostras de que será fantástico.

Ronda Rousey está com tudo. Após estrear com brilhantismo no maior evento de MMA do mundo, o Ultimate Fighting Championship, a americana estrelará o próximo reality show da organização. O anúncio foi feito pelo presidente do Ultimate, Dana White, no último domingo.
Ronda será técnica no "The Ultimate Fighter 18" e terá como adversária no programa, na equipe rival, a vencedora do duelo entre Miesha Tate e Cate Zingano, que acontecerá dia 13 de abril.
A atleta tem um cartel perfeito até agora. São, ao todo, sete vitórias em sete lutas. Em todas as oportunidades, Ronda venceu as oponentes com uma chave de braço. Sua última luta aconteceu no dia 23 de fevereiro, contra Liz Carmouche, na primeira luta feminina da história do UFC.
O que esperar do próximo TUF americano? Comente!

Soberano, de psicológico forte e dono da luta: este foi o ainda campeão Georges St-Pierre, que não deu sustos na torcida conterrânea que o aclamava em Montreal, Canadá. Em sua oitava defesa de cinturão, o lutador mostrou sua inteira superioridade e força dentro da categoria dos meio-médios a Nick Diaz (desafiante falastrão, do mesmo time de polêmicas do "agora calmo" Chael Sonnen), no UFC 158. Tanta provocação se perdeu.
O inteiro domínio de St-Pierre deveu-se, em sua grande totalidade, ao psicológico, físico e técnica, que se mostraram superiores às de Nick.
GSP aplicou suas atenções à manutenção da estratégia que tem dado certo em suas últimas lutas: uma mescla de trocação e jogo no solo - este segundo, ainda mais eficiente que o primeiro (Diaz praticamente não teve chances em baixo, mesmo sendo um faixa-preta de Brazilian Jiu-Jítsu do mestre Cesar Gracie).
Nick, embora um sendo um bom lutador, se mostrou perdido diante da movimentação e da força do rival. Sua única estratégia, é bem verdade (e que também não deu certo) foi tentar desestabilizar psicologicamente St-Pierre, ou com tentativas de agressão após o soar da campainha ou durante o combate, com ofensas verbais).
De qualquer maneira, também não podemos esquecer da boa sequência do americano no terceiro round. Jabs e diretos que encaixaram, mas que mostraram-se nulos. Alguns segundos de um rápido paladar de vitória, que passaram. Tudo voltou à realidade e Georges St-Pierre, que já sangrava, tratou de impedir o avanço do oponente jogando-o de novo para o chão.
E tal maneira de se pensar o combate deu certo. Suas quedas e inteira superioridade durante o duelo foram aclamadas não somente pelo público, que foi ao delírio, mas também pelos árbitros, que reconheceram, por unanimidade, a vitória do canadense.
O campeão dos meio-médios mais uma vez não conseguiu um nocaute ou finalização. Contudo mostrou por que é soberano na categoria.
Alguém viu Nick Diaz e sua língua afiada por aí?
A luta entre Georges St-Pierre e Nick Diaz, logo mais, pelo UFC 158, que será realizado em Montreal, Canadá, tem ingredientes de sobrar para prender a atenção dos amantes de MMA e também aqueles que assistirão ao evento pela televisão. O primeiro, anfitrião, busca a manutenção interminável de seu título, que já dura seis anos, enquanto o desafiante e sem-meias-palavras Nick Diaz almeja algo que, numa análise sensata, é bastante difícil.

Na verdade, não precisa ser tão entendedor do assunto para avaliar como complicada a missão de Nick Diaz de tirar o cinturão de GSP. Dentro outros argumentos, que também citarei, mas em uma parte um pouco mais à frente deste texto, o fato de o canadense estar há seis anos como campeão e lutar com a torcida a seu favor.
Diaz tem como característica seu temperamento polêmico e explosivo, que acaba por também ser levado para o octógono. Este é um dos pontos, dos milhares que realmente existem, que o diferem de St-Pierre, que, por sua vez, prefere a cautela e a estratégia.
O canadense tem se arrastado já há certo tempo e sendo caracterizado pelas lutas arrastadas, sonolentas, em que não consegue derrotar o oponente (tanto com nocaute ou finalização) a não ser devido à pontuação dos árbitros. Mas e daí? Do que importa a maneira como luta se ainda vende uma boa quantidade de pay per views e 10 duelos de invencibilidade?
Conforme o que foi falado anteriormente, GSP continuará sua tática de cautela e estratégia contra Nick Diz logo mais. O desafiante, ao contrário, será explosivo, como sempre.
Ambos têm consideráveis habilidades no chão, mas a experiência e superioridade (latente, de uma maneira geral) de Georges St-Pierre deve, mais uma vez, fazer a diferença.
A volta ao Japão de Wanderlei Silva ao Japão fez um bem danado ao brasileiro. Na madrugada deste domingo, o brasileiro voltou a ser o "Cachorro Louco" dos tempos de Pride e nocauteou o americano Brian Stann. No co-main event, a surpresa: "Davi derrotou Golias" sem dó nem piedade - o baixinho Mark Hunt venceu o "grandão" Stefan Struve por nocaute.
Wand adotou o estilo que lhe é característico desde o início do combate, a trocação. Ambos basearam suas estratégias na luta em pé. Stann se sentiu inflamado após o brasileiro lhe chamar para lutar e foi para cima, acertando um golpe que fez Wanderlei sentir.
Na volta para o segundo round, menos ímpeto ofensivo por parte de ambos, além de um cuidado maior do americano, que, a esta altura, já tinha um corte considerável no nariz. Wanderlei atacava, mas Stann devolvia perigosamente. Era um combate franco. Mas o "Cachorro Louco" mostrou aos súditos japoneses o porquê conseguiu a admiração deles. Deu um direto de direita e encaixou um cruzado de esquerda em seguida. O americano foi à lona. Foi cair martelando e conseguir o nocaute.
Wanderlei Silva mostrou que o rei do Japão nunca perdeu a majestade no país do Pride.

No co-evento principal do UFC Japão, coragem de Mark Hunt, que, desde o início do primeiro assalto mostrou que queria a trocação. Stefan Struve, por sua vez, não foi inteligente e não usou de sua maior envergadura para golpear o rival; em vez disso, preferia tentar de tudo para levar o duelo para o chão.
No segundo round, chutes sem efeito de Struve e tentativas de golpes de Hunt, 36 cm menor que o gigante holandês.
Com 1min44 do terceiro round, no entanto, Hunt acertou uma sequência de golpes que culminou num cruzado no oponente, que caiu. O árbitro Herb Dean, no entanto, viu as condições de Struve e optou por encerrar o combate.
Bela vitória do baixinho Mark Hunt. Eu avisei que tamanho não era documento...
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Confira os resultados do UFC Japão:
CARD PRINCIPAL
Wanderlei Silva venceu Brian Stann por nocaute aos 4m08s do segundo round
Mark Hunt venceu Stefan Struve por nocaute a 1m44s do terceiro round
Diego Sanchez venceu Takanori Gomi por decisão dividida dos juízes
Yushin Okami venceu Hector Lombard por decisão dividida dos juízes
Rani Yahya venceu Mizuto Hirota por decisão unânime dos juízes
Dong Hyun Kim venceu Siyar Bahadurzada por decisão unânime dos juízes
CARD PRELIMINAR
Brad Tavares venceu Riki Fukuda por decisão unânime dos juízes
Takeya Mizugaki venceu Bryan Caraway por decisão dividida dos juízes
Kazuki Tokudome venceu Cristiano Marcello por decisão unânime dos juízes
Alex Caceres venceu Kyung Ho Kang por decisão dividida dos juízes
Hyun Gyu Lim venceu Marcelo Guimarães por nocaute aos 4m do segundo round

Um card sem brilho e uma luta perigosa para o brasileiro Wanderlei Silva marcam o "UFC Japão: Silva x Stann", que será realizado na madrugada deste domingo.
Não desmerecendo e desrespeitando os atletas inclusos nas 11 lutas logo mais (seis do card principal e cinco do preliminar), mas nenhum dos combates, pelo menos aparentemente, chama a atenção que deveria num país estratégico para as ambições do Ultimate. Os fãs do MMA por lá são muitos...
Além disso, o retorno do ídolo Wanderlei Silva ao país-templo do extinto Pride tem contornos de dramaticidade. O brasileiro está longe de ser aquele que brilhava outrora e terá um combate duro diante do irregular Brian Stann.
Façamos as apostas e desejemos um grande evento, apesar das dúvidas.
O UFC do próximo sábado, que será realizado no Japão, trará um duelo à parte para os fãs de MMA. O duelo entre "Davi e Golias" dos pesos-pesados Stefan Struve e Mark Hunt: o primeiro, com 2,13m; o segundo, 1,77m. Mas será que os incríveis 36cm de "disparidade" farão a diferença?
Claramente, Hunt não quererá, de jeito nenhum, manter a luta em pé, apesar de ter uma mão pesada. Optará pelo jogo de chão, onde poderá tentar uma finalização ou o uso do ground and pound.
Já o holandês grandão baseará seu plano de luta na trocação, apostando na envergadura maior e na potência dos socos e chutes.
Tamanho, como diz o ditado, não é documento. Mas o MMA é imprevisível.
O pequenino derrubará o gigante?
Numa mesa de bar, se o assunto em voga for MMA, é inegável que, em um momento ou outro, algum amigo irá falar de Anderson Silva e argumentará que ele é o maior lutador de artes marciais mistas de todos os tempos. Quase ninguém ou ninguém irá discutir, porque de fato o brasileiro deu mostras durante a carreira de que realmente é o Pelé do MMA.
No entanto, apesar de sua capacidade e de ter alcançado o posto de escolher quem irá enfrentar no UFC, além da bajulação do chefe, Dana White, Mr. Spider não tem o direito de menosprezar nenhum adversário futuro, assim como fez com Chris Weidman, desafiante #1 ao título dos pesos-médios do Ultimate.
Tê-lo chamado de "criança" (entenda clicando aqui) em si não há mal nenhum. Ou há. Depende do ponto de vista. O problema, no entanto, é ignorar Weidman e vê-lo como alguém que não tem condição nenhuma de tirar seu cinturão.
Contra Jon Jones e Georges St-Pierre não houve igual desdenha...
Provocações de lutador? Apenas?
É bom lembrar que Weidman vem de uma incrível sequência, comprovada pelo seu cartel: 9-0.
Não é tão ruim assim para uma lutinha, né, seu Anderson?

Uma musa apagou qualquer brilho de outro lutador para si na noite do último sábado, pelo UFC 157, realizado em Anaheim, Califórnia, Estados Unidos. Ronda Rousey, com seu sorriso marcante e beleza estonteante, mostrou ser não somente um rostinho bonito a estrear na maior organização de MMA do planeta, mas uma boa lutadora (e finalizadora), que, se tiver oportunidades, levará o braço da oponente para casa, assim como fez em todas as lutas até agora de sua carreira (sete).
Nem a perspicácia (ou ousadia) de Liz Carmouche durante boa parte do primeiro round do combate foi capaz de minar a habilidade de luta agarrada de Rousey. Carmouche cometeu o simples pecado de tentar usar a especialidade da rival e não a sua virtude, a trocação; "mochilou" a campeã dos pesos-galos, e tentou aplicar um mata-leão.
No entanto, com astúcia, Ronda conseguiu se virar e afastar o perigo de ser derrotada com sua arma principal: a finalização.
Voltou a si.
Jogou Carmouche para baixo e aí foi só esperar a lutadora agarrar o braço da oponente. A vitória seria certa se isso ocorresse. Ocorreu.
E o resto do mundo, que não a conhecia, perguntou-se e pergunta-se: quem é esta linda mulher?
No co-main event, menos brilho (leia-se MUITO MENOS BRILHO). O Dragão brasileiro Lyoto Machida e o veterano Dan Henderson não fizeram uma luta digna de tirar o fôlego dos espectadores, e, pelo contrário, causaram sono. Muito estudo por parte do brasileiro, que mostrou muito menos agressividade que nas últimas lutas. E a estratégia do americano, de também analisar o melhor momento, não deu em nada.
Vitória por decisão dividida dos árbitros para Lyoto, que agora se torna desafiante #1 de Jon Jones, campeão dos meio-pesados.
Que lute bem melhor do que contra Hendo. Ou as coisas não serão tão belas.

(Peço licença aos leitores para abrir uma exceção e falar neste post sobre a nobre arte.)
A afirmação do médico filipino Rustico Jimenez, presidente da Associação dos Hospitais Privados das Filipinas, de que o pugilista Manny Pacquiao tem a Doença de Parkinson é preocupante, mesmo que o "diagnóstico" tenha sido feito sem base em exames detalhados, somente em observações.
É necessário que, após as demonstrações de inquietação também por parte de sua família, haja minuciosos testes a fim de desvendar as suspeitas.
Esclarecer tudo. Tentar cortar o mal pela raiz. Prevenir a remediar.
É bom lembrar que o maior de todos os tempos do boxe, Muhammad Ali, além de muitos outros pugilistas, sofrem com a doença. Médicos apontam que as chances crescem devido às pancadas sofridas na cabeça.
Que as suspeitas não se confirmem. Mesmo com 34 anos, Pacquiao, mesmo tendo sido derrotado em sua última luta, contra Timothy Bradley, ainda tem muita lenha para queimar.
Uma das já lendas da história do boxe, Pac-Man, como também é conhecido, foi o primeiro campeão mundial em oito categorias de peso diferentes, tendo conquistado seis títulos mundiais e também o campeonato principal em quatro categorias de peso diferentes.
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