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Hélio Rodrigues

Hélio Rodrigues

LUTAS. Jornalista, foi repórter de MMA do portal SRZD. Já cobriu diversos UFCs, além de importantes eventos do cenário nacional, como o Shooto e o Bitetti Combat.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



25/04/2016 08h30

Jon Jones vence, mas não convence
Hélio Rodrigues

Quem estava com saudade de Jon Jones, se decepcionou. Em luta morna contra o haitiano Ovince St. Preux, Bones não correspondeu às expectativas de quem esteve um ano e três meses com saudades do americano.

Dominante, o agora campeão interino dos meio-pesados teve uma atuação cautelosa, de muito estudo contra St. Preux, evitando se expor a uma derrota diante do rival.

Essa atitude passiva de Bones em muitos momentos levantou a ira dos presentes, que o vaiaram.

Por fim, o futuro oponente de Daniel Cormier venceu, mas sem brilhar, por decisão unânime dos juízes.



19/04/2016 21h50

Com três disputas de cinturão, WGP anuncia edição especial
Hélio Rodrigues

O WGP Kickboxing anunciou mais um evento especial para os fãs da luta em pé. A edição de número 30 acontece no dia 7 de maio, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Na luta principal do evento, o campeão Alex "Poatan" Pereira encara Junior Alpha pelo cinturão da divisão dos cruzadores (até 85kg) da organização e Thiago Michel defende o título da divisão super-médio (até 78kg) diante de Diego ?Gaúcho?. Além disso, Tadeu San Martino e o argentino Nicolas Ryske disputam o cinturão pan-americano da WAKO pela categoria dos médios (até 75kg).

Atual campeão dos cruzadores, Alex Pereira é considerado um dos melhores kickboxers do país, acumulando os títulos de campeão pan-americano pela WAKO e campeão brasileiro pela CBKB. Aos 28 anos, o atleta possui 12 lutas pelo WGP Kickboxing e vem em uma fase espetacular, acumulando quatro vitórias consecutivas, sendo a última delas a conquista do cinturão da categoria diante de Cesinha Almeida, na edição 25, por decisão unânime. Cesinha, inclusive, havia sido o último algoz de Alex, em uma luta disputadíssima em que derrotou o atual campeão por decisão unânime no WGP #17. Oponente de "Poatan", Junior Alpha se credenciou à disputa após vencer o Challenger GP da categoria, na edição 26, superando Ariel Machado e Rafael ?Kratos?, ambos por decisão. Aos 27 anos, Junior volta a suas origens na trocação, após passagem recente pelo UFC. No kickboxing, o baiano soma sete vitórias e apenas uma derrota na carreira profissional.

Na co-luta principal, o mineiro Thiago Michel defende seu cinturão pela segunda vez. Aos 31 anos, o atleta é um dos mais experientes do card, com um total de 44 lutas na carreira, sendo 41 vitórias e apenas três derrotas. Atual campeão pan-americano pela WAKO e uma referência na modalidade, Thiago vem de vitória na luta principal do WGP #27, quando bateu Fernando Nonato por decisão unânime dos juízes. Seu adversário é o atleta de Bragança Paulista Diego ?Gaúcho?, que venceu o Challenger GP da categoria também na edição 27, ao bater Jorge Daniel e Ruan Ferreira, ambos por nocaute, se credenciando assim à disputa de cinturão. Aos 29 anos, o lutador também possui extenso cartel, com 46 vitórias e oito derrotas, sendo 27 por nocaute ou nocaute técnico.


Disputa de cinturão pan-americano e retorno de Micheletti também são destaques

Se não bastassem os dois combates pelo cinturão do WGP Kickboxing, a organização também promove uma terceira disputa, valendo o título pan-americano da WAKO entre o brasileiro Tadeu San Martino e o argentino Nicolas Ryske.

Aos 40 anos, o veterano San Martino vai para seu nono duelo no WGP e soma vitórias sobre nomes importantes como Wallace Lopes e David Silveira, que se enfrentaram na última edição do evento. Com um total de 36 vitórias na carreira, San Martino vem de dois triunfos por nocaute no WGP, sobre Albaro Gonzalez e Iote Tiberiu. Seu adversário é o argentino Nicolas Ryske que faz sua estreia na organização, mas é dono de uma vasta carreira no kickboxing, com 43 vitórias e títulos mundiais conquistados. Aos 35 anos, Nicolas faz um duelo repleto de experiência com Tadeu.

O card do WGP #30 conta ainda com outros atletas de renome. Das lutas já confirmadas pela organização, o destaque vai para o sorocabano Felipe Micheletti, que enfrenta Haime Morais, e para Bruno Gazani que retorna para enfrentar o argentino Emanuel Ramponi pela divisão dos meio-médios (até 71,8kg). Gazani vem de derrota para o campeão Ravy Brunow por decisão unânime no WGP #28, interrompendo uma sequência de sete vitórias consecutivas na organização. 



28/03/2016 21h28

Curtinha: finalmente Cris Cyborg é confirmada no UFC
Hélio Rodrigues

Finalmente o UFC deu uma chance à brasileira Cris Cyborg. Nesta segunda-feira, a entidade confirmou a estreia da brasileira na organização de Leslie Smith, em Curitiba, no dia 14 de maio. O duelo será disputado em peso casado (63,5 kg), já que o Ultimate ainda não tem a categoria de Cyborg, peso pena, disponível.

Até que enfim, Dana! Pena não ter sido antes de Holly Holm destronar Ronda Rousey...



01/03/2016 09h00

Arrogância de Anderson Silva supera brilhantismo
Hélio Rodrigues

Anderson Silva tem muitas qualidades como lutador. Ele seria, se quisesse, imbatível. É um dos maiores de todos os tempos. Mas perde para a própria arrogância. Para a prepotência de quem se considera acima do bem e do mal e que despreza os conceitos das artes marciais. Que prefere menosprezar o adversário com uma petulância justificada como "parte do show". Foi assim que mais uma vez o brasileiro sucumbiu - foi derrotado, por pontos, para Michael Bisping, que, diferentemente do rival, atuou como um atleta, um guerreiro. Compenetrado, o inglês não se deixou levar pelo jogo psicológico e desrespeitoso do oponente. Apanhou, é bem verdade, mas tirou forças de onde não tinha para honrar a torcida que o apoiou.

Algumas dúvidas pairavam sobre o retorno de Anderson Silva. Há quem achava que ele fugiria ao estilo que o é peculiar e voltaria mais sério, sem firulas. Obviamente, a farsa mental criada por aqueles que ainda tinham esperança num Anderson humilde não duraria, sobretudo quando as provocações de Bisping - parte da promoção de quase toda luta - começaram. Era óbvio que o "Spider" honraria o time dele: ele próprio. A exemplo do que fez com Chael Sonnen, que o perturbou até não poder mais, Anderson teria que mostrar supremacia diante do rival - na casa dele. Fazer o inglês se arrepender de tudo que havia dito. O problema era a maneira que - novamente - iria fazer isso.

A luta começou. Anderson brincava com o oponente: abaixava a guarda, oferecia o próprio rosto, ficava parado, como se lutasse contra um incapacitado - situação similar à primeira luta que fez contra um ainda "desconhecido" Chris Weidman. O brasileiro bateu em Bisping - menos do que o provocou. O resultado não foi agradável: o ex-campeão dos médios tomou dois knock downs, um no primeiro e outro no segundo round.

No terceiro, talvez o mais emblemático dos golpes: Bisping deixou o protetor bucal cair da boca, avisou a Herb Dean e ao próprio Anderson, que, indiferente, desferiu uma joelhada voadora no inglês - que não teve uma atitude sensata ao abrir mão da defesa para avisar do problema que se passava. Acreditando ter vencido, o brasileiro subiu a grade para comemorar. Errou e pagou pela arrogância.

Aquilo deu forças para Bisping, que, mesmo bastante machucado, voltou à luta ainda mais obcecado por resistir e, quem sabe, vencer Anderson. No quarto e quinto rounds, o brasileiro continuou atacando, enquanto o "Conde" resistia bravamente.

Resultado: 48 a 47, de modo unânime, para Michael Bisping.

Anderson Silva perdeu para ele mesmo. Para a arrogância que o marca desde que se tornou um campeão do principal evento de MMA do mundo. O sucesso subiu à cabeça dele. O Aranha acha que pode vencer quando quiser. Que qualquer luta que faça é apenas cumprimento de protocolo. Que o espetáculo antecede qualquer forma de respeito.

Seriedade sempre marcou os campeões. E, mesmo que o estilo de luta de Anderson o tenha deixado sete anos como detentor de um cinturão e com vários recordes, falta a ele a nobreza de um artista marcial.


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27/02/2016 09h00

#TEAMBISPING
Hélio Rodrigues

Não parecia ser um duelo entre desafetos. Mas a luta entre Anderson Silva e Michael Bisping se tornou um combate de velhos rivais, surgidos após provocações mútuas do brasileiro e do inglês. Os dois se enfrentam neste sábado, em Londres, pelo UFC Fight Night. O evento marca o retorno do brasileiro, um ano afastado das lutas devido ao uso de metabólitos de drostanolona e androsterona: ambas as substâncias são vetadas pela Comissão Atlética de Nevada.

Quem espera por um Anderson mais sério, após duas derrotas seguidas para Chris Weidman e um no contest diante de Nick Diaz - quando lutou como um atleta profissional -, esta pode não ser uma boa oportunidade. As provocações de Michael Bisping, que se referiu ao rival como um usuário de estimulante sexual, não caíram bem aos ouvidos do "Aranha". Bom, já sabemos que quando o brasileiro é instigado, fará o que sabe fazer de melhor: desrespeitar o oponente no octógono. Dar um "show" (leia-se: humilhá-lo e fazer aquela palhaçada toda - baixar a guarda, oferecer o rosto etc. Essa discussão dá pano para manga: há quem defenda, existe quem discorde.)

Ponto um: Anderson Silva não é Muhammad Ali - está longe de sê-lo. Ponto dois: caso tente ser o lutador de sempre e não obter êxito, verá que o tempo dele no esporte já está mais perto do fim do que parece.

Michael Bisping é azarão, indiscutivelmente. É inferior a Anderson em pé e no chão. Deve ter uns 10% de chance na luta. Eu odeio admitir isso. Mas é o que me ocorre, baseado em fatos, dizer. Anderson manteve o cinturão dos médios por sete anos. Vale dizer que é uma categoria concorrida, com grandes lutadores despontando ano a ano. O brasileiro enfrentou nomes como Vitor Belfort, Dan Henderson, Forrest Griffin, Demian Maia, e se saiu bem em todas as lutas - vencendo com ampla vantagem.

No retrospecto, o inglês, também chamado de "Conde", tem 27 vitórias e sete derrotas - que consiga a 28ª! Anderson, por outro lado, aparece com 33 vitórias, seis derrotas e um no contest.

(Ah, de qualquer maneira, se você perguntar para quem eu estou torcendo, direi até dormindo: Michael Bisping.)

CARD PRINCIPAL
Anderson Silva (84,4kg) x Michael Bisping (83,9kg)
Gegard Mousasi (83,9kg) x Thales Leites (84,4kg)
Tom Breese (77,6kg) x Keita Nakamura (77,1kg)
Francisco Rivera (61,7kg) x Brad Pickett (61,7kg)

CARD PRELIMINAR
Mike Wilkinson (65,8kg) x Makwan Amirkhani (65,8kg)
Davey Grant (61,7kg) x Marlon Vera (61,2kg)
Scott Askham (83,9kg) x Chris Dempsey (83,9kg)
Arnold Allen (65,8kg) x Yaotzin Meza (65,3kg)
Brad Scott (84,4kg) x Krzysztof Jotko (83,5kg)
Norman Parke (70,3kg) x Rustam Khabilov (70,3kg)
Daniel Omielanczuk (115,2kg) x Jarjis Danho (118,4kg)
Teemu Packalen (70,8kg) x Thibault Gouti (70,3kg)
David Teymur (70,3kg) x Martin Svensson (69,9kg)



19/02/2016 18h10

Duelo de titãs entre Royce Gracie e Ken Shamrock
Hélio Rodrigues

O ano era 1993. Na segunda luta da noite, Royce Gracie aplica um mata-leão com apenas 57 segundos e levava o rival ao chão, o fazia desistir. Seria a penúltima dele no primeiro evento do UFC, no qual foi campeão. As regras eram outras - ou melhor, havia uma ou outra regra. Nada como hoje, as normas que tornaram o vale-tudo em mixed martial arts (MMA). O oponente do brasileiro era o americano Ken Shamrock. Naquela época, os Gracie queriam provar - e assim conseguiram - a superioridade do jiu jitsu brasileiro diante das demais artes marciais. A obra-prima de Hélio e Carlos ganhava o mundo. Vinte e dois anos depois do primeiro encontro, dois protagonistas do evento que marcou o início de uma era se enfrentam novamente. Sim, isto é histórico. Royce Gracie e Ken Shamrock farão um tira-teima dos tempos românticos de rivalidade entre estilos de luta diferentes. Os dois protagonizarão a luta principal do Bellator 149, que será realizado no Texas, Estados Unidos. Além dela, quatro duelos complementam o card principal e outras 13, o preliminar.

Na última quinta, Royce bateu 86,5kg (usando quimono), enquanto Ken pesou 91,3kg, uma diferença razoável que remeterá todo fã antigo de luta ao primeiro combate de ambos, quando a distinção de categorias de peso era praticamente inexistente.

Categoria deve ser uma palavra que resume Royce, o escolhido para representar o clã Gracie em um mundo que, na década de 1990, era dominado por fortões, lutadores de wrestling, boxe e briga de rua. Mais tarde, o brasileiro erradicado nos Estados Unidos terá, mais uma vez, a chance de provar o poder do brazilian jiu jitsu - enfraquecido devido à globalização do ensino da arte marcial e a divisão da sabedoria entre milhares, milhões de seguidores e praticantes. Royce tem 14 vitórias, duas derrotas e três no contest e volta após oito anos desde a última luta - vitória contra o conhecido Kazushi Sakuraba pelo K-1.

Por outro lado, Ken Shamrock está mordido. O americano vem de duas derrotas em sequência, ambas com cinco anos de diferença. Obviamente, devido à idade e à falta de sequência, assim como Royce, se apresentará mais lento, sem a explosão de antes. O cartel do lutador de 52 anos - contra 49 do oponente - é de 28 vitórias, 16 derrotas e dois no contest.

Veja abaixo as lutas do Bellator 149, que tem como co-main event o duelo entre Kimbo Slice e Dada 5000.

Bellator 149

Toyota Center, Houston, Texas, EUA

19 de fevereiro de 2016

CARD PRINCIPAL

Ken Shamrock x Royce Gracie

Kimbo Slice x Dada 5000

Melvin Guillard x Derek Campos

Emanuel Newton x Linton Vassell

Emmanuel Sanchez x Daniel Pineda

CARD PRELIMINAR

Justin Wren x Juan Torres

Davis Sylvester x Jeremy Mahon

Charlie Ontiveros x James Christopherson

Ruben Esparsa x Clovis Hancock

Adrian Yanez x Ryan Hollis

Isaac Villanueva x Richard Knepp

Mike Trinh x Joel Angel Zamora

Jason Langellier x Anthony Ivy

Manny Lozoya x Jake Norsworthy

Leomana Martinez x Casey Jones

Chris Soliz x Alex Macedo

Jonathan Davis x Shawn Solis

Hunter Scott-Gregg x Ricardo Deluque  



15/02/2016 18h10

Demitido do UFC, Fabio Maldonado assina com XFC e já tem data para estreia
Hélio Rodrigues

Fabio Maldonado, demitido recentemente do UFC, onde perdeu seis lutas e venceu cinco, assinou com o XFC, evento americano com franquia no Brasil. O Caipira de Aço chega com status de estrela e enfrenta o havaiano Andrew Smith pelos meio-pesados, no dia 19 de março, em São Paulo. 



05/02/2016 18h30

Revelação brasileira, Thomas Almeida planeja quatro lutas no ano e quer duelo com Faber
Hélio Rodrigues

O ano de 2015 terminou com um brasileiro em evidência no UFC: Thomas Almeida, após uma excelente temporada, o lutador conquistou mais três vitórias seguidas, todas com bônus de performance da noite. Para 2016, o atleta já avisou: quer lutar quatro vezes e enfrentar Urijah Faber.

"Adoro me manter na ativa e quero lutar de três a quatro vezes esse ano. É o ideal para mim. Meu objetivo maior é disputar o cinturão e preciso ganhar experiência, dar um passo de cada vez e quero conquistar o maior número de vitórias possível para quando a hora chegar eu estar preparado. Estou treinando forte e já quero lutar. Se o UFC me chamar, estarei pronto logo, seria perfeito lutar em março", garante o lutador de 24 anos e cartel invicto em 21 lutas.

Recentemente, Thominhas foi desafiado pelo norte-americano John Dodson, que subiu para a divisão dos galos após ter perdido mais uma chance de conquistar o cinturão da categoria peso-mosca (até 57,2kg). Dodson já declarou o desejo de enfrentar o brasileiro, que não vê motivos para a realização do combate, apesar de não recusá-lo.

"Vi que ele (Dodson) me desafiou, mas é como digo: não escolho adversário e se o UFC achar que a luta vale a pena eu faço. É só me darem tempo para treinar. Sei que ele é duro, mas para o meu momento não acho viável enfrentá-lo agora, ele vem da categoria de baixo".

Aos olhos de Thominhas, outro americano seria um adversário ideal, mas sem pressa: o veterano Urijah Faber, que vive a expectativa de realizar a trilogia contra o atual campeão dos galos, Dominick Cruz. A luta entre Faber e Cruz, para o brasileiro, deve acontecer logo, mas nada que esfrie seu desejo de encarar o California Kid.

"Tenho a pretensão de enfrentar o Faber. Não importa se for agora ou daqui a três, quatro ou cinco lutas. Ele é muito experiente, bom de porrada, tem ótimo wrestling, ótimo jiu-jitsu, bem completo mesmo e seria um grande desafio na minha carreira. Espero a decisão do UFC, até porque o Faber talvez lute pelo cinturão agora, já que foi o único que derrotou o Dominick Cruz e está bem ranqueado. Será justo se tiver uma chance pelo título", declara Thomas.



04/02/2016 18h20

Presidente do XFC reforça laços com o povo brasileiro, amante de MMA, e prevê 'bom ano'
Hélio Rodrigues

Divulgação

O XFC (Xtreme Fighting Championship), organização americana de MMA, iniciará mais uma temporada de eventos no dia 19 de março. O XFCi 14 acontecerá em no XFC International Center, em São Paulo, e já terá disputa de cinturão. Daniel Virgínio e Fernando Vieira se enfrentarão pelo cinturão mundial peso-galo (até 61,2kg), e a argentina Silvana "La Malvada" Juarez lutará contra Julie Werner, na categoria peso-mosca (até 56,7kg). O evento ainda terá outras 10 lutas a serem anunciadas: seis dos torneios internacionais, com algumas das principais revelações do MMA mundial, e quatro entre atletas de renome no cenário nacional e internacional.

O presidente da organização, Myron Molotky, reforça os laços com o povo brasileiro, amante das artes marciais mistas, e prevê um bom ano para a entidade, formada em 2006, na Florida, Estados Unidos.

"Não se trata somente de realizar eventos, mas de reforçar nosso compromisso com o Brasil e com os atletas, em dar-lhes estrutura e um caminho claro a seguir na carreira. Hoje temos nossa base com o 'Young Guns', os torneios, as superlutas e as disputas de cinturão mundial".

O planejamento do XFC para 2016 conta com oito datas confirmadas para realização de eventos. As duas seguintes serão nos dias 30 de abril e 28 de maio, respectivamente.



02/02/2016 18h30

Fuga à francesa?
Hélio Rodrigues

Fabricio Werdum queria Cain Velásquez. Ele tinha se preparado meses para o rematch pelo UFC 196 em 6 de fevereiro, pelo cinturão dos pesos pesados. Mas a lesão inesperada do rival fez o brasileiro mudar de ideia repentinamente. Ele pensou bem e concluiu que não deveria lutar contra Stipe Miotic, o lutador que substituiria Velásquez - afinal, mesmo que o croata tenha estilo similar ao de Velasquez, Werdum não havia se preparado nem estudado o adversário. Sequer teria tempo para mais do que um ou outro sparring e análises estatísticas juntamente à equipe Kings MMA.

Werdum não queria arriscar. Além do mais, o objetivo sempre foi Velásquez, sobre quem disse que "mesmo se eu tivesse uma lesão lutaria contra". Não havia outra cogitação. Ou era ele ou não seria mais ninguém.

Assim, em conjunto com a equipe, o campeão dos pesos pesados decidiu sair do card alegando dor nas costas. Pouco após o anúncio, pessoas começaram a criticá-lo alegando o famoso "migué". Em resposta, Werdum fez um desabafo.

"Queria dizer que foi a melhor decisão que já tomei na minha vida de não lutar com o Cain Velásquez, nem com o Miocic e nem com ninguém. Tive uma lesão nas costas, mas, ao mesmo tempo que estou triste pela lesão, estou feliz porque consegui ver muita coisa nesse machucado que tive. Falo isso num todo. Tive esses dias com minha família, mulher e filhas e pude ver que é tudo passageiro. Tudo é uma fase na minha vida. Algumas pessoas falaram mal de mim, outras me apoiaram como amigos. Fiquei pensando... Como as pessoas são cruéis!" 

Por enquanto, não há novidades sobre quem Miocic enfrentará - e se isso vai de fato acontecer. Pela primeira vez com a chance real de conquistar um título, o lutador de 33 anos tem 14 vitórias e duas duas derrotas na carreira. Uma pena para ele, que mesmo com pouco menos de 14 dias, tinha aceitado o duelo contra Werdum.



28/01/2016 22h11

Lutador da Nova União, Felipe Olivieri estreia no UFC motivado para nocautear
Hélio Rodrigues

Um dos principais lutadores da Nova União, o brasileiro Felipe Olivieri estreia no octógono em Nova Jersey, nos Estados Unidos, diante do norte-americano Tony Martin. O confronto abre o card preliminar do UFC on FOX 18, na categoria peso-leve (até 70,7kg). No MMA, Felipe Olivieri tem cartel de 14 vitórias e apenas quatro derrotas. Faixa-preta de jiu-jitsu, nos últimos três combates fez valer a evolução na luta em pé e nocauteou todos os rivais no primeiro round, em eventos como o Shooto Brasil e o Pancrase, no Japão. Estrear no UFC é a chance de o carioca alavancar de vez a carreira.

"Chegou mais uma vez na minha porta uma grande oportunidade e não posso desperdiçar. Estou preparado. ?Deus escreve certo por linhas tortas? e essa é a hora. É o meu melhor momento, mentalmente, tecnicamente e fisicamente", afirma o lutador, que sonha alto: "Na categoria quero o cinturão, quero estar logo no Top 5. Sei que é minha primeira luta, que tenho muita estrada, mas agora que a chance apareceu vou agarrar e conquistar meus objetivos".

Antes da chance real no Ultimate, Felipe "bateu na trave" quando, por pouco, não esteve dentro da casa do TUF Brasil 2, que teve como vencedor o companheiro de academia e treinos, Léo Santos. Na ocasião, em janeiro de 2013, Olivieri foi derrotado por Neilson Gomes na luta eliminatória e ficou fora do reality show. Aquele momento, segundo o atleta, serviu para evolução e aprendizagem.

"Chego mais preparado para o UFC. Naquela época não sei se teria desenvolvido tanto minha luta em pé da maneira que consegui até hoje. A expectativa é a melhor possível. Treinei bastante e esperei muito por esse momento. Batalhei bastante para estar aqui. Bati na porta algumas vezes. Agora é mostrar meu melhor".

Conselhos de amigos que já enfrentaram Martin

Olivieri chega para a luta contra Tony Martin com um camp de peso. Além de ter treinado forte com nomes como Léo Santos e José Aldo, auxiliando nos camps para as respectivas lutas, Felipe pegou conselhos com amigos que já enfrentaram o próximo oponente dele, casos do próprio Léo, que o finalizou e do amigo Fabrício "Morango" Camões, que acabou derrotado pelo norte-americano.

"Não é prepotência, mas é um ótimo combate para estrear no UFC. Tony Martin é bem experiente. Acho que é uma luta que casou legal. Ele vem para o grappling e eu para nocautear. Vai ser uma troca de estilos. O Léo Santos já ganhou dele, me deu uns conselhos. Ele também encarou o Morango que é meu parceiro e me alertou os pontos fortes. Tudo foi bem preparado", revela.

Para a estreia no UFC, Felipe Olivieri não perdeu tempo e iniciou muito antes a preparação. Com contrato assinado, mas sem luta marcada até então, ele tirou proveito do auxílio aos companheiros para evoluir e crescer tecnicamente.

"Estava ajudando o Léo e o Aldo e aproveitei para iniciar o meu treino mais cedo. Foi bom para evoluir. Quando você não está no meio do camp, você não tem obrigação e treina à vontade. Evoluí onde tinha déficit e fico na expectativa de lutar sempre, o que me deixa em alta performance. Foi o melhor camp que já fiz. Cheguei no ponto certo e estou muito feliz pelo trabalho todo feito na Nova União".



27/01/2016 19h00

Ring girl do UFC, brasileira busca prêmio no "Oscar do MMA" como reconhecimento da carreira
Hélio Rodrigues

As grandes estrelas dos eventos de MMA ficam dentro dos cages, mas durante os intervalos a agressividade das lutas dá lugar à graça e à beleza das ring girls. Uma das musas de maior destaque é a brasileira Jhenny Andrade, de 28 anos, octagon girl do UFC que concorre ao prêmio de melhor ring card girl de 2015 na oitava edição do World MMA Awards, considerado o "Oscar do MMA", promovido pela Fighters Only, principal revista especializada do mundo. Esta é a segunda indicação consecutiva ao prêmio.

Natural de Ribeirão Preto, Jhenny Andrade iniciou a carreira artística ainda aos seis anos, como cantora e modelo. Aos 15 anos, ingressou na TV, como apresentadora, e na adolescência conquistou concursos regionais de Mini Miss e o segundo lugar na edição nacional do evento. A beleza e o talento renderam convite para uma sessão de fotos na revista VIP, já aos 18 anos, e as colunas "Fale com a Jhenny" e "Namorada Perfeita", no mesmo periódico.

Durante seis anos, Jhenny figurou na lista das 100 mulheres mais sexy do mundo, participou de campanhas publicitárias de grandes empresas e do reality show "A Casa da Ana Hickman", na Rede Record. Mas foi em 2013 que apareceu para o mundo do MMA, quando foi convidada para ser octagon girl oficial do UFC. O prêmio de melhor ring card girl de 2015 seria a coroação de uma carreira que já dura mais de 20 anos.

"Essa conquista seria uma grande vitória depois de mais um ano de muito trabalho, dedicação e carinho aos meus fãs", destaca Jhenny Andrade. "Quando iniciei a carreira no UFC, não imaginava chegar à maior premiação do MMA no mundo, onde até mesmo o Ultimate concorre como melhor evento. Ainda mais dois anos seguidos. Poder representar a organização e o Brasil, podendo entrar para a história da competição, me deixa ainda mais lisonjeada e aumenta minha garra e força de vontade de trazer esse prêmio para o país".

Jhenny Andrade concorre na categoria de melhor ring girl do ano com o trio do UFC Carly Baker, Arianny Celeste e Brittney Palmer, além de Mercedes Terrell, do Bellator. Nove brasileiros estão na disputa em diversas categorias, entre eles os campeões do UFC Rafael dos Anjos, Fabrício Werdum e a revelação Thomas Almeida.

 



19/12/2015 12h00

Números de Rafael dos Anjos e Donald Cerrone, que disputarão título dos leves do UFC
Hélio Rodrigues

Em um mês, o UFC teve três dos principais campeões destronados por lutadores capacitados, mas que ninguém esperava que fossem fazer o que fizerem. Neste sábado, Rafael dos Anjos, o atual campeão dos leves, disputa contra Donald Cerrone querendo espantar a mesma "má sorte" que rondou os recém-destronados Ronda Rousey, Chris Weidman e José Aldo. O duelo, a primeira defesa de cinturão dos leves de dos Anjos, acontecerá em Orlando, nos Estados Unidos, a partir das 19h.

Com 31 anos, o brasileiro é bastante experiente no MMA. Ele tem um cartel de 24 vitórias e sete derrotas, e chegou ao título ao vencer Anthony Pettis pelo UFC 185, realizado em março de 2015. É, em suma, um lutador bastante agressivo, com socos e chutes violentos e um bom jiu-jítsu. Nas últimas 11 lutas foram 10 vitórias e apenas uma derrota.

Numa comparação rápida com o "Cowboy" Donald Cerrone, Dos Anjos, que é mais baixo 10 cm, desfere menos golpes que o oponente e tem menos precisão neles. Por outro lado, o brasileiro melhora os índices na defesa - 69,5% e 55,51% do americano - e no grappling (luta agarrada): 2,65 em média de quedas, contra 1,34 do rival. A precisão nas quedas também dá vantagem a dos Anjos, que tem 44,83% de precisão nas derrubadas diante de 43,1% de Cerrone, que venceu nove das 11 últimas disputas.

Números são significativos. Mas não definitivos. Portanto, a luta entre Rafael dos Anjos e Donald Cerrone vai ser pautada pela competência de um ou de outro. Que os números se danem. Em quem você aposta?

Veja abaixo a comparação entre os dois:

 Tabela: Hélio Rodrigues

Outros brasileiros em ação

Inconstante, Junior Cigano é outro brasileiro a atuar no UFC deste sábado. O lutador, ex-campeão dos pesados, perdeu duas das últimas cinco lutas e visa se recuperar dentro da organização contra o também irregular Alistair Overeem, que tem as mesmas duas derrotas de Cigano nas últimas cinco lutas.

Charles do Bronx enfrenta Myles Jury, no card preliminar. Os outros brasileiros em ação são Vicente Luque, que enfrenta o anfitrião Hayder Hassan, e Luiz Henrique, que luta diante do francês Francis Ngannou.

UFC: Dos Anjos x Cerrone

19 de dezembro, em Orlando (EUA)

CARD PRINCIPAL - a partir de 23h (horário de Brasília)
Peso-leve: Rafael dos Anjos x Donald Cerrone
Peso-pesado: Junior Cigano x Alistair Overeem
Peso-leve: Michael Johnson x Nate Diaz
Peso-palha: Randa Markos x Karolina Kowalkiewicz

CARD PRELIMINAR - a partir de 18h30 (horário de Brasília)
Peso-pena: Charles do Bronx x Myles Jury
Peso-médio: CB Dollaway x Nate Marquardt
Peso-galo: Sarah Kaufman x Valentina Shevchenko
Peso-médio: Josh Samman x Tamdan McCrory
Peso-leve: Nik Lentz x Danny Castillo
Peso-pena: Cole Miller x Jim Alers
Peso-meio-médio: Leon Edwards x Kamaru Usman
Peso-meio-médio: Hayder Hassan x Vicente Luque
Peso-pesado: Luiz Henrique "KLB" x Francis Ngannou



17/12/2015 18h25

Léo Santos projeta estar em breve no Top 10 dos leves do Ultimate
Hélio Rodrigues

O UFC 194 teve alguns revezes, é verdade. Mas o campeão do The Ultimate Fighter Brasil 2 Leonardo Santos venceu de forma convincente e ampliou a boa fase na organização. O lutador surpreendeu ao nocautear o norte-americano Kevin Lee ainda no primeiro round e emplacou a quarta vitória na franquia, a terceira consecutiva. Os planos agora são mais audaciosos e o carioca almeja chegar ao Top 10 da categoria peso-leve (até 70,3kg) já no próximo desafio.

Há seis anos sem sofrer uma derrota, Léo Santos chegou ao Ultimate em 2013. Ainda invicto na organização, com quatro triunfos e um empate, Léo reconhece que o caminho para estar entre os melhores do mundo é árduo, mas confiando em suas habilidades e empolgado pelos números, acredita já estar preparado para medir forças com um oponente melhor ranqueado.

"Tenho a meta de ficar entre os dez melhores da categoria e depois pensarei em ir além. Primeiro tenho que estar nessa lista e sei que tenho totais condições para isso. Estou vivendo um grande momento e pretendo lutar com alguém melhor colocado já no próximo duelo. Apesar de não ter um nome específico quero ser testado contra os melhores. Preciso enfrentá-los e superá-los para me juntar a eles", planeja o lutador de 35 anos.

A vitória sábado foi a 15ª do lutador, que ainda tem um empate e três derrotas. Faixa-preta de jiu-jitsu, o carioca tem nove triunfos conquistados por meio da arte suave e havia aplicado apenas um nocaute, em 2008, quando ainda atuava pelo Shooto Brasil. Apesar da boa atuação, Léo não se surpreendeu com a performance e com o direto que acertou em cheio no rosto do jovem americano, 12 anos mais novo e que vinha em ascensão, com quatro vitórias seguidas.

"Diferente do que todos imaginavam, eu realmente esperava nocautear o Kevin Lee. Já tinha visto lutas dele e meu treino foi todo específico para o seu tipo de jogo. Treinei muita repetição e para tudo o que ele fazia eu já estava preparado, assim tinha sempre um contragolpe entrando. O nocaute surgiu quando ele veio me dar um gancho e eu consegui me antecipar encaixando um forte golpe de encontro. Parece fácil falando, mas lá dentro é tudo muito difícil e rápido. Estou muito feliz pelo nocaute e isso só mostra que continuo evoluindo e que também posso surpreender em pé".



15/12/2015 18h30

Com derrota de Aldo, Demetrious Johnson vai a primeiro em ranking peso por peso do UFC
Hélio Rodrigues

Com a derrota de José Aldo, o campeão dos moscas do UFC, Demetrious Johnson, assumiu a primeira colocação do ranking peso por peso da organização. Ele é seguido de perto por Jon Jones e Conor McGregor, que subiu nove posições, TJ Dillashaw, dono do título dos galos, e Fabricio Werdum, detentor do cinturão dos pesados. Luke Rockhold, novo campeão dos médios, apareceu na lista pela primeira vez e é o nono.

Por outro lado, José Aldo e Chris Weidman despencaram cinco e oito posições, respectivamente.

Veja abaixo o ranking completo: