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Hélio Rodrigues

Hélio Rodrigues

Jornalista, foi repórter de MMA do portal SRZD. Já cobriu diversos UFCs, além de importantes eventos do cenário nacional, como o Shooto e o Bitetti Combat.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



12/04/2014 17h20

Roy Nelson e Minotauro: momentos opostos
Hélio Rodrigues

É muito difícil levar Roy Nelson para o chão ou nocauteá-lo.  Nem Rodrigo Minotauro, uma lenda do MMA e com um excelente jiu-jítsu, conseguiu. O brasileiro foi derrotado com um belo soco ainda no primeiro round e foi mais um a sucumbir ao gordinho com pose de caminhoneiro norte-americano.

Roy Nelson mantém-se com uma regularidade impressionante dentro do Ultimate. Fale Dana White o que quiser. O patrão não cogita sequer dar uma chance de cinturão ao gordinho. Porque aredita que o visual de Nelson não atrai patrocinadores em potencial. 

Minotauro por sua vez tem o dom de dar a voltar por cima. Mas as recentes lesões e as últimas derrotas, para Fabrício Werdum e Roy Nelson, indicam que ou já passou ou está chegando a hora de parar.



01/04/2014 23h06

Isabel e Hortência: referências no TUF Brasil 3
Hélio Rodrigues

Isabel e Hortência estão bem no TUF Brasil 3. Apesar de pouco entenderem de MMA de fato, ambas estão auxiliando bem os treinadores Wanderlei Silva e Chael Sonnen, respectivamente., Para tal, usam métodos de motivação não tão usuais no mundo do MMA. Estão indo bem.

São carismáticas, têm história no esporte nacional. São estratégicas para o UFC aqui. É difícil ter um quem não as conheça. Não era nenhuma exigência ser especialista de MMA quando ambas foram convidadas. Era exigência demonstrar porque são respeitadas internacionalmente como referências de atletas. Para atletas.



08/03/2014 22h14

E os críticos de Belfort tiveram que se calar...
Hélio Rodrigues

Vitor Belfort foi massacrado, muito criticado após ele próprio e o UFC anunciarem que o desafiante ao título de Chris Weidman nos médios seria outro: Lyoto Machida. O motivo: o banimento do uso de TRT pelos atletas do UFC. O entendimento por parte dos críticos foi óbvio àquela altura: o brasileiro fez birra por ter se sentido traído pela Comissão Atlética de Nevada. 

Mas uma declaração de Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC, foi fundamental para que a quantidade excessiva de críticas contra Belfort diminuísse. A decisão, segundo o chefe supremo do Ultimate, foi tomada pelo UFC, não por Vítor, e se fez necessária, pois o lutador, sem o uso de TRT, precisaria de até dois meses para se reabilitar, o que impossibilitaria o duelo contra Weidman, marcado para o dia 24 de maio. 

"No final das contas, nós temos uma luta para promover no dia 24 de maio. Chris vai defender o título dele, e você sabe como os negócios funcionam: Você  tem que fechar as propagandas com dois ou três meses de antecedência. Nós temos que deixar a arte pronta. Temos uma luta para promover, e Vitor, por conta da nova regra (proibindo TRT), vai ter de se adequar a ela. Mas, nós não sabemos quanto tempo ele levará para conseguir uma licença (para lutar em Nevada), pode levar duas semanas ou dois meses. Nós não podemos deixar a empresa no limbo. Precisamos promover a luta, então a decisão mais lógica foi deixar que Vitor continuasse nesse processo para poder lutar em Nevada e, quando ele conseguir a licença, nós voltaremos a tratar sobre isso. Mas, com uma luta para promover no dia 24 de maio, nós não podíamos sentar no limbo e esperar que ele pudesse lutar".



08/03/2014 21h49

The Ultimate Fighter Brasil 3: Wand x Sonnen
Hélio Rodrigues

Hoje, logo mais, começa um dos TUFs mais esperados de todos os tempos. O The Ultimate Fighter Brasil 3 trará como capitães nada mais nada menos que os dois maiores rivais - e falastrões - do MMA atualmente: o brasileiro Wanderlei Silva e o americano Chael Sonnen.

O programa foi, a exemplo das outras duas últimas edições, gravado no CT do UFC, em São Paulo e começará com 32 lutadores, divididos em duas categorias: médios e pesados. Logo na estreia, há o corte de oito atletas. No segundo programa, mais oito dizem adeus ao sonho de conquistar um contrato com o UFC. Os restantes serão divididos entre Wanderlei Silva, que será assessorado pela ex-campeã mundial de vôlei, Isabel Salgado, e Chael Sonnen, que terá a assessoria de Hortência, ex-campeã mundial de basquete.

O fim do reality show do UFC está programado para acontecer no dia 31 de maio, e também trará o duelo entre os dois desafetos, Wand e Sonnen.

A julgar pela promoção que o UFC fez da suposta briga entre ambos nos bastidores do programa, aguardemos um TUF imperdível.



01/03/2014 13h20

TRT
Hélio Rodrigues

A Comissão Atlética de Nevada foi cirúrgica banindo o uso do TRT. Foi política com a maioria dos atletas, que não faz uso do tratamento de reposição hormonal. Gerou polêmica e irritação por parte dos lutadores pacientes de tal tratamento.

A discussão do uso de TRT é coisa antiga no MMA. Mesmo contrariada, a Comissão Atlética abria exceções para alguns lutadores, como Vitor Belfort, Dan Henderson e Chael Sonnen. Os demais sentiam-se prejudicados. Acreditavam que o TRT fornecia insumos vantajosos para tais atletas.



27/02/2014 23h22

Wanderlei x Sonnen: confira vídeo divulgado pelo UFC da briga de ambos no TUF Brasil 3
Hélio Rodrigues

Espetacularizar uma rivalidade é coisa antiga. Muito antiga. Folclórica. O UFC liberou, nesta quinta-feira, o trecho da briga entre Chael Sonnen e Wanderlei Silva nos bastidores do The Ultimate Fighter Brasil 3.

Entre provocações, ameaças e as vias de fato, os dirigentes do UFC exploram e explorarão a briga até onde der.

Vende... Dá dinheiro...

O que parecia ter sido um "acidente de percurso" durante as gravações da terceira edição do reality show do Ultimate aqui tornou-se apenas parte do negócio.

O circo está montado. A trama, também.



09/02/2014 01h10

Dana não perdoa Thiago Silva. E The Boss tem razão
Hélio Rodrigues

Thiago Silva abusou da sua rebeldia. Achou ser e estar acima do bem e do mal quando, estupidamente, ameaçou, armado, a esposa em uma academia de jiu-jítsu nos Estados Unidos. 

Lá fora é diferente. Ele deveria saber. Está há algum tempo por lá. Não se escapa batido como aqui. É preciso pensar no que quer fazer.

O lutador foi totalmente infantil. Beirou o ridículo. Terá que esperar o julgamento preso, como um criminoso.

Dana White não perdoou. Demitiu-o do UFC sem chance de defesa. Contrato cancelado.

Thiago Silva é bom. É agressivo dentro do octógono. E fora dele.



09/02/2014 00h58

Dedé Pederneiras e seus pupilos Aldo e Barão
Hélio Rodrigues

Renan Barão já provou que veio para ficar como detentor do cinturão dos pesos galo. Ponto. A vitória sobre Urijah Faber, sábado passado, apenas atestou isso. Seguro de si, bem treinado, olhos fixos no adversário, além de uma boa postura dentro do octógono.

O rival derrotado é muito bom, mas tornou-se apenas mais um na lista de Barão, que já derrotou nomes como o inglês Brad Pickett e os americanos Michael McDonald e Eddie Wineland no Ultimate.

Dedé Pederneiras, do primeiro escalão de treinadores do MMA mundial, certamente está vibrante com a fase de seus dois pupilos:

> José Aldo já fez o que de melhor podia nos penas e provavelmente enfrentará Anthony Pettis em peso casado;

> Renan Barão por ora não tem adversários à altura em sua categoria.

Próximo!



31/01/2014 00h37

Dúvidas...
Hélio Rodrigues

Tudo indica que o UFC 173, possivelmente a ser realizado no dia 24 de maio, reserva emoções ao fã de MMA.

Nesta quinta-feira, o presidente da entidade, Dana White, teria revelado a jornalistas que tem grandes planos para o evento que marcará a disputa de cinturão entre Chris Weidman (atual campeão) e Vitor Belfort, pelos pesos médios. Isto porque a ideia da organização é, nesta mesma edição, colocar como co-main event a grande final do The Ultimate Fighter Brasil 3, entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen.

A ideia parece se contrapor ao planejado inicialmente por White: o de, em virtude de seu desejo de popularizar ainda mais o esporte no país, colocar a decisão entre um herói do MMA nacional, Wanderlei Silva, e um dos lutadores mais odiados por aqui, Chael Sonnen, em um local no Brasil que bata recordes de público, de venda de ingressos e de pacotes de TV fechada.

Mas Dana não é nem um pouco bobo: ele sabe que um evento com duas lutas bastante aguardadas pelo público venderia muito mais lá fora do que por aqui.

Por isso, The Boss tem uma dúvida cruel. Tem certo receio de cobrir na frente, mas deixar exposto atrás, como diz o jargão popular. De ganhar por um lado, e perder pelo outro.

Não dá pra agradar gregos e troianos. E Dana sabe disso. Decidir colocar o TUF Brasil 3 Final fora do país é decidir sacramentar a falência do reality show por aqui. Desagradará muitos fãs de MMA. Ele não quer isso, apesar de o programa já ter dado provas de fraqueza na última edição. 



12/01/2014 01h46

Wanderlei Silva e a política
Hélio Rodrigues

Talvez não, mas 2014 deve ser o último ano de Wanderlei Silva nos octógonos. A candidatura a deputado federal este ano é uma prova das intenções do Cachorro Louco, figura importante na popularização do MMA no mundo. Melhorar o atual cenário político brasileiro é um de seus objetivos.

Mas terá que escolher. Seria difícil para Wand manter duas vidas completamente diferentes: a de lutador e a de deputado. Ambas exigiriam dedicação integral.

Se ele realmente pretende ser deputado federal e ganhar votos nas eleições de outubro, deve, antes de mais nada, convencer os eleitores de que, no mínimo, estará grande parte do seu tempo sendo o melhor parlamentar que puder a fim de atender sua principal proposta.

Não cumprir com promessas é uma praxe em Brasília. Mas Wand, por ser quem é e representar o que representa, não pode se dar ao luxo de, como diz o excelente Romário, "chegar agora e querer sentar na janela" - em nenhum momento.

A escolha está feita. A despedida, um tanto quanto selada.



06/01/2014 10h00

A idade e o MMA
Hélio Rodrigues

Anderson Silva estaria motivado a voltar aos octógonos após a fratura que sofreu no UFC 168, quando perdeu para Chris Weidman, na "luta do século". O motivo: mostrar aos críticos que, diferentemente do que eles insistem em dizer, ainda há condições de ele dar a volta por cima e, mais à frente, reconquistar o cinturão.

No último domingo, um dos treinadores de Anderson, Pedro Rizzo, afirmou que o ex-campeão dos pesos médios do Ultimate pretende voltar.

Apesar do processo de recuperação ser relativamente lento (podendo variar de seis a nove meses), e o Spider já ter construído uma carreira que lhe permita parar agora, ainda por cima, o brasileiro estaria ainda mais motivado pelo carinho recebido pelos fãs após a fratura na tíbia.

Motivação e vontade são fundamentais para isso. Anderson tem 38 anos. É um veterano do esporte. Quando "estiver 100%", pode se inspirar em outros atletas que passaram pelo UFC, que, mesmo já veteranos, mostraram que ainda havia condições de lutar em alto nível.

Arte: Hélio Rodrigues



06/01/2014 01h58

Besouro e Brodinho
Hélio Rodrigues

A estreia dos brasileiros Luiz Besouro (ex-TUF Brasil 2) e Leandro Brodinho no UFC não poderia ter começado de forma pior: com derrota. Desatenção e nervosismo.

Besouro, que se destacou na versão brasileira do reality show The Ultimate Fighter, até ia bem no duelo contra Kiichi Kunimoto. Buscou o combate, foi agressivo na trocação, acertou bons golpes. Mas, no calor da luta, foi imprudente ao acertar cotoveladas na nuca do japonês, o que é proibido. Desqualificação e muito choro.

Já Brodinho, pode-se dizer, foi surpreendido em sua principal arma. "O feitiço virou-se contra o feiticeiro". Exatamente isto. Especialista na luta de chão, o brasileiro pouco pôde fazer no solo. Sofreu mais do que atacou por lá. E perdeu com um triângulo no segundo round. Finalizado em sua principal estratégia. Justamente o jiu-jítsu!



04/01/2014 19h59

Reinado longo
Hélio Rodrigues

Divulgação/UFC

A estratégia é sempre a mesma. O estilo de luta, também. As adversárias de Ronda Rousey sabem o que ela tentará fazer durante o duelo. Têm um treinamento bem parecido, certamente. Visam a cautela para não terem o braço levado para casa. Não conseguem. E não é por incompetência ou desleixo.

No último sábado, dia 28 de dezembro, Miesha Tate deu trabalho à atual campeã dos pesos galos. Passou do primeiro round, o que, até então, não havia acontecido na carreira de Rousey. Trocou em pé, aguentou o chão, que é o forte da detentora do cinturão.

Mas Rousey é soberana no que faz de melhor: a chave de braço. Mesmo após três rounds de uma luta espetacular, achou uma brecha e deu seu famoso armlock na desafiante ao seu cinturão e rival no TUF 18 dos Estados Unidos. Vitória que era esperada, mas não com tanta dificuldade.

As atletas tiveram uma excelente atuação no combate, o que rendeu a elas o prêmio de melhor luta da noite, e, a Rousey, a melhor finalização.

Sem adversárias, Ronda deve continuar soberana no evento de Dana White, de quem já é queridinha. Pelo menos até enfrentar uma das brasileiras do Ultimate (Amanda Nunes, Jéssica Andrade e Bethe Correia).



02/01/2014 22h30

Pulga atrás da orelha
Hélio Rodrigues

Após um longo período, o UFC terá novos tempos à frente, com a queda dos reinados de Georges St-Pierre e Anderson Silva, campeões dos meio-médios e médios, respectivamente.

Dana White terá que se renovar sem seus dois principais pilares de arrecadação de pay per view.

Para isso, o chefão apostará suas fichas, em um primeiro momento, em Jon Jones, que, atualmente, tem sete defesas de cinturão dos meio-pesados, além de ser um dos que mais lucram e faz lucrar com o Ultimate.

O reinado de Bones ainda parece ser longo. É uma garantia comercial, que, querendo ou não, os executivos do UFC têm.

Ronda Rousey é outra atleta que também pode ganhar mais reconhecimento, especialmente à medida que o MMA feminino for ganhando mais popularidade entre os adeptos das artes marciais mistas, em especial nos 

Johny Hendricks já demonstrou potencial em ser um campeão rentável aos planos do Ultimate, devido a sua habilidade no octógono e a seu carisma.

Aguardemos. Mas candidatos é o que não faltam.



29/12/2013 16h22

Não há clones, Spider
Hélio Rodrigues

Anderson Silva terá que repensar seu futuro no UFC. Apesar do contrato, plenamente em vigor, a lesão grave (fratura na tíbia após um low kick), que culminou na segunda derrota consecutiva do brasileiro no evento para o americano Chris Weidman, e a atuação abaixo da esperada no primeiro round da luta criam o seguinte questionamento: será que vale a pena continuar?

Pelo que fez, Anderson já tem seu nome cravado como um dos maiores lutadores da história do MMA. Não precisa provar nada a ninguém (dentro do octógono). Não precisa se preocupar em dar a volta por cima. Passar pelo longo e doloroso processo de recuperação. Tem crédito suficiente. Ajudou o MMA a ser o que é hoje no Brasil. Popularizou o esporte, antes tido como selvagem.

Sairá, caso assim decida, por cima, como um ídolo de um amante/praticante de MMA. Mesmo com atitudes que se definem como lamentáveis por elas próprias, Anderson Silva é uma lenda, quer queiram ou não.

Mas não há clones, Spider. Não é preciso um clone para lhe fazer frente, lhe mostrar a derrota, como você sempre declarava em entrevistas. Há Chris Weidman. Há a realidade de duas derrotas amargas para seu ego. A primeira, merecida. A segunda, por azar.