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Hélio Rodrigues

Hélio Rodrigues

LUTAS. Jornalista, foi repórter de MMA do portal SRZD. Já cobriu diversos UFCs, além de importantes eventos do cenário nacional, como o Shooto e o Bitetti Combat.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



05/02/2016 18h30

Revelação brasileira, Thomas Almeida planeja quatro lutas no ano e quer duelo com Faber
Hélio Rodrigues

O ano de 2015 terminou com um brasileiro em evidência no UFC: Thomas Almeida, após uma excelente temporada, o lutador conquistou mais três vitórias seguidas, todas com bônus de performance da noite. Para 2016, o atleta já avisou: quer lutar quatro vezes e enfrentar Urijah Faber.

"Adoro me manter na ativa e quero lutar de três a quatro vezes esse ano. É o ideal para mim. Meu objetivo maior é disputar o cinturão e preciso ganhar experiência, dar um passo de cada vez e quero conquistar o maior número de vitórias possível para quando a hora chegar eu estar preparado. Estou treinando forte e já quero lutar. Se o UFC me chamar, estarei pronto logo, seria perfeito lutar em março", garante o lutador de 24 anos e cartel invicto em 21 lutas.

Recentemente, Thominhas foi desafiado pelo norte-americano John Dodson, que subiu para a divisão dos galos após ter perdido mais uma chance de conquistar o cinturão da categoria peso-mosca (até 57,2kg). Dodson já declarou o desejo de enfrentar o brasileiro, que não vê motivos para a realização do combate, apesar de não recusá-lo.

"Vi que ele (Dodson) me desafiou, mas é como digo: não escolho adversário e se o UFC achar que a luta vale a pena eu faço. É só me darem tempo para treinar. Sei que ele é duro, mas para o meu momento não acho viável enfrentá-lo agora, ele vem da categoria de baixo".

Aos olhos de Thominhas, outro americano seria um adversário ideal, mas sem pressa: o veterano Urijah Faber, que vive a expectativa de realizar a trilogia contra o atual campeão dos galos, Dominick Cruz. A luta entre Faber e Cruz, para o brasileiro, deve acontecer logo, mas nada que esfrie seu desejo de encarar o California Kid.

"Tenho a pretensão de enfrentar o Faber. Não importa se for agora ou daqui a três, quatro ou cinco lutas. Ele é muito experiente, bom de porrada, tem ótimo wrestling, ótimo jiu-jitsu, bem completo mesmo e seria um grande desafio na minha carreira. Espero a decisão do UFC, até porque o Faber talvez lute pelo cinturão agora, já que foi o único que derrotou o Dominick Cruz e está bem ranqueado. Será justo se tiver uma chance pelo título", declara Thomas.



04/02/2016 18h20

Presidente do XFC reforça laços com o povo brasileiro, amante de MMA, e prevê 'bom ano'
Hélio Rodrigues

Divulgação

O XFC (Xtreme Fighting Championship), organização americana de MMA, iniciará mais uma temporada de eventos no dia 19 de março. O XFCi 14 acontecerá em no XFC International Center, em São Paulo, e já terá disputa de cinturão. Daniel Virgínio e Fernando Vieira se enfrentarão pelo cinturão mundial peso-galo (até 61,2kg), e a argentina Silvana "La Malvada" Juarez lutará contra Julie Werner, na categoria peso-mosca (até 56,7kg). O evento ainda terá outras 10 lutas a serem anunciadas: seis dos torneios internacionais, com algumas das principais revelações do MMA mundial, e quatro entre atletas de renome no cenário nacional e internacional.

O presidente da organização, Myron Molotky, reforça os laços com o povo brasileiro, amante das artes marciais mistas, e prevê um bom ano para a entidade, formada em 2006, na Florida, Estados Unidos.

"Não se trata somente de realizar eventos, mas de reforçar nosso compromisso com o Brasil e com os atletas, em dar-lhes estrutura e um caminho claro a seguir na carreira. Hoje temos nossa base com o 'Young Guns', os torneios, as superlutas e as disputas de cinturão mundial".

O planejamento do XFC para 2016 conta com oito datas confirmadas para realização de eventos. As duas seguintes serão nos dias 30 de abril e 28 de maio, respectivamente.



02/02/2016 18h30

Fuga à francesa?
Hélio Rodrigues

Fabricio Werdum queria Cain Velásquez. Ele tinha se preparado meses para o rematch pelo UFC 196 em 6 de fevereiro, pelo cinturão dos pesos pesados. Mas a lesão inesperada do rival fez o brasileiro mudar de ideia repentinamente. Ele pensou bem e concluiu que não deveria lutar contra Stipe Miotic, o lutador que substituiria Velásquez - afinal, mesmo que o croata tenha estilo similar ao de Velasquez, Werdum não havia se preparado nem estudado o adversário. Sequer teria tempo para mais do que um ou outro sparring e análises estatísticas juntamente à equipe Kings MMA.

Werdum não queria arriscar. Além do mais, o objetivo sempre foi Velásquez, sobre quem disse que "mesmo se eu tivesse uma lesão lutaria contra". Não havia outra cogitação. Ou era ele ou não seria mais ninguém.

Assim, em conjunto com a equipe, o campeão dos pesos pesados decidiu sair do card alegando dor nas costas. Pouco após o anúncio, pessoas começaram a criticá-lo alegando o famoso "migué". Em resposta, Werdum fez um desabafo.

"Queria dizer que foi a melhor decisão que já tomei na minha vida de não lutar com o Cain Velásquez, nem com o Miocic e nem com ninguém. Tive uma lesão nas costas, mas, ao mesmo tempo que estou triste pela lesão, estou feliz porque consegui ver muita coisa nesse machucado que tive. Falo isso num todo. Tive esses dias com minha família, mulher e filhas e pude ver que é tudo passageiro. Tudo é uma fase na minha vida. Algumas pessoas falaram mal de mim, outras me apoiaram como amigos. Fiquei pensando... Como as pessoas são cruéis!" 

Por enquanto, não há novidades sobre quem Miocic enfrentará - e se isso vai de fato acontecer. Pela primeira vez com a chance real de conquistar um título, o lutador de 33 anos tem 14 vitórias e duas duas derrotas na carreira. Uma pena para ele, que mesmo com pouco menos de 14 dias, tinha aceitado o duelo contra Werdum.



28/01/2016 22h11

Lutador da Nova União, Felipe Olivieri estreia no UFC motivado para nocautear
Hélio Rodrigues

Um dos principais lutadores da Nova União, o brasileiro Felipe Olivieri estreia no octógono em Nova Jersey, nos Estados Unidos, diante do norte-americano Tony Martin. O confronto abre o card preliminar do UFC on FOX 18, na categoria peso-leve (até 70,7kg). No MMA, Felipe Olivieri tem cartel de 14 vitórias e apenas quatro derrotas. Faixa-preta de jiu-jitsu, nos últimos três combates fez valer a evolução na luta em pé e nocauteou todos os rivais no primeiro round, em eventos como o Shooto Brasil e o Pancrase, no Japão. Estrear no UFC é a chance de o carioca alavancar de vez a carreira.

"Chegou mais uma vez na minha porta uma grande oportunidade e não posso desperdiçar. Estou preparado. ?Deus escreve certo por linhas tortas? e essa é a hora. É o meu melhor momento, mentalmente, tecnicamente e fisicamente", afirma o lutador, que sonha alto: "Na categoria quero o cinturão, quero estar logo no Top 5. Sei que é minha primeira luta, que tenho muita estrada, mas agora que a chance apareceu vou agarrar e conquistar meus objetivos".

Antes da chance real no Ultimate, Felipe "bateu na trave" quando, por pouco, não esteve dentro da casa do TUF Brasil 2, que teve como vencedor o companheiro de academia e treinos, Léo Santos. Na ocasião, em janeiro de 2013, Olivieri foi derrotado por Neilson Gomes na luta eliminatória e ficou fora do reality show. Aquele momento, segundo o atleta, serviu para evolução e aprendizagem.

"Chego mais preparado para o UFC. Naquela época não sei se teria desenvolvido tanto minha luta em pé da maneira que consegui até hoje. A expectativa é a melhor possível. Treinei bastante e esperei muito por esse momento. Batalhei bastante para estar aqui. Bati na porta algumas vezes. Agora é mostrar meu melhor".

Conselhos de amigos que já enfrentaram Martin

Olivieri chega para a luta contra Tony Martin com um camp de peso. Além de ter treinado forte com nomes como Léo Santos e José Aldo, auxiliando nos camps para as respectivas lutas, Felipe pegou conselhos com amigos que já enfrentaram o próximo oponente dele, casos do próprio Léo, que o finalizou e do amigo Fabrício "Morango" Camões, que acabou derrotado pelo norte-americano.

"Não é prepotência, mas é um ótimo combate para estrear no UFC. Tony Martin é bem experiente. Acho que é uma luta que casou legal. Ele vem para o grappling e eu para nocautear. Vai ser uma troca de estilos. O Léo Santos já ganhou dele, me deu uns conselhos. Ele também encarou o Morango que é meu parceiro e me alertou os pontos fortes. Tudo foi bem preparado", revela.

Para a estreia no UFC, Felipe Olivieri não perdeu tempo e iniciou muito antes a preparação. Com contrato assinado, mas sem luta marcada até então, ele tirou proveito do auxílio aos companheiros para evoluir e crescer tecnicamente.

"Estava ajudando o Léo e o Aldo e aproveitei para iniciar o meu treino mais cedo. Foi bom para evoluir. Quando você não está no meio do camp, você não tem obrigação e treina à vontade. Evoluí onde tinha déficit e fico na expectativa de lutar sempre, o que me deixa em alta performance. Foi o melhor camp que já fiz. Cheguei no ponto certo e estou muito feliz pelo trabalho todo feito na Nova União".



27/01/2016 19h00

Ring girl do UFC, brasileira busca prêmio no "Oscar do MMA" como reconhecimento da carreira
Hélio Rodrigues

As grandes estrelas dos eventos de MMA ficam dentro dos cages, mas durante os intervalos a agressividade das lutas dá lugar à graça e à beleza das ring girls. Uma das musas de maior destaque é a brasileira Jhenny Andrade, de 28 anos, octagon girl do UFC que concorre ao prêmio de melhor ring card girl de 2015 na oitava edição do World MMA Awards, considerado o "Oscar do MMA", promovido pela Fighters Only, principal revista especializada do mundo. Esta é a segunda indicação consecutiva ao prêmio.

Natural de Ribeirão Preto, Jhenny Andrade iniciou a carreira artística ainda aos seis anos, como cantora e modelo. Aos 15 anos, ingressou na TV, como apresentadora, e na adolescência conquistou concursos regionais de Mini Miss e o segundo lugar na edição nacional do evento. A beleza e o talento renderam convite para uma sessão de fotos na revista VIP, já aos 18 anos, e as colunas "Fale com a Jhenny" e "Namorada Perfeita", no mesmo periódico.

Durante seis anos, Jhenny figurou na lista das 100 mulheres mais sexy do mundo, participou de campanhas publicitárias de grandes empresas e do reality show "A Casa da Ana Hickman", na Rede Record. Mas foi em 2013 que apareceu para o mundo do MMA, quando foi convidada para ser octagon girl oficial do UFC. O prêmio de melhor ring card girl de 2015 seria a coroação de uma carreira que já dura mais de 20 anos.

"Essa conquista seria uma grande vitória depois de mais um ano de muito trabalho, dedicação e carinho aos meus fãs", destaca Jhenny Andrade. "Quando iniciei a carreira no UFC, não imaginava chegar à maior premiação do MMA no mundo, onde até mesmo o Ultimate concorre como melhor evento. Ainda mais dois anos seguidos. Poder representar a organização e o Brasil, podendo entrar para a história da competição, me deixa ainda mais lisonjeada e aumenta minha garra e força de vontade de trazer esse prêmio para o país".

Jhenny Andrade concorre na categoria de melhor ring girl do ano com o trio do UFC Carly Baker, Arianny Celeste e Brittney Palmer, além de Mercedes Terrell, do Bellator. Nove brasileiros estão na disputa em diversas categorias, entre eles os campeões do UFC Rafael dos Anjos, Fabrício Werdum e a revelação Thomas Almeida.

 



19/12/2015 12h00

Números de Rafael dos Anjos e Donald Cerrone, que disputarão título dos leves do UFC
Hélio Rodrigues

Em um mês, o UFC teve três dos principais campeões destronados por lutadores capacitados, mas que ninguém esperava que fossem fazer o que fizerem. Neste sábado, Rafael dos Anjos, o atual campeão dos leves, disputa contra Donald Cerrone querendo espantar a mesma "má sorte" que rondou os recém-destronados Ronda Rousey, Chris Weidman e José Aldo. O duelo, a primeira defesa de cinturão dos leves de dos Anjos, acontecerá em Orlando, nos Estados Unidos, a partir das 19h.

Com 31 anos, o brasileiro é bastante experiente no MMA. Ele tem um cartel de 24 vitórias e sete derrotas, e chegou ao título ao vencer Anthony Pettis pelo UFC 185, realizado em março de 2015. É, em suma, um lutador bastante agressivo, com socos e chutes violentos e um bom jiu-jítsu. Nas últimas 11 lutas foram 10 vitórias e apenas uma derrota.

Numa comparação rápida com o "Cowboy" Donald Cerrone, Dos Anjos, que é mais baixo 10 cm, desfere menos golpes que o oponente e tem menos precisão neles. Por outro lado, o brasileiro melhora os índices na defesa - 69,5% e 55,51% do americano - e no grappling (luta agarrada): 2,65 em média de quedas, contra 1,34 do rival. A precisão nas quedas também dá vantagem a dos Anjos, que tem 44,83% de precisão nas derrubadas diante de 43,1% de Cerrone, que venceu nove das 11 últimas disputas.

Números são significativos. Mas não definitivos. Portanto, a luta entre Rafael dos Anjos e Donald Cerrone vai ser pautada pela competência de um ou de outro. Que os números se danem. Em quem você aposta?

Veja abaixo a comparação entre os dois:

 Tabela: Hélio Rodrigues

Outros brasileiros em ação

Inconstante, Junior Cigano é outro brasileiro a atuar no UFC deste sábado. O lutador, ex-campeão dos pesados, perdeu duas das últimas cinco lutas e visa se recuperar dentro da organização contra o também irregular Alistair Overeem, que tem as mesmas duas derrotas de Cigano nas últimas cinco lutas.

Charles do Bronx enfrenta Myles Jury, no card preliminar. Os outros brasileiros em ação são Vicente Luque, que enfrenta o anfitrião Hayder Hassan, e Luiz Henrique, que luta diante do francês Francis Ngannou.

UFC: Dos Anjos x Cerrone

19 de dezembro, em Orlando (EUA)

CARD PRINCIPAL - a partir de 23h (horário de Brasília)
Peso-leve: Rafael dos Anjos x Donald Cerrone
Peso-pesado: Junior Cigano x Alistair Overeem
Peso-leve: Michael Johnson x Nate Diaz
Peso-palha: Randa Markos x Karolina Kowalkiewicz

CARD PRELIMINAR - a partir de 18h30 (horário de Brasília)
Peso-pena: Charles do Bronx x Myles Jury
Peso-médio: CB Dollaway x Nate Marquardt
Peso-galo: Sarah Kaufman x Valentina Shevchenko
Peso-médio: Josh Samman x Tamdan McCrory
Peso-leve: Nik Lentz x Danny Castillo
Peso-pena: Cole Miller x Jim Alers
Peso-meio-médio: Leon Edwards x Kamaru Usman
Peso-meio-médio: Hayder Hassan x Vicente Luque
Peso-pesado: Luiz Henrique "KLB" x Francis Ngannou



17/12/2015 18h25

Léo Santos projeta estar em breve no Top 10 dos leves do Ultimate
Hélio Rodrigues

O UFC 194 teve alguns revezes, é verdade. Mas o campeão do The Ultimate Fighter Brasil 2 Leonardo Santos venceu de forma convincente e ampliou a boa fase na organização. O lutador surpreendeu ao nocautear o norte-americano Kevin Lee ainda no primeiro round e emplacou a quarta vitória na franquia, a terceira consecutiva. Os planos agora são mais audaciosos e o carioca almeja chegar ao Top 10 da categoria peso-leve (até 70,3kg) já no próximo desafio.

Há seis anos sem sofrer uma derrota, Léo Santos chegou ao Ultimate em 2013. Ainda invicto na organização, com quatro triunfos e um empate, Léo reconhece que o caminho para estar entre os melhores do mundo é árduo, mas confiando em suas habilidades e empolgado pelos números, acredita já estar preparado para medir forças com um oponente melhor ranqueado.

"Tenho a meta de ficar entre os dez melhores da categoria e depois pensarei em ir além. Primeiro tenho que estar nessa lista e sei que tenho totais condições para isso. Estou vivendo um grande momento e pretendo lutar com alguém melhor colocado já no próximo duelo. Apesar de não ter um nome específico quero ser testado contra os melhores. Preciso enfrentá-los e superá-los para me juntar a eles", planeja o lutador de 35 anos.

A vitória sábado foi a 15ª do lutador, que ainda tem um empate e três derrotas. Faixa-preta de jiu-jitsu, o carioca tem nove triunfos conquistados por meio da arte suave e havia aplicado apenas um nocaute, em 2008, quando ainda atuava pelo Shooto Brasil. Apesar da boa atuação, Léo não se surpreendeu com a performance e com o direto que acertou em cheio no rosto do jovem americano, 12 anos mais novo e que vinha em ascensão, com quatro vitórias seguidas.

"Diferente do que todos imaginavam, eu realmente esperava nocautear o Kevin Lee. Já tinha visto lutas dele e meu treino foi todo específico para o seu tipo de jogo. Treinei muita repetição e para tudo o que ele fazia eu já estava preparado, assim tinha sempre um contragolpe entrando. O nocaute surgiu quando ele veio me dar um gancho e eu consegui me antecipar encaixando um forte golpe de encontro. Parece fácil falando, mas lá dentro é tudo muito difícil e rápido. Estou muito feliz pelo nocaute e isso só mostra que continuo evoluindo e que também posso surpreender em pé".



15/12/2015 18h30

Com derrota de Aldo, Demetrious Johnson vai a primeiro em ranking peso por peso do UFC
Hélio Rodrigues

Com a derrota de José Aldo, o campeão dos moscas do UFC, Demetrious Johnson, assumiu a primeira colocação do ranking peso por peso da organização. Ele é seguido de perto por Jon Jones e Conor McGregor, que subiu nove posições, TJ Dillashaw, dono do título dos galos, e Fabricio Werdum, detentor do cinturão dos pesados. Luke Rockhold, novo campeão dos médios, apareceu na lista pela primeira vez e é o nono.

Por outro lado, José Aldo e Chris Weidman despencaram cinco e oito posições, respectivamente.

Veja abaixo o ranking completo:



15/12/2015 12h30

Conor McGregor é suspenso por seis meses
Hélio Rodrigues

O campeão dos penas do UFC, Conor McGregor, foi suspenso por seis meses pela Comissão Atlética de Nevada, que constatou uma lesão no pulso esquerdo do irlandês. Sendo assim, ele só poderá voltar a lutar em junho de 2016.

O mesmo vale para Luke Rockhold, que machucou o calcanhar esquerdo, e Ronaldo Jacaré (antebraço esquerdo). Para voltar aos treinos e competições antes do tempo recomendado, esses atletas precisarão comprovar que estão saudáveis por meio de exames médicos.

Já José Aldo não sofreu nada mais sério e pode voltar em 11 de fevereiro. 



15/12/2015 09h00

Curtinhas UFC 194
Hélio Rodrigues

- Conor McGregor, campeão dos penas do UFC, recebeu uma suspensão médica de seis meses pela Comissão Atlética de Nevada, que constatou uma lesão no pulso esquerdo do lutador - o que fez Aldo ir ao chão.

- José Aldo foi afoito para cima de Conor McGregor. Ele quis acabar logo com a luta e fazer o irlandês ser humilhado, pagar o pato por todas as provocações que fez. O brasileiro se esqueceu ou ignorou, porém, da habilidade em pé e na envergadura do rival.

- Herb Dean acertou ao não interromper, no terceiro round, a luta entre Chris Weidman e Luke Rockhold. O ex-campeão não estava totalmente entregue e ainda desferia golpes no oponente, em posição extremamente favorável - montada. Caso Weidman tivesse virado de lado ou não demonstrasse reação alguma à saraivada de socos e cotoveladas que recebeu, faria sentido o decreto de um nocaute técnico. Mas não.

- Yoel Romero teve momentos de sujeira na luta que fez contra Ronaldo Jacaré. Entre as "peripécias" durante o duelo com o brasileiro estiveram usar a grade para evitar ficar em posição desfavorável e dedos nos olhos do oponente para afrouxar um golpe no chão. O cubano deveria ter perdido um ponto, o que poderia fazer com que a vitória fosse para o lado verde e amarelo.  deu mole!

- Demian Maia mostrou toda a suavidade do aprimorado jiu-jítsu que tem. Ele não tomou conhecimento do oponente, Gunnar Nelson, dominou os três rounds e, de forma unânime, conquistou a quarta vitória seguida no Ultimate.

- Léo Santos quer provar que é mais do que um lutador de jiu-jítsu e que tem habilidades em pé também. Os intensos treinos na Nova União já surtiram efeito ao campeão da segunda temporada do TUF Brasil. No card preliminar, o brasileiro aplicou um belo nocaute em Kevin Lee no primeiro round.

- Após duas tentativas, Warlley Alves aplicou o golpe que é característico a ele: a guilhotina. O brasileiro precisou de apenas 1m26s para tirar a invencibilidade de Colby Covington.

- Márcio Lyoto começou bem contra Court McGee, mas se cansou e, durante os outros rounds, não conseguiu demonstrar o ímpeto mostrado no primeiro.



15/12/2015 00h05

Treinador de Aldo, Dedé Pederneiras pede respeito ao lutador e diz: 'O rei saiu, mas já estará de volta'
Hélio Rodrigues

O treinador de José Aldo, André Pederneiras, divulgou uma carta aberta na noite desta segunda-feira. Nela, o líder da Nova União pede respeito ao ex-campeão dos penas do UFC e diz que o lutador manauara, que estava invicto há 10 anos até sábado, voltará a ser o número um da categoria. Veja abaixo:

Neste momento, tenho um profundo sentimento de perda. Não só pelo cinturão do José Aldo, mas principalmente pela perda do respeito ao nosso grande campeão, que sustentou o título do UFC por quatro anos e sete meses, por sete lutas (sem contar os quase dois anos e três lutas de título do WEC). Cheguei hoje de viagem e vi comentários de pessoas que, com certeza, não entendem nada de luta. Se entendem, nunca chegaram a lugar nenhum porque aqueles que alcançaram alguma coisa no nosso esporte sabem o quão duro é competir em alto nível, contra atletas do mundo inteiro, e vencê-los por tantos anos.

Quando o Brasil estava sem nenhum outro campeão, em um momento tenso e preocupante, Aldo manteve seu título. Depois disso, mais dois brasileiros se juntaram a ele, mantendo a fama e reconhecimento do MMA do país em alta. A única coisa que peço a todos é respeito ao nosso grande campeão. Aos que dizem que foi tudo armado, prefiro nem comentar, porque não merecem tempo e atenção.

No último sábado, José Aldo perdeu seu cinturão em uma luta na qual ele não conseguiu mostrar o quão bem treinado e preparado psicologicamente estava. Não houve provocação que entrasse na sua cabeça, não houve falha técnica, mas sim um golpe incomum. Um golpe de encontro como aquele, pegando no queixo de um adversário em movimento, não é uma coisa que acontece toda hora. Mas aconteceu conosco. Se fosse ao contrário, com o McGregor sendo golpeado no queixo e o Aldo no supercílio, hoje estaríamos chamando o Aldo de supercampeão, de melhor de todos os tempos, mas isso são coisas do esporte. Melhor sorte do McGregor, que venceu e, portanto, é o novo campeão.

É preciso entender que o José Aldo é um ser humano passível de derrotas, assim como qualquer outro. As pessoas que hoje aparecem criticando deveriam se conscientizar e pensar: esse cara veio de Manaus para o Rio com uma mão na frente e outra atrás, para morar na academia, dormir no tatame, acordar mais tarde para não passar fome por não ter dinheiro para tomar café da manhã. E ele chegou onde chegou, sempre acreditando que seria um campeão, o que ele se tornou graças a muito trabalho e dedicação. O campeão do povo!

Quem está por aí criticando, falando em vergonha, teria coragem de fazer o que ele fez? Aposto que não. Se tivesse, saberia o quão difícil é vencer em um país onde o apoio ao esporte é raríssimo. Meu recado aos críticos é esse: levantem da cadeira, saiam da frente do computador, larguem o celular, e façam melhor. Precisamos de mais pessoas como o Aldo e menos críticos de sofá.

O rei saiu, mas já já estará de volta!



14/12/2015 12h29

Holm, Rockhold e McGregor: campeões por méritos próprios
Hélio Rodrigues

- Catorze de novembro de 2015. Ronda Rousey sofre um nocaute espetacular para Holly Holm e vê o título dos galos do UFC ir para a rival.

- Treze de dezembro de 2015. Chris Weidman, o homem que chocou o mundo ao derrotar na sequência o "invencível" Anderson Silva, Lyoto Machida e Vitor Belfort é atropelado por Luke Rockhold e perde o cinturão dos médios após dois anos.

- Mesma data. Após seis anos de reinado, José Aldo Júnior, de forma irreconhecível, erra um ataque e sofre um cruzado que o leva ao chão. O ex-bobo da corte Conor McGregor é o autor da façanha.

Três resultados que, em menos de um mês, alteraram a estrutura da nata do MMA mundial. É uma prova de que o UFC não tem campeões eternos, por mais longos que possam durar os títulos conquistados no octógono e por mais representativos que sejam os atletas em relação à exposição de mídia e promoção de lutas.

As vitórias conquistadas por Holly Holm, Luke Rockhold e Conor Mcgregor são merecidas. Elas chocam o mundo pela surpresa que causaram e pelo modo como aconteceram. Mas os três conquistaram o topo do mundo nas categorias em que atuam por mérito próprio. Incontestáveis e habilidosos.

Téoricos da conspiração, como em qualquer coisa na vida repleta de dúvidas e desconfiança que criam, já veem combinações que levam à entrega e à venda das lutas. Tolice. Somente os atletas, treinadores e equipes sabem como eles se preparam para um evento - tanto os vencedores como os que sucumbem. Três, quatro, cinco, seis meses de dedicação integral aos treinos. Não vale abrir mão da família, dos amigos e até do lazer para, no momento oportuno, simplesmente desistir. Bom, pelo menos esse não é o comportamento pregado pelas artes marciais.

Não é veneração midiática instantânea pelo que fizeram em apenas uma luta - sem sequer terem provado que merecem se perpetuar enquanto puderem como campeões. É, sim, um reconhecimento. Afinal, não se destrona reis e rainha da forma como fizeram.

Há quem diga que não?



13/12/2015 04h25

Dados: brasileiros têm apenas 50% de aproveitamento no UFC 194
Hélio Rodrigues

Os brasileiros tiveram apenas 50% de aproveitamento no UFC 194, um resultado bastante aquém do que era esperado - especialmente devido às derrotas de José Aldo e Ronaldo Jacaré.

Dos seis atletas que participaram do evento realizado em Las Vegas, apenas três venceram - Demian Maia, no card principal, e Warlley Santos e Léo Santos, no preliminar.

Vitórias :)

- Demian Maia, que voltou aos octógonos após quatro meses deste a última luta que fez, contra Neil Magny, derrotou Gunnar Nelson por decisão unânime;

- Warlley Santos tirou a invencibilidade de Colby Covington e chegou à 10 vitória no cartel com nenhuma derrota;

- Léo Santos venceu Kevin Lee por nocaute técnico.

Derrotas :(

- José Aldo foi nocauteado em 13 segundos e perdeu o cinturão dos penas do UFC para Conor McGregor;

- Ronaldo Jacaré perdeu em decisão dividida - e polêmica - para Yoel Romero;

- No card preliminar, Márcio Alexandre Junior perdeu para Court McGee.

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- O bobo da corte agora é rei: McGregor derrota Aldo e é o campeão dos penas do UFC

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13/12/2015 03h56

O bobo da corte agora é rei: McGregor derrota Aldo e é o campeão dos penas do UFC
Hélio Rodrigues

Conor McGregor prometeu e cumpriu: venceu José Aldo Júnior, em 13 segundos, e é o novo campeão dos penas do UFC. A vitória veio após o brasileiro encurtar a distância, tentar um cruzado, mas sofrer um contra-ataque fulminante e ir ao chão.

Esta foi a 15ª vitória seguida do irlandês, que chega ao cartel de 19-2. Aldo, porém, volta a sentir o gosto da derrota após 10 anos, nos quais seis passou como campeão da categoria: na carreira, o brasileiro tem, agora, 25-2.

O bobo da corte, merecidamente, é o novo rei dos penas.

- Luke Rockhold derrota Chris Weidman e é o novo campeão dos médios do UFC

- Dados: brasileiros têm apenas 50% de aproveitamento no UFC 194

Foto: Divulgação

 

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13/12/2015 03h31

Luke Rockhold é o novo campeão dos médios do UFC
Hélio Rodrigues

O desafiante agora é campeão do Ultimate. Luke Rockhold venceu Chris Weidman neste sábado, em Las Vegas, e é o novo campeão dos médios do UFC. A vitória veio por nocaute técnico no quarto round, quando Rockhold, pela segunda vez na luta, iniciou uma sequência implacável de golpes no ground and pound. Foi a primeira vez que Weidman perdeu na carreira - agora o cartel dele é 13 a 1 - e a quinta vitória seguida do agora campeão do UFC.

O duelo começou com Weidman querendo resolver logo a luta: tratou de buscar as costas do rival, mochilar e buscar o estrangulamento. Rockhold fez o giro e quase caiu por cima, mas Weidman travou o braço dele. Os dois levantaram. A luta esfriou e eles pouco tentavam próximos à grade. Numa reviravolta, Rockhold puxou pra guilhotina, mas não conseguiu a alavanca necessária para causar o estrangulamento no rival. Ao fim, o desafiante deu dois chutes fortes em Weidman.

No segundo round, Rockhold foi com tudo para cima de Weidman, que conseguiu absorver bem os golpes. Até a metade do período a situação de combate podia ser descrita como Rockhold propondo mais a luta que Weidman: as ações ofensivas eram praticamente todas dele. O desafiante insistia nos chutes altos, que aos poucos minavam o rival. Na metade pro fim, os dois já demonstravam cansaço.

Já no terceiro assalto, Weidman notou que precisava mostrar atitude de campeão e iniciou o período com dois jabs de direita e um cruzado. Depois, ele conseguiu levar para o chão e cair em posição favorável. Mas Rockhold saiu e se levantou, dando chutes potentes na linha de cintura de Weidman, que, na sequência, ao errar um chute rodado, permitiu que Rockhold fosse para as costas. O desafiante conseguiu fechar as pernas na cintura do campeão - quando um dos pés cruza a cintura do oponente e "fecha" atrás do outro joelho, formando um gancho. Weidman conseguiu virar, foi montado e aguentou, bravamente, mais de um minuto de golpes no ground and pound, entre cotoveladas e socos potentes. Mas não se deu por vencido. Herb Dean, o árbitro, decidiu não interromper. A sequência, obviamente, encerrou qualquer oxigênio e possibilidade de vitória de Weidman.

Ainda zonzo, o homem que derrotou Anderson Silva duas vezes, Lyoto Machida e Vitor Belfort - na sequência - voltou para o quarto round sem entender o que estava acontecendo. Rockhold repetiu a estratégia: forçou a queda, caiu por cima e voltou a aplicar dezenas de cotoveladas e socos: dessa vez, Dean resolveu parar a luta e decretar que o UFC tinha um novo campeão: Luke Rockhold.