SRZD



Hélio Rodrigues

Hélio Rodrigues

LUTAS. Jornalista, foi repórter de MMA do portal SRZD. Já cobriu diversos UFCs, além de importantes eventos do cenário nacional, como o Shooto e o Bitetti Combat.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



07/06/2016 11h27

Lutador do Bellator, Kimbo Slice morre nos Estados Unidos
Hélio Rodrigues

O americano Kimbo Slice, que lutava pelo Bellator e já foi atleta do UFC, morreu nesta terça-feira, de causas ainda desconhecidas. O lutador de 42 anos tinha uma luta marcada para o dia 16 de julho na Inglaterra, contra James Thompson.

Kimbo, que em fevereiro havia lutado contra "Dada 5000" Harris, em duelo sem resultado, virou sensação quando foi filmado em lutas de rua. Em 2007, ele foi contratado pelo EliteXC, no qual ganhou três adversários em sequência: Bo Cantrell, por finalização, Tank Abbott, nocaute, e James Thompson, por nocaute técnico.

Na quarta luta, Slice foi derrotado por Seth Petruzelli. A sensação da internet voltou a vencer, dessa vez Houston Alexander, mas conheceu novamente a derrota ao enfrentar Matt Mitrione. Na sequência, Kimbo derrotou o veterano Ken Shamrock.

No cartel do lutador, foram cinco vitórias, duas derrotas e um no contest, um aproveitamento de 62%.



04/06/2016 02h28

Um homem que vai, a lenda que fica: Muhammad Ali morre aos 74 anos
Hélio Rodrigues

Uma notícia triste para o mundo do esporte. Muhamad Ali, de 74 anos, morreu na manhã deste sábado, nos Estados Unidos. O ex-atleta lutava contra o Mal de Parkinson há 22 anos.

Considerado um dos maiores lutadores de boxe de todos os tempos e inspiração para feras como Anderson Silva, o americano teve uma carreira marcada por 57 vitórias (37 por nocaute), e apenas cinco derrotas, além das reconhecidas atuações política, religiosa e social.



18/05/2016 10h30

Vitor Belfort não foi Vitor Belfort contra Jacaré
Hélio Rodrigues

Vitor Belfort é um dos meus lutadores preferidos desde sempre. Além de pioneiro, foi um dos principais expoentes na divulgação e popularização do MMA no Brasil junto a outros atletas como Wanderlei Silva, Mauricio Shogun, Minotauro e Pedro Rizzo. Sempre explosivo, marcou época no Pride e no próprio UFC, onde foi campeão dos meio pesados.

A irregularidade, porém, tem marcado a carreira do brasileiro - que alterna vitórias fantásticas, com nocautes avassaladores, a derrotas previsíveis, quando o ground and pound lhe é aplicado. Foi assim, novamente, contra Ronaldo Jacaré, de quem também sou fã.

O início da luta dos dois, pelo UFC 198: Werdum vs. Miocic, foi de Jacaré dominando o centro do octógono e fazendo Belfort girar para não ser prensado contra a grade. Logo o Fenômeno recuando em uma atuação em pé? Esperar-se-ia o contrário. Acuado, Belfort não deu um soco sequer, e foi levado para o chão. Jacaré, então, estava com a faca e o queijo na mão - sabia da deficiência do oponente nos golpes de cima para baixo e assim o fez, aplicando socos no rival e contando com a destreza de fazê-lo sangrar intensamente.

Belfort até tentou se defender, mas, após um pequeno tempo, desistiu de qualquer tentativa de mostrar ao juiz que ainda tinha condições.

Jacaré foi avassalador! E Belfort... Bem, ele não foi o Vitor Belfort. 



18/05/2016 10h17

Derrota de Werdum foi um soco no estômago
Hélio Rodrigues

Confesso que, baixada a poeira, me entristeci com a derrota de Fabricio Werdum contra Stipe Miocic. Não que o croata-americano não fosse capaz de fazer o que fez, mas pela esperança que sempre depositei no brasileiro, mais completo que o rival.

A derrota, com menos de três minutos, foi mais que um nocaute em Werdum; foi um soco no estômago de aproximadamente 45 mil espectadores que acompanharam na Arena da Baixada, em Curitiba, e outros milhões, pelo mundo inteiro, via TV e internet.

O resultado final se derivou de displicência. Werdum é sabidamente um atleta de jiu jítsu, especialidade dele. Mas ousou trocar contra um exímio boxeador, Miocic. Um tiro no escuro!

Além disso, Werdum talvez contava com uma vitória relativamente tranquila por fatores que vão da confiança por lutar em casa, participar de um evento histórico e as últimas atuações - nove vitórias em 10 lutas. Só não esperava que um contragolpe fosse limitar, momentaneamente, os próprios objetivos.

Agora, o brasileiro terá que correr atrás do prejuízo - além da derrota, Vai Cavalo despencou 11 posições no ranking peso por peso do UFC. 

Pela maneira que foi e pelo tradicional rodízio de desafiantes nos pesados, Werdum não deverá voltar imediatamente a disputar cinturão.

 



06/05/2016 18h45

Destaque brasileiro, Thomas Almeida vibra com luta principal do UFC e promete corresponder
Hélio Rodrigues

Nem nos melhores sonhos de menino, o lutador Thomas Almeida imaginava, aos 24 anos, encabeçar um card principal do UFC em Las Vegas. O atleta está a pouco menos de um mês de fazer o primeiro main-event do Ultimate em um ano e meio que está na organização. Com uma sequência de quatro vitórias na franquia, com bônus conquistados em todas elas, e invicto na carreira, o brasileiro chega com moral para encarar o norte-americano Cody Garbrandt na luta principal do card do UFC Fight Night 88, dia 29 de maio, nos Estados Unidos. 

"Estou muito feliz pelo reconhecimento do UFC e por me dar essa oportunidade, é um sonho de criança encabeçar um card do Ultimate. Acredito que fazer um main event é um grande voto de confiança da parte deles e nem penso em decepcioná-los. Tenho certeza também que vencendo esse desafio eu dou um passo enorme em busca do meu sonho que é conquistar o cinturão", afirma o lutador, que ocupa a sétima posição no ranking do galos.

Por outro lado, Thominhas enfrentará uma das maiores promessas norte-americanas na divisão dos galos. O striker Cody Garbrandt sustenta uma invencibilidade menor que a do brasileiro - foram oito vitórias em oito lutas contra 21 em 21 do brasileiro.

"Meu adversário é bem duro, é um striker também e já fez muitas lutas de boxe antes do MMA. Sei das suas qualidades. Uma luta principal entre invictos oriundos da trocação acredito que é o que o público quer ver. Será uma verdadeira guerra e com certeza foi uma luta super bem casada. Ele vem da trocação, mas é um cara completo, tem um ótimo wrestling e se movimenta muito bem no chão. Vai ser uma luta onde não poderei cometer erros e vou entrar para nocautear ou finalizar. O segredo é entrar atento, pilhado desde o começo, sem dar chance para ele", projeta.

Ex-campeão na co-luta principal vira motivação a mais

O card do UFC Fight Night 88 terá também um retorno muito aguardado. O ex-campeão dos galos, Renan Barão, volta após os duelos pelo título da divisão diante de TJ Dillashaw e sobe de categoria para encarar o experiente Jeremy Stephens, na co-luta principal da noite. A presença de Barão é festejada por Thominhas, que enxerga a situação como mais um fator motivacional para o duelo diante de Garbrandt.

"Sou muito fã do Barão e da história que ele tem no UFC, são poucos que se mantiveram tanto tempo invicto na organização, e é uma honra lutar no mesmo card que ele. Estou muito feliz em ver como o UFC está apostando em mim me colocando para lutar na frente de lendas como o Barão. Estou treinando muito para não desapontar eles e muito menos todos que torcem por mim."

Card UFC Fight Night 88 

(Galos) Thomas Almeida x Cody Garbrandt    

(Penas) Renan Barão x Jeremy Stephens    

(Meio-médios) Tarec Saffiedine x Rick Story    

(Médios) Chris Camozzi x Vitor Miranda    

(Meio-médios) Jorge Masvidal x Lorenz Larkin    

(Leves) Josh Burkman x Paul Felder    

(Galos) Feminino Sara McMann x Jessica Eye    

(Leves) Abel Trujillo x Diego Ferreira    

(Médios) Jake Collier x Alberto Uda    

(Leves) Erik Koch x Shane Campbell    

(Galos) Aljamain Sterling x Bryan Caraway    

(Pesados) Chris De La Rocha x Adam Milstead



25/04/2016 08h30

Jon Jones vence, mas não convence
Hélio Rodrigues

Quem estava com saudade de Jon Jones, se decepcionou. Em luta morna contra o haitiano Ovince St. Preux, Bones não correspondeu às expectativas de quem esteve um ano e três meses com saudades do americano.

Dominante, o agora campeão interino dos meio-pesados teve uma atuação cautelosa, de muito estudo contra St. Preux, evitando se expor a uma derrota diante do rival.

Essa atitude passiva de Bones em muitos momentos levantou a ira dos presentes, que o vaiaram.

Por fim, o futuro oponente de Daniel Cormier venceu, mas sem brilhar, por decisão unânime dos juízes.



19/04/2016 21h50

Com três disputas de cinturão, WGP anuncia edição especial
Hélio Rodrigues

O WGP Kickboxing anunciou mais um evento especial para os fãs da luta em pé. A edição de número 30 acontece no dia 7 de maio, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Na luta principal do evento, o campeão Alex "Poatan" Pereira encara Junior Alpha pelo cinturão da divisão dos cruzadores (até 85kg) da organização e Thiago Michel defende o título da divisão super-médio (até 78kg) diante de Diego ?Gaúcho?. Além disso, Tadeu San Martino e o argentino Nicolas Ryske disputam o cinturão pan-americano da WAKO pela categoria dos médios (até 75kg).

Atual campeão dos cruzadores, Alex Pereira é considerado um dos melhores kickboxers do país, acumulando os títulos de campeão pan-americano pela WAKO e campeão brasileiro pela CBKB. Aos 28 anos, o atleta possui 12 lutas pelo WGP Kickboxing e vem em uma fase espetacular, acumulando quatro vitórias consecutivas, sendo a última delas a conquista do cinturão da categoria diante de Cesinha Almeida, na edição 25, por decisão unânime. Cesinha, inclusive, havia sido o último algoz de Alex, em uma luta disputadíssima em que derrotou o atual campeão por decisão unânime no WGP #17. Oponente de "Poatan", Junior Alpha se credenciou à disputa após vencer o Challenger GP da categoria, na edição 26, superando Ariel Machado e Rafael ?Kratos?, ambos por decisão. Aos 27 anos, Junior volta a suas origens na trocação, após passagem recente pelo UFC. No kickboxing, o baiano soma sete vitórias e apenas uma derrota na carreira profissional.

Na co-luta principal, o mineiro Thiago Michel defende seu cinturão pela segunda vez. Aos 31 anos, o atleta é um dos mais experientes do card, com um total de 44 lutas na carreira, sendo 41 vitórias e apenas três derrotas. Atual campeão pan-americano pela WAKO e uma referência na modalidade, Thiago vem de vitória na luta principal do WGP #27, quando bateu Fernando Nonato por decisão unânime dos juízes. Seu adversário é o atleta de Bragança Paulista Diego ?Gaúcho?, que venceu o Challenger GP da categoria também na edição 27, ao bater Jorge Daniel e Ruan Ferreira, ambos por nocaute, se credenciando assim à disputa de cinturão. Aos 29 anos, o lutador também possui extenso cartel, com 46 vitórias e oito derrotas, sendo 27 por nocaute ou nocaute técnico.


Disputa de cinturão pan-americano e retorno de Micheletti também são destaques

Se não bastassem os dois combates pelo cinturão do WGP Kickboxing, a organização também promove uma terceira disputa, valendo o título pan-americano da WAKO entre o brasileiro Tadeu San Martino e o argentino Nicolas Ryske.

Aos 40 anos, o veterano San Martino vai para seu nono duelo no WGP e soma vitórias sobre nomes importantes como Wallace Lopes e David Silveira, que se enfrentaram na última edição do evento. Com um total de 36 vitórias na carreira, San Martino vem de dois triunfos por nocaute no WGP, sobre Albaro Gonzalez e Iote Tiberiu. Seu adversário é o argentino Nicolas Ryske que faz sua estreia na organização, mas é dono de uma vasta carreira no kickboxing, com 43 vitórias e títulos mundiais conquistados. Aos 35 anos, Nicolas faz um duelo repleto de experiência com Tadeu.

O card do WGP #30 conta ainda com outros atletas de renome. Das lutas já confirmadas pela organização, o destaque vai para o sorocabano Felipe Micheletti, que enfrenta Haime Morais, e para Bruno Gazani que retorna para enfrentar o argentino Emanuel Ramponi pela divisão dos meio-médios (até 71,8kg). Gazani vem de derrota para o campeão Ravy Brunow por decisão unânime no WGP #28, interrompendo uma sequência de sete vitórias consecutivas na organização. 



28/03/2016 21h28

Curtinha: finalmente Cris Cyborg é confirmada no UFC
Hélio Rodrigues

Finalmente o UFC deu uma chance à brasileira Cris Cyborg. Nesta segunda-feira, a entidade confirmou a estreia da brasileira na organização de Leslie Smith, em Curitiba, no dia 14 de maio. O duelo será disputado em peso casado (63,5 kg), já que o Ultimate ainda não tem a categoria de Cyborg, peso pena, disponível.

Até que enfim, Dana! Pena não ter sido antes de Holly Holm destronar Ronda Rousey...



01/03/2016 09h00

Arrogância de Anderson Silva supera brilhantismo
Hélio Rodrigues

Anderson Silva tem muitas qualidades como lutador. Ele seria, se quisesse, imbatível. É um dos maiores de todos os tempos. Mas perde para a própria arrogância. Para a prepotência de quem se considera acima do bem e do mal e que despreza os conceitos das artes marciais. Que prefere menosprezar o adversário com uma petulância justificada como "parte do show". Foi assim que mais uma vez o brasileiro sucumbiu - foi derrotado, por pontos, para Michael Bisping, que, diferentemente do rival, atuou como um atleta, um guerreiro. Compenetrado, o inglês não se deixou levar pelo jogo psicológico e desrespeitoso do oponente. Apanhou, é bem verdade, mas tirou forças de onde não tinha para honrar a torcida que o apoiou.

Algumas dúvidas pairavam sobre o retorno de Anderson Silva. Há quem achava que ele fugiria ao estilo que o é peculiar e voltaria mais sério, sem firulas. Obviamente, a farsa mental criada por aqueles que ainda tinham esperança num Anderson humilde não duraria, sobretudo quando as provocações de Bisping - parte da promoção de quase toda luta - começaram. Era óbvio que o "Spider" honraria o time dele: ele próprio. A exemplo do que fez com Chael Sonnen, que o perturbou até não poder mais, Anderson teria que mostrar supremacia diante do rival - na casa dele. Fazer o inglês se arrepender de tudo que havia dito. O problema era a maneira que - novamente - iria fazer isso.

A luta começou. Anderson brincava com o oponente: abaixava a guarda, oferecia o próprio rosto, ficava parado, como se lutasse contra um incapacitado - situação similar à primeira luta que fez contra um ainda "desconhecido" Chris Weidman. O brasileiro bateu em Bisping - menos do que o provocou. O resultado não foi agradável: o ex-campeão dos médios tomou dois knock downs, um no primeiro e outro no segundo round.

No terceiro, talvez o mais emblemático dos golpes: Bisping deixou o protetor bucal cair da boca, avisou a Herb Dean e ao próprio Anderson, que, indiferente, desferiu uma joelhada voadora no inglês - que não teve uma atitude sensata ao abrir mão da defesa para avisar do problema que se passava. Acreditando ter vencido, o brasileiro subiu a grade para comemorar. Errou e pagou pela arrogância.

Aquilo deu forças para Bisping, que, mesmo bastante machucado, voltou à luta ainda mais obcecado por resistir e, quem sabe, vencer Anderson. No quarto e quinto rounds, o brasileiro continuou atacando, enquanto o "Conde" resistia bravamente.

Resultado: 48 a 47, de modo unânime, para Michael Bisping.

Anderson Silva perdeu para ele mesmo. Para a arrogância que o marca desde que se tornou um campeão do principal evento de MMA do mundo. O sucesso subiu à cabeça dele. O Aranha acha que pode vencer quando quiser. Que qualquer luta que faça é apenas cumprimento de protocolo. Que o espetáculo antecede qualquer forma de respeito.

Seriedade sempre marcou os campeões. E, mesmo que o estilo de luta de Anderson o tenha deixado sete anos como detentor de um cinturão e com vários recordes, falta a ele a nobreza de um artista marcial.


2 Comentários | Clique aqui para comentar

27/02/2016 09h00

#TEAMBISPING
Hélio Rodrigues

Não parecia ser um duelo entre desafetos. Mas a luta entre Anderson Silva e Michael Bisping se tornou um combate de velhos rivais, surgidos após provocações mútuas do brasileiro e do inglês. Os dois se enfrentam neste sábado, em Londres, pelo UFC Fight Night. O evento marca o retorno do brasileiro, um ano afastado das lutas devido ao uso de metabólitos de drostanolona e androsterona: ambas as substâncias são vetadas pela Comissão Atlética de Nevada.

Quem espera por um Anderson mais sério, após duas derrotas seguidas para Chris Weidman e um no contest diante de Nick Diaz - quando lutou como um atleta profissional -, esta pode não ser uma boa oportunidade. As provocações de Michael Bisping, que se referiu ao rival como um usuário de estimulante sexual, não caíram bem aos ouvidos do "Aranha". Bom, já sabemos que quando o brasileiro é instigado, fará o que sabe fazer de melhor: desrespeitar o oponente no octógono. Dar um "show" (leia-se: humilhá-lo e fazer aquela palhaçada toda - baixar a guarda, oferecer o rosto etc. Essa discussão dá pano para manga: há quem defenda, existe quem discorde.)

Ponto um: Anderson Silva não é Muhammad Ali - está longe de sê-lo. Ponto dois: caso tente ser o lutador de sempre e não obter êxito, verá que o tempo dele no esporte já está mais perto do fim do que parece.

Michael Bisping é azarão, indiscutivelmente. É inferior a Anderson em pé e no chão. Deve ter uns 10% de chance na luta. Eu odeio admitir isso. Mas é o que me ocorre, baseado em fatos, dizer. Anderson manteve o cinturão dos médios por sete anos. Vale dizer que é uma categoria concorrida, com grandes lutadores despontando ano a ano. O brasileiro enfrentou nomes como Vitor Belfort, Dan Henderson, Forrest Griffin, Demian Maia, e se saiu bem em todas as lutas - vencendo com ampla vantagem.

No retrospecto, o inglês, também chamado de "Conde", tem 27 vitórias e sete derrotas - que consiga a 28ª! Anderson, por outro lado, aparece com 33 vitórias, seis derrotas e um no contest.

(Ah, de qualquer maneira, se você perguntar para quem eu estou torcendo, direi até dormindo: Michael Bisping.)

CARD PRINCIPAL
Anderson Silva (84,4kg) x Michael Bisping (83,9kg)
Gegard Mousasi (83,9kg) x Thales Leites (84,4kg)
Tom Breese (77,6kg) x Keita Nakamura (77,1kg)
Francisco Rivera (61,7kg) x Brad Pickett (61,7kg)

CARD PRELIMINAR
Mike Wilkinson (65,8kg) x Makwan Amirkhani (65,8kg)
Davey Grant (61,7kg) x Marlon Vera (61,2kg)
Scott Askham (83,9kg) x Chris Dempsey (83,9kg)
Arnold Allen (65,8kg) x Yaotzin Meza (65,3kg)
Brad Scott (84,4kg) x Krzysztof Jotko (83,5kg)
Norman Parke (70,3kg) x Rustam Khabilov (70,3kg)
Daniel Omielanczuk (115,2kg) x Jarjis Danho (118,4kg)
Teemu Packalen (70,8kg) x Thibault Gouti (70,3kg)
David Teymur (70,3kg) x Martin Svensson (69,9kg)



19/02/2016 18h10

Duelo de titãs entre Royce Gracie e Ken Shamrock
Hélio Rodrigues

O ano era 1993. Na segunda luta da noite, Royce Gracie aplica um mata-leão com apenas 57 segundos e levava o rival ao chão, o fazia desistir. Seria a penúltima dele no primeiro evento do UFC, no qual foi campeão. As regras eram outras - ou melhor, havia uma ou outra regra. Nada como hoje, as normas que tornaram o vale-tudo em mixed martial arts (MMA). O oponente do brasileiro era o americano Ken Shamrock. Naquela época, os Gracie queriam provar - e assim conseguiram - a superioridade do jiu jitsu brasileiro diante das demais artes marciais. A obra-prima de Hélio e Carlos ganhava o mundo. Vinte e dois anos depois do primeiro encontro, dois protagonistas do evento que marcou o início de uma era se enfrentam novamente. Sim, isto é histórico. Royce Gracie e Ken Shamrock farão um tira-teima dos tempos românticos de rivalidade entre estilos de luta diferentes. Os dois protagonizarão a luta principal do Bellator 149, que será realizado no Texas, Estados Unidos. Além dela, quatro duelos complementam o card principal e outras 13, o preliminar.

Na última quinta, Royce bateu 86,5kg (usando quimono), enquanto Ken pesou 91,3kg, uma diferença razoável que remeterá todo fã antigo de luta ao primeiro combate de ambos, quando a distinção de categorias de peso era praticamente inexistente.

Categoria deve ser uma palavra que resume Royce, o escolhido para representar o clã Gracie em um mundo que, na década de 1990, era dominado por fortões, lutadores de wrestling, boxe e briga de rua. Mais tarde, o brasileiro erradicado nos Estados Unidos terá, mais uma vez, a chance de provar o poder do brazilian jiu jitsu - enfraquecido devido à globalização do ensino da arte marcial e a divisão da sabedoria entre milhares, milhões de seguidores e praticantes. Royce tem 14 vitórias, duas derrotas e três no contest e volta após oito anos desde a última luta - vitória contra o conhecido Kazushi Sakuraba pelo K-1.

Por outro lado, Ken Shamrock está mordido. O americano vem de duas derrotas em sequência, ambas com cinco anos de diferença. Obviamente, devido à idade e à falta de sequência, assim como Royce, se apresentará mais lento, sem a explosão de antes. O cartel do lutador de 52 anos - contra 49 do oponente - é de 28 vitórias, 16 derrotas e dois no contest.

Veja abaixo as lutas do Bellator 149, que tem como co-main event o duelo entre Kimbo Slice e Dada 5000.

Bellator 149

Toyota Center, Houston, Texas, EUA

19 de fevereiro de 2016

CARD PRINCIPAL

Ken Shamrock x Royce Gracie

Kimbo Slice x Dada 5000

Melvin Guillard x Derek Campos

Emanuel Newton x Linton Vassell

Emmanuel Sanchez x Daniel Pineda

CARD PRELIMINAR

Justin Wren x Juan Torres

Davis Sylvester x Jeremy Mahon

Charlie Ontiveros x James Christopherson

Ruben Esparsa x Clovis Hancock

Adrian Yanez x Ryan Hollis

Isaac Villanueva x Richard Knepp

Mike Trinh x Joel Angel Zamora

Jason Langellier x Anthony Ivy

Manny Lozoya x Jake Norsworthy

Leomana Martinez x Casey Jones

Chris Soliz x Alex Macedo

Jonathan Davis x Shawn Solis

Hunter Scott-Gregg x Ricardo Deluque  



15/02/2016 18h10

Demitido do UFC, Fabio Maldonado assina com XFC e já tem data para estreia
Hélio Rodrigues

Fabio Maldonado, demitido recentemente do UFC, onde perdeu seis lutas e venceu cinco, assinou com o XFC, evento americano com franquia no Brasil. O Caipira de Aço chega com status de estrela e enfrenta o havaiano Andrew Smith pelos meio-pesados, no dia 19 de março, em São Paulo. 



05/02/2016 18h30

Revelação brasileira, Thomas Almeida planeja quatro lutas no ano e quer duelo com Faber
Hélio Rodrigues

O ano de 2015 terminou com um brasileiro em evidência no UFC: Thomas Almeida, após uma excelente temporada, o lutador conquistou mais três vitórias seguidas, todas com bônus de performance da noite. Para 2016, o atleta já avisou: quer lutar quatro vezes e enfrentar Urijah Faber.

"Adoro me manter na ativa e quero lutar de três a quatro vezes esse ano. É o ideal para mim. Meu objetivo maior é disputar o cinturão e preciso ganhar experiência, dar um passo de cada vez e quero conquistar o maior número de vitórias possível para quando a hora chegar eu estar preparado. Estou treinando forte e já quero lutar. Se o UFC me chamar, estarei pronto logo, seria perfeito lutar em março", garante o lutador de 24 anos e cartel invicto em 21 lutas.

Recentemente, Thominhas foi desafiado pelo norte-americano John Dodson, que subiu para a divisão dos galos após ter perdido mais uma chance de conquistar o cinturão da categoria peso-mosca (até 57,2kg). Dodson já declarou o desejo de enfrentar o brasileiro, que não vê motivos para a realização do combate, apesar de não recusá-lo.

"Vi que ele (Dodson) me desafiou, mas é como digo: não escolho adversário e se o UFC achar que a luta vale a pena eu faço. É só me darem tempo para treinar. Sei que ele é duro, mas para o meu momento não acho viável enfrentá-lo agora, ele vem da categoria de baixo".

Aos olhos de Thominhas, outro americano seria um adversário ideal, mas sem pressa: o veterano Urijah Faber, que vive a expectativa de realizar a trilogia contra o atual campeão dos galos, Dominick Cruz. A luta entre Faber e Cruz, para o brasileiro, deve acontecer logo, mas nada que esfrie seu desejo de encarar o California Kid.

"Tenho a pretensão de enfrentar o Faber. Não importa se for agora ou daqui a três, quatro ou cinco lutas. Ele é muito experiente, bom de porrada, tem ótimo wrestling, ótimo jiu-jitsu, bem completo mesmo e seria um grande desafio na minha carreira. Espero a decisão do UFC, até porque o Faber talvez lute pelo cinturão agora, já que foi o único que derrotou o Dominick Cruz e está bem ranqueado. Será justo se tiver uma chance pelo título", declara Thomas.



04/02/2016 18h20

Presidente do XFC reforça laços com o povo brasileiro, amante de MMA, e prevê 'bom ano'
Hélio Rodrigues

Divulgação

O XFC (Xtreme Fighting Championship), organização americana de MMA, iniciará mais uma temporada de eventos no dia 19 de março. O XFCi 14 acontecerá em no XFC International Center, em São Paulo, e já terá disputa de cinturão. Daniel Virgínio e Fernando Vieira se enfrentarão pelo cinturão mundial peso-galo (até 61,2kg), e a argentina Silvana "La Malvada" Juarez lutará contra Julie Werner, na categoria peso-mosca (até 56,7kg). O evento ainda terá outras 10 lutas a serem anunciadas: seis dos torneios internacionais, com algumas das principais revelações do MMA mundial, e quatro entre atletas de renome no cenário nacional e internacional.

O presidente da organização, Myron Molotky, reforça os laços com o povo brasileiro, amante das artes marciais mistas, e prevê um bom ano para a entidade, formada em 2006, na Florida, Estados Unidos.

"Não se trata somente de realizar eventos, mas de reforçar nosso compromisso com o Brasil e com os atletas, em dar-lhes estrutura e um caminho claro a seguir na carreira. Hoje temos nossa base com o 'Young Guns', os torneios, as superlutas e as disputas de cinturão mundial".

O planejamento do XFC para 2016 conta com oito datas confirmadas para realização de eventos. As duas seguintes serão nos dias 30 de abril e 28 de maio, respectivamente.



02/02/2016 18h30

Fuga à francesa?
Hélio Rodrigues

Fabricio Werdum queria Cain Velásquez. Ele tinha se preparado meses para o rematch pelo UFC 196 em 6 de fevereiro, pelo cinturão dos pesos pesados. Mas a lesão inesperada do rival fez o brasileiro mudar de ideia repentinamente. Ele pensou bem e concluiu que não deveria lutar contra Stipe Miotic, o lutador que substituiria Velásquez - afinal, mesmo que o croata tenha estilo similar ao de Velasquez, Werdum não havia se preparado nem estudado o adversário. Sequer teria tempo para mais do que um ou outro sparring e análises estatísticas juntamente à equipe Kings MMA.

Werdum não queria arriscar. Além do mais, o objetivo sempre foi Velásquez, sobre quem disse que "mesmo se eu tivesse uma lesão lutaria contra". Não havia outra cogitação. Ou era ele ou não seria mais ninguém.

Assim, em conjunto com a equipe, o campeão dos pesos pesados decidiu sair do card alegando dor nas costas. Pouco após o anúncio, pessoas começaram a criticá-lo alegando o famoso "migué". Em resposta, Werdum fez um desabafo.

"Queria dizer que foi a melhor decisão que já tomei na minha vida de não lutar com o Cain Velásquez, nem com o Miocic e nem com ninguém. Tive uma lesão nas costas, mas, ao mesmo tempo que estou triste pela lesão, estou feliz porque consegui ver muita coisa nesse machucado que tive. Falo isso num todo. Tive esses dias com minha família, mulher e filhas e pude ver que é tudo passageiro. Tudo é uma fase na minha vida. Algumas pessoas falaram mal de mim, outras me apoiaram como amigos. Fiquei pensando... Como as pessoas são cruéis!" 

Por enquanto, não há novidades sobre quem Miocic enfrentará - e se isso vai de fato acontecer. Pela primeira vez com a chance real de conquistar um título, o lutador de 33 anos tem 14 vitórias e duas duas derrotas na carreira. Uma pena para ele, que mesmo com pouco menos de 14 dias, tinha aceitado o duelo contra Werdum.