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Hélio Rodrigues

Hélio Rodrigues

LUTAS. Jornalista, foi repórter de MMA do portal SRZD. Já cobriu diversos UFCs, além de importantes eventos do cenário nacional, como o Shooto e o Bitetti Combat.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



22/08/2015 13h00

Após duas semanas, UFC tem edição com seis brasileiros neste domingo
Hélio Rodrigues

Os brasileiros Charles do Bronx e Erick Silva são os destaques do UFC Fight Night: Holloway vs. Oliveira, que acontecerá neste domingo, em Saskatoon, no Canadá. Eles protagonizarão as duas lutas principais do evento, contra os americanos Max Holloway e Neil Magny, respectivamente. Será uma oportunidade e tanto para ambos, que têm a chance de mostrar por que merecem galgar passos maiores dentro do Ultimate - subindo no ranking e sendo considerados para disputas de cinturão.

Nos meio-médios, Erick Silva tenta emplacar a terceira vitória seguida desde que foi derrotado por nocaute técnico pelo americano Matt Brown, em maio de 2014. Particularmente, acho que o capixaba é mais uma eterna promessa não cumprida do que o talento imbatível que se esperava que fosse. É esperar para ver, embora Silva seja claramente favorito.

Já Charles do Bronx quer ficar entre os cinco melhores dos penas e, futuramente, desafiando José Aldo, Conor McGregor ou algum outro azarão que apareça. Completo, Bronx, que fará a luta principal, deve apresentar um estilo dinâmico dentro do octógono: é bom em pé e no chão e deve sair vencedor diante de Holloway, de 23 anos, que, apesar de bom, é inferior ao brasileiro.

Outros quatro brasileiros lutam no UFC Fight Night: Holloway vs. Oliveira. São eles: Francisco Massaranduba, Felipe Sertanejo, Marcos Pezão e Elias Silvério.

Veja o card completo abaixo:


CARD PRINCIPAL - a partir de 22h (horário de Brasília):
Peso-pena: Max Holloway x Charles do Bronx
Peso-meio-médio: Neil Magny x Erick Silva
Peso-meio-médio: Patrick Coté x Josh Burkman
Peso-leve: Chad Laprise x Francisco Massaranduba
Peso-leve: Olivier Aubin-Mercier x Tony Sims
Peso-palha: Maryna Moroz x Valerie Letorneau
CARD PRELIMINAR - a partir de 19h (horário de Brasília):
Peso-leve: Sam Stout x Frankie Perez
Peso-galo: Yves Jabouin x Felipe Sertanejo
Peso-meio-pesado: Marcos Pezão x Nikita Krylov
Peso-mosca: Chris Kelades x Chris Beal
Peso-leve: Shane Campbell x Elias Silvério
Peso-meio-pesado: Misha Cirkunov x Daniel Jolly



15/08/2015 19h24

Punição merecida
Hélio Rodrigues

Tratar Anderson Silva como vítima é até aceitável. Porém, esta semana o ex-campeão dos pesos médios do UFC teve uma punição justa. E não importa qual tenha sido a razão pela qual o brasileiro foi flagrado. Regras precisam ser cumpridas. As exceções a elas é que não deveriam existir, embora infelizmente existam...

Na audiência, Anderson demonstrou desconforto e só complicou sua situação ao argumentar que o doping foi consequência de um estimulante sexual contaminado com esteroide anabolizante. Pode ser. Como pode ter sido a defesa mais esquisita da história do MMA: por não ser convincente e por fazê-lo se tornar uma chacota momentânea.

As autoridades não aceitaram o que Anderson propôs como defesa. Argumentaram que o estimulante sexual poderia mascarar outras substâncias proibidas e o puniram com um ano de suspensão, a contar de fevereiro de 2015, quando teve a substância proibida detectada - o brasileiro já cumpriu seis meses. Além disso, ele perdeu 30% do valor recebido pela bolsa da luta (R$ 2,1 milhões) contra Nick Diaz, em 31 de janeiro de 2015, e terá que arcar com os honorários dos advogados.

Como eu disse, regras devem ser cumpridas. Doping, seja pelo uso de estimulante sexual ou por um chiclete contaminado, é motivo de punição do atleta que for flagrado. Ponto.



02/08/2015 21h41

Por que, Toquinho?
Hélio Rodrigues

Mais do que regras, as artes marciais têm códigos de conduta, nos quais os atletas que as praticam precisam se adaptar. O brasileiro Toquinho, porém, costuma esquecer disso. Pela segunda vez em menos de dois anos, o lutador ignorou os apelos de desistência do adversário e manteve uma finalização por mais tempo do que um atleta de verdade a faria.

Dessa vez, a vítima foi Jake Shields, finalizado aos dois minutos e dois segundos do terceiro round. O americano chegou a dar 10 tapinhas sinalizando a desistência. Mas foi ignorado pelo brasileiro, que continuou forçando a Kimura até o árbitro intervir.

Erro por erro, Shields se irritou com a atitude covarde de Toquinho e deu-lhe um soco.

Com a "vitória", o brasileiro manteve o título dos meio-médios do WSOF.

Em outubro de 2013, Toquinho foi demitido do UFC após manter a chave de calcanhar (o golpe mais famoso dele) em cima de Mike Pierce, mesmo após o juiz mandá-lo soltar.

Confira abaixo:

 



02/08/2015 03h05

Dez anos depois, Maurício Shogun derrota novamente Rogério Minotouro
Hélio Rodrigues

Dez anos depois de uma das lutas mais marcantes da história das artes marciais mistas, Maurício Shogun e Rogério Minotouro voltaram a se enfrentar na noite deste domingo, desta vez pelo UFC - em 2005, o confronto aconteceu pelo extinto Pride. Muita coisa mudou de lá para cá: os gás, a maturidade e a postura de ambos no octógono. Melhor para Shogun, que, após muito equilíbrio durante três rounds e momentos que remeteram os fãs aos velhos tempos dos dois, venceu por decisão unânime.

Mais rápido que Minotouro, Shogun logo tentou imprimir seu estilo de luta, dominando o centro do octógono e investindo nos golpes ágeis em cima e chutes baixos. O irmão gêmeo de Minotauro, porém, resistia, esquivando e contragolpeando, até conseguir encaixar uma sequência de uppers, cruzados e uma joelhada, que desnortearam o oponente. Zonzo, Shogun por pouco não caiu nocauteado.

No segundo round, Shogun percebeu que deveria mudar a estratégia e investir mais no efeito surpresa. Para isso, ele passou a investir seus chutes baixos na linha de cintura de rival, além de trazer ao octógono o grappling. O ex-campeão dos meio-pesados do Ultimate clinchava e tentava levar Minotouro para o chão, o que amornava a luta, gerando vaias e impaciência do público, que queria ver repetir o que acontecera no primeiro round.

No último período, Minotouro voltou ao ataque utilizando o afiado boxe que tem. Na raça, tentava encaixar sequência, mas nenhuma mais contundente surtiu efeito. Shogun respondia, desferindo chutes baixos, uppers e cruzados. Em alguns momentos a luta se tornava amarrada. Já no fim do round, Minotouro por pouco não finaliza o combate ao tirar um coelho da cartola: uma guilhotina no oponente. Ele fez toda a força que ainda o restava, mas o curitibano livrou o pescoço com apenas 22 segundos para o fim.

No segundo embate entre os dois, mais uma vitória para Maurício Shogun, que volta a vencer após duas derrotas (Dan Henderson e Ovince St. Preux). Já Minotouro amargou o segundo revés consecutivo (antes, havia perdido para o americano Anthony Johnson).



02/08/2015 02h27

Bethe Correia: não deu nem para o cheiro contra Ronda Rousey
Hélio Rodrigues

Bethe Correia provocou, disse que ia destronar Ronda Rousey em casa. Logicamente, parte do show. O que se viu, no entanto, foi bem diferente do que a brasileira havia prometido. Na madrugada deste domingo, Correia sucumbiu à americana e foi nocauteada, com menos de um minuto do primeiro round - mais exatamente 33 segundos.

Pelo que ela prometeu, decepcionou: a torcida brasileira e aqueles que foram para vê-la fazer a história que contou que faria na Arena da Barra. E viu ir embora a invencibilidade que tinha.

Por outro lado, Ronda, que fez a sexta defesa de cinturão, manteve a invencibilidade. Agora, a campeã tem 12 vitórias na carreira.



27/07/2015 21h26

TJ Dillashaw, o legítimo campeão dos galos
Hélio Rodrigues

Duas lutas e duas atuações irreconhecíveis. Renan Barão não foi Renan Barão nos duelos contra TJ Dillashaw, que já não precisa provar mais a capacidade que tem dentro do octógono mais famoso do mundo, o do UFC. O americano é o legítimo campeão dos pesos galos do Ultimate. Merecidamente ele é.

Esta foi a segunda defesa de cinturão do campeão. No primeiro desafio, ele venceu Joe Soto por nocaute técnico no quinto round.

O duelo entre Dillashaw e Barão foi um remake. Uma espécie de tira-teima para minar as dúvidas e a inquietação de quem não acreditou que o brasileiro fosse sucumbível a um então "desconhecido" Dillashaw.

O detentor do cinturão provou ser não somente melhor que Barão - pelo menos nas duas lutas que os dois fizeram -, mas ter a competência de alguém que pode ficar um bom tempo no topo da categoria.



08/07/2015 21h08

Quanto menos prejuízos...
Hélio Rodrigues

Doze milhões de reais. Este é o valor que José Aldo perdeu com a ausência na luta contra Conor McGregor, no próximo sábado, devido a uma lesão na costela. O valor foi revelado nesta quarta-feira pelo presidente do UFC, Dana White, que ainda não aceita a lesão e consequente ausência do brasileiro. Sentiu-se traído pela sorte, já que tinha nas mãos a luta do ano para o Ultimate em relação a lucros e exposição na mídia. Mais até que no evento que trouxe no duelo principal Chris Weidman e Vitor Belfort. Ele terá que "aceitar" isso, embora Chad Mendes também tenha o carisma que o patrão quer para não ter tantos prejuízos...



29/06/2015 23h09

A decadência de Lyoto Machida
Hélio Rodrigues

O estilo de luta de Lyoto Machida está ultrapassado. Há aqueles que vão me acusar de ser tendencioso, por criticar a maneira de lutar do derrotado exatamente por ele ter perdido para Yoel Romero na madrugada do último domingo, pelo UFC.

Mas não.

Típico carateca, Lyoto abusa da passividade nas lutas que faz. Pelo menos nas últimas que acompanhei, é difícil vê-lo ir atrás do oponente. De maneira estratégica ou intuitiva, The Dragon fica à espreita para um contra-ataque, o que se mostra pouco eficaz. A estratégia, contudo, jamais muda.

Os tempos mudaram. O que o ex-campeão dos meio-pesados fazia e dava certo ficou para trás. Os rivais não caem mais no bote do caratê de Lyoto.

Os tempos mudaram. O MMA se expandiu.

Na última luta que fez, diante do cubano Yoel Romero, mais passividade. Foram praticamente três rounds de estudo de ambos os atletas - o cubano se atentou sobretudo aos "bates-sai" de Lyoto. Eles só se atacavam quando lhes conviam. Mas isso era raro. Até que Romero o derrubou e disferiu cotoveladas mortais que sacramentaram o fim da luta.

Mais um revés para o cartel. Agora, 22 vitórias e sete derrotas de Machida. Nas últimas cinco lutas, foram três resultados negativos. Por ser uma estrela do Ultimate e um ótimo garoto-propaganda no Brasil, Lyoto se mantém dentro da organização. Mas só.

Lyoto, lutador incrível, segue um caminho sem volta: o da aposentadoria.



25/06/2015 21h18

Dana White sorri
Hélio Rodrigues

O duelo entre José Aldo e Conor McGregor está mantido. Dana White sorri. Desde o embate entre Chael Sonnen e Anderson Silva, o presidente do UFC não tinha a oportunidade de explorar tanto a promoção de uma luta como essa - que novamente põe frente a frente um bom moço, o brasileiro, e um falastrão, agora um irlandês.

Para tanto, Dana fez um estardalhaço publicitário nos Estados Unidos: mandou produzir chamadas e teasers cinematográficos com Aldo e McGregor, atraiu patrocinadores e espectadores e fez da logística do evento uma mina a ser explorada - como é de praxe no UFC. Não à toa chamou o desafio pelo cinturão de "o mais caro da história do Ultimate Fighting Championship." Ele investiu pesado.

Logicamente, o executivo espera retorno - na audiência e no lucro financeiro. Caso Aldo e a respectiva equipe mudem de ideia e resolvam desistir da luta devido ao risco de lesão, Dana colocará Chad Mendes para disputar o cinturão interino dos pesos penas com McGregor. O americano tem carisma e é querido pelo público fiel do MMA nos Estados Unidos: tem a favor ainda o fato de lutar em casa - o que poderia ser explorado por Dana também.

Negócios são negócios...



20/06/2015 20h58

Joanna Jedrzejczyk mantém cinturão dos palhas do UFC
Hélio Rodrigues

A polonesa Joanna Jedrzejczyk derrotou a americana Jessica Penne neste sábado, no UFC Berlim, e manteve o cinturão dos pesos palhas do Ultimate. A vitória aconteceu por nocaute técnico, a menos de um minuto do fim do terceiro round.

Com o feito, Joanna chegou à décima vitória na carreira e mantém a invencibilidade no MMA.



20/06/2015 01h58

Patrício Pitbull vence Daniel Weichel e mantém cinturão dos penas no Bellator
Hélio Rodrigues

Foto: BellatorO brasileiro Patrício Pitbull nocauteou o alemão Daniel Weichel neste sábado pelo Bellator 138 e manteve o cinturão dos penas da organização. A vitória foi conquistada com dificuldade por Pitbull, que enfrentou um adversário agressivo e versátil, de maior envergadura e 13 centímetros mais alto.

No primeiro round, Weichel partiu para cima do brasileiro e levou a melhor na trocação durante quase todo o período. Nos últimos segundos, o alemão prensou o campeão contra a grade, encurtou a distância e encaixou uma sequência de golpes que desnortearam Pitbull, que, por sorte, foi salvo pelo fim do assalto. Weichel achava ter vencido e até esboçou uma tímida comemoração, mas teve a alegria interrompida por Big John McCarthy.

O início do segundo round parecia uma continuação do primeiro. O desafiante ao cinturão dos penas mostrava gás e surpreendia o brasileiro com trocação afiada e socos potentes. Pitbull, contudo, tirou um coelho da cartola e mostrou por que é chamado de "o Mike Tyson dos penas". Mais uma vez encurralado, o campeão desferiu um cruzado potente que atingiu em cheio o alemão.

Esta foi a segunda defesa de título de Pitbull, que anteriormente já havia derrotado o americano Daniel Straus com um mata-leão no quarto round. Agora, o campeão tem um cartel de 24 vitórias e apenas duas derrotas no MMA.

Kimbo Slice derrota lenda Ken Shamrock, de 51 anos

No evento principal, Kimbo Slice - que é mais famoso pelos vídeos em que aparece brigando com outros homens na rua - venceu a lenda Ken Shamrock, de 51 anos, por nocaute ainda no primeiro round em luta-exibição com peso combinado. Os dois não lutavam havia cinco anos.

Logo após o início do combate, Shamrock tentou jogar Kimbo - que tem mínimo conhecimento de chão - para baixo. O veterano lutador conseguiu ir às costas do oponente, pôs os ganchos e deixou o mata-leão pronto. Mas a idade e o consequente cansaço pesaram e Kimbo se desvencilhou. Um pouco depois, este colocou um gancho que derrubou Shamrock e decretou o fim da luta.



17/06/2015 20h44

Conor McGregor é fanfarrão. Mas tem talento
Hélio Rodrigues

Conor McGregor fala muita besteira e provavelmente não será capaz de colocar em prática metade do que tem prometido a José Aldo no duelo entre os dois, marcado para o dia 11 de julho, pelo UFC 189. De qualquer maneira, o brasileiro, detentor do cinturão dos penas do Ultimate, precisa ter cuidado para, além de não cair no jogo de provocações do irlandês, não ser surpreendido pela versatilidade de Notorious - apelido este que se encaixa bem à fanfarronice do atleta.

Com 17 vitórias e duas derrotas no cartel e cinco lutas pelo UFC, o desafiante ao título, de 26 anos, terá como principal estratégia para derrotar Aldo o jogo em pé. No Ultimate, cerca de 58% dos ataques de McGregor são feitos na trocação. Os outros 42% dos golpes são decorrentes de quedas e o chão - enquanto Aldo é faixa preta de jiu-jitsu, o irlandês é faixa roxa da arte suave.

Ao todo, McGregor já tentou 385 golpes no UFC, acertando 43%, o equivalente a 165. Desses, 120 foram bem-sucedidos (73%). Foram ainda seis tentativas de queda, com cinco delas sendo bem executadas.

Na carreira, 12 das vitórias do irlandês foram por nocaute e uma por finalização. Dez dos feitos dele foram obtidos no primeiro round. O Notorious, que tem 1,75m e 65kg, vem de uma sequência impressionante de 10 vitórias consecutivas,

Ainda assim vejo José Aldo com clara favoritismo para a disputa. Quem o viu treinar diz que ele está mais preparado do que jamais esteve para outra luta. Colocá-lo-ia com 75% de chances diante de 25% do oponente.

Concreto mesmo neste cenário de certezas incertas é que a disputa do cinturão promete.

E você, aposta em quem?



15/06/2015 13h10

UFC divulga mais um vídeo promocional da luta entre Aldo e McGregor
Hélio Rodrigues

O UFC está apostando alto na promoção da luta entre José Aldo e Conor McGregor, pelo título dos penas da entidade. No último domingo, 15/6, a organização divulgou mais um vídeo promocional do duelo, programado para o dia 11 de julho, pelo UFC 189.

Confira abaixo:



14/06/2015 01h45

Werdum finaliza Velasquez e unifica títulos dos pesos pesados do UFC
Hélio Rodrigues

O UFC tem um novo campeão dos pesos pesados. Fabricio "Vai Cavalo" Werdum finalizou Cain Velasquez na madrugada deste domingo e unificou o cinturão da categoria. A luta foi decidida na especialidade do brasileiro, o jiu-jitsu, com uma guilhotina no terceiro round.

Com a vitória, o Brasil tem agora três títulos lineares no Ultimate. Os outros dois são o dos penas, com José Aldo, e dos leves, com Rafael dos Anjos.

A luta entre Werdum e Velasquez era esperada desde o ano passado. Velasquez, porém, rompeu o menisco, em outubro de 2014, e acabou adiando o duelo de ambos.

Queridos dos mexicanos, os atletas entraram no octógono sentindo-se em casa. Logo nos primeiros segundos, o americano foi para cima do brasileiro, buscando a nona vitória no primeiro round. Mas Werdum estava preparado para a luta em pé e no chão. A estratégia do anfitrião era levar o desafiante para a grade e prensá-lo de forma a golpeá-lo com o dirty boxing que lhe é característico - tal qual contra Junior Cigano. Werdum não circulava - o que era um erro àquela altura -, mas travava as ações de Velasquez o clinchando e desferindo perigosas joelhadas. Ao fim do assalto, vitória por 10 a 9 do, naquele momento, campeão.

No segundo a round, o cenário começou a se inverter e o equilíbrio apareceu no octógono. Velasquez tentava chutes baixos em Werdum, que respondia com sequências de jabs e diretos, desestabilizando o oponente de tal maneira que se passava a impressão de que a queda do império de Velasquez era questão de tempo. O cansaço ganhava o próprio protagonismo nesse momento do assalto. O mexicano sentia claramente a falta de ritmo - ele não lutava há mais de um ano e meio - e a perda da potência dos golpes devido ao cansaço. No fim do round, 10 a 9 claro para Werdum, que empatava o duelo em 19 a 19.

O último e decisivo assalto começou com a desconfiança dos médicos quanto à integridade de Velasquez. Mas a luta continuou. Desnorteado e abandonando a estratégia de não ir para o chão com o rival, Cain Velasquez colocou em jogo o lado wrestling, derrubando Werdum. O anfitrião, no entanto, esqueceu um detalhe fundamental quando se luta contra um lutador de jiu-jitsu: não oferecer o pescoço sob hipótese alguma. Foi assim que "Vai Cavalo" encaixou uma guilhotina em Velasquez, que não resistiu e bateu.

E mais um título para o Brasil! Vai, Cavalo!



24/05/2015 01h32

Ainda campeão dos meio-pesados: Cormier finaliza Johnson no UFC
Hélio Rodrigues

No contexto geral, foi uma luta amarrada. Mas Daniel Cormier mostrou por que era o campeão dos meio-pesados do Ultimate, e manteve o título ao finalizar, neste domingo, o desafiante Anthony Rumble Johnson, pelo UFC 187.

O duelo começou com Anthony Johnson partindo para a trocação. Cormier, porém, queria a luta agarrada: o Wrestling é especialidade dele. Em determinado momento, Cormier colocou Johnson contra a grade,o mantendo ali praticamente até o fim do round. Em minha opinião, ganhou por 10 a 9, devido ao maior controle contra o rival em maior parte do tempo.

No segundo round, a estratégia se repetiu, e Cormier mais uma vez amarrou o combate. Tentou a finalização em alguns momentos, com uma kimura, mas não conseguiu executá-la com a perfeição necessária para que o rival batesse. Vaias foram ouvidas. E, na conclusão do período, Rumble estava duramente castigado.

No terceiro round, Anthony Johnson estava decidido a mudar o rumo da luta. Já cansado, ele foi para cima e tentou, com socos, desnortear o oponente. Mas escorregou, foi pra baixo. Era o que cormier queria para amarrar a luta. O campeão foi para as costas de Rumble e conseguiu o estrangulamento.