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Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho

Carioca, publicitário, MBA em Marketing, ator, diretor teatral, escritor, pesquisador de escolas de samba, futebol e teatro. Escreveu a biografia do jogador Mauro Galvão e é colunista de futebol há 13 anos. Twitter: @hrainho

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



10/09/2014 09h05

Joel Santana e o "Vasco retrô"
Hélio Ricardo Rainho

O futebol tem seus mistérios. Muitas vezes ele sobressai na sua simplicidade. Ao que parece, essa foi a fórmula encontrada neste fim de poço do fim de mandato da pior presidência da história do Vasco para sanar o mal da vez.

Repatriar Joel Santana não foi uma opção pensada. A diretoria burra do Vasco fez isso no desespero, na tentativa demagógica de acalmar a irritação da torcida com a beligerância dos treinadores "estrangeiros" ou inventados que perambularam pelo clube nos últimos anos. O primeiro a se manifestar contra foi o diretorzinho gaúcho, e imediatamente todas as especulações da torcida, nas redes sociais, acusavam que essa chegada imporia um fim às escalações de gaveta, aos mequetrefes de empresário, visto que Joel notadamente repudia isso.

Mas Joel chegou. Com sua prancheta, com seus óculos escuros e seu linguajar de boteco de São Cristóvão. Como sempre acontece por onde ele passa (em especial, no próprio Vasco), uniu a equipe, falou para ser entendido. E deu resultado. Vasco 2x0, em casa, vencendo o Luverdense e voltando ao páreo no G4.

De cara, Joel disse a que veio. É verdade: não teremos esquemas táticos revolucionários, em alguns momentos o Vasco parecerá meio "retranqueiro", a prancheta não terá grandes novidades conceituais. Mas, em compensação, ganhamos um ouvido atento e sensível aos apelos da torcida, de alguém que conhece a temperatura do clube, que tem sensibilidade vascaína pra conduzir a nau.

O maior exemplo de que Joel não veio pra atender apelos de empresários ou dirigentes estúpidos foi a escalação dos meninos Jordi e Jhon Cley. Foi preciso mais de um ano para que, finalmente, Jordi ganhasse a posição do goleiro que mais prejudicou o clube em sua história. A falta de profissionalismo e de senso crítico da diretoria do Vasco no mau uso do jovem Diogo Silva é quase um crime. De certa forma, resolveram acobertar suas incompetências individuais lançando ao fogo um goleiro sem preparo, sem capacidade técnica e sem condições de ocupar a posição. Diogo Silva foi lançado como bode expiatório. Mais do que simplesmente atender o apelo da torcida e barra-lo, Joel tirou de cena uma vítima da covardia generalizada dos maus gestores.

E consagrou, junto à torcida, um menino que é prata da casa. Jordi saiu de campo emocionado com os afagos e gritos entusiasmados da torcida vascaína.

Foi uma boa retomada. Um Vasco com cara de Vasco, uma noite rara este ano de um São Januário festivo e feliz.

E lá está o nosso Vasco: contra todos os inimigos espúrios internos, contra todas as provocações chulas dos adversários ruins de bola e bons de apito; dos clubes sem história e sem honra desportiva.

Que a vitória de ontem nos faça acreditar que um Vasco retrô, mesmo com esse "técnico de antigamente", é capaz de atropelar tantos detratores e se fazer Gigante da Colina como sempre foi!

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03/09/2014 08h35

Bizarra Via Crucis
Hélio Ricardo Rainho

O Vasco está eliminado da Copa do Brasil. Foi um favor que nos fez. Que faria esse time desestruturado e abandonado diante de um impetuoso Cruzeiro, adversário da próxima fase, senão nos expor a nova e melancólica vergonha histórica?

Assim confirma a gestão Roberto Dinamite a sua inacreditável vocação para o vexame e o fracasso. Jogando no lixo todas as esperanças que lhe foram depositadas na intenção de substituir o mandato de um déspota, o deputado não apenas destruiu toda a história moral do clube em cinco anos, como também virou o principal cabo eleitoral do retorno do déspota. Sim, porque muitos, desesperados com o Vasco pálido e caricato que aí está, estão mesmo ansiando pelo retorno do velho presidente.

Pela soma de seus infortúnios, Dinamite tem motivos de sobra pra andar na rua com um saco na cabeça, envergonhado simplesmente de existir. Coitado...virou um anti-ídolo incomparável na história do futebol mundial. O maior pária que o desporto já viu!

O interino Jorge Luiz comandou o time de ontem dizendo que "daria sequência ao trabalho anterior". E deu mesmo! A começar pela escalação do temível goleiro Diogo Silva, uma história difícil de se sustentar. Não tem mais desculpa nem o que esconder: ninguém em sã consciência pode escalar um jogador tão insano como esse, que ontem cometeu o suicídio de defender uma bola fora da grande área. O retrato de antiprofissionalismo dessa gestão vascaína se reflete num arqueiro que sequer conhece a regra do jogo. Ontem ele não teve falhas clamorosas, mas esse ato foi o resumo de sua mediocridade e de toda a visão de futebol do Vasco. Com um meia Douglas entorpecido, um lateral Marlon arreganhando a lateral e um time inteiramente bagunçado, escalado apenas no jogo de camisas, o Vasco demonstrou desde cedo que não iria se classificar. No segundo tempo, com as expulsões, Aranda continuou a ser o destaque, Kleber seguiu jogando com voluntariedade e Maxi Rodriguez entrou para apagar qualquer dúvida de que é titular absoluto dessa equipe. Voluntaruioso, talentoso, com visão de jogo. O único jogador capaz de entender o que se quer do jogo, mesmo sem ter comando tático nenhum em campo. Porque, nesse Vasco abandonado, o jogador precisa treinar a si mesmo, se escalar e se aventurar, se quiser alguma coisa.

Quem pode aguardar uma ordem boa do auxiliar que "aprendeu"(?) o que sabe com Adilson Batista?! Ontem Jorge Luiz mostrou que não deve ir muito longe. Aliás, técnico será uma coisa difícil para a buraqueira vascaína causada pelas toupeiras que dirigem o clube. Enderson Moreira já fugiu da rebordosa. Num ato desesperado e populista, a tal diretoria tentou inventar Juninho Pernambucano como treinador. Vejam vocês a falta de preparo desse senhor Rodrigo Caetano, um diminuto fanfarrão. A mente do sujeito parece ter absorvido o comportamento demagogo do deputado presidente, tentando lançar um ídolo do clube como tapa-buraco de situação. Estão pensando que Juninho é criança ou idiota como eles todos juntos. Logo ele, Juninho, que tinha tanto medo da violência do Rio quando o Vasco estava na Segunda Divisão pela primeira vez...quem acreditaria que ele fosse topar esse desafio agora, com tanta violência moral, mental e clubística em jogo?!

Não há horizontes para esse Vasco! Estou escrevendo, hoje, a mesma coluna que escrevi há um ano atrás, quando o deputado patético inventou René Simões, Ricardo Gomes e Cristiano Koheler para comandar o futebol vascaíno. Juntos, os três patetas afundaram o clube: seis olhos juntos não conseguiram enxergar que faltava goleiro! Incrível! Saíram fora os três patetas e veio um dos sete anões para assumir os seus lugares. Pois bem: seguiu o mesmo treinador incompetente e seguiu o mesmo goleiro histriônico no staff do clube. Ninguém fez nada, a não ser um rodízio de jogadores de empresários forçando escalações no clube,. Ou alguém saberia me dizer como Jordi fica na reserva do pavoroso Diogo Silva?!

Enfim, não houve planejamento, não há nenhuma esperança. Continuo achando que, este ano, o Vasco ainda não sobe,, manchando indignamente sua história, corroborando que este presidente é a pior assolação da história do futebol vascaíno. Se subir, o Vasco tão somente o fará pela debilidade dos demais adversários da competição. E temerariamente se preparará para ser o saco de pancadas da Série A 2015...

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31/08/2014 13h24

A Elite Racista Está de Volta!
Hélio Ricardo Rainho

Indefensáveis, injustificáveis, reprováveis, dignos de mancha e vergonha! Os autores do maior vilipêndio moral da história do Gigante da Colina Vasco da Gama vão mostrando, passo a passo, sua diabólica vocação para depredar e arruinar seu patrimônio. Uma disputa estúpida entre um mandato covarde e incapaz, eivado de manobras sombrias e emburrecimento instituído, e outro passado, com a pose de uma hiena zombeteira que pouco se importa com a desgraça do clube, buscando tão somente gargalhar para sustentar seus interesses políticos.

Essa raça, minha gente, é mesmo nojenta, repugnante, repulsiva! Não tem a menor sanidade mental ou moral para sequer se candidatar a qualquer coisa desse clube. Mas lá está, com seu covil de abutres desgraçados sonhando destruir e apequenar ainda mais o Gigante.

Há anos venho batendo nessa tecla. O tipo de ataque e perseguição que segui por causa disso só me provaram que havia uma estranha e intencional "blindagem" cuja razão não era e nunca foi lutar pelo Vasco...MENTIRA: eram cabos eleitoreiros de gente politizada às avessas, "gente" infundando no bagaço político do clube as suas pretensões pessoais.

E aí está o resultado: dois anos de rebaixamento, o patrimônio do clube esculhambado, a base do clube improdutiva no âmbito geral, ausência total de ídolos no Vasco, manutenção de gente controversa/incompetente nos cargos, elencos sanguessuga sem comando, goleadas históricas para rivais de segunda divisão.

Acabaram de perder a vergonha na cara que nunca tiveram e que, hoje, injetam como droga mortal nas veias do clube.

O Vasco está às margens de uma overdose! Precisa de cuidados, de socorro urgente!

Deus, Deus, Deus! Livrai-nos dessa horda de demônios!!!

A derrota ridícula de ontem por 5x0 para o Avaí expôs todas as doenças dessa gestão incauta e nula. Decidiram, somente sob um vareio humilhante nas barbas da torcida, demitir um dos três piores treinadores da história do clube. Neste mandato-supositório do deputado insano, um técnico dessa palidez mental perpetua-se por quase um ano no comando do time que ele mesmo rebaixou!!! Os apelos da torcida, as vaias, os resultados pífios, as críticas...nada abalava a irracionalidade assumida desse presidente e desse departamento horroroso de futebol. Para provar o que NÃO É planejamento, os patéticos não-profissionais dessa gestão demitem agora o sujeito, sem nunca terem pensado em outro nome, de supetão, deixando o Vasco como um "rei pasmado e nu", sem calças no meio do deserto! Sim, a demissão urgia, esse treineiro tinha de ser varrido, claro! Mas desde dezembro do ano passado! Nunca pensaram em outro, nunca planejaram, nunca ofereceram um plano de trabalho decente para um profissional estruturar uma equipe. Agora, de supetão, vão sair na xepa do mundo atrás de algum aventureiro a assumir essa bagatela decaída que eles deixaram por herança.

Quanto custa esse diretor de futebol do Vasco?! Quem vai cobrar dele tudo isso?! Diretor de futebol é líder sindical, pra se manter no clube só porque "briga por salário de atleta"?! Cadê a responsabilidade desse sujeito, que saiu do Fluminense o deixando rebaixado, veio pro Vasco rebaixá-lo de novo, só enfia goela abaixo jogador de seu círculo de amizades, não apresenta nenhum plano diretivo padrão clube?! Cadê o Ricardo Gomes?! Tá no clube encostado?! Ganha salário?! Trabalha?!

Aquilo ali é um cercadinho de padrinhos&apadrinhados! O novo contrato de material esportivo do Vasco é outra vergonha...estamos abaixo de tudo o que sempre fomos. E esses cadáveres todos sorriem com seus dentes podres e amarelos, com vermes nojentos saindo pela boca, como se fossem imponentes ou respeitosos.

Não é praga: é lei de ação e reação. Física pura, newtoniana. Levarão, para o resto de suas vidas, a VERGONHA homérica de serem autores das piores páginas da história do clube. Pronto: do fosso podre da história não sairão nunca mais! O Vasco se erguerá; o Almirante Glorioso e Gigante da Colina vencerá tudo isso e todos eles! Passará esta geração, e a torcida, que hoje conhece bem a fuça de cada um deles, poderá até esquecer quem são (até porque o destino de todos eles será mesmo o ostracismo, a morte moral e social). Mas os vampiros TODOS carregarão, nos piores lugares do mundo, essa mancha: em seus lares, seus familiares, filhos&filhas, rodas de amigos, serão vistos e lembrados sob o eterno estigma de terem saqueado, pilhado, dizimado, escorraçado o clube de vulto histórico mais relevante da história mundial!

Lamentavelmente este senhor deputado presidente suicida com as próprias mãos a imagem de maior ídolo do clube: como quem hostiliza duplamente a bandeira que o consagrou, destitui-se da figura gloriosa que foi, vestido nos andrajos de seus atos espúrios, e lesa o clube na gestão e na perda de sua figura de ídolo mais simbólico! Entendeu isso, senhor mandatário?!?! Aprenda a ler: hoje não temos mais clube nem maior ídolo do clube! O primeiro certamente retornará. O segundo - você! - ACABOU, desapareceu, virou anátema, pária de nossa história. Os gols foram anulados, as conquistas e alegrias ficaram esquecidas: um estranho morto cavou e lacrou a sua própria cova!

A elite racista está de volta! Ela nunca quis ver um Vasco gigante! Tentou, no passado, de tudo para impedir que o Gigante se afirmasse. Derrotada, envergonhada, resolveu infiltrar-se e corroer por dentro seu inimigo mortal.

A elite racista odeia o Vasco! Ela quer tirar do povo aquilo que é do povo...destruir seu amor, sua alegria, sua memória! Ela está aí, travestida de Vasco, dentro do Vasco, dizendo ser Vasco, corroendo internamente o clube em favor de sua vaidade de Rainha bêbada de uma encruzilhada qualquer...

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20/08/2014 09h47

Diogo Silva: cada vez pior!
Hélio Ricardo Rainho

...então o Vasco entra em campo contra o lanterna da segunda divisão, prestes a assumir a liderança...e o que acontece???

Houvesse um mínimo de decência, lisura ou vergonha na cara dessa diretoria patética do Vasco e esse goleiro Diogo Silva jamais poderia vestir a camisa do clube. Recapitulando: ano passado, mesmo tendo um time à imagem e semelhança da pequenez mental do deputado que preside o clube, o elenco do Vasco conseguiria sobreviver à catástrofe de um segundo rebaixamento. A desgraça só não foi evitada porque o presidente frouxo, o ídolo irresponsável Carlos Germano, o diretor de futebol nanico gaúcho e esse treineiro peladeiro insistiram veementemente na escalação de Diogo Silva como titular. A estupidez, a teimosia e a ingerência desses quatro sujeitos armou a cama direitinho para o segundo rebaixamento do Vasco. Curiosamente, assim que caiu, o presidente apressou-se em contratar um novo goleiro...

Alguém tem dúvida de que essa gente está tirando com a cara do torcedor vascaíno? Quiseram, sim, humilhar o torcedor apaixonado, depreciar a grandeza do clube às custas de suas vaidades e teimosias! Para eles, ser rebaixado é apenas contingência! Nenhum deles tem vínculo afetivo com o clube! Nos deixaram á revelia de nossos adversários, sob chacota eterna...e insistem em prestigiar os autores desse naufrágio monumental! Se isto fosse um estádio, a coluna os trataria como as torcidas tratam as mães dos juízes nos jogos acirrados...é o que eles todos merecem!!!

Ano passado, o Vasco sucumbiu sob a deficiência e a mediocridade desse péssimo goleiro chamado Diogo Silva. Ontem, podendo assumir a liderança, perdeu em falhas bisonhas desse sujeito novamente (claro, com algum apoio dos colegas de defesa, como Luan e Carlos César também). Então, como se vê, um pouquinho da história desse goleiro já seria suficiente para descredenciá-lo a sequer vestir a camisa do Vasco na temporada da ressurreição! Como disse um torcedor ontem, no Twitter, dá pra se imaginar o quão odiado esse sujeito é (ou deveria ser) por seus colegas de trabalho; imagina...há um ano esse goleiro não faz outra coisa, senão falhar e comprometer os resultados do Vasco. Ainda assim, segue como opção. E o treinador, que parece cego por conveniência, o escala convicto!

Sugere a todos nós, há muito desconfiados dessa cambada, que mais um complô de empresários deve estar em ação no Vasco. Por que o jovem goleiro Jordi nunca joga? Que artimanha macabra esses mequetrefes estariam arrumando para sucatear o bom goleiro feito na casa, preferindo prestigiar esse detrator de resultados chamado Diogo Silva?

Muitos dirão que é perseguição. De fato, eu também acho. Perseguição DELE; idéia fixa de falhar e prejudicar o Vasco! Sob os olhares covardes e paralíticos do presidente falido, do diretor de futebol "lenda urbana de competência" e do treinador de goleiros, que certamente ganha alguma caixinha de bombons pra forçar uma competência que só existe na cabeça deles ou nas fábulas de Esopo!

O Vasco entrou em campo ontem contra o lanterna do campeonato! O LANTERNA! Precisava ganhar o jogo pra assumir a liderança e definitivamente colocar-se em seu lugar de grandeza no meio dos adversários da série B.

Mas "grandeza" e "devido lugar" são valores longínquos para essas mentes vampiras, emburrecidas e asquerosas que pensam o Vasco hoje!

Leia isto, senhor deputado presidente do Vasco: seus atos espúrios, sua mesquinhez e sua "veia de político" encarregaram-se de VARRER seu nome da galeria de heróis do clube! Vai sair pelas portas dos fundos, sem direito a caminho de volta, defenestrado pelos torcedores que souberam aplaudir sua história pregressa, mas saberão exonerar sua má presença como o PIOR PRESIDENTE que esse glorioso clube já teve! É revolta - revolta mesmo! - que move e inspira o texto destas linhas, independente de o Vasco estar no G4 e até bem posicionado. Visto que só estamos reagindo porque o Vasco tem GRANDEZA, sendo GIGANTE pela própria natureza! Porque, se fosse depender de consciência, atitudes morais ou competência de sua presidência, diretoria e desse treinador improvisado e "prestigiado" por rebaixar o Gigante, estaríamos lá no Z4 amargando a ruína da burrice de todos os déspotas juntos!

Vêm aí as eleições do clube, e essa prorrogação de mandato não evitará que esses nomes imundos sejam lavados com cloro e germicida, enfim banidos da história do clube, com essa podridão de gente que nos apequena arremessada ao relento... ao limbo dos infelizes que ousaram apequenar o Gigante!

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08/08/2014 09h11

Vasco: eleição adiada e Brant como esperança futura
Hélio Ricardo Rainho

Pois é. Dia de eleição e não teve eleição. E não teve eleição porque, mais uma vez, políticos de carteirinha roubaram a cena. Uma tônica no Vasco dos últimos anos, e também o reflexo da decadência e do vilipêndio moral do clube. Dois dos candidatos ao pleito fizeram uma compra de votos para assegurarem seus eleitorados, com aquela cara deslavada e já conhecida do eleitor brasileiro. Em todos os lugares a imundície se repete. Parece que, no Brasil, ser político significa ser podre. Por dentro e por fora. Fruta bichada, fedorenta, repugnante. Como é que pode...

Curioso é que os candidatos que agem assim sequer são impugnados. Sim, porque adiar eleição é o de menos. Se ficou comprovado que o quadro de sócios do clube foi alterado, que havia até 40 pessoas dadas como residentes de um mesmo endereço, por que não se torna inelegíveis e passíveis de indiciamento por corrupção esses senhores? Não vale citar seus nomes, é desnecessário manchar a coluna, e todo mundo já sabe quem são.

- 'Golpe', diz candidato sobre adiamento das eleições do Vasco

Torcida do Vasco. Foto: Reprodução de Internet

O que o atual mandatário está fazendo, ao apoiar o pedido de suspensão das eleições, também não significa idoneidade nem senso de justiça, não. Quem o conhece sabe que ele, tanto quanto os demais, enlameou-se na mesma obstrução moral que os demais concorrentes envolvidos no escândalo. Foi o pior presidente da história do clube e também a maior decepção. De ídolo, virou anátema. De esperança, virou sepulcro. Vimos nele o reverso daquilo que sua história no clube havia consagrado: covardia, inoperância, lentidão, conchavo, desrespeito. Restou-lhe agora, como quem se sente prejudicado e como quem precisa aproveitar alguma oportunidade que seja para reconstruir sua imagem, apoderar-se da fraude dos concorrentes para posar de bom menino, coisa que o modelo depreciativo de sua gestão comprova que ele não é. Sua carreira política acabou - no clube e na vida pública. Está sepultado para qualquer eleitorado.

O estado das coisas, no Vasco, é sofrível. O time está pela segunda vez na segunda divisão e continua sendo rodeado por abutres oportunistas e escusos, apoiados por uma cambada que rosna e fuça nos bastidores de São Januário. Como gosta de aparecer essa gente mesquinha!

Começo a perceber claramente que o candidato Júlio Brant é tudo o que não temos no meio dos políticos viciados, dos fedelhos arrogantes e dos abutres velhos que rondam São Januário. Tem experiência corporativa em grandes empresas, é jovem mas não é um deslumbrado bobalhão como muitos que rodeiam o Vasco hoje. Ninguém mais acredita em messias nessa história toda, mas Brant aparece como uma referência mínima daquilo em que o Vasco deveria apostar para modificar o modelo decaído e alimentador de usurpadores em que hoje se encontra.

Não o conheço pessoalmente, não sigo a indicação de ninguém para fazer isso. Mas começo a penar que, para novembro, haverá tempo suficiente para esse rapaz demonstrar seu valor, consolidar sua proposta e derrubar esse staff maldito de aves de rapina das quais nenhum de nós, vascaínos, deveria sequer ter que ouvir falar outra vez na vida!

Aguardemos as eleições. Porque, até agora, prevalecem a vergonha e a bagunça em São Januário.

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29/07/2014 08h54

O problema é o treinador!
Hélio Ricardo Rainho

O recesso da Copa do Mundo deve ter dado um bom exemplo para os clubes do futebol brasileiro. Após o vexame da seleção nacional, expondo descaradamente o vácuo em que se encontram nossos treinadores (ou pelo menos o modo de pensar a tática no país), muita coisa precisa ser revista. Se antes havia dúvidas, o fracasso da seleção propôs as mais variadas formas de discussão e resenhas sobre o assunto.

Fato curioso. O problema aí já estava, perambulando maquiado como se não existisse. Fez-nos o favor a Alemanha de projetar em praça pública a radiografia de nosso equívoco. Resta-nos saber o que será feito a partir do triste diagnóstico.

E é exatamente nos clubes que o problema se espelha. Em particular, falemos do Vasco. Fervilha a tribuna política do clube, que ainda parece muito dependente de caciques velhos para reformular a taba. Começam a surgir novos nomes, o que é um alento, visto que o Vasco precisa se modernizar com gente que entenda de gestão, não de "indigestão", como ocorreu com as duas diretorias mais recentes.

O reflexo está dentro de campo. Sem um planejamento decente, com um treinador que limita exageradamente a modéstia do elenco montado, o Vasco continua discreto e longe de sua imponência neste campeonato de Série B que disputa. No país onde técnico nunca é prestigiado nem tem tempo para efetuar um trabalho de médio prazo, justamente um que não dá resultado e que é visivelmente fraco para o ofício segue mantido em seu cargo. Se não temos o elenco das estrelas, poderíamos ao menos ter um técnico que soubesse escalar e usar com inteligência o material de que dispõe. Mas Adílson Batista parece ter mais limitações do que todo o elenco que temos.

Não tenho dúvidas de que um treinador mais qualificado faria melhor com o material humano do Vasco. Se observarmos, não temos muita qualidade individual, mas o elenco oferece algumas possibilidades de variação tática que o treinador jamais utiliza. Fica ali na boçalidade de sempre, sem proporcionar reação dentro do campeonato.

É boba a pergunta: "Mas quem seria o treinador ideal?", como se estivéssemos à caça de um messias prometido. Descobrir o ideal seria tarefa de quem está lá dentro ganhando muito dinheiro para fazer isso, não do colunista ou do torcedor. Supomos que um profissional de futebol contratado para tal função saiba fazê-lo. Ou será que não? Qual é a profissão em que o sujeito só faz alguma coisa quando outro - que não ele mesmo - toma decisões e resolve problemas? Podemos ter opiniões e preferências, mas é o diretor de futebol do clube que precisa constatar (como todos constatamos) a debilidade de Adílson Batista (que rebaixou o time e não consegue melhorá-lo no patamar inferior) e providenciar seu substituto.

A estas alturas, o Vasco caminha mal, está mal na tabela. Pior que isso: não aproveitou a chegada do "Gladiador" para impor aos adversários o respeito que um Gigante deveria ter dentro de um campeonato de adversários menores. Retornou com boa vitória do período de férias, mas teve dois empates e caiu no marasmo novamente. Parece melhor na Copa do Brasil, mas é da Série B que precisa sair.

Uma característica dessa gestão burra do clube é a morosidade. Não vão fazer nada enquanto não estiverem à beira do precipício. Sempre foi assim. São incapazes de enxergar as coisas e arrogantes para ouvirem os avisos de perigo. Espera-se, sinceramente, que alguma coisa modifique esse panorama.

Não será, mais uma vez, por falta de aviso. A continuar do jeito que está, torna-se perigosa a marcha vascaína nessa segunda divisão de campeonato brasileiro.

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15/07/2014 14h26

Papa Essa, Brasil!!!
Hélio Ricardo Rainho

O futebol brasileiro segue juntando os caquinhos de sua vergonha histórica. A goleada em casa, a mancha definitiva na história de suas estatísticas. O pior: a perda total de rumo e a incerteza sobre seu futuro.

Anos atrás, ainda como colunista do Supervasco, publiquei uma sinistra profecia de que, caso fossemos eliminados de uma Copa do Mundo em casa e tivéssemos uma Argentina campeã no Maracanã, talvez pudéssemos repensar tudo - desde o nosso sentido de ser "brasileiro" (que a ditadura e a mídia poderosa, juntinhas, consolidaram basicamente como "vestir a camisa da seleção) até a moralidade de nosso futebol. A mídia e a sociedade brasileiras estavam absolvendo os piores exemplos de caráter e conduta (tipo Adriano e Ronaldo "Fenômeno") em prol do "futebol de resultados". O goleiro Bruno foi a pista de que nosso futebol estava formando monstros às ocultas, e não ressocializava mais nada nem ninguém. Não era uma "exceção", como muitos disseram: era apenas o ápice de um problema mais comum do que se queria admitir.

A tal "profecia tinha duas faces cruéis: a eliminação e o triunfo do maior adversário. Escaparam os brasileiros da tortura de verem sua maior rival no futebol ser campeã aqui dentro. Por pouco. Mas, em compensação, a eliminação com duas derrotas por goleada e com os adversários nitidamente nos poupando de um massacre ainda maior, colocou o difamado "Brasil ascendente do BRICS" em sua real condição: precário, rebaixado, humilhado...e digno de pena! Em nível internacional, pro mundo todo ver a cor da cueca arriada e a bunda com a marca do chute!

Sim. Ou alguém aí vai negar diante do espelho que Alemanha e Holanda, nobres seleções européias, demonstraram flagrante pena da miséria brasileira exposta ao mundo, em pleno território nacional???

Do outro lado, Felipão e Parreira. Símbolos da decadência moralista e subdesenvolvida do pobre metido a rico, do vaidoso arrogante, dos matemáticos da mentira, dos generais da ditadura que matam o povo mas cantam o hino nacional aos gritos, como se isso fosse sentimento patriótico. O "escrete de 70" foi montado por João Saldanha, que negou-se a atender as ordens da ditadura e largou a seleção pronta na mão de Zagallo; este deitou na fama do primeiro e fez sua cama. A frase "vão ter que me engolir" é um bardo hitleriano ou mussolínico que ainda se pode ouvir de um Felipão que manda antagonistas e críticos pro inferno em coletiva de imprensa ou de um Parreira manipulador que lê cartinha de dona de casa reiterando que eles continuam heróis sete gols depois da maior vergonha de nosso futebol. Ninguém sabe se essa dona de casa sequer existe, mas eu queria ver os dois fakes de treinador lendo as de muitos outros com opiniões desiguais. Assim como a nossa mídia, escolheram um fato, uma notícia, um ângulo... e imputaram como "verdade das verdades". São manipuladores por essência, sem vergonha nem constrangimento!

É isto: perdemos o jogo, a estatística, a dignidade...e a vergonha na cara!

Que diferença dessa gente para os políticos do Brasil?!

O chefe inglês da FIFA está preso em Bangu como criminoso, desmascarado e detido pela polícia carioca, tão difamada e criticada. Pois é. Rodou o mundo e quatro copas fazendo roubalheiras com uma quadrilha internacional e justamente aqui, onde dizem haver a "policia mais corrupta do mundo", se lascaram e estão todos encarcerados. O senhor Blatter nega-se a responder na coletiva sobre tais acusações. "Não sei de nada" - declarou, em tom petista. Provavelmente tirou 0,75 pontos da nota que nos atribuiu por causa da "falta de fair play" da nossa polícia, que tirou o brilhareco de sua instituição política. Sim, política: a FIFA não é esportiva nem cultural, é poder paralelo!

E os brasileiros começam a acreditar que a saída é "um técnico estrangeiro". A imprensa burra, a mesma que elogiava a seleção pra vender audiência, agora finge que tinha previsto tudo isso e atesta: "Precisamos de treinador de fora!"...

Não é disso que precisamos! Eles não,podem ou não querem falar a verdade! Se calam ou foram calados por alguém para dizer o que precisa dito! Precisamos mesmo é extinguir essa maldita Lei Pelé que bagaceou os clubes brasileiros, faliu os que ainda estão de pé, sucateou nossos jogadores, rebaixou os grandes, deu dinheiro para os pacotes de TV negociarem suas vendas de série B, exterminou a possibilidade de investimento nas divisões de base, abriu a porteira dos empresários vampiros para sugarem sangue e dinheiro de nossos clubes! Exterminar de nossa frente essa lei diabólica é a primeira coisa que deve ser feita se quiserem ter de volta um futebol que forme, que eduque, que sociabilize, que invista, que privilegie o talento, que fortaleça os clubes!

A partir disso, e somente com isso, precisamos escolher um técnico BRASILEIRO para SER FORMADO, não um desses medalhões que já chegam cheios de jogador de empresário pendurados nas mangas...precisamos mandar esse treinador modelado e sem vícios PRA EUROPA, para ESTUDAR LÁ e TREINAR LÁ a seleção que não tem mais jogadores aqui! Dedicado só a isso, trabalhando lá na Europa, estudando lá, trazendo a seleção DE LÁ.

Mas, ao que parece, os brasileiros e a mídia estão inebriados com o "fascínio brasileiro" causado nos estrangeiros. Nunca fomos tão diplomáticos...claro: um anfitrião que deixa o visitante fazer sete gols no meio de sua sala deve parecer, sem dúvida, um caso de diplomacia esdrúxula a ser estudado pelos bambas do Itamaraty. E, tão maravilhados pelo estangeiro, queremos tudo importado: até treinador de futebol! Haja babaquice e ressentimento! Acabou a paixão ufana?! Onde enfiaram a última bandeira verde-amarela com rabisco da Nike que ganharam de presente pra promover a falsa seleção?! Só falta indicarem o Blatter para as eleições presidenciais deste ano...

Se teve um jogador indo embora com camisa de clube brasileiro, tem também vídeo de jogador rejeitando camisa de clube brasileiro no estádio. É bom que se saiba que todo discurso alienante e ilusório acabará, e já acabou: cada um está entregue à sua dura realidade de dirigentes espúrios, relações escusas, clubes sem estádios, sem jogadores, sem estrutura, sem dinheiro e cheios de gente suja e hipócrita fazendo politiquinha pra saciar o ego doente!

Acho, sinceramente, que o pior está por vir nas eliminatórias. Principalmente porque estão todos perdidos, ninguém sabe o que vai fazer nem como fazer, e vão demorar muito pra resolver tudo isso...sabem por quê?

Porque, no jogo do "quem ganha mais", primeiro vão ter que calcular quantas regalias vão perder a partir de cada ato de reformulação. Sem calcularem seus interesses próprios, não vão mexer em nada. E qualquer uma dessas mexidas lógicas que todos estamos sugerindo acabariam com mazelas e privilégios conquistados há anos!

Brasileiros e brasileiras...xeque-mate! A Copa começou com gol contra e terminou com duas goleadas! Isto é seleção brasileira, agora!

Papa essa, Brasil!!!

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09/07/2014 09h35

Vaza, Brasil!
Hélio Ricardo Rainho

A Copa do Mundo é uma efeméride do futebol. Em seu rápido curso de ocorrência, todos - até mesmo os opositores do futebol - unem-se em torno da televisão para comentar, participar, torcer. O ranço de nacionalismo que envolve a Copa do Mundo é tão forte que, motivados pela execução do hino e pela bandeira do país, quase todos se acham na "obrigação" de torcer, de se emocionar, de se envolver. Ao contrário de nós, torcedores de futebol o ano inteiro, há uma predisposição fanática a não enxergar defeitos, a encobrir debilidades. Tudo em nome da festa. A mídia, a que mais fatura, é a que mais promove a mentira e o engano, dos quais é mestra. Mais ainda quando a festa ocorre na própria casa.

- Blog do Sidney Rezende: 'Perdemos. E agora?'

Assim aconteceu com a Copa do Mundo 2014 de futebol no Brasil. "Sua Majestade", a FIFA, chegou aqui em nosso país imbuída de seus estranhos poderes, sua autoridade escusa e exagerada. Enfrentou um corpo agressivo de manifestantes, um pesado slogan "Não Vai Ter Copa!" nas campanhas incisivas do povão irritado com o desgoverno e o caos urbano de um país que, para sediar a Copa, prometia organizar-se em todos os seus setores.

O Brasil precisou mudar. As autoridades precisaram encarar a fúria do francês da FIFA, Sr. Jerome Valcke, acusando-nos de tudo aquilo que sabemos que somos: lerdos, burocráticos, enroladores, incompetentes etc. E, para responder à altura, tudo acabou dando certo. Prepararam a estrutura, os meios de transporte, os sistemas de segurança, os serviços públicos e privados, o trânsito.

Esqueceram o futebol.

Aí apanhamos feio. Mais feio do que nunca. Mais uma vez o Brasil, em casa, faz história às avessas. Tomou uma surra histórica, melancólica, deprimente, humilhante, arrasadora, de 7x1 dentro de sua própria casa. Impávida plateia testemunhando a desgraça. Grande favorita, a Alemanha deu quase o dobro da coça que havia dado em Portugal em seu primeiro jogo.

O Brasil do Felipão era, se muito, um time, não era uma seleção. O conjunto era débil, o plano tático era esquálido e a motivação era apenas a presunção de jovens milionários numa excursãozinha de volta à sua terra hostil para tocarem pagode e funk e posarem de popstars. Muitos encheram em demasia a bola da maioria dos jogadores, mas quem, além de Neymar, seria, naquele time, capaz de desequilibrar uma partida? Pois quis o destino materializar-se num joelho colombiano de jogador perna de pau e, num lance de casual providência, impedir nosso único craque de passar em campo a vergonha que seus coadjuvantes passaram. Porque, com ele ou sem ele, teríamos tomado a mesma coça. Neymar não poderia reverter o quadro de uma seleção sem laterais, sem meias armadores, com atacantes improdutivos e um capitão chorão e medroso a exercer liderança zero nos gramados. Por detrás deles, um comandante ultrapassado, teimoso, perdido num time sem nenhum padrão tático, mal convocado, mal escalado, mal mexido...mal de tudo!

E por que nosso futebol retrocede tanto? Por que, nos últimos 10 anos, todos os clubes grandes que jamais foram rebaixados começaram a cair, começamos todos a perder jogadores das divisões de base muito cedo, começamos a sucatear nossos craques? Por que a CBF está cada vez mais milionária e os nossos clubes estão falidos, miseráveis, entrando em campo para morrerem?

Fred, Marcelo, Júlio e Felipão. Fotos: Reprodução de Internet

Devo concordar com o amigo e Dr. Jorge Veríssimo, conselheiro do Vasco da Gama e colunista de futebol (http://jolucave.wordpress.com/). A raiz dessa desgraça toda está na maldita Lei Pelé. Herança nefasta de um cara badalado como "Rei do Futebol" que, no entanto, mandou a maior bola fora no futebol brasileiro, outorgando ao empresariado o poder reinante sobre os passes, sobre os jogadores, falindo clubes, tornando o jogador de base um investimento sem retorno para quem o pariu. Hoje, a dura realidade dessa falsa carta de alforria para os atletas é que os clubes têm medo de investir na base, gastar dinheiro com jogadores bem formados, porque sabem que cedo eles sairão do clube e pouco lhes darão em troca. Por outro lado, dirigentes macabros fazem pactos satânicos com empresários lavadores de dinheiro desde cedo, quando começam as carreiras dos meninos, e todos eles se acham livres, mas se tornam escravos ou mercadorias nas mãos dessa gente.

Eis a "crônica de uma morte anunciada"! Acharam que a falência, a decadência e o rebaixamento dos clubes tão somente alimentaria a audiência da televisão na venda de pacotes dos campeonatos, levando torcidas gigantescas para torneios pouco vistos, e que isso não lesaria alguns clubes protegidos nem a boa imagem do nosso futebol nacional. "Azar da desgraça de alguns" - pensavam, achando-se imunes. Entorpecidos pela vaidade e pala jactância, tropeçaram na própria burrice, e mutilaram seus próprios recursos. A "grande seleção brasileira" não passou de uma Argélia (do craque Slimani) ou de uma Colômbia (do craque James Rodriguez): tínhamos um só jogador de desequilíbrio em campo!

Estamos pobres de talento no nosso futebol. Perdidos de nossos bons jogadores, sem treinadores com capacidade e empenho tático. Achamo-nos o "país do futebol", mas há anos a roda de treinadores do futebol brasileiro é a mesma; uma dança de cadeiras descaradamente política, não técnica. Jamais fizemos intercâmbio com grupos de fora, estudos com treinadores de outros pontos do mundo: nossos "professores" emburreceram e se acham "os tais". Malandros, mal preparados, muitos de nossos jogadores querem jogar como peladeiros, porque nunca estudaram nem se submeteram à inteligência tática. Faliu a bola do Brasil. Murchou. 7x1 em casa foi o "sapeca-iaiá" alemão para desmascarar a firula!

Enquanto isso, a imprensa segue procurando santos...ou demônios. Heróis ou vilões. Tem que admitir que foi vergonhoso o desfecho. Estava se autopromovendo estupidamente, colaborando com seus pares para propagar uma suposta "melhor copa de todos os tempos" antes da Copa acabar. E agora? Continuarão achando que uma Copa onde o dono da casa foi eliminado com uma surra de 7x1 é a "melhor de todos os tempos"? Como farão para retirar o que já disseram?

Estamos num xeque-mate. Estreamos na Copa com um gol contra e saímos dela com a pior goleada de nossa história. Esperamos 64 anos para uma revanche em casa e veio uma catástrofe: a derrota foi a pior da história, infinitamente mais vergonhosa e humilhante que o vice-campeonato de 50. Troquem as piadas do Brasil vice em 50: nada pode ser pior do que o Brasil do gol contra de Marcelo, do choro covarde do capitão Thiago Santos implorando para não bater pênalti (Bellini não viveu pra ver isso!), dos falsos atacantes-que-não-atacam Hulk&Fred e do goleiro Julio César como o mais varado de nossa história (falhou em várias defesas nesse jogo).

Nesta Copa a CBF pagou o preço de uma lei que, lá atrás, banditizou a relação dos clubes com os jogadores, criou a força dos atravessadores travestidos de empresários, quebrou muitos clubes...e o feitiço virou contra o feiticeiro.

Rei Pelé e seu compadre Zico, que muito difundiram essa lei, aparecerão na televisão dizendo que "no tempo deles era diferente", que tiveram mais orgulho que os atuais para vestirem a amarelinha. Mas nós sabemos que a lei tosca que ambos ajudaram a criar foi e está sendo o câncer dos clubes, do futebol brasileiro e, por fim, da seleção mais frouxa e incompetente que nos fez passar essa vergonha dentro de sua própria casa.

Vaza, Brasil!

Que sorte tiveram os que não foram convocados...


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02/07/2014 09h32

É Preciso Ficar de Olho!
Hélio Ricardo Rainho

Os Meninos da Colina começam a ganhar notoriedade. O lateral Andrey e os meias Alan e Evander, titulares da equipe juvenil, foram convocados para a Seleção Brasileira sub-17. O time mirim do Vasco venceu a série Prata (abaixo do título principal do campeonato, que é a Série Ouro) do torneio Ibercup Costa del Sol, na Espanha. A tradição do Vasco sempre foi essa, de revelar e promover gerações de futebol dentro do próprio clube.

No Vasco, acompanhar o andamento e o destino dos meninos é uma real necessidade. Diz-se isso porque, como temos visto, o clube perdeu completamente o ímpeto de revelar grandes jogadores para o time titular nesta gestão do deputado. Nomes expressivos, em tantos anos, somente Alex Teixeira e Phelipe Coutinho. Que foram imediatamente vendidos e sequer tiveram tempo de oferecer mais ao clube. Temos agora, no time titular, Thalles e Luan como principais destaques, com Jhon Cley correndo por fora. O grande craque em potencial, Marlone, foi vendido antes que pudesse também se firmar.

Difícil se imaginar uma ascensão do clube sem um trabalho que conjugue a pujança de um jogador forte, arrastando a pegada do time, e um bom trabalho de base revelando valores. O Vasco que se diz "pobre e em dificuldade" investiu pesado nos últimos anos em comissões técnicas caras e improdutivas. O que fizeram com Ricardo Gomes? O que ele faz no clube? Seus diretores bem pagos reclamam de falta de dinheiro para contratações, e a área de marketing ainda não alavancou o plano de sócios nem a venda de camisas de um ídolo para mudar o quadro atual. Espera-se que o Gladiador possa ser o ponta-de-lança não só do ataque, mas também da imagem institucional e comercial do clube.

Num clube, porém, que chora migalhas de pão dormido, é fundamental que essa diretoria chorona pare de se lamentar e comece a trabalhar um bom uso da fornalha da Colina com craques de potencial futuro, visando a uma identidade dos times futuros, como o Vasco sempre fez: bons jogadores, atletas com vínculo afetivo e raiz em São Januário.

Ao que nos parece - e isto ficou muito claro nos últimos anos - a balaiada de jogadores de empresários fez mais sucesso no clube e literalmente dinamitou a fé e a esperança dos jovens valores da casa, que viam-se desprestigiados e desmotivados a baterem sua bola redonda, porque sabiam que jamais seriam titulares diante dos "paus-mandados" enfiados goela abaixo na equipe titular.

Enquanto o Vasco for dirigido como se fosse uma assembleia de deputados, com inúmeros conluios políticos afetando o bom senso e a transparência, será difícil reverter esse quadro.

É importante, pra quem vota, observar minimamente o que prometem os candidatos em relação a essa gestão das categorias de base e seu devido aproveitamento no planejamento estratégico do clube. O horizonte não é bom. É preciso ficar de olho!

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18/06/2014 10h40

Gladiador no Vasco!
Hélio Ricardo Rainho

Na calada da noite, durante essa fase de ausência dos clubes em virtude da Copa do Mundo, o Vasco foi lá no sul e conseguiu, a meu ver, dois feitos relevantes.

O primeiro: livrou-se de Felipe "Bostas", uma estranha pedra de tropeço do time nesses anos, jogador de nível mediano para baixo que, curiosamente, teve costas quentes com todos os treinadores vascaínos. Sugeria ter um empresário forte. Agora foi pros Pampas!

O segundo - que, ademais, nos interessa - foi a contratação de Kléber, o "Gladiador".

Foto: DivulgaçãoAtacante, goleador, impulsivo, polêmico. Enfim, um jogador de personalidade. A rigor, o que nos faltava. Coisa que esse elenco inteiro não tem, de jeito nenhum. Conforme havia pontuado em minha última coluna, o clube precisava com urgência de um ídolo. Kleber tem a envergadura para isso e, a julgar pela imagem divulgada antes do atleta chegar e vestir a camisa do clube numa coletiva, pretende-se trabalhar uma imagem de marketing do clube a partir da chegada do jogador.

Difícil é supor que haja vida inteligente (e bem intencionada) nessa gestão do clube para aproveitar devidamente a chegada do jogador e alavancar tudo - vendas de camisas, incremento do programa de torcedores etc. Essa diretoria do Vasco vem evidenciando sua estultice aguda para ações estratégicas inteligentes. O modelo de gestão do clube é de velhos senhores feudais - empresários de açougue, padaria, sacaria e mercado. Só antiquados, misturados a principiantes vaidosos e improdutivos, que vivem de bazófia. Desde a saída de Marcos Blanco, que já atuava no marketing de mãos atadas pela idiotice reinante, o marketing parou. Vejamos como se sairá agora, com o apelo de Kleber. Se é que vai tentar algo além da imagem de divulgação com escudo e espada do gladiador em versão cruzmaltina.

Dentro das quatro linhas, Kléber é um jogador ofensivo, goleador, centroavante de ofício, com bom toque de bola e dado a voltar um pouco para buscar o jogo, quando não lhe chega. Tem boa movimentação e, de cara, impõe-se com autoridade em campo. O que pode ser importante para uma necessária virada desse Vasco apático e sonolento de moscas mortas em campo, já que a tabela denuncia uma letargia e um conformismo com o mundo dos rebaixados.

Mundo que, aliás, é a cara do deputado presidente e de seu comboio de acéfalos instalados!

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08/06/2014 12h25

O Vasco caído e a perda da referência
Hélio Ricardo Rainho

O Vasco que entra em campo é um amealhado de mortos-vivos, um "walking dead group" que ousa vestir as cores e a cruz de malta daquele que, outrora Gigante, hoje apenas apresenta-se como mediano, medíocre, raquítico diante de seus parcos adversários de Série B.

Já começo minha análise lembrando que o mesmo presidente passou por uma Série B em 2009 sob as alegações de ter "herdado" uma "maldição" e, ainda assim, no mesmo mandato, conseguiu retornar ao abismo anterior. A maldição agora é dele, autoral, assinada. E sabemos que ele tornou-se anti-ídolo e maldito mesmo; decaído e assumidamente incapaz. Esse é um ponto que ninguém questiona: a incompetência e a frouxidão do atual mandatário do Vasco. Como gestor, ele é pior ainda que seu antecessor. Juntos, são a ruína.

E onde estaria, a princípio, o erro fundamental de estratégia dessa campanha pífia do Vasco na Série B 2014? E onde estaria a diferença deste Vasco 2014 para, pelo menos, aquele de 2009 que conseguiu escapar do buraco em que caiu?

A diferença estava na referência. O Vasco pensava em ter um ídolo. Investiu primeiro em Léo Lima, que acabou não correspondendo, e então apostou suas fichas na ideia de contratar uma figura forte, consagrada, com muitos títulos na bagagem, que tivesse envergadura para impor respeito aos adversários de Série B. O líder puxa tudo: o time, a torcida, a publicidade, o faturamento.

Convidou Juninho. E todo mundo deve se lembrar que ele recusou, dizendo que o Rio de Janeiro era "muito violento" para seus filhos. Depois que o Vasco subiu, provavelmente alguém disse pro Juninho que o Rio virou a Suíça...e só aí ele voltou! Respeito quem veja de forma diferente, mas, pra mim, ali e no "migué" de tirar o pezinho fora no rebaixamento do ano passado, Juninho perdeu a coroa de rei. Mais um ídolo decaído no meu panteão!
Mas, voltando ao buraco da Série B 2009 o mesmo presidente e o mesmo diretor de futebol vindo da churrascada tiveram um foco: fortalecer a imagem de um ídolo, não apenas como estratégia de marketing para venda de produtos, mas também para se impor como líder e fazer prevalecer a moral do Vasco dentro de campo. Tenho por certo que essa ideia era de alguém que não está mais no clube, porque deu certo e não foi repetida para 2014. Veio do Marketing, talvez.

Louco ou não, foi Carlos Alberto que, topou o desafio que nem Juninho foi "reizinho" suficiente pra aceitar! CA19 encarou a missão do seu jeito: com desvarios, extravagâncias, mas com alguma seriedade e competência técnica capazes de alavancar o retorno do Gigante. Ele era a referência, mesclada a talentos da base como Phelippe Coutinho e Alex Teixeira.

Carlos Alberto. Foto: Reprodução

Pois bem, veio a queda para 2014 e o que fizeram o deputado e o churrasqueiro juntos? Primeiro mantiveram no elenco os dois principais responsáveis pelo tombo: um treinador até então encostado e "saco de entulho" pra qualquer clube e o pior goleiro da historia do Vasco. De quebra, o churrasqueirinho dos pampas chegou com seu velho discurso de "pé no chão" e "contenção de despesas" (quanto será que ele ganha?!?!), contratando meia dúzia de gatos mortos que, juntos, não jogam nem representam nada, e equivaleriam a um salário se um jogador de verdade para ser ídolo.

Admitamos: Pedro Ken não vai jogar mais do que isso aí que vem jogando nunca! Douglas, que também tem boa técnica, não serviu pros gambás, então não é jogador pro Vasco! São lentos, desinteressados, apáticos, tímidos, sem liderança.

O Vasco 2014 não tem referência dentro de campo! A cruz de malta, hoje, corre sozinha os gramados, amontoada sobre 11 peitos, sem destino, sem plano tático, sem sangue nem suor. Em 2009, tínhamos um ídolo para gritar com a equipe e para se impor como gladiador dentro de campo. Em 2014, os coelhos assustados fogem da raia com qualquer estampido de torcida de time pequeno.

Melhor seria ter um só jogador de envergadura dentro de campo - um só ídolo que fosse! - e dez meninos correndo a seu redor. Porque essas tubaínas de empresário que são contratadas como "baratas" acabam, somadas, representando dinheiro jogado fora. Melhor seria investir na prata da casa, coisa que o atual presidente abomina e despreza.

O deputado não gosta de ídolos! Queimou todos, inclusive a si mesmo, depauperando em cinco anos uma história construída com imenso empenho numa galeria histórica de um clube extraordinário!

Sozinho, sem presidente e sem diretor de futebol de verdade, sem treinador e sem um ídolo dentro de campo, o Vasco virou apenas o grito ensandecido de uma torcida apaixonada. Um berro que ecoa nostálgico nos estádios enquanto uma manada de energúmenos tropeça nas próprias pernas e se diverte, envaidecida, vendo o Gigante sucumbir!


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21/05/2014 00h18

Os Miseráveis
Hélio Ricardo Rainho

Fosse esta uma coluna literária, certamente nos orgulharia abri-la com esse título, mencionando a obra clássica do escritor Victor Hugo. No entanto, por ser uma coluna de futebol, já se sabe o que ela abordará.

É incrível a miserabilidade mental da indigesta diretoria do Vasco. Eles conseguem, quanto mais passa o tempo, chafurdar o clube na mesma lama da estultícia onde cada um deles parece ter nascido.

O Vasco caiu para a segunda divisão como se isso fosse uma meta. Sim: é clara a impressão de que o time foi jogado no buraco em que está quase propositadamente. Por que afirmo isso? Porque sua diretoria acéfala - e isto inclui esse fake de diretor chamado Caetano - prestigiou, para toda a temporada 2014, os dois principais débeis do fracasso do ano passado. Refiro-me ao esdrúxulo goleiro Douglas Silva (um horroroso irrecuperável) e ao treineiro de araque Adilson Batista (absurdamente incapaz). Ninguém, em sã consciência, manteria, na temporada seguinte, dois recursos tão parcos em uma equipe de futebol. Do alto de sua sandice, o deputado-presidente não enxerga mais nada. Sua corriola lambe-botas já não consegue mais defender a imagem do "mandOTário" incompetente e frouxo que ele é. E, como estão todos preocupados com poder, eleição e dinheiro, o time segue cambaleando miseravelmente num campeonato de segunda divisão.

É o fim da picada! Mas a maldade e a bestialidade desses loucos não se esgota!

Com toda a sua pose de executivo de futebol, o "fake dos pampas" andou anunciando sua balaiada de contratações a meia boca, fazendo a festa dos empresários de gente que nada resolverá em campo. Enquanto isso, o bizarro Felipe "Bostas" continua 100% titular absoluto, engrossando o caldo dos cabeças de área (de bagre) que se amontoam no time que joga em linha, armado estupidamente por esse treinador de quinta.

O Vasco do deputado cata-migalha, arrasado em fim de carreira política em todo lugar, perde pros Luverdenses, empata com Sampaios Correas da vida sem nenhum constrangimento moral por isso. O auge da miserabilidade é começar, pouco a pouco, a se acostumar com a lama da segundona. Nosso padrão de jogo, nossa atitude em campo, nosso poderio de fogo na Série B não impõe nenhum respeito, não faz nenhuma diferença. Jogamos de igual para igual com todo mundo: olhando assim, parece até que o Vasco é da mesma natureza daqueles adversários que enfrenta.

Meu Deus do céu: o que foi que aconteceu? Por que essas pessoas não desistem, não somem do Vasco, não deixam o clube para quem sabe trabalhar? Que estranha motivação os faz sonhar com a perpetuação dentro de São Januário?

São doentes, obstinados pela vaidade tola, querendo aparecer a qualquer preço, ostentando posições que julgam honrosas, quando a decaída inédita do clube insiste em comprovar a incompetência e o pé-frio absurdo desses derrotistas em manada!

O jogo é todo errado: mal ensaiado, mal treinado, mal escalado, elenco fraco, treinador nulo, diretor de futebol presepeiro e enganador.

Não há nada que explique esse goleiro e esse treinador no clube. A jabazeira está evidente e, em vez de o Vasco ressuscitar dessa penúria e desse local ao qual ele não pertence, está tomando a forma de seus pares por lá.

Olhar para o time na nona colocação e ouvir uma meia dúzia de camundongos da história dizer que "ninguém é bobo", "todo campeonato hoje é difícil" etc, só retrata o estado de pobreza mental e deterioração conceitual dessa gente sórdida que hoje conduz, a peso de considerável incompetência e lamentável vaidade gananciosa, o Gigante da Colina.

Que não merece, de forma alguma, mendigar o pão dos gramados por conta dos pobres de espírito que afundaram a caravela vascaína.

Miseráveis de enojar!!!

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08/05/2014 08h36

Insipidez!
Hélio Ricardo Rainho

Venceu. Classificou-se. Passou.

Num campeonato a meia boca, feito para os pequenos sonharem com o lugar dos grandes, o Vasco teve sérias dificuldades e jogou de forma muito decepcionante para sua torcida presente, enfrentando o "glorioso" Treze da Paraíba, da Série C em casa, com um a mais em campo. Classificou-se no aperto, por 1x1. Esse é o retrato do Vasco deixado como herança pelo atual presidente e por seus diretores iguais.

Não faltou nem erro de bandeirinha anulando um gol legal do Vasco. Talvez pra nos mostrar que efetivamente não temos representação em lugar nenhum, e não haveria de ser diferente nem mesmo nas rebarbas das sociais do clube. Perdemos a moral e o respeito mesmo dentro de nossa casa. Tudo bem, foi mais por falha do que por outra coisa. Mas repete-se dia após dia, como convém acontecer para um time que navega perdido no oceano do nada.

Para não nos atermos a esse maldito viés político que, queiramos ou não, é o que domina qualquer roda de discussão sobre o clube, falemos um pouco das quatro linhas. Horrível! A cada jogo que passa, percebemos a inconsistência tática e a incapacidade do treinador Adilson Batista de dar um padrão ou definir uma organização ao time do Vasco. Ontem, por exemplo, tivemos aquele início de "dono de casa", afoitos e com "pressão no jogo", mas aos poucos perdemos a capacidade de trocar sequer dois passes em sequencia para alguma jogada. A marcação do time adversário parecia tão efetiva que só conseguíamos exercer domínio de bola quando eles, muito limitados tecnicamente, erravam seus passes ou tropeçavam na bola. As poucas "tabelas" criadas eram assim: a bola batia num deles e, sem querer, acabava encontrando um jogador vascaíno.

O time é previsível, sem nenhuma mudança de nada. O treinador berra como um insano o jogo todo, sai dos gramados mais suado que alguns de seus jogadores. Mas é esforço vão, ouro de tolo: tivesse mais inteligência prática, não precisaria desse esguelar desnecessário. Douglas, contratado como "grande reforço da temporada", tem boa técnica, mas é lento, irritantemente apático! Figuraria bem como personagem da série "The Walking Dead".  Trocam-se peças por outras peças, mas tão somente para cumprirem as mesmas funções. Felipe Bastos continua sendo o maior mistério do clube nos últimos três anos: por que será que nenhum treinador consegue enxergar nele o jogador fraco que a torcida detesta? Ontem, pra se ter uma ideia, a saída de Bastos para a entrada de Montoya causou um alarido nas arquibancadas que, ao que parecia, era mais a felicidade pelo que estava saindo do que pelo que estava entrando.

Uma boa base de meninos, com seus talentos individuais, precisa de condução e assertividade. De nada adianta colocar os meninos desarvorados como bêbados de hospício, por serem jovens, e deixa-los correndo no meio de um bando de parasitas ou dentro de uma equipe sem esquema. Não é assim que vai dar resultado, embora funcione vez ou outra, como nas partidas anteriores. Esse uso burro e inepto dos talentos da divisão de base vem tão somente desperdiçando talentos e, talvez por algum interesse nesse sentido, causando a sensação de que os meninos que a torcida elogia nem são tão bons assim; porque, de fato, não conseguem manter uma regularidade atuando dentro de uma bagunça.

O próximo adversário é a Ponte Preta. Vejamos se, com o tempo e a volta dos jogadores machucados, a equipe consegue mostrar algo melhor do que a insipidez do jogo de ontem à noite.

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02/05/2014 07h07

Meninos da Colina: Fagulha de Esperança
Hélio Ricardo Rainho

Comecei a ver o jogo do Vasco de anteontem, contra o Treze da Paraíba, e preparei mais uma daquelas de minhas colunas. Indignada, envergonhada, revoltada. A gente não quer perder a linha, ser deselegante, nem descortês. Mas cada vez que olho para o Vasco e vejo pessoas capazes de sustentar em sua equipe um jogador esdrúxulo como esse goleiro Douglas Silva ou um técnico como esse treinador de pelada, dá nojo.

Sim, nojo.

Fomos rebaixados ano passado praticamente em 80% de culpa desse e dos outros goleiros medíocres que o clube, sob garantias de empresários e burrice de seus dirigentes todos, sustentou como "suficientes". E agora, insistem em escalar esse troncho com a camisa 1 que já foi de um Barbosa...

Ok, sabemos que, para os Dinamites, Adilsons, Caetanos & Corriola Ltda da vida, a tradição do Vasco inexiste. Eles querem mesmo é seguir assim, aleijando o clube com sua burrice. Mas dói, e dói muito, a gente se ver vulnerável diante dos Luverdenses, Trezes, Paranaenses e sopradores de apito da vida.

Alguma coisa, porém, aconteceu para que, ao menos, eu visse um sopro de esperança e uma fagulha de Vasco em campo no jogo de ontem à noite.

Meninos do Vasco! Meninos da Colina! Alma e verdade que esse covil desalmado e frio, calculista e metalizado, não tem!

Thalles. Foto: Divulgação

Foi pouco, foi um jogo insignificante. Mas ver um pouco da vibração de Thalles, Marquinho e Yago no segundo tempo de jogo fez a gente lembrar que um gol do Vasco pode ser felicidade e comemoração para alguém. No meio daquele bololô de "profissionais de empresário", atiradores de elite insensíveis, a verve festiva dos meninos, o entusiasmo do grito de gol, a vontade de correr e acenar para a torcida fizeram muita diferença.

Não só nos trouxeram a virada de placar como recuperaram momentaneamente a estima do torcedor: não precisamos de pacotes de contratados, de lotes de jogadores inexpressivos...não nos enche os olhos ir ali na esquina e voltar cim uma sacola cheia de tomates esborrachados de feira, porque o Vasco não é pensão de esquina: é restaurante de luxo! Mas como não temos chefs, hoje, em nossa cozinha, os fritadores de linguiça que lá estão compram qualquer coisa na xepa e acham que fazem grande coisa.

Não temos mais um treinador corajoso e independente como Jair Pereira, que montou um time quase inteiro de garotos da casa e conquistou um inédito tricampeonato carioca (92/93/94). Para isso, não se pode ser dirigido por deputados, asnos nem espertalhões!!!

Até que entram em campo, em sua simplicidade, os Meninos da Colina. Jovens que sonham, que comem e dormem em São Januário. Que conhecem os atalhos do estádio, a capela, o entorno da piscina histórica, o busto do Almirante. Os meninos que traduzem a nossa alma, a nossa paixão, o nosso encanto, a nossa insistência em acreditar que o Vasco é Gigante, apesar dos frouxos e capengas metidos a competentes que insistem em querer governá-lo.

Yago e Marquinhos começaram a "conversar" com Thalles na mesma linguagem dele. E o futebol apareceu, e a reação apareceu, e a chama reacendeu naqueles momentos.

Sabemos que isso não vai além. Até porque os maus dirigentes precisam justificar as contratações de seus contrapesos de empresário deixando todos eles em campo. Senão vejamos: há quantos anos o traste de chuteiras Felipe Bastos é titular de treinadores do clube?! O que é que todos os treineiros do Vasco veem nele que nenhum torcedor jamais conseguiu enxergar? Precisam de vitrine, mesmo que se arrastem como serpentes cegas no gramado.

Mesmo cientes de todo esse contexto, por um breve momento, olhar a alegria e a vibração dos Meninos da Colina na noite de ontem serviu para um repente de nostalgia. Um momento de lembrar que, um dia, o Vasco teve meninos com espaço pra jogar pelo clube, meninos com um coração debaixo da cruz de malta. E que eles eram respeitados, prestigiados e disputavam posição em campo, em vez de servirem de tapa-buraco ou recurso de treinador decadente pra não tomar vaia nem grito de "olé" de sua própria torcida.

A vergonha continua. Somos time de Série B, fregueses de apito, rebaixaram o Vasco até onde puderam. Se derem mais um tempinho, eles apagam o clube do cenário nacional! É mole para tão generosa estultícia!

Mas há que se agradecer aos Meninos da Colina - Thalles, Yago e Marquinhos - pelo "coração no bico da chuteira" no jogo de ontem à noite. E pela bofetada com luva de pelica na cara dos boçais covardes de dentro do clube, que não sabem o que é Vasco, que não sabem o que é amar de verdade um clube dessa grandeza, e querem aparecer às custas da desgraça do clube.

Vamos agradecer aos meninos! Porque bem sabemos que, na sala maldita onde as mentes poluídas maquinam o mal, deve haver vampiros ávidos por negociar por bagatela para algum outro clube os talentos desses garotos. Se pudessem, vendiam todos eles hoje. Pra depois apresentarem as novas contratações do "centro empresarial" mais próximo...

Foto: Divulgação

Façamos, portanto, ainda hoje, a eles - aos Meninos da Colina, mentores da vitória de ontem - a nossa sincera homenagem!

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16/04/2014 16h20

Os Nanicos e o Gigante
Hélio Ricardo Rainho

Os fatos ocorridos na decisão do campeonato carioca, no domingo passado, são dignos de análise e reflexão. Muito embora emoldurada em reconhecido desgaste, a discussão sobre o lance escuso em que um gol em franco impedimento foi validado, mudando a história do jogo naquela tarde, submete-nos forçosamente a um encontro com o espelho.

Ou com "os espelhos", eu diria. Porque são muitas as possibilidades de se raciocinar. Isto, é claro, quando se é dotado da faculdade do raciocínio. Permanecêssemos imersos na bolha da imbecilidade, nenhuma lição teríamos de uma simples partida de futebol.

É mentira dizer que o jogo termina com o apito. Mentira. Mentira mesmo. Como também é mentira dizer que o futebol e a as relações sociais (inclusive a moral) de um povo estão dissociados. Não estão! O grande antropólogo Roberto DaMatta já fizera essa associação, o escritor Nélson Rodrigues cunhou o termo "pátria de chuteiras" para estreitar essa relação, recentemente aprofundada na obra "Sociologia do Futebol: Dimensões Históricas e Socioculturais do Esporte das Multidões", de Richard Giulianotti. Não dá pra fugir dessa correlação.

Numa sociedade midiática como a nossa, em que os canais de televisão e todos os demais veículos, abastam as casas dos espectadores com mensagens incessantes, sabe-se que a educação desse povo será irremediavelmente afetada pelos exemplos e referencias que a mídia nos traz. Lamentavelmente os atores desse espetáculo insistem em negar suas responsabilidades, acreditando que mero "entretenimento" não pode ser socialmente atrelado a valores morais. O futebol é perigoso porque, estando cada vez mais evidente na mídia dado o seu ímpeto de 'profissionalização', expõe indivíduos despreparados a se tornarem referência numa sociedade.

Somos o país que sediará uma Copa do Mundo, a mais importante competição do futebol. Neste momento, somos palco e vitrine do futebol para todo o planeta. Nos estádios de futebol de todo o mundo, inúmeras manifestações de racismo vêm sendo realizadas, bem como combatidas com frequentes campanhas, inclusive de atletas e clubes engajados. No Brasil, em particular, tivemos um momento de depredação social nas ruas, com saques e crimes de violência multiplicados. Na política, há uma evidente ânsia de "caça aos culpados", que já se desvirtuou em destruição pública, tamanha a insatisfação de muitos com os desmandos da corrupção de nossos governantes. Pois bem, neste mar de racismo, violência urbana, caos social e turbulência, um atleta negro aparece na mídia dizendo que "roubado é mais gostoso". Lamentavelmente o despreparo intelectual e moral desse rapaz faz uma apologia de crime e de discriminação num só pacote. Sua atitude, como goleiro do clube frequentemente apontado pela mídia como "o mais popular do Brasil", expõe a nossa sociedade a um ridículo inominável. Paralelo a isso, expõe seus colegas negros de ofício a uma situação humilhante diante dos preconceituosos, ávidos por rotularem os afrodescendentes como "macacos" ou como "ladrões".

Lamentavelmente essas coisas só ocorrem porque o futebol, como todas as demais esferas sociais do nosso país, está inerte na impunidade. "Roubar no futebol é diferente da política". Roubar tem "diferenças"? Se quem rouba é ladrão, quem rouba o jogo não é "ladrão" no jogo? Se é "ladrão", por se tratar de um jogo esse termo se torna elogioso?!

O atleta não será punido pelo clube, nem por federação, nem terá suspensão alguma por ter dado uma declaração tão infeliz num momento como este. Sua irresponsabilidade parece ter acabado quando ele, num ato mecânico, senta-se na sala de imprensa diante das logomarcas de patrocinadores e "pede desculpas", tornando-se uma vítima, não um algoz. O (mau)marketing vence a moral! O mau atleta apenas repete o ato insípido do órgão oficial de arbitragem, que manifestou-se como ente estúpido ao defender o erro crasso que decidiu o jogo.

Mas não é só o adversário o vilão da história. Não copiemos a arrogância chucra dos rivais: nossos erros são coadjuvantes de toda essa decadência que nosos time vem sofrendo. Temos muita culpa disso tudo. Do lado do Vasco, o clube teoricamente lesado, também há o que se falar. Os cavalheiros do apocalipse que assentam seus traseiros robustos nas cadeiras da Colina engordam como gado bêbado improdutivo, acumulando incompetência e desprestigiando publicamente uma instituição do tamanho daquela que supostamente presidem ou dirigem. São todos um alvo fácil de chacotas, derrotistas empedernidos, fracassados inveterados travestidos de discurso vitorioso de "empreendedores". Pois bem: todos eles juntos "empreenderam", em menos de cinco anos, o fim de um clube! Eles acabaram com o nossos Vasco, amigos vascaínos! Não temos nenhuma representação em lugar nenhum: sequer um jurídico que impeça nossa torcida de ser espancada numa despedida de campeonato brasileiro ou que nos recupere os pontos que perdemos para um clube pequeno, proibido de jogar em sua casa, que transfere a barbárie para outro estado e, lá, nos cerca e ameaça impunemente.

Dentro de campo, os fatos se repetem. São Januário é um paraíso dos atletas de empresário. A cena em que o zagueiro Rodrigo, aos 43 minutos do segundo tempo, rola pelo chão de "dor"(?) e pede urgentemente pra sair, revela muita coisa. Poderia um Bellini, um Mauro Galvão, um Fernando, um Jorge Luiz, um Alexandre Torres, um Dedé ou um Luan abandonar o Vasco em campo, num jogo de marcação 10 contra 10, na última cobrança de córner que decidiria um campeonato?! Ficasse ali em cima de um deles que fosse, qualquer escorregão que sofresse e o juiz daria a falta em favor do Vasco, visto que o atleta já estava no sacrifício.

Mas não.

A mentalidade do jogador de empresário é essa: "Doeu? Sai fora!". Lei do menor esforço. Vá pra ducha, pro chuveiro, pro vestiário. Vá receber o bicho pelos três milhões e meio do prêmio do campeonato. Os mesmos milhões que, agora, os dirigentes lamentam não terem ganho, porque são vampiros que não se importam com nada mais do que sangue! O castigo para todos eles veio a cavalo. O descaso desse zagueiro provavelmente será ofuscado pela lambança do apito. Brilhante partida, lamentável desfecho! O apito tendencioso e sujo só pode funcionar por força da incompetência reinante dos falsos vascaínos que, hoje, nos representam dentro e fora de campo.

Não me iludo. Não temos Vasco. Aquele Vasco, o nosso Vasco, acabou. Até o maior ídolo tornou-se o pior detrator, a mais débil e esquálida figura da história do clube. Essa corriola não é Vasco. Não temos presidente, não temos diretores, não temos departamento jurídico, não temos elenco, não temos treinador. Não temos mais nada! Tem que reconstruir tudo de novo. Parabéns, dilapidadores malditos!!!

Fomos enganados! Anunciaram as "melhores instalações de um estádio no Brasil" e nosso estádio está horroroso, os ginásios destruídos, o gramado é de várzea: eles estão acabando com tudo! Anunciaram um "grande projeto de sócios" e acabaram até com a participação de quem já participava. Anunciaram "o maior staff de dirigentes do futebol brasileiro' e nos rebaixaram pela segunda vez. Ridículos, deploráveis, vexatórios, toscos! Seus filhos devem morrer de vergonha de carregarem seus sobrenomes!

Reconheço o empenho de alguns jogadores desse elenco. Guiñazu é um atleta consagrado, Thalles e Luan são nossos meninos da Colina. Mereciam o título. Aliás, o ganharam em campo, embora lhes tenha sido tirado por uma máfia instituída não agora, mas desde os primórdios do futebol. Aquele time não é chamado "time de ladrão" por racismo ou preconceito ao seu apelo popular, como muitos tentam fingir. Até porque preconceito e apelo popular tem o Vasco: enfrentou a elite racista na sua origem, enquanto a história encarregou-se de mostrar "papeletas amarelas", a vergonha do caminho pra Libertadores de 1980 (o Galo Mineiro eliminado com cinco expulsões pra perder o jogo), a final do Brasileiro 82 contra o Grêmio, o "título Viúva Porcina" ("que era sem nunca ter sido") de 1987, a final do Brasileiro 2009 com a "dança do entrega-entrega" e todos os últimos títulos cariocas. Assim: na CARA de todo mundo!

Infelizmente, como não temos representação, não acredito em mais nada. O Vasco é minha camisa e minha bandeira: não vejo mais um clube nem um time. Sequer acredito que, este ano, possamos voltar à primeira divisão. Quem está lá é amador, vive de bazófia, sugere interesses terceiros, não vai safar o clube. Não vai mesmo!

É o segundo jogo, dentro de um mesmo campeonato e diante do mesmo rival, em que a mão grande prevalece. É a segunda despedida consecutiva de campeonato em que a instituição Vasco da Gama é afrontada sem consequências.

Lamentavelmente, somos roubados em praça pública porque estamos desassistidos por uma cambada que, sendo nanica, não tem pernas nem cérebro para conduzir um Gigante. E isto não é apenas Vasco da Gama. Isto também é Brasil!

Facebook Hélio Ricardo Rainho
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