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Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho

VASCO. Carioca, publicitário, MBA em Marketing, ator, diretor teatral, escritor, pesquisador de escolas de samba, futebol e teatro. Escreveu a biografia do jogador Mauro Galvão e é colunista de futebol há 13 anos. Twitter: @hrainho

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



20/03/2015 09h06

Domingo tem flamengada!
Hélio Ricardo Rainho

A fase do Vasco é boa. O time está com moral, lidera a competição, tem jogadores como Luan, Mádson e Gilberto em excelente fase, apresentou uma contratação de peso- Dagoberto - que vem crescendo e dando moral à equipe. O garoto Jhon Cley está crescendo na equipe também, e sangue vascaíno da base, quando esquenta o time, faz a diferença.

Dorival parece ter o time na mão, saber o que fazer e a hora de escalar. E tem um mérito: essa equipe do Vasco está sendo formada em dois meses, dentro da competição, dada a necessidade de desmanche do elenco anterior para despachar os ebós da gestão passada - aquele bando de "songomongos" que tinham a cara da antiga diretoria e de seus baiacos correligionários.

É bom, porém, ficar de olho. No papel, os times todos do Rio estão ainda muito crus. Hoje não se tem como olhar para um ou outro e dizer: "está melhor", "é superior", "deve ganhar a partida". Flamengo e Vasco são equipes ainda irregulares e que inspiram pouca força ou confiança. No geral, ganharam de times pequenos e algumas vezes com preguiça ou dificuldade. Claro, aquilo tudo que destaquei acima ainda são pontos a mais que o Vasco tem, justificando que seu desempenho, mesmo com alguns momentos de oscilação, vem sendo o melhor da competição até aqui, traduzido nesses números.

Dagoberto trouxe o toque de classe e a personalidade que faltavam ao time na saída de bola da armação para o ataque. Coisa que se esperava de Marcinho, mas que dele propriamente ainda não aconteceu. Faço ressaltar que eu sempre vi essa contratação do Marcinho como "número 1" um pouco exagerada. É um bom jogador para compor elenco, mas não sei se carrega sozinho o piano. Com Dagoberto e Gilberto nessa fase, acho que ele pode afiar a sintonia e compor a orquestra.

Enfim, o jogo de domingo será um bom teste para as pretensões de ambos os times. Vai mostrar se existe equilíbrio no campeonato ou se, de fato, existe um time que saiu na frente e está melhor. Vai mostrar se a equipe vascaína tem maturidade para superar os traumas das roubalheiras em jogos passados. E vai mostrar, também, se a arbitragem tendenciosa e escusa dos últimos anos perderá seu poder com a volta de Eurico aos bastidores do futebol.

É esperar pra ver. Com fé no Vascão, partindo pra cima da flamengada!

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10/03/2015 11h36

'Dagoberto vem aí!'
Hélio Ricardo Rainho

Ainda é cedo para prospectar algo acerca do Campeonato Carioca. Longe de ter esquentado, longe de ter algum favoritismo, longe de ter algum dos grandes com uma equipe vultosa ou imponente. O nível parece ainda muito baixo.

O Estadual parece ainda carecer de magia antes que se decida minimamente a Taça Guanabara. Se outrora já teve seu "charme", hoje é descaradamente uma pré-temporada para os voos do Nacional e mesmo para o "atalho" da Copa do Brasil.

Dagoberto. Foto: Vasco

Ainda assim, considerando-se a coragem da atual direção de futebol em desmontar uma equipe frouxa e covarde como a de 2014 e, em poucos meses, dar nova cara ao Vasco, já que se considerar a boa campanha e a liderança do estadual pela equipe de São Januário.

E o Vasco vem, agora, com Dagoberto! Um jogador forte, tático, talentoso, com habilidade e visão de jogo. Soma, ainda, sua experiência ao ataque de meninos do time da Colina.

Sabemos que o tempo é mais confiável para se tecer elogios ou render loas às contratações do que tão somente suposições prévias. Mas é um alento vermos o Vasco promovendo a força de sua base e trazendo ídolos fortes, jogadores de personalidade para o nosso meio. Não são mais as bagatelas de empresário mequetrefe, os sacos de traste que os maus mecenas empurravam goela abaixo dos vascaínos.
 
Dagoberto é um belo jogador, um atleta responsável, um vencedor. Vai pelo caminho certo o Vasco nessa sua árdua luta de recuperar a dilapidação cruel dos últimos anos em São Januário.

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09/02/2015 09h19

Xoxo...muito xoxo!
Hélio Ricardo Rainho

Foi xoxo. Pra não dizer esquálido.

Entendemos todos nós que o Vasco está montando sua equipe dentro da própria competição, sem ter em seu elenco exatamente jogadores que possam desequilibrar sem o ganho do entrosamento. Ainda assim, o empate com o Tigres em 1x1 na tarde de ontem deixou a torcida atônita ao ver, em menos de um mês, o time despencar da liderança para uma quarta posição.

Os três setores do Vasco merecem cautela. O que não é pouco, convenhamos. A defesa continua muito óbvia, sem talento individual para o confronto direto e marcando da maneira mais previsível possível. O meio de campo ainda não encontrou na habilidade de Montoya e Bernardo o fator desequilíbrio que se espera nas partidas. Marcinho, muito esforçado, talvez ainda não possa ser cobrado porque está se adaptando e vem fazendo boas partidas. E o ataque ainda não convenceu, apesar do belo gol de Rafael Santos no empate de ontem.

Como todos nós esperávamos, Doriva vai ter mesmo algum trabalho para azeitar a equipe. Espera-se, porém, que o time aprenda a conviver com bons resultados em sua fase de preparação, de forma a não perder a estima e a confiança, sobretudo ao enfrentar os adversários de pequeno porte da competição.

Segue a luta. Diz-se que o Estadual é um ensaio para a temporada. Se assim for, que haja uma melhora acentuada no quadro que se viu na tarde de ontem.

Para descanso e tranquilidade da apaixonada torcida vascaína.

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02/02/2015 09h09

Estreia de líder!
Hélio Ricardo Rainho

Com brios, honra e mostra de dignidade. Assim foi a estreia do Vasco no primeiro jogo oficial do ano, pela Taça Guanabara, vencendo a Cabofriense por 2x0 neste domingo.

Reticentes todos os torcedores estavam. O time está sendo todo construído para esta temporada, graças ao posicionamento da atual direção de futebol, junto à comissão técnica, de partir da estaca zero para neutralizar a inoperância de uma no inteiro (2014) perdido pela comissão anterior. A meu ver, uma aposta certa. O vasco disputou a Série B com nomes teoricamente equilibrados em seus setores, mas foi pífio em preparo físico e organização tática. Coisas que, como podemos ver, parecem dar sinal de franca melhoria neste início de temporada.

O meio de campo ainda precisa de uma maior consistência na marcação, visto que jogadores como Bernardo e Montoya não têm essa característica e, além disso, se projetam muito vultosamente ao ataque. O time ganha em talento e criação ofensiva, e precisa mesmo se resguardar na defesa.

O bom apoio dos laterais Madson e Christiano também fez a diferença. Um dos fundamentos mais importantes do futebol - o cruzamento - parece ter se perdido no tempo e no espaço. Lembramos os grandes laterais dos anos 80 e até 90 e vemos que, de lá pra cá, dificilmente se vê um bom lateral assertivo nesse fundamento. Acredito que isso precise ser tecnicamente mais treinado e aprimorado. Ainda assim, quando se tem um esquema tático com liberdade ofensiva para os laterais e, ao mesmo tempo, laterais com ímpeto de ataque, percebe-se que será possível fazer a diferença. foi assim com o Vasco, também, na partida.

Começar a temporada como líder do certame (graças ao saldo de gols) foi um alento para o torcedor vascaíno. Há muito que não se tinha boas notícias numa arrancada de Estadual. 

E a julgar pela habilidade e a raça de Bernardo, o Vasco parece ter bons motivos para apostar em um novo ídolo para superar a fase combalida de cabeça baixa e indiferença dos anos anteriores. ma boa estreia, que ainda requer sério aprimoramento. Mas, sem dúvida, acena para um horizonte melhor.

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22/01/2015 08h43

Sandro Silva vem aí!
Hélio Ricardo Rainho

A torcida do Vasco já disse a que veio. Se tem algo que a nova direção e o novo comando do futebol vascaíno precisam tomar conhecimento é de que os insucessos e a bizarrice dos últimos anos não serão facilmente tolerados pelos apaixonados vascaínos.

E não serão mesmo.

O jogo não valia grande coisa. Um amistoso, um torneiozinho caça-níqueis. Um ganho de fôlego para a temporada a iniciar. Mas, tendo em vista as bravatas do presidente vascaíno em sua posse, afirmando que jogar contra tal adversário é "um campeonato à parte", a derrotinha por 1x0 foi suficiente para gerar piadas brejeiras. E para a torcida vascaína escolher seu "judas"...

Sandro Silva já não precisa reclamar de anonimato. "Falem mal, mas falem de mim". A falha bisonha, gerada pelo desleixo ou pelo preciosismo, foi suficiente para fazer dele um dos protagonistas das redes sociais na noite de ontem. Achincalhado pela torcida, que não perdoa a sua irresponsabilidade mesmo num jogo bobo. Pois é. Um dia essa gente pequena vai aprender a dificuldade de jogar em time grande.

A solidariedade do futebol vascaíno se manifesta. Os colegas, o treinador, ninguém quer culpar Sandro Silva. E vêm as declarações de que não se pode falar só dele, criticar só ele, apedrejar só ele.

Ah, gente, desculpem-nos. Desculpem a nós, torcedores. Mas podemos, sim, criticar o autor de um erro isolado. Um erro grosseiro, de um jogador irresponsável, cujo futebol foi avaliado como caro pela mesma diretoria burra que o contratou anteriormente. Ora, primeiro o contratam, depois o afastam por achar "caro". Claro: deu o lucro a quem devia dar, mas não interessava mais continuar jogando. Foi emprestado, não teve saída e acabou voltando. Voltou pra fazer a jogada estúpida que fez.

E não se culpe a torcida por criticá-lo tão veementemente. Se o próprio presidente do clube considera tal jogo um "campeonato à parte", deveria o referido sujeito jogar fora um "campeonato" fazendo aquilo que não sabe fazer? Convenhamos, o rapazinho não deve ir longe nesse time do Vasco.

Mas, como sempre vemos no corporativismo senil dos nossos treinadores, Doriva deve querer bancar a "madre Teresa de Calcutá" e "dar nova oportunidade" para uma "volta por cima". Bernardo já fez sua caridade também. Enfim, todo mundo tentando evitar o juízo definitivo sobre um jogador que, a bem da verdade, é reincidente no assunto.

No mais, nem jogou tão mal assim o Vasco seu amistoso de ontem, nem era mesmo para mostrar alguma coisa de boa. O jogo foi fraco, as duas equipes são fracas e precisam melhorar muito para encarar uma temporada adiante.

Aliás, fico aqui pensando: o que será de um Carioquinha com um Vasco combalido, um menguinho bem abaixo da crítica, um Botafogo rebaixado e um Fluminense desmoronado comandado pelo tal Cristóvão???

Sei não. Acho que ainda vai ter muito Sandro Silva sendo crucificado por aí...

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09/01/2015 09h30

A Volta de Eurico
Hélio Ricardo Rainho

Eurico Miranda é um personagem interessante. Simpatizantes, antipatizantes, quem quer que seja não pode deixar de assim admitir. Polêmico, inquieto, perturbado e perturbador, ele sabe, como poucos, administrar a controvérsia e encarar as perseguições.

Como vice-presidente do clube, esteve nas conquistas mais importantes e nas vitórias mais reincidentes do Vasco. Como presidente, em seu primeiro mandato, foi deveras egocêntrico, divergiu de Deus e do mundo, acabou se tornando símbolo do que o próprio Vasco já não queria para si.

Eurico Miranda. Foto: Divulgação

Agora, Eurico voltou.

Voltou pegando um clube devastado pela tsunami da burrice, da covardia, da incompetência, da má intenção eleitoreira. Dinamite foi não apenas o pior presidente, mas a pior decepção da história do Vasco. A seu lado, um covil de arrogantes capengas, se arrastando na improdutividade e arrotando vanglórias. Para tentar consertar a burrice de seus pares, Roberto foi amontoando falsos dirigentes e nomes ocos, com os tiros sempre saindo pela culatra e redundando em soluções miseráveis, mentalidade pobre, visão parca do Gigante. Ao fim de seu mandato, estava suficientemente claro para todos os vascaínos que Roberto era um síndico de prédio brincando de ser presidente da ONU. Um verme diante de um colosso.

Eurico viu isso tudo. Sábio, todos sabemos que ele sempre foi, mesmo quando condenamos sua sabedoria considerando-a mera astúcia. Obviamente ele não passou os dias de Roberto de molho. Por certo estudou os erros, observou as fraquezas, repensou suas próprias atitudes e construiu sua plataforma para se reinventar. Reinventou-se. E voltou.

De cara, a primeira coisa que se viu na volta de Eurico foi a volta do próprio Vasco. A volta do cuidado com o patrimônio, o afago para os funcionários do clube, a atitude respeitosa. E um certo silêncio, ou ar mais comedido, com um trabalho mais introspectivo onde as coisas acontecem antes de serem badaladas.

De tudo isso, algo se deve destacar. A volta do foco nas categorias de base - alma do clube, orgulho e razão de ser de nossas crônicas, gritos inflamados nos estádios, vitórias e paixão pelo clube. "Enquanto houver um coração infantil o Vasco será imortal" - apregoava o lema criado por Álvaro do Nascimento Rodrigues. O Vasco transformou, nesses últimos anos, sua fábrica de craques num cárcere de empresários e num cemitério de talentos. Os meninos ficaram expostos ao nada, desvalorizados e preteridos ante as barangas empurradas com ágio e negociações escusas pelos invasores que desconheciam nosso lema. Isso está mudando. Numa iniciativa inédita, o Vasco está repatriando os meninos que a gestão cuspiu fora. É importante que enxerguemos a realidade: repatriar ex-meninos do clube não significa apenas "contratação" ou "reforço": significa recuperar o investimento em ÍDOLOS, porque os ídolos são forjados, lideram times, fomentam novos torcedores, vendem camisas, divulgam as marcas. Um clube sem ídolos é morto. Finalmente voltamos a pensar da maneira correta, valorizando a prata da casa.

Ao contrário de alguns torcedores, não estou preocupado com grandes contratações. São importantes? São. Mas a derrota acachapante da seleção brasileira na Copa mostrou que não são os "nomes", mas o fundamento, a estrutura e a visão de futebol moderno que fazem a diferença. Prefiro um Vasco firme, pé no chão, consciente de sua força interna e do poder de sua grandeza do que a megalomania. Um ou dois nomes fortes são o que se pode ter na dura realidade do combalido futebol brasileiro e da pobreza franciscana em que deixaram o Vasco. Mas estamos indo bem, eu acho.

Um pouco de paciência e confiança nesse trabalho do Doriva. A volta do prestígio aos "meninos da Colina" já anuncia que Eurico está bem intencionado em reerguer o Gigante.

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24/12/2014 13h02

O Natal dos Vascaínos
Helio Ricardo Rainho

Fechando o ano, a torcida vascaína segue apreensiva. O novo Vasco para 2015 promete emoções fortes na dura tarefa de recuperação das rasteiras que o Gigante levou em anos anteriores. E, como se sabe, a queda é proporcional ao tamanho de quem cai.

As primeiras medidas de Eurico Miranda como presidente pareceram bem pontuais. Faltava inteligência à cambada que saiu. Eurico conhece o Vasco. Enquanto os outros eram toscos fanfarrões galhofeiros. Arrotavam a competência que o acúmulo de infortúnios se encarregou de desmentir. Amadores. Oportunistas. Primeiro pensavam em seus próprios direitos e vaidades, depois no clube. Eurico chegou sanando problemas abissais: restabeleceu a ordem na federação (dois árbitros de pele rubro-negra já vazaram), preocupou-se em recuperar a combalida estima dos funcionários do clube, mostrando apreço ao estádio devastado e doando cestas de Natal ais funcionários; está em Brasilia providenciando a CND para liberar a entrada de verba no clube.

No futebol, a torcida segue angustiada. Preocupa-se com a não-anunciação de nomes de peso, craques de ponta. Olha, vai ser difícil mesmo. A coragem maior foi varrer de São Januário a bagulhada que os empresários calhordas enfiaram lá sob as bênçãos escusas do ex-deputado banana e de seu diretorzinho de futebol souvenir. O elenco de songos-mongos fazedores de corpo mole foi desfeito com a coragem e a propriedade que há muito os covardes infestados no futebol do Vasco não faziam. Sobrou pouca coisa e vieram reforços discretos. Vai ser difícil trazer um grande nome. Talvez numa parceria estratégica, numa ação de marketing especial. E isso, é certo, não vai ventilar antes de acontecer. Possivelmente pode vir a ser articulado por Fernando Horta, que está ali pra fazer essa diferença estratégica.

Restam duas esperanças, agora. A jovialidade e a tranquilidade do técnico Doriva para renovar taticamente o clube, após a saída do falido Joel. A surra homérica da seleção brasileira na Copa caseira deu o alerta de que o futebol brasileiro envelheceu, emburreceu, envaideceu e paralisou. Novos treinadores com perfil mais dinâmico, aptidão para o aprendizado e aplicação de novos métodos. Espera-se que isso funcione. A segunda esperança são os meninos. Os nossos meninos. A gestão passada revelou-se, no seu oceano de estupidez, uma negligenciadora absoluta das tradições do clube de cuidar de seus garotos. Outrora abrigados, cuidados, protegidos, os meninos da Colina se viram acuados pelas pressões para cederem ao acossamento dos empresários "amigos dos amigos". Perderam espaço: ou se tornavam pares dos jogadores de empresários trazidos ao clube ou sumiam. Poucos talentos, nenhum ídolo, uma ou outra promessa pra maquiar o cadáver. A intenção agora é recuperar o prestigio dos meninos.

Até aqui estamos na faxina. Resta-nos aguardar a decoração da casa suja.

Que a cruz de Cristo simbolicamente carregada sobre o peito nos faça lembrar de um Natal onde a mensagem do nascimento de Jesus renova as esperanças e a fé para a vida que segue. E que possamos crer em dias melhores, gente melhor...coisas melhores e mais parecidas com o amor que temos pelo nosso Vasco!

Feliz Natal, vascaínos!
Que Deus nos abençoe e nos livre de todo mal!

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15/12/2014 11h43

Vasco Patriotas: Campeão Exemplar!
Hélio Ricardo Rainho

Em áureos tempos de canibalismo comercial, um grupo de atletas que se junta, empresta seus esforços e entrega sua alma à camisa da cruz de malta é um exemplo! O Vasco Patriotas, o time de futebol americano campeão brasileiro de 2014, vinha crescendo ano a ano e, agora, conquista um título inédito e histórico para o clube. Com um time de atletas dedicados que quase pagam para jogar pelo clube! Ai, que tapa na cara das barangas que ganham fortunas e se arrastam sem honrar a camisa que vestem em campo!

Enquanto fóruns bobos de rede social ficam discutindo se a conquista é da nova diretoria ou da anterior, pode-se afirmar: de nenhuma das duas! A diferença é que, com o pé frio miserável e a alma derrotista da anterior, somavam-se os vices. Agora, pelo menos, o grupo venceu. Os malditos saíram! Com eles, o ranço de derrotismo e agouro. Que não voltem nunca mais!!!

Jogadores do Vasco Patriotas comemora o título. Foto: Mateus Alves

O grupo do Vasco Patriotas é mais uma daquelas histórias de amor, dedicação e gente que empreende esforço e recursos pessoais para abraçar a causa do Gigante da Colina.

A exemplo da construção de São Januário. O time é uma junção de equipes que começaram fora do próprio clube, com recursos próprios, e, por uma consonância de fatores, acabou fundindo-se ao Gigante da Colina e tornando-se um time de futebol americano. Hoje tem alma e sangue vascaínos, saídos daquela cruz de malta encantadora que arrasta corações e multidões.

E foi exatamente essa multidão que encantou dois jovens astros em destaque nesse time campeão. São eles os americanos Lucas Shaw e Joshua Canup. A dupla resolveu incorporar a força de nossa torcida visitando um Maracanã lotado, em jogo da malfadada Série B, e apaixonou-se pelo frisson da torcida. Aliás, desde que chegaram ao Rio, os americanos sempre tiveram por referência o mote histórico do clube e a paixão de seus torcedores.

Como se vê, vem vindo dessa vibração dos atletas do futebol americano o "patriotismo" (no nome e na raça) dos valores verdadeiros do Vasco - a paixão e a verve histórica - que se perderam dentro de campo no mandato que se encerrou. As bestas do apocalipse que reinaram no clube nos últimos anos tão somente buscaram seus interesses próprios, retirando de dentro de campo essa alma genuína de encanto vascaíno. Alma que os Patriotas campeões recuperaram, reacendendo a chama.

Acho que essa conquista do Vasco Patriotas encerra o nosso ano com um novo alento ao orgulho e à paixão de vestir e sentir a camisa vascaína sobre o corpo. Com amor, devoção e o carinho que sempre tivemos pelo Vasco.

Mais do que isso, relembra a todos nós que nem todos os esforços predatórios e toda a burrice imprudente dos vândalos que saíram foram suficientes para apagar nosso fascínio. O Vasco segue Gigante, encantando aqueles que chegam de além-mar, como os craques Lucas e Josh, que sentiram, a vibração da torcida, a paixão genuína de um povo, a grandeza do Vasco da Gama acima de tudo e de todas as desgraças que nos sobrevieram nos anos idos.

Nosso orgulho, nossa bandeira...a cruz de malta, nossa paixão!

Casaca! Casaca! O Vasco Patriotas é mesmo da Fuzarca!

Campeão Brasileiro 2014!

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11/12/2014 13h37

Marquinhos Santos comanda o Vasco
Redação SRZD

Um treinador jovem, com conquistas recentes, carreira ascendente e com salário abaixo de R$100mil. Com essas premissas, a nova diretoria do Vasco contratou o técnico Marquinhos Santos para assumir a vaga de Joel Santana. É ele quem comandará o Gigante da Colina em seu ano de ascensão e retomada de sua trajetória de grandeza.

Vejamos como estão as coisas em nosso país: procurar um profissional "abaixo de cem mil reais" mostra que a média salarial dos medalhões por aí afora está acima disso. No entanto - e a Copa do Mundo provocou essa discussão a partir do resultado catastrófico de nossa seleção com o milionário treinador Felipão - estamos mais ultrapassados e superados em estudos táticos que todos os nossos rivais mundo afora. Então me pareceu, de fato, muito prudente o Vasco tentar um treinador jovem a preço "módico" (é irônico achar que "abaixo de cem mil" é "barato"...).

Foto: Divulgação

Desta vez a mentalidade não foi de desespero nem de "tapa-buraco". A inegável dificuldade financeira por que passa o clube não virou mote de discurso. Em vez do antigo "não faremos loucuras", desta vez a aposta foi num cara jovem, que trabalhou as divisões de base da seleção brasileira e dois grandes clubes. Marquinhos foi campeão sul-americano pela Seleção Brasileira sub-15 em 2011, campeão paranaense pelo Coritiba em 2013 e campeão baiano pelo Bahia em 2014.

Antes que alguns vascaínos se sintam frustrados por terem esperado um nome mais expressivo, vale lembrar uma coisa. A divisão de base do Vasco, na última gestão, foi sucateada e jogada ao relento. Tivemos poucas revelações e pouco interesse dos diretores e futebol em prestigiá-la, a não ser para impor-lhes os empresários da hora. Marquinhos, dada sua experiência justo no trabalho de ponte para os meninos do sub-15, pode ser um agente reestruturador dessa divisão no Vasco. Seu olho clínico para as jovens revelações pode reativar algo há muito adormecido no clube, que é justamente a "pesca de pérolas" feitas na casa.

Ainda estamos muito ressentidos. Anos atrás, vimos a saída de Eurico Miranda e a chegada de Dinamite como um ar de renovo no clube. O tempo nos mostrou que o renovo era uma farsa, que a politiquice escusa e escrota estava de volta. A reeleição de Eurico, ainda vista por muitos como um "regresso", parece ainda causar resistência e rejeição em alguns torcedores. Natural. Mas, por outro lado, o que até agora se tem visto e ouvido sobre medidas e mudanças da nova presidência parece na medida para sanar as coisas adoecidas do Vasco.

A chegada do treinador Marquinhos também pode fazer a diferença contra os "treinadores de feira", aqueles que chegam entubando seus empresários amigos e contratações de gaveta. É óbvio que ele pode indicar alguns jogadores em quem confia, saídos dos lugares por onde passou. Algo um tanto quanto diferente, a meu ver, dos "medalhões" e suas "bagagens certas".

Esperemos. O tempo nos dirá. Mas, neste momento, a contratação do novo treinador do Vasco me pareceu uma boa aposta. Seus resultados são expressivos em poucos anos e seu pedido salarial é coerente. Além disso, temos a possibilidade do clube ser o caminho para um jovem talento trazer algo diferente para o combalido campo tático dos treinadores brasileiros em evidência.

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02/12/2014 08h59

Começar de Novo
Hélio Ricardo Rainho

Hoje inicia uma nova era para o Vasco.  Seja o que Deus quiser!

A verdade é uma só: pior do que está, não fica. E nem o mais pessimista ou o mais indignado com a volta de Eurico Miranda ao comando do Vasco deixará de admitir que serão necessários minimamente três anos para que Eurico consiga ser pior do que tudo de desgraçoso e miserável que Roberto Dinamite causou ao Vasco.

Foi uma devastação! Roberto deixa o Vasco arranhando, inclusive, sua condição de maior ídolo da história, ofuscado não apenas por uma gestão que tornou mundialmente conhecidas sua incompetência e sua frouxidão como, junto disso, seu comportamento antiético e escuso diante de várias decisões onde se esperava minimamente que ele fosse "ídolo". Ou seja, preservasse a sua dignidade.

A situação do Vasco é minimamente vergonhosa. Dois rebaixamentos em cinco anos, um único título conquistado (de segundo escalão, que é a Copa do Brasil), o patrimônio do clube todo destruído, uma divisão de bases sucateada sem revelar praticamente nenhum craque ou ídolo nesses anos todos, cofres combalidos, investidores de meia pataca e contratos escusos como esse da Umbro para os uniformes. São Januário virou um covil de empresários vampiros, de jogadores sem alma, "fingidos & mal pagos".

Roberto presidente foi o maior desastre dos 115 de história do Gigante da Colina!

Temos, então, a volta de Eurico.

Nos anos 90, quando escrevi a biografia do capitão do Centenário, Mauro Galvão, fui acolhido como "filho" por Eurico Miranda para realizar meu trabalho. Sempre disse e sempre direi: serei eternamente grato a ele por isso. Mas minha gratidão não me impediu de me indignar profundamente quando ele lançou fora da tribuna de honra de São Januário o maior ídolo de nosso clube. Naquela oportunidade, ao contrário dos farofeiros oportunistas que vivem à sombra do poder, escrevi uma coluna agradecendo publicamente a gentileza de Eurico, mas anunciando que estava contra ele e a favor do ídolo Roberto. Continuo achando que, naquele momento, não havia justificativa para desacatar o ídolo daquela forma.

Hoje, confesso que, olhando o Roberto presidente, eu seria o primeiro não só a expulsá-lo, mas também a BANI-LO de PISAR em São Januário, depois de tanta imundície governamental que derramou lá dentro! Como um cão sarnento, infestou de pulgas esfomeadas o clube: uma gente que não serve pra nada ficou lá enfurnada sugando sangue do Almirante! Que saiam pela porta dos fundos, varridas e espremidas na unha, como insetos que são!

Já que o lema é "começar de novo" e que só seria possível ser pior que Roberto daqui a três anos, rebaixando duas vezes o Vasco, quero ver o que pode vir de melhor desse Vasco 2015. Já começa que o Sr. Fernando Horta é um poderoso homem de bem, alavancador de negócios e investidor de ponta, como fez com a antes obscura Unidos da Tijuca, hoje um bicho-papão do carnaval carioca. Certamente ele possui força e contatos para tirar do Vasco o estigma de time falido, e também ultrapassar a resistência que os investidores teriam a um nome como Eurico Miranda.

O Vasco começa. Recomeça. O Gigante se levanta combalido e maltratado pelos piratas aventureiros burros e exibicionistas que ocuparam indevidamente sua nau. Todos eles estarão imersos no mar morto do desprezo, afogados na vergonha do que fizeram, sem chances de redenção ou desculpa esfarrapada.

E resta a nós, agora, não as sete pedras na mão, não o pessimismo ou o medo de ser pior. Não agora. Vamos esperar e acompanhar. Cobrar. Ver pra crer. Pior do que está, não dá. Pelas declarações, a mentalidade nova já não é mais tacanha e medrosa como a que saiu. Nada poderia ser pior.

Por isso, eu, como vascaíno, me sinto aliviado. Hoje é uma data histórica para o clube. Nos livramos do pior presidente e da pior cambada que já assumiu o Vasco em 115 anos de história.

Se Deus quiser...começar de novo! Fé em Deus, torcida vascaína...tem que melhorar!

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27/11/2014 12h07

A Mancha Imunda do Descaso
Hélio Ricardo Rainho

Roupa suja se lava em casa. Mas a imundície, quando é muito grande, se propaga e sai na rua. O estado deplorável em que a presidência/diretoria que se despede deixa as dependências do Vasco é digno de opróbrio. Uma irresponsabilidade absurda, símbolo do desprezo e da ignorância administrativa dos beligerantes que por lá passaram.

Pergunto eu: como podem? Como puderam? Têm mil explicações, inúmeras justificativas, mas traíram vergonhosamente todo mundo junto - os vascaínos, os eleitores, os sócios.

Não nos surpreende. O estádio de São Januário, sua verve histórica, representa pouco para os insensíveis cavalheiros que por lá passaram. Era comum, por exemplo, lermos nas redes sociais os adeptos do presidente incapaz defendendo a destruição da piscina olímpica de São Januário. Falavam que o parque aquático atravancava os planos da expansão do estádio. Dali a pouco, diziam que São Januário fica num local inóspito e perigoso, e que deveriam construir outro estádio.

E o que fizeram?

Das três coisas - ampliar o estádio, construir um novo e depredar o parque aquático - adivinha qual escolheram???

Pois é. O parque aquático e o ginásio viraram destroço. A sede está toda descuidada, suja, em escombros. O Calabouço idem. O que fizeram esses gestores insanos? Quem aprovou isso e nada cobrou? Que conselheiros vieram a publico denunciar isso ou articularam alguma oposição a esse vexame?

Quero continuar apolítico. É difícil para o blogueiro, para o colunista, envolver-se com questões políticas e continuar na imprensa escrevendo com suposta isenção. Em todos esses anos, tenho mantido minha postura de criticar o que é crítico e exaltar o clube nas conquistas e glórias, sem me envolver com politica. Pois, com isenção e apartidarismo, posso fazer uma afirmação.  Não é de se admirar que Eurico tenha se reelegido, fazendo com que o Vasco, que supostamente optou por um renovo, tivesse um retrocesso moral absurdo nos dois mandatos do ex-deputado pé-frio e, agora, precisasse recorrer ao antigo mandatário que ele veio substituir. Um outro ex-deputado.

Causa-nos grande indignação essa situação. São Januário não é apenas um estádio de futebol. É um marco na história sociocultural do país, símbolo vivo da emancipação popular em favor de um ideal, palco de conquistas trabalhistas como ascensão profissional do negro no Brasil e a assinatura da CLT, templo de desfiles de escola de samba históricos. O estádio reafirma não apenas essas conquistas em sentido particular, mas resume a própria personalidade e identidade histórica do clube. Será que os loucos não enxergam isso??? O que esses vândalos principiantes causaram não tem precedente!

O desagravo ao patrimônio do Vasco é apenas uma das facetas de uma administração vergonhosa e ultrajante, cujos atos nem mesmo a incompetência administrativa pode justificar.

Resgatar nosso patrimônio é algo fundamental. Um primeiro passo para nossa dignidade. E também um sinalizador para nossos investidores, porque quem cuida de seu patrimônio dá testemunho de que faz bom uso da receita adquirida. Já quem o dilapida, presta serviço contrário.

E basta de gente inútil, prestando serviço contrário, "comendo galinha e arrotando caviar"...

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22/11/2014 20h50

O Gigante Acima dos Medíocres
Hélio Ricardo Rainho

Eu muito me orgulho da torcida vascaína. Por ser tão lúcida, honesta e apaixonada. Por ter feito, nesta tarde de Maracanã, algo além do papel que essa diretoria estúpida e inconsequente esperava dos fieis escudeiros da Cruz de Malta. Quando a cambada que dirige o clube esperava um delírio cego da massa de 56,mil vascaínos que lotou o estádio, pensando que a simples classificação nos encheria a barriga, saiu surpreendida com estridentes gritos de "time sem vergonha" e outras indignações.

Bem feito! Merecem mesmo desprezo e insulto! Que me perdoem, como colunista, a indelicadeza. Mas, antes de qualquer coisa, sou vascaíno. Meu sentimento é o mesmo daqueles que disseram, na lata, o que todos esses sujeitinhos mereciam ouvir em alto e bom som. Repito: bem feito!!!

Esses dirigentes amadores e seus abanadores de carvão não conhecem mesmo o Vasco! São acéfalos de mente tacanha, boçais empedernidos que acreditaram que uma simples classificação calaria a boca da torcida.

Não, não vai nos calar!

É muito insulto e descalabro colocar no Maracanã, diante dessa torcida apaixonada, um Vasco de Série B que sequer pôde disputar o título, brigando por um mísero empate com um dos piores times da competição - o modesto Icasa, que nunca jogou no Maracanã e, por fim, está rebaixado para a Série C. E mesmo diante dessa disparatada diferença de grandeza, ver um elenco acovardado, com jogadores tortos em campo, tudo sem planejamento, sem padrão tático - safando-se lá um Guiñazu ou outro pela raça - sem nenhuma competência para honrar a camisa ou as cuecas debaixo do calção vascaíno.

Um time não é assim por acaso. Um time é o retrato da presidência e da diretoria de seu clube. O presidente fraco e sua diretoria inoperante serão varridos de São Januário na próxima semana com as piores marcas históricas do clube. Em cinco anos, foram ao fundo do poço, ao nível máximo de mediocridade, alicerçados por blindadores cegos e interesseiros que, coniventes com esse derrotismo, serão riso e chacota eternos, dormindo com 100toneladas de pedra na consciência.

Em campo, o Vasco fake e virtual desses apequenados derrotistas arrastou-se o jogo inteiro. Ensaiou uma posse de bola, um domínio de território, um controle das ações, mas só conseguiu seu pontinho miserável quando contou com o cochilo do adversário. Nunca teve força, nem pegada, nem raça, nem capacidade para afirmar sua grandeza diante do diminuto oponente. Fez seu gol de bola parada, tomou um golaço num lance de inegável omissão. Mostrou-se irresponsável, covarde, tecnicamente pobre e desconectado com a vibração da torcida o tempo todo. Seu treinador foi retrato fiel da decadência e do atraso mental desse clube depredado pelos estagiários de quinta categoria que lá resolveram fazer morada. O que deveria ser um espetáculo tornou-se um revoltante espetáculo de pobreza técnica e moral do Gigante da Colina.

Pergunto eu: o que pode ser pior do que isso para o abnegado torcedor vascaíno?!

A pré-temporada do Vasco teve seu diretor nanico (o Caetano que não é Velloso) economizando nas contratações por falta de dinheiro. Pobres de tudo, eles não buscaram dinheiro, apenas choraram porque o clube não tinha. Foi passando o tempo, a temporada foi revelando a mediocridade, e aí começaram a entubar uma taioba de jogadores de empresários amigos, todos de meia pataca. Somando dez deles, dava pra contratar um só que tivesse capacidade para mudar o destino do clube na temporada, mas é querer demais esperar que essa gentalha faça contas. Era hora de convocar o empresariado amigo...

O que vimos nessa temporada macabra foi um time arrastado, esquálido, covarde, frouxo, mal pago. O Vasco não tinha nenhuma força no ataque: descia com dois centroavantes atabalhoados, Maxi sozinho tentando criar jogadas, Douglas naquela armação sonolenta de sempre, os laterais cruzando bolas em Niterói, o zagueiro Rodrigo caindo e reclamando dos tombos o tempo todo, o goleiro saindo errado e fazendo golpe de vista ridículo no gol que tomou, Joel com a prancheta (que deve guardar seu atestado de "burro hors concours"). Esse time só acerta um passe quando alguém do adversário deixa.

Gol de Kleber.

Graças a Deus estamos no fim dessa diabice. Os espíritos das trevas que invadiram o clube sairão. Não sou partidário do Eurico, mas ele terá pelo menos três anos (caso não seja impugnado) para conseguir ser pior do que Dinamite. Teria de rebaixar duas vezes o clube, bater todos os recordes negativos já batidos pelo antecessor. Acho impossível. Ninguém poderá superar o amadorismo e a vaidade desses bobocas que estão saindo do Vasco.

Chega. Que nunca mais esses sujeitos mesquinhos se esqueçam que o Vasco não foi "resgatado" por eles; foi, isto sim, devastado por toda essa escória! Insolentes que humilharam e ultrajaram nossa memória.

Mas o Vasco é Gigante, é Imenso, é Guerreiro. Atropela os perseguidores, lança fora os usurpadores. Venceu e continua vencendo as elites racistas - de dentro e de fora - que tentam colonizar seu patrimônio! Subiu, e subiu sem comprar juízes, sem apito amigo, sem gol roubado, sem golpe sujo de tapetão. Caiu pela podridão de seus malditos, mas subiu não apenas para diferenciar-se de seus rivais históricos golpistas e imorais: subiu para, tal qual uma caravela que se move bruscamente em meio a uma tempestade bravia, lançar fora de sua proa os piratas imundos, corsários sanguinários...e que venha um 2015 diferente!

Estamos atentos, estamos de olho! Esse Vasco é patrimônio de uma nação, e não cabe no bolso desses derrotistas clandestinos que representam os mesmos racistas de elite que nos incomodaram no glorioso passado.

Avante, Vasco! Maior do que todos esses medíocres que te querem colonizar!

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12/11/2014 15h16

Presidido pela incerteza
Hélio Ricardo Rainho

Nada no Vasco é real. O clube vive dias de surrealismo. Ou de virtualidade. O resultado desta eleição em São Januário, vencida pelo mesmo Eurico Miranda que vencera a anterior e depois perdera, na Justiça, o mandato para Roberto Dinamite, ainda quer dizer pouca coisa. Virão pedidos de impugnação, denúncias protestos etc. E, mais uma vez, o vascaíno não tem um cenário certo, uma perspectiva coesa do futuro que o espera.

Será Eurico o presidente? Haverá nova impugnação? 

A grande ameaça que nos paira nisso tudo é que, às vésperas de um início de temporada, mais uma vez viveremos a sombra das incertezas. Caímos pela primeira vez por pura falta de planejamento. E a dificuldade no planejamento vem sendo a principal barreira desse Vasco recente, coincidindo com a sua queda. Quem investirá num Vasco comandado por um personagem refutado pela mídia e pelos quatro cantos do planeta? Quem depositará suas cotas numa empresa cujo futuro está sob indecisão - visto que, a qualquer momento, nova impugnação poderá ocorrer?

Para nós, vascaínos, a esperança está morta. Ou minimamente agoniza. O Vasco não consegue se livrar de seus cartéis, suas milícias, seus feudos internos.Renovo mesmo - propriamente dito - não existe! Tudo gira sempre em torno de testas-de-ferro dos velhos cavalheiros apocalípticos de sempre, os "aposentados funcionais", os atravancadores da modernidade. 

Roberto foi infinitamente falho e prejudicial a tudo o que se esperava de melhor para o clube. Não há precedentes para medir-se a ruína que ele causou!  Alavancado como único herói possível capaz de mobilizar o clube numa ação contra Eurico Miranda, Dinamite foi vitorioso naquela eleição, acendendo a esperança de renovação. Sua gestão foi tão catastrófica e eivada de mau senso que, hoje, o pleito prefere o retorno de seu antecessor. Ao que parece, os vascaínos não querem mais renovo. Querem "mais do mesmo". Porque até mesmo o renovo nos trouxe a desgraça. A principal mensagem que obtivemos é: o atual presidente é tão ruim que, embora tenha "nascido" para banir o anterior, preferiram, agora, que o anterior voltasse. Ou seja: é muita derrota para um sujeito só!

Eurico não é bobo nem novato. É tenaz. Ele sabe transmitir firmeza e solidez com seu discurso de "resgate do respeito ao Vasco'. Em sua época, dentre peitadas nos adversários e baforadas de charuto nas câmeras, impunha uma linha dura de respeito em favor do clube. Que não evitou, também, a derrocada financeira e os péssimos resultados que geraram o primeiro rebaixamento.

Aproveitando-se dessa "carência", e valendo-se do tal artifício de "fomentar novos sócios" (sobre os quais recaem as acusações de serem "eleitores pagos"), mobilizou um contingente para bradar o "Eurico Neles!" como símbolo da força que o Vasco perdeu em todos os setores.

O quadro é grave. Não se pode acreditar que Eurico tenha muitos contatos, muitos trunfos na manga. Politicamente, talvez sim. Em termos de investidores e gestão, voltamos ao engessamento e ao repudio mercadológico. A comunicação também será complicada: os veículos têm declarada oposição a seu estilo de governar.

Não direi muito. Como bom vascaíno, cansei de acreditar em mentiras. É importante que se faça uma devassa nesse elenco, que se reestruture as divisões de base falidas no clube, que se dedetize o empresariado tosco trazido por essa diretoria de futebol e que se expulse, junto, o sr. Rodrigo Caetano, um baita de um fake!

Vamos ver no que vai dar. Como disse, o resultado das eleições ainda não me diz nada. Porque, nesse Vasco, nada é real e tudo pode mudar a qualquer hora.

O novo presidente do Vasco não é uma pessoa física, a exemplo do que sugere o pleito. O presidente do Vasco continua sendo...a Incerteza!

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09/11/2014 22h04

A torcida, a camisa, a bandeira...
Hélio Ricardo Rainho

Foi um jogo para quase 50 mil pessoas. Uma torcida arrebatadora, fiel e apaixonada. Um público que não mede e nunca mediu esforços para acompanhar o Vasco onde quer que o Gigante estivesse. Era preciso conquistar três pontos para assegurar uma caminhada tranquila e inequívoca rumo à ascensão.

E o que fez, dentro de campo, o time do Vasco?

Venceu.

Mas não sem expressar a mediocridade, a miserabilidade e a covardia que subitamente reduziu um elenco de nível mediano a um bando de sanguessugas galopantes dentro de campo. O que é que explica, afinal, a pasmaceira e a apatia demonstradas por esse elenco justo numa reta final de campeonato, quando a classificação é algo fundamental?

Pois bem, estamos diante de enigmas não decifrados. Isto porque, ainda que nos queiram falar de elenco fraco ou limitado, nenhum de nossos concorrentes - nem mesmo a badalada Ponte Preta - dispõe de coisa melhor para justificar o brio com que seus jogadores (que também não dispõe de uma camisa ou torcida com o peso das nossas) têm demonstrado. Se somos fracos em campo, é por opção. Se nossos jogadores não correm, não buscam o gol nem se comovem com 50 mil vozes no maior estádio do mundo, é porque desempenham, com descaso e propriedade, o desprezo à camisa que vestem.

E quem está por trás de tudo isso? Quem deixou o planejamento do ano todo cair por terra, repetindo os mesmos erros de sempre? Quem deixou que um time esquálido, sem liderança e por vezes sem salários, fosse nos representar de forma fria e distante na jornada de fuga de um precipício que as mesmas burrices anteriores geraram?

A verdade é que esses jogadores do Vasco - à exceção da prata da casa - são francos-atiradores de um "dirigente empresariador" que cata a xepa dos oportunistas para enfiar uma camisa com cruz de malta. Só isso justifica a inoperância e o ar blasé com que o Vasco enfrenta (com todo respeito, mas sem hipocrisia) o modesto ABC e, tendo um jogador a mais o tempo inteiro, só o vence com um gol de pênalti, ignorando a explosão favorável de uma torcida apaixonada.

Certamente vamos subir. Não há como perder mais pontos daqui pra frente. Mas é bom que se diga que um Kleber, por exemplo, que ganha 500mil pra jogar com essa indolência, é apenas um retrato da mente tacanha e estúpida dessa gente (toda ela, do cabo ao rabo!) que será merecidamente VARRIDA de São Januário pelo conjunto impecável de uma obra às avessas, cujo maior propósito foi fazer do Vasco um frouxo derrotista como cada um desses loucos são.

Parabéns, torcida vascaína! Não digo a todos lá presentes, porque sei que, dentro dos 50 mil, também estavam os correligionários da balbúrdia, que só querem aparecer ou fazer prevalecer suas sanhas politiqueiras em detrimento da grandeza do clube. Os fisiologistas, torcedores de estigma e vaidade, também se misturaram, porque têm se misturado há anos no intuito de se fundirem como parasitas dentro do clube.

Digo parabéns aos vascaínos de verdade, aos que empunham a bandeira, aos que foram para torcer pelo escudo, não por suas vaidades estúpidas.

Esse vento vai passar, não tenho dúvidas. E que essa eleição seja ganha por alguém de história diferente das histórias nefastas e imundas que cavaram o abismo do clube um dia. Abismo no qual a torcida, a camisa e a bandeira se incumbiram de descer e resgatar o gigante.

Porque, se dependesse de uma presidência covarde, de um diretor de futebol medíocre, de um treinador aposentado na ativa e de um elenco doentio, o Vasco viraria o que todos estes aqui referidos são: eternos derrotados, enclausurados na miséria humana!

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03/11/2014 09h51

O Grande Retrocesso
Hélio Ricardo Rainho

Começa a caminhada para a reta final das eleições que podem mudar o destino do Vasco, e o que se pode ver é a mesma sanha política dos governantes do país. Às vésperas do pleito, contas aprovadas de última hora, alianças escusas, gente tentando ganhar minimamente para se manterem no poderio do clube. Nem que, para isso, negociem apoio em troca de cargos. Ou empunhem uma bandeira de "todos-contra-o-mal-antigo" para repudiar uma possível vitória do ex-presidente do clube. A notícia de que o atual (des)mandatário negociou cargo para apoiar candidatura mostra claramente seu desespero após a derrota fragorosa nas urnas como deputado.

Penso eu: que cenário nefasto e deplorável criou o atual presidente, ao ponto de gerar um estado de carência no eleitorado vascaíno capaz de conferir esperança e solução a Eurico Miranda novamente?

Eis a marcha do retrocesso. O legado de Roberto Dinamite e TODA sua assessoria e mancomunação foi este: o Vasco bi-rebaixado, endividado, mediocrizado entre os pequenos da Série B e olhando o tempo todo para o retrovisor, na esperança de redesenhar seu futuro com "heróis"(sic) do passado! Terminar o ano com Joel Santana no comando já demonstra o quanto não evoluímos e ainda pedimos socorro ao passado como esperança para o futuro. Uma marcha para o retrocesso.

Foi assim a gestão inteira do incompetente ex-deputado. Não temos nenhum valor para os meninos da casa: Roberto dividiu seus dois mandatos infrutíferos entre reeditar cadáveres de velhos ídolos ou atrelar jogadores de empresário de terceira categoria ao clube. Rodrigo Caetano foi a grande ponte para essas negociações: travestido de diretorzinho de futebol (com salário de diretorzão), enfiou suas guimbas de atletas gaúcho pelo Vasco adentro, povoando o clube de atletas de meia pataca, acomodado no falso discurso da falta de dinheiro para justificar suas ações. O Vasco chega à reta final de um campeonato onde várias vezes teve a clara oportunidade de ser o líder e o campeão - menos por seus méritos, sobretudo pela mediocridade da concorrência - mendigando um terceiro lugar e precisando lotar um Maracanã a qualquer preço para assegurar minimamente uma classificação à elite do futebol. Isso porque quatro se classificam! Ele, ali no meio daquele saco de xepa de feira, consegue se meter no meio dos grandes de novo.

Será mesmo que essa ralé que infestou o Vasco não reconhece a estupidez de sua regência? Será que esse ex-ídolo e presidente abestado, rodeado de seus conselheiros patéticos que arrotam o que nunca comeram, não reconhecem a mácula que causaram à instituição Vasco da Gama? É claro que seus travesseiros devem fazê-los sofrer muito, pois nunca mais apagarão de seus currículos a vergonha e o opróbrio que causaram ao clube, a despeito de toda bazófia que gostam de contar. O carimbo de "derrotados" está chapado em suas testas para sempre!

O senhor Roberto, em fim de carreira e destituído definitivamente do trono de São Januário, nem lugar no coração do torcedor terá mais. Ele sabe disso, a eleição política já lhe disse isso. Está catando os badulaques que lhe restam para não desaparecer do mapa, o que parece inevitável.

Esses loucos miseráveis fizeram de nosso orgulho a nossa ruína. Tentaram, talvez não tenham conseguido. Vamos ver como reage a camisa à multidão no Maracanã nesse próximo desafio.  Se o grito da torcida de verdade - desprovida de interesses e de vaidades estúpidas desses psicopatas - conseguir inflamar esses jogadores, pode ser que ainda consigamos sair com alguma coisa parecida com "cabeça erguida" desse medíocre campeonato, dessa medíocre temporada, dessa medíocre página de nossa história! Desenhada por gente tosca, doente, indigna de vestir a camisa que tanto faz questão de querer ostentar, envergonhando ainda mais a cada um de nós que ama o Vasco de verdade.

O resultado dessa eleição me assusta. Pensar numa reedição do passado malogro do clube me constrange. Não ficará melhor nem pior. Será o mesmo hospício que temos agora, caso não haja uma mudança muito grande nesse quadro.

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