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Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho

Carioca, publicitário, MBA em Marketing, ator, diretor teatral, escritor, pesquisador de escolas de samba, futebol e teatro. Escreveu a biografia do jogador Mauro Galvão e é colunista de futebol há 13 anos. Twitter: @hrainho

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



12/11/2014 15h16

Presidido pela incerteza
Hélio Ricardo Rainho

Nada no Vasco é real. O clube vive dias de surrealismo. Ou de virtualidade. O resultado desta eleição em São Januário, vencida pelo mesmo Eurico Miranda que vencera a anterior e depois perdera, na Justiça, o mandato para Roberto Dinamite, ainda quer dizer pouca coisa. Virão pedidos de impugnação, denúncias protestos etc. E, mais uma vez, o vascaíno não tem um cenário certo, uma perspectiva coesa do futuro que o espera.

Será Eurico o presidente? Haverá nova impugnação? 

A grande ameaça que nos paira nisso tudo é que, às vésperas de um início de temporada, mais uma vez viveremos a sombra das incertezas. Caímos pela primeira vez por pura falta de planejamento. E a dificuldade no planejamento vem sendo a principal barreira desse Vasco recente, coincidindo com a sua queda. Quem investirá num Vasco comandado por um personagem refutado pela mídia e pelos quatro cantos do planeta? Quem depositará suas cotas numa empresa cujo futuro está sob indecisão - visto que, a qualquer momento, nova impugnação poderá ocorrer?

Para nós, vascaínos, a esperança está morta. Ou minimamente agoniza. O Vasco não consegue se livrar de seus cartéis, suas milícias, seus feudos internos.Renovo mesmo - propriamente dito - não existe! Tudo gira sempre em torno de testas-de-ferro dos velhos cavalheiros apocalípticos de sempre, os "aposentados funcionais", os atravancadores da modernidade. 

Roberto foi infinitamente falho e prejudicial a tudo o que se esperava de melhor para o clube. Não há precedentes para medir-se a ruína que ele causou!  Alavancado como único herói possível capaz de mobilizar o clube numa ação contra Eurico Miranda, Dinamite foi vitorioso naquela eleição, acendendo a esperança de renovação. Sua gestão foi tão catastrófica e eivada de mau senso que, hoje, o pleito prefere o retorno de seu antecessor. Ao que parece, os vascaínos não querem mais renovo. Querem "mais do mesmo". Porque até mesmo o renovo nos trouxe a desgraça. A principal mensagem que obtivemos é: o atual presidente é tão ruim que, embora tenha "nascido" para banir o anterior, preferiram, agora, que o anterior voltasse. Ou seja: é muita derrota para um sujeito só!

Eurico não é bobo nem novato. É tenaz. Ele sabe transmitir firmeza e solidez com seu discurso de "resgate do respeito ao Vasco'. Em sua época, dentre peitadas nos adversários e baforadas de charuto nas câmeras, impunha uma linha dura de respeito em favor do clube. Que não evitou, também, a derrocada financeira e os péssimos resultados que geraram o primeiro rebaixamento.

Aproveitando-se dessa "carência", e valendo-se do tal artifício de "fomentar novos sócios" (sobre os quais recaem as acusações de serem "eleitores pagos"), mobilizou um contingente para bradar o "Eurico Neles!" como símbolo da força que o Vasco perdeu em todos os setores.

O quadro é grave. Não se pode acreditar que Eurico tenha muitos contatos, muitos trunfos na manga. Politicamente, talvez sim. Em termos de investidores e gestão, voltamos ao engessamento e ao repudio mercadológico. A comunicação também será complicada: os veículos têm declarada oposição a seu estilo de governar.

Não direi muito. Como bom vascaíno, cansei de acreditar em mentiras. É importante que se faça uma devassa nesse elenco, que se reestruture as divisões de base falidas no clube, que se dedetize o empresariado tosco trazido por essa diretoria de futebol e que se expulse, junto, o sr. Rodrigo Caetano, um baita de um fake!

Vamos ver no que vai dar. Como disse, o resultado das eleições ainda não me diz nada. Porque, nesse Vasco, nada é real e tudo pode mudar a qualquer hora.

O novo presidente do Vasco não é uma pessoa física, a exemplo do que sugere o pleito. O presidente do Vasco continua sendo...a Incerteza!

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09/11/2014 22h04

A torcida, a camisa, a bandeira...
Hélio Ricardo Rainho

Foi um jogo para quase 50 mil pessoas. Uma torcida arrebatadora, fiel e apaixonada. Um público que não mede e nunca mediu esforços para acompanhar o Vasco onde quer que o Gigante estivesse. Era preciso conquistar três pontos para assegurar uma caminhada tranquila e inequívoca rumo à ascensão.

E o que fez, dentro de campo, o time do Vasco?

Venceu.

Mas não sem expressar a mediocridade, a miserabilidade e a covardia que subitamente reduziu um elenco de nível mediano a um bando de sanguessugas galopantes dentro de campo. O que é que explica, afinal, a pasmaceira e a apatia demonstradas por esse elenco justo numa reta final de campeonato, quando a classificação é algo fundamental?

Pois bem, estamos diante de enigmas não decifrados. Isto porque, ainda que nos queiram falar de elenco fraco ou limitado, nenhum de nossos concorrentes - nem mesmo a badalada Ponte Preta - dispõe de coisa melhor para justificar o brio com que seus jogadores (que também não dispõe de uma camisa ou torcida com o peso das nossas) têm demonstrado. Se somos fracos em campo, é por opção. Se nossos jogadores não correm, não buscam o gol nem se comovem com 50 mil vozes no maior estádio do mundo, é porque desempenham, com descaso e propriedade, o desprezo à camisa que vestem.

E quem está por trás de tudo isso? Quem deixou o planejamento do ano todo cair por terra, repetindo os mesmos erros de sempre? Quem deixou que um time esquálido, sem liderança e por vezes sem salários, fosse nos representar de forma fria e distante na jornada de fuga de um precipício que as mesmas burrices anteriores geraram?

A verdade é que esses jogadores do Vasco - à exceção da prata da casa - são francos-atiradores de um "dirigente empresariador" que cata a xepa dos oportunistas para enfiar uma camisa com cruz de malta. Só isso justifica a inoperância e o ar blasé com que o Vasco enfrenta (com todo respeito, mas sem hipocrisia) o modesto ABC e, tendo um jogador a mais o tempo inteiro, só o vence com um gol de pênalti, ignorando a explosão favorável de uma torcida apaixonada.

Certamente vamos subir. Não há como perder mais pontos daqui pra frente. Mas é bom que se diga que um Kleber, por exemplo, que ganha 500mil pra jogar com essa indolência, é apenas um retrato da mente tacanha e estúpida dessa gente (toda ela, do cabo ao rabo!) que será merecidamente VARRIDA de São Januário pelo conjunto impecável de uma obra às avessas, cujo maior propósito foi fazer do Vasco um frouxo derrotista como cada um desses loucos são.

Parabéns, torcida vascaína! Não digo a todos lá presentes, porque sei que, dentro dos 50 mil, também estavam os correligionários da balbúrdia, que só querem aparecer ou fazer prevalecer suas sanhas politiqueiras em detrimento da grandeza do clube. Os fisiologistas, torcedores de estigma e vaidade, também se misturaram, porque têm se misturado há anos no intuito de se fundirem como parasitas dentro do clube.

Digo parabéns aos vascaínos de verdade, aos que empunham a bandeira, aos que foram para torcer pelo escudo, não por suas vaidades estúpidas.

Esse vento vai passar, não tenho dúvidas. E que essa eleição seja ganha por alguém de história diferente das histórias nefastas e imundas que cavaram o abismo do clube um dia. Abismo no qual a torcida, a camisa e a bandeira se incumbiram de descer e resgatar o gigante.

Porque, se dependesse de uma presidência covarde, de um diretor de futebol medíocre, de um treinador aposentado na ativa e de um elenco doentio, o Vasco viraria o que todos estes aqui referidos são: eternos derrotados, enclausurados na miséria humana!

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03/11/2014 09h51

O Grande Retrocesso
Hélio Ricardo Rainho

Começa a caminhada para a reta final das eleições que podem mudar o destino do Vasco, e o que se pode ver é a mesma sanha política dos governantes do país. Às vésperas do pleito, contas aprovadas de última hora, alianças escusas, gente tentando ganhar minimamente para se manterem no poderio do clube. Nem que, para isso, negociem apoio em troca de cargos. Ou empunhem uma bandeira de "todos-contra-o-mal-antigo" para repudiar uma possível vitória do ex-presidente do clube. A notícia de que o atual (des)mandatário negociou cargo para apoiar candidatura mostra claramente seu desespero após a derrota fragorosa nas urnas como deputado.

Penso eu: que cenário nefasto e deplorável criou o atual presidente, ao ponto de gerar um estado de carência no eleitorado vascaíno capaz de conferir esperança e solução a Eurico Miranda novamente?

Eis a marcha do retrocesso. O legado de Roberto Dinamite e TODA sua assessoria e mancomunação foi este: o Vasco bi-rebaixado, endividado, mediocrizado entre os pequenos da Série B e olhando o tempo todo para o retrovisor, na esperança de redesenhar seu futuro com "heróis"(sic) do passado! Terminar o ano com Joel Santana no comando já demonstra o quanto não evoluímos e ainda pedimos socorro ao passado como esperança para o futuro. Uma marcha para o retrocesso.

Foi assim a gestão inteira do incompetente ex-deputado. Não temos nenhum valor para os meninos da casa: Roberto dividiu seus dois mandatos infrutíferos entre reeditar cadáveres de velhos ídolos ou atrelar jogadores de empresário de terceira categoria ao clube. Rodrigo Caetano foi a grande ponte para essas negociações: travestido de diretorzinho de futebol (com salário de diretorzão), enfiou suas guimbas de atletas gaúcho pelo Vasco adentro, povoando o clube de atletas de meia pataca, acomodado no falso discurso da falta de dinheiro para justificar suas ações. O Vasco chega à reta final de um campeonato onde várias vezes teve a clara oportunidade de ser o líder e o campeão - menos por seus méritos, sobretudo pela mediocridade da concorrência - mendigando um terceiro lugar e precisando lotar um Maracanã a qualquer preço para assegurar minimamente uma classificação à elite do futebol. Isso porque quatro se classificam! Ele, ali no meio daquele saco de xepa de feira, consegue se meter no meio dos grandes de novo.

Será mesmo que essa ralé que infestou o Vasco não reconhece a estupidez de sua regência? Será que esse ex-ídolo e presidente abestado, rodeado de seus conselheiros patéticos que arrotam o que nunca comeram, não reconhecem a mácula que causaram à instituição Vasco da Gama? É claro que seus travesseiros devem fazê-los sofrer muito, pois nunca mais apagarão de seus currículos a vergonha e o opróbrio que causaram ao clube, a despeito de toda bazófia que gostam de contar. O carimbo de "derrotados" está chapado em suas testas para sempre!

O senhor Roberto, em fim de carreira e destituído definitivamente do trono de São Januário, nem lugar no coração do torcedor terá mais. Ele sabe disso, a eleição política já lhe disse isso. Está catando os badulaques que lhe restam para não desaparecer do mapa, o que parece inevitável.

Esses loucos miseráveis fizeram de nosso orgulho a nossa ruína. Tentaram, talvez não tenham conseguido. Vamos ver como reage a camisa à multidão no Maracanã nesse próximo desafio.  Se o grito da torcida de verdade - desprovida de interesses e de vaidades estúpidas desses psicopatas - conseguir inflamar esses jogadores, pode ser que ainda consigamos sair com alguma coisa parecida com "cabeça erguida" desse medíocre campeonato, dessa medíocre temporada, dessa medíocre página de nossa história! Desenhada por gente tosca, doente, indigna de vestir a camisa que tanto faz questão de querer ostentar, envergonhando ainda mais a cada um de nós que ama o Vasco de verdade.

O resultado dessa eleição me assusta. Pensar numa reedição do passado malogro do clube me constrange. Não ficará melhor nem pior. Será o mesmo hospício que temos agora, caso não haja uma mudança muito grande nesse quadro.

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20/10/2014 11h26

A Oportunidade de libertar o Gigante
Hélio Ricardo Rainho

A candidatura de Julio Brant à presidência do Vasco me sugere, de saída, dois alvos objetivos. Antes de tudo, uma luz no fim do túnel definitiva contra o arcaísmo servil das gestões do passado - velhas oligarquias messiânicas do clube. Além disso, o combate à inoperância e à falsa onda de "renovo" vinda de pretensiosos inférteis que proliferaram no clube.

Foto: Reprodução de InternetPosso discorrer objetivamente sobre o mal anunciado que cada um desses dois modelos oferece como obstáculo á grandeza do Gigante da Colina.

O Vasco é uma entidade centenária, grandiosa, consagrada. Uma marca forte. Uma empresa de reputação enorme no mercado em que está inserido. Por suas características, envolve passionalidade intensa. É um grande desafio conduzir o Vasco. Razão pela qual, no decorrer de sua história, criou-se um clã de beneméritos/benfeitores/padrinhos internos que constituíram uma sociedade peculiar, cada qual indicando e fortalecendo internamente um reduto de mantenedores das "boas práticas de gestão" até então funcionais. A partir da Lei Pelé e com os novos rumos da economia nos últimos 20 anos, a realidade dos clubes mudou muito (e isso também aconteceu, por exemplo, nas escolas de samba). Os pequenos, com maior investimento, passaram a se igualar ou ameaçar a hegemonia dos grandes. A "estrutura" passou a concorrer com o "peso da camisa". Grandes clubes passaram, afinal, a correr risco de rebaixamento.

Mas as oligarquias instauradas a ferro e fogo, como "Casas Grandes" do futebol, não reconheceram sua inabilidade de conduzir os rumos dos grandes clubes, procurando manter seus poderes oligárquicos de forma ditatorial. Como "milicianos de estádios" ou "facções clubísticas", exerceram territorialmente seu domínio a ferro e fogo, ostentando seus poderes e, muitas vezes, sugando o que lhes convinha em nome desse poder exercido.

O Vasco foi vilipendiado por anos dessa forma.

E aí, em tempos de opressão, começam a surgir os "salvadores messiânicos". Todo o desenrolar é político! Monta-se um discurso de "mudança", mas, na verdade, os grandes alardeadores do discurso são velhos oligárquicos dissidentes daqueles a quem se opõem. Ou seus "filhos": uma pequena laia de arrogantes ocos e improdutivos, abestados pela empáfia e por mentiras de internet que tentaram reputá-los como "cerebrais" quando, na verdade, nunca foram bons profissionais ou competentes, tendo vivido apenas à sombra de suas próprias bazófias para esconder seus erros escusos. No Vasco, o fracassado e derrotista Dinamite era testa-de-ferro de uma tentativa de renovo, mas os primeiros dias de gestão mostraram a inoperância de uma equipe inteira, e a frequente recorrência a senhores retrógrados para "ajudar" na gestão era o grande exemplo de que não havia renovo nenhum.

Julio Brant não é um "empreendedor de fachada". Não é o que o seu blog ou a campanha política de nerds favorecidos diz. Sua carreira passou por algumas das maiores empresas do país, não obstante a sua juventude. Seu crivo produtivo passou pela análise e produtividade de grandes corporações, não do quintal da casa dele, de forma que ele mesmo pudesse atestar aos outros que fosse bom sem ser.

É um jovem gestor moderno, atualizado, com vivência internacional. Seu perfil parece confrontar diretamente a petulância dos despreparados metidos a bambambãs e a fúria inominável dos tiranos enraizados nos anais do clube.

Não tenho aqui a menor pretensão de fazer campanha política nem de alardear ninguém como salvador da pátria. Mas tendo a direcionar meu raciocínio para o bem comum do clube, para a tentativa certa de vislumbrar um horizonte produtivo num clube cuja burrice se massificou à custa da inoperância de todos os seus gestores, horrendamente assessorados por gente que aprova tudo pra manter-se nos quadros, ávidos por poder e ostentando uma vaidade idiota em São Januário.

Como pode alguém se envaidecer do estrago que está fazendo? Como podem acreditar que maquiam seu opróbrio com bravatas e mentiras que eles dizem e, na prática, afundaram um Gigante em dois mandatos?

Está na hora de extirpar todos esses tumores - os velhos, os novos - de dentro do clube! Está na hora de acabar com essa estupidez encravada que nem planejar uma temporada sabe!

Um olhar mínimo sobre Julio Brant parece ser a escolha mais acertada para se alinhar dois discursos: o que se quer do Vasco e o que se espera de seu futuro presidente.

O resto...me parece só oligarquias reeditadas. E Júlio, um antídoto a esses males que hoje proliferam no Vasco.

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06/10/2014 16h15

O Castigo do Ex-Deputado
Hélio Ricardo Rainho

Pois é. Dizem por aí que "a bola pune". Conferiram-se as urnas e o que se viu é que quem pune é o torcedor. Encerrou-se mais um capítulo nefasto de um ex-deputado vascaíno em mandato parlamentar. Acossado por uma trágica gestão depreciativa do glorioso Club de Regatas Vasco da Gama, Roberto Dinamite caiu. E caiu feio. Duas vezes rebaixado como presidente de clube, acaba de alcançar nova marca negativa: foi rebaixado, também, como deputado.

Está colhendo os frutos venenosos daquilo que plantou. Diga-se sem dó: é bem feito!!!

Ninguém se iluda: Roberto Dinamite, não obstante o fato de até ter exercido como político mandatos com alguma representatividade, nunca foi um "candidato do cidadão brasileiro" puro e simples. Quem o elegia, e ainda imputou repugnantes 9.300 votos a ele, sempre foi a devotada torcida vascaína. Quando o elegia, a torcida representava a gratidão e admiração pelo eterno ídolo, pelo gigante dos gramados, pela figura que defendia, encarnava e respeitava o Vasco.

Mais do que os insucessos e os infortúnios de uma (duas!) gestão(ões) derrotista(s) e infeliz(es), viu-se um Dinamite que era anátema do craque. O modelo de virtude do ídolo transformou-se em vilipêndio, covardia, morosidade, desprezo às vozes dos torcedores, baú de retalhos de todo emporcalhamento de gente que nada fez pelo clube e só nos humilhou publicamente. O clube foi rebaixado duas vezes em menos de 5 anos, marca negativa eterna para quem, num Centenário, mantinha-se na rara elite dos inabaláveis do futebol. Todos os piores recordes foram batidos - no Carioca, na Taça Guanabara, no Brasileiro (dois rebaixamentos), nas goleadas dentro de casa. Tudo de pior e mais doentio ele alcançou. Por último, como um ato suicida, privou-nos inclusive dele mesmo, sepultando, com o conjunto depreciativo de sua obra, a sua própria imagem de maior ídolo do clube.

Hoje o Vasco não tem mais Roberto Dinamite. Hoje o torcedor, confuso e ultrajado, olha-se no espelho e não tem mais um ídolo, um mito, uma referência. Porque o autor de tudo aquilo tornou-se o algoz da vez. O sucateamento das divisões de base, a contratação de barganhas de empresário para vestir nossas camisas ou comandar nossos departamentos, os balanços escusos e as relações espúrias denunciadas por todos os opositores estão aí para provar isso: o grande ídolo traiu a imensa torcida, cuspiu no prato em que comeu, escarrou na fuça de seu maior eleitorado.

Agora, chafurda no ostracismo, no desprezo de seu povo, derrotado e alijado para sempre dos pleitos políticos. É o que ainda o aguarda dentro do próprio Vasco: uma derrota acachapante, veemente, inequívoca!

Então, afinal, o que restou de seu legado? Que média aritmética vai ponderar os feitos históricos do artilheiro com a derrocada estrondosa do clube conduzido por ele para o mar do fracasso e do naufrágio? Que terá ele a nos dizer, após ter surgido como esperança contra todo vilipêndio e ter, não somente vilipendiado ainda mais o patrimônio moral e social do clube, mas (pior ainda!) aberto portas até mesmo para fortalecer o que tanto prezamos por banir, oferecendo a todos nós o augúrio do descaminho e do desconsolo futuro?

Despede-se o ex-deputado na primeira resposta, primeiro recado, dados pela nação vascaína. Acabou. Apague as luzes, saia do palco: aplausos nunca mais!

E que o Vasco repita em suas urnas o mesmo feito: rechace de seus corredores as hordas escusas dos velhos mandatários, dos xerifes fascistas, dos empresariados esganados e famintos, dos sanguessugas de clube! Que venha sangue novo, autenticidade, gestão moderna, e que um vento do destino varra pra longe as velhas oligarquias reacionárias que insistem em amarrar com correntes de barbante o GIGANTE DA COLINA!

A esperança está na novidade, no renovo, na reação! Que Julio Brant não seja apenas um candidato, mas uma expressão dos anseios vascaínos, dos torcedores que querem ver o clube como sua casa, não dos velhotes tarados e seus sobrinhos psicopatológicos que imaginam São Januário como seus pardieiros, querendo sitiar o que é do povo, conquistado pelo povo, sustentado pelo povo, desde 1923!

Rua, ex-deputado!!!

E que a rua te ensine a catar despojos, empurrar sucata e, no meio da lataria suja, espelhar a imagem decaída e esquálida de alguém que, achando-se maior do que um GIGANTE, caiu na sombra do nada, deixando de existir...

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24/09/2014 10h04

Em campo, a mesquinhez de quem governa
Hélio Ricardo Rainho

Tempos de miserabilidade. O empate com o Sampaio Correa, na noite de ontem, foi um misto de duas coisas. A fragilidade grotesca da arbitragem brasileira e a mediocridade inimaginável do Club de Regatas Vasco da Gama nos dias atuais.

A burrice e a arrogância da COBRAF e de seus órgãos mancomunados na preservação e um quadro mentiroso e estupido de sopradores de apito nos sugere ser eterna. Ninguém nunca vai mexer nisso! Semanas atrás, um jogador que ousou criticar esses idiotas foi severamente punido. Sim: existem severas punições para quem critica esses idiotas, mas os idiotas nunca são punidos, afastados ou sequer reciclados. O "severamente" fica na conta de quem fala mal das cagadas deles. É por isso que eu, como colunista, chamo mesmo de "idiotas", digo que são "uma vergonha"...e quero ver eles virem aqui dentro da redação me "suspenderem" por 1 ano porque critiquei a incompetência remunerada desses marajás do apito...

Quanto ao Vasco...nem digo que é o Vasco! Não é mesmo! Esse rascunho de "sei-lá-o-quê" que entra em campo sem saber fazer resultados, perdendo ou empatando quase todos os seus jogos ou tomando vareios históricos de times pequenos, é um reflexo claro da incompetência cancerosa do deputado presidente e de todos os seus asseclas - desde os que atuam na gestão até os "abanadores de carvão da churrasqueira" do mandatário.

O treineiro anterior precisava mesmo ser varrido, porque foi o pior da história do clube. Um time grande nunc apode prestigiar o treinador que o apequenou e rebaixou. Veio Joel, que não é nenhum gênio, sabe-se, e tão somente esperava-se dele o fim da maracutaia de jogador de empresário escalado à força. Mas Joel carece daquele velho mal de todos os ultrapassados: a "cautela". Quem não é moderno, competente, atualizado, "vai pelas beirinhas", com cautela. A cautela fez do Vasco um Sampaio Correia com a cruz de malta na camisa. Jogamos como time pequeno, com uma penca de volantes marcando o nada. E, ao marcarmos o nada, nada marcamos. Substituir Maxi Rodriguez, hoje o único jogador capaz de uma jogada criativa, um lampejo de craque, é suicídio, papai Joel!

Ceder o empate no finalzinho é meio que uma metáfora da gestão desse deputado infeliz: a mensagem é de que nunca o sonho perderá sua possibilidade de virar pesadelo!

Findo seu desgraçoso mandato, Roberto arrumará suas malas e sairá para algum outro inferno astral onde caibam a sua incompetência, seu destrato, sua bagagem de derrotas e recordes negativos do pior Vasco da história. Junto dele, a humilhação perseguirá, como um demônio revolto, todos os que não apenas o apoiaram, mas tentaram aparecer e usurpar o clube em função de vaidades esdrúxulas e babaquices colegiais. Os derrotistas, os "pés frios" e acumuladores de fracasso dessa gestão serão fadados ao relento. É o que todos nós esperamos.

E quanto a um certo murmurinho na rede social, chegou a ser ridícula a manifestação de alguns pretensiosos em dizer que o Vasco estava "roubando" o pobre Sampaio Correia dentro de sua própria casa. A diferença entre ter um árbitro horroroso em campo e ter um time que compra jogos está nisso: ter um dirigente que publica no Facebook que fará a federação construir seus resultados, ganhar vários campeonatos regionais com erros descarados de arbitragem seguidos e ter um goleiro vindo a público dizer que "roubado é mais gostoso". Graças a Deus, a vergonha na cara do Vasco que aí está parece ter acabado, mas sua torcida ainda sabe distinguir um juiz burro de um resultado manipulado.

Continuo achando que, se subirmos, será por causa da debilidade alheia, nunca por méritos próprios. Ficar entre os quatro melhores dentre os piores nada significará de expressivo. O que está aí - repito - não é o Vasco: é o retrato da mesquinhez de quem o governa!

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10/09/2014 09h05

Joel Santana e o "Vasco retrô"
Hélio Ricardo Rainho

O futebol tem seus mistérios. Muitas vezes ele sobressai na sua simplicidade. Ao que parece, essa foi a fórmula encontrada neste fim de poço do fim de mandato da pior presidência da história do Vasco para sanar o mal da vez.

Repatriar Joel Santana não foi uma opção pensada. A diretoria burra do Vasco fez isso no desespero, na tentativa demagógica de acalmar a irritação da torcida com a beligerância dos treinadores "estrangeiros" ou inventados que perambularam pelo clube nos últimos anos. O primeiro a se manifestar contra foi o diretorzinho gaúcho, e imediatamente todas as especulações da torcida, nas redes sociais, acusavam que essa chegada imporia um fim às escalações de gaveta, aos mequetrefes de empresário, visto que Joel notadamente repudia isso.

Mas Joel chegou. Com sua prancheta, com seus óculos escuros e seu linguajar de boteco de São Cristóvão. Como sempre acontece por onde ele passa (em especial, no próprio Vasco), uniu a equipe, falou para ser entendido. E deu resultado. Vasco 2x0, em casa, vencendo o Luverdense e voltando ao páreo no G4.

De cara, Joel disse a que veio. É verdade: não teremos esquemas táticos revolucionários, em alguns momentos o Vasco parecerá meio "retranqueiro", a prancheta não terá grandes novidades conceituais. Mas, em compensação, ganhamos um ouvido atento e sensível aos apelos da torcida, de alguém que conhece a temperatura do clube, que tem sensibilidade vascaína pra conduzir a nau.

O maior exemplo de que Joel não veio pra atender apelos de empresários ou dirigentes estúpidos foi a escalação dos meninos Jordi e Jhon Cley. Foi preciso mais de um ano para que, finalmente, Jordi ganhasse a posição do goleiro que mais prejudicou o clube em sua história. A falta de profissionalismo e de senso crítico da diretoria do Vasco no mau uso do jovem Diogo Silva é quase um crime. De certa forma, resolveram acobertar suas incompetências individuais lançando ao fogo um goleiro sem preparo, sem capacidade técnica e sem condições de ocupar a posição. Diogo Silva foi lançado como bode expiatório. Mais do que simplesmente atender o apelo da torcida e barra-lo, Joel tirou de cena uma vítima da covardia generalizada dos maus gestores.

E consagrou, junto à torcida, um menino que é prata da casa. Jordi saiu de campo emocionado com os afagos e gritos entusiasmados da torcida vascaína.

Foi uma boa retomada. Um Vasco com cara de Vasco, uma noite rara este ano de um São Januário festivo e feliz.

E lá está o nosso Vasco: contra todos os inimigos espúrios internos, contra todas as provocações chulas dos adversários ruins de bola e bons de apito; dos clubes sem história e sem honra desportiva.

Que a vitória de ontem nos faça acreditar que um Vasco retrô, mesmo com esse "técnico de antigamente", é capaz de atropelar tantos detratores e se fazer Gigante da Colina como sempre foi!

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03/09/2014 08h35

Bizarra Via Crucis
Hélio Ricardo Rainho

O Vasco está eliminado da Copa do Brasil. Foi um favor que nos fez. Que faria esse time desestruturado e abandonado diante de um impetuoso Cruzeiro, adversário da próxima fase, senão nos expor a nova e melancólica vergonha histórica?

Assim confirma a gestão Roberto Dinamite a sua inacreditável vocação para o vexame e o fracasso. Jogando no lixo todas as esperanças que lhe foram depositadas na intenção de substituir o mandato de um déspota, o deputado não apenas destruiu toda a história moral do clube em cinco anos, como também virou o principal cabo eleitoral do retorno do déspota. Sim, porque muitos, desesperados com o Vasco pálido e caricato que aí está, estão mesmo ansiando pelo retorno do velho presidente.

Pela soma de seus infortúnios, Dinamite tem motivos de sobra pra andar na rua com um saco na cabeça, envergonhado simplesmente de existir. Coitado...virou um anti-ídolo incomparável na história do futebol mundial. O maior pária que o desporto já viu!

O interino Jorge Luiz comandou o time de ontem dizendo que "daria sequência ao trabalho anterior". E deu mesmo! A começar pela escalação do temível goleiro Diogo Silva, uma história difícil de se sustentar. Não tem mais desculpa nem o que esconder: ninguém em sã consciência pode escalar um jogador tão insano como esse, que ontem cometeu o suicídio de defender uma bola fora da grande área. O retrato de antiprofissionalismo dessa gestão vascaína se reflete num arqueiro que sequer conhece a regra do jogo. Ontem ele não teve falhas clamorosas, mas esse ato foi o resumo de sua mediocridade e de toda a visão de futebol do Vasco. Com um meia Douglas entorpecido, um lateral Marlon arreganhando a lateral e um time inteiramente bagunçado, escalado apenas no jogo de camisas, o Vasco demonstrou desde cedo que não iria se classificar. No segundo tempo, com as expulsões, Aranda continuou a ser o destaque, Kleber seguiu jogando com voluntariedade e Maxi Rodriguez entrou para apagar qualquer dúvida de que é titular absoluto dessa equipe. Voluntaruioso, talentoso, com visão de jogo. O único jogador capaz de entender o que se quer do jogo, mesmo sem ter comando tático nenhum em campo. Porque, nesse Vasco abandonado, o jogador precisa treinar a si mesmo, se escalar e se aventurar, se quiser alguma coisa.

Quem pode aguardar uma ordem boa do auxiliar que "aprendeu"(?) o que sabe com Adilson Batista?! Ontem Jorge Luiz mostrou que não deve ir muito longe. Aliás, técnico será uma coisa difícil para a buraqueira vascaína causada pelas toupeiras que dirigem o clube. Enderson Moreira já fugiu da rebordosa. Num ato desesperado e populista, a tal diretoria tentou inventar Juninho Pernambucano como treinador. Vejam vocês a falta de preparo desse senhor Rodrigo Caetano, um diminuto fanfarrão. A mente do sujeito parece ter absorvido o comportamento demagogo do deputado presidente, tentando lançar um ídolo do clube como tapa-buraco de situação. Estão pensando que Juninho é criança ou idiota como eles todos juntos. Logo ele, Juninho, que tinha tanto medo da violência do Rio quando o Vasco estava na Segunda Divisão pela primeira vez...quem acreditaria que ele fosse topar esse desafio agora, com tanta violência moral, mental e clubística em jogo?!

Não há horizontes para esse Vasco! Estou escrevendo, hoje, a mesma coluna que escrevi há um ano atrás, quando o deputado patético inventou René Simões, Ricardo Gomes e Cristiano Koheler para comandar o futebol vascaíno. Juntos, os três patetas afundaram o clube: seis olhos juntos não conseguiram enxergar que faltava goleiro! Incrível! Saíram fora os três patetas e veio um dos sete anões para assumir os seus lugares. Pois bem: seguiu o mesmo treinador incompetente e seguiu o mesmo goleiro histriônico no staff do clube. Ninguém fez nada, a não ser um rodízio de jogadores de empresários forçando escalações no clube,. Ou alguém saberia me dizer como Jordi fica na reserva do pavoroso Diogo Silva?!

Enfim, não houve planejamento, não há nenhuma esperança. Continuo achando que, este ano, o Vasco ainda não sobe,, manchando indignamente sua história, corroborando que este presidente é a pior assolação da história do futebol vascaíno. Se subir, o Vasco tão somente o fará pela debilidade dos demais adversários da competição. E temerariamente se preparará para ser o saco de pancadas da Série A 2015...

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31/08/2014 13h24

A Elite Racista Está de Volta!
Hélio Ricardo Rainho

Indefensáveis, injustificáveis, reprováveis, dignos de mancha e vergonha! Os autores do maior vilipêndio moral da história do Gigante da Colina Vasco da Gama vão mostrando, passo a passo, sua diabólica vocação para depredar e arruinar seu patrimônio. Uma disputa estúpida entre um mandato covarde e incapaz, eivado de manobras sombrias e emburrecimento instituído, e outro passado, com a pose de uma hiena zombeteira que pouco se importa com a desgraça do clube, buscando tão somente gargalhar para sustentar seus interesses políticos.

Essa raça, minha gente, é mesmo nojenta, repugnante, repulsiva! Não tem a menor sanidade mental ou moral para sequer se candidatar a qualquer coisa desse clube. Mas lá está, com seu covil de abutres desgraçados sonhando destruir e apequenar ainda mais o Gigante.

Há anos venho batendo nessa tecla. O tipo de ataque e perseguição que segui por causa disso só me provaram que havia uma estranha e intencional "blindagem" cuja razão não era e nunca foi lutar pelo Vasco...MENTIRA: eram cabos eleitoreiros de gente politizada às avessas, "gente" infundando no bagaço político do clube as suas pretensões pessoais.

E aí está o resultado: dois anos de rebaixamento, o patrimônio do clube esculhambado, a base do clube improdutiva no âmbito geral, ausência total de ídolos no Vasco, manutenção de gente controversa/incompetente nos cargos, elencos sanguessuga sem comando, goleadas históricas para rivais de segunda divisão.

Acabaram de perder a vergonha na cara que nunca tiveram e que, hoje, injetam como droga mortal nas veias do clube.

O Vasco está às margens de uma overdose! Precisa de cuidados, de socorro urgente!

Deus, Deus, Deus! Livrai-nos dessa horda de demônios!!!

A derrota ridícula de ontem por 5x0 para o Avaí expôs todas as doenças dessa gestão incauta e nula. Decidiram, somente sob um vareio humilhante nas barbas da torcida, demitir um dos três piores treinadores da história do clube. Neste mandato-supositório do deputado insano, um técnico dessa palidez mental perpetua-se por quase um ano no comando do time que ele mesmo rebaixou!!! Os apelos da torcida, as vaias, os resultados pífios, as críticas...nada abalava a irracionalidade assumida desse presidente e desse departamento horroroso de futebol. Para provar o que NÃO É planejamento, os patéticos não-profissionais dessa gestão demitem agora o sujeito, sem nunca terem pensado em outro nome, de supetão, deixando o Vasco como um "rei pasmado e nu", sem calças no meio do deserto! Sim, a demissão urgia, esse treineiro tinha de ser varrido, claro! Mas desde dezembro do ano passado! Nunca pensaram em outro, nunca planejaram, nunca ofereceram um plano de trabalho decente para um profissional estruturar uma equipe. Agora, de supetão, vão sair na xepa do mundo atrás de algum aventureiro a assumir essa bagatela decaída que eles deixaram por herança.

Quanto custa esse diretor de futebol do Vasco?! Quem vai cobrar dele tudo isso?! Diretor de futebol é líder sindical, pra se manter no clube só porque "briga por salário de atleta"?! Cadê a responsabilidade desse sujeito, que saiu do Fluminense o deixando rebaixado, veio pro Vasco rebaixá-lo de novo, só enfia goela abaixo jogador de seu círculo de amizades, não apresenta nenhum plano diretivo padrão clube?! Cadê o Ricardo Gomes?! Tá no clube encostado?! Ganha salário?! Trabalha?!

Aquilo ali é um cercadinho de padrinhos&apadrinhados! O novo contrato de material esportivo do Vasco é outra vergonha...estamos abaixo de tudo o que sempre fomos. E esses cadáveres todos sorriem com seus dentes podres e amarelos, com vermes nojentos saindo pela boca, como se fossem imponentes ou respeitosos.

Não é praga: é lei de ação e reação. Física pura, newtoniana. Levarão, para o resto de suas vidas, a VERGONHA homérica de serem autores das piores páginas da história do clube. Pronto: do fosso podre da história não sairão nunca mais! O Vasco se erguerá; o Almirante Glorioso e Gigante da Colina vencerá tudo isso e todos eles! Passará esta geração, e a torcida, que hoje conhece bem a fuça de cada um deles, poderá até esquecer quem são (até porque o destino de todos eles será mesmo o ostracismo, a morte moral e social). Mas os vampiros TODOS carregarão, nos piores lugares do mundo, essa mancha: em seus lares, seus familiares, filhos&filhas, rodas de amigos, serão vistos e lembrados sob o eterno estigma de terem saqueado, pilhado, dizimado, escorraçado o clube de vulto histórico mais relevante da história mundial!

Lamentavelmente este senhor deputado presidente suicida com as próprias mãos a imagem de maior ídolo do clube: como quem hostiliza duplamente a bandeira que o consagrou, destitui-se da figura gloriosa que foi, vestido nos andrajos de seus atos espúrios, e lesa o clube na gestão e na perda de sua figura de ídolo mais simbólico! Entendeu isso, senhor mandatário?!?! Aprenda a ler: hoje não temos mais clube nem maior ídolo do clube! O primeiro certamente retornará. O segundo - você! - ACABOU, desapareceu, virou anátema, pária de nossa história. Os gols foram anulados, as conquistas e alegrias ficaram esquecidas: um estranho morto cavou e lacrou a sua própria cova!

A elite racista está de volta! Ela nunca quis ver um Vasco gigante! Tentou, no passado, de tudo para impedir que o Gigante se afirmasse. Derrotada, envergonhada, resolveu infiltrar-se e corroer por dentro seu inimigo mortal.

A elite racista odeia o Vasco! Ela quer tirar do povo aquilo que é do povo...destruir seu amor, sua alegria, sua memória! Ela está aí, travestida de Vasco, dentro do Vasco, dizendo ser Vasco, corroendo internamente o clube em favor de sua vaidade de Rainha bêbada de uma encruzilhada qualquer...

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20/08/2014 09h47

Diogo Silva: cada vez pior!
Hélio Ricardo Rainho

...então o Vasco entra em campo contra o lanterna da segunda divisão, prestes a assumir a liderança...e o que acontece???

Houvesse um mínimo de decência, lisura ou vergonha na cara dessa diretoria patética do Vasco e esse goleiro Diogo Silva jamais poderia vestir a camisa do clube. Recapitulando: ano passado, mesmo tendo um time à imagem e semelhança da pequenez mental do deputado que preside o clube, o elenco do Vasco conseguiria sobreviver à catástrofe de um segundo rebaixamento. A desgraça só não foi evitada porque o presidente frouxo, o ídolo irresponsável Carlos Germano, o diretor de futebol nanico gaúcho e esse treineiro peladeiro insistiram veementemente na escalação de Diogo Silva como titular. A estupidez, a teimosia e a ingerência desses quatro sujeitos armou a cama direitinho para o segundo rebaixamento do Vasco. Curiosamente, assim que caiu, o presidente apressou-se em contratar um novo goleiro...

Alguém tem dúvida de que essa gente está tirando com a cara do torcedor vascaíno? Quiseram, sim, humilhar o torcedor apaixonado, depreciar a grandeza do clube às custas de suas vaidades e teimosias! Para eles, ser rebaixado é apenas contingência! Nenhum deles tem vínculo afetivo com o clube! Nos deixaram á revelia de nossos adversários, sob chacota eterna...e insistem em prestigiar os autores desse naufrágio monumental! Se isto fosse um estádio, a coluna os trataria como as torcidas tratam as mães dos juízes nos jogos acirrados...é o que eles todos merecem!!!

Ano passado, o Vasco sucumbiu sob a deficiência e a mediocridade desse péssimo goleiro chamado Diogo Silva. Ontem, podendo assumir a liderança, perdeu em falhas bisonhas desse sujeito novamente (claro, com algum apoio dos colegas de defesa, como Luan e Carlos César também). Então, como se vê, um pouquinho da história desse goleiro já seria suficiente para descredenciá-lo a sequer vestir a camisa do Vasco na temporada da ressurreição! Como disse um torcedor ontem, no Twitter, dá pra se imaginar o quão odiado esse sujeito é (ou deveria ser) por seus colegas de trabalho; imagina...há um ano esse goleiro não faz outra coisa, senão falhar e comprometer os resultados do Vasco. Ainda assim, segue como opção. E o treinador, que parece cego por conveniência, o escala convicto!

Sugere a todos nós, há muito desconfiados dessa cambada, que mais um complô de empresários deve estar em ação no Vasco. Por que o jovem goleiro Jordi nunca joga? Que artimanha macabra esses mequetrefes estariam arrumando para sucatear o bom goleiro feito na casa, preferindo prestigiar esse detrator de resultados chamado Diogo Silva?

Muitos dirão que é perseguição. De fato, eu também acho. Perseguição DELE; idéia fixa de falhar e prejudicar o Vasco! Sob os olhares covardes e paralíticos do presidente falido, do diretor de futebol "lenda urbana de competência" e do treinador de goleiros, que certamente ganha alguma caixinha de bombons pra forçar uma competência que só existe na cabeça deles ou nas fábulas de Esopo!

O Vasco entrou em campo ontem contra o lanterna do campeonato! O LANTERNA! Precisava ganhar o jogo pra assumir a liderança e definitivamente colocar-se em seu lugar de grandeza no meio dos adversários da série B.

Mas "grandeza" e "devido lugar" são valores longínquos para essas mentes vampiras, emburrecidas e asquerosas que pensam o Vasco hoje!

Leia isto, senhor deputado presidente do Vasco: seus atos espúrios, sua mesquinhez e sua "veia de político" encarregaram-se de VARRER seu nome da galeria de heróis do clube! Vai sair pelas portas dos fundos, sem direito a caminho de volta, defenestrado pelos torcedores que souberam aplaudir sua história pregressa, mas saberão exonerar sua má presença como o PIOR PRESIDENTE que esse glorioso clube já teve! É revolta - revolta mesmo! - que move e inspira o texto destas linhas, independente de o Vasco estar no G4 e até bem posicionado. Visto que só estamos reagindo porque o Vasco tem GRANDEZA, sendo GIGANTE pela própria natureza! Porque, se fosse depender de consciência, atitudes morais ou competência de sua presidência, diretoria e desse treinador improvisado e "prestigiado" por rebaixar o Gigante, estaríamos lá no Z4 amargando a ruína da burrice de todos os déspotas juntos!

Vêm aí as eleições do clube, e essa prorrogação de mandato não evitará que esses nomes imundos sejam lavados com cloro e germicida, enfim banidos da história do clube, com essa podridão de gente que nos apequena arremessada ao relento... ao limbo dos infelizes que ousaram apequenar o Gigante!

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08/08/2014 09h11

Vasco: eleição adiada e Brant como esperança futura
Hélio Ricardo Rainho

Pois é. Dia de eleição e não teve eleição. E não teve eleição porque, mais uma vez, políticos de carteirinha roubaram a cena. Uma tônica no Vasco dos últimos anos, e também o reflexo da decadência e do vilipêndio moral do clube. Dois dos candidatos ao pleito fizeram uma compra de votos para assegurarem seus eleitorados, com aquela cara deslavada e já conhecida do eleitor brasileiro. Em todos os lugares a imundície se repete. Parece que, no Brasil, ser político significa ser podre. Por dentro e por fora. Fruta bichada, fedorenta, repugnante. Como é que pode...

Curioso é que os candidatos que agem assim sequer são impugnados. Sim, porque adiar eleição é o de menos. Se ficou comprovado que o quadro de sócios do clube foi alterado, que havia até 40 pessoas dadas como residentes de um mesmo endereço, por que não se torna inelegíveis e passíveis de indiciamento por corrupção esses senhores? Não vale citar seus nomes, é desnecessário manchar a coluna, e todo mundo já sabe quem são.

- 'Golpe', diz candidato sobre adiamento das eleições do Vasco

Torcida do Vasco. Foto: Reprodução de Internet

O que o atual mandatário está fazendo, ao apoiar o pedido de suspensão das eleições, também não significa idoneidade nem senso de justiça, não. Quem o conhece sabe que ele, tanto quanto os demais, enlameou-se na mesma obstrução moral que os demais concorrentes envolvidos no escândalo. Foi o pior presidente da história do clube e também a maior decepção. De ídolo, virou anátema. De esperança, virou sepulcro. Vimos nele o reverso daquilo que sua história no clube havia consagrado: covardia, inoperância, lentidão, conchavo, desrespeito. Restou-lhe agora, como quem se sente prejudicado e como quem precisa aproveitar alguma oportunidade que seja para reconstruir sua imagem, apoderar-se da fraude dos concorrentes para posar de bom menino, coisa que o modelo depreciativo de sua gestão comprova que ele não é. Sua carreira política acabou - no clube e na vida pública. Está sepultado para qualquer eleitorado.

O estado das coisas, no Vasco, é sofrível. O time está pela segunda vez na segunda divisão e continua sendo rodeado por abutres oportunistas e escusos, apoiados por uma cambada que rosna e fuça nos bastidores de São Januário. Como gosta de aparecer essa gente mesquinha!

Começo a perceber claramente que o candidato Júlio Brant é tudo o que não temos no meio dos políticos viciados, dos fedelhos arrogantes e dos abutres velhos que rondam São Januário. Tem experiência corporativa em grandes empresas, é jovem mas não é um deslumbrado bobalhão como muitos que rodeiam o Vasco hoje. Ninguém mais acredita em messias nessa história toda, mas Brant aparece como uma referência mínima daquilo em que o Vasco deveria apostar para modificar o modelo decaído e alimentador de usurpadores em que hoje se encontra.

Não o conheço pessoalmente, não sigo a indicação de ninguém para fazer isso. Mas começo a penar que, para novembro, haverá tempo suficiente para esse rapaz demonstrar seu valor, consolidar sua proposta e derrubar esse staff maldito de aves de rapina das quais nenhum de nós, vascaínos, deveria sequer ter que ouvir falar outra vez na vida!

Aguardemos as eleições. Porque, até agora, prevalecem a vergonha e a bagunça em São Januário.

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29/07/2014 08h54

O problema é o treinador!
Hélio Ricardo Rainho

O recesso da Copa do Mundo deve ter dado um bom exemplo para os clubes do futebol brasileiro. Após o vexame da seleção nacional, expondo descaradamente o vácuo em que se encontram nossos treinadores (ou pelo menos o modo de pensar a tática no país), muita coisa precisa ser revista. Se antes havia dúvidas, o fracasso da seleção propôs as mais variadas formas de discussão e resenhas sobre o assunto.

Fato curioso. O problema aí já estava, perambulando maquiado como se não existisse. Fez-nos o favor a Alemanha de projetar em praça pública a radiografia de nosso equívoco. Resta-nos saber o que será feito a partir do triste diagnóstico.

E é exatamente nos clubes que o problema se espelha. Em particular, falemos do Vasco. Fervilha a tribuna política do clube, que ainda parece muito dependente de caciques velhos para reformular a taba. Começam a surgir novos nomes, o que é um alento, visto que o Vasco precisa se modernizar com gente que entenda de gestão, não de "indigestão", como ocorreu com as duas diretorias mais recentes.

O reflexo está dentro de campo. Sem um planejamento decente, com um treinador que limita exageradamente a modéstia do elenco montado, o Vasco continua discreto e longe de sua imponência neste campeonato de Série B que disputa. No país onde técnico nunca é prestigiado nem tem tempo para efetuar um trabalho de médio prazo, justamente um que não dá resultado e que é visivelmente fraco para o ofício segue mantido em seu cargo. Se não temos o elenco das estrelas, poderíamos ao menos ter um técnico que soubesse escalar e usar com inteligência o material de que dispõe. Mas Adílson Batista parece ter mais limitações do que todo o elenco que temos.

Não tenho dúvidas de que um treinador mais qualificado faria melhor com o material humano do Vasco. Se observarmos, não temos muita qualidade individual, mas o elenco oferece algumas possibilidades de variação tática que o treinador jamais utiliza. Fica ali na boçalidade de sempre, sem proporcionar reação dentro do campeonato.

É boba a pergunta: "Mas quem seria o treinador ideal?", como se estivéssemos à caça de um messias prometido. Descobrir o ideal seria tarefa de quem está lá dentro ganhando muito dinheiro para fazer isso, não do colunista ou do torcedor. Supomos que um profissional de futebol contratado para tal função saiba fazê-lo. Ou será que não? Qual é a profissão em que o sujeito só faz alguma coisa quando outro - que não ele mesmo - toma decisões e resolve problemas? Podemos ter opiniões e preferências, mas é o diretor de futebol do clube que precisa constatar (como todos constatamos) a debilidade de Adílson Batista (que rebaixou o time e não consegue melhorá-lo no patamar inferior) e providenciar seu substituto.

A estas alturas, o Vasco caminha mal, está mal na tabela. Pior que isso: não aproveitou a chegada do "Gladiador" para impor aos adversários o respeito que um Gigante deveria ter dentro de um campeonato de adversários menores. Retornou com boa vitória do período de férias, mas teve dois empates e caiu no marasmo novamente. Parece melhor na Copa do Brasil, mas é da Série B que precisa sair.

Uma característica dessa gestão burra do clube é a morosidade. Não vão fazer nada enquanto não estiverem à beira do precipício. Sempre foi assim. São incapazes de enxergar as coisas e arrogantes para ouvirem os avisos de perigo. Espera-se, sinceramente, que alguma coisa modifique esse panorama.

Não será, mais uma vez, por falta de aviso. A continuar do jeito que está, torna-se perigosa a marcha vascaína nessa segunda divisão de campeonato brasileiro.

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15/07/2014 14h26

Papa Essa, Brasil!!!
Hélio Ricardo Rainho

O futebol brasileiro segue juntando os caquinhos de sua vergonha histórica. A goleada em casa, a mancha definitiva na história de suas estatísticas. O pior: a perda total de rumo e a incerteza sobre seu futuro.

Anos atrás, ainda como colunista do Supervasco, publiquei uma sinistra profecia de que, caso fossemos eliminados de uma Copa do Mundo em casa e tivéssemos uma Argentina campeã no Maracanã, talvez pudéssemos repensar tudo - desde o nosso sentido de ser "brasileiro" (que a ditadura e a mídia poderosa, juntinhas, consolidaram basicamente como "vestir a camisa da seleção) até a moralidade de nosso futebol. A mídia e a sociedade brasileiras estavam absolvendo os piores exemplos de caráter e conduta (tipo Adriano e Ronaldo "Fenômeno") em prol do "futebol de resultados". O goleiro Bruno foi a pista de que nosso futebol estava formando monstros às ocultas, e não ressocializava mais nada nem ninguém. Não era uma "exceção", como muitos disseram: era apenas o ápice de um problema mais comum do que se queria admitir.

A tal "profecia tinha duas faces cruéis: a eliminação e o triunfo do maior adversário. Escaparam os brasileiros da tortura de verem sua maior rival no futebol ser campeã aqui dentro. Por pouco. Mas, em compensação, a eliminação com duas derrotas por goleada e com os adversários nitidamente nos poupando de um massacre ainda maior, colocou o difamado "Brasil ascendente do BRICS" em sua real condição: precário, rebaixado, humilhado...e digno de pena! Em nível internacional, pro mundo todo ver a cor da cueca arriada e a bunda com a marca do chute!

Sim. Ou alguém aí vai negar diante do espelho que Alemanha e Holanda, nobres seleções européias, demonstraram flagrante pena da miséria brasileira exposta ao mundo, em pleno território nacional???

Do outro lado, Felipão e Parreira. Símbolos da decadência moralista e subdesenvolvida do pobre metido a rico, do vaidoso arrogante, dos matemáticos da mentira, dos generais da ditadura que matam o povo mas cantam o hino nacional aos gritos, como se isso fosse sentimento patriótico. O "escrete de 70" foi montado por João Saldanha, que negou-se a atender as ordens da ditadura e largou a seleção pronta na mão de Zagallo; este deitou na fama do primeiro e fez sua cama. A frase "vão ter que me engolir" é um bardo hitleriano ou mussolínico que ainda se pode ouvir de um Felipão que manda antagonistas e críticos pro inferno em coletiva de imprensa ou de um Parreira manipulador que lê cartinha de dona de casa reiterando que eles continuam heróis sete gols depois da maior vergonha de nosso futebol. Ninguém sabe se essa dona de casa sequer existe, mas eu queria ver os dois fakes de treinador lendo as de muitos outros com opiniões desiguais. Assim como a nossa mídia, escolheram um fato, uma notícia, um ângulo... e imputaram como "verdade das verdades". São manipuladores por essência, sem vergonha nem constrangimento!

É isto: perdemos o jogo, a estatística, a dignidade...e a vergonha na cara!

Que diferença dessa gente para os políticos do Brasil?!

O chefe inglês da FIFA está preso em Bangu como criminoso, desmascarado e detido pela polícia carioca, tão difamada e criticada. Pois é. Rodou o mundo e quatro copas fazendo roubalheiras com uma quadrilha internacional e justamente aqui, onde dizem haver a "policia mais corrupta do mundo", se lascaram e estão todos encarcerados. O senhor Blatter nega-se a responder na coletiva sobre tais acusações. "Não sei de nada" - declarou, em tom petista. Provavelmente tirou 0,75 pontos da nota que nos atribuiu por causa da "falta de fair play" da nossa polícia, que tirou o brilhareco de sua instituição política. Sim, política: a FIFA não é esportiva nem cultural, é poder paralelo!

E os brasileiros começam a acreditar que a saída é "um técnico estrangeiro". A imprensa burra, a mesma que elogiava a seleção pra vender audiência, agora finge que tinha previsto tudo isso e atesta: "Precisamos de treinador de fora!"...

Não é disso que precisamos! Eles não,podem ou não querem falar a verdade! Se calam ou foram calados por alguém para dizer o que precisa dito! Precisamos mesmo é extinguir essa maldita Lei Pelé que bagaceou os clubes brasileiros, faliu os que ainda estão de pé, sucateou nossos jogadores, rebaixou os grandes, deu dinheiro para os pacotes de TV negociarem suas vendas de série B, exterminou a possibilidade de investimento nas divisões de base, abriu a porteira dos empresários vampiros para sugarem sangue e dinheiro de nossos clubes! Exterminar de nossa frente essa lei diabólica é a primeira coisa que deve ser feita se quiserem ter de volta um futebol que forme, que eduque, que sociabilize, que invista, que privilegie o talento, que fortaleça os clubes!

A partir disso, e somente com isso, precisamos escolher um técnico BRASILEIRO para SER FORMADO, não um desses medalhões que já chegam cheios de jogador de empresário pendurados nas mangas...precisamos mandar esse treinador modelado e sem vícios PRA EUROPA, para ESTUDAR LÁ e TREINAR LÁ a seleção que não tem mais jogadores aqui! Dedicado só a isso, trabalhando lá na Europa, estudando lá, trazendo a seleção DE LÁ.

Mas, ao que parece, os brasileiros e a mídia estão inebriados com o "fascínio brasileiro" causado nos estrangeiros. Nunca fomos tão diplomáticos...claro: um anfitrião que deixa o visitante fazer sete gols no meio de sua sala deve parecer, sem dúvida, um caso de diplomacia esdrúxula a ser estudado pelos bambas do Itamaraty. E, tão maravilhados pelo estangeiro, queremos tudo importado: até treinador de futebol! Haja babaquice e ressentimento! Acabou a paixão ufana?! Onde enfiaram a última bandeira verde-amarela com rabisco da Nike que ganharam de presente pra promover a falsa seleção?! Só falta indicarem o Blatter para as eleições presidenciais deste ano...

Se teve um jogador indo embora com camisa de clube brasileiro, tem também vídeo de jogador rejeitando camisa de clube brasileiro no estádio. É bom que se saiba que todo discurso alienante e ilusório acabará, e já acabou: cada um está entregue à sua dura realidade de dirigentes espúrios, relações escusas, clubes sem estádios, sem jogadores, sem estrutura, sem dinheiro e cheios de gente suja e hipócrita fazendo politiquinha pra saciar o ego doente!

Acho, sinceramente, que o pior está por vir nas eliminatórias. Principalmente porque estão todos perdidos, ninguém sabe o que vai fazer nem como fazer, e vão demorar muito pra resolver tudo isso...sabem por quê?

Porque, no jogo do "quem ganha mais", primeiro vão ter que calcular quantas regalias vão perder a partir de cada ato de reformulação. Sem calcularem seus interesses próprios, não vão mexer em nada. E qualquer uma dessas mexidas lógicas que todos estamos sugerindo acabariam com mazelas e privilégios conquistados há anos!

Brasileiros e brasileiras...xeque-mate! A Copa começou com gol contra e terminou com duas goleadas! Isto é seleção brasileira, agora!

Papa essa, Brasil!!!

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09/07/2014 09h35

Vaza, Brasil!
Hélio Ricardo Rainho

A Copa do Mundo é uma efeméride do futebol. Em seu rápido curso de ocorrência, todos - até mesmo os opositores do futebol - unem-se em torno da televisão para comentar, participar, torcer. O ranço de nacionalismo que envolve a Copa do Mundo é tão forte que, motivados pela execução do hino e pela bandeira do país, quase todos se acham na "obrigação" de torcer, de se emocionar, de se envolver. Ao contrário de nós, torcedores de futebol o ano inteiro, há uma predisposição fanática a não enxergar defeitos, a encobrir debilidades. Tudo em nome da festa. A mídia, a que mais fatura, é a que mais promove a mentira e o engano, dos quais é mestra. Mais ainda quando a festa ocorre na própria casa.

- Blog do Sidney Rezende: 'Perdemos. E agora?'

Assim aconteceu com a Copa do Mundo 2014 de futebol no Brasil. "Sua Majestade", a FIFA, chegou aqui em nosso país imbuída de seus estranhos poderes, sua autoridade escusa e exagerada. Enfrentou um corpo agressivo de manifestantes, um pesado slogan "Não Vai Ter Copa!" nas campanhas incisivas do povão irritado com o desgoverno e o caos urbano de um país que, para sediar a Copa, prometia organizar-se em todos os seus setores.

O Brasil precisou mudar. As autoridades precisaram encarar a fúria do francês da FIFA, Sr. Jerome Valcke, acusando-nos de tudo aquilo que sabemos que somos: lerdos, burocráticos, enroladores, incompetentes etc. E, para responder à altura, tudo acabou dando certo. Prepararam a estrutura, os meios de transporte, os sistemas de segurança, os serviços públicos e privados, o trânsito.

Esqueceram o futebol.

Aí apanhamos feio. Mais feio do que nunca. Mais uma vez o Brasil, em casa, faz história às avessas. Tomou uma surra histórica, melancólica, deprimente, humilhante, arrasadora, de 7x1 dentro de sua própria casa. Impávida plateia testemunhando a desgraça. Grande favorita, a Alemanha deu quase o dobro da coça que havia dado em Portugal em seu primeiro jogo.

O Brasil do Felipão era, se muito, um time, não era uma seleção. O conjunto era débil, o plano tático era esquálido e a motivação era apenas a presunção de jovens milionários numa excursãozinha de volta à sua terra hostil para tocarem pagode e funk e posarem de popstars. Muitos encheram em demasia a bola da maioria dos jogadores, mas quem, além de Neymar, seria, naquele time, capaz de desequilibrar uma partida? Pois quis o destino materializar-se num joelho colombiano de jogador perna de pau e, num lance de casual providência, impedir nosso único craque de passar em campo a vergonha que seus coadjuvantes passaram. Porque, com ele ou sem ele, teríamos tomado a mesma coça. Neymar não poderia reverter o quadro de uma seleção sem laterais, sem meias armadores, com atacantes improdutivos e um capitão chorão e medroso a exercer liderança zero nos gramados. Por detrás deles, um comandante ultrapassado, teimoso, perdido num time sem nenhum padrão tático, mal convocado, mal escalado, mal mexido...mal de tudo!

E por que nosso futebol retrocede tanto? Por que, nos últimos 10 anos, todos os clubes grandes que jamais foram rebaixados começaram a cair, começamos todos a perder jogadores das divisões de base muito cedo, começamos a sucatear nossos craques? Por que a CBF está cada vez mais milionária e os nossos clubes estão falidos, miseráveis, entrando em campo para morrerem?

Fred, Marcelo, Júlio e Felipão. Fotos: Reprodução de Internet

Devo concordar com o amigo e Dr. Jorge Veríssimo, conselheiro do Vasco da Gama e colunista de futebol (http://jolucave.wordpress.com/). A raiz dessa desgraça toda está na maldita Lei Pelé. Herança nefasta de um cara badalado como "Rei do Futebol" que, no entanto, mandou a maior bola fora no futebol brasileiro, outorgando ao empresariado o poder reinante sobre os passes, sobre os jogadores, falindo clubes, tornando o jogador de base um investimento sem retorno para quem o pariu. Hoje, a dura realidade dessa falsa carta de alforria para os atletas é que os clubes têm medo de investir na base, gastar dinheiro com jogadores bem formados, porque sabem que cedo eles sairão do clube e pouco lhes darão em troca. Por outro lado, dirigentes macabros fazem pactos satânicos com empresários lavadores de dinheiro desde cedo, quando começam as carreiras dos meninos, e todos eles se acham livres, mas se tornam escravos ou mercadorias nas mãos dessa gente.

Eis a "crônica de uma morte anunciada"! Acharam que a falência, a decadência e o rebaixamento dos clubes tão somente alimentaria a audiência da televisão na venda de pacotes dos campeonatos, levando torcidas gigantescas para torneios pouco vistos, e que isso não lesaria alguns clubes protegidos nem a boa imagem do nosso futebol nacional. "Azar da desgraça de alguns" - pensavam, achando-se imunes. Entorpecidos pela vaidade e pala jactância, tropeçaram na própria burrice, e mutilaram seus próprios recursos. A "grande seleção brasileira" não passou de uma Argélia (do craque Slimani) ou de uma Colômbia (do craque James Rodriguez): tínhamos um só jogador de desequilíbrio em campo!

Estamos pobres de talento no nosso futebol. Perdidos de nossos bons jogadores, sem treinadores com capacidade e empenho tático. Achamo-nos o "país do futebol", mas há anos a roda de treinadores do futebol brasileiro é a mesma; uma dança de cadeiras descaradamente política, não técnica. Jamais fizemos intercâmbio com grupos de fora, estudos com treinadores de outros pontos do mundo: nossos "professores" emburreceram e se acham "os tais". Malandros, mal preparados, muitos de nossos jogadores querem jogar como peladeiros, porque nunca estudaram nem se submeteram à inteligência tática. Faliu a bola do Brasil. Murchou. 7x1 em casa foi o "sapeca-iaiá" alemão para desmascarar a firula!

Enquanto isso, a imprensa segue procurando santos...ou demônios. Heróis ou vilões. Tem que admitir que foi vergonhoso o desfecho. Estava se autopromovendo estupidamente, colaborando com seus pares para propagar uma suposta "melhor copa de todos os tempos" antes da Copa acabar. E agora? Continuarão achando que uma Copa onde o dono da casa foi eliminado com uma surra de 7x1 é a "melhor de todos os tempos"? Como farão para retirar o que já disseram?

Estamos num xeque-mate. Estreamos na Copa com um gol contra e saímos dela com a pior goleada de nossa história. Esperamos 64 anos para uma revanche em casa e veio uma catástrofe: a derrota foi a pior da história, infinitamente mais vergonhosa e humilhante que o vice-campeonato de 50. Troquem as piadas do Brasil vice em 50: nada pode ser pior do que o Brasil do gol contra de Marcelo, do choro covarde do capitão Thiago Santos implorando para não bater pênalti (Bellini não viveu pra ver isso!), dos falsos atacantes-que-não-atacam Hulk&Fred e do goleiro Julio César como o mais varado de nossa história (falhou em várias defesas nesse jogo).

Nesta Copa a CBF pagou o preço de uma lei que, lá atrás, banditizou a relação dos clubes com os jogadores, criou a força dos atravessadores travestidos de empresários, quebrou muitos clubes...e o feitiço virou contra o feiticeiro.

Rei Pelé e seu compadre Zico, que muito difundiram essa lei, aparecerão na televisão dizendo que "no tempo deles era diferente", que tiveram mais orgulho que os atuais para vestirem a amarelinha. Mas nós sabemos que a lei tosca que ambos ajudaram a criar foi e está sendo o câncer dos clubes, do futebol brasileiro e, por fim, da seleção mais frouxa e incompetente que nos fez passar essa vergonha dentro de sua própria casa.

Vaza, Brasil!

Que sorte tiveram os que não foram convocados...


4 Comentários | Clique aqui para comentar

02/07/2014 09h32

É Preciso Ficar de Olho!
Hélio Ricardo Rainho

Os Meninos da Colina começam a ganhar notoriedade. O lateral Andrey e os meias Alan e Evander, titulares da equipe juvenil, foram convocados para a Seleção Brasileira sub-17. O time mirim do Vasco venceu a série Prata (abaixo do título principal do campeonato, que é a Série Ouro) do torneio Ibercup Costa del Sol, na Espanha. A tradição do Vasco sempre foi essa, de revelar e promover gerações de futebol dentro do próprio clube.

No Vasco, acompanhar o andamento e o destino dos meninos é uma real necessidade. Diz-se isso porque, como temos visto, o clube perdeu completamente o ímpeto de revelar grandes jogadores para o time titular nesta gestão do deputado. Nomes expressivos, em tantos anos, somente Alex Teixeira e Phelipe Coutinho. Que foram imediatamente vendidos e sequer tiveram tempo de oferecer mais ao clube. Temos agora, no time titular, Thalles e Luan como principais destaques, com Jhon Cley correndo por fora. O grande craque em potencial, Marlone, foi vendido antes que pudesse também se firmar.

Difícil se imaginar uma ascensão do clube sem um trabalho que conjugue a pujança de um jogador forte, arrastando a pegada do time, e um bom trabalho de base revelando valores. O Vasco que se diz "pobre e em dificuldade" investiu pesado nos últimos anos em comissões técnicas caras e improdutivas. O que fizeram com Ricardo Gomes? O que ele faz no clube? Seus diretores bem pagos reclamam de falta de dinheiro para contratações, e a área de marketing ainda não alavancou o plano de sócios nem a venda de camisas de um ídolo para mudar o quadro atual. Espera-se que o Gladiador possa ser o ponta-de-lança não só do ataque, mas também da imagem institucional e comercial do clube.

Num clube, porém, que chora migalhas de pão dormido, é fundamental que essa diretoria chorona pare de se lamentar e comece a trabalhar um bom uso da fornalha da Colina com craques de potencial futuro, visando a uma identidade dos times futuros, como o Vasco sempre fez: bons jogadores, atletas com vínculo afetivo e raiz em São Januário.

Ao que nos parece - e isto ficou muito claro nos últimos anos - a balaiada de jogadores de empresários fez mais sucesso no clube e literalmente dinamitou a fé e a esperança dos jovens valores da casa, que viam-se desprestigiados e desmotivados a baterem sua bola redonda, porque sabiam que jamais seriam titulares diante dos "paus-mandados" enfiados goela abaixo na equipe titular.

Enquanto o Vasco for dirigido como se fosse uma assembleia de deputados, com inúmeros conluios políticos afetando o bom senso e a transparência, será difícil reverter esse quadro.

É importante, pra quem vota, observar minimamente o que prometem os candidatos em relação a essa gestão das categorias de base e seu devido aproveitamento no planejamento estratégico do clube. O horizonte não é bom. É preciso ficar de olho!

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