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Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho

VASCO. Carioca, publicitário, MBA em Marketing, ator, diretor teatral, escritor, pesquisador de escolas de samba, futebol e teatro. Escreveu a biografia do jogador Mauro Galvão e é colunista de futebol há 13 anos. Twitter: @hrainho

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



26/04/2015 22h12

O Gigante Mostrando a Cara
Hélio Ricardo Rainho

...e deu Vasco outra vez!

Disputando novamente um clássico do Estadual 2015 em desvantagem, o Vasco reverteu a situação e vai levar para a decisão a vantagem do empate. "Não tem nada ganho"...mas tem quase!

Na tarde deste domingo, o jogo disputado pela dupla Vasco e Botafogo teve lances emocionantes e até de boa técnica. Sim, você leu e ouviu coisas muito diferentes disso da maioria dos enfadados comentaristas televisivos, principalmente. Parece que eles, enfim, se cansaram de tanto ver jogo, de tanto ver craques internacionais...e de tanto fazerem o que fazem! Agora, para eles, tá tudo muito ruim, raros são os bons jogos etc. Claro, isso também vai depender muito dos clubes a que se referem. Qualquer outro time que tivesse uma zaga com Rodrigo e Luan seria chamado de "a melhor defesa do Brasil". Madson, no Corínthians, seria lateral direito de seleção. Se forem seus queridinhos de midia e de conluio político, tudo parecerá perfeito. Se for um desses "Vascos" da vida, nada de bom terão visto.

Valem para nós o gostinho da vitória e a nítida sensação de que o Vasco tem um time maduro, equilibrado emocionalmente, valente. Parece emocionalmente pronto para quebrar os tabus da vez. Já disse no Twitter e repito aqui: não se trata de nenhum Expresso da Vitória ou Trem Bala da Colina. Nem poderia. Esse time, minha gente, foi montado agora mesmo, durante um campeonato que virou pré-temporada, saído de um ato de extrema coragem da nova diretoria, que assumiu as rédeas de uma mudança radical e um começo estaca zero.

O que quero dizer é que, sem ser brilhante mesmo, o Vasco hoje jogou bem, teve presença em campo, não se afobou nem se amedrontou com a desvantagem. Diga-se de passagem, o Botafogo também mostrou bom futebol e a partida teve bom toque de bola de ambos os lados. Faltou mesmo foi botar o pé na forma! As oportunidades surgidas de ambos os lados teriam um placar mais elástico se fossem melhor aproveitadas. Duas bolas na trave pelo Botafogo poderiam sinalizar que os alvinegros foram melhores que o cruzmaltino. Mas, no geral, Doriva fez prevalecer o dominio do jogo pelos vascaínos. No segundo tempo, precisando do resultado, Doriva tornou o time mais ofensivo, com Gilberto, Thalles, Rafael Silva e Bernardo. Aparentemente isso desarticulou o nosso meio campo, mas era o ato corajoso do treinador para buscar seu resultado. Perdemos meio-campo, o Botafogo administrou melhor o setor, mas - sem trocadilhos - brilhou a estrela, só que a vascaína. Rafael Silva, que muitos questionavam, fez o gol da vitória.

Não há muito mais a dizer. Vamos esperar o jogo decisivo, que vale a Taça. Porque, para o Vasco, não se trata apenas de ganhar o campeonato. Mas de sepultar um estigma, expulsar uma praga, afastar um agouro.

Vencemos o Flamengo, revertemos duas vantagens, desta vez fomos nós - não o adversário - quem fez o gol dos minutos finais. É hora, de fato, do Gigante mostrar sua cara!

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19/04/2015 20h42

Isto aqui é Vasco! O respeito voltou!
Hélio Ricardo Rainho

E o Vasco venceu!
E o Vasco se classificou!
E o Vasco eliminou o Flamengo!

E o Vasco, do time que teve que ser completamente reconstruído e reestruturado, após a saída pela porta dos fundos da sinistra ex-presidência e sua corja de acéfalos arrotadores de caviar, está na final do Campeonato Carioca!

E parece que o Vasco, finalmente, voltou a ter um treinador de verdade. Os confusos idiossincráticos de outrora, com suas exegeses e invencionices de araque, nem aos pés desse jovem Doriva podem ser comparados. Juntando cacos, Doriva pegou o que sobrou de um Vasco que nem campeão de Série B conseguiu ser, montou uma equipe voluntariosa em poucos meses. Desenvolveu um esquema tático cuja simplicidade não comprometesse a insuficiência do elenco e não menosprezasse o talento que tem em mãos. E aí está o que vimos.

Foto: Reprodução de Internet

Um Vasco que disputou vaga nas semifinais em desvantagem, com o arquirrival tendo a vantagem de dois empates. E o que fez o Vasco de Doriva? Saiu corajosamente para o jogo, tomou a iniciativa e soube segurar a pressão mesmo quando teve lá o seu momento na partida em que perdeu o fôlego (na etapa final do primeiro tempo). Mas a estratégia do técnico foi decisiva: voltar para o segundo tempo com dois jogadores de refinado toque e técnica diferenciada - Dagoberto e Bernardo - para acertarem o passe final, cadenciarem o jogo, articularem contra-ataques fatais. Num deles, a tabelinha deixou Rafael Silva em condições de dar um passe primoroso para Serginho. Derrubado pelo estressado Wallace na área, com um deslocamento sutil que permitiria duas interpretações: "ombro a ombro" ou pênalti. Considerando que o jogador estava em chance real de gol e era último homem, o juiz marcou pênalti. Interpretação possível e sem muita contestação. O artilheiro vascaíno bateu com imensa categoria - bola de um lado, goleiro do outro - e botou o Vasco na posição revertida de ter a vantagem no confronto.

Aí então prevaleceu uma supremacia esmagadora do fator psicológico e da liderança de equipe pelo Vasco. Enquanto Doriva mantinha a bola no ataque e distribuía o jogo cada vez mais e melhor com os passes e arrancadas de Dagoberto e Bernardo, o Flamengo perdia-se errando passes e cobranças de laterais. Era um Flamengo inteiramente desesperado contra um Vasco sereno e confiante.

Venceu o Vasco, contra tudo e contra todos. Porque o vascaíno sabe que, quando o Vasco vence, não vence só dentro de campo. Precisa calar, inclusive, a triste imprensa e sua doentia parcialidade, motivada por interesses econômicos de um lado e corporativistas de outro. Uma perseguição que ficou clara quando o Vasco, com a torcida sob ameaça num estádio sem segurança e omissão total dos organizadores - não ganhou os pontos do jogo contra o Atlético Paranaense jogando em Santa Catarina (proibido de jogar em sua casa por atos violentos) e ainda foi rebaixado. A elite - a mesma elite racista do triste episódio da década de 20 que baniu o clube de negros, pobres e suburbanos - até hoje tenta fomentar razões paralelas para crucificar aquele que mudou a forma de se ver e amar futebol. Não calaram São Januário, não apequenaram a Colina, mas vivem vestindo o Vasco de coadjuvante e estrela menor. Um argumento que, lamentavelmente, os recentes rebaixamentos e a covardia espúria dos ex-dirigentes municiaram impiedosamente contra nós.

Não adiantou. Contra o esperneio de seus dirigentes, treinadores e jogadores, os dois maiores bastiões da elite racista carioca - Flamengo (beneficiado mormente pelas arbitragens nos últimos dez cariocas e brasileiros que disputou) e o Fluminense (das viradas de mesa vergonhosas da Série C pra A e da fuga do rebaixamento recente) - estão fora da decisão do Carioca.

Parabéns, vascaínos! Parabéns Martin Silva, gigante na partida fundamental! Parabéns, Rodrigo, zagueirão que ganhou todas as dividas o tempo todo! Guiñazu, Madson...Bernardo e Dagoberto, os homens que mudaram o jogo!
Parabéns, Gilberto, pela categoria no gol decisivo. Parabéns, Doriva, treinador jovem, inteligente e moderno de verdade para um Vasco forte!

A elite racista terá de assistir, pela televisão, à decisão entre um time de segunda divisão e um time de negros suburbanos! E ainda terão de ouvir um falastrão Eurico roncar grosso que, nesta tarde, venceu seu "campeonato à parte"...

Fazer o quê...
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12/04/2015 11h30

Treino Secreto ou Invasão de Privacidade?
Helio Ricardo Rainho

Vascaínos irmãos,

Não se impressionem com essa tentativa de alguns setores imbecilizados e tendenciosos da imprensa de transformar os treinos secretos do Vasco em "negação de informação"!

A imprensa brasileira é obscura, tem "fontes" obscuras, assina contratos obscuros, faz tudo na obscuridade...e se irrita com direito alheio.

Vocês já viram matéria investigativa sobre CBF? Sobre FIFA? Sobre máfia do apito? Daquelas com repórter disfarçado, microfone escondido, câmera secreta...já viram?

Ja viram matéria investigativa sobre máfia de dirigentes e treinadores em conluio com empresários escusos fazendo triagem e bagatela de jogadores de divisões de base ou entubando falsos craques pra lavar dinheiro? Que TV ou jornal já fez isso? E por que só fazem de outros assuntos?

O que a imprensa não aceita é não poder COMPRAR tudo o que bem entende. Incluindo o ambiente interno do clube. E quem tá falando aqui não é apenas um torcedor do Vasco. É um profissional de Comunicação há 25 anos nesse mercado, 21 deles na televisão e mais de dez na imprensa e meio digital. Eu conheço bem esse eleitorado...

 Lembram desse evento: "Árbitro denuncia corrupção na arbitragem do futebol brasileiro e favorecimento ao Corinthians" [ http://t.co/fhYg1oO44o ]?

Pergunto eu: quantas matérias "investigativas" oa grandes veículos fizeram para aprofundar esse assunto?!?!

Resposta: não fizeram, nunca farão e jamais fariam! Porque compram uma laranja podre pra vender na TV e fazem vista grossa pra lucrar!

Então, se em seus "treinos secretos" essa imprensa desmoralizada e conivente castra a informação e acoberta a sujeira...que se cale e deixe o Vasco apenas treinar futebol!!!

Como faz há mais de 100 anos, pra desespero da elite imunda e racista que sempre envolveu esse esporte!

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06/04/2015 16h29

A Hora de Bater um Papo
Helio Ricardo Rainho

"Há dias em que nada dá certo". Seria essa a retórica para justificar o vareio de cinco gols tomado pelo Vasco num jogo só, contra o modesto Friburguense, após ser alardeada sua fama da defesa menos vazada do campeonato? Muito estranho esse caso, acredito. 

O Vasco entrou o ano com um equipe que teve de ser totalmente montada e reestruturada, sem tempo hábil para reconstrução, dada a necessidade de se expurgar a a virose deixada pela gestão anterior. Tempo escasso, veio a mentalidade jovem e reflexiva do treinador Doriva, que até vem conduzindo bem o seu rebanho. Mas, vamos admitir, os tombos do Vasco desde a derrota burra para a flamengada - dois gols dados de presente ao adversário - começam a acenar algumas coisas.

 

O goleiro Martin Silva deve estar com a alma e as mãos muito divididas entre a seleção de seu país e o clube que lhe paga. Parece alienado, dopado, sei lá. Tem soltado bolas bisonhas, errado muito a reposição de bola e se posicionado mal. O meia Guiñazu começa a dar sinais claros de que, à medida em que a idade for avançando, fará bom uso da famosa "caixa de ferramentas", colecionando cartões das duas cores e dificultando a vida do Vasco. E Bernardo? Será que, um dia, vai amadurecer, fazer a bola rolar redonda com o talento que tem? Eu não acredito...não acredito mesmo. Pra mim, ele é um Carlos Alberto II, irrecuperável de sua estranha alienação ao mundo em que vive. Ambos entram em campo, jogam bola e pensam o jogo somente para eles, sem se importar com mais nada. são dois autistas: estão imersos em seus mundos particulares e nem devem lembrar quem jogava boa com eles após uma partida.

 

Contratamos Dagoberto, uma esperança de melhoria, e ele já figura no departamento médico sem a gente saber quando volta. Temos Gilberto como um belo artilheiro e o lateral Mádson correspondendo bem em campo. Mas, desde os jogos contra Flamengo e Botafogo, o Vasco vem repetindo os mesmos erros de ontem, nesses cinco gols inadmissíveis contra a Friburguense. Por que estamos errando tanto? Por que tantos erros primários e infantis que nem peladeiro comete - atrasar bola em poça d'água, fazer pênalti desnecessário, gol contra, chutar bola no adversário pra enganar nosso goleiro...gente, o que está havendo?

 

O Vasco não pode se fazer cavalo paraguaio de uma competição. Começou bem, deu bom aceno à sua torcida, chegou a vencer um clássico. Mas há umas cinco rodadas não vem convencendo ninguém, com vitórias por "meio a zero", choradas e sofridas diante de adversários "ninguém".

 

Quem chama o elenco pra conversar? O treinador? O presidente? O diretor de futebol? A psicóloga? Se ninguém se mexe, daqui a pouco o cara de torcida organizada vai a campo, chama o grupo às responsabilidades intrínsecas ao peso da camisa...e aí começa a discussão improcedente sobre "invadir local de trabalho", "torcedor vagabundo" etc.

 

O Vasco tem que se aprumar. O Campeonato é fraco, os adversários são fracos e não se diferenciam em nada de nós. O atual líder passou boa parte do campeonato no sovaco da tabela, amealhou umas vitórias na empolgação e nos erros dos adversários e está com pose de uma sumidade que definitivamente não é. Se alguém disser isso ao nosso elenco, certamente nos nivelaremos e subiremos pro nível de disputa.

 

Fred tem razão quando diz que o Campeonato Carioca acabou. Só não devemos respeitar seu veredito porque ele resolveu afirmar isso pelo menos com uns dez anos de atraso. E justamente no momento em que a mamata do time dele acabou junto...

 

Ao Vasco, só esta ganhar a Taça Guanabara de cara, para recuperar a estima e superar os anos de impotência que tornam a equipe covarde quando precisa se superar. É bom que o Vasco se reintegre, se recomponha. Que Doriva não perca o pulso forte de sacar os medalhões que estiverem equivocados ou minimamente chamá-los a uma conversa de retomada de posição. A reta final se aproxima e a torcida não é marionete: estamos apoiando porque acreditamos na reação! Que venha, imediatamente, antes que não seja mais possível. 

 

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20/03/2015 09h06

Domingo tem flamengada!
Hélio Ricardo Rainho

A fase do Vasco é boa. O time está com moral, lidera a competição, tem jogadores como Luan, Mádson e Gilberto em excelente fase, apresentou uma contratação de peso- Dagoberto - que vem crescendo e dando moral à equipe. O garoto Jhon Cley está crescendo na equipe também, e sangue vascaíno da base, quando esquenta o time, faz a diferença.

Dorival parece ter o time na mão, saber o que fazer e a hora de escalar. E tem um mérito: essa equipe do Vasco está sendo formada em dois meses, dentro da competição, dada a necessidade de desmanche do elenco anterior para despachar os ebós da gestão passada - aquele bando de "songomongos" que tinham a cara da antiga diretoria e de seus baiacos correligionários.

É bom, porém, ficar de olho. No papel, os times todos do Rio estão ainda muito crus. Hoje não se tem como olhar para um ou outro e dizer: "está melhor", "é superior", "deve ganhar a partida". Flamengo e Vasco são equipes ainda irregulares e que inspiram pouca força ou confiança. No geral, ganharam de times pequenos e algumas vezes com preguiça ou dificuldade. Claro, aquilo tudo que destaquei acima ainda são pontos a mais que o Vasco tem, justificando que seu desempenho, mesmo com alguns momentos de oscilação, vem sendo o melhor da competição até aqui, traduzido nesses números.

Dagoberto trouxe o toque de classe e a personalidade que faltavam ao time na saída de bola da armação para o ataque. Coisa que se esperava de Marcinho, mas que dele propriamente ainda não aconteceu. Faço ressaltar que eu sempre vi essa contratação do Marcinho como "número 1" um pouco exagerada. É um bom jogador para compor elenco, mas não sei se carrega sozinho o piano. Com Dagoberto e Gilberto nessa fase, acho que ele pode afiar a sintonia e compor a orquestra.

Enfim, o jogo de domingo será um bom teste para as pretensões de ambos os times. Vai mostrar se existe equilíbrio no campeonato ou se, de fato, existe um time que saiu na frente e está melhor. Vai mostrar se a equipe vascaína tem maturidade para superar os traumas das roubalheiras em jogos passados. E vai mostrar, também, se a arbitragem tendenciosa e escusa dos últimos anos perderá seu poder com a volta de Eurico aos bastidores do futebol.

É esperar pra ver. Com fé no Vascão, partindo pra cima da flamengada!

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10/03/2015 11h36

'Dagoberto vem aí!'
Hélio Ricardo Rainho

Ainda é cedo para prospectar algo acerca do Campeonato Carioca. Longe de ter esquentado, longe de ter algum favoritismo, longe de ter algum dos grandes com uma equipe vultosa ou imponente. O nível parece ainda muito baixo.

O Estadual parece ainda carecer de magia antes que se decida minimamente a Taça Guanabara. Se outrora já teve seu "charme", hoje é descaradamente uma pré-temporada para os voos do Nacional e mesmo para o "atalho" da Copa do Brasil.

Dagoberto. Foto: Vasco

Ainda assim, considerando-se a coragem da atual direção de futebol em desmontar uma equipe frouxa e covarde como a de 2014 e, em poucos meses, dar nova cara ao Vasco, já que se considerar a boa campanha e a liderança do estadual pela equipe de São Januário.

E o Vasco vem, agora, com Dagoberto! Um jogador forte, tático, talentoso, com habilidade e visão de jogo. Soma, ainda, sua experiência ao ataque de meninos do time da Colina.

Sabemos que o tempo é mais confiável para se tecer elogios ou render loas às contratações do que tão somente suposições prévias. Mas é um alento vermos o Vasco promovendo a força de sua base e trazendo ídolos fortes, jogadores de personalidade para o nosso meio. Não são mais as bagatelas de empresário mequetrefe, os sacos de traste que os maus mecenas empurravam goela abaixo dos vascaínos.
 
Dagoberto é um belo jogador, um atleta responsável, um vencedor. Vai pelo caminho certo o Vasco nessa sua árdua luta de recuperar a dilapidação cruel dos últimos anos em São Januário.

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09/02/2015 09h19

Xoxo...muito xoxo!
Hélio Ricardo Rainho

Foi xoxo. Pra não dizer esquálido.

Entendemos todos nós que o Vasco está montando sua equipe dentro da própria competição, sem ter em seu elenco exatamente jogadores que possam desequilibrar sem o ganho do entrosamento. Ainda assim, o empate com o Tigres em 1x1 na tarde de ontem deixou a torcida atônita ao ver, em menos de um mês, o time despencar da liderança para uma quarta posição.

Os três setores do Vasco merecem cautela. O que não é pouco, convenhamos. A defesa continua muito óbvia, sem talento individual para o confronto direto e marcando da maneira mais previsível possível. O meio de campo ainda não encontrou na habilidade de Montoya e Bernardo o fator desequilíbrio que se espera nas partidas. Marcinho, muito esforçado, talvez ainda não possa ser cobrado porque está se adaptando e vem fazendo boas partidas. E o ataque ainda não convenceu, apesar do belo gol de Rafael Santos no empate de ontem.

Como todos nós esperávamos, Doriva vai ter mesmo algum trabalho para azeitar a equipe. Espera-se, porém, que o time aprenda a conviver com bons resultados em sua fase de preparação, de forma a não perder a estima e a confiança, sobretudo ao enfrentar os adversários de pequeno porte da competição.

Segue a luta. Diz-se que o Estadual é um ensaio para a temporada. Se assim for, que haja uma melhora acentuada no quadro que se viu na tarde de ontem.

Para descanso e tranquilidade da apaixonada torcida vascaína.

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02/02/2015 09h09

Estreia de líder!
Hélio Ricardo Rainho

Com brios, honra e mostra de dignidade. Assim foi a estreia do Vasco no primeiro jogo oficial do ano, pela Taça Guanabara, vencendo a Cabofriense por 2x0 neste domingo.

Reticentes todos os torcedores estavam. O time está sendo todo construído para esta temporada, graças ao posicionamento da atual direção de futebol, junto à comissão técnica, de partir da estaca zero para neutralizar a inoperância de uma no inteiro (2014) perdido pela comissão anterior. A meu ver, uma aposta certa. O vasco disputou a Série B com nomes teoricamente equilibrados em seus setores, mas foi pífio em preparo físico e organização tática. Coisas que, como podemos ver, parecem dar sinal de franca melhoria neste início de temporada.

O meio de campo ainda precisa de uma maior consistência na marcação, visto que jogadores como Bernardo e Montoya não têm essa característica e, além disso, se projetam muito vultosamente ao ataque. O time ganha em talento e criação ofensiva, e precisa mesmo se resguardar na defesa.

O bom apoio dos laterais Madson e Christiano também fez a diferença. Um dos fundamentos mais importantes do futebol - o cruzamento - parece ter se perdido no tempo e no espaço. Lembramos os grandes laterais dos anos 80 e até 90 e vemos que, de lá pra cá, dificilmente se vê um bom lateral assertivo nesse fundamento. Acredito que isso precise ser tecnicamente mais treinado e aprimorado. Ainda assim, quando se tem um esquema tático com liberdade ofensiva para os laterais e, ao mesmo tempo, laterais com ímpeto de ataque, percebe-se que será possível fazer a diferença. foi assim com o Vasco, também, na partida.

Começar a temporada como líder do certame (graças ao saldo de gols) foi um alento para o torcedor vascaíno. Há muito que não se tinha boas notícias numa arrancada de Estadual. 

E a julgar pela habilidade e a raça de Bernardo, o Vasco parece ter bons motivos para apostar em um novo ídolo para superar a fase combalida de cabeça baixa e indiferença dos anos anteriores. ma boa estreia, que ainda requer sério aprimoramento. Mas, sem dúvida, acena para um horizonte melhor.

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22/01/2015 08h43

Sandro Silva vem aí!
Hélio Ricardo Rainho

A torcida do Vasco já disse a que veio. Se tem algo que a nova direção e o novo comando do futebol vascaíno precisam tomar conhecimento é de que os insucessos e a bizarrice dos últimos anos não serão facilmente tolerados pelos apaixonados vascaínos.

E não serão mesmo.

O jogo não valia grande coisa. Um amistoso, um torneiozinho caça-níqueis. Um ganho de fôlego para a temporada a iniciar. Mas, tendo em vista as bravatas do presidente vascaíno em sua posse, afirmando que jogar contra tal adversário é "um campeonato à parte", a derrotinha por 1x0 foi suficiente para gerar piadas brejeiras. E para a torcida vascaína escolher seu "judas"...

Sandro Silva já não precisa reclamar de anonimato. "Falem mal, mas falem de mim". A falha bisonha, gerada pelo desleixo ou pelo preciosismo, foi suficiente para fazer dele um dos protagonistas das redes sociais na noite de ontem. Achincalhado pela torcida, que não perdoa a sua irresponsabilidade mesmo num jogo bobo. Pois é. Um dia essa gente pequena vai aprender a dificuldade de jogar em time grande.

A solidariedade do futebol vascaíno se manifesta. Os colegas, o treinador, ninguém quer culpar Sandro Silva. E vêm as declarações de que não se pode falar só dele, criticar só ele, apedrejar só ele.

Ah, gente, desculpem-nos. Desculpem a nós, torcedores. Mas podemos, sim, criticar o autor de um erro isolado. Um erro grosseiro, de um jogador irresponsável, cujo futebol foi avaliado como caro pela mesma diretoria burra que o contratou anteriormente. Ora, primeiro o contratam, depois o afastam por achar "caro". Claro: deu o lucro a quem devia dar, mas não interessava mais continuar jogando. Foi emprestado, não teve saída e acabou voltando. Voltou pra fazer a jogada estúpida que fez.

E não se culpe a torcida por criticá-lo tão veementemente. Se o próprio presidente do clube considera tal jogo um "campeonato à parte", deveria o referido sujeito jogar fora um "campeonato" fazendo aquilo que não sabe fazer? Convenhamos, o rapazinho não deve ir longe nesse time do Vasco.

Mas, como sempre vemos no corporativismo senil dos nossos treinadores, Doriva deve querer bancar a "madre Teresa de Calcutá" e "dar nova oportunidade" para uma "volta por cima". Bernardo já fez sua caridade também. Enfim, todo mundo tentando evitar o juízo definitivo sobre um jogador que, a bem da verdade, é reincidente no assunto.

No mais, nem jogou tão mal assim o Vasco seu amistoso de ontem, nem era mesmo para mostrar alguma coisa de boa. O jogo foi fraco, as duas equipes são fracas e precisam melhorar muito para encarar uma temporada adiante.

Aliás, fico aqui pensando: o que será de um Carioquinha com um Vasco combalido, um menguinho bem abaixo da crítica, um Botafogo rebaixado e um Fluminense desmoronado comandado pelo tal Cristóvão???

Sei não. Acho que ainda vai ter muito Sandro Silva sendo crucificado por aí...

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09/01/2015 09h30

A Volta de Eurico
Hélio Ricardo Rainho

Eurico Miranda é um personagem interessante. Simpatizantes, antipatizantes, quem quer que seja não pode deixar de assim admitir. Polêmico, inquieto, perturbado e perturbador, ele sabe, como poucos, administrar a controvérsia e encarar as perseguições.

Como vice-presidente do clube, esteve nas conquistas mais importantes e nas vitórias mais reincidentes do Vasco. Como presidente, em seu primeiro mandato, foi deveras egocêntrico, divergiu de Deus e do mundo, acabou se tornando símbolo do que o próprio Vasco já não queria para si.

Eurico Miranda. Foto: Divulgação

Agora, Eurico voltou.

Voltou pegando um clube devastado pela tsunami da burrice, da covardia, da incompetência, da má intenção eleitoreira. Dinamite foi não apenas o pior presidente, mas a pior decepção da história do Vasco. A seu lado, um covil de arrogantes capengas, se arrastando na improdutividade e arrotando vanglórias. Para tentar consertar a burrice de seus pares, Roberto foi amontoando falsos dirigentes e nomes ocos, com os tiros sempre saindo pela culatra e redundando em soluções miseráveis, mentalidade pobre, visão parca do Gigante. Ao fim de seu mandato, estava suficientemente claro para todos os vascaínos que Roberto era um síndico de prédio brincando de ser presidente da ONU. Um verme diante de um colosso.

Eurico viu isso tudo. Sábio, todos sabemos que ele sempre foi, mesmo quando condenamos sua sabedoria considerando-a mera astúcia. Obviamente ele não passou os dias de Roberto de molho. Por certo estudou os erros, observou as fraquezas, repensou suas próprias atitudes e construiu sua plataforma para se reinventar. Reinventou-se. E voltou.

De cara, a primeira coisa que se viu na volta de Eurico foi a volta do próprio Vasco. A volta do cuidado com o patrimônio, o afago para os funcionários do clube, a atitude respeitosa. E um certo silêncio, ou ar mais comedido, com um trabalho mais introspectivo onde as coisas acontecem antes de serem badaladas.

De tudo isso, algo se deve destacar. A volta do foco nas categorias de base - alma do clube, orgulho e razão de ser de nossas crônicas, gritos inflamados nos estádios, vitórias e paixão pelo clube. "Enquanto houver um coração infantil o Vasco será imortal" - apregoava o lema criado por Álvaro do Nascimento Rodrigues. O Vasco transformou, nesses últimos anos, sua fábrica de craques num cárcere de empresários e num cemitério de talentos. Os meninos ficaram expostos ao nada, desvalorizados e preteridos ante as barangas empurradas com ágio e negociações escusas pelos invasores que desconheciam nosso lema. Isso está mudando. Numa iniciativa inédita, o Vasco está repatriando os meninos que a gestão cuspiu fora. É importante que enxerguemos a realidade: repatriar ex-meninos do clube não significa apenas "contratação" ou "reforço": significa recuperar o investimento em ÍDOLOS, porque os ídolos são forjados, lideram times, fomentam novos torcedores, vendem camisas, divulgam as marcas. Um clube sem ídolos é morto. Finalmente voltamos a pensar da maneira correta, valorizando a prata da casa.

Ao contrário de alguns torcedores, não estou preocupado com grandes contratações. São importantes? São. Mas a derrota acachapante da seleção brasileira na Copa mostrou que não são os "nomes", mas o fundamento, a estrutura e a visão de futebol moderno que fazem a diferença. Prefiro um Vasco firme, pé no chão, consciente de sua força interna e do poder de sua grandeza do que a megalomania. Um ou dois nomes fortes são o que se pode ter na dura realidade do combalido futebol brasileiro e da pobreza franciscana em que deixaram o Vasco. Mas estamos indo bem, eu acho.

Um pouco de paciência e confiança nesse trabalho do Doriva. A volta do prestígio aos "meninos da Colina" já anuncia que Eurico está bem intencionado em reerguer o Gigante.

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24/12/2014 13h02

O Natal dos Vascaínos
Helio Ricardo Rainho

Fechando o ano, a torcida vascaína segue apreensiva. O novo Vasco para 2015 promete emoções fortes na dura tarefa de recuperação das rasteiras que o Gigante levou em anos anteriores. E, como se sabe, a queda é proporcional ao tamanho de quem cai.

As primeiras medidas de Eurico Miranda como presidente pareceram bem pontuais. Faltava inteligência à cambada que saiu. Eurico conhece o Vasco. Enquanto os outros eram toscos fanfarrões galhofeiros. Arrotavam a competência que o acúmulo de infortúnios se encarregou de desmentir. Amadores. Oportunistas. Primeiro pensavam em seus próprios direitos e vaidades, depois no clube. Eurico chegou sanando problemas abissais: restabeleceu a ordem na federação (dois árbitros de pele rubro-negra já vazaram), preocupou-se em recuperar a combalida estima dos funcionários do clube, mostrando apreço ao estádio devastado e doando cestas de Natal ais funcionários; está em Brasilia providenciando a CND para liberar a entrada de verba no clube.

No futebol, a torcida segue angustiada. Preocupa-se com a não-anunciação de nomes de peso, craques de ponta. Olha, vai ser difícil mesmo. A coragem maior foi varrer de São Januário a bagulhada que os empresários calhordas enfiaram lá sob as bênçãos escusas do ex-deputado banana e de seu diretorzinho de futebol souvenir. O elenco de songos-mongos fazedores de corpo mole foi desfeito com a coragem e a propriedade que há muito os covardes infestados no futebol do Vasco não faziam. Sobrou pouca coisa e vieram reforços discretos. Vai ser difícil trazer um grande nome. Talvez numa parceria estratégica, numa ação de marketing especial. E isso, é certo, não vai ventilar antes de acontecer. Possivelmente pode vir a ser articulado por Fernando Horta, que está ali pra fazer essa diferença estratégica.

Restam duas esperanças, agora. A jovialidade e a tranquilidade do técnico Doriva para renovar taticamente o clube, após a saída do falido Joel. A surra homérica da seleção brasileira na Copa caseira deu o alerta de que o futebol brasileiro envelheceu, emburreceu, envaideceu e paralisou. Novos treinadores com perfil mais dinâmico, aptidão para o aprendizado e aplicação de novos métodos. Espera-se que isso funcione. A segunda esperança são os meninos. Os nossos meninos. A gestão passada revelou-se, no seu oceano de estupidez, uma negligenciadora absoluta das tradições do clube de cuidar de seus garotos. Outrora abrigados, cuidados, protegidos, os meninos da Colina se viram acuados pelas pressões para cederem ao acossamento dos empresários "amigos dos amigos". Perderam espaço: ou se tornavam pares dos jogadores de empresários trazidos ao clube ou sumiam. Poucos talentos, nenhum ídolo, uma ou outra promessa pra maquiar o cadáver. A intenção agora é recuperar o prestigio dos meninos.

Até aqui estamos na faxina. Resta-nos aguardar a decoração da casa suja.

Que a cruz de Cristo simbolicamente carregada sobre o peito nos faça lembrar de um Natal onde a mensagem do nascimento de Jesus renova as esperanças e a fé para a vida que segue. E que possamos crer em dias melhores, gente melhor...coisas melhores e mais parecidas com o amor que temos pelo nosso Vasco!

Feliz Natal, vascaínos!
Que Deus nos abençoe e nos livre de todo mal!

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15/12/2014 11h43

Vasco Patriotas: Campeão Exemplar!
Hélio Ricardo Rainho

Em áureos tempos de canibalismo comercial, um grupo de atletas que se junta, empresta seus esforços e entrega sua alma à camisa da cruz de malta é um exemplo! O Vasco Patriotas, o time de futebol americano campeão brasileiro de 2014, vinha crescendo ano a ano e, agora, conquista um título inédito e histórico para o clube. Com um time de atletas dedicados que quase pagam para jogar pelo clube! Ai, que tapa na cara das barangas que ganham fortunas e se arrastam sem honrar a camisa que vestem em campo!

Enquanto fóruns bobos de rede social ficam discutindo se a conquista é da nova diretoria ou da anterior, pode-se afirmar: de nenhuma das duas! A diferença é que, com o pé frio miserável e a alma derrotista da anterior, somavam-se os vices. Agora, pelo menos, o grupo venceu. Os malditos saíram! Com eles, o ranço de derrotismo e agouro. Que não voltem nunca mais!!!

Jogadores do Vasco Patriotas comemora o título. Foto: Mateus Alves

O grupo do Vasco Patriotas é mais uma daquelas histórias de amor, dedicação e gente que empreende esforço e recursos pessoais para abraçar a causa do Gigante da Colina.

A exemplo da construção de São Januário. O time é uma junção de equipes que começaram fora do próprio clube, com recursos próprios, e, por uma consonância de fatores, acabou fundindo-se ao Gigante da Colina e tornando-se um time de futebol americano. Hoje tem alma e sangue vascaínos, saídos daquela cruz de malta encantadora que arrasta corações e multidões.

E foi exatamente essa multidão que encantou dois jovens astros em destaque nesse time campeão. São eles os americanos Lucas Shaw e Joshua Canup. A dupla resolveu incorporar a força de nossa torcida visitando um Maracanã lotado, em jogo da malfadada Série B, e apaixonou-se pelo frisson da torcida. Aliás, desde que chegaram ao Rio, os americanos sempre tiveram por referência o mote histórico do clube e a paixão de seus torcedores.

Como se vê, vem vindo dessa vibração dos atletas do futebol americano o "patriotismo" (no nome e na raça) dos valores verdadeiros do Vasco - a paixão e a verve histórica - que se perderam dentro de campo no mandato que se encerrou. As bestas do apocalipse que reinaram no clube nos últimos anos tão somente buscaram seus interesses próprios, retirando de dentro de campo essa alma genuína de encanto vascaíno. Alma que os Patriotas campeões recuperaram, reacendendo a chama.

Acho que essa conquista do Vasco Patriotas encerra o nosso ano com um novo alento ao orgulho e à paixão de vestir e sentir a camisa vascaína sobre o corpo. Com amor, devoção e o carinho que sempre tivemos pelo Vasco.

Mais do que isso, relembra a todos nós que nem todos os esforços predatórios e toda a burrice imprudente dos vândalos que saíram foram suficientes para apagar nosso fascínio. O Vasco segue Gigante, encantando aqueles que chegam de além-mar, como os craques Lucas e Josh, que sentiram, a vibração da torcida, a paixão genuína de um povo, a grandeza do Vasco da Gama acima de tudo e de todas as desgraças que nos sobrevieram nos anos idos.

Nosso orgulho, nossa bandeira...a cruz de malta, nossa paixão!

Casaca! Casaca! O Vasco Patriotas é mesmo da Fuzarca!

Campeão Brasileiro 2014!

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11/12/2014 13h37

Marquinhos Santos comanda o Vasco
Redação SRZD

Um treinador jovem, com conquistas recentes, carreira ascendente e com salário abaixo de R$100mil. Com essas premissas, a nova diretoria do Vasco contratou o técnico Marquinhos Santos para assumir a vaga de Joel Santana. É ele quem comandará o Gigante da Colina em seu ano de ascensão e retomada de sua trajetória de grandeza.

Vejamos como estão as coisas em nosso país: procurar um profissional "abaixo de cem mil reais" mostra que a média salarial dos medalhões por aí afora está acima disso. No entanto - e a Copa do Mundo provocou essa discussão a partir do resultado catastrófico de nossa seleção com o milionário treinador Felipão - estamos mais ultrapassados e superados em estudos táticos que todos os nossos rivais mundo afora. Então me pareceu, de fato, muito prudente o Vasco tentar um treinador jovem a preço "módico" (é irônico achar que "abaixo de cem mil" é "barato"...).

Foto: Divulgação

Desta vez a mentalidade não foi de desespero nem de "tapa-buraco". A inegável dificuldade financeira por que passa o clube não virou mote de discurso. Em vez do antigo "não faremos loucuras", desta vez a aposta foi num cara jovem, que trabalhou as divisões de base da seleção brasileira e dois grandes clubes. Marquinhos foi campeão sul-americano pela Seleção Brasileira sub-15 em 2011, campeão paranaense pelo Coritiba em 2013 e campeão baiano pelo Bahia em 2014.

Antes que alguns vascaínos se sintam frustrados por terem esperado um nome mais expressivo, vale lembrar uma coisa. A divisão de base do Vasco, na última gestão, foi sucateada e jogada ao relento. Tivemos poucas revelações e pouco interesse dos diretores e futebol em prestigiá-la, a não ser para impor-lhes os empresários da hora. Marquinhos, dada sua experiência justo no trabalho de ponte para os meninos do sub-15, pode ser um agente reestruturador dessa divisão no Vasco. Seu olho clínico para as jovens revelações pode reativar algo há muito adormecido no clube, que é justamente a "pesca de pérolas" feitas na casa.

Ainda estamos muito ressentidos. Anos atrás, vimos a saída de Eurico Miranda e a chegada de Dinamite como um ar de renovo no clube. O tempo nos mostrou que o renovo era uma farsa, que a politiquice escusa e escrota estava de volta. A reeleição de Eurico, ainda vista por muitos como um "regresso", parece ainda causar resistência e rejeição em alguns torcedores. Natural. Mas, por outro lado, o que até agora se tem visto e ouvido sobre medidas e mudanças da nova presidência parece na medida para sanar as coisas adoecidas do Vasco.

A chegada do treinador Marquinhos também pode fazer a diferença contra os "treinadores de feira", aqueles que chegam entubando seus empresários amigos e contratações de gaveta. É óbvio que ele pode indicar alguns jogadores em quem confia, saídos dos lugares por onde passou. Algo um tanto quanto diferente, a meu ver, dos "medalhões" e suas "bagagens certas".

Esperemos. O tempo nos dirá. Mas, neste momento, a contratação do novo treinador do Vasco me pareceu uma boa aposta. Seus resultados são expressivos em poucos anos e seu pedido salarial é coerente. Além disso, temos a possibilidade do clube ser o caminho para um jovem talento trazer algo diferente para o combalido campo tático dos treinadores brasileiros em evidência.

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02/12/2014 08h59

Começar de Novo
Hélio Ricardo Rainho

Hoje inicia uma nova era para o Vasco.  Seja o que Deus quiser!

A verdade é uma só: pior do que está, não fica. E nem o mais pessimista ou o mais indignado com a volta de Eurico Miranda ao comando do Vasco deixará de admitir que serão necessários minimamente três anos para que Eurico consiga ser pior do que tudo de desgraçoso e miserável que Roberto Dinamite causou ao Vasco.

Foi uma devastação! Roberto deixa o Vasco arranhando, inclusive, sua condição de maior ídolo da história, ofuscado não apenas por uma gestão que tornou mundialmente conhecidas sua incompetência e sua frouxidão como, junto disso, seu comportamento antiético e escuso diante de várias decisões onde se esperava minimamente que ele fosse "ídolo". Ou seja, preservasse a sua dignidade.

A situação do Vasco é minimamente vergonhosa. Dois rebaixamentos em cinco anos, um único título conquistado (de segundo escalão, que é a Copa do Brasil), o patrimônio do clube todo destruído, uma divisão de bases sucateada sem revelar praticamente nenhum craque ou ídolo nesses anos todos, cofres combalidos, investidores de meia pataca e contratos escusos como esse da Umbro para os uniformes. São Januário virou um covil de empresários vampiros, de jogadores sem alma, "fingidos & mal pagos".

Roberto presidente foi o maior desastre dos 115 de história do Gigante da Colina!

Temos, então, a volta de Eurico.

Nos anos 90, quando escrevi a biografia do capitão do Centenário, Mauro Galvão, fui acolhido como "filho" por Eurico Miranda para realizar meu trabalho. Sempre disse e sempre direi: serei eternamente grato a ele por isso. Mas minha gratidão não me impediu de me indignar profundamente quando ele lançou fora da tribuna de honra de São Januário o maior ídolo de nosso clube. Naquela oportunidade, ao contrário dos farofeiros oportunistas que vivem à sombra do poder, escrevi uma coluna agradecendo publicamente a gentileza de Eurico, mas anunciando que estava contra ele e a favor do ídolo Roberto. Continuo achando que, naquele momento, não havia justificativa para desacatar o ídolo daquela forma.

Hoje, confesso que, olhando o Roberto presidente, eu seria o primeiro não só a expulsá-lo, mas também a BANI-LO de PISAR em São Januário, depois de tanta imundície governamental que derramou lá dentro! Como um cão sarnento, infestou de pulgas esfomeadas o clube: uma gente que não serve pra nada ficou lá enfurnada sugando sangue do Almirante! Que saiam pela porta dos fundos, varridas e espremidas na unha, como insetos que são!

Já que o lema é "começar de novo" e que só seria possível ser pior que Roberto daqui a três anos, rebaixando duas vezes o Vasco, quero ver o que pode vir de melhor desse Vasco 2015. Já começa que o Sr. Fernando Horta é um poderoso homem de bem, alavancador de negócios e investidor de ponta, como fez com a antes obscura Unidos da Tijuca, hoje um bicho-papão do carnaval carioca. Certamente ele possui força e contatos para tirar do Vasco o estigma de time falido, e também ultrapassar a resistência que os investidores teriam a um nome como Eurico Miranda.

O Vasco começa. Recomeça. O Gigante se levanta combalido e maltratado pelos piratas aventureiros burros e exibicionistas que ocuparam indevidamente sua nau. Todos eles estarão imersos no mar morto do desprezo, afogados na vergonha do que fizeram, sem chances de redenção ou desculpa esfarrapada.

E resta a nós, agora, não as sete pedras na mão, não o pessimismo ou o medo de ser pior. Não agora. Vamos esperar e acompanhar. Cobrar. Ver pra crer. Pior do que está, não dá. Pelas declarações, a mentalidade nova já não é mais tacanha e medrosa como a que saiu. Nada poderia ser pior.

Por isso, eu, como vascaíno, me sinto aliviado. Hoje é uma data histórica para o clube. Nos livramos do pior presidente e da pior cambada que já assumiu o Vasco em 115 anos de história.

Se Deus quiser...começar de novo! Fé em Deus, torcida vascaína...tem que melhorar!

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27/11/2014 12h07

A Mancha Imunda do Descaso
Hélio Ricardo Rainho

Roupa suja se lava em casa. Mas a imundície, quando é muito grande, se propaga e sai na rua. O estado deplorável em que a presidência/diretoria que se despede deixa as dependências do Vasco é digno de opróbrio. Uma irresponsabilidade absurda, símbolo do desprezo e da ignorância administrativa dos beligerantes que por lá passaram.

Pergunto eu: como podem? Como puderam? Têm mil explicações, inúmeras justificativas, mas traíram vergonhosamente todo mundo junto - os vascaínos, os eleitores, os sócios.

Não nos surpreende. O estádio de São Januário, sua verve histórica, representa pouco para os insensíveis cavalheiros que por lá passaram. Era comum, por exemplo, lermos nas redes sociais os adeptos do presidente incapaz defendendo a destruição da piscina olímpica de São Januário. Falavam que o parque aquático atravancava os planos da expansão do estádio. Dali a pouco, diziam que São Januário fica num local inóspito e perigoso, e que deveriam construir outro estádio.

E o que fizeram?

Das três coisas - ampliar o estádio, construir um novo e depredar o parque aquático - adivinha qual escolheram???

Pois é. O parque aquático e o ginásio viraram destroço. A sede está toda descuidada, suja, em escombros. O Calabouço idem. O que fizeram esses gestores insanos? Quem aprovou isso e nada cobrou? Que conselheiros vieram a publico denunciar isso ou articularam alguma oposição a esse vexame?

Quero continuar apolítico. É difícil para o blogueiro, para o colunista, envolver-se com questões políticas e continuar na imprensa escrevendo com suposta isenção. Em todos esses anos, tenho mantido minha postura de criticar o que é crítico e exaltar o clube nas conquistas e glórias, sem me envolver com politica. Pois, com isenção e apartidarismo, posso fazer uma afirmação.  Não é de se admirar que Eurico tenha se reelegido, fazendo com que o Vasco, que supostamente optou por um renovo, tivesse um retrocesso moral absurdo nos dois mandatos do ex-deputado pé-frio e, agora, precisasse recorrer ao antigo mandatário que ele veio substituir. Um outro ex-deputado.

Causa-nos grande indignação essa situação. São Januário não é apenas um estádio de futebol. É um marco na história sociocultural do país, símbolo vivo da emancipação popular em favor de um ideal, palco de conquistas trabalhistas como ascensão profissional do negro no Brasil e a assinatura da CLT, templo de desfiles de escola de samba históricos. O estádio reafirma não apenas essas conquistas em sentido particular, mas resume a própria personalidade e identidade histórica do clube. Será que os loucos não enxergam isso??? O que esses vândalos principiantes causaram não tem precedente!

O desagravo ao patrimônio do Vasco é apenas uma das facetas de uma administração vergonhosa e ultrajante, cujos atos nem mesmo a incompetência administrativa pode justificar.

Resgatar nosso patrimônio é algo fundamental. Um primeiro passo para nossa dignidade. E também um sinalizador para nossos investidores, porque quem cuida de seu patrimônio dá testemunho de que faz bom uso da receita adquirida. Já quem o dilapida, presta serviço contrário.

E basta de gente inútil, prestando serviço contrário, "comendo galinha e arrotando caviar"...

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