SRZD



Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho

VASCO. Carioca, publicitário, MBA em Marketing, ator, diretor teatral, escritor, pesquisador de escolas de samba, futebol e teatro. Escreveu a biografia do jogador Mauro Galvão e é colunista de futebol há 13 anos. Twitter: @hrainho

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



14/03/2016 11h33

Os Gols Perdidos
Hélio Ricardo Rainho

O Vasco vai bem no Campeonato Carioca. O time é, a cada rodada, a confirmação da assinatura de seu treinador: tem um plano tático respeitável, assimila bem as jogadas ensaiadas e trocas de passe, não é uma equipe previsível nem burocrática. Nessas características, vem caminhando bem ao longo de sua primeira competição do ano.

Sofre, porém, de um problema que parece crônico há algum tempo. E que deveria ser pensado agora, na boa fase, pra evitar o equívoco de planejamento do ano passado. O problema é a pouca força de ataque.

Riascos está contundido. Vinha jogando bem. Ok. Mas já estamos em sua segunda temporada e sabemos que ele não é o artilheiro que pretendemos. Toda boa vontade do mundo com Thales só nos leva a crer que, mesmo que ele empurre a bola pra dentro vez ou outra (e está na posição de quem deve fazê-lo), pouco o credencia a ser um atacante à altura do que o Vasco precisa. Jorge Henrique é de toque, já não parece ter pulsão ofensiva (embora tenha feito seu gol ontem). Eder Luís vai oscilar entre a boa forma e a reserva, e também não é bom homem de finalização. É nítido que o poder ofensivo do time está única e exclusivamente nas jogadas ariscas e individuais de Nenê.

Tem dado certo. Mas é arriscado.

O Vasco vai disputar a Copa do Brasil e não pode abrir mão dessa vantagem de ter um time entrosado e bem armado. Bom seria se tivesse minimamente um centroavante ofensivo e contumaz na arte de finalizar. Fica difícil pra todo mundo pensar em nomes fortes; já tentaram alguns que não deram certo desde o longínquo Cleber Gladiador. Mas a realidade é esta: ontem, diante do time do Bangu, o Vasco sobrou na arrumação tática e na troca de passes. Independente da fragilidade e da passividade do adversário, exibiu um bonito repertório de toques e um excelente senso de colocação em campo. Os 2x0 foram pouco. Não por uma "exigência de goleada" ou por impaciência de torcedor. Mas porque não refletiram o domínio exercido e deixaram claro que a potência do ataque não é proporcional à eficácia do time.

Vai bem o Vasco. Mas já deveria pensar nesse assunto dos gols perdidos enquanto tudo lhe vai bem. "É melhor prevenir do que remediar", diz o velho jargão. Eis o sinal!

Facebook Helio Ricardo Rainho
Twitter/Instagram @hrainho

 



15/02/2016 13h24

Sete vezes Vasco!
Hélio Ricardo Rainho

O caminho mais fácil é dizer que o jogo não foi bom. Que não houve lances bonitos, nem técnica, nem futebol. Mentira. Houve sim. Teve lençol, ovinho, drible bonito, disposição. E um belo chutaço de primeira de Rafael Vaz, que definiu o clássico em favor do Vasco. Mais uma vez. A sétima. Uma escrita sobre o principal rival.

Em campo, as duas equipes tiveram de enfrentar um inimigo comum: o sol que a Alcione canta tão efusivamente numa abertura de novela. É quase desumano, numa cidade com sensação térmica de 47º no verão, sujeitar atletas (seres humanos!!!) a uma agressão dessas. Mas quem manda no país é a grade de horários da TV: estamos todos sujeitos inevitavelmente a seus caprichos!

A TV compra e quem quiser que pague o pato!

Fotos: Divulgação

Ainda assim, as equipes tiveram um desempenho aguerrido, sobretudo no primeiro tempo. É nítido que o time do Vasco já tem um padrão de jogo pronto do ano passado. A equipe está treinada há pelo menos seis meses; os principais jogadores foram mantidos. Com esse equilíbrio em campo - e mesmo desfalcado de um de seus principais jogadores, o zagueiro titular Luan - o Vasco se impôs. Jogava em casa. Tinha torcida a favor. Aos poucos acuou o rival, já tinha carimbado a trave em linda cobrança de falta de Nenê. Até, por fim, selar a sua vitória.

O jogo em São Januário foi pacífico, graças a Deus. É claro que não conseguiu evitar alguns pormenores, mas não se confirmaram as previsões desastrosas sobre uma violência desmedida. Nesse sentido, a organização do jogo foi muito boa.
Voltando a campo, inegavelmente Jorginho faz uma boa temporada pelo Vasco. Se não é um time que "joga por música", ao menos tem uma boa visão da partitura musical. No momento em que precisou ser decisivo, o Vasco fez valer a sua autoridade em casa. O time de Muricy ficou brincando de ser sorrateiro, retrancado e saindo em contra-ataques, mas a tática não funcionou. É de se admirar que o Vasco não consiga resolver seu problema de centroavante. Riascos começa o ano bem, se movimentando e participando bem dos lances decisivos do jogo, mas ainda tropeça na bola como atacante. Thalles é quase para desistir: não consegue convencer. Jorge Henrique tem categoria, toca bem a bola, mas não é homem de área e não é incisivo jogando pelas pontas. Se nosso melhor atacante for Eder Luis, aguardemos sua melhor forma para avaliá-lo.

A verdade é que o Vasco respira com muito conforto. Tem 100% de aproveitamento e segue mantendo uma regularidade de boas atuações equivalentes às partidas que vinha fazendo na temporada passada. Regido por dois maestros, Nenê e Andrezinho, e dois guerreiros, Marcelo Mattos e Julio dos Santos, o Vasco tem mesmo de explorar essa qualidade de meio campo para fazer prevalecer sua qualidade de jogo.

Que ontem, mais uma vez, prevaleceu. Sétima vitória! Alguém na Gávea deve estar arrancando cabelos por isso...

Facebook: Hélio Ricardo Rainho
Twitter/Instagram @hrainho

Curta a página do SRZD no Facebook:


10 Comentários | Clique aqui para comentar

03/02/2016 08h57

A Boa Arrancada Vascaína!
Hélio Ricardo Rainho

Foi um estreia animadora e com pé direito. A goleada do Vasco sobre o Madureira foi além das conclusões óbvias a respeito de um placar elástico. Não é querer fazer oba-oba, mas a realidade dos fatos é que, de forma objetiva, o Vasco justificou seu bom final de temporada. Ou seja: a adversidade da situação final no Brasileirão 2015 não ofuscou a realidade de que o time é bom, tem méritos e potencial para crescer. 

Vasco. Foto: Divulgação

Se por um lado devemos ser objetivos quanto ao bom aproveitamento do Vasco na primeira partida, por outro também devemos sê-lo quanto aos desafios que continuam. O ataque, por exemplo, ainda requer atenção. Jorge Henrique continua entrando em campo mais pela categoria dos toques do que propriamente por sua ofensividade como atacante. Ainda está tímido e pouco produtivo, "incomodando" só com o nome. Riascos marcou, atuou bem, mas sabemos que o Vasco precisa de um ataque mais agressivo. O estreante Matheus Pet começou bem e terminou discreto. Algumas coisas ainda precisam amadurecer nesse time. 

É óbvio que os testes de verdade virão com adversários mais fortes. Mas o Madureira sabe engrossar caldo, chegou a empatar o jogo e mesmo assim o Vasco se impôs e ditou seu ritmo.

Ao menos a apaixonada torcida vascaína já pode fortalecer as esperanças de um bom início de temporada, fazendo valer a pena o ano que não pode mesmo ser perdido. Aguardemos a próxima rodada!

Facebook Helio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho


5 Comentários | Clique aqui para comentar

26/01/2016 14h12

Caipirinha Vascaína
Hélio Ricardo Rainho

Nós, vascaínos, terminamos o ano de 2015 de forma inusitada. Ao mesmo tempo em que partecíamos nos sentir honrados com a campanha do segundo turno e o bom padrão de jogo do time de Jorginho, veio a nós o castigo do terceiro rebaixamento. Diante do final trágico do drama vascaíno, parecia que de nada adiantou Jorginho ter montado um bom time, Nenê ter sido um dos melhores jogadores da competição e o Vasco voltar a exibir um padrão de jogo de um time difícil de ser batido. A matemática cruel das "perdas e danos" somando os turnos não nos safou a onça.

Mas, vejamos só: terminamos o ano com um time montado, uma equipe equilibrada e um treinador que sabe o que está fazendo com seu plantel. Nesse sentido - e considerando que o primeiro semestre deste ano é igual para todos os clubes, até que nos venha o Brasileirão - o Vasco tem excelente oportunidade de tirar partido, agora, do que não pode tirar na reta final de 2015.

Já temos um time equilibrado e bem armado para início de disputa. Essa equipe - com o atual elenco -  teve, em comparação direta com seus rivais cariocas, uma campanha melhor e mais regular. O Vasco pode aproveitar, de cara, este bom momento para lutar pelo bicampeonato estadual. Sobretudo porque, devido aos Jogos Olímpicos, será mandante dos clássicos em São Januário. Jogar em casa sempre favorece a quem conhece os meandros do campo, além de assegurar presença superior de nossa torcida.

Além do Carioca, pode-se pensar de forma mais pretensiosa numa conquista de Copa do Brasil. Pensemos bem a respeito: o título da Copa do Brasil, além de repor os cofres e suprir as defuciências financeiras de um ano em que a grana de televisão será curta, dá visibilidade de título nacional e assegura vaga na Libertadores 2017. Com esse dever de casa bem feito, resta ao Gigante da Colina passar pela segundona com a tranquilidade de quem está apenas galgando a ascenão entre os quatro primeiros colocados.

É uma lógica interessante. Dá pra salvar o ano. Mas também não é só isso.

O Vasco precisa potencializar seu ataque. Alguma coisa, alguma contratação, algum incremento nesse setor da equipe precisa simplesmente equacionar o grande problema do clube já há dois anos: a dificuldade de empurrar a bola para o fundo das redes. Aposta-se agora na jovialidade de Matheus Pet para decolar na temporada. Claro, sabemos que não há caixa para contratações de impacto, mas sabemos que ali precisamos mesmo de um bom centroavante.

Domingo já começa a escalada e enfrentaremos, em casa, o sempre surpreendente time do Madureira. Vamos esperar que o Vasco, mesmo sob o fardo dessa direção escusa e complexa, possa caminhar segundo sua própria grandeza.

E consiga, ao contrário do que se espera, um ano inteligente para, como dizem por aí, fazer dos limões uma bela caipirinha.

Facebook Hélio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho


1 Comentários | Clique aqui para comentar

31/12/2015 21h39

Feliz 2016, vascaínos de coração!
Hélio Ricardo Rainho

Feliz 2016, vascaínos de coração!

Somos mais que a divisão, que os resultados, que a classificação;

Somos mais que o que nos tiraram, dilapidaram, confiscaram;

Somos mais que as mentiras espúrias da politicagem beligerante;

Somos mais do que as piadas, tripudiações, judiarias;

Somos mais do que o desprezo, o bullying, o racismo velado;

Somos VASCO!

Somos a força que eles desconhecem, a verdade que os assusta, a paixão que eles não compreendem, a fidelidade que o vaidade deles não compra, a grandeza do Gigante!

Somos VASCO! Somos gigantes!

Mais que isso: somos O Gigante!

Que venha 2016 não para que nos escondamos atrás da vergonha que eles tentaram nos imputar, mas para mostrar a cada um desses canalhas - os de agora e os seus predecessores - que nosso amor e nossa paixão estão em nossa alma, em nosso cântico, em nosso coração!

Que venha 2016 para que tomemos em nossas mãos as forças para reconstruir o clube não por causa da queda de divisão, mas pela queda moral e asquerosa de vermos o Vasco há tanto tempo entregue em mãos imundas e mentes depauperadas, a falsos ídolos decaídos e politiqueiros de ocasião, a vampiros sanguessugas e anjos caídos 

Não vamos esperar, vamos fazer acontecer! Seja 2016 mais um ano de luta, como historicamente já lutamos e superamos tanta coisa...sujaram e apequenaram nossa história, mas não minimizaram a nossa paixão!

Feliz 2016, vascaínos de coração!

Que seja o ano da retomada, da Justiça Divina, da limpeza de todos os entulhos que nos atordoam!

Que seus lares e famílias sejam abençoados. Que seja restituído tudo que nos tiraram.

E que prevaleça, enfim, a grandeza do nosso amor pela cruz de malta...

Facebook Helio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho  

 



25/12/2015 22h22

Que dizer do estado atual?
Helio Ricardo Rainho

O pior de tudo, no Vasco de hoje, não é mais o torcedor julgar o lugar ridículo em que o clube foi parar. O pior de tudo é olhar para as mesmas pessoas que assumiram o clube num golpe e fizeram promessas que não cumpriram ainda estarem por lá roncando suas bazófias. A incompetência administrativa foi acrescida de um inusitado silêncio político no clube.

A oposição do Vasco é nula. De quem saiu, obviamente nada se espera. Não foi capaz de coibir a verminose que gerou a eleição de quem hoje está lá, e não seria mesmo capaz de mais nada a não ser buscar mais e mais interesses pessoais dentro do clube. Aquele bando de vampiros e amadores que sucatearam o clube (principalmente as divisões de base) antes da volta do grande ditador não seria mesmo capaz de esboçar reação agora. Talvez até torçam para outro time para se manterem na ilusão de que são produtivos. Insanos que só!

Mas e a oposição atual? E os que se candidataram contra as forças políticas jurássicas e oligárquicas que pirateiam a grandeza do clube? Pois é. Parece que estagnaram também. O que eu imaginava, num momento duro como este, era uma oposição arregimentada. Mas há interesses políticos e oba-oba de redes sociais que parecem estar acima de tudo. Somente na hora da eleição é que todos aparecerão, com suas chapas, cartazes e panfletos, alardeando-se como "messias de São Januário".

Estou de olho...

Estava eu aqui calculando. O que nós, torcedores de verdade do Vasco, temos a ver com isso? Pois é. Desencorajados por tudo, não temos o ímpeto massivo de adquirir poder de voto dentro do clube e constituir uma poderosa força de associados capaz de impedir essa cabritada de comprar gente para votar neles!

Estado de desânimo, eu acho.

Vamos tentar recuperar isso!

Ressuscitar e ressurgir antes como vascaínos e, depois, como Vasco!

Porque nenhum desses - os que saíram, os que lá estão e alguns fricoteiros de oposição - representam Vasco da Gama nenhum diante de tamanho desafio.

Sejam a cruz de malta o nosso pendão e a nossa militância a chance de retomar o Vasco das presas desses animais imorais...

Que Deus nos abençoe!!!

 

Facebook Helio Ricardo Rainho 

Twitter/Instagram @hrainho


1 Comentários | Clique aqui para comentar

06/12/2015 19h23

Eis no que deu o brinquedo: Vasco rebaixado
Hélio Ricardo Rainho

Eis no que deu o brinquedo...

O Vasco de 2015 cometeu o vil pecado de alimentar a arrogância improdutiva de seu presidente com a ilusão de que o título estadual asseguraria uma boa campanha no Brasileirão. Aqui no chiqueirinho do futebol carioca - assim, minúsculo, com a mentalidade tacanha e nanica herdeira da "caixadaguice" local - não há nenhum time competitivo ou bem classificado pra Libertadores. Campeão desses anões, o Vasco euriqueiro achou-se dono do mundo. O império ruiu sob as águas de Curitiba nesta tarde...

Foto: Divulgação site Vasco

Sem planejamento desde 2014, com uma herança maldita de um lado e outra de outro, o Vasco eternizou-se na lanterna do campeonato, perdeu inúmeras chances de se recuperar, chegou a ficar a 13 pontos de distância do primeiro rebaixado e acreditou piamente em placares magros que lhe deixaram escapar vitórias importantes nos últimos minutos de jogo. Além disso, claro, ficou vulnerável às arbitragens escusas de sempre - as da burrice e as da provável má intenção.

Depender de um adversário como o Fluminense para escapar da degola só podia mesmo ser a ironia do golpe final. 

A receita magra de um ano longe da elite do futebol significará, também, uma necessidade imensa de mentes criativas e capacitadas a proverem recursos e contratações para sair do buraco e se assegurarem fora dele. Quem olha para o quadro atua de gestores enxerga isso??? Pois é: compram sócio com muito mais propriedade do que todas as demais coisa. Agora, a mulambada interna caiu toda e mal pode ironizar os antecessores. Juntando todos, dá meia lata de lixo!

Cai o Vasco e caem as esperanças de que - sem um planejamento sério, feito por gente jovem e preparada; não por decrépitos ou principiantes politiqueiros de araque - o Vasco volte a expressar a grandeza histórica do Gigante que, um dia, marcou as páginas do futebol brasileiro.

Facebook Helio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho

Curta a página do SRZD no Facebook:


3 Comentários | Clique aqui para comentar

05/12/2015 13h55

Vasco, Vasco da nossa paixão!
Hélio Ricardo Rainho

Ah, meu Vasco, nosso Vasco...aqui estamos nós, novamente, abraçados contigo!

Tanto desprezo, tantos ataques, tantos irresponsáveis, inomináveis asquerosos catando louros diante de ti...e cá estamos, torcedores fiéis, apaixonados por ti!

Tantos dilapidadores internos, fisiologistas do acaso, oportunistas de carteirinha, politiqueiros de ocasião, aduladores de poderosos, maquiados inverdadeiros...e nós, caixeiros e mulatos, aqui contigo!

Foto: Divulgação

Vilipendiaram tuas conquistas, menosprezaram teu passado glorioso, ludibriaram os cínicos com o falso argumento de que não és mais Gigante; os pequenos que em ti se infiltraram difamaram a ti como pequeno tal qual só eles são; os estultos se engrandecem em sua insignificância vociferando para te depreciar...e nós, teus filhos na cruz de malta, seguimos aqui contigo!

Cruzamos os mares nunca dantes navegados do rebaixamento, ouvimos o canto vil dos perseguidores zombando de nossa dor, superamos tudo isso...e aqui estamos, de novo, esperando que o mar não nos devore, que a nau não se perca do rumo, que o alvo seja alcançado!

Agora, restam-nos a paixão e a esperança nessa batalha final! Um desafio a enfrentarmos juntos, com gritos e silêncios, unidos e individualmente, na alma e no corpo, no brado e na fé!

Não fomos nós, Vasco da Gama, que desejamos isso para ti!

Não fomos nós, Vasco da Gama, que corroemos tua estrutura em busca de prestígio que pudesse ser roubado de ti!

Porque pra nós, tua gente do povo, Vasco da Gama...tu és o Vasco da Gama dos meninos da Colina, dos devotos abnegados, dos negros suburbanos, dos fiéis apaixonados que escolheram acreditar!

Foto: Divulgação

Ah, meu Vasco, nosso Vasco...aqui estamos nós, novamente, abraçados contigo!

Pois, seja qual for teu destino, fazemos parte de ti, e estaremos contigo...sejamos fortes e voluntariosos como condizem a nossa história e esta nossa campanha no "turno da reação", que nos leva a ter esperanças mesmo na dura reta final!

Avante, Vasco da Gama...tua imensa torcida vai contigo...tua estrela na Terra a brilhar...cruz de malta, cruz de Cristo...nós escolhemos acreditar!!!

Facebook Helio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho

Curta a página do SRZD no Facebook:



20/11/2015 00h37

Não sei, agora...
Hélio Ricardo Rainho

Empatou. Não fez três pontos.

Numa rodada perigosa onde todos os adversários fizeram seus resultados, o Vasco cedeu um empate aos 36' do segundo tempo e deixou de fazer seus três pontos para se manter mais forte na disputa.

Mas não foi hoje, jogando contra o campeão antecipado e melhor time da competição, que o Vasco teve sua melhor chance de confirmar a melhoria do time e se livrar da degola. Não, não foi. O Vasco virou o turno muito melhor e mais assertivo do que em todo o turno anterior, exibiu um futebol mais arrumado e competitivo a maior parte dos jogos. Mas penou em não fazer gols, em não segurar resultados, em não aproveitar tropeços e mais tropeços dos adversários. Esperou as quatro últimas rodadas de um campeonato cheio de artimanhas e armações de uma federação regional declaradamente empenhada em safar seus representantes na competição. Até em juiz o Vasco confiou, deixando vários resultados magros serem revertidos a partir de apitaços escusos.

Não sei, agora, se é fácil ou é difícil escapar. Não sei, agora, se vai ganhar todos os seus jogos na raça e no coração. Não sei, agora, se vai ser agraciado pelos chamados "deuses do futebol" com pitadas de sorte, resultados combinados, honestidade/competência dos juízes (difííííícil!!!). Não sei, agora, o que poderá acontecer para selar o destino da cruz de Malta nesta competição.

Olhamos bem para a cara desta diretoria e lembramos da anterior: quem, ali, seria merecedor de alguma graça, milagre ou misericórdia?! Quem ali mereceria um afago do destino para evitar um escorraçamento público e o escárnio dos detratores e inimigos?

Este Vasco de Eurico - tal qual o de Roberto - não é o nosso Vasco, de torcedor comum e apaixonado. Cada um desses dois Vascos - o que já caiu duas vezes e o que ameaça cair pela terceira - é apenas retrato de grupos (mal) articulados e obsessivos, transtornados e deslumbrados, megalômanos e presunçosos, que comem gafanhoto e arrotam caviar! São sardinhas em lata que se acham bacalhau! Não sei se esses "deuses do futebol" que já castigaram duas vezes os incompetentes de outrora serão condescendentes com os retrógrados atuais.

Vamos na fé dos nossos jogadores! Vamos na fé das nossas camisas! Vamos na fé da nossa torcida, da nossa cruz de Malta, da nossa bandeira!

Se olharmos para tudo aquilo que lembramos da grandeza de nossa história, pode ser que ela se levante, e prevaleça contra esses coveiros nefastos que enterraram, em todos estes últimos anos, nossos tesouros e grandeza como se fossemos medíocres como os amadores que há três gestões administram o glorioso Gigante da Colina.

Nas mãos deles, deixamos de ser gigantes! Esquecendo que eles existem, quem sabe, não perdemos a nossa boa fé...

 

Facebook Hélio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho



08/11/2015 19h17

Veloz e Furioso Vasco!
Helio Ricardo Rainho

O Vasco deu uma arrancada monumental e deu fôlego incrível à sua torcida para respirar ao vencer, por 2x0, o Palmeiras em São Paulo. Com uma disciplina tática intocável, atuações extraordinárias de Nenê e Rafael Silva, entrou em campo fazendo o que dele se esperava: tirar partido do conhecido nervosismo desse time do Palmeiras e revertendo a pressão da torcida contra o próprio dono da casa.

Era difícil, muito difícil na teoria. Na prática, porém, tudo aconteceu até xim certa facilidade. A princípio relutante no ataque, o Gigante da Colina dominou o jogo praticamente todo, com um toque de bola extraclasse de Nenê e uma boa marcação de meio-campo exercida por Diguinho e Serginho. Os laterais apoiavam bastante e a zaga era pouco incomodada por jogadas previsíveis e pouco incisivas do ataque alviverde.

Rafael Silva fez valer sua luz de talismã. Abriu o placar com um gol feito em suas características: senso de colocação, boa técnica, raça e fé na jogada. Um cabeceio certeiro em diagonal, indefensável para o bom goleiro Fernando Prass. No lance do segundo gol, foi dele a jogada individual, numa sequência de dribles onde sofreu uma falta e, na vantagem, a bola sobrou limpa para Nenê dominar e esbanjar categoria num toque a meia cobertura sobre o goleiro, cara a cara com o gol.

Jorginho começa a deixar claro que tem o time na mão. O Vasco não é apenas um time que está jogando na raça e na fibra para fugir de um laço. É uma equipe bem treinada, como padrão  tático claro, jogadas bem armadas e um futebol que não é previsível. Se estivesse com a cabeça fora dessa tensão do escape do Z4, seria provavelmente uma equipe de destaque deste campeonato. Faz um belo segundo turno e reage não apenas no grito, mas na bola.

Todos os adversários perderam e o Vasco ganhou. 

A sorte sorriu para um Vasco que, hoje, foi veloz e furioso para não apenas tocar bem a bola, mas sair com resultado é novo alento.

Semana passada eu berrei no Twitter que não acreditava em mais nada. Paixão de torcedor. Porque, agora, São Januário será um caldeirão no jogo contra os gambás...e até nessa vitória eu estou acreditando!!!

Obrigado, talismã Rafael Silva! Obrigado, maestro Nenê!

Veloz e furioso Vasco que nos acende a paixão para vencer e triunfar!

Facebook Helio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho


1 Comentários | Clique aqui para comentar

25/10/2015 20h30

Depende...
Hélio Ricardo Rainho

O cerco vai apertando, o tempo vai passando. Rodada após rodada, o Vasco vai exibindo um futebol consistente, um bom toque de bola, uma solidez na criação de jogadas e na defesa. Mas não faz o que é necessário: gols. Com isso, foge de sua vaga entre os sobreviventes da Série A.

O que está acontecendo? O mais difícil era tornar a equipe competitiva, firme, combativa e criativa. Isso já se conseguiu. Com algumas limitações (e quem não as tem?), o Vasco ainda consegue exibir um padrão de jogo interessante e convincente. O problema é que as bolas não entram, os gols não saem, e o passinho miúdo o impede de caminhar aos saltos pra fora dessa maldita zona de rebaixamento à qual ele já não deveria pertencer, em vista do bom futebol que vem apresentando.

É algo que não dá pra entender. O que falta? Por que não falam a respeito? Qual o projeto ou plano de ação para corrigir essa carência de gols?

O Vasco não pode dar mole pro azar. O azar é contra, mora lá dentro e começa pela cadeira da presidência. Somos nós contra o mundo todo, o mundo todo contra nós. Imprensa, adversários, confederação, arbitragens: ninguém vai nos estender as mãos ou fazer por nós qualquer coisa possível para sairmos dessa lama. Ao contrário: se for para afundar nosso barco, tudo nos virá contra! Será que ainda não houve uma preleção sobre isso? O que os jogadores estão esperando para decidirem efetivamente os jogos, aproveitando nosso volume de jogo em várias dessas partidas, em vez de ficarem nesse marasmo da inutilidade? 

Faça você mesmo a soma. Das vitórias que tivemos nas mãos e deixamos escapar à vergonha da arbitragem contra os "chapes", foram todas partidas onde desperdiçamos pontos para estarmos muito longe da degola. Preferimos fazer contas até o final e vivermos de desespero...

Não sei, não. Não quero escrever sobre "se dá" ou "não dá". Minha opinião é que "depende".

Depende de jogar pra ganhar, depende de querer treinar finalização, depende de desistir de quem não dá conta do recado, depende de não se permitir ficar à mercê do destino, depende de não se dar o risco de árbitros inventarem pênaltis em placares apertados.

Pois é...depende de tanta coisa ao nosso próprio alcance que não fazemos que, sinceramente, ao que me parece, será jogado na dependência de quem não faria nada para nos socorrer.

E aí, meus caros vascaínos, não é questão de "eu acredito", nem de "eu não acredito". É questão deles quererem ou não quererem.

E aí? Como é que fica? Que sejam assertivos desde já. E já é tarde.

Quer dizer...será que já é tarde?!?!

 Não sei...depende...

Facebook Hélio Ricardo Rainho 

Twitter/Instagram @hrainho


1 Comentários | Clique aqui para comentar

15/10/2015 22h35

Empate na ingenuidade e na mão grande
Helio Ricardo Rainho

O Vasco já joga um futebol melhor, já tem um elenco melhor, já tem um esquema mais consistente e um treinador que mostre serviço. Evoluiu muito do apático e indescritível primeiro turno do campeonato para este segundo.

Mas tem uma coisa em que o Vasco não melhorou nada e nem dá sinais de melhorar. A incrível ingenuidade com que nunca faz valer sua superioridade para escapar de erros de arbitragem aparentemente de juízes idiotas e supostamente de resultados armados.

Melhorar, melhorou. Mas só ganha no pinga-pinga. 1x0, 2x1, "1/2x0"...placares econômicos e arriscados. Faz o dever de casa jogando bem para, no final das contas, não ter uma vantagem adquirida que o torne invulnerável à folia maldita desses sopradores de apito.

E foi assim após o intervalo de campeonato onde deveria voltar com tudo para, no Maracanã, diante de sua apaixonada torcida, fazer valer sua força e vencer a Chapecoense nesta noite de quinta-feira.

Pois o que fez o Vasco? Amassou o adversário no 1º tempo e voltou para  vestiário "comemorando o amasso" com um placar de 0x0. Tendo pelo menos duas razões para explicar o porquê de sua improdutividade. Nenê numa partida atípica parecendo cansado (?) e improdutivo...e Herrera! Bem, de Herrera faz-se desnecessario gastar linhas ou palavras para explicar o que não funciona. Lê-se "Herrera" e já se sabe: de ponta a ponta, nada funciona ou funcionará. Mas Jorginho discorda. Escala e aposta sempre no nada. E, assim, o nulo vai lá... 

Veio o segundo tempo, saiu o gol de Rodrigo e o Vasco continuou magro em campo. O "um a zerinho" tava bom à beça, porque "já era goleada". Enquanto esse placar agradava, tudo ficou parado como estava. Aí veio o "Sobrenatural de Almeida" complicar a história... 

Delfim Peixoto Filho é o nome do vice-presidente da CBF e presidente da Federação Catarinense de Futebol. Seu Twitter tem um post um tanto quanto emblemático por sua assertividade no discurso. Diz assim: "Sou um homem que acredita. Acredito que nenhum clube de Santa Catarina vai cair para a Série B. Acreditem todos!". 

"Acreditem todos", advertiu o cartola. E o que aconteceu?

Após os 27 minutos do segundo tempo em que o Vasco fez seu gol, o senhor Ricardo Marques Ribeiro (MG-Fifa) passou a inverter lances matreiramente e prejudicar o Vasco em vários momentos. Até culminar em dois atos bisonhos para que ele pudesse roubar a cena e aparecer como vilão do jogo: a invenção grotesca de um pênalti descarado (bola na mão por mão na bola) contra e a vista grossa de não marcar outro claríssimo de mão na bola em favor do Vasco.

Só o céu, caso não o aceite ou inferno, caso o abrace, saberão se foi incompetência técnica vergonhosa para árbitro de FIFA ou sujeição a algum "capricho" do cartola bocudo lá do sul catarinense. 

De um jeito ou de outro, o resultado deixou o Vasco na responsabilidade de fazer, fora de casa ou contra algum adversário muito mais difícil, sua carga de pontos para fugir da degola. Estaria a três e, com o garfo, está a cinco de sair.

Que pena que a ingenuidade não sai de São Januário. A equipe melhora o futebol, mas não faz a dobradinha necessária, que é fazer o dever de casa mas procurar a folga para o caso de interferências de agentes estranhos. 

Enquanto continuar ganhando de "meio a zero", economicamente, vai passar perrengue e descabelar sua torcida com jogos como o de hoje. Tá difícil. Até porque o Vasco não é time catarinense, apesar da grande torcida que possui lá pelas bandas do terreiro do assertivo senhor Delfim...

Facebook Hélio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho

 


2 Comentários | Clique aqui para comentar

27/09/2015 18h51

Jorginho "Guardiola"!
Hélio Ricardo Rainho

...e Jorginho calou a boca de todos nós!

Para contrariedade e sessões de apedrejamento de todos os lados, o treinador cruzmaltino resolveu mudar seu padrão de jogo justamente no confronto-chave contra seu adversário maior. Estranhamente, Jorginho sacou dois volantes de ofício, desmontando o esquema tático com que vinha obtendo seus bons resultados, e entrou com dois meias - Bruno Gallo e Julio dos Santos - no setor.

Pensamos todos juntos: "suicida", "aloprou", "logo nesse jogo?", "maluco".

Eu também estranhei. Parei pra pensar que poderia ser para poupar jogadores, uma escalação "de doutor", considerando alguma questão física.

Cheguei a fazer uma brincadeira no Twitter: ou Jorginho sairia de campo como um "Cristóvão" (com respeito à pessoa, mas aquele que saiu apelidado pela torcida vascaína de "Professor Pardal" pelas invencionices improdutivas") ou como um Guardiola.

E agora, que podemos dizer?!

O Flamengo teve alguma superioridade no primeiro tempo, muito provavelmente pela jornada estafante de um Vasco cansado da Copa do Brasil, que veio à tona sob um sol escaldante. Corria mais, ganhava mais as divididas. Estava mais presente, mas não era exatamente um domínio. O erro do Flamengo nesse jogo pode ter sido este: apostar que o cansaço aumentaria depois e que não precisava forçar mais a partida no primeiro tempo. Fez seu gol aos 11 minutos, o que, se certa forma, piorou ainda mais a sua convicção desse erro. Um gol em lance corriqueiro de linha de fundo que também não foi reflexo de nenhuma superioridade em campo. Ou seja: a ausência dos volantes não mudou o esquema tático do Vasco em relação aos outros jogos e não deixou o Vasco vulnerável na defesa.

Veio o segundo tempo e a casa caiu pro lado dos urubus. O "estranho Vasco" de Jorginho fez algo ainda mais estranho: além de voltar com a mesma formação, trouxe um gás sabe-se lá de onde e incendiou a partida. O Flamengo parecia o mesmo do jogo em que foi eliminado da Copa do Brasil: achava-se com o resultado na mão, provavelmente por ter assistido a uma dessas resenhas esportivas de senhores com cabelo repartido do lado e camisa quadriculada afirmando que o Vasco "é fraco por causa da campanha". Não sei que "campanha": o conflito deste foi só porrada e eliminação do Vasco neles o ano inteiro! Nossa "campanha 2016" foi soberba sobre esse rival!

E aí, o que aconteceu? Jorginho manteve sua escalação, as saídas de bola tinham passes precisos e as jogadas começaram a nascer. O golaço de falta de Rodrigo constrangeu até o zagueiro Luan, que vinha muito mal e se inspirou no companheiro de defesa. Paulada no ângulo, gol de empate. E mal respirou desse lance para, num segundo lance de bola na mão do jogo (já poderia ter marcado em situação parecida), o Vasco virar em cobrança clássica de pênalti: bola pra um lado, goleiro pro outro.

Que fez o Flamengo então? "Chama o Cirino". Há quanto tempo isso não dá em nada?! Pois é: não deu!

Pensamos todos: "agora Jorginho recolhe seus meias e põe, enfim, seus volantes". 

Não.

Jorginho só iria sacar Julio e colocar Lucas lá pelos trinta e tais! Seguiu com sua estratégia. E o Vasco teve contra-ataques poderosos, infernizou o Flamengo. Enquanto isso, Oswaldo ia só de "chuveirinhos"...fraco, muito fraco.

Deu Vasco. Fechou o ano em alta e em Alfa. Desbancou seu rival, andou na tabela, tirou o desafeto do G4, valorizou cada grito apaixonado de sua torcida vultosa no Maracanã.

Vamos aprender uma coisa, senhores detratores do Vasco. Os da imprensa, os de dentro e os de fora de campo. Ninguém sobe na vida apequenando os outros! Ninguém precisa ser grande usurpando e vilipendiando a grandeza de ninguém! Então, se quiserem se aproveitar do momento malfadado do Vasco, das zombeterias e escrachos de seu presidente, de nossa péssima condição na tabela para se engrandecerem, que lembrem disto: o Vasco não é um Gigante porque uma torcida o apelidou! Não é um Gigante porque um grupinho de cegos fanatizados quis assim! Não é um Gigante porque uma rede de manipulação midiática enfiou garganta abaixo da massa o nome que deveria ser gritado!

O Vasco é um Gigante na transformação social do desporto no Brasil, o Vasco é um gigante histórico e cultural, um Gigante consagrado nos gramados do mundo! O Vasco é Gigante na Colina e em qualquer lugar!

Hoje, com sua camisa gloriosa, arrancou forças de seu cansaço, resistência de sua canseira...e venceu mais uma.

Foi de falta com Rodrigo, foi de pênalti com Nenê...foi de virada!!! Sim, o respeito voltou! E todos nós cremos que, um dia, o "desrespeito" também vai sair de lá de dentro!

E quanto à minha dúvida sobre Jorginho antes do jogo...teremos de dar o braço a torcer: hoje "Cristóvão" passou longe, e Jorginho teve sua tarde de Guardiola!

 

Facebook Helio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho


1 Comentários | Clique aqui para comentar

24/09/2015 00h32

Copa do Brasil...Vai ou Não Vai pra Cucuia?!
Hélio Ricardo Rainho

Não sei ainda se o Vasco, com essa tramelada de três pro São Paulo, está mesmo fora da Copa do Brasil. Otimista não sou. Realista, isto sim. Em minha opinião, acho que pode e não pode se classificar.

Começo pelo "Não Pode". Você toma um vareio na casa do adversário e volta pra casa na obrigação de minimamente devolver o vareio e não tomar nenhum para, ainda assim, tentar a loteca dos pênaltis...bem, isso não é boa coisa! Pior ainda se seu treinador decide entrar com um time fechado, isolando o pior de seus atacantes(sic) como único elemento de frente (o tal do Herrera, cujo nome me parece significar "coletivo de erros" - uma "Herrera danada").

Jorginho me parece um híbrido. Ele não é burro, mas também não me parece deveras inteligente. Não tem o melhor nem o pior elenco do mundo nas mãos, mas parece sempre fazer algo que não deveria com aquilo que tem ou não tem. O começo de jogo desta quarta sugeriu um Vasco equilibrado e consciente em campo, sem afobamento nem desespero. Eu acreditava que, com a cadência dos 15 primeiros minutos, o time se segurasse na boa. Até que Jorginho mandou um recado: começou a acenar com as mãos pro time recuar...recuar..."deixar vir". Irmão Jorge, até Jesus avisou na Bílbia que, se deixar virem as criancinhas, elas - mesmo sendo criancinhas - se apoderarão do Reino dos Céus! Deixou vir...deu no que deu! Luan (sim! ele mesmo!) também está falhando, escorregando, dando furada...ajudou a melar tudo. Que tá acontecendo contigo, rapaz?!?!

Da tática errada às mexidas e escalações nonsense. Serginho lutou, mas cometeu erros pífios, ao ponto de até pisar na bola duas vezes como um amador. E ficou até soar a última "badalada notúrnica". Herrera não arma, não dá passe, não finaliza, não chuta. Herrera é "o erro". Para ajudá-lo, entra Thalles. Como a matemática é enganosa: o artilheiro do Vasco na competição parece ter feito todos os gols no vestiário, porque a gente nunca o viu ter um dia de Rafael Silva (leia-se: "dia de herói") nesta vida! Depois, Jorginho saca Herrera e bota Riascos. É sair da tragédia de Sófocles pra Comédia dos Erros de Shakespeare!!! Tinha opção de lancar meninos. Por que não Romarinho e Kayser pra correr nos contra-ataques, em vez desses bondes?!

Não acho que o São Paulo vá pegar a ponte aérea pra tomar de 4 e voltar de cara lavada pra casa na próxima empreitada.

Por outro lado...bem, eis o futebol! Pro Vasco se empolgar aqui no Rio e dar um trabalho jogando em casa, também não acho difícil. Hoje só vimos o time atacar pra valer quando teve um a mais. Nosso toque de bola com Nenê e Andrezinho não deve tanto assim às tabelinhas do Pato (que anda longe da seleção graças a Dunga, mui amigo do Jorginho) e do Ganso (um dorminhoco confesso). De repente jogando pra valer os 90 minutos, o Vasco assuste essa defesa já muito assustada do São Paulo, que eu ainda acho meio dada às pixotadas.

Bem, pelo sim ou pelo não, o Vasco este ano já conquistou dois feitos. Foi campeão carioca e eliminou seu rival asqueroso de duas competições. O próximo adversário é ele de novo. E a luta contra o rebaixamento é muito mais importante do que se preocupar, agora, com essa Copa do Brasil...se ela vai pra cucuia ou não vai?

Só acho!

Facebook Hélio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho



14/09/2015 01h59

A Guinada do Gigante
Hélio Ricardo Rainho

"Pois é...falaram tanto"...diziam os versos iniciais de uma das belas canções do mestre Ataulfo Alves. Falaram tanto que o Vasco nem se mexeria de seu estado letárgico e, ao que parece, alguma coisa começa a acontecer.

O G4 tem gente que era da zona de rebaixamento, estamos vendo favoritos tropeçarem e outros correrem por fora, e a própria zona de rebaixamento já começa a ter um movimento de saída que nos sugere uma possível e surprendente entrada de outros até então não imaginados.

Pois é. A matemática vai trair muita gente...

Não venho aqui falar de otimismo exagerado nem de previsão futura. Atrevo-me a debochar dos frívolos comentários matemáticos a que os muitos analistas de futebol se ativeram para considerar já o Vasco rebaixado em 2015. Esqueceram de combinar isso com o próprio Vasco, provavelmente.

É bem verdade que o Gigante da Colina ajudou a acreditar. Com a pior campanha de primeiro turno da história dos pontos corridos, o time de São Januário pareceu esquecer a porção lusa e concentrar-se na brasileira - a que deixa tudo para a ultima hora. E resolveu pontuar em cima da degola, agora, na virada de turno. Mas não se pode dizer que, antes de vencer suas duas últimas partidas, tenha merecido as derrotas para Figueirense, Coritiba e até Atlético Mineiro. Lá no Twitter, fiz uma brincadeira no gol de pênalti marcado contra o Galo (apesar da derrota), dizendo que pareciam ter "quebrado um encanto". Até aqui, parece mesmo que isso aconteceu.

Haviam feito contas de um distante número de pontos e de uma necessidade de quase 90% de vitórias para escapar do descenso. Mas, ao que parece, o Vasco precisa tão somente fazer a sua parte e aguardar os resultados possíveis de tropeços da concorrência. Na última rodada eram 13 pontos. Nesta, são apenas oito. Já da pra ver que nada é impossível.

Pontualmente, Jorginho precisa ter consonância com a torcida em alguns pontos. O primeiro deles é usar mais os meninos da base nesse time. Não meninos pesados e já em aparente bagaço como Thalles, mas alguém como Romarinho, franzino e capaz de correr. Esse foi o segredo dos clubes que reagiram: enfiar a garotada em campo. O segundo é repensar Riascos. Ou encosta o jogador para reciclar seu futebol ou só o escala em caso extremo. Porque seu futebol só piora e se confunde a cada jogo. O terceiro é ficar de olho para que o departamento médico e a preparação física zelem pela integridade dos jogadores. Copa do Brasil com jogos decisivos e Brasileirão com fuga de degola são paradas exaustivas demais para um elenco balzaquiano, daí a necessidade de poupar, em dado momento da partida, jogadores cansados como Nenê na partida de hoje. O quarto seria, com base no terceiro, priorizar o foco nos intocáveis desse time. Acho que Martin Silva, Luan, Madson, Nenê, Jorge Henrique e Leandrão precisam ser muito bem cuidados para que estejam fortes e refeitos a cada jogo. O goleiro é insubstituível, Luan também é a dupla certa com Rodrigo, Madson faz a diferença como lateral, Nenê já é o cérebro desse meio-campo, Jorge Henrique joga em qualquer time do país e Leandrão já mostrou que tem presença de ataque forte.

No mais, é esperar e torcer. Até aqui, vemos dois resultados expressivos e uma melhora animadora. Quanto aos milagres, o tempo dirá se eles acontecerão.

Facebook Hélio Ricardo Rainho

Twitter/Instagram @hrainho


1 Comentários | Clique aqui para comentar