SRZD


23/05/2013 19h29

Carlos Alberto de volta! De novo???

É que essa música me remete diretamente à questão da volta de Carlos Alberto ao time do Vasco.

Não falo de sua absolvição surpreendente e repentina, visto que postula juízo sobre essa competência é algo que não me cabe. Se as devidas instâncias o consideraram inocente e o absolveram, nada tenho a declarar sobre o assunto. Refiro-me, de forma objetiva e pragmática, a seu retorno ao elenco do Vasco.

Ao contrário da liderança serena e técnica que exerceu sobre a equipe durante o desafio da Série B, Carlos Alberto, hoje, é criticado nas esquinas de São Januário por ser considerado uma má influência aos demais companheiros. Sobre isso, também nada tenho a dizer. É um foro interno que somente à direção e futebol do clube compete analisar e confirmar (ou refutar). Tecnicamente eu me arriscaria a falar que, não obstante seu talento, ele não serviu e não tem servido de nada para melhorar nossas posições nas tabelas nem qualificar nossa desenvoltura dentro dos gramados.

 improdutivo do Vasco, jamais conseguiu convencer ou aparecer. Em vez de fazer prevalecer sua condição técnica ou liderança dentro de campo, acabou sendo estacado mais pelos problemas do que pelas virtudes.

Mas, independente dos âmbitos técnico e pessoal, a volta de Carlos Alberto também me sugere a sustentação do velho discurso do "não tem tu, vai tu mesmo!", alicerce da política conformista e acovardada com que nos acostumamos a conviver dentro desse Vasco que aí está. Distorcendo-se o real estado de asfixia administrativa do clube em um discurso que maquie incompetência e teimosia, fica fácil colocar tudo na simples conta do jogador e justificar, para a torcida, que não há condições de contratar ninguém melhor para a posição. Enquanto isso, uma folha salarial de executivos de elite é paga sem que nenhum torcedor veja, minimamente, qualquer sinal de melhora no quadro de crise vigente.

Vem aí mais um árduo Campeonato Brasileiro onde Paulo Autuori será içado á condição de David Copperfield se conseguir a mágica de construir uma equipe minimamente competitiva com o elenco troncho que tem em mãos.

E com uma dificuldade a mais pela frente: fazer de Carlos Alberto o tal "coelho da cartola" que se espera de um mágico em ação!

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13/05/2013 09h44

Refletindo sobre os Ciclos e Movimentos de Torcida

No rescaldo do pacotaço recente de crises financeiras, desclassificações, dopings e outros problemas, o Vasco encerrou o que eu chamaria de "primeiro ciclo do ano" (especificamente o período referente à sua passagem pelo Campeonato Carioca). Em tese, é o período mais ameno, cujo maior desafio é superar os adversários locais, sem maiores ameaças. Esse primeiro ciclo funde, ainda, a entrada na Copa do Brasil, um campeonato "atalho" em que os classificados festejam e os eliminados não necessariamente se lamentam pelo insucesso.

O segundo ciclo, a meu ver, é o ciclo definitivo. O mais complexo, o mais árduo, o mais difícil. É impossível maquiar a realidade de um clube - seja ela técnica ou administrativa - no desafio que é o Campeonato Brasileiro.

Ao contrário dos desafios do primeiro ciclo, o Campeonato Brasileiro requer uma estrutura de preparação, planejamento, investimento, cálculo equilibrado e sobriedade das equipes. Ninguém conseguirá se armar de prontidão para seu início sem fazer um estudo prévio, uma análise razoável de potencialidades, gestão de riscos e a elaboração de um "plano B" para possíveis percalços. O maior exemplo da discrepância entre os desafios do primeiro e do segundo ciclos é o Palmeiras de 2012, campeão da Copa do Brasil e rebaixado no Brasileirão. A jornada de um campeonato com duração de 6 a 7 meses requer uma regularidade técnica e administrativa, manutenção de salários em dia, sustentação de elenco, comissão técnica (médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas) capacitada, liderança coesa e coerente. O clube não pode oscilar durante esse longo período. Ou pelo menos deve ter um controle para que essa oscilação não atinja curvas que desequilibrem o planejamento do período.

Acho que ninguém tem nenhuma dúvida de que o Vasco jogou fora seu período de preparação para o início do ano. Muito embora tenha participado de uma decisão de turno, eliminou-se quase voluntariamente do turno seguinte, além de perder seus principais jogadores - fosse por venda, por crise técnica, contusão, doping etc. Terminamos o Carioca sem ganharmos nada e desmantelados.  De bom, um técnico de ponta. Que, como sabemos, só aceitou retornar com salários de elenco em dia. O que nos deixa apreensivos quanto ao cumprimento dessa promessa.

Ao sermos eliminados, ouvimos da diretoria incauta que seria "bom" (?) ficarmos parados esse tempo para estruturarmos a equipe para adiante. Daí vieram férias, nenhum reforço de peso, uma inércia absoluta em ações criativas para ressarcimento das finanças e muitas...muuuitas falácias&bravatas do senhor Renê Simões, que já se tornou uma figura emblemática nessa atual gestão. Desde sua entrada, o máximo que tem demonstrado é um fascínio incontrolável pela mídia e pelos programas, saindo sempre em disparada para coletivas, entrevistas e declarações, fazendo seu self-promotion às avessas: está sempre em evidência, mas nunca evidencia nem esclarece nada. Aparentemente, só cria factoides e abafa crises com declarações e promessas ocas. Chega a ser cômico abrir um site de notícias do Vasco e se deparar, todos os dias, com alguma declaração dele, mais preocupado em propagar seu nome do que em fazer alguma coisa louvável.

A boa vitória contra o Tupi num torneio preparatório é bom sinal, mas nem de longe é indício de melhoria ou de planejamento. O Brasileiro é um campeonato, como já disse, longo e exaustivo, uma jornada perigosa e íngreme, onde ninguém consegue se safar com bravata de dirigente improvisado nem "reforço" vindo da quinta divisão do campeonato baiano.

Assusta-me ver a diretoria inerte sendo vencida em criatividade e atitude pela apaixonada torcida. As torcidas estão se movimentando mais, melhor e com mais criatividade do que os gestores do clube. Apresentam vários movimentos inteligentes de captação de recursos com base no contingente de torcedores do clube. Uma ação que a morosidade e a incompetência da diretoria atual jamais conseguiu articular com seu fajuto plano de sócios, que mais parece um engambelo eleitoreiro do que um plano efetivo de relacionamento.

Alguns me perguntam o que acho desses movimentos. Ainda não sei. Sinceramente. Não aderi a nenhum nem me envolvi, até o presente momento. Tenho medo de que a mobilização vire assistencialismo. Tenho medo que a gestão do clube se omita de suas responsabilidades e continue errando tudo, agora delegando à torcida o pagamento das contas que são de sua responsabilidade. Eles são, a meu ver, bem capazes de fazerem isso!

Enfim, vamos aguardar um pouco mais para entendermos, afinal, que aceno de melhora esse Vasco pode apresentar para o ciclo mais difícil que terá pela frente.

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05/05/2013 16h54

Humano x Profissional

Esta semana foi publicada uma enorme entrevista com o presidente vascaíno Roberto Dinamite. Reveladora, a entrevista mostra um lado cotidiano do personagem enfrentando problemas como debilidade física e emocional, um tratamento de câncer da esposa, cobranças, pressões e hostilidades no entorno da figura mandatária de um grande clube de futebol.

Perfis de entrevistas que enfatizam o lado humano e a sociabilidade de personagens públicos constituem um importante tentáculo do jornalismo. Acostumados muitas vezes a conhecermos o indivíduo mais por sua esfera de atuação profissional - seja ela artística, desportiva, política, administrativa etc - que por sua identidade pessoal, sempre nos mostramos favoráveis a esse tipo de entrevista.

É de se compreender que a vida de Roberto Dinamite e sua saúde física tenham se tornado tão conturbadas nesses últimos anos. As eternas discussões polarizando a figura do ídolo de chuteiras e o presidente de clube tornaram-se tão frequentes quanto amistosas. Inegavelmente qualquer comentário referente a Roberto irá cogitar a comparação, como bem ilustra a própria matéria. O reconhecimento, no entanto, da figura humana do presidente não deveria interferir no juízo crítico que se deve ter acerca do seu modelo improdutivo e confuso de gestão.

Não ter aptidão ou habilidade para alguma coisa não é justificativa para a má administração. E esse exemplo está muito claro dentro de nossas próprias casas. Não somos bombeiros hidráulicos, nem eletricistas, nem mestres-cuca. Nem por isso nossas casas encontram-se, neste momento, com vazamentos por todos os lados, com vários curtos-circuitos ou desprovidas de um prato de comida. Quando intuitivamente ou empiricamente não sabemos resolver os problemas de nossa casa, temos recorrido, com zelo e Inteligência mínima, à requisição de profissionais específicos gabaritados nesses serviços. E nem o fato de os contratarmos para tais serviços nos demove do acompanhamento de tudo o que eles estão fazendo, nos assegurando de que o produto final será perfeito.

Como se vê, humanizar a figura de Roberto pelo ângulo de sua fragilidade é apenas uma das dimensões possíveis da avaliação de seus dois mandatos. Frágil ele pode ser, mas - a exemplo da analogia com as nossas casas - isso não o abole das suas responsabilidades em ter as pessoas certas na hora certa. Resultados projetados para cinco anos, como andou alardeando o tresloucado René Simões (este há muito caiu em desuso, de tanto que fala e nada faz), é uma falácia. Roberto é presidente há cinco anos. Postergar resultados para mais cinco significaria projetar 10 anos para a saúde financeira de um clube.

Pergunto eu, como profissional de marketing: o prazo de recuperação de um negócio pode sobreviver tão somente de medidas administrativas, sem em nenhum momento avaliar oportunidades estratégicas ou ações ligadas a uma gestão de risco? A contabilidade, com seu veredito final e cartesiano, é a única recorrência para sanar uma crise financeira que requer criatividade neste momento crucial? Esses prazos contemplam, porventura, a real sobrevivência do negócio? O ramo de negócio "gestão de clube grande" pode mesmo sobreviver a uma ressaca de 10 anos para se recuperar ou esse planejamento requer uma avaliação de caso mais concisa e ajustada à realidade do negócio?

Não me admira que o presidente vascaíno não tenha essas respostas. O que me admira é sua impropriedade para sustentar uma equipe, ou ao menos estar cercado de pessoas que possam lhe trazer essa solução.

O retrato humano que vimos de Roberto Dinamite é real e preocupante. Sensibiliza porque sensibilizaria qualquer ser humano dado a se condoer com as dores dos outros. Mas lamentavelmente também deixa transparecer ao próprio Roberto o quanto ele tem escolhido muito mal as pessoas a seu redor, perdendo pelo meio do caminho alguns que lhe seriam úteis e servindo de isca fácil para aproveitadores, maus profissionais e desvios nepotistas (familiares, políticos e outros) que mais o culpam do que isentam dessa má fase do nosso amado Vasco.

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26/04/2013 16h41

Monstros da Nossa Própria Criação...

Era uma vez um clube presidido com uma mão-de-ferro que só permitiu uma sucessão presidencial no galope da eleição do maior ídolo desse mesmo clube.

Era uma vez um grande ídolo de clube que passou a presidi-lo e tornou-se, em caráter diretamente proporcional, o pior presidente da história desse mesmo clube.

Era uma vez um ídolo dos gramados que catapultou, como capitão, um clube da Série B para a Série A e, em vez de se consagrar depois disso, passou a jogar cada vez menos, lesionar-se cada vez mais e ainda se viu flagrado num conturbado flagrante de dopping.

Era uma vez um jovem jogador identificado com a torcida, com todo potencial para ser trabalhado como um ídolo futuro, que envolveu-se em várias situações até descambar num escândalo de espancamento e encarceramento pelo violento tráfico reinante na cidade do Rio de Janeiro.

Eurico Miranda, Roberto Dinamite, Carlos Alberto e Bernardo. Vejo que, faz algum tempo, o Vasco está entregue à sua própria sorte naquilo que o poeta Renato Russo um dia celebrizou com os versos "nos perderemos entre monstros / da nossa própria criação".

Não tinha jeito. As sucessões de Eurico e de Roberto a presidentes do Vasco, cada qual em seu mandato, levaram o clube a uma série de não-destinos! Estagnamos, morremos...paramos na história! O clube de história mais libertária e de legado mais simbólico das conquistas de classes virou megalomania, ditadura, opulência. Depois disso, abriu novamente as portas à democracia, mas virou uma instituição bobalhona que, como disse um companheiro de twitter de quem não recordo o nome, "leva tapa na cara de todo mundo e sorri agradecido". De ditadores e marionetes, viramos o que viramos.

Hoje, sem time, desclassificados e endividados, não temos mais ídolos. Então, como não revelamos pratas da casa nem formamos ninguém em lugar nenhum, penamos em ressuscitar ídolos antigos ou apostar em moedas de valor temerário ou duvidoso. Primeiro, repatriar e empossar o capitão da Série B Carlos Alberto como "referência técnica" do time. Depois, injetar ânimo e vitalidade num ídolo precoce como Bernardo, cuja cabeça requereria uma estrutura psicológica de clube que o Vasco não tem nem na sala de sua presidência...

Os casos de dopping do Carlos Alberto e do desvario de Bernardo revelam algumas coisas. Alguns dirão, tapando o sol com a peneira: "que culpa têm o presidente e o diretor de futebol se os atletas fazem M* em praça pública"? É...não teriam nenhuma, mesmo. Não fossem eles os primeiros a fazerem tantas contratações e avaliações erradas.

As declarações supostamente paternalistas de René Simões sobre o caso Bernardo, por exemplo, assustam. Não me convenço desse senso de "cuidado total com o atleta" em um clube que, lamentavelmente, já deixou uma criança morrer num treinamento. Ou ratos ameaçarem de peste bubônica um alojamento e uma social inteira do clube.  Uma vez esse mesmo senhor apareceu em todos os jornais tratando o ainda (mais) menino Neymar como "marginal" por causa de uma discussão dentro de uma partida. Naquela situação, René, como treinador do time que enfrentava Neymar, fez um estardalhaço e aproveitou a "janela" pra fazer self promotion internacional, questionando o destempero do atleta em uma partida. Suas declarações repercutiram até na Patagônia! Hoje, tendo dois fios desencapados dentro da equipe totalmente desajustada que ele há meses promete "arrumar", seu discurso de protecionismo e tolerância esbarra numa ingerência gritante. Por que ele fala tanto e está todo dia na imprensa dando uma entrevistazinha, se nada do que precisa resolver é resolvido?

Se dirigentes e diretores não são responsáveis pela conduta social de atletas fora dos gramados, deveriam minimamente conhecer a personalidade e o comportamento dos profissionais que comandam. Sobretudo numa semana em que, após uma campanha vexatória no Estadual que suja a história do clube, o elenco foi dispensado para "descansar", em vez de concentrar esforços de preparação numa rota anti-rebaixamento que precisa ser traçada HOJE. Não por pessimismo, mas por puro senso crítico de realidade e senso profissional de planejamento. Liberaram o elenco, parecem estar alheios a tudo. Catatônicos, autistas! O que pensam da vida?

Infelizmente estamos entregues à própria sorte! Não temos o que falar de tática, nem de escalação, nem de classificação. Somos um time eliminado, desclassificado. O máximo que podemos falar (e lamentar) é que, mesmo nas "férias", o Vasco acaba tendo seu nome maculado por escândalos de todo lado. E que esse menino que eu vejo como uma pedra bruta a ser lapidada (escrevi isso várias vezes) precisa de uma assistência que muitos clubes (incluindo o próprio Vasco) já fizeram para trabalhar seus atletas profissionais.

O Vasco não tem mais ídolos! O Vasco não revela nem promove mais ídolos! O Vasco não só está com a imagem de seu maior ídolo de todos os tempos desbotada pela incapacidade como, também, abandonou sua força de criar ídolos futuros!

Odiamos a violência do Rio, a fúria irascível dos tribunais do tráfico, da crueldade sanguinária de demônios em pele humana capazes de torturar e matar para impor seus caprichos vis!

Mas, quando olhamos a bandeira da cruz de malta e vemos tanto ídolo decaído, tanta inoperância num comando falastrão e improdutivo como esse, só nos resta entender melhor o que Renato Russo quis dizer sobre "monstros da nossa própria criação"...  o inimigo parece morar dentro de nossas próprias casas!

São Januário sitiado!!!

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22/04/2013 18h42

Despedida Melancólica

Melancólica. Assim foi a despedida do Vasco do Campeonato onde, acidentalmente, quase ganhou um turno e, na empreitada seguinte, fez a sua pior campanha de taça Rio da história.  

O Vasco perdeu para o Madureira, que sequer figura na lista (existe???) de destaques neste combalido e abestado campeonato carioca (assim mesmo, com letras minúsculas). Derrotado com um gol de pênalti. Infração cometida pelo atacante que definitivamente está "bichado" e só nos foi oferecido por sucata. A despeito dos gols que perde, deu uma meia bicicleta no ar para chutar a cabeça de um adversário.

O mais curioso disso tudo foi, após a derrota, o jogador (?) Felipe Bastos aparecer declarando que " estão duvidando de nossa capacidade" e afirmando que o potencial do grupo " é bom". Ofendeu-se o discípulo predileto do ex treinador Cristóvão...

Esse depoimento de Felipe soaria bem em outras condições, que fossem completamente diferentes da vergonha histórica que Roberto Dinamite consegue alcançar, no terceiro feito negativo inédito de sua gestão. Ele tem o Pior Brasileirão (o do rebaixamento, claro), a pior Taça Guanabara (2011) e, agora, a pior Taça Rio! Tríplice coroa da incompetência e da desfaçatez em sua gestão decadente!  Num quadro de infecção generalizada como esse, com uma derrota para o simpático porem muito modesto Madureira (salve a Portela!!!),  o senhor Felipe Bastos resolve dizer que estão criticando o time injustamente...é isso??? 

De que capacidade e de que potencial ele está falando? Capacidade de afundar? Potencial para fazer campanhas ainda piores em campeonatos mais difíceis como esses que temos pela frente? 

Felipe Bastos foi, nessa declaração, reflexo do desmando e da falsa indignação geral dessa cambada que hoje comanda o Vasco. O elenco "morria de fome" antes da venda de Dedé, alardearam na imprensa que a venda do jogador atualizou todos os salários do clube...e, mesmo com tudo em dia e tudo pago, o time vai lá e toma um cachação do Madura...como é que fica??? Fica com cara de tacho e com esse limitado jogador chorando lamúrias pelos quatro cantos de São Januário...ora, ora...me poupe!

O Vasco se encheu de diretores, apostou em tanto staff, mas acabou tropeçando nas próprias pernas com um planejamento que nos tirou cedo do segundo turno do campeonato. A desculpa, é claro, será usar a falácia do "planejamento a longo prazo" para justificar os desmandos. Renê chegou 03/12/2012...são 4 meses e não mudou absolutamente nada! Longo prazo, neste país, virou maquiagem e desculpa pra tudo. Inércia, burrice e interesses escusos são facilmente postos na conta do "longo prazo" para enrolar os menos atentos.  

Estamos às portas dos eventos esportivos mais importantes da historia da cidade e o estadio de Sao Januário, aniversariante da semana, não existe nesse calendário! Fomos desclassificados da implantação histórica de um esporte inédito porque nossos "gestores" sequer aprontaram algum documento-resposta. É muita gente RUIM, tosca mesmo! Este ano nosso estád sómganhou destaque nacionalmeninernacional graças a uma infestação...de ratos!!!

É muita vergonha! Tá tudo errado!

O dopping de Carlos Alberto é apenas mais um reflexo de todo esse caos. Um vascaíno farmacólogo do Twitter afirmou categoricamente que a substância encontrada no exame (hidroclorotiazida) é um diurético que nunca é encontrado no organismo e que, por suas propriedades, dilui a urina. Ou seja, mascararia um resultado de exame. Medicação indicada para esse fim?! Que vexame...

Não vejo Vasco, não sinto Vasco, não respiro Vasco nessa representação caricata de Vasco que se apresenta por aí.

O pior é que vem pela frente um Brasileirão perigoso, e ninguém está nem aí pra isso...nem dirigentes, nem blindadores...nem Felipe Bastos. Que continua achando tudo isso um "céu de brigadeiro". Depois dele, é Renato Silva, outro dos piores, que vem a públcico com bravata de "tá tudo bem, vamos brilhar no Brasileirão".

Coitados...dá pena! 

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17/04/2013 16h38

Lars Grael: vascaíno e inspiração para o Vasco

Em minhas atribuições como assessor da presidência da Casa da Moeda do Brasil, tive a honra e o orgulho de ter participado, hoje, de uma das mais iluminadas e inspiradoras palestras a que já assisti em todos os meus anos de vivência corporativa. O iatista e medalhista olímpico Lars Grael apresentou de forma comovente e brilhante seu relato de vida.

Um testemunho de vida, de brilho, de êxito e superação, de dores e desafios, de fé e inabalável confiança, de como transformar as pequenas e grandes amputações diárias (únicas ou múltiplas) de nossas vidas em trampolins para saltos maiores. Impressiona a pertinência com que Grael converteu cada fase de sua vida e de sua brilhante carreira em um roteiro de iluminação e adequação às nossas vidas, às nossas realidades, ao nosso cotidiano - seja na esfera pessoal, profissional, qualquer que seja. Eu diria que é um testemunho humano, de vivência e superação humana. Coisas de velejador. Com ele, singramos mares!

Nessa palestra, Lars Grael reafirmou seu DNA vascaíno, confessando-se torcedor do clube em dado momento de seu pronunciamento. E foi ali, diante daquela confissão - tomado, ainda, pela emoção de conhecer sua história desde menino, de seus sonhos de ser um grande campeão olímpico ainda nos dias de infância - que tracei um parâmetro entre torcedor e clube, Grael e Vasco, pronunciante e pronunciado.

Grael falou de superação. Contou sua história e falou dos obstáculos que atravessou para chegar aonde chegou. O iatista lembrou-me o Grande Almirante, o Gigante da Colina, que começou pequeno, sem recursos, discreto, desprezado e ultrajado pela elite racista de sua época. Venceu barreiras, impôs sua grandeza, alcançou grandes conquistas. Assim como o iatista palestrante, o grande clube entrou para a história do desporto. Sagrou-se... consagrou-se campeão!

Mas o Vasco, assim como Grael, também fora acometido de um vento impetuoso, de uma fase de amputações, de um dolo desses que a vida, por ironia ou lição insana, nos sobeja, retirando uma parte de nós, nos lesando naquilo que nos serve de apoio. Padece o clube em uma fase deveras difícil, acossado por uma tormenta que há alguns anos se arrasta, por vezes tirando de nós a esperança de seguir navegando, remando, encarando o vento à cata de um horizonte melhor.

No exemplo de superação de um autêntico vascaíno confesso como é esse nosso honroso cavalheiro Lars Grael, ficou, sob as lágrimas de comoção e incentivo que os olhos teimaram em não deixar correr, o exemplo de que a fé e a superação não se acabam. O consolo e a esperança de que, ainda que os ventos soprem contrários, eles nos podem ser favoráveis caso enxerguemos, em cada desafio, uma oportunidade para crescimento.

Hoje, o torcedor vascaíno está cabisbaixo, assustado, coagido. O mar está revolto, os tempos estão duros. Navegar sugere grande risco, temor, aflição. E foi justamente por isso, dentro do contexto tão inspirador de um homem de fé que viveu e cresceu lutando contra todas as impossibilidades da vida pela simples escolha de viver, que me veio um insight de resignação e esperança para olhar para frente e esquecer todos os obstáculos (humanos, financeiros, políticos), mirando apenas o rumo a que se quer chegar.

Grael é para todos nós, da sociedade brasileira, um vultoso exemplo de vitória, garra e superação. Um vascaíno destemido, guerreiro, vencedor. Sua história de vida vem inspirando várias pessoas dos mais diversos setores, tendo, por isto, recebido um prêmio como o profissional de mais alta credibilidade pela Reader's Digest no Brasil.

Seja ele, pois, uma inspiração para nossos corações vascaínos, hoje tão ultrajados e angustiados, tão feridos e imolados, tão decepados e mutilados, vítimas dos augúrios que os últimos anos nos reservaram.

"Quando a gente veleja por paixão, a utopia pode virar um sonho; e o sonho, uma realidade". Essa foi a frase de Grael que sintetizou sua filosofia de vida, sua apresentação. Razão pela qual uma audiência composta por operários, presidência, assessoria e diretoria colegiada colocou-se de pé a aplaudir o vascaíno ao fim de sua inspiradora apresentação.

Não sabemos o que nos vem pela frente. Mas sabemos que, irmanados pela esperança, atravessaremos o oceano da vida com a certeza da vitória. Que o senso de superação de Lars Grael e sua linda história de vida nos ensinem a navegar, resignados, pelas águas turvas e ventos turbulentos que hoje conduzem o nosso amado Vasco da Gama...

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14/04/2013 22h47

A barganha por Dedé

É, no mínimo, vergonhosa e, no máximo, digna de desconfiança, a forma como está sendo ventilada a venda de Dedé pelo Vasco. Com todo o seu risível staff de executivos, diretores e manda-chuvas presidenciais, o que estão fazendo do zagueiro Dedé em praça pública é de um ridículo imensurável.  

Nunca vi um jogador de seleção brasileira tão sucateado, leiloado, balangado em praça pública! Sabe-se lá se são números reais ou se o clube vai ficar com uma fatia invisível do valor real, mas a ideia de se desfazer de um zagueiro de seu nível por míseros 5 milhões e mais uma troca de jogadores que ninguém sabe ainda quem são é de uma fraqueza moral que só aponta para a ingerência moral e administrativa em que o clube está mergulhado. 

Foram muitos e inúmeros erros. Roberto tropeçou nas próprias pernas. Logo ele, sempre tão humilde dentro de campo, aprendeu as mumunhas da política nos seus mandatos como deputado (carreira que ele pode, também, considerar encerrada, após tanto erro) e desprezou o fato de que, num clube de massa como o Vasco, a torcida chega perto e fala o que pensa. Uma realidade que a blindagem de seus bajuladores, fator que o impediu de refletir sobre sua própria condição, não pôde evitar.

A decepção que Roberto demonstrou na entrevista em que ressentiu-se ao ser xingado por torcedores em Volta Redonda é a prova de que jamais acreditou numa participação da torcida vascaína com a devida indignação contra seus desmandos e desvarios. Pensou que a repulsa a Eurico Miranda faria dos torcedores uma massa de manobra cega e irracional, ao ponto de se submeter aos seus caprichos e equívocos, sempre acreditando em erros da gestão passada, apoiando seus descalabros presidenciais. A bem da verdade, o ídolo comprometeu sua envergadura histórica dentro do clube ao insistir nos mesmos erros e nas mesmas pedras de tropeço a cada momento de sua caminhada. 

Depois de tanto vilipendio e tanta desmoralização do Vasco, a saída de Dedé parece uma caricatura. Um jogador que tornou-se um objeto qualquer: dentro de campo não repete as mesmas atuações, fora do time nos causará um desfalque sem proporções, obviamente NÃO terá substituto à altura e, ainda por cima, está sendo vendido muito mal, numa troca mal planejada, numa troca de moedas furadas, de uma forma muito pouco ou quase nada profissional. 

A direção atual do Vasco tem pose, tem discurso, tem marketing pessoal (na concepção mais chula do uso desse termo)...mas não tem competência nem habilidade pra nada. Expõe-se e expõe o clube de forma grotesca. Uma pena!

Infelizmente, estamos numa encruzilhada de ídolos. O presidente, ídolo-maior, completamente decaído de sua boa fama, afogado no mar de incompetência que ele cultivou nos dois mandatos. E Dedé, chamado "o mito", hoje envolvido em barganhas de armazém, sucateado por valores muito abaixo de seu potencial, já com fama de "vale-alimentação", visto que o valor de sua venda vai sanar um mês de salário dos colegas do clube.

Isso tudo é muito pouco para a grandeza do nosso Vasco... 

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08/04/2013 20h41

As Duas Heranças Malditas

Eliminado. Precocemente eliminado do Campeonato Carioca. Para completar o quadro desastroso de desgraças da gestão Dinamite no Vasco. Sob lamúrias de que a gestão anterior (hoje atuando lá dentro, também) deixou uma herança maldita, a gestão atual dá continuidade ao sofrimento e ao martírio do torcedor. Tínhamos uma, agora temos - nós, torcedores isentos de politicagem - duas heranças malditas. Lamenta-se!

O técnico Paulo Autuori foi contratado fazendo a exigência de que só assumiria o time se a equipe tivesse os salários em dia. Em minha coluna de 23/03 ("Autuori no Vasco: Cadeado em Porta Arrombada") fiz um questionamento sobre como, então, ele poderia trabalhar nesse clube tendo condicionado sua aquisição a essa exigência tão impossível de se cumprir. Pois bem. Vê-se agora, nas entrevistas, Autuori afirmando que os salários atrasados são o maior adversário do clube.

O Vasco tem jogado para perder. É uma retaliação velada: a diretoria finge que vai pagar, os atletas fingem que vão jogar. Ontem ganharam um jogo que praticamente nada mais valia, apenas para constar. Não dá pra fazer de conta por muito tempo: que tipo de relação pode haver entre as partes se as coisas continuarem assim?

Teoricamente a vinda de Paulo Autuori assemelha-se à de Juninho. Foi mais um ilustre torcedor apaixonado pelo clube disposto a dar seu sangue e seu suor pela camisa do que propriamente um profissional de ponta devidamente contratado para desempenhar sua função e por ela ser cobrado. Esse é mais um problema sério do Vasco: se Autuori chegou movido por convicções passionais, certamente dependerá delas, também, para permanecer ou realizar seu trabalho. Sabendo-se que o ambiente do clube é instável, sujeito a bravatas e promessas nunca cumpridas, é tênue a linha de permanência de quem poderia arrumar a casa com propriedade. Então os profissionais precisam renunciar ao seu senso de profissionalismo e assumirem uma postura passional para vestirem a nossa camisa. 

As notícias dando conta de que Dedé seria trocado por uma bagatela de jogadores do Corínthians (incluindo o lateral Ramon, ex-herói e atual desafeto vascaíno), não deve ter - acredito - contornos verdadeiros. Apesar disso, conseguimos a proeza de esvaziar o mercado para uma boa venda do zagueiro. Que, por sua vez, vem colaborando para a depreciação, não jogando quase nada nas últimas partidas. Aliás, eu sigo firme na minha "teoria da conspiração" de que a venda de Dedé pros gambás se deu naquela reunião em São Januário onde todos negaram tudo. Na época eu disse que ninguém marca reunião de cúpula só pra dizer um "não" que seria dito facilmente por telefone. Todos mentiram. Como não tenho (nem quero ter) informação privilegiada (trabalho com opinião e isenção, não com espionagem ou coronelismo), tenho essa desconfiança dos pinóquios da Colina.

Como se vê, o panorama não é bom. E isso nada tem a ver com "solução a médio/longo prazo" prometida tempos atrás (lorota recorrente) pelo senhor Renê Simões. Mentira! O presidente está em seu segundo mandato. Caso tivesse mesmo uma premissa de continuidade para resultados, teria otimizado o tempo dos dois mandatos e, então, já teríamos alcançado o médio/longo prazo por ele tão badalado. Parece que o deputado nem sabe o que é isso! A verdade é que a falta de planejamento e a impropriedade para organizar as coisas fizeram com que essa gestão não tivesse nenhuma continuidade, abortando planos, reiniciando tudo a cada minuto, trocando pessoas e sendo abandonado por elas, priorizando o que não é prioritário, sem conseguir jamais sustentar um trabalho contínuo em prazo nenhum.

Vejamos, agora, com a eliminação, que tipo de atitude terão a diretoria e seu badalado staff de improdutivos bravateiros diante dos desafios ameaçadores do Brasileirão 2013. Um campeonato onde não existem Bangus nem Friburguenses como adversários. O buraco que vem pela frente é bem mais embaixo...

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02/04/2013 22h18

Ratos em São Januário!!!

O grande poeta Cazuza acenava para um trágico período de turbulência política do pais, nos anos 90 - com a morte das ideologias e um cenário caótico de corrupção e desmando - usando uma metáfora que marcou uma geração: a de uma "piscina cheia de ratos". O uso dessa figura linguística - valendo-se da referência imunda, asquerosa, infectante e repulsiva de um dos bichos mais nojentos e repugnantes da humanidade - causava, na construção poética de Cazuza, o efeito critico adequado para a canção.

Mais agressiva do que uma linda canção de protesto usando essa metáfora é vê-la ganhar veracidade, tornar-se real diante do espanto dos próprios olhos. Pois se, na canção, Cazuza usou uma metáfora, na vida real o glorioso estádio de São Januario ganhou manchetes nacionais e internacionais graças a uma lotação de ratos acomodados em suas sociais.

Eis que, dessa vez, a vida imitou a arte.

Em todos esses anos de calamitosa administração, infelizmente nosso maior ídolo Roberto Dinamite não acertou nada, absolutamente nada, de tudo o que tentou. Já está definitivamente estabelecido - independente de qualquer comparação - como o pior presidente da história do Vasco. Trocou de gestores varias vezes, foi abandonado por pessoas (decentes ou não) que não suportaram seus desmandos e sairá do clube sem sequer ter ganho um turno de campeonato estadual, tendo em sua pasta um título de Série B (do time rebaixado também em sua gestão) e uma Copa do Brasil ganha no susto, com um time montado às pressas, acidentalmente, sendo campeão com derrota e postura acovardada diante de um adversário que nem de longe tem a grandeza do Gigante da Colina.

Eu, que estive na primeira posse de Roberto (quando muitos de seus asseclas de hoje eram euriquistas ferrenhos, antes da mosca azul do poder fazê-los trocar de lado), sinto-me isento o suficiente pra dizer que a bajulação e a politicagem levaram a essa baderna vexatória que eles chamam de gestão. Uma indigestão, isso sim!

Além de reduzirem o time do Vasco a um mero coadjuvante das competições, vampirizaram nomes de ídolos do passado (Juninho, Felipe, Pedrinho, Mauro Galvão) e usaram outros de suposto consenso (Rodrigo Caetano, Ricardo Gomes, Renê Simões, Koehler) para desviar olhares da crise, exploraram vergonhosamente a torcida com um falso plano de sócios que jamais souberam administrar com competência mínima, esperando que o torcedor vascaíno fosse uma marionete saqueada nos bolsos a sustentar os desmandos administrativos de quem lá está, rebaixaram nosso estádio ao pior estagio possível! O Rio sem Maracanã e sem Engenhão foi dado como "cidade sem estádio" pela imprensa toda, visto que nosso estádio e patrimônio moral do clube já ficou, nessa gestão, sem água, sem luz, sem segurança, eliminado de um projeto pioneiro para sediar a implantação de um esporte inédito no Brasil e - agora - infestado de ratos!

Ratos em São Januário!!!

Um lugar símbolo, de rara riqueza arquitetônica e cultural, presente na história do futebol como o mais representativo estádio de futebol já construído até hoje, símbolo da luta de classe, da igualdade social, da resposta de suburbanos aos caprichos elitistas de demais clubes da cidade.

Ratos em São Januário!!!

Infelizmente isso representa muito pouco para a demagogia sensacionalista que ali se instaurou. A noticia, inclusive, de uma infestação de ratos nas sociais do clube pareceu piada pronta. Trocadilho formado. Duplo sentido, visto que ambas as leituras sugeridas estao cobertas da mais absoluta verdade.

É impressionante como a nossa indignação não acaba: jejum de títulos, fartura de vexames!

É, Cazuza...não apenas uma "piscina cheia de ratos", mas também "heróis mortos de overdose" e "inimigos no poder"...

Deus, socorra o Vasco!

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28/03/2013 12h10

A Hora de Pensar no Brasileirão

A hora é de sair da vala comum da "fé & esperança" - comuns a nós, torcedores - e trabalhar. Trabalhar de verdade. Não politicamente, de fachada, mas com planejamento.

A grande deficiência do Vasco, em todos esses anos, foi planejar. Escolhas equivocadas, intromissões desqualificadas do presidente no trabalho profissional do clube, nepotismo, escolhas tronchas, critérios equivocados...e muito, muito gogó.

O Vasco precisa encarar sua guerra de frente. Precisa fazer uma matriz SWOT mínima para entender o que vai e o que não vai funcionar.

Por exemplo: esse elenco não vai jogar bola sem salários em dia. Não vai. Já deu esse recado. Ou o clube pode pagá-los ou terá de repensá-los. Está claríssimo que estão perdendo e empatando com adversários medíocres por pura retaliação. Então, não adianta contratar o Harry Houdini (o mágico) pra hipnotizar o elenco, porque não vão jogar nem ganhar.

O treinador Autuori já disse que salários em dia são sua exigência primordial. Daqui a algum tempo, sobretudo se não vierem resultados, ele vai cobrar isso. Se atrasarem o dele, então...

Sumariamente o Vasco tem que se preocupar não com este Estadual, do qual eu o considero eliminado. Mas com o descenso ameaçador no Brasileiro. Ano passado tivemos um exemplo grotesco dessa realidade com o Palmeiras. A diretoria do Verdão ficou embriagada com a conquista da Copa do Brasil - um "subtítulo" - e passou a viver da ilusão de que tinha um time bom. Caiu feio do cavalo e está numa penúria só, perdendo de 6 pros Mirassóis da vida! O Vasco vive até hoje da Copa do Brasil 2011, perdeu vários outros títulos por incompetência tática depois (assunto batido), desmantelou um megaelenco sem ter tirado nenhum proveito dele (não saiu das "boas campanhas" para nenhuma conquista de fato) e a diretoria nunca parou pra tentar entender o que estava errado. Pelo contrário: superestimou-se, achou-se além das críticas, apoiou-se na cegueira de correligionários que faziam apologia do conformismo mental e, agora, estamos no pé de guerra em que estamos por isso.

Ao diagnostico, enquanto há tempo: o elenco do Vasco é fraco, Dedé não é mais jogador do clube (partidas deploráveis, cabecinha longe...um craque, mas não podemos viver dessa nostalgia, já deu!), Carlos Alberto não vai jogar bola, Tenório não vai entrar em forma, Nei não é bom jogador, Pedro Ken é pipoqueiro, não temos bons zagueiros, não temos atacante. Esse é o raio X do lado podre. Do lado bom, Dakson e Romário precisam ser trabalhados e efetivados (acertando e errando, são nosso futuro hoje), Bernardo tem que ser acompanhado e direcionado a um foco real (ele continua uma incógnita: não há um plano para aproveitamento de seu potencial), Luan é minimamente mais barato e equivalente (acho até melhor) a qualquer desses bondes baianos que o Vasco importou recentemente. 

O futebol do Vasco está funcionando como uma assessoria de imagem da gestão: ele cria notícias, fatos, quando aparece uma crise. As coisas não acontecem planejadas, com foco, com sentido a médio ou longo prazo. Contratam, decidem, compram...fazem tudo no laço, no desespero, quando a casa cai.

Por que não se consegue pensar logo no Brasileiro e ponderar todas essas coisas agora? Tem algum entrave? Tem alguma obrigação com empresários de contratar alguém necessariamente, mesmo quando se pode investir em soluções caseiras (não estou afirmando nada, tenho sinceramente essas dúvidas)? Quais os ofensores para uma estruturação real, funcional, sem essas ziqueziras e incoerências que ficam só na falácia e não redundam em nada produtivo?

Por enquanto, tudo o que se fala está perdido no ar. E eu nem me preocupo mais com o Carioca, porque, na minha opinião, o mesmo deslize do acaso que nos levou a uma final de Taça Guanabara jamais nos levará a algum caminho neste segundo turno. Pura e simplesmente porque ficou claro o quanto esse elenco está fechado em não jogar quando não tiver com salários pagos. Se isso é certo, se é bonito, se é ético, se é legal...não sei, não me interessa, não sou do sindicato...lá eles se entenderão. O que não pode é negar o fato. E criar factóides pra maquiarem o cadáver.

Bem, ontem fomos novamente risíveis e pífios contra o Olaria. O Olaria!!! Distinto senhor da Bariri!

Pois é. No Brasileirão, as ameaças serão bem maiores que essa. Será que esse monte de gente do tal staff consegue se preocupar com isso desde agora?

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23/03/2013 13h54

Autuori no Vasco: Cadeado em Porta Arrombada

Repetiu-se a mesma fórmula do erro. Pela nona, décima vez? Não sei , perdi as contas. A boa contratação do técnico Paulo Autuori foge completamente do discurso de "bons gestores", "administração moderna", "visão de planejamento" etc. Não é nada disso. Autuori foi a melhor de todas as escolhas anunciadas, e é mesmo um grande técnico. Mas não foi escolhido nem por esses méritos nem por nenhum outro: ele foi escolhido, mais uma vez como um "cala-boca".

É a estratégia mais recorrente nessa gestão de deputado do presidente Roberto Dinamite.

Faço, agora, a mesma pergunta que fiz em 2011. Se não tínhamos dinheiro antes para contratar um técnico desse porte, como agora temos? E, se temos agora, por que não fizemos antes? Não tem resposta, porque tem um monte de gente apitando, um monte de dirigentes, conselheiros, ex-diretores, atuais diretores, gente nova, gente velha, oposição, situação...mas ninguém explica absolutamente nada sobre esse Vasco misterioso que foi construído para driblar seus torcedores, acima de qualquer outra coisa.

Autuori chegou com algumas exigências que nos parecem surreais. Ele quer um clube com salários irrepreensivelmente pagos em dia - os dele e os de todo o elenco. Vejam só a controvérsia: o clube que há meses atrasa salários e choraminga não ter dinheiro pra nada, terá que, numa semana, atualizar todos os salários e, ainda por cima, pagar um bem alto (Autuori não deve ser nada barato, mesmo cobrando 1% dos petrodólares que recebia no Qatar) ao novo treinador.

Ué, se essa lógica não funcionava pra pagar em dia o salário do Gaúcho, e só tinha pagos os salários do Dedé, então como é que a diretoria conseguiu "se comprometer" e "garantir" um salário em dia para Paulo Autuori, ao ponto de efetivá-lo no comando da equipe?

A gente não entende. E talvez alguns irascíveis digam que "não somos gestores e não temos mesmo que entender". Pois então vamos fazer o seguinte: aprendi com a minha saudosa avó que "quem muito se abaixa, o rabo aparece". Já que nenhum de nós, torcedores, entendemos "nada" das contas do clube (aquelas famosas por aprovações escusas, segundo o noticiário), então façam-nos o favor de não usarem essas contas para desculpas esfarrapadas e chororô de imprensa toda vez que o time cai do cavalo com a cara no chão! Porque, na hora de manipular o torcedor com o drama do endividamento, os dirigentes (TODOS eles) são rápidos em citar a crise financeira para maquiar suas péssimas atuações e nos envolver com as contas do clube. Mas, quando exigimos algum esclarecimento sobre o assunto, preferem minimizar nossos intelectos e acreditar que não temos direito de refletir e ponderar sobre os erros de gestão, que são muitos. Ora, às favas com essa dubiedade!

Duas coisas mais a serem ditas, a meu ver. A torcida que entrou em campo cobrando exigências, ontem, não invadiu, não agrediu, não ofendeu ninguém. Que bom! Essa história de dizer que "campo de futebol é lugar de trabalho" já era, no caso do Vasco. Porque lá dentro, a julgar pelo desrespeito moral a que submetem a instituição, não há nenhum exemplo pra esse discurso moral, nem nas salas de diretoria do clube. Infelizmente. Torcida faz seu papel, e eu não vou discutir se era essa ou aquela denominação: cobrou, exigiu e não causou nenhum dano ou tumulto. Não tenho nada contra esse tipo de atitude. E, pelo visto, René Simões e Carlos Alberto também não. Tanto que conversaram sociavelmente com os interlocutores.

A outra coisa a ser dita é que, para haver blindagem, é preciso haver confiança. Essa lição precisa ser aprendida por todos nós, torcedores. Blindar o oculto pode significar cumplicidade. Onde não há transparência nem coerência (e nessa gestão - fato! - o excedente de contradições confirma essa condição), ninguém pode se comprometer a defender nada às cegas. Leiam as matérias sobre a chegada de Autuori e sintam a confusão que há nas relações do departamento de futebol do clube (Ricardo Gomes quer sair x Ricardo Gomes vai ficar, René Simões se dá bem com Ricardo x Ricardo se sente tolido).

Enfim, ao menos agora teremos um técnico de verdade. Sujeito íntegro, competente, maduro. Com peso pra assumir um Vasco. E botar pingos nos "is" caso as coisas não saiam a contento...

Porque a qualidade do treinador não foi, afirmo, a razão de o contratarem. Eles todos - inclusive o festejado Ricardo Gomes - preferiam o Gaúcho. Guardemos isso como referência! Autuori surgiu, apenas, como um cadeado posto numa porta arrombada. Lamentavelmente.

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20/03/2013 19h52

"Briga de Bêbado"...e Nada de Vasco!!!

Hoje tem jogo do Vasco. Mas provavelmente não terá Vasco. Porque, hoje, ao vermos um jogo do Vasco, vemos tudo, menos o Vasco.

Naquele jogo eletrizante com o Fluminense em que nos classificamos para a final da Taça Guanabara, pudemos - os que contemplaram a partida - assistir a uma das pouquíssimas partidas dessa equipe, em alguns anos, em que a mística da camisa levantou, prevaleceu sobre a incompetência generalizada de uma diretoria que - entra ano, sai ano - piora tudo e nada resolve.

Hoje, no trabalho, almocei com um novo amigo vascaíno com nome de craque tricolor. No almoço, Fred - um antigo leitor dos tempos de Supervasco que me reconheceu em minha nova função corporativa - falava sobre esperança. Ele dizia que sempre tem esperança no Vasco.
Eu tentei explicar para o Fred que, no Vasco, eu também tenho esperança. Sempre. Por isso espero que o Vasco apareça, como apareceu naquele jogo com o Fluminense. Porque, quando o Vasco não aparece, a esperança some. E onze homens entrando em campo com a camisa do Vasco nem sempre significarão que o Vasco apareceu.

A cada manchete que leio sobre o clube mais me parece confirmar a ideia de que está todo mundo perdido, ninguém sabe nada! Semana passada disseram que fechariam com um grande zagueiro. Chegaram a ventilar Anderson Martins de volta. Aí assinaram por cinco anos com um zagueiro cuja primeira entrevista trouxe uma declaração de que, depois do Vasco, ele espera ser visto por um time grande! Acreditem: o cara já chegou falando isso! Vai falar isso por cinco anos em São Januário! Risível!

Renê Simões fala muito, mas muito mesmo. Todo dia ele dá notas na imprensa, conta uma lorota, faz uma bravata. Gente, não sai nada! Daqui a pouco o Renê pede pra sair, diz que "não há nenhum litígio" e alega problemas pessoais ou proposta profissional.

Já vimos esse filme...todos os erros se repetem!

Gaúcho que era titular foi substituído por Marcelo Oliveira, que saiu para Gaúcho ser efetivado com louros da fama pelo presidente, que depois anunciou que Ricardo Gomes tinha 100% de chances de atuar e seria o novo treinador, pra depois anunciar que Gaúcho comandaria e Ricardo apenas indicaria o elenco, e agora tanto um quanto outro estão na mira dos conspiradores mas o presidente diz que "não vê motivo pra troca"!

Cara, é uma overdose de boçalidade! Eu não entendo... a gente que é torcedor só queria entender: por que não o Roberto Ídolo em vez desse Roberto deputado que mente...mente...mente...mente...

Se você fala mal, dizem que está "tumultuando o ambiente". Quá-quá-quá!

Que ambiente?! Tem alguém no Vasco?! Achei que não, que estivesse tudo abandonado, jogado às traças.

Enfim, hoje temos um jogo fraquinho, contra um adversário mais fraco ainda. É aquele caso típico da briga com bêbado. Se bater, é covardia. Se apanhar, passa vergonha.

Ligue a TV e fique de olho! Ninguém sabe o que pode acontecer no boteco esta noite...

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10/03/2013 19h27

Vasco: Uma Questão de Paciência

Dizer o quê? Perdeu??? "Paciência"!

Não sou eu quem faz uso dessa palavra nem a invoca agora. Ela faz parte do planejamento da diretoria. Foram eles mesmos que disseram: "a torcida precisará ter paciência com os resultados, até que se resolvam os problemas financeiros do clube". Não lembram? Nesse misto de planilha de custos com tática de armação de equipe, podemos esperar o quê? Já viram dirigente pedir paciência para torcida que sai de estádio campeã?

Pois é. E, dentro dessa lógica de limitação, o time do Vasco foi bem além do que se esperava. É claro que pensamos, como torcedores, de outra forma: danem-se as contas... chegou lá? Tem vantagem? A bola rola, é redonda...vai lá, ganha a bosta do jogo e esquece a retórica! Parece fácil, mas aí vem a superstição: há 10 anos nada disso acontece!  

Não sei se foi melhor ou pior ter dado essa esperança (aí vai de cada um, em seu particular), mas sabidamente éramos o mais fraco dos quatro e ainda chegamos lá com a vantagem. Que se esfacelou ante um único lance capital no jogo: um toque de arte desconcertante do extraordinário Seedorf, capaz de abrir uma defesa inteira e encontrar espaço para um gol com um único totozinho de lado na bola.

No lado do Vasco, sem querer agora fritar ninguém, os defeitos que todos nós conhecemos.  Com seu "centroavante de hospital" Tenório eternamente machucado e fora dos jogos, o time entrou sem atacante de ofício. A exemplo da partida com o Fluminense, jogou sem presença no ataque, com Éder Luís brincando de jatinho monomotor pelas pontas e os laterais sem terem a quem alçar bolas para a área. Aliás, será que Yotun vai dar certo? Os outros todos são muito ruins. Muito! Nada do que prometeram ou do que todo mundo achava. Fraquíssimos.

O erro tático estava claro desde os primeiros minutos de jogo: Bernardo era quase um volante, Carlos Alberto estava no comando do ataque e Dedé era o armador! Zagueiro armando o time?! Sinal de que a meiúca não funciona. Esperava-se que Pedro Ken demonstrasse algum senso de organização no setor, mas até Abuda parece ter mais capacidade de organizar alguma coisa produtiva no setor. Na base de vários chutões, Dedé estava armando o time e mostrando que alguma coisa estava errada na distribuição das jogadas. Os incumbidos da marcação no meio colecionavam cartões, penduravam-se sob olhar cego do técnico...e seguiam sem armar nada, como que aguardando uma expulsão pela recorrência. Comando pra quê? Enquanto isso, Renê Simões discutia com os gandulas do estádio que virou quase "território de milicianos" em favor dos que o dominam. O limiar do patético.

Olhemos para o outro lado. Examinemos o jogo pela visão do adversário. No jogo contra o Fluminense, dois meninos (Dakson e Romário) entraram em campo, incendiaram a equipe e construíram o placar que classificou o Vasco. No jogo contra o Flamengo, um menino entrou em campo e incendiou a equipe, ajudando a classificar o Botafogo. Atento, Oswaldo colocou Vitinho no aquecimento ao fim do primeiro tempo, já querendo o garoto a mil no segundo. Mesmo tendo total domínio e posse de bola do jogo. Já Gaúcho escondeu seus dois garotos o jogo inteiro, só mexendo na equipe nos 10 minutos finais, quando já perdia de 1x0, mesmo sendo dominado o jogo todo. Cristóvão deve ter ligado para ele e dito: "bota o Felipe Bastos!". Fizemos tudo errado mesmo tendo uma vantagem. Perdemos a vantagem, o jogo, o título, a classificação.

Uma coisa precisa ficar suficientemente clara para o torcedor do Vasco. E ainda não está. Quando efetivaram Gaúcho como treinador, sob uma chuva de críticas, o presidente disse - e René Simões reiterou depois - que Gaúcho só cumpre a função em campo, porque o treinador de fato é Ricardo Gomes. Depois disseram que Ricardo Gomes escolhe os jogadores para as posições do Vasco (o que me parece temeroso: ter alguém treinando jogadores que quem escolhe é o outro). Depois trouxeram René para ficar acima do Ricardo ajudando a contratar quem ele pede pro Gaúcho trabalhar. Olha a zona! De um jeito ou de outro, para um cube endividado e pré-falido que vive a chorar mágoas, não é executivo caro demais nesse staff? Aí veio o Koehller e nova debandada de pedidos de demissão na diretoria. Alguma coisa aí está sem explicação: quem perdeu o jogo? Ricardo? Gaúcho? Simões? Temos três treinadores contratados e parecemos não ter nenhum...

Erramos quando poderíamos acertar. Carlos Alberto faria o gol de sua consagração. No começo do jogo ou naquele chute enviesado de pintura. O lance do pênalti a favor do Botafogo poderia ou não ser marcado, as duas leituras me pareceram prováveis. O impedimento no gol do Vasco foi claro. E, se o Vasco fosse campeão com gol de Renato Silva, eu festejaria muito, mas veria uma ponta de ironia do destino com tamanha desfaçatez...

No mais, resta-nos aguardar e conferir como o grupo e sua liderança vão reagir para o segundo turno. Até porque nosso maior desafio não é este campeonato, porque nele não corremos risco de rebaixamento. Nossa pré-temporada foi um fiasco, tivemos um caos administrativo e uma demagógica justificativa da diretoria que misturou dramas reais do clube com situações inventadas e geradas por eles mesmos para atravancar o caminho do Vasco.

Usemos e abusemos da paciência que eles nos pediram.

De minha parte, mesmo vendo o Vasco acuado, jogamos igualzinho ao que jogamos naquela Copa do Brasil  da qual fomos campeões. O mesmo futebol feio, medroso, acuado, com regulamento debaixo do braço. A diferença é que lá - derrotados - fomos campeões do Brasil. Hoje, derrotados, perdemos o turno do regional. Mas o medo, a cautela, a falta de atitude, foram iguais. E tanto lá como cá tínhamos e temos (será?) Ricardo Gomes por trás do time. Tirem, portanto, as suas conclusões.

Eu só gostei de me ver, de novo, acreditando na camisa, na bandeira, na cruz de malta, na paixão da torcida. Claro, só a camisa hoje, pode me fazer acreditar nesse Vasco. O resto todo é apenas ilusão. E, vivendo da camisa, eu serei campeão e vencedor a vida toda...em vez de frustrado ou iludido com as falsas promessas que arrotam por aí!

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04/03/2013 16h22

O Vasco da Virada, O Pé Frio do Galinho e A Língua Solta do Abelão

O Vasco recuperou a sua estima. Além der feito um partida eletrizante contra o Fluminense, não se deixando intimidar pelo resultado adverso num placar de virada, viu seu adversário de melhor campanha ser fragorosamente eliminado pelo Botafogo, levando a vantagem do empate novamente para a decisão.

O jogo será duro. O Botafogo encarou um Flamengo com a vantagem e partiu pra cima. O Vasco encarou um Fluminense jogando pelo empate e não intimidou-se em vencer a partida quando percebeu que isso lhe asseguraria a vaga. Surpreendentemente, os dois "patinhos feios" farão a final de campeonato.

Da parte da chamada "flapress", de nada adiantou tentar transformar Rafinha num novo craque, Hernande num artilheiro fatal ou mesmo badalar o aniversário de 60 anos do Zico. Aliás, o pé-frio do Galinho voltou à ativa como há muito não acontecia: o time perdeu a invencibilidade justamente quando tascou seu nome nas costas ao entrar em campo. Cadê os "jornalistas criativos", os "textos divertidos e bem-humorados" das editorias de esporte dos programas de TV... nenhum deles quis brincar falando disso??? Só Chico, O Torcedor mexeu nesse vespeiro! Ontem à noite, as emissoras de TV se fartavam de apontar a bola no braço no jogo FlaxBota como um "pênalti absurdo". Esqueceram que o jogo terminou 2x0 e que, com ou sem pênalti, os rubro-negros estariam de férias do mesmo jeito. A hipótese de que "com aquele gol, a história do jogo seria outra" também favorece a leitura de que, se assim fosse, poderia ser outra derrota, também. Não cola!

E, com aquela camisa do Zico, bater pênalti seria ainda mais arriscado...quem duvida do pé-frio nesse quesito???

Pelo lado da torcida do plano de saúde, também não soou bem a derrota para um time considerado "fraco", "em formação" e desmontado como o do Vasco, quando a suposta máquina de craques&dólare$ apresentou-se com seu time "de Libertadores" completo e com suas estrelas luzindo em campo. Nem o mais cético dos futebolistas admitiria que o Fluminense contava com essa eliminação! Abel ficou tão desconcertado que resolveu descontar sua ira num comentário malicioso ao jovem Dakson, criticando um passe de letra na lateral do campo. É uma pena que esses brucutus-professores não saibam mais interpretar nenhum lance bonito de jogo senão como afronta ou desrespeito. Nos tempos de Garrincha, Abelão consideraria "desnecessário" driblar daquele jeito. Pior foi ele comentar que o garoto "nunca ganhou nada". E daí? Deve ser pior ainda perder um jogo, uma classificação e ainda por cima tomar um passe de letra de um jovem garoto que "ainda não ganhou nada". Que palhaçada, Abel...melhor seria ficar calado!

Falando em Dakson, com todas as críticas que se possa ter a Gaúcho como treinador, não se pode negar que a mexida onde ele colocou o meia e o atacante Romário deram outro panorama ao jogo. Dakson movimentou-se bem; Romário, além do gol, criou a presença perigosa e constante do atacante de área. Talvez o Vasco tenha aprendido a manejar melhor suas opções táticas para se adaptar a uma situação de jogo.

No mais, a torcida se animou porque reacendeu a chama de um Vasco aguerrido, vencedor, que joga com o peso da camisa. Uma emoção que nos vinha faltando há algum tempo e que, agora, renasce na mística desse apequenado porém emocionante (em sua reta decisiva de turno) Campeonato Carioca de 2013.

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02/03/2013 21h14

Vasco Classificado: Um Fusca que virou Ferrari

Eu vou buscar, de um comentário do amigo Rodolfo Langsdor, no Twitter, a minha frase para definir o Vasco classificado de hoje. Após um primeiro tempo sofrível, horroroso, acuado e covarde, fizemos uma partida emocionante no segundo tempo. O amigo Rodolfo, companheiro de vários jogos, pareceu inconformado com os novos ânimos na rede social, dizendo que, nela, o Vasco passou, em minutos, de fusca a Ferrari.

E eu respondi: não foi no Twitter que o Vasco passou de fusca a Ferrari. Foi em campo. E em grande estilo.

Tecnicamente o time do Fluminense é mais bem armado, tem jogadores muito melhores e um banco muito mais forte. Tecnicamente é tudo "mais", "mais", "mais". Só que, tecnicamente, nem sempre se ganha jogos, sobretudo em clássicos tradicionais.

Acontece que o time do Vasco vinha penando, anos e anos, nessa celeuma de provar para si mesmo que sua camisa pesa, que sua tradição pesa, que sua gana sempre foi essa: superar obstáculos e barreiras, vencer crises, "virar jogos" não apenas dentro de campo, mas em qualquer lugar onde a glória dessa cruz-de-malta se fizesse presente.

O primeiro tempo foi de um tricolor martelando e um cruzmaltino acuado. Alguns defenderão que isso foi "jogar com o regulamento", beneficiado pelo empate. Não pareceu. Estava muito despersonalizado e vulnerável o Vasco, sem esboçar lampejo criativo de reação.

Precisava fazer um milagre no segundo tempo.

Pois bem, assim foi. O técnico (?) Gaúcho não consegue modificar a estrutura mal montada de defesa do time. Também não consegue montar uma estratégia definida de ataque e contra-ataque. Se tem o Ricardo Gomes soprando coisas no ouvido, parece que o sopro é apenas sussurro, porque não venta nem sai de cima. Taticamente, o Vasco é caricatural, ainda fraco. E quando um time é assim, depende unicamente de seu peso e de sua força.

Pois eis que Bernardo - esse estranho jogador que encarna a mística vascaína em tempos de "vacas magras de chuteira" - resolveu rasgar o coração, extravasar a camisa, sair do script. Em belo cruzamento de um "já falecido" Éder Luís, Bernardo entrou de cabeça...de cara...de frente para a abertura do placar. E incendiou o jogo todo, dali até o final, quando Dedé selou a vitória vascaína. Antes de Dedé, um novo garoto com nome de ídolo-estátua (Romário) também estava lá para acenar - como há muito não se via - que nem destruindo a divisão de base do clube é possível calar a voz de seus meninos-heróis.

Então, assim tão depreciado, depenado em elenco e comando técnico, minorizado pelo "complexo de vira-lata" dos últimos anos, o Vasco ergueu-se contra todos os vampiros internos e surrupiadores de sua tradição e venceu o jogo, derrubando o adversário de Libertadores, que chegou com pompa e saiu desalmado, numa eliminação de luxo, onde perderia por um empate e acabou perdendo mesmo por uma derrota"

Aviso às gerações mais novas: esse Vasco de hoje, limitado e inferior tecnicamente, vitorioso na RAÇA, é o Vasco de 23...o Vasco da camisa!

Sem planejamento inteligente, sem construção de elenco, sem base, saindo das ruínas, ergue-se imponente a bandeira do Almirante.
Que está acima dos equívocos e interesses escusos.

Que está classificada, com louvor e méritos, para a decisão da Taça Guanabara.

Valeu, Vasco!!!

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26/02/2013 15h58

Faca, Queijo... e Bernardo nas mãos!!!

Lutou, lutou e chegou lá. O Vasco é um dos semifinalistas da Taça Guanabara e leva, de quebra, a vantagem de empate para o jogo decisivo com o Fluminense. Que, ainda por cima, terá problemas para escalar seu time titular no confronto, devido à tabela paralela da Libertadores.

Então, faca e queijo nas mãos para a final.

Além da faca e do queijo, o Vasco terá também Bernardo. Um Bernardo furioso, incontido, como demonstrou na explosão de seus gols na virada de domingo passado.

É esta a hora de se observar o que precisa ser corrigido. O time do Vasco não é um primor de arrumação em sua defesa. Alguém precisa dizer que um zagueiro do porte de Dedé não desaprende as jogadas nem o sentido de tempo de bola de uma hora para outra. A companhia de Renato Silva, a meu ver um zagueiro muito fraco, é atabalhoada e só imprime tamanho à zaga, mas não melhora tecnicamente os escalados anteriormente (tão ruins quanto Renato Silva) ao lado do Mito. O problema é que a defesa do Vasco joga em linha. Não só na zaga como na marcação do meio: é uma marcação em linha também. Do primeiro combate no meio à entrada da zaga, fica fácil pro atacante mais arisco enfrentar as duas portas e invadi-las, com um misto de talento e sorte, para chegar cara a cara com o goleiro.

As laterais ainda não acertaram. Nei ainda não justificou o esperado e Dyeison ainda parece tímido. Espera-se, portanto, que o time possa desenvolver seu melhor futebol no talento de Carlos Alberto, na regularidade de Pedro Ken e Wendel... e nessa fúria indomável de Bernardo.

Precisamos, de fato, da fúria! No próximo confronto e sobretudo no confronto decisivo, é a fúria - a chama que incandeia o candeeiro vascaíno de verdade - quem prevalecerá na hora de fazer pesar a camisa, de fazer prevalecer o escudo, de fazer estremecerem gramado e arquibancada.

Precisamos da fúria para garimpar o campo, encontrar o tesouro dos gols e a riqueza, enfim , de uma conquista que há muito nos parece distante.

É nesse espírito furioso de Bernardo, que faz e comemora gols rasgando os ares com gritos e socos, que o Vasco precisa entrar em campo para assegurar, de uma vez por todas, a sua estima e a sua vocação para ser de novo campeão.

Vamos que vamos, Vasco! A hora chegou!

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21/02/2013 13h52

Carlos Alberto, de novo, no comando!

Vem aí mais uma fase decisiva do Vasco em um Estadual. Já fazem dez anos que não vemos um momento desses com boa expectativa, com coragem, com fé. Claro, estamos conscientes de que os times pequenos do Cariocão não fazem nem cócegas nos grandes, razão pela qual - mesmo ganhando uma aqui ou empatando uma ali, numa zebra de rodada - nenhum deles ameaçará a velha fórmula para que o campeonato foi feito: quatro classificados, quatro grandes na decisão de turno!

No caso do Vasco, começamos a tropeçar justamente nos confrontos com os dois grandes. E é justamente contra eles que, caso queiramos erguer a taça, precisaremos triunfar. Não decidiremos o turno (menos ainda o título) com o Audax, nem com o Madureira, nem com o Bangu (que também nos derrotou). Precisaremos, portanto, superar as nossas melancolias internas e síndromes de vira-latas contra os adversários grandes.

É aí que precisaremos, fundamentalmente, de Carlos Alberto.

O time do Vasco tem até algumas peças boas para as posições. Tentemos desviar os olhares de Gaúcho, porque ele de nada nos convence. Há um sopro saudável de Ricardo Gomes por trás dele. Digo "um sopro" porque, se pudesse ser ele mesmo, inteiro, Gaúcho nem existiria. Se temos dois na função, é porque nem um nem outro podem estar lá por inteiro: o Ricardo por impossibilidade médica, o Gaúcho por impossibilidade "técnica". Mas, enfim, as peças boas estão nas laterais (Yotún vai melhorar muito isso), a zaga tem Dedé (que, livre dessa sombra de transferência, é indiscutível), Wendel está compondo bem a marcação e até as assistências.

Daí pra frente, temos Carlos Alberto.

Uma vez, conversando com o craque, numa visita à sua casa, eu dizia que nós, torcedores de arquibancada, vemos ao longe a diferença do jogador diferenciado quando toca a bola. Ao longe, só pela silhueta, percebe-se o movimento, o domínio de bola, a postura confiante, a elegância que difere quem sabe jogar e quem não sabe. Ou quem joga muito e quem joga pouco. E Carlos Alberto é assim: diferenciado. Joga muito!

Ele ainda é jovem e ainda tem saúde e vigor físico para jogar bom futebol. O problema (e sempre foi esse) é saber como anda sua motivação. Até aqui, CA19 tem demonstrado força e pegada dentro de campo. Perdemos os jogos em que ele não estava. O próprio Renê Simões admitiu, quando entrevistado no programa Caldeirão Vascaíno em que participei, que as derrotas podiam estar diretamente ligadas à ausência de Carlos Alberto.

Ele, que nos liderou na ascensão ao lugar de direito do Vasco na elite do futebol brasileiro, volta a ser a esperança de um novo renascimento, de uma nova virada na trajetória do "Time da Virada".

Vamos lá, Carlos Alberto! Estamos, mais uma vez, apostando em você!

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19/02/2013 10h22

Depende de Nós...

Após a vitória sobre o Audax em casa, o Vasco retomou sua posição na tabela. E entrou novamente na recorrente frase "agora dependemos apenas de nós".

Aí pode estar a chave da solução ou do agravamento do problema. Estatisticamente, nos últimos campeonatos disputados, todas as vezes em que o Vasco chegou a essa condição - depender de si mesmo para assumir uma liderança ou conquistar uma classificação - tropeçou em suas próprias pernas. Como não acredito em feitiçaria no futebol, deve ter alguma coisa a ver com aquele "peso de bandeira" que citei na coluna anterior. Falta alguma gota de auto-estima ou convicção para assumir o desafio na hora H.

Nós, como torcedores, estamos sempre torcendo para que isso mude. E acreditando que pode mudar.

Enquanto isso o gestor Cristiano Koehler anuncia a possível chegada de um patrocínio master para substituir a Eletrobrás, tão confusa nesses anos de parceria. Acredita-se que esse patrocínio, mais do que anunciar a chegada de um craque internacional, seja para sanar as finanças do clube. O que obviamente seria o passo decisivo para, aí sim, começar a se pensar em investimentos e reforços de peso para o elenco no Brasileirão.

René Simões tem mostrado sobriedade e a chegada de Koehler promete fortalecer esse equilíbrio. Espera-se que, com um mínimo de bom senso e competência desses dois profissionais, possamos recuperar o tanto de perdas e desequilíbrio do clube nos últimos anos. Tem que ser uma ação milagrosa. Espera-se que seja.

Por outro lado, é sofrível ouvir o que se tem ouvido acerca do estádio do Vasco neste campeonato carioca. O gramado, todos já viram, está um pasto. Pálida caricatura do gramado referência que já foi outrora. Diz-se que as bilheterias de São Januário estão inoperantes ainda que operando, tamanha a lentidão com que atendem o torcedor. E que os banheiros do estádio estão num estado de imundície indigno de nossas tradições.

Infelizmente as pessoas ainda acreditam que dizer que um feio é bonito vai fazê-lo aparecer bem na foto. Se não conseguimos tem um mínimo de decência, no atendimento e na recepção ao torcedor, para um jogo com o Audax no combalido Campeonato Carioca, como será num clássico do Campeonato Brasileiro?

Enfim, temos problemas a resolver e esperamos caminhar em direção às soluções. Hoje a desculpa toda é dinheiro. Esperemos que o patrocinador-master liquide a nossa fatura.

E que o bom senso nos dê um aceno que seja em São Januário...

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14/02/2013 20h09

O Peso da Bandeira

Acabou a folia. Acabou a festa, a animação, o carnaval. Voltando à esbórnia da vida real, a triste realidade: caiu a máscara e o Vasco está em terceiro lugar na tabela.

Começamos bem o campeonato ... até permanecemos um bom tempo com 100% de aproveitamento! Mas a carruagem, pouco a pouco, foi virando abóbora e cá estamos numa posição ruim, fora da zona de classificação da tabela.

Causou-me estranheza ler algumas notícias sobre o técnico do Audax (quem???) dizer que também pretende aproveitar a má fase do Vasco na rodada seguinte. É isso. Até time estreante e desconhecido quer tirar a sua casquinha da situação. Como pode? Seria atrevimento da parte do novato ou perda de credibilidade da parte do ancião?

Misto das duas coisas, acredito eu.

O Vasco, de fato, precisa se impor como camisa, como bandeira, como instituição. Se ao menos tivéssemos uma boa mescla de jogadores formados na casa, daríamos uma injetada de sangue cruzmaltino nesse time, mexendo com os brios, aquecendo o time ainda cru e em formação. Mas lamentavelmente nossas divisões de base têm um estranho sangue frio, uma placidez, um conformismo e uma postura que em nada lembra os corações infantis para os quais o Vasco é imortal.

O time até fez contratações pontuais para as posições. Não é um elenco de primeira, mas dá pra montar uma base. O técnico não é bom, todo mundo sabe. Que proveito poderá tirar de jogadores medianos? Que gás poderá dar a um time que não tem meninos engajados nem vibrantes saídos da base?

Ao ver, hoje cedo, a "audácia do Audax", fiquei aqui no meu canto, resignado, pensando: Campeonato Carioca é peso de bandeira, é briga de puro-sangue, é envergadura de grande assustando pequeno!

Ou o Vasco recupera sua moral e volta a assustar adversários com o peso de sua bandeira ou teremos novamente uma imensa dificuldade, até mesmo de classificação, num campeonato tão frágil como esse Carioca que ano a ano temos disputado de forma tão insossa...

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31/01/2013 22h20

100% não era pouco...mas também já era demais!

Árdua tarefa dar a cara a tapa pra escrever sobre seu time após uma derrota feia para o principal adversário. Normalmente o emocional fala muito forte. Aproveitando que, face os desmandos administrativos e a pachorra politiqueira que acoberta os erros do clube, não me emociono mais com esse clone de Vasco que se julga Vasco, ficou mais fácil cumprir essa tarefa.

O Vasco estava 100%. Não era por acaso. Se fosse, seus rivais grandes não teriam tropeçado e se esgarçado tanto sem conseguir seu feito. O problema é que os rivais do Vasco perdem para adversários, enquanto o Vasco sempre acaba perdendo pra ele mesmo. Ou seja: quando esse pseudo-Vasco precisa ser o Vasco de verdade, fica claro pra todo mundo que não é. A lógica é unicamente essa.

Os pequenos acreditam que o Vasco é Vasco. Temem, respeitam, perdem. Os grandes, quando o enfrentam, o fazem com sangue nos olhos e saliva espumando na boca. E sem se impressionarem ou sequer olharem para essa "aparência de Vasco" que não é Vasco. Aí vemos resultados como esses 4x2 pra flamengada hoje.

Senão vejamos: desde a primeira rodada todo mundo está falando que o time está sem poder de marcação no meio-campo. Todo mundo, inclusive o cara que está lá e é chamado de técnico (aquele que era interino, botaram outro em seu lugar, depois o efetivaram com outro recuperado de uma doença teoricamente o instruindo). Ele deu entrevistas, fez firulas, repetiu o discurso batido da "humildade apesar da invencibilidade" etc. Mas não conseguiu enxergar (e não vai enxergar nunca, porque a teimosia cega) as inoperâncias do zagueiro André Ribeiro, do (atacante?meia?ponta?oquê?) Jhon Cley, as aparições cada vez mais cadavéricas de Éder Luís. Com um sistema defensivo pífio, vítima dos próprios erros que todo mundo já tinha visto e que ele mesmo admitira, nada foi corrigido.

Deu no que deu.

Já vi treinadores perderem jogos porque não enxergaram o jogo. Agora, enxergar a deficiência e não corrigi-la, sinceramente, eu ainda não conhecia. O treinador do deputado - seu assessor e amigo - parece ter se superado!

Que fique bem claro, porque vão dizer por aí o contrário: não foi uma derrota "normal", ninguém está hipervalorizando a "derrota pros sujos", como também corneteiam por aí. As campanhas falam por si só, e o time do Flamengo é muito fraco e inferior, totalmente desordenado, neste momento. Pela campanha, pelo time mais organizado e por alguns nomes que (ainda) tem, o Vasco era franco favorito.

Quem está "hipervalorizando" esse clássico é a diretoria atual, que perdeu oito confrontos diretos e só venceu três! Pior: hipervalorizando pelo lado contrário. Como, aliás, é de sua especialidade.

Faltou ao treinador Gaúcho tomar providências, mexer no time, corrigir o que já vinha errado, mudar as peças nulas. Vai faltar sempre, porque ele não tem competência pra isso. Com essa defesa burra e mal cercada, não vão adiantar nada as chegadas de Nei e Yotún: André não é zagueiro, não sabe jogar, não tem cobertura e cai tudo sobre o Dedé. Que hoje, aliás, jogou como se fosse do Corínthians...

Por isso eu digo: 100% não era pouca coisa, mas era demais, também!

Não é o fim do mundo, porque o campeonato ainda nem começou. Pra quem ainda se emociona com esse Vasco fake que "aprova contas" e reprova jogos decisivos, vem mais emoções por aí...

Eu, de minha parte, analiso friamente e sem nenhum envolvimento essa farsa toda. Com todo respeito, somente, à bandeira que todos eles profanam.

Aliás, se alguém souber explicar onde foi o dodói do "líder" Carlos Alberto, me avisem. E corram porque o Renê Simões já está todo maquiadinho pro show business que ele adora na sala de imprensa...

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28/01/2013 11h41

100% Não é Pouco!

Taí o Vasco que ninguém esperava! Líder absoluto, melhor campanha, jogadores mostrando bom futebol. No silêncio e na encolha, o técnico Gaúcho conseguiu sair na frente de seus concorrentes e apresentar uma equipe coesa e estruturada, sem nenhum nível de excelência, mas com alto padrão de eficiência.

Não obstante o fato de o elenco ter sido desmantelado para a atual temporada, uma boa base foi montada (não exatamente nos juniores, onde poucas promessas conseguem se firmar e nenhuma se destaca a contento). Jogadores medianos e pouco badalados vieram de fora e compuseram uma equipe desenvolta. E não se pode levar em conta tão somente a fragilidade dos adversários: todos os grandes enfrentaram fragilidades semelhantes e andaram tropeçando ou sofrendo duras penas para fazerem seus resultados. O próprio Vasco - diga-se de passagem - tomou um sem-número de gols até agora, mesmo vencendo bem as suas partidas. O que mostra que a zaga com Dedé está "bem, obrigado", mas esse zagueiro André Ribeiro é uma reedição dos assombros do "titular" contundido Renato Silva. E principalmente que o meio-campo, onde os criadores estão tinindo, ainda precisa equacionar o poder de marcação com a entrada de algum volante.

Mas está com 100% de aproveitamento! E 100% de aproveitamento, sendo ele o único a conseguir isso, não é pouco!

A prova de fogo, no entanto, não é a boa tática armada surpreendentemente pelo treinador Gaúcho. Que seguramente não fora aprovado por nenhum torcedor quando de sua efetivação. Todos os vascaínos olharam cabisbaixos e reclusos a efetivação de Gaúcho, sobretudo pelo fato de ele ter sido interino, ter um substituto que ficou apenas dois meses no clube (aumentando a pendenga das dívidas trabalhistas que a diretoria diz sempre ser o seu calo) e acabar voltando como solução caseira. Porque foi isso que o treinador Gaúcho foi, na verdade, para o Vasco: solução caseira. E que tem dado certo.

Teremos agora a prova de fogo. A prova de nervos. O clássico contra o Flamengo. Nesse jogo de nervos à flor da pele é que serão medidos os méritos da equipe. Carlos Alberto já começou a sentir "alguma coisa", e espera-se que possa se recuperar a contento. Bernardo já mostrou, na temporada, que trabalhando com foco e sendo bem burilado por um comandante pode dar muito caldo. Dedé está impecável. Fillipe Soutto e Pedro Ken têm sobrado em campo. Resta-nos saber como estará o emocional nesse jogo, e como se portará a nossa defesa (cuja meia está muito aberta sem marcadores de ofício) numa briga de cachorro grande.

De um jeito ou de outro, o Vasco fez bem a sua parte, e deve tirar partido de seu melhor momento para equilibrar seu emocional. Os bons resultados até aqui obtidos não devem lhe pesar como responsabilidade, mas sim fortalecer a sua convicção de que pode e deve seguir vencendo as etapas. Até porque o seu próximo adversário, convenhamos, é uma pálida caricatura de rival, com o time que tem hoje...

Mas isso é uma tripudiação que só deve valer para a torcida, não para o grupo. Que precisa entrar em campo com seriedade.

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24/01/2013 13h43

Dedé e a Nova Vitória Vascaína

Mais uma vitória convincente do Vasco. De um começo de jogo com atuação apagada, onde permitiu até mesmo que o adversário saísse na frente, o Vasco mostrou, na boa vitória contra o Macaé, que ainda lhe sobra alguma categoria nos pés de alguns jogadores para bem fazer um resultado. Mesmo sem atuarem brilhantemente o jogo todo, Carlos Alberto fez novamente um gol extraclasse e Bernardo continua sobrando na raça e no afinco que a camisa do Vasco lhe inspiram (e essa atitude é um ótimo sinal).

Eu comentava, numa discussão de rede social, que Carlos Alberto e Bernardo - as duas "velhas novidades" do Vasco para este ano - são dois jogadores em circunstâncias diferentes. A gestão dessa equipe deveria, a meu ver, considerá-las e trata-las em condição especial.

Carlos Alberto, todo mundo sabe, é um jogador experiente, muito técnico, diferenciado, que precisa ser trabalhado para desenvolver seu futebol com motivação constante. É a única coisa que lhe falta. Futebol todo mundo sabe que ele tem. O que incomoda a torcida, e com toda razão, é a "bipolaridade" com que ele alterna momentos de grande euforia e outros de baixa produtividade e dispersão. O líder do Vasco da Série B minguou desde que subiu para o pódio dos grandes a que o Vasco pertence.

Já Bernardo é diferente. Com todas as suas irregularidades, "molecagens" e deslumbres, é um garoto, tem grande potencial e precisa ser corrigido dentro de campo, não banido. Dificilmente um jogador de seu potencial, se bem comandado, deixa de brilhar. Bernardo conseguiu, ainda, uma identificação com a torcida, uma vibração com a camisa do Vasco que poucos jogadores hoje demonstram.

Como em tudo na vida, é preciso saber elevar os pontos fortes e amenizar os fracos. O treinador não apenas treina, ele lidera, conduz uma equipe. Os dois, sendo bem conduzidos, podem dar bons frutos na temporada. Pelo visto, começaram com pé direito. Que essa regularidade se perpetue.

Além deles, Pedro Ken e Fillipe Soutto têm atuado com grande destaque. Movimentam-se bem, distribuem o jogo com excelência, participam dos gols e estão esbanjando estatística: incríveis números de aproveitamento em passes certos!

Mas sobressairam-se, acima de tudo, a classe, a elegância e a vitalidade de Dedé. No começo do jogo, cheguei a achá-lo meio retraído. Mas, passados os primeiros 10 minutos, o Mito soltou-se em campo, demonstrou caminhar a largos passos para sua velha forma e exibiu a grande categoria que raramente se vê em um zagueiro dentro de campo.

De minha parte, cheguei a comentar, sobre a reunião de ontem em São Januário, que Dedé teria sido vendido. Ou confirmado sua ida para o Corínthians. Uma leitura minha: não teriam sentado para conversar se não houvesse interesse na negociação. Claro, isso também pode estar relacionado a uma "pressão" do empresário do jogador para combater possíveis atrasos de salários.

Não sei. Não quero saber de cartolagem.

Acabo de ver uma entrevista de campo do Dedé, logo após o encerramento da partida, onde ele comentava sua alegria e seu carinho pela torcida. E começou uma frase assim: "Enquanto eu estiver no Vasco...".

Que assim seja! Enquanto lá estiver e enquanto esse Vasco ganhar bem, como tem feito desde que iniciou o Estadual, a festa será nossa!

Da Turma da Casaca!

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20/01/2013 21h20

Começou com pé direito!

Venceu o Vasco. E venceu bem. Começou seu ano de difícil prognóstico com algumas vantagens dignas de se comentar na crônica do jogo. Apresentou um meio-campo criativo e um setor defensivo bem postado. Confirmou, com boas atuações de ambos, as expectativas sobre as chegadas de Filipe Soutto e Pedro Ken. Mostrou que Carlos Alberto tem categoria para despertar e jogar bola, que Bernardo tem mesmo o coração vascaíno no bico da chuteira e que (aleluia!) Éder Luís pode até quebrar a uruca e acertar um chute em gol!

Enfim, foi um bom começo, em termos de resultado, para o Vasco.

Mas nosso grande desafio sequer começou. O bom de começar com o pé direito é que ele aumenta as esperanças, a confiança, a estima. Não pode, porém, esconder fatos. É bom lembrar que os times pequenos do Cariocão estão cada vez mais apequenados e frágeis. Nas últimas temporadas, as vãs tentativas de se fabricar "davis" capazes de derrubarem os "golias" foram por água abaixo: cada vez mais - se até os grandes estão depreciados - os pequenos somem dentro de campo. Dessa forma, a vitória, que foi convincente e consistente, ainda será testada nos desafios mais fortuitos, nos jogos mais decisivos, contra adversários mais impositivos, na pressão dos resultados necessários.

Ontem, por exemplo, a armação tática do time deu certo. Mas já tivemos uma temporada inteira para saber que, sem um centroavante de ofício, essa ideia de Eder Luis no comando do ataque dificilmente dará certo. Tentaram até Carlos Alberto na função, teve muita loa no começo, mas o resultado também foi desastroso.

Fica-nos, portanto, a lição de que erros passados não devem ser repetidos. O Vasco precisa de um centroavante a 100%. Se Tenório estiver inteiro e nos provar que pode ser esse homem, ok. Porque não podemos acreditar que improvisos e invenções fabulísticas substituirão o bom senso e a escalação correta.

Por enquanto, vamos comemorar as boas atuações dos meias. E esperar que a mística da camisa supere as debilidades.

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13/01/2013 22h52

Pedrinho: O Último do Panteão

 

O Vasco de hoje, do novo século, não é um "Novo Vasco", como pretendiam alguns por severa obstinação. Também não é um "Velho Vasco", como convém às suas tradições históricas e honrarias passadas. O Vasco de hoje é tão somente um "Outro Vasco".

É outro. O que quer que isso signifique - pra mim, pra você, pra situação, pra oposição, pros que lamentam, pros que lucram, pros que lutam, pros que se promovem, pros que enganam, pros que sofrem - pouco importa: é simplesmente um "outro". A gente olha e pouco ou nada de Vasco (quase) se enxerga.

Na queda do Gigante, escrevi algumas colunas dizendo que tenho muito medo dessa teoria estranha que, por vezes, cerca as instituições, prometendo "renová-las". Como se fosse possível derrubar uma instituição mítica secular e reconstruí-la sob bravatas furiosas, injúrias, divisões e sentimentos peculiares - tudo isso quase sempre permeado por interesses e vaidades pessoais. Eu temia pelo "Novo Vasco", porque o Vasco que eu sempre amei - fosse ele o mais modernizado e atualizado dos clubes - deveria ser o "Velho Vasco" histórico e de feitos gloriosos. E uma das facetas mais imponentes de um panteão que ostenta seu nome na página da história é ter ídolos. Mitos. De mitos faz-se a ideologia, a paixão que transcende a história.

Pois esse "Novo Vasco", nos últimos anos, não tem feito outra coisa senão demolir e depauperar sua galeria de ídolos. Desde a ascensão do ídolo-mor Roberto Dinamite à presidência, a perseguição implacável dos oposicionistas reduziu a imagem de Roberto à de um cascalho travestido de diamante. Condição que ele, na sequencia de seus mandatos, ajudou a prosperar, não somente depreciando sua imagem como também a de todos os ídolos do clube a que recorreu, inclusive ao assumir o mandato. Naquela oportunidade, o rebaixamento histórico do clube - a maior macha de sua história, sem nenhuma dúvida - veio sob o comando desse ídolo, com um time capitaneado por outro ídolo vascaíno: Edmundo. De lá pra cá, sucateamos toda a divisão de base, não produzimos nem revelamos ninguém e ainda conseguimos a proeza de "evitar" uma despedida histórica de Juninho. Já conseguiram fazer do Reizinho, também, um "traíra", um "mercenário". Romário foi outro que entrou na dança. Felipe entrou numa dança do "dispensa/não dispensa" de dirigentes que batem cabeça e acabou expurgado também. Somente jogadores fora de atividade (Geovani, Mauro Galvão, Carlos Germano) foram prestigiados - mas, nitidamente, muito mais pela imagem de bom mocismo para uso político do que pelo valor moral que sempre tiveram.

Nesses últimos anos, o Vasco cuspiu e escarrou todos os seus ídolos históricos recentes. Sobrou pouco, muito pouco.

Hoje tivemos a despedida de Pedrinho. Do Pedrinho que chorou as lágrimas mais comoventes da história do clube. Do Pedrinho cuja trajetória estelar foi interrompida por um meteoro chulo que precipitou um fim de carreira ainda no início, abortando um talento que certamente o levaria a pódios inimagináveis. E curiosamente parece que o torcedor vascaíno sempre enxergou o Pedrinho não pela limitação que o acometeu: Pedrinho teve, no coração vascaíno, as honras e o respeito daquilo que o torcedor sabia que, não fosse a agressão chula, teria alcançado.

Ver uma festa em São Januário às vésperas de um início de ano cercado de mentiras, manipulações, bajulações e arrogâncias pode ter sido um momento único para os vascaínos em 2013. Num clube que pretende ser visto por estrelas de gabinete, por craques da cartolagem, com gente nula querendo idolatria e proveito próprio, não é de se estranhar que esse mesmo Pedrinho, que teve várias oportunidades de ser religado ao clube, tenha sido lembrado somente para essa festa despedida. Afinal de contas, despedir e depreciar ídolos é algo que a atual gestão sabe fazer. E muito bem.

Pedrinho teve, ao menos, a honra de despedir-se sem ser molestado pelos calotes e trapalhadas da gestão que hoje domina o Vasco. Mais vale para um ídolo como ele ter a certeza de morar nos corações vascaínos por ter chorado, naquela tarde triste, as lágrimas de todos nós, do que por ter participado de um grande evento - do tamanho que ele merece - organizado por cabeças que ninguém sabe exatamente o que pensam ou que proveito almejam tirar da situação.

Parabéns, Pedrinho... Pedro...pedra vascaína fundamental!

E que esse clube nunca mais nos dê motivos para chorarmos como você, naquela tarde sincera de um ídolo sincero que sobreviveu ao abate!

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08/01/2013 21h58

Só o Time do Vasco nos interessa!

Depois de especulações, dispensas, cortes e aquisições, está sendo montado o elenco do Vasco para a temporada. Mais do que isso: está sendo montada uma filosofia de montagem de elenco no clube. Os contratados são todos de pouca expressão, a serem mesclados com promessas da divisão de base e ídolos momentâneos como Bernardo e Carlos Alberto. Somente Dedé aparece nesse cenário como segurança em campo.

Todos os discursos do Vasco tentam concentrar-se no lugar comum da prudência. A "lógica do discurso" é a mesma de 2011, daquela véspera de pior campanha na história dos estaduais: "não faremos loucuras". O clube não pretende se endividar mais, se sucatear mais. Está empenhado numa promessa corporativa de sanar finanças a médio-longo prazo, buscando equilíbrio e apregoando austeridade.

Na prática, o discurso é ruim, assustador, mas inevitável. Claro: fizeram tanta sorte de baderna administrativa, investiram nas piores pessoas do mundo para assumirem cargos importantes no clube, afundaram o Gigante na inoperância administrativa com tanto nepotismo e gente ruim que - era óbvio! - veio a crise e fez-se necessária essa contenção rígida de despesas. Essa falsa impressão de sobriedade e "cabeça no lugar" é apenas transitória: já "fizeram loucuras"... todas as loucuras que podiam e que não podiam ter feito.  

O problema maior, porém, é outro. É a falta de credibilidade e de coerência para que nós, torcedores, acreditemos em tudo isso. No Vasco, todo mundo sabe: um demite, o outro contrata; um aprova, o outro condena; um faz, o outro desfaz. Ninguém se entende e a cada cinco minutos corre-se o risco de alguém abandonar a diretoria. Enfim, por mais que se queira dar um voto de confiança, seria besteira: vai chegar uma hora em que todos ignoraremos solenemente as promessas da diretoria, já tida como nula e em contagem regressiva pro esquecimento, e nos concentraremos tão somente nos jogos, nos resultados, nos jogadores em campo.

Acho que deve ser mesmo assim. Pelo menos de minha parte, é o que farei. Ruim ou bom, bem montado ou não, é o time que vai entrar em campo quem nos renderá todas as atenções. Teremos as mesmas preocupações, os mesmos suores, as mesmas emoções, a mesma paixão fremente com que sempre nos envolvemos e nos relacionamos com o glorioso Vasco da Gama.

No mais - nas promessas, nas falácias de orçamento aprovado, no gogó de ema da turma politiqueira - nada de importante ou relevante restará. Estamos diante daqueles remendos de asfalto que bem conhecemos no nosso país: param o trânsito, fazem um barulho danado, penduram placas de propaganda do governo... e simplesmente maquiam o asfalto que volta a ser mal feito e mal acabado como antes! Asfaltaram mal, esburacou pela baixa qualidade... e agora vem uma camadinha de pixe muito da vagaba pra maquiar o asfalto...que reapresentará, logo, os mesmos problemas de outrora.

Enfim, sigamos a nossa sina e aguardemos. É cedo pra falar como será o time. E só o time do Vasco nos interessa...

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02/01/2013 13h42

...Feliz Ano Velho!

Abrimos os jornais em 2013 e a página não vira. Viramos o ano com ZERO mudança no Vasco! É claro que ninguém esperava que o foguetório da meia-noite resolvesse todos os problemas, pagasse as dívidas, tapasse os rombos e (mais difícil ainda) inspirasse caráter e transparência no comando vascaíno. Mas nem começar o ano com alguma boa notícia para levantar o moral do clube essa diretoria consegue.

O que esperam para um já tão combalido campeonato carioca (assim, com letras minúsculas mesmo)? Com esse time anunciado, com essa situação adversa de finanças bloqueadas e já anunciando atraso nos salários do mês que nem começou...que estrutura terá esse clube para contratar jogadores? Que desempenho teremos no estadual?

Daqui a pouco, começam os macacos-de-auditório com suas falácias estultas, apregoando que a torcida tem que lotar estádio, tem que pagar ingresso etc (eles, que não pagam e vivem de cortesias e bajulação, comprando gente pro seu "partido"). Nessa engenharia burra, que constrói castelos fictícios sobre um chão saqueado de cascalhos, ninguém sabe explicar nada, é um bate-cabeças de diretoria que ninguém entende!

Esse caso do Felipe, por exemplo, é digno de comédia pastelão. Mostra que nenhum planejamento existe. Sai, fica, sai, fica... até que saiu! De minha parte, acho que vai tarde. Passou 2012 de mãos na cintura e fazendo biquinho. Se perdemos Juninho, que nos era tão importante, o que faríamos com Felipe sentado e cansado, de chinelinho em campo?

Falando em Juninho, que já passou, foi vexatória a tentativa de fazerem do Reizinho um anti-herói. A máfia dos homens-sem-palavra, acostumada com promessas falsas e demagogia, caiu de pau na sinceridade do jogador. E é de fato impressionante como a manada politiqueira do deputado não tem nenhum juízo, opinião própria ou senso crítico: montam seus discursos sob medida para sustentarem sempre a defesa de causa do mandatário.

Começamos 2013 com a piada certeira do ex-dirigente rubro-negro. Disse ele que "Se o Roberto Dinamite tomar conta de duas tartarugas, uma engravida e a outra foge. O Vasco está bem entregue". A crítica é absolutamente procedente. O que não é procedente é a fonte. Vasco e Flamengo estão no mesmo nível, um pior do que o outro, Os dois de pires na mão na esquina. Caso se encontrem, devido à rivalidade, um vai tentar tirar o pires do outro!

E lá vamos nós, de Michel Alves (fingindo que é Dasaev) e Zé Love (que nem Vágner é).

Eu já vivi o bastante para conhecer, de longe, o cheiro dos enroladores...

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27/12/2012 11h08

O Brasil, O Vasco e a Esperança para 2013

Encerramos este ingrato 2012. Ingrato porque nos sepultou de vez as esperanças. Falo não por pessimismo, revolta, indignação com a vida. Mas especificamente com o Vasco.

O Vasco recente imitou o Brasil. A exemplo da pátria desvairada, idolatrada que ninguém salva, o clube saiu do nada para o lugar nenhum. O país saiu dos anos de obscuridade da ditadura para uma abertura política recheada de ladrões, corruptos e gente sem escrúpulos se aliando por interesses escusos para fazer self-promotion político e campanha pessoal.

E o clube?

A mesma coisa.

O país saiu de anos de mão-de-ferro controlada pela rigidez militar para sucumbir ante a maré aterradora de nepotismo, corrupção, descaso, desrespeito ao povo, sensacionalismo barato. O clube idem: virou recôncavo de ex-filiados ao regime tirânico de outrora, muitos ansiosos por poder, aproveitando a queda do Gigante para se venderem e se comprarem como "salvadores da pátria". Tentaram criar um "Novo Brasil" e também um "Novo Vasco", mas perderam a moral. Antigos mitos da democracia como Lula tornaram-se chefes de quadrilhas de mensaleiros e amigos de ditadores assassinos. No Vasco, o ídolo-maior Roberto Dinamite entupiu o clube de assessores pessoais e familiares, bagunçou a estrutura toda, palpou-se na imagem alheia para garantir as confiabilidade que já não mais tem como homem público há muito tempo. E antigos fãs viraram asseclas cegos e egocêntricos, municiados por megalomanias e anseios de serem "amigos do rei", numa Passárgada distorcida e infame da qual Manuel Bandeira jamais se orgulharia de ter escrito.

O fim do mundo não vem de uma vez, como numa previsão distorcida de calendário maia. O fim do mundo vem em doses homeopáticas: fazem-se conchavos, vende-se um elenco, usa-se a imagem alheia para manipular massas, sucateia-se gente! O desmando do "sai", "não sai" com Felipe é apenas uma das amostras grátis da bagunça generalizada: a cúpula interna do Vasco briga, grita, se estapeia como nossos deputados e senadores nas bancadas públicas...acabou o respeito pela bandeira, seja ela verde e amarela ou cruzmaltina! Mas tudo é feito em nome da bandeira que sujam, pisam, desprezam. "Faço isso por amor ao Vasco" - dizem, cinicamente. Assim como os ditadores que prendem, arrebentam, matam e assassinam "em nome da pátria".

São xiitas, fundamentalistas, doentes. Seu olhar perdido, seus atos descalibrados e suas linhas de texto disformes e controversas comprovam: todos querem somente sala de imprensa, outdoor, mídia, sucesso, inverdade lucrativa. A sanha da política nacional: ter o nome em evidência! Chutam ídolos e os promovem a três por quatro!

E a imprensa, em suas mais variadas formas? Vira saquinho de gatos: escrevem seus textos querendo imprimi-los e leva-los debaixo do braço para os coronéis do cacau lerem e dizerem: "ok, jovem mancebo, que bom que você vende a minha ideologia!". Não são livres, não são isentos, não são imparciais: é um jogo sujo onde ninguém escreve pontuando os fatos, antes escrevem escolhendo lados, firmando alianças, logrando partidarismos! Um jogo de interesses que minimiza morte de meninos treinando sem médico dentro do clube, quer eliminar as escolinhas do Almirante que consagraram São Januário como lugar de trabalho social...que isso, que nada: a elite toma de assalto o que já foi popular! "Você paga?! Tem dinheiro?! Então cale-se!". Compraram o clube, venderam-se por ele e só aceitam manifestações de quem financie a paixão. Os gestores de aluguel, os vaidosos doentes, os ególatras encachaçados de arrogância lotaram as dependências da Colina a gritar enfurecidos "a cor dessa cidade sou eu".

Fim de 2012. Paro tudo e olho para a bandeira do Vasco a tremular. Nela há uma cruz de malta. A cruz de Cristo, representação máxima do sacrifício voluntário em favor do próximo. Uma verdade desprezada, pisada, esquecida. Então, ao ver a cruz vermelha de sangue carmesin ao centro da bandeira, renovam-se as esperanças. Nela, só nela, na mensagem da cruz, na fé no Salvador Único, na simbologia da bandeira de superação, no conluio de negros, pobres, caixeiros, padeiros, povo suburbano e gente simples que fizeram a história desse clube...

Acendem-se as esperanças para 2013. O Gigante da Colina, na fé do Cristo que venceu a cruz, é maior do que os déspotas, os bisbilhoteiros, os arrogantes, os burros vaidosos, os ladrões e vilipendiadores...

Vendo esse povo, essa gente, essa raça, essa gana, essa história, essa luz irradiante que os vilões da Colina não apagam...eu posso acreditar...

Feliz 2013 a essa imensa torcida bem feliz!!!

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22/12/2012 14h49

...e a Zona Continua!!!

O clima é de Natal, e a ideia era escrever uma coluna amistosa, mais amena, reduzindo um pouco o peso de incompetência e patetice que ronda o Vasco. Mas eis que, na última semana, no último round, o ranço de desrespeito e descaso com o clube ainda encontrou espaço para cancelar as renas e derrubar Papai Noel da chaminé com trenó e tudo.

Há quase uma campanha publicitária, com jingle e tudo, montada pelo deputado-presidente vascaíno para alardear o elenco de gestores que ele montou. Como o Vasco é uma empresa que aparentemente visa dar lucro (somente) a quem o administra, o time não precisa de jogadores (vendemos todos e compramos sucatas): precisa de executivos!!!

O Vasco é o único time do Brasil que contrata mais diretores do que jogadores! Será que todo mundo ficou cego e não percebeu que também é assim na ALERJ, onde os deputados têm 100 assessores e não conseguem gerir nada, só enganam o povo?

Pois é. O pior de tudo isso foi que, na primeira rodada desse "campeonato de gestores", ele já saíram batendo cabeça e mostrando que, de gestores, só podem mesmo prometer uma indigestão.

Poderia ser mais ridícula essa novela patética envolvendo a saída de Felipe? Sinceramente, eu não vou com a cara do Renê Simões desde que ele tentou colocar Neymar como um bandido do futebol brasileiro. Logo vi que ele não teria paciência pra lapidar jogador jovem, talentoso e polêmico. Mais ou menos o que o Vasco burro de hoje não soube fazer com Bernardo (e agora o está aceitando de volta como fez com Carlos Alberto, tipo "de pires na mão", o que pode ser perigoso). Mas ainda assim apostei na competência de Renê em termos de administração. Até porque Ricardo Gomes, pra mim, não está 100% pra nada (e isso só se confirmou quando ele declarou ser fã do futebol de...Williams!!!). Pois bem, o sr. Renê faz essa pajelança toda e bate cabeça com o deputado por causa de Felipe. Depois, vomita arrogância nas entrevistas para explicar a falta de tato. E reparem como ele ignora o parecer de Ricardo Gomes sobre o assunto com uma frase só. Clima tenso.

O que eles querem? Ficar com Felipe? Dispensar Felipe? Propor uma redução de salário pra ele continuar no clube (hipótese mais ridícula não há)? Querem dispensar Felipe porque ele não cabe no planejamento para 2013 ou porque ele falou demais (o que devia!!!) na última entrevista?

Gente, é um circo! Um circo que só nos revela aquilo tudo que eu suspeitava e escrevi em colunas anteriores: planejamento bagunçado, um monte de gente que não fala a mesma língua, foco nenhum. E o pior: um bando de pipoqueiros pulando na panela, pra fazer barulho do lado de fora, repercutindo, alardeando e ovacionando a lambanceira toda. Além de ficar bem claro que ninguém se comunica, Ricardo Gomes já demonstrou que não se sentiu à vontade com a chegada de Renê. E como o deputado definitivamente não sabe conduzir nada, provavelmente vai apelar para a reencarnação da cabocla Jurema atrás de alguém que venha do além para consertar todos os erros, fraquezas e melindres dessa gestão equivocada.

Desmoralizado, o Vasco enxotou Carlos Alberto e teve de aceitá-lo de volta na penúria. Desmoralizado, o Vasco enxotou Bernardo e teve de aceita-lo de volta na penúria. Desmoralizado, o Vasco tenta enxotar Felipe, mas o presidente finge que não é para não pagar os 5millhões de multa rescisória impostos pelo empresário Reinaldo Pita. Dinheiro que o "ídolo" não abriria mão de receber.

Que tal essa zona toda mexida e remexida na mesa da "super-diretoria" montada pelo deputado???

O Vasco deveria ter um foco.  Desfazer-se de Felipe é praticamente uma necessidade. Não somos uma catedral de ídolos inúteis: os ídolos são ídolos, sim, e precisam ser preservados. Mas não podem ser preservados eternamente dentro de campo. Caso pudessem, recomendaríamos escalar uma zaga com Ricardo Gomes e Mauro Galvão e um ataque com o deputado goleador. As saídas de Juninho e Felipe deveriam acenar para isso: um clube cm dificuldades financeiras, sem querer se endividar, poderia transparentemente refazer sue elenco, procurar jogadores de bom potencial e custo acessível. Mas precisaria de um, de nome forte, para alavancar ações estratégicas de marketing. Gerar um novo ídolo, em vez de ficar bajulando ou esticando (até arrebentar) os ídolos que o clube já tem.

Enfim, é decepcionante perceber que tudo no Vasco é mentira e engodo. Não adianta: se alguma coisa der certo, terá sido por acidente de percurso ou pela força do manto, pela glória da bandeira, pela força que há na mística do clube.

De resto, só nos resta lamentar.

Recebi um cartão de natal do deputado. Retribuo os votos natalinos familiares por cordialidade. Porque votos no Vasco e na ALERJ, ele nunca mais terá de meu punho. Sou fã, nãos sou fanático. Bajular uma gestão que lesa o clube que eu amo é uma coisa que eu nunca faria. Tenho mais o que fazer pra ficar batendo tecla morta.

E acho mesmo muito bom que os vascaínos do povo, da rua, da favela, da padaria e do açougue não se deixem intimidar por uma elite que pensa que pagando 50 reais se compra um clube e o direito de emitir opinião. Tirar o VAsco da torcida do Vasco é o último projeto que querem, agora, para afundar de vez o clube. Querem o quê? Milícia??? Pagamento de propina??? Pagamento de tarifa para ter acesso a benefício??? Tanta hipocrisia, com denúncias comprovadas de que 30% dos ingressos dos jogos é de doação para os correligionários que apregoam essas bazófias por aí?

Faz-me rir!!! Chega de farsa!!!

E vamos que vamos! Essa gente fraca e doente vai passar, e o Vasco é imortal!!!

Feliz Natal e que Deus abençoe a gloriosa torcida vascaína!!!

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17/12/2012 13h38

Ídolos na Presidência: Vícios Incorrigíveis

Acabamos de ver o Corinthians ser campeão mundial. Não tenho nenhuma dor-de-cotovelo por isso. Digo sinceramente. Sim, gostaria que meu time tivesse muitos outros títulos pelo simples prazer de que torço por ele por amá-lo sem fronteiras. Mas nunca trocaria de time aliciado por taças ou conquistas. Que fique claro: minhas ponderações, nesta coluna, não são por dor-de-cotovelo.

O título do Corínthians, cinco anos após seu descenso, mostra como a gestão desse clube tomou partido de uma visão de marketing e administração séria, em vez de ficar se perdendo em picuinhas caseiras de garotos mimados, políticos ensandecidos e asseclas entusiasmados com o nada.

O Corínthians, quando caiu, subiu. E, ao subir, nunca mais esqueceu o trauma da queda. Em vez de viver de bazófias, exaltando-se o tempo todo, reforçou-se mais e mais a cada ano, buscando melhorar, trilhar algo além. Sua torcida teve papel fundamental nisso.

Aqui no Rio, se formos comparar, é desastrosa e ridícula a comparação. Vasco e Flamengo são dois primos pobres e falidos, sem nenhuma coincidência saídos de gestões pífias e primárias de ex-ídolos. Moral da história: ex-ídolo não serve para presidir clube! Pior ainda se for ex-ídolo e for político, já tão sábio na arte de ludibriar e encantar massas de torcedores apaixonados, que achar-se-ão na eterna obrigação de defender seus ídolos e sustentarão as piores barbáries administrativas em troca de conchavo.

Uma pesquisa recente mostrou que a torcida do Fluminense é a menor dos quatro grandes do Rio. Comparando-se à da Portuguesa, Bahia e Vitória, dá até pra se dizer que o clube é grande por sua história, mas com uma torcida tão diminuta, isso fica quase questionável. Pois bem, esse clube de menor torcida entre os grandes é o que tem conquistado mais títulos recentemente. E - pasmem! - nem assim conseguiu ampliar sua popularidade, nem mesmo com os títulos recentes. E ainda teve anunciada, esta semana, uma dívida astronômica que promete arrasar-lhe sem perdão tão logo o patrocínio do plano de saúde lhe dê as costas no fim de 2013.

Por que Flamengo e Vasco, com torcidas gigantescas perto de seus concorrentes (sejamos sinceros: a do Flamengo, então, é um mundo!) não conseguem sair do buraco, da crise, do chororô das "dívidas passadas" e do miserê? Não tem explicação. Na Gávea, a "ídola" trouxe um patético ídolo Zinho ("idolozinho"???) anunciando que a bagunça acabara. Logo depois veio o Adriano bisonhamente fazendo do clube sua clínica de recuperação pessoal. O Flamengo acaba de se livrar de sua "ídola" em busca de uma gestão profissional.

E o Vasco?!?!

O Vasco continua hipnotizando incautos e fazendo (desculpem, não vem outro termo) cagadas. O presidente Roberto Dinamite é cercado por um noticiário que lhe ameaça a todo instante. Mente (como mentiu quando disse que Ricardo Gomes seria nosso treinador). Recheia sua gestão de nomes "acima do bem e do mal" para evitar críticas. E tome ídolos para blindarem (cegarem?) o senso crítico! Enquanto ídolos do passado entram, os do presente saem: Diego Souza desmente negociações para sua volta e Dedé já é praticamente prenunciado pelos campeões mundiais paulistas.

Vejam o que diz o vereador Roberto Monteiro, no manifesto em que lança sua candidatura à presidência do Vasco em 2014:

"Dinamite prestou grande serviço ao Vasco, encabeçando o grupo que afastou da instituição uma gestão que tentava transformar o Clube em um feudo. Mas não se pode negar que no campo administrativo, Roberto Dinamite se mostra cada vez mais incapaz, com pouca iniciativa e omisso. O que parecia (sic) ser pequenos erros de iniciante revelaram-se(sic), em Roberto Dinamite, vícios incorrigíveis".

Estive presente naquele histórico evento promovido por Roberto Monteiro na Câmara dos Vereadores em 21 de agosto de 2007. Fui convidado para abrir a sessão solene da Câmara lendo um poema em homenagem ao Vasco e recebi uma moção honrosa por serviços prestados ao clube com minhas colunas. Muito correligionário de hoje nem existia naquele evento! Dinamite era ainda candidato do MUV, e alguns de seus "eleitores de hoje" estavam ocupados nas reuniões ou na militância do Casaca de Eurico. Depois, muita gente de lá debandou não para o lado de Roberto, mas pro lado do poder.

Divididos por essa paixão cega e por essa militância astuta, vimos o clube festejar falsas conquistas, alardear resultados simbólicos. Gente que esqueceu que o grande Vasco da Gama não precisa de conquistas simbólicas, porque de simbolismo sua rica história está cheia! O Vasco é um clube de conquistas, de vitórias, de títulos, do povo! Assoberbado por números que não repercutiam em taças, por obras de vestiário e outras coisas que, independente de sua importância, ocultavam a inoperância da gestão, ficamos no buraco em que estamos neste segundo semestre (campanha de rebaixamento em números) e no fiasco que se anuncia para o Carioca 2013. Por outro lado, contas bloqueadas, dívidas trabalhistas e emperramentos que um jurídico manco nunca consegue solucionar. Uma penca inteira de diretores já deu as costas e saiu em fila indiana de São Januário por não mais suportar o nepotismo, a ingerência e os desmandos de Dinamite dentro do Vasco. Nem assim, por conta da idolatria desmedida, os súditos se convencem de que está tudo errado!

Os "vícios incorrigíveis" a que se refere Roberto Monteiro (e eu não estou fazendo nenhuma apologia com isso, porque NÃO TENHO partido político no clube neste momento, apenas cito o texto porque acho coerente na análise) não param e nunca pararam. O pior deles, para mim, é usar nomes de ídolos (Juninho, Felipe, Mauro Galvão, Pedrinho, Sorato e até um Ricardo Gomes convalescente, coitado!) para fingir que todos terão salários pagos, estrutura de trabalho e ordem na casa para trabalhar.

Não acredito mesmo! Faça e me convença! Tá uma zona e, com ou sem idolatrias cegas, vai continuar assim. Até que a grandeza do Vasco faça a camisa superar tudo isso e eles, ainda por cima, reivindicarem como mérito seu o que eventualmente o clube possa vir a conquistar.

Do rebaixamento até agora, só o título da série B e o da Copa do Brasil. O mesmo que o Palmeiras conquistou este ano.

E onde estará mesmo o Palmeiras em 2013???

Pois é. Cuidado. O Ministério dos Esportes adverte: ídolo presidente pode fazer mal à saúde dos clubes!!!

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13/12/2012 11h51

A Dança da Chuva

Um clima de desmanche ronda São Januário. Um déjà vu muito comum na gestão Dinamite. Se a ruína da confiabilidade nessa gestão se deu quando ele permitiu liquidar o time inteiro que disputava o campeonato brasileiro no primeiro turno, tornando-lhe o saco de pancadas do segundo (teve a segunda pior pontuação e uma campanha em números de rebaixamento), o panorama para o Carioca não parece nada diferente.

Sempre com os mesmos discursos, aparecem as velhas histórias: as "filas de patrocinadores" de sua promessa de campanha, os factóides que desviam o assunto (tipo essa briguinha com Romário, sobre a qual eu escrevi e depois passei adiante), os retornos de jogadores antes amaldiçoados (ano passado foi Carlos Alberto, este ano é Bernardo). Choraram por Diego Souza, chamado por muitos de "Diego Sono". Depois pediram que ele voltasse. Anunciaram sua volta, ele não voltou e descobre-se que o dinheiro de sua saída só virá daqui a não sei quantos anos! Matérias começam a denunciar que os jogadores "enfiados" no Vasco por empresários serão todos negociados para dar o lucro dos investidores. Fernando Prass também já foi embora. Agora o Grêmio quer Éder Luís.

Vai sobrar quem? Mas, afinal, algum desses aí que está saindo ou já saiu estava evitando os fiascos recentes?

Será que estamos nos precipitando e essa diretoria, agora, terá um planejamento decente? O Vasco não tem explicações e não se explica. A meu ver, seu maior erro não é quem sai. "Prazo de validade" é comum quando se trata de jogador de futebol. O problema - reparem - é que ninguém entra! E, quando entra, só entra quem já saiu ou quem já tá dentro.

No Vasco, nenhuma novidade. Só "jogador-cobaia" de empresário, que " a gente tenta pra ver se dá certo". Vendem, vendem, vendem... na hora de comprar, os distintos cavalheiros viram homens respeitáveis de discurso ponderado do "no risk". A saída, então, é ficar a vida inteira no retrovisor, como eu já disse colunas atrás: reedição de ídolos, repatriamento de ex-jogadores etc.

O Vasco faria uma festa sensacional se renovasse o contrato de Juninho. Mas a verdadeira festa seria providenciar um novo ídolo para o clube. Não por essas carências boçais que já me empanturram a paciência com discursos de "eu-tô-carente-de-ídolo". Até porque o maior ídolo do clube está numa presidência sofrível à frente da instituição. A verdade é que ficar prensado no passado está fazendo do Vasco um clube sem futuro. Não revelamos ninguém da base (isso é um contraponto fatal às nossas tradições, uma vergonha!!!) e, quando temos um ou dois foras de série - tipo Dedé e Juninho - no máximo conseguimos mantê-los, nunca reforçar a equipe para, com eles, nos tornarmos mais fortes. Fazemos uma festinha tipo "dança da chuva", todos rodando e batendo palminhas, festejando "quem não perdemos", em vez de festejarmos "quem está chegando".

Pois agora, até Dedé está na lista de saída. Se bem que, nesta época do ano, as redações esportivas vazias vivem de mentira, especulação e devaneio. Pobres coitadas...nada do que se lê se pode confiar...

Como já disse, a esperança de que essa bagunça se organize está em Renê Simões. Porque, se depender do presidente, é capaz de colocarem o Mauro Galvão na zaga, o Sorato no ataque...ai, ai...bons tempos...

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