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Bravo, Duque de Caxias! Estão na história!

Colin Foster | FutRio Opinião | 24/11/2008 18:09

Histórica. Assim pode ser definida a conquista do Duque de Caxias no último domingo. E foi uma conquista das grandes. Afinal, quem imaginaria que o Tricolor da Baixada terminaria a Série C na quarta posição e iria para a Série B de 2009? Agora, o Rio de Janeiro pode se orgulhar de ter um time na Segundona nacional sem ter sido rebaixado no ano anterior. Foram 12 anos desde que o Volta Redonda subiu, em 1996, e agora é o Duque de Caxias quem terá a responsabilidade de representar o futebol fluminense hoje entre os 40 maiores clubes do Brasil.

Torno a lembrar, como já fiz neste blog, do primeiro treino do Tricolor que cobri. Ali, eu vi um time diferenciado. Não tecnicamente, mas na vontade. E foi na vontade que o Duque conquistou o acesso. Em todas as fases, exceto na segunda, a classificação veio na última rodada, no critério de desempate, muitas vezes contando com a sorte, como na última rodada, quando perdeu para o Confiança-SE e garantiu a vaga graças às derrotas de Águia-PA e Brasil de Pelotas-RS.

Parabéns a todos os guerreiros do Duque de Caxias pela garra e determinação. A conquista foi fantástica, e arrisco aqui que se o Marrentão estivesse liberado na fase final, o título não seria impossível, já que em Xerém caíram o campeão Atlético-GO e times como Guaratinguetá-SP e América-MG.

O primeiro passo para uma boa Série B é reestruturar o estádio, que, realmente, não tem condições de receber grandes jogos. Uma nova arquibancada pode ser construída atrás do gol localizado do lado direito do gramado, que precisa de reformas urgentemente.

Os reforços, como o FutRio vem apurando, podem pintar em bom número. A expectativa é de montar um time forte, e consolidar o clube como quinta força do estado. A defesa precisa ser melhorada, tanto na zaga quanto na cabeça de área, e um meia de ligação também precisa chegar. O ataque é bom, mas os nomes especulados são interessantes, e ajudarão muito. Marcelo Buarque tem de - e deve - ser mantido para dar continuidade ao bom trabalho iniciado neste ano.

Fica aqui os parabéns de toda a equipe do FutRio por essa grande conquista. A semente está plantada, e agora é só colher os frutos.


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João Ellis Filho: o falecimento e a melhor homenagem

Redação SRZD | FutRio Opinião | 22/11/2008 19:44

Ex-presidente do Campo Grande Atlético Clube, foi com o comando de João Abraão Ellis Filho que o Galo da Zona Oeste conquistou pela primeira vez o acesso à elite do futebol do Rio de Janeiro, em 1961. A primeira participação se deu no ano seguinte, mas a participação foi discreta: um modesto nono lugar entre as treze equipes da disputa.  

João Ellis Filho era peça importante do alvinegro também em 1982, ano da mais importante conquista da história do clube: a Taça de Prata, que garantiu acesso ao Brasileirão do ano seguinte. Foi diretor do departamento de árbitros da Ferj e emprestou seu nome para diversas competições realizadas em todo o estado.

Falecido sexta-feira (21), o ex-presidente foi homenageado com um minuto de silêncio antes do início da primeira partida da semifinal da Terceirona, neste sábado, na qual o seu Campusca encarou o São João da Barra. O momento de comoção da torcida alvinegra logo foi substituido por instantes de alegria: o Galo fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com Flávio e Raul, e está a um empate de voltar ao Campeonato Estadual da Segunda Divisão. Contudo, ainda está longe de voltar a ser o bom e velho Campo Grande de outrora. Retomar o caminho das vitórias é o desafio de João Ellis Neto, seu filho, atual presidente do Galo.


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Estadual de 2009 tem grupos marcados pelo eqüilíbrio

Colin Foster | FutRio Opinião | 19/11/2008 17:20

Depois de mais de cinco horas de arbitral na sede da Ferj, finalmente saíram os grupos e tabelas da Taça Guanabara e Taça Rio do Campeonato Estadual de 2009. O que se pôde ver foi um grande equüilíbrio na divisão das chaves, e a grande notícia, que devolve a emoção à competição considerada por muitos a mais charmosa de todo o Brasil: os clubes de menor investimento poderão mandar seus jogos, inclusive contra os grandes, em seus estádios, desde que tenham condições estruturais de segurança para fazê-los.

É difícil arriscar qualquer previsão com pouco mais de dois meses para o início da competição, e é complicado até mesmo apontar qual dos dois grupos é o mais eqüilibrado. O nível dos "pequenos" é muito parecido, e todos estão retormando os trabalhos quase que ao mesmo tempo, seja por dificuldades financeiras ou por terem a base emprestada na Segunda Divisão, como foi o caso do Resende.

O Gigante do Vale, em ano de centenário, conta com a volta de Roy e dos jogadores recentemente campeões da Segundona pelo Bangu e deve se apresentar melhor do que em 2008. Mas a vida não será fácil, e o alvinegro terá pela frente o Madureira, sempre competitivo, que tem novamente Alfredo Sampaio no comando, e o Americano, que já anunciou o bom goleiro Diogo Silva, e muito provavelmente mandará todos os seus jogos no Godofredo Cruz, onde tem grande retrospecto.

Baixada fortalecida no grupo A

Além dos já citados, há os representantes da Baixada Fluminense, que terminam 2008 em alta. O Duque de Caxias está a três pontos do acesso à Série B do Brasileirão, logo no seu ano de estréia em competições nacionais. Tenho certeza de que o clube não vai amolecer justamente no último jogo, contra o já eliminado Confiança-SE, e subirá. A parceria com o Cruzeiro também pode render bons frutos ao Tricolor da Baixada, que pode consolidar sua posição de quinta força no estado em 2009. A estréia será em casa, contra o vizinho Tigres.

A Fera da Baixada tem tudo para se firmar como um clube importante no cenário estadual. Há dinheiro, estrutura formidável, e profissionais competentes no comando. Mas não vejo com bons olhos a possível saída de Lucho Nizzo - e automaticamente de sua comissão técnica -, que acarretará na chegada de um novo profissional, sem ligação alguma com o clube. A impossibilidade de mandar os jogos contra os grandes no seu CT e as especulações de contratações de veteranos como Viola e Djair preocupam. Foram grandes jogadores, mas disputar uma Primeira Divisão com quase 40 anos não é para qualquer um.

A Cabofriense é outra que não poderá receber os quatro grandes em casa. A novela da contratação de Rene Webber se estende há meses, e as reformas no estádio ainda não estão concluídas. O time mandará todos os jogos em Bacaxá. A possível contratação do atacante Bruno Luiz é um bom sinal, mas a opção de não ficar com o lateral Valdir, e emprestá-lo ao Resende, é um passo atrás. É bom o Tricolor se movimentar, ou a Segundona de 2010 o espera.

No grupo B, clubes bem estruturados podem beliscar a segunda vaga

A chave B parece a mais difícil, e o Mesquita surge como grande candidato ao rebaixamento. O Tubarão da Baixada terá Jair Pereira no comando, mas o time só não caiu nesta temporada porque o América fez uma campanha bisonha, contra todas as expectativas. Também alvinegro, o Botafogo, é claro, não será rebaixado, mas iniciará 2009 bastante enfraquecido.

Imerso em dívidas, o Glorioso pode ter até sua vaga para as semifinais do Estadual beliscada, enquanto não se reestrutura. Carlos Alberto já abandonou o barco, Ney Franco parece seguir o mesmo caminho, e o time é extremamente deseqüilibrado emocionalmente. É aí que os "pequenos" têm de focar, já que o Flamengo, provavalmente, virá fortalecido, ainda mais se for para a Libertadores.

Voltaço sai na frente

O Volta Redonda, de Aílton Ferraz, já está trabalhando há quase um mês e vem se reforçando. No Raulino de Oliveira é dificíl de ser batido, e é outro que costuma dar trabalho aos grandes. Do sul para o norte do estado, o Macaé, que se classificou para a Série C logo em sua estréia, já vem fazendo trabalhos físicos, mas ainda não confirmou a permanência de Alexandre Gama no comando. O alvianil praiano mandará seus jogos no Godofredo Cruz, em Campos, até que as obras no "Moacyrzão" sejam finalizadas.

O Boavista e o Friburguense ainda não se mexeram, mas poderão mandar seus jogos contra os grandes em casa. O Verdão de Bacaxá conta com bom suporte financeiro, mas terá de, uma vez por todas, superar as crises internas para se firmar como uma das forças do estado. O Frizão decepcionou em 2008, mas mantém Cleymar Rocha no comando do time e os reforços até agora são jogadores que voltam de empréstimo, como Ziquinha e Victor Hugo, e as reformas no Eduardo Guinle, um dos melhores estádios do estado.

Bangu de volta

Emocionante o retorno do Bangu à primeira divisão, mas é hora de colocar os pés no chão e planejar 2009. Sem os principais jogadores, e sem Roy, que retornam ao Resende, o alvirrubro terá dificuldades no próximo ano, mas poderá mandar os jogos em Moça Bonita. São necessários reforços e melhoras, principalmente no gramado, e a próxima temporada tem de ser vista como de consolidação na elite estadual, para depois sonhar com vôos mais altos, e retomar o posto entre os grandes. O Bangu é um time de tradição, de glórias passadas, mas o futebol se vive do presente que, no caso do alvirrubro, é complicado.


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Segundona: acesso valoriza o mérito

Stéfano Salles | FutRio Opinião | 16/11/2008 04:14

Os favoritos fizeram a festa na ultima rodada e garantiram o acesso à Primeira Divisão. Bangu e Tigres, respectivamente campeão e vice do Campeonato Estadual da Segunda Divisão, tiveram méritos para chegar à elite. mas experimentaram fórmulas diferentes para isto. Enquanto o clube de Xerém apostou na modernidade e no rigor da experiência científica e administrativa, o Bangu foi na raça. Na vontade, juntou os cacos para começar um trabalho sem dinheiro e, com uma exigente comissão técnica, conseguiu mostrar que cada atleta tem de melhor.

Um representa o novo, o futuro. O outro, o passado, a tradição. É importante que o torcedor comece a ver iniciativas como a da Fera da Baixada Fluminense com bons olhos. Não há melhor ou pior, são apenas modelos diferentes de se fazer futebol em um momento em que o esporte passa por uma catarse em direção a um modelo cada vez mais profissional.

O campeonato teve importantes avanços em relação à disputa de 2007. Com o acesso de apenas duas equipes o quadrangular final ficou mais emocionante. Ao terminar mais cedo que em 2007, a disputa facilita a vida e o planejamento dos clubes promovidos para a Primeira Divisão. Houve espaço para surpresas, mas elas apareceram com menos força que as das ultimas edições. Favoritos como Nova Iguaçu e CFZ ficaram pelo caminho.

Em campo, venceram realmente as melhores equipes. Roy garante sua coroa de "Rei do Acesso". Teve participação direta nos três últimos títulos da competição. Montou o time do Boavista de 2006, venceu com o Resende em 2007 e, agora, com o Bangu, sem contar as boas participações na elite. Já faz por onde dirigir uma equipe de ponta do futebol brasileiro e a oportunidade não deve demorar a surgir.  

Lucho Nizzo inicia com o pé direito uma nova caminhada. Profissional de sucesso nas divisões de base, acumulou experiência e sabedoria para chegar ao futebol profissional. O resultado disto é uma bagagem rara de se ver por aí. A excelente campanha de seu time apresenta prova à opinião pública que o massacrou na ocasião dos Jogos Pan-Americanos que seu trabalho é sério e tem qualidade. A lamentar, apenas que a repercussão da conquista não seja a mesma da encontrada nos Jogos.

O rigor das punições da Comissão de Arbitragem mostrado na Primeira Divisão não se repetiu na Segundona e muitos erros comprometeram a qualidade do espetáculo. Embora as polêmicas do apito façam parte do charme do esporte, é preciso haver um limite para que ninguém seja prejudicado por atuações infelizes de árbitros despreparados. O esporte é profissional e há muitas vidas que dependem dele.


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Bangu e Flamengo: situações semelhantes no final do ano

Colin Foster | FutRio Opinião | 14/10/2008 17:55

Se aproxima o fim de mais um ano, e as competiçõesm em todo o Brasil entram na sua reta final. E dois clubes de muita tradição no cenário nacional vivem situações parecidas nos torneios que disputam. Guardadas as devidas proporções, é possível fazer uma comparação entre as fases de Flamengo e Bangu.

O rubro-negro, pentacampeão brasileiro, vive um jejum de 15 anos - e tudo indica que serão 16 - sem ganhar um título do campeonato mais importante do país. A torcida inclusive exibe uma faixa em todos os jogos dizendo que "O Brasileiro é obrigação". Com muitos milhões de reais a menos de orçamento, outra torcida apaixonada sofre: a do Bangu, vice-campeão brasileiro de 1985, sente a tristeza de ver o time desde 2005 na segunda divisão estadual.

A pressão nos jogadores e no treinador, guardadas as devidas proporções novamente, é grande, principalmente porque ambas as equipes ainda têm reais chances de sair de seus jejuns. Roy sentiu a insatisfação dos torcedores na primeira fase, quando o Bangu sofreu duas derrotas consecutivas, e foi o principal alvo dos adeptos, insatisfeitos com os dois empates seguidos em casa, contra Portuguesa e CFZ.

Deixando o Flamengo de lado, acredito firmemente que a paciência é o melhor remédio para este princípio de crise e má fase no Bangu. Tanto para os torcedores quanto para Roy. O técnico precisa saber lidar com a angústia dos torcedores, que ficam preocupados ao verem dois resultados ruins em seqüência, pois logo lhes vêm à cabeça a possibilidade de mais um ano na segunda divisão.

Roy  já mostrou do que é capaz, foi campeão capixaba 2007 pelo Linhares e manteve o Resende na primeira divisão para 2009. No Bangu, tem feito um bom trabalho, mas não é possível vencer sempre, e o torcedor precisa entender que do outro lado do campo existe um adversário tão disposto a ganhar quanto o alvirrubro.

O Bangu não deve nada a ninguém. Pelo contrário, tem um dos - se não o - elencos mais fortes da Segundona deste ano, e tem um técnico competente, que merece uma chance de rodar em campeonatos de maior repercursão. Portanto, peço permissão para encerrar usando um jargão da campanha do atual Presidente Lula nas eleições de 2006: "deixem o homem trabalhar".

 


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Vamos lá, Duque! A Série B está próxima!

Colin Foster | FutRio Opinião | 29/09/2008 15:41

Foi suado, mais emocionante do que deveria, mas o Duque de Caxias conseguiu a vaga para o octogonal final da Série C. O Tricolor está de parabéns pela classificação, mas a goleada por 3 a 0 sofrida no jogo contra o Atlético-GO e a quase perda da vaga para o Guaratinguetá-SP preocupam, e é necessário ligar o sinal de alerta na Baixada Fluminense.

As dificuldades ultrapassadas até agora foram muitas, e têm de ser lembradas, usadas como fator motivacional. Porém, mais do que nunca, é preciso pensar e jogar como um real candidato ao acesso à segunda divisão. O Duque de Caxias também precisa aprender a jogar fora de casa, mas isso já foi abordado e discutido inúmeras vezes neste site, e, apesar da goleada de sábado, tem sido apresentada uma boa evolução. A questão, agora, é que o time não jogará mais no Marrentão.

Acho muito pouco provável que a diretoria consiga a liberação do estádio, que foi o grande parceiro do Duque na competição. Se foi necessária uma redução na capacidade para viabilizar a disputa de jogos nacionais no local, não será em uma semana que voltará a abrigar 10 mil pessoas em suas arquibancadas.

Caso seja mesmo confirmado que o time não jogará mais no distrito de Duque de Caxias, o Engenhão deve ser a nova casa. O estádio do Botafogo surge como primeira opção, seguido por São Januário, que sediou a vitória tricolor por 2 a 1 sobre o Paulista. O estádio Giulite Coutinho, do América, corre por fora, e a confusão do caso Geovani pode atrapalhar uma possível ida à Mesquita.

Defendo, assim como boa parte da comissão técnica e diretoria do clube, que os jogos consigam passar para Édson Passos, caso o Marrentão seja oficialmente vetado, é claro. Apesar de o estádio de Mesquita ser maior, ele assemelha-se mais ao Romário de Souza Faria e poderá abrigar treinos, diferentemente das duas outras alternativas, o que dará aos jogadores maiores possibilidades de se adaptar a um campo de jogo diferente.

Independentemente do local onde serão realizadas as partidas, será muito importante o apoio da torcida, que tem comparecido, e deve aparecer em maior número ainda, dada a repercursão do feito do Duque, que pode ser o primeiro representante fluminense na Série B desde 2003, quando o Botafogo disputou a competição. A diretoria tem de se mobilizar, como vem fazendo, e continuar ajudando os adeptos a se dirigirem a qualquer estádio que o time venha a jogar.

Porém, o mais importante é que o Tricolor da Baixada faça jus ao apelido de Gigante, e jogue com a vontade que vem demonstrando em Xerém, mesmo que as condições técnicas não o coloquem como um grande favorito ao acesso. 56 adversários já ficaram para trás, e faltam apenas quatro. O primeiro passo para o acesso será a vitória sobre o Confiança, de Sergipe, no próximo sábado. Vamos lá, Duque! A Série B está próxima!


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A pergunta que não quer calar

Redação SRZD | FutRio Opinião | 15/09/2008 12:44

Quem sabe responder essa? Por que o atacante Edivaldo, do Duque de Caxias, tem utilizado a camisa número 15 na Série C?


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Técnicos "reféns" de jogadores no Boavista?

Colin Foster | FutRio Opinião | 19/08/2008 23:43

Alguém, por favor, me responda: por que mais um técnico pediu demissão do Boavista? Somente neste ano, Edinho e Mário Marques pediram o boné. Na dança das cadeiras que é o futebol brasileiro, três treinadores diferentes no mesmo clube em um só ano não chega a causar grande espanto. Porém, dois técnicos pedirem demissão do mesmo clube, no mesmo ano é, no mínimo, curioso.

Recordo-me das declarações do Edinho, quando ele saiu do Boavista. Dizia que os jogadores já não estavam mais respondendo, que não se comprometiam totalmente, estavam sem vontade. Agora, quase cinco meses depois, Mário Marques segue a mesma linha: deixa o clube com cheiro de crise no ar, novamente com relação aos jogadores.

Interessante também é saber que a diretoria não se manifesta com firmeza para mudar a situação. É claro que é muito mais fácil se desfazer de um do que de 20. Mas, nestes casos, será que a culpa foi mesmo dos treinadores? Nenhum dos dois foi demitido, e ambos alegaram desgaste interno. Parece que os técnicos são reféns dos jogadores. Enquanto estes gostam do treinador, jogam. Quando não gostam mais, param de jogar.

Portanto, um alerta: ou a diretoria do Boavista toma uma providência, e dá um basta nesta situação absurda, ou não vejo nada além da estagnção do clube, que tem tudo para ter um belo futuro.


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Duque de Caxias: o patinho feio do estado se garante na Série C de 2009

Colin Foster | FutRio Opinião | 18/08/2008 23:42

Fiquei pensando sobre como participar do FutRio Opinião pela primeira vez. Veio em minha mente falar sobre a derrapada do Bangu, o grande eqüilíbrio no grupo C da Segundona e os tradicionais clubes que lá estão, ou a péssima campanha do Nova Iguaçu, um dos ainda candidatos ao título da competição. Mas preferi fugir um pouco da Segundona e voltar, não muito, no tempo. Quero ir à praia do Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 17 de junho deste ano.

Eram em torno das nove horas da manhã, quando cheguei ao local para acompanhar o treino do Duque de Caxias. Uma forte atividade física, a última de uma curta série de treinamentos antes de mais um espremido período de treinos com bola, que antecederia a estréia do clube na Série C, exatos 19 dias depois. Um verdadeiro "patinho feio", se comparado aos outros representantes do estado, que já se preparavam e sabiam seus grupos há dois meses, e puderam usar a Copa Rio como laboratório.

Lá, tive contato com o treinador Marcelo Buarque, com o supervisor Manoel Neto, e com o hoje ex-gerente de futebol do clube, Marquinhos. Enquanto os jogadores corriam na praia, os três faziam um outro tipo de corrida: contra o tempo, na busca por reforços para a difícil e longa competição. Os obstáculos eram muitos, e as recusas de jogadores eram comuns, já que a preparação da maioria dos times da Segundona do estado já estava quase na metade e muitos jogadores que poderiam ser úteis, empregados. Acompanhei quase todo o processo de formação do elenco, e posso dizer, com certeza, que a tarefa foi árdua.

Recordo-me perfeitamente de duas declarações que Marcelo Buarque fez a mim: na primeira, ele disse: "Colin, será difícil, fomos pegos de surpresa, mas é possível a classificação. Temos de estrear bem". E o time realmente estreou, vencendo bem o Paulista, de Jundiaí, em São Januário. Na outra, cravou o que seria o diferencial do time na competição: "Se ganharmos os jogos em casa, já estaremos praticamente dentro. E ainda dá para beliscar um pontinho fora, por que não?". Na mosca.

Atuando no Romário de Souza Faria, o "Marrentão", o Duque de Caxias não perdeu nenhuma vez. Foram quatro vitórias e um empate, até agora. Um retrospecto invejável para qualquer equipe. É verdade que o time não apresentou um futebol brilhante, de encher os olhos, exceção feita à vitória sobre o Serra (ES), por 4 a 1. Mas, no futebol de hoje, o que importa é o resultado. Como adoram dizer os jogadores, "o importante é conquistar os três pontos, principalmente em casa".

Assim como no conto dinamarquês, no qual o patinho feio se destaca dos demais no final, e passa a ser reconhecido como o mais belo de todos, o Duque de Caxias, que antes ficava à margem dos outros times do Rio, conquista, com eficiência, sua permanência na Série C de 2009.

E digo, novamente com propriedade de causa, que o Tricolor está, sim, classificado, mesmo sem o término oficial da segunda fase. Basta um ponto em dois jogos (um deles em casa), e o valente time comandando por Marcelo Buarque não vai desperdiçar a chance de, no mínimo, se garantir na Terceirona do ano que vem.

Com o eqüilíbrio entre os times, e a força duquecaxiense em casa, não será mais grande surpresa ver o Tricolor da Baixada na Série B do próximo ano (o último representante do estado foi o Americano, em 2002). Basta manter a vontade habitual, continuar tendo o apoio da torcida e não se dar por contente em apenas permanecer na Série C. Força, Duque de Caxias! Quem torce de verdade pelo sucesso do futebol do estado, torce por você agora.


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Derrota deixa ambiente conturbado no Boavista

Redação SRZD | FutRio Opinião | 18/08/2008 21:16

A derrota por 3 a 1 para o Duque de Caxias neste domingo (16), em casa, deixou o Boavista em posição delicada na busca por uma vaga na terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série C. O clube de Saquarema soma três pontos em quatro jogos, é o lanterna do grupo 22 e está quatro pontos atrás do segundo colocado, o Guaratinguetá. Precisa vencer os próximos jogos e torcer por uma combinação de resultados para avançar na disputa.

A situação desgasta o experiente técnico Mário Marques, que permanece no cargo, mas deve ter seu futuro definido nas próximas horas. O time teve belo início de competição, mas se complicou ao sofrer duas derrotas para o Duque de Caxias. Agora restam duas partidas: dia 31, em casa, contra o Guaratinguetá, e dia 6, fora, contra o América Mineiro. Hoje a classificação parece perdida, mas se disse o mesmo quanto a vaga na Série C, quando Verdão venceu o Botafogo no Campeonato Estadual e entrou pela primeira vez em uma competição nacional.


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Miguelão desencanta

Redação SRZD | FutRio Opinião | 14/08/2008 14:00

 

Com longevidade recorde no cargo, o técnico Zilla aos poucos consegue extrair bons resultados do modesto elenco do Miguel Couto. A desconfiança das rodadas iniciais foi superada e, depois de começar a marcar gols na rodada anterior, contra o Sendas, agora o Tricolor da Colina aprontou e venceu o favorito Bangu por 2 a 1, em Moça Bonita.

 

O resultado chama a atenção. Com seis pontos, a equipe está fora da zona limite que conduz à repescagem e dentro da zona de classificação para a segunda fase, o que é excelente em uma chave que tem quatro favoritos ao acesso: Angra, Bangu, Nova Iguaçu e Sendas.

 

A ascensão coincide com a liberação do Estádio Joel Pereira, que permite ao clube voltar a atuar em seus domínios. Com simplicidade e seu jeito boleiro, Zilla pode continuar a apresentar surpresas e derrubar favoritos antes do que se espera. No entanto, seria bom definir um esquema tático para que a equipe não se perca em campo com tantas variações. Isso pode fazer diferença e garantir fôlego contra os clubes mais bem estruturados da disputa.


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O gol que não sai

Stéfano Salles | FutRio Opinião | 14/08/2008 10:46

Já foram realizados três jogos oficiais no Estádio Jânio de Moraes, o Laranjão, do Nova Iguaçu, e uma coisa surpreende: nada de sair gol na moderna arena do clube da Baixada Fluminense. São 270 minutos sem o grito máximo do futebol. O time, que até pouco tempo era reconhecido por jogar bem onde quer que fosse, como mostrou na Copa Rio, não consegue ser feliz, mesmo com a realização do sonho da casa própria.

 

A melhor que escutei sobre o assunto foi de um companheiro repórter: "Stéfano, está parecendo o caso da novela O bem amado, em que o prefeito Odorico Paraguaçu construiu um cemitério novo na cidade, mas ninguém queria inaugurar a obra".


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Opinião qualificada

Redação SRZD | FutRio Opinião | 09/08/2008 21:09

Neste espaço você encontrará opiniões. Mas não se trata de simples pitacos. No FutRio Opinião você terá acesso às avalições de nossa equipe de repórteres, críticos e comentaristas, atenta 24 horas por dia a tudo o que acontece no futebol. Tudo para que você esteja inteirado sobre o que acontece em seu clube e possa torcer bem informado.


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