Os cinco melhores filmes dos irmão Coen
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 02/12/2008 15:57
O novo filme dos irmão Coen, "Queime depois de ler", estreou em grande circuito na última sexta-feira (28/11). Confesso que ainda não vi, mas sou um grande fã do trabalho dos diretores. Portanto, por que não pegar um gancho na estréia e relembrar cinco filmes inesquecíveis de Ethan e Joel Coen? Há suspense, drama, ação... Mas qualquer estilo que eles decidam conduzir, a ironia e o humor se fazem presente, assim como seus atores e equipe que quase sempre são os mesmos. Vamos lá então!
Obs: Vou ver "Queime depois de ler" ainda esta semana. Se eu achar que o filme merece estar na lista coloco uma observação na próxima coluna.
1 - Onde os Fracos não tem Vez (No Country For Old Men - 2007)
A consagração dos irmãos em termos de Oscar veio com um filmaço, repleto de tensão que não deixa ninguém tranqüilo durante a sessão. O pano de fundo é a violência. E ela é retratada em uma das atuações que mais me marcou na história do cinema. Javier Bardem está assustador no papel do vilão Anton Chigurh. Li em uma entrevista que o cabelo bizarro, e, por isso, arrepiante, foi sugestão do próprio Bardem. Isso é que é mergulhar de cabeça na personagem (sem trocadilhos). Tommy Lee Jones também dá show. Um filme imperdível, para mim uma obra-prima dessas que ficam para sempre na história do cinema.
Aqui veremos um pouco da crueldade e frieza de Bardem e seu cilindro de ar comprimido.
2 - Fargo (1996)
Virou clássico e serviu para colocar no grande circuito a dupla de diretores extremamente criativos, que já tinha excelentes filmes no currículo. Merecidamente ganhou dois Oscars, roteiro original (merecidíssimo), e atriz (Frances McDormand, vivendo uma policial grávida). Humor negro, comédia e drama se fazem presente nesse filme que conta a bizarra história de um homem desesperado que arma o sequestro de sua própria esposa. Mas uma série de infortúnios prejudicam seu plano. Outro destaque absoluto é a fotografia de Roger Deakins, que brilha nas brancas paisagens de gelo. Vale muito a pena assistir.
É ou não é humor negro? Olhem essa cena!
3 - E aí, meu irmão, cadê você? (O Brother, where art thou? - 2000)
Uma grande viagem. Assim pode ser caracterizado esse filme. Além da história repleta de citações e referências, o filme é pontuado por uma trilha sonora sensacional, repleta de clássicos do country music americano em novas versões. O trio de protagonistas, vividos por George Clooney, John Turturro e Tim Blake Nelson, dá um show de humor. Vale ressaltar também os coadjuvantes. John Goodman faz participação muito interessante, assim como Holly Hunter. Ainda tem uma seqüência muito legal com Michael Badalucco vivendo um bandido louco, George Nelson. Um belo programa. Veja o filme e compre o CD da trilha sonora.
Ia colocar os Soggy Bottom Boys cantando seus sucessos, mas essa sequência é criativa, tem toques de humor e uma música linda no fundo cantada por Alison Krauss. É o batismo e o perdão!
4 - O Homem que não Estava Lá (The Man who wasn't there - 2001)
Adoro filmes noir, inclusive farei uma lista deles em breve. Neste filme, os irmãos Coen prestam uma certa homenagem ao estilo o desconstruindo. Os elementos clássicos não se fazem presente. Não vemos mulheres fatais nem os clássicos detetives. Para se tornar uma homenagem ao noir se faz necessário filme ser em preto e branco. E Roger Deakins é novamente o responsável pela maravilhosa fotografia. As tomadas de luz são milimetricamente calculadas. Um primor! Ah! Temos os cigarros fumados constantemente por Ed Crane, vivido com maestria por Billy Bob Thornton. Este ator, por sinal, é sempre um show à parte. Assim como em Fargo, a história melancólica de Crane é marcada por uma série de percalços colocando em risco seu plano de ficar rico através de um cliente 171 da barbearia onde trabalha. Vale a pena alugar o DVD e assitir a entrevista de Deakins nos extras.
Olhem que maravilha a qualidade da fotografia, os reflexos, os figurinos...
5 - Barton Fink - Delírios de Hollywood (Barton Fink - 1991)
O primeiro filmaço da dupla. Li que a história foi quase biográfica. Afinal de contas, a dupla resolveu escrever este filme por não estar conseguindo concluir outro. Nas telas vemos John Turturro vivendo um roteirista teatral de sucesso que não consegue escrever um roteiro para cinema após sua consagração na Broadway. Irritado, vai de propósito para um hotel modorrento em Los Angeles em busca de inspiração. É agoniante ver o calor que Barton Kink sente naquele quartinho apertado. As idéias surgem com a ajuda de um companheiro do hotel vivido por John Goodman. E a história se desenvolve com a peculiaridade de todos os filmes da dupla. Referências, como sempre, ironia, sempre também, e o clássico humor negro. Um programa imperdível, típico dos Irmãos Coen. Ah! O responsável pela fotografia? Uma chance... Quem souber ganha um doce!
Abaixo o trailer do filme...
As cinco melhores cinebiografias musicais
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 24/11/2008 18:05
Também sou apaixonado por música. Então não há nada melhor do que filmes que tenham a música como assunto principal. Por isso vamos listas as cinco melhores cinebiografias musicais. Este é um terreno complicado. Não faltam exemplos de filmes que banalizaram a música e o personagem. Mas também temos ótimos exemplares como os cinco aí de baixo. Sem mais delongas, vamos aos shows, ou melhor, aos filmes!
The Doors (1991)
Eu nunca tomei ácido. Mas acredito que deva ser algo parecido com o sentimento que você sente ao assistir esse filme. É uma grande viagem: musical e cinematográfica. Quem é fã vai ao delírio. Quem não é se prende em uma atuação mais do que sensacional de Val Kilmer, vivendo o vocalista Jim Morrison. Oliver Stone, um dos meus favoritos, também contribui imensamente para fazer desta cinebiografia um filmaço. A câmera vaga loucamente assim como a trajetória da banda e de seu vocalista. O diretor não hesitou em mostrar como as drogas faziam parte de seu cotidiano e contribuiam nas atitudes impensadas de Jim Morrison. Por isso me referi à viagem de ácido no início do texto.
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Cenas memoráveis também estão no filme. Temos baixarias como a do elevador, ou a que ele urina em um bar. Temos loucuras como as do show em que ele fala em matar o pai e transar com a mãe. A seqüência em que eles procuram o melhor arranjo para o megahit "Light my Fire" também é ótima. A cena que escolhi teve grande influência pela música de fundo. Mas é ótimo quando Jim escala a árvore e conquista sua futura esposa, vivida por Meg Ryan. Vejam abaixo: nenhuma mulher iria resistir.
Não Estou Lá (I'm not There - 2007)
A idéia é muito ousada. Escalar seis atores, incluindo uma mulher, para viver Bob Dylan no cinema não é fácil. O time é de primeira linha. O jovem promissor Marcus Carl Franklin mostra a infância do cantor. Christian Bale mostra a fase defensora dos direitos civis. É dele uma das melhores cenas do filme, relembrando quando Dylan apareceu bêbado para receber prêmio Tom Paine do National Emergency Civil Liberties Committe. Ben Whishaw vive a fase poética. Heath Ledger a fase cinematográfica, porém caseira. Richard Gere a fase reclusa, quandose afastou da mídia para curtir a vida na fazenda.
Pulei Cate Blanchett porque ela é disparada a melhor. Ela captou a essência de Bob Dylan, além de estar fisicamente muito parecida. Recebeu a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e perdeu, na minha opinião injustamente, para Tilda Swinton por "Conduta de Risco." A entrevista repleta de provocação em sua fase roqueira para o repórter da BBC é a melhor seqüência do filme. E é um pedaço desta cena que vemos abaixo.
Ray (2004)
A história de vida de Ray é belíssima. Sua música é espetacular, assim como sua trajetória em busca do sucesso. Ingredientes para um belíssimo filme não faltavam. Some tudo isso a um ator excelente que se concentrou para o papel de sua vida. Jamie Foxx está espetacular, uma atuação irretocável. Até mesmo os clássicos trejeitos do pianista que ficou cego na infância sofrida estão lá.
É muito emocionante ver como uma pessoa que tinha tudo para ser mais um coitado vira um músico que fez história. Ver sua garra ao criar maneiras de não ser passado para trás por ser cego. É difícil conter a emoção ao acompanhar o doloroso processo para se livras das drogas, que eram usadas para aliviar os traumas do passado. Um filmaço mesmo. Queria o vídeo de "I can't stop loving you", uma das músicas dele que mais gosto e um momento muito legal do filme. Mas não achei. Então vamos de "Mess Around", quando Ray descobre o que precisa fazer para explodir nas rádios (desculpe as legendas).
Johnny & June (2005)
Nos comentários sobre Ray exaltei a atuação de Jamie Foxx, que encarnou de maneira assustadora o pianista Ray Charles. Aqui o mesmo pode ser dito de Joaquin Phoenix. Basta - para quem não conhece obviamente - pegar algum vídeo de Johnny Cash. Os trejeitos e nuances do cantor estão todos presentes de maneira clara no filme. Quem se esquece do violão nas costas? Da voz grave e penetrante? Bom demais.
O diretor James Mangold também mostrou muita competência ao não tentar fazer grandes estripulias. O filme é simples, direto e belo. Mas o mérito maior é que ele soube aproveitar o talento da dupla protagonista. Agora falo apenas de Reese "Legalmenter Loira" Witherspoon. Muitos achavam que seria mais uma atriz bonitinha e que não teria nada a dizer. Mas neste filme ela prova justamente o contrário. Sua atuação como a amada de Cash, a June do título, é tão marcante que lhe premiou com um Oscar. Um programaço repleto de boa música.
Vejam ele cantando um dos maiores sucessos de Cash: Folsom Prison Blues. É um momento de descoberta, assim como o de Ray acima.
Dei moral a Reese e não a coloquei na cena. Portanto outro sucesso de Cash, desta vez com a sua amada!
Amadeus (1984)
Para muitos, música clássica é difícil de digerir. Um filme sobre o papa deste estilo com duração de quase três horas seria um parto! Mas o projeto caiu nas mãos do diretor Milos Forman, do GENIAL "Um Estranho no Ninho", e dos sensacionais "Hair" e "O Povo Contra Larry Flint." Aí, meu amigo, qualquer idéia vira um filmaço. E a cinebiografia do pianista Wolfgang Amadeus Mozart não é diferente. Tanto é que ele levou para casa oito estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme, direção, roteiro adaptado e ator.
Apesar de ser sobre Mozart, o personagem central é Antonio Salieri, um músico da corte real que está em um hospício após tentativa de suicídio. O que o levou a isso foi um turbilhão de sentimentos que ele sentia pelo gênio da música. Partindo disso a história de Mozart é construída. Bela sacação, não é? As atuações de F. Murray Abraham como Salieri e Tom Hulce como Mozart são maravilhosas, como não pode deixar de ser em uma cinebiografia musical. Vale a pena ver, se é que alguém ainda não viu.
Neste pedaço, Salieri descreve como é maravilhosa a sinfonia composta por Mozart. Ao fundo, a música acompanha a descrição.
Os cinco melhores filmes da década de 2000
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 16/11/2008 13:32
Após a interrupção de James Bond, chegamos a lista dos melhores filmes de 2000 até hoje. Assim como a década de 90, fica difícil selecionar apenas cinco filmes. Aliás, qualquer lista top-5 é um tanto quanto ingrata. Por exemplo, este ano tivemos "Onde os Fracos não têm vez", "Sangue Negro", "O Escafandro e a Borboleta", "Cidade dos Sonhos" e até "Boa Noite, Boa Sorte." Ainda nos filmes recentes, "Pequena Miss Sunshine." Demais, não?
Sei que essa lista pode causar muita polêmica, mas fui fiel a filmes que me disseram algo. Tudo bem, "Senhor dos Anéis" não me ensinou nada, mas não deixa de ser um filmaço. Alguns me cobraram colocar "Crash - No Limite." Mas eu não me entusiasmei muito com esse filme, achei forçado demais. Então, sem mais delongas, vamos aos filmes. E, me cobrem, me elogiem, me xinguem... PARTICIPEM!
Traffic - (2000)
Traffic tem vaga cativa na minha lista. O filme de Steven Soderbergh foi me conquistando a cada minuto. No fim, como diriam os funkeiros, "tava tudo dominado." Brincadeiras à parte, a história é sensacional, assim como as atuações. E o diretor - que pula de filmes sérios como Erin Brockovich e Che (recém-lançado nos Estados Unidos) para grandes curtições como a trilogia iniciada por Onze Homens e um Segredo - consegue orquestrar tudo isso magistralmente (Oscar merecidíssimo).
Os pequenos detalhes que são encantadores: o filtro amarelo quando a história está no México; o tom azulado e sombrio quando se foca a filha viciada do novo combatente na luta contra o tráfico de drogas nos EUA. Um filme humano que consagrou a carreira de Benicio del Toro em Hollywood. Seu Javier Rodriguez de Rodriguez é sensacional (Oscar também mais do que merecido). Como seria bom encontrar policiais como ele nas ruas do Rio de Janeiro, não? Até Catherine Zeta-Jones está bem vivendo a mulher que nem fazia idéia de que o marido tinha negócios sujos.
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Esta cena mostra a decepção de Del Toro ao perceber que nada poderia fazer para conter o tráfico de drogas.
Sobre Meninos e Lobos (Mystic River - 2003)
Não há como deixar Clint Eastwood fora desta lista. O ator e diretor nos presenteou com uma leva de filmaços de 2000 para cá. Poderia colocar o premiado "Menina de Ouro"... "Cartas de Iwo Jima" e "A conquista da Honra" não têm cacife para uma lista com cinco filmes, mas isso não significa que não podemos citá-los. Mas nenhum destes é tão arrebatador como "Sobre Meninos e Lobos." O filme me marcou tanto que eu lembro perfeitamente de como deixei o cinema, neste dia sozinho, após a sessão. Meu estômago chegou a embrulhar.
Sobre as atuações não há o que falar: Oscar de melhor ator para Sean Penn e de ator coadjuvante para o melancólico e perturbado Tim Robbins. No núcleo feminino destaque para Marcia Gay Harden. Mas não podemos falar só dos premiados. Kevin Bacon também merece citação, fechando o trio principal de atores que passaram por maus bocados neste filme. Tente imaginar isso acontecendo com você. É muito complicado. E Clint conduz esse filme repleto de tensão e polêmica com muita categoria. E desta vez ele resolveu ficar apenas atrás das câmeras, dando enfase à direção e deixando os comandados brilharem.
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Vejam o desespero nos olhos de Sean Penn ao saber que é sua filha que está morta no parque. Muito sincero, uma atuação memorável.
Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel (Lord of the Rings - Fellowship of the Ring - 2001)
Antes de qualquer coisa, para mim, é disparado o melhor filme da trilogia. Claro que eu gosto de ação, e isso só foi catapultado nas duas continuações (Legolas e seu arco e flecha são sensacionais), mas antes da guerra é preciso conhecer o mundo criado por J.R.R Tolkien e seus personagens. E o diretor Peter Jackson faz isso de maneira muito especial. A seqüência inicial é emocionante, quando a sociedade do título é formada também é mágico...
Achei uma grande injustiça não ter ficado com o Oscar. A Academia preferiu premiar o último, talvez pela coroação da obra. Vai entender, não é? Pelo menos a estatueta ficou com "Uma Mente Brilhante", outro belíssimo filme.
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Reparem como é bela, e extremamente sombria, a seqüência inicial do filme, que mostra a saga do anel.
Os Infiltrados (The Departed - 2006)
Já falei nas outras listas, mas o mundo da máfia me fascina muito. E um dos diretores que melhor sabe retratar esse universo é o nosso amigo Matin Scorsese. O diretor conduz um filme inteligente, em que cada diálogo é importante, não fugindo de um contexto. Sabendo que tinha em mãos uma história maravilhosa, Scorsese preferiu ser econômico, sem grandes extravagâncias. Isso só ajudou a melhorar o filme.
Atuações? Impecáveis. Jack Nicholson é um mestre. Leonardo DiCaprio, atormentado, dá um mais um show (aliás, seus últimos filmes são shows à parte). Matt Damon também brilha, é impossível não odiar o seu personagem com duas caras. Mark Wahlberg, que já tomou muita porrada em sua carreira, coloca uma raiva contagiante em seu personagem. Ainda temos a presença de apoio de Martin Sheen e Alec Baldwin, este sem fazer um canastrão. O filme tem ação, suspense, tensão... É um programa completo.
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Tenso? Muito, não é? Mas quem não viu o filme, é melhor não ver o vídeo.
Juno (2007)
Sei que muita gente pode reclamar. "Mas Rafael, tem muito filme melhor!" "Que isso, Rafael! Colocar Juno e deixar Brokeback Mountain fora?" Mas é isso, companheiros. Juno foi um dos filmes que mais me emocionou nos últimos anos. Consegui deixar minha senhora envergonhada no cinema por sair da sala chorando compulsivamente. Uma história simples, já batida, mas que foi contada de maneira extremamente singela e com atuações sinceras e seguras de todos em cena.
Claro que temos de destacar o casal protagonista. Ellen Page, que já havia surpreendido em "Meninamá.com", está inocente e experiente ao mesmo tempo. Michael Cera mostra que não sabe só fazer comédias e também dá um show. Mas o grande trunfo é o excelente e detalhado roteiro de Diablo Cody, que destila ironia, sarcasmo e até dramaticidade. Uma dica para quem não viu: tente esquecer as legendas. Existem inúmeras piadas destruídas pela tradução. O diretor Jason Reitman, do excelente Obrigado por Fumar, também merece destaque, assim como a MARAVILHOSA trilha sonora.
Queria ter selecionado a parte em que Bleeker fica sabendo que o filho nasceu, corre para o hospital e se deita ao lado de Juno com a roupa da educação física. Não achei. Mas achei a segunda cena mais bonita do filme. A singela e única declaração de amor de Juno para Bleeker.
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Confiram:
E também o encerramento com a dupla cantando música dos The Moldy Peaches. Lindo.
Os cinco melhores filmes da franquia 007
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 09/11/2008 21:02
A próxima seria a lista de 2000 para cá. Mas essa será adiada por alguns dias. Isso porque estreou no último fim-de-semana "007 Quantum of Solace", a aguardada continuação do surpreendente "007 Cassino Royale." Então vamos listar desta vez os cinco melhores filmes do espião inglês que conquista todo mundo. Tem como não gostar? Ação, mulheres bonitas, engenhocas eletrônicas, carros maravilhosos... Vamos lá!
Goldfinger (1964)
Sean Connery é, para mim, o melhor 007 da história. Irônico, charmoso, engraçado... tudo que um Bond, James Bond precisa. É tanto charme que a ótima bindgirl Honor Blackman, vivendo Pussy Galore, trai o seu chefe para ajudar o agente secreto.
Essa é uma de suas melhores aventuras. Oddjob, capanga do vilão Goldfinger, é um dos inimigos mais divertidos da história da série. Achavam que seria fácil para Bond só por ele ser baixinho. Se enganaram feio! Abaixo vocês podem ver do que eu estou falando.
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Cassino Royale (2006)
A reivenção da série. Eu, particularmente, fui um dos que mais se irritou quando viu Daniel Craig usando o elegante smoking de Bond. Simplesmente não combinava. Mas a opinião muda quando se entra no cinema. Apesar de muito bruto e pouco elegante, Craig está muito bem no filme que mostra como Bond virou um agente 00, porque ele só quer relações rápidas com as mulheres e dá a receita do tão falado Martini. A bondgirl vivida por Eva Green também dá show. Uma crítica? O biquinho de Craig. Feio demais.
Olhem isso... Até Le Parkour o Bond sabe fazer!
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GoldenEye (1995)
Adoro Pierce Brosnan. Depois de Sean Connery não há dúvidas que ele foi o melhor Bond. Para mim deixou Roger Moore no chinelo. Tem gente que nem acha essa a melhor aventura de Brosnan. Mas acho que ela retomou a série com muita classe. Há uma história bacana, uma bondgirl má que é uma das melhores de todos os tempos. Famke Janssen e suas coxas fatais são inesquecíveis.
As cenas de ação no trem são muito legais, assim como a parte em Bond assume um tanque de guerra. Sei que vai parecer besteira falar disso, mas até o jogo de videogame inspirado no filme foi um dos mais legais que eu joguei.
Olhem o bungee jump! É ou não é um Bond radical?!
Dr. No (1962)
O filme que originou tudo isso que estamos falando aqui. Repleto de cenas clássicas. Por exemplo. Ursula Andress, a primeira bondgirl, saindo da praia com seu biquini branco. Quem não se lembra disso? Foi tão marcante que Halle Berry fez a mesma coisa no vigésimo filme da série, "Um Novo Dia Para Morrer" em homenagem ao primeiro. Sean Connery, como sempre, destila sua classe. As paisagens também são maravilhosas (o filme se passa na Jamaica).
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Para quem nunca viu, Ursula Andress, ou melhor, Honey Rider.
O Espião que me Amava (The Spy Who Loved Me - 1977)
O primeiro com Roger Moore, talvez o 007 mais irregular (vale lembrar aqui que nem considero Timothy Dalton e George Lazenby). Só que apesar disso fez um belo filme. A seqüência de abertura, como sempre, é eletrizante. Ele fugindo na neve dos agentes russos é demais. O capanga Jaws, ou Dentes de Ferro, também é ótimo, mete medo mesmo, um dos mais legais. O que mais você quer de um filme do 007?
Olhem a cara que Roger Moore faz quando vê do que Jaws é capaz!
Os cinco melhores filmes da década de 90
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 07/11/2008 13:40
Poderíamos falar dos cinco melhores filmes de todos os tempos. Mas, sinceramente, esta lista não ia ter a menor graça. Afinal de contas, três filmes têm lugar cativo no top-5 de qualquer cinéfilo. São eles "Cidadão Kane", "Casablanca" e "Poderoso Chefão" (para mim o melhor). Com esses três garantidos, sobram duas vagas para "Cantando na Chuva", "...E o Vento Levou", "Um Corpo que Cai"... Alguns lembram também "2001: Uma Odisséia no Espaço" e "Lawrence da Arábia."
Mas a lista de hoje vai restringir os filmes da década de 90. Na próxima, falaremos somente de 2000 até hoje. Acho que assim teremos mais debates e questionamentos. Como sempre, sugestões, críticas e, tomara, elogios, são mais do que bem vindas. Diria até que são necessários. Vamos lá!
1 - Os Bons Companheiros (GoodFellas - 1990)
Será que a década de 90 começou bem? O clássico de Martin Scorsese abre minha lista sem sombra de dúvida. Primeiro porque é um filmaço: grandes atuações, grande roteiro, baseado em uma história real, e belíssimas atuações regidas com maestria por Scorsese (que certamente ganhará uma lista própria). Segundo porque sempre me senti atraído pelas histórias sobre a máfia (que também terá a sua lista). O trio de pratagonistas está simplesmente impecável. De Niro dispensa apresentações. Joe Pesci ganhou o Oscar. Ray Liotta mostra sobriedade até nos momentos de desespero de seu personagem.
Há tensão, comédia, violência e até uma aula de culinária. Quem não ficou encantado com a cena em que Paul Sorvino, o Paulie, corta com extrema precissão finíssimas fatias de alho com uma gilete como as de antigamente para preparar o molho de tomate? E os três tipos de carne na almondega? Demais, não é? Tudo isso regado a muito rock! De Sex Pistols a Rolling Stones. Bom demais!
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Obs: Se alguém quiser aprender a técnica do alho é só clicar no link.
2 - O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs - 1991)
Pode parecer que estou seguindo uma ordem cronológica dos anos, mas juro que não. Silêncio dos Inocentes é um filme sensacional. E o responsável por isso não é o diretor Jonathan Demme e sim Anthony Hopkins e sua maior criação: Dr. Hannibal Lecter. Trata-se de um vilão inteligente, que cativa o espectador. Tão cruel quanto qualquer assassino sanguinário sem pegar em uma arma. Tadinha da Jodie Foster. Deve ser realmente impossível se sair bem em uma conversa com o doutor canibal. Afinal de contas, só aquele "Hello, Clarice" com o tradicional sorriso sarcástico e cheio de terror.
Eu só sei que, mesmo com todos os riscos, gostaria muito de participar de um jantar com o Dr. Lecter. Não, amigos, não gosto NEM UM POUCO de carne humana. Talvez seria bom eu levar os ingredientes, ou então pediria um peixe que não tem erro. Só sei que o Dr. Lecter manda muito bem na cozinha. Deixa qualquer Jamie Oliver no chinelo. E o vinho? Com certeza seria de Romanée-Conti para cima. Uma bela múscia clássica no fundo ilustraria nossa refeição. Espetáculo!
O que será que nossa amiga Starlingsentiu após esse perfil?
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Não, amigos. Não me esqueci da clássica máscara. Está aí a cena.
3 - A Lista de Schindler (Schindler´s List - 1993)
Clássico, um filme difícil de digerir... Aliás, qualquer filme sobre o Holocausto é difícil de se digerir. É preciso ter estômago para ver milhares de judeus sendo assassinados sem qualquer motivo. Neste filme, um dos principais responsáveis pela matança é um seco Ralph Fiennes. Seu personagem, Amon Goeth, é capaz de despertar sentimentos como nojo e raiva até no mais pragmático espectador. Liam Neeson é outro que dá show como Oskar Schindler. Aliás, vale ressaltar para quem não sabe que trata-se de uma história real, baseada em um livro escrito a partir de depoimentos dos sobreviventes. Triste demais.
Spielberg prova neste filme porque é um dos mais aclamados diretores de todos os tempos. Após bater na trave com "E.T". e "Contatos Imediatos de Terceiro Grau", dois filmaços, o diretor finalmente levou seu Oscar para casa com o filme que muitos consideram sua obra prima. Mais do que merecido, afinal de contas o diretor elevou a um nível superior os filmes sobre a guerra em geral.
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4 - Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption - 1994)
Stephen King é sinal de terror, não? Mas essa belíssima história sobre como a vida de um banqueiro muda após a injusta acusação e condenação pela morte de sua esposa e do amante dela. Andy Dufresne, vivido de maneira brilhante por Tim Robbins, é condenado à prisão perpétua. No presídio de Shawshank, Andy vive de tudo. Vê policiais corruptos (nos EUA existem também) explorarem suas habilidades com números e os companheiros de prisão não são tão amigos assim. A exceção é Red, o sempre ótimo Morgan Freeman. Ele se torna um verdadeiro amigo.
E é na atuação dos dois que o filme se constrói. O excelente roteiro contribui muito com os diálogos sempre inteligentes de um sonhador Andy com um realista e conformado Red. Mas com o passar dos dias na prisão, Andy consegue mudar a visão de Red e compartilhar o sonho de conseguir sair daquele lugar. O lugar, aliás, é palco de grande parte do filme, mas em nenhum momento você se cansa daquilo. E o auge é lindo demais.
Sabe por que esse filme brilhante não saiu do Oscar com a estatueta? Porque o filme aqui embaixo foi feito no mesmo ano... Mesmo ano também de Pulp Fiction... Mesmo ano também do Tetracampeonato Mundial da seleção brasileira? Viva 1994!
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Essa cena só vale para quem já viu o filme e quer relembrar o final. Bonito demais.
5 - Forrest Gump (1994)
Não há como não se encantar com a história do contador de histórias. Uma história sensacional, um filme brilhantemente executado e um personagem que faz qualquer coração de pedra chorar. O que mais gosto nesses filmes são so detalhes. A pena voando, as frases inocentes, a ingenuidade em diversas situações, a mescla de imagens de momentos históricos com a inserção de Gump... Tudo isso está brilhantemente retratado em uma atuação mágica de Tom Hanks, que levou o Oscar. Seu olhar passa exatamente a pureza deste personagem.
Mas não é só Tom Hanks quem brilha. Gary Sinise, vivendo o L.T. Dan, dá um show. Tanto quando vive um homem amargurado pelas mazelas da guerra, que o deixou com sequelas, como quando aparece no fim, recuperado e com sua esposa. Seus acessos de raiva e de carinho são igualmente emocionantes. Robin Wright Penn chega a causar raiva vivendo a paixão de Gump, a inconstante Jenny. Até Bubba comove, com o sonho de pescar camarão. E olha que eu DETESTO camarão!
O filme está fechando a lista aqui, mas do jeito que o nosso amigo Gump corre ele pode até subir para a primeira colocação. Run, Forrest! Run!!!!
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Obs: Esse vídeo é um compacto das cenas de correria que marcam o filme. Obviamente a música não faz parte das cenas.
Obs: Pulp Fiction estaria no topo da minha lista. Mas o clássico de Tarantino abriu este blog e, como todos já sabem o quanto gosto deste filme, resolvi deixar espaço para mais um.
As cinco cenas inesquecíveis de Tarantino
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 03/11/2008 17:25

Vamos estrear o espaço com Quentin Tarantino. Sim, ele é um dos meus cineastas preferidos, mas não é só por isso. O diretor de Pulp Fiction voltou aos holofotes com o início das filmagens de seu novo projeto: Inglourious Basterds. Será uma aventura diferente do diretor, já que o filme se passará durante a segunda guerra mundial. Além disso, o bafafá está grande por conta do protagonista, o galã Brad Pitt. Vamos ver. Enquanto 2009 não chega, relembramos cinco momentos memoráveis.
Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction - 1994)
A obra prima de Tarantino, um dos filmes mais marcantes da década de 90. Estão lá diálogos memoráveis como o clássico Royale with Cheese e o debate sobre uma simples (ou não?!) massagem nos pés. Ou então um quase cínico Christopher Walken contando a odisséia do pai de Bruce Willis para manter o relógio na família. Trilha sonora? Absolutamente incrível, um CD obrigatório em qualquer prateleira. Ação, sangue e tiros não faltam. O carro cheio de pedaços de crânio que o diga.
Resumindo, quando se fala em Tarantino, se fala em Pulp Fiction. É por isso que vamos abrir nossa lista com duas cenas maravilhosas deste filme. A primeira é clichê, mas não há como fugir dela. O renascimento de um grande astro se deu em grande parte por conta desta cena. John Travolta voltou a encantar meninos e meninas com sua classe inconfundível ao dançar com uma empolgada (ou louca?) Uma Thurman. Biquinho, pontas dos pés, dedos passando nos olhos... Tudo com muita classe. Nem preciso falar da música. Inesquecível!
A outra cena não tem classe alguma. Mas, apesar da situação desesperadora, tem algumas doses de humor. E, provando que cada segundo desse filme é sensacional, trata-se da seqüência da cena de dança. Até em uma overdose Tarantino mostra classe. Portanto, sem mais delongas, Uma Thurman quase morrendo por cheirar erroneamente heroína (aliás, algo que Eric Clapton sabe muito bem como é).
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Kill Bill II (2004)
Sim, cenas violentas como o segundo olho arrancado de Elle, vivida com muita intensidade por Daryl Hannah, ou a morte lenta e cruel de Budd, novamente Michael Madsen, poderiam estar aqui. Mas a morte de Bill sintetiza muito bem o cinema de Tarantino. O diálogo está lá, assim como a sempre peculiar trilha sonora. Além disso, não dá para esquecer a classe de David Carradine ao saber que não há como escapar do golpe fatal ensinado por Pai Mei, e a emoção imposta no choro sincero de Uma Thurman. Sensacional.
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Cães de Aluguel (Reservoir Dogs - 1992)
O cartão de visitas de Quentin Tarantino é repleto de cenas memoráveis. Os diálogos, como sempre afiados e fundamentais, também estão nesta película. A distribuição dos codinomes é sensacional. Pensei em colocá-la aqui, mas a crueldade de Michael Madsen, o Mr. Blonde, torturando primeiro mentalmente e depois fisicamente o policial é demais. E o desfecho mais legal ainda. Logo quem foi acabar com a farra? O Mr. Pink, nome que causou muita polêmica na escolha, afinal de contas, Steve Buscemi não queria ser o rosinha.
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Grande hotel (Four Rooms - 1995)
Um filme que não foi muito divulgado, mas que certamente é muito divertido. Trata-se da história de Ted, funcionário de um pomposo hotel. Em uma noite bastante agitada, Ted passa por quatro situações inacreditáveis. Cada uma dessas situações foi dirigida por quatro diretores diferentes: Allison Anders, que dirige Madonna, Alexandre Rockwell, Robert Rodriguez, dirigindo um hilário Antonio Banderas, e o grand finale fica por conta de Tarantino. Tim Roth, o Ted, está sensacional. Seus trejeitos e expressões são excelentes. E a cena abaixo é, de fato, um final inacreditável.
Dá para ver no Youtube o segmento inteiro de Tarantino. Quem se interessou pode conferir nos três links abaixo.
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=HfXuc_Tp5dk
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=hUz8aSISmws
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=1JabSfywLng
Rafael Cavalieri: Os cinco mais
Rafael Cavalieri | Cinema 5+ | 03/11/2008 17:10
Antes de qualquer coisa, cinema para mim sempre foi um hobby. Não me considero nenhum especialista. Mas sou um grande apaixonado. E me considero um romântico. Portanto as minhas paixões não costumam ser superficiais.
Vamos elaborar listas dos mais variados temas do cinema. Não faremos aqui análises profundas, mas vamos ter um espaço para usarmos nossa criatividade e, acima de tudo, nos divertir. Falar que "Cidadão Kane" é o maior filme de todos os tempos é fácil. Claro que em algum momento falaremos da obra-prima de Orson Welles, mas também falaremos de beijos inesquecíveis, de momentos hilários e, sempre que pudermos, relembraremos as cenas com o auxílio do Youtube.
A participação dos companheiros cinéfilos é fundamental. Quero críticas, elogios, sugestões... Mandem suas listas... Não quer escrever? Manda o tema que eu desenvolvo sem qualquer problema. Este espaço será marcado pela interatividade blogueiro-leitor.
Agradeço ao Sidney Rezende por mais uma oportunidade aqui no SRZD. Desta vez, o esporte vai ficar de lado, apesar de que a lista de filmes relacionados as mais diversas modalidades esportivas será elaboradas.
Um abraço, amigos. Aproveitem!
Obs: O esporte ainda corre nas veias. Se alguém quiser desabafar sobre nosso futebol também, fique à vontade. Estamos aí para isso!


























