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Carlos Molinari

Carlos Molinari

Jornalista da TV Brasil e historiador, nascido e criado no bairro de Bangu, onde conheceu sua grande paixão: o tradicional Bangu Atlético Clube. É autor de três livros: "Nós é que somos banguenses", "Almanaque do Bangu" e "A História das Copas". Pesquisador da história do futebol carioca e atento às notícias dos times do Rio, especialmente aqueles que estão fora da grande mídia. Hoje, apesar de trabalhar em Brasília, acompanha cada detalhe do Campeonato Carioca e da Copa Rio, torcendo sempre para que os pequenos "Davis" derrotem os quatro grandes "Golias". Neste blog, iremos dar palpites, especular, criticar, alfinetar as arbitragens (sempre tão prejudiciais aos nossos clubes) e abrir um canal de diálogo com os fanáticos pelo Madureira, Olaria, Bangu, América, Bonsucesso, Volta Redonda, Goytacaz, Resende, Americano, Friburguense, Portuguesa...

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



27/03/2014 15h16

A Cabofriense foi longe demais
Carlos Molinari

Estava bem claro para todo mundo que a Cabofriense não conseguiria nada nas semifinais contra o Flamengo. Aliás, isso já vinha se desenhando durante todo o mês de março: a forte equipe montada com o dinheiro da prefeitura de Cabo Frio e de uma construtora que investe na cidade, decaiu muito. Não vence um único jogo desde que bateu o Vasco, em São Januário. E isso foi antes do Carnaval...

Foto: Fla Imagem

O time conseguiu a classificação em 4º lugar, mas não era nem a sombra da Cabofriense do início da competição. Perdera até para o rebaixado Audax por 2 a 0. No atual momento, era preferível que o Boavista conquistasse a vaga, pois poderia ser um rival mais complicado para o Flamengo, embora também não tivesse fôlego para ir à final.

No domingo, o Flamengo, em ritmo de treino, ganhou por 5 a 3. Poderia ter feito uma ampla goleada e eliminado a Cabofriense, mas, ao meu ver, relaxou. Os três gols do time de Cabo Frio (dois de Éberson e um de Fabrício Carvalho) foram suficientes para eliminar o Boavista.

Ao ver tanta facilidade, o Flamengo sabia que, em dois jogos, era impossível perder a vaga na final. Meros 5.000 espectadores foram ontem ao Maracanã, pagando ingressos de, no mínimo, 60 reais. Os 3 a 0 saíram barato. Fora o 1º tempo que ainda teve algum equilíbrio, a Cabofriense jogou fora qualquer sonho de ir adiante ao atuar apaticamente no 2º tempo. O rubro-negro também se desinteressou e achou que a vantagem construída já estava de bom tamanho.

Temo pelo público que comparecerá sábado ao Maracanã. Era um jogo que poderia ser transferido para Moça Bonita, diminuindo o prejuízo de abrir o "estádio do consórcio" para uma partida inútil. A semifinal já está esvaziada. Só quem nunca foi ao Maracanã e quiser conhecer o "ex-maior do mundo" irá ao estádio. Um bom programa para turistas, jogo de uma só torcida, mais policiais do que espectadores...

O sonho da Cabofriense acabou. O elenco continua sendo ótimo. Muitos ali podem ser mantidos para a disputa da Série-D e conquistar o acesso incontestavelmente. Manter o goleiro Cetin, os atacantes Éberson e Fabrício Carvalho, o meia Keninha e o volante Silvano seria a melhor coisa que Alair Corrêa faria pelo clube. O problema é que, muitas vezes, é preciso vender atletas para recuperar os gastos do Campeonato Carioca.

Em 2014, a Cabofriense volta para a casa com a 4ª colocação, mesma posição que conseguiu em 2006, quando tinha nomes como o volante Marcão e o zagueiro Cléberson.

Alair Corrêa, ao invés de lamentar a desclassificação, deveria comemorar. Se o prefeito de Cabo Frio voltar no tempo, lembrará que ano passado, seu time teve que suar a camisa para conseguir o título da 2ª Divisão, de forma até bastante suspeita naquele Triangular Final.

Já está bom demais!


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17/03/2014 18h12

Vai cair, vai cair, vai cair
Carlos Molinari

Duque de Caxias, Audax e Resende começam a semana pressionadíssimos. Domingo que vem saberemos os dois rebaixados do Campeonato Carioca. Há uma probabilidade remota de que apenas um caia imediatamente após a 15ª rodada e dois jogos-extra definam o outro degolado ou até mesmo que ocorra um triangular da morte.

Foto: Divulgação

Por enquanto, vamos analisar as possibilidades de cada um. O Duque de Caxias, com apenas 9 pontos, vive a situação mais periclitante. Primeiro, porque precisa derrotar o Vasco, dentro de São Januário. Mesmo assim, caso consiga a proeza, o Duque não está livre do rebaixamento. Precisaria torcer para derrotas de Audax para o Macaé e do Resende para o Madureira. Assim, forçaria dois jogos-extra contra o Resende. Eu acho muito improvável.

A situação do Resende, atualmente em 14º lugar, com 12 pontos, também não me parece cômoda. Uma vitória sobre o Madureira, em Conselheiro Galvão, seria suficiente. Porém, a equipe de Mauro, Marcel e Geovane Maranhão não se encontrou durante as 14 rodadas do Campeonato. O poderoso time alvinegro que ficou em 5º lugar nas duas últimas temporadas, apostou nos mesmos jogadores, mas perdeu. Ano passado, nas mãos do técnico Eduardo Allax, o Resende foi até às semifinais da Taça Rio. Agora, sem encontrar um esquema tático, demonstrando fragilidade tanto no ataque quanto na defesa, o time do Vale do Paraíba é um dos favoritos ao descenso. Creio que nem um empate diante do Madureira será suficiente para livrá-lo.

Isso porque considero a situação do Audax, em 15º lugar, com 11 pontos, mais propícia à fuga do rebaixamento do que a do Resende. O Audax cresceu de produção nessas últimas rodadas e atuará, em Moça Bonita, contra o Macaé. Apesar de depender de um fracasso do rival, o Audax tem tudo para vencer esta partida, assim como fez diante da Cabofriense.

Domingo, às 18 horas, deveríamos ver duas torcidas chorando. Porém, como é reduzidíssimo o número de pessoas que se importam com os três clubes, é provável que ninguém vá reparar ou lamentar a queda deles, a não ser a própria diretoria de cada um, que perderá a cota de TV para 2015.

Entre os leitores deste blog sei que a torcida é pela queda do Duque de Caxias e do Audax. O Duque, aliás, entra no rol de clube "non-grato" pelas sucessivas benesses que recebeu há alguns anos e que propiciaram uma ascensão meteórica, mesmo sem ter ganho competição alguma.

Em 2006, era um clube da 3ª Divisão que disputou um Torneio Seletivo, que garantiu nove vagas na Segundona Carioca. O Duque de Caxias, naquela ocasião, ficou em primeiro lugar em uma chave que tinha também o Miguel Couto, o Arraial do Cabo, o Rubro e o União de Marechal Hermes. Foi fácil demais.

Depois, em 2007, foi novamente beneficiado, quando a Federação decidiu promover cinco equipes de uma só vez à 1ª Divisão. Naquele ano, o Duque obteve a posição limítrofe: foi justamente o quinto colocado, ganhando um quadrangular que tinha também o Floresta de Cambuci, o Olaria e o Independente de Macaé.

Depois, na 1ª Divisão, o Duque de Caxias fez campanhas medíocres e suficientes apenas para se manter. Foi o 12º em 2008; o 13º em 2009, 2010 e 2013; 10º colocado em 2011 (sua melhor posição); e 11º em 2012. Ou seja, sempre lutou contra o rebaixamento.

Ano passado, em um jogo estranhíssimo, o Duque se livrou porque venceu o Boavista por 2 x 1, em uma partida em que o time de Bacaxá desperdiçou (talvez propositadamente) duas cobranças de pênalti.

Este ano, não haverá escapatória, apesar de o time ter bons jogadores, como o lateral-esquerdo Rodrigues Baiano e o meia Juninho. Eles foram os únicos que se livraram do fiasco geral do Duque.


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12/03/2014 13h23

Acabou o charme
Carlos Molinari

Os torcedores do Rio de Janeiro começaram a conhecer, neste Campeonato Carioca, quem é o presidente da Federação de Futebol do Rio.

A reeleição para mais um quadriênio foi simples. Rubens Lopes mandará na FFERJ até 2018, não teve concorrentes. Eurico Miranda garante todo apoio ao amigo de longa data. E mesmo sem os votos de Flamengo, Fluminense e Vasco - que juntos somariam apenas 18 pontos -, Rubinho garantiu a vitória, sem problemas.

Foto: Divulgação

Todos os outros clubes da 1ª Divisão mantiveram seu apoio ao presidente. Os 12 "pequenos" não são bobos. Qual deles irá se recusar a votar no dirigente para, depois, sofrer com arbitragens tendenciosas? Os "grandes" podem se rebelar. Não sofrerão o risco de um rebaixamento, não serão vítimas de uma retaliação.

No entanto, a Federação e o seu principal produto - que é o Campeonato Carioca - caminham em estradas opostas. Enquanto a saúde financeira da Federação é ótima, as rendas, público e interesse do Estadual declinou de vez. A Federação é mestra em cobrar taxas dos clubes. Cada jogador inscrito, o clube paga uma taxa. Cada jogo, a Federação recolhe sua pequena parte. Cada jogo dos times "grandes" em outros estados, a Federação leva 10 por cento da renda.

Quando o Flamengo, o Vasco e o Botafogo mandaram seus jogos em Brasília, em 2013, a Federação pegava 10% de uma renda que ultrapassava os 3 milhões de reais. Dinheiro fácil.

Os clubes "grandes" já entenderam como funciona a FFERJ. Em entrevista à uma rádio, Rubens disse que todo o processo eleitoral foi feito de acordo com os Estatutos da entidade, que todas as taxas são cobradas de acordo com os estatutos, que a divisão das cotas de TV e a negociação delas é uma questão dos clubes com a TV Globo e que até mesmo, a fórmula do Campeonato é decidida pelos clubes, e não pela Federação.

A frase é um misto de ironia e confissão de inutilidade: "Não foi a Federação que estabeleceu nada referente a esse Campeonato" - lavou as mãos Rubinho.

Os clubes "grandes" não pensam assim. Estão cansados de jogar para 300 pagantes, de enfrentar gramados esburacados, de assumirem prejuízos de mais de 50 mil reais por jogo. Os pequenos não têm outra solução. Aceitam jogar, embora já tenham percebido que nem mesmo no confronto contra os quatro grandes a divisão da renda seja proveitosa. Anos atrás, era ótimo jogar contra o Fla no Maracanã, contra o Vasco em São Januário. Hoje, são 15 partidas de prejuízo. Só o que salva é a cota da TV.

Rubens não é bobo. Assumiu mais um mandato e faz "ouvido de mercador" às críticas. Irá continuar por mais quatro anos. O cargo de presidente da FFERJ é algo quase que vitalício. Está bem alicerçado ali, na suntuosa sede reformada pela Martinelli Construtora - empresa que pertence a um dos vice-presidentes da entidade, José Luís Martinelli.

O futebol carioca vai continuar tendo o Campeonato MENOS charmoso do país. Os presidentes dos "pequenos" jamais reclamarão. Alguns por fidelidade, como é o caso de Elias Duba, do Madureira; outros, por gratidão, como é o caso de Jorge Varela, do Bangu, que foi colocado onde está justamente pelas mãos de Rubens Lopes.

Os "grandes" clubes e o torcedor carioca demoraram a descobrir, mas por onde o dirigente passa deixa um rastro de falência administrativa. Foi assim no Bangu Atlético Clube, está sendo assim na FFERJ...


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06/03/2014 08h49

Duque de Caxias rebaixado?
Carlos Molinari

O futebol continua sendo o esporte mais fascinante para os brasileiros porque nele o improvável pode ocorrer, porque o fator surpresa pode influir, porque o goleiro frangueiro pode acabar salvando seu time e o jogador que vai mal um dia, pode arrebentar no outro.

Foi assim na 12ª rodada do Campeonato Carioca. Para quem não viu - e apenas 367 pessoas largaram a apuração das Escolas de Samba na TV para prestigiar ao encontro entre Bangu x Duque de Caxias, em Moça Bonita -, eu vou explicar.

A partida era "chave" para os dois times, que lutavam contra o rebaixamento. O Bangu foi melhor, ganhou por 2 x 1, mas teve um herói inimaginável. O volante Juninho Acerola fez o segundo gol alvirrubro - seu primeiro gol com a camisa do clube - e saiu de campo aplaudidíssimo com toda justiça.

Uma semana antes, em Resende, o mesmo Juninho tinha sido um dos piores atletas em campo. Não conseguia acertar um passe de meio metro e pelos seus erros, o time do Sul Fluminense ligou vários contra-ataques.

Eis que, nesta quarta-feira, o jovem volante do Bangu surpreendeu, calou os críticos e foi responsável direto pela fuga do Bangu da 2ª Divisão. Mesmo com o gol, Juninho não foi o melhor em campo. O lateral-esquerdo Rodrigues, do Duque de Caxias, pode ter saído derrotado, mas bateu um bolão e chegou até mesmo a marcar um gol olímpico, estranhamente anulado pelo árbitro Rodrigo Carvalhaes de Miranda, quando o placar ainda estava em 0 a 0.

A equipe da Baixada vive sua pior crise desde que chegou à 1ª Divisão do Campeonato Carioca. Normalmente, o clube dá prioridade para o Brasileirão da Série-C, que disputa no segundo semestre, e investe pouco no Estadual. Porém, sempre fez o suficiente para se manter.

Para se ter uma ideia, em seis participações, o máximo que o Duque conseguiu foi um 10º lugar em 2011. Este ano, a equipe estacionou nos 8 pontos, e nas três rodadas que ainda lhe restam terá que enfrentar Vasco e Fluminense. Ficou muito complicado.

Para quem torce pela queda dos clubes bancados por prefeituras, este ano um deles deverá voltar à 2ª Divisão. Pode ser o Duque, pode ser o Resende...

A grande revelação do Campeonato

O Nova Iguaçu tinha que vencer o Madureira para continuar sonhando em chegar ao G-4. Graças ao talento de Erick Foca - ex-Flamengo e Boavista -, a "Laranja da Baixada" vencia o Madura por 2 a 1 e se aproximava do Vasco na tabela de classificação.

Nos acréscimos, aos 48 minutos do 2º tempo, um pênalti atrapalhou os planos de Édson Souza de uma vitória em casa. O Madureira colocou Carlinhos, seu melhor jogador, para cobrar. Era o empate: 2 x 2.

O gol de Carlinhos deixou o Nova Iguaçu a uma distância quilométrica do Vasco e deu ao lateral do Tricolor Suburbano a artilharia máxima do Campeonato, com 6 tentos, ao lado de Alecsandro e Edmílson.

Eu, por aqui, fico na torcida para que Carlinhos consiga se manter na artilharia e iguale o feito do Marcelo que, em 2007, foi artilheiro máximo do Estadual, desbancando muitos atacantes "milionários" naquele ano.

Não é à toa que o Fluminense já está de olho no jovem de 20 anos - a grande revelação deste Campeonato.


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27/02/2014 07h31

Muito calor e quatro gols em Resende
Carlos Molinari

Foi um resultado frustrante para a pequeníssima torcida do Resende que foi ao Estádio do Trabalhador na tarde desta quarta-feira. A equipe - ameaçada pelo rebaixamento - precisava vencer o Bangu de qualquer maneira e não conseguiu.

Foto: Reprodução

O Bangu, que também não vive em um mar de rosas, foi atrás de um empate. Em momento algum mostrou que queria ou poderia vencer e saiu contentíssimo com o 2 a 2.

No 1º tempo, o Resende esteve nitidamente superior e, antes mesmo que o Bangu ameaçasse a meta do goleiro Mauro, o time alvinegro fez um gol. Aos 25 minutos, em um chute cruzado de Marcel para dentro da pequena área, o zagueiro Dudu desviou para o gol de Rafael. Fácil, fácil.

Com a desvantagem, o Bangu se organizou e foi à frente, desafiando o calor e a defesa do Resende. Numa cobrança de escanteio, aos 33 minutos, o atacante Wilen tocou de cabeça, a bola bateu na trave e entrou: 1 x 1.

Nem deu tempo para os 14 torcedores banguenses que foram até Resende comemorar... Aos 37 minutos, novamente, a defesa alvirrubra bobeou. Clébson chutou rasteiro, o goleiro Rafael espalmou para o lado, justamente onde estava Geovane Maranhão. Livre, ele só tocou para as redes: 2 a 1 com inteira justiça.

No 2º tempo, quem diria, o Bangu resolveu jogar. Pressionou muito o goleiro Mauro, em chutes de Mateus (de dentro da área) e de Almir (de fora da área). Mas só chegou ao empate aos 30 minutos, quando Almir lançou o reserva Elias. Livre, ele tocou na saída de Mauro e correu para comemorar o gol. Curiosamente, ao invés de ir até a torcida alvirrubra, Elias foi na direção dos adeptos do Resende, onde foi bastante hostilizado...

Depois do empate o Bangu não teve nenhuma chance de virar o marcador. O Resende, por sua vez, abusou de perder gols. Inclusive em um lance de falta em dois toques dentro da área - fruto de um "pé alto" do jogador Felipe Foca. No desespero, com todo o time banguense na linha do gol, a bola acabou não entrando. Sorte do técnico Mário Marques que passou boa parte do 2º tempo discutindo com um torcedor...

Na minha opinião, o empate foi um mau negócio para os dois. O Bangu é o 11º colocado com 12 pontos. O Resende está em 14º lugar com 9 pontos. Uma campanha vexatória para um clube que foi o "melhor dos pequenos" nos dois últimos anos.

Avante Bonsuça!

Quando fiquei sabendo da inacreditável virada do Bonsucesso para cima do Audax, bateu um arrependimento profundo em não ter ido a Moça Bonita assistir a este jogo.

Foi o jogo que, praticamente, marcou o rebaixamento do Audax - agora sem o apoio polpudo do Grupo Pão de Açúcar - e que colocou o Bonsucesso, de Alfredo Sampaio, em uma situação um pouco mais confortável na tabela.

A virada era totalmente improvável. O Bonsucesso perdia por 3 x 0 até a parada técnica do 2º tempo. Virou para 4 a 3 já nos acréscimos e ainda teve tempo de chegar ao quinto gol. Somália - que se autointitulou o artilheiro do Campeonato Carioca - marcou duas vezes.

Esta partida me lembrou muito um Olaria x Itaperuna, que ocorreu em 1996. O Itaperuna vencia por 4 x 0 e tomou a virada para 5 x 4, na Rua Bariri.

Depois de uma derrota como esta, o moral dos jogadores do Audax deve ter caído muito. Mesmo que a próxima rodada seja só depois do Carnaval, um novo revés para o Botafogo, pra mim, já é certo.


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20/02/2014 09h51

Quem cansa perde
Carlos Molinari

Há quem tenha gostado da atuação do Bangu na tarde desta quarta-feira diante do Vasco da Gama. Eu fui ao jogo e achei que, no 1º tempo, o alvirrubro (que agora só joga de branco, como se fosse o São Cristóvão) foi bem melhor e criou as chances mais significativas com o atacante Rodrigo Pinho. 

O Bangu teve azar em não abrir a contagem. Primeiro porque Rodrigo Pinho perdeu um gol logo aos 5 minutos, chutando em cima do goleiro Martin Silva e depois, já no final dos 45 minutos, o jovem atacante arriscou de fora da área. Por poucos centímetros a bola não entrou.

Bangu x Vasco. Foto: Vitor Moniz

No 2º tempo, porém, tudo mudou. O Vasco, que, até então, jogava somente nos erros de saída de bola do Bangu, foi mais ousado e mostrou a diferença entre um time mediano e um time pequeno. Depois da parada técnica é que o gol saiu. Um cruzamento na área encontrou Talis livre para raspar de cabeça e deslocar o goleiro Rafael. Um gol que poderia ser evitado se a zaga do Bangu soubesse se posicionar corretamente. 

O gol foi um duro golpe na empolgação do Bangu. Depois dele, o time de Moça Bonita não conseguiu tramar uma única boa jogada de ataque, não incomodou o goleiro vascaíno e, claro, sucumbiu novamente.

Em uma grande jogada de Montoya que foi driblando, ganhando aos trancos dentro da área, até chutar cara a cara com o goleiro Rafael, que ainda tocou na bola. Era o 2 x 0. Resultado exagerado pelo pouco que o Vasco tinha produzido, mas que consolidava uma vitória justa, afinal durante os 45 minutos finais, quem mandou em campo foi o time de Adílson Batista.

A impressão que fica para quem assistiu ao jogo é de que o Bangu cansou durante o 2º tempo. Por mais paradoxal que seja, um elenco que representa o bairro mais quente do Rio possui um preparo físico insuficiente para manter o ritmo durante os 90 minutos. Seus jogadores já não corriam mais e optaram pelo esquema "Fut-trote" dos 20 minutos do 2º tempo em diante. 

É claro que o elenco armado este ano é um dos mais frágeis dos últimos tempos, que a diferença de qualidade técnica levaria o Vasco à vitória naturalmente, mas duas coisas me surpreenderam: o fato de o Bangu equilibrar a partida por um bom tempo, conseguindo ser superior em vários momentos e a inadmissível falta de preparo físico e o cansaço apresentado por diversos atletas no 2º tempo. Após a parada técnica, ninguém conseguia mais correr.  

Outros resultados da rodada

O Duque de Caxias finalmente venceu uma! Fora de casa, ganhou do Resende por 3 x 1. Incrível como o Resende - 5º colocado nos dois últimos anos - decaiu em 2014. Apesar de o elenco ter nomes como Marcel, a equipe não se encontrou. Fez apenas aquela grande goleada sobre o Volta Redonda e agora declinou totalmente. O Duque saiu da zona de rebaixamento e jogou o Bonsucesso para lá.

Para os amantes dos "pequenos", o negócio é torcer para que a Cabofriense, inflada pelo dinheiro investido pelo vice-presidente da FFERJ, José Luiz Martinelli, consiga a vaga nas semifinais. O Nova Iguaçu que vinha tão bem, perdeu no último minuto para o Friburguense - gol do eterno Ziquinha - e se distanciou do sonho de ficar entre os quatro melhores. 


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31/01/2014 07h29

Ex é sempre ex
Carlos Molinari

Subindo as escadas do meu prédio, encontro um vizinho americano. A frase é animadora:

- Aí! O Bangu conseguiu perder uma, hein!

Era nítida a felicidade do torcedor do América, já à beira dos 70 anos.

Eu, infelizmente, não tive resposta. Concordei. E entrei no apartamento pensando na derrota de quarta-feira. Quem esteve em Moça Bonita percebeu que o Bangu jogou muito mal, tanto que o time foi vaiado na saída de campo. Apenas o goleiro Rafael e o meia Almir foram poupados. De resto, a galera não confia em ninguém.

Sérgio JuniorPorém, o curioso foi que a derrota veio com dois gols do centro-avante Sérgio Júnior que, ano passado, ainda fazia parte dos quadros do Bangu e que, no início deste ano, tentou voltar ao alvirrubro. Cheguei a conversar com ele sobre a possibilidade de defender o clube de Moça Bonita. "Como eu quero vestir aquele número 9 outra vez" - me garantiu o atacante, no final de 2013.

A diretoria do Bangu, porém, descartou Sérgio Júnior. Preferiu pegar dois atacantes que já vinham com os salários pagos pelos empresários: Wendel e Willen - parece até nome de dupla sertaneja, mas é só o nome de uma dupla incompetente mesmo...

E Sérgio Júnior, oportunista, fez a festa no seu ex-clube. Mostrou aos dirigentes do Bangu que ele, com mais de 30 anos, ainda é melhor do que muito garoto por aí.

Foi a vingança do ex-jogador.

Como curiosidade, o técnico do Nova Iguaçu, Édson Souza, também é um ex-jogador (e ex-treinador) do Bangu...

Macaé 0 x 1 Volta Redonda

Outro ex que aprontou para o seu antigo clube foi o técnico Toninho Andrade. Chamado para socorrer o Volta Redonda logo após a goleada sofrida no domingo para o Resende, o técnico teve pouquíssimo tempo para pensar em armar o time da Cidade do Aço. Na realidade, sabia mais sobre o Macaé do que sobre seu atual clube.

Toninho Andrade comandou o Macaé por mais de dois anos. É na história do alvianil o treinador que mais vezes esteve no banco de reservas. Agora estava do outro lado, com um Volta Redonda sem nenhum grande investimento para 2014, enfrentando um Macaé embaladíssimo pela goleada sobre o Madureira.

E não é que foi o time de Toninho Andrade que venceu por 1 a 0, gol de Preto, já na casa dos 40 minutos do 2º tempo?

Eu fico sempre com um pé atrás... Esse negócio de ex-jogador e ex-treinador é corriqueiro, já que todo mundo muda de clube a toda hora, mas é realmente muito traiçoeiro...


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23/01/2014 14h26

Nivelados por baixo
Redação SRZD

Foto: Site oficial do Vasco

O que mais me chama a atenção nessas duas primeiras rodadas do Campeonato Carioca é o equilíbrio total entre as equipes. Nenhum time consegue ganhar por uma vantagem superior a um gol, os empates são constantes e por enquanto, não há como saber quem é "grande", quem é "pequeno".

É claro que essa igualdade só é possível porque o nível do Campeonato baixou muito, em um processo que foi ficando mais evidente do final dos anos 90 para cá. Além disso, Botafogo e Flamengo atuam com times reservas e, se o Audax e o Volta Redonda não souberam aproveitar a chance, Resende e Bangu fizeram o suficiente para arrancar pontos de um "grande".

Para sorte dos adversários, o Vasco ainda não se acertou. O Macaé, que por um bom tempo atuou com 10 jogadores, foi heroico ao garantir o empate. João Carlos, ex-Duque de Caxias, mostrou ser um ótimo reforço, fazendo com que o torcedor não sinta saudades nem de Ziquinha, nem de Sérgio Júnior.

A expectativa é que as "zebras" continuem aparecendo neste mês de janeiro, principalmente em jogos envolvendo o Boavista, o Resende e o Madureira, que são, para mim, os mais bem preparados.

Por outro lado, o Volta Redonda de 2014 não é nem a sombra do time de 2013. Todo o investimento pesado da CSN na Taça Rio do ano passado acabou. O técnico Tarcísio Pugliese, que conseguiu afundar o Guarani na Série-C, não me parece ser melhor do que o antecessor Cairo Lima. Na minha opinião, dificilmente o Voltaço conseguirá ir tão longe este ano.

Já o Bangu, repleto de jogadores ligados a empresários, conseguiu somar 4 pontos em dois jogos fora de casa. Levou um verdadeiro sufoco do Botafogo, em São Januário, mas saiu com o empate. O juiz Daniel de Sousa foi até gente boa e ignorou um pênalti claro do Rafael Azevedo. Camisa 100 às costas, o volante continua com sua sina de cometer pênaltis desnecessários. Por piedade, para não atrapalhar a festa pelos seus 100 jogos, o árbitro mandou a jogada seguir. O Bangu saiu no lucro.

A lamentar até agora a fragilidade do Duque de Caxias. Também pudera. O time, que seria treinado por Alexandre Gama, perdeu seu comandante na semana da estreia e agora busca um padrão de jogo. Fora isso, os campeões da Copa Rio estão muito abaixo do que poderiam render. Acho que a solução é chamar o interino Mário Júnior para salvar a pátria.

Por fim, o Campeonato está (e continuará assim) esvaziado de público. Atuar para as arquibancadas vazias será a tônica do torneio até o final da 15ª rodada. Hoje, até jogo contra os "grandes" dá prejuízo... E uma solução está longe de aparecer...


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20/01/2014 15h11

Que vença o menor!
Redação SRZD

Foto: Divulgação

É claro que estou felicíssimo com os resultados obtidos pelos nossos times nesta primeira rodada do Campeonato Carioca. E adoro ler nos jornais a desculpa dos "grandes" por não conseguirem vencer na estreia.

Divirto-me lendo sobre a falta de tempo de pré-temporada, de culpar os gramados ruins, de culpar a falta de férias dos jogadores, de culpar os estádios acanhados, de culpar o calor, ou seja, de culpar qualquer coisa, menos enaltecer os méritos do Madureira ou do Resende. O único técnico que eu vi enaltecer o adversário foi o Adílson Batista, que falou da melhor preparação do Boavista.

Era previsível que os "grandes" teriam problemas na primeira rodada, assim como terão também neste meio de semana. Os times "médios" se empenharam mais, é verdade. Terminaram a Copa Rio, contrataram e, com seus elencos modestos, entraram com melhor preparação física para os jogos do verão carioca.

O Madureira sobrou em campo, principalmente no 2º tempo. Quando já estava 3 x 2, ainda mandou uma bola na trave. Não se importou com o calor, com a torcida contra, com o gramado amarelo queimado de Moça Bonita. Simplesmente foi para cima, sem medo e conseguiu o resultado diante do tetra-rebaixado Fluminense.

Uma pena, para o Madureira, é que não enfrentará os quatro "grandes" em sequência. Se isso ocorresse, fatalmente sairia invicto desses confrontos.

Já o Boavista também foi superior ao Vasco, mesmo em São Januário. Não acho que o time de Adílson Batista tenha se reforçado bem para este Estadual. Por isso, o tropeço em casa. Surpreendido por uma equipe bem armada pelo técnico Américo Faria e que contou com um inspiradíssimo Getúlio Vargas, defendendo um pênalti aos 37 minutos do 2º tempo.

Ano passado, quando ainda jogava pelo Bangu, Getúlio não conseguiu pegar uma única penalidade máxima. Por isso, temi pela sorte do Boavista naquele lance. O empate acabou sendo um prêmio para o time de Bacaxá, que agora, tem o Madureira pela frente. Um duelo que colocará frente a frente, dois dos melhores times "médios" deste Campeonato.

O Resende, que foi o 5º colocado em 2012 e 2013, quer manter a hegemonia e começou bem. O empate em 1 a 1 com o Botafogo, no Raulino de Oliveira, foi injusto ao meu ver. O Resende teve chances para vencer. Geovane Maranhão, o autor do gol, perdeu outras oportunidades. Mas foi o time de Eduardo Húngaro quem colocou duas bolas na trave no 2º tempo. Paulo Campos deve ter agradecido o apito final. Mesmo enfrentando um Botafogo com apenas dois titulares, o empate foi um bom negócio para os dois times.

O único clube que decepcionou minha torcida neste final de semana foi o Audax. Acompanhei a partida pela TV Bandeirantes e sucessivamente ouvia comentários do Edmundo dizendo que o time laranja era favorito absoluto para o rebaixamento este ano. Não pensava assim do Audax, mesmo sem o apoio do grupo Pão de Açúcar. A equipe do técnico Válber realmente não atuou bem mesmo diante de um Flamengo cheio de reservas. A derrota por 1 a 0 foi merecida. O atacante Washington - que estava no Brasiliense - não fez absolutamente nada e quem salvou o time foi o goleiro Yamada, com defesas dificílimas.

Se continuar assim, passarei a dar razão ao Edmundo e colocar o Audax entre os favoritos para a 15ª ou a 16ª colocação.

Que venha logo a segunda rodada... onde torcerei por Bangu, Volta Redonda, Bonsucesso e Macaé.


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16/01/2014 11h26

Um Bangu x Friburguense para 140 mil pessoas
Carlos Molinari

Quantos torcedores estarão no estádio Eduardo Guinle na tarde de sábado para prestigiar a estreia de Friburguense e Bangu? 

Em 2013, os dois times também fizeram o primeiro jogo do Campeonato entre si e exatas 900 pessoas (segundo o borderô maquiado da FFERJ) assistiram a vitória do Friburguense por 2 a 1. 

Para o time da Serra, parece que nada mudou. O regresso do técnico Gérson Andreotti, que treinou o Macaé no segundo semestre, faz o Friburguense de 2014 se parecer muito com o de 2013. Até o atacante Ziquinha voltou, depois de um empréstimo ao mesmo Macaé. 

O Bangu, um pouco mais reformulado, espera contar com seus fanáticos torcedores. A Banfiel, por exemplo, colocou um ônibus à disposição da galera. Para embarcar rumo à Nova Friburgo, a passagem custa 50 reais. 

Mesmo assim, não vejo tanta animação nem de um lado, nem de outro, apesar da promoção da diretoria do Frizão, que colocou a inteira custando 20 reais e a meia, claro, por 10 reais. Ou seja, valores do ano passado, desconsiderando totalmente a inflação brasileira, que chegou a quase 6% ao ano. 

Enfim, insisto em falar do público que teremos neste sábado, justamente para lembrar que Bangu e Friburguense - na época em que o clube serrano ainda se chamava Fluminense de Nova Friburgo (a mudança de nome só se deu em 1980) - já tiveram mais de 140 mil espectadores a admirar seu futebol numa única tarde. 

Bangu em 1976. Foto: ReproduçãoFoi no dia 5 de dezembro de 1976, no Maracanã. Bangu e Fluminense de Nova Friburgo jogavam pelo Torneio da Integração (que era uma espécie de Copa Rio da época). Pelas antigas roletas do estádio, passaram 146.043 pagantes - o dobro da capacidade do estádio atualmente. 

Nenhuma delas, no entanto, estava interessada em ver o confronto, que se iniciou às 15 horas, como uma mera preliminar. Todos ali, queriam assistir a semifinal do Campeonato Brasileiro entre Fluminense x Corinthians, numa partida que foi marcada pela invasão corintiana, com os paulistas sobrepujando em número e em vozes os tricolores do Rio.

Curioso que o Fluminense de Nova Friburgo, por levar o mesmo nome do rival do Corinthians naquela tarde, logo despertou a ojeriza dos paulistas, que passaram a apoiar o Bangu. Os gritos de "Nense, Nense" eram abafados facilmente pelos fiéis corintianos. Talvez até por gratidão a Paulo Borges, craque que saiu do alvirrubro para o alvinegro oito anos antes, eles estavam ao lado do time da Zona Oeste.

Fundado em 1921, o Flu de Friburgo não era tricolor como hoje. Atuava com as cores azul e branca. O vermelho só viria em 1980, quando se fundiu com o Serrano local e virou o Friburguense. O Bangu, com seu uniforme tradicional, abriu a contagem com um gol de Jorge Nunes no 1º tempo, enquanto muita gente ainda estava entrando no estádio e outras tantas mil pessoas permaneciam na fila, que dava voltas pela Rua Mata Machado. 

Na etapa final, começou a chover no Rio. Aos 10 minutos do 2º tempo, o temporal tomava conta do Maracanã e os dois times maltratavam o gramado - o que viria a prejudicar o rendimento de Flu e Corinthians depois. 

O Bangu se saiu melhor no "pólo aquático": Luisão fez 2 a 0 e Gilberto ampliou para 3 a 0, enquanto a torcida, encharcada, queria mesmo era que a preliminar acabasse logo e os semifinalistas do Brasileirão entrassem em campo. 

A história da "invasão corintiana", o dramático jogo que se seguiu e a classificação dos paulistas nos pênaltis - em um gramado impraticável - são conhecidas de todo bom conhecedor de futebol. A história de um Bangu e Friburguense que teve um público superior a 140 mil pessoas, creio eu, é um pouco mais obscura.

Meu palpite para sábado

Jogar no Eduardo Guinle não é fácil. O Friburguense tem um treinador tarimbado e jogadores experientíssimos, como Sérgio Gomes, Cadão, Bidu, Ziquinha e Abedi. O Bangu que coloque as "barbas de molho". Porém, o técnico Mazolinha também é tido como um homem de sorte. E o alvirrubro tem seus trunfos, como o zagueiro Carlos Renan e o excelente Almir. 

Das 17 vezes que os times se enfrentaram lá na Serra, o Friburguense venceu 6, o Bangu ganhou 3 jogos e ocorreram 8 empates. 

Vou seguir o retrospecto: teremos um novo empate neste sábado!


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15/01/2014 15h46

Um presidente peitudo
Redação SRZD

Conheci o presidente Elias Duba, do Madureira, em 2007, durante um jogo do Campeonato Carioca da 2ª Divisão. Era uma partida entre Angra dos Reis x Bangu e ele estava na arquibancada, do meu lado, lá em Angra, e comentávamos o andamento do jogo. Naquela época, o Bangu era, praticamente, uma filial do Madureira, vários jogadores pertenciam ao tricolor suburbano.

Depois disso, nunca mais o encontrei, mas sempre admirei o pulso firme com que ele administra o próprio clube. Quem vai à rua Conselheiro Galvão, volta impressionado como o Madureira é organizado, arrumado, pintado, com uma boutique de produtos, com uma sala de troféus intacta.

Elias DUba, presidente do Madureira há 22 anos. Foto: aovascotudo.com.br

Elias Duba é o presidente do Madureira há 22 anos (foi eleito em 1992), acho que isso é um recorde no país. Porém, nessas duas décadas, o Madureira se tornou uma participante assíduo da 1ª Divisão do Estadual, desde 1994, sem nenhum rebaixamento. Foi vice-campeão em 2006 e conseguiu subir da Série-D para a Série-C, onde se mantém até hoje.

Morador do próprio bairro suburbano, dono de uma confecção e dizem, possui inúmeras lojas alugadas pelo calçadão de Madureira, assim como boxes no Mercadão e até no Ceasa. Sem problemas financeiros, pode-se dizer, que também empresta recursos quando as coisas vão mal. Para o Tricolor Suburbano, a sorte mudou desde que ele assumiu o cargo.

"Eu consegui melhorar o Madureira. O time estava há dez anos na Segunda Divisão. No meu primeiro ano, subimos. O clube nem era do ranking da CBF e, hoje é o 59º. No Rio, está atrás do Duque de Caxias (52º), do Macaé (57º) e dos grandes. O Madureira é a quinta força" - declara, confiante.

E só um presidente assim poderia peitar a tabela do Campeonato Carioca. Logo na primeira rodada, Madureira x Fluminense, já há um problema. A TV quer que o jogo seja em Moça Bonita, pela comodidade da própria transmissão, já que o estádio Aniceto Moscoso não possui refletores. Elias Duba bate o pé e diz que a partida do dia 18 de janeiro, já neste sábado, será em casa, afinal o mando de campo é seu.

Resta saber como Elias Duba irá dobrar a detentora dos direitos de transmissão. O presidente da Federação é seu amigo pessoal e, na FFERJ, não haveria objeções para que o jogo fosse em Madureira. O problema é que, desde 2008, é a TV que escolhe onde será cada partida. Assim, um Madureira x Fluminense pode muito bem ser em Volta Redonda. Basta a TV querer. No caso, decidiram que vai ser em Bangu e pronto.

Essa batalha, o "Poderoso Chefão" de Madureira perdeu. A TV foi mais forte e até agora não há indícios de que a FFERJ tenha mudado a tabela. Por isso, Elias Duba já se envolve em outro imbróglio: ataca o goleiro Getúlio Vargas, que tinha um pré-contrato com seu clube, mas preferiu assinar com o Boavista e ainda acusar o Tricolor Suburbano de não ter sequer médicos para cuidar dos atletas.

Neste caso, o Madureira vai à Justiça exigir que o goleiro pague uma multa de um mês de salário. Do jeito que Elias Duba é "peitudo" tenho certeza que o Getúlio Vargas não vai ter paz neste início de ano.



10/12/2013 18h49

Eu torci pelo rebaixamento
Carlos Molinari

Torcedores. Foto: Divulgação

Podem dizer que sou recalcado. Talvez seja mesmo. Mas, no domingo, torci muito para que Fluminense e Vasco fossem rebaixados. Era uma questão de honra pra mim. 

Lembro-me bem do Campeonato Brasileiro de 1988 quando, pela última vez, dois clubes do Rio tinham caído da Série-A para a Série-B. Na época, Bangu e América foram de mãos dadas para o inferno, de onde nunca mais voltaram.

A imprensa não ligou muito. Bangu e América podiam cair à vontade. Ninguém choraria por eles. O Bangu do goleiro Palmieri, do meia Arturzinho, do atacante Macula. O América do goleiro Paulo Vitor, do zagueiro Dedé, do atacante Paloma. 

E, assim, a Federação do próprio estado do Rio foi implodindo seus clubes. Na época do Caixa D´Água, a sua maior preocupação era beneficiar o Americano. Por duas vezes, o time bateu na trave. Foi eliminado nas semifinais da Série-B e perdeu a chance de ascender. O alvinegro de Campos era o único clube do Rio que conseguia fazer boas campanhas na Segundona Nacional. 

O América se apequenou e por muitos anos disputou a Série-C, quando este era um torneio inexpressivo. O Bangu, alegou falência, e desistiu de participar da Série-B em 1996. 

Volta Redonda, nos anos 90, e Duque de Caxias, recentemente, conseguiram um feito: subiram de uma divisão para outra, para logo depois caírem de novo. 

Hoje, o Rio de Janeiro tem menos times na 1ª Divisão do que o estado de Santa Catarina. Fruto não só da incompetência dos dirigentes dos clubes cariocas. Fruto também de uma Federação que jamais se preocupou em apoiar seus próprios filiados. 

Ao contrário. Neste mesmo ano de 2013, a Federação se divertiu com as partidas dos "grandes" do Rio fora do estado. Rubinho & Cia. pediam cotas da renda que chegavam a 10%. Assim, aquela arrecadação fabulosa obtida nos jogos em Brasília, tinham uma quantia certa indo para os cofres de quem nada fazia, apenas detinha o direito de liberar ou não o clube para se apresentar em outro território.

Vasco e Fluminense, evidentemente, irão subir em 2014. A questão é simplesmente matemática. Faturam, por ano, algo acima de 70 milhões de reais, só com cotas de televisão. Um valor que os demais rivais da Série-B jamais sonharam. Quanto recebe o Atlético Goianiense, por exemplo? E o Bragantino? E o Luverdense? 

Não há como comparar. O poderio econômico faz a diferença e é por isso que todos os "grandes" que caem, sobem imediatamente. 

Mas, pra mim, valeu o susto. Trouxe à tona a fragilidade dos clubes do Rio que agonizam em todas as divisões do Campeonato Nacional. Este ano, Madureira e Duque de Caxias suaram sangue para fugir do rebaixamento à Série-D. 

Em entrevista datada de setembro, o presidente da Federação do Rio reclamou que "forças ocultas" estariam prejudicando os clubes do estado nas competições nacionais. 

"Existe um complô contra o Rio de Janeiro. Forças ocultas estão trabalhando contra o Rio de Janeiro nas Séries A, B e C. Não existe tratamento isonômico e nem boa vontade. O Rio cometeu o pecado de ganhar várias competições nacionais. O Vasco levou a Copa do Brasil, o Flamengo e o Fluminense o Brasileirão e isso não passa impune aos invejosos e querem ter a hegemonia do futebol nacional - que sempre foi do Rio de Janeiro".

Tolice. Falta é um comprometimento maior da Federação em auxiliar seus próprios filiados, especialmente os clubes de menor investimento. Só assim, o Rio voltará a ter a hegemonia do futebol nacional. 

Em tempo: o último presidente que reclamou das "forças ocultas", renunciou ao mandato após nove meses de presidência...


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26/11/2013 16h37

Um campeão inédito
Carlos Molinari

 Foto: reprodução

Foi um título inédito e também inesperado no início da competição. Muito se falou do Volta Redonda, que aparecia como franco favorito. E todo mundo foi se esquecendo do Duque de Caxias.

Na primeira fase, com os atletas que não eram utilizados na Série-C, o Duque foi extremamente discreto. Em 8 jogos, em um grupo relativamente fácil, venceu quatro, empatou um e perdeu três. Perdeu até mesmo para o Quissamã. Fez apenas 7 gols. Ficou em segundo lugar e se classificou. 

A equipe, treinada pelo auxiliar técnico Mário Júnior, ganhou um grande reforço na segunda fase. Depois que o próprio auxiliar livrou o Duque do rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série-C, ele pode contar com jogadores que figuravam no primeiro elenco do clube, como o atacante João Carlos. 

A partir daí, o Duque melhorou sensivelmente e foi o líder do Grupo E, com 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Está aí a diferença de um elenco montado para uma competição nacional e elencos armados para participar da Copa Rio. Não há comparação. Mesmo agonizando na Série-C, aquele time do Duque era muito forte para a deficitária competição estadual.

Nas semifinais, o time não tomou conhecimento do Bangu que, fazia, até então, uma boa campanha. A goleada por 4 a 1 logo no primeiro jogo, acabou com qualquer pretensão dos alvirrubros. O Duque estava na final, graças aos esforços de Digão, João Carlos, André Gomes e Leandro Cruz. 

O último adversário era o Boavista, que venceu a primeira partida da decisão, em Xerém, por 1 a 0. O time de Emanoel Sacramento foi outra surpresa desta Copa Rio. Normalmente, o "Verdão de Bacaxá" faz uma Copa Rio discreta e investe tudo no Estadual. Este ano, o clube mudou a estratégia. Passou pelo primeira fase como líder do Grupo A. Depois, ficou em segundo lugar na segunda fase e eliminou o Voltaço nas semifinais dentro do Raulino de Oliveira.

A decisão, porém, foi toda à feição do Duque. Logo no primeiro minuto de jogo, Digão fez 1 a 0 e apagou a vantagem do Boavista. O Duque sofreu o empate, mas foi valente para buscar o segundo gol - novamente Digão - e, já na casa dos 41 minutos do 2º tempo, alcançar o gol do título, graças ao zagueiro Emerson. 

A vitória por 3 a 1 era a prova de que o Duque merecia o estranhíssimo troféu da Copa Rio. Ganhou, como prêmio, a vaga na Copa do Brasil de 2014. O Boavista garantiu-se na Série-D do ano que vem. 

A alegria do técnico Mário Júnior só não foi completa porque, para 2014, o Duque já acertou contrato com Alexandre Gama, mais experiente. 

 

Resta saber se o Duque irá continuar com a base da Copa Rio - o que sempre é insuficiente - ou se trará alguns reforços para o Estadual. 

O Nova Iguaçu, este ano, apostou que poderia se garantir no Campeonato Carioca com o mesmo elenco que ganhou a Copa Rio em 2012 e teve problemas para se manter na 1ª Divisão, chegando em 14º lugar. 

Só se faltar recursos, o Duque repetirá o mesmo erro. 

Em tempo: 618 pessoas presenciaram a decisão da Copa Rio. Eu acho muito...

 

Clubes

Pts

J

V

E

D

GP

GC

SG

Duque de Caxias

32

18

10

2

6

21

15

6

Boavista

35

18

10

5

3

24

16

8

Volta Redonda

38

16

12

2

2

25

8

17

Bangu

28

16

8

4

4

18

12

6

Madureira

23

14

6

5

3

22

14

8

Audax

21

14

6

3

5

18

15

3

Olaria

20

14

6

2

6

14

15

-1

América

17

14

4

5

5

14

17

-3

Goytacaz

14

8

4

2

2

10

5

5

10º

Ceres

13

8

3

4

1

12

11

1

11º

Resende

12

8

3

3

2

10

8

2

12º

Friburguense

10

8

3

1

4

11

9

2

13º

Cabofriense

9

8

2

3

3

13

9

4

14º

Nova Iguaçu

8

8

2

2

4

9

13

-4

15º

Bonsucesso

7

8

2

1

5

5

10

-5

16º

Macaé

5

8

1

2

5

6

12

-6

17º

Sampaio Corrêa

4

8

1

1

6

6

17

-11

18º

Quissamã

4

8

1

1

6

2

14

-12

19º

Barra da Tijuca

3

8

1

-

7

5

14

-9

20º

São Gonçalo

2

8

-

2

6

4

15

-11



11/11/2013 18h26

É hora da onça beber água
Carlos Molinari

Foto: Divulgação

Chegou a hora da decisão. Até agora, foram 14 rodadas, com partidas fracas tecnicamente, jogos monótonos, estádios fechados ao público, tapetão beneficiando um clube e prejudicando outro, mas, chegamos aos quatro semifinalistas da Copa Rio.

E quem chegou até aí mereceu. Foram as quatro melhores campanhas, sendo que o Volta Redonda foi, disparado, o melhor time da competição.

Neste domingo, porém, o Voltaço foi com seus reservas enfrentar o Bangu, que também não quis nada com a bola. O empate em 0 a 0 deixou os dois em ótima situação. As duas equipes fazem o segundo jogo das semifinais em casa, graças ao critério do índice técnico.

Classificação................Pts...J...V...E...D...GP...GC...SG

1º Volta Redonda.........37..14..12..1...1...24....6...+18
2º Bangu.......................28..14...8...4...2...17....7...+10
3º Boavista...................28..14...8...4...2...20...12....+8
4º Duque de Caxias.....23..14...7...2...5...13...12.....+1

Quarta-feira teremos: Duque de Caxias x Bangu e Boavista x Volta Redonda. As partidas ocorrerão em Xerém e em Austin.

Se pudesse apontar resultados possíveis para estes dois confrontos, diria que o empate deve prevalecer.

O Duque de Caxias, do técnico interino Mário Júnior, foi a grande surpresa desta Copa Rio. Começou a competição com um time reserva, já que os titulares estavam envolvidos na Série-C. Passou pela primeira fase e foi o líder da segunda fase. Os principais nomes são o veterano Leandro Cruz, o bom goleiro Fernando, o atacante João Carlos, o lateral-direito Dudu e o volante André Gomes.

Seja como for, o Duque de Caxias já faz sua melhor campanha na história da Copa Rio. Atingir as semifinais é algo inédito. Antes disso, o clube tinha sido o 5º colocado nos anos de 2007 e 2008.

O Bangu, do técnico Mazolinha, tem uma equipe extremamente jovem. Porém, apesar da falta de experiência, a garotada é habilidosa e comprometida. O time tem a segunda melhor campanha da competição e grandes possibilidades de chegar à final. Os destaques são o artilheiro Rodrigo Pinho, o meia Thiago Galhardo, o zagueiro Carlos Renan e o surpreendente goleiro Luís Guilherme, que começou mal e depois foi ganhando ritmo de jogo. O clube persegue o título da Copa Rio, depois de ter sido vice-campeão em 2010 e 2012.

O Boavista é outra grata surpresa nesta Copa Rio. Normalmente, o clube não investe no segundo semestre. O time de Bacaxá não fez questão de atuar em casa e mandou seus jogos em Austin, com portões fechados. O técnico Emanoel Sacramento conseguiu transformar um grupo sem grandes destaques individuais em uma equipe coesa e difícil de ser batida. A defesa é o ponto alto, com o goleiro Marcelo Carné e o lateral-direito Paulo Barrach como principais nomes. O meia Giovanni também é outro jogador que dá trabalho. No entanto, a rapaziada não vence há quatro jogos.

Ser semifinalista é uma façanha para o Boavista que, até então, tinha como melhor resultado na Copa Rio um 5º lugar em 1994, quando o clube ainda se chamava Barreira.

Para terminar esta análise, o favorito ao título é o Volta Redonda. Não só pela melhor campanha na competição, mas pelo time montado pelo técnico Cairo Lima. Se o meia Gláuber conseguir disputar as partidas finais, o Voltaço se torna um adversário perigosíssimo. Numa equipe repleta de bons jogadores, como o artilheiro Tiago Amaral, o goleiro Gatti, o atacante Preto, o volante Bruno Barra, o otimismo da imprensa local se justifica. Ninguém pensa em perder a Copa Rio. Todos crêem que o pentacampeonato da Copa Rio ocorrerá ainda este mês.

Quarta-feira eu já até pedi folga no serviço. Quero acompanhar todas as emoções das semifinais da Copa Rio que, pra mim, tem mais valor do que uma Libertadores da América.

Tapetão

Foto: reproduçãoDepois falam que eu sou cri-cri... Mas o América conseguiu paralisar até mesmo o Torneio Especial Sub-15 e Sub-17 alegando que o Campo Grande incluiu jogadores irregulares.

O Torneio Especial para garotada abaixo dos 15 e dos 17 anos é uma taça quase amistosa, feita apenas para os clubes não ficarem parados e que envolve o América, o Campo Grande, o São Cristóvão, o Mesquita, o Condor e o União de Marechal Hermes.

É ridículo o América acionar novamente o TJD até mesmo em competições que não valem vaga para nada.

Daqui a pouco, nenhum clube do Rio vai aceitar disputar competições em que o América estiver inscrito.

Até mesmo a FIFA faz vista grossa e deixa a Nigéria ser campeã mundial sub-17 com um time repleto de "gatos".

Em tempo: o América perdeu para o Campo Grande no sub-17 por 4 x 0 e por 3 x 2 nas semifinais. E no sub-15 caiu por 2 x 1 e empatou em 1 x 1, também pelas semifinais, contra o Galo da Zona Oeste.


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02/11/2013 09h30

O time dos recordes
Carlos Molinari

 Foto: Reprodução/ Jornal Diário do Vale

Como é divertida a vida do torcedor do Volta Redonda. São poucos, é verdade. Muitos continuam desconfiados, achando que a fabulosa sequência da Copa Rio se deve à fragilidade dos adversários. 

"O meu medo é justamente esta campanha de sucesso na Copa Rio mascarar, e os dirigentes acharem que para o Estadual está tudo pronto. É bem diferente. No Estadual todos os times se armam bem" - reclamou um torcedor após a vitória sobre o Bangu, na quarta-feira.

Reticentes e ausentes. Contra o Bangu, os ingressos foram distribuídos gratuitamente a quem quisesse entrar no Raulino de Oliveira. Contra o América, na noite de sexta-feira, pelo menos, 813 pessoas foram ver a 11ª vitória consecutiva. Mais uma e será recorde entre os times de médio porte. 

O Itaperuna, no Campeonato Carioca da 2ª Divisão em 1993, também conseguiu 11 vitórias seguidas. Na época, fez 13 gols e sofreu 1, ascendendo à 1ª Divisão no mesmo ano. 


A campanha do Volta Redonda é mais impactante ainda. Primeiro porque é em um competição um pouco mais gabaritada e depois, porque o time não sofre gols. Isso se explica não só pela ótima forma do goleiro Gatti (contra o Bangu ele teve algum trabalho), mas também pelo excessivo rigor defensivo dos adversários do Voltaço.

O América, por exemplo, foi ao Raulino de Oliveira com três zagueiros, três volantes e apenas um homem de frente. Queria o 0 x 0 a todo custo. Acabou levando dois gols na etapa final. O segundo, em uma falha do goleiro Bernardo.

O técnico Cairo Lima, que está no clube desde o 2º turno do Estadual, tem um time certinho, sem grandes destaques individuais. Gatti, Preto, João Paulo, Tiago Amaral, Gláuber, Sassá, Bruno Barra, seriam nomes que não assustariam tanto assim. No entanto, entrosados, cheios de jogadas ensaiadas, o Volta Redonda já anotou 22 gols e sofreu apenas três nesta Copa Rio.

Esses três gols aconteceram na partida contra a Cabofriense, na primeira fase. O Volta Redonda perdia por 3 a 1 e atuava com os reservas. O time de Cabo Frio ainda tinha um pênalti a seu favor. Éberson chutou e o suplente Mota defendeu. O Voltaço reagiu e foi alcançar a virada por 4 a 3.

Agora, na segunda fase da Copa Rio, o time desfruta de posição confortável. O Grupo F parece uma barbada. Olaria, Bangu e América não possuem elenco para impedir outras três vitórias do Voltaço. Se tudo correr como o previsto, o time alcançará 14 vitórias sucessivas. 

E os jogadores estão animados. Gostam desses tabus. Gatti ainda não sofreu gols, depois de mais de 900 minutos. O time mantém os 100% de aproveitamento. Tiago Amaral dispara na artilharia. Até onde isso vai? 

A comissão técnica sabe. O Volta Redonda é o mais sério concorrente ao título. Faz o melhor trabalho entre os oito sobreviventes. Possui o apoio financeiro da CSN, garantido por mais um ano. E quer chegar ao pentacampeonato da Copa Rio para disputar a Série-D em 2014.

Ainda faltam sete partidas, mas a distância até o título parece menor. Talvez, o Boavista consiga fazer alguma frente, talvez. 

A campanha impressiona. Nem mesmo quando ganhou seus outros títulos (em 1994, 1995, 1999 e 2007), o Volta Redonda foi tão bem.

Em 1994, ganhou 9 vezes, empatou 5 e perdeu 3.

Em 1995, ganhou 4 vezes e empatou outras 4. Foi campeão invicto, levando apenas um gol. 

Em 1999, venceu 13 vezes (um recorde a ser batido por este grupo), empatou 3, perdeu 2.

E em 2007, venceu 6 jogos, empatou 4 e perdeu 2.

O Volta Redonda quer voltar a ser a maior força do interior do Estado. 

Do jeito que está, será o melhor dos "pequenos" mais uma vez.


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