Britânicos projetam carro que atingirá mais de 1.600 km/h
Pablo Carrilho | Automóveis | 23/10/2008 16:04
A mesma equipe que em 1997 construiu o Thrust SSC, primeiro veículo terrestre a ultrapassar a barreira do som, , já iniciou o projeto do Bloodhound, que poderá atingir 1.690 Km/h.
O veículo, que mede 8 metros e pesa 6,4 toneladas, será impulsionado por um foguete acoplado à turbina de um caça. Suas rodas vão ter 90 centímetros de diâmetro e serão produzidas com um titânio de alta qualidade para suportar a velocidade em que vão girar. O carro irá acelerar de 0 até 1,690 km/h em apenas 40 segundos. Ao atingir a velocidade máxima, a pressão do ar dentro na carenagem, de fibra de carbono e titânio, excederá 12 toneladas por metro quadrado.
"Isso é uma grande aventura da engenharia", disse o diretor técnico do Bloodhound, John Piper.
A idéia inicial para a construção do carro mais rápido do mundo partiu de Paul Drayson, novo Secretário para Ciência britânico. Quando era funcionário do Ministério da Defesa, Drayson sugeriu a Richard Noble, chefe do projeto, o desenvolvimento de algo que pudesse chamar a atenção e estimular as crianças nas escolas para seguirem carreira em ciência e tecnologia.
Drayson ofereceu ao time a turbina EJ200 do caça Typhoon Eurofighter. Essas turbinas já não servem mais para serem usadas em combate, mas são úteis para alimentar o carro supersônico. No entanto, a maior parte da energia para o Bloodhound atingir a velocidade do som será fornecida por um foguete.
O escolhido para guiar o supersônico é o piloto da Força Aérea Real (RAF) Andy Green, o mesmo que alcançou 1.200 km/h com o Thrust SSC há 11 anos. Green admite que o desafio é arriscado, mas garante que o carro está sendo projetado para aumentar sua segurança. "Isso garante que será zero risco? Não. A vida sem riscos é interessante? Não.", afirmou.
"Vale a pena correr o risco por esse projeto pois se trata de um desafio enorme e uma grande recompensa no final. Não apenas pelo recorde, mas para inspirar a próxima geração de engenheiros a dividir a experiência com todas as crianças do país", disse o piloto.
A equipe já está trabalhando no projeto há 18 meses, e a expectativa é de que a demonstração do carro seja feita em 2011. Mesmo com o empréstimo da turbina pelo Ministério da Defesa, ainda é preciso arrecadar cerca de £10 milhões (R$ 38 mi) para que seja concretizado. Os engenheiros ainda procuram um local ideal para a tentativa de atingir o novo recorde.
Logo abaixo, confira algumas fotos de divulgação do Bloodhound:



Fotos: Divulgação
Peugeot anuncia vencedor de concurso de design futurista
Anunciautos | Automóveis | 09/10/2008 17:19
A Peugeot anunciou no Salão de Paris o vencedor do seu 5º Concurso de Design. O premiado é Carlos Arturo Torres Tovar, colombiano de apenas 25 anos. O jovem designer provou ser o melhor entre dezenas de candidatos com o seu veículo futurista: o ''RD''.
Em segundo lugar ficou um estudante de design turco, com o seu ''ego'', que quase conseguia ultrapassar as votações do primeiro classificado.
O ''RD'' vai agora ser transformado em tamanho real e, em abril de 2009, será apresentado no Salão do Automóvel de Xangai, na China.
Nesta edição do Concurso de Design, o desafio da Peugeot passava por imaginar um automóvel urbano numa cidade futurista.
Logo abaixo, confira fotos do projeto vencedor:



Fotos: Divulgação
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Lamborghini Estoque é lançado no Paris Motor Show
Lamborghini Estoque é lançado no Paris Motor Show
Anunciautos | Automóveis | 03/10/2008 14:17
Há pouco tempo, a Lamborghini surpreendeu o mundo automotivo por anunciar planos para desvendar um novo conceito no próximo Paris Motor Show. Na sequência do anúncio, foram liberados varias imagens mostrando parte do conceito.
Agora já é possível confirmar que o novo modelo da Lamborghini será um quatro portas como esperado. O novo Lamborghini Estoque vai estar em exibição, nesta semana, no Paris Motor Show.
O Estoque terá comprimento de 5,15 metros e um visual pra lá de invocado. Trata-se de um cupê de quatro portas, com linhas inspiradas nos demais carros da marca. Os faróis, porém, são mais finos, e o pára-choque dianteiro apresenta grandes entradas de ar. A linha de cintura é bem alta, o que torna os vidros baixos, como nos superesportivos. A traseira é mais larga que a frente, dando mais robustez. Revelada anteriormente, a lanterna também é fina e dá a cara de um sedã para a traseira do Estoque.
Sob o capô, ele traz o mesmo V10 de 560 cv que equipa o Gallardo LP-560. Naturalmente, a tração é integral. Especula-se que a versão de produção chegará ao mercado em 2010, com motores V8 supercharger, além de uma versão híbrida e outra com o V12 turbodiesel vindo do Audi Q7. O modelo chegará para aquecer a briga entre os sedãs de montadoras especializadas em superesportivos. A Porsche atacará de Panamera, enquanto a Aston Martin mostrará o Rapide. E, pelo visto, a Mercedes-Benz precisará efetuar boas mudanças no CLS, precursor deste segmento.
Logo abaixo, confira fotos do novo Lamborghini Estoque:



Fotos: Divulgação
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Test-drive - Renault Sandero Stepway
Motor Haus | Automóveis | 02/10/2008 14:39

Foto: Divulgação
O mercado brasileiro é cheio de peculiaridades, e olha que não estamos falando dos carros populares. Hoje, uma das grandes coqueluches é o segmento de "aventureiros light". Inaugurado pela Fiat, a categoria não demorou a ganhar novos integrantes, seduzidos pela receptividade aos modelos com visual "pseudo off-road".
A Renault percebeu o poder deste tipo de automóvel, e tratou de agir rápido. O Sandero Stepway chega para encarar VW CrossFox, Citroën C3 XTR e Fiat Palio Trekking, concorrentes diretos do hatchback em termos de preço.
Em evento realizado na última sexta-feira (26) pela montadora, o Motor Haus teve a oportunidade de realizar um rápido test-drive do novo modelo pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo (SP).
Apesar do curto trajeto, foi possível comprovar como o Stepway chama a atenção no trânsito. A aparência é, de fato, o grande chamariz do carro. Além das rodas de 16 polegadas, calçadas com pneus 195/60 R16 desenvolvidos exclusivamente para o veículo, os adereços nas cores preta e prata formam um conjunto esportivo e sem exageros. A marca ainda oferece cinco opções de adesivos para personalizar o carro.
Internamente, o Stepway tem personalidade. Os grafismos do painel e o revestimento de bancos e painéis de porta são dois bons exemplos. O espaço interno é o grande destaque, com a possibilidade de acomodar três passageiros no banco traseiro, mas a localização dos comandos de vidros e travas elétricas poderia ser melhor.
Ao volante, a posição de dirigir mais elevada agrada e dá uma sensação de segurança. O câmbio possui engates precisos, mas a embreagem de curso curto pode não agradar a todos. O motor 1.6 16V Hi-Flex, adotado em Logan e Mégane, gera 112 cv se abastecido com álcool e 107 cv com gasolina e é esperto mesmo em baixas rotações.
O Sandero Stepway chega ao mercado com preços competitivos. A versão de entrada será vendida por R$ 44 mil, mas oferece apenas direção hidráulica de série. Equipado com ar-condicionado, vidros e travas elétricas o valor total beira os R$ 49 mil, pouco menos do que a concorrência.
Com um bom conjunto e uma atraente relação custo/benefício, o Stepway promete dar trabalho e mostra que o segmento dos aventureiros urbanos ainda reserva boas surpresas para os próximos anos.
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Divulgada primeira imagem do novo Gol sedã
Primeira Ferrari Califórnia é leiloada por US$ 520.000
Anunciautos* | Automóveis | 25/09/2008 16:23

Fonte: Divulgação
A primeira unidade do esportivo italiano Ferrari Califórnia foi arrematada por US$ 520.000 na última segunda-feira dia 22, por um sortudo comprador não identificado, durante a abertura oficial de sua nova fábrica em Maranello. O valor, que será doado a uma instituição de caridade, é quase três vezes mais alto do que o que deverá ser praticado pela fábrica italiana com o modelo.
A novíssima Ferrari Califórnia leva um potente motor V8 de 4.3 litros que gera até 460cv de potência com uma nova injeção direta. O modelo deverá começar a ser vendido no início do ano que vem, e será apresentada pela primeira vez à imprensa e ao público em outubro deste ano no Salão do Automóvel de Paris.
O evento de lançamento da nova fábrica contou com a presença de várias celebridades, incluindo Michael Schumacher, Arnold Schwarzenegger, Felipe Massa e Kimi Räikkönen.
Para a conclusão da fábrica, que tem 20.000 m², foram necessários 18 meses de trabalho e investidos cerca de US$ 40 milhões. No local, serão construídos 20 carros por dia e serão empregados cerca de 2.700 funcionários.
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Volvo XC60 é mais uma atração do Salão do Automóvel
Anunciautos* | Automóveis | 18/09/2008 21:42
Os brasileiros poderão conferir no Salão do Automóvel de São Paulo a grande novidade da Volvo: o inédito crossover compacto XC60. O modelo deverá começar a ser comercializado no país em dezembro deste ano e contará com motorização T6 Turbo a gasolina, que chega a 285 cavalos de potência.
A grande novidade do XC60 da Volvo, fabricante sueca famosa pela segurança em seus veículos, é o City Safety um interessante sistema que pode evitar as famosas "batidinhas de trânsito" causadas pela distração dos motoristas. Caso exista a chance de um leve impacto, o sistema aciona os freios do veículo para reduzir ou até mesmo evitar a colisão iminente em velocidades mais leves.
Os principais concorrentes do modelo são o Toyota RAV4, o BMW X3, o Land Rover Freelander 2 e o Volksvagen Tiguan que deverá chegar ao Brasil ano que vem.
Confira algumas fotos logo abaixo:


Fotos: Divulgação
Divulgada primeira imagem do novo Gol sedã
Motor Haus | Automóveis | 28/08/2008 14:02

Fonte: Divulgação/Volkswagen
O próximo membro da família Gol está próximo de chegar ao mercado nacional. Ao contrário de todo o mistério que cercou o lançamento do Gol, desta vez a Volkswagen não fez tanta questão de esconder a cara da "versão sedã" - nome dado ao veículo pela própria marca - do hatchback mais vendido do país. Entretanto, é preciso admitir que a montadora soube esconder muito bem as formas do carro, minimizando quaisquer chances de flagrantes por parte da imprensa especializada.
A primeira imagem oficial divulgada pela Volkswagen não mostra detalhes principais do carro, como a traseira. Mas a foto revela que o design da versão três-volumes não deve causar o mesmo impacto das linhas do Gol, característica comum em automóveis derivados de hatchbacks.
A traseira, porém, parece contar com alguns vincos, especialmente na tampa do porta-malas. Ao que parece, a peça deve seguir a linha do Passat, com um sutil aerofólio destacado na parte superior. As semelhanças com o sedã grande da marca, porém, devem parar por aí. As lanternas não devem invadir a tampa, como ocorre também com Polo Sedan e Jetta.
Mas o maior mistério ainda é o nome do modelo. Conforme foi dito acima, a própria Volkswagen se refere ao carro como "a versão sedã do Gol", e a placa do carro fotografado não ajuda a acabar com o dilema.
Especula-se que a marca deve ressuscitar a nomenclatura Voyage, que conta com inúmeros adeptos, mas não se surpreenda caso a escolha recaia sobre Gol Sedan. Como se vê, ainda teremos muita emoção nos próximos capítulos.
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Chevrolet Volt será uma das atrações do Salão do Automóvel
Chevrolet Volt será uma das atrações do Salão do Automóvel
Motor Haus | Automóveis | 21/08/2008 17:06

Fonte: Wikipedia Commons/Domínio Público
O primeiro convidado já confirmou a sua presença na festa. A Chevrolet anunciou que o Volt, protótipo elétrico que deve ser fabricado nos próximos anos, será uma das atrações da marca para o Salão do Automóvel.
Apresentado no Salão de Detroit de 2007, o carro-conceito chama a atenção por sua tecnologia. Além do propulsor elétrico, o Volt conta com um motor a combustão, que gera eletricidade para aumentar a autonomia do veículo. Com o recurso, o motorista pode rodar até 1.000 quilômetros sem a necessidade de recarregar as baterias.
Como se não bastasse, o Volt pode ser abastecido com gasolina, metanol, biodiesel, hidrogênio ou até o E85, composto que utiliza 85% de etanol e 15% de gasolina. A expectativa é de que o revolucionário automóvel seja produzido em série dentro de, no máximo, dois anos.
A mostra, prevista para acontecer entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro, chega a sua 25ª edição com status de evento internacional, já que agora integra o calendário de feiras mundiais do setor. Outras novidades, como o Fiat 500, o BMW M3 Cabriolet, a nova geração do Porsche 911 e o aguardado VW Gol Sedan também devem pintar no Pavilhão do Anhembi.
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Um dia de piloto em Interlagos
Um dia de piloto em Interlagos
Motor Haus | Automóveis | 14/08/2008 17:19

No início, alguns cones são inevitavelmente derrubados, mas com o passar do tempo a confiança cresce e a brincadeira fica ainda mais divertida (Fonte: Divulgação/Centro Pilotagem Robert Manzini)
Por Vitor Matsubara, do blog Motor Haus
Inesquecível. Essa é a palavra que melhor descreve o "Dia de Piloto", um dos cursos do Centro de Pilotagem Roberto Manzini, ministrado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Só para se ter uma idéia, pelas mãos dos instrutores do curso já passaram pilotos como Cacá Bueno (atual bicampeão da Stock Car), Augusto Farfus Jr. (atualmente competindo pela BMW no Mundial de Turismo) e Felipe Massa, que dispensa comentários. Não era difícil imaginar que o dia prometia.
Depois de uma rápida apresentação, partimos para as atividades na pista, mais precisamente no antigo traçado do circuito paulistano. O primeiro exercício foi um slalom, realizado a bordo de um Mégane Sedan 1.6 16V. Confesso que, como quase tudo na vida, tudo parece mais fácil do lado de fora. Ao volante, alguns cones são inevitavelmente derrubados, mas com o passar do tempo a confiança cresce e a brincadeira fica ainda mais divertida.
Logo a seguir, novamente com o Mégane, testamos a eficácia dos freios ABS. A atividade consistia em atingir os 80 km/h, em 3ª marcha, e frear com toda a força possível ao avistar um cone - devidamente chutado por um instrutor - que fazia o papel de um pedestre desatento atravessando a frente do veículo. A frenagem era realizada em pista molhada e o grau de dificuldade aumentava gradativamente, testando o tempo de reação dos motoristas. Para felicidade geral da nação, nenhum pedestre, ou melhor, cone foi sacrificado.
Mas a cereja do bolo viria mesmo no período da tarde. Após as explicações técnicas, seguimos em comboio rumo aos boxes do autódromo. A adrenalina (e a expectativa) crescia à medida que nos aproximávamos do local. Fomos apresentados aos instrutores, todos eles com currículos respeitáveis nas pistas, como Alan Hellmeister (piloto da Stock Car V8 em 2007), Norberto Gresse (campeão da Stock Car Light 2007) e Thiago Riberi (campeão da Stock Car Junior), e logo partimos para uma volta a bordo de um Renault Sandero conduzido por um instrutor para conhecermos melhor o traçado.
Em seguida, era chegada a grande hora: de balaclava e capacete e acomodado em um veículo preparado para competição, 4.292 metros esperavam para ser devorados. A saída foi suave, respeitando o limite de velocidade nos boxes. A primeira volta foi realizada com certa cautela, para conhecer o carro e familiarizar com o circuito e sua ampla variedade de curvas e retas.
Aos poucos, o pé direito começa a ficar um pouco mais pesado, e o coração bate mais forte. Interlagos é, realmente, uma pista excitante. O trecho de declive que liga o Mergulho à Junção (e que antecede a Subida dos Boxes) é realizado com pé embaixo, situação que se repete na saída do ?S? do Senna e principalmente na curva do Laranjinha. Não demora muito para que um filme comece a passar em sua cabeça, relembrando das clássicas tomadas onboard da Fórmula 1. A diferença é que, vejam só, sou eu quem estou ao volante!
As duas retas, especialmente a reta oposta, permitem velocidades mais altas. Confesso que não me ative muito ao painel de instrumentos, mas das poucas vezes em que o observei, lembro de ter atingido algo em torno de 140 km/h, 150 km/h. Velocidade não muito alta, diriam alguns, mas pouco importa. Como bem disse o Zé David, instrutor do curso, o importante era curtir o momento e "matar o tesão de guiar em Interlagos".
A sensação ao sair do carro era indescritível. Uma mistura de emoções incomparáveis, alegria, êxtase, euforia. Não foi a minha primeira experiência em Interlagos (já que havia participado do Quatro Rodas Experience), mas foi minha primeira vez a bordo de um carro de competição "de verdade". Incrível.
E para fechar com chave de ouro, que tal uma Flying Lap na companhia de quem entende do assunto? Como um convite desses não se pode recusar, logo me sentei no banco concha do passageiro e afivelei o cinco de quatro pontos. Ao meu lado, Alan Hellmeister, que já havia me acompanhado anteriormente. As voltas em altíssima velocidade foram simplesmente sensacionais, uma amostra da perícia e habilidade do piloto paulista.
A Reta Oposta foi engolida a quase 190 km/h, e a Descida do Lago já se aproximava quando Alan reduziu da 5ª para a 3ª marcha e jogou o carro de lado. Muito mais emocionante do que qualquer drift. O ponto de frenagem estabelecido para nós era ignorado por ele, pilotando no limite da razão. Mesmo assim, sua precisão me impedia de sentir qualquer medo. O ponteiro voltaria a beliscar os 200 km/h na reta mais uma vez, sempre com a velocidade (e a adrenalina) lá no alto. E foi assim até chegarmos novamente aos boxes.
É, foi um dia realmente memorável. São Pedro, grande camarada, segurou a chuva até o momento em que deixamos o local. Mais do que carros e velocidade, a certeza de ter conhecido profissionais altamente gabaritados e competentes fez tudo valer a pena. Fiz uma promessa de que voltarei ao Centro de Pilotagem para realizar o curso integral daqui a alguns anos. E confesso: mal posso esperar para este dia chegar.
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Tempo de mudanças no mercado automotivo
Motor Haus | Automóveis | 07/08/2008 12:26

Nova versão do Scirocco é uma das mais recentes atrações da Volkswagen, que ultrapassou a Ford e se tornou a terceira montadora que mais vende no mundo (Fonte: Divulgação/Volkswagen)
O mercado automotivo mundial já não é mais o mesmo. Foi-se o tempo em que as montadoras americanas - em especial o trio conhecido como "The Big Three" (Chrysler, Ford e General Motors) - dominavam o cenário das quatro rodas. Tudo começou em 2007, quando a Toyota surpreendeu e tomou a liderança da General Motors, que até então reinava soberana no segmento. No final daquele ano, porém, a marca americana reassumiu a ponta.
Desde então, a Chevrolet vem travando uma disputa acirrada com os japoneses. Mas poucos poderiam imaginar que a crise no preço do petróleo nos Estados Unidos marcaria um momento decisivo na briga pelo posto de maior fabricante do mundo.
Com os valores lá em cima, a procura pelas picapes grandes e SUVs caiu - e continua caindo - de forma significativa em 2008. O resultado é que, aos poucos, os consumidores estão buscando alternativas mais econômicas (e ecológicas) para se locomover.
E quem saiu perdendo não foi apenas a marca da gravatinha dourada, que no primeiro semestre deste ano perdeu a liderança para a Toyota (foram 4,54 milhões contra 4,81 milhões de carros faturados). Chrysler e Ford, cuja linha de produtos depende dos veículos grandes, como o Jeep Cherokee e a picape Ford F-150, também estão prevendo resultados desastrosos.
Quem agradeceu foi a Volkswagen, que superou a Ford e assumiu o terceiro posto na corrida. Com 3,31 milhões de veículos comercializados, a montadora alemã ultrapassou a marca de Michigan, que totalizou 3,09 milhões de unidades vendidas. Grande parte do mérito por este importante resultado pode ser atribuído às vendas na China e no Brasil, dois dos principais mercados para a VW.
Quais surpresas estão reservadas para os próximos meses? Só o tempo dirá.
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Qual será o futuro da Fiat?
Motor Haus | Automóveis | 31/07/2008 00:00

Modelo 2008 do Fiat Palio, carro-chefe da montadora de Turim (Fonte: Divulgação)
Desde que assumiu o posto mais alto na briga pela ponta no setor automotivo brasileiro, a Fiat se mantém firme no primeiro lugar. Alguns modelos da marca, como Strada e Palio Weekend, são lideres em seus respectivos segmentos, e contribuem para os bons números da marca.
Entretanto, como diz o velho ditado, "o difícil é se manter no topo". E é justamente esse desafio que a Fiat terá de superar nos próximos anos. Eleita como melhor empresa pela revista "Exame", os italianos riem à toa com os lucros obtidos pela subsidiária brasileira, no passado uma das responsáveis por salvar o grupo da falência.
Mas a concorrência prepara sua ofensiva. Uma das principais ameaças ao império ítalo-brasileiro responde pelo nome de Volkswagen. Apesar dos confortáveis 25,10% conquistados pela Fiat até junho, os alemães já contam com 21,68% do mercado. É evidente que a liderança não trocará de mãos em 2008 - e talvez nem nos próximos anos - mas de qualquer modo é bom abrir a Fiat os olhos.
Um dos melhores exemplos é justamente o carro-chefe da marca, o Palio. Goste-se ou não do compacto, é preciso admitir que a reestilização promovida em 2007 não agradou tanto quanto o visual anterior. A maior queixa vai para a traseira de linhas tímidas e, na visão de alguns, antiquadas. A julgar pelas fotos publicadas pelo site Webmotors, a Nova Strada também deve trilhar o mesmo caminho com suas lanternas de gosto duvidoso.
Ao tentar inovar, a Fiat abriu mão de um carro de personalidade forte, além de deixar alguns proprietários insatisfeitos com as freqüentes reestilizações promovidas pela marca. Prova disso é que, apesar de manter as boas vendas, o Palio viu a vantagem para seu principal rival - o Gol - crescer ainda mais.
De acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), eram 28.021 carros de diferença até junho. Isso sem considerar o lançamento do Novo Gol, que ocorreu efetivamente em julho. Portanto, arriscar em uma margem ainda maior entre os dois veículos não é nenhum absurdo, dado o apelo de novidade e principalmente a série de elogios ao compacto da VW.
O outro desafio encontra-se dentro da própria empresa. Com um projeto de doze anos de vida, o Palio começa a dar sinais de envelhecimento. Apesar da qualidade na construção e da falta de novidades significativas na concorrência, o lançamento de um forte rival pode acelerar a defasagem do hatchback.
Além disso, como bem destacou o redator-chefe da Quatro Rodas Zeca Chaves em seu blog, a versão Fire (de carroceria antiga) vende mais do que todas as versões do Novo Palio juntas. Segundo levantamento realizado pela publicação de janeiro a maio deste ano, 31% das vendas do carro foram dos modelos "novos", enquanto que a versão Fire totalizou 69% dos veículos comercializados.
O desfecho do caso envolvendo a soltura do aro da roda do Stilo pode ser vital para as pretensões da empresa. A imprensa diz que existem pelo menos 15 casos semelhantes, mas a Fiat nega tratar-se de um defeito de fábrica. Seja como for, tanto o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) quanto o Procon do Distrito Federal instauraram processos contra a montadora. Acidentes de tais proporções podem manchar a imagem de uma empresa.
Estes são apenas alguns dos dilemas que a Fiat poderá ter de encarar nos próximos anos. Será uma verdadeira prova de fogo para a fabricante mais nova entre as quatro primeiras colocadas no Brasil.
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