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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

CINEMA. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



30/08/2016 03h54

Oscar 2017: a polêmica em torno de 'The Birth of a Nation'
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoO prêmio mais importante e cobiçado do cinema mundial está envolto em mais uma polêmica: a ameaça de boicote de membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences - AMPAS) a "The Birth of a Nation" (Idem - 2016) por causa de uma antiga acusação de estupro contra seu diretor, roteirista e protagonista, Nate Parker, e seu amigo de longa data, Jean Celestin, que também assina o roteiro desta produção cujo título é uma referência direta ao clássico "O Nascimento de Uma Nação" (The Birth of a Nation - 1915), de D.W. Griffith, que, apesar de seu conteúdo segregacionista, definiu a linguagem cinematográfica.

Nate Parker e Jean Celestin foram acusados de estuprar uma jovem de 18 anos, inconsciente, no campus da Penn State University, na Pensilvânia, em 1999. Dois anos depois, o julgamento culminou com a absolvição de Parker e a condenação de Celestin, posteriormente anulada porque ele recorreu da sentença e não chegou a ser submetido a novo julgamento devido à recusa da vítima em testemunhar mais uma vez. Há algumas semanas, o caso voltou à tona com a divulgação de que a jovem se suicidou em 2012 - ressaltando que, de acordo com a imprensa americana, não há nenhuma evidência de que a violência sexual tenha sido a causa do suicídio.

Vencedor do Festival de Sundance deste ano, "The Birth of a Nation" era considerado o franco favorito à estatueta do Oscar de melhor filme em 2017, não apenas pelas críticas positivas a ele, mas também por ser visto como uma oportunidade de redenção para a AMPAS, por não ter indicado nenhum ator negro por dois anos consecutivos.

Na verdade, o longa que é baseado na história real de Nat Turner (Parker), escravo que se rebela e decide lutar pela libertação de seu povo, era a aposta óbvia num momento em que a AMPAS necessita mostrar à sociedade que suas medidas de inclusão, anunciadas após a onda de protestos que se seguiu à divulgação da lista de indicados ao Oscar deste ano, não foram "da boca para fora".

Foto: Divulgação

Com a ameaça de boicote estampando diversas publicações americanas, a presidente da AMPAS, Cheryl Boone Isaacs, teve de se manifestar, mas numa entrevista ao TMZ, não em comunicado oficial. "Eu sei apenas por conversas que aconteceram em Sundance que este é claramente um filme que os espectadores devem assistir. Isso é uma questão, e essa é uma questão pessoal dele. E tem a questão do filme. O importante é que as pessoas vejam e gostem do filme, sejam impressionadas pelo filme. E eu acho que isso que é muito importante. As pessoas precisam ver esse filme", afirmou Isaacs. Reeleita no início deste mês, a presidente da Academia optou por não alimentar esta polêmica ao ser perguntada se estava preocupada com o impacto negativo do escândalo, reafirmando ao repórter do TMZ que o público precisa assistir ao longa.

Isaacs não é a única a dizer que o filme tem de ser analisado por si só, independente da vida pessoal de seu realizador. Mitchell Block, membro da Academia, compartilha da mesma opinião e disse estar ansioso para assistir "The Birth of a Nation", ressaltando que Parker foi absolvido pelo tribunal. "Eu acho que você precisa separar o trabalho da pessoa. Hollywood continua a abraçar o trabalho de Woody Allen e Roman Polanski", afirmou ao The Hollywood Reporter.

Em contrapartida, há quem diga ser impossível dissociar um do outro. "Pessoalmente, eu acho muito difícil separar o homem do filme quando ele o escreveu, dirigiu e estrelou. Eu quero ver um filme de alguém que tenha cometido um ataque contra uma mulher e que eu acho que não reconhece a culpa? Agora, com base no que eu li, eu não iria ver o filme", afirmou Marcia Nasatir, membro da AMPAS, ao The Hollywood Reporter.

A questão não é apenas sobre quantos membros com direito ou não a voto pensam como Isaacs ou Nasatir. Essa questão é mais complexa e ultrapassa a quantidade de votos e/ou a ameaça de boicote ao longa, porque os problemas pessoais de Parker e Celestin já respingaram em "The Birth of a Nation", que teve uma sessão cancelada no The American Film Institute no último dia 19 e vai estrear de maneira conturbada.

Fato é que se a AMPAS ansiava por uma temporada de premiações tranquila e com assuntos polêmicos a quilômetros de distância do Oscar, isso não se tornará realidade na próxima edição. Nem mesmo se não houver o tal boicote por parte de seus integrantes porque a cobrança será enorme, principalmente pela fatia mais conservadora da sociedade.

"The Birth of a Nation" estreia nos Estados Unidos no dia 07 de outubro e seu lançamento nos cinemas brasileiros está previsto para janeiro.

De acordo com o calendário oficial da AMPAS, a lista de indicados ao Oscar será divulgada no dia 24 de janeiro de 2017. A 89a edição da cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 26 de fevereiro no Dolby Theatre no Hollywood & Highland Center em Hollywood.

Leia também:
- AMPAS reforça o compromisso com medidas de inclusão ao convidar 683 profissionais



30/08/2016 03h49

Sociedade Brasileira de Psicanálise exibe 'O Homem de La Mancha'
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoNa próxima sexta-feira, dia 02, às 19h, a Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro, exibe o longa "O Homem de La Mancha" (Man of La Mancha - 1972). Com entrada franca, o evento inclui uma apresentação da psicanalista Sherrine Maria Njaine, seguida de debate sobre Dom Quixote e os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes, coordenado pelo também psicanalista e crítico de cinema Luiz Fernando Gallego.

"Este ano, quanto são lembrados 400 anos da morte de Miguel de Cervantes, não poderíamos deixar de lado a oportunidade de conversarmos sobre 'Dom Quixote', uma das maiores obras da literatura mundial que traz um personagem mais famoso de nome do que lido no romance que traz seu nome no título. Este encontro poderá ser um estímulo para que passemos a conhecer de fato o marco inaugural do romance moderno como formato literário", comenta Luiz Fernando Gallego, coordenador do ciclo Psicanálise de Cinema da SBPRJ.

Indicado ao Oscar de melhor trilha sonora, este musical dirigido por Arthur Hiller e roteirizado por Dale Wasserman, que adaptou para a tela grande sua peça baseada em "Dom Quixote" e em alguns aspectos romantizados da vida de Cervantes, é ambientado durante a Inquisição Espanhola e mostra Cervantes (Peter O'Toole) preso como herege, sob a acusação de propagar pensamentos subversivos. Jogado em um calabouço, ocupado também por ladrões e assassinos ele é "julgado" pelos prisioneiros. Para se defender, conta a história de um fidalgo idoso, que de tanto passar os dias e as noites lendo, começa a confundir a sua vida com a ficção apresentada nos livros, e só consegue ver a injustiça e a trapaça triunfarem. Ele se torna um cavaleiro errante, conhecido como Dom Quixote de La Mancha, que decide lutar contra as injustiças do mundo.

Serviço:
- Data: 02/09;
- Horário: 19h;
- Entrada franca;
- Local: SBPRJ - Rua Davi Campista, 80 - Humaitá;
- Informações e reservas: 2537-1333 / 2537-1115 - [email protected]



24/08/2016 10h52

'Águas Rasas' é previsível
Ana Carolina Garcia

Há 41 anos, Steven Spielberg lançou o primeiro blockbuster da história do cinema após enfrentar uma série de problemas técnicos que interferiram diretamente no resultado final de seu longa. "Tubarão" (Jaws - 1975) é um dos maiores clássicos dos anos de 1970 e seu sucesso advém do fato de que tais problemas funcionaram como propulsores da tensão, porque devido aos problemas com o robô, o diretor teve somente o elenco e a água para rodar a maioria das cenas, tendo como aliada a inconfundível trilha sonora de John Williams. Inevitavelmente, o cineasta acabou por definir uma linguagem para filmes estrelados por tubarões. E hoje é impossível assistirmos a tais produções sem que pensemos que seus respectivos realizadores beberam da fonte de Spielberg. É o que acontece com "Águas Rasas" (The Shallows - 2016), uma das estreias desta quinta-feira, dia 25. 

Águas Rasas. Foto: Divulgação

Com direção de Jaume Collet-Serra, este longa começa com um menino caminhando numa praia isolada até encontrar uma câmera com imagens do ataque de um tubarão branco. A partir disso, tudo é apresentado num longo flashback sobre a ida de uma jovem surfista ao local, numa espécie de homenagem à mãe. Avisada por outros dois surfistas sobre o perigo da correnteza, bem como por um morador do local para não se aventurar na água à noite, Nancy (Blake Lively) ignora cada alerta até se deparar com uma grande baleia morta cujo sangue atrai o tubarão à praia. 

Roteirizado por Anthony Jaswinski, este longa tem uma premissa interessante e se desenvolve satisfatoriamente durante a sua primeira metade. Contudo, a utilização excessiva de clichês do gênero e a necessidade de mostrar bravura e heroísmo desmedidos de sua protagonista, fazem com que o filme perca sua essência de tensão para dar lugar à previsibilidade, ofuscando, assim, todo o trabalho inicial. Isto é fruto de um roteiro irregular sempre à procura de soluções fáceis para a melhor digestão da plateia.

Águas Rasas. Foto: DivulgaçãoApesar dos problemas em seu roteiro, "Águas Rasas" chama bastante atenção pela força de Lively em cena. Completamente envolvida com a personagem, a atriz consegue exprimir toda a dor e desespero com naturalidade, mesmo quando é exposta a situações extremas, tornando-se a grata surpresa desta produção. 

Utilizando com bastante perspicácia mensagens de texto e conversas via FaceTime para inserir outros personagens à trama, o filme não acerta nos quesitos efeitos visuais e trilha sonora.  Assinada por Marco Beltrami, a trilha é ineficiente porque não funciona em diversos momentos, quebrando a tensão imprescindível para sustentar um longa classificado como suspense e terror, algo que o afeta direta e negativamente. 

No fim das contas, "Águas Rasas" é uma produção de qualidade mediana que se perde no decorrer de uma 1h26 de duração, deixando o espectador com a sensação de "já vi isso antes, só que muito melhor".

Assista ao trailer:

 



24/08/2016 09h13

'Pets - A Vida Secreta dos Bichos' promete mais do que cumpre
Ana Carolina Garcia

A expectativa em torno de "Pets - A Vida Secreta dos Bichos" (The Secret Life of Pets - 2016) é enorme desde a divulgação de seu primeiro trailer, instigante e divertido. Só que esta animação, dos criadores do sucesso "Meu Malvado Favorito" (Despicable Me - 2010), comete o mesmo erro de tantos outros lançamentos recentes: entregar o que de melhor tem a oferecer no trailer. Um dos lançamentos da próxima quinta-feira, dia 25, o longa promete muito mais do que é capaz de cumprir.

Pets - A Vida Secreta dos Bichos. Foto: Divulgação

Com direção de Chris Renaud e Yarrow Cheney, o filme conta a história do cãozinho Max (voz de Louis C.K.), criado com todo amor e carinho por Katie (voz de Ellie Kemper). Sentindo-se o dono absoluto do pedaço, Max vê seu reinado ameaçado com a chegada do grandalhão Duke (voz de Eric Stonestreet), que dá início a uma série de confusões, entre elas, o desaparecimento de ambos, levando a apaixonada Gidget (voz de Jenny Slate) a liderar uma caçada pelas ruas de Nova York, inclusive confrontando-se com a temida Turma do Bueiro, composta por animais rejeitados por humanos. 

A premissa é interessante, mas bebe da fonte de um clássico Disney / Pixar, "Toy Story - Um Mundo de Aventuras" ("Toy Story" - 1995), no que tange à dinâmica entre Max e Duke, cujo relacionamento é inicialmente embasado nos ciúmes do primeiro e na subsequente união de forças necessária para que retornem ao lar, sãos e salvos.

No entanto, ao contrário do clássico do estúdio rival, "Pets - A Vida Secreta dos Bichos" não é feliz em relação ao seu roteiro simplório e mal desenvolvido, incapaz de conceder à plateia bons momentos na sala de exibição. O filme começa num ritmo ágil com cenas já conhecidas dos trailers, mas não o mantém, principalmente em sua segunda metade, tornando-se uma produção desprovida de graça e até mesmo cansativa de assistir.

Pets - A Vida Secreta dos Bichos. Foto: Divulgação

Com uma arrecadação mundial que já ultrapassa os US$ 510 milhões, o longa agrada tecnicamente por apostar bastante em personagens e cenários ricos em detalhes, mas numa época em que animações atingem um nível elevado de conteúdo, conquistando o público de todas as idades, como "Divertida Mente" (Inside Out - 2015), por exemplo, isso não é o suficiente. 

Com uma trama rasa e personagens pouco carismáticos, "Pets - A Vida Secreta dos Bichos" é um filme que nos deixa com um amargo sabor de decepção ao final da sessão, pois não teve seu potencial explorado de forma devida. 

Assista ao trailer:

 

* A versão apresentada para a imprensa foi a 2D, por esta razão, a utilização da tecnologia 3D não pôde ser analisada.



18/08/2016 10h52

'Ben-Hur': remake desnecessário
Ana Carolina Garcia

Publicado em 1880, "Ben-Hur: A Tale of the Christ", de Lew Wallace, foi adaptado para o cinema pela primeira vez em 1907, como um curta-metragem dirigido por Harry T. Morey, Sidney Olcott e Frank Rose. Anos mais tarde, em 1925, ganhou sua primeira adaptação em longa-metragem, sob o comando de Fred Niblo, mas somente com o remake lançado no final da década de 1950 que a história garantiu o seu lugar no time dos maiores clássicos da cinematografia mundial. 

Ben-Hur. Foto: Divulgação

Dirigido por William Wyler e protagonizado por Charlton Heston, "Ben-Hur" (Idem - 1959) se tornou um dos recordistas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences - AMPAS) ao vencer 11 das 12 estatuetas do Oscar a que concorreu, incluindo as de melhor filme e direção, perdendo apenas a de melhor roteiro adaptado. E é esta versão a referência da obra de Wallace na tela grande, pois é uma obra-prima que superou a barreira do tempo. Por isso, seu segundo remake foi recebido com desconfiança desde o seu anúncio. Desconfiança esta que se justifica logo nos primeiros minutos de "Ben-Hur" (Idem - 2016), quando percebemos que a essência da história, bem como de seu protagonista, foi totalmente ignorada pelos roteiristas, Keith R. Clarke e John Ridley, nesta nova adaptação que chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 18. 

Ben-Hur. Foto: Divulgação"Ben-Hur" é uma história sobre um homem de família abastada que utiliza o desejo de vingança como motivação para sobreviver após ser escravizado por ordens de seu amigo de infância, Messala, que integra o Império Romano e segue ordens de Pôncio Pilatos em Jerusalém. Era isso o que todos esperavam encontrar neste novo remake, mas a realidade é bem diferente, pois o longa assumiu o tom melodramático para apresentar uma trajetória de perseverança da fé e perdão, sem explorar com afinco o desejo de vingança de seu protagonista.

Com direção de Timur Bekmambetov, este segundo remake dá grande destaque à famosa sequência da corrida de bigas, que funciona como condutora desta trama que começa em 33 d.C com Judah Ben-Hur (Jack Huston) e Messala (Toby Kebbell) se preparando para a corrida na arena para, então, dar lugar a um imenso flashback que mostra a relação dos dois, criados como irmãos, até um zelotes escondido na propriedade da família Ben-Hur lançar uma flecha contra Pilatos (Pilou Asbæk). Com isso, todos são acusados de traição e punidos por Messala, que condena Judah à escravidão. Em meio ao horror, Judah tenta sobreviver para voltar à cidade para desafiar Messala e descobrir o que aconteceu com sua família. Tudo isso enquanto Jesus (Rodrigo Santoro) prega sua mensagem e se torna uma figura importante para o povo, chamando a atenção de Pilatos.

Comparações com o clássico de 1959 são inevitáveis, pois existem diferenças significativas entre eles, não apenas na trama propriamente dita, mas também em sua estética porque não há neste longa a imponência inerente a épicos bíblicos, algo que causa um grande impacto negativo em seu resultado final. Além disso, a montagem é um tanto bagunçada e sua trilha sonora não funciona como um elemento capaz de conceder força a tudo o que é apresentado na tela - sem contar que a canção tocada ao final não condiz com uma produção deste gênero cinematográfico. 

Ben-Hur. Foto: DivulgaçãoNo entanto, há um fator importante para o público brasileiro: Rodrigo Santoro no papel de Jesus Cristo. O ator não desaponta e faz o melhor que pode diante de um roteiro falho, que tenta dar destaque ao personagem, mas sem desenvolvê-lo de forma satisfatória. Problema este que é perceptível também nos outros personagens, inclusive Judah e Messala, que, para piorar a situação, ficaram sob a responsabilidade de dois atores que surgem em cena com uma inexpressividade ímpar. Jack Huston e Toby Kebbell não têm química alguma e não assimilam as características de seus respectivos papéis, sendo ofuscados por Morgan Freeman (Ilderim) atuando no modo automático.   

"Ben-Hur" é um filme mal dirigido e que não apresenta uma trama com base sólida para sustenta-lo ao longo de aproximadamente duas horas de duração. É totalmente desprovido de vigor e decepciona em absolutamente todos os aspectos, inclusive na sequência da corrida de bigas, que tem a pretensão de se tornar o seu ponto alto. Ou seja, é um remake desnecessário cujo resultado deve servir como lição aos executivos de Hollywood no futuro, quando novas refilmagens de clássicos forem cogitadas. Se for para produzir um remake que seja com o mínimo de cuidado e, acima de tudo, respeito para com o seu antecessor.

Ben-Hur. Foto: Divulgação

Assista ao trailer:

 



03/08/2016 17h47

'Esquadrão Suicida': muito barulho por nada
Ana Carolina Garcia

Há muito tempo a DC tenta equiparar suas produções cinematográficas às da Marvel, sem poupar esforços nem dinheiro. O problema é que esta obsessão tem afetado o resultado de seus filmes, pois há a nítida preocupação em transformá-los em espetáculos capazes de levar multidões às salas, mas sem uma trama bem alicerçada e desenvolvida com o cuidado necessário, como vimos recentemente em "Batman Vs Superman: A Origem da Justiça" (Batman v Superman: Dawn Of Justice - 2016). E "Esquadrão Suicida" (Suicide Squad - 2016), a principal estreia desta quinta-feira, dia 04, sofre do mesmo mal.

Esquadrão Suicida. Foto: Divulgação

Dirigido e roteirizado por David Ayer, o longa mostra a agente Amanda Waller (Viola Davis) convencendo a alta cúpula do governo americano a aprovar o seu projeto de segurança, que consiste em utilizar indivíduos de extrema periculosidade para lutar contra ameaças externas. E quando a ameaça surge no metrô de Midway City, Arlequina (Margot Robbie), Pistoleiro (Will Smith), Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Capitão Bumerangue (Jai Courtney) são intimados a lutar sob o comando de Rick Flag (Joel Kinnaman), sempre protegido por Karen Fukuhara (Katana) e outros soldados. 

A sinopse é interessante e desperta a curiosidade do espectador, especialmente dos fãs dos quadrinhos, mas o filme não tem conteúdo suficiente para sustenta-lo ao longo de pouco mais de duas horas de duração porque seu roteiro é capenga, preguiçoso e não desenvolve as subtramas dos personagens de maneira equilibrada. Com isso, há uma grande aposta em torno de Arlequina e Pistoleiro em detrimento de todos os outros, principalmente de Coringa (Jared Leto), Magia (Cara Delevingne), Crocodilo e Capitão Bumerangue, totalmente desperdiçados. 

Esquadrão Suicida. Foto: Divulgação

O péssimo desenvolvimento do roteiro também afetou o trabalho do elenco, que não pôde fazer milagres diante de um material tão fraco e superficial. Dentre todos os atores, os destaques positivos são Smith, que compôs Pistoleiro de forma mais humana; Robbie, apostando no lado sensual da personagem, bem como na dose certa de insanidade que lhe concede o tom cômico que garante as melhores tiradas do longa; e Davis, como uma agente de interesses escusos, numa personagem que não faz jus a seu talento e competência.

Vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por "Clube de Compras Dallas" (Dallas Buyers Club - 2013), Jared Leto decepciona bastante como Coringa. Muito se especulou em torno desse personagem após a memorável atuação de Heath Ledger em "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (The Dark Knight - 2008) e, por isso, a expectativa era de outra explosão de insanidade na tela. Mas a expectativa não corresponde à realidade, pois o que encontramos não é um Coringa insano nem aterrorizante, mas um personagem vazio, preocupado somente em "caras e bocas", uma verdadeira caricatura deste icônico personagem da DC Comics.

No entanto, a pior atuação é, sem dúvida alguma, a de Cara Delevingne. A atriz se destaca negativamente de seus colegas de elenco por não conseguir assimilar as características de sua personagem, compondo-a de maneira forçada e risível, seja como June Moone ou como Magia, o resultado desastroso é o mesmo.

Parte deste resultado ruim em torno de June Moone / Magia é reflexo dos efeitos especiais toscos utilizados em toda a produção, principalmente em Magia, algo indesculpável para um filme que custou cerca de US$ 175 milhões e que, portanto, tinha à sua disposição o que de melhor a indústria cinematográfica pode oferecer em termos de tecnologia. 

Com sequências de ação confusas e bagunçadas no pior estilo "Transformers" (Idem), "Esquadrão Suicida" é uma verdadeira aula sobre desperdício de trilha sonora porque a seleção de canções é excepcional, mas a maneira como são inseridas é totalmente descuidada. Muitas delas, como "Bohemian Rhapsody", por exemplo, são cortadas bruscamente, o que causa certo incômodo. 

No fim das contas, "Esquadrão Suicida" é mais uma tentativa frustrada da DC, um circo megalomaníaco que serve apenas para aumentar a curiosidade e a expectativa do público em torno do próximo filme solo do Batman. Ah, vale um aviso: tem cena pós-crédito.

Assista ao trailer:

 



03/08/2016 09h02

'A Intrometida': diversão e emoção nas doses certas
Ana Carolina Garcia

Para o público brasileiro, o retrato típico de uma mãe que vive para seus filhos, sufocando-os vez ou outra, é o de Dona Hermínia, personagem criada por Paulo Gustavo nos palcos e que invadiu a tela grande com "Minha Mãe é Uma Peça - O Filme" (2012). Mas enquanto a indiscreta matriarca de Niterói chuta o balde, a porta e tudo o mais que encontrar pela frente, Marnie Minervini (Susan Sarandon) é mais sutil, o que não quer dizer menos invasiva, em "A Intrometida" (The Meddler - 2015), uma das estreias da próxima quinta-feira, dia 04.

A Intrometida. Foto: Divulgação

Com direção e roteiro de Lorene Scafaria, o longa conta a história de Marnie, que decide se mudar de Nova York para Los Angeles após a morte do marido, com o intuito de ficar perto de sua única filha, a roteirista Lory (Rose Byrne), que vive o drama do divórcio. Sem nada para se ocupar e na tentativa de ajudar Lory, Marnie acaba perdendo o bom senso e afastando a própria filha. Enquanto faz o possível para resgatar seu relacionamento, Marnie se aproxima do policial aposentado e criador de galinhas, Zipper (J.K. Simmons).

"A Intrometida" é mais do que um filme sobre o relacionamento entre mãe e filha, é uma produção que aborda com muita delicadeza o drama da solidão e a necessidade de ocupação de uma pessoa que tenta digerir a dor causada por uma perda irreparável. Neste ponto, o longa é bastante eficiente em sua mensagem, pois também é obrigação dos filhos olhar por seus progenitores e compreende-los. 

A trama é simples e se utiliza de pequenas doses de humor para transmitir certa leveza ao espectador, concedendo-lhes algumas gargalhadas, mas sem deixar a emoção de lado em nenhum momento. E o seu grande trunfo é o elenco em perfeita sintonia, principalmente Sarandon e Simmons - ambos vencedores do Oscar de, respectivamente, melhor atriz por "Os Últimos Passos de um Homem" (Dead Man Walking - 1995) e ator coadjuvante por "Whiplash - Em Busca da Perfeição" (Whiplash - 2014).

Susan Sarandon consegue assimilar com perfeição todas as características de sua personagem, desde a mãe controladora até a mãe dos sonhos das amigas da filha, passando pelas descobertas da costa oeste, recheada de aventuras, drama e a insegurança de se permitir viver um novo amor. Enquanto J.K. Simmons surge em cena como o alívio cômico e uma espécie de porto seguro para Marnie, o homem simples em plena terra dos sonhos e do glamour desmedidos.

"A Intrometida" se desenvolve de maneira satisfatória e mantém o ritmo narrativo até o fim. Não é uma obra-prima, mas é um bom filme e que tem tudo para divertir e emocionar o espectador na mesma intensidade.

Assista ao trailer:

 



02/08/2016 01h20

'Splash - Uma Sereia em Minha Vida': remake com Channing Tatum e Jillian Bell
Ana Carolina Garcia

Foto: Divulgação

A onda de remakes em Hollywood parece não ter fim. E a bola da vez é um grande clássico da "Sessão da Tarde": "Splash - Uma Sereia em Minha Vida" (Splash - 1984), dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks e Daryl Hannah e indicado ao Oscar de melhor roteiro original.

De acordo com a Variety, Howard e o produtor Brian Grazer estão trabalhando nesta refilmagem com a Disney, mas com uma mudança considerável: nada de sereia! Sim, sai a sereia interpretada por Hannah para dar lugar ao tritão de Channing Tatum, que será apaixonado pela personagem de Jillian Bell, papel equivalente ao de Hanks no original - lembrando que Tatum e Bell trabalharam juntos em "Anjos da Lei 2" (22 Jump Street - 2014).

Foto: Divulgação

Nenhum detalhe sobre o remake foi divulgado. Sabe-se apenas que Channing Tatum é um dos produtores e que o roteiro está sendo escrito por Marja-Lewis Ryan.



02/08/2016 01h17

'Life - Um Retrato de James Dean' ganha sessão especial no Estação NET Rio
Ana Carolina Garcia

Em cartaz no circuito carioca desde o último dia 21, "Life - Um Retrato de James Dean" (Life - 2015) terá uma sessão especial nesta terça-feira, dia 02, às 19h10, no Estação NET Rio 1 em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação

Após a exibição, o público poderá participar de um bate-papo com o fotógrafo, artista plástico e pesquisador sobre iconografia moderna Adriano Facuri e com o jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca, sobre o longa e o seu retratado, um dos maiores ícones da cinematografia mundial.

Dirigido por Anton Corbijn, o filme é ambientado em 1955 e mostra as inúmeras tentativas de Dennis Stock (Robert Pattinson) para convencer Dean (Dane DeHaan) a participar de um ensaio fotográfico para a revista Life, antes mesmo de despontar para a fama com "Vidas Amargas" (East of Eden - 1955). No processo, surge uma relação de amizade e confiança, que deixa o jovem ator à vontade para compartilhar sua intimidade em família, especialmente o carinho pelo primo e a forte ligação com a fazenda em que cresceu em Indiana, cenário das famosas fotos e onde comemorou seu último aniversário.



02/08/2016 01h14

'3ª Mostra Joias do Cinema Francês' começa na próxima quinta-feira
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoNa próxima quinta-feira, dia 04, começa a terceira edição da "Mostra Joias do Cinema Francês" no Cine Joia, nas filiais de Copacabana e da Freguesia, Zonas Sul e Oeste do Rio de Janeiro, respectivamente. O evento será realizado até o dia 17 de agosto e conta com 11 filmes em sua programação.

Conhecido por oferecer ao público uma programação diferenciada no circuito carioca, que não inclui somente blockbusters e tantas outras produções de grande apelo comercial, o Cine Joia também tem chamado a atenção por seus outros projetos, como suas mostras exclusivas e o programa educacional exibe gratuitamente produções nacionais para alunos de escolas públicas.

O ingresso para as sessões da "3ª Mostra Joias do Cinema Francês" custa R$ 8 (valor único).

Confira a programação:
- "Fièvres" (Idem - 2013), de Hicham Ayouch:
Dias e horários: 04 às 19h20, 07 às 12h45, 09 às 14h20, 11 às 20h50, 13 às 18h30 e 15 às 12h30.
- "O Caso Sk1" (L'affaire SK1 - 2014), de Frédéric Tellier:
Dias e horários: 06 às 12h45, 08 às 16h10, 10 às 21h10, 12 às 18h30, 13 às 20h20 e 15 às 14h20.
- "Castelo de Areia" (Les châteaux de sable - 2015), de Olivier Jahan:
Dias e horários: 05 às 12h45, 07 às 16h50, 09 às 18h, 11 às 17h, 13 às 16h30 e 16 às 14h20.
- "Um Lugar na Terra" (Un place sur la terre - 2013), de Fabienne Godet:
Dias e horários: 05 às 14h45, 07 às 18h50, 09 às 12h30, 11 às 19h, 13 às 14h40, 15 às 20h40 e 17 às 19h40.
- "Maestro" (Idem - 2014), de Léa Fazer:
Dias e horários: 04 às 15h, 06 às 19h, 08 às 20h30, 10 às 12h30, 12 às 14h20, 14 às 14h30 e 16 às 18h30.
- "Brooklyn" (Idem - 2014), de Pascal Tessaud:
Dias e horários: 04 às 21h10, 06 às 17h10, 09 às 16h10, 12 às 12h30, 14 às 20h45, 15 às 18h50 e 17 às 15h30.
- "Bird People" (Idem - 2014), de Pascale Ferran:
Dias e horários: 04 às 16h50, 07 às 14h35, 08 às 18h00, 11 às 14h35, 13 às 12h15 e 15 às 16h30.
- "Minha Alma Por Ti Liberta" (Mon âme par toi guérie - 2013), de François Dupeyron:
Dias e horários: 04 às 12h45, 06 às 20h50, 10 às 16h20, 12 às 16h10, 14 às 16h20 e 17 às 17h15.
- "Onda de Calor" (Coup de chaud - 2015), de Raphaël Jacoulot:
Dias e horários: 05 às 16h45, 08 às 12h, 10 às 14h20, 12 às 20h45, 14 às 12h30 e 16 às 16h30.
- "Suzanne" (Idem - 2013), de Katell Quillevéré:
Dias e horários: 05 às 18h50, 06 às 15h, 08 às 14h, 11 às 12h30, 14 às 18h40, 16 às 12h15 e 17 às 21h30.
- "Eastern Boys" (Idem - 2013), de Robin Campillo:
Dias e horários: 05 às 20h50, 07 às 20h40, 10 às 18h45 e 17 às 13h.



28/07/2016 00h37

Dica: 'Jason Bourne'
Ana Carolina Garcia

Nesta quinta-feira, dia 28, um dos filmes mais aguardados de 2016 chega aos cinemas brasileiros: "Jason Bourne" (Idem - 2016), produzido e protagonizado por Matt Damon, que volta à franquia após nove anos.

Foto: Divulgação

Dirigido por Paul Greengrass, este longa aposta ainda mais na ação desenfreada, mas sem colocar sua trama em segundo plano, pois ela é desenvolvida com cuidado e perspicácia, utilizando o pavor de novos vazamentos de informações, baseado no caso de Edward Snowden, como fio condutor.

Com um elenco afiado e em perfeita sintonia, "Jason Bourne" é bastante interessante e tem absolutamente tudo para agradar aos fãs e deixa-los ansiosos por mais uma sequência.

Então, fica a dica: não perca "Jason Bourne"!

Leia também:
- Crítica: 'Jason Bourne' supera todas as expectativas

Assista ao trailer oficial:



27/07/2016 17h28

'Jason Bourne' supera todas as expectativas
Ana Carolina Garcia

Os fãs da franquia "Bourne" têm muito para comemorar com a volta de Matt Damon após nove anos afastado deste universo baseado na obra de Robert Ludlum. Não é exagero algum afirmar que este retorno é, no mínimo, triunfal. Digo isso porque "Jason Bourne" (Idem - 2016), uma das estreias desta quinta-feira, dia 28, é o mais interessante e eletrizante da série iniciada em 2002. 

Jason Bourne. Foto: Divulgação

Aos 45 anos de idade e um dos produtores deste filme, Damon concede maturidade a Jason Bourne, equilibrando com precisão a carga dramática exigida pela nova realidade do personagem com cenas de ação desenfreada capazes de tirar o fôlego do espectador. O ator está ainda melhor nesta produção, esbanjando química com seus coadjuvantes, especialmente com Tommy Lee Jones (Robert Dewey, diretor da CIA) e Alicia Vikander (Heather Lee, agente da CIA), ótimos em cena e muito à vontade em seus respectivos personagens. 

Com direção de Paul Greengrass, "Jason Bourne" mostra o ex-agente da CIA desvendando o seu passado, bem como o projeto Treadstone, após Nicky Parsons (Julie Styles) hackear os arquivos da agência e lhe entregar um pen drive com todas as informações confidenciais, o que a torna uma ameaça por desejar seguir os passos de Edward Snowden, citado algumas vezes durante o longa. Enquanto isso, Bourne tem o obstinado Dewer em seu encalço.

Jason Bourne. Foto: Divulgação

O roteiro assinado por Greengrass e Christopher Rouse mantém a essência da série, utilizando o medo de vazamentos de informações como elemento novo e potente para a trama, elaborada com esmero e que, ao final, deixa o espectador ansioso por mais um filme da franquia. E, por falar em Rouse, é necessário ressaltar sua montagem ágil e eficiente que agrega ainda mais valor a esta produção.

Jason Bourne. Foto: Divulgação

"Jason Bourne" é um filme de ação inteligente que assume o risco de apresentar um tema atual e polêmico, levando o espectador à reflexão em diversos momentos. No fim das contas, é uma grata surpresa dentre os lançamentos recentes e vale muito a ida ao cinema.

Assista ao trailer:

 



27/07/2016 12h52

'O Bom Gigante Amigo' é surpreendentemente sem emoção
Ana Carolina Garcia

Um dos maiores cineastas da história do cinema, Steven Spielberg tem em sua filmografia grandes títulos destinados ao público infanto-juvenil, como os clássicos "E.T. - O Extraterrestre" (E.T. the Extra-Terrestrial - 1982) e "Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros" (Jurassic Park - 1993). Nesta quinta-feira, dia 28, sua nova incursão cinematográfica destinada a este público chega aos cinemas brasileiros, porém sem a excelência esperada: "O Bom Gigante Amigo" (The BFG - 2016).

Baseado na obra homônima de Roald Dahl, o longa começa em Londres, mostrando a menina Sophie (Ruby Barnhill) num orfanato até ser raptada por um gigante, BFG (Mark Rylance). Levada para a longínqua Terra dos Gigantes, a esperta menina precisa viver na clandestinidade para não ser devorada por outros gigantes, cuja malvadeza é um estilo de vida. Não demora muito para que Sophie e BFG construam uma bela amizade que lhes permite elaborar um plano para evitar o rapto de crianças.

O Bom Gigante Amigo. Foto: Divulgação

"O Bom Gigante Amigo" é um filme belíssimo esteticamente, pois prima por seu design de produção, maquiagem, figurino, fotografia e efeitos visuais, mantendo o já conhecido padrão Steven Spielberg de qualidade, inclusive em algumas sequências nos remetendo quase que imediatamente a trabalhos anteriores, como o já citado "E.T. - O Extraterrestre" e "Os Goonies" (The Goonies - 1985), neste último o cineasta assumiu somente as funções de roteirista e produtor-executivo.

No entanto, esta produção não alcança as expectativas de se tornar uma nova obra-prima porque o roteiro de Melissa Mathison (seu último trabalho) é surpreendentemente sem emoção. A sensação é a de estarmos assistindo um filme burocrático, sem vida, que não explora de forma satisfatória as entrelinhas de sua trama, como a ausência da família e o mundo sob a ótica de uma menininha solitária, que vê a vida ao lado de BFG como a sua salvação. Além disso, há um grave problema de ritmo em sua narrativa, lenta na primeira metade e ágil na segunda, algo que influencia negativamente o resultado final deste longa, por vezes cansativo de assistir.

O Bom Gigante Amigo. Foto: Divulgação

As falhas do roteiro acabam por influenciar também as atuações do elenco, especialmente dos protagonistas Rylance e Barnhill, ofuscando-os em determinadas sequências. Mesmo assim, os atores estão imersos neste universo, permitindo que o espectador sinta empatia por eles, tanto nas sequências na Terra dos Gigantes quanto nas ambientadas no Palácio de Buckingham, cenário de uma cena realmente divertida.

O Bom Gigante Amigo. Foto: Divulgação

"O Bom Gigante Amigo" não é ruim, é um filme morno que decepciona por não atingir o nível de excelência esperado e, consequentemente, não se tornar a nova obra-prima de Spielberg produzida para o público infanto-juvenil.

Assista ao trailer:

 



25/07/2016 15h07

Projeto Psicanálise e Cinema exibe 'Macbeth'
Ana Carolina Garcia

Na próxima sexta-feira, dia 29, às 19h, a Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro exibe a versão de Roman Polanski para a obra de William Shakespeare, "Macbeth", como parte da programação do Projeto Psicanálise e Cinema. Após a exibição do longa, o evento também proporcionará ao público uma apresentação sobre a obra do autor e um debate, ambos conduzidos pelo coordenador do projeto, o psicanalista e crítico de cinema Luiz Fernando Gallego.

Foto: Divulgação

Ao longo dos anos, a cinematografia mundial adaptou as obras de Shakespeare diversas vezes, ultrapassando o número de mil filmes. Além disso, "Macbeth" é também uma das cinco mais citadas por Sigmund Freud, segundo a Standard Edition. "É enorme o número de vezes que Freud o cita. E no cinema também não é muito diferente. Foram realizados, até este mês, nada menos do que 1.168 filmes baseados em peças de Shakespeare, o que lhe dá primazia no ?Guinness Book of World Records? como autor do qual o cinema mais se utilizou", observa Gallego, que ainda afirma: "Compartilharei algumas leituras da obra feitas por importantes pensadores que se debruçaram sobre a peça e seus personagens centrais, como fez Freud".

Com direção e roteiro de Polanski, "Macbeth" (The Tragedy of Macbeth - 1971) venceu o BAFTA Film Award de melhor figurino e, segundo Gallego, sua escolha para integrar o Projeto Psicanálise e Cinema deve-se ao fato de ser uma das adaptações mais fiéis da obra de Shakespeare para a tela grande.

"Macbeth" conta a história de um lorde escocês que assassina o rei e ascende ao trono. Não demora muito para que sua esposa, Lady Macbeth, comece a ter alucinações causadas pelo seu complexo de culpa. Enquanto isso, o filho do rei trama para desmascarar o assassino.


Serviço:
- Data: 29/07;
- Horário: 19h;
- Entrada franca;
- Local: SBPRJ - Rua Davi Campista, 80 - Humaitá;
- Informações e reservas: 2537-1333 / 2537-1115 - [email protected]



23/07/2016 02h02

'Star Trek: Sem Fronteiras' ganha sessões especiais no Rio e em São Paulo
Ana Carolina Garcia

A franquia "Star Trek" está comemorando 50 anos em grande estilo, com a estreia de seu novo longa, "Star Trek: Sem Fronteiras" (Star Trek Beyond - 2016), filme muito aguardado pelos fãs, que serão agraciados pela Paramount Pictures com sessões especiais, todas em salas com tecnologia IMAX, no próximo sábado, dia 30, no Rio de Janeiro (New York City Center) e em São Paulo (Espaço Itaú de Cinema - Shopping Bourbon).

Foto: Divulgação

As sessões especiais serão realizadas um mês antes da estreia oficial no Brasil, marcada para 1º de setembro, e a pré-venda de ingressos começa na segunda-feira, dia 25, no site da Ingresso.com. Vale lembrar que serão duas sessões em cada cidade e que o espectador que comprar o ingresso ganhará um cartaz do filme para colecionadores e um combo, com pipoca e refrigerante.

Com produção de J.J. Abrams e direção de Justin Lin, o longa é ambientado após os eventos de "Além da Escuridão - Star Trek" (Star Trek Into Darkness - 2013) e mostra a equipe de volta à USS Enterprise uma missão que envolve uma perigosa guerra intergaláctica.

No elenco estão: Chris Pine (James T. Kirk), Zachary Quinto (Spock), Zoe Saldana (Uhura), Simon Pegg (Montgomery "Scotty" Scott), Idris Elba (Krall), John Cho (Hikaru Sulu), Karl Urban (Leonard "Bones" McCoy), Sofia Boutella (Jayla) e Anton Yelchin (Pavel Checkov).

Assista ao trailer oficial: