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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



31/10/2014 01h03

Hollywood e o Terceiro Reich
Ana Carolina Garcia

É do conhecimento de todos que o cinema americano enfrentou sérios problemas no período do macarthismo, quando suas produções estavam sob o jugo da censura e muitos de seus profissionais foram perseguidos, pois seus nomes constavam na chamada "lista negra", composta por supostos comunistas ou simpatizantes. O que poucos sabem é que quando isso aconteceu, a censura não era novidade em Hollywood porque a indústria já havia sido censurada anteriormente... pelos nazistas. Para entender isso melhor, precisamos voltar um pouquinho no tempo, até o final da década de 1920.

Em 1929, os Estados Unidos foram assolados pela Quebra da Bolsa de Nova York que o colocou em sua maior crise econômica cujas consequências foram sentidas por muitos anos. Enquanto isso, na Europa do início dos anos de 1930, a ascensão do nazismo já era uma realidade que colocava o mundo num cenário preocupante que culminou com a explosão da Segunda Guerra Mundial em 1939.

Neste período, Hollywood colhia os frutos do advento do som e da fala, vivendo sua Era de Ouro, eternizada através de grandes produções como "... E O Vento Levou" (Gone With the Wind - 1939) e "O Mágico de Oz" (The Wizard of Oz - 1939), ambas da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), o mais importante e poderoso estúdio dos anos de 1930 e 1940.

Os produtos made in Hollywood faziam sucesso em todo o mundo, uma vez que a indústria já estava consolidada como a maior, agradando pessoas de todas as idades, inclusive conquistando a simpatia de ninguém menos que Adolf Hitler, que, de acordo com historiadores, assistia a filmes diariamente, classificando-os como bons ou ruins, basicamente, e quando não gostava da produção a que assistia por algum motivo, mandava desligar o projetor.

Foto: DivulgaçãoHitler era monstruoso, mas não era burro e sabia que o cinema era um importante veículo de comunicação de massa e tinha, portanto, a capacidade de formar opinião, especialmente porque naquela época a televisão não era uma realidade concreta. Por este motivo, o Terceiro Reich trabalhou em parceria com alguns estúdios de Hollywood determinando quais alterações deveriam ser feitas, algumas vezes mudando apenas o título para distribuição no mercado alemão, como em "King Kong" (Idem - 1933), ou substituindo diálogos, fazendo cortes que em certos casos acabavam com a qualidade dos filmes e, até mesmo, obrigando os executivos de estúdios a engavetar projetos de forma definitiva. Mas, acima de tudo, seguindo a regra básica de não produzir filmes considerados antigermânicos.

Os estúdios se submeteram aos desmandos do Reich para não perder os lucros obtidos na Alemanha, muito receptiva às suas produções, assim como acontecia em outros países do velho continente. O problema é que logo as perseguições aos judeus se tornaram conhecidas e muitas das companhias de cinema eram chefiadas por judeus, que aceitaram o jogo do Führer por bastante tempo, como por exemplo, Louis B. Mayer, o homem mais temido em Hollywood à época.

Mayer comandava a Metro e tinha conexões com outros estúdios, mas apesar do poder que detinha, cedeu a praticamente todas as exigências dos nazistas, chegando ainda mais longe ao permitir que a empresa financiasse armamentos para o exército alemão, de acordo com o que foi publicado por Ben Urwand em seu livro "A Colaboração - O Pacto Entre Hollywood e o Nazismo" - interessante registro sobre esse período sombrio da História.

Ao longo dos anos de 1930, alguns estúdios fecharam seus escritórios na Alemanha e somente a MGM, a Twentieth Century-Fox e a Paramount continuaram a exercer suas atividades no país, sob o jugo do Terceiro Reich, que também tinha um representante em Hollywood para analisar cada projeto, vetando-o ou não, modificando-o ou não, enfim, ditando regras num período em que o Código Hays já vigorava e controlava as produções. Com isso, poucos ousavam realizar filmes antinazistas e todos sabiam que qualquer produção protagonizada por atores judeus seria proibida na Alemanha, bem como as que apresentavam tramas com menções ao povo judeu.

Aos poucos, a indústria conseguiu se desvincular do controle imposto pelos nazistas e começou a produzir filmes atacando o regime de Hitler. Contudo, por influência do Escritório Hays e de nomes como o de Mayer, ocorreram tantos cortes em tantos filmes, que às vezes o produto final estreava ridiculamente sem sentido, pois havia perdido sua essência na sala de edição.

Foto: Divulgação

Alguns filmes já haviam sido lançados abordando o tema quando Charles Chaplin estreou a comédia "O Grande Ditador" (The Great Dictator - 1940), após ter cogitado a hipótese de desistir do projeto, uma sátira a Hitler, ao Terceiro Reich e a Benito Mussolini. Suas filmagens começaram em 1939, apenas seis dias após o início da Segunda Guerra, e levaram mais de um ano para serem concluídas. Defensor ferrenho do cinema mudo, Chaplin se rendeu ao advento da fala para fazer uma crítica ao regime nazifascista, enfrentando certa resistência de algumas pessoas em Hollywood, que temiam a proibição do longa em diversos países, bem como sua repercussão e consequências para outros estúdios que ainda mantinham um acordo colaborativo com os oficiais alemães, o que ocasionaria grande prejuízo financeiro.

Obviamente, "O Grande Ditador" só foi exibido na Alemanha após o término do conflito, quando já havia se tornado um dos longas mais importantes não apenas da era clássica de Hollywood, mas da história do cinema mundial. Desta produção, destaco duas cenas: a de Chaplin com o balão que representa o globo terrestre e a do discurso final - que comentei num post do ano passado ("Argo", Hollywood e política). São cenas bastante significativas e de força impressionantes, algo raro em filmes de quaisquer épocas.

A submissão dos estúdios aos oficiais nazistas também se deve ao fato de o governo americano ter assumido uma postura neutra em relação à Segunda Guerra Mundial, situação que mudou quando os japoneses atacaram a base americana de Pearl Harbor em dezembro de 1941, obrigando os Estados Unidos a entrar no conflito e lutar ao lado do grupo dos Aliados contra os países do Eixo.

A adesão americana foi o ponto determinante para uma mudança significativa para a comunidade hollywoodiana, liberta da censura imposta pelo Reich e que fora impulsionada pelo lucro de seus produtos no mercado alemão. Totalmente dedicada a denunciar as atrocidades do regime nazifascista de Adolf Hitler e Benito Mussolini, a indústria cinematográfica se reuniu no chamado esforço de guerra que, entre outras coisas, objetivava produzir filmes com objetivos distintos: fazer propaganda contra os nazistas e entreter os soldados aliados com comédias e musicais.

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- 'Argo', Hollywood e política



30/10/2014 03h15

Dica: 'Tim Maia'
Ana Carolina Garcia

Com direção de Mauro Lima, "Tim Maia" (2014), adaptação cinematográfica de "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 30, e tem tudo para se tornar um sucesso de público.

Foto: Divulgação

Ao contrário de algumas biografias que escondem os defeitos e problemas das personalidades retratadas, este filme não faz nenhuma concessão e apresenta Tim Maia como um homem comum, cheio de problemas e, principalmente, como inimigo dele mesmo. Com isso, o que vemos na tela é um retrato honesto da trajetória de um artista completo, controverso e dono de um vozeirão inigualável, o mais forte que o Bar Divino na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, nos ofereceu.

"Tim Maia" é uma produção imperdível até mesmo para quem nunca foi fã do cantor ou simplesmente não gosta de suas músicas. Enquanto que para os fãs, é uma oportunidade de conhecer melhor o ídolo e tentar entender algumas de suas atitudes polêmicas exploradas pela mídia.

Fica a dica: corra para o cinema mais próximo e assista "Tim Maia"!

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- Crítica: 'Tim Maia' é um filme que faz jus ao talento do cantor

- 'Tim Maia': Babu Santana, Robson Nunes e Cauã Reymond conversam com a imprensa no Rio

Assista ao trailer oficial:



30/10/2014 03h05

Dica: 'Boyhood: Da Infância à Juventude'
Ana Carolina Garcia

Pouco tempo depois de ter sido exibido na Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio, um dos melhores filmes deste ano entra em cartaz em cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta quinta-feira, dia 30: "Boyhood: Da Infância à Juventude" (Boyhood - 2014), produzido, dirigido e roteirizado por Richard Linklater.

Foto: Divulgação

O diferencial deste drama que mostra a vida de um menino até a sua ida para a universidade, é que Linklater optou por não escalar atores diferentes para o mesmo personagem, levando 12 anos para concluir as filmagens e aproveitando-se de cada transformação do elenco, o que deu um charme a mais a este longa, pois o cineasta explorou com competência a química entre os atores e tudo se encaixou com muita naturalidade, alicerçado por um bom roteiro.

Vencedor do Urso de Prata de melhor direção do Festival de Berlim deste ano, "Boyhood: Da Infância à Juventude" é uma produção excelente e que merece ser assistida ao menos uma vez. Não perca!

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- Crítica - Festival do Rio 2014: "Boyhood: Da Infância à Juventude" é um dos melhores filmes do ano

Assista ao trailer oficial:



24/10/2014 01h13

'O Rei Leão' completa 20 anos
Ana Carolina Garcia

Esta semana a Rede Cinemark anunciou que exibirá quatro sucessos dos estúdios Disney, entre eles, "A Bela e a Fera" (Beauty and the Beast - 1991), o grande responsável pelo renascimento do departamento de animação da empresa do Mickey Mouse. O sucesso estrondoso desta verdadeira obra-prima, a primeira animação a disputar o Oscar de melhor filme, possibilitou a criação de tantas outras produções primorosas que, infelizmente, não serão exibidas pelo Cinemark - ao menos, não por enquanto.

Foto: DivulgaçãoOs anos que se seguiram após o lançamento de "A Bela e a Fera" foram importantes para recolocar o estúdio na posição do melhor do mercado de animação em todo o mundo. Desta forma, animações como "Aladdin" (Idem - 1992) e "O Rei Leão" (The Lion King - 1994) entraram para a história do cinema como alguns dos maiores clássicos de Walt Disney e, desde então, vêm encantando gerações. E este ano, a história do leãozinho Simba (vozes de Jonathan Taylor Thomas e Matthew Broderick) comemora seu 20o aniversário.

Lançado no mercado americano em junho de 1994, o longa chegou ao Brasil no mês seguinte, e não demorou muito para se tornar uma febre entre crianças de todas as idades. Realmente, trata-se de uma produção encantadora e atemporal, pois aborda temas universais como família, religião, traição, redenção, comunidade e senso de responsabilidade para com os seus.

Foto: DivulgaçãoA fácil identificação junto ao público, infantil e adulto, é resultado de um processo de produção no qual a espontaneidade era o fio condutor. Tal espontaneidade pode se dever ao fato de que "O Rei Leão" era um projeto secundário do estúdio e desacreditado por todos, inclusive por membros da equipe que o julgavam tolo e se questionavam se a plateia seria capaz de se interessar por uma trama sobre leões na savana africana.

Classificado nos bastidores como Bambi da África com toques de Hamlet, posteriormente apelidado de "Bamb-let", como conta a roteirista Irene Mecchi nos extras do DVD, o longa foi produzido à sombra de "Pocahontas - O Encontro de Dois Mundos" (Pocahontas - 1995) pelo time "B" de animadores; ao qual, alguns integrantes sonhavam em fazer parte do time "A", responsável pela trama do capitão inglês que se apaixona por uma índia, em meio a uma disputa por terras na América.

Dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff, o longa utilizou técnicas de animações tradicionais e computadorizadas, para acentuar alguns detalhes e sequências, como por exemplo, sombras e movimentos dos animais e o estouro da manada de gnus, sequência que levou cerca de dois anos para ser concluída.

Foto: Divulgação

A opção de utilizar as duas técnicas oferece ao espectador o charme inigualável da animação tradicional e a riqueza de detalhes da computação gráfica, fazendo de "O Rei Leão" uma produção esteticamente linda.

Mas sua beleza vai muito além de imagens perfeitas, pois seus idealizadores souberam contar a história de Simba com muita leveza e sensibilidade, mesmo nas cenas dramáticas, como a do atentado de Scar (voz de Jeremy Irons) à Mufasa (voz de James Earl Jones).

Ainda no que diz respeito ao quesito beleza, outro fator importantíssimo precisa ser mencionado: a utilização de elementos da cultura africana em todo o filme, especialmente em sua trilha sonora assinada por Hans Zimmer.

"O Rei Leão" é um clássico emocionante e que merece ser assistido sempre que possível. Relançado em 3D em 2011, o longa ganhou duas continuações que foram lançadas diretamente em vídeo: "O Rei Leão 2 - O Reino de Simba" (The Lion King II: Simba's Pride - 1998) e "O Rei Leão 3: Hakuna Matata" (The Lion King 1½ - 2004).

Entre seus inúmeros prêmios estão o Oscar de melhor canção original por "Can You Feel the Love Tonight" e três Globos de Ouro, nas categorias de melhor filme - comédia / musical, trilha sonora original e canção original para "Can You Feel the Love Tonight".

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- Sucessos da Disney voltam aos cinemas



24/10/2014 00h59

Sucessos da Disney voltam aos cinemas
Ana Carolina Garcia

A partir do próximo sábado, dia 25, a Rede Cinemark vai oferecer uma programação especial composta por quatro animações de sucesso de Walt Disney: "Universidade Monstros" (Monsters University - 2013), "Valente" (Brave - 2012), "Carros 2" (Cars 2 - 2011) e "A Bela e a Fera" (Beauty and the Beast - 1991) - todos digitalizados, sendo que o último terá exibição em 3D.

Foto: Divulgação

"A Cinemark sempre busca oferecer entretenimento para toda a família, e nada melhor do que uma programação de filmes com a qualidade Disney para que adultos e crianças possam ver juntos", disse Bettina Boklis, diretora de marketing da Rede. "Mesmo quem já viu essas animações no cinema poderá rever agora seus desenhos favoritos", complementou Bettina.

Cada filme será exibido durante dois finais de semana em sessões a partir das 11h e com ingressos mais baratos (R$ 6 - crianças / R$ 12 - adultos).

Serviço "O Maravilhoso Mundo de Disney na Cinemark":

- Sábados e domingos, a partir das 11h, em todos os complexos da Rede a partir de 25/10;

- Valores: R$ 6 (crianças) e R$ 12 (adultos);

- Filmes:

"Universidade Monstros" - 25 e 26 de outubro; 1º e 2 de novembro;

"Valente" - 8, 9, 15 e 16 de novembro;

"Carros 2" - 22, 23, 29 e 30 de novembro;

"A Bela e a Fera" - 6, 7, 13 e 14 de dezembro.



23/10/2014 03h43

Marvel divulga trailer oficial de 'Os Vingadores 2: A Era de Ultron'
Ana Carolina Garcia

A última quarta-feira, dia 22, foi agitada para a Marvel e para a Disney, que anunciaram o lançamento do trailer de "Os Vingadores 2: A Era de Ultron" (The Avengers: Age of Ultron - 2015) para a próxima semana, durante a exibição de "Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D." (Idem - desde 2013). Mas o vídeo vazou na internet e as obrigou a antecipar a divulgação do trailer oficial, ainda sem legendas em português, no mesmo dia.

O trailer é um pequeno aperitivo do que iremos encontrar nas salas de cinema a partir do dia 30 de abril de 2015, data de lançamento prevista aqui no Brasil: um vilão incrível, cenários caóticos, efeitos caprichados, novos personagens e, claro, os grandes heróis da Marvel que aparentam estar ainda melhores que no primeiro longa da franquia, "Os Vingadores" (The Avengers - 2012).

Com direção e roteiro de Joss Whedon, o filme mostra Tony Stark / Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) tentando alavancar um programa de paz virtual, mas as coisas não saem como o planejado e ele precisa se reunir com seus amigos para enfrentar um vilão tecnológico obcecado em destruir a humanidade, Ultron (voz de James Spader). Além disso, os Vingadores reencontram um velho amigo, Jarvis / Visão (Paul Bettany) e precisam enfrentar dois novatos bastante misteriosos, Wanda Maximoff / Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff / Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson).

No elenco: Chris Evans (Steve Rogers / Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Mark Ruffalo (Bruce Banner / Hulk), Scarlett Johansson (Natasha Romanoff / Viúva Negra), Jeremy Renner (Clint Barton / Gavião Arqueiro) e Samuel L. Jackson (Nick Fury), entre outros.

Confira algumas fotos oficiais:

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Assista ao trailer oficial (sem legendas):



22/10/2014 01h55

Projeto Cinemão lança documentário no Rio
Ana Carolina Garcia

No próximo sábado, dia 25, o documentário em média-metragem "Reta João XXIII" (2014) será lançado em sessão gratuita às 19h no Conjunto Liberdade em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A exibição faz parte do Projeto Cinemão, que há quatro anos objetiva levar o cinema brasileiro para espaços públicos e populares.

"O Cinemão é um embrião de uma indústria popular de cinema, já que assumimos todas as etapas da cadeia produtiva - da produção à exibição, passando pela distribuição. Este é o modelo mais democrático do cinema em atividade no país", garante Cid César Augusto, idealizador do projeto e um dos diretores do documentário, ao lado de Alberto Bellezia.

Com uma equipe formada, sobretudo, por moradores da Zona Oeste, o documentário apresenta o Sr. Teodorico, 74 anos, locutor da rádio comunitária do Conjunto Liberdade, como fio condutor de sua história, que mostra o cotidiano e as particularidades da Reta João XXIII, avenida de oito quilômetros de extensão que atravessa 19 comunidades.

O espectador encontrará neste documentário, histórias sobre a colônia japonesa centenária que produz aipim para abastecer todo o estado; os pescadores da Baía de Sepetiba; o Colégio Estadual Erich Heine (escola verde); a Base Aérea de Santa Cruz; entre outros.

"Reta João XXIII" terá outras exibições na região até o final do ano, mas as datas e locais ainda não foram divulgados.



17/10/2014 19h08

Divulgada lista dos próximos filmes com personagens da DC Comics
Ana Carolina Garcia

Nos últimos anos, a Marvel revolucionou os filmes de super-heróis ao produzir alguns filmes realmente excelentes, como "Capitão América 2: O Soldado Invernal" (Captain America: The Winter Soldier - 2014) e "Guardiões da Galáxia" (Guardians of the Galaxy - 2014), isso para citar os mais recentes.

O sucesso estrondoso do estúdio obrigou a concorrência a se mexer e apostar mais neste universo cuja origem está nas HQs. Com isso, o que veremos nos próximos anos será uma briga de "cachorro grande" entre a Marvel e a DC Comics, cujos próximos filmes foram anunciados esta semana pelo CEO da Warner, Kevin Tuijihara.

Foto: Divulgação

O primeiro grande lançamento será "Batman V Superman: Dawn of Justice" (Idem - 2016), protagonizado por Ben Affleck e Henri Cavill. Este longa, dirigido por Zack Snyder, mostra uma personagem que ganhará filme solo em 2017: a Mulher-Maravilha, interpretada por Gal Gadot, a Gisele da franquia "Velozes & Furiosos" (Fast & Furious).

Contudo, Tuijihar não divulgou qual personagem será o protagonista de uma grande produção prevista para 2020. 

Confira a lista:

- "Batman V Superman: Dawn of Justice" (Idem - 2016);

- "Esquadrão Suicida" (Suicide Squad - 2016);

- "Liga da Justiça - Parte 1" (Justice League : Part 1 - 2017);

- "Mulher-Maravilha" (Wonder Woman - 2017);

- "The Flash" (Idem - 2018);

- "Aquaman" (Idem - 2018);

- "Shazam" (Idem - 2019);

- "Liga da Justiça - Parte 2" (Justice League: Part 2 - 2019);

- "Cyborg" (Idem - 2020);

- "Lanterna Verde" (Green Lantern Reboot - 2020).

 



17/10/2014 18h13

Warner divulga trailer do novo filme de Chris Hemsworth
Ana Carolina Garcia

A Warner Bros. divulgou o primeiro trailer oficial de "No Coração no Mar" (In the Heart of the Sea - 2015), protagonizado por Chris Hemsworth (Owen Chase), mais conhecido como o Thor dos filmes da Marvel.

Foto: Divulgação

Dirigida por Ron Howard, a produção ambientada em 1819 conta a história real da tripulação do navio baleeiro Essex, que foi atacada por uma baleia gigante e precisou lutar por sua sobrevivência no meio do Oceano Pacífico. É importante ressaltar que história serviu de inspiração para Herman Melville escrever o romance "Moby Dick".

Adaptação cinematográfica de "In the Heart of the Sea: The Tragedy of the Whaleship Essex", de Nathaniel Philbrick, "No Coração no Mar" é mais um longa baseado em fatos reais da filmografia do diretor, que realizou trabalhos incríveis em "Apollo 13 - Do Desastre ao Triunfo" (Apollo 13 - 1995); "Uma Mente Brilhante" (A Beautiful Mind - 2001), que lhe rendeu duas estatuetas do Oscar (filme e direção); e "Rush - No Limite da Emoção" (Rush - 2013), que marcou o início da parceria com Hemsworth.

O elenco ainda conta com Cillian Murphy (Matthew Joy), Michelle Fairley (Mrs. Nickerson),  Paul Anderson (Thomas Chappel), Charlotte Riley (Peggy), Brendan Gleeson (Thomas Nickerson - idoso), Ben Whishaw (Herman Melville), Benjamin Walker (George Pollard), Tom Holland (Thomas Nickerson - jovem), entre outros.

"No Coração no Mar" tem estreia prevista para 12 de março no Brasil.

Confira o trailer oficial (sem legendas):



15/10/2014 17h01

'Festa no Céu' estreia nesta quinta-feira
Ana Carolina Garcia

Produzido por Guillermo del Toro e dirigido por Jorge R. Gutierrez, "Festa no Céu" (The Book of Life - 2014) estreia no Brasil nesta quinta-feira, dia 16.

Foto: Divulgação

Neste longa de animação, Manolo (voz de Diego Luna) vive o dilema de seguir a tradição de sua família e enveredar pelo mundo das touradas ou seguir o seu sonho musical. Tentando se decidir, embarca em uma viagem por três diferentes mundos: o dos Vivos, o dos Esquecidos e o dos Eternizados. Ele encontra figuras marcantes e conta com o apoio do amigo Joaquin (voz de Channing Tatum) e da amada Maria (voz de Zoe Saldana).

"Festa no Céu" também será exibido na sala XPlus, da Rede UCI, com projeção em alta definição e 54 canais de áudio, distribuídos em 360º até o teto.



15/10/2014 16h19

Universal divulga featurette de 'Drácula - A História Nunca Contada'
Ana Carolina Garcia

A Universal divulgou um vídeo em que Luke Evans fala sobre "Drácula - A História Nunca Contada" (Dracula Untold - 2014), dirigido por Gary Shore.

Foto: Divulgação

Classificado como drama, ação e fantasia, o longa conta a trajetória do príncipe romeno até sua transformação no temido Conde Drácula.

"Drácula - A História Nunca Contada" nos remete a outras produções vampirescas e chega aos cinemas brasileiros no dia 23.

Confira o vídeo:



15/10/2014 15h55

Guillermo Cabrera Infante lança novo livro sobre cinema
Ana Carolina Garcia

O novo livro de Guillermo Cabrera Infante chega às livrarias nesta quinta-feira, dia 16. Trata-se do segundo volume da coletânea "Cinema ou Sardinha": "Cinema ou Sardinha - 2. Vivas, bem Vivas".

Nesta obra distribuída pela editora Gryphus, o autor, que também é roteirista e crítico de cinema, faz um passeio sobre filmes e personagens, reunindo histórias memoráveis de nomes como James Mason, William Holden, Hitchcock, Cary Grant, Orson Welles, Ava Garner, Rita Hayworth, Sharon Stone e Charles Chaplin, tanto dentro quanto fora das telas.

O primeiro volume, "Cinema ou Sardinha - 1. Pompas Fúnebres", foi lançado em 2013.



14/10/2014 02h51

Maratona 'Star Wars' na Rede Cinemark
Ana Carolina Garcia

A paixão pela saga "Guerra nas Estrelas" (Star Wars) passa de geração para geração. O único problema é que alguns de seus fãs não tiveram a oportunidade de assistir a nenhum de seus filmes no cinema, mesmo em sessões especiais oferecidas ao longo dos anos. Pensando nisso, a Rede Cinemark realizará a Maratona de Filmes Star Wars entre os dias 21 e 26 de outubro.

Foto: Divulgação

Contudo, a maratona ficará restrita a dois cinemas da rede, nos complexos dos shoppings Eldorado (em São Paulo) e Downtown (no Rio de Janeiro), apresentando os seis longas em ordem cronológica, ou seja, começando pela trilogia mais nova, iniciada em 1999, que conta a história pregressa de Anakin Skywalker, desde a sua infância até a transformação no temido Darth Vader.

Além da exibição dos filmes, a Rede Cinemark oferece de brinde uma camisa oficial da maratona, porém, somente para aqueles que comprarem ingressos para todos os dias. (comprados na bilheteria ou pela Internet) - lembrando que é imprescindível que todos sejam apresentados no ato da troca. A entrega da camisa acontecerá no dia 26 após o término da sessão.

Todas as sessões serão realizadas às 20h30 e os ingressos já podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou nas bilheterias dos cinemas participantes.

Serviço Cinemark - Maratona "Star Wars":

- Datas: 21 a 26 de outubro;

- Horário: 20h30;

- Locais: Cinemark Eldorado - Av. Rebouças, 3970 (SP) / Cinemark Downtown - Av. das Américas, 500 (RJ);

- 21/10: "Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma" (Star Wars: Episode I - The Phantom Menace - 1999);

- 22/10: "Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones" (Star Wars: Episode II - Attack of the Clones);

- 23/10: "Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith" (Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith - 2005);

- 24/10: "Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança" (Star Wars: Episode IV - A New Hope - 2002);

- 25/10: "Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca" (Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back - 1983);

- 26/10: "Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi" (Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi - 2002).



09/10/2014 03h14

Dica: 'O Homem Mais Procurado'
Ana Carolina Garcia

Um dos últimos filmes de Philip Seymour Hoffman, "O Homem Mais Procurado" (A Most Wanted Man - 2014), estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 09.

Foto: Divulgação

Baseado na obra homônima de John Le Carré e dirigido por Anton Corbijn, o longa mantém a atmosfera de tensão do início ao fim e conta com excelentes atuações, especialmente a de Hoffman.

Esta produção é interessante e surpreende em todos os aspectos, deixando nítido para o espectador de que tem chances reais de disputar alguns prêmios na próxima temporada de premiações - apesar de ser um pouco cedo para falarmos dela.

Fica a dica: assista "O Homem Mais Procurado"!

Leia também:

- Crítica - Festival do Rio 2014: Philip Seymour Hoffman se destaca em 'O Homem Mais Procurado'



09/10/2014 02h54

'Sangue Azul' é o grande vencedor do Festival do Rio 2014
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoNa noite da última quarta-feira, dia 08, o Troféu Redentor foi entregue durante a cerimônia de premiação que encerrou a edição do Festival do Rio deste ano no Armazém 6, Cais do Porto, Zona Portuária do Rio. E o grande vencedor da noite foi o longa "Sangue Azul" (2014), dirigido por Lírio Ferreira e protagonizado por Daniel Oliveira.

Vencedor em mais duas categorias, melhor diretor para Ferreira e ator coadjuvante para Rômulo Braga, o longa é ambientado numa ilha paradisíaca e conta a história de um menino de 10 anos que é separado de sua família, pela própria mãe, receosa de uma futura relação incestuosa entre ele e a irmã. Assim, o menino segue com o Circo Netuno para o continente, envolvendo-se com a arte e retornando para a ilha 20 anos depois para um espetáculo, no qual é uma das atrações, pois se tornou Zolah (Daniel de Oliveira), o Homem-Bala. Ainda atormentado pelo passado, o jovem tenta resolver seus problemas junto à família (abaixo você pode conferir o vídeo de Matheus Nachtergaele falando sobre este filme).

Apresentada por Leandro Hassum e Deborah Secco, a cerimônia também contou com uma homenagem a Hugo Carvana, falecido no último sábado, dia 04. "Vamos relembrar o eterno vagabundo que deu início a uma trajetória histórica", disse a atriz.

Hugo Carvana também foi lembrado por Othon Bastos, que recebeu o Prêmio Especial do Júri pelo conjunto da obra. Em seu discurso de agradecimento o ator ressaltou que esta homenagem foi uma surpresa para ele. "Quando você recebe um prêmio no Brasil, você perde um emprego porque os diretores acham que vai cobrar o olho da cara. Para mim, foi uma grande surpresa", disse Bastos que este ano completa 62 anos de carreira.

Confira a lista completa dos vencedores do Festival do Rio:

Première Brasil:

(Júri oficial: Presidido por Karim Ainouz e composto por Andrea Barata Ribeiro, Malu Mader, Maurizio Braucci e Mike Downey).

- Melhor longa de ficção: "Sangue Azul", de Lírio Ferreira;

- Melhor longa de documentário: "À Queima Roupa", de Theresa Jessouroun;

- Melhor curta: "Barqueiro", de José Menezes e Lucas Justiniano;

- Melhor diretor de ficção: Lírio Ferreira, por "Sangue Azul";

- Melhor diretor de documentário: Theresa Jessouroun, por "À Queima Roupa";

- Melhor atriz: Bianca Joy Porte, por "Prometo Um Dia Deixar Essa Cidade";

- Melhor ator: Matheus Fagundes, por "Ausência";

- Melhor atriz coadjuvante: Fernanda Rocha, por "O Último Cine Drive-in";

- Melhor ator coadjuvante: Rômulo Braga, por "Sangue Azul";

- Melhor fotografia: André Brandão, por "Obra";

- Melhor montagem: Luisa Marques, por "A Vida Privada dos Hipopótamos";

- Melhor roteiro: Murilo Salles, por "O Fim e os Meios";

- Prêmio especial do júri: "Ausência", de Chico Teixeira;

- Prêmio pelo conjunto da obra: Othon Bastos.

Novos Rumos:

(Júri presidido por Felipe Bragança e composto por Bianca Comparato e Cavi Borges).

- Melhor filme: "Castanha", de Davi Pretto;

- Melhor curta: "Bom Comportamento", de Eva Randolph;

- Prêmio especial do júri: "Deusa Branca", de Alfeu França.

Prêmio FIPRESCI:

(Júri composto por Ernesto Diez Martinez, Luiz Zanin e Roni Filgueiras).

- "Obra", de Gregorio Graziosi.

Voto Popular:

- Melhor longa de ficção: "Casa grande", de Fellipe Barbosa;

- Melhor longa documentário: "Favela gay", de Rodrigo Felha;

- Melhor curta: "Max Uber", de Andre Amparo.

*Outros prêmios:

Mostra Geração:

- "Finn", de Frans Weisz.

Prêmio Félix:

(Primeira edição do Prêmio Félix, dedicado ao melhor filme de temática LGBT dentro de toda a programação do Festival. A cerimônia de entrega foi realizada no dia 06, no CCBB).

- Melhor Documentário: "De Gravata e Unha Vermelha", de Miriam Chnaiderman;

- Melhor Ficção: "Xenia", de Panos H. Koutras;

- Prêmio Especial do Júri: "Toda Terça-feira", de Sophie Hyde.

Assista ao vídeo de Matheus Nachtergaele sobre "Sangue Azul":