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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

CINEMA. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



23/09/2016 18h35

'Maresia': 'São duas histórias em uma', diz Marcos Guttmann
Ana Carolina Garcia

Inspirado na obra "Barco a Seco", de Rubens Fiqueiredo, "Maresia" (2016) teve seu trailer divulgado esta semana. Protagonizado por Júlio Andrade, que encara o desafio de viver dois personagens distintos, o filme marca a estreia de Marcos Guttmann na direção de longa-metragem.

Foto: Divulgação

"Optei pelo mesmo ator para interpretar os dois personagens principais do filme. Esta escolha é uma aposta que busca levar o espectador a experimentar sensações sobre a temática do filme, que é a autenticidade e identidade. Gaspar é obcecado por Vega e de certa forma, se apropria de sua vida. Daí a identificação e simbiose do crítico com o artista", diz Guttmann.

O longa conta a história de Gaspar (Júlio Andrade), um perito de arte obcecado pela obra de Emilio Vega, um pintor mítico morto há 50 anos. Estudioso e crítico, Gaspar é o maior especialista sobre o artista, mas tem suas convicções abaladas após um incômodo encontro com Inácio Cabrera (Pietro Bogianchini), um amigo e contemporâneo do pintor, que desmente várias ideias do especialista com informações de difícil comprovação. Afinal, quem é o verdadeiro Vega?

Foto: Divulgação

"Procurei fazer, assim como é o livro no qual o roteiro se baseia, um filme com camadas, nuances e sutileza. O filme não segue uma história linear. São duas histórias em uma, pois o passado não é apresentado como flashback", afirma o diretor, que também assina o roteiro, ao lado de Melanie Dimantas e Rafael Cardoso.

Para Dimantas, o filme mostra a busca de Gaspar por um "sentido estético e filosófico" na vida do artista, para justificar a sua própria. "De certa forma, o filme trata da vida que não alça voos próprios e se apodera da vida dos outros. Gaspar, o perito em artes, é o guardião cioso da obra de Emilio Vega, um pintor morto há meio século", diz Melanie Dimantas. "Como o sal que corrói até a mais dura das matérias, Gaspar tem que se deixar invadir pelo que é inevitável, a noção de que não temos controle de nada nessa vida. E que falso e verdadeiro são as faces de uma mesma moeda. E nada mais delicioso para um roteirista do que brincar com esses conceitos do que é falso, do que é verdadeiro, do que é real, do que é sonho... exercitar pontos de vista, equilibrar o tom existencial e uma sutil trama de suspense para fazer de Gaspar um sujeito menos arrogante, mais livre, mais humano", completa a roteirista.

Vencedor de dois prêmios no 26º Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema, nas categorias de melhor ator para Andrade e direção para Guttmann, "Maresia" tem previsão de estreia para 17 de novembro.

Assista ao trailer oficial:



23/09/2016 17h47

Festival do Rio 2016: confira a programação
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoO Festival do Rio divulgou a lista completa de filmes selecionados para a edição deste ano. Ao todo, são 250 títulos de mais de 60 países, divididos em 15 mostras distintas, que invadirão as telas de 20 locais de exibição entre os dias 06 e 16 de outubro, inclusive a revitalizada Praça Mauá, local escolhido para receber a Mostra Cine Petrobrás Festival do Rio, responsável por brindar o público com clássicos do cinema mundial.

Ao longo de 10 dias de intensa programação, o público poderá não apenas conferir os títulos selecionados, como também participar de debates e sessões especiais com convidados (inclusive internacionais), palestras e workshops no RioMarket e votar no seu preferido da Première Brasil, cuja programação foi divulgada anteriormente e, pela primeira vez na história do evento, terá exibição no Cine Roxy. O Cine Odeon - Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro também receberá a Première, mas para sessões de filmes em hors concours, além de exibir as já tradicionais sessões populares seguidas de conversas do público com realizadores e atores dos filmes.

O Festival do Rio é uma oportunidade única para conferir novos trabalhos de diretores consagrados, alguns ainda sem data de estreia definida no circuito brasileiro. Dentre esses diretores estão: Terrence Malick ("Voyage of Time"), Ken Loach ("Eu, Daniel Blake"), Maren Ade ("Toni Erdmann"), Cristi Puiu ("Sieranevada"), Wim Wenders ("Os Belos Dias de Aranjuez 3D"), Olivier Assayas ("Personal Shopper"), Bertrand Bonello ("Sarah Winchester", "Ópera Fantasma" e "Nocturama"), Hong Sang-soo ("Você e Os Seus"), Werner Herzog ("Eis os Delírios do Mundo Conectado"), Xavier Dolan ("É Apenas o Fim do Mundo"), João Pedro Rodrigues ("O Ornitólogo"), Amat Escalante ("A Região Selvagem"), Derek Cianfrance ("A Luz Entre Oceanos"), Paul Schrader ("Dog Eat Dog"), Richard Linklater ("Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!") e Noah Baumbach ("De Palma").

Mantendo suas tradicionais mostras, como a Panorama do Cinema Mundial, Première Brasil, Première Latina, Expectativa, Mostra Geração, Midnight Movies & Docs, Fronteiras, Meio Ambiente e Itinerários Únicos, o evento aposta ainda em novas mostras, como: Cinema Novo / Interseções / Cinema Marginal, Universal Monsters e Artistas Viajantes.

Contudo, para a fatia do público que curte os filmes, mas deseja absorver mais sobre os bastidores da sétima-arte e seus profissionais, a Mostra Film Doc deste ano está imperdível porque inclui produções sobre Brian de Palma, Mike Nichols, Richard Linklater, além da viagem de Bertrand Tavernier pela história do cinema francês em "Voyage à travers le cinèma français" e "Women Who Run Hollywood", um estudo sobre o papel primordial de diretoras, produtoras e roteiristas na Era de Ouro de Hollywood.

Um dos mais importantes eventos cinematográficos da América Latina, o Festival do Rio, pelo terceiro ano consecutivo, vai entregar o Prêmio Félix ao melhor filme de temática LGBTQ, escolhido por um júri especial, que analisará 28 longas-metragens. Além disso, o Prêmio Suzy Capó Personalidade Félix do Ano será entregue à modelo internacional Lea T.

RioMarket

Área destinada a negócios durante o evento, o RioMarket acontece de 05 a 12 de outubro, na sede do Festival, o Colégio Brasileiro de Altos Estudos - UFRJ, situado à Avenida Rui Barbosa, 762, no Flamengo, Zona Sul da cidade.

Nesta edição, os encontros estão divididos em quatro mercados segmentados: o RioMarket TV, focado especificamente na indústria da televisão; o RioMarket Film, reunindo profissionais da indústria cinematográfica; o RioMarket Fashion & Film, que aproximará as indústrias do cinema e da moda; e o RioMarket Advertising, que busca aproximar a indústria audiovisual da indústria publicitária.

A Globonews também reafirma sua parceria com o RioMarket em 2016, levando para o evento dois painéis com entrada gratuita no dia 8: "Somos todos os gêneros", com Regina Navarro Lins, Giowana Cambrone, Andrea Baliera e Mariluce Mariá, sob a mediação de Leilane Neubarth; e "Onda conservadora", com Jorge Pontual e Renée Castelo Branco.

A programação gratuita também é composta por workshops e seminários com grandes nomes do audiovisual brasileiro e conta com uma grande novidade: o RioMarket Fashion & Film, no dia 12 de outubro.

Clique aqui para conferir os títulos selecionados pelas Mostras do Festival.
Clique aqui para conferir a programação do RioMarket.



21/09/2016 16h27

Projeto Psicanálise e Cinema exibe filmes sobre histeria
Ana Carolina Garcia

O Projeto Psicanálise & Cinema divulgou os títulos dos filmes selecionados para as suas próximas edições, nos dias 23/09 e 28/10, às 19h: "Augustine" (Idem - 2012) e "Os Demônios" (The Devils - 1971), ambos sobre crises de histeria e seguidos de debates. Os eventos serão realizados na sede da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ) no Humaitá, Zona Sul da Cidade.

Foto: Divulgação

"Se são menos visíveis os quadros de grande histeria individual que aconteciam frequentemente há 100 anos e estudados por Charcot, ou mesmo os de histeria coletiva descritos por Huxley com base em documentos do século XVII, isto não quer dizer que aquelas estruturas de personalidade não existam, mesmo que nem sempre se manifestem com a mesma frequência ou do mesmo modo de antes", afirma o psicanalista e crítico de cinema Luiz Fernando Gallego, coordenador do projeto Psicanálise & Cinema.

Com direção de Alice Winocour, o drama francês "Augustine" é o primeiro título do ciclo "A Histeria antes de Freud" e será debatido pela psicanalista Maria Inês Lamy, da Escola Brasileira de Psicanálise.

Considerado pelo British Film Institute a obra-prima do cineasta inglês Ken Russel, "Os Demônios", baseado na obra "Os Demônios de Loudon" (1952), de Aldous Huxley, será debatido pela psicanalista Fátima Amin.

Serviço:
"Augustine":
- Data: 23/09;
- Horário: 19h;
- Duração: 1h42;
- Classificação etária: 14 anos;
- Taxa de manutenção: R$ 20,00.

"Os Demônios":
- Data: 28/10;
- Horário: 19h;
- Duração: 1h51;
- Classificação etária: 18 anos;
- Entrada gratuita, sujeita à lotação da sala (60 lugares).

*Informações e reservas: 2537-1333 e 2537-1115 - [email protected]
  SBPRJ - Endereço: Rua Davi Campista, 80 - Humaitá.



20/09/2016 23h53

Dica: 'Sete Homens e Um Destino'
Ana Carolina Garcia

Na última quinta-feira, dia 15, quando noticiei aqui no blog a estreia de "Bruxa de Blair" (Blair Witch - 2016), comentando resultados desastrosos oriundos da grave crise criativa que tem obrigado Hollywood a resgatar sucessos do passado para obter lucro no presente através de remakes, reboots e continuações, citei "Sete Homens e Um Destino" (The Magnificent Seven - 2016), mas com o tom duvidoso no ar. Afinal, ele seguiria a regra do equívoco ou seria uma exceção? Felizmente, o longa se encaixa na segunda opção.

Foto: Divulgação

Uma das estreias da próxima quinta-feira, dia 22, "Sete Homens e Um Destino" é o remake do clássico homônimo de 1960, dirigido por John Sturges, que, por sua vez, é baseado em "Os Sete Samurais" (Shichinin no samurai - 1954), de Akira Kurosawa.

Com a direção competente de Antoine Fuqua e com Denzel Washington, Chris Pratt e Ethan Hawke no elenco, o longa contém a essência dos faroestes produzidos durante o período clássico da cinematografia americana, mas com pinceladas de humor para conquistar a fatia mais jovem do público, algo que funciona muito bem.

Oferecendo uma história bem amarrada e com sequências de ação ágeis, esta é uma produção que faz jus ao gênero cinematográfico ao qual é classificada e que tem tudo para conquistar a plateia rapidamente.

Então, fica a dica: assista "Sete Homens e Um Destino"!

Leia também:
- 'Bruxa de Blair' estreia nesta quinta-feira

Confira o trailer oficial:



20/09/2016 23h50

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2016: votação popular já começou
Ana Carolina Garcia

No dia 04 de outubro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro será palco da 15a edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, realizado pela Academia Brasileira de Cinema. Os vencedores são escolhidos através de votação de um júri técnico e outra por voto popular, que já está aberta no site oficial do evento.

Foto: Divulgação

"Colaborar para a promoção do cinema nacional é um dos principais objetivos do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, que tem a premiação feita a partir da votação isenta de um júri técnico composto por 250 membros da Academia e do voto popular. Já estamos na 15ª edição e temos observado um aumento da quantidade de filmes e novos cineastas", declara Jorge Peregrino, vice-presidente da Academia Brasileira de Cinema.

Maior premiação do cinema nacional, o evento também dá ao público a oportunidade de rever os indicados na tela grande, a partir da última terça-feira, dia 20, nas seguintes salas: Biblioteca Parque Estadual e NUCINE João Uchôa, ambas no Rio; Cine Arte - UFF em Niterói; Sala Humberto Mauro em Belo Horizonte; Cinemateca Paulo Amorim em Porto Alegre; e Cinema da Fundação Joaquim Nabuco em Recife.

A cerimônia, que terá como grande homenageado o cineasta e ator Daniel Filho, será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil.

Clique aqui para votar.
Clique aqui para conferir a programação oficial do evento.



20/09/2016 02h28

Cinemark, Cinépolis e UCI exibem 'Havana Moon - The Rolling Stones Live in Cuba'
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoCinema e música caminham lado a lado desde o advento do som na sétima-arte no final dos anos de 1920. Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum encontrarmos nas programações das salas de exibição shows de diversos artistas e bandas. Um dos selecionados pelas redes Cinemark, Cinépolis e UCI é "Havana Moon - The Rolling Stones Live in Cuba", que será exibido somente no dia 06 de outubro às 20h.

Realizado em Havana em 25 de março deste ano, em plena Sexta-Feira da Paixão, o que acabou gerando críticas do Vaticano, o show do Rolling Stones entrou para a história porque foi o primeiro concerto gratuito desta magnitude no país, prestes a sofrer mudanças significativas, principalmente após a visita de Barack Obama, o primeiro presidente americano em exercício a visitar Cuba em 88 anos.

"A experiência de cinema de 'Havana Moon' mergulha o público em um fantástico som surround com imagens visuais em super, alta definição, é o mais perto que você pode chegar de estar lá no show. Não percam!", diz David Pope, CEO da Musicscreen, empresa especializada em levar para as salas de cinema os mais variados shows musicais.

Com uma plateia de aproximadamente um milhão de pessoas, a noite foi classificada pelo guitarrista Keith Richards como "inesquecível". Na mesma sintonia, o vocalista Mick Jagger comentou: "Foi um momento incrível; um imenso mar de pessoas até onde os olhos podiam ver. Você podia sentir o entusiasmo da plateia e este foi, para mim, o momento mais marcante".

Entre os sucessos do setlist, clássicos como "Jumpin' Jack Flash", "It's Only Rock 'n' Roll", "Paint It Black", "Honky Tonk Women", "Start Me Up", "Brown Sugar", "You Can't Always Get What You Want" e "(I Can't Get No) Satisfaction".



20/09/2016 01h54

'Especial Bridget Jones' no Telecine Touch
Ana Carolina Garcia

Na próxima quinta-feira, dia 22, o Telecine Touch exibe o "Especial Bridget Jones". Os dois primeiros filmes da franquia, "O Diário de Bridget Jones" (Bridget Jones's Diary - 2001) e "Bridget Jones: No Limite da Razão" (Bridget Jones: The Edge of Reason - 2004), serão exibidos em sequência, a partir das 20h05.

Foto: Divulgação 

A iniciativa do canal por assinatura é uma maneira de refrescar a memória do público e prepara-lo para a estreia de "O Bebê de Bridget Jones" (Bridget Jones's Baby - 2016) nos cinemas brasileiros no dia 29.

"O Bebê de Bridget Jones" marca a volta de Sharon Maguire à direção de um longa da franquia e mostra a protagonista, vivida por Renée Zellweger, trabalhando como produtora do noticiário e orgulhosa por manter uma boa relação com seu ex-namorado, o advogado Mark Darcy (Colin Firth). Mas, de repente, ela descobre que está esperando seu primeiro filho, aos 40 anos de idade. A pergunta que não quer calar é: quem será o pai do bebê?



15/09/2016 18h33

'Bruxa de Blair' estreia nesta quinta-feira
Ana Carolina Garcia

Nesta quinta-feira, dia 15, "Bruxa de Blair" (Blair Witch - 2016) chega aos cinemas brasileiros com a promessa de repetir o sucesso do primeiro longa, "A Bruxa de Blair" (The Blair Witch Project - 1999).

"Estou tentando retornar às raízes daquele filme assustador", diz Adam Wingard em um vídeo divulgado pela Paris Filmes. Fã do original, ele ainda explicou o tipo de abordagem escolhido para rodar esta sequência: "Nossa abordagem ao terror no filme foi tentar começar com um tipo de terror e levar o espectador por uma gama de vinhetas assustadoras".

Foto: Divulgação

Continuação direta do longa original, o novo longa não diz a que veio em nenhum momento, pois não contém nenhum elemento capaz de criar uma atmosfera de medo e tensão, como é esperado num filme classificado como horror e suspense. O resultado é risível e muito constrangedor, muito mesmo, principalmente se levarmos em consideração o trabalho de todo o elenco. Além disso, a nova trama não acrescenta absolutamente nada à franquia, que já havia sofrido o baque do resultado negativo de "A Bruxa de Blair - O Livro das Sombras" (Black Witch 2 - The Book of Shadows - 2000).

Não foram poucas as vezes que comentei aqui no blog sobre a falta de criatividade que há muitos anos assola a indústria cinematográfica hollywoodiana. Este grave problema criativo, aliado à ganância desmedida de estúdios, pode ser observado através da quantidade de remakes, reboots e continuações de sucessos do passado numa tentativa de garantir lucro no presente. Uma espécie de resgate que neste ano produziu outros longas-metragens igualmente desastrosos, como "Independence Day: O Ressurgimento" (Independence Day: Resurgence - 2016), "Ben-Hur" (Idem - 2016) e "Caça-Fantasmas" (Ghostbusters - 2016).

Com arrecadação mundial estimada em US$ 373 milhões, valor pouco expressivo para um blockbuster, ainda mais se considerarmos o orçamento de aproximadamente US$ 165 milhões, "Independence Day: O Ressurgimento" (Independence Day: Resurgence - 2016), de Roland Emmerich, apresenta problemas similares aos de "Bruxa de Blair", mas, mesmo assim, ainda funciona enquanto entretenimento sem compromisso. Isto se deve em parte à decisão de manter nesta sequência, personagens do longa original, "Independence Day" (Idem - 1996), exceto o Capitão Steven Hiller porque, segundo a imprensa americana, Will Smith não aceitou participar do projeto por não ter chegado a um acordo salarial com o estúdio - há rumores de que o ator teria pedido US$ 60 milhões.

De acordo com matéria publicada no The Hollywood Reporter há alguns dias, "Ben-Hur" pode render um prejuízo de aproximadamente US$ 120 milhões aos cofres da Paramount. Terceira adaptação em longa-metragem da obra "Ben-Hur: A Tale of the Christ", de Lew Wallace, este longa foi prejudicado pelo fato de não respeitar a essência da história, bem como de seu protagonista, oferecendo ao espectador uma trama de redenção, perseverança da fé e perdão, sem explorar da forma devida o desejo de vingança que manteve Judah Ben-Hur vivo em meio ao horror da escravidão.

Foto: Divulgação

Vendido como símbolo de empoderamento feminino numa indústria dominada por homens, o reboot da franquia "Caça-Fantasmas" (Ghostbusters), iniciada em 1984, dividiu a opinião do público e da crítica na mesma intensidade. Explorando clichês e estereótipos, "Caça-Fantasmas" (Ghostbusters - 2016) é um grande equívoco porque se preocupou em adaptar situações e personagens do original ao invés de criar uma história interessante e minimamente divertida. Dirigido por Paul Feig, não passa de uma produção pretensiosa e que não deve ser encarado como uma vitória feminina em Hollywood, principalmente se analisarmos a maneira com a qual as personagens femininas são construídas e apresentadas à plateia. É um filme que seria ruim mesmo se protagonizado por homens, basta imaginarmos o elenco da franquia "Gente Grande" (Grown Ups), também composto por comediantes renomados da TV e do cinema americanos, no lugar das protagonistas, que, aqui, são lideradas por Melissa McCarthy.

Esse resgate ao passado lucrativo dá errado na maioria das vezes porque alguns realizadores acreditam que o sucesso do original é suficiente para levar as massas às salas de exibição. De fato, isto acontece em alguns casos, mas gera desconfiança em tantos outros, impactando diretamente em sua bilheteria, como em "Ben-Hur". No entanto, existem exceções, como "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" (Jurassic World - 2015), que manteve o nível de qualidade do longa original e arrecadou mais de US$ 1,6 bilhão mundo afora, garantindo outras sequências que serão lançadas nos próximos anos para concluir uma nova trilogia.

Na próxima quinta, dia 22, outro remake invadirá as telas brasileiras, "Sete Homens e Um Destino" (The Magnificent Seven - 2016), de Antoine Fuqua, com Denzel Washington, Chris Pratt e Ethan Hawke no elenco - o primeiro foi lançado em 1960 sob a direção de John Sturges e é baseado em "Os Sete Samurais" (Shichinin no samurai - 1954), de Akira Kurosawa. Agora resta saber se ele se enquadra no equívoco ou na exceção.



15/09/2016 18h32

'Na Companhia de Ruy Castro' no Estação NET Ipanema
Ana Carolina Garcia

No próximo sábado, dia 17, às 10h30, será realizada a terceira edição do "Na Companhia de Ruy Castro" no Estação NET Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Desta vez, o evento mergulha no universo de Nelson Rodrigues através de histórias e trechos de filmes.

Autor do livro "O Anjo Pornográfico - A Vida de Nelson Rodrigues", publicado pela Companhia das Letras, Castro vai comentar também curiosidades a respeito da vida de um dos escritores mais aclamados e polêmicos do país, baseado nas centenas de entrevistas realizadas por ele durante o seu processo de pesquisa para o livro, algumas delas com parentes e amigos de Rodrigues.

"Na Companhia de Ruy Castro" é um evento mensal realizado nos cinemas Circuito Estação NET, que sempre conta com trechos de filmes durante as conversas com o público sobre um de seus livros.

Serviço:
- Data: 17/09;
- Hora: 10h30;
- Local: Estação NET Ipanema;
- Ingresso: R$30,00 / R$15,00.



13/09/2016 01h53

Oscar 2017: 'Pequeno Segredo' disputa uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoNa última segunda-feira, dia 12, a comissão formada pela Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC) anunciou o representante do Brasil na disputa por uma vaga entre os cinco finalistas do Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro: "Pequeno Segredo" (2016), de David Schurmann.

"Nosso filme tem uma mensagem extremamente importante, porque fala de algo necessário para o mundo hoje. Ele fala de família e de pessoas que se unem, fala de amor. A indicação para representar o Brasil já é em si uma vitória, de uma equipe que batalhou muito por esse filme. Nosso trabalho agora é concretizar essa indicação, mostrando que esse filme conta uma história delicada e universal sem abrir mão de valor de produção", afirma Schurmann, que antes do anúncio já havia recebido elogios de pessoas renomadas na indústria cinematográfica hollywoodiana.

De acordo com o que foi divulgado pela assessoria do longa de Schurmann, um desses elogios partiu de Barrie M. Osborne, vencedor do Oscar de melhor filme por "O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei" (The Lord of the Rings: The Return of the King - 2003): "Não é nenhum segredo que eu amo a beleza, a paixão e as performances que você trouxe para 'Pequeno Segredo'. É de uma execução impressionante. Parabéns. Já não é mais um pequeno segredo, mas um filme que todos nós podemos comemorar", disse ele, responsável pela produção executiva do próximo longa da Disney, "Meu Amigo, o Dragão" (Pete's Dragon - 2016), e pela produção de "Liga da Justiça" (Justice League - 2017).

Foto: Divulgação

Responsável pela direção de arte de "Pequeno Segredo", Brigitte Broch também teceu elogios ao longa: "'Pequeno Segredo' é um filme extraordinário, não só por toda a qualidade técnica e artística de um grande filme, mas também porque tem alma. É um filme sobre uma história incrível e que explora de forma muito especial, criativa e delicada temas fortes como dor, racismo, coragem e amor puro e incondicional. Como em filmes anteriores nos quais trabalhei, eu sei quando eu faço parte de algo muito especial e com excelência, que vai tocar as pessoas e se tornar memorável. 'Pequeno Segredo' é um desses trabalhos. Estou certa que vai atravessar fronteiras para se tornar um sucesso internacional, com grandes chances de ganhar um Oscar", disse a vencedora do Oscar de melhor direção de arte por "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" (Moulin Rouge - 2001).

A decisão da comissão presidida pelo cineasta Bruno Barreto, composta por Marcos Petrucelli, Carla Camurati, Adriana Scorzelli Rattes, Luiz Alberto Rodrigues, George Torquato Firmeza, Silvia Maria Sachs Rabello, Paulo de Tarso Basto Menelau e Sylvia Regina Bahiense, surpreendeu a todos, uma vez que o ainda inédito "Pequeno Segredo" desbancou o franco favorito "Aquarius" (2016), de Kleber Mendonça Filho, que está no Canadá, onde participa do Festival de Toronto (Toronto International Film Festival - TIFF).

"É bem possível que a decisão da comissão esteja em total sintonia com a realidade política do Brasil, ou seja, é coerente e já esperada. Para além de decisões institucionais via Governo Brasileiro, 'Aquarius' tem conquistado internacionalmente um tipo raro de prestígio, e isso inclui distribuição comercial em mais de 60 países enquanto já se aproxima dos 200 mil espectadores nos cinemas brasileiros, com um tipo de impacto popular também raro", afirmou Kleber Mendonça Filho em sua página no Facebook.

Foto: Divulgação

A campanha de "Aquarius" para se tornar o representante brasileiro na maior premiação do cinema mundial era muito forte, mas envolta em polêmica desde que sua equipe protestou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no Festival de Cannes deste ano, onde o longa foi muito bem recebido. Polêmica esta que aumentou com a divulgação de que o jornalista e crítico de cinema, Marcos Petrucelli, que criticou o protesto da equipe em Cannes, era um dos membros da comissão, ocasionando a saída de outros integrantes e com a decisão de três diretores de não submeterem seus filmes à seleção em apoio à "Aquarius", Aly Muritiba, Gabriel Mascaro e Anna Muylaert, de "Para Minha Amada Morta" (2015), "Boi Neon" (2014) e "Mãe Só Há Uma" (2016), respectivamente.

Com a estreia antecipada para o próximo dia 22, para cumprir a exigência do MinC de que o longa selecionado para representar o país no Oscar precisa estrear entre os dias 1º de outubro de 2015 e 30 de setembro de 2016, e permanecer em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos, "Pequeno Segredo" venceu outros 15 títulos: "Chatô - O Rei do Brasil" (2015), de Guilherme Fontes; "Mais Forte Que o Mundo - A História de José Aldo" (2016), de Afonso Poyart; "Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil" (2016), de Belisário Franca; "O Roubo da Taça" (2016), de Caíto Ortiz; "O Começo da Vida" (2016), de Estela Renner; "Vidas Partidas" (2016), de Marcos Schechtman; "Nise - O Coração da Loucura" (2016), de Roberto Berliner; "Campo Grande" (2016), de Sandra Kogut; "A Despedida" (2016), de Marcelo Galvão; "O Outro Lado do Paraíso" (2016), de André Ristum; "Tudo Que Aprendemos Juntos" (2015), de Sérgio Machado; "Uma Loucura de Mulher" (2016), de Marcus Ligocki Júnior; "Até Que a Casa Caia" (2015), de Mauro Giuntini; "A Bruta Flor do Querer" (2016), de Andradina Azevedo e Dida Andrade; e "A Hora e a Vez de Augusto Matraga" (2015), de Vinícius Coimbra.

De acordo com o calendário oficial da AMPAS, a lista de indicados ao Oscar será divulgada no dia 24 de janeiro de 2017. A 89a edição da cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 26 de fevereiro no Dolby Theatre no Hollywood & Highland Center em Hollywood.

Assista ao trailer de "Pequeno Segredo":



08/09/2016 23h33

Mostra 'Melhores Filmes da Crítica' no Canal Brasil
Ana Carolina Garcia

Na próxima segunda-feira, dia 12, 00h15, estreia no Canal Brasil a Mostra Melhores Filmes da Crítica, que será exibida até novembro, sempre às segundas e terças, como parte das diversas comemorações dos 18 anos da emissora, que, este mês também exibe quatro longas inéditos: "A Morte de J.P. Cuenca" (2016), "A Luneta do Tempo" (2014), "Mulheres no Poder" (2016) e "Boi Neon" (2016).

Foto: Divulgação

O Canal Brasil selecionou 20 títulos para exibir nesta Mostra especial, entre eles, "Cabra Marcado para Morrer" (1984), "São Paulo, Sociedade Anônima" (1965), "O Auto da Compadecida" (1999) e "Central do Brasil" (1998), indicado a duas estatuetas do Oscar, nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor atriz para Fernanda Montenegro.

Baseada no livro "100 Melhores Filmes Brasileiros", publicado pela editora Letramento, em parceria com o Canal Brasil e a Abraccine, a Mostra tem como objetivo não apenas celebrar o aniversário do canal por assinatura, mas também homenagear o cinema nacional, oferecendo uma oportunidade imperdível ao telespectador.

Confira a programação:
- 12/09 - "O Pagador de Promessas" (1962), de Anselmo Duarte;
- 13/09 - "O Auto da Compadecida" (1999), de Guel Arraes;
- 19/09 - "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade;
- 20/09 - "Matou a Família e Foi ao Cinema" (1969), de Júlio Bressane;
- 26/09 - "Eles Não Usam Black-Tie" (1981), de Leon Hirszman;
- 27/09 - "Ônibus 174" (2002), de José Padilha;
- 03/10 - "O Bandido da Luz Vermelha" (1968), de Rogério Sganzerla;
- 04/10 - "Que Horas Ela Volta?" (2015), de Anna Muylaert;
- 10/10 - "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), de Bruno Barreto;
- 11/10 - "Assalto ao Trem Pagador" (1962), de Roberto Farias;
- 17/10 - "Cabra Marcado para Morrer" (1984), de Eduardo Coutinho;
- 18/10 - "A Hora da Estrela" (1985), de Suzana Amaral;
- 24/10 - "São Paulo, Sociedade Anônima" (1965), de Luís Sérgio Person;
- 25/10 - "Pixote, a Lei do Mais Fraco" (1981), de Hector Babenco;
- 31/10 - "Bye Bye, Brasil" (1979), de Carlos Diegues;
- 01/11 - "Os Cafajestes" (1962), de Ruy Guerra;
- 07/11 - "Vidas Secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos;
- 08/11 - "Central do Brasil" (1998), de Walter Salles;
- 14/11 - "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964), de Glauber Rocha;
- 15/11 - "Amarelo Manga" (2002), de Cláudio Assis.



08/09/2016 23h29

Projeto Psicanálise e Cinema exibe 'Em Três Atos' no Rio
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoNa próxima sexta-feira, dia 09, às 19h, a Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro exibe o longa nacional "Em Três Atos" (2015), seguido por um debate sobre o tema "A velhice contemplada", com a diretora Lúcia Murat e com a psicanalista Sônia Eva Tucherman, com coordenação de Luiz Fernando Gallego, ao qual este evento faz parte.

"Pelo mesmo motivo, decidi fazer o filme. Pela minha formação como cineasta e também por ter sido bailarina na adolescência pensei em tentar exprimir essa sensação contrapondo o 'corpo' e a 'palavra'. A proposta do filme é muito mais levantar questões e apontar sensações do que dar respostas. Por isso, o que busco são as nuances e contradições observadas no corpo: a dor de ter perdido o vigor convivendo com a vida que está presente na velhice", disse a diretora em nota divulgada pela assessoria do evento.

No longa, Nathalia Timberg e Andrea Beltrão narram textos inspirados nas obras "A Velhice" e "Uma Morte Muito Doce", de Simone em Beauvoir (1908-1986), e em entrevistas concedidas pela escritora, para apresentar ao público um espetáculo de dança com as bailarinas Maria Alice Poppe e Angel Vianna, coreografado por João Saldanha.

Serviço:
- Data: 09/09;
- Horário: 19h;
- Taxa de manutenção: R$ 20;
- Local: SBPRJ - Rua Davi Campista, 80 - Humaitá;
- Informações e reservas: 2537-1333 / 2537-1115 - [email protected]



07/09/2016 04h41

'O Roubo da Taça': comédia acima da média
Ana Carolina Garcia

Uma seleção inteira se esforça para conquistar o tricampeonato e, desta forma, levar a cobiçada taça Jules Rimet para o seu país, no caso, o Brasil. Mas, como por estas terras coisas inexplicáveis acontecem quase que diariamente, a CBF guardou a réplica no cofre e deixou a original exposta em uma das salas do prédio no Centro do Rio de Janeiro. E o resultado, todos conhecem: a taça foi roubada com a mesma facilidade com a qual um pirulito é tirado das mãos de uma criança. Quase 33 anos depois, essa trama invade as telas de cinema a partir da próxima quinta-feira, dia 08, com a comédia "O Roubo da Taça" (2016).

Foto: Divulgação

Dirigido por Caíto Ortiz, o longa começa alertando a plateia de que não se trata de uma versão fiel aos fatos, mas que "uma boa parte disso realmente aconteceu". Com isso, o que encontramos no cinema é o filme do típico malandro brasileiro, que não reconhece os seus limites e se enrola cada vez mais, sempre supondo que encontrará uma solução viável para os seus problemas. E é essa malandragem o fio condutor de toda a trama de "O Roubo da Taça".

Protagonizado por Paulo Tiefenthaler (Peralta), o filme mostra o personagem louco por futebol, matando o dia de trabalho para ir à coletiva do presidente da CBF e completamente endividado por causa de jogo. Disposto a roubar a réplica da taça mais cobiçada de todos os tempos, que já havia sido roubada em 1966, Peralta não faz a menor ideia de estar com a taça original até assistir ao noticiário e perceber toda a comoção em torno do crime, cometido com a ajuda de Borracha (Danilo Grangheia), ficando numa situação delicada.

Roteirizado por Ortiz e Lusa Silvestre, "O Roubo da Taça" trabalha com clichês o tempo inteiro, ao ponto de apresentar algumas situações cujo intuito é forçar o riso a qualquer custo. Ou seja, nem todas as piadas funcionam com naturalidade. Entretanto, há de se destacar sua agilidade narrativa e o fato de conseguir prender a atenção do espectador.

Foto: Divulgação
Esta produção agrada bastante em quesitos como fotografia, direção de arte, figurino e maquiagem, mas comete um ato falho em sua montagem, algo que somente um espectador mais atento será capaz de perceber - nas sequências seguintes à venda da taça ao argentino (não posso descrever para evitar spoilers). O mesmo ocorre próximo ao final, durante uma sequência em que Peralta é perseguido e algumas antenas de TV por assinatura surgem timidamente na tela. O problema é que tal sequência é ambientada em janeiro de 1984, uma época em que televisores funcionavam com antenas pequenas, instaladas dentro das residências, e que muitas vezes precisavam da ajudinha básica de palha de aço em sua ponta para captar melhor o sinal. Um pequeno descuido que não chega a incomodar, mas que poderia ter sido corrigido na sala de edição.

Com um elenco entrosado, onde se destacam Taís Araújo e Milhem Cortaz, como o policial que investiga o roubo da Jules Rimet e é o responsável pela melhor sequência do longa, na sala da presidência da CBF, "O Roubo da Taça", apesar de conter alguns probleminhas, está acima da média de tantas outras comédias nacionais lançadas nos últimos anos.

Assista ao trailer oficial:



07/09/2016 01h59

'Cães de Guerra': golpe audacioso
Ana Carolina Garcia

Nos últimos anos, bilhões de dólares foram gastos na chamada "indústria da guerra", principalmente em conflitos em países como Iraque e Afeganistão - na verdade, ainda são. Mas nem sempre os resultados almejados são obtidos da forma mais "correta" possível e acabam no noticiário. Um desses casos foi o golpe arquitetado por dois jovens traficantes internacionais de armas, na casa dos 20 anos de idade, contra o governo americano num negócio milionário que envolvia a comercialização de grande quantidade de armas e munições, incluindo 100 milhões de cartuchos para fuzis AK-47, cujo destino final era o Afeganistão. Este é o caso abordado em "Cães de Guerra" (War Dogs - 2016), uma das estreias da próxima quinta-feira, dia 08.

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Baseado no artigo "Arms and the Dudes", de Guy Lawson, publicado pela Rolling Stone, o longa mostra como um jovem que trabalhava como massagista em Miami Beach, David Packouz (Miles Teller), é influenciado pelo amigo de infância, Efraim Diveroli (Jonah Hill), e o lema: "dinheiro se ganha nas entrelinhas". Mal afamado, Efraim se aproveita dos problemas financeiros de David para colocá-lo numa negociata que culminará com o tal contrato com o governo, garantindo lucro para ambos.

Com altas doses de humor, o roteiro assinado por Stephen Chin, Jason Smilovic e Todd Phillips, que também é responsável pela direção, aposta em diálogos afiados e numa narrativa ágil que em muito nos remete dois longas indicados ao Oscar, "A Grande Aposta" (The Big Short - 2015) e "O Lobo de Wall Street" (The Wolf of Wall Street - 2013). Aliado a isso, estão a montagem precisa de Jeff Groth e a trilha sonora vigorosa, recheada de clássicos como "Wish You Were Here" (Pink Floyd), "Behind Blue Eyes" (The Who) e "Sweet Emotion" (Aerosmith).

Foto: Divulgação

Contudo, "Cães de Guerra" não seria capaz de impressionar tanto o espectador se não tivesse como protagonistas dois atores em franca ascensão: Jonah Hill e Miles Teller. Os dois esbanjam química em cena, sempre respeitando o espaço um do outro, numa troca que concede o máximo de veracidade à relação dos personagens, bem como explorando commuita competência suas respectivas características. Enquanto Hill mergulha no insano e desonesto universo de Efraim, com uma gargalhada digna de vilão de filme B, Teller mostra com muita naturalidade o deslumbramento de um jovem pelo dinheiro fácil e todo o luxo que ele lhe proporciona, mas com algum resquício de dilema moral por influência da esposa, principalmente ao reembalar os cartuchos para esconder sua origem chinesa, por causa do embargo que conferiria ilegalidade ao produto.

Com Bradley Cooper entre seus produtores e interpretando um papel secundário, o do traficante Henry Girard, "Cães de Guerra" funciona mais como uma crítica ao comportamento da dupla do que aos bastidores da indústria da guerra por focar no modus operandi da empresa que ambos administravam. Mesmo assim, leva o espectador a refletir sobre os conflitos que ainda acontecem nesses países e suas consequências.

Assista ao trailer oficial:



31/08/2016 16h55

Dica: 'Star Trek: Sem Fronteiras'
Ana Carolina Garcia

Uma das principais estreias da próxima quinta-feira, dia 1o, "Star Trek: Sem Fronteiras" (Star Trek Beyond - 2016) tem absolutamente todos os elementos para agradar aos fãs da franquia.

Foto: Divulgação

Dirigido por Justin Lin, este longa está no mesmo patamar de seus antecessores, "Star Trek" (Idem - 2009) e "Além da Escuridão: Star Trek" (Star Trek Into Darkness - 2013), tanto nos quesitos técnicos quanto no roteiro bem estruturado, assinado por Simon Pegg (Scotty) e Doug Jung.

Com alta dose de humor, esta produção acerta na escolha de Idris Elba no papel do vilão Krall e também nas cenas de ação ágeis e bem coreografadas, garantindo a diversão dos fãs desta franquia que está comemorando 50 anos.

Então, fica a dica: confira "Star Trek: Sem Fronteiras"!

Assista ao trailer oficial: