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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

CINEMA. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



28/07/2016 00h37

Dica: 'Jason Bourne'
Ana Carolina Garcia

Nesta quinta-feira, dia 28, um dos filmes mais aguardados de 2016 chega aos cinemas brasileiros: "Jason Bourne" (Idem - 2016), produzido e protagonizado por Matt Damon, que volta à franquia após nove anos.

Foto: Divulgação

Dirigido por Paul Greengrass, este longa aposta ainda mais na ação desenfreada, mas sem colocar sua trama em segundo plano, pois ela é desenvolvida com cuidado e perspicácia, utilizando o pavor de novos vazamentos de informações, baseado no caso de Edward Snowden, como fio condutor.

Com um elenco afiado e em perfeita sintonia, "Jason Bourne" é bastante interessante e tem absolutamente tudo para agradar aos fãs e deixa-los ansiosos por mais uma sequência.

Então, fica a dica: não perca "Jason Bourne"!

Leia também:
- Crítica: 'Jason Bourne' supera todas as expectativas

Assista ao trailer oficial:



27/07/2016 17h28

'Jason Bourne' supera todas as expectativas
Ana Carolina Garcia

Os fãs da franquia "Bourne" têm muito para comemorar com a volta de Matt Damon após nove anos afastado deste universo baseado na obra de Robert Ludlum. Não é exagero algum afirmar que este retorno é, no mínimo, triunfal. Digo isso porque "Jason Bourne" (Idem - 2016), uma das estreias desta quinta-feira, dia 28, é o mais interessante e eletrizante da série iniciada em 2002. 

Jason Bourne. Foto: Divulgação

Aos 45 anos de idade e um dos produtores deste filme, Damon concede maturidade a Jason Bourne, equilibrando com precisão a carga dramática exigida pela nova realidade do personagem com cenas de ação desenfreada capazes de tirar o fôlego do espectador. O ator está ainda melhor nesta produção, esbanjando química com seus coadjuvantes, especialmente com Tommy Lee Jones (Robert Dewey, diretor da CIA) e Alicia Vikander (Heather Lee, agente da CIA), ótimos em cena e muito à vontade em seus respectivos personagens. 

Com direção de Paul Greengrass, "Jason Bourne" mostra o ex-agente da CIA desvendando o seu passado, bem como o projeto Treadstone, após Nicky Parsons (Julie Styles) hackear os arquivos da agência e lhe entregar um pen drive com todas as informações confidenciais, o que a torna uma ameaça por desejar seguir os passos de Edward Snowden, citado algumas vezes durante o longa. Enquanto isso, Bourne tem o obstinado Dewer em seu encalço.

Jason Bourne. Foto: Divulgação

O roteiro assinado por Greengrass e Christopher Rouse mantém a essência da série, utilizando o medo de vazamentos de informações como elemento novo e potente para a trama, elaborada com esmero e que, ao final, deixa o espectador ansioso por mais um filme da franquia. E, por falar em Rouse, é necessário ressaltar sua montagem ágil e eficiente que agrega ainda mais valor a esta produção.

Jason Bourne. Foto: Divulgação

"Jason Bourne" é um filme de ação inteligente que assume o risco de apresentar um tema atual e polêmico, levando o espectador à reflexão em diversos momentos. No fim das contas, é uma grata surpresa dentre os lançamentos recentes e vale muito a ida ao cinema.

Assista ao trailer:

 



27/07/2016 12h52

'O Bom Gigante Amigo' é surpreendentemente sem emoção
Ana Carolina Garcia

Um dos maiores cineastas da história do cinema, Steven Spielberg tem em sua filmografia grandes títulos destinados ao público infanto-juvenil, como os clássicos "E.T. - O Extraterrestre" (E.T. the Extra-Terrestrial - 1982) e "Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros" (Jurassic Park - 1993). Nesta quinta-feira, dia 28, sua nova incursão cinematográfica destinada a este público chega aos cinemas brasileiros, porém sem a excelência esperada: "O Bom Gigante Amigo" (The BFG - 2016).

Baseado na obra homônima de Roald Dahl, o longa começa em Londres, mostrando a menina Sophie (Ruby Barnhill) num orfanato até ser raptada por um gigante, BFG (Mark Rylance). Levada para a longínqua Terra dos Gigantes, a esperta menina precisa viver na clandestinidade para não ser devorada por outros gigantes, cuja malvadeza é um estilo de vida. Não demora muito para que Sophie e BFG construam uma bela amizade que lhes permite elaborar um plano para evitar o rapto de crianças.

O Bom Gigante Amigo. Foto: Divulgação

"O Bom Gigante Amigo" é um filme belíssimo esteticamente, pois prima por seu design de produção, maquiagem, figurino, fotografia e efeitos visuais, mantendo o já conhecido padrão Steven Spielberg de qualidade, inclusive em algumas sequências nos remetendo quase que imediatamente a trabalhos anteriores, como o já citado "E.T. - O Extraterrestre" e "Os Goonies" (The Goonies - 1985), neste último o cineasta assumiu somente as funções de roteirista e produtor-executivo.

No entanto, esta produção não alcança as expectativas de se tornar uma nova obra-prima porque o roteiro de Melissa Mathison (seu último trabalho) é surpreendentemente sem emoção. A sensação é a de estarmos assistindo um filme burocrático, sem vida, que não explora de forma satisfatória as entrelinhas de sua trama, como a ausência da família e o mundo sob a ótica de uma menininha solitária, que vê a vida ao lado de BFG como a sua salvação. Além disso, há um grave problema de ritmo em sua narrativa, lenta na primeira metade e ágil na segunda, algo que influencia negativamente o resultado final deste longa, por vezes cansativo de assistir.

O Bom Gigante Amigo. Foto: Divulgação

As falhas do roteiro acabam por influenciar também as atuações do elenco, especialmente dos protagonistas Rylance e Barnhill, ofuscando-os em determinadas sequências. Mesmo assim, os atores estão imersos neste universo, permitindo que o espectador sinta empatia por eles, tanto nas sequências na Terra dos Gigantes quanto nas ambientadas no Palácio de Buckingham, cenário de uma cena realmente divertida.

O Bom Gigante Amigo. Foto: Divulgação

"O Bom Gigante Amigo" não é ruim, é um filme morno que decepciona por não atingir o nível de excelência esperado e, consequentemente, não se tornar a nova obra-prima de Spielberg produzida para o público infanto-juvenil.

Assista ao trailer:

 



25/07/2016 15h07

Projeto Psicanálise e Cinema exibe 'Macbeth'
Ana Carolina Garcia

Na próxima sexta-feira, dia 29, às 19h, a Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro exibe a versão de Roman Polanski para a obra de William Shakespeare, "Macbeth", como parte da programação do Projeto Psicanálise e Cinema. Após a exibição do longa, o evento também proporcionará ao público uma apresentação sobre a obra do autor e um debate, ambos conduzidos pelo coordenador do projeto, o psicanalista e crítico de cinema Luiz Fernando Gallego.

Foto: Divulgação

Ao longo dos anos, a cinematografia mundial adaptou as obras de Shakespeare diversas vezes, ultrapassando o número de mil filmes. Além disso, "Macbeth" é também uma das cinco mais citadas por Sigmund Freud, segundo a Standard Edition. "É enorme o número de vezes que Freud o cita. E no cinema também não é muito diferente. Foram realizados, até este mês, nada menos do que 1.168 filmes baseados em peças de Shakespeare, o que lhe dá primazia no ?Guinness Book of World Records? como autor do qual o cinema mais se utilizou", observa Gallego, que ainda afirma: "Compartilharei algumas leituras da obra feitas por importantes pensadores que se debruçaram sobre a peça e seus personagens centrais, como fez Freud".

Com direção e roteiro de Polanski, "Macbeth" (The Tragedy of Macbeth - 1971) venceu o BAFTA Film Award de melhor figurino e, segundo Gallego, sua escolha para integrar o Projeto Psicanálise e Cinema deve-se ao fato de ser uma das adaptações mais fiéis da obra de Shakespeare para a tela grande.

"Macbeth" conta a história de um lorde escocês que assassina o rei e ascende ao trono. Não demora muito para que sua esposa, Lady Macbeth, comece a ter alucinações causadas pelo seu complexo de culpa. Enquanto isso, o filho do rei trama para desmascarar o assassino.


Serviço:
- Data: 29/07;
- Horário: 19h;
- Entrada franca;
- Local: SBPRJ - Rua Davi Campista, 80 - Humaitá;
- Informações e reservas: 2537-1333 / 2537-1115 - [email protected]



23/07/2016 02h02

'Star Trek: Sem Fronteiras' ganha sessões especiais no Rio e em São Paulo
Ana Carolina Garcia

A franquia "Star Trek" está comemorando 50 anos em grande estilo, com a estreia de seu novo longa, "Star Trek: Sem Fronteiras" (Star Trek Beyond - 2016), filme muito aguardado pelos fãs, que serão agraciados pela Paramount Pictures com sessões especiais, todas em salas com tecnologia IMAX, no próximo sábado, dia 30, no Rio de Janeiro (New York City Center) e em São Paulo (Espaço Itaú de Cinema - Shopping Bourbon).

Foto: Divulgação

As sessões especiais serão realizadas um mês antes da estreia oficial no Brasil, marcada para 1º de setembro, e a pré-venda de ingressos começa na segunda-feira, dia 25, no site da Ingresso.com. Vale lembrar que serão duas sessões em cada cidade e que o espectador que comprar o ingresso ganhará um cartaz do filme para colecionadores e um combo, com pipoca e refrigerante.

Com produção de J.J. Abrams e direção de Justin Lin, o longa é ambientado após os eventos de "Além da Escuridão - Star Trek" (Star Trek Into Darkness - 2013) e mostra a equipe de volta à USS Enterprise uma missão que envolve uma perigosa guerra intergaláctica.

No elenco estão: Chris Pine (James T. Kirk), Zachary Quinto (Spock), Zoe Saldana (Uhura), Simon Pegg (Montgomery "Scotty" Scott), Idris Elba (Krall), John Cho (Hikaru Sulu), Karl Urban (Leonard "Bones" McCoy), Sofia Boutella (Jayla) e Anton Yelchin (Pavel Checkov).

Assista ao trailer oficial:



23/07/2016 02h01

'Especial Jason Bourne' no Telecine
Ana Carolina Garcia

Pensando em uma das principais estreias da próxima semana, "Jason Bourne" (Idem - 2016), a Rede Telecine preparou o "Especial Jason Bourne" será exibido no Telecine Action no próximo domingo, dia 24, a partir de 17h50.

Foto: Divulgação

No entanto, o canal por assinatura optou por exibir neste especial somente os três primeiros filmes da franquia "Bourne", protagonizados por Matt Damon: "A Identidade Bourne" (The Bourne Identity - 2002) às 17h50, "A Supremacia Bourne" (The Bourne Supremacy - 2004) às 20h e "O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum) às 22h - deixando de lado o longa estrelado por Jeremy Renner, "O Legado Bourne" (The Bourne Legacy - 2012).

Este especial é válido para refrescar a memória do público, facilitando, assim, a melhor compreensão da trama de "Jason Bourne", dirigido por Paul Greengrass.



20/07/2016 12h52

'Life - Um Retrato de James Dean' é o típico telefilme
Ana Carolina Garcia

Em meados dos anos de 1950, Hollywood vivia a dúvida entre permanecer-se conservadora ou abraçar a rebeldia da juventude, que tem como ícone um ator que desprezava o jogo imposto pelos executivos de estúdio, na mesma proporção em que desprezava o universo de glamour a que muitos pretendiam que ele abraçasse, sem se importar com as consequências de seus atos. James Dean estrelou somente três filmes, mas deixou sua marca na história da cinematografia e, ainda hoje, é idolatrado mundo afora. Nesta quinta-feira, dia 21, entre em cartaz o longa "Life - Um Retrato de James Dean" (Life - 2015), que mostra o homem por trás do rebelde. 

Life - Um Retrato de James Dean. Foto: Divulgação

Dirigido por Anton Corbijn, o filme é ambientado em 1955 e mostra as inúmeras tentativas de Dennis Stock (Robert Pattinson) para convencer Dean (Dane DeHaan) a participar de um ensaio fotográfico para a revista Life, antes mesmo de despontar para a fama com "Vidas Amargas" (East of Eden - 1955). No processo, surge uma relação de amizade e confiança, que deixa o jovem ator à vontade para compartilhar sua intimidade em família, especialmente o carinho pelo primo e a forte ligação com a fazenda em que cresceu em Indiana, cenário das famosas fotos e onde comemorou seu último aniversário.

"Life - Um Retrato de James Dean" se desenvolve lentamente para apresentar ao espectador o lado pouco conhecido de Dean, com bastante sutileza através de uma trama enxuta que mostra ainda o modus operandi da indústria, personificada, aqui, na figura de Jack L. Warner (Ben Kingsley), um executivo voraz e sem tempo nem dinheiro a perder. 

Life - Um Retrato de James Dean. Foto: Divulgação

Roteirizado por Luke Davies, este longa é interessante sob todos os aspectos, mas deixa a desejar no quesito atuação, uma vez que tanto Pattinson quanto DeHaan parecem pouco à vontade em cena, nos dando a nítida impressão de que se preocuparam mais em explorar os trejeitos de seus respectivos personagens do que o lado emocional de cada um, algo renderia muito bem em cena. Além disso, não há química entre os dois, o que abre caminho para o brilho do veterano Kingsley, que vez ou outra surge com um humor ácido que nos concede certo alívio cômico. 

"Life - Um Retrato de James Dean" é muito bonito esteticamente, mas sua narrativa lenta não agradará ao público em geral, que busca filmes mais ágeis. Na verdade, este longa é mais um caso de produções cinematográficas que funcionam melhor na telinha, pois é o típico telefilme.

Assista ao trailer:

 



19/07/2016 00h37

A polêmica em torno de 'Caça-Fantasmas'
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoUma das principais estreias dos cinemas brasileiros na última quinta-feira, dia 14, "Caça-Fantasmas" (Ghostbusters - 2016) tem sido alvo de polêmica desde o seu anúncio, algo que aumentou após a divulgação de seu primeiro trailer, que se tornou o vídeo campeão de "dislikes" no You Tube - mais de 500 mil em pouco tempo.

Com uma abertura abaixo do esperado no mercado americano, onde o filme arrecadou cerca de US$ 46 milhões, ficando em segundo lugar no ranking do final de semana - o primeiro foi "Pets - A Vida Secreta dos Bichos" (The Secret Life of Pets - 2016), com aproximadamente US$ 50 milhões -, o longa deve ganhar uma continuação, segundo o chefe de distribuição da Sony Pictures, Rory Bruer, disse em entrevista ao The Wrap. Uma sequência que tem absolutamente tudo para repetir toda a polêmica em torno deste filme.

Reboot da franquia "Os Caça-Fantasmas" (Ghostbusters), iniciada em 1984, esta produção tem sido vendida como símbolo de empoderamento feminino numa indústria dominada por homens. Um equívoco que pode ser comprovado nos primeiros minutos de "Caça-Fantasmas", um longa desastroso que consegue ser um insulto ao original, que já é fraco, diga-se de passagem - sim, ele é considerado um clássico e faz parte da memória afetiva de quem cresceu nos anos de 1980, mesmo assim, está longe de ser uma obra-prima.

Mas o novo "Caça-Fantasmas" não é desastroso por ser estrelado por quatro mulheres. Ele é desastroso porque sua trama não é desenvolvida com o mínimo de qualidade e, sobretudo, porque não apresenta nenhum elemento original, pois seus roteiristas preocuparam-se apenas em adaptar o clássico para o universo feminino, utilizando clichês e estereótipos de forma excessivamente incômoda.

Foto: Divulgação

Se o objetivo de seus produtores era levar às telas um exemplar de representação feminina em Hollywood, eles o fizeram de forma vergonhosa, porque todas as protagonistas, sem nenhuma exceção, são apresentadas de maneira idiotizada, histérica e estereotipada. Havia inúmeras maneiras de torna-las representantes dentro da indústria, mas os roteiristas e produtores optaram pela forma mais fácil: a da cópia, da caricatura mal feita de personagens originalmente interpretados por homens. O mais lógico, dentro deste contexto de vender o filme como exemplo de representatividade, seria criar personagens fortes e interessantes que não remetessem o espectador aos originais, vividos por Bill Murray, Dan Aykroyd, Ernie Hudson e Harold Ramis.

Dividindo público e crítica especializada na mesma intensidade, "Caça-Fantasmas" é, sem dúvida alguma, uma das maiores polêmicas deste ano, bem como um dos piores filmes de 2016. É exemplo somente da falta de criatividade que há anos assola a cinematografia hollywoodiana, obrigando-a a resgatar sucessos de outrora para garantir lucro extraordinário no presente - seja através de reboots, remakes ou continuações, protagonizados por homens e/ou mulheres, não importa. O que realmente importa é o lucro.

A questão aqui é que tamanha polêmica foi criada em sua divulgação apenas para chamar a atenção do público para um filme realmente fraco, repleto de problemas em sua concepção, e que nem de longe é símbolo de alguma coisa. Ou seja, "Caça-Fantasmas" é um reboot que seria igualmente fraco, desnecessário e equivocado se fosse protagonizado por homens.

Obviamente, a necessidade de aumentar o papel da mulher na indústria cinematográfica é uma realidade, mas que isso seja feito com a seriedade que o assunto exige, oferecendo personagens bem construídas em produções dignas de aplausos e prêmios.

Leia também:
- Crítica - 'Caça-Fantasmas' é tão fraco que chega a ser um insulto ao clássico



14/07/2016 10h35

'Caça-Fantasmas' é tão fraco que chega a ser um insulto ao clássico
Ana Carolina Garcia

Lançado há 32 anos, "Os Caça-Fantasmas" (Ghostbusters - 1984) se tornou um grande sucesso junto ao público jovem por apresentar uma trama original que mistura comédia e aventura de maneira equilibrada, garantindo a diversão da plateia. Mesmo não sendo uma obra-prima, o longa de Ivan Reitman, roteirizado por Dan Aykroyd e Harold Ramis, é um dos clássicos da década de 1980 e teve uma continuação: "Os Caça-Fantasmas 2" (Ghostbusters II - 1989), também dirigida por Reitman.

Numa época em que a indústria cinematográfica vive uma crise criativa e tem resgatado sucessos de outrora para garantir lucro significativo através de sequências ou reboots, em algum momento os fantasmas não tão camaradas voltariam a assombrar Nova York. Produzido por Reitman e com produção-executiva de Aykroyd, um dos astros dos dois primeiros filmes como o Dr. Raymond Stantz, "Caça-Fantasmas" (Ghostbusters - 2016) chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 14, com a promessa de dividir opiniões.

Os Caça-Fantasmas. Foto: Divulgação

Com direção de Paul Feig, o longa nada mais é do que a versão feminina do clássico, uma cópia desprovida de graça e que tem a pretensão de ser um exemplar de representação feminina numa indústria dominada por homens. Mas que representação é essa em que todas as protagonistas são retratadas de forma idiotizada, histérica e estereotipada?! Não, "Caça-Fantasmas" não é símbolo de coisa alguma e não deve ser assistido como uma vitória feminina em Hollywood. É apenas mais um exemplo de produções ruins que refletem a mediocridade que assola a sétima-arte, como tantas outras protagonizadas por homens e/ou mulheres, como o recente "Independence Day: O Ressurgimento" (Independence Day: Resurgence - 2016), outra volta desastrosa ao passado lucrativo.

Na verdade, "Caça-Fantasmas" é uma produção que explora clichês e estereótipos durante todo o tempo, não apenas no que diz respeito ao quarteto principal, que tem como ajudante um homem tão bonito quanto burro (interpretado por Chris Hemsworth), preocupado somente com a aparência e futilidades - uma vingança a anos de má representação da mulher no cinema, podem afirmar alguns, abstraindo tantos outros personagens criados no mesmo molde de Kevin.

Outro exemplo é a maneira com a qual os metaleiros são apresentados durante um show de abertura de Ozzy Osbourne: um público alienado e adorador do demônio, alimentando-o com sua energia, numa visão arcaica e caricata ao extremo.

Com um roteiro mal alicerçado, escrito por Feig e Katie Dippold, este reboot adapta situações do primeiro longa e mostra Erin Gilbert (Kristen Wiig) sonhando em se tornar cátedra na Universidade de Columbia, algo que não se concretiza porque sua ex-amiga, Abby Yates (Melissa McCarthy), volta a vender o livro de autoria de ambas, sobre fenômenos paranormais, e a envolve numa investigação. Sem opção, Erin decide voltar às origens e se junta à Abby, Jillian Holtzman (Kate McKinnon) e Patty Tolan (Leslie Jones), ex-funcionária do metrô que se interessa em trabalhar como caça-fantasma após testemunhar fenômenos paranormais.

Os Caça-Fantasmas. Foto: Divulgação

Consagradas na televisão americana, as atrizes estão péssimas em cena, o que piora ainda mais o resultado do filme. Wiig, Jones e McKinnon atuam como se estivessem num quadro do "Saturday Night Live" (Idem - desde 1975), forçando a barra sem acertar o tom cômico; enquanto McCarthy, uma das comediantes mais adoradas dos Estados Unidos, utiliza suas já conhecidas caras e bocas sem nada a oferecer à personagem. Ou seja, parece ter criado uma personagem única que se repete a cada filme, pois está exatamente igual aos seus trabalhos anteriores, deixando nítida sua urgente necessidade de reciclagem.

Numa provável tentativa de conquistar os fãs da série original, bem como de obter a bênção para ingressar neste universo, "Caça-Fantasmas" conta com participações especiais de Aykroyd, Bill Murray, Sigourney Weaver, Ernie Hudson e Annie Potts. São participações rápidas e sem nenhuma ligação com os seus respectivos personagens do passado, porém capazes de conceder momentos de pura nostalgia aos fãs.

Os Caça-Fantasmas. Foto: Divulgação

Repleto de problemas em sua concepção, "Caça-Fantasmas" é uma produção muito fraca e que agrada somente nos quesitos técnicos, pois é um verdadeiro espetáculo visual e sonoro, resultado da evolução tecnológica da indústria nas últimas décadas. Considerando o fato de que comparações são inevitáveis, este longa não funciona nem como homenagem a "Os Caça-Fantasmas", pois chega a ser um insulto ao clássico.

Assista ao trailer:

 



10/07/2016 15h17

Dica: 'Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil'
Ana Carolina Garcia

Uma das estreias da última quinta-feira, dia 7, foi o documentário nacional "Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil" (2016), baseado na tese de doutorado de Sidney Aguilar Filho, "Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância no Brasil (1930-1945)".

Dirigido por Belisario Franca, o longa é um vergonhoso retrato do descaso para com o ser humano, tratado sem nenhum respeito e/ou dignidade.

Utilizando dramatizações em preto e branco para mostrar a crueldade à qual meninos negros órfãos foram submetidos a partir do momento em que os levaram do orfanato no Rio de Janeiro para escravizá-los numa fazenda do interior de São Paulo, o documentário conta com depoimentos emocionantes de dois sobreviventes: Argemiro dos Santos e Aloísio Silva, falecido em outubro do ano passado.

Através dos depoimentos de seus protagonistas, o espectador é exposto à dor de cada um deles e suas diferentes maneiras de lidar com o passado na Fazenda Cruzeiro do Sul, em Campina do Monte Alegre, onde foram encontrados tijolos com suásticas que reforçam a ideologia nazifascista de seus antigos proprietários.

"Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil" é uma aula de história que vale a ida ao cinema. Não perca!

Assista ao trailer:

 

Leia também:

- Crítica: 'Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil': não podemos esquecer



07/07/2016 16h58

'Julieta': Almodóvar em sua zona de conforto
Ana Carolina Garcia

Nesta quinta-feira, dia 7, entra em cartaz nos cinemas brasileiros o novo filme de Pedro Almodóvar: "Julieta" (Idem - 2016), que rendeu ao seu diretor o ICS Cannes Award e uma indicação à Palma de Ouro, ambos no Festival de Cannes deste ano, onde foi bastante aplaudido após a sessão de imprensa. 

"Julieta" começa mostrando a protagonista que dá título ao longa, interpretada por Adriana Ugarte (jovem) e Emma Suárez (meia-idade), preparando sua mudança para Portugal, plano que muda ao esbarrar com a melhor amiga de sua filha na rua. O reencontro inesperado faz com que Julieta reviva lembranças dolorosas, mostradas em flashbacks. 

Julieta. Foto: Divulgação

Baseado em três contos da canadense Alice Munro, este longa coloca Almodóvar em sua zona de conforto, pois é um drama de protagonista feminina forte, muito bonito esteticamente e conduzido de maneira a envolver o espectador em poucos minutos de exibição. O roteiro também assinado por Almodóvar é bem alicerçado e sua narrativa se desenvolve sem nenhuma dificuldade, contando com a ágil montagem de José Salcedo, que faz uma bela costura entre passado e presente, inserindo cada flashback com precisão e coerência, desvendando aos poucos sua trama central.

O fato desta trama funcionar e envolver o espectador se deve às atuações fortes de Ugarte e Suárez. As atrizes estão incríveis em cena e assimilam com perspicácia as características de Julieta em suas diferentes fases, desde a jovem feliz e cheia de vida até a mulher abatida pela depressão causada pela tragédia à qual se considera culpada, bem como à posterior crise depressiva por ver sua família ruir como um castelo de areia, expondo sua estrutura fraca e dependente.

Julieta. Foto: Divulgação

Contudo, este longa não é uma obra-prima, porque conta com um Almodóvar descuidado em alguns momentos. Contendo um erro de continuidade bobo e incômodo, "Julieta" erra justamente na apresentação de duas personagens após a passagem de tempo. Vários anos se passam, Julieta surge na tela como uma mulher de meia-idade, mas sua filha Antía (Priscilla Delgado - pré-adolescência / Blanca Parés - adulta) surge na cena seguinte ainda como uma pré-adolescente com carinha de criança. O mesmo acontece com Sara (Susi Sánchez), ex-cuidadora de sua mãe e, agora, sua madrasta, também com a mesma juventude de quem se protegeu das mudanças decorrentes da idade em uma imersão duradoura em formol. São cenas rápidas, mas que colaboram para que o longa perca parte da sua credibilidade e brilho.

"Julieta" não é o melhor filme de seu diretor, mas, ainda assim, torna-se interessante devido à maneira com a qual explora o frágil relacionamento familiar e suas consequências, equilibrando delicadeza e crueza com bastante eficiência.

Assista ao trailer:

 



07/07/2016 16h34

'Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil': não podemos esquecer
Ana Carolina Garcia

Oficialmente, a escravidão foi abolida no Brasil em 13 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea. Mas, infelizmente, na prática, o trabalho escravo ainda vigora em determinadas partes do país. Uma das tenebrosas histórias sobre escravidão envolve meninos negros órfãos e uma família tradicional e influente da elite brasileira, como o cineasta Belisario Franca mostra em seu documentário "Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil" (2016), uma das estreias desta quinta-feira, dia 7.

Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil. Foto: DivulgaçãoÚltimo país ocidental a abolir a escravidão e o maior a "comprar" escravos oriundos de países africanos, o Brasil abandonou os negros à própria sorte após a sanção da Lei Áurea e, esta atitude irresponsável movida pelos mais variados motivos, principalmente preconceito e descaso para com a vida humana, os levou a uma situação igualmente degradante de miséria extrema, algo que teve graves consequências sociais que se refletiram nas décadas seguintes. 

Em 1933, dezenas de meninos negros que viviam no orfanato Romão de Mattos Duarte, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, foram submetidos à primeira de uma série de humilhações durante uma visita da abastada família Rocha Miranda ao local: balas foram jogadas às crianças numa maneira de selecionar as mais fortes do grupo, isto é, os que conseguiram pegar mais doces estavam aptos a serem levados à Fazenda Cruzeiro do Sul, em Campina do Monte Alegre, interior de São Paulo. Entre os meninos estavam as figuras centrais de "Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil": Argemiro dos Santos e Aloísio Silva, falecido em outubro do ano passado. 

Através de depoimentos emocionantes dos dois, o espectador é transportado a um cenário de crueldade que abrangia ainda ideologias nazifascistas, com direito a suásticas nos tijolos da fazenda e nos animais, no período que antecedeu a eclosão da Segunda Guerra Mundial. No entanto, há a necessidade de destacar as diferenças entre os depoimentos dos dois sobreviventes, pois enquanto Santos consegue falar com naturalidade e nenhum ressentimento aparente, deixando claro apenas o seu desejo de que ninguém seja submetido ao mesmo horror que ele no passado, Silva permite que a plateia compartilhe de sua dor e de seu sonho por justiça, uma vez que os 10 anos passados na fazenda o marcaram até o fim da vida - "A minha infância foi roubada! Nem sei o que é isso", diz Sr. Aloísio no decorrer do longa.

Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil. Foto: Divulgação

Baseado na tese de doutorado de Sidney Aguilar Filho, "Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância no Brasil (1930-1945)", este documentário aborda ainda a criação de um dos meninos, José Alves de Almeida (o "Dois", frisando que todos eram chamados por números, não pelos nomes), na casa da família Rocha Miranda, longe dos outros meninos e com uma realidade consideravelmente oposta à do grupo, apesar de não receber pelo trabalho, de acordo com relatos de seus familiares.

Roteirizado por Franca e Bianca Lenti, "Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil" conta com uma montagem precisa e um belo trabalho de fotografia. Produzido com muito esmero, este documentário consegue apresentar a dor de seus protagonistas de forma delicada e ao mesmo tempo impactante, surtindo o mesmo efeito que um soco no estômago. 

Assista ao trailer:

 



07/07/2016 10h19

'A Era do Gelo: O Big Bang' é o mais fraco da franquia
Ana Carolina Garcia

Quando o primeiro longa da franquia "A Era do Gelo" (Ice Age) foi lançado em 2002, sua trama original e divertida conquistou plateias de todas as idades, sobretudo pelo carisma de Scrat e sua obsessão pela noz, possibilitando novas aventuras nos anos seguintes. Mas, agora, em seu quinto filme, a série dá sinais claros de esgotamento, pois não há mais nenhum elemento original nem atraente a ser explorado em "A Era do Gelo: O Big Bang" (Ice Age: Collisium Course - 2016), uma das estreias desta quinta-feira, dia 07.

Com direção de Mike Thurmeier, o longa começa com Scrat em busca da noz, caindo em uma espécie de estação espacial, onde embarca numa nave mostrando uma versão própria para a formação do universo. Enquanto isso, Manny (voz de Ray Romano) sofre com ciúmes da filha e faz o possível para manter a família unida e salvar o planeta do impacto de um asteroide em rota de colisão com a Terra, seguindo o plano da doninha Buck (voz de Neil de Grasse Tyson), ao lado dos outros animais.

A Era do Gelo: O Big Bang. Foto: Divulgação

Novamente é o atrapalhado esquilo Scrat quem se destaca dentre todos os personagens, mesmo que sozinho no espaço em situações ainda mais insanas do que as apresentadas nos longas anteriores, pois Manny e sua turma estão completamente insossos neste filme.

No entanto, o maior problema de "A Era do Gelo: O Big Bang" é não manter a característica principal da franquia: o humor, uma vez que não oferece momentos genuinamente divertidos, capazes de entreter o espectador com o mínimo de qualidade. Não bastasse isso, o roteiro é raso e não explora nenhuma possibilidade da história que se propõe a contar. E, devido à sua trama vazia e previsível até mesmo para uma criança, o resultado final é de uma monotonia surpreendente.

A Era do Gelo: O Big Bang. Foto: Divulgação

Apesar de manter o padrão técnico da série, "A Era do Gelo: O Big Bang" não consegue empolgar a plateia a fim de lhe conceder bons momentos na sala de exibição, tornando-se o filme mais fraco de toda a série.

Assista ao trailer:

 



30/06/2016 15h13

'Star Trek: Sem Fronteiras': 'Nem posso acreditar, é uma honra fazer parte desse filme', diz Rihanna
Ana Carolina Garcia

Nesta quinta-feira, dia 30, o videoclipe de "Sledgehammer", a nova música de Rihanna, será exibido em salas IMAX de todo o mundo. O motivo: trata-se da música tema de "Star Trek: Sem Fronteiras" (Star Trek Beyond - 2016), cujo lançamento no Brasil está previsto para 1o de setembro.

Em vídeo divulgado pela Paramount Pictures, que você poderá conferir ao final do post, Rihanna fala sobre sua paixão pela franquia e diz sentir-se honrada em fazer parte deste longa. "Nem posso acreditar, é uma honra fazer parte desse filme", afirma a cantora.

Com produção de J.J. Abrams e direção de Justin Lin, o longa é ambientado após os eventos de "Além da Escuridão - Star Trek" (Star Trek Into Darkness - 2013) e mostra a equipe de volta à USS Enterprise uma missão que envolve uma perigosa guerra intergaláctica.

No elenco estão: Chris Pine (James T. Kirk), Zachary Quinto (Spock), Zoe Saldana (Uhura), Simon Pegg (Montgomery "Scotty" Scott), Idris Elba (Krall), John Cho (Hikaru Sulu), Karl Urban (Leonard "Bones" McCoy), Sofia Boutella (Jayla) e Anton Yelchin (Pavel Checkov).

Confira as fotos oficiais:

Foto: Divulgação

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Assista ao vídeo de Rihanna (sem legendas):



30/06/2016 01h43

AMPAS reforça o compromisso com medidas de inclusão ao convidar 683 profissionais
Ana Carolina Garcia

Na última quarta-feira, dia 29, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences - AMPAS) divulgou uma lista com os nomes dos 683 profissionais que podem se tornar membros da instituição. O convite reforça o compromisso de Cheryl Boone Isaacs com medidas de inclusão após toda a polêmica em torno do Oscar deste ano.

Foto: Divulgação (AMPAS)

"Estamos orgulhosos de receber estes novos membros da Academia, e sabemos que eles veem isso como uma oportunidade e não apenas um convite, uma missão e não apenas uma associação", afirmou a presidente da AMPAS, Cheryl Boone Isaacs, reforçando ainda que os convidados são cineastas, artistas e executivos ilustres cujas obras impactaram os fãs de cinema em todo o mundo, representando o que há de melhor na comunidade cinematográfica global.

São profissionais das mais diferentes áreas e nacionalidades (59 países ao todo), sendo que 41% não são caucasianos e 46% são mulheres. Caso eles aceitem o convite, a AMPAS terá em seu quadro geral 27% de mulheres e 11% de não-brancos, o que significa um aumento de 2% e 3%, respectivamente, em relação ao quadro atual.

Dentre os 683 convidados, 283 são estrangeiros, incluindo 11 brasileiros: os diretores Alê Abreu e Anna Muylaert; o diretor de fotografia Lula Carvalho; o produtor Rodrigo Teixeira; a roteirista Vera Blasi; os editores Affonso Gonçalves e Pedro Kos; o ilustrador Rodolfo Damaggio; o animador Renato dos Anjos; e os compositores Marcelo Zarvos e Antonio Pinto.

O que mais chama a atenção na lista deste ano é o número de convidados maior do que nos últimos anos, algo que reflete a urgência da AMPAS não somente em buscar diversidade, mas também em resgatar a imagem forte de outrora, uma vez que a instituição ficou arranhada após o anúncio dos indicados ao Oscar 2016.

A atitude da Academia certamente terá algum impacto sobre as futuras premiações. Porém, não será tão eficaz quanto se supõe porque a raiz do problema da falta de diversidade entre os indicados ao Oscar não está na instituição em si, mas na indústria do entretenimento, que não oferece oportunidades iguais a todos.

Clique aqui para conferir a lista completa dos convidados da turma de 2016.

Leia também:

- Oscar 2016: Barack Obama fala sobre a polêmica em torno da premiação
- Oscar 2016: Variety diz que o problema é de toda a indústria
- Oscar 2016: presidente da AMPAS divulga nota sobre a polêmica das indicações

*Logo Oscar - crédito: Divulgação (©A.M.P.A.S.®).