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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



19/11/2014 02h05

'Velozes & Furiosos': Universal quer mais três filmes
Ana Carolina Garcia

Desde o acidente que vitimou Paul Walker em novembro de 2013, que todos especulam se "Velozes & Furiosos 7" (Furious 7 - 2015) será o último longa da bilionária franquia, afinal, ela perdeu um de seus protagonistas. De acordo com Donna Langley, presidente da Universal Pictures, a série tem combustível de sobra para mais três filmes, pelo menos.

Foto: Divulgação

Na semana passada, durante um encontro com diversos executivos de estúdios, promovido pelo The Hollywood Reporter, Langley disse que mesmo preocupado com o desgaste da série, iniciada em 2011, o estúdio ainda acredita no seu potencial e vai observar o seu desempenho junto ao público. Ela também comentou a importância de Paul Walker para a franquia, algo inegável, pois seu personagem, Brian O'Conner, é um dos mais carismáticos na tela.

"Nós pensamos em pelo menos mais três (filmes). Paul Walker é, e sempre será, uma parte integral da história. Mas existem muitos outros grandes personagens, e teremos também a oportunidade de introduzir novos personagens. Eu acho que a franquia continua crescendo. Vamos ver o que acontecerá com 'Velozes & Furiosos 7', obviamente, mas nossa arrecadação tem crescido nos últimos três ou quatro filmes e internacionalmente, em particular", revelou Langley.

Foto: Divulgação

Nos últimos anos, a franquia ganhou muita força e isso se deve em parte à química da dupla formada por Paul Walker e Vin Diesel (Dom Toretto). E não há dúvidas sobre o sucesso e grande potencial de arrecadação de "Velozes & Furiosos 7", especialmente com toda a ansiedade que o cerca por ser o último de Walker, que teve suas cenas pendentes rodadas por seus irmãos, Cody e Caleb Walker.

No entanto, mesmo com personagens já conhecidos e queridos pelos fãs, e com novos previstos para os próximos longas, de acordo com Langley, a questão é: como lidar com a ausência de um personagem tão importante e dar continuidade à franquia sem perder o fôlego?

"Velozes & Furiosos 7" tem estreia prevista para 02 de abril de 2015.

Leia também:

- 'Velozes & Furiosos 7': Confira o primeiro trailer oficial (e fotos)

- 'Velozes & Furiosos 7': Vin Diesel divulga foto com Paul Walker e fala sobre o trailer

- 'Velozes e Furiosos': Qual será o futuro de Mia Toretto?

Assista ao trailer oficial (legendado):


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16/11/2014 01h25

A volta de Michael Keaton ao primeiro time de Hollywood
Ana Carolina Garcia

Com previsão de estreia no Brasil para 22 de janeiro de 2015, o novo filme de Alejandro González Iñárritu, "Birdman" (Idem - 2014), conta a trajetória de um ator veterano que vive um período de decadência profissional após se recusar a interpretar o super-herói que o alçou ao estrelato. Tentando recuperar a glória do passado, Riggan Thomson (Michael Keaton) decide dar vida ao personagem mais uma vez, só que longe das telas, mais precisamente nos palcos da Broadway, exercendo ainda as funções de diretor e roteirista da peça.

Foto: Divulgação

Como disse no post sobre a abertura do Festival de Veneza deste ano, a trama de "Birdman" lembra bastante a trajetória de Michael Keaton, o Batman dos dois filmes dirigidos por Tim Burton, "Batman" (Idem - 1989) e "Batman - O Retorno" (Batman Returns - 1992), e sua atuação poderia colocá-lo novamente no primeiro time de Hollywood. O que acabou acontecendo, felizmente, pois durante muito tempo seu talento e versatilidade foram mal aproveitados.

Foto: Divulgação

Após vários projetos medianos e alguns bons momentos, inclusive na TV, no telefilme "Ao Vivo de Bagdá" (Live from Baghdad - 2002) e na minissérie "A Companhia" (The Company - 2007), ambos produzidos pela HBO, sendo que o primeiro lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator em minissérie ou filme feito para a TV; Michael Keaton vive o auge de sua carreira e é um dos nomes mais cotados na corrida pelo próximo Oscar na categoria de melhor ator - mesmo sendo um pouco cedo para falar no maior prêmio do cinema mundial.

Na última sexta-feira, dia 14, o ator foi homenageado no Hollywood Film Festival e recebeu um prêmio pelo conjunto da obra, o Hollywood Career Achievement Award, cujo discurso de agradecimento você pode conferir abaixo. E a responsável por apresentar a homenagem durante a cerimônia, exibida pela rede americana CBS, foi Geena Davis, sua colega de elenco no clássico "Os Fantasmas se Divertem" (Beetlejuice - 1988) e na comédia-romântica, "Apenas Bons Amigos" (Speechless - 1994). Aplaudido de pé pelos presentes, inclusive pelo novo Batman, Ben Affleck, o ator brincou em seu discurso, afirmando que esse tipo de homenagem é feita postumamente, e que ele está vivo.

Michael Keaton é mais um típico exemplo de atores talentosos que são ignorados durante muitos anos por uma indústria competitiva que, por vezes, funciona como uma montanha-russa, como a que recentemente deu carona a Matthew McConaughey, o protagonista de "Interestelar" (Interestellar - 2014) e grande vencedor do Oscar de melhor ator deste ano por "Clube de Compras Dallas" (Dallas Buyers Club - 2013).

Leia também:

- 'Garota Exemplar' vence o Hollywood Film Award

- 'Birdman' abre o Festival de Veneza 2014

Abaixo você confere três vídeos: o trailer oficial de "Birdman", ao novo trailer que parodia "Batman - O Retorno" e o discurso do ator no Hollywood Film Awards, citado anteriormente.

Assista ao discurso de agradecimento (sem legendas):

Assista à paródia "Birdman Returns" (sem legendas):

Assista ao trailer oficial de "Birdman" (legendado):



16/11/2014 01h12

'Garota Exemplar' vence o Hollywood Film Award
Ana Carolina Garcia

A comunidade hollywoodiana já está em clima de premiações e, na última sexta-feira, dia 14, aconteceu a cerimônia de entrega do Hollywood Film Awards no Hollywood Palladium, em Los Angeles.

Foto: Divulgação

"Garota Exemplar" (Gone Girl - 2014), de David Fincher, recebeu o prêmio na categoria de melhor filme, a Hollywood Film Award. O longa ainda foi agraciado com os prêmios de melhor som e roteiro.

A 18a edição do Hollywood Award homenageou o veterano Michael Keaton pelo conjunto da obra com o Hollywood Career Achievement Award. O ator que vive o auge da carreira e vem recebendo muitos elogios da crítica internacional por sua atuação em "Birdman" (Idem - 2014), o novo longa-metragem de Alejandro González Iñárritu, previsto para estrear no Brasil em 22 de janeiro de 2015, foi aplaudido de pé pelos presentes.

Na categoria de animação, o vencedor foi "Como Treinar o Seu Dragão 2" (How To Train Your Dragon 2 - 2014), enquanto que na de blockbuster o prêmio foi para o divertido "Guardiões da Galáxia" (Guardians of the Galaxy - 2014), a grande surpresa da Marvel este ano.

Confira a lista completa de vencedores:

- Hollywood Career Achievement Award:

Michael Keaton;

- Hollywood Film Award:

"Garota Exemplar" (Gone Girl - 2014);

- Hollywood Director Award:

Morten Tyldum - "The Imitation Game" (Idem - 2014);

- Hollywood Actor Award:

Benedict Cumberbatch - "The Imitation Game";

- Hollywood Actress Award:

Julianne Moore - "Still Alice" (Idem - 2014);

- Hollywood Supporting Actor Award:

Robert Duvall - "O Juiz" (The Judge - 2014);

- Hollywood Supporting Actress Award:

Keira Knightley - "The Imitation Game";

- Hollywood Ensemble Award:

"Foxcatcher" (Idem - 2014);

- Hollywood Breakout Performance Actress Award:

Shailene Woodley - "A Culpa é das Estrelas" (The Fault in Our Stars - 2014);

- Hollywood Breakout Performance Actor Award:

Eddie Redmayne - "A Teoria de Tudo" (The Theory of Everything - 2014);

- Hollywood Breakthrough Director Award:

Jean-Marc Vallée - "Livre" (Wild - 2014);

- New Hollywood Award:

Jack O'Connell;

- Hollywood Screenwriter Award:

Gillian Flynn - "Garota Exemplar";

- Hollywood Song Award:

Janelle Monáe;

- Hollywood Animation Award:

"Como Treinar o Seu Dragão 2" (How To Train Your Dragon 2 - 2014);

- Hollywood Blockbuster Award:

"Guardiões da Galáxia" (Guardians of the Galaxy - 2014);

- Hollywood Documentary Award:

Mike Myers - "Supermensch: The Legend of Shep Gordon" (Idem - 2013);

- Hollywood Comedy Film Award:

Chris Rock - "Top Five" (Idem - 2014);  

- Hollywood International Award:

Jing Tian;

- Hollywood Cinematography Award:

Emmanuel Lubezki - "Birdman" (Idem - 2014);

- Hollywood Visual Effects Award:

Scott Farrar - "Transformers: A Era da Extinção" (Transformers: Age of Extinction - 2014);

- Hollywood Film Composer Award:

Alexandre Desplat - "The Imitation Game";

- Hollywood Costume Design Award:

Milena Canonero - "O Grande Hotel Budapeste" (The Grand Budapest Hotel - 2014);

- Hollywood Editing Award:

Jay Cassidy e Dody Dorn - "Corações de Ferro" (Fury - 2014);

- Hollywood Production Design Award:

Dylan Cole e Gary Freeman - "Malévola" (Maleficent - 2014);

- Hollywood Sound Award:

Ren Klyce - "Garota Exemplar";

- Hollywood Make-Up and Hairstyling Award:

David White e Elizabeth Yianni-Georgiou - "Guardiões da Galáxia".



14/11/2014 00h33

Disney celebra aniversário do Mickey
Ana Carolina Garcia

No final dos anos de 1920, Walt Disney perdeu para a Universal os direitos de uma de suas criações, Oswald, o Coelho Sortudo; mas o desapontamento deu lugar à sua maior criação: Mickey Mouse, que "nasceu" em 18 de novembro de 1928 e tem como co-criador o desenhista Ub Iwerks.

O camundongo mais amado do planeta pegou carona com o advento do cinema sonoro e estrelou o ótimo "Steamboat Willie" (Idem - 1928), curta-metragem que apresentou também sua namorada, Minnie, e alguns personagens que conquistaram o público nos anos seguintes, como Clarabela e Bafo-de-onça, o maior inimigo do ratinho - no Brasil o curta também é conhecido como "Barco à Vapor" e "O Vapor Willie".

Não demorou muito para que o sucesso de Mickey o consolidasse como um dos personagens mais importantes da história do cinema, especialmente porque ele também foi explorado na mídia impressa e na televisão.

Com o passar dos anos, seus criadores o modificaram, atendendo algumas exigências, entre elas, a de que ele se tornasse menos sarcástico; porém, sem nunca perder sua principal característica: a de encantar pessoas de todas as idades.

Foto: Divulgação

Por este motivo, o seu aniversário jamais poderia passar em branco. E, para celebrar a data, durante todo o mês de novembro, a The Walt Disney Company Latin America criou o "Eu e o Mickey", uma iniciativa que conta com diversas propostas, onde o ratinho é o protagonista. A festa abrange os canais da TV por assinatura (Disney Channel, Disney XD e Disney Junior); as plataformas digitais (disney.com.br e disneybabble.com); além dos canais oficiais no YouTube e Facebook.

O Disney Channel e o Disney XD exibirão diariamente curtas-metragens protagonizados por Mickey, como o já citado "Steamboat Willie", além de algumas surpresas. No dia 18, o Disney Channel exibirá seis curtas de Mickey Mouse em sequência, três inéditos, seguidos por um longa estrelado por outro rato do estúdio, "Ratatouille" (Idem - 2007).

Também para o dia 18, o Disney Junior preparou uma maratona que inclui a estreia dos especiais "A Casa do Mickey Mouse: Feliz Mickey-Aniversário" e "A Aventura Pirata do Mickey", além dos filmes "A Casa do Mickey Mouse da Disney: Mickey no País das Maravilhas" e "Mickey, Donald e Pateta - Os Três Mosqueteiros". Ainda no canal, as crianças terão a oportunidade de curtir episódios especiais de "A Casa do Mickey Mouse" de segunda a sexta e os curtas "Mousekejercicios".

No entanto, os três canais vão proporcionar ao telespectador uma deliciosa viagem no tempo, exibindo clipes que apresentam parte da história do personagem e sua evolução ao longo de 86 anos.   Já na internet, a comemoração continua nos sites Disneylatino.com e Disney.com.br com vídeos, galerias com imagens temáticas e histórias especiais na seção "Disney Blogs". Além disso, todos os curtas exibidos na TV por assinatura serão disponibilizados no site do Disney Channel (em Disney.com.br) e também no canal oficial no You Tube.

É válido ressaltar que o site do Disney Junior conta com conteúdos e atividades especiais para que as crianças comemorem o dia com as suas famílias; e que a festa continua nas páginas dos canais no Facebook.   A outra novidade da Disney para a comemoração do 86o aniversário do Mickey é para os usuários do iOS, que desde a última quinta-feira, dia 13, podem baixar seus aplicativos, filmes e músicas favoritos do Mickey, como os jogos "Castle of Illusion Starring Mickey Mouse" e "Where?s My Mickey? XL" na App Store - até o dia 27 deste mês.

* Se você é fã do personagem e quer homenageá-lo de alguma forma, terá a opção de usar em suas redes sociais a hashtag #EuEMickey ao compartilhar suas fotos favoritas ao lado do Mickey (desde uma pelúcia até uma foto com o ratinho nos parques temáticos da Disney).



12/11/2014 16h19

'Debi & Lóide 2': Filme novo, piadas velhas
Redação SRZD

Para muitos que hoje estão na casa dos 30, "Debi & Lóide - Dois Idiotas em Apuros" (Dumb and Dumber - 1994) foi um dos melhores e mais divertidos filmes assistidos em 1994. Pois é, já se passaram 20 anos desde que a van customizada nos proporcionou boas gargalhadas, especialmente pelas ações surreais dos malucos que ela transportava. O sucesso do longa dirigido pelos irmãos Peter e Bobby Farrelly foi imenso, mas, apesar disso, o filme não seguiu os rumos naturais de um produto industrial rentável por algum tempo.

Debi e Loide 2. Foto: DivulgaçãoDebi

Quando um filme faz muito sucesso é normal que o estúdio produza sequências até que ele pare de dar lucro. O problema é que em se tratando de comédias, a situação pode se tornar complicada, uma vez que muitas das franquias do gênero não se reciclam para as suas continuações, como vimos em "Esqueceram de Mim" (Home Alone - 1990), cujo segundo filme cometeu o erro de mudar apenas cenários e locações, mantendo as situações que agradaram o público no primeiro longa. Ou seja, se desgastou, tanto que a insistência da Fox em lançar mais duas continuações, sem o protagonista Macaulay Culkin, obteve um resultado desastroso.

A franquia "Debi & Lóide" (Dumb and Dumber) sofre com o mesmo problema de "Esqueceram de Mim". Seu primeiro filme caiu nas graças do público rapidamente, ainda mais por ter o comediante mais concorrido da época, Jim Carrey (Lloyd Christmas), chamado de "o novo Jerry Lewis", como um dos protagonistas. Em 2003, o filme ganhou uma prequel, "Debi & Lóide - Quando Harry Conheceu Lóide" (Dumb and Dumberer: When Harry Met Lloyd - 2003), dirigida por Troy Miller e cuja existência os irmãos Farrelly preferem ignorar. Agora, a franquia ganhou mais um longa: "Debi & Lóide 2" (Dumb and Dumber To - 2014), que estreia nesta quinta-feira, dia 13, e o SRZD já conferiu.

Debi e Loide. Foto: Divulgação

Também dirigido pelos Farrelly, "Debi & Lóide 2" utiliza a mesma fórmula do primeiro, mas sem o mesmo êxito, pois nada do que é apresentado na tela tem o mesmo impacto de outrora. As piadas escrachadas e as situações escatológicas foram tão exploradas no original que perderam a graça nesta continuação. Isso sem contar as trapalhadas, também repetidas, de uma sub-trama policial, assim como as cenas que envolvem o menino deficiente visual, agora adulto, Billy (Brady Bluhm), uma das "vítimas" preferidas de Lloyd e Harry (Jeff Daniels).

O novo longa mostra os amigos colocando novamente o pé na estrada, só que desta vez, para procurar uma jovem que Harry acredita ser sua filha e salvadora, pois está atrás de um rim compatível. Criada por uma família rica, Penny (Rachel Melvin), é tão atrapalhada quanto a dupla e tem como missão representar o pai adotivo num evento importante, que deveria ser o ponto alto da produção.

Debi e Loide. Foto: Divulgação

Novamente, Jim Carrey e Jeff Daniels se saem bem em seus respectivos e exagerados personagens, assim como Kathleen Turner (Fraida). Na verdade, Turner surpreende bastante e é a responsável por algumas das poucas risadas ao longo da sessão.

A sensação que temos ao final, é que "Debi & Lóide 2" ficou nos devendo as gargalhadas genuínas de 20 anos atrás por não se reciclar e dar um novo gás a uma franquia que poderia agradar aos adolescentes do passado e aos de hoje, na mesma intensidade.

Confira o trailer:

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09/11/2014 22h04

Paramount divulga duas fotos de 'O Exterminador do Futuro 5'
Ana Carolina Garcia

A Paramount Pictures divulgou duas fotos de "O Exterminador do Futuro 5" (Terminator Genisys - 2015), longa é roteirizado por Laeta Kalogridis e Patrick Lussier, que também assinam a sua produção executiva.

A bem sucedida franquia estrelada por Arnold Schwarzenegger e iniciada em 1984 já arrecadou mais de US$ 1 bilhão em bilheterias em todo o mundo, e seu quinto longa-metragem conta com a direção de Alan Taylor, cujo último trabalho foi o excelente "Thor: O Mundo Sombrio" (Thor: The Dark World - 2013).

Com estreia prevista para 02 de julho de 2015 no Brasil, "O Exterminador do Futuro 5" também tem em seu elenco Emilia Clarke (Sarah Connor), Jason Clarke (John Connor), Jai Courtney (Kyle Reese), Michael Gladis (Tenente Matias) e Dayo Okeniyi (Danny Dyson).

Confira as fotos:

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


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07/11/2014 01h27

'Star Wars: Episódio VII': Novo título é anunciado
Ana Carolina Garcia

A Disney divulgou na última quinta-feira, dia 06, o título e a logo oficiais do novo longa da franquia "Guerra nas Estrelas" (Star Wars): "Star Wars: The Force Awakens" (2015), ainda sem título em português.

Foto: Divulgação

Mas essa não é a única novidade sobre o longa, até então intitulado de "Guerra nas Estrelas: Episódio VII" (Star Wars: Episode VII - 2015). Na última segunda-feira, dia 03, J.J. Abrams anunciou o término das filmagens e divulgou uma carta que ele e os produtores Bryan Burke e Kathleen Kennedy enviaram à equipe, agradecendo e parabenizando a todos pelo trabalho nos sets - você pode conferir a carta, postada por James Rose (efeitos visuais) no Twitter, ao final.

A outra novidade, que causou bastante alvoroço, gira em torno do comentário do ator Anthony Daniels, intérprete de C-3PO em todos os filmes. Em sua conta no Twitter, o ator afirmou que a nova sequência supera o clássico "Guerra nas Estrelas: Episódio V - O Império Contra-ataca" (Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back - 1980): "'Nenhuma sequência é melhor que O Império Contra-ataca'. Vocês podem engolir essas palavras no jantar de Natal em 2015. Alegria e indigestão para o mundo!".

Para os fãs, o único problema agora é controlar a ansiedade em torno de "Star Wars: The Force Awakens", cuja estreia será em 17 de dezembro de 2015. Aí, sim, saberemos se Daniels tem ou não razão.

Leia a carta:

"Ao extraordinário elenco e equipe de Episódio VII: É uma verdadeira honra e uma absoluta alegria vir ao set todos os dias e trabalhar ao lado de cada um de vocês. O seu profissionalismo, paixão e paciência são mais profundamente apreciados do que nós jamais poderíamos expressar. Dos desertos de Abu Dhabi, à Floresta de Dean, aos palcos de Pinewood, vocês superaram cada desafio e foram tão incrivelmente gentis quanto são brilhantemente talentosos. A nossa ambição aqui é grande, claro, e ela precisa ser: estamos aqui para fazer um filme que divirta milhões de pessoas, de todas as idades, por gerações. Para criar uma experiência que as pessoas vão gostar de assistir tanto quanto nós gostamos de fazer, juntos. Como seria bom se vocês tivessem, além de seu nome na tela, uma prova real, verdadeira, tangível de que vocês foram parte disso! Aqui está, portanto, esta prova. Use-a bem, use-a de modo saudável, use-a com orgulho. Mas, acima de tudo, obrigado.

Com amor,

J.J. Abrams, Kathleen Kennedy e Bryan Burke."



06/11/2014 23h51

Disney confirma 'Toy Story 4'
Ana Carolina Garcia

Durante muito tempo, todos acreditaram que a história de Woody (voz de Tom Hanks) e Buzz Lightyear (voz de Tim Allen) havia sido concluída após a ida de Andy (voz de John Morris) para a universidade em "Toy Story 3" (Idem - 2010), vencedor do Oscar de melhor animação e canção original ("We Belong Together"). Mas, nos últimos anos, começaram a circular rumores de um novo longa da franquia, iniciada em 1995 e que rendeu à Disney quase US$ 2 bilhões em bilheterias. Nesta quinta-feira, dia 06, Bob Iger, presidente da The Walt Disney Company, confirmou a produção de "Toy Story 4" (Idem - 2017).

Foto: Divulgação

Diretor dos dois primeiros filmes da série, John Lasseter também assumirá a direção desta sequência. Em comunicado oficial, o todo poderoso da Pixar afirmou que durante muito tempo não houve nenhum tipo de conversa sobre mais uma sequência.

"Nós amamos tanto esses personagens; eles são como da família para nós. Nós não queremos fazer nada com eles a menos que faça jus ou supere o que aconteceu antes. 'Toy Story 3' terminou a história de Woody, Buzz e Andy perfeitamente que por um longo tempo, nós nem conversamos sobre fazer outro filme. Mas quando Andrew (Stanton), Pete (Docter), Lee (Unkrich) e eu tivemos essa ideia, eu simplesmente não consegui parar de pensar a respeito. Foi tão excitante para mim, que eu sabia que tinha de fazer este filme - e eu quero dirigi-lo sozinho", afirmou Lasseter em comunicado oficial.

De acordo com o The Hollywood Reporter, "Toy Story 4" terá roteiro de Rashida Jones e Will McCormack e será lançado em 16 de junho de 2017 nos Estados Unidos.



06/11/2014 23h46

Dica: 'Interestelar'
Ana Carolina Garcia

Um dos cineastas mais respeitados e requisitados em Hollywood, Christopher Nolan oferece ao público o seu filme mais audacioso: "Interestelar" (Interestellar - 2014), que entrou em cartaz nesta quinta-feira, dia 06.

Foto: Divulgação

Com referências claras a ficções-científicas de sucesso, especialmente ao clássico "2001 - Uma Odisséia no Espaço" (2001: A Space Odyssey - 1968), de Stanley Kubrick, o longa é tecnicamente perfeito, um verdadeiro deleite para o espectador, ainda mais se for assistido numa sala com tecnologia IMAX.

Além disso, conta com roteiro interessante e com atuações incríveis de todo o elenco, principalmente de Matthew McConaughey (Cooper), Anne Hathaway (Dra. Brand) e Jessica Chastain (Murph Cooper, adulta).

Considerado uma das apostas do Oscar 2015, "Interestelar" acerta em cheio ao misturar ficção-científica, aventura e drama familiar, desenvolvendo sua trama com bastante calma, mas sem cansar a plateia em nenhum momento.

Então, fica a dica: corra para o cinema e assista "Interestelar"!

Leia também:

- Crítica: 'Interestelar' é o filme mais audacioso de Christopher Nolan

Assista ao trailer oficial legendado:



06/11/2014 14h23

'Interestelar' é o filme mais audacioso de Christopher Nolan
Ana Carolina Garcia

No ano passado, a indústria cinematográfica entrou em polvorosa após o lançamento de drama "Gravidade" (Gravity - 2013), que logo conquistou um lugar entre as maiores produções de ficção-científica de todos os tempos. A trama simples do longa de Alfonso Cuarón contrasta com a complexidade apresentada no novo filme de Christopher Nolan, "Interestelar" (Interestellar - 2014), que estreia nesta quinta-feira, dia 06. O SRZD já conferiu e fala um pouquinho sobre esta produção deslumbrante.

Insterestelar. Foto: Divulgação

"Interestelar" é o filme mais audacioso e imponente de Nolan, mesmo fazendo referências constantes a ficções-científicas de sucesso, como o já citado "Gravidade" e, principalmente, a "2001 - Uma Odisséia no Espaço" (2001: A Space Odyssey - 1968). Contudo, ele vai muito além das referências que surgem como homenagens em meio a uma trama construída brilhantemente e que mistura ficção-científica, aventura e drama familiar, integrando-os com uma naturalidade rara.

No longa, Cooper (Matthew McConaughey) é um engenheiro e ex-astronauta da NASA que vive numa fazenda de plantação de milho com o sogro e os dois filhos. Com o planeta praticamente em colapso e assolado por catástrofes naturais, Cooper faz o que pode para garantir a subsistência de sua família, inclusive aceitar embarcar em uma missão espacial cujo objetivo aparente é salvar o futuro da humanidade, examinando possíveis planetas que possam ser habitados por seres humanos, tendo plena consciência de que poderá não reencontrar seus filhos (não dá para falar mais do que isso por causa de spoilers).

O diferencial aqui é justamente equilibrar o lado humano da trama com o científico, fazendo com que um complemente o outro de alguma forma, especialmente através do forte laço afetivo entre Cooper e sua filha, uma menina que desde cedo demonstra ter os mesmos interesses do pai.

Interestelar. Foto: Divulgaçao

Tamanho equilíbrio deve-se, sobretudo, ao roteiro assinado por Nolan e seu irmão, Jonathan. Inspirado na obra de Kip Thorne, físico teórico, o roteiro é inteligente, bem amarrado e consegue transmitir sua mensagem ao público de maneira a fazê-lo esquecer da complexidade da trama que se desenvolve sem pressa, tanto pela questão familiar quanto pela científica, espaço-temporal. Aliado a isso, é imprescindível destacar a eficiente montagem de Lee Smith, parceiro de Nolan em alguns de seus filmes, entre eles os da bem sucedida trilogia "Batman".

"Interestelar" soube se aproveitar do que há de melhor em tecnologia na indústria e é visualmente primoroso, mas sem esquecer-se de utilizar belos cenários naturais, o que concede uma veracidade incrível a esta produção que já é considerada uma das principais apostas do Oscar 2015.

Interestelar. Foto: Divulgação

O fato de ter sido rodado com câmeras IMAX agrega ainda mais valor ao longa, pois potencializa todos os elementos que o compõem, como fotografia, direção de arte, efeitos visuais e sonoros, entre tantos outros, todos excelentes. Por esta razão, é válido assisti-lo numa sala com tecnologia IMAX.

No entanto, o alto padrão tecnológico exigido por um filme deste porte não é suficiente para conquistar a empatia do público. Para isso, é necessário contar com um time de profissionais renomados em seu elenco. E isso, "Interestelar" tem de sobra. Os atores estão incríveis em cena, esbanjando química entre eles e total interação com a trama, especialmente McConaughey, Anne Hathaway (Dra. Brand) e Jessica Chastain (Murph Cooper, adulta).

Com "Interestelar", Nolan prova que é possível realizar ficções-científicas grandiosas capazes de explorar a questão humana sem cometer o erro de ficar totalmente sem sentido. No fim das contas, é uma produção sobre o desespero do homem em garantir a perpetuidade da espécie, mesmo que em condições inóspitas, sofrendo as consequências de suas escolhas, mas sem perder a característica empreendedora tão reforçada pelo personagem de McConaughey.

Confira o trailer:   

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01/11/2014 18h17

'Velozes & Furiosos 7': Confira o primeiro trailer oficial
Ana Carolina Garcia

Foto: DivulgaçãoNeste sábado, dia 1o, a Universal Pictures divulgou o primeiro trailer oficial de "Velozes & Furiosos 7" (Furious 7 - 2015), após uma semana de campanha, intitulada "7 dias de 7", na página oficial do filme no Facebook. Essa campanha foi composta por fotos oficiais (abaixo) e vídeos curtíssimos, que serviram como aquecimento para o trailer.

Divulgado 11 meses após o acidente de carro que vitimou Paul Walker (Brian O'Conner), o vídeo foi apresentado ao público durante um evento em Los Angeles, transmitido ao vivo pela internet, que contou com a presença de Vin Diesel (Dom Toretto), Jason Statham (Ian Shaw), Ludacris (Tej Parker), Tyrese Gibson (Roman Pearce), Jordana Brewster (Mia Toretto) e Michelle Rodriguez (Letty Ortiz).

Durante o evento de lançamento, apresentado pelo E! Entertainment, os atores falaram sobre a dor da perda de Paul Walker e se emocionaram bastante, deixando nítido o carinho e amor que têm pelo amigo. Eles contaram que precisaram apoiar uns aos outros após a tragédia, enfatizando, mais uma vez, que sua relação vai além das telas e dos sets, pois são como uma família.

Ao final da exibição, o que o público pôde ver foi uma plateia eufórica aplaudindo o trailer de pé, enquanto os atores se emocionavam com sua recepção calorosa e com o que havia sido mostrado. Mas, principalmente, o que chamou a atenção foi a reação de Diesel, que permaneceu sentado de óculos escuros num misto de felicidade pelo trabalho concluído e tristeza pela ausência do amigo a quem chamava de irmão.

Devido ao acidente fatal de Walker, as filmagens foram interrompidas por quatro meses, algo imprescindível para que todos os membros da equipe se recuperassem emocionalmente e também para que o estúdio pudesse decidir o destino de Brian O?Conner, fazendo as modificações necessárias no roteiro e lhe concedendo um desfecho digno que não desrespeitasse a sua memória. Além disso, a Universal e a equipe do longa precisaram se organizar para filmar as cenas que o ator não pôde concluir, usando seus irmãos, Cody e Caleb, como dublês e ainda recursos de computação gráfica.

Dirigido por James Wan, "Velozes & Furiosos 7" já teve diversas datas de lançamento divulgadas. A previsão, agora, é que chegue aos cinemas brasileiros em 02 de abril de 2015.

Leia também:

- 'Velozes & Furiosos 7': Vin Diesel divulga foto com Paul Walker e fala sobre o trailer

- 'Velozes & Furiosos 7': Equipe agradece apoio dos fãs e divulga nova data de estreia no Brasil

- Terminam as filmagens de 'Velozes & Furiosos 7'

- Irmãos de Paul Walker rodam cenas de 'Velozes e Furiosos 7'

- 'Velozes e Furiosos 7': Universal define o desfecho de Brian O'Conner

Confira as fotos oficiais:

 Foto: Divulgação

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Assista ao trailer:


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31/10/2014 01h03

Hollywood e o Terceiro Reich
Ana Carolina Garcia

É do conhecimento de todos que o cinema americano enfrentou sérios problemas no período do macarthismo, quando suas produções estavam sob o jugo da censura e muitos de seus profissionais foram perseguidos, pois seus nomes constavam na chamada "lista negra", composta por supostos comunistas ou simpatizantes. O que poucos sabem é que quando isso aconteceu, a censura não era novidade em Hollywood porque a indústria já havia sido censurada anteriormente... pelos nazistas. Para entender isso melhor, precisamos voltar um pouquinho no tempo, até o final da década de 1920.

Em 1929, os Estados Unidos foram assolados pela Quebra da Bolsa de Nova York que o colocou em sua maior crise econômica cujas consequências foram sentidas por muitos anos. Enquanto isso, na Europa do início dos anos de 1930, a ascensão do nazismo já era uma realidade que colocava o mundo num cenário preocupante que culminou com a explosão da Segunda Guerra Mundial em 1939.

Neste período, Hollywood colhia os frutos do advento do som e da fala, vivendo sua Era de Ouro, eternizada através de grandes produções como "... E O Vento Levou" (Gone With the Wind - 1939) e "O Mágico de Oz" (The Wizard of Oz - 1939), ambas da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), o mais importante e poderoso estúdio dos anos de 1930 e 1940.

Os produtos made in Hollywood faziam sucesso em todo o mundo, uma vez que a indústria já estava consolidada como a maior, agradando pessoas de todas as idades, inclusive conquistando a simpatia de ninguém menos que Adolf Hitler, que, de acordo com historiadores, assistia a filmes diariamente, classificando-os como bons ou ruins, basicamente, e quando não gostava da produção a que assistia por algum motivo, mandava desligar o projetor.

Foto: DivulgaçãoHitler era monstruoso, mas não era burro e sabia que o cinema era um importante veículo de comunicação de massa e tinha, portanto, a capacidade de formar opinião, especialmente porque naquela época a televisão não era uma realidade concreta. Por este motivo, o Terceiro Reich trabalhou em parceria com alguns estúdios de Hollywood determinando quais alterações deveriam ser feitas, algumas vezes mudando apenas o título para distribuição no mercado alemão, como em "King Kong" (Idem - 1933), ou substituindo diálogos, fazendo cortes que em certos casos acabavam com a qualidade dos filmes e, até mesmo, obrigando os executivos de estúdios a engavetar projetos de forma definitiva. Mas, acima de tudo, seguindo a regra básica de não produzir filmes considerados antigermânicos.

Os estúdios se submeteram aos desmandos do Reich para não perder os lucros obtidos na Alemanha, muito receptiva às suas produções, assim como acontecia em outros países do velho continente. O problema é que logo as perseguições aos judeus se tornaram conhecidas e muitas das companhias de cinema eram chefiadas por judeus, que aceitaram o jogo do Führer por bastante tempo, como por exemplo, Louis B. Mayer, o homem mais temido em Hollywood à época.

Mayer comandava a Metro e tinha conexões com outros estúdios, mas apesar do poder que detinha, cedeu a praticamente todas as exigências dos nazistas, chegando ainda mais longe ao permitir que a empresa financiasse armamentos para o exército alemão, de acordo com o que foi publicado por Ben Urwand em seu livro "A Colaboração - O Pacto Entre Hollywood e o Nazismo" - interessante registro sobre esse período sombrio da História.

Ao longo dos anos de 1930, alguns estúdios fecharam seus escritórios na Alemanha e somente a MGM, a Twentieth Century-Fox e a Paramount continuaram a exercer suas atividades no país, sob o jugo do Terceiro Reich, que também tinha um representante em Hollywood para analisar cada projeto, vetando-o ou não, modificando-o ou não, enfim, ditando regras num período em que o Código Hays já vigorava e controlava as produções. Com isso, poucos ousavam realizar filmes antinazistas e todos sabiam que qualquer produção protagonizada por atores judeus seria proibida na Alemanha, bem como as que apresentavam tramas com menções ao povo judeu.

Aos poucos, a indústria conseguiu se desvincular do controle imposto pelos nazistas e começou a produzir filmes atacando o regime de Hitler. Contudo, por influência do Escritório Hays e de nomes como o de Mayer, ocorreram tantos cortes em tantos filmes, que às vezes o produto final estreava ridiculamente sem sentido, pois havia perdido sua essência na sala de edição.

Foto: Divulgação

Alguns filmes já haviam sido lançados abordando o tema quando Charles Chaplin estreou a comédia "O Grande Ditador" (The Great Dictator - 1940), após ter cogitado a hipótese de desistir do projeto, uma sátira a Hitler, ao Terceiro Reich e a Benito Mussolini. Suas filmagens começaram em 1939, apenas seis dias após o início da Segunda Guerra, e levaram mais de um ano para serem concluídas. Defensor ferrenho do cinema mudo, Chaplin se rendeu ao advento da fala para fazer uma crítica ao regime nazifascista, enfrentando certa resistência de algumas pessoas em Hollywood, que temiam a proibição do longa em diversos países, bem como sua repercussão e consequências para outros estúdios que ainda mantinham um acordo colaborativo com os oficiais alemães, o que ocasionaria grande prejuízo financeiro.

Obviamente, "O Grande Ditador" só foi exibido na Alemanha após o término do conflito, quando já havia se tornado um dos longas mais importantes não apenas da era clássica de Hollywood, mas da história do cinema mundial. Desta produção, destaco duas cenas: a de Chaplin com o balão que representa o globo terrestre e a do discurso final - que comentei num post do ano passado ("Argo", Hollywood e política). São cenas bastante significativas e de força impressionantes, algo raro em filmes de quaisquer épocas.

A submissão dos estúdios aos oficiais nazistas também se deve ao fato de o governo americano ter assumido uma postura neutra em relação à Segunda Guerra Mundial, situação que mudou quando os japoneses atacaram a base americana de Pearl Harbor em dezembro de 1941, obrigando os Estados Unidos a entrar no conflito e lutar ao lado do grupo dos Aliados contra os países do Eixo.

A adesão americana foi o ponto determinante para uma mudança significativa para a comunidade hollywoodiana, liberta da censura imposta pelo Reich e que fora impulsionada pelo lucro de seus produtos no mercado alemão. Totalmente dedicada a denunciar as atrocidades do regime nazifascista de Adolf Hitler e Benito Mussolini, a indústria cinematográfica se reuniu no chamado esforço de guerra que, entre outras coisas, objetivava produzir filmes com objetivos distintos: fazer propaganda contra os nazistas e entreter os soldados aliados com comédias e musicais.

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30/10/2014 03h15

Dica: 'Tim Maia'
Ana Carolina Garcia

Com direção de Mauro Lima, "Tim Maia" (2014), adaptação cinematográfica de "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 30, e tem tudo para se tornar um sucesso de público.

Foto: Divulgação

Ao contrário de algumas biografias que escondem os defeitos e problemas das personalidades retratadas, este filme não faz nenhuma concessão e apresenta Tim Maia como um homem comum, cheio de problemas e, principalmente, como inimigo dele mesmo. Com isso, o que vemos na tela é um retrato honesto da trajetória de um artista completo, controverso e dono de um vozeirão inigualável, o mais forte que o Bar Divino na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, nos ofereceu.

"Tim Maia" é uma produção imperdível até mesmo para quem nunca foi fã do cantor ou simplesmente não gosta de suas músicas. Enquanto que para os fãs, é uma oportunidade de conhecer melhor o ídolo e tentar entender algumas de suas atitudes polêmicas exploradas pela mídia.

Fica a dica: corra para o cinema mais próximo e assista "Tim Maia"!

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30/10/2014 03h05

Dica: 'Boyhood: Da Infância à Juventude'
Ana Carolina Garcia

Pouco tempo depois de ter sido exibido na Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio, um dos melhores filmes deste ano entra em cartaz em cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta quinta-feira, dia 30: "Boyhood: Da Infância à Juventude" (Boyhood - 2014), produzido, dirigido e roteirizado por Richard Linklater.

Foto: Divulgação

O diferencial deste drama que mostra a vida de um menino até a sua ida para a universidade, é que Linklater optou por não escalar atores diferentes para o mesmo personagem, levando 12 anos para concluir as filmagens e aproveitando-se de cada transformação do elenco, o que deu um charme a mais a este longa, pois o cineasta explorou com competência a química entre os atores e tudo se encaixou com muita naturalidade, alicerçado por um bom roteiro.

Vencedor do Urso de Prata de melhor direção do Festival de Berlim deste ano, "Boyhood: Da Infância à Juventude" é uma produção excelente e que merece ser assistida ao menos uma vez. Não perca!

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Assista ao trailer oficial:



24/10/2014 01h13

'O Rei Leão' completa 20 anos
Ana Carolina Garcia

Esta semana a Rede Cinemark anunciou que exibirá quatro sucessos dos estúdios Disney, entre eles, "A Bela e a Fera" (Beauty and the Beast - 1991), o grande responsável pelo renascimento do departamento de animação da empresa do Mickey Mouse. O sucesso estrondoso desta verdadeira obra-prima, a primeira animação a disputar o Oscar de melhor filme, possibilitou a criação de tantas outras produções primorosas que, infelizmente, não serão exibidas pelo Cinemark - ao menos, não por enquanto.

Foto: DivulgaçãoOs anos que se seguiram após o lançamento de "A Bela e a Fera" foram importantes para recolocar o estúdio na posição do melhor do mercado de animação em todo o mundo. Desta forma, animações como "Aladdin" (Idem - 1992) e "O Rei Leão" (The Lion King - 1994) entraram para a história do cinema como alguns dos maiores clássicos de Walt Disney e, desde então, vêm encantando gerações. E este ano, a história do leãozinho Simba (vozes de Jonathan Taylor Thomas e Matthew Broderick) comemora seu 20o aniversário.

Lançado no mercado americano em junho de 1994, o longa chegou ao Brasil no mês seguinte, e não demorou muito para se tornar uma febre entre crianças de todas as idades. Realmente, trata-se de uma produção encantadora e atemporal, pois aborda temas universais como família, religião, traição, redenção, comunidade e senso de responsabilidade para com os seus.

Foto: DivulgaçãoA fácil identificação junto ao público, infantil e adulto, é resultado de um processo de produção no qual a espontaneidade era o fio condutor. Tal espontaneidade pode se dever ao fato de que "O Rei Leão" era um projeto secundário do estúdio e desacreditado por todos, inclusive por membros da equipe que o julgavam tolo e se questionavam se a plateia seria capaz de se interessar por uma trama sobre leões na savana africana.

Classificado nos bastidores como Bambi da África com toques de Hamlet, posteriormente apelidado de "Bamb-let", como conta a roteirista Irene Mecchi nos extras do DVD, o longa foi produzido à sombra de "Pocahontas - O Encontro de Dois Mundos" (Pocahontas - 1995) pelo time "B" de animadores; ao qual, alguns integrantes sonhavam em fazer parte do time "A", responsável pela trama do capitão inglês que se apaixona por uma índia, em meio a uma disputa por terras na América.

Dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff, o longa utilizou técnicas de animações tradicionais e computadorizadas, para acentuar alguns detalhes e sequências, como por exemplo, sombras e movimentos dos animais e o estouro da manada de gnus, sequência que levou cerca de dois anos para ser concluída.

Foto: Divulgação

A opção de utilizar as duas técnicas oferece ao espectador o charme inigualável da animação tradicional e a riqueza de detalhes da computação gráfica, fazendo de "O Rei Leão" uma produção esteticamente linda.

Mas sua beleza vai muito além de imagens perfeitas, pois seus idealizadores souberam contar a história de Simba com muita leveza e sensibilidade, mesmo nas cenas dramáticas, como a do atentado de Scar (voz de Jeremy Irons) à Mufasa (voz de James Earl Jones).

Ainda no que diz respeito ao quesito beleza, outro fator importantíssimo precisa ser mencionado: a utilização de elementos da cultura africana em todo o filme, especialmente em sua trilha sonora assinada por Hans Zimmer.

"O Rei Leão" é um clássico emocionante e que merece ser assistido sempre que possível. Relançado em 3D em 2011, o longa ganhou duas continuações que foram lançadas diretamente em vídeo: "O Rei Leão 2 - O Reino de Simba" (The Lion King II: Simba's Pride - 1998) e "O Rei Leão 3: Hakuna Matata" (The Lion King 1½ - 2004).

Entre seus inúmeros prêmios estão o Oscar de melhor canção original por "Can You Feel the Love Tonight" e três Globos de Ouro, nas categorias de melhor filme - comédia / musical, trilha sonora original e canção original para "Can You Feel the Love Tonight".

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